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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

MÃO CHEIA DE GOLOS DOS SUB-15 FRENTE AO FEIRENSE

Dragões voltaram às vitórias (5-0), na quarta jornada da segunda fase do Campeonato Nacional de Juniores C​​​​​​​
A equipa de Sub-15 do FC Porto goleou, esta terça-feira, o Feirense (5-0), no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, com três golos do jovem avançado Leandro Campos. Os azuis e brancos, que na jornada anterior somaram o primeiro desaire da época​, somam agora nove pontos com que mantêm o comando da segunda fase do Campeonato Nacional de Juniores C, que é partilhado com o Rio Ave.

Na partida da quarta jornada da prova que apura o campeão da série Norte, três dos golos nasceram na primeira parte, em que os portistas exerceram um domínio completo. Leandro Campos abriu a contagem aos 13 minutos, João Mário fez o segundo aos 19m, mas o melhor estava guardado para os 26m, quando Afonso Sousa finaliza uma jogada que ele próprio iniciou: sprint de Leandro Campos desde a linha de meio-campo, cruzamento rasteiro para a área, onde aparece o número oito portista a assinar o 3-0.

Após o intervalo, os Sub-15 entraram mais pressionantes, subiram as linhas, o que lhes permitiu ganhar a bola mais próxima da baliza adversária e, consequentemente, criar maior volume de jogo. Resultado: mais dois golos, um logo na reabertura do segundo tempo e outro aos 65m, ambos assinados por Leandro Campos.

Sob o comando de Luís Gonçalves, os Sub-15 alinharam com Carlos Peixoto, Ruben Rosário (Marcelo Araújo, 52m), João Serrão (cap.), Damas, Ruben Moura, Romário Báro (Fábio Vieira, 59m), João Mário (Paulo Moreira, 45m), Afonso Sousa (Tiago Lopes, 45m), Leandro Campos, André Silva e Miguel Magalhães.

in "fcp.pt"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

LUÍS CASTRO QUER “BOM JOGO” DO FC PORTO B FRENTE AO FEIRENSE

Dragões recebem fogaceiros, em jogo da 27.ª jornada da Segunda Liga, e espreitam a quarta vitória consecutiva em casa​​
​Caso o FC Porto B repita o resultado da primeira volta​ frente ao Feirense (2-1), este sábado, no Estádio de Pedroso (16h00), alarga para quatro a série vitoriosa na Segunda Liga, nos encontros em casa. Na partida da 27.ª jornada, entre duas equipas separadas por dois pontos na tabela - os portistas ocupam o 12.ª lugar (38 pontos), quatro posições abaixo dosfogaceiros (40) -, Luís Castro aposta num bom jogo e num triunfo dos azuis e brancos, cujas exibições, defende o técnico, não se têm reflectido nos resultados.

“Espero um jogo bem jogado, quer da parte da nossa equipa, quer da do Feirense, que está numa boa posição na classificação. Infelizmente, a nossa produção não tem tido correspondência nos resultados”, afirmou o treinador dos Dragões, em declarações ao www.fcporto.pt e ao Porto Canal.

Este é o terceiro jogo dos “bês”, no espaço de oito dias, em que defrontaram, em Inglaterra, o Borussia de Mönchengladbach, para a International Premier League Cup, e o União da Madeira, no Funchal, para a Segunda Liga, onde somaram uma pesada derrota. Luís Castro acredita, no entanto, que o calendário carregado não terá influência na prestação da equipa. “Estamos a fazer de tudo, ao nível da recuperação, para que não isso não tenha incidência negativa. Claro que jogar menos de 72 horas depois é sempre difícil e esse é, na minha opinião, o tempo mínimo de recuperação das equipas. Poderão notar-se, aqui e ali, alguns pontos de fadiga num ou noutro jogador, mas espero uma equipa bastante animada e que ultrapasse isso através da sua dimensão mental”.


in "fcp.pt"

sábado, 4 de maio de 2013

FEIRENSE SURPREENDE EQUIPA B


O FC Porto B foi este sábado batido pelo Feirense por 1-2, em jogo da 39.ª jornada do campeonato da Segunda Liga. Kelvin marcou para os Dragões, Jorge Gonçalves e Pires fizeram os golos da equipa da Feira.

Com uma entrada no jogo pouco conseguida, o FC Porto B deixou o Feirense atacar nos primeiros minutos, conseguindo equilibrar a partida à passagem da vintena de minutos, quando Kelvin cruzou da esquerda e Sebá chegou ligeiramente atrasado.

Aos 33 minutos foi Caballero a desperdiçar uma boa oportunidade, o que não veio a acontecer aos 41 minutos, quando Sebá acelerou a seviu Kelvin para o 1-0.

Já nos descontos da primeira parte o Feirense chegou à igualdade através da conversão de uma grande penalidade, a punir uma pretensa falta de Tiago Ferreira.

Na segunda parte o FC Porto B tentou chegar à vitória, dispôs de uma grande oportunidade aos 50 minutos, quando Kelvin se isolou mas permitiu a defesa. 

E acabou por ser o Feirense a marcar, com Sétnio a servir Pires, que bateu Stefanovic e deixou o FC Porto pelo quinto jogo consecutivo sem vencer.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Feirense, 1-2
Segunda Liga portuguesa, 39.ª jornada
4 de Maio de 2013
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia.
Assistência: cerca de 528 espectadores.

Árbitro: Jorge Ferreira (Braga).

FC PORTO B: Stefanovic, David Bruno, Anderson (Tiago Ferreira, 14m), Zé António, Victor Luís, Mikel, Edú (Tozé, 67m), Michael (Sérgio Oliveira, 74m), Sebá, Kelvin e Caballero.
Não utilizados: Elói, Floro, Ricardinho e Raul Nancassa.
Treinador: Rui Gomes

FEIRENSE: Carlos, André Santos, Babo, Luciano, Marcelo, Sténio, Tiago Jogo (Ludovic, 61m), Rafa, Jorge Gonçalves, Pires (Fonseca, 83m) e Platiny (Diogo Cunha, 77m).
Não utilizados: Marco, Oliveira, João Ricardo e Samir
Treinador: Quim Machado

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Kelvin (41m), Jorge Gonçalves (45+1m GP), Pires (76m).

Cartões amarelos: Luciano (39m), Tiago Ferreira (46m), Mikel (79m), Caballero (84m), Sérgio Oliveira (87m) e Babo (89m).

in "fcp.pt"

QUATRO NOVIDADES NOS CONVOCADOS DO FC PORTO B


As chamadas de Kelvin, do plantel principal, Michael Seri e Floro e Raul Nancassa, dos Sub19, são as novidades na lista de convocados do FC Porto B, que recebe este sábado, às 16h, o Feirense, em encontro da 39.ª jornada da Segunda Liga. Em relação aos eleitos para a pretérita ronda, frente ao Santa Clara, saem Dellatorre (a cumprir castigo), Fábio Martins, Vion e o Sub19 Graça.

O médio Pedro Moreira é o único jogador do plantel que se encontra lesionado, continuando em tratamento.

Lista de 18 convocados: Stefanovic e Elói (guarda-redes); Anderson, Caballero, David Bruno, Edú, Floro, Kelvin, Michael Seri, Mikel, Raul Nancassa, Ricardinho, Sebá, Sérgio Oliveira, Tiago Ferreira, Tozé, Victor Luís e Zé António.


in "fcp.pt"

sábado, 15 de dezembro de 2012

FC PORTO B PERDE EM SANTA MARIA DA FEIRA

O FC Porto B foi derrotado por 0-1 pelo Feirense, em jogo da 18.ª jornada da Segunda Liga. Depois de uma série de seis jogos sem perder e com quatro vitórias consecutivas, os jovens do FC Porto B não conseguiram marcar e saíram derrotados, consequência do golo sofrido aos sete minutos.

Um golo de Rafa ainda na fase inicial do jogo complicou o plano de jogo do FC Porto, que procurou sempre o golo, mas não foi feliz na finalização. Iturbe esteve perto da igualdade aos 18 minutos, mas o guarda-redes Marco defendeu bem.

Ainda antes do intervalo, foi Tozé a tirar dois adversários do caminho, mas não foi eficaz na finalização.

Após o descanso, o FC Porto pressionou, teve o empate nos pés de Sérgio Oliveira, aos 55 minutos, mas a defesa do Feirense acabou sempre por levar a melhor e defendeu bem a vantagem.

FICHA DE JOGO

Feirense-FC Porto, 1-0
Segunda Liga, 18.ª jornada
15 de Dezembro de 2012
Estádio Marcolino de Castro, Santa Maria da Feira
Assistência: cerca de 700 espectadores

Árbitro: Rui Silva (Vila Real)

FEIRENSE: Marco, André Santos, Oliveira, Luciano, Marcelo, Sténio, Rafa, Diogo Cunha (João Ricardo, 82m), Ludovic (Tiago Jogo, 68m), Jorge Gonçalves e Platiny (Jacob, 90m).
Não utilizados: Sea, Pires, Marcão e Bastian.
Treinador: Quim Machado

FC PORTO: Stefanovic, Diogo, Zé António, Tiago Ferreira, Quiño, Pedro Moreira, Sérgio Oliveira, Tozé (Sebá, 66), Kelvin, Iturbe (Edu, 81) e Dellatore.
Não utilizados: Eloi, Mikel, Fábio Martins, Bruno e Rafa.
Treinador: Rui Gomes

Ao intervalo: 1-0
Marcador: Rafa (7m)
Cartão amarelo: Sérgio Oliveira (79), Marco (90+1), Tiago Jogo (90+3) e Kelvin (90+4)


in "fcp-pt"

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

VITÓRIAS “FAZEM RENDER A UM NÍVEL SUPERIOR”


Rui Gomes anteviu esta quinta-feira a deslocação ao terreno do Feirense (sábado, 16h00), a contar para a 18.ª jornada da Segunda Liga, e mostrou-se confiante no prolongamento da senda de bons resultados. Alertando para o facto de o adversário possuir “um dos plantéis mais fortes do campeonato”, o técnico garantiu uma equipa azul e branca “totalmente capacitada” para continuar a ganhar.

O FC Porto B atravessa o seu melhor momento da época. É mais fácil trabalhar assim?
A partir do momento em que começámos a inverter aquela que era a lógica dos nossos resultados iniciais, a disponibilidade e a vontade alteraram-se e a boa-disposição voltou. É mais fácil trabalhar assim, quando o ambiente é positivo. As vitórias ajudam a que tudo se torne mais natural. Penso que o facto de os jogadores estarem mais libertos e mais tranquilos os faz render a um nível superior. Isso repercute-se também na própria equipa, que está a evoluir e a crescer, acompanhando a evolução individual de cada um.

Que Feirense espera encontrar este sábado? Concorda com a ideia de que a classificação actual do adversário (17.º) não reflecte a mais-valia do seu plantel?
Sim, concordo. O Feirense tem um plantel de primeira divisão, praticamente. Todos os jogadores que o ano passado fizeram parte da equipa estão neste plantel e, portanto, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que o Feirense vale mais do que aquilo que a classificação traduz. Também não tenho dúvidas de que no final vão estar numa posição muito acima daquela em que estão agora. É um adversário com um grau de dificuldade muito elevado, creio que até é uma das equipas mais fortes deste campeonato. Está em crescendo, portanto esperamos um jogo extremamente complicado, num campo muito particular, de reduzidas dimensões, no qual a equipa adversária se sente muito confortável.

O FC Porto B tem vindo a apresentar um meio-campo diferente do habitual, nomeadamente sem a presença de Mikel. Foram essas alterações que facilitaram o aparecimento das vitórias?
Acho que não. Temos vindo a fazer pequenas alterações, em determinados momentos e em algumas posições, mas quero aqui lembrar que este ciclo de bons resultados começou ainda antes dessas alterações, com o Mikel em campo. Ganhámos ao Marítimo B e empatámos em Arouca com ele. Neste momento, o que se passa é que estamos a ganhar mais vezes, com um meio-campo diferente, mas as mudanças têm a ver com a gestão do próprio grupo e com as rotinas que se vão criando.

O facto deste próximo jogo ser fora de casa é uma vantagem para o FC Porto B? Isto é, teoricamente o adversário não se vai limitar a defender, como costumam fazer em Pedroso…
Há uns tempos atrás jogarmos fora seria, provavelmente, uma vantagem para nós: por um lado porque em casa sentíamos muitas dificuldades para ganhar e, por outro, porque fora nos sentíamos mais confortáveis a responder àquilo que o jogo pedia. Nesta altura, não sei se isto será bem assim: já somos capazes de assumir o jogo, tanto em casa como fora, até onde o adversário nos permite. Porém, jogar em campos de dimensões diferentes é um factor que por vezes condiciona o nosso jogo, tal como o factor público pode às vezes condicionar-nos.


in "fcp.pt"

F.C. Porto: Kelvin e Iturbe com a equipa B mas sem azia


Kelvin e Iturbe foram desviados, uma vez mais, para a equipa B do F.C. Porto. Os dragões jogam esta noite em Setúbal mas Vítor Pereira não conta com os dois jovens.

Kelvin e IturbeFrente ao Moreirense, o argentino não saiu do banco mas Kelvin jogou toda a segunda parte face à lesão de Lucho González.

Porém, com os regressos de Fernando e Castro, as promessas foram afastadas da lista de convocados.

Nesta sexta-feira, Kelvin divulgou uma imagem após o treino, já com o jogo da equipa B em mente. O brasileiro surge com boa disposição ao lado de Iturbe, no balneário. Isto apesar do frio e da chuva.

Neste sábado, às 16 horas, o F.C. Porto B visita o Feirense, para a 18ª jornada da Liga de Honra. 

Entretanto, já estão à venda os bilhetes para o mini-clássico com o Benfica B, marcado para 23 de dezembro. O jogo vai realizar-se no Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia.


in "maisfutebol.iol.pt"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tribunal O JOGO

Bem no penálti, mal noutros lances

Os nossos especialistas de arbitragem defendem ter sido correto o julgamento de João Ferreira na grande penalidade favorável ao FC Porto. Já na apreciação de outros lances, há uma clara tendência para apreciações negativas. Apesar de considerar terem sido decisões sem relevância, o trio encontrou motivos para dar dez notas negativas nos outros 12 lances apreciados...

57' Correta a decisão de assinalar grande penalidade a favor do FC Porto por falta de Luciano sobre Janko?

Jorge Coroado +
Indiscutível. Luciano agarrou no braço esquerdo de Janko, puxando e derrubando o avançado. Este estava enquadrado com a baliza e com a bola à mercê - o vermelho exibido foi corretíssimo.
Pedro Henriques +
Grande penalidade corretamente assinalada, pois Luciano agarra e puxa de forma deliberada o braço de Janko. O cartão vermelho também é bem exibido por o defesa destruir uma clara oportunidade de golo.
Paulo Paraty +
Janko, já isolado e com a bola controlada, é agarrado no seu braço esquerdo por Luciano. João Ferreira só podia adotar as soluções técnicas e disciplinares que tomou.

10' Luciano atinge Lucho com o cotovelo à entrada da área. Faltou sanção disciplinar?

Jorge Coroado -
Luciano saltou com o cotovelo sobre Lucho mais para o intimidar do que agredir. Assim, o cartão amarelo justificava-se por comportamento antidesportivo.
Pedro Henriques -
A decisão técnica (livre direto) foi corretamente assinalada. Contudo, ficou um cartão amarelo por exibir pela ação imprudente de Luciano.
Paulo Paraty +
Não. Luciano atinge Lucho com o braço, mas o livre direto é suficiente; trata-se de uma forma de atuação negligente.


26' Buval estava mesmo em posição de fora de jogo?

Jorge Coroado -
Buval não estava fora de jogo. Na esquerda da defesa, um portista colocava-o em posição legal. O inefável Pais António fez das suas.
Pedro Henriques -
Embora em lance de difícil análise, Buval está em linha com o penúltimo adversário no momento em que a bola lhe é passada. Fora de jogo incorretamente assinalado.
Paulo Paraty -
O lance é muito duvidoso, mas pela TV parece-me incorreta a decisão do assistente, que, mesmo em dúvida, deveria ter deixado seguir.

56' É correta a decisão de assinalar fora de jogo a Hélder Castro?

Jorge Coroado -
É duvidoso. Se deixa dúvidas, o benefício deveria atribuir-se ao atacante. Ah!, Pais António, a 70 metros, não tem dúvidas. Como poderia ter aqui?
Pedro Henriques -
Incorreta a decisão, pois Maicon coloca em jogo Hélder Castro no momento em que o colega deste lhe passa a bola.
Paulo Paraty -
É Maicon que coloca Hélder Castro em jogo. Mais um lance muito difícil, mas que, mesmo na dúvida, deveria ter prosseguido.

80'O livre indireto na área do Feirense foi bem assinalado, por bola presa de Siaka Bamba?

Jorge Coroado -
Lance rápido, sem objetividade, que o árbitro extrapolou fazendo má leitura. Bamba movimentava-se, e foi a bola que ficou presa e não ele que a prendeu.
Pedro Henriques -
Não. Só era jogo perigoso passivo e livre indireto se algum jogador do FC Porto fosse tentar disputar a bola com Siaka Bamba, o que não foi o caso.
Paulo Paraty +
Bamba prende a bola e é discutível se, com isso, causa jogo perigoso passivo. Valido a decisão de João Ferreira, pois um jogador do FC Porto ia disputar a bola.

Apreciação Global

Jorge Coroado
Num jogo simples e sem problemas de maior, o árbitro agiu quase sempre em conformidade, falhando em duas ou três situações de somenos.
Pedro Henriques
A principal decisão do jogo (grande penalidade e expulsão) foi correta, pelo que os pequenos lapsos ocorridos perdem a sua importância. Em suma, a arbitragem foi globalmente positiva.
Paulo Paraty
Apesar de algumas falhas ao nível dos foras de jogo, a arbitragem foi consistente e segura num jogo emotivo, com decisões difíceis e de risco.

in "ojogo.pt"

O mesmo argumento num virar de página

A história que o campeonato vinha reescrevendo nos últimos dias confundiu, para o FC Porto, facilidades com facilitismo. O triunfo sobre o Feirense não caiu no regaço, contrariando até a profecia de Jesus, que anunciou um empate técnico no topo da tabela que, mais do que antecipado, teve de ser justificado. Dois golos confirmaram o virar de página na Liga, mas o argumento da vitória não é novo, elegendo James como personagem principal de um enredo que reservou o melhor para o fim. De indolente a excelente, o campeão expôs-se a jogar contra o relógio, contra a inspiração de Paulo Lopes e contra alguma aselhice própria.
Carregando uma série de seis jogos sem ganhar (apenas com dois empates) e a iminente queda para os lugares de descida, o Feirense procurou contrariar a fatalidade da derrota, vendida na véspera como sinopse do filme do próximo clássico. Quim Machado apostou num 4x2x3x1 que lhe permitiu, num primeiro ímpeto, contrariar a saída de bola dos dragões, subindo metros para roubar espaço a Fernando e a João Moutinho. Uma estratégia de risco, mas que o FC Porto não soube expor, insistindo num futebol lento, previsível e com nula mobilidade posicional. Sem sair da zona de conforto, o dragão alimentou uma incómoda igualdade e impacientou-se, contagiando as bancadas. Apesar da presença de Janko, a equipa tendia a afunilar jogo, acentuando uma densidade populacional que favoreceu, claramente, a estratégia do Feirense.
A lesão de Varela foi o mote para a mudança, mas com mais do mesmo. James, pois claro, cuja dinâmica conseguiu desestabilizar a trincheira visitante, arrastando adversários e abrindo espaços que, com velocidade, o FC Porto poderia castigar. Da maré vaza à onda de entusiasmo, o caudal azul e branco inundou a área de Paulo Lopes com oportunidades cantadas que o guarda-redes foi adiando. Por esta altura, já Lucho e Moutinho tinham avançado largos metros, passando a pautar o futebol dos dragões bem perto da área do Feirense e com grande objetividade. O suspiro de alívio parecia ter chegado quando James descobriu uma diagonal para isolar Janko, derrubado por Luciano: penálti e expulsão, mas sem o golo que confirmaria o FC Porto de volta ao topo da tabela.
Paulo Lopes agigantava-se, insinuando que a história de nunca ter sofrido golos no Dragão não era mera curiosidade. Enquanto a fama do guarda-redes crescia, o tempo minguava para o campeão, que lá conseguiu dar a sapatada no resultado em mais uma cabeçada de Maicon, que já tinha marcado no último jogo em casa para o campeonato. Visão de James, pois claro, que minutos depois iniciou e concluiu um lance que tem entrada direta para a nova edição do manual de contra-ataques. O colombiano reforçou o estatuto de melhor marcador da equipa, recuperando um argumento muitas vezes repetido e que adensa as dúvidas sobre a recente predileção por Varela.
Com James, o caudal portista na segunda metade foi tão expressivo que até permitiria uma vitória mais avultada, mas Vítor Pereira dificilmente poderia pedir mais do que a liderança que lhe caiu no colo e que o livrou de vender uma miragem até final da época se não ganhasse na Luz. É certo que, no meio disto tudo, os distúrbios exibicionais são uma questão menor, mas é importante que o FC Porto seja capaz de assumir qual a sua verdadeira face para se ver ao espelho no clássico e perceber se tem feições para este título.
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in "ojogo.pt"


FC Porto 2-0 Feirense - Highlights por simaotvgolo12

domingo, 26 de fevereiro de 2012

F.C. Porto-Feirense, 2-0 (destaques)

A noite de Paulo Lopes chegou a assustar o Dragão


A Figura: Paulo Lopes
Herói, super-homem, guarda-redes extraordinário. O que mais podia ter feito ele? Nada, nada, nada. Foi absolutamente notável durante todo o jogo. Vale a pena registar: defesa em voo a livre de Hulk (43 minutos), defesa a remate de James que levava selo de golo (45), voo e palmada para canto a pontapé de Janko (50), grande penalidade defendida (59), duas defesas consecutivas a tentativas de James e Janko (61). Adiou até ao limite do suportável o primeiro golo do F.C. Porto. Nada a fazer no 1-0, nada a fazer no 2-0. Merecia um currículo mais enriquecido. Ainda irá a tempo de vestir a camisola de um grande clube? 

A Desilusão: primeira parte do F.C. Porto
Errático, conformado, privado de dinamismo, o dragão não teve ponta por onde se lhe pegasse até ao minuto 45. O que até nem é novidade esta temporada nos jogos realizados no Dragão. A exigência desta partida urgia a presença de um campeão esmagador. Nada disso se viu até ao tempo de descanso. À atenção de Vítor Pereira, uma vez mais. 

O Momento: de cabeça para a Luz
Minuto 68. O sofrimento apoderava-se das bancadas. Paulo Lopes parava tudo, até um penálti. E eis que surge Maicon a desviar com a testa um livre de James Rodríguez. Golo, alívio, exultação, o dragão atirava-se de cabeça direitinho para o clássico da Luz. Só aí se resolvia um intrincado problema chamado Feirense. 

Outros Destaques

Lucho Gonzalez
Licenciado pela mais exigente das universidades: a da inteligência e do saber. Só ele descobriria James Rodríguez no segundo golo. O mais fácil e expectável seria fazer o passe para Marc Janko. Mas Lucho não vai pelos caminhos do óbvio. Cabeça erguida, passe atrasado e o colombiano a encostar para o fundo da baliza. Grande segunda parte, a atenuar um primeiro tempo assustadoramente discreto. Nota ainda para um pontapé a fulminar a barra da baliza de Paulo Lopes. Merecia golo. 

João Moutinho
Como cresce com Lucho ao lado. Talvez contagiado pela qualidade do colega, talvez espicaçado pelo carinho tributado pelos adeptos a «El Comandante». Não interessa especular. O relevante é mesmo o excelente momento de forma que atravessa. Encheu o campo em Manchester, voltou a ser dos melhores diante do Feirense. Vítor Pereira poupou-o aos últimos 20 minutos e substituiu-o por Steven Defour. O belga anda atrás de minutos e confiança. 

Maicon
O estigma de patinho feio abandonou-o. Em definitivo? Sim, os sintomas indicam isso. De regresso ao centro da defesa, inaugurou o marcador num belo golpe de cabeça. É um cisne garboso, dominador e ainda em pleno desenvolvimento. Um reparo: não pode falhar o passe que falhou logo no início, à entrada da sua grande área. Nesta altura será justo afirmar que é o defesa central do F.C. Porto em melhor forma. 

Hulk
A primeira parte, paradoxalmente à exibição da equipa, prometia mundos e fundos. Debalde. Afetado pela grande penalidade desperdiçada, meteu a cabeça na relva e desceu vertiginosamente de rendimento. Que remate é aquele na cobrança do livre indireto na área do Feirense? O F.C. Porto precisa de mais Hulk. O dos primeiros 45 minutos serve perfeitamente. 

James Rodríguez
Pronto, Vítor Pereira insiste em coloca-lo no banco. Estranho, desaconselhável, um desperdício. A lesão de Varela chamou-o ao jogo ainda na primeira parte, bem a tempo de ser decisivo. Colocou a bola na cabeça de Maicon para o primeiro golo, marcou o segundo e viaja motivadíssimo para a seleção da Colômbia. A tempo e em condições de jogar o Clássico? 

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Feirense, 2-0 (crónica)

Campeão volta a ser líder depois de acabar com a noite heróica de Paulo Lopes


Sessenta e oito minutos. Foi este o tempo que o F.C. Porto precisou que agarrar de novo o primeiro lugar na Liga. Mais de duas horas e meia: o tempo necessário para marcar o primeiro golo ao Feirense esta temporada. E, já agora, para cima de quatro horas: o tempo que Paulo Lopes conseguiu manter a sua baliza inviolável no Estádio do Dragão.

A história deste encontro tem no guardião do Feirense um protagonista inevitável. Paulo Lopes foi uma muralha entre o F.C. Porto e o primeiro lugar que a equipa de Vítor Pereira teve muita dificuldade para escalar. Deu seguimento ao que vinha a fazer: em dois jogos, nenhum golo sofrido na casa portista. Esta noite foi enorme. Enquanto deu...

Mesmo elogiando a organização da turma de Quim Machado, que, como prometido, deixou o autocarro na garagem, é preciso perceber que o arrastar do jogo em muito se deveu a uma atitude errónea e demasiado passiva na primeira parte. Foram maus os 45 minutos inaugurais do F.C. Porto. Quem quer ser campeão tem de mostrar mais. 

No fundo, o jogo não fugiu à regra do que têm sido as prestações do F.C. Porto no seu reduto, esta época. Quase nunca fica tudo decidido cedo. Este foi apenas mais um. Quem gosta de suspense pode marcar lugar anual no Dragão que talvez não se arrependa. 

O estranho caso de Paulo Lopes

Vítor Pereira apostou no onze esperado. Voltou a dar a titularidade a Varela, mas o português, pouco depois de atirar ao lado a primeira oportunidade portista, lesionou-se e deu o lugar a James. O colombiano demorou a abrir o livro, mas, no segundo tempo foi decisivo. 

O Feirense foi dando sempre que fazer. Mesmo com o público a reclamar das constantes quedas e assistências médicas, a estratégia dos homens de Quim Machado foi muito mais do que jogar com o relógio. Houve pressão, algum atrevimento e solidez defensiva. 

Quando a muralha rachava, aparecia Paulo Lopes a emenda-la. Tremenda a exibição do guardião, um dos bons valores desta Liga que parece nunca ter tido o reconhecimento devido. 

A defesa ao livre de Hulk, na primeira parte, foi a primeira de uma sequência que levou o Dragão a um completo estado de nervos. No mesmo período, ainda evitou que James festejasse e no segundo tempo, até ao golo, deu um festival. Tapou o caminho a Lucho, num lance em que o argentino até estava em fora de jogo; evitou que Janko marcasse pelo quarto jogo consecutivo; defendeu um remate de James de fora da área e ainda a recarga de Janko. E, claro, parou um penalty. 

Quando Luciano agarrou o isolado Janko dentro da área parecia aberto o caminho da baliza fogaceira. Ilusão, apenas. Hulk atirou colocado, Paulo Lopes foi ao solo segurar o nulo. 

«Apaguem as luzes!»

Nesta fase o F.C. Porto, diga-se, já massacrava. A expulsão de Luciano, no penalty, expunha ainda mais a linha defensiva do Feirense. Mas havia Paulo Lopes, lá está, capaz de contrariar qualquer sentido lógico. Não ficou assim tão longe. 

Chegou, então, aquele minuto 68. Um livre de James descobriu a cabeça de Maicon que abriu finalmente o ferrolho. Respirava fundo o Dragão, que pouco depois, na melhor jogada coletiva do encontro, viu James dizer: ponto final. Excecional a ação de Lucho que já antes tinha enviado uma bomba à trave. A esmagadora maioria dos jogadores de futebol teria assistido Janko, nesse lance. O argentino, que pisa caminhos menos prováveis, deu a bola a James, que finalizou. 

Depois de muitos nervos, o F.C. Porto resolvia o jogo em quatro minutos e voltava à liderança do campeonato. Tem os mesmos pontos do Benfica, mas vantagem na diferença de golos. «Apaguem as luzes!» gritaram em provocação os adeptos portistas nas bancadas, dando o mote para o reencontro com o Benfica, na próxima ronda.

Chega à Luz como líder o campeão nacional. Cenário muito improvável há oito dias. Cenário real, com culpas dividas entre os dois candidatos. O Clássico promete parar o país. Mas ficou menos decisivo.

in "maisfutebol.iol.pt"

sábado, 25 de fevereiro de 2012

F.C. Porto-Feirense (antevisão): com vista para o Clássico

Equipa de Quim Machado foi a primeira a roubar pontos ao Porto esta época. Dragões de orgulho ferido não podem facilitar antes de irem à Luz


O momento

F.C. Porto: Esquecer a Europa, apagar da cabeça os 4-0 de Manchester e garantir que a chegada ao Estádio da Luz terá a missão desejada: o assalto ao 1º lugar. Vencer o Feirense não é apenas uma questão de obrigação. Está em jogo o orgulho portista, ferido pelos milhões dos «citizens», e a real possibilidade de atacar o título. A derrota do Benfica em Guimarães voltou a dar o dom da palavra à equipa de Vítor Pereira e o próprio treinador deixou bem claro: é proibido perder pontos. A somar a tudo isto uma ligeira «vingança». Foi a formação de Quim Machado a primeira a travar o F.C. Porto esta época. Os problemas para Vítor Pereira começaram ali. 

Feirense: A opinião deve ser unânime. Se em nenhuma ocasião seria fácil defrontar o F.C. Porto, apanhar os dragões depois de uma derrota europeia e numa onda negativa torna tudo mais complicado. O Feirense não ganha há seis jornadas e o Dragão está longe de ser o palco mais fácil para voltar aos triunfos. E o rival vem ferido e esperançado em chegar à próxima ronda, pelo menos, a dois pontos do Benfica. Vida difícil para Quim Machado. Mas não era também assim na primeira volta?

As ausências

F.C. Porto: Danilo e Mangala estão lesionados. Kléber e Iturbe ficam de fora por opção técnica. 

Feirense: Ludovic e Mika estão castigados. Henrique é já uma lesão antiga. 

A palavra dos treinadores:

Vítor Pereira (F.C. Porto): «O Porto não pode perder pontos. Temos de ganhar, vamos ganhar, vamos jogar para ganhar e não podemos perder meio ponto sequer. É um jogo fundamental, sabemos que temos de conquistar os três pontos, se possível com um bom jogo. Vamos defrontar uma equipa que nos subtraiu dois pontos em sua casa. Temos de estar concentrados, no máximo das nossas capacidades e vencer o jogo.»

Quim Machado (Feirense): «Não vamos jogar com autocarro lá atrás. Jogamos sempre para a frente, nunca à defesa. Transmito sempre aos meus jogadores que, se querem ficar na Liga, têm que jogar ao ataque, para marcar golos. Vamos jogar para ganhar e conseguir pontos.» 

Outros confrontos:

Ficha limpa nos três jogos caseiros para a Liga com o Feirense, por parte do F.C. Porto: ganhou todos. A última vez que os «fogaceiros» jogaram no recinto portista, na altura o Estádio das Antas, foi na época 1989/90. Perderam 3-1, com um «hat-trick» de Madjer, tal como tinham perdido na primeira, na década de 60. Pelo meio, em 77/78, goleada dos dragões por 6-1. Houve ainda dois jogos para a Taça de Portugal. Resultados? Mais dois triunfos do F.C. Porto (6-0 e 2-0).

Equipas prováveis:

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Rolando e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Lucho González; Hulk, Janko e Varela. 

Outros convocados: Bracali, Alex Sandro, Otamendi, Defour, Djalma, James e Cristian Rodríguez. 

FEIRENSE: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Luciano, Varela e Stopira; Sténio, Thiago Freitas e Hélder Castro; Miguel Pedro, Buval e Diogo Cunha.

Outros convocados: Douglas, Miguel Gonçalves, Serginho, Cris, Siaka Bamba, André Fontes, Diogo Rosado, Anderson, Bastian Homman, Jonathan e Carlos Fonseca.

in "maisfutebol.iol.pt"

domingo, 18 de setembro de 2011

Feirense-F.C. Porto, 0-0 (crónica)


O campeão perdeu os primeiros pontos e alimentou o clássico da próxima jornada com o Benfica: há vários tópicos para a discussão.


O F.C. Porto deixou dois pontos em Aveiro, e naturalmente essa é a notícia mais relevante. Mas pode até nem ser a pior: é impossível esconder, por exemplo, um certo conformismo perante a falta de inspiração. A equipa lutou e correu, é verdade, mas encontrou mais problemas do que soluções.

Há uma imagem sintomática, aliás: por volta da hora de jogo, durante uma paragem para assistência a Carlos Fonseca, olhava-se para o relvado e via-se os jogadores de mãos na cintura, olhar no vazio e cara de preocupação. Eles próprios, se calhar como mais ninguém, sentiam o peso da desinspiração.

Até ao final do jogo, de resto, nunca se percebeu que pelo menos um ponto estava garantido: do primeiro ao último minuto, o Feirense foi uma ameaça séria. Dividiu a capacidade de luta, a vontade de ir mais longe do que o empate e até as oportunidades de golo. Algumas bem flagrantes, de facto.

Bem vistas as coisas é impossível desligar este atrevimento de um efeito causal no resultado: à medida que a formação de Quim Machado criava uma boa ocasião de golo, a consequência natural era deixar o F.C. Porto mais nervoso. Como um aristocrático, parecia acusar o descaramento da plebe.

A expulsão de James é disso o melhor exemplo: perdeu a cabeça e esboçou uma agressão. Pôs-se a jeito, portanto: o resto foi critério do árbitro. Um erro que lhe vai custar caro, até porque significa que não joga com o Benfica no clássico da próxima semana. Uma má notícia, realmente, nunca vem só.

Vítor Pereira complica o que é fácil

O primeiro empate portista na Liga, após quatro vitórias que pareciam embalar o campeão, trouxe outra evidência: um jeito muito português de complicar o que é fácil. Neste caso, de Vítor Pereira. Já se sabe que às vezes há treinadores que gostam de ver mais longe do que toda a gente, de inventar soluções.

Ora o que Vítor Pereira fez foi exactamente isso: jogou toda a segunda parte sem um ponta-de-lança de raiz. Procurou a fórmula de chegar ao golo num futebol apoiado, e feito de dinâmica, quando o F.C. Porto carregava, colocava bolas na área e buscava o golo mais com o coração do que com a cabeça.

Todo aquele caudal pedia um homem fixo na área, à procura de um cruzamento, de um ressalto, de uma bola perdida. Até porque os médios, este domingo, nunca foram a solução. Desde a primeira parte, aliás, o futebol portista emperrou logo na zona de construção, num futebol lento e muito denunciado.

Sem marcações individuais, o Feirense ia preenchendo os espaços e fazendo-o bem. Sem velocidade, sem improviso do adversário, ficava muito mais fácil. O que Vítor Pereira quis depois foi criar uma virtude a partir de onde estava o defeito: na dinâmica de um meio-campo desinspirado. Não funcionou, claro.

Pelo meio vale também a pena lembrar que faltou Hulk a esta equipa: faltou aquela capacidade de furar, de levar a equipa para a frente, de esticar o futebol em meia-dúzia de passadas largas. Faltou tudo, e faltou Hulk. O que pode muito bem alimentar a discussão em torno de uma Hulk-dependência.

Por falar em discussão, vale a pena terminar com outra notícia óbvia: o F.C. Porto falha o objectivo de chegar ao jogo com o Benfica só com vitórias. O que é mais um tópico para a discussão. Mas há mais: o ano passado, antes dos 5-0 no Dragão, o F.C. Porto também tinha empatado. Na altura com o Besiktas. Enfim, a discussão vai aquecer.



in "maisfutebol.iol.pt"

João Moutinho: «Só faltou a bola entrar»


Médio do F.C. Porto não quis ligar a ausência de Hulk ao empate concedido em Aveiro.


João Moutinho, médio do F.C. Porto, em declarações à TVI após o empate a zero bolas frente ao Feirense em Aveiro:

«Faltou a bola entrar. Tivemos várias oportunidades, arriscámos e depois concedemos alguns espaços. Hulk? É um grande jogador, faz falta, mas não estava. Quem o substitui esteve bem. Vamos já tentar a vitória no próximo jogo.»



in "maisfutebol.iol.pt"

Feirense-F.C. Porto, 0-0 (destaques)


James muito abaixo do que vinha sendo normal, contra uma verdadeira equipa


A figura: Feirense

A pouca inspiração dos avançados do F.C. Porto pode ter ajudado, mas não se pode tirar mérito à excelente organização evidenciada pela equipa montada por Quim Machado. Depois da boa réplica dada na Luz, que não teve consequências pontuais, conseguiram travar o campeão nacional, num jogo onde até podiam ter tido uma sorte diferente, numa mão cheia de grandes penalidades desperdiçadas.

A desilusão: James

Na ausência de Hulk, grande parte dos adeptos portistas depositava a sua esperança no jovem colombiano, que atravessa grande momento de forma. Mas a noite foi para esquecer. Demasiado escondido na primeira parte, teve pouco jogo e poucas oportunidades para brilhar. No segundo tempo começou como falso ponta-de-lança, alternando com Guarín, mas nunca conseguiu, sequer, ficar próximo no nível que já mostrou este ano. Acabou expulso e falha o Clássico. Serve-lhe de lição para o futuro.

O momento: minuto 60

Guarín não é guarda-redes, mas fez, por ventura, a defesa da noite. O Feirense tinha tudo para se adiantar no marcador, num dos muitos contra-ataques rápidos que ensaiou. O corte de Belluschi ficou curto, a saída de Helton não resolveu o problema e Diogo Cunha ficou com tudo para marcar. Sem guarda-redes na baliza e com tempo para tudo, o médio da casa ajeitou a bola e tentou colocar em jeito. Guarín voou e tirou-a com o corpo. Que defesa. E que falhanço.

O caso: minuto 15

Diogo Cunha, em boa posição na área, tenta driblar Belluschi. O argentino, que fazia as dobras aos companheiros que subiram para um canto, estica a perna e o homem do Feirense cai. Bruno Esteves entendeu que Diogo Cunha simulou e mostrou-lhe amarelo. Pareceu mais penalty do que simulação.

Outros destaques:

Mangala

Estreia absoluta com a camisola do F.C. Porto do central francês, que deixou algumas pistas daquilo que dele se pode esperar. É rápido e, por isso, forte nas compensações. Com boa estampa física dominou pelo ar, em Aveiro, mas com a bola nos pés não exímio, embora não tenha comprometido. Não foi maldoso, mas manteve respeito com o estilo impetuoso que começa a ganhar fama.

Carlos Fonseca

Quim Machado treinou-o no Tirsense e trouxe-o para Santa Maria da Feira. Em boa hora o fez. Caso contrário, este avançado formado no Gil Vicente e que já conta com 24 anos, poderia passar ao lado dos grandes palcos. Jogador de interessantes recursos, fez da pressão extenuante a regra para a sua actuação. Tentou o remate, tentou o drible e os passes a rasgar, trocando várias vezes de posição com Rabiola. Perdeu, ainda, uma boa oportunidade na cara de Helton, na recta final, com um remate fulminante, por cima. Um nome a seguir para o resto do campeonato. Definitivamente.

Belluschi

Alternou o bom e o mau. Pouca fluidez, numa equipa que, sem ponta-de-lança, vive das trocas constantes no carrossel ofensivo que promove. Mas raça para dar e vender. Belluschi já não é só aquele médio criativo que aterrou no Dragão há dois anos. Curiosamente, foi a capacidade de decidir, e de o fazer rapidamente, que lhe faltou hoje. A entrega não chegou para desbloquear o resultado.



in "maisfutebol.iol.pt"

Feirense-F.C. Porto (antevisão): assalto ao castelo em Aveiro


Quim Machado defende o castelo da Feira em casa emprestada. Vítor Pereira quer chegar ao Benfica só com triunfos.


O momento:

Feirense: Depois do primeiro triunfo no campeonato, obtido em Olhão, a equipa de Quim Machado continua a realizar um interessante início de campeonato. É verdade que só venceu na semana passada, mas também ainda só perdeu com o Benfica. Em casa, dois empates. Casa que é uma forma mais carinhosa de apelidar o Municipal de Aveiro, que, pela penúltima vez vai acolher o Feirense, antes do regresso definitivo ao Marcolino de Castro.

F.C. Porto Quatro jogos, quatro vitórias. Registo imaculado e último desafio para fechar este primeiro capítulo da Liga. Vítor Pereira definiu a meta: chegar ao jogo com o Benfica na frente e só com vitórias. Falta conquistar o castelo da Feira, em Aveiro, palco que traz boas memórias aos Dragões. Foi lá que conseguiram a primeira conquista da época: a Supertaça Cândido Oliveira.

Os ausentes:

Feirense: Diogo Rosado é a baixa de última hora, por lesão. A ele juntam-se Serginho, Anderson e Jonathan. Os novos reforços Jandson e Bédi Buval ainda não são opção.

F.C. Porto: Hulk e Alvaro Pereira são as principais ausências. Alex Sandro também continua a recuperar da lesão que trouxe do Brasil. Por opção, Vítor Pereira excluiu Maicon.

Discurso directo:

Quim Machado (Feirense) «O FC Porto está habituado a ganhar e, apesar da nossa dimensão, também trabalhamos para ganhar. Não posso pensar de outra forma que não seja a de incutir ambição nos meus jogadores. Temos respeito pelo FC Porto, mas não temos medo.»

Vítor Pereira (F.C. Porto) «Quando abordamos um jogo não estamos a pensar se temos 22 jogos para trás sem perder fora do nosso estádio. Pensamos apenas que queremos os três pontos em disputa e é focalizados nesse objectivo que estamos, sabendo que vamos encontrar um adversário que nos vai criar dificuldades. Temos motivos para estar confiantes e acreditar no domingo que, com maior ou menor dificuldade, vamos conseguir o nosso objectivo.»

Registo histórico:

O F.C. Porto jogou por três vezes no reduto do Feirense, em jogos para o campeonato, e venceu sempre. Aliás, num total de dez jogos em ambos os estádios (entre campeonato e Taça), nunca o Feirense venceu os dragões.

Equipas prováveis

FEIRENSE: Paulo Lopes, Pedro Queirós, Henrique, Luciano e Mika; Varela e Sténio; Ludovic, Diogo Cunha e Carlos Fonseca; Rabiola.

Outros convocados: Douglas, William, Stopira, Cris, Hélder Castro, Siaka Bamba, André Fontes e Miguel Pedro.

F.C. PORTO: Helton, Sapunaru, Otamendi, Rolando e Fucile; Fernando, João Moutinho e Belluschi; James, Kléber e Cristian Rodríguez

Outros convocados: Bracali, Mangala, Guarín, Souza, Defour, Walter, Djalma e Varela



in "maisfutebol.iol.pt"

sábado, 17 de setembro de 2011

Vitor Pereira: "James vai disparar para um nível mundial"


Apesar de "privilegiar sempre o colectivo", Vítor Pereira não teve problemas em falar das virtudes e defeitos dos seus jogadores. E na hora de elogiar, faltaram-lhe as palavras para qualificar este arranque de James...


Aceita a ideia de que o FC Porto está, neste momento, dependente de James e Hulk?

Tenho um conceito de jogo colectivo, que depois pode permitir o aparecimento de determinadas individualidades pelo talento que têm. Estamos a falar de dois jogadores de uma enorme qualidade, pelo que é natural que acabem, em determinados momentos da época, por evidenciar um nível de jogo elevado, o que nos poderá levar a pensar que o FC Porto está dependente deles. Mas eu acredito que este FC Porto depende apenas da equipa e nem sequer me estou a referir só aos onze jogadores que entram de início nos jogos; estou a falar de uma competição interna que tem permitido aumentar o nível qualitativo dos nossos treinos.

Está surpreendido com este arranque de época de James Rodríguez?

Ele teve um ano de adaptação ao futebol europeu, como acontecerá esta temporada com o Iturbe ou o Kelvin, dois jogadores com muito talento e qualidade que estão a chegar agora, mas que precisam de mudar o chip sul-americano para o europeu. Eles têm de perceber que para se jogar na Europa é preciso um andamento mais elevado, pensar mais depressa, ser mais agressivo, e ter a consciência de que a velocidade para executar é mais reduzida. Precisam de tempo para se adaptarem e para perceber que colectivamente há algumas diferenças. A partir daí, a evolução do talento puro que eles têm fará a diferença. Quanto ao James, nem sabemos muito bem até onde poderá chegar... Sabemos que vai evoluir para um nível mundial, porque tem talento e, ainda mais importante do que isso, gosto por trabalhar esse talento. Já é um grande jogador, mas estou convencido de que vai disparar para um nível que nem eu próprio consigo quantificar. Só não tenho grandes dúvidas de que vai ser um jogador de nível mundial.

Depois da boa resposta de Defour e Belluschi nos últimos jogos, concorda com a ideia de que Guarín perdeu espaço na equipa?

Aqui nenhum jogador está atrás de ninguém. Estão todos dentro de uma competição interna e a qualidade do nosso jogo depende muito daquilo que conseguirmos produzir no dia-a-dia. Existe uma competição saudável entre eles, e tenho a certeza de que nenhum treinador do mundo prescindiria da qualidade de um jogador como o Guarín, até porque isso seria uma atitude pouco inteligente. Claro que conto com o Guarín, como também fiquei contente com o nível exibicional do Belluschi e do Defour, do Moutinho e de todos os outros jogadores. É bom ter um nível tão elevado dentro da equipa, porque permite uma escolha entre os jogadores que melhor se enquadrem para um determinado jogo.

Que significado tiveram para si as palavras de arrependimento de Fernando sobre a vontade em sair do FC Porto, expressa no final da última época?

Fernando é um grande profissional; é um jogador colectivo, que dá tudo pela equipa e que nunca pensa individualmente. Perante um mercado agressivo, com eventuais propostas a chegarem, e com os jornais a escreverem sobre isso, é perfeitamente compreensível que a estrutura emocional de um jogador fique afectada. Mas essa fase já passou. Temos Fernando para uma grande época, ele que na sua humildade soube reconhecer que teve um período instável. Mas o nosso Fernando está de volta, sempre com a mesma qualidade e um espírito colectivo. E é com esse jogador que vou contar para o resto da temporada.


"Não esperem goleadas"

Na antevisão do encontro com o Feirense, Vítor Pereira reconheceu que está à espera de um "adversário complicado e bem organizado", mas mostrou-se convencido de que "com maiores ou menores dificuldades a equipa vai conseguir vencer", sobretudo quando se aproxima o clássico com o Benfica. "É importante vencer porque irá anteceder um jogo com essa importância, mas o mais importante passa por chegarmos ao final do campeonato na frente. Mas não esperem que o FC Porto esteja a golear em Aveiro com meia hora de jogo". O treinador voltou a recordar que a época passada foi "singular", por "mérito do FC Porto", mas também por "algum demérito dos adversários", e reforçou a ideia de que esta Liga vai ser bem mais competitiva do que a anterior. "Não acredito que este ano os moldes do campeonato sejam iguais; acredito num campeonato muito mais competitivo. E nós estamos preparados para isso. O Sporting provou que está a subir de forma. Fez muitas contratações e precisa de tempo, mas de certeza que vai lutar pelo primeiro lugar. O Braga voltou a evidenciar muita qualidade e terá sempre uma palavra a dizer. O Benfica também realizou um bom jogo, com bons comportamentos. A luta andará à volta destas quatro equipas, com uma ou outra que se irá revelar ao longo da época". Vítor Pereira explicou ainda que os adversários estão agora mais preparados para defrontar o FC Porto, até porque "vão encontrando o antídoto para tentar travar" o campeão nacional.

Meio-campo: um seis cada vez mais oito

Durante a segunda parte dos dois últimos jogos, Vítor Pereira prescindiu da figura do trinco. Será esse o futuro do FC Porto? "Não é bem isso. Vamos continuar a jogar com três médios, mas queremos que o seis seja cada vez mais um oito", começou por explicar, antes de detalhar o conceito. "Antigamente, o seis era visto como um jogador de equilíbrios, um recuperador sem grande preponderância ofensiva. Agora, e nas grandes equipas mundiais, o seis é cada vez mais o primeiro organizador de jogo. A minha ideia passa por aproximar o nosso seis de um pivô com grande capacidade para circular a bola e para entrar no processo ofensivo". Perante a evidência, sobrou uma pergunta: Fernando e Souza podem perder espaço na equipa? "Nada disso. Existe a ideia que o Fernando é apenas um jogador defensivo, até lhe chamam o polvo, mas ele é muito mais do que isso. Tanto o Fernando como o Souza gostam de ter a bola e, se lhes derem liberdade, gostam de aparecer em zonas de finalização", explicou.

in "ojogo.pt"