sábado, 10 de setembro de 2011

DRAGÕES REENCONTRAM LICEO E VALDAGNO

O FC Porto Império Bonança conheceu este sábado os adversários na fase de grupos da Liga Europeia. Os Dragões foram colocados no grupo C, juntamente com Liceo da Corunha (Espanha), Valdagno (Itália) e Genève (Suiça). Na primeira jornada, a 19 de Novembro, o Liceo da Corunha desloca-se ao Dragão Caixa.

Liceo da Corunha e Valdagno são adversários conhecidos dos portistas. O FC Porto perdeu o acesso à final da Liga Europeia frente aos espanhóis, no desempate por grandes penalidades, na última época, e defrontou os italianos nas duas últimas temporadas.



in "fcp.pt"

UM CLÁSSICO NÃO TEM FAVORITOS

O guarda-redes Quintana e o primeira linha Gilberto Duarte fizeram esta sexta-feira a antevisão do duelo com o Benfica, em Lisboa (domingo, 15h00), relativo à primeira jornada do Andebol 1. Frente a frente vão estar o tricampeão nacional e o quarto classificado do último campeonato, mas os jogadores azuis e brancos repartem o favoritismo, num clássico sempre apetecível.

Quintana: “Somos tricampeões”
“Já tenho ideia do que significa um Benfica-FC Porto e vamos fazer tudo para ganhar o jogo. Somos tricampeões, mas este é um jogo de começo de época e acho que não há favoritos, pode acontecer qualquer coisa. Estávamos a sonhar jogar na Liga dos Campeões, mas não conseguimos. Agora temos de olhar em frente, ser campeões e voltar a disputar a entrada na prova.”

Gilberto Duarte: “Jogar na Luz é sempre complicado”
“O jogo contra o Benfica no Torneio de Portugal [vitória dos Dragões por 25-24] serviu de preparação. As equipas rodaram muito, pelo que este será um jogo mais duro, intenso. Jogar na Luz é sempre complicado e estamos a preparar bem o encontro. Nestes jogos nunca há favoritos: de um lado está o campeão nacional, mas um ‘grande’ em casa é sempre muito forte. A nível individual, já recuperei da lesão e estou muito melhor, mas preciso de continuar a trabalhar, porque perdi muito tempo da pré-época. O nosso objectivo é lutar para ganhar tudo e chegar o mais longe possível na Taça EHF. Como temos a mesma estrutura dos últimos anos, é mais fácil trabalhar.”



in "fcp.pt"



Alvaro Pereira ausente

GUARÍN DE REGRESSO AO TRABALHO


Menos de 24 horas depois da vitória frente ao V. Setúbal (3-0), o FC Porto voltou aos treinos para preparar o jogo com o Shakthar Donetsk, da Liga dos Campeões, partida agendada para terça-feira.
A ausência de Alvaro Pereira foi a nota dominante da sessão de trabalho deste sábado. O uruguaio sofreu um toque no jogo com os sadinos e, segundo o boletim clínico publicado no site do FC Porto, o jogador limitou-se a fazer tratamento, devido a uma contusão na perna direita.
Sapunaru continua ausente e Alex Sandro prossegue também a recuperação da lesão contraída no Mundial de Sub-20.
No sentido inverso, destaque para Guarín que realizou o primeiro treino depois de ter estado ao serviço da seleção colombiana, pelo que deverá ser opção para o jogo de terça-feira da Champions.
in "record.pt"

Um beijinho agora de mão-cheia...

5.º GOLO NAS REDES DA FORMAÇÃO SETUBALENSE


Demorou mas chegou. João Moutinho ainda não tinha marcado com a camisola azul e branca no campeonato mas ele que é declaradamente o seu adversário talismã proporcionou-lhe esse êxtase. Já está, com o médio portista a prometer uma época com muito golos, tal como aconteceu sobretudo na sua última temporada no Sporting, que terminou com 9 tentos apontados, uma marca que nem por isso convenceu os responsáveis leoninos a esforçarem-se mais para o manterem no plantel.
Com o emblema onde se destaca o dragão, até ontem Moutinho só tinha apontado 2 golos. Um ao Juventude de Évora, em jogo da Taça de Portugal, e outro ao Benfica, também nesta competição, na assombrosa remontada que apagou pela primeira vez a Luz.
in "record.pt"

FC Porto - Setubal (Declarações)


James

"Pode ser o meu ano mas com ajuda"

Se foi por inspiração divina ou golpe de génio, o certo é que o golo apontado, ontem, por James Rodríguez entrou na galeria da temporada. Com beleza e com uma forte pitada de inteligência, a nova estrela colombiana do FC Porto deu um pontapé providencial aos obstáculos que impediam que a bola entrasse na baliza do Setúbal. "Estou muito contente; foi um grande golo e muito importante", reconheceu James Rodríguez, animado pelo contributo no reforço da vitória dos dragões. A rampa está lançada para a consagração de um talento que diz ter jogado "pouco na época passada". "Nesta", acrescenta,"as coisas estão sair-me bem"."Pode ser o meu ano com a ajuda de todos; assim será o ano de toda a equipa", completou, alertando que é "importante manter o mesmo nível na Champions". "Temos de pensar já no jogo de terça-feira porque vamos defrontar um rival muito complicado", concluiu.

Defour

"Treinador percebeu que pode contar comigo"

Defour dificilmente podia ter tido uma estreia mais positiva na equipa titular. O belga realizou uma excelente exibição e, no final, revelou uma enorme satisfação por aquilo que tinha acabado de fazer. "Treinei sempre bem e com vontade de mostrar o meu valor. Neste jogo, o treinador voltou a perceber que pode contar comigo", atirou Defour, que até teve oportunidade para marcar logo no arranque da segunda parte. "É verdade. Tive a oportunidade de fazer um golo, de cabeça, mas essa não é a minha especialidade." O médio diz que não sentiu grande diferença a jogar com Souza ou Moutinho - "são os dois grandes jogadores" -, antes de explicar que tanto actua na posição de trinco como mais à frente. "Jogo em qualquer posição. Aliás, aqui estamos sempre a mudar de posições durante o jogo", explicou.

Moutinho

"Golo tinha de aparecer"

Moutinho entrou para marcar e dar uma vitória "importante" à equipa. "Sabíamos que a jogar assim íamos acabar por marcar. Também sabíamos que tudo ficaria mais fácil depois de entrar o primeiro. A partir desse momento, o Setúbal arriscou mais e nós aproveitámos bem e ainda marcámos mais dois golos." O médio afirmou ainda que a equipa tem agora de começar a pensar em "vencer também na Champions", já na próxima terça-feira, na recepção ao Shakhtar Donetsk.

in "ojogo.pr"

Pinto da Costa: Pinto da Costa


Pinto da Costa voltou a deixar o Dragão contente com o jogo que viu frente ao Setúbal e uma vitória que permite aos campeões nacionais continuar na liderança à quarta jornada, só com vitórias. Aliás, na cabeça do presidente do FC Porto nunca houve dúvidas sobre o desfecho deste encontro. "Gostei da primeira parte, dava para perceber o que vinha aí", justificou. Mas o que deixou Pinto da Costa mesmo satisfeito acabou por ser o lance do segundo golo, que seguiu com mais atenção. "Gostei mais do golo do James, não só por ter sido o mais bonito, mas sobretudo pelo espírito de equipa. Ninguém foi guloso ao ponto de querer marcar e o Hulk ofereceu o golo ao miúdo", explicou. Ainda assim, reconheceu que o de Moutinho acabou por desbloquear o jogo. "Foi importante por ser o primeiro", frisou ao "Porto Canal".
Ao cabo do segundo jogo do FC Porto em menos de uma semana surge a primeira jornada da Liga dos Campeões no horizonte, com o Shakhtar Donetsk, mas a atitude promete não mudar, independentemente da vitória que mantém a equipa na liderança do campeonato português: "Mesmo que por absurdo tivéssemos perdido hoje [ontem], a motivação estaria alta na mesma e o objectivo seria sempre ganhar."
Para variar um pouco daquilo que é habitual para quem anda no mundo do futebol, Pinto da Costa não vai ver mais nenhum jogo do campeonato este fim-de-semana: "Não vou ver mais nenhum jogo esta jornada, não estou interessado. Vou passar o fim-de-semana fora, longe do futebol."

in "ojogo.pt"

Vítor Pereira: "Desfrutei da nossa qualidade"


Satisfeito com o desempenho da sua equipa, Vítor Pereira fez questão de elogiar o nível técnico dos jogadores que tem à disposição, a propósito dos golos e da forma como abriram caminho a mais uma vitória. "Esta equipa é constituída por jogadores de muita qualidade e que em dia de inspiração proporcionam momentos belíssimos de futebol. Hoje [ontem] foi um dos jogos em que desfrutei, claramente, da nossa qualidade. A capacidade de decisão destes jogadores permite-lhes explodir a qualquer momento e a capacidade de finalização que tem vindo a ser revelada pela equipa tem que ver com isso."
Falando do adversário, o técnico do FC Porto não deixou de lhe reconhecer mérito: "O Setúbal defendeu bem, procurando fechar todos os espaços, mas era natural que com o decorrer do jogo eles começassem a aparecer, dada a nossa boa exibição. Criámos muitas oportunidades de golo, garantindo uma vitória justa."
Questionado sobre a troca de Souza por João Moutinho ao intervalo, esclareceu: "O Souza não fez nada de errado, só que nos faltava o golo para dar tranquilidade à equipa e era necessário, com paciência, esperar pelo momento certo para penetrar na área do Setúbal na tentativa de concretizar as oportunidades. Precisávamos de uma dinâmica diferente no centro do terreno que só o João Moutinho tem."
Em relação a Hulk, Vítor Pereira referiu que também procurara poupá-lo, como sucedera com João Moutinho, acabando por lhe tecer rasgados elogios: "O Hulk é um craque da cabeça aos pés, em humildade e espírito de sacrifício. É um líder que comanda o grupo pelas suas acções. Estou-lhe agradecido por aquilo que ele nos dá." Kléber também foi outro dos nomes abordados e no seu caso o treinador portista, à semelhança de Moutinho e de Hulk, voltou a falar de repouso. "A sua saída teve que ver com o objectivo de lhe dar algum descanso. Temos que gerir o desgaste dos jogadores, pois há muitos jogos pela frente", disse. Depois, em jeito de despedida, fez um apelo aos sócios para o jogo com o Shakhtar: "Que, com o sentimento de orgulho e identidade com o Norte, encham o estádio para proporcionarem um grande espectáculo à Europa. Precisamos de muito calor."

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um


A ESTRELA: João Moutinho 8

Com ele em campo a equipa ganhou asas

Surgiu com alguma surpresa no banco de suplentes, mas isso não o impediu de ser tornar no homem do jogo. Com o resultado ainda a zeros, Vítor Pereira tratou de o chamar à equipa logo no arranque da segunda parte e a energia que trouxe à partida acabou por se revelar decisiva para mais uma vitória portista. E não foi só pelo golo que marcou que o internacional português ficou ligado a este jogo - excelente remate, por sinal. Moutinho foi muito mais do que isso. Recuperou um número elevado de bolas, muitas delas no meio-campo ofensivo, e tratou de aumentar a velocidade na circulação, um problema que tinha impedido o FC Porto de ser ainda mais perigoso e eficaz durante a primeira parte. Com ele em campo, a equipa ganhou outra dimensão, tão grande que o Setúbal acabou asfixiado na sua área. Moutinho revelou, uma vez mais, que é mesmo imprescindível...

Helton 6
Depois de ter passado boa parte do encontro a ver jogar, revelou-se decisivo ao impedir por duas vezes o golo a um isolado João Silva (72'), numa altura em que o FC Porto ganhava apenas por um golo.

Fucile 5
Não encontrou grandes problemas para travar José Pedro, primeiro, e Pitbull, depois. Surgiu com frequência no ataque, mas raramente conseguiu dar uma sequência lógica aos lances.

Rolando 6
Apesar da pouca acutilância do ataque sadino, somou mais uma exibição sem motivos para críticas. Ainda esteve perto de marcar, na sequência de um cabeceamento à barra.

Maicon 5
Alguns erros sem grandes repercussões para a equipa serviram para incomodar os adeptos, que fizeram questão de mostrar a sua impaciência para com o brasileiro. Precisa de reconquistar rapidamente a confiança.

Álvaro Pereira 5
Também não encontrou grandes problemas para fechar o flanco esquerdo, embora tenha voltado a realizar uma exibição intermitente.

Souza 5
No regresso à tularidade, cumpriu sem grandes problemas o papel defensivo que lhe esteve destinado. Saiu ao intervalo porque a equipa precisava de um jogador mais capaz nas acções ofensivas.

Belluschi 7
Excelente atitude competitiva no momento em que a equipa perdia a bola, mas algo displicente na forma como serviu os companheiros em muitos períodos do jogo. No entanto, ficou ligado aos três golos da partida: roubou a bola no primeiro, iniciou a jogada do segundo e marcou o terceiro, através de um remate potente de fora da área.

Defour 7
Excelente estreia na equipa titular. Na primeira parte, ocupou os espaços habitualmente entregues a João Moutinho e conseguiu apresentar a mesma excelência táctica do internacional português - o que não é fácil. Boa capacidade para antecipar as movimentações do adversário e simplicidade na circulação de bola. Ainda esteve perto de marcar de cabeça (50'). Promete.

James 8
O FC Porto começou o jogo com um banco de ouro (Hulk e Moutinho), mas apresentou no onze inicial um verdadeiro diamante. Foi incrível a forma como conseguiu colocar vários companheiros em posição de marcar, com passes absolutamente geniais saídos daquele pé esquerdo fabuloso. Na ausência de Hulk, James tratou de criar os desequilíbrios. No meio de tanta arte, o golo que marcou acabou por ser apenas um pormenor.

Rodríguez 6
Depois de uma primeira parte apagada, chegou à segunda com vontade de se tornar decisivo na partida. Nesse período, o melhor da equipa, emprestou dinâmica ao ataque e ajudou a construir mais uma vitória.

Kléber 5
Duas oportunidades, um remate fantástico à barra (29') e outro à figura de Diego (49'). Voltou a demonstrar algumas dificuldades para se integrar em boa parte das movimentações ofensivas da equipa.

Hulk 7
Entrou para os últimos 20 minutos da partida, mas ainda a tempo de se tornar decisivo no avolumar do resultado. Primeiro, ofereceu o segundo golo a James com uma assistência fantástica; mais tarde trabalhou bem a bola para o remate certeiro de Belluschi.

Djalma -
Mostrou vontade de se mostrar nos poucos minutos que esteve em campo.

"Tiki-taka" com sotaque nortenho


Por vezes, há apenas uma linha muito ténue a separar uma goleada histórica de uma vitória arrancada, literalmente, a ferros: a diferença pode estar no excesso de pontaria ou num guarda-redes particularmente inspirado. O FC Porto teve que contornar as duas situações para se manter isolado, seguir invicto, e colocar pressão nos rivais de Lisboa que entram em acção esta noite. Antes de marcar, viu a barra devolver três remates e Diego negar uma mão-cheia de golos cantados. Mas teve o mérito de nunca perder a calma, insistindo na circulação de bola, e momentos de grande inspiração colectiva.
A justiça da vitória só foi servida na segunda parte e com muito mérito de Vítor Pereira, que percebeu que não precisava de um médio-defensivo para anular as tímidas investidas do Setúbal. Por isso, deixou Souza no balneário e apostou em João Moutinho. O meio-campo perdeu centímetros, mas ganhou em magia e capacidade de circulação de bola. Ainda por cima, foi Moutinho a abrir o caminho deste triunfo, num remate de longe. Aposta ganha, portanto.
Os três golos de diferença podem ser considerados uma goleada, mas a verdade é que são simpáticos para o Setúbal e, sobretudo, curtos para a produção ofensiva de uma equipa portista que chegou a ser um rolo compressor e que merece nota artística muito elevada. No Dragão, também se viu "tiki-taka" e ficou a garantia de que este FC Porto com a assinatura de Vítor Pereira está mais próximo no estilo do Barcelona de Pep Guardiola. Salvaguardando as devidas diferenças. E para os mais cépticos com esta afirmação, fica o convite para verem e reverem o lance do terceiro golo, construído ao primeiro toque, com um momento de magia que saiu dos pés de Hulk e a finalização do "pequenino" Belluschi.
Mas se o final do jogo entusiasmou, os 20 minutos iniciais foram de muitos bocejos porque faltou quem acelerasse o jogo mastigado dos portistas. O Setúbal agradeceu. Bruno Ribeiro deixou o ponta-de-lança João Silva no banco e Pitbull assumiu as despesas do ataque, mas a conta apresentada ao brasileiro foi baixa. Zé Pedro foi desviado para a esquerda, ficando o miolo preenchido por Hugo Leal, Neca e Bruno Amaro que foram circulando a bola sem pressas e, diga-se, sem grande vontade de chegar à baliza de Helton, que foi para o intervalo praticamente sem sujar as luvas.
Vítor Pereira soou o alarme e James arregaçou as mangas, assumindo de vez o papel de protagonista. O resultado foram 15 minutos intensos, sufocantes, do FC Porto, que passou a pressionar logo à saída da área dos sadinos, e três bolas devolvidas pela barra. Souza e Rolando de cabeça ao minuto 22' e Kléber aos 29'. A plateia do Dragão dava os primeiros sinais de gostar da atitude da equipa, comandada de forma soberba pelo pé esquerdo de James. Para já ainda não havia Hulk em campo e o "miúdo" não teve qualquer problema para assumir a construção de jogo, estando em todos os lances de perigo. Os tais que a barra e Diego impediram de festejar mais cedo.
Vítor Pereira fez três mudanças no onze em relação à goleada na Marinha Grande, lançando Souza, Rodríguez e Defour. O belga foi uma dupla surpresa: pela entrada directa na equipa e pela fantástica exibição. Quem diria que chegou à equipa há pouco tempo? Entendeu-se bem com Belluschi e James, mas deu ainda mais nas vistas pela entrega e capacidade de roubar bolas.
O intervalo chegou com sabor a injustiça para os dragões, mas a reentrada confirmou um FC Porto assente num colectivo muito forte, com individualidades a brilhar, e a tal nuance táctica que a entrada de Moutinho provocou. Com pé a fundo no acelerador, a equipa ganhou mais metros no terreno e encostou o Setúbal às cordas, trocando a bola ainda com mais velocidade.
O golo lá chegou aos 53' para desatar o nó. Mas o Setúbal esboçou uma reacção traduzida em três cantos seguidos e num livre indirecto que colocou, finalmente, Helton à prova. Porém, o empate só esteve perto aos 72', num lance fortuito em que a bola ressaltou para os pés de João Silva.
Não marcou o Setúbal, "matou" o FC Porto logo a seguir num momento sublime de futebol, acabando de vez com as dúvidas quanto ao vencedor. Ah! E Belluschi ainda teve tempo para encerrar as contas, em mais um bonito desenho do ataque azul e branco. O jogo acabou e já ninguém tinha sono no Dragão.

in "ojogo.pt"

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

F.C. Porto-V. Setúbal, 3-0 (crónica)


Caminhar sobre o arame num sorriso consciente e chegar a terreno seguro com três golos e uma exibição muito, muito interessante.


Caminhar no arame, dar espectáculo do mais fino quilate, sofrer até ao fim, ver o chão lá longe e sentir a ausência de rede. Sensações agoniantes, de frio na barriga, antes do alívio supremo, da chegada a território sólido. Ideais nobres os deste F.C. Porto. Empenhado no massacre, na ofensiva de erupções constantes e¿ no adiar constante da felicidade estável.

Em 1974, um homem ousou afrontar o abismo. Philippe Petit atravessou o vácuo entre as Torres Gémeas do World Trade Center, a 410 metros de altura, no que foi considerado o crime artístico do século. Trapezista louco, equilibrista desvairado, génio tardiamente venerado. À semelhança de todos os génios.

Na recepção ao Setúbal, esse génio desvairado foi o F.C. Porto. Passeou repleto de classe, atingiu níveis qualitativos de excelência, atirou uma, duas, três vezes ao ferro e ameaçou desequilibrar-se. Seria uma injustiça, rude e intolerável. Mas podia ter sucedido. Ao F.C. Porto agora, como ao trapezista Philippe Petit há 37 anos.

Suster a respiração, andar na corda-bamba, ter a capacidade de gerir as ondas do medo. Não é para todos. O Porto soube-o fazer. Saiu mais forte e lúcido do que quando avançou para o arame.

Ao olhar para trás, os golos de João Moutinho (52 minutos), James (75) e Belluschi (87) tornam o atrevimento desmedido aparentemente uma fantasia. Não foi. Só no último quarto-de-hora houve paz e sossego no Dragão.

Importa dizer que tudo isto, até ao intervalo, se passou sem João Moutinho e Hulk. O médio entrou para ser decisivo. Abriu o marcador [primeiro golo em jogos do campeonato no F.C. Porto], empolgou a equipa, entendeu-se maravilhosamente bem com Belluschi e Steven Defour, encheu o campo.

Farto do nulo, Vitor Pereira experimentou um antídoto diferente. Abdicou do médio defensivo (Souza), ampliou horizontes, cresceu na ousadia, na confiança e ¿ quase que podemos prometer - chegou a correr pelo arame fora.

Vantagem alcançada, o grunhido passa a grito, o desabafo sustido demasiado tempo. Depois, o futebol de primeiro toque, movimentação vertical, entendimento telepático e fausto exuberante arrasou a ambição sadina.

O Vitória, de resto, acreditou em demasia na raiva efervescente de Cláudio Pitbull. Manteve-se junto e deu fôlego à trela do avançado. Pouco, muito pouco, apesar dos bons primeiros 25 minutos.

Steven Defour foi gigantesco, Fernando Belluschi imponente, James Rodríguez um bandido incontrolável. Só Kléber e Cristián Rodríguez estiveram ligeiramente abaixo dos colegas. Hulk, 22 minutos em campo, chegou para dar a mão e içar a equipa do limbo. Valeu a pena.

Há quem busque o prazer e tema a consequência do excesso. Como se ao dobrar a esquina, o clímax se torne um pecado mortal. O F.C. Porto teve o mérito de manter o espírito sólido, a alma lubrificada e divertiu-se até mais não. Divertiu-se e divertiu.

Tudo isto sem cair do arame. Francamente bom. 



in "maisfutebol.iol.pt"


F.C. Porto-V. Setúbal, 3-0 (destaques)


O planeta dos baixinhos: Belluschi, Moutinho e Defour, defendem, atacam, marcam e jogam muito. É possível fazê-los coincidir mais vezes?


Estrela: Belluschi
Está em algum ponto do processo em tudo o que o F.C. Porto faz de melhor: invariavelmente. Foi dele a recuperação para o remate, com golo no fim, de Moutinho, foi dele também a abertura que deu a Hulk a assistência para o golo de James, foi dele enfim o terceiro golo. Nota máxima, claro.

Positivo: Moutinho
Entrou para mudar a face do jogo. Antes de mais, pelo golo que marcou, o primeiro para a Liga com a camisola do F.C. Porto, mas também pelo nervo que imprimiu na equipa. Recuperou bolas, pressionou, distribuiu jogo e rematou. Foi por isso precioso quando as bancadas começavam a ficar agitadas.

Surpresa: Deffour
Fez a estreia oficial a titular e deixou várias promessas animadoras: é agressivo, recupera bolas, toca rápido, tem visão de jogo e qualidade de passe. No fundo, todo ele é futebol. Quase marcava, num cabeceamento que Diego defendeu, mas deu nas vistas sobretudo na forma como dinamizou o jogo.

Negativo: tão pouco, Vitória
Demorou 72 minutos a criar uma ocasião de golo: só nesse minuto é que Helton foi pela primeira vez incomodado. Numa altura em que o F.C. Porto já ganhava. Foi aguentando o golo adversário, é certo, mas pouco saía do meio-campo defensivo. Enfim, foi de uma impotência ofensiva que já não se usa.

Outros destaques:

James Rodriguez
Marcou um golo, e muito fez por o merecer. Mas jogou mais do que isso, claro: surgiu à direita, ao centro e à esquerda, pediu a bola, tocou com rapidez, serviu os colegas para ocasiões de golo e rematou também ele com perigo. Aquela finalização de ângulo impossível, tentando enganar Diego, é de craque.

Diego
O guarda-redes do V. Setúbal ameaçava ser um dos melhores do jogo, o melhor se os sadinos conseguissem esse milagre que era não sofrer golos. A derrota diminuiu-lhe a importância no jogo, mas foi ainda admirável numa série de defesas, uma das quais fantástica a cabeceamento de Defour.

Hulk
Esteve em dúvida, não foi titular exactamente porque ainda não estará a cem por cento fisicamente, por isso entrou apenas a vinte minutos do fim. Vinte minutos que dizem tudo sobre o talento do brasileiro: assistiu James para o segundo golo e assistiu Belluschi para o terceiro. É preciso mais?



in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-V. Setúbal (antevisão): baralhar e desconfiar


«É nestes jogos que se ganham e perdem campeonatos», alerta Vítor Pereira.


O Momento

F.C. Porto: Pleno na Liga, com três vitórias em três jogos. Supertaça de Portugal sim, Supertaça Europeia não. Selecções pelo meio, Liga dos Campeões à porta, muitas baixas e opções a tomar. Vítor Pereira baralha e volta a dar. Testa as soluções do plantel e sorri. Na Marinha Grande, 2-5, os jovens James e Kléber a prometer o futuro. Hulk viaja, Hulk joga, lesiona-se e entra na lista. Varela ficou de fora. Quem risca o brasileiro do onze?

V. Setúbal: A história da última vez transmite confiança e obriga Vítor Pereira a desconfiar. Aliás, na estreia do novo técnico (substituiu o castigado Villas-Boas nesse jogo), a repetição falhada de Jaílson impediu o empate no Dragão. 1-0, derrota mínima para o V. Setúbal. A base manteve-se, a experiência é um posto, quatro pontos garantem confiança e poucos complexos. Um aviso para o F.C. Porto.

Principais ausentes:

F.C. Porto: Varela e Otamendi por opção, Guarín ainda não chegou, Sapunaru e Alex Sandro estão lesionados

V. Setúbal: Ney Santos de fora por opção, Miguel Fidalgo lesionado.

Discurso directo:

Vítor Pereira: «Temos de estar alertados, concentrados e na máxima força. É nestes jogos que se ganham e perdem campeonatos»

Bruno Ribeiro: «Conhecemos os seus pontos fortes, mas o F.C. Porto também tem alguns pontos fracos. Vamos tentar explorar esses pontos fracos»

Histórico de confrontos:

53 vitórias para o F.C. Porto na condição de visitado, em 63 jogos, seis empates e quatro triunfos para o V. Setúbal, o último dos quais em 1989. (resultados relativos apenas ao campeonato).

EQUIPAS PROVÁVEIS:

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Belluschi, Fernando e João Moutinho; Hulk, Kléber e James Rodriguez.

Outros convocados: Bracali, Mangala, Souza, Defour, Djalma, Cristian Rodriguez e Walter

V. SETÚBAL: Diego; Suswam, Ricardo Silva, Anderson do Ó e Miguelito; Neca, Hugo Leal e Bruno Amaro; Jorge Gonçalves, João Silva e Cláudio Pitbull.

Outros convocados: Ricardo, Igor, Michel, Tengarrinha, José Pedro, Bruno Severino e Rafael Lopes.



in "maisfutebol.iol.pt"

Miguel Lopes pára até Janeiro?

A FIFA recusou ontem a inscrição de Miguel Lopes pelo Saragoça, que tinha chegado a acordo com o FC Porto para um empréstimo de uma temporada. Os documentos tinham entrado apenas quatro minutos depois da hora de fecho das transferências, o que colocou logo o processo em risco, de nada valendo os esforços dos dois emblemas para evitar que o jogador tenha de parar até ao mercado de Inverno. O Saragoça já manifestou entretanto a intenção de recorrer da decisão.


in "ojogo.pt"

Chelsea esteve longe de conseguir Álvaro


Os ecos da investida do Chelsea para tentar contratar Álvaro Pereira ao FC Porto continuam e, aos poucos, percebe-se que afinal o uruguaio esteve mais longe de deixar os azuis e brancos do que se chegou a pensar. "Ficámos muito longe das exigência do FC Porto pelo Álvaro Pereira", garantiu ontem André Villas-Boas, técnico do Chelsea. Aliás, o ex-treinador dos campeões nacionais até aproveitou para se congratular com os jogadores que tem no plantel: "Estou contente com Ashley Cole e Ryan Bertrand". Resta saber se manterá a mesma opinião na reabertura de mercado, em Janeiro.


in "ojogo.pt"

Vítor Pereira ficou satisfeito com estreia de Defour

GARANTIA DADA PELO JOGADOR



Defour estreou-se com a camisola portista na Marinha Grande, frente à U. Leiria e logo com uma assistência. Em declarações à imprensa belga, o médio falou desse seu primeiro jogo em Portugal e revelou uma conversa que teve, no final do mesmo, com Vítor Pereira.
“Fui suplente utilizado com a U. Leiria, fiz o meu trabalho e o treinador disse-me que estava satisfeito comigo”, confessou, lembrando depois que, no FC Porto, “a concorrência é muito forte” e que no onze só há lugar “para três médios”. A terminar, o reforço dos campeões nacionais afirmou também que vai começar a ter aulas de português.
in "record.pt"

O imparável Hulk

TITULARIDADE COM SADINOS SERÁ DECIDIDA HOJE


Hulk volta a bater recordes, ao ter recuperado da entorse no tornozelo esquerdo, que sofreu 3.ª feira, frente à U. Leiria. O Incrível foi dado como apto pelo departamento médico portista, integrou o treino de ontem sem limitações e foi convocado para o jogo desta noite, frente ao V. Setúbal. A grande dúvida, contudo, vai manter-se até bem perto da hora do jogo: irá o Incrível ser titular? Isso, sabe Record, só será decidido hoje, no próprio dia do jogo.
Apesar de Hulk estar apto a defrontar os sadinos e de lhe ser reconhecida uma enorme capacidade física, Vítor Pereira, que é quem tem a última palavra, pode entender poupar o seu craque esta noite, resguardando-o para o jogo de 3.ª feira, para a Liga dos Campeões, frente ao Shakhtar. Um cenário que carece de confirmação, mas que está em cima da mesa, muito por culpa do facto de o Incrível ter jogado na passada 2.ª feira, pelo Brasil, e no dia seguinte, com a camisola portista.
in "record.pt"

Sapunaru escandalizado admite abandonar selecção

Sapunaru apresentou-se ontem no Olival e logo foi confrontado as declarações do polémico presidente do Steaua, Gigi Becali, que acusou o lateral portista de simular a lesão no aquecimento para não defrontar a França, na terça-feira, em Bucareste.

«Estou indignado. Trabalhei vinte anos para chegar à selecção do meu país e agora tenho de ouvir isto? Estavam 55 mil pessoas no estádio, um ambiente como nunca vi, que razões tinha para simular uma lesão?», questiona um escandalizado Sapunaru ao jornal Prosport.

A verdade é que a lesão muscular (contractura) impedirá o romeno de alinhar hoje, além de poder provocar outras consequências, como o abandono da selecção romena. «Estou a pensar nisso, porque alguém ligado à selecção já deveria ter vindo a público dizer a verdade»,



in "abola.pt"

James cheio de «ganas»

A estreia pelo FC Porto na Liga, na passada terça-feira frente ao UD Leiria, não poderia ter corrido melhor e James está agora ansioso por poder voltar a jogar no Dragão.

Esse o estado de espírito que o jogador deixou perceber através da rede social Twitter. «De volta ao Dragão, com muitas ‘ganas’ de fazer o melhor possível», escreveu James.

Depois de dois golos e uma assistência no jogo da passada terça-feira com o UD Leiria, os adeptos podem então esperar o melhor do jogador na partida com o V. Setúbal, marcada já para esta sexta-feira.



in "abola.pt"

Pinto da Costa não apoia políticos nas eleições à Federação

O presidente do FC Porto diz que o clube não apoia a candidatura de qualquer político nas eleições à presidência da Federação Portuguesa de Futebol. De resto, Pinto da Costa garante que não tem qualquer preferência, nomeadamente entre Filipe Soares Franco ou Fernando Gomes, actual presidente da Liga de Clubes.

O nome do actual líder da Liga foi lançado hoje após reunião do Conselho de Presidentes, órgão que junta os líderes dos 32 clubes que participam nos campeonatos profissionais, enquanto Soares Franco anunciou também hoje a candidatura.

«O FC Porto tem uma posição bem clara: não vai tomar parte em qualquer luta eleitoral. Mas vetará e votará contra qualquer político que venha a ser candidato, pois entendo que o futebol tem de estar separado da política», disse Pinto da Costa, como que descartando qualquer apoio a Fernando Seara, actual presidente da Câmara Municipal de Sintra.

O líder do FC Porto disse ainda que tanto Filipe Soares Franco como Fernando Gomes serão bons candidatos e criticou ainda aquilo que considerou de arranjinhos, numa alusão ao encontro desta semana entre Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes, presidentes de Benfica e Sporting.



in "abola.pt"

Meireles recorda saída do FC Porto: «Queria sair e o clube queria vender-me»

Raul Meireles justifica a saída do Liverpool para rumar ao Chelsea com o interesse de André Villas Boas no seu concurso. Ao contrário do que sucedeu quando deixou o FC Porto para representar os reds, o médio esclarece que não tencionava abandonar Anfield neste defeso.

«As pessoas pensam que eu queria sair do Liverpool, mas apenas o fiz porque o Chelsea e André me quiseram. Foi um prazer vir para este clube, ainda que tivesse sido estranho por ter sido no último dia [do mercado de transferências]», explica Meireles, em entrevista ao canal de televisão do clube londrino.

Contratado pelo Liverpool ao FC Porto a dois dias o fecho do mercado, o médio, 28 anos, acabaria por viver experiência idêntica na transferência dos azuis e brancos para o Chelsea.

«Foi semelhante porque aconteceu tarde, mas ao mesmo tempo foi diferente porque quando estava no Porto eu queria sair e o clube queria vender-me. Tive apenas de aguardar pela melhor oportunidade», conta.

«Fiz a escolha certa ao vir para Inglaterra e para o Liverpool. Este ano foi diferente porque não queria deixar o Liverpool, senti que os novos proprietários não me queriam vender, mas o interesse do Chelsea e de André convenceram-me», admite.



in "abola.pt"

CJ indeferiu recurso do Marítimo no caso de Kléber

ALICIAMENTO EM CAUSA



O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) negou razão ao Marítimo no caso em que clube insular acusou o FC Porto de aliciar o avançado brasileiro Kléber de forma ilegal.
Em acórdão datado de 30 de agosto, a que a Lusa teve acesso, o CJ decidiu manter a deliberação da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que em junho passado já tinha mandado arquivar o processo de inquérito instaurado na sequência da queixa do Marítimo, e da qual o clube do Funchal recorreu.
O CJ entende que não houve violação dos regulamentos por parte do FC Porto, uma vez que Kléber estava emprestado pelo Atlético Mineiro ao Marítimo e que os direitos económicos do jogador pertenciam ao clube brasileiro, com quem os portistas negociaram a transferência.
Cedido ao Marítimo nas época 2009/10 e 2010/11, Kléber teve conhecimento do interesse do FC Porto em junho de 2010 e ter-se-á recusado a treinar durante o estágio da pré-temporada da equipa madeirense, o que lhe valeu um processo disciplinar e afastamento do plantel.
O processo negocial envolvendo os três clubes arrastou-se e a transferência acabou por não se efetivar nesse período, ficando o jogador mais uma época no Marítimo, antes de se transferir em definitivo para o FC Porto no início da presente temporada.
in "record.pt"

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O primeiro golo


E ao quinto jogo, chegaram os golos. Kléber marcou dois frente ao Leiria e começou a justificar os múltiplos sinais de confiança que foi recebendo dos responsáveis portistas. Depois de uma pré-temporada preenchida com cinco golos, os primeiros quatro jogos oficiais acabaram sem festejos do brasileiro, que serviram para levantar dúvidas e recordar... Falcao. Normal. Tão normal como o que se seguiu: pouco depois de se ter estreado a marcar - e logo por duas vezes -, Kléber recebeu uma imensidão de mensagens e telefonemas de felicitações. Uma dessas mensagens foi do amigo Rafael Mirada, compatriota do Marítimo com quem também partilhou o balneário do Atlético Mineiro. "Ainda não falei com ele, ao contrário do que é habitual, mas mandei-lhe uma mensagem a dar os parabéns pelos golos. Estou muito feliz por ele", afirmou.
Para trás, ficou uma fase sem golos, que parecia ter transformado Kléber num jogador mais ansioso, intranquilo e muitas vezes inseguro. Mas não. Rafael Miranda garante que o avançado esteve sempre "sereno", essa que até é a forma como é tratado por alguns companheiros do FC Porto, por o considerarem parecido com o defesa agora cedido ao Colónia! "Converso com ele quase todos os dias e esteve sempre tranquilo. Podem acreditar que é verdade. Nem falávamos muito sobre o facto de ele estar sem marcar, porque isso acaba por ser uma situação normal".
As conversas com Rafael Miranda também servem para melhor se compreender como é que no FC Porto se ultrapassam as supostas crises de confiança. "Ele só me diz maravilhas do clube e da cidade. Fala-me sempre de uma estrutura excelente e do acompanhamento fantástico que fazem aos jogadores. Também me está sempre a dizer que a cidade é linda e que tem muitas coisas diferentes para fazer... Enfim, é só elogios. Aliás, até fico com vontade de ir para lá com ele", concluiu, em jeito de brincadeira. Agora, "seguem-se mais golos do Girafão", como também é conhecido, depois de ter ultrapassado a barreira psicológica da ausência de golos.

Apoio da namorada e do amigo Maicon

Kléber chegou ao FC Porto e tratou logo de fazer amigos, naquele jeito "sereno" que até lhe valeu a alcunha no plantel. No grupo de trabalho tem um amigo especial, com quem partilha a maior parte do tempo livre. Maicon é o companheiro preferido e aquele com quem tem viajado na descoberta de uma cidade do Porto que rapidamente o encantou. O brasileiro, que tem apenas 21 anos, vive na Invicta com a namorada, que o tem acompanhado desde o primeiro dia desta nova experiência.

O primeiro golo

Falcao | O colombiano é um caso raro: chegou ao FC Porto e tratou logo de facturar em dia de estreia, na Mata Real. Entrou ao intervalo e marcou aos 78 minutos. Depois, seguiram-se mais três jogos consecutivos sempre a facturar.
Lisandro | Tal como Kléber, Lisandro também precisou de cinco jogos oficiais para se estrear a marcar no FC Porto. Na primeira época, o argentino participou em 26 jogos do campeonato - oito como suplente utilizado -, tendo apontado apenas sete golos.
Benni McCarthy | O sul-africano chegou a meio de 2001/02, tendo marcado de imediato, para a Taça. O primeiro golo no campeonato tardou 3 jogos, mas Benni acabou a temporada como uma interessante marca de 12 tentos em 11 encontros para a Liga...
Pena | O brasileiro teve um arranque incrível no FC Porto: marcou 13 golos em nove jogos consecutivos, 2 golos logo na estreia, contra o Paços. Pena terminou 2000/01 com um registo de 22 golos em 29 partidas disputadas para o campeonato.

in "ojogo.pt"

James para quem lhe deitou a mão


"Houve muitas sondagens durante o Mundial, muitas perguntas, mas não havia nada a fazer, porque estava tudo tratado com o FC Porto". Pois é. James voltou a brilhar de azul e branco, mas o destino podia ter-lhe trocado as voltas se a SAD tivesse confiado nos 30 milhões de euros que, há um ano, constavam da cláusula de rescisão do colombiano. Entre Toulon e o Mundial, o esquerdino renovou até 2016 e esticou a multa até aos 45 milhões, fechando portas a quem teve olhos, mas não barriga.
Silvio Sandri, empresário do avançado, confessou que o FC Porto agarrou o prodígio colombiano bem a tempo das garras de clubes bem mais poderosos a nível financeiro, mostrando-se convencido que os portistas têm no plantel um dos jogadores mais promissores do mundo. O jogo com o Leiria, de estreia esta temporada, serviu apenas para reforçar o óbvio. "Está adaptado e vai mostrar outro nível esta temporada. Vi o jogo e este James cabe em qualquer equipa, mas o FC Porto percebeu a tempo que já havia muitos clubes atentos. Estou certo de que não sairá por menos do que a cláusula, que aceitámos porque para ele é claro que o futuro passa pelo FC Porto. É cedo para pensar em sair, até porque James nem sequer é titular indiscutível e esse é o principal objectivo neste momento", esclareceu Silvio Sandri.
A verdade é que James deposita grande esperança nesta temporada, tendo provado essa determinação com a vontade que manifestou em realizar o estágio na Alemanha, pouco tempo antes do início do Campeonato do Mundo'sub-20. James foi mesmo um dos principais destaques desse Mundial, não só nos relvados, mas também fora deles, tal como recordou Nestor Riveros, adjunto da selecção. "Havia muita agitação em torno dele, muitos empresários a quererem abordá-lo, mas nos treinos e no hotel ninguém entrava. Estiveram aqui treinadores, dirigentes e empresários e o James era a estrela da equipa. Mas não tenho dúvidas de que isso não mexeu com ele".
Eduardo Lara, o seleccionador, gostou de ver os dois golos apontados por James na Marinha Grande - "Entrou com o pé direito. Aliás, no caso dele até foi com o esquerdo" - e não tem dúvidas que o destino lhe reservará "coisas muito grandes". "É um grande jogador, com um potencial tremendo, e vai ser o jogador que todos estão à espera. Não tenho dúvidas sobre isso. E ele também merece o melhor, porque é um rapaz fantástico", concluiu.

Selecção principal mais próxima

O próximo compromisso da selecção principal da Colômbia será em Outubro (dia 11), frente à Bolívia, e existe a "forte possibilidade" de James ser chamado. A convicção partiu do empresário e foi sustentada por Eduardo Lara. "Sem querer adiantar-me aos factos e a quem tem de revelá-los, estamos convencidos de que estará na próxima convocatória da selecção da Colômbia", afirmou Silvio Sandri. Não se vinculando oficialmente, Eduardo Lara explicou que essa afirmação até pode fazer sentido, tendo em conta a "qualidade inegável de James".

in "ojogo.pt"

A dança das cadeiras


Dois jogadores equilibrados por posição é o mínimo que um treinador pede quando forma um plantel. Vítor Pereira não fugiu à regra dos compêndios, mas neste momento não tem só de gerir a luta de dois galos para cada poleiro. O estatuto de indiscutível conquistado, com mérito, por João Moutinho e Hulk, faz sobrar jogadores para duas posições homólogas. Aqueles que, em teoria, seriam as suas sombras, são agora as de outro colega. Para a direita do miolo e esquerda do ataque há três opções para uma só cadeira. E se hoje é fácil estabelecer uma hierarquia, o passado dos artistas e o que se lhes augura de futuro desfazem completamente quaisquer que sejam as contas mais óbvias.
No meio-campo, Guarín começou como parceiro de Moutinho pelo crédito acumulado o ano passado. Belluschi, que vinha a perder terreno, voltou ao onze na Marinha Grande e de forma muito meritória, o que lhe garante para já a continuidade no lugar. E ainda há Defour, que custou seis milhões de euros e não é um nome a descurar. Que o digam Juande Ramos e Alex Ferguson, que já o quiseram para reforçar Real Madrid e Manchester United, respectivamente. Num ápice tudo pode mudar. E o mais provável é que mude mesmo e de forma muito regular.
Quanto ao ataque, é James Rodriguez quem tem agora lugar cativo. Mas antes, contra o Barcelona, foi Cristian (o mais caro de todos) a começar. E no campeonato jogou sempre Varela. Se Hulk não jogar contra o Setúbal, um terá de ser desviado para a direita e o jogo de equipa pode tornar-se também um despique individual para saber, no regresso do brasileiro, quem se mantém no onze. E ainda há Djalma e Iturbe, por ora soluções com enfoque futuro.

Kléber reservou poltrona

O meio-campo e as pontas são as zonas do campo mais concorridas, mas as laterais, o eixo da defesa e até a posição de trinco também têm sofrido variação nos seus titulares. Sem concorrência, só Helton e Kléber. Obviamente Bracali e Kadú, no caso do guarda-redes, e Walter, no que respeita ao avançado, gostariam de poder discutir o lugar, mas a tarefa não é fácil. Helton já se sabia e é por isso mesmo que Kléber merece o destaque. Chegou há dois meses, mas já não tem qualquer sombra.

in "ojogo.pt"

Souza brinca com o apagão e recorda a... Luz

Souza encarou bem o regresso ao banco e no final da partida com o Leiria até brincou com o apagão da Marinha Grande, que serviu para recordar a festa do título de campeão conquistado em pleno Estádio da Luz. "Valeu galera. Estou de volta com mais uma vitória e a liderança do campeonato. Parabéns a toda equipa pela vitória e parabéns aos adeptos que fizeram uma linda festa. Só foi pena a luz ter acabado, mas até já estamos acostumados", brincou o médio, que voltou a perder a titularidade para Fernando, depois de ter feito parte do onze inicial nas primeiras quatro partidas da temporada. Recorde-se que Souza revelou recentemente, em entrevista a O JOGO, que está consciente da valia de Fernando e que até está preparado para voltar a ser suplente daquele que considera ser "um grande amigo". As declarações no final da partida com o Leiria ajudaram a reforçar essa ideia.


in "ojogo.pt"

«Não haverá poupanças»


O FC Porto foi a última equipa a jogar na terceira jornada, terá honras de abertura da quarta ronda já na sexta-feira com o Vitória de Setúbal e, na terça-feira, inicia o trajeto europeu na Liga dos Campeões.
Em conferência de imprensa de antevisão do encontro com os sadinos, Vítor Pereira avisou que não haverá poupanças para o jogo com os sadinos porque quer ver os melhores dentro de campo para alcançar mais um vitória e assim manter a liderança na I Liga.
«No jogo de amanhã entrarão os jogadores que darão a melhor resposta ao que é necessário para um desafio fundamental como este, que queremos ganhar para manter a liderança. Estamos focados no encontro com o Setúbal e sabemos aquilo que temos de fazer para vencer», começou por dizer o técnico do FC Porto, esta quinta-feira, no auditório do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, depois da última sessão de trabalho antes do desafio com os sadinos.
Vítor Pereira diz que este Vitória de Setúbal tem jogadores que variam entre a experiência e a inexperiência.
«Às vezes tornam-se imprevisíveis porque perdem respeito pelo adversário, mas esses desequilíbrios provocados pelos mais jovens podem provocar danos. É uma equipa que tem outros jogadores mais experientes, que não se entusiasmam, mantêm -se organizados e não vão atrás da emoção», explicou.
Na época passada, ainda enquanto técnico-adjunto de Villas-Boas, Vítor Pereira foi o treinador principal no encontro com os sadinos. Memórias essas que vieram hoje à conversa.
«Recordo-me bem desse jogo. Foi de grande dificuldade, as mesmas que vamos encontrar amanhã. Um jogo complicado que vamos precisar de estar ao melhor nível e do apoio da nossa gente», lembrou.
O FC Porto, que fechou a terceira jornada, tem as honras de abertura da ronda número quatro da I Liga, na receção ao Vitória de Setúbal, esta sexta-feira, a partir das 20h15, no Estádio do Dragão.
in "sapodesporto.pt"

Gigi Becali: «Sapunaru chama-nos comunistas»

PRESIDENTE DO STEAUA ACUSA O LATERAL



No treino portista marcado para esta manhã, Vítor Pereira já deve poder contar com Otamendi (Argentina), Guarín (Colômbia) e Sapunaru (Roménia), jogadores que estiveram ao serviço das respetivas seleções. Só a presença do colombiano ainda não está totalmente garantida, mas há outro ponto de interrogação a pairar na cabeça do treinador portista: Sapunaru vem ou não lesionado?
Conforme Record adiantou ontem, o romeno lesionou-se no aquecimento do jogo da sua seleção com a francesa, tendo passado rapidamente de titular a carta fora do baralho. Contudo, o patrão do Steaua Bucareste, Gigi Becali, veio, ontem, pôr isso em causa, tecendo duras críticas ao portista.
“Ele não se lesionou, foi apenas um capricho”, afirmou o referido dirigente, mas sem se ficar por aí: “O Sapunaru não gosta de ser controlado no quarto, quando a equipa está em estágio e, sempre que isso acontece, acusa-nos de sermos comunistas. O problema é que ele sente-se como se fosse a grande estrela da nossa seleção.”
in "record.pt"

Sapunaru sofreu lesão em pleno aquecimento

Cristian Sapunaru apresentou-se ontem no FC Porto com uma lesão muscular. Voltar dos compromissos das selecções com problemas físicos não é uma situação nova entre futebolistas dos dragões e a questão clínica do lateral-direito romeno pode mesmo provocar a sua ausência das opções para o jogo de amanhã, no Estádio do Dragão, frente ao Vitória de Setúbal.

O jogador romeno sofreu uma contractura muscular na perna direita e já está a ser devidamente acompanhado pelos responsáveis clínicos do FC Porto, depois de ter viajado para Portugal ontem de manhã. Em princípio, a lesão muscular será impeditiva para a recepção aos sadinos.

Tudo aconteceu em pleno aquecimento do jogo de anteontem, frente à França, que terminou com um empate sem golos, resultado que pode ter comprometido em definitivo as aspirações de apuramentos dos romenos para a fase final do campeonato da Europa do próximo ano.

No primeiro embate desta ronda dupla de qualificação, no Luxemburgo, o lateral portista tinha sido baixa por castigo, mas Victor Piturca, o seleccionador, contava com ele para o ataque aos franceses, num jogo decisivo para as ambições da selecção e que assinalou um marco histórico no futebol local, com a inauguração do novo Estádio Nacional de Bucareste, que esta época vai receber a final da Liga Europa.



in "abola.pt"

Hulk fora e dentro

Hulk é uma grande incógnita para o jogo de amanhã, com o Vitória de Setúbal, no Dragão (20.15 horas). O avançado brasileiro não se treinou ontem de manhã, esteve apenas a fazer tratamento e não se sabe ainda se o tornozelo direito, onde sofreu a entorse, o vai deixar correr, cruzar ou rematar, embora o pé esquerdo seja quem mais ordene na forma de jogar do avançado.

O choque foi duro e teve consequências. Hulk não esteve em condições para trabalhar com os seus companheiros na manhã de ontem. Ninguém teve tempo para repousar do jogo com o UD Leiria, que acabou por ser igualmente uma injecção de confiança para a equipa, e, ao mesmo tempo, uma resposta a quem manifestava dúvidas. Ainda muito sob o efeito do que foi fazendo na última temporada. Vítor Pereira sabe que tem de mexer, mas muito devagar, até porque não dá grandes resultados mexer no que estava bem...

É um teste também à paciência e aos conhecimentos de mais um treinador escolhido por Pinto da Costa, defendido por Pinto da Costa, e que já se viu tem tudo para vencer. Entra aqui o nome de Hulk. Há muitas questões à volta da sua incrível disponibilidade 24 horas depois de ter jogado pelo Brasil, em Londres. Uma viagem de jacto colocou-o em Portugal a tempo de jogar na Marinha Grande. É um exemplo curioso que serve para todo o grupo e que até poderá ser apresentado noutros momentos desta temporada.



in "abola.pt"