domingo, 28 de agosto de 2011

Aplausos ao "monólogo táctico"


Ainda que as vitórias morais sejam dispensáveis, a verdade é que Vítor Pereira tem motivos para afixar os jornais no balneário portista: não faltaram elogios, parte substancial dos quais recolhidos em Espanha e até, imagine-se, em Barcelona. A pressão alta que baralhou os catalães surpreendeu os espanhóis. O "El Pais" chama-lhe "monólogo táctico" que baralhou o Barça. O "Sport" diz que o FC Porto "jogou de igual para igual". A conclusão mais evidente que se retira da Supertaça Europeia é que o FC Porto está melhor do que se chegou a pintar. Mesmo sem Falcao, Álvaro Pereira ou James, a equipa mantém-se competitiva. Há, ainda assim, necessidades que parecem evidentes: encontrar uma alternativa a Kléber,por exemplo. Estabilizar comportamentos colectivos é o desafio que se segue, mas é necessário que o mercado feche e o plantel fique definitivamente imune a cobiças.

Para já, sobra a certeza de um esboço promissor que não passou despercebido à Europa. As queixas sobre a arbitragem também encontraram eco na imprensa espanhola. A "Marca" regista "um penálti claro" não assinalado, e até sublinha esse facto na primeira página. Em Barcelona foi ainda registado o facto de os portistas terem aplaudido o Barcelona a receber o troféu. Um gesto de campeões, escreveu-se.

Rescaldo em quatro actos

> A surpresa

A titularidade de Cristian Rodríguez não estava nos planos nem dos maiores fãs do uruguaio. Dado como dispensado, o Cebola não só foi repescado como entrou directamente no onze no habitual lugar de Varela, em subrendimento neste início de época. A opção teve também a ver com questões posicionais, uma vez que Rodríguez fecha melhor o meio do que o português. O jogo não lhe correu de feição, mas à partida o FC Porto pode ter ganho um reforço.

> A confirmação

Souza é o titular, Fernando o suplente. Ainda que a mudança em relação a 2010/11 tenha tido a ver com questões psicológicas que afectaram Fernando. Nesta fase o lado técnico-táctico já começa a pender para Souza, em crescendo evidente desde a pré-época, e no Mónaco, com uma exibição muito consistente que lhe garante desde já a permanência no onze. Vítor Pereira arriscou e ganhou. Souza não jogava com Villas-Boas, mas agora começa a ser figura.

> A evidência

Kléber pode ser uma referência no futuro, tem valor para o imediato, mas o FC Porto não pode ser refém de um só avançado. Ainda sem marcar em jogos oficiais (e já lá vão quatro) falhou no maior teste da época e nunca conseguiu criar perigo, também porque o jogo foi escasso em solicitações. Como Walter não é opção, os dragões procuram um reforço para o sector. Já se falava disso antes e depois de tamanha evidência passa a ser urgente... até quarta-feira.

> A incógnita

A história do jogo fica ligada a Guarín e ainda que o colombiano se tenha esforçado bastante e sofrido um penálti, na retina ficam o mau atraso para Messi inaugurar e a expulsão no final do jogo. Este Guarín está muito longe do que encantou na época passada e os motivos do apagão não são claros. Pode ser por estar atrasado na preparação, ou desconcentrado por tantas vezes ouvir o seu nome associado a outros clubes e a contratos mais chorudos.

Imprensa

SPORT.es

O FC Porto demonstrou porque é o vencedor da Liga Europa e jogou de igual para igual, de forma atrevida e valente. E o seu posicionamento e pressão atrapalharam um Barcelona, que começou mal e a quem custou a assentar. Em apenas 10 minutos, Hulk, em duas ocasiões, e Moutinho, estiveram quase a bater Valdés.

MUNDO Desportivo2005

O Barcelona começou muito pressionado pelos avançados do FC Porto, que tratavam de asfixiar a saída de bola blaugrana.

MARCA.COM

O FC Porto complicou a vida ao Barcelona, que se apagou até que apareceu Leo [Messi] com um dragão chamado Guarín como aliado. Os de Vítor Pereira apertaram o Barça muito acima e o Barça não foi o Barça. A saída de bola quase não existiu. O FC Porto deitou fogo da boca, mas foi-se apagando com o passar dos minutos.

EL PAIS

Ao Barcelona custou entrar no jogo do FC Porto, com um plantel muito bem trabalhado e organizado, valente e intimidador com a sua linha de três avançados. A bola não chegava aos médios interiores do Barcelona e Messi aparecia desconectado, de maneira que a partida foi durante um bom bocado um monólogo táctico do FC Porto. Os dragões apertavam muito em cima, faziam faltas tácticas e sucediam-se cantos e foras diante do olhar de Valdés. Os portugueses foram tão genuínos que se suicidaram numa jogada típica das equipas incapazes de despachar bolas.

MUNDODESPORTIVO.ES

Vítor Pereira, discípulo de Villas-Boas, tinha avisado das intenções do seu 4-3-3. Adiantou a defesa 40 metros, sincronizou a pressão e durante meia hora reduziu à mínima expressão o esplendor azul-grená.

in "ojogo.pt"

Atlético não pagou primeira tranche

Falcao e Rúben Micael ainda não podem jogar pelo Atlético de Madrid e Saragoça, respectivamente. Os dois ainda não têm certificado internacional e, segundo a Radioestadi, isso deve-se ao facto de os colchoneros ainda não terem pago a primeira tranche dos 45 milhões acordados pela venda do colombiano e do internacional português. Ainda de acordo com esse orgão de comunicação espanhol, essa primeira tranche é a que inclui a transferência do médio.


in "ojogo.pt"

Alemanha: Sereno com estreia vitoriosa pelo Colónia


Primeiro triunfo da época, em casa do Hamburgo


O defesa português Sereno, emprestado pelo F.C. Porto, estreou-se da melhor forma na Bundesliga, jogando os 90 minutos na vitória do Colónia no terreno do Hamburgo (4-3). Num jogo com ingredientes de thriller, o Hamburgo ganhou vantagem cedo, num penalty duvidoso convertido por Petric (11 m).

O Colónia não se intimidou e deu pela primeira vez a volta ao marcador, mas consentiu nova reacção do Hamburgo, que voltou para a frente do marcador (3-2) a meia hora do fim. Mas já com o recuperado Podolski em campo, o Colónia teve uma reacção final empolgante, garantindo a vitória com golos dos suplentes Clemens e McKenna, nos últimos minutos. Com este resultado, o Colónia soma a primeira vitória da temporada, deixando a lanterna vermelha para o seu adversário desta tarde.

Sereno foi o único português em acção neste sábado, numa ronda que permitiu ao Bayern de Munique saltar para a liderança provisória, graças ao hat-trick de Mario Gomez no terreno do Kaiserslautern. Os bávaros têm a companhia do Werder Bremen, que venceu em casa do Hoffenheim (1-2), graças a um golo tardio do sueco Rosenberg.

O Hannover, de Sérgio Pinto e Carlitos, e o Borussia Moenchengladbach, que só jogam domingo, podem, no entanto, recuperar o comando da Liga, em caso de vitória.



in "maisfutebol.iol.pt"

Goleador precisa-se

FALTA DE GOLOS DE KLÉBER OBRIGA SAD A PROCURAR SOLUÇÃO



A questão já tinha sido abordada anteriormente e ganhou consistência após a Supertaça Europeia. Kléber é um avançado com potencial e margem de progressão, mas não satisfaz as necessidades dos dragões no imediato, pelo que é premente a urgência de a SAD ainda recorrer ao mercado para contratar um ponta-de-lança capaz de fazer esquecer Radamel Falcão.
Apesar de Vítor Pereira garantir que está satisfeito com Kléber e Pinto da Costa afirmar que não vai chegar mais ninguém para o ataque, é óbvio que existem movimentações no sentido de tentar reforçar o plantel. E percebe-se quais são os motivos.
in "record.pt"

Cristian Rodríguez reentra na discussão

GRANDE SURPRESA NO ONZE DA SUPERTAÇA



Quando se esperava que a qualquer momento fosse anunciada a sua saída para outro campeonato, eis que Cristian Rodríguez ganhou um novo fôlego e reentrou na discussão dos extremos portistas, tendo relegado Silvestre Varela para o banco de suplentes. Foi a grande surpresa reservada por Vítor Pereira para a Supertaça Europeia, embora não tenha surtido qualquer efeito em termos ofensivos. O internacional uruguaio está longe da sua melhor forma, o que se compreende, pelo facto de até este jogo não ter feito nenhum encontro oficial esta época, só que a simples chamada ao onze merece uma reflexão.
Colocado no mercado há meio ano, por força da aproximação do final de contrato (junho de 2012), percebeu-se que o Cebola tinha entrado na sua curva descendente ao serviço dos azuis e brancos. Nunca foi prioridade para André Villas-Boas no campeonato e só na Liga Europa foi tendo oportunidades de mostrar o seu futebol.
in "record.pt"

Angústia de Agosto

Vítor Pereira suspira pelo fecho da janela de transferências deste Verão. Há várias situações por definir e um ataque à espera de mais alguém. Agora, só há jogo com mercado encerrado.

O ponta-de-lança será um primeiro problema de Vítor Pereira, no imediato, e parece normal que os dragões tenham de ir mesmo buscar outro, nestes poucos dias que faltam, ou esperar que Walter, que nem foi inscrito para a Supertaça, justifique o investimento.

Sabe-se que há outros nomes que estão aí a correr pelas notícias. Um deles é Álvaro Pereira, de quem se fala na página anterior, e que dava uma grande profundidade à equipa; depois, diz-se ainda que há quem pense ainda em Guarín, em Moutinho, e alguns mais atrevidos em Hulk, mas este terá dado a grande lição a muitos companheiros: «Mercado, estou-me lixando pró mercado»... Talvez seja uma mensagem pura para alguns companheiros, que mesmo que não possam ser acusados de não terem dado o litro no Mónaco, podem andar afectados pelas notícias que correm.



in "abola.pt"

Álvaro Pereira força saída

Álvaro Pereira está a forçar a sua saída do FC Porto e já manifestou aos responsáveis do clube, designadamente ao treinador e à administração da SAD, a vontade expressa de se transferir para o Chelsea.

Conhecedor do andamento das negociações sobre o seu futuro, o lateral-esquerdo não gostou de saber que os dragões recusaram uma proposta dos ingleses no valor aproximado de 25 milhões de euros, naquele que teria sido o derradeiro esforço de Villas Boas para convencer Pinto da Costa a libertar o internacional uruguaio, depois de a primeira oferta, que rondava os 18 milhões de euros, ter sido «rejeitada em 30 segundos», como anunciou publicamente o presidente dos azuis e brancos.

Álvaro Pereira e o seu empresário, Alejandro Savich, estão em contacto permanente com os dirigentes do clube de Stamford Bridge e com o próprio treinador, que deseja o jogador em Londres o mais depressa possível. Ninguém contava, no entanto, que Pinto da Costa fosse tão intransigente nas negociações e não estivesse, sequer, disposto a ouvir qualquer proposta abaixo dos 30 milhões da cláusula, uma situação que tem a ver, especificamente, com o Chelsea - o dirigente não perdoa a saída de André Villas Boas - e que, segundo dados recolhidos por A BOLA, poderia não ser colocada caso os interessados fossem outros



in "abola.pt"

sábado, 27 de agosto de 2011

Torneio de Portugal Fafe2011: FC Porto e Benfica na final


O FC Porto e o Benfica averbaram hoje o segundo triunfo no Torneio de Portugal Fafe2011 e vão discutir domingo a final, no Multiusos de Fafe, enquanto o Sporting enfrenta o ABC no encontro do "bronze".
O Benfica, que sexta-feira venceu os suecos do Lugi Handbol, foi a primeira equipa a qualificar-se para a final, depois da vitória tangencial sobre o ABC, por 29-28, com 15-14 favorável aos bracarenses ao intervalo.
No segundo jogo, o FC Porto, vitorioso quinta-feira frente à seleção de Angola, triunfou sobre o Sporting, por 20-18 (10-7 ao intervalo), num encontro também marcado pelo equilíbrio e pela emoção.
A final do Torneio de Portugal Fafe2011 disputa-se a partir das 17:00 de domingo.


in "ojogo.pt"

Vágner Love: «FC Porto fez uma proposta»


FOI CONSIDERADA BAIXA PELO CSKA


O FC Porto fez uma proposta pelo avançado brasileiro do CSKA, Vagner Love, mas esta terá sido rejeitada pelos russos por ser demasiado baixa, divulgou o próprio jogador em entrevista ao site brasileiro "GloboEsporte".
"O FC Porto fez uma proposta, mas foi considerada baixa pelo CSKA. Não há novidade por enquanto, mas vamos esperar esta semana. Já estou aqui há sete anos, seria bom respirar novos ares", assegurou.
De momento, o avançado de 27 anos diz que vai esperar até ao final do período de transferências: "Tenho ambição de conseguir títulos noutros países, de vencer uma Liga dos Campeões. O CSKA tem uma boa equipa, mas para ganhar a Champions é difícil. Tenho ambições e gostaria de ir para outro lugar."
in "record.pt"

Undeca é sinónimo de enorme ambição


Os que por lá continuam começaram cedo a ambientar-se à utilização da palavra undeca.

Para os dois reforços (os ex-oliveirenses Nélson Pereira e Tiago Santos) e um regressado (Caio), a definição, no âmbito desportivo, para a conquista de onze campeonatos consecutivos, passou a fazer parte do respectivo vocabulário. Um termo raramente utilizado, mas incontornável para esta nova temporada em torno da equipa de hóquei em patins do FC Porto.

Isso mesmo foi possível comprovar, ontem, na cerimónia de apresentação do plantel para a temporada 2011/12. Um exclusivo para a Comunicação Social e, após se descer um dos elevadores de acesso à arena do Dragão Caixa, ficou a sensação de que os portistas se tinham, finalmente, rendido ao futsal. Os jogadores recriavam-se nessa modalidade e, após as declarações do (novo) treinador Tó Neves e do (velho) capitão Filipe Santos, no resto do tempo aberto aos jornalistas, o plantel dividiu-se em dois grupos de cinco (o preparador físico preencheu a ausência de Pedro Gil, integrado na selecção espanhola) e fez uma peladinha de… futsal.

Nas entrevistas rápidas, Filipe Santos foi o primeiro a depor. Começou por antecipar o "desejo de enorme sucesso" para o amigo Tó Neves, pois tal significará que o FC Porto "cumpriu o objectivo de conquistar todos os títulos". Se bem que o camisola dois tenha referido que "não trocava a perda do título nacional, pela conquista da Liga dos Campeões".
Pelo gabinete, no desempenho das novas funções de team manager, ficou Franklin Pais, o ex-treinador e um dos grandes responsáveis por tornar mais conhecida a palavra undeca…

"Habituados a ganhar"

Tó Neves não teme o novo desafio, o segundo na carreira de treinador, depois de orientar a Oliveirense. "Estou num clube com uma dimensão muito grande, habituado a ganhar, detentor do deca e com uns jogadores e uma retaguarda que me dão muita confiança", enalteceu, antes de assegurar que tudo fará para que a equipa "possa dar grandes espectáculos neste maravilhoso pavilhão e ser capaz de discutir a conquista de todos os títulos". Confessando que após encerrar o ciclo de treinador/jogador terá "muitas vezes vontade de jogar", não deixa, contudo, de lamentar que o calendário tenha "quatro meses sem competição oficial".

Supertaça

Numa época cujo objectivo é conquistar todos os títulos, o primeiro é já no próximo dia 15 de Outubro, e o FC Porto defrontar a Oliveirense,
na Supertaça

JOGADOR IDADE POSIÇÃO CLUBE ANTERIOR TÍTULOS GOLOS NO "DECA" EM 2010/11

Edo Bosch 34 Guarda-redes FC Porto 10 -
Nélson Filipe 26 Guarda-redes FC Porto 4 -
Filipe Santos 37 Defesa-médio FC Porto 10 20
Pedro Moreira 25 Defesa-médio FC Porto 7 20
Nélson Pereira 22 Defesa-médio Oliveirense 2 8
Reinaldo Ventura 33 Avançado FC Porto 10 53
Pedro Gil 31 Avançado FC Porto 7 45
Gonçalo Suíssas 25 Avançado FC Porto 1 20
Tiago Santos 28 Avançado Oliveirense - 28
Caio 29 Avançado Benfica 4 19
Tó Neves


O mais baixo e mais velho

Caio regressa, após passagem pelo Benfica, e por isso os novatos são apenas dois: Nélson Pereira e Tiago Santos. Ambos oriundos da Oliveirense de… Tó Neves. A espinha da equipa mantém-se e nela está o carismático Filipe Santos. O mais velho (37 anos) e também o mais baixo (1,69 m) de um plantel em que, curiosamente, os mais altos são os guarda-redes Edo Bosch (1,84 m) e Nelson Filipe (1,91 m).

in "ojogo.pt"

A análise de JVP do Barcelona-FC Porto


Messi tem a maior estrelinha do mundo

Muito boa a imagem deixada pelo FC Porto no Mónaco. Estive lá e vi o que é o Barcelona estendido no campo, o que é bastante diferente do que ver primeiros planos na televisão. Esta equipa do Barça é incrível, mas ontem teve um adversário à altura. Houve pormenores - não costumo falar de arbitragem, mas o penálti sobre Guarín podia ter mudado tudo - que ajudaram a desequilibrar as forças. E não podendo afirmar que a vitória é injusta, acho dois golos uma vantagem muito exagerada, principalmente se nos lembrarmos do lance infeliz que ditou um primeiro golo completamente imerecido. Mas o futebol é assim e, quando se faz uma oferta à melhor equipa do mundo, ainda por cima para os pés do melhor do mundo e que também parece ter a maior estrelinha do mundo, tudo fica complicado.

Messi está mal fisicamente, estava acampado na área do FC Porto porque tinha dificuldade em recuperar, e a bola foi ter com ele. Depois, a sua classe fez o resto, mas o Barça não merecia. A organização defensiva e o atrevimento portista, a defender alto, junto à área do adversário, justificavam melhor sorte.

Até ter de ir à procura do golo do empate, o FC Porto teve sempre um posicionamento irrepreensível, com muita contratação, determinação na disputa da bola, criando embaraços a que o Barcelona não está habituado. O campeão nacional surpreendeu a maior parte das pessoas que estavam no estádio e acredito mesmo que tenha espantado o mundo.

FC Porto enfrentou na segunda parte um grande desafio: ir à procura do empate sem se desorganizar

No jogo de ontem, ficou claro que ambas as equipas ainda estão distantes da melhor forma física. Por isso, o jogo teve bons momentos e algumas pausas. A recuperação na segunda parte já não foi a mesma, e o relvado, irregular e escorregadio, prejudicou.
Na organização defensiva do FC Porto, gostei de Souza como pivô defensivo, com um jogo posicional interessante, mesmo quando, na segunda parte, o FC Porto enfrentou o desafio de tentar chegar ao empate, mas sem se desorganizar. O Barcelona é uma equipa fantástica, que sabe gerir o jogo como nenhuma outra, mas, ainda assim, passou por aflições.
Quando o FC Porto teve mesmo de arriscar, aconteceu a expulsão de Rolando e as hipóteses reduziram-se.

Equipa foi vedeta

Apesar de ter nomeado Souza como exemplo da boa organização defensiva, não escolho um melhor jogador no FC Porto. A equipa é que foi a vedeta, pela atitude, pela organização, pela capacidade de pressionar alto, pela coragem de jogar no campo todo, principalmente na primeira parte, mas também por durante grande parte da segunda ter ido à procura do empate, sem se expor demasiado.

Iniesta foi mesmo o MVP

Se eu votasse, Iniesta teria tido mais um voto para a eleição de melhor em campo. Não marcou nem fez assistências para golo, mas teve pormenores deliciosos. Houve situações em que estava apertado por dois ou três jogadores do FC Porto e saiu delas como se fosse magia. A inteligência que empresta ao jogo e a sua capacidade de passe são notáveis, a par de uma qualidade técnica fantástica. O prémio de MVP está muito bem entregue.

in "ojogo.pt"

Paramés: «Até o Platini deve ter visto o penálti»

PORTA-VOZ DE MOURINHO INDIGNADO



Eládio Paramés, porta-voz de Mourinho, mostrou a sua indignação pelo penálti que ficou por assinalar, contra o Barcelona e a favor do FC Porto, no jogo da Supertaça europeia, disputado esta sexta-feira no Mónaco, partida que os catalães venceram por 2-0.
Após um lance a envolver Guarín e Abidal, dentro da área do Barça, Paramés referiu, na sua conta de Twitter, que "até Platini deve ter visto o penálti", rematando com: "o árbitro não marca. Naturalmente. Era contra o Barcelona...".
"Um árbitro, um árbitro auxiliar, um árbitro de baliza, seis olhos e nenhum viu o penálti! Aqui há dedo...", acusou.

in "record.pt"

Vítor Pereira: "Tirando o resultado estou satisfeitíssimo"

O treinador que fez uma tese de licenciatura acerca da escola de futebol do Barcelona descobriu como conseguir que o FC Porto criasse "muitos problemas" na discussão da Supertaça Europeia, que ficou marcada por um penálti que, a dez minutos do fim, poderia ter devolvido a igualdade ao resultado, se tivesse sido assinalado. Da noite do Mónaco, Vítor Pereira lamentou apenas o resultado e, embora derrotado, saiu "satisfeitíssimo" com o FC Porto e orgulhoso da forma como a equipa soube contrariar as virtudes do adversário. "Em primeiro lugar, espero que se tenham divertido e que tenham gostado do nosso comportamento", declarou, com uma convicção serena que não é fácil de encontrar depois de uma derrota. "Eu assisti a um bom jogo, repartido, a duas equipas que se respeitaram e que quiseram ganhar. Com tanta intensidade, é natural que aconteça um ou outro momento que resulte em erro para golo. É pena que os erros que obrigámos o Barça a cometer não tenham sido aproveitados, designadamente uma grande penalidade, aos 80 minutos, que podia mudar o resultado. Não foi visto, não foi marcado", lamentou. Esse senão fez toda a diferença na história do jogo, embora o desempenho portista tenha deixado muito bons sinais para o futuro. "Já me confessei adepto deste Barcelona, uma equipa de grande qualidade. Oferece espectáculos que divertem. É este o futebol de que gosto, que me deixa agarrado à televisão. Mas, hoje [ontem] tivemos um FC Porto que gosta de ter a bola, que não está habituado a submeter-se a adversário algum, que não baixou a cabeça", elogiou. "Tinha dito que não vínhamos aqui ver o adversário jogar. Criámos grandes problemas ao Barcelona, dificultámos a sua saída de bola e fomos iguais a nós próprios. Pena que não tenhamos concretizado aquelas oportunidades que criámos. Estou satisfeitíssimo com o comportamento do FC Porto. Só me desgosta o resultado." Questionado acerca da possibilidade de o árbitro estar condicionado pela memória da polémica da época passada, relativa a um alegado jantar com dirigentes do FC Porto após o jogo com o Villarreal - algo devidamente esclarecido e desmentido -, Vítor Pereira limitou-se a lamentar o erro: "Eu cometo erros, os jogadores cometem erros, os árbitros têm direito a cometer erros, também. Não sei dizer se um penálti na outra área seria marcado nem qual o efeito do Barcelona no subconsciente do árbitro; o que digo é que é penálti claro e que houve dualidade de critérios nos cartões amarelos."


in "ojogo.pt"

Porto - Barcelona (Declarações)


Hulk

"Uma derrota assim só nos fortalece!"

Na hora de fazer o balanço de uma final perdida a muito custo frente àquela que é considerada a melhor equipa do mundo, Hulk revelou uma grande tranquilidade relativa ao futuro da época que há pouco começou. Antes, porém, a abordagem às ocorrências do jogo: "O FC Porto jogou de igual para igual, chegou a estar por cima no início, e até poderíamos ter feito o 1-0. Não aproveitámos as oportunidades e, depois, o Barcelona conseguiu fazer o golo na sequência de uma falha nossa, tornando as coisas mais complicadas para o FC Porto."
Guarín esteve na origem do lance que permitiu a Messi desenhar e concretizar o primeiro golo. Uma falha que pode acontecer a qualquer um, como bem relevou o ponta de lança brasileiro: "Guarín tem de levantar a cabeça, porque não foi só ele que perdeu, mas todos nós. Tentámos ir atrás do resultado, dizem que depois houve um penálti sobre ele [Guarín] e, se foi, então fomos prejudicados pelo trabalho da arbitragem, porque poderíamos ter chegado ao empate. Há que levantar a cabeça, pois estamos conscientes de que demos o máximo e fizemos um excelente jogo."
Hulk fez questão de salientar que o FC Porto entrou em campo determinado a contrariar o favoritismo do Barcelona: "Sentimos que podíamos ter ganho e, se não acreditássemos nisso, nem valia a pena ter vindo, era melhor mandar os juniores. Defrontámos a melhor equipa do mundo, mas esta era uma final e as finais, ganha-as quem joga melhor e erra menos. Fomos melhores em alguns momentos, mas não fomos capazes de aproveitar as oportunidades. Podíamos ter mudado a história do jogo, mas o árbitro não tomou a decisão correcta."
Depois, a finalizar, e pensando já no próximo jogo, Hulk foi peremptório:
"Somos fortes psicologicamente e sabemos que o FC Porto tem uma boa equipa. Uma derrota assim só nos fortalece!"

Guarín

"Confiei no central mas não vi Messi"

Desolado por ter sido protagonista do lance que deu origem ao primeiro golo do Barcelona, quando até então o FC Porto não se vergava perante o campeão europeu, Guarín enalteceu o desempenho da equipa e garante que esta vai continuar tão ou mais forte que na época anterior. "No momento em que atraso a bola, confio no central, mas não vi Messi. Foi um lance infeliz, é verdade, mas depois fiquei tranquilo graças ao apoio dos colegas. Só lamento que um erro individual prejudicasse o grupo, mas são coisas do futebol", começou por justificar o médio portista, que fez questão de lembrar: "Entrámos em jogo, depois de tudo o que ganhámos na época passada, de cabeça erguida, para discutir a posse da bola e pressionar o adversário. A garra e a força da equipa foram determinantes para ganharmos lances em muitos momentos." Em relação ao derrube, na área, de que foi alvo por parte de Abidal, Guarín confirma não ter dúvidas de que foi penálti: "Tenho a certeza de que houve penálti, pois o Abidal, ao chocar comigo, derrubou-me. Se o árbitro tivesse assinalado penálti naquele momento tão decisivo, claro que o rumo do jogo poderia ter sido diferente. A nossa atitude foi importante, e acredito que vamos ser tão ou mais fortes que na época passada."

Helton

"Aconteceu um erro colectivo e não individual"

Como capitão de equipa, Helton saiu em defesa de Guarín. "Quando acertam, acertam todos. Quando erram, erram todos. Não foi um erro individual, mas sim colectivo. Temos de levantar a cabeça. Não jogámos contra qualquer equipa", lembrou, falando também no lance com Guarín na área do Barca. "Estou um pouco distante, mas espero que vejam os lances e que, se houve algum erro, que não se repita", atirou. O guarda-redes comentou também a ausência de jogadores como Falcao ou Alvaro Pereira? "Todos os companheiros que procuraram outras felicidades foram importantes para nós, mas os que vieram para ocupar esse espaço também vão ser importantes na procura do nosso objectivo, que é repetir as façanhas", concluiu.

Sapunaru

"Parece jogo de PlayStation"

No final de um jogo intenso, sobraram os elogios de Sapunaru ao Barcelona e a certeza de que o futuro do FC Porto vai continuar a ser brilhante, sobretudo depois do que se viu ontem à noite no Mónaco. "É impressionante ver este Barcelona a jogar. Parece que estamos a jogar PlayStation. De qualquer das formas, saímos de cabeça erguida e com a certeza de que vamos fazer um grande campeonato e de que temos condições de vencer todas as competições", afirmou.

Fucile

"FC Porto superior"

Fucile resumiu a Supertaça Europeia de uma forma simples: o Barcelona teve mais sorte. "Defrontámos a melhor equipa do mundo, mas tivemos azar, e é essa a diferença que favorece as equipas como o Barcelona. Eles tiveram duas ocasiões e fizeram dois golos", atirou, desculpando Guarín pelo erro no primeiro golo. "São coisas que acontecem. Messi estava lá parado, com a cabeça para baixo, e a bola chegou-lhe aos pés. O FC Porto foi superior e teve mais hipóteses, mas o segundo golo e as expulsões acabaram com as nossas chances. Saímos de cabeça limpa."

James
"Resultado injusto"
James não foi convocado, mas foi ao Mónaco apoiar e ficou com a sensação de que o FC Porto podia ter vencido. "Criámos três ou quatro oportunidades, além do lance da grande penalidade. Por isso, o resultado não foi justo. Foi penálti sobre Guarín, e o árbitro acabou por ter influência no resultado", referiu, admitindo que custou ficar de fora. "Mas compreendo, porque só cheguei segunda-feira."

Souza
"Guarín sabe que todos o apoiamos"
Souza nem quis ouvir falar em culpados pela derrota. "No futebol, estamos sujeitos à infelicidade. Nem sequer foi preciso falar com ele ao intervalo, porque Guarín sabe que todos o apoiamos." O médio referiu ainda que a equipa teve "uma boa atitude, mas que quando o Barça se colocou na liderança, tudo ficou mais difícil". "Eles trocam muito bem a bola e conseguiram cansar-nos. Aliás, pedi para sair porque já não aguentava mais", concluiu.

in "ojogo.pt"



Pressão açaimou Barça


Vítor Pereira tinha a lição estudada e os seus pupilos aplicaram-na com dedicação: fazer pressão alta e impedir o carrossel do Barcelona. A tese funcionou até ao ponto em que o Barcelona mandou no jogo, mas sem proveitos no resultado. O sufoco que poderiam representar os 766 passes (média de 19 por cada minuto com bola) - 4,7 vezes mais do que o FC Porto! - e os 62% de posse de bola, só foram desfeitos com uma oferta de Guarín.
Outra das particularidades do sucesso do FC Porto a defender esteve nos caminhos que o Barcelona foi obrigado a trilhar para chegar à baliza de Helton. Em 79% das ocasiões a incursão pelo último terço atacante foi feita pelas alas e não pelo centro como os culés gostam de fazer. E no meio do processo acabaram por cair por oito vezes no fora-de-jogo (só David Villa somou quatro).
Fugindo da comparação dos itens aos quais o Barcelona é, provavelmente, a melhor equipa do mundo, os números da contenda ficam menos desequilibrados, como é o caso da finalização. O FC Porto conseguiu oito remates (contra nove dos espanhóis). No entanto, a maioria deles (seis), foram desferidos ainda de fora da área. O enérgico Hulk (35º jogo europeu), foi o jogador com mais remates do jogo, com três.
O FC Porto acabaria o jogo reduzido a nove unidades, embora as 18 faltas (sete delas no meio-campo do Barcelona) não sejam excessivas. Na época passada, na Liga Europa, os dragões tiveram uma média de 14,6 por jogo.

curiosidades

85% de eficácia de passe de passe do Barcelona. Foram 650 passes certos de um total de 766. O FC Porto ficou-se pelos 60%.
10,9 km percorridos por Moutinho. No seu 71º jogo europeu, o médio foi o portista com a maior distância percorrida e o segundo do jogo, atrás de Xavi (11 km).
5ª derrota do FC Porto frente ao Barcelona, em oito jogos oficiais. Os azuis venceram três.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um


A ESTRELA: Otamendi 7

Um mestre a ler o jogo com uma entrega do tamanho do mundo

Enorme exibição: leu como ninguém o jogo, acertando praticamente todos os timings nas antecipações e nos movimentos para a frente para deixar os avançados do Barça em fora-de-jogo - e foram oito no total os arrancados ao adversário. Foi agressivo quanto baste na disputa de lances, obrigou ao erro no passe e fartou-se de ganhar lances: de cabeça ou sobre a relva. E ainda tentou conduzir alguns ataques ao perceber que os médios estavam sem linhas de passe. Aos 73', fez um passe longo à procura de Hulk, deixando a defesa contrário em polvorosa. Ninguém merecia a "traição" de Guarín no primeiro golo, mas ele muito menos.

O FC Porto um a um

Otamendi só não aguentou a traição

Helton 6
Quem diria que só teria de usar as luvas aos 29' num jogo com o Barcelona? Mas foi verdade. Pouco depois, desviou um remate de longe de Xavi para a seguir tentar, sem sucesso, remediar a infantilidade de Guarín, mas foi impotente perante a finta de Messi e não teve outro remédio do que ir buscar a bola ao fundo das redes. Nada podia fazer no segundo golo, mas ainda evitou o descalabro com duas enormes intervenções: aos 60' saiu dos postes e roubou a bola quando Pedro Rodríguez se preparava para marcar; aos 92' mergulhou num remate frontal de Iniesta.

Sapunaru 6
Concentradíssimo, obrigou Villa a procurar outras zonas do terreno para ter bola. Fantástico corte no chão aos 35' impedindo que um cruzamento chegasse a um isolado Messi. Um senão: abusou das faltas, sobretudo na segunda parte quando as pernas começaram a pesar mais. E, talvez por isso, foi incapaz de acompanhar o movimento de Fàbregas no lance do 2-0.

Rolando 5
Aos 12' não deu um milímetro a Messi, cortando-lhe o desvio para a baliza a escassos metros de Helton. Foi o início de uma ligação que acabou mal para o central portista, expulso pelo astro argentino. Primeiro, agarrou-o à saída do meio-campo para evitar um contra-ataque; depois, travou-o em falta quando o argentino lhe surgiu no um para um, preparando-se para se isolar. De resto, até esteve certinho.

Fucile 5
Conseguiu controlar bem as investidas de Pedro Rodríguez, mas sentiu mais dificuldades quando era a vez de Daniel Alves dar profundidade ao jogo. Foram tímidas as saídas para o ataque porque terá percebido que o compatriota Rodríguez não estava nos seus dias e porque não queria desequilibrar a equipa nas transições dos catalães. No início da segunda parte "perdeu o respeito" ao adversário e foi até ao ataque descobrir Kléber na área, num lance em que João Moutinho quase marcou.

Souza 7
Se tivesse mais controlo emocional na altura de libertar a bola teria feito um jogo fantástico, quase perfeito, e que só terminou mais cedo porque já aguentava mais fisicamente. A defender esteve simplesmente impecável e todos sabem o quão difícil é seguir as movimentações do "tiki-taka" dos catalães. Souza ocorreu a todo o lado como um autêntico… polvo. Ora antecipava-se a Messi, ora cobria as rotações de Iniesta ou roubava a bola a Xavi.

Guarín 2
Noite para esquecer. O colombiano traiu a equipa ao assistir Messi para o primeiro golo, um lance que abalou uma equipa que até aí estava a controlar o super-Barça. Como um mal nunca vem só, perdeu a cabeça e agrediu Mascherano sem bola, deixando a equipa com nove elementos, mesmo que perto do fim. De positivo, uma bomba do meio da rua que Valdês desviou com dificuldade e uma grande penalidade que lhe terá sido negada por Bjorn Kuipers, por falta de Abidal.

João Moutinho 6
Foi o primeiro a mostrar ao Barcelona que o FC Porto estava no Mónaco para discutir o resultado: sem pedir licença, rematou cruzado sobre a esquerda da área e obrigou Valdés a esticar-se todo para desviar a bola. Seria um golo espectacular. Insistiu e, aos 52', voltou a tentar, de novo com o guarda-redes a negar o golo.

Hulk 5
Jogo ingrato para o brasileiro. Era o centro das as atenções no FC Porto e foi sobre os seus ombros que recaiu a responsabilidade de colocar o Barcelona em sentido. Tentou, mas não conseguiu, porque teve sempre dois adversários em cima. Aos 12' teve o seu momento num slalom entre três adversários que culminou com um remate perigoso. Tentou mais duas vezes, de livre directo, mas optou - mal - por rematar em jeito.

Rodríguez 4
Terá beneficiado do menor rendimento de Varela nos jogos anteriores para surgir como grande surpresa de Vítor Pereira neste encontro. O objectivo principal seria travar as subidas de Daniel Alves e usá-lo para pressionar alto. Tirando uma ou outra insistência, já na segunda parte, não conseguiu disfarçar a lentidão. Saiu aos 68' por duas razões: não tinha pernas para mais - fez os primeiros minutos da época - e porque não estava particularmente inspirado.

Kléber 4
Ainda está verde para estas andanças. Esteve em campo 77 minutos sem que tenha efectuado qualquer remate à baliza do Barcelona. Ora, para um avançado este é um cartão de visita, sobretudo com a Europa de olhos postos no Mónaco, pouco abonatório, mas o brasileiro tem fortes atenuantes: para poder finalizar a bola tem que lhe chegar e praticamente só teve hipóteses de lhe tocar de costas para a baliza. E nestes movimentos, esteve bem: aos 52', serviu de bandeja João Moutinho.

Varela 3
Primeira aposta de Vítor Pereira para refrescar a equipa, mas em pouco mais de 20 minutos em campo quase não se deu por ele.

Fernando 4
Foi chamado ao relvado porque Souza já não tinha pernas. Tentou fazer o mesmo que o compatriota: controlar os movimentos ofensivos do Barcelona, mas entrou numa altura em que a sua equipa já jogava mais com o coração, não conseguindo ter a influência que seria de esperar.

Belluschi 4
A bola poucas vezes lhe chegou aos pés. A ideia da sua entrada era acrescentar alguma velocidade na circulação, mas não resultou.

in "ojogo.pt"

Barcelona-F.C. Porto, 2-0 (crónica)

O F.C. Porto não ganhou a Supertaça, mas provavelmente nunca esteve destinado a fazê-lo. Por uma razão: toda a força do planeta é demasiado curta para derrotar este Barça. Os jogadores saíram para o jogo com o alento e o entusiasmo do mundo nas botas, um mundo ávido por encontrar um herói.

Não chegou, e o mundo pode dar-se por conformado: este Barça continua a ser uma super-equipa e sem oposição. Muito provavelmente prevaleceu a lei do mais forte, que desta vez se afirmou de uma forma estranha: um erro de Guarín proporcionou a Messi fazer o golo que precipitou o resultado.

Mais do que o erro, importa destacar a singularidade disto tudo. Messi estava atrasado, até alheado do jogo, quando a bola veio ter com ele e pediu que fizesse golo. No fundo não há nada a fazer, e por isso se diz que o F.C. Porto nunca esteve destinado a ganhar: este Barça não é só o melhor, é o mais afortunado.

É certo que nessa altura os azuis e brancos começavam a vacilar. A equipa tinha entrado muito bem no jogo, pressionava o Barcelona logo no meio-campo adversário, forçando o tal erro que Mourinho descobriu recentemente: os catalães perdem a capacidade de ser perigosos quando pressionados na defesa.

Por isso o F.C. Porto foi melhor nos primeiros vinte minutos. Teve menos bola, mas foi mais perigoso. João Moutinho e Hulk, por exemplo, ficaram muito perto de marcar. O Barcelona só respondeu num chapéu ameaçador de Pedro. Com o tempo, porém, o esforço portista apresentou uma fractura.

O Barcelona tinha por esta altura 70 por cento de posse de bola, que trocava cada vez mais à vontade e fazendo cada vez mais o F.C. Porto esgotar todas as forças. Por isso na altura em que chegou ao golo já ameaçava marcar a qualquer altura. Passou para a frente do resultado e ficou como peixe em água.

A partir daí temeu-se o pior, mas só um receio. O F.C. Porto não acusou o toque cruel e manteve-se na fronteira do empate até praticamente ao fim do jogo. É verdade que o Barcelona também podia ter marcado numa ou outra ocasião, mas as melhores oportunidades foram de Moutinho e Guarín.

Pelo meio, é impossível ignorá-lo, ficou por assinalar um penalty claro sobre Guarín. Os portistas reclamaram muito, e com razão, aquela podia ser uma jogada determinante. Mas também é verdade que antes Bjorn Kuipers tinha parado o jogo quando Messi ia isolado para a baliza: é mau árbitro.

Depois, já em cima do fim, e após Rolando ter sido expulso, Fabregas fez o resultado final num grande golo: Messi cruzou, o médio parou no peito e rematou de primeiro. Bonito! O jogo ainda haveria de dar mais que falar, sobretudo na entrada muito dura de Guarín sobre Mascherano.

O colombiano saiu de campo antes de tempo, no fim de um jogo desastrado, e expulso por vermelho directo. Mas o essencial da história já estava escrito: o Barcelona não brilha apenas, também tem estrela. O F.C. Porto, esse, saiu de campo de cabeça erguida. Completamente erguida, aliás.

Não igualou o Barcelona em posse de bola, mas lutou até ao fim. Perdeu, é certo, mas perdeu perante uma equipa para a história: o Barça ultrapassou o Real Madrid e Guardiola ultrapassou Cruijff em número de títulos. Messi, esse, já marcou em todas as provas. Lógico, não?



in "maisfutebol.iol.pt"

Pinto da Costa: «Ato de coragem de Proença»

LÍDER PORTISTA AO ATAQUE



Pinto da Costa falou ontem sobre o momento atual do futebol português, em especial o estado da arbitragem. Em declarações à Sport TV, o presidente do FC Porto criticou a postura dos responsáveis do Sporting e elogiou Pedro Proença, o árbitro indicado para o próximo jogo dos leões.
“É um ato de coragem que louvo, depois de ter sido cobardemente agredido por um sócio do Benfica”, referiu o líder portista, apontando depois baterias ao outro rival da Segunda Circular: “Até há um mês, os responsáveis do Sporting diziam que não falavam de arbitragem. Agora só eles é que falam. Não compreendo a estratégia.”
in "record.pt"

«Não compreendo nem tenho de compreender a estratégia do Sporting» - Pinto da Costa

Na opinião do presidente do FC Porto, as críticas do Sporting às arbitragens fazem parte de uma «estratégia» que pretende atingir determinados fins, aos quais Pinto da Costa se pretende manter alheio.

«Essas questões fazem parte de estratégias que pretendem levar a algum sítio que só eles poderão saber. Há um mês ouvi um alto representante do Sporting dizer que não iriam falar sobre arbitragens, mas 15 dias depois não há quem fale mais de arbitragens do que eles», diz Pinto da Costa, em entrevista à Sport TV.

«A mim tanto me faz, não compreendo nem tenho de compreender a estratégia deles», esclarece, frisando, porém, que «os árbitros merecem mais respeito de toda a gente».

Pinto da Costa pronunciou-se, ainda, sobre a nomeação de Pedro Proença para o jogo Sporting-Marítimo, que se disputa domingo, em Alvalade.

«É um acto de coragem que eu louvo, depois de ter sido cobardemente agredido por um sócio do Benfica», atirou.



in "abola.pt"

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tenho um orgulho tremendo em ser portista

Antes de mais ainda não temos a equipa a carburar em pleno. Para alem dos jogadores que ainda não estão com rotação normal (Moutinho e Guarin) tivemos três alterações relativamente aquela equipa precisa e eficaz do ano passado ... o Palito não jogou, o Fernando tambem não e o Falcao ja não mora cá.

Vitor Pereira esteve muito bem, primeiro em não abdicar do nosso modelo e depois em incluir o Cebola no onze inicial em detrimento de um Varela ser ritmo de jogo. Rodriguez é e será sempre um jogador de garra, rectilíneo pode não ser um fora de serie no entanto dedica-se com toda a alma e coração ao jogo, por isso é um jogador á Porto.

Ja sabíamos que ganhar ao Barça era uma tarefa sobre-humana, porque eles não perdem um passe, porque eles jogam um futebol estratosferico e porque são sem duvida a melhor equipa do mundo. No entanto na primeira parte fomos fantásticos, demonstramos que apesar de não termos o melhor jogador do mundo, de não termos o orçamento deles, de não termos 7 jogadores campeões pela selecção de Espanha, que o FC Porto não é um clube de dimensão regional, que somos uma tribo de campeões, que somos um povo e um clube diferente ... e isso ficou demonstrado no Monaco.

O Barcelona, meu segundo clube, não precisava de um arbitro medroso (ou merdoso) são uma super equipa,   toda a gente reconhece que é um prazer vê-los jogar, mas merecíamos alguem que fosse mais equilibrado e menos tendencioso ... houve uma mão na area que a propria realização não repetiu, um penalty clarissimo , se não me falha a memoria sobre o Guarim, e a dualidade de cartões e de faltas ... Dani Alves e Villa são peritos em sacar faltas.

O Barça ganhou com um unico erro nosso ( o golo do Fabregas não conta) ... fatal ... mas nem os comentadores miseraveis da RTP, nem o arbitro, nem quem quer que seja nos vai tirar a forma brilhante que estivemos em campo do primeiro ao ulltimo minuto ... perdiamos 2-0 e os jogadores pressionavam, insistiam e lutavam... . Podíamos não merecer a vitoria nos 90 minutos, mas nunca a derrota ... podíamos não ter ganho porque a estrelinha da sorte nunca esteve do nosso lado, mas merecíamos algo mais ... não somos o fantastico Barcelona ... mas SOMOS PORTO.

Reforço o titulo ... Tenho um orgulho do carago em ser Portista.

Um abraço

PS - Se mantivermos esta atitude fantástica  ... ninguém nos pára !!!


FC PORTO BATE SELECÇÃO DE ANGOLA

O FC Porto venceu Angola por 32-25 (19-10 ao intervalo), em jogo a contar para o Torneio de Portugal e que serve de preparação para a nova época.

O FC Porto assumiu desde cedo o controlo de uma partida em que sobressaiu a qualidade do colectivo. Todos os convocados jogaram, com um especial destaque para a estreia do lateral esquerdo Eduardo Filipe e do ponta direita Ricardo Costa, que mostraram estar integrados na equipa tricampeã nacional.

Eduardo Filipe, lateral esquerdo de 37 anos, estava parado há dois anos, tendo a sua última época sido ao serviço do FC Porto Vitalis em 2008/09, ano em que conquistamos o primeiro título rumo ao tri.

Ricardo Costa, ponta direita de 34 anos, que regressou este defeso ao clube para o cargo de treinador-adjunto, e que vê agora alterada a sua função, volta a ser jogador. Costa jogava no Ademar Léon, clube que disputava a Liga Asobal em Espanha.

Uma nota para as exibições do guarda-redes Hugo Laurentino, com uma eficácia de 50% ao ter defendido dez remates e para o central Filipe Mota.

Marcadores: Filipe Mota, 6; Tiago Rocha, 6; Ricardo Moreira, 5; Eduardo Filipe, 4; João Ramos, 3; Dario Andrade, 3; Wilson Davyes, 3; Ricardo Costa, 1; Ricardo Pesqueira, 1.

O FC Porto Vitalis volta a jogar no Torneio de Portugal este sábado às 17h00 frente ao Sporting.



in "fcp.pt"

«Época fantástica para FC Porto e para mim» - Falcao

O avançado colombiano espera continuar a marcar tantos golos ao serviço do Atlético de Madrid como os que marcou com a camisola do FC Porto.

«Foi uma época fantástica para o FC Porto e para mim. Conseguir todos os títulos é algo que não vou esquecer. Ter marcado o golo da final que nos deu o título da Liga Europa é algo muito importante na minha carreira», disse o colombiano, melhor marcador da Liga Europa na época passada, que esta sexta-feira participou no sorteio da fase de grupo da competição.

O colombiano recebeu do presidente da UEFA, Michel Platini, uma distinção pelo feito de se ter tornado o melhor marcador (17 golos) da história da Liga Europa numa só temporada: «Estou muito agradecido a todos no FC Porto e espero esta época, pelo Atlético de Madrid, voltar a conseguir este troféu.»



in "abola.pt"

Será a noite de Hulk? «Parceiro, que Deus te ilumine»


Denilson, amigo de infância e também internacional canarinho, é um dos brasileiros que estará em casa a torcer pelo melhor Incrível esta noite!


Um jogo com a dimensão de uma Supertaça Europeia, frente ao melhor adversário do mundo, é um jogo à medida dos maiores talentos. Por isso as expectativas sobre uma noite inspirada de Hulk não alimentam ambições apenas em Portugal: no Brasil também há quem esteja a torcer pelo melhor do Incrível.

Afinal de contas, e depois de ter sido chamado à selecção, esta é a melhor altura para Hulk afirmar ao mundo que é realmente um dos maiores talentos. Denilson, amigo de infância nos descampados de Paraíba, onde aprenderam a jogar à bola até conquistarem a selecção, diz que é uma questão de tempo.

«O Hulk tem muito potencial e o mundo do futebol já começa a vê-lo como um jogador diferente de todos os outros, e de alto nível», referiu ao Maisfutebol. «Claro que jogar com o Barcelona pode ser um factor que chame ainda mais atenção e que o motive para fazer ainda mais.»

De resto, o antigo trinco do Arsenal, também ele internacional brasileiro, diz ter tido sempre a noção de que Hulk iria chegar ao topo. Mais tarde ou mais cedo, confessa, vai acontecer. «Acho que quem não planeia, deseja, sonha e se esforça, não alcança nunca. Nós sempre tivemos esse objectivo bem definido.»

Pode ser já esta noite, portanto. Grandes oportunidades geram grandes conquistas. Para um jogador de futebol, não deverá nesta altura haver melhor oportunidade do que um jogo com o Barcelona, perante os melhores jogadores, e numa final que está a ser seguida em todo o mundo em directo.

«O Barcelona, na minha humilde opinião, é a equipa mais forte do planeta. Mas futebol é futebol e tudo pode acontecer. É bom recordar que estamos a falar do F.C. Porto, que se trata de outra grande equipa, habituada a ganhar títulos e que tem jogadores muito fortes», adiantou Denilson.

A partir do Brasil, o amigo Denilson, agora a representar o São Paulo, vai estar a torcer por uma noite inspirada de Hulk. Enquanto o jogo não começa, envia uma mensagem pelo Maisfutebol. «Parceiro, que Deus te ilumine para você fazer aquilo que sabes fazer bem: muitos golos.»



in "maisfutebol.iol.pt"