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domingo, 4 de janeiro de 2015

Gil Vicente-FC Porto, 1-5 (destaques)

Tiraço de Casemiro aqueceu engrenagem até à goleada


Figura: Indi 
Do alto dos seus 1,85 metros de altura e do físico encorpado, o defesa central holandês do FC Porto conseguiu arranjar classe e talento para ir à área adversária marcar de calcanhar. Um pormenor que acrescentou um toque perfumado ao encontro disputado no Estádio Cidade de Barcelos. O segundo golo azul e branco esbarrava em Adriano Facchini, mas o jovem de 22 anos ampliou a contagem com um golo daqueles que os adeptos gostam. De costas para a baliza, com o calcanhar; golo de belo efeito. 
  
Momento: bomba de Casemiro a fazer aquecer a engrenagem (35m) 
O FC Porto estava a demonstrar uma face pálida em Barcelos, sem chama e a combinar com o frio que se fazia sentir em Barcelos. A engrenagem montada por Lopetegui não dava sinais de aquecer, até que Casemiro resolveu o problema à bomba. O médio aproveitou o espaço concedido pelo Gil no miolo e disparou forte e de forma inesperada de fora da área, contando com um desvio subtil de João Vilela. Adriano Facchini ainda se esticou, mas viu o esférico sobrevoá-lo até parar no fundo das redes. 
  
Negativo: Jander expulso 
A tarefa do Gil Vicente já estava difícil, tornou-se ainda mais hercúlea com a expulsão de Jander quando ainda não estava cumprida meia hora de jogo. O árbitro Nuno Almeida ainda não tinha atuado disciplinarmente a não ser para punir o brasileiro. Aos dezanove minutos barafustou com uma decisão do árbitro, nove minutos depois travou Brahimi em falta no corredor central. O esquerdino voltou a ser traído pelo seu temperamento intempestivo e traiu a estratégia de José Mota 
  

OUTROS DESTAQUES:
 
Oliver Torres 
De se lhe tirar o chapéu. O miúdo espanhol apareceu na cara de Adriano Facchini e não se escusou a fazer a bola entrar na baliza do Gil por cima do guarda-redes. Já no golo de Indi foi preponderante ao rematar de pé direito para uma primeira defesa, de grande nível, do guardião gilista. Prestação positiva do médio de vinte anos. 
  
Enza-Yamissi 
Exibição positiva do defesa central do Gil Vicente. Evidenciou-se nas bolas paradas ofensivas do conjunto de José Mota, obrigando Fabiano a fazer duas defesas apertadas ainda no primeiro tempo. Defensivamente, começou por estar em bom plano na fase inicial do encontro, não resistindo depois ao descalabro barcelense. 
  
Herrera 
Importante a ligar os setores do FC Porto na fase inicial do encontro. Alvejou a baliza de Adriano Facchini por várias ocasiões, ainda que sem sucesso, na tentativa de espevitar os companheiros do setor mais adiantado. Geriu o meio campo portista quando a goleada se começou a construir. 
  
Adriano Facchini 
Mesmo tendo sofrido cinco golos, Facchini foi dos elementos que mais se destacou no conjunto gilista. Com um punhado de intervenções seguras evitou que o avolumar do marcador atingisse números ainda mais expressivos.


in "maisfutebol.iol.pt"

Gil Vicente-FC Porto, 1-5 (crónica)

Casemiro à bomba, Indi de calcanhar, Brahimi e Oliver com classe, Jackson como é costume

Gil Vicente-FC Porto (REUTERS/ Miguel Vidal)O FC Porto cumpriu a obrigação e passou em Barcelos, na casa do último, colocando pressão sobre o Benfica, que assim precisa de vencer em Penafiel para não ver reduzida a vantagem de seis pontos. 
  
Casemiro à bomba (tiraço do meio da rua) e Martins Indi de calcanhar (belo golo a fazer lembrar Madjer) deram corpo a uma vitória natural dos dragões diante do Gil Vicente. Brahimi também ajudou à festa. Vítor Gonçalves ainda surpreendeu fazendo o 1-3. Oliver, com subtileza, aumentou para 1-4. Jackson, como é costume, ainda selou a goleada: 1-5. 
  
Não fosse a noite muito inspirada de Adriano (várias defesa de grande nível), poderíamos ter assistido a um resultado ainda mais dilatado. 

Foi um triunfo indiscutível e mais do que esperado, tendo em conta a grande diferença na tabela entre os dois conjuntos e, mais importante ainda, nos argumentos entre a modesta formação barcelense e um FC Porto que pretende, o mais depressa possível, recuperar caminho em relação ao Benfica. 
  
Os dragões tiveram mais bola, mais oportunidades e muito mais ataques. A expulsão de Jander, pouco depois do 0-1, foi o fator que desequilibrou este jogo em definitivo a favor dos dragões. 

Gil aguenta 35 minutos 
  
Mas não estava fácil chegar ao golo. Na primeira meia hora, o Gil defendeu-se bem e saía rápido, e algumas vezes com perigo, para o contra-ataque. 

Adriano foi a figura do encontro: um punhado de boas defesas do guarda-redes gilista, a travar os intentos de Jackson, Brahimi, Tello, Oliver, Herrera e amigos. 
  
   
Até aos 30/35 miniutos, o empate era mais do que justo: o FC Porto queria, mas não conseguia. O Gil, pragmático, gostava do empate, mas não enjeitava por completo tentar a vitória. 
  
O tiraço de Casemiro mudou tudo
  
Até que apareceu o golaço de Casemiro. Um tiro do meio da rua, a apanhar Adriano de surpresa. Esta não dava mesmo para defender. 

O FC Porto abria caminho e o segundo amarelo a Jander, pouco depois do golaço de Casemiro, facilitou a vida à equipa de Lopetegui. 

Os sinais positivos que o Gil tinha dado na primeira meia hora tinham, simplesmente, desaparecido.  


Indi de calcanhar, Brahimi a faturar
  
O FC Porto pôde passear superioridade no segundo tempo. Indi, de calcanhar, assinou o 0-2, em momento deslumbrante. O jogo estava resolvido. O 0-3, de Brahimi, já desenhava a goleada.  

Com menos um, e a derrota já encaixada, o Gil perdeu complexos e ainda teve força para chegar ao 1-3. Vítor Gonçalves assinou o momento inesperado, com responsabilidades para Alex Sandro.  

Mas Oliver ainda foi ao 1-4, concretizado com subtileza. 

E ainda faltava Jackson
  
Já era goleada, mas Jackson ainda fez questão de fazer o gosto ao pé, com golo de belo efeito. Foi, ainda por cima, um golo histórico: o Cha Cha Cha ultrapassou Hulk como segundo melhor marcador estrangeiro do FC Porto, só atrás de Jardel.   

Os dragões goleavam mesmo e punham pressão acrescida na visita do Benfica, este domingo à noite, a Penafiel.  

in "maisfutebol.iol.pt"

Jackson ultrapassa Hulk

O golo marcado ao Gil Vicente, que fechou a goleada do FC Porto em Barcelos, levou o colombiano a ultrapassar Hulk.


Jackson é desde este sábado o segundo melhor marcador estrangeira da história do FC Porto. Ao fechar a contagem da goleada portista em Barcelos com um golo de belo efeito, o avançado colombiano ultrapassou Hulk nessa classificação particular, passando a somar 79 golos em 117 jogos. O brasileiro, hoje em dia no Zenit, marcou 87 em 170 partidas.

No topo desta classificação está e estará Mário Jardel, que marcou 168 golos em 175 jogos, número incrível do avançado brasileiro.


in "ojogo.pt"

LOPETEGUI: “OS GOLOS SÃO A LUZ DO FUTEBOL”

Treinador espanhol elogiou a exibição da equipa na goleada em Barcelos (5-1), no jogo da 15.ª jornada da Liga

Cinco golos, quarta vitória consecutiva fora de casa, a terceira seguida na Liga Portuguesa, a primeira do novo ano. Não faltaram motivos para Julen Lopetegui elogiar a exibição dos FC Porto no Estádio Cidade de Barcelos, no jogo frente ao Gil Vicente (5-1), relativo à 15.ª jornada da Liga portuguesa: “Foi uma excelente exibição frente a um adversário difícil, num terreno complicado, numa partida em que os jogadores fizeram um excelente trabalho e em que demonstraram muita superioridade, com excepção dos primeiros minutos.”

Tal como o técnico espanhol tinha alertado na antevisão do jogo, o FC Porto encontrou, na noite fria no Minho, algumas dificuldades nos primeiros minutos da partida, mas a verdade é que, como Julen Lopetegui lembrou, a sua equipa já estava a ser superior no momento em que Casemiro fez implodir uma bomba na baliza dos gilistas. “Não entrámos bem no jogo, custou-nos entrar no ritmo, pelo que sofremos um pouco nos primeiros 15/20 minutos, frente uma equipa que utiliza bem as suas armas e que é agressiva. Depois disso, estivemos mais tranquilos, conseguimos ser agressivos, dominantes e criámos muitas situações de golo. Até poderíamos ter chegado ao intervalo com mais golos.”

Satisfeito com o trabalho tanto defensivo como ofensivo dos jogadores, Julen Lopetegui sublinhou o facto de os Dragões terem feito 29 remates à baliza frente a um adversário que “fecha muito bem as linhas e defende bem”. “Os golos são a luz do futebol e para marcares golos tens que saber criar situações para os concretizares. Criámos muitíssimas, o que demonstra a nossa superioridade num campo complicado e historicamente difícil para o FC Porto”, sublinhou o treinador, que apontou como “única nota negativa” do encontro a expulsão de Alex Sandro quando a vitória já estava entregue aos azuis e brancos.

Lopetegui desvalorizou ainda as ausências prolongadas de Brahimi e de Aboubakar, que estão de partida para a Taça das Nações Africanas, garantindo que o plantel tem soluções para colmatar a falta dos dois jogadores: “O Brahimi fez um jogo ao nível dele, é um jogador importantíssimo e infelizmente não vai estar connosco durante algum tempo, mas não podemos fazer nada quanto a isso. Só nos resta desejar toda a sorte do mundo, tanto a ele como ao Aboubakar".

BRAHIMI: “QUERÍAMOS COMEÇAR 2015 A VENCER”

​O avançado argelino despediu-se com um golo antes de rumar à CAN

​Autor do terceiro golo do FC Porto na goleada sobre o Gil Vicente (5-1), em Barcelos, na 15.ª jornada da Liga portuguesa, Brahimi enalteceu a importância da conquista dos três pontos e congratulou-se pelo facto de os Dragões terem iniciado o novo ano da maneira que mais desejavam: a vencer.

“Era o primeiro jogo de 2015 e queríamos muito começar da melhor forma, com uma vitória. Conseguimos conquistar os três pontos, que era o mais importante, e esta vitória reforça a nossa confiança para o futuro. Sentíamos necessidade de fazer um bom jogo, com muita intensidade, e tentar marcar o maior número de golos possível”, afirmou o camisola oito, que marcou pela segunda jornada consecutiva, na flash interview que se seguiu ao desafio com os minhotos.

O internacional argelino vai agora integrar a sua selecção para a Taça das Nações Africanas (CAN) e acredita que os seus companheiros vão manter o FC Porto no caminho das vitórias. “Agora vou representar a Argélia, mas espero que o FC Porto vença todos os jogos enquanto estiver fora. Temos muitos bons jogadores e acredito que, quem jogar, vai fazê-lo bem e ajudar o FC Porto a vencer, tal como os nossos adeptos, que mais uma vez foram 



in "fcp.pt"

CINCO MARAVILHAS NA GOLEADA EM BARCELOS

Dragões bateram Gil Vicente por 5-1, com Casemiro, Martins Indi, Brahimi, Óliver e Jackson como marcadores

Com cinco golos de grande qualidade técnica, o FC Porto goleou o Gil Vicente por 5-1 e colocou-se provisoriamente a três pontos do líder Benfica. No primeiro jogo de 2015, os portistas (melhor ataque da Liga portuguesa, com 36 tentos) brindaram os adeptos com uma pergunta difícil: qual dos golos em Barcelos foi o mais bonito. Terá sido a bomba de Casemiro, o calcanhar de Martins Indi, o vólei de Brahimi, o chapéu de Óliver ou o remate em arco de Jackson? Diga-se ainda que, ao fechar o marcador, o colombiano não só aumentou a sua vantagem como líder dos marcadores da prova (tem agora 12 golos), mas passou ainda a ser o segundo melhor marcador estrangeiro de sempre dos Dragões, com 79 golos em 117 jogos.

Os primeiros minutos do jogo até foram favoráveis ao Gil Vicente, que aplicou uma pressão alta sobre a saída de bola portista que originou alguns erros e proporcionou alguns contra-ataques perigosos à formação de Barcelos. Os dois primeiros sinais de perigo foram da equipa da casa (um cabeceamento de Paulinho ao poste, aos dois minutos, e um outro de Simy que Fabiano defendeu, aos 17), mas, sensivelmente a partir dos 20 minutos, o caso mudou de figura. Os Dragões aumentaram a intensidade, circularam a bola de forma mais curta e as ocasiões de golo foram-se sucedendo. Herrera foi o primeiro a ensaiar os remates e o Gil Vicente foi recuando, permitindo até a Jackson isolar-se, aos 31 minutos, mas Adriano deteve a tentativa de chapéu do colombiano. Logo de seguida, foi João Vilela, quase sem querer, a evitar que a bola chegasse a Brahimi para uma finalização que seria fácil.

Porém, seria preciso esperar por uma bomba de Casemiro para levar pela primeira vez os gilistas ao tapete. Aos 36 minutos, o médio brasileiro apontou o seu segundo golo na Liga portuguesa com um remate a 102 km por hora, de acordo com os dados da transmissão televisiva. Estava aberto o caminho para o triunfo, com Jackson a ficar perto do segundo golo logo no minuto seguinte e, depois, com a expulsão de Jander (segundo amarelo, por falta claríssima sobre Brahimi) a facilitar ainda mais a missão dos portistas. Só nos balneários, ao intervalo, o Gil Vicente se libertou de uma pressão sufocante.

Parecia claro que, na segunda parte, os portistas, superiores tecnicamente, iriam alargar a vantagem se mantivessem o mesmo compromisso com o jogo. E foi uma equipa azul e branca solta e a desenvolver belos lances de ataque que chegou aos 5-1 no final dos 90 minutos. O 2-0 surgiu de um calcanhar de Martins Indi (mais um para a história do FC Porto!), aos 55 minutos, na recarga a uma defesa de Adriano Facchini, após um pontapé de canto na direita. Brahimi ficou perto do terceiro aos 67, mas o guarda-redes adversário evitou-o de novo e era, nesse momento, o principal responsável por os Dragões não terem ainda chegado à goleada. Mas ela materializar-se-ia mesmo, e com o carimbo do argelino, que desviou para a baliza, de primeira, um cruzamento da direita de Danilo, aos 70. Brahimi despediu-se depois dos adeptos, ao ser substituído por Quintero, já que nas próximas semanas vai representar a sua selecção na CAN, assim como Aboubakar.

Vítor Gonçalves reduziu o marcador para o Gil Vicente, ao fazer o 3-1, mas a a margem portista ainda seria alargada nos últimos 12 minutos. Óliver (que tinha visto o inevitável Adriano "retirar-lhe" um golo que parecia certo aos 50 minutos), fez o 4-1 num lance de grande técnica, em que deixou Pek's momentaneamente sem rins e depois depositou a bola na baliza com um chapéu subtil. O marcador seria fechado por Jackson, com um remate em arco com o pé esquerdo. A única nota negativa foi a expulsão de Alex Sandro, por duplo amarelo, no último minuto, mas o mais importante é que os Dragões demonstraram que estão unidos e fortes para lutar até ao fim pelo título.

in "fcp.pt"

domingo, 15 de setembro de 2013

Paulo Fonseca explica aposta em Quintero

Juan Quintero foi uma das novidades na equipa do FC Porto. No final da partida contra o Gil Vicente, Paulo Fonseca disse aos jornalistas que a aposta no colombiano se deveu essencialmente à proximidade do jogo com o Áustria Viena. Apesar de ter gostado do que viu, Fonseca fez alguns reparos.

[Sobre a titularidade de Quintero]

«Pretendo que todos os jogadores percebam que podem ser titulares e úteis. Podem ser chamados a qualquer momento. Hoje as minhas opções tiveram em conta o jogo na Áustria e depois com o Estoril.

«Com o Quintero ficamos a perder na capacidade de pressionar mais alto e de ter mais posse de bola. Ele foi tendo muito desgaste e com o Lucho tentei devolver estabilidade ao meio-campo».

[Sobre a exibição]

«Não gosto muito de procurar desculpas. Quero fazer uma avaliação sincera. Na primeira parte estivemos bem, às vezes brilhantes, mas não transportámos isso para o segundo tempo. Fomos pacientes e criámos bons lances até ao intervalo. A verdade é que na segunda estivemos longe do que podemos e devemos fazer. O Gil começou a sair para o contra-ataque e criou alguns lances de perigo. Tornámo-nos precipitados e perdemos vários passes».

[Sobre o arranque de campeonato]

«Estou satisfeito porque temos quatro vitórias. Isso é sempre um objetivo nosso. A semana vai ser difícil, temos a primeira jornada da Liga dos Campeões. O Gil pode ser uma das surpresas do campeonato, acredito nisso». 

«Defour tem sido importantíssimo», diz Paulo Fonseca

Treinador pede que não se compare o belga com Moutinho

 Steven Defour não pode jogar em Viena, por estar castigado, mas Paulo Fonseca não se esqueceu de elogiar o médio belga. Para o técnico, Defour continua a ser incompreendido e injustamente comparado a Moutinho.

«O Defour tem sido titular e importantíssimo para a equipa. Tenho pena que não se reconheça o mérito do Defour, pois tem sido grandioso na sua ação. As pessoas estão à espera que ele seja o Moutinho e não pode ser. São diferentes. Mas a equipa não se vai ressentir da ausência dele, temos boas alternativas».

[Sobre a lesão de Maicon]

«Não teve sorte. Merecia ter realizado o jogo inteiro no seu dia de aniversário. Tive pena ao vê-lo sofrer mais uma contrariedade».

[Sobre o regresso de Varela]

«É um jogador importante. Não está ainda no seu melhor, mas precisa de jogar para voltar ao nível habitual. Fiquei satisfeito com o que fez».


Quintero: «Foi importante marcar cedo»

Colombiano contente com a estreia a titular

 uintero, titular pela primeira vez no FC Porto, em declarações à SportTV após a vitória sobre o Gil Vicente:

«Foi um jogo difícil, mas foi importante marcar nos primeiros minutos. Permitiu-nos gerir algumas energias para quarta-feira. Para nós foi difícil, eu e Jackson só chegámos na quinta-feira, depois de jogarmos na seleção, mas agora queremos prosseguir esta boa série com a Champions. Titular?

Todos queremos oportunidades para jogar, esta é uma grande equipa», frisou.

Já Bruno Moraes, avançado do Gil Vicente, lamentou a desconcentração inicial que custou a derrota à sua equipa: «Foi um jogo difícil, a equipa entrou desconcentrada nas bolas paradas, e o FC Porto, que é equipa grande, e atual campeão, aproveitou. A nossa equipa não se deu por vencida, tentou fazer o melhor e teve oportunidades de fazer golo, o que não aconteceu por mérito do adversário, mas no geral até fizemos uma partida boa. O técnico pediu-me para tentar segurar mais a bola na frente, e tentei fazer exatamente isso. Melhorámos um pouco, tive uma chance para marcar, mas o Porto foi mais feliz na finalização», concluiu. 

in "maisfutebol.iol.pt"

FC Porto-Gil Vicente, 2-0 (crónica)

FC Porto 2 0 Gil Vicente (REUTERS)Sem sufoco nem heróis. Sem instantes inesquecíveis ou forças sobrenaturais. Este FC Porto é tão fiável, tão equilibrado, que joga de relógio na mão e lápis atrás da orelha. Sabe ser superior em todos os capítulos e lê cada período com a gentileza de um cavalheiro enamorado.

Investiga, identifica, pune e retrai-se. Tudo perturbadoramente natural e previsível, ao nível da mais domingueira comédia romântica. O Gil Vicente vergou-se ao 2-0, como podia ter-se vergado a outro resultado, mais ou menos dilatado. Estava tudo previsto no guião azul e branco.

O dragão gere as contas imbuído de um pragmatismo familiar, como se isto do futebol não fosse mais do que um pequeno negócio geracional. Neste caso, é evidente, não podemos desligar o acerto de contas com o compromisso europeu de quarta-feira, em Viena.


Encomenda despachada na primeira parte, devidamente selada com os golos de Varela e Jackson. Tudo o resto foram cenas secundárias de um espetáculo virado mais para a forma do que o conteúdo.

Na verdade, e é esta a ideia mais forte, o Porto fez o necessário, o que lhe estava imposto desde o início. Só se o Gil Vicente tivesse marcado, e até teve uma boa fase nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, é que os tricampeões teriam voltado a acelerar. Assim, contentaram-se com o expetável, o mínimo.

Nada a declarar, nada a acrescentar.

Aliás, até na forma utilitária como os golos foram alcançados - Varela em recarga a si mesmo e Jackson a encostar sem oposição - somos remetidos para ideia de um produto essencial e básico.

Nada foi supérfluo ou excessivo. O Porto detesta esbanjar, é uma equipa de recursos sólidos e contas em dia, pelo menos quando a mais não é obrigado. As notas soltas, fora do tom, saíram do estreante Quintero (Lucho foi poupado de início) e do regressado Varela.

O colombiano, confirma-se, é mesmo geniozinho. É fantástico em espaços curtos, rapidíssimo a pensar e a definir. Vai ser um caso sério, a médio prazo. Varela, ainda assim, terá sido o mais inspirado, ao fazer um golo e a ter uma mão cheia de ações convincentes.

Do Gil Vicente pouco há a dizer. Entrou sustentado numa base frágil (os dois centrais titulares estavam indisponíveis) e cedo tremeu. Até cair. João de Deus tentou emendar a mão ao lançar Bruno Moraes, um dos melhores, mas aí já a pintura estava borratada e irrecuperável. Como o Ecce Homo, de Borja, em Espanha.

Os minhotos quiseram algo mais do jogo a partir do reatamento, sem dúvida, mas mesmo esse empertigamento se diluiu rapidamente. Bastou ver o FC Porto a acelerar ligeiramente o ritmo e a tentar dar alguma animação a uma história vulgar, onde o mais forte usa e abusa do mais fraco.

O Porto fez o que quis da partida e parte para a Áustria de mente fresca, pernas robustas e, acima de tudo, contabilidade irrepreensível.

Nos dias que correm, coisa assim até pode passar por um ato de heroísmo. Afinal, esqueçam a primeira frase da crónica. 

FC Porto-Gil Vicente, 2-0 (destaques)

FC Porto 2 0 Gil Vicente (REUTERS) A Figura: Silvestre Varela

Os dados exuberantes da pré-época foram reativados diante do Gil Vicente. No golo teve o mérito de surgir na zona de tiro e depois de não desistir à primeira. Mas Varela teve muito mais. Naquele estilo a sugerir um desinteresse que, afinal, não é mais do que serenidade, o extremo levou Luís Martins ao cabo das tormentas. Segurou bem a bola, aproveitou o apoio de Danilo e saiu de confiança renovada. Teve o 3-0 nos pés aos 66 minutos e disparou ao lado. Os elogios de Paulo Fonseca, na quinta-feira, tinham razão de ser. Fizeram-lhe bem.

Negativo: lesão de Maicon No dia em que cumpria 25 anos, uma lesão atirou-o para fora das quatro linhas ainda o jogo não tinha 15 minutos. Os problemas físicos não o largam. No primeiro golo, o passe de cabeça para Varela é dele. Azarado da noite.

Juan Quintero

Um pouco por todo o lado, o pedido tomava a forma de exigência: deixem o menino jogar. Paulo Fonseca, aproveitando a proximidade do jogo em Viena, sentou Lucho e entregou a posição-dez a Quintero. Teste, mais um, superado. Ótimo em espaços curtos, repentista, sempre a tentar a tabela ou o passe em profundidade, Quintero é definitivamente um executante de espaços interiores. A plateia rejubilou ao confirmar o que se vem antecipando: é um talento inato, um pequeno génio deste maravilhoso jogo chamado futebol.

Jackson Martinez

Cinco jogos oficiais, cinco golos. É ponta-de-lança, ganha a vida a crucificar balizas contrárias e justifica a cada ação a alcunha de Cha Cha Cha. Mal toca na bola, Jackson baila, agarra a donzela pela anca, leva-a nos passos certos, embala-a até ao limite do torpor. Depois, sacrifica-a na hora do remate. É um atleta extraordinário, completíssimo, digno das loucuras de proponentes do calibre de Nápoles, Chelsea ou ManCity. Seja como for, está de corpo e alma no Dragão.

Diogo Viana

No FC Porto nunca teve a oportunidade de chegar ao plantel principal. Tem crescido bem. Maturou em Penafiel e surge no Gil Vicente já como um extremo de qualidade interessantíssima. Na primeira parte foi o único a ter a coragem de conduzir a bola e incomodar os adversário. No segundo tempo, veloz e tecnicista, fez alguns cruzamentos perfeitos. Um jogador para acompanhar.

Bruno Moraes

Aplaudido no regresso ao Dragão. Soube segurar a bola, usar o corpo e incomodou Helton em duas ocasiões. Merecia, pelo que fez, ter sido titular.

Steven Defour

Irrepreensível durante 90 minutos. Seguro no passe, nas compensações, muito mais confiante na forma como pediu a bola e comunicou com os colegas. Chegou de alma renovada da seleção da Bélgica. 

in "maisfutebol.iol.pt"

sábado, 14 de setembro de 2013

Galo visita o poleiro do campeonato

 O FC Porto, líder do campeonato, recebe o Gil Vicente na quarta jornada, numa partida que, estatisticamente, significa a vitória portista, se bem que este Gil de Deus já deu mostras neste campeonato de gostar de desafiar limites.

Historicamente, o FC Porto é mais do que favorito, isto porque, em 19 receções aos gilistas, o saldo é de 19 vitórias, só que também é relevante o facto de o Gil Vicente ser o único emblema a ter derrotado os portistas para o campeonato durante o legado de Vítor Pereira, nos últimos dois anos.

Aconteceu em janeiro de 2012 e, desde então, nunca mais os azuis e brancos conheceram o sabor da derrota na Liga ZON Sagres. De qualquer forma, também importa recorda que os gilistas voltaram a roubar pontos ao tricampeão na época passada, quando empataram a zero na primeira jornada.

FC Porto canta de vitória em vitória

Tem sido um início perfeito para os portistas. Depois de uma pré-temporada em que ficaram dadas muito boas indicações, os azuis e brancos entraram com o pé direito e derrotaram o Vitória de Guimarães na Supertaça Cândido de Oliveira.

Depois do primeiro título oficial, os dragões entraram para o campeonato com vista ao tetra, mas não ganharam para o susto, quando, em Setúbal se viram a perder ao intervalo, altura em que tiveram que puxar dos galões, contando com a magia de Quintero e com a 'ajuda' de Kieszek, infantil na forma como deixou a sua equipa a jogar com dez.

Seguiu-se uma vitória tranquila em casa diante do Marítimo (3x0) e, depois, um jogo de grau de dificuldade elevado em Felgueiras, diante do Paços de Ferreira, só desbloqueado por um tento de Jackson, que desperdiçou um elevado número de oportunidades até então.

Numa equipa em que têm despontado Licá e Josué, ficam duas dúvidas para este encontro: Varela está recuperado da lesão sofrida na Supertaça mas não é certo que reentre no onze, sobretudo porque quem está tem dado conta do recado; os internacionais pelas seleções foram muitos e, em vésperas de jogo de estreia na Liga dos Campeões, Paulo Fonseca terá uma gestão de esforço para fazer no seu plantel.

©Pedro Benavente
Gil de Deus e de muita entrega

Apesar das duas dezenas de novas caras e da mudança de equipa técnica, este Gil Vicente já provou esta temporada que alma não lhe falta, o que resultou nos seis pontos conquistados em três jogos, fruto de duas vitórias caseiras e de uma derrota fatídica na Luz.

Primeiro, na receção à Académica, os gilistas marcaram mas viram Draman ser expulso logo no início do segundo tempo, o que fez com que os estudantes atacassem de forma veemente os de Barcelos, que fixariam o 2x0 final nos descontos, por Luís Martins. Na segunda jornada, perante um Benfica escaldado depois da derrota nos Barreiros, o Gil conteve os ataques encarnados e silenciou a Luz (se bem que o silêncio se misturava com os assobios). De forma dramática, os gilistas viram os três pontos voarem para a águia nos descontos.

Por fim, diante do SC Braga, talvez a vitória mais improvável deste início de campeonato, porque, com mais de meia hora para o fim do jogo e com o marcador em branco, Halisson e Danielson viram o vermelho e deixaram a equipa reduzida a nove. Qual ajuda divina, o Gil Vicente teve a astúcia suficiente para marcar e segurar os desesperados ataques bracarenses.

Para este encontro, João de Deus não poderá contar com os dois centrais e terá que fazer ajustes no centro da defesa. Fica também a curiosidade de saber se Pitbull será lançado a jogo no regresso ao Dragão, tal como regressam os outros ex-portistas César Peixoto, Bruno Moraes e Diogo Viana, este o autor do golo na Luz e uma das boas surpresas desta época. Além disso, João de Deus espera contar com a inspiração de Adriano Facchini, dificilmente não considerado como o melhor do campeonato até agora.

in "zerozero.pt"

FC Porto-Gil Vicente (antevisão): missão impossível

O Momento:

FC PORTO: todos os indicadores apontam para o triunfo azul e branco. O histórico é arrasador (16 jogos, 16 vitórias) e o arranque da Liga sugere um tricampeão pouco tolerante com quem o visita. Paulo Fonseca só tem de pedir o mesmo aos seus jogadores: não facilitar. Felizmente para o espetador, o futebol não gosta de matemática e o fator-surpresa não pode ser riscado à partida. A missão parece impossível para os gilistas, mas isto é só no plano teórico.

GIL VICENTE: seis pontos em três jogos retiram pressão sobre os minhotos para a visita ao Dragão. João de Deus quererá tirar benefícios disto na preparação do jogo. Verdade seja dita, o Gil só tem a ganhar com esta visita. Se perder, apenas cumpre o que está previsto no guião. Pormenor importante: o Gil impôs a última derrota ao FC Porto em jogos da Liga. Foi em Barcelos, há 20 meses.

Ausentes:

FC PORTO: não há atletas indisponíveis;

GIL VICENTE: Daniel e Pedró (condicionados); Halisson e Danielson (castigados);

Discurso direto:

Paulo Fonseca: «Já têm duas vitórias. É uma equipa moralizada. Mudou para melhor em relação à época anterior. Temos uma obrigação enorme de não relaxar. Não acredito em qualquer tipo de facilidade».

João de Deus: «Vai ser muito complicado para nós. É em casa do campeão nacional, que está motivado e possui uma equipa com dinâmicas instituídas e jogadores que desequilibram em momentos chave do jogo. Por isso vai haver momentos em que teremos que defender e ter mais gente junto à nossa baliza, mas quando tivermos oportunidade vamos fazer o nosso jogo e tentar destabilizar o nosso adversário».

Histórico de confrontos:

Contabilidade simples: 16 jogos no escalão maior, 16 vitórias para o FC Porto. Para a Taça de Portugal, mais do mesmo: três jogos, três triunfos azuis e branco. 

in "maisfutebol.iol.pt"

Perigo imediato com o último carrasco

A última derrota dos dragões no campeonato foi diante do Gil Vicente, há mais de um ano. Tricampeão nacional defende liderança isolada do campeonato diante do clube de Barcelos. Jogo com relato na Renascença, a partir das 20h15 e acompanhamento ao minuto em rr.sapo.pt.

O FC Porto defronta o Gil Vicente, este sábado, em jogo da quarta jornada da Primeira Liga, defendendo no Dragão a liderança da tabela.

Não há memória curta para os lados do Dragão. Os tricampeões nacionais, com a confiança nos píncaros depois das três vitórias inaugurais no campeonato, têm ainda presente a data da última derrota no campeonato.

Não se trata de uma recordação frustrada mas sim a evidência de que a derrota em Barcelos, diante dos "galos" (3-1), a 29 de Janeiro de 2012 é uma efeméride a manter, sem qualquer "escorregadela" no presente.

Mas Paulo Fonseca vê nesta recepção ao Gil Vicente um "jogo perigoso". É que o líder do campeonato [nove pontos] vai defrontar o quinto classificado [seis pontos], que apenas perdeu na Luz, diante do Benfica e que já bateu o pé a Académica e Sporting de Braga. Para o dragão, todo o cuidado é pouco, portanto, perante um conjunto que tem já identidade formada.

Varela está de voltaO FC Porto já poderá contar com Silvestre Varela. O extremo está recuperado de lesão e foi convocado por Paulo Fonseca. Resta saber se a condição física do "Drogba da Caparica" será suficiente para fazer cair do onze Licá ou Josué.

Do lado gilista, João de Deus anunciou, no lançamento do desafio, o nome dos primeiros sete titulares a colocar em campo em pleno Dragão. Falta saber quais os quatro que restam, expectando-se que o reforço Pitbull possa ser uma das opções iniciais, estreando-se na presente época, em Portugal.

O FC Porto-Gil Vicente arranca às 20h15, no Estádio do Dragão, com arbitragem de Hugo Pacheco. Jogo com relato na Renascença e acompanhamento ao minuto em rr.sapo.pt.


Primeira Liga: 4ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Árbitro: Hugo Pacheco (AF Porto)

Equipas prováveis
FC PortoHelton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho; Josué, Jackson Martínez e Licá.
Gil VicenteAdriano; Gabriel, Luan, Pek's e Luís Martins; Keita, João Vilela e César Peixoto; Diogo Viana, Bruno Moraes e Pitbull.

in "rr.pt"

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Diogo Viana assina por duas épocas

Diogo Viana deixou o Penafiel, da II Liga, para se juntar ao Gil Vicente.
Diogo Viana representou o Penafiel, da II Liga, na época passada, onde fez em 42 jogos e apontou cinco golos, assinou, esta quinta-feira, um contrato válido por duas temporadas.

O extremo tem 23 anos, dividiu a formação entre Sporting e Porto, e nas últimas épocas representou os holandeses do Venlo, e o Aves, por empréstimo do FC Porto, antes de se afirmar no Penafiel, durante duas temporadas.

O extremo é o quatro reforço gilista para a época 2013-2014, depois dos já anunciados Bruno Moraes, Pedró e Vítor Gonçalves.

in "ojogo.pt"

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Vítor Pereira e a estreia adiada de Liedson: «Até pode ser bom para ele e para nós»


Liedson estava convocado, mas não pôde estrear-se como jogador do FC Porto, por não ter chegado o certificado internacional do atleta luso-brasileiro. 


Vítor Pereira desdramatizou e até vê algumas vantagens neste adiamento: «Liedson? Também fez poucos treinos connosco, por um lado acaba por não ser mau para ele não poder jogar já esta partida. É importante que perceba o que pretendemos dele. Foram muito poucos treinos, é preciso evoluir com os colegas e melhorar os seus índices físicos. Acredito que nos ajudará na nossa tarefa até ao resto da época».



Vítor Pereira: «Braga já não está na luta»


Vítor Pereira, o treinador do FC Porto, chegou a apontar, durante a época, que o Sp. Braga também era candidato ao título.


Depois desta jornada, em que o Benfica venceu no Minho e o FC Porto goleou o Gil Vicente, os bracarenses ficaram já a 13 pontos dos dois primeiros. 



Vítor Pereira admite, a partir de agora, que se trata de luta a dois com o Benfica: «Se dissesse o contrário não estaria a falar verdade. O Braga deve olhar para quem está atrás e tentar preservar o terceiro posto. A esta distância dos dois primeiros, não me parece realista pensar noutra coisa. Mas isso não tem a ver com a minha equipa, preocupo-me com o FC Porto como é óbvio. Julgo que será uma luta a dois com o Benfica, até ao fim». 

Vítor Pereira: «Mais golos? Importante é acabar em primeiro»


O treinador do FC Porto, Vítor Pereira, ficou obviamente satisfeito com o facto de os dragões terem passado para a liderança da Liga, com esta goleada. Os 5-0 colocam o FC Porto com três golos de vantagem sobre o Benfica, algo que, neste cenário de total bipolarização do campeonato, com águias e dragões com o mesmo número de pontos há já algum tempo, pode ser relevante para a definição do título.


Mas Vítor Pereira preferiu desvalorizar o pormenor de ter passado o Benfica neste ítem: «Mais golos? Importante é chegar ao fim em primeiro lugar. Não são os golos marcados, ou a nota artística... O fundamental é chegar ao fim na frente, é isso que queremos». 



«Gostamos de apresentar um futebol bonito e atraente, como o de hoje, mas isso nem sempre é possível. O que queremos mesmo é vencer os jogos», sublinhou o técnico.

Vítor Pereira: «Tivemos dinâmica incrível»


Vítor Pereira, treinador do FC Porto, após o jogo com o Gil Vicente, na sala de Imprensa do Estádio do Dragão: 


«Hoje não há muito a dizer sobre este jogo. Foi uma exibição fantástica, a todos os níveis, do ponto de vista coletivo e individual. Ofensivamente, mostrámos uma dinâmica incrível. Fomos extremamente curtos. Não permitimos que o GilVicente saísse a jogar, mantivemo-nos sempre na zona defensiva deles»



«Criámos situações para chegar calmamente ao 5-0 e podiam ter sido mais. Quando se consegue atingir esta marca, é bom. Nem sempre é possível jogar assim, mas quando se joga bem e se faz um resultado como este, é sempre bom». 



«É um resultado que marca, que moraliza. Fizemos tudo bem e só me resta dizer aos jogadores para continuarem assim». 



«Impusemos um ritmo muito forte, desde o primeiro minuto. Criámos oportunidades, não é demérito do Gil Vicente. Os erros vão surgindo com o jogo. Tivemos jogo exterior forte, interior muito forte também, sempre a encontrar boas decisões. Fizemos golos, tivemos posse de bola esmagadora, 85 por cento, uma percentagem enorme, o que revela qualidade. Mas posse de bola com sentido da baliza e isso deixa-me muito satisfeito».

Vítor Pereira: «Defour merece um carinho especial»

Treinador diz que o belga é um jogador inteligentíssimo e que joga bem em qualquer posição


Vítor Pereira, treinador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 5-0 sobre o Gil Vicente, que valeu o regresso dos azuis e brancos à liderança dividida com o Benfica:


«Acho que fizemos um jogo fantástico do primeiro ao último minuto. Os jogadores evidenciaram toda a qualidade individual e coletiva. Não foi possível estrear o Liedson, mas ele tem pouco tempo de trabalho com a equipa, precisa de mais treinos e não lhe faltarão oportunidades para jogar aqui.



O Defour é um jogador inteligentíssimo e que merece um carinho especial de todos os nossos adeptos. Preciso dele à esquerda e ele joga à esquerda, preciso ao meio joga ao meio, preciso à direita e joga à direita, tem grande qualidade táctica e é inteligentíssimo.



Nós vamos ser competitivos e apresentar qualidade até ao fim. Sabemos o que queremos e o que queremos é o campeonato. Este clube e esta equipa sabe que terminando bem coletivamente está sempre com grandes possibilidades de terminar em primeiro. Este ano não foge à regra.»

Danilo: «Era importante pôr o FC Porto no topo»


Danilo, autor do primeiro golo do FC Porto frente ao Gil Vicente (5-0), na 16ª jornada da Liga, em declarações à SportTV:


«Acabou por ser tranquilo, porque tornámos o jogo tranquilo. Entrámos com determinação, com essa pegada, é um campeonato difícil e vamos tentar manter esse ritmo até ao fim.»



[Bom arranque na partida] «Tentamos fazer isto em todos os jogos, às vezes funciona outra vezes não. Pressionámos, não demos espaço e hoje deu muito certo. Sim, o resultado demonstra que foi uma das nossas melhores exibições, não demos hipótese nenhuma ao Gil Vicente.»



[Ultrapassagem ao Benfica na tabela] «Era um objetivo para hoje. Olhávamos para a tabela, mas não era o nome do FC Porto que estava no topo. Era importante mudar isso. O triunfo vai ajudar a dar confiança para nos mantermos lá.»

in "maisfutebol.iol.pt"

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

FC Porto-Gil Vicente, 5-0 (crónica)


Há muito que não se via, no futebol português, tamanha diferença entre os dois primeiros e todos os outros. 

FC Porto-Gil Vicente (Lusa)Não é que a conclusão de que FC Porto e Benfica são as duas melhores equipas portuguesas seja surpreendente. O que surge como desconfortável é ver a margem de pontuação que existe entre os dois candidatos ao título (ambos com 42 à primeira jornada da segunda volta) e os restantes 14.

Esta jornada reforçou essa tendência. O Braga, a viver época menos entusiasmente para a Liga portuguesa, baqueou em casa perante o Benfica. O Sporting, afinal, não retomou um caminho único de vitórias desde que Jesualdo tomou o lugar da vítima Vercauteren.

O triunfo do Benfica em Braga e esta confortável vitória portista frente ao Gil Vicente voltaram a provar que a história desta Liga 12/13 se resuma a uma luta entre os dois grandes rivais do futebol português das últimas décadas. 

Mérito de Benfica e FC Porto? Com certeza que sim. Por muito que vejamos, também, uma perda de competitividade geral do campeonato (isso parece claro se olharmos os desempenhos de Braga, Sporting e V. Guimarães), há um indiscutível mérito de benfiquistas e portistas, que estão a assinar uma época de grande qualidade (demonstrada, de resto, no clássico da Luz, um dos melhores dos últimos anos). 

A goleada imposta pelo FC Porto ao Gil Vicente é, neste contexto, muito fácil de explicar. Os dragões foram melhores em tudo: no futebol praticado, na capacidade de concretizar as oportunidades criadas, na beleza do jogo exibido. 

Esta tinha tudo para ser a noite perfeita para a estreia de Liedson. Jogo de dificuldade baixa, adeptos ansiosos por ver o Levezinho de azul e branco vestido. Mas a burocracia não ajudou e, à custa do atraso do envio do certificado, a estreia do novo número 19 do FC Porto vai ter que ser feita em partida teoricamente mais complicado (possivelmente já em Guimarães).

Mas nem foi preciso o sentido de oportunidade de Liedson para golear. Danilo abriu em lance de profundidade, Vítor Vinha deu ajuda inadvertida em autogolo, Defour faturou com golaço, Varela dilatou, Jackson fechou em beleza. 

Tudo normal, tudo fácil. Só não é bom para a qualidade do campeonato que estas diferenças se repitam muitas vezes.


in "maisfutebol.iol.pt"