sábado, 4 de dezembro de 2010

Dragões vencem e mantêm liderança


O FC Porto bateu confortavelmente o Xico Andebol, por 36-26, e manteve a vantagem sobre o ABC.
O FC Porto continua a liderar o campeonato nacional de andebol, depois de vencer esta tarde, fora de casa, o Xico Andebol, por 36-26. 
Em jogo da 14ª jornada, os dragões de Ljubomir Obradovic aguentaram bem o ímpeto inicial da equipa de Guimarães, mas depois a maior qualidade dos seus jogadores estabeleceu a diferença no marcador.
Já o ABC recebeu e venceu o Belenenses, por 30-27, e segue assim a dois pontos do líder FC Porto.
Outros resultados: 
Sporting 28-18 São Mamede
São Bernardo 22-31 Águas Santas
Sp. Horta (21h00) Colégio 7 Fontes

Amanhã:
Madeira SAD (15h00) Benfica

Programa da 15.ª jornada:
- Sábado, 11 Dez:
FC Porto - São Bernardo, 15:00 
Benfica – ABC, 17:45
Águas Santas - São Mamede, 18:00
Colégio 7 Fontes    - Madeira SAD, 18:00
Belenenses – Xico, 18:00
Sporting Horta – Sporting, 21:00 (22:00 em Lisboa) 
in "sapodesporto.pt"

Villas-Boas: «Todos têm sido decisivos»

Recusa destacar Hulk e Falcão
 
No lançamento do jogo de segunda-feira, frente ao V. Setúbal, André Villas-Boas falou também do atual momento da sua equipa, recusando-se a fazer destaques individuais.

Isto mesmo tendo em conta que Hulk foi eleito o melhor jogador da Liga em novembro e que Falcão lidera, neste momento, a lista de melhores marcadores da Liga Europa.

"Todos potenciamos o Hulk e ele potencia a equipa. No FC Porto todos têm sido decisivos", disse o técnico, partindo depois para a análise ao próximo adversário:

"O V. Setúbal vem de uma série infeliz de resultados, mas tem uma equipa extremamente competitiva. Vão-nos ameaçar em profundidade, vão-nos dar a iniciativa de jogo. Não acredito que venham de peito aberto e isto não é uma crítica. Será um jogo com alguma dificuldade. Para nós é decisivo continuar a ganhar."

Villas-Boas: «Vai ser um desgosto enorme»
Técnico fora do banco frente ao V. Setúbal

Suspenso por 10 dias, Villas-Boas não vai estar no banco, segunda-feira, frente ao V. Setúbal, o que diz ser "um enorme desgosto".

No banco vai estar o adjunto Vítor Pereira. "A comunicação é permitida e confio inteiramente na minha equipa técnica mas vou sentir muita falta do exercício físico", frisou na conferência de imprensa de antevisão da partida com os sadinos.

O castigo resulta da expulsão do técnico dos dragões, que também ficou sujeito a uma multa de 1340 euros, no jogo com o Sporting.

No clássico em Alvalade, Villas-Boas viu a segunda ordem de expulsão da temporada depois de protestar com o árbitro da partida... Pela mesma razão, já havia sido expulso no embate dos dragões com o V. Guimarães.

in "record.pt"

Villas-Boas: «Se foi positiva roça o ridículo»

Comenta atuação de Jorge Sousa no clássico
O treinador do FC Porto, André Villas-Boas, considerou este sábado "ridícula" a nota positiva do árbitro Jorge Sousa, no clássico com o Sporting, da 12.ª jornada da Liga Zon Sagres.

"Se é positiva é ridícula. Como é que alguém pode ter nota positiva com uma exibição tão má e com influência no resultado. Roça o ridículo. E a pessoa que a atribuiu devia ter mais bom senso e critério", defendeu André Villas-Boas.

O treinador falava durante a conferência de imprensa de apresentação do jogo de segunda-feira com o V. Setúbal, no Dragão, referente à 13.ª jornada e para o qual não se sentará no banco por castigo.

André Villas-Boas foi expulso por Jorge de Sousa no clássico de Alvalade, que terminou com um empate 1-1, e foi suspenso por 10 dias, pelo que falhará o encontro com a formação sadina.

Villas-Boas sustenta que a exibição de Jorge de Sousa "teve influência no resultado" e considera que a pessoa que o avaliou de forma positiva "devia ir para casa, rever o jogo e pensar no que está a fazer".

"A responsabilidade [de orientar os jogadores] está entregue à minha equipa técnica e sentimo-nos confortáveis. A comunicação é permitida e estamos todos em sintonia para colmatar a minha ausência", disse.

Nos 21 jogos oficiais que leva no comando técnico do FC Porto, André Villas-Boas já recebeu ordem de expulsão em duas ocasiões. Curiosamente, isso verificou-se nos dois únicos jogos da Liga que não venceu, ou seja, nos empates com o V. Guimarães e com o Sporting. À margem do jogo com o Rapid Viena, o treinador disse de sua justiça sobre a referida situação:

"Se me continuar a dirigir aos árbitros educadamente, vou continuar a ficar surpreendido por ser expulso. Fico igualmente surpreso com a forma como a maior parte dos treinadores abordam os árbitros. Muitos são agressivos e insultuosos. Estabelecem-se comparações e diz-se que sou incapaz de lidar com a adversidade, o que é uma besteira."

in "record.pt"

Futre: "Este Falcao vai animar o mercado"

Paulo Futre foi a Viena acompanhar o FC Porto e saiu de lá encantado com Falcao. O primeiro hat trick do colombiano com a camisola portista mais não fez do que confirmar aquilo que o português radicado em Espanha já suspeitava. As fronteiras de Portugal começam a ficar pequenas para um jogador enorme como Falcao. Seguindo já para a conclusão: "Se continuar a marcar golos desta maneira, no Verão vai aparecer de certeza uma oferta e o FC Porto vai ter dificuldades em segurá-lo. Vai animar o mercado".

Ora, e de onde poderá aparecer essa oferta? Paulo Futre, que actualmente aconselha jogadores a clubes, encontra espaço para Falcao em vários plantéis. "Ele pode encaixar num grande clube, sem dificuldade. Está a tornar-se num jogador espectacular, porque marca muitos golos, e melhora a cada jogo. É um jogador para qualquer grande europeu. Economicamente, o futebol português não pode competir com as ofertas que vão acabar por aparecer", explica. Numa altura em que o Real Madrid, por exemplo, procura um ponta-de-lança, Futre não vê razões para Falcao não ser um alvo. "Por que não no Real Madrid? Podia encaixar naquele plantel e evoluir. Mas também numa equipa como o Barcelona, Sevilha, Atlético de Madrid, Valência ou Villarreal. Quando um jogador faz golos na América do Sul e em Portugal, por que não jogar num clube como o Real Madrid?", questiona. Futre não acredita que o colombiano saia em Janeiro - e Pinto da Costa já garantiu que não sai ninguém do núcleo duro... - mas já pensa num valor capaz de levar o FC Porto a negociar no Verão. "Os pontas-de-lança são os mais bem pagos. Por menos de 25 milhões de certeza que o FC Porto não aceita negociar". Se Falcao encanta Futre, há outro jogador portista que "pode jogar em qualquer equipa". Hulk, pois claro. "Vi-o a jogar com o Atlético de Madrid [2008/09] e toda a gente ficou de boca aberta. Partiu tudo. Pode ir para um clube grande. Se em Inglaterra é mais difícil, pode ir para Espanha, Itália ou Alemanha".

Moutinho também recolhe elogios, com a curiosidade de também ele ter trocado, como Futre, Alvalade pelo Porto. "Falei com ele em Viena. Temos esse ponto em comum", brincou Futre.

"Sul-americano e três golos no gelo. A minha vénia"

Falcao aparecia ontem destacado nos principais jornais colombianos. Os textos louvavam os três golos marcados na Áustria e as fotos, assim como os vídeos que as edições electrónicas não dispensavam, ilustravam as dificuldades provocadas pelo nevão. Os comentários de leitores colombianos ao hat trick não tardaram. "Monstruoso", apelidava um no "El Espectador". Havia mais. "Sul-americano e três golos no gelo. A minha vénia"; "o Milan que o contrate rapidamente". Mas, mais interessante ainda foi a discussão gerada pelo facto de Falcao não ser um jogador consensual na selecção. Os adeptos começam a estranhar a discrepância de rendimento, mas o avançado acaba ilibado no fórum de opiniões. "É o jogador colombiano que melhor nos representa. Tal como Mourinho não soube ler o jogo em Barcelona, também os treinadores colombianos se enganam com Falcao. Não se esforçam por compreender o seu estilo. Ou não o estudam. Como é que os estrategas portugueses acertam quando apostam nele", interrogava-se um leitor do "El Tiempo". Amostras de uma Colômbia que segue Falcao sem interrupções


in "ojogo.pt"

Bombeiro colombiano vai apagar novo fogo

NEVE “LESIONOU” FERNANDO E GUARÍN ENTRA



O jogador fetiche que Jesualdo Ferreira costumava lançar nos jogos de maior grau de dificuldade está a ganhar um protagonismo diferente com André Villas-Boas. Guarín tem sido o bombeiro de serviço para substituir Fernando e frente ao V. Setúbal o colombiano poderá muito bem voltar a entrar no onze. A tendinite que o médio defensivo brasileiro sofreu em Viena impediu-o de treinar-se ontem e o jogo é já depois de amanhã...
A confirmar-se, Guarín salta pela terceira vez esta temporada para a titularidade devido à impossibilidade de o colega atuar. A primeira foi, precisamente, na Liga Europa quando Fernando acabou expulso na viagem à Turquia. No Dragão, e frente ao mesmo Besiktas, avançou o possante jogador descoberto no Saint-Étienne.
Três dias depois, por obra e graça de uma lesão em Coimbra, Guarín foi escalado para defrontar o Benfica! Fernando deu-se mal no encharcado relvado da Académica e falhou a goleada por 5-0 e ainda a ronda seguinte, frente ao Portimonense.
Anteontem, a chuva deu lugar à neve, e bastaram 16 minutos para o brasileiro escorregar na sorte. Avançou o colombiano, talhado para terrenos pesados, e com disposição de dar a Villas-Boas o que ele tanto quer: um trinco atrevido a atacar.
in "record.pt"

Otamendi: «Estou a ganhar confiança»

DIZ-SE ADAPTADO E DESVALORIZA TITULARIDADE


Otamendi é um jogador de seleção. O defesa argentino tem estatuto, mas isso não tem significado vantagem perante Rolando e Maicon. Uma situação que o ex-Velez não tem pressa em corrigir. “Estou tranquilo, tratando de dar o melhor de mim. Estou a ganhar autoconfiança para poder jogar. Quero estar sempre na equipa titular, mas estou tranquilo. Trato de melhorar para ter mais oportunidades”, indicou, ele que vai repetir um lugar no onze frente ao V. Setúbal, face ao castigo de Maicon. Estes meses de FC Porto estão longe de ser uma desilusão: “Sabia o clube que era, através de vários comentários que me foram feitos. Foi isso que me trouxe e estes meses foram muito importantes para mim. Sinto-me apoiado, integrado e agora se vê o que é o FC Porto, o grupo que temos. Jogue quem jogar, todos dão o melhor pela equipa”, vincou o internacional alviceleste, que destacou ainda o triunfo sobre o Rapid, num contexto altamente adverso: “Sim, foi a primeira vez que joguei na neve. Os meus companheiros também. Era um jogo importante, era um jogo para ganhar e pusemos na cabeça que tínhamos que vencer todos os jogos até ao final do ano, seja para o campeonato, para a Taça ou para a Liga Europa. Foi um passo importante”, concluiu.

in "record.pt"

Um mês sem Beto

CONFIRMADA ROTURA MUSCULAR NO GÉMEO DIREITO


As lágrimas de Beto a abandonar o relvado do Ernst Happel podiam indicar que a lesão sofrida no aquecimento era muito grave, mas, afinal, a desilusão de falhar a oportunidade concedida por Villas-Boas era maior do que a dor. O guarda-redes sofreu uma rotura muscular no gémeo direito e vai parar “apenas” um mês.
Ontem, Beto já esteve nas instalações do clube a realizar tratamento e bem antes do que se chegou a temer estará de regresso aos treinos e às opções do treinador. Mesmo assim, e já sem contar com o desafio de anteontem, o português vê-se privado de mostrar as suas qualidades em mais dois encontros: Juventude de Évora, para a Taça de Portugal, e na despedida da fase de grupos da Liga Europa, frente ao CSKA Sofia.
Quem poderá beneficiar desta situação é Kieszek, terceira opção para a baliza e que estaria apenas reservado para a Taça da Liga. Ontem, ao lado do polaco e de Helton trabalhou Kadú, dos Sub-17.
Regresso. Para esta manhã está agendado o penúltimo treino dos portistas antes de medirem forças com o V. Setúbal.
in "record.pt"

Alerta amarelo com férias à vista

HÁ DOIS JOGADORES EM RISCO



Hulk acabou de ser considerado o melhor jogador da Liga em novembro. Conseguirá repetir o feito em dezembro? Isso ainda é incerto, uma vez que, este mês, o Incrível pode até só fazer um jogo no campeonato. Tal como Belluschi, o brasileiro também está em alerta amarelo, ou seja, se vir um cartão dessa cor, na segunda-feira, frente ao V. Setúbal, falhará o jogo com o Paços de Ferreira, marcado para dia 19.
A receção aos pacenses será, de resto, o último jogo antes das férias de Natal. Quer isto dizer que, caso sejam amarelados frente aos sadinos, os referidos jogadores podem entrar em período de descanso a 15 deste mês, logo após a receção ao CSKA Sofia, no derradeiro jogo da fase de grupos da Liga Europa. Dezembro só reserva 4 compromissos para os dragões: 2 para o campeonato, 1 para a Liga Europa e outro para a Taça com o Juventude de Évora (a 11).
in "record.pt"

Póquer de Hulk num pódio azul e branco

INCRÍVEL E FALCÃO EM DESTAQUE

Foi o melhor jogador do campeonato em agosto (prémio atribuído em simultâneo com o do mês seguinte), setembro, outubro e também... novembro. Hulk fez póquer e é a grande referência da Liga 2010/2011, somando títulos individuais uns atrás de outros. Foi precisamente ontem que o Incrível ficou a saber da sua mais recente conquista.
Com 22 por cento dos votos, Hulk reuniu a preferência dos adeptos com registo no site oficial da Liga e dos 16 treinadores das equipas que competem na principal prova do calendário português, tendo-se destacado como melhor jogador do mês de novembro. O total domínio interno do FC Porto está bem claro nos resultados desta votação, uma vez que Falcão (2.º) e João Moutinho (3.º) completam o pódio das preferências.
Dupla liderança. Curiosamente, este prémio atribuído a Hulk surge no momento em que o internacional brasileiro abandonou o trono reservado ao melhor marcador da equipa. Apesar de ser o artilheiro-mor da Liga, a verdade é que, nas contas gerais, o Incrível foi ultrapassado por Falcão. O hat-trick do colombiano em Viena, o seu primeiro na Europa, conduziu-o à liderança interna. Os 17 golos que apontou nos 22 jogos oficiais já disputados pelo FC Porto superam os 16 de Hulk. A luta entre os craques promete, mas quem sai a ganhar com ela será sempre a equipa, que continua ávida de títulos... coletivos.
É que a nível individual, as coisas correm bem aos avançados portistas. Se, por um lado, Hulk é o melhor marcador da Liga com 11 golos, por outro, Falcão está no topo da lista de finalizadores da Liga Europa com 7 tentos por ele assinados. Os segundos classificados, Tomás Necid (CSKA Moscovo), Wilfried Bony (Sparta Praga) e Artem Milevskiy (Dínamo Kiev) apenas levam 5, sendo que nestas contas só entram os golos conseguidos já na fase de grupos.
Clássicos. Voltando a Hulk e ao prémio que lhe será entregue pela Liga, resta referir que, em novembro, o camisola 12 apenas apontou 3 golos, 2 ao Benfica e 1 ao Portimonense. O outro jogo realizado no referido mês, para a Liga, foi contra o Sporting, em Alvalade, e nesse o internacional brasileiro ficou em branco.
Ainda assim, é sobretudo no campeonato que Hulk se tem destacado na corrente temporada. Com 12 jornadas cumpridas, o Incrível participou em 11 delas, tendo marcado igualmente 11 golos e feito 5 assistências. Números que ajudam a traduzir a importância do avançado na equipa e, por consequência, na liderança imaculada do campeonato.
Com tanto destaque individual, tanto Hulk como Falcão são cada vez mais assediados pelos grandes clubes europeus. Resta saber se o FC Porto terá argumentos para os segurar durante muito mais tempo. É que a janela de transferências reabre brevemente...
in "record.pt"

Falcão não pensa em sair do F.C. Porto



Os três golos marcados ao Rapid, em Viena, voltaram a colocar Falcao nas bocas do mundo. O avançado do F. C. Porto já afirmou, no entanto, que quer ganhar muitos títulos no Dragão antes de pensar numa eventual transferência para outro clube europeu.

Logo após o final do jogo de anteontem na capital austríaca, Rúben Micael afirmou que, se Falcao continuar a jogar assim, não demorará muito tempo a transferir-se para um clube de um campeonato mais atractivo do que o português. O internacional colombiano preferiu, no entanto, voltar a mostrar-se fiel ao F. C. Porto.

"Gosto muito do clube e sinto-me muito feliz aqui. O F. C. Porto potenciou-me e jogar com este tipo de jogadores permite que as individualidades cresçam. Disse, quando cheguei, que queria marcar uma era no clube. Por isso, estou aqui para ganhar muitos títulos", afirmou "El Tigre", que até agora ganhou uma Taça de Portugal e uma Supertaça, troféus que ainda não são suficientes para saciar a sua sede de vitórias, só possível com a conquista da Liga portuguesa e até da Liga Europa.

Questionado sobre a razão de estar a aprender Inglês, o que pode ser entendido como uma forma de se preparar para jogar em breve na Premier League, Falcao optou por uma finta curta, entre sorrisos. "Estou a aprender Inglês há dois anos... É um dos objectivos da minha vida. Não é por nada de especial", referiu o avançado, autor de 17 golos desde o início desta época (oito na Liga Europa, sete na Liga Portuguesa, um na Taça de Portugal e um na Supertaça), para juntar aos 34 que apontou na temporada passada.

Renovação de contrato à vista

Recorde-se que Falcao está em vias de renovar o contrato que o liga ao F. C. Porto até 2013, prevendo-se que o novo vínculo passe a incluir uma cláusula de rescisão, que o actual não possui, a exemplo do que sucede com as outras figuras do plantel azul e branco.

Os dirigentes portistas sabem que as exibições do colombiano, tanto na época passada como na actual, estão a abrir o apetite dos "tubarões" europeus, e que isso poderá tornar inevitável uma transferência milionária no próximo Verão. Na reabertura do mercado, em Janeiro, a hipótese de saída não se coloca.

O "hat-trick" que fez em Viena foi o primeiro ao serviço do F. C. Porto e já não acontecia desde Setembro de 2007, quando ainda representava o River Plate, num jogo com o Botafogo, a contar para os oitavos-de-final da Taça Sul-Americana, que a equipa de Buenos Aires ganhou por 4-2.

in "jn.pt"

Hulk foi o melhor jogador de Novembro para a Liga

O avançado brasileiro Hulk, do FC Porto, foi hoje considerado, pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o melhor jogador do mês de Novembro, anunciou esta sexta-feira o organismo.


Hulk, que venceu o troféu pela quarta vez consecutiva, recebeu 22 por cento dos votos, impondo-se aos seus companheiros de equipa Falcao (19) e João Moutinho (9), segundo e terceiro, respectivamente.

O avançado brasileiro lidera a tabela dos melhores marcadores da Liga, com 11 golos em 12 jornadas.

Nas quarta e quinta posições surgem os sportinguistas Hélder Postiga (sete por cento) e Valdés (seis por cento).

A eleição é feita pelos adeptos registados no "site" da Liga e treinadores, podendo ser escolhidos todos os jogadores que tiverem cumprido 50 por cento dos minutos disponíveis de jogos oficiais para esse mês.

O troféu vai ser entregue a 6 de Dezembro, antes do início do encontro entre o FC Porto e o Vitória de Setúbal, da 13.ª jornada da Liga.


in "publico.pt"

FC Porto: 6 meses sem derrotas oficiais para André Villas-Boas

André Villas-Boas completa no sábado seis meses como treinador do FC Porto e já conquistou os adeptos "azuis e brancos", com 19 jogos oficiais sem derrotas e uma goleada histórica sobre o rival Benfica. 
Aos 32 anos, André Villas-Boas levantou algumas dúvidas no início da temporada, sobretudo depois do torneio de Paris, no qual perdeu os dois últimos encontros de preparação. Contudo, logo no primeiro jogo oficial, André Villas-Boas levou o FC Porto à conquista da Supertaça, com um triunfo sobre o rival Benfica, por 2-0.
Seguiram-se 10 triunfos consecutivos - seis para a Liga portuguesa e quatro para a Liga Europa - até ao empate no terreno do Vitória de Guimarães (1-1). No final desse encontro, André Villas-Boas criticou duramente a arbitragem de Carlos Xistra, acabando depois por fazer ummea culpa em relação a uma grande penalidade reclamada. 

Duas expulsões do banco


Ao final de seis meses, em 22 jogos oficiais, o FC Porto venceu 19 e empatou apenas três, com os vimaranenses, o Sporting e o Besiktas, encontros em que os "dragões" terminaram reduzidos a 10 unidades. 
Se André Villas-Boas já viu quatro jogadores seus serem castigados com o cartão vermelho - Maicon até já repetiu -, também o treinador recebeu ordem de expulsão nos dois empates a nível interno, a última das quais frente ao Sporting e que o vai afastar do banco no encontro com o Vitória de Setúbal. 
O momento alto da temporada aconteceu a 7 de novembro, quando, no estádio do Dragão, o FC Porto goleou o Benfica, por 5-0, deixando os campeões nacionais a 10 pontos na Liga portuguesa. 

Melhores ataque e defesa


Com 12 jornadas disputadas, o FC Porto tem o melhor ataque da Liga portuguesa, com 28 golos apontados, e a defesa menos batida, com apenas cinco tentos concedidos. E isto depois de no início da temporada o FC Porto ter perdido os seus dois capitães, Bruno Alves e Raul Meireles, com a saída do defesa central a ser a mais notada, pois nem Maicon, nem Otamendi fizeram ainda esquecer o antigo camisola 2.
No meio campo, Raul Meireles, contratado pelo Liverpool, já foi praticamente esquecido graças à contratação de João Moutinho e uma clara subida de rendimento do argentino Fernando Belluschi. E no ataque André Villas-Boas tem tirado o máximo rendimento de Hulk e de Falcão, bem secundados por Varela.
in "expreso.pt"

Varela ainda pensa no V. Setúbal

O sucesso desportivo, e a angústia de alguns. A última passagem por Viena não foi nada feliz para Beto, Fernando e Varela, e destes três, talvez apenas Silvrestre Varela possa recuperar a sua posição no onze já na segunda-feira, pois a saída ao intervalo reflectia somente a necessidade de poupar.

O atacante também parou ontem, mas como sofre apenas de uma mialgia, é de todo provável que possa ser destacado para o jogo de segunda-feira, embora Villas Boas tenha outras opções na manga, se entender como desnecessário forçar com Varela, que vem de uma pagarem de três semanas e quer com o Sporting quer com o Rapid, esteve longe dos níveis exibicionais e de concretização desta época.

Fernando é outro caso para ir seguindo ao dia: muito tempo parado depois da lesão em Coimbra, também esteve longe da imagem que criou, com um jogo nada conseguido em Alvalade. E anteontem... nova lesão, tendinite no rotuliano do joelho direito, razão para ter saído aos 16 minutos, sem indicações de regresso, mas já fora de hipóteses para segunda-feira.

Beto (ruptura no gémeo direito quando aquecia em Viena), tem os próximos tempos estragados e não deve jogar mais este ano, enquanto Álvaro Pereira, o cliente mais antigo da enfermaria, pode regressar a qualquer momento. Já com o Setúbal, certamente.



in "abola.pt"

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Regresso ao trabalho com quatro ausências

Villas-Boas prepara receção ao V. Setúbal
 

Depois da vitória para a Liga Europa em Viena, por 3-1, frente ao Rapid, o FC Porto regressou ao trabalho já esta sexta-feira, no Centro de Estágios do Olival, com quatro ausências. Beto, Varela e Fernando juntaram-se a Alvaro Pereira no Departamento Médico. Por outro lado o médio brasileiro Souza já está apto.

O lateral esquerdo uruguaio permanece em treino condicionado. Beto, Varela e Fernando limitaram-se a fazer tratamento (o guarda-redes viu ser-lhe confirmada uma rotura muscular no gémeo da perna direita; o extremo apresenta uma mialgia de esforço na coxa direita e o médio sofreu uma tendinite no rotuliano do joelho direito).

O apronto matinal, que marcou o arranque da preparação para o desafio da 13.ª jornada da Liga, frente ao V. Setúbal, ficou também assinalado pela presença de Kadú, guarda-redes dos Juvenis.

Os dragões têm novo treino agendado para sábado, às 10 e 30, à porta fechada, no Olival, onde se realiza mais tarde, pelas 12 e 30, a conferência de imprensa de antevisão da partida frente aos sadinos.

Os azuis e brancos recebem a formação orientada pelo técnico Manuel Fernandes, na segunda-feira, às 19 e 45, no Estádio do Dragão.

in "record.pt"

FC Porto um a um

A Estrela: Falcao (8)

Um matador frio em noite de gelo

Falcao já tem um lugar especial na história do FC Porto. É incontornável. Desta vez, o colombiano tratou de escolher um palco recheado de boas memórias para marcar o primeiro hat trick desde que está em Portugal. Foram três golos únicos e capazes de revelar o melhor de Falcao: aquele instinto matador que só ele parece ter. Mas há mais; Viena assinalou o golo 50 do colombiano com a camisola do FC Porto (e também o 51 assim que completou o "hat trick") e transportou-o até ao topo da lista de melhores marcadores da Liga Europa, onde já festejou por sete vezes só na fase de grupos, tendo ainda mais um ao Genk. Falcao assinou, ainda, cinco golos marcados pelo FC Porto nos últimos... três jogos. Melhor era impossível e, em Viena, Falcao escreveu mais um capítulo de uma ligação que promete ficar para a eternidade.

Helton 6

Saltou do banco para a titularidade, devido à lesão de Beto, e começou o jogo com uma grande defesa, a cabeceamento de Gartler (19'). Depois, no golo do Rapid de Viena, arriscou a saída ao cruzamento, mas acabou traído pelo desvio de Otamendi.

Sapunaru 6

O cruzamento para o golo do Rapid de Viena surgiu pelo seu lado. Apesar disso, esteve bastante participativo no jogo, sobretudo durante a primeira parte, altura em que subiu muitas vezes para tentar criar desequilíbrios ofensivos. Um cabeceamento ainda na primeira parte (29') deixou-o a centímetros do golo.

Rolando 7

Seguro e eficaz. Teve uma noite com muito trabalho, mas resolveu sempre bem os problemas. Devido ao estado do terreno, optou, e bem, por arriscar muitas vezes o passe longo à procura dos avançados. Ainda esteve perto do golo, mas o remate acabou interceptado por um adversário (78').

Otamendi 5

Exibição irregular. Misturou intervenções de qualidade com algumas decisões disparatadas, quase sempre devido a um aparente excesso de confiança. No golo do Rapid de Viena, desviou (mal) com a cabeça uma bola que era de Helton, mas tratou de se redimir rapidamente, com um passe longo para o primeiro golo de Falcao.

Fucile 5

Deixou-se antecipar de uma forma infantil no golo do Rapid de Viena e raramente se eventurou no ataque. Por vezes, pareceu demasiado alheado da partida e isso custou-lhe algumas perdas de bola.

Fernando -

Regressou à competição no jogo contra o Sporting, depois de um mês de paragem devido a um problema muscular. Ontem, voltou a ressentir-se 16 minutos depois do início da partida...

João Moutinho 6

Começou por sentir muitas dificuldades para se adaptar às condições climatéricas, mas, com o decorrer do jogo, foi subindo de produção. O passe para Hulk, que deu origem ao segundo golo do FC Porto, revelou, uma vez mais, inteligência de jogo. Foi, provavelmente, o jogador que mais correu no encontro de ontem.

Rúben Micael 6

Menos em jogo do que João Moutinho, mas esteve melhor quando em posse de bola. Jogou sempre de uma forma simples - a única eficaz na partida de ontem - e garantiu qualidade ao nível do passe. Acabou por sair quando André Villas-Boas optou por juntar a dupla mais utilizada no meio-campo.

Hulk 7

Viena recebeu o mesmo Hulk de sempre. A neve trouxe-lhe alguns problemas, sobretudo quando tentou insistir nas jogadas individuais, mas, no final, voltou a revelar-se decisivo para mais uma vitória do FC Porto. No segundo golo, fez o passe para Falcao; no terceiro, o remate para a recarga do colombiano.

Varela 4

Sentiu muitas dificuldades para se adaptar ao estado do terreno e esteve quase sempre ausente do jogo. No entanto, teve nos pés uma das melhores oportunidades da primeira parte: isolado, já em cima da pequena-área, rematou à figura do guarda-redes do Rapid de Viena (33'). Acabou por sair ao intervalo.

Guarín 7

Entrou a frio, mas entrou muito bem. Foi ocupar o lugar de Fernando, e esteve impecável, não só a defender e a ocupar os espaços à frente da defesa, mas também a sair a jogar. Apresentou-se num patamar físico elevadíssimo e foi muito importante no equilíbrio da equipa.

Ukra 5

Jogou a segunda parte e sobressaiu por uma boa jogada individual sobre o flanco esquerdo. Faltou-lhe, no entanto, alguma explosão para aproveitar melhor os espaços de que dispôs.

Belluschi 4

Esteve os últimos 20 minutos em campo, altura em que a equipa marcou dois golos, sem que tenha contribuído directamente para isso. Agarrou-se em demasia à bola.n

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas : "Esta vitória tem sabor especial"

Quem tem Falcao tem tudo? André Villas-Boas não diria tanto. Apesar dos três golos do colombiano na vitória sobre o Rapid de Viena, que garantiram ao FC Porto a vitória no Grupo L da Liga Europa, foi o rendimento colectivo que encantou o treinador, que considerou injusto destacar o avançado. "Quem tem uma equipa como esta, capaz de se apresentar a um nível fortíssimo, de responder à importância que o jogo tinha para nós, de honrar os jogadores de 1987 que cá estão e de responder à confiança que o presidente depositou nela tem de louvar o colectivo. E temos também de dedicar esta vitória ao Beto, que merecia ter feito este jogo", afirmou, contornando a curiosidade relativamente ao eventual receio de perder Falcao, na reabertura do mercado de Janeiro. Os três golos de ontem por certo despertarão ainda mais o apetite de outros clubes, mas, essa foi uma questão que André Villas-Boas preferiu fintar. "Houve mais quem trabalhasse" para a vitória, defendeu: "Falcao é importante para nós, mas, temos um plantel forte e importante é continuarmos na sendas de vitórias e mantermos o rótulo de equipa a abater. Individualizar uma exibição desta categoria no Falcao é um exagero." Para o técnico portista, a noite do regresso ao Prater valeu pela capacidade de superação. "O FC Porto tem uma outra vitória valiosa e importante neste tipo de condições", recordou, quando questionado acerca da experiência de jogar na neve, numa alusão ao nevão que acompanhou a conquista da Taça Intercontinental, em Tóquio (Japão), em 1987: "Para estes jogadores e para mim foi uma estreia jogar debaixo de um nevão. Mostrámos uma boa capacidade de adaptação ao terreno, e também às lesões que sofremos, para jogarmos um bom futebol, criar as oportunidades que criámos e conseguir uma vitória importante para nós e com um sabor muito especial." O FC Porto já faz contas aos oitavos-de-final: "É é importante termos a segunda mão em casa, mas, a nossa obrigação já era seguir em frente nos 16-avos-de-final. Depois disso, teremos de ver o que nos reserva a competição, tendo em conta as equipas que descem da Liga dos Campeões."

in "ojogo.pt"

Beto arrisca longo tempo de paragem

Guardião tem rotura no gémeo direito
 

A infelicidade bateu à porta de dois jogadores portistas: Beto e Fernando. O guarda-redes abandonou o relvado em braços ainda durante o período de aquecimento, depois de ter contraído uma rotura muscular no gémeo da perna direita que o pode afastar dos relvados por um longo período de tempo. Beto ia ser titular frente ao Rapid, relegando para o banco de suplentes Helton, naquela que era uma prova de confiança do treinador André Villas-Boas nas capacidades do internacional português. Beto deixou o terreno de jogo lavado em lágrimas e, após o final do encontro – já mais calmo – saiu do estádio auxiliado por canadianas.

Já Fernando, que alinhou entre os titulares, foi obrigado a ceder o seu lugar a Guarín ainda durante a primeira parte do desafio. O brasileiro está a contas com uma tendinite rotuliana e, por precaução, o técnico portista optou pela sua substituição.

in "record.pt"

Ruben Micael: «Não vai aguentar muito tempo cá»

MADEIRENSE PERSPETIVA SAÍDA DE FALCÃO
 

Sem querer ser juiz em causa própria, o matador expõe-se às evidências que outros não calam. É o caso de Ruben Micael, que vai direto ao assunto. “É muito fácil jogar com o Falcão, infelizmente para nós não vai aguentar muito tempo cá”, afirmou, garantindo não ter informações privilegiadas, mas limitou-se a antever o óbvio.

Para o madeirense, este dragão está “muito forte”: “O FC Porto é muito difícil de bater, fomos muito superiores.” Fucile concorda e congratula-se como a invencibilidade. “A motivação está intacta, nada motiva mais do que ganhar. O caminho é este”, diz o uruguaio, que leva um souvenir de Viena: “É bonito jogar na neve, fica para lembrança.”

in "record.pt"

Hulk dispensa batalhas internas

Brasileiro evita falar de duelo com Falcao

Hulk foi ontem ultrapassado por Falcão na contabilidade dos golos marcados. A vantagem do colombiano (17-16) só merece elogios do companheiro de ataque. “Quem entende de futebol vê que ele é um grande jogador, sem dúvida. Parabéns para ele, não só por este jogo, mas por toda a época que ele está a fazer. É um grande profissional”, elogiou o camisola 12, que enjeita qualquer duelo particular com Falcão. Quem vai marcar mais até final da temporada? “É o FC Porto, tem de ser o FC Porto, a equipa toda”, atirou, diplomaticamente, antes de realçar a grande vitória alcançada no Prater. “A equipa demonstrou que está muito forte, entrámos a perder mas demos a volta por cima e isso é mérito de todos e fruto do nosso trabalho diário”, disse o Incrível, que saiu a mancar, mas negou problemas físicos. “Estou a experimentar uma chuteira nova, fez bolha. Nada de especial”, comentou.

in "record.pt"

Liga Europa: Sporting e F.C. Porto com sorteio «protegido»

Benfica e Sp. Braga podem fazer-lhes companhia

Confirmado o apuramento de Sporting e F.C. Porto como vencedores dos grupos, Portugal terá pelos menos dois cabeças-de-série no sorteio da Liga Europa. Um estatuto que lhes permitirá ter pela frente um dos segundos classificados desta fase ou um dos quatro piores terceiros provenientes da Liga dos Campeões. Para já, ficam fora de hipóteses encontros com Liverpool, Bayer Leverkusen, CSKA Moscovo, Estugarda e Zenit S. Petersburgo, que já têm garantida a vitória no seu grupo.

Mas há boas possibilidades de serem quatro os representantes portugueses com esse estatuto, já que Sp. Braga e Benfica se perfilam nesta altura entre os melhores terceiros da Liga dos Campeões.

O Sp. Braga ainda sonha com o apuramento na Champions, mas as possibilidades são remotas: implicam uma goleada ao Shakhtar, na Ucrânia ou, em alternativa, fazer mais pontos do que o Arsenal, em casa com o Partizan. Sendo o terceiro lugar o destino mais provável para os minhotos, estes partem para a última jornada com nove pontos, o melhor registo nos grupos. Há quatro equipas com seis pontos, entre elas o Benfica. Por isso, um empate em Donetsk garante, desde logo, que o Sp. Braga será o melhor terceiro da Liga dos Campeões, sendo cabeça-de-série no sorteio.
Já o Benfica tem de vencer o Schalke na última jornada para ficar em terceiro, e com isso passaria a somar também nove pontos. Nesse caso, ficaria à frente do Twente (grupo A), Rangers (C) e Ajax ou Auxerre (G), bastando depois que num dos grupos D, E ou F, o terceiro classificado não vença o seu último jogo.

Cabeças-de-série já confirmados para o sorteio:

Sporting
F.C. Porto
Liverpool
CSKA Moscovo
Estugarda
Zenit S. Petersburgo
Bayer Leverkusen

Recorde as normas para o sorteio dos 16 avos da Liga Europa:

a) Equipas do mesmo país não podem defrontar-se
b) Os 12 vencedores de grupo e os quatro melhores terceiros classificados da Liga dos Campeões são cabeças-de-série, defrontando os 12 segundos classificados da Liga Europa e os quatro piores terceiros da Liga dos Campeões
c) Equipas que se tenham defrontado na fase de grupos não voltam a cruzar-se
d) Os cabeças-de-série jogam a segunda mão em casa.

in "maisfutebol.iol.pt"

Falcao já é o melhor marcador da Liga Europa


Marcou três golos ao Rapid Viena. Falcao, avançado do F. C. Porto, já soma oito remates certeiros na Liga Europa e já é o melhor marcador da prova.

Quando o F. C. Porto se sagrou campeão europeu em 1987, Falcao tinha um ano. Não se lembra do jogo. Muito menos do golo de calcanhar de Madjer nem do toque de Juary, no triunfo sobre o Bayern (2-1). Ontem, os antigos jogadores portistas estiveram em Viena, onde nevou como em Tóquio, na final da Taça Intercontinental. E o dragão voltou a ser feliz. Tão feliz quanto Falcao. Marcou o primeiro hat-trick pelos portistas, soma oito golos na Liga Europa (um no play-off, sete na fase de grupos) e é o melhor marcador da prova.

"Hat trick" de Falcao em Viena

No Prater, personificou a equipa que derrotou os alemães há 23 anos. O F. C. Porto começou a perder por força da pontaria do Rapid. Tal como aconteceu com o Bayern. Mas isso não abalou a confiança de Falcao, um ponta-de-lança à moda antiga. Com o mesmo faro goleador de Gomes, que falhou a final de 1987 por lesão. Marcou três golos e os portistas venceram por 3-1. No twitter explicou que já não assinava três golos "desde a noite mágica" no River Plate-Botafogo (4-2), em 2007.

"Fizemos mais uma exibição de categoria, controlando muito bem a bola, mesmo num relvado com estas condições. Foi uma excelente vitória. Não foi só minha, mas de toda a equipa". O treinador assinou por baixo e disse que o mérito era de todos. Mas estrela da noite só foi uma: El Tigre.

in "jn.pt"

Quem quer ser milionário?

Perguntas. É este FC Porto mesmo imparável? Porque quebrou o Benfica? O regresso de Moutinho a Alvalade.

O futebol de 'amor à camisola' que reclamam os adeptos mais antigos é hoje, nos migratórios tempos modernos, uma causa perdida. Esse legado de respeito infinito que os jogadores tinham com um clube já não tem quase sobreviventes. Moutinho entrará em Alvalade com a camisola do FC Porto como símbolo dessa nova ordem (ou desordem, depende da perspetiva). O ponto mais estranho da história é essa mudança ter sido pacífica, produto de um acordo entre todos, e não hostil como outras do passado. Ser assobiado quando tocar na bola nem o irá incomodar muito. Até porque Moutinho também é importante (decisivo) quando... não tem a bola. O 'motor de futebol' que esconde dentro de si continua igual. Percebo que não seja fácil, sem 'lupa tática', ver a sua contribuição decisiva no jogo. Eis a visão raios-X: pela sua rapidez, visão e 'generosidade tática' impede um dos maiores problemas que qualquer equipa pode ter no relvado: a fratura do seu meio-campo. Um jogador, portanto, idílico para qualquer treinador: fiável, solidário e, se necessário, com técnica e passe.

O meio-campo do FC Porto agarra-se a ele. Chega-se à 11ª jornada e parece que nada se pode fazer contra o poder do 11 azul e branco. Eu diria que sim, que algo se pode fazer: defender melhor, marcar, estar em cima dos espaços (e jogadores), não os deixar pensar (e jogar) e lançar contra-ataques. Não é pouco, dirão. Será este Sporting taticamente camaleão capaz de o fazer? A dúvida nasce, desde logo, por esse lado 'tático-camaleónico' surgir mais da indefinição do que da versatilidade. 4x2x3x1, 4x3x3, 4x4x2. Sistemas, sistemas. O melhor será o que for capaz de fazer tudo aquilo que escrevia atrás. O mais perturbante será, a certo ponto do jogo, perceber que o jogador (mesmo invisível) fundamental para isso está agora na... equipa adversária.

Apesar disso, parecerá estranho mas este pode ser o jogo ideal para o Sporting neste momento. A uma distância de 13 pontos, a frase 'sentir a pressão de ganhar' já não fará muito sentido. O seu campeonato já não passa pelo primeiro lugar. Mas, vencendo o primeiro classificado, Paulo Sérgio como que pode renascer. Porque, nesta fase, só uma vitória destas pode fazer alguém vê-lo como um 'treinador carismático', o único que faz verdadeiramente sentido num clube grande. Para qualquer das equipas, embora em circunstâncias diferentes, este jogo será como escapar da realidade no sentido de resgatar emoções. O campeonato, tirando, claro, na 'casa do dragão', está num acelerado processo de entristecimento.

Na coluna ao lado falo de duas razões para o abismo em que o Benfica caiu em Telavive: a ansiedade dos jogadores desde o primeiro minuto (com expressão no remate ou no último passe) e a substituição ao intervalo (tirar o rápido Saviola para meter Cardozo, sem ritmo de jogo). Prismas diferentes, portanto, para entender uma derrota e uma época deficiente, porque o lado emocional adulterado, a ansiedade, e os equívocos táticos (onde emergem os erros defensivos) já tinham surgido noutros jogos. Na origem, uma deficiente pré-época e os erros de casting na avaliação das características dos jogadores contratados para ocupar o lugar dos essenciais que saíram (algo que, neste jogo, se pode aplicar à troca do médio lutador e rematador Carlos Martins, que também vem recuperar atrás, por Salvio, ainda indefinido entre ser ala ou segundo avançado, mas que nunca recua). Uma questão particular que espelha um problema estrutural.

As perguntas feitas no título têm, portanto, respostas cada vez mais óbvias. É o pior que pode suceder a um campeonato: viver de certezas. Será que no futebol está mesmo tudo inventado?

Ansiedade com bola

É cada vez maior a quantidade de estatísticas que surge no futebol. Mas o resultado, no fim, e a bola, durante o jogo, raramente têm uma boa relação com elas. 21 cantos a favor, mais cinco ou seis flagrantes oportunidades de golo, diriam, estatisticamente, algo diferente do que uma derrota por 0-3. A exibição do Benfica em Israel caiu nessa 'armadilha'. Futebolisticamente, foi quase uma demonstração da 'lei de Murphy' em 90 minutos (quando uma coisa pode correr mal então ela irá ainda correr pior). Se há coisa que as estatísticas não conseguem, é entrar na cabeça dos jogadores e pressentir a sua ansiedade. Os processos de jogo encarnados foram os suficientes para criar muitas oportunidades de golo, mas esse estado emocional alterado, que se sentiu desde o início e se avolumou com o passar do tempo, impedia cumprir a formalidade do remate. Os erros defensivos são, depois, consequência disso.

O jogo reflete-se em passes ou remate. No papel da estatística, são todos iguais. Na relva do jogo, são todos diferentes. A ansiedade não se mede.

Ataque sem bola

Ao intervalo, Jesus fez uma substituição que colocou a dupla de avançados com um perfil diferente do habitual. Em vez de um avançado fixo e outro móvel (a combinação Cardozo ou Kardec com Saviola) colocou dois mais altos e fixos (Cardozo-Kardec). Saindo Saviola, saiu mobilidade e desmarcação. Uma alteração que pedia ofensivamente mais a Aimar, em vez de o concentrar só na construção, e pedia a Salvio capacidade para fazer cruzamentos. A equipa ficou a atacar com princípios (movimentações) em que não está rotinada. Passou a estar mais perto da baliza, mas mais longe do golo.

O futebol é, sobretudo, um jogo de criar espaços. Nesse sentido, mais importante do que 'estar' na área 90 minutos, é 'aparecer' na área no momento certo. Sem ansiedade, claro.

Pep & Mou Fútbol S.A.

O início do livro "El Método de Guardiola", de Miquel Violan, diz muito da sua essência: "Porque é que líderes com senso comum conseguem resultados descomunais?". A resposta está na pergunta. O 'bom senso' de Guardiola reflete-se na sua filosofia de jogo (técnica e passe) e nas suas relações fora dele (jogadores, adeptos, imprensa, adversários). Mourinho cultiva a arte do conflito para, através de 'jogadas mentais', fazer da equipa um exército. Diz mesmo que a conferência de imprensa também faz parte do jogo. Um poder de liderança com 'sentido comum' diferente, mas igual na capacidade de entrar na cabeça dos jogadores e de todo o mesmo entorno futebolístico.

Barcelona e Real Madrid tratam a bola de forma diferente. O Barça gosta de a ter o mais tempo possível. O Real gosta de a ter apenas o tempo essencial. Sem dilemas estéticos, Mourinho foge ao 'lugar-comum' de que todos devem atacar e defender. As obrigações só são iguais para todos no que toca a... defender. Não lhe interessa uma equipa partida em cinco que defendem e cinco que atacam. O ideal? Dez defendem sempre e, depois, só cinco deles atacam. Parece a mesma coisa, mas é muito diferente. Voltem a ler o parágrafo e pensem nisso.

Ronaldo está um jogador diferente. Nota-se no jogo coletivo e até na forma como passou a festejar os golos. Em vez de correr sozinho para a bancada tirando a camisola, dá a volta e procura o resto dos companheiros para abraçar. Messi continua como o miúdo que está a jogar no pátio da escola a quem todas as camisolas parecem ficar grandes.

Adepto de construções longas, Guardiola não se importa de dar 14/16 passes até chegar à baliza adversária. Mourinho quer chegar lá em três ou quatro. As táticas são diferentes, mas os estilos, no banco, com barba de três dias, têm as suas semelhanças.

Texto publicado na edição do Expresso de 27 de novembro de 2010

Um FC Porto com classe de quem vence em qualquer tipo de terreno

O FC Porto tem mostrado nestes últimos meses uma confiança extrema nas suas capacidades. É o resultado de êxitos que começam a ser contínuos. Seja em terrenos que mais parecem piscinas (como aconteceu em Coimbra), seja num recinto coberto de neve, que caiu de forma incessante durante esta quinta-feira. É uma máquina em que tudo parece funcionar na perfeição. Para azar do Rapid, que encaixou a terceira derrota em casa (1-3) e viu os “dragões” confirmarem o primeiro lugar no Grupo L.

O treinador dos austríacos chegou a avançar com o rótulo de mini-Barcelona para catalogar o FC Porto. Salvaguardada a comparação, a verdade é que a formação portuguesa voltou a mostrar que sabe ser eficaz em qualquer palco, em qualquer terreno. Em Viena, pouco havia para ganhar (excepção feita à confirmação antecipada do primeiro lugar do grupo) e o 
manto de neve que cobriu o 
relvado do Ernst-Happel podia fazer perder muita coisa.

A Beto chegou-lhe o aquecimento para sofrer uma rotura e sair ao colo, Fernando também resistiu menos de um quarto de hora (entrou Guarín). Mas o técnico do FC Porto acredita na capacidade de adaptação dos jogadores às circunstâncias do jogo e não abdicou da maioria dos habituais titulares.

O Rapid Viena conseguiu, no início, aproveitar as condições pouco favoráveis para um adversário pouco habituado a um clima tão agreste. E teve o apoio incondicional de um público que encheu o estádio e que viu a equipa explorar os cerca de 20 minutos de aprendizagem do FC Porto.

Mas o tempo foi passando e os portistas começaram a encontrar o seu futebol, feito de posse de bola e dotado de passes precisos para criar oportunidades de remate. As diferenças entre os austríacos e os portugueses foram ficando evidentes. Restava a este Rapid, que não é uma boa equipa, a solidez e a tentativa de explorar os lances longos. Corria muito, mas sem se expor a demasiados riscos, atitude própria de uma equipa que sabe reconhecer a sua inferioridade perante o adversário. O que, de resto, se notava em toda a linha.

Nos primeiros minutos, porém, o Rapid teve uma boa oportunidade: aos 18’, Saurer tirou um bom cruzamento e Gartler meteu a cabeça onde muitos não metem os pés e Helton salvou com uma boa defesa. O golo surgiu, aos 38’, quando já era claramente o FC Porto que mandava na partida. Graças também a um tremendo erro defensivo com principais responsabilidades para Helton e Fucile. Trimmel aproveitou para fazer o 1-0.

Mas um a um, os jogadores portistas foram-se impondo aos adversários. Quase sempre de forma clamorosa. João Moutinho foi um senhor no meio-campo e, na frente de ataque, Hulk e Falcao começaram a causar demasiados estragos. Varela não soube aproveitar um punhado de oportunidades na cara de Hedl, mas a diferença era demasiado evidente para aquele resultado e o empate surgiu com toda a naturalidade. Otamendi, aos 42’, faz um passe longo, Soma falha o corte e isola o colombiano, que não falhou.

No segundo tempo, Villas-Boas trocou Varela por Ukra e fez entrar Belluschi, como que a dar um sinal à equipa que o jogo era para ganhar. O árbitro deixou passar em claro uma grande penalidade sobre Guarín, mas depois a sociedade Hulk-Falcao (um predador de área)resolveu tudo. O brasileiro, aos 86’, fugiu pela esquerda, cruzou para uma intervenção desastrada de Hedl e Falcao aproveitou. O golpe final chegou aos 88’, num lance em que Moutinho recuperou uma bola, entregou a Hulk para um primeiro remate. Hedl não segurou e Falcao voltou a facturar. O primeiro lugar no grupo L estava garantido.



Ficha de jogo

Rapid Viena, 1

FC Porto, 3

Jogo no Estádio Ernst-Happel, em Viena.

Assistência cerca de 50 mil espectadores.

Rapid Viena Hedl, Sonnleitner, Soma, Patocka, Kayhan, Kulovits, Heikkinen, Saurer, Drazan (Salihi, 63’), Trimmel (Dober, 83’) e Gartler (Nuhiu, 77’).

FC Porto Helton, Sapunaru, Otamendi, Rolando, Fucile, Fernando (Guarin, 16’), João Moutinho, Ruben Micael (Belluschi, 71’), Varela (Ukra, 46’), Hulk e Falcao.

Árbitro Aleksandar Stavrev, da Macedónia.

Amarelos Drazan (8’) e Patocka (80’).

Golos 1-0, por Trimmel, aos 38’; 1-1, por Falcao, aos 42’; 1-2, por Falcao, aos 85’ e 1-3, por Falcao, aos 88’.

in "publico.pt"