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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Óliver: «Meio Frasco, meio Guardiola, 100 por cento talento»

Figura da jornada: espanhol explodiu e vai na melhor série de jogos e golos no FC Porto. «É o futuro titular da seleção espanhola», antevê Paulo Futre

Nove jogos seguidos na Liga e três golos nos últimos três encontros. Óliver Torres já não deixa dúvidas a ninguém e é uma referência absoluta do FC Porto de Julen Lopetegui. 
  
Com a titularidade em Penafiel, Óliver Torres igualou a melhor série da carreira, que vinha da época passada: nove jogos seguidos no campeonato. Na altura foi ao serviço do Villarreal, para onde seguiu em janeiro, por empréstimo do Atl. Madrid. 
  
Entre a 26ª e a 34ª jornada da Liga espanhola jogou sempre. Sete vezes titular, duas suplente utilizado. No FC Porto, desde a receção ao Nacional, da 9ª jornada, soma minutos atrás de minutos. 
  
Nesse período, só por uma vez começou no banco. Na ronda seguinte, na Amoreira, saltou para o campo a oito minutos do fim para resgatar um ponto para o FC Porto, com o golo da igualdade a dois. Nunca mais voltou a ser segunda opção na Liga. 
  
O ano de 2015, então, teve um arranque fenomenal. Nos últimos três jogos da Liga marcou três golos. Um registo único na carreira.  
  
Aliás, era, por ventura, o que lhe faltava, visto que nos 22 jogos que realizou no ano transato, só por uma vez festejou, na receção do Atl. Madrid ao Betis, da 10ª jornada.

Este ano, em 24 jogos divididos por todas as competições, já leva seis golos. E os elogios começam a extravasar as fronteiras. 
  
Quem não está surpreendido com a performance do jovem de 20 anos é Paulo Futre. Profundo conhecedor das realidades de FC Porto e Atlético Madrid, o antigo internacional desfaz-se em elogios ao médio. 
  
«Para mim não é nenhuma surpresa, porque já o conheço há muitos anos. Não para de crescer. É um jogador que se afirmou no FC Porto com uma simplicidade que só os craques conseguem. Está a ser muito importante e acredito que ainda pode dar muito mais», projeta, em conversa com o Maisfutebol.
  
«Para Lopetegui é Oliver e mais dez» 
  
A cedência de Óliver Torres ao FC Porto levantou algumas dúvidas pelas caraterísticas do negócio. Não é habitual que os dragões recebam um jogador emprestado sem salvaguardar a opção de compra, mas revelou-se impossível nesta situação. 
  
O médio está cedido por um ano e, se tudo correr dentro da normalidade, o mais provável é que volte à capital espanhola. 
  
«O Simeone, mais tarde ou mais cedo, vai ter de arranjar um lugar para ele no meio campo do Atlético de Madrid. Ele veio sem opção de compra e isso mostra a fé e a confiança que o Atlético tem nele. É um diamante. Se o Simeone apostar nele, vai impor-se», acredia Futre. 
  
Ao FC Porto caberá, para já, aproveitar Óliver ao máximo e Futre imagina um futuro risonho a curto prazo: «Tenho muita fé no FC Porto na Champions e acho que o Oliver pode ser muito importante.» 
  
Vir para o FC Porto acabou por ser, no entender de Futre, a aposta certa. «Noto que está mais maduro», frisa. «E deve estar a trabalhar muito bem no dia a dia. Reparem que para o Lopetegui é quase sempre ele e mais dez. Está num momento notável, jogo atrás de jogo a fazer coisas muito boas», continua. 
  
De facto, Óliver começou a época como titular do FC Porto, numa altura em que o técnico ainda parecia à procura do melhor onze. A lesão sofrida na receção ao Moreirense obrigou-o a uma paragem de cerca de um mês. Quando voltou, Quintero atravessava, também, um bom momento e Lopetegui hesitou. 

Aliás, em Arouca, Oliver cumpre o único jogo na Liga como suplente não utilizado. Antes, entrara ao intervalo em Alvalade e saíra na mesma altura na receção ao Sporting, para a Taça de Portugal. Futre lembra outro momento complicado: «Aquele jogo na Ucrânica em que ele oferece um golo ao Shakhtar. Foi um momento menos bom mas soube recompor-se.» 
  
«Ajuda-o que o Lopetegui tenha estabilizado a equipa. Do meio campo para a frente, sobretudo, agora têm sido sempre os mesmos. Saiu o Brahimi, entrou o Quaresma, mas o resto não muda», sublinha. 
  
Boas notícias então para Óliver. Apenas? Futre não tem dúvidas que, em Espanha, haverá mais gente a sorrir. E não será só o Atlético. «Vir para Portugal ajudou-o o crescer. Está mais maduro. É um jogador acima da média que vai ser o próximo titular da seleção espanhola», vaticina. 
  
Instado a comparar Óliver com outro jogador, para dar uma imagem mais definida do espanhol, Futre divide-se. Um pé deste lado da fronteira, o outro do lado espanhol, como o próprio orientou a sua carreira. 
  
«Tecnicamente tem parecenças com o Frasco. Era impossível tirar a bola ao Frasco, lembram-se? E também é assim mais franzino, mas com raça. Engana um bocado. O toque de bola é diferente. Aí é mais parecido com o Guardiola, com as devidas distâncias ainda. Metade/metade? É isso. Pode dizer-se que é meio Frasco, meio Guardiola, mas 100 por cento talento», remata. 
  
Óliver vive o momento mais fulgurante de azul e branco vestido e, seja para continuar no Dragão ou não, são cada vez menos os que duvidam que vai conseguir deixar para trás as comparações e ganhar o direito ao nome próprio. 

in "maisfutebol.iol.pt"

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

QUATRO DRAGÕES NO ONZE DO SÉCULO DO FUTEBOL PORTUGUÊS

Vítor Baía, Fernando Couto, Ricardo Carvalho e Futre distinguidos na gala do centenário da Federação Portuguesa de Futebol
O melhor onze do século do futebol português integra quatro antigos jogadores do FC Porto, todos eles campeões nacionais com a camisola azul e branca. O guarda-redes Vítor Baía, os defesas Fernando Couto e Ricardo Carvalho e o avançado Paulo Futre foram distinguidos na Gala Quinas de Ouro, integrada nas comemorações do centenário da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que decorreu na noite desta quarta-feira, no Casino Estoril.

O ex-capitão João Pinto junta-se ainda aos antigos quatro jogadores - à excepção de Fernando Couto, todos eles campeões europeus pelos Dragões - no melhor onze contemporâneo, que distinguiu os que mais se destacaram entre a década de 1970 e os dias de hoje. José Mourinho, antigo técnico do FC Porto, recebeu o prémio de melhor treinador do século, na gala em que foram anunciados os resultados da votação online levada a cabo pela FPF e destinada a eleger os melhores do futebol português nestes 100 anos.

in "fcp.pt"

sexta-feira, 22 de março de 2013

Futre: «Pinto da Costa está melhor do que eu»

LÍDER DOS DRAGÕES "EM GRANDE FORMA"


O antigo futebolista Paulo Futre defendeu esta quinta-feira a continuidade de Pinto da Costa na presidência do FC Porto, considerando que o dirigente está "num momento incrível, em grande forma".

"Estive com ele há pouco tempo. Vi-o melhor do que nunca. Por que não mais três, seis ou 10 anos? Está num momento incrível, em grande forma", disse o antigo futebolista dos "dragões", à margem da apresentação da Liga Zon Kids, que apadrinha.

Pinto da Costa não prorrogou o mandato por mais um ano, como estatutariamente lhe é permitido, preferindo ir a eleições. "Foi operado e umas semanas depois estava na gala dos Dragões de Ouro, na qual esteve a falar praticamente uma hora, em pé, à maneira dele. Está melhor do que eu. Em melhor forma", reforçou.

Falando sobre a atualidade dos dragões, Paulo Futre lamentou a "noite horrível" que ditou a eliminação da Liga dos Campeões, em Málaga, "num momento crucial em que não podia falhar" nos oitavos de final. Os quatro pontos de atraso para o Benfica no campeonato, após o último empate na Madeira, 1-1 com o Marítimo, conferem aos "encarnados" vantagem na luta pelo título, mesmo tendo de visitar o rival na penúltima jornada.

"[O favorito é] O Benfica, claro, mas faltam 21 pontos e o que aconteceu ao FC Porto com o Olhanense [1-1 em casa] pode acontecer ao Benfica. Agora começa a hora da verdade e tudo pode acontecer. O Benfica não é campeão ainda. Quatro pontos nesta altura é ótimo, mas faltam 21 e agora é que começa a ser campeonato, Hora H, o Dia D", vincou.

in "record.pt"

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

«Clássico é sempre um jogo de tripla» – Paulo Futre

Em semana de clássico entre Benfica e FC Porto, Paulo Futre tem a palavra. Aos 46 anos, celebrados hoje, o antigo craque fala de um jogo com resultado imprevisível, incontornavelmente «de tripla», ele que vestiu as duas camisolas na sua longa e rica carreira.

– Como vai ser este clássico?

– Num clássico tudo pode acontecer, sobretudo quando as duas equipas, as que vão lutar pelo título, estão bem no Campeonato. Vai ser um jogo de muita tensão, com grande pressão para os jogadores. É sempre um jogo de tripla, independentemente se uma equipa está melhor do que a outra, o que nem é o caso.

– Quais os pontos fortes das duas equipas?

– Se tenho de eleger um jogador de cada lado, escolho o Hulk e o Aimar. Num dia bom, podem decidir um jogo.

– Jorge Jesus disse que o melhor futebol em Portugal é o do Benfica, Vítor Pereira não se pronuncia: qual a sua opinião?

– Não quero ir por aí. Temos de respeitar as opiniões dos outros, como a do Jorge Jesus. Quando era pequenino, os meus pais ensinaram-me a não cuspir no prato que nos deu de comer. A não falar mal de quem nos acarinhou, e tanto FC Porto como Benfica fizeram-no. Por isso, que ganhe o melhor.

– E quem está melhor?

– Estão praticamente iguais. Tanto o FC Porto pode ganhar na Luz, como o Benfica pode ganhar no Dragão.

– Vai à Luz?

– Sou capaz. O presidente do Granada, grande amigo meu, vem ver o jogo e talvez o acompanhe.


in "abola.pt"

Futre elege Hulk como melhor jogador da Liga

Paulo Futre apontou Aimar e Hulk como os dois jogadores que podem resolver o clássico da Luz, mas é o portista que mais lhe enche as medidas. "É o melhor jogador do campeonato. Mesmo sem estar a fazer a época do ano passado, desequilibra. Pode resolver um jogo sozinho", elogia. O antigo extremo-esquerdo não vê favoritos para o jogo que promete parar o país. "Num clássico tudo pode acontecer, ainda por cima com as equipas muito bem. Vai ser um jogo de muita tensão e pressão para os jogadores", salientou, ele que acha que o melhor Futre caberia nas duas equipas e que escolhe os dois golos marcados na Luz para a Supertaça em 1986 como a melhor recordação que guarda. Sobre o seu clube, salienta que "Sá Pinto pode incutir raça ao Sporting."




in Wojogo.pt"

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Futre oferece botas e camisola de Viena a Pinto da Costa

O ex-futebolista Paulo Futre ofereceu hoje ao presidente do FC Porto a camisola e as botas com que jogou na final da Taça dos Campeões de 1987, em Viene, onde os "dragões" conquistaram o seu primeiro título europeu.

Futre oferece botas e camisola de Viena a Pinto da Costa
Paulo Futre surpreendeu Pinto da Costa com a oferta durante a sessão do nono aniversário da Casa do FC Porto de Famalicão.
Futre disse que Pinto da Costa é o seu «pai desportivo», por ter sido capaz de «correr o risco» de o levar para o FC Porto, quando se falava que o Sporting o poderia emprestar à Académica de Coimbra.
Disse ainda que, desde que teve oportunidade de ver como Pinto da Costa negociou a sua transferência para o Atlético de Madrid, nunca precisou de empresário.
«Depois de ter este professor, para que queria empresário?», questionou.
in "sapodesporto.pt"

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Futre vê "vantagens" no afastamento da Champions

Antigo avançado dos dragões considera que a equipa pode concentrar-se, agora, no objectivo da revalidação do título de campeão nacional.


Paulo Futre não esconde alguma surpresa pelo facto do FC Porto ter sido afastado dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, mas até vê "vantagens" no cenário.

O antigo avançado dos dragões, em declarações exclusivas a Bola Branca, considera que a equipa comandada por Vítor Pereira pode concentrar-se, com mais afinco, no objectivo da revalidação do título de campeão nacional.

"O FC Porto passa a estar concentrado somente no campeonato. Fiquei surpreendido com eliminação pois o FC Porto é melhor equipa do que outras apuradas para os oitavos-de-final", atirou.




Ricardo Costa surpreendido com afastamento do FC Porto


Antigo defesa do FC Porto e actualmente ao serviço do Valência comenta momento dos dragões.

Ricardo Costa ficou surpreendido com a queda do FC Porto na Liga dos Campeões, até porque, na opinião do antigo defesa dos dragões, o grupo era acessível.

"Para mim, foi uma surpresa porque teoricamente os adversários eram mais acessíveis", começa por dizer, em entrevista a Bola Branca.

O Valência, equipa que o defesa representa actualmente, pode ser um dos oponentes dos azuis e brancos nos 16 Avos de Final da Liga Europa e Ricardo Costa considera, mesmo, que a equipa portuguesa tem qualidade para revalidar o título alcançado na época transacta.

"Seria um adversário temível. Agora, passa a ser um dos principais candidatos a vencer a Liga Europa e vai dar tudo para conseguir vencer", sublinha.

Ora, nem só o FC Porto assusta Ricardo Costa: "Não gostava de apanhar Sporting e Sp. Braga, mas é bom para o futebol português", conclui.

in "rr.pt"

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Paulo Futre sobre FC Porto: «Época de sonho»

Em entrevista exclusiva a Bola Branca, Paulo Futre fala das recentes conquistas do FC Porto, de Domingos como treinador o Sporting e ainda do fracasso de Roberto no Benfica.

Paulo Futre fala da recente conquista da Liga Europa pelos azuis e brancos. O campeão europeu pelos dragões em 1987, refere que «está a ser uma época de sonho de uma equipa orientada por um génio».

Futre acredita que o FC Porto pode vencer a Liga dos Campeões na próxima época, se mantiver os melhores, André Villas Boas, Falcão e Hulk, o que não se afigura fácil devido ao poderio dos grandes clubes europeus. O ex-internacional português fala de Hulk e diz que por 40, 45 milhões de euros, Pinto da Costa deve aceitar vender.
«Deviam manter este grande bloco, especialmente o André para que no próximo ano possam ganhar a 'Champions'. Acho que é mais difícil aguentar o Falcao e o Hulk. Mas o Pinto da Costa vai fazer tudo para manter esta equipa», afiançou.
Sobre o Sporting, Paulo Futre pede paciência para Domingos Paciência, um treinador «jovem, que fez um excelente trabalho no Braga», de muita qualidade. Mas lembra que «não é de um dia para o outro que fazes uma equipa campeã».
Paulo Futre, grande figura da história do Atlético de Madrid, falou também de Roberto, o guarda-redes que os colchoneros venderam ao Benfica na época passada. Segundo Futre, Roberto deve ser emprestado
«Os erros que ele comete bastante é nas bolas aéreas, nos cruzamentos e vê-se que falta um pouco de experiência. Talvez não será má ideia que o Roberto fosse emprestado a algum clube para vir muito melhor e o Benfica conseguir recuperar o dinheiro que investiu», reconheceu Paulo Futre.

In "rr.pt"

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Futre: "Pinto da Costa é o meu pai desportivo"

Futre diz que o Braga tem o seu respeito, mas torce pelo FC Porto, pois não esquece o clube que o lançou: "Foi ali que me deram tudo. Foi lá que fui campeão da Europa e é lá que tenho o meu pai desportivo, que é Pinto da Costa. Foi o homem que apostou em mim. Foi no Porto que passei de adolescente a homem."
Adepto do Sporting, sublinha não ser "antiqualquer clube português". "Tenho a minha ética e se o Sporting não ganha e pode ganhar o FC Porto, apoio o FC Porto. E em relação ao Benfica, o mesmo", disse

in "ojogo.pt"

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Futre e Dito explicam sucesso portista

PRIMEIRO TERÇO DA LIGA DETERMINANTE


Paulo Futre e Dito, ambos antigos futebolistas de FC Porto e Benfica, comungam da ideia de que o primeiro terço do campeonato foi determinante para a vitória dos Dragões na Liga portuguesa de 2010/11.
As quatro derrotas sofridas pelo Benfica nas dez primeiras rondas, entre as quais a goleada no Estádio do Dragão (5-0), permitiram ao invicto FC Porto assumir a liderança com 10 pontos de vantagem sobre o rival.
"O início do campeonato foi fatal para o Benfica. Embora não se possa dizer que se ganham títulos à 10.ª jornada, já faz sentido dizer-se que se perdem", defendeu Dito, que jogou pelos encarnados em 1986/88 e pelos azuis e brancos em 1988/89.
Paulo Futre considera que o arranque do Benfica na prova foi "um pouco confuso" e recordou a polémica levantada em torno do novo guarda-redes do Benfica, o espanhol Roberto, que demorou a justificar os milhões gastos na sua aquisição.
"O Roberto estava submetido a uma pressão enorme, mas provou que é um grande guarda-redes", reconheceu Futre, considerando que os lisboetas se "distraíram um pouco com situações por definir, como a saída de David Luiz".
Dito admitiu que no início da época foi notória a ausência de alguns jogadores que deixaram o Benfica, como Di Maria e Ramires, e os problemas do treinador Jorge Jesus em disfarçar carências e encontrar soluções.
Ainda de acordo com Dito, o Benfica "terá pago um bocadinho a fatura da saída desses jogadores", de "ter demorado ainda um pouco a acertar com os seus substitutos" e "em tirar o máximo de rendimento dos reforços".
Futre considera que "a regularidade nas várias provas, em que a exceção é a derrota sofrida em casa com o Benfica (0-2)" para a Taça de Portugal, foi a imagem de marca da "consistente" equipa dos "Dragões".
"O FC Porto nunca teve uma quebra e nunca baixou o ritmo. Foi muito regular, em todas as principais competições", sublinhou Futre, que envergou a camisola dos Dragões entre 1984/85 e 1986/87 e a dos encarnados em 1992/93.
Para Dito, o FC Porto "mudou pouco na sua estrutura", em relação à última época, e surgiu "com um futebol algo diferente, a privilegiar a posse de bola e com o médio brasileiro Fernando mais ligado à equipa do que à defesa".
O avançado brasileiro Hulk foi, para o antigo defesa, o principal desequilibrador do FC Porto, porque, "quando a equipa não estava ainda consolidada, fez a diferença e ganhou jogos, mesmo sabendo que ninguém ganha jogos sozinho".
Tanto Dito como Futre reconhecem que, após o início desastroso do campeonato - com três derrotas nos quatro primeiros jogos -, o Benfica melhorou significativamente, como atesta a série de 11 vitórias consecutivas na Liga, apenas interrompida em Braga (2-1), à 22.ª jornada.
"A partir de outubro tivemos um grande Benfica", frisou Futre. Para Dito, a formação encarnada, "algo perra" de início, só com a adaptação do médio argentino Gaitán, contratado na defesa, é que conseguiu "apresentar um futebol em profundidade e a toda a largura".
in "record.pt"

sábado, 4 de dezembro de 2010

Futre: "Este Falcao vai animar o mercado"

Paulo Futre foi a Viena acompanhar o FC Porto e saiu de lá encantado com Falcao. O primeiro hat trick do colombiano com a camisola portista mais não fez do que confirmar aquilo que o português radicado em Espanha já suspeitava. As fronteiras de Portugal começam a ficar pequenas para um jogador enorme como Falcao. Seguindo já para a conclusão: "Se continuar a marcar golos desta maneira, no Verão vai aparecer de certeza uma oferta e o FC Porto vai ter dificuldades em segurá-lo. Vai animar o mercado".

Ora, e de onde poderá aparecer essa oferta? Paulo Futre, que actualmente aconselha jogadores a clubes, encontra espaço para Falcao em vários plantéis. "Ele pode encaixar num grande clube, sem dificuldade. Está a tornar-se num jogador espectacular, porque marca muitos golos, e melhora a cada jogo. É um jogador para qualquer grande europeu. Economicamente, o futebol português não pode competir com as ofertas que vão acabar por aparecer", explica. Numa altura em que o Real Madrid, por exemplo, procura um ponta-de-lança, Futre não vê razões para Falcao não ser um alvo. "Por que não no Real Madrid? Podia encaixar naquele plantel e evoluir. Mas também numa equipa como o Barcelona, Sevilha, Atlético de Madrid, Valência ou Villarreal. Quando um jogador faz golos na América do Sul e em Portugal, por que não jogar num clube como o Real Madrid?", questiona. Futre não acredita que o colombiano saia em Janeiro - e Pinto da Costa já garantiu que não sai ninguém do núcleo duro... - mas já pensa num valor capaz de levar o FC Porto a negociar no Verão. "Os pontas-de-lança são os mais bem pagos. Por menos de 25 milhões de certeza que o FC Porto não aceita negociar". Se Falcao encanta Futre, há outro jogador portista que "pode jogar em qualquer equipa". Hulk, pois claro. "Vi-o a jogar com o Atlético de Madrid [2008/09] e toda a gente ficou de boca aberta. Partiu tudo. Pode ir para um clube grande. Se em Inglaterra é mais difícil, pode ir para Espanha, Itália ou Alemanha".

Moutinho também recolhe elogios, com a curiosidade de também ele ter trocado, como Futre, Alvalade pelo Porto. "Falei com ele em Viena. Temos esse ponto em comum", brincou Futre.

"Sul-americano e três golos no gelo. A minha vénia"

Falcao aparecia ontem destacado nos principais jornais colombianos. Os textos louvavam os três golos marcados na Áustria e as fotos, assim como os vídeos que as edições electrónicas não dispensavam, ilustravam as dificuldades provocadas pelo nevão. Os comentários de leitores colombianos ao hat trick não tardaram. "Monstruoso", apelidava um no "El Espectador". Havia mais. "Sul-americano e três golos no gelo. A minha vénia"; "o Milan que o contrate rapidamente". Mas, mais interessante ainda foi a discussão gerada pelo facto de Falcao não ser um jogador consensual na selecção. Os adeptos começam a estranhar a discrepância de rendimento, mas o avançado acaba ilibado no fórum de opiniões. "É o jogador colombiano que melhor nos representa. Tal como Mourinho não soube ler o jogo em Barcelona, também os treinadores colombianos se enganam com Falcao. Não se esforçam por compreender o seu estilo. Ou não o estudam. Como é que os estrategas portugueses acertam quando apostam nele", interrogava-se um leitor do "El Tiempo". Amostras de uma Colômbia que segue Falcao sem interrupções


in "ojogo.pt"

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Foi um dia simples mas “mudou a vida”

Regresso dos heróis de 1987 ao prater
Futre foge do grupo, que ri à gargalhada e troca piadas. Passaram-se 17 anos e 188 dias, mas o esquerdino aproxima-se da linha, enfia as mãos nos bolsos e ainda se vê a galgar pela direita e a servir Madjer para um golo mítico. “Mudou a vida”, diz-nos: “A minha, muito, mas a de todos os que passaram por aquilo. Ninguém foi o mesmo a partir daquele dia.”

Até Villas-Boas sabe onde estava naquele 27 de maio de 1987. “Em casa da minha avó, todos a seguir o jogo pela televisão. Eu era um miúdo de 10 anos e com cachecol ao pescoço. Celebrei com entusiasmo”, recordou o adepto, que também teve direito a brinde: “Não fui para a Avenida dos Aliados, mas podem ter-me tentado embebedar com um copo de champanhe.”

Madjer, sempre Madjer, é curto e conciso: “Fizemos a história do FC Porto.” Mais expansivo é Juary. Perdão, míster Juary. “Estou em Itália, onde sou treinador de uma equipa da 3.ª Divisão”, conta com orgulho, numa conversa interrompida por Augusto Inácio: “Anda, pastor.” Tudo tem uma explicação: “Eles falam isso porque eu agora sou evangélico. Converti-me há cerca de cinco anos, mas não sou pastor...”

O homem que marcou o golo que mudou a vida de toda esta gente que agora regressa a Viena é o mais expansivo. “Foi há quanto tempo mesmo? Há 23 anos? Mas eu ainda lembro de tudo, só não lembro dessa neve”, brinca. Talvez não se recorda do branco de Viena, mas Inácio puxa a fita atrás até à eliminatória com o Brondby, nos quartos-de-final. “Nós ganhávamos em qualquer campo. O tempo estava péssimo, tínhamos ganho nas Antas com um golo do Madjer e lá empatámos 1-1 graças ao Juary”, recorda, para dar novamente a palavra ao antigo avançado brasileiro: “Só mesmo o Pinto da Costa é que podia fazer uma coisa destas.”

A imagem que fica é a de João Pinto. Sem taça, o capitão ironiza: “Passaram-se estes anos todos e se não tivesse feito isso já não aparecia mais nas fotografia...”

in "record.pt"