Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol Nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol Nacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de setembro de 2010

Villas Boas no turbilhão de recordes


Primeiros oito jogos oficiais a vencer. Nem Pedroto, nem Artur Jorge, nem Mourinho, nem Jesualdo: só Villas Boas pode atacar a marca de Mihaly Siska. E o calendário até inspira...

Com estrondo, sem estrondo. O FC Porto na versão André Villas Boas começa a dar demasiado nas vistas, por muito que o próprio treinador (que até começou por ser o mais questionado... da questão!) mantenha a rédea curta, aconselhando prudência aos adeptos e humildade aos jogadores.

Mas sempre são oito vitórias consecutivas a abrir a temporada oficial, e para encontrar melhor, é preciso colocar uma máscara e remexer o baú até ao fundo, mesmo ao fundo!, recuando quase ao início da história dos campeonatos...

Com as oito vitórias agregadas, Villas Boas já se tornou num dos grandes herdeiros dessa história, e já passou a limpo tudo o que os grandes nomes contemporâneos como Mourinho e Jesualdo fizeram, este milénio.

Nesse ainda pequeno mas significativo pormenor, já dissolveu todas as marcas mais recentes, pois nenhum dos treinadores desta década/milénio conseguiu melhor do que três vitórias a abrir a temporada, e nem se pode colocar a questão do calendário: Villas Boas já defrontou o campeão em título, o Sp. Bragada Champions e já teve três jogos europeus, enquanto, e por comparação, Octávio, a abrir a década, até esteve muito bem, mas deixou os jogadores irem de passeio até Barry Town (derrota vexatória por 3-1, depois de 8-0 na primeira mão) e, assim, ninguém segura o lugar na história...

in "abola.pt"

sábado, 14 de agosto de 2010

Ruben preterido - está recuperado da lesão mas descansa para o genk


Desde o meio da semana que Ruben Micael está recuperado da mialgia na coxa direita contraída no jogo com o Bordéus, mas nem assim o médio faz parte dos convocados. Villas-Boas optou por não chamar o madeirense para a Figueira da Foz, poupando-o para o primeiro duelo com o Genk. Desta forma, o regresso à competição em encontros oficiais fica adiado.


Foi a 14 de abril, quando os azuis e brancos bateram o Rio Ave, para a Taça de Portugal, que Ruben Micael esteve pela última vez na equipa. A lesão no pé direito impediu-o de jogar nas últimas jornadas da Liga e na final da Taça de Portugal. Já esteve em campo na pré-época, mas acabou por lesionar-se no Torneio de Paris. Por esse motivo falhou a presença na Supertaça e agora não defronta a Naval.

Em sentido contrário e com vista ao reforço do meio-campo, Villas-Boas já pode contar com Guarín. O internacional colombiano tinha falhado o jogo com o Benfica, por ainda não estar na sua melhor condição física, mas já é opção para a deslocação à Figueira da Foz. A titularidade, essa, ainda terá de esperar, porque o eleito para jogar próximo de Fernando e João Moutinho é Belluschi. Uma parceria de sucesso.

in "record.pt"

Alex reforça plantel do Stª. Clara


O Santa Clara garantiu a contratação do médio-ofensivo Alex, proveniente do FC Porto. O futebolista, de 19 anos, já se treina com a equipa há 15 dias, mas apenas ontem ficou confirmado o acordo entre a comissão administrativa do clube açoriano, juntamente com a SAD do FC Porto e Nacional, clubes onde o futebolista madeirense efetuou a sua formação.


Alex assinou um contrato válido para as próximas três temporadas, sendo considerado uma jovem promessa da equipa de Ponta Delgada para o futuro.

O FC Porto e o Nacional ficam com uma percentagem do passe do futebolista em caso de uma futura transferência.

Entretanto o clube açoriano recebeu a chegada de Kiki Ballack, um jovem, de 20 anos, de Cabo Verde, internacional pelas camadas jovens, que vai ser observado durante os próximos dias. Se o atleta revelar qualidades o clube pretende efetuar um contrato de longa duração com o futebolista para salvaguardar um potencial negócio no futuro, como aconteceu esta temporada com a venda de Stopira e Valter, respetivamente para o Desportivo da Corunha e Ceuta. O técnico Bruno Moura, já poderá utilizar Renato frente ao Estoril.

in "record.pt"

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Águias foram ultrapassadas no confronto directo

O 50º título no futebol sénior de Pinto da Costa enquanto presidente serviu para desempatar a favor do FC Porto o histórico do confronto directo entre dragões e águias. O Estádio de Aveiro foi palco do 215º clássico entre estas duas equipas, tendo o FC Porto alcançado o 82º triunfo, mais um do que o rival. Registam-se, ainda, 53 empates. A diferença de golos marcados e sofridos pende para a Luz: 350-312. O primeiro jogo oficial entre FC Porto e Benfica realizou-se a 28 de Junho de 1931 no Campo do Arnado em Coimbra, na final do Campeonato de Portugal que os encarnados venceram por 3-0. Em 83/84, o Benfica tinha uma vantagem de 17 vitórias, mas desde a entrada de Pinto da Costa para a presidência, os portistas foram equilibrando a balança dos clássicos, estando neste momento à frente.


Refira-se ainda que no número de títulos conquistados, a vantagem do Benfica passou para apenas um: 67 contra 66.

in "ojogo.pt"

A transição rápida é eterna


Transição rápida, lembra-se? Sim, Jesualdo Ferreira referiu-se a ela durante quatro anos, destacando-a entre as razões do sucesso que valeram três campeonatos, duas taças de Portugal e outras tantas Supertaças. A 17ª Supertaça do FC Porto não leva o nome do antecessor, mas André Villas-Boas bem que beneficiou da tal transição rápida, ainda que haja pormenores que não a tornando melhor, fazem desta rápida saída para o ataque, ao minuto 67, um pormenor de uma marca de água que o novo treinador pretende ver no estilo de jogo da equipa. No cômputo geral, Villas-Boas quererá um FC Porto menos expectante, mas isso não invalida que deixe de desejar uma equipa capaz de aproveitar o contra-ataque.

O FC Porto precisou de apenas 14 segundos para recuperar a bola junto da sua área,fazê-la passar por três jogadores e festejar o remate certeiro de Falcao, que dessa forma marcou o seu primeiro golo ao Benfica. Pouco ou muito tempo? Talvez mais importante do que isso sejam outros pormenores que passaram despercebidos, escondidos pela rapidez e pelo movimento dos intervenientes na jogada que sentenciou o resultado.

É certo que o sucesso de uma equipa precisa, na maioria dos casos, de um erro do adversário. Ontem foi esse o caso. Saviola foi quem errou o passe diante da área portista, Carlos Martins foi quem deixou de pressionar Álvaro Pereira, David Luiz foi o central que não estava na defesa. O mérito do FC Porto esteve também em aproveitar isso mesmo, em especial a ausência do defesa-central que, à imagem do que faz regularmente, havia entrado pelo meio-campo do FC Porto na procura do desequilíbrio. Ou seja, os portistas revelaram a inteligência para aproveitar tudo isto e cumprir na perfeição a sua parte do trabalho, já que não basta o erro alheio.

O resto é trabalho de casa. Fernando tem de participar mais no processo ofensivo? Tem, disse André Villas-Boas na pré-temporada. Pois bem, a concluir o ataque que resultou no 2-0, estavam três portistas na área do Benfica: Falcao, autor do golo, Belluschi mais perto do segundo poste, e... Fernando, o trinco que Villas-Boas quer mais interveniente na construção do jogo. Aliás, o brasileiro foi o primeiro a tentar abraçar o colombiano que concluiu na perfeição outro trabalho de casa. Depois de dois cruzamentos por alto terem semeado, na primeira parte, o pânico na área benfiquista, Villas-Boas pediu, para a segunda metade, cruzamentos rasteiros...



E a diferença foi... Belluschi
 
Houve uma diferença óbvia entre o FC Porto de Villas-Boas que venceu a Supertaça e o FC Porto de Jesualdo que jogou três clássicos com o Benfica na época passada, tendo apenas vencido o último. Qual? O maior número de faltas praticado pela equipa, que denota maior agressividade na procura da bola e também maior pressão sobre o adversário. O JOGO falou com Carlos Azenha, ex-adjunto de Jesualdo, para tentar perceber as diferenças de comportamento e chegou a uma conclusão: Belluschi. O argentino foi o grande culpado pela subida dos níveis de agressividade no meio-campo.


Primeiro os números da época passada. No primeiro clássico, disputado na Luz, o FC Porto perdeu por 1-0 e fez 22 faltas contra 20 do Benfica. No clássico do meio, que valeu a Taça da Liga para o Benfica, o FC Porto somou 16 faltas apenas e os encarnados registaram 20. No último clássico, no Dragão e que terminou com a vitória portista por 3-1, houve 14 faltas da equipa de Jesualdo e 15 da equipa de Jesus. Anteontem, a tendência inverteu-se. O FC Porto fez 24 faltas e o Benfica apenas 19. "Menos faltas pode indicar mais posse de bola", esclareceu Carlos Azenha. E foi isso mesmo que aconteceu, porque o Benfica registou 55 por cento de posse de bola contra 45 por cento do FC Porto. Ora, na pressão sobre o adversário destacou-se Belluschi. "O FC Porto foi muito agressivo no meio-campo. Se a missão de recuperador de bolas de Fernando faz com que cometa faltas, já Belluschi esteve mais agressivo do que o habitual. Se houve Moutinho, que no Sporting também fazia pressão sobre o adversário, a grande diferença teve que ver com Belluschi", explicou. Em contraponto às 24 faltas de anteontem, a média na época passada foi de 16,13 infracções por jogo.

Números

22

O FC Porto de Jesualdo Ferreira registou 22 faltas no clássico da época passada jogado na Luz e que o Benfica venceu por 1-0. O árbitro foi Lucílio Baptista e no túnel houve muita confusão.

16

Na final da Taça da Liga disputada no Algarve, e que o Benfica arrecadou, o FC Porto fez apenas 16 faltas. Jorge Sousa foi o árbitro.

14

No Dragão o FC Porto venceu por 3-1 e somou 14 faltas, o valor mais baixo dos clássicos da época passada com o Benfica.

in "ojogo.pt"

domingo, 8 de agosto de 2010

FC Porto um a um

Helton


Concentração máxima em todos os lances. Se nos cantos revelou segurança a agarrar a bola ou a socá-la, entre os postes evidenciou-se ao parar dois remates de Carlos Martins, um na primeira e outro na segunda parte, e ainda outro de Saviola. Importantíssimo para garantir a inviolabilidade das redes na noite em que foi capitão. Muitas vezes saiu da baliza e foi aconselhar calma aos companheiros em situações de stress e falar com o árbitro.

Sapunaru

Duelo interessante com Fábio Coentrão, com mais lances ganhos do que perdidos. Bem no jogo aéreo, aproximou-se dos centrais quando foi preciso afastar o perigo da área. Subiu ao ataque e protagonizou um remate-surpresa, cheio de estilo, que Roberto afastou para canto aos 23'. Saiu, lesionado, aos 74' por troca com Miguel Lopes.

Rolando

Boa exibição do internacional português, coroada com um golo de cabeça, num golpe que surpreendeu Roberto logo aos 3'. Foi o patrão da defesa, mostrando muita rapidez na leitura dos lances e controlo do jogo aéreo. Tinha falado em buraco com a saída de Bruno Alves, mas a verdade é que, juntamente com Maicon, preencheu-o bem. O golo deu-lhe muita confiança e tranquilidade.

Maicon

Se o brasileiro teve uma ou outra falha durante a primeira parte, também foi verdade que afastou o perigo muitas vezes ao longo de todo o jogo. Corpulento, soube impor o físico no jogo aéreo e não deu veleidades a Cardozo na área portista. O bom entendimento manifestado com Rolando parece dar garantias para o futuro, sossegando um sector sensível da equipa.

Álvaro Pereira

Apenas 90 minutos divididos por dois jogos na pré-época, no Torneio de Paris, foram suficientes para o internacional uruguaio aguentar a Supertaça toda em ritmo acelerado. E não deixou de subir ao ataque, com algumas arrancadas vigorosas depois de manter em segurança a retaguarda. Só mais uma coisa: iniciou a jogada do segundo golo ao mandar subir Varela e meter-lhe a bola com precisão no espaço vazio. Um pormenor importantíssimo que resultou no golo que sossegou a equipa.

Fernando

Bem posicionado, foi um muro na zona central e recuperou muitas bolas. Depois veio o melhor. Saiu a jogar com a bola controlada, solto e desinibido, escolhendo ora passe ora a progressão no relvado. Bem diferente do Fernando da época passada.

Belluschi

Dos vários cantos que marcou, o primeiro resultou em golo. Sempre a trocar de posição com João Moutinho, foi um dos responsáveis pela boa circulação e posse de bola e, também por isso, um alvo das entradas dos benfiquistas. Sem bola, deu uma ajuda a Fernando na pressão sobre o adversário. Três remates para fora, todos durante a primeira parte.

João Moutinho

Iniciou a jogada que resultou em canto e no primeiro golo portista, partindo para uma actuação em que se notou a boa capacidade de passe e leitura de jogo. Entregou-se à partida com muita raça, fazendo recuperações, e surgiu também na zona de finalização. Aos 44' teve o golo nos pés, mas Luisão deu o corpo à bola junto à baliza de Roberto.

Hulk

Andou a tentar o golo durante todo o jogo, mas não teve a pontaria afinada. O brasileiro começou bem, com uma finta e um cruzamento a partir da direita para Varela desperdiçar a primeira oportunidade de golo do jogo, e depois protagonizou alguns remates tortos. Mas, mesmo sem essa definição nítida do remate, notou-se que foi uma dor de cabeça constante para a defesa benfiquista, que nunca sabia muito bem o que ia sair dos pés do brasileiro. Aos 44' voltou a evidenciar-se com um cruzamento perigoso para João Moutinho rematar contra Luisão. Na segunda parte esteve mais apagado, não conseguindo desequilíbrios, a não ser num remate enrolado aos 63'.

Falcao

Marcou o primeiro golo da temporada e que golo, depois de uma pré-época em branco. Viu a aceleração de Varela pela esquerda, correu para a área e antecipou-se que nem uma flecha a Airton, metendo o pé para um golo impetuoso, festejado como se um fardo tivesse acabado de cair dos ombros. O jogo do colombiano foi de paciência, moendo os centrais na procura de espaços e andando, muitas vezes, longe da área. Recuou para procurar tabelas e servir a entrada dos médios. Na área poucas ou nenhumas oportunidades teve para bater Roberto. Mas quando teve, marcou. Eficácia máxima.

Rodríguez

Entrou aos 68' para o lugar do estourado Varela, que um minuto antes oferecera o golo a Falcao, e tentou ser incisivo quando o Benfica procurava a redução no marcador. Teve espaços e tentou o golo com dois remates. Um deles foi uma autêntica bomba, com a bola a sair ligeiramente por cima da barra. Andou na esquerda e também na direita, procurando ganhar ritmo físico para lutar com Varela por um lugar no onze. A vantagem é do português.

Miguel Lopes

Substituiu Sapunaru na recta final do jogo e a equipa não perdeu segurança defensiva, nem profundidade no ataque pelo lado direito. Fez alguns cortes na área e saiu a jogar, combinando com Rodríguez.

Raul Meireles

Primeiros minutos absolutos na época quando continua com a porta da saída aberta. Entrou para o lugar de João Moutinho e foi o médio do costume: pouco tempo com a bola nos pés, passes para transições rápidas e fluidez da equipa. E levantou o primeiro troféu da temporada, quem sabe o seu último.

in "ojogo.pt"

A Figura: Varela - Tenho vários rins, alguém quer um?


Depois da lesão que o retirou da parte final da temporada passada e de uma pré-época com poucos minutos nas pernas, havia dúvidas quanto à condição física do extremo. Em Aveiro ficaram totalmente dissipadas. Varela arrancou uma grande exibição, com cavalgadas e fintas que deixaram de rastos a defesa do Benfica. Rúben Amorim sentiu o poder do portista na primeira parte e depois foi Luisão, no lance do segundo golo, que ficou sem os rins, partidos por uma finta desconcertante. O camisola 17 serviu Falcao e o resultado ficou arrumado. Antes já tinha dado outro nó ao central brasileiro. O canto que resultou no primeiro golo nasceu de um remate do extremo, desviado pela linha de fundo por um adversário. Ou seja, Varela teve preponderância nos dois golos. Pelo meio ainda sentiu a sola de César Peixoto na perna.

Momento: 67'

[0-2]

Varela obriga Falcao a voar

O corte providencial de Luisão no último minuto da primeira parte deixara o Benfica no jogo. A segunda parte pôde começar com alguma incerteza que se manteve durante algum tempo, mas uma jogada magistral decidiu o vencedor no minuto 67'. A sair da área com a bola dominada, Álvaro Pereira percebe o adiantamento de Rúben Amorim e faz sinal a Varela para que corra, que a bola vai lá ter. Com campo para correr e Luisão amarelado, o extremo portista dá-lhe um nó cego e cruza rasteiro para a entrada de Falcao ao primeiro poste. Rápido a fugir à marcação de Airton, o colombiano remata de primeira. Um grande golo, numa grande jogada, para definir um justíssimo vencedor.

A partir daí, o Benfica ainda tentou reagir, mas fê-lo em desespero de causa, ante um adversário que controlou as operações com lucidez e sem nunca trair os seus princípios de jogo.

in "ojogo.pt"

Que bem assenta o fato novo

Um conceito, uma forma de estar e a confiança no plano de operações permitiu ao FC Porto ganhar de forma categórica o primeiro troféu oficial da época. E conseguiu-o com mestria frente ao campeão nacional, que desconfiou da própria sombra e deu-se mal ao tentar regressar ao sistema que na época passada lhe conferiu o êxito, mas que a pré-temporada tem mostrado estar desajustado aos actuais intérpretes. Ao voltar ao 4x4x2, em vez do 4x3x3 que tem ensaiado, Jorge Jesus avaliou mal o adversário e até a própria equipa, que poucas vezes conseguiu jogou de igual para igual com um FC Porto personalizado, que gosta de ter a bola, de a tratar bem, que não dá espaços nem perdeu o que, embora usando um figurino diferente, de bom fazia nas épocas anteriores. E fez o segundo golo numa transição rápida depois de passar grande parte do tempo restante a provar que sabe jogar em ataque continuado e é capaz de explorar os pontos fracos do opositor.


André Villas-Boas apresentou o esquema esperado, alterando apenas uma das personagens cogitadas: Sapunaru apareceu como lateral-direito em vez de Miguel Lopes, o que pode explicar-se pela capacidade de o romeno defender por dentro, dobrar os centrais e jogar bem de cabeça. No resto, foi sem surpresa que se viu o FC Porto fazer posse de bola, atacá-la quando a perde, envolver os laterais nos lances ofensivos e apostar nas vantagens numéricas, como se viu principalmente na primeira parte, quando Varela e Álvaro Pereira, com o apoio de Moutinho ou Belluschi, infernizaram a vida a Rúben Amorim, que raramente contava com o apoio de Carlos Martins.

O Benfica contrapôs o esquema da época passada, com César Peixoto na lateral esquerda, Coentrão a tentar ser Dí Maria e passar algum tempo perdido, sem sequer conseguir ser Coentrão. O meio-campo completava-se com Airton mais recuado, Aimar a tentar ficar na linha de Carlos Martins e Coentrão e Saviola a ter de recuar para receber jogo.

O golo cedo - aconteceu num canto com falhas de marcação mas podia ter ocorrido na jogada bem construída que lhe deu origem - permitiu aos portistas manterem o seu futebol sereno e concentrado, onde é notória a presença de João Moutinho, tanto na dinâmica de jogo como na temporização ou a lutar pela bola. Ao lado dele, há até um novo Belluschi, com quem faz trocas de posição constantes. O argentino, que nunca se deu bem com as transições rápidas e pouca bola nos pés, parece estar agora na praia dele, jogando e fazendo jogar, circulando a bola (só emperra quando chega a Hulk, que mesmo assim foi muitas vezes à linha e jogou para a equipa) ou aparecendo nas zonas de tiro.

Jorge Jesus teimou na estratégia durante uma hora, até trocar (59') Aimar por Jara e fazer de Coentrão médio-interior. Tal como 4x4x2, o 4x3x3 também teve que lidar contra a falta de espaço para jogar, porque o FC Porto roubou bola e espaço, teve a arte de encolher o campo quando lhe dava jeito e de alargá-lo sempre que Varela ou Álvaro Pereira (e mais tarde Rodríguez) exploravam o corredor esquerdo, porque desde cedo tinham descoberto que era por ali que iriam encontrar o mapa da mina. Assim aconteceu aos 67', criando um momento mágico e sentenciando a partida.

A vontade dos jogadores do Benfica, que nunca se renderam, valorizou um jogo intenso, menos conflituoso do que têm sido os clássicos dos últimos anos (mesmo assim César Peixoto devia ter visto vermelho por agressão) e onde ficou claro que, apesar de euforia da pré-época o campeão está bem mais titubeante do que pretendente, que apresentou um conceito bem definido, bem interpretado e no qual os jogadores não só dão mostras de confiarem como transmitem a ideia de lhes ser ajustado.

Benfica 0
FC Porto 2

Jogo no Estádio Municipal de Aveiro

Relvado aceitável

Assistência: cerca de 30 000 espetadores

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)

Assistentes Pais António e Luís Ramos

Benfica

Roberto, Ruben Amorim, Luisão (Sidnei, 69), César Peixoto, David Luiz, Airton, Carlos Martins, Pablo Aimar (Jara, 59), Fábio Coentrão (Gaitán, 77), Saviola e Cardozo

Suplentes: Júlio César, Maxi Pereira, Sidnei, Javi Garcia, Gaitán, Jara e Nuno Gomes)

FC Porto

Helton, Sapunaru (Miguel Lopes, 74), Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, João Moutinho (Raul Meireles, 81), Belluschi, Varela (Cristian Rodriguez, 69), Hulk e Falcao

Suplentes: Beto, Miguel Lopes, Sereno, Souza, Raul Meireles, Ukra e Cristian Rodriguez)

Ao intervalo 0-1

Golos
0-1, Rolando, 03 minutos; 0-2, Falcao, 67

Cartão amarelos: Fernando (19), Fábio Coentrão (30), Luisão (47), Aimar (51), Álvaro Pereira (56), David Luiz (57), Sapunaru (57), Jara (63), João Moutinho (76) e Helton (86)


in "ojogo.pt"

Varela: «Temos trabalhado para isto» - extremo diz que fc porto está mais forte

O avançado do FC Porto, Silvestre Varela, mostrou-se satisfeito pela conquista da Supertaça. "Temos trabalhado para isto, e foi importante para o clube marcar cedo", afirmou.

Sobre a época que se aproxima, o jogador sublinha que "o Porto, de ano para ano, está mais forte", confessando que se continuarem a trabalhar estarão "mais próximos de arrecadar o título".

in "record.pt"

sábado, 7 de agosto de 2010

Goiás diz que é Toloi

No FC Porto o defeso ainda não acabou, apesar da época desportiva começar hoje com a disputa da Supertaça, em Aveiro. Com a saída de Bruno Alves para o Zenit, do campeonato russo, tornou-se ainda mais premente a contratação de um defesa-central. Cientes de que o internacional português não continuaria em 2010/11, os responsáveis desde há muito que estão no mercado em procura de uma solução, que deverá passar pelo mercado sul-americano, de onde chegará um central com características diferentes de Bruno Alves. Na prática, André Villas-Boas deseja um central com maior capacidade de integração no processo de ataque da equipa, algo que os dois centrais que hoje serão titulares, em especial, Rolando, não possuem. Ao pedido do treinador, a SAD portista pretende responder com um jogador cujo valor seja indiscutível e do Brasil chegaram ontem insistentes notícias não só do interesse, mas também da existência das primeiras negociações por Toloi, internacional sub-20 brasileiro. Aliás, o defesa-central do Goiás esteve com os reforços Souza e Walter nesta selecção, tendo disputado o Sul-Americano e o Mundial do escalão.


Aliás, apesar de ainda ontem o argentino Otamendi - esteve no Mundial'2010, mas jogando como lateral-direito - ter referido contactos de um clube português, parece que o FC Porto está inclinado para o mercado brasileiro, onde espera encontrar um central cujo preço seja inferior aos 10 milhões em que está avaliado, por exemplo, o jogador argentino.

in "ojogo.pt"

CEBOLA SEM VELOCIDADE - Varela ganha vantagem no lado esquerdo

Cristian Rodríguez partiu em vantagem sobre a concorrência para o lado esquerdo do ataque, depois de ter feito a totalidade da pré-época. Só que o internacional uruguaio não deslumbrou. Continua sem impor velocidade ao flanco e as suas exibições estão longe de agradar. Villas-Boas experimentou Silvestre Varela no Torneio de Paris e os resultados ficaram à vista. O extremo português não precisou de muito tempo para mostrar serviço. Fez a assistência para Walter no golo frente ao Bordéus, numa das suas arrancadas.


Mesmo tendo começado mais tarde do que Cebola, Varela demonstrou que pode ser mais útil à equipa nesta fase. Entende-se bem com Alvaro Pereira e assume-se como um importante apoio a Radamel Falcão.

Ajuste de contas

Além disso, há contas por ajustar. Na temporada transata, o camisola 17 só defrontou o Benfica numa ocasião e foi o melhor portista, mesmo saindo do banco na Luz. Quando se preparava para a final da Taça da Liga lesionou-se e não mais pôde alinhar, sendo um dos motivos que levaram Jesualdo Ferreira a alterar o sistema tático nas últimas jornadas do campeonato. Um azar que o afastou do duelo no Estádio do Dragão... e não só.

Não fosse esse contratempo, Varela teria boas hipóteses de estar entre os eleitos para o Mundial da África do Sul, já que era o extremo em melhor forma no futebol português. A concorrência surgia apenas do estrangeiro. Segue-se o apuramento para o Europeu.

in "record.pt"

GENK ASSUSTADO COM O SORTEIO - O som dos favoritos no cavaco de Helton

O Genk, 7.º classificado da última Liga belga, não gostou do sorteio que lhe colocou o FC Porto como adversário. Isso mesmo nos confirmou o central João Carlos. “O plantel ficou com medo, mas eu gosto de equipas grandes e o FC Porto era o mais forte que podíamos encontrar. Vamos ter estádios cheios e grandes testes”, antecipou o jogador que cresceu com Helton. “Jogámos juntos dois anos no Vasco. Crescemos lá e ele andava sempre com o cavaco, sempre com a música”, evoca o defesa. Helton já eliminou o Genk pela U. Leiria, na Taça Intertoto de 2004.


O FC Porto também jogou no Estádio Cristal, na pré-temporada de 2007/08, tendo perdido por 1-0. O guarda-redes, Raul Meireles e Fernando (que depois até seria emprestado ao E. Amadora) são os únicos jogadores que se mantêm no plantel.

in "record.pt"

RAFAEL TOLOI NÃO TREME POR SUBSTITUIR BRUNO ALVES - «Tenho qualidades para me afirmar aí»

O substituto de Bruno Alves está encontrado e o negócio deve ficar fechado nos próximos dias. Ontem, depois do treino do Goiás, Rafael Toloi abordou a mais do que provável transferência para o FC Porto. “É um grande clube a nível mundial. Conheço-o bem, estou com muita vontade de ir e sei que tenho qualidades para me afirmar aí e já”, garantiu a Record o defesa-central de 19 anos.


A crise financeira que o emblema brasileiro atravessa precipitou a saída do principal ativo, mas Toloi, em momento algum, parece hesitar. “Jogar na Europa é um sonho que vocês nem imaginam. A língua ajuda e tenho aí um amigo, que é o Walter. É bom ter pessoas que se conhece num novo clube”, refere, antes de ficar a saber que outro colega dos Sub-20, Souza, também veste de azul e branco. “Comecei a jogar aos 17 anos na equipa principal, fui titular nas duas últimas épocas. Já tenho alguma experiência”, interrompeu Toloi, mostrando enorme vontade em apresentar-se aos adeptos: “Sou versátil, tenho técnica, força e sou rápido.”

Os elogios na primeira pessoa são travados por um eventual obstáculo no negócio chamado Palermo: “Não sei de nada. O meu empresário Juan Figer vai decidir o melhor para mim.”

Acordo à vista

Pouco antes de Record falar com o jovem central, já o diretor administrativo do Goiás, Marcelo Segurado, tinha dado como quase certa a transferência: “Confirmo que nos chegou uma proposta de cerca de 2,5 milhões de euros. Estamos a pedir 4 milhões, mas penso que, no início da semana, vamos acertar tudo. O Toloi já é um jogador feito e é o capitão da seleção.”

No Brasil está Juan Figer, empresário e mandatário do FC Porto. “Sim, ele está cá e tem autorização para negociar”, revelou o assessor de imprensa, Eduardo Soares.

in "record.pt"

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Rafael Toloi é o alvo

O FC Porto está no mercado por um central e o nome de Rafael Toloi está muito bem cotado, havendo já contactos para a aquisição do titular dos Sub-20 brasileiros e uma das maiores promessas internacionais para a posição. A SAD movimenta-se no mercado e tem vários nomes em agenda, mas avançou para o jogador do Goiás. “Posso confirmar que há contactos, não diretamente com os dirigentes do FC Porto, mas por intermédio do representante do Toloi”, disse-nos Marcelo Segurado, diretor-administrativo do emblema que compete na Série A do Brasileirão.


E é precisamente aqui que entra outro dado relevante: por detrás de Toloi está Juan Figer, o empresário de Hulk e de Walter. “Ele tem 50 por cento dos direitos económicos e nós temos a outra metade. Avaliámos o jogador em 8 milhões de euros”, informou Segurado, que dá conta de outros clubes interessados e revela total abertura para negociar. Toloi está de saída e o Goiás sabe que o processo é para fechar até ao início da próxima semana.

Figer tem todo o interesse em “patrocinar” a mudança do central dos Sub-20 canarinhos para o Dragão, sendo um parceiro importante numa fase em que a SAD não está gastadora. Márcio Bacalhau, assessor do clube de Toloi, disse-nos que os primeiros avanços foram tímidos. “As primeiras negociações não deram certo, porque queremos mais dinheiro, mas acreditamos que se pode chegar a um entendimento”, afiançou. Colega de Souza, Walter e... Kardec na seleção, Toloi pode agora juntar-se aos dois primeiros na Invicta.



In "record.pt"

Ruben limitado mais longe da Supertaça

Ruben Micael continua a trabalhar de forma condicionada, ficando assim mais longe da decisão da Supertaça. Excetuando Mariano González, que vai permanecer afastado dos treinos durante mais algum tempo, o médio madeirense será uma ausência de vulto para o encontro com o Benfica, obrigando Villas-Boas a alterar ligeiramente os planos que tinha traçado. Juntamente com Fernando e João Moutinho, dois jogadores que têm lugar assegurado entre as primeiras opções, Ruben vinha sendo o elemento testado como terceira peça do meio-campo do FC Porto, dando continuidade ao trabalho realizado na segunda metade da época transata, claro está, até ao momento em que se lesionou num treino.


Estando precavido para a possibilidade de não contar com o camisola 28, o técnico deverá apostar em Fernando Belluschi, jogador que surgiu em bom plano no jogo com o Bordéus, no Torneio de Paris, tendo até envergado a braçadeira de capitão durante a segunda parte. O argentino também marcou ao Benfica no triunfo por 3-1, há 3 meses.

De resto, os processos trabalhados ao longo da pré-época não sairão prejudicados se for necessário trocar um elemento do onze.

in "record.pt"

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bruno Alves passou nos exames médicos

Bruno Alves passou com sucesso os exames médicos realizados no Zenit e assinou um contrato de quatro anos com o clube russo.


Fica assim confirmada a transferência do antigo capitão do FC Porto para a formação de leste. Os dragões encaixam 22 millhões de euros pelo internacional português.

Na Rússia, Bruno Alves, de 28 anos, vai ter como companheiros os compatriotas Danny e Fernando Meira.

in "record.pt"

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Varzim pretende 440 mil do negócio Bruno Alves

O presidente do Varzim, Lopes de Castro, afirmou esta terça-feira à agência Lusa que o clube espera receber uma verba a rondar os 440 mil euros, pela transferência de Bruno Alves para o Zenit São Petesburgo, devido aos direitos de formação do jogador.


O central Bruno Alves, natural da Póvoa do Varzim, atuou nas camadas jovens do Varzim entre os 12 e os 18 anos, antes de sair para o FC Porto, e segundo os regulamentos da FIFA, o Varzim terá direito a 2% da transferência do jogador, vendido ao clue por 22 milhões de euros. Lopes da Costa mostrou-se confiante em receber a parcela, pois, afirma, "existem regras bem definidas sobre o assunto".

"Fico muito feliz pelo sucesso pessoal do Bruno, a quem desejo as maiores felicidades, e também por mostrarmos, mais uma vez, o trabalho de qualidade que há muitos anos desenvolvemos na nossa formação", acrescentou Lopes de Castro, congratulando-se com o sucesso do jogador da formação varzinista.

in "record.pt"