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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Se pedisse um boicote achavam-me maluco"

Apesar das muitas experiências que viveu no FC Porto, Pinto da Costa, que até é o presidente mais antigo de todos os clubes portugueses, nunca ponderou a possibilidade de pedir aos adeptos para deixarem de acompanhar a equipa nos jogos fora de casa. Posto diante dessa hipótese, posta em prática - como se sabe - pelo Benfica, o líder dos dragões respondeu a O JOGO que, sejam quais forem as condições, considera o apoio indispensável para o sucesso desportivo da equipa. "Nunca me passaria pela cabeça pedir aos adeptos para ficarem em casa", sublinhou.

Foi a 13 de Setembro que o presidente da Assembleia Geral do Benfica, Luís Nazaré, leu à Imprensa esse singular comunicado, no final de um plenário de todos os órgãos sociais. Nessa altura, o emblema encarnado pediu "aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa. A nossa ausência será o melhor indicador da nossa indignação", referia o documento. Posição que Luís Filipe Vieira reafirmaria dias depois numa entrevista concedida à Antena Um e também numa carta dirigida aos sócios do clube da Luz.

Para Pinto da Costa não faz qualquer sentido pedir aos adeptos para se divorciarem da equipa, seja qual for a circunstância, conforme explicou a O JOGO à partida para Istambul, onde o FC Porto vai defrontar o Besiktas. "Quero sempre os nossos adeptos com a equipa, a apoiar em todas as ocasiões. Além disso, se o fizesse [se apelasse ao boicote aos jogos fora] toda a gente ia achar que estava maluco", atirou.

Curiosamente, dias depois das declarações de Vieira, o Benfica solicitou, oficialmente, os 2500 bilhetes a que tem direito para a partida no Estádio do Dragão, que se realizará a 5 de Novembro. Uma aparente contradição dos encarnados que motivaria uma explicação pública. "O jogo do Porto é o único que não cumpre os pressupostos em que assentou o pedido dos órgãos sociais. O FC Porto, com esta direcção, nunca se baterá pela verdade desportiva", referiu fonte da direcção encarnada. Com ou sem adeptos encarnados, é seguro que o Dragão estará cheio para mais um clássico que, para não variar, há muito começou a ser jogado fora das quatro linhas.

in "ojogo.pt"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

«Na esparrela da época passada não vamos cair» - Pinto da Costa


Pinto da Costa garante que os dragões estão prevenidos e vão ser cegos, surdos e mudos nos túneis e no balneário! Presidente dos dragões não acha normal nem saudável que os líderes do FC Porto e do Benfica não se falem...

Pinto Da Costa abriu as portas à revista Mais Alentejo e falou, falou quase sobre tudo, quase sobre todos. Até sobre si próprio, coisa rara, até sobre o presidente do Benfica, portista filiado até há bem pouco tempo... «Há menos de um ano que [Luís Filipe Vieira] deixou de ser. Foi sócio do FC Porto durante 24 anos. Mas antes que pudesse gabar-se de lhe ser atribuída a roseta de 25 anos de associado, foi eliminado por falta do pagamento de quotas», não perdeu oportunidade o líder dos dragões de reavivar o passado recente do não muito antigo amigo e de há uns tempos a esta parte o seu maior rival.

Mas curiosamente, a propósito de Filipe Vieira e do Benfica, admitiu que o que se passou na final da Taça da Liga, no Algarve, onde os dois presidentes se ignoraram, foi um absurdo. «Não acho normal nem saudável», considerou.

Pinto da Costa falou ainda sobre o mais recente obstáculo psicológico do FC Porto, a escuridão que se fez no túnel da Luz... «Garanto que os atletas do FC Porto estão preparados para não reagir a provocações de “steward” colocados com o propósito de provocar e arranjar confusão. Podem pôr tubarões ou águias de rapina. Os jogadores serão cegos, surdos e mudos e não darão resposta a provocações. Na esparrela da época passada não vamos cair», asseverou.

in "abola.pt"

domingo, 10 de outubro de 2010

Helton responde a ameaça com aparente desafio

As notícias da possibilidade de o Benfica não comparecer no clássico do Dragão, relacionadas com a ameaça "surpresa" sugerida por Luís Filipe Vieira, caso o autocarro do clube fosse novamente apedrejado, foram comentadas por Helton num tom de aparente desafio.

"Muitas vezes acabamos por falar muito, infelizmente. É melhor ser, fazer e mostrar do que falar", referiu o jogador do F. C. Porto, durante a acção de lançamento da sexta escola da "Dragon Force", ontem de manhã, no Estádio Pina Manique, em Lisboa.

Num tom sereno, o guardião dos azuis-e-brancos concedeu uma mensagem que até pode ser de dupla interpretação, uma vez que permite meramente enfatizar a tese da primazia do trabalho sobre o poder da palavra ou desafiar a consumação da ameaça.

Por outro lado, o jogador manteve total serenidade e preferiu não alimentar a polémica gerada pelas acusações de principais beneficiados das arbitragens. "Sei muito do que se passa no balneário do F. C. Porto. O que sucede lá fora não tenho qualquer conhecimento", acentuou.

Na mesma linha, deixou um sinal suave sobre a censura dos responsáveis ao desempenho de Carlos Xistra no jogo de Guimarães. "Falo muito do grupo. Houve momentos em que achámos que poderia ter sido diferente. Mas se a, b ou c fez ou deixou de fazer, isso não compete aos jogadores", salientou.

O atleta prefere centrar o pensamento na vertente desportiva e não duvida que o empate de Guimarães não afecta a cultura de triunfo implementada no clube. "Entramos sempre para vencer. Não o conseguimos, mas não morremos por isso", sublinhou.

O segredo da solidez defensiva do conjunto - apesar das saídas, apresenta o quinto melhor registo europeu - é atribuído "à confiança" adquirira pela acção do treinador.

"Como o trabalho é mais fácil e a confiança maior, todos se ajudam. Não nos preocupamos com o que o companheiro faça, mas com a possibilidade de o adversário complicar a tarefa e estarmos lá para o ajudar", destacou.

Por outro lado, rejeitou qualquer dificuldade no exercício da liderança na equipa: "O papel do capitão do F. C. Porto tem de ser interpretado por todos os jogadores. Aí, não há dificuldade de transmitir qualquer coisa. Se todos formos, todos falamos...".

in "jn.pt"