segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vítor Pereira: "Uma satisfação muito grande"

Não podia ter corrido melhor a estreia de Vítor Pereira. "É uma satisfação enorme. Foram muitos anos para chegar aqui. Nestes momentos, fazemos uma retrospectiva - é uma satisfação muito grande, conquistar um título no nosso clube do coração", disse o treinador do FC Porto, após a primeira conquista, que, para todos os efeitos, "é um ponto de partida" para um caminho que deseja vitorioso, mas exigente. "Estamos unidos e conscientes de que as dificuldades vão ser maiores que no ano passado, temos consciência disso. Temos de ser ainda mais fortes. Nos últimos sete títulos, o FC Porto ganhou seis", lembrou Vítor Pereira.
Sobre o jogo, o técnico dos dragões diz que "estiveram em campo três boas equipas", e destaca o trabalho de "uma equipa de arbitragem com muita qualidade". "Não foi fácil: houve um ou outro lance de maior dificuldade para ajuizar", frisa. Do outro lado do relvado, o FC Porto "apanhou um Guimarães diferente, mais rápido e fresco do que na final da Taça de Portugal".
Vítor Pereira explica por que razão preferiu Souza a Fernando. "Não gosto de particularizar, mas o Souza tem vindo a crescer, é um jogador já adaptado ao futebol europeu e este ano será certamente muito útil. Neste jogo, o Souza mereceu a aposta e estou satisfeitíssimo", disse, rápido a afastar qualquer tipo de reticências quanto ao seu potencial como treinador. Diz que "compreende que possa haver dúvidas mas as oportunidade são para demonstrar qualidade e competência".
A possibilidade de perder jogadores é algo que não perturba o técnico de uma equipa "que vale pelo colectivo". São situações que podem acontecer; e os clubes estão preparados para entradas e saídas". Falcao, talvez? "Há mais jogadores que a Imprensa coloca fora do Porto. As cláusulas existem para serem batidas - o mercado às vezes surpreende-nos", completou.
A dupla Kléber e Falcao, explica, "serviu para testar uma nuance diferente e que poderá ser utilizada: tivemos dois jogadores mais junto aos centrais para termos mais presença na área para os cruzamentos. Fiquei satisfeito".

in "ojogo.pt"

FC PORTO UM A UM

A FIGURA: Rolando 7

O herói improvável no reverso da moeda

Esteve à beira de um hat trick, mas o bis basta para que no futuro possa contar que ganhou uma Supertaça para o FC Porto. É redutor pensar assim, mas numa equipa nem sempre ágil de ideias, valeu o seu posicionamento nas bolas paradas para resolver. Aos 3' apareceu solto só com Nilson. Falhou, mas ficou a ameaça que concretizaria a seguir, primeiro de cabeça, depois com o pé direito. Curiosamente, Rolando esteve bem melhor no espaço ofensivo do que naquele onde habitualmente brilha. Aos 49' (chutou em seco) e aos 77' (mau atraso) ia comprometendo a conquista e a sua própria exibição. Ontem, a fortuna estava do outro lado da moeda.


Helton 6
Só entrou em jogo aos 32' para roubar o golo dos pés de Toscano. Cedeu canto e, caprichosamente, foi batido na sequência do lance. Não voltou a ter trabalho até que Rolando o traiu e, mais tarde, ao encaixar um remate complicado de Pedro Mendes.

Sapunaru 5
A facilidade com que marcou Faouzi fê-lo relaxar ao ponto de mais tarde ter algumas dificuldades com Targino. Não chegou para comprometer, mas serviu para se recompor e retomar a bitola da regularidade.

Maicon 6
Figura inesperada quando limpou a face de Rolando aos 77' e evitou que Maranhão empurrasse para a baliza e fizesse o empate. Isento de erros e fisicamente importante para colar a Toscano e o fazer recuar.

Fucile 6
Ao contrário do ano passado, começa a época como titular e com um fulgor proporcional à motivação: enorme. A linha lateral não foi mais do que um carril que percorreu vezes sem conta nos sentidos de ida e volta. Faltou alguma precisão no cruzamento…

Souza 5
Faltou-lhe uma referência para se encontrar defensivamente logo de início, mas conseguiu entrar no jogo e ter alguma preponderância no processo de destruição. Com a bola nos pés é que mastigou em demasia, o que travou muitas vezes as saídas rápidas da equipa.

João Moutinho 6
Futebol simples e bem pensado, mesmo com os médios do Guimarães a apertarem-no sempre que havia a perspectiva de receber a bola. Embora muito coberto, encontrou soluções para a bola fluir e não caiu na tentação fácil de jogar para as costas de uma defesa muito encostada a Nilson.

Rúben Micael 6
Qualidade técnica acima da média num jogo frequentemente ao primeiro toque, mas muitas vezes excessivamente lateralizado. Jogou mais recuado do que gosta, o que o inibiu de algum rasgo, mas salientou fibra no desarme.

Hulk 6
Conseguiu ser preponderante (uma assistência e "meia"), mesmo numa noite com nota apenas suficiente. Ontem, não conseguiu ser explosivo nem desequilibrar de forma tão constante como é habitual. Ficaram na retina três lances individuais (5', 25' e 65') bem conseguidos e outros tantos mortos à nascença pela apertada marcação de que foi alvo.

Kléber 5
Às vezes ainda se nota deslocado da mecânica colectiva, o que faz com que chegue tarde ou demasiado cedo a alguns lançamentos dos colegas. O ex-Marítimo compensa com uma entrega inigualável e foi assim que logo aos 3' conseguiu roubar a bola que acabaria por entrar segundos depois na baliza de Nilson. Experimentou também a ponta-esquerda, mas foi no meio e ao lado de Falcao que melhorou.

Varela 6
Mais rectilíneo do que Hulk, beneficiou da capacidade empreendedora de Fucile para assegurar boa parte da produção ofensiva da primeira parte. Boas arrancadas, imprevisibilidade quanto baste, mas sem resultados objectivos.

Guarín 5
Acrescentou músculo e fez crescer a equipa, tornando-a mais larga e arrojada.

Falcao 4
Falhou um domínio que lhe podia valer uma estreia perfeita. Teve o mérito de colocar a defesa vitoriana novamente em sentido, mas não retirou dividendos.

Belluschi 4
Entrou para se colar à esquerda e descongestionar o futebol portista. Conseguiu-o a espaços.

TRIBUNAL O JOGO: FC Porto 2-1 Guimarães


Começou mal

Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)

Assistentes: Tiago Trigo e André Campos

O primeiro jogo oficial da época não correu bem para o melhor classificado em 2010/11. Os especialistas de O JOGO são unânimes em considerar que ficou por assinalar um penálti a favor do FC Porto (falta de João Paulo sobre Hulk). Em mais dois lances na área do Vitória, divergência de opiniões: para Coroado houve mais dois penáltis; Pedro Henriques diz que só houve no lance entre N'Diaye e Rúben Micael e Paraty no que foi protagonizado por N'Diaye e Falcao.


MOMENTO MAIS COMPLICADO

57' João Paulo empurra Hulk na sua grande-área? Ficou uma grande penalidade por assinalar?

JORGE COROADO
Negativo
João Paulo não teve qualquer interesse em jogar a bola, apenas se preocupou em empurrar Hulk. Uma grande penalidade que ficou por assinalar.
PEDRO HENRIQUES
Negativo
João Paulo atira-se para cima de Hulk. Com o corpo derrubou-o e com o braço acabou por empurrá-lo. Infracção passível de grande penalidade.
PAULO PARATY
Negativo
Com a ajuda da TV é um facto que João Paulo procura jogar a bola, mas acaba por não a jogar e empurra Hulk, abalroando-o.
Justificar-se-ia a marcação da grande penalidade.


OUTROS LANCES

48' Faouzi rasteira Hulk? Ficou falta por assinalar? E deveria ter sido admoestado com amarelo?

JORGE COROADO
Negativo
Faouzi foi excessivo na abordagem do lance, deveras perigoso, justificando livre directo e cartão amarelo, o que o árbitro assim não considerou.
PEDRO HENRIQUES
Negativo
Faouzi comete infracção sobre Hulk, de forma negligente. Falta passível de livre directo, mas sem motivo para acção disciplinar.
PAULO PARATY
Negativo
Critério que seguiu durante o jogo, mas ustificar-se-ia a punição com livre directo. Sem motivo para incidência disciplinar.


49' N'Diaye faz falta passível de grande penalidade sobre Rúben Micael?

JORGE COROADO
Negativo
N'Diaye tocou no pé esquerdo de Rúben Micael, derrubando-o. Não há dúvidas que fez falta para grande penalidade.
PEDRO HENRIQUES
Negativo
N'Diaye estica a perna e toca no pé de Rúben Micael, que ao sentir o toque projecta-se para a frente. Grande penalidade que fica por assinalar.
PAULO PARATY
Positivo
Há de facto um contacto entre ambos os jogadores. Tenho a sensação que N'Diaye está estático. Será Rúben Micael a provocar o contacto... Na dúvida aceito a decisão do árbitro.


62' Há mão na bola de N'Diaye numa disputa com Hulk na área do Guimarães?

JORGE COROADO
Positivo
N'Diaye foi ao chão e,
inadvertidamente, com o desequilíbrio, tocou na bola com a mão. Sem influência no desenrolar da jogada.
PEDRO HENRIQUES
Positivo
A bola bate no braço de N'Diaye, mas de forma não deliberada. A distância, a casualidade e a forma inesperada fazem com que não haja motivo para infracção.
PAULO PARATY
Positivo
Não é visível que N'Diaye jogou a bola com a mão. Ainda que a bola lhe possa ter tocado na mão é fruto do seu desequilíbrio, pelo que será casual.


83' Há motivos para assinalar penálti por alegada falta de N'Diaye sobre Falcao?

JORGE COROADO
Negativo
No estilo imprudente e impulsivo que o caracterizou ao longo do jogo, N'Diaye derrubou Falcao, cometendo o terceiro castigo máximo não assinalado.
PEDRO HENRIQUES
Positivo
N'Diaye choca com Falcao. É um lance de contacto físico fruto do
movimento que ambos os jogadores têm ao tentarem disputar a bola.
PAULO PARATY
Negativo
Muito difícil para o árbitro visualizar, pois N'Diaye empurra Falcao no "ângulo cego" do árbitro. Penálti seria uma decisão correcta.


APRECIAÇÃO GLOBAL

JORGE COROADO
Primeira parte sem problemas, segundo tempo diferente. Sem rigor técnico, sem consequência disciplinar. Não começa a época da melhor forma e precisa de afinar agulhas para dar lustro ao primeiro lugar da época passada.
PEDRO HENRIQUES
Proença é um dos melhores árbitros da actualidade, mas a sua prestação acaba por ser prejudicada pelas decisões incorrectas ao nível das grandes penalidades na
área vitoriana.
PAULO PARATY
Um trabalho que procurou ser competente, com total controlo disciplinar e trabalho de equipa adequado. Não foi muito feliz nos lances de dificíl avaliação ocorridos na área do Vitória.

in "ojogo.pt"

Liga. Os três tristes transferíveis

O país ainda está a banhos mas no futebol acabaram-se as férias. O campeonato começa no próximo fim-de-semana com três candidatos ao título que tentam equilibrar-se em tudo – nas expectativas, nos sistemas e até nos casos de jogadores aparentemente titulares que podem ficar fora das opções. Fernando, Cardozo e Yannick são vítimas deles próprios, ou das tácticas dos treinadores, e podem deixar FC Porto, Benfica ou Sporting até afinal de Agosto



FC Porto
Fernando. Quando a cabeça não tem FC Porto
Fernando começou a traçar o destino no final da época passada, assim que o FC Porto ganhou a Taça de Portugal ao Vitória de Guimarães (6-2). Aí, o médio defensiva rompeu o código azul-e-branco e afirmou que estava na altura de mudar de ares. Heresia! Aquela ambição soou mais a tentativa de deserção, porque o objectivo patrocinado por Pinto da Costa era tentar segurar a mesma equipa para o ano seguinte, atacando a Liga dos Campeões depois da Liga Europa, à imagem do que tinha sido alcançado na passagem de 2003 para 2004. Mas Fernando lá entendeu que devia aceitar os namoros que lhe surgiam do estrangeiro (especialmente do mercado italiano) e quando começou esta pré-temporada já era um futebolista relaxado: apareceram as lesões, os jogos começaram a correr mal e quando deu por ele já Souza ocupava o seu lugar de trinco. Fernando ainda teve uma última oportunidade no jogo com o Lyon, quando entrou na segunda parte, mas um erro infantil (que deu golo para os franceses) confirmou que não está com a cabeça no FC Porto. A equipa para a nova temporada, portanto, avança com uma baixa importante. Não é um Hulk, um Falcao ou um Moutinho, e se Souza continuar a jogar como até aqui, então o mais provável é que ganhe definitivamente o lugar de trinco no 4x3x3 que transita da temporada passada. E aí Fernando, que nem foi convocado para a Supertaça, pode perceber que teve mais olhos do que barriga.

Benfica
Cardozo. Quando o sistema não tem Tacuara
E pronto, tudo se confirmou. Afinal, o Benfica não é o seu melhor marcador e mais dez, antes pelo contrário. Cardozo não foi titular no jogo da pré-eliminatória da Champions, na Turquia, como também não jogou na segunda parte da Eusébio Cup (2-1 de virada contra o Arsenal). Jorge Jesus colocou a carne toda no assador no segundo tempo e foi aí que apareceu a boa exibição, foi aí que apareceram os golos (Aimar e Nolito, mais um), mas foi aí que desapareceu o Tacuara, algures no balneário. O sistema que parece mais forte no novo Benfica é um novo 4x2x3x1 que contempla apenas um avançado na área; e como Jorge Jesus precisa de um futebolista que garanta mobilidade e sequência a quem o apoia, a primeira escolha só pode passar por Saviola. Resta saber se o treinador está decidido a estrear o novo 4x2x3x1 já na próxima sexta-feira (o primeiro jogo do campeonato, com o Gil Vicente, foi antecipado) e vai colocar de lado tudo aquilo que construiu nos últimos dois anos. Pode parecer estranho, mas seria normal se o fizesse, tendo em conta o benefício para alguns dos reforços contratados (Witsel, Nolito, Enzo Pérez e Bruno César) e ainda a subida de rendimento de alguns dos que já cá estavam, como Aimar ou Gaitán. Quanto a Cardozo, é esperar que Jorge Jesus não o encoste já, ou então que precise dele para desatar um resultado e, aí, consiga responder com golos importantes que signifiquem pontos. De outra forma, dificilmente conseguirá ter jogo para manter-se na equipa.

Sporting
Yannick. Quando os extremos são espanhóis
“O Sporting está de volta”. Ontem andavam aviões pelas praias do país com esta promessa atrelada, numa campanha de publicidade para venda das GameBox . É verdade, há uma nova equipa a aparecer em Alvalade, só ainda ninguém percebeu o seu real valor. A avalanche de elogios deu lugar a um terramoto de dúvidas, especialmente depois das derrotas com Valência e Málaga, e do empate com a Udinese. A vitória 2-1 sobre a Juventus, afinal, já não alimenta a expectativa de ninguém. Esse jogo, lá longe em Toronto, foi aquele em que Yannick marcou dois golos, mas depois ninguém percebeu se estava ali a confirmação do último extremo formado no Sporting ou se aquilo era apenas mais um fogacho de futebol num atleta irregular. Talvez o mercado ajude a desfazer dúvidas: no esquema de Domingos (4x3x3), Yannick seria principalmente um extremo, mas para esse lugar o Sporting contratou dois jogadores com expectativa de serem titulares – Capel e Jeffren. Yannick até pode começar a temporada no onze, mas sabe que tem a pressão à perna e é por isso que não se importava de dar já o salto para o estrangeiro, especialmente para Inglaterra, onde tem algum mercado. Godinho Lopes também sabe que este é o jogador que pode render dinheiro a um clube que não anda propriamente a nadar em dinheiro. Mas para vender Yannick, o jogador tem de estar valorizado. E para valorizar, não pode estar no banco a ver Capel ou Jeffren...

in "ionline.pt"

F.C. Porto-V. Guimarães, 2-1 (crónica)

O Porto de Vítor Pereira entrou na nova época como tinha acabado anterior: a marcar. Confundir o presente com o passado foi o melhor que podia fazer!


Há quem diga que a pior coisa que se pode ter no presente é um passado feliz: depois da felicidade vem sempre algo pior. O melhor, portanto, é não ter um passado feliz. Ou não fazê-lo acabar. O F.C. Porto, este F.C. Porto, é claramente uma equipa de continuidade. A felicidade para ela é uma linha sem quebras.

Assenta nos mesmos princípios, na mesma intensidade, no mesmo pressing ofensivo, na mesma capacidade de romper pelas alas. De cabeça limpa e virada para o ataque, constrói um futebol positivo, cheio de oportunidades de golo e emoção em cada arranque de Hulk. Enfim, sabe ser feliz.
Como se não tivesse uma história alegre por trás, confunde o passado com presente e entra nesta época como tinha entrado na anterior: a marcar. Rolando, outra vez ele, fez o primeiro golo aos três minutos, como tinha feito no ano passado. Na altura criou ansiedade no Benfica, agora matou dúvidas.

As circunstâncias mudaram muito, é verdade, o F.C. Porto era esta noite favorito óbvio, contra a desconfiança da última época. Mas isso são coisas da nossa cabeça. No espírito da equipa a clareza de ideias e a força da vontade eram as mesmas. Talvez por isso o Vitória só ameaçou muito tarde.
A primeira, essa, foi pintada de azul. Mesmo sem Falcao, Guarín, Álvaro Pereira ou James, jogadores fundamentais, é certo, o F.C. Porto integrou bem jogadores como Souza, um dos melhores em campo, confirmou que os inícios de época são as melhores fases de Hulk e fez por merecer o triunfo.

Entrou no jogo a marcar um golaço, cheio de arte e talento, que começou num toque de calcanhar de Moutinho, continuou no centro de letra de Hulk e acabou no cabeceamento de Rolando. Um golo perfeito. Pelo meio é verdade que o V. Guimarães empatou, mas foi uma igualdade que durou oito minutos.

Rolando, outra vez ele, que assumiu esta noite um papel de figura do jogo, tratou de restabelecer as distâncias e afastar o espectro de uma surpresa. Desta vez com o pé, mas ainda ao segundo poste e solto de marcação, fez o segundo pouco antes do intervalo e garantiu um regresso tranquilo dos balneários.

A tranquilidade só haveria de ser colocada em causa no quarto de hora final e já depois do F.C. Porto falhar uma mão-cheia de oportunidades. Pelo meio Pedro Proença deixou passar incólume pelo menos um penalty sobre Hulk: embora haja mais dois lances na área vimaranense passíveis de discussão.

Ora com tudo isto, e como é natural, o V. Guimarães encheu-se de coragem e ameaçou o empate em duas ou três ocasiões. Foram só ameaças, porém: a justiça prevaleceu e o F.C. Porto ganhou a Supertaça Cândido de Oliveira. Vítor Pereira começa esta época como Villas-Boas tinha começado a anterior.

Para ele é um excelente sinal. Até porque a tarefa que tem é mais complicada que a de Villas-Boas: um passado feliz pode muitas vezes hipotecar-nos o futuro, lembram-se? Villas-Boas tinha todo um horizonte de possibilidades de fazer melhor à frente. Vítor Pereira não. Bem pelo contrário. 

Começou por fazer igual e essa é uma grande vitória.

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-V. Guimarães, 2-1 (destaques)

Magia de Hulk e Moutinho a abrir e eficácia de Rolando a decidir. Pelo meio um Souza sem rival.


Rolando: tocou o telefone?

«Villas-Boas tem o meu número», disse, um dia, Rolando. Depois da amostra da Supertaça, se o telemóvel não tocou, talvez não volte a tocar. Percebe-se a intenção do F.C. Porto em segurar este central que não parece ser o preferido de ninguém, mas, ao mesmo tempo, anda muito longe de ser esquecido por todos. A exibição não foi perfeita porque quase deu o empate a Maranhão, mas alguém se vai lembrar disso? É que Rolando marca golos (esta noite foram dois), ajuda a conquistar pontos e, agora, até dá títulos. É justo pedir mais?

Hulk: insubstituível?

Deliciosa. Mágica. Incrível, em suma. Foi assim a entrada em cena de Hulk na nova temporada. O cruzamento de letra que resultou no primeiro golo do F.C. Porto é uma nova adição a um portfólio a abarrotar de pormenores deliciosos e jogadas de levantar a plateia. Aliás, pouco depois, numa arrancada de mais de 50 metros, ficou perto de assinar outro momento de antologia. O pé direito ainda não tem a afinação do esquerdo. Na segunda parte ainda sofreu um penalty evidente de João Paulo e continuou a criar perigo. Pinto da Costa é bem capaz de ter razão. Não há muitos no mundo como ele.

Souza: enorme

Compreende-se que Fernando não tenha feito parte das escolhas de Vítor Pereira. A avaliar pela amostra deixada por Souza em Aveiro, a sentença é simples: Fernando não faz assim tanta falta. Início de jogo demolidor do brasileiro, onde não perdeu uma única bola dividida e conseguiu um par de recuperações de bom nível. Cada intervenção com sucesso foi sublinhada com aplausos das bancadas, o que lhe deu uma confiança que extravasa o próprio duelo deste domingo. Souza está a ganhar força para ser uma opção recorrente ao longo da época. De facto, a jogar assim, é Fernando quem tem de correr atrás do prejuízo

Falcao: o filho pródigo

Estrondoso o aplauso no regresso do novo senhor 45 milhões. Já era um dos favoritos das bancadas azuis e brancas, mas o estatuto saiu reforçado no defeso. Falta, agora, ganhar ritmo e desenferrujar, pois ainda pareceu preso de movimentos. Normal, para quem tem menos de uma semana de trabalho. 

Primeiro golo do F.C. Porto

Haveria melhor forma de começar a temporada 2011/12? Talvez. Mas esta também não foi nada de se deitar fora. Três minutos de jogo e o F.C. Porto conquista um canto. Os mais atentos lembram que foi assim que Rolando marcou, no mesmo minuto, ao Benfica, na época passada. História a repetir-se? O canto provou que não...por uns segundos. Depois, veio o melhor. Uma obra de arte cozinhada a três. Calcanhar de Moutinho, centro de letra de Hulk e cabeça mortífera de Rolando. Arranque em beleza para o futebol nos relvados nacionais. 

Toscano, contra o mundo 

Manuel Machado prescindiu de Edgar e entregou as despesas do ataque a Marcelo Toscano, com o apoio de Barrientos. Pouco para incomodar, suficiente para assustar. Na verdade, o ataque vimaranense produziu muito pouco futebol. Era quase Toscano contra o mundo. Mas, porque um jogo tem vários momentos, entre eles as bolas paradas, os minhotos conseguiram equilibrar a contenda e assustar o dragão. Mérito de Toscano, com um golpe fulminante de cabeça, antecipando-se a Fucile. Não deu para mais. Também era difícil.

in "maisfutebol.iol.pt"

Defour espera por proposta dos dragões

MÉDIO QUER SAIR DO STANDARD LIÈGE


O médio Steven Defour continua com o futuro incerto no Standard Liège e pode estar mesmo de saída do clube belga. Defour rejeitou recentemente mudar-se para o Lokomotiv Moscovo e Udinese e, segundo a imprensa belga, espera agora por uma proposta do FC Porto para poder dar um novo rumo à carreira.
“O Standard chegou a acordo com alguns clubes, mas eram propostas que não me convinham. Primeiro o Lokomotiv Moscovo fez uma proposta atrativa em termos financeiros, mas em termos desportivos não me agradava. Depois foi a Udinese, que até me interessava a nível desportivo, mas permanecer aqui era mais rentável. Ouvi falar no interesse do FC Porto mas ainda não existiu uma oferta concreta. A minha saída é uma decisão que está nas mãos do clube”, revelou o internacional belga ao jornal “La Province”.
Ainda assim, Defour, que também é seguido pelo Sporting, não rejeita a possibilidade de voltar a jogar pelo St. Liège, algo que ainda não aconteceu esta temporada. No entanto, o técnico José Riga lançou um sério aviso ao craque.
“Só conto com jogadores que estejam a 200 por cento no Standard. O mesmo se aplica ao Mangala”, referiu o timoneiro do Standard Liège à imprensa belga.
in "record.pt"

Atlético dá 25 milhões mais Salvio por Falcão

SEGUNDO AVANÇA O JORNAL "AS"


O jornal espanhol "As" avança este domingo que o Atlético Madrid fez uma proposta ao FC Porto de 25 milhões de euros, mais o passe de Salvio, para garantir a aquisição de Falcão.
Segundo o diário desportivo do país vizinho, Jorge Mendes, empresário do avançado colombiano, esteve reunido esta semana com Gil Marín, conselheiro delegado do Atleti.
Para além disso, o "As" pormenoriza que o empresário português tem a promessa de Pinto da Costa que este deixaria sair Falcão este temporada, tendo acontecido a renovação de contrato com o goleador, apenas, para os dragões lucrarem mais com o negócio.
Os colchoneros lançaram Salvio para a mesa como "arma negocial", uma vez que o extremo argentino, que na temporada passada esteve emprestado ao Benfica, está bem referenciado no Dragão.
Para além de Salvio, o Atlético coloca ainda a hipótese de o médio brasileiro Elias também poder entrar no negócio.
Falcão está ligado ao FC Porto por uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros
in "record.pt"

Maior potência do futebol nacional

DRAGÕES ALCANÇAM PRIMEIRO TRI NA SUPERTAÇA


Com a 18.ª vitória ontem alcançada na Supertaça, o FCPorto ultrapassou o Benfica na lista dos clubes mais ganhadores do futebol português. Os dragões chegaram ao título 70, mais um do que o Benfica, e não se pode dizer que o país tenha sido apanhado de surpresa. Desde 1970 que os azuis e brancos recuperam terreno perdido nas primeiras quatro décadas, ao ponto de revelarem vantagem esmagadora sobre o rival lisboeta desde então: se hoje o resultado está em 70-69, há 41 anos o FCPorto tinha a desvantagem clara de 12-37.
Prova de que o ciclo de vitórias portista é o mais duradouro de todos os que o futebol conheceu em Portugal – mais do que o Sporting dos violinos (até aos anos 50) e do Benfica de Eusébio (até à década de 70) – os números estão aí. E esses não deixam mentir. Ontem, na sua competição mais emblemática (18 vitórias em 33 edições), o dragão não perdoou: ganhou ao V. Guimarães, alcançando assim o primeiro tri da competição. Com uma particularidade interessante: um ano depois, o início da cavalgada vitoriosa aconteceu também nos primeiros minutos, com um golo de Rolando.
in "record.pt"

Rodriguez amanhã no Olival

Cristian Rodriguez está finalmente de malas feitas para viajar para Portugal. O internacional uruguaio, que esteve na Copa América que a selecção do seu país acabaria por conquistar, teve direito a uns dias de férias, e deveria ter regressado ontem ao Porto, tal como fez o seu compatriota Álvaro Pereira.

O adiamento deveu-se a doença, mas Rodriguez já está melhor e, por isso mesmo, apanha hoje um avião rumo ao Aeroporto de Pedras Rubras, a tempo de se apresentar no treino de amanhã.

Tudo indica que o uruguaio está de saída do FC Porto e é natural que nos próximos dias a SAD azul e branca converse com o jogador e o seu representante para definir o futuro do futebolista.


in "abola.pt"

domingo, 7 de agosto de 2011

MERCADO

Ganso e o jardim zoológico

Ao fim de alguns dias enjaulado, o rumor veio a público: o FC Porto estaria algures entre o interesse do Corinthians em Ganso e a intransigência do Santos em negociar o médio internacional brasileiro. A notícia surgiu no portal IG, próximo do Timão, e envolve ainda as siglas DIS - nome do fundo que detém 45 por cento do passe do jogador - e BMG, o banco que patrocinaria a sua chegada ao Dragão.
A partir de um só Ganso, montou-se todo um jardim zoológico capaz de confundir qualquer um. É que Paulo Henrique (é este o verdadeiro nome da vedeta da Vila Belmiro) tem uma cláusula de rescisão para o exterior de 50 milhões de euros e contrato até 2015. O Santos, que vai disputar o Mundial de Clubes e a quem o FC Porto acabou de contratar Danilo e Alex Sandro, nem admite perdê-lo, muito menos para o rival Corinthians, que anda a sondar Ganso há largos meses e que está na disposição de abrir um imbróglio jurídico.
O caso é tão caricato que até envolve a Lei Pelé, que tem nome da glória do Santos mas que o Timão quer usar a seu favor para pagar uma multa indemnizatória bem abaixo do estipulado. O DIS, fundo do Grupo Sonda em choque com a direcção da Vila Belmiro, quer ajudar o Corinthians a garantir Ganso pagando apenas a parte da cláusula de rescisão respeitante aos 45 por cento que o clube detém do jogador.
É um procedimento nunca tentado e sem enquadramento legal, mas um perito brasileiro consultado por O JOGO faz uma leitura clara: "Se isto chegasse aos tribunais, seria sempre decidido em Santos. Aí, nenhum juiz se atreveria a julgar em favor do Corinthians. Não há hipótese."
Confuso? Então fique ainda a saber que Ronaldo Fenónemo está metido na jogada, através da 9ine, a sua agência de marketing que quer explorar os direitos de imagem de Ganso. Com o apoio do BMG, Paulo Henrique passaria pelo Corinthians antes de aterrar no Dragão.

- 7 Milhões de euros por ano é quanto o Anzhi estaria na disposição de oferecer a Ganso
- 30 Milhões de euros é quanto o endinheirado PSG quer dar ao Santos para contratar o médio
- 22 Milhões de euros é quanto o FC Porto vai pagar ao Santos por Danilo e Alex Sandro

Parceiro desconhece movimentações

Pelos valores envolvidos, facilmente se percebe que o FC Porto nunca poderia entrar na órbita de Ganso sem um parceiro poderoso. Por isso, os brasileiros escreveram que o BMG estaria a apoiar o interesse dos dragões. Uma tese que Hissa Moysés, que gere os investimentos do banco no futebol, desmente. "Não temos qualquer informação nesse sentido nem fomos informados pelo FC Porto ou pelo Santos de que estariam a decorrer negociações. Ninguém do FC Porto nos pediu cooperação para contratar o Ganso", disse, categoricamente, a O JOGO. Paulo Henrique é um dos jogadores mais promissores do futebol canarinho. Aos 21 anos, este médio de pendor ofensivo tem cinco internacionalizações pelo escrete e foi titular na Copa América. Campeão da Libertadores, despontou em 2009 e sofreu uma lesão grave no ano passado. Tem recusado renovar contrato, pelo que está há meses a perder dinheiro...


Defour tem ouvido falar do interesse portista

Steven Defour é um médio mais acessível do que Ganso. E que não deixa de insinuar a sua receptividade a uma transferência para o Dragão. Ainda ontem o vincou, em declarações ao "La Province", fazendo um ponto da situação sobre os interessados no seu concurso. "Tenho ouvido falar do interesse do FC Porto, mas sem que haja o mínimo contacto", apontou com alguma mágoa, rejeitando outros cenários: "É simples. O Standard tem chegado a acordo com clubes que não me convêm. Primeiro foi o Lokomotiv de Moscovo, financeiramente atraente, mas o lado desportivo não me seduzia. Houve também um acordo com a Udinese. Aí, já era interessante desportivamente, mas era para ganhar menos do que ganho aqui." Defour espera por contactos da Invicta, tal como o companheiro Mangala. O central é pretendido por vários clubes, mas a sua situação também tarda em ficar definida e já rejeitou algumas propostas.

FC Porto ofereceu 5 milhões pelo central Mangala

FC Porto fez uma proposta ao Standard de Liège por Mangala. Segundo o jornal "Dernière Heure", os dragões ofereceram cinco milhões de euros, num negócio que poderia atingir os sete milhões mediante o cumprimento de cláusulas não especificadas. A mesma notícia refere ainda que esta suposta oferta dos dragões é equivalente à que foi feita pelo Valência e aceite pelo Standard, mas há uma diferença importante: Mangala teria recusado jogar no clube espanhol, preferindo a proposta do FC Porto, detalhes de última hora que complementam a informação da página 18.

in "ojogo.pt"

Kléber fica com o número 11

Kléber já tem número no FC Porto e optou por ficar com a camisola 11, que Mariano envergou durante as quatro temporadas que esteve ao serviço dos azuis e brancos. Em Portugal, o avançado começou a jogar na Liga portuguesa com o número 22 na primeira temporada com as cores do Marítimo. Na época passada, o ponta-de-lança envergou a número 10. Depois de ter usado o número 9 durante a pré-temporada, o brasileiro fica agora com um número definitivo para atacar uma época em que já começou a justificar com golos (6) o investimento feito nele pelo FC Porto. Com Falcao de regresso aos treinos desde a passada terça-feira, a luta de Kléber por um lugar entre os titulares promete redobrar. Para já, o encontro da Supertaça com o Guimarães é mais uma oportunidade para ganhar confiança e reforçar aspirações.



Há Falcao e Guarín para o que der e vier

Apesar de contarem com poucos dias de preparação, Vítor Pereira não hesitou em chamar Falcao e Guarín para o jogo da Supertaça com o Guimarães. Ambos os jogadores devem ser alternativas apenas para o banco de suplentes, dado ainda não reunirem as melhores condições físicas para responderem às exigências de 90 minutos de competição. De qualquer forma, são soluções de luxo para Vítor Pereira, que não terá de excluir ninguém para a ficha de jogo.

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Fernando não tem lugar

Fernando ficou de fora, por opção de Vítor Pereira, do jogo da Supertaça com o Guimarães. Esta ausência do brasileiro nem chega a ser uma surpresa completa, tendo em conta o desenrolar dos acontecimentos desta pré-temporada. Pequenas lesões musculares foram atrasando a sua preparação e alguns azares nos jogos de preparação deixavam antever este desfecho, depois de não ter caído muito bem o desejo manifestado pelo próprio jogador de querer dar o salto para outro emblema, logo a seguir à final de Taça de Portugal. Mas à partida para o jogo que marca o arranque oficial da temporada em Portugal, esta opção do técnico do FC Porto vinca sobretudo a posição de que o Polvo terá de fazer muito mais do que tem feito até aqui para justificar ser uma aposta. O seu passado na posição não lhe garante qualquer vantagem na luta pela posição de médio mais defensivo, pelo que a insistência em Souza nos últimos encontros de preparação serviu de rampa de lançamento para aquilo que também já podia ser descodificado como um sinal de que Fernando precisa de voltar a ser mais competitivo para merecer ser chamado. Perante esta situação indefinida do Polvo, quem tem verdadeiramente aproveitado para marcar pontos na luta pelo lugar é Souza, cujas exibições nos ensaios deste início de temporada lhe têm permitido ir conquistando um lugar num meio-campo onde não falta competitividade.
Perante este cenário, será Fernando a ter de subir patamares para que Vítor Pereira volte a olhar para ele como uma aposta a ter em conta, caso contrário o banco de suplentes será bem capaz de surgir no horizonte do brasileiro.
Entretanto, e numa altura em que o mercado de transferências continua em aberto, falar de uma saída do Polvo não é assunto totalmente descabido, isto apesar de não se ver emblema à altura de pagar aquilo que o FC Porto pretende pelo brasileiro. De qualquer forma, com Souza a dar conta do recado, os responsáveis azuis e brancos estão hoje numa posição mais confortável para ponderar uma eventual proposta que venha a colocar-se até ao fecho do mercado. Para já, o que se sabe é que não chegou qualquer abordagem que cubra as exigências do FC Porto para abrir mão de Fernando, pelo que o futuro do brasileiro terá de ser pensado enquanto ligado aos campeões nacionais.
Fora das opções para o jogo da Supertaça, resta a Fernando discutir um lugar para o arranque da Liga.


António Araújo prefere esperar "que as coisas aconteçam..."

Como parte interessada numa eventual transferência de Fernando, o empresário António Araújo escusou-se a tecer qualquer tipo de comentários a O JOGO, remetendo para o FC Porto quaisquer declarações sobre o assunto. "É um jogador com o qual temos interesses em comum e como tal não vou comentar o que quer que seja. Vamos deixar que as coisas aconteçam, se houver razões para isso, e deixar o Fernando continuar a trabalhar", declarou apenas António Araújo. O agente intermediou a contratação do Polvo, mas já não tem qualquer ligação ao médio enquanto seu representante, apesar de manter uma percentagem dos seus direitos económicos. O FC Porto tem 80 por cento do passe.


Os outros preteridos

Convocatória confirmou Walter como terceira opção

Walter não fez por merecer mais durante a pré-temporada e o resultado foi... o esperado. O Bigorna acabou mesmo por ficar fora da primeira convocatória, sinal de que não só Falcao continua bem na frente, como Kléber nem teve dificuldades para o ultrapassar na pré-época, graças a um rendimento que deixou bem patente a sua superioridade em relação ao avançado que veio do Internacional. Ao prescindir de Walter, Vítor Pereira mais não fez do que confirmar que o brasileiro continua bem distante do que é preciso para poder pensar em lutar por um lugar no onze. Por outro lado, este é mais um sinal a juntar a tantos outros que apontam para que a alternativa possa passar por emprestar o Bigorna ainda esta temporada.


Castro cada vez mais perto de jogar no Panathinaikos

Enquanto o Gijón vem esperando pacientemente por uma decisão dos responsáveis do FC Porto para saber se vai voltar a contar com Castro para a época que se avizinha, o Panathinaikos não tem estado parado e pode já ter ultrapassado o clube espanhol. Depois de Jesualdo Ferreira ter contactado o médio do FC Porto há umas semanas atrás, os contactos parecem que não ficaram por aí e mais desenvolvimentos se seguiram ao ponto do futuro de Castro estar agora mais próximo de passar pelo futebol grego e pelo Panathinaikos, orientado pelo antigo treinador dos azuis e brancos. Na Imprensa grega, o presidente do clube já revelou ter mesmo um acordo com o FC Porto.


Núcleo que fez número já está fora das contas

Entre os restantes preteridos para o jogo com o Guimarães, a ausência de Beto pode explicar-se com os problemas que teve nos últimos dias por causa de uma amigdalite. Kadu é guarda-redes dos juniores do clube e não alimenta qualquer hipótese de ser chamado nesta fase. David Addy só deverá manter-se a trabalhar com o FC Porto até ao regresso de Álvaro Pereira, pelo que também era esperado que fosse carta fora do baralho. Na mesma linha de raciocínio surge Christian Atsu, cujo futuro deverá passar por uma rodagem, aliás, tal como Kelvin, de quem já se disse ter vários clubes interessados. Mas todas estas situações deverão ser esclarecidas quando todos os jogadores regressarem ao clube.

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