domingo, 11 de setembro de 2011

Vítor Pereira pede equipas B nos campeonatos profissionais


Vítor Pereira alertou ontem, durante a cerimónia do terceiro aniversário do Dragon Force, para a necessidade de a Federação Portuguesa de Futebol alterar os regulamentos de forma a permitir a participação das equipas B nos campeonatos profissionais. Só desta forma, segundo o treinador, "se poderá eliminar o hiato entre o futebol da formação e o profissional".
O treinador abordou o assunto depois de ter elogiado as "excelentes condições" proporcionadas pelo Dragon Force - e também pela formação do clube -, sem que isso tenha tido repercussões directas na equipa principal, onde já há algumas épocas não há um jogador que se fixe depois de ter saído das escolas. "Para que isso aconteça, é fundamental que a FPF altere os regulamentos, uma vez que as equipas B têm de competir na segunda divisão. Temos de ser sinceros: um jogador júnior não está preparado para integrar a equipa sénior do FC Porto. Isso é uma utopia. Por isso, é fundamental que os jogadores possam competir nos campeonatos profissionais através das equipas B, uma vez que nas segundas divisões o futebol está inserido num contexto de muitas dificuldades e luta, mas de pouca qualidade. Isto para que depois os governantes não se queixem da falta de portugueses nas equipas grandes, ou ainda nas dificuldades para encontrar jogadores para as selecções. É necessário que se regulamente com qualidade", explicou.
Durante a conversa que ficou restrita à temática do Dragon Force, Vítor Pereira recordou ainda o tempo que passou a trabalhar nos escalões de formação do clube, para identificar as diferenças com a actualidade. "Hoje, este espaço fantástico proporciona o contexto ideal para os jovens evoluírem. Mas aos meus filhos, que também estão associados a este projecto, digo-lhes apenas para desfrutarem e serem felizes. Apesar disso, sinto que aqui se transmite desde cedo uma vontade muito grande de conquista e vitória." Sem querer revelar nomes, mas pegando na sua experiência na formação do FC Porto, Vítor Pereira explicou ainda que "a maior parte das vezes são os mais pequenos que chegam ao topo", porque são esses que "têm de encontrar soluções para ultrapassar os adversários".

in "ojogo.pt"

Rolando capitão


Rolando entrou oficialmente para a hierarquia dos capitães do FC Porto. O JOGO sabe que o central perfilava-se desde a época passada para assumir estas funções estando apenas dependente da saída de algum dos quatro capitães: Helton, Hulk, Mariano e Falcao. Saíram os dois últimos e Rolando, que está no clube desde 2008 - é dos mais antigos - já foi anunciado dentro do balneário, tendo sido aceite sem reservas por parte dos companheiros. É verdade que Rolando ainda não usou a braçadeira esta época, mas fê-lo a 8 de Maio de 2010 numa partida com o Leiria (4-1). Jesualdo Ferreira era o treinador e, na altura, já dava a entender que o central poderia ser uma alternativa para o lote restrito de "chefes de balneário". Na sexta-feira, Rolando surgiu na ficha do jogo com o Setúbal como subcapitão de equipa.
Por uma questão de antiguidade, Helton continua a ser o primeiro da hierarquia, Hulk e Rolando surgem logo a seguir, estando ainda em aberto um quarto posto se a vaga deixada pela saída de Falcao for preenchida. Olhando para o plantel do FC Porto, saltam dois nomes evidentes para fechar o lote de capitães: Fucile e João Moutinho. O uruguaio é dos mais antigos no plantel, está desde 2006 - só Helton chegou mais cedo - mas nunca apresentou um perfil de líder dentro das quatro linhas, nem é visto como tal pelos companheiros. Sobra, assim, João Moutinho, cujas características encaixam na perfeição neste papel. Basta recordar os elogios públicos de Pinto da Costa que sempre o considerou "um jogador à Porto". O médio só está a iniciar a segunda época de dragão ao peito, mas tem no currículo o papel de capitão do Sporting desde 2007, quando tinha apenas 20 anos.
As inúmeras alterações sofridas pelo plantel nas últimas temporadas, deixaram o FC Porto com poucos jogadores que transportem a mística do clube. Só esta época entraram oito caras novas - Danilo chega em Dezembro - e saíram dois dos capitães, tal como aconteceu em anos anteriores com as vendas de Raul Meireles, Bruno Alves , Lucho, ou o fim de carreira de Nuno.

José Pedro

"Tem perfil para o lugar"

José Pedro, agora no Setúbal, partilhou o balneário com Rolando no Belenenses durante quatro épocas e não duvida de que o central tenha perfil de capitão, apesar de ser reservado. "Não sei se mudou muito nos últimos tempos e se o facto de, eventualmente, lhe terem dado mais responsabilidade o tenha mudado, mas sempre foi muito calado, mesmo no balneário. No entanto, quando era preciso estava presente. Sempre soube dar a volta às situações menos positivas. Aliás, muitas vezes, o respeito dos companheiros também se conquista pela qualidade em campo. E nesse particular, tem mesmo muita qualidade."

Os outros capitães

Helton
O guarda-redes brasileiro passou a ser o primeiro capitão do plantel no arranque da última temporada, depois da saída de Bruno Alves e de Raul Meireles para o estrangeiro, estatuto que mantém esta época.
Hulk
Ganhou protagonismo na equipa e também no balneário, com a subida, durante a época passada, ao grupo de capitães. Hulk era o quarto na hierarquia, atrás de Helton, Mariano e Falcao. Agora será o segundo.
Fucile/Moutinho
O quarto capitão deve sair da dupla Fucile/João Moutinho. O lateral tem mais anos de clube, enquanto o médio tem o perfil e a experiência adequados para ocupar o lugar.

O segundo com este nome a usar a braçadeira

Se recuarmos mais de 40 anos, encontra-se outro defesa-central de nome Rolando que também usou a braçadeira de capitão do FC Porto. E rezam as crónicas que era um defesa de excelência, que também actuou como médio-defensivo. José Rolando Andrade Gonçalves nasceu no Porto a 11 de Junho de 1944 e representou os dragões entre 1963 e 1976. Ainda jogou uma época no Salgueiros, emprestado pelo FC Porto, quando foi promovido a sénior. Juntamente com Américo, Custódio Pinto, Rodolfo, Pavão e Nóbrega, entre outros, marcou uma era no clube. Era o capitão de equipa no fatídico jogo com o Setúbal em que Pavão perdeu a vida em pleno relvado do Estádio das Antas. Esse terá sido, certamente, o momento mais triste de uma carreira que o levou a representar por oito vezes a Selecção Nacional. Nunca se sagrou campeão nacional pelo FC Porto, mas mais tarde, como técnico das camadas jovens do clube do coração, viria a festejar um título.
Actualmente, ainda é funcionário do FC Porto no Departamento de Futebol, servindo as camadas jovens do clube e o seu gabinete de prospecção.

"Vão dar conta do recado"

Rolando foi outro convidado do terceiro aniversário do Dragon Force, ele que até apadrinha uma das equipas, tal como Moutinho - ficou com os mais pequenos -, Helton, Hulk e Varela. Acompanhado do filho, o defesa elogiou o "fantástico projecto" desenvolvido pelo FC Porto, antes de ter comentado a sua ausência na partida com o Shakhtar, devido a castigo. "O meu objectivo é jogar sempre. Vamos ter um jogo importante, da Champions, em casa, e temos de vencer. Não vou poder participar, mas estou certo de que os meus companheiros vão dar conta do recado."

in "ojogo.pt"

Duas baixas certas e laterais contra o tempo


Guarín integrou ontem o primeiro treino sem limitações desde que regressou da selecção colombiana, mas não fará parte dos planos de Vítor Pereira para o jogo com o Shakhtar Donetsk, já que foi expulso frente ao Barcelona, na Supertaça europeia, com vermelho directo. Ainda assim, só irá cumprir um jogo de suspensão. Aliás, no que diz respeito a castigos, Rolando também não poderá jogar na primeira jornada do Grupo G da Liga dos Campeões, depois de, também ele, ter sido expulso no Mónaco, neste caso por acumulação de amarelos.
Privado do internacional português, a dupla de centrais mais do que provável será Otamendi e Maicon. No meio-campo, as soluções são mais vastas, de modo que Vítor Pereira não deverá ter dificuldades em encontrar uma alternativa. João Moutinho deve jogar ao lado de Belluschi e, tudo indica, Fernando será o trinco.
As preocupações de Vítor Pereira não se ficam por aqui. Sapunaru continua a fazer tratamento à lesão que trouxe da selecção e Álvaro Pereira também não treinou ontem de manhã por causa de uma contusão na perna direita sofrida na véspera contra o Setúbal. Contudo, nestes dois casos é de esperar que recuperem a tempo do jogo com os ucranianos. De qualquer forma e até nova ordem do departamento médico do clube, os laterais estão em dúvida e trabalham ao lado de Alex Sandro, que continua a recuperar da lesão muscular sofrida ao serviço da selecção brasileira sub-20.

Shakhtar marcou campanha de 83/84

O único embate entre o FC Porto e o Shakhtar Donetsk remonta aos quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças de 1983/84. O FC Porto, então orientado por António Morais, ganhou 3-2 em casa frente a um Shakhtar comandado por Viktor Nosov. Depois, em Donetsk, os azuis e brancos empataram 1-1. O FC Porto acabaria por chegar à final da prova, perdendo por 2-1 em Basileia, diante da Juventus de Platini.
Em dez jogos frente a equipas portuguesas, o Shakhtar somou quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas (três vitórias e duas derrotas em solo lusitano). Na época passada, os ucranianos tiveram pela frente o Braga na fase de grupos da Champions, vencendo por 3-0 fora e 2-0 em casa.
Em 2007/08, Jadson, ainda no plantel, apontou o golo da vitória sobre o Benfica (1-0) no Grupo D da fase de grupos da Champions, num jogo em que esteve Cristian Rodríguez.

Shakhtar esperado ao final da tarde

A chegada da comitiva do Shakhtar Donetsk ao Porto está prevista para as 17h35. Mas antes de embarcar, a equipa de Mircea Lucescu tem previsto um treino, pelo que só vai fazer a adaptação no Estádio do Dragão na véspera do jogo. No último encontro da liga ucraniana, que terminou com uma goleada (5-1), o Shakhtar alinhou com: Rybka; Chygrynski, Rat, Rakitsiy, Fernandinho, Jadson, Kobin, Mkhitaryan, Luiz Adriano, Eduardo e Dentinho.

Luís Gonçalves volta a casa como adversário

Luís Gonçalves [à direita na foto] terminou uma ligação de vários anos com o FC Porto no início da época passada, passando a liderar o departamento de prospecção do Shakhtar Donetsk. As funções são em tudo semelhantes às que tinha no Dragão e passam por uma observação detalhada de jogadores. Recentemente esteve na Colômbia, no Mundial'sub-20, onde se cruzou com outros "scouts" nacionais. Na época passada, o Shakthar defrontou o Braga para a Champions, mas agora Luís Gonçalves vai regressar mesmo a "casa", mas no papel de adversário. O coração, esse, estará dividido.

in "ojogo.pr

Dupla que vale ouro

HULK E JAMES TIVERAM PARTICIPAÇÃO ATIVA EM 10 DOS 14 GOLOS



Radamel Falcão já só é lembrado nas bancadas do Estádio do Dragão quando algum adepto enverga a camisola 9 da época passada. E assim será enquanto o FC Porto for colecionando triunfos. Kléber já encontrou o caminho da baliza [desta vez ficou por um remate à barra], mas quem mais tem chamado a si o protagonismo é a dupla sul-americana Hulk/James Rodríguez. O brasileiro e o colombiano tiveram participação ativa em 10 dos 14 golos marcados pelos campeões nacionais no arranque desta temporada.
Tanto o Incrível como El Bandido somam já 6 tentos em conjunto (3 cada um), embora a preponderância de ambos vá muito para além dos remates certeiros. A capacidade que possuem para ler o jogo e fazer assistências permite-lhes servir companheiros que se apresentem em melhores situações para finalizar, conforme aconteceu mais recentemente no triunfo sobre o Vitória de Setúbal. Hulk ofereceu o golo a James e Belluschi. Na Marinha Grande, frente à União de Leiria, além de bisar, o colombiano de 20 anos assinou uma abertura primorosa para Alvaro Pereira, que culminou no segundo tento de Kléber. Mais do que estarem preocupados com o seu estatuto de craques, o Incrível e James levam a sério a ideia de que só através do bom funcionamento do coletivo será possível igualar ou até superar a época transata. Um princípio do qual Vítor Pereira não abdica.
in "record.pt"

Rolando: «Torço por fora para conseguirmos vencer»

DEFESA ACREDITA NA QUALIDADE DOS COLEGAS



Soma 17 jogos na Liga dos Campeões e até já marcou 2 golos, mas não poderá ajudar o FCPorto no duelo de terça-feira, frente ao Shakhtar Donetsk, uma vez que a expulsão na Supertaça Europeia o impede de alinhar por uma partida. Será da bancada que Rolando vai assistir ao regresso dos azuis e brancos à Champions, depois da conquista da Liga Europa. Uma situação à qual não está habituado, mas que não o preocupa, dada a qualidade da equipa.
“O meu objetivo é jogar sempre. É o primeiro encontro da Champions, ainda por cima em casa, e era importante estar em campo, mas os centrais que jogarem vão dar conta do recado. Vou ficar a torcer por fora para conseguirmos vencer”, destacou o defesa, de 26 anos.
in "record.pt"

Sapunaru perde o comboio

Lateral-direito romeno não recupera da lesão muscular que sofreu na selecção. Fucile será opção natural para o jogo com o Shakhtar. Regressos de Guarín e Otamendi à vista.

O romeno Cristian Sapunaru não vai recuperar a tempo de poder alinhar frente ao Shakhtar Donetsk, jogo marcado para depois de amanhã à noite, no Estádio do Dragão.

O lateral-direito falha, assim, a estreia dos dragões na edição deste ano da Liga dos Campeões, devido a uma contractura muscular na coxa esquerda sofrida no período de aquecimento do jogo que a selecção da Roménia efectuou frente à França.

Depois de toda a polémica levantada pelo controverso presidente do Steaua de Bucareste, Gigi Becali, que insinuou que Sapunaru simulou a lesão por não querer jogar, devido a alegados problemas com o técnico Victor Piturca, o médico da selecção veio finalmente a público confirmar que o jogador portista sofreu, realmente, uma lesão no músculo da coxa esquerda, que, segundo o próprio Sapunaru confirmou à imprensa do seu país, é impeditiva de participar no jogo de estreia da Liga dos Campeões.



in "abola.pt"

O bom sabor dos velhos tempos

Notável vencedor da Liga Europa da época passada, o FC Porto desvia agora objectivos para a prova maior.

É, afinal, normal o passo a que se propõe, a Champions é uma competição muito sua, o clube tem estado em quase todas. Desde que o formato actual nasceu, em 1992, os dragões perderam apenas três edições (1994/95, 2002/03 e 2010/11), preparando-se para abordar a 16.ª época a disputar o quadro principal.

O registo é magnífico, único a nível nacional e fortemente pesado no plano internacional, os dragões são dos principais clubes da história da Champions no nível de participações.



in "abola.pt"

sábado, 10 de setembro de 2011

DRAGÕES REENCONTRAM LICEO E VALDAGNO

O FC Porto Império Bonança conheceu este sábado os adversários na fase de grupos da Liga Europeia. Os Dragões foram colocados no grupo C, juntamente com Liceo da Corunha (Espanha), Valdagno (Itália) e Genève (Suiça). Na primeira jornada, a 19 de Novembro, o Liceo da Corunha desloca-se ao Dragão Caixa.

Liceo da Corunha e Valdagno são adversários conhecidos dos portistas. O FC Porto perdeu o acesso à final da Liga Europeia frente aos espanhóis, no desempate por grandes penalidades, na última época, e defrontou os italianos nas duas últimas temporadas.



in "fcp.pt"

UM CLÁSSICO NÃO TEM FAVORITOS

O guarda-redes Quintana e o primeira linha Gilberto Duarte fizeram esta sexta-feira a antevisão do duelo com o Benfica, em Lisboa (domingo, 15h00), relativo à primeira jornada do Andebol 1. Frente a frente vão estar o tricampeão nacional e o quarto classificado do último campeonato, mas os jogadores azuis e brancos repartem o favoritismo, num clássico sempre apetecível.

Quintana: “Somos tricampeões”
“Já tenho ideia do que significa um Benfica-FC Porto e vamos fazer tudo para ganhar o jogo. Somos tricampeões, mas este é um jogo de começo de época e acho que não há favoritos, pode acontecer qualquer coisa. Estávamos a sonhar jogar na Liga dos Campeões, mas não conseguimos. Agora temos de olhar em frente, ser campeões e voltar a disputar a entrada na prova.”

Gilberto Duarte: “Jogar na Luz é sempre complicado”
“O jogo contra o Benfica no Torneio de Portugal [vitória dos Dragões por 25-24] serviu de preparação. As equipas rodaram muito, pelo que este será um jogo mais duro, intenso. Jogar na Luz é sempre complicado e estamos a preparar bem o encontro. Nestes jogos nunca há favoritos: de um lado está o campeão nacional, mas um ‘grande’ em casa é sempre muito forte. A nível individual, já recuperei da lesão e estou muito melhor, mas preciso de continuar a trabalhar, porque perdi muito tempo da pré-época. O nosso objectivo é lutar para ganhar tudo e chegar o mais longe possível na Taça EHF. Como temos a mesma estrutura dos últimos anos, é mais fácil trabalhar.”



in "fcp.pt"



Alvaro Pereira ausente

GUARÍN DE REGRESSO AO TRABALHO


Menos de 24 horas depois da vitória frente ao V. Setúbal (3-0), o FC Porto voltou aos treinos para preparar o jogo com o Shakthar Donetsk, da Liga dos Campeões, partida agendada para terça-feira.
A ausência de Alvaro Pereira foi a nota dominante da sessão de trabalho deste sábado. O uruguaio sofreu um toque no jogo com os sadinos e, segundo o boletim clínico publicado no site do FC Porto, o jogador limitou-se a fazer tratamento, devido a uma contusão na perna direita.
Sapunaru continua ausente e Alex Sandro prossegue também a recuperação da lesão contraída no Mundial de Sub-20.
No sentido inverso, destaque para Guarín que realizou o primeiro treino depois de ter estado ao serviço da seleção colombiana, pelo que deverá ser opção para o jogo de terça-feira da Champions.
in "record.pt"

Um beijinho agora de mão-cheia...

5.º GOLO NAS REDES DA FORMAÇÃO SETUBALENSE


Demorou mas chegou. João Moutinho ainda não tinha marcado com a camisola azul e branca no campeonato mas ele que é declaradamente o seu adversário talismã proporcionou-lhe esse êxtase. Já está, com o médio portista a prometer uma época com muito golos, tal como aconteceu sobretudo na sua última temporada no Sporting, que terminou com 9 tentos apontados, uma marca que nem por isso convenceu os responsáveis leoninos a esforçarem-se mais para o manterem no plantel.
Com o emblema onde se destaca o dragão, até ontem Moutinho só tinha apontado 2 golos. Um ao Juventude de Évora, em jogo da Taça de Portugal, e outro ao Benfica, também nesta competição, na assombrosa remontada que apagou pela primeira vez a Luz.
in "record.pt"

FC Porto - Setubal (Declarações)


James

"Pode ser o meu ano mas com ajuda"

Se foi por inspiração divina ou golpe de génio, o certo é que o golo apontado, ontem, por James Rodríguez entrou na galeria da temporada. Com beleza e com uma forte pitada de inteligência, a nova estrela colombiana do FC Porto deu um pontapé providencial aos obstáculos que impediam que a bola entrasse na baliza do Setúbal. "Estou muito contente; foi um grande golo e muito importante", reconheceu James Rodríguez, animado pelo contributo no reforço da vitória dos dragões. A rampa está lançada para a consagração de um talento que diz ter jogado "pouco na época passada". "Nesta", acrescenta,"as coisas estão sair-me bem"."Pode ser o meu ano com a ajuda de todos; assim será o ano de toda a equipa", completou, alertando que é "importante manter o mesmo nível na Champions". "Temos de pensar já no jogo de terça-feira porque vamos defrontar um rival muito complicado", concluiu.

Defour

"Treinador percebeu que pode contar comigo"

Defour dificilmente podia ter tido uma estreia mais positiva na equipa titular. O belga realizou uma excelente exibição e, no final, revelou uma enorme satisfação por aquilo que tinha acabado de fazer. "Treinei sempre bem e com vontade de mostrar o meu valor. Neste jogo, o treinador voltou a perceber que pode contar comigo", atirou Defour, que até teve oportunidade para marcar logo no arranque da segunda parte. "É verdade. Tive a oportunidade de fazer um golo, de cabeça, mas essa não é a minha especialidade." O médio diz que não sentiu grande diferença a jogar com Souza ou Moutinho - "são os dois grandes jogadores" -, antes de explicar que tanto actua na posição de trinco como mais à frente. "Jogo em qualquer posição. Aliás, aqui estamos sempre a mudar de posições durante o jogo", explicou.

Moutinho

"Golo tinha de aparecer"

Moutinho entrou para marcar e dar uma vitória "importante" à equipa. "Sabíamos que a jogar assim íamos acabar por marcar. Também sabíamos que tudo ficaria mais fácil depois de entrar o primeiro. A partir desse momento, o Setúbal arriscou mais e nós aproveitámos bem e ainda marcámos mais dois golos." O médio afirmou ainda que a equipa tem agora de começar a pensar em "vencer também na Champions", já na próxima terça-feira, na recepção ao Shakhtar Donetsk.

in "ojogo.pr"

Pinto da Costa: Pinto da Costa


Pinto da Costa voltou a deixar o Dragão contente com o jogo que viu frente ao Setúbal e uma vitória que permite aos campeões nacionais continuar na liderança à quarta jornada, só com vitórias. Aliás, na cabeça do presidente do FC Porto nunca houve dúvidas sobre o desfecho deste encontro. "Gostei da primeira parte, dava para perceber o que vinha aí", justificou. Mas o que deixou Pinto da Costa mesmo satisfeito acabou por ser o lance do segundo golo, que seguiu com mais atenção. "Gostei mais do golo do James, não só por ter sido o mais bonito, mas sobretudo pelo espírito de equipa. Ninguém foi guloso ao ponto de querer marcar e o Hulk ofereceu o golo ao miúdo", explicou. Ainda assim, reconheceu que o de Moutinho acabou por desbloquear o jogo. "Foi importante por ser o primeiro", frisou ao "Porto Canal".
Ao cabo do segundo jogo do FC Porto em menos de uma semana surge a primeira jornada da Liga dos Campeões no horizonte, com o Shakhtar Donetsk, mas a atitude promete não mudar, independentemente da vitória que mantém a equipa na liderança do campeonato português: "Mesmo que por absurdo tivéssemos perdido hoje [ontem], a motivação estaria alta na mesma e o objectivo seria sempre ganhar."
Para variar um pouco daquilo que é habitual para quem anda no mundo do futebol, Pinto da Costa não vai ver mais nenhum jogo do campeonato este fim-de-semana: "Não vou ver mais nenhum jogo esta jornada, não estou interessado. Vou passar o fim-de-semana fora, longe do futebol."

in "ojogo.pt"

Vítor Pereira: "Desfrutei da nossa qualidade"


Satisfeito com o desempenho da sua equipa, Vítor Pereira fez questão de elogiar o nível técnico dos jogadores que tem à disposição, a propósito dos golos e da forma como abriram caminho a mais uma vitória. "Esta equipa é constituída por jogadores de muita qualidade e que em dia de inspiração proporcionam momentos belíssimos de futebol. Hoje [ontem] foi um dos jogos em que desfrutei, claramente, da nossa qualidade. A capacidade de decisão destes jogadores permite-lhes explodir a qualquer momento e a capacidade de finalização que tem vindo a ser revelada pela equipa tem que ver com isso."
Falando do adversário, o técnico do FC Porto não deixou de lhe reconhecer mérito: "O Setúbal defendeu bem, procurando fechar todos os espaços, mas era natural que com o decorrer do jogo eles começassem a aparecer, dada a nossa boa exibição. Criámos muitas oportunidades de golo, garantindo uma vitória justa."
Questionado sobre a troca de Souza por João Moutinho ao intervalo, esclareceu: "O Souza não fez nada de errado, só que nos faltava o golo para dar tranquilidade à equipa e era necessário, com paciência, esperar pelo momento certo para penetrar na área do Setúbal na tentativa de concretizar as oportunidades. Precisávamos de uma dinâmica diferente no centro do terreno que só o João Moutinho tem."
Em relação a Hulk, Vítor Pereira referiu que também procurara poupá-lo, como sucedera com João Moutinho, acabando por lhe tecer rasgados elogios: "O Hulk é um craque da cabeça aos pés, em humildade e espírito de sacrifício. É um líder que comanda o grupo pelas suas acções. Estou-lhe agradecido por aquilo que ele nos dá." Kléber também foi outro dos nomes abordados e no seu caso o treinador portista, à semelhança de Moutinho e de Hulk, voltou a falar de repouso. "A sua saída teve que ver com o objectivo de lhe dar algum descanso. Temos que gerir o desgaste dos jogadores, pois há muitos jogos pela frente", disse. Depois, em jeito de despedida, fez um apelo aos sócios para o jogo com o Shakhtar: "Que, com o sentimento de orgulho e identidade com o Norte, encham o estádio para proporcionarem um grande espectáculo à Europa. Precisamos de muito calor."

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um


A ESTRELA: João Moutinho 8

Com ele em campo a equipa ganhou asas

Surgiu com alguma surpresa no banco de suplentes, mas isso não o impediu de ser tornar no homem do jogo. Com o resultado ainda a zeros, Vítor Pereira tratou de o chamar à equipa logo no arranque da segunda parte e a energia que trouxe à partida acabou por se revelar decisiva para mais uma vitória portista. E não foi só pelo golo que marcou que o internacional português ficou ligado a este jogo - excelente remate, por sinal. Moutinho foi muito mais do que isso. Recuperou um número elevado de bolas, muitas delas no meio-campo ofensivo, e tratou de aumentar a velocidade na circulação, um problema que tinha impedido o FC Porto de ser ainda mais perigoso e eficaz durante a primeira parte. Com ele em campo, a equipa ganhou outra dimensão, tão grande que o Setúbal acabou asfixiado na sua área. Moutinho revelou, uma vez mais, que é mesmo imprescindível...

Helton 6
Depois de ter passado boa parte do encontro a ver jogar, revelou-se decisivo ao impedir por duas vezes o golo a um isolado João Silva (72'), numa altura em que o FC Porto ganhava apenas por um golo.

Fucile 5
Não encontrou grandes problemas para travar José Pedro, primeiro, e Pitbull, depois. Surgiu com frequência no ataque, mas raramente conseguiu dar uma sequência lógica aos lances.

Rolando 6
Apesar da pouca acutilância do ataque sadino, somou mais uma exibição sem motivos para críticas. Ainda esteve perto de marcar, na sequência de um cabeceamento à barra.

Maicon 5
Alguns erros sem grandes repercussões para a equipa serviram para incomodar os adeptos, que fizeram questão de mostrar a sua impaciência para com o brasileiro. Precisa de reconquistar rapidamente a confiança.

Álvaro Pereira 5
Também não encontrou grandes problemas para fechar o flanco esquerdo, embora tenha voltado a realizar uma exibição intermitente.

Souza 5
No regresso à tularidade, cumpriu sem grandes problemas o papel defensivo que lhe esteve destinado. Saiu ao intervalo porque a equipa precisava de um jogador mais capaz nas acções ofensivas.

Belluschi 7
Excelente atitude competitiva no momento em que a equipa perdia a bola, mas algo displicente na forma como serviu os companheiros em muitos períodos do jogo. No entanto, ficou ligado aos três golos da partida: roubou a bola no primeiro, iniciou a jogada do segundo e marcou o terceiro, através de um remate potente de fora da área.

Defour 7
Excelente estreia na equipa titular. Na primeira parte, ocupou os espaços habitualmente entregues a João Moutinho e conseguiu apresentar a mesma excelência táctica do internacional português - o que não é fácil. Boa capacidade para antecipar as movimentações do adversário e simplicidade na circulação de bola. Ainda esteve perto de marcar de cabeça (50'). Promete.

James 8
O FC Porto começou o jogo com um banco de ouro (Hulk e Moutinho), mas apresentou no onze inicial um verdadeiro diamante. Foi incrível a forma como conseguiu colocar vários companheiros em posição de marcar, com passes absolutamente geniais saídos daquele pé esquerdo fabuloso. Na ausência de Hulk, James tratou de criar os desequilíbrios. No meio de tanta arte, o golo que marcou acabou por ser apenas um pormenor.

Rodríguez 6
Depois de uma primeira parte apagada, chegou à segunda com vontade de se tornar decisivo na partida. Nesse período, o melhor da equipa, emprestou dinâmica ao ataque e ajudou a construir mais uma vitória.

Kléber 5
Duas oportunidades, um remate fantástico à barra (29') e outro à figura de Diego (49'). Voltou a demonstrar algumas dificuldades para se integrar em boa parte das movimentações ofensivas da equipa.

Hulk 7
Entrou para os últimos 20 minutos da partida, mas ainda a tempo de se tornar decisivo no avolumar do resultado. Primeiro, ofereceu o segundo golo a James com uma assistência fantástica; mais tarde trabalhou bem a bola para o remate certeiro de Belluschi.

Djalma -
Mostrou vontade de se mostrar nos poucos minutos que esteve em campo.

"Tiki-taka" com sotaque nortenho


Por vezes, há apenas uma linha muito ténue a separar uma goleada histórica de uma vitória arrancada, literalmente, a ferros: a diferença pode estar no excesso de pontaria ou num guarda-redes particularmente inspirado. O FC Porto teve que contornar as duas situações para se manter isolado, seguir invicto, e colocar pressão nos rivais de Lisboa que entram em acção esta noite. Antes de marcar, viu a barra devolver três remates e Diego negar uma mão-cheia de golos cantados. Mas teve o mérito de nunca perder a calma, insistindo na circulação de bola, e momentos de grande inspiração colectiva.
A justiça da vitória só foi servida na segunda parte e com muito mérito de Vítor Pereira, que percebeu que não precisava de um médio-defensivo para anular as tímidas investidas do Setúbal. Por isso, deixou Souza no balneário e apostou em João Moutinho. O meio-campo perdeu centímetros, mas ganhou em magia e capacidade de circulação de bola. Ainda por cima, foi Moutinho a abrir o caminho deste triunfo, num remate de longe. Aposta ganha, portanto.
Os três golos de diferença podem ser considerados uma goleada, mas a verdade é que são simpáticos para o Setúbal e, sobretudo, curtos para a produção ofensiva de uma equipa portista que chegou a ser um rolo compressor e que merece nota artística muito elevada. No Dragão, também se viu "tiki-taka" e ficou a garantia de que este FC Porto com a assinatura de Vítor Pereira está mais próximo no estilo do Barcelona de Pep Guardiola. Salvaguardando as devidas diferenças. E para os mais cépticos com esta afirmação, fica o convite para verem e reverem o lance do terceiro golo, construído ao primeiro toque, com um momento de magia que saiu dos pés de Hulk e a finalização do "pequenino" Belluschi.
Mas se o final do jogo entusiasmou, os 20 minutos iniciais foram de muitos bocejos porque faltou quem acelerasse o jogo mastigado dos portistas. O Setúbal agradeceu. Bruno Ribeiro deixou o ponta-de-lança João Silva no banco e Pitbull assumiu as despesas do ataque, mas a conta apresentada ao brasileiro foi baixa. Zé Pedro foi desviado para a esquerda, ficando o miolo preenchido por Hugo Leal, Neca e Bruno Amaro que foram circulando a bola sem pressas e, diga-se, sem grande vontade de chegar à baliza de Helton, que foi para o intervalo praticamente sem sujar as luvas.
Vítor Pereira soou o alarme e James arregaçou as mangas, assumindo de vez o papel de protagonista. O resultado foram 15 minutos intensos, sufocantes, do FC Porto, que passou a pressionar logo à saída da área dos sadinos, e três bolas devolvidas pela barra. Souza e Rolando de cabeça ao minuto 22' e Kléber aos 29'. A plateia do Dragão dava os primeiros sinais de gostar da atitude da equipa, comandada de forma soberba pelo pé esquerdo de James. Para já ainda não havia Hulk em campo e o "miúdo" não teve qualquer problema para assumir a construção de jogo, estando em todos os lances de perigo. Os tais que a barra e Diego impediram de festejar mais cedo.
Vítor Pereira fez três mudanças no onze em relação à goleada na Marinha Grande, lançando Souza, Rodríguez e Defour. O belga foi uma dupla surpresa: pela entrada directa na equipa e pela fantástica exibição. Quem diria que chegou à equipa há pouco tempo? Entendeu-se bem com Belluschi e James, mas deu ainda mais nas vistas pela entrega e capacidade de roubar bolas.
O intervalo chegou com sabor a injustiça para os dragões, mas a reentrada confirmou um FC Porto assente num colectivo muito forte, com individualidades a brilhar, e a tal nuance táctica que a entrada de Moutinho provocou. Com pé a fundo no acelerador, a equipa ganhou mais metros no terreno e encostou o Setúbal às cordas, trocando a bola ainda com mais velocidade.
O golo lá chegou aos 53' para desatar o nó. Mas o Setúbal esboçou uma reacção traduzida em três cantos seguidos e num livre indirecto que colocou, finalmente, Helton à prova. Porém, o empate só esteve perto aos 72', num lance fortuito em que a bola ressaltou para os pés de João Silva.
Não marcou o Setúbal, "matou" o FC Porto logo a seguir num momento sublime de futebol, acabando de vez com as dúvidas quanto ao vencedor. Ah! E Belluschi ainda teve tempo para encerrar as contas, em mais um bonito desenho do ataque azul e branco. O jogo acabou e já ninguém tinha sono no Dragão.

in "ojogo.pt"

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

F.C. Porto-V. Setúbal, 3-0 (crónica)


Caminhar sobre o arame num sorriso consciente e chegar a terreno seguro com três golos e uma exibição muito, muito interessante.


Caminhar no arame, dar espectáculo do mais fino quilate, sofrer até ao fim, ver o chão lá longe e sentir a ausência de rede. Sensações agoniantes, de frio na barriga, antes do alívio supremo, da chegada a território sólido. Ideais nobres os deste F.C. Porto. Empenhado no massacre, na ofensiva de erupções constantes e¿ no adiar constante da felicidade estável.

Em 1974, um homem ousou afrontar o abismo. Philippe Petit atravessou o vácuo entre as Torres Gémeas do World Trade Center, a 410 metros de altura, no que foi considerado o crime artístico do século. Trapezista louco, equilibrista desvairado, génio tardiamente venerado. À semelhança de todos os génios.

Na recepção ao Setúbal, esse génio desvairado foi o F.C. Porto. Passeou repleto de classe, atingiu níveis qualitativos de excelência, atirou uma, duas, três vezes ao ferro e ameaçou desequilibrar-se. Seria uma injustiça, rude e intolerável. Mas podia ter sucedido. Ao F.C. Porto agora, como ao trapezista Philippe Petit há 37 anos.

Suster a respiração, andar na corda-bamba, ter a capacidade de gerir as ondas do medo. Não é para todos. O Porto soube-o fazer. Saiu mais forte e lúcido do que quando avançou para o arame.

Ao olhar para trás, os golos de João Moutinho (52 minutos), James (75) e Belluschi (87) tornam o atrevimento desmedido aparentemente uma fantasia. Não foi. Só no último quarto-de-hora houve paz e sossego no Dragão.

Importa dizer que tudo isto, até ao intervalo, se passou sem João Moutinho e Hulk. O médio entrou para ser decisivo. Abriu o marcador [primeiro golo em jogos do campeonato no F.C. Porto], empolgou a equipa, entendeu-se maravilhosamente bem com Belluschi e Steven Defour, encheu o campo.

Farto do nulo, Vitor Pereira experimentou um antídoto diferente. Abdicou do médio defensivo (Souza), ampliou horizontes, cresceu na ousadia, na confiança e ¿ quase que podemos prometer - chegou a correr pelo arame fora.

Vantagem alcançada, o grunhido passa a grito, o desabafo sustido demasiado tempo. Depois, o futebol de primeiro toque, movimentação vertical, entendimento telepático e fausto exuberante arrasou a ambição sadina.

O Vitória, de resto, acreditou em demasia na raiva efervescente de Cláudio Pitbull. Manteve-se junto e deu fôlego à trela do avançado. Pouco, muito pouco, apesar dos bons primeiros 25 minutos.

Steven Defour foi gigantesco, Fernando Belluschi imponente, James Rodríguez um bandido incontrolável. Só Kléber e Cristián Rodríguez estiveram ligeiramente abaixo dos colegas. Hulk, 22 minutos em campo, chegou para dar a mão e içar a equipa do limbo. Valeu a pena.

Há quem busque o prazer e tema a consequência do excesso. Como se ao dobrar a esquina, o clímax se torne um pecado mortal. O F.C. Porto teve o mérito de manter o espírito sólido, a alma lubrificada e divertiu-se até mais não. Divertiu-se e divertiu.

Tudo isto sem cair do arame. Francamente bom. 



in "maisfutebol.iol.pt"


F.C. Porto-V. Setúbal, 3-0 (destaques)


O planeta dos baixinhos: Belluschi, Moutinho e Defour, defendem, atacam, marcam e jogam muito. É possível fazê-los coincidir mais vezes?


Estrela: Belluschi
Está em algum ponto do processo em tudo o que o F.C. Porto faz de melhor: invariavelmente. Foi dele a recuperação para o remate, com golo no fim, de Moutinho, foi dele também a abertura que deu a Hulk a assistência para o golo de James, foi dele enfim o terceiro golo. Nota máxima, claro.

Positivo: Moutinho
Entrou para mudar a face do jogo. Antes de mais, pelo golo que marcou, o primeiro para a Liga com a camisola do F.C. Porto, mas também pelo nervo que imprimiu na equipa. Recuperou bolas, pressionou, distribuiu jogo e rematou. Foi por isso precioso quando as bancadas começavam a ficar agitadas.

Surpresa: Deffour
Fez a estreia oficial a titular e deixou várias promessas animadoras: é agressivo, recupera bolas, toca rápido, tem visão de jogo e qualidade de passe. No fundo, todo ele é futebol. Quase marcava, num cabeceamento que Diego defendeu, mas deu nas vistas sobretudo na forma como dinamizou o jogo.

Negativo: tão pouco, Vitória
Demorou 72 minutos a criar uma ocasião de golo: só nesse minuto é que Helton foi pela primeira vez incomodado. Numa altura em que o F.C. Porto já ganhava. Foi aguentando o golo adversário, é certo, mas pouco saía do meio-campo defensivo. Enfim, foi de uma impotência ofensiva que já não se usa.

Outros destaques:

James Rodriguez
Marcou um golo, e muito fez por o merecer. Mas jogou mais do que isso, claro: surgiu à direita, ao centro e à esquerda, pediu a bola, tocou com rapidez, serviu os colegas para ocasiões de golo e rematou também ele com perigo. Aquela finalização de ângulo impossível, tentando enganar Diego, é de craque.

Diego
O guarda-redes do V. Setúbal ameaçava ser um dos melhores do jogo, o melhor se os sadinos conseguissem esse milagre que era não sofrer golos. A derrota diminuiu-lhe a importância no jogo, mas foi ainda admirável numa série de defesas, uma das quais fantástica a cabeceamento de Defour.

Hulk
Esteve em dúvida, não foi titular exactamente porque ainda não estará a cem por cento fisicamente, por isso entrou apenas a vinte minutos do fim. Vinte minutos que dizem tudo sobre o talento do brasileiro: assistiu James para o segundo golo e assistiu Belluschi para o terceiro. É preciso mais?



in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-V. Setúbal (antevisão): baralhar e desconfiar


«É nestes jogos que se ganham e perdem campeonatos», alerta Vítor Pereira.


O Momento

F.C. Porto: Pleno na Liga, com três vitórias em três jogos. Supertaça de Portugal sim, Supertaça Europeia não. Selecções pelo meio, Liga dos Campeões à porta, muitas baixas e opções a tomar. Vítor Pereira baralha e volta a dar. Testa as soluções do plantel e sorri. Na Marinha Grande, 2-5, os jovens James e Kléber a prometer o futuro. Hulk viaja, Hulk joga, lesiona-se e entra na lista. Varela ficou de fora. Quem risca o brasileiro do onze?

V. Setúbal: A história da última vez transmite confiança e obriga Vítor Pereira a desconfiar. Aliás, na estreia do novo técnico (substituiu o castigado Villas-Boas nesse jogo), a repetição falhada de Jaílson impediu o empate no Dragão. 1-0, derrota mínima para o V. Setúbal. A base manteve-se, a experiência é um posto, quatro pontos garantem confiança e poucos complexos. Um aviso para o F.C. Porto.

Principais ausentes:

F.C. Porto: Varela e Otamendi por opção, Guarín ainda não chegou, Sapunaru e Alex Sandro estão lesionados

V. Setúbal: Ney Santos de fora por opção, Miguel Fidalgo lesionado.

Discurso directo:

Vítor Pereira: «Temos de estar alertados, concentrados e na máxima força. É nestes jogos que se ganham e perdem campeonatos»

Bruno Ribeiro: «Conhecemos os seus pontos fortes, mas o F.C. Porto também tem alguns pontos fracos. Vamos tentar explorar esses pontos fracos»

Histórico de confrontos:

53 vitórias para o F.C. Porto na condição de visitado, em 63 jogos, seis empates e quatro triunfos para o V. Setúbal, o último dos quais em 1989. (resultados relativos apenas ao campeonato).

EQUIPAS PROVÁVEIS:

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Belluschi, Fernando e João Moutinho; Hulk, Kléber e James Rodriguez.

Outros convocados: Bracali, Mangala, Souza, Defour, Djalma, Cristian Rodriguez e Walter

V. SETÚBAL: Diego; Suswam, Ricardo Silva, Anderson do Ó e Miguelito; Neca, Hugo Leal e Bruno Amaro; Jorge Gonçalves, João Silva e Cláudio Pitbull.

Outros convocados: Ricardo, Igor, Michel, Tengarrinha, José Pedro, Bruno Severino e Rafael Lopes.



in "maisfutebol.iol.pt"

Miguel Lopes pára até Janeiro?

A FIFA recusou ontem a inscrição de Miguel Lopes pelo Saragoça, que tinha chegado a acordo com o FC Porto para um empréstimo de uma temporada. Os documentos tinham entrado apenas quatro minutos depois da hora de fecho das transferências, o que colocou logo o processo em risco, de nada valendo os esforços dos dois emblemas para evitar que o jogador tenha de parar até ao mercado de Inverno. O Saragoça já manifestou entretanto a intenção de recorrer da decisão.


in "ojogo.pt"

Chelsea esteve longe de conseguir Álvaro


Os ecos da investida do Chelsea para tentar contratar Álvaro Pereira ao FC Porto continuam e, aos poucos, percebe-se que afinal o uruguaio esteve mais longe de deixar os azuis e brancos do que se chegou a pensar. "Ficámos muito longe das exigência do FC Porto pelo Álvaro Pereira", garantiu ontem André Villas-Boas, técnico do Chelsea. Aliás, o ex-treinador dos campeões nacionais até aproveitou para se congratular com os jogadores que tem no plantel: "Estou contente com Ashley Cole e Ryan Bertrand". Resta saber se manterá a mesma opinião na reabertura de mercado, em Janeiro.


in "ojogo.pt"

Vítor Pereira ficou satisfeito com estreia de Defour

GARANTIA DADA PELO JOGADOR



Defour estreou-se com a camisola portista na Marinha Grande, frente à U. Leiria e logo com uma assistência. Em declarações à imprensa belga, o médio falou desse seu primeiro jogo em Portugal e revelou uma conversa que teve, no final do mesmo, com Vítor Pereira.
“Fui suplente utilizado com a U. Leiria, fiz o meu trabalho e o treinador disse-me que estava satisfeito comigo”, confessou, lembrando depois que, no FC Porto, “a concorrência é muito forte” e que no onze só há lugar “para três médios”. A terminar, o reforço dos campeões nacionais afirmou também que vai começar a ter aulas de português.
in "record.pt"

O imparável Hulk

TITULARIDADE COM SADINOS SERÁ DECIDIDA HOJE


Hulk volta a bater recordes, ao ter recuperado da entorse no tornozelo esquerdo, que sofreu 3.ª feira, frente à U. Leiria. O Incrível foi dado como apto pelo departamento médico portista, integrou o treino de ontem sem limitações e foi convocado para o jogo desta noite, frente ao V. Setúbal. A grande dúvida, contudo, vai manter-se até bem perto da hora do jogo: irá o Incrível ser titular? Isso, sabe Record, só será decidido hoje, no próprio dia do jogo.
Apesar de Hulk estar apto a defrontar os sadinos e de lhe ser reconhecida uma enorme capacidade física, Vítor Pereira, que é quem tem a última palavra, pode entender poupar o seu craque esta noite, resguardando-o para o jogo de 3.ª feira, para a Liga dos Campeões, frente ao Shakhtar. Um cenário que carece de confirmação, mas que está em cima da mesa, muito por culpa do facto de o Incrível ter jogado na passada 2.ª feira, pelo Brasil, e no dia seguinte, com a camisola portista.
in "record.pt"

Sapunaru escandalizado admite abandonar selecção

Sapunaru apresentou-se ontem no Olival e logo foi confrontado as declarações do polémico presidente do Steaua, Gigi Becali, que acusou o lateral portista de simular a lesão no aquecimento para não defrontar a França, na terça-feira, em Bucareste.

«Estou indignado. Trabalhei vinte anos para chegar à selecção do meu país e agora tenho de ouvir isto? Estavam 55 mil pessoas no estádio, um ambiente como nunca vi, que razões tinha para simular uma lesão?», questiona um escandalizado Sapunaru ao jornal Prosport.

A verdade é que a lesão muscular (contractura) impedirá o romeno de alinhar hoje, além de poder provocar outras consequências, como o abandono da selecção romena. «Estou a pensar nisso, porque alguém ligado à selecção já deveria ter vindo a público dizer a verdade»,



in "abola.pt"

James cheio de «ganas»

A estreia pelo FC Porto na Liga, na passada terça-feira frente ao UD Leiria, não poderia ter corrido melhor e James está agora ansioso por poder voltar a jogar no Dragão.

Esse o estado de espírito que o jogador deixou perceber através da rede social Twitter. «De volta ao Dragão, com muitas ‘ganas’ de fazer o melhor possível», escreveu James.

Depois de dois golos e uma assistência no jogo da passada terça-feira com o UD Leiria, os adeptos podem então esperar o melhor do jogador na partida com o V. Setúbal, marcada já para esta sexta-feira.



in "abola.pt"

Pinto da Costa não apoia políticos nas eleições à Federação

O presidente do FC Porto diz que o clube não apoia a candidatura de qualquer político nas eleições à presidência da Federação Portuguesa de Futebol. De resto, Pinto da Costa garante que não tem qualquer preferência, nomeadamente entre Filipe Soares Franco ou Fernando Gomes, actual presidente da Liga de Clubes.

O nome do actual líder da Liga foi lançado hoje após reunião do Conselho de Presidentes, órgão que junta os líderes dos 32 clubes que participam nos campeonatos profissionais, enquanto Soares Franco anunciou também hoje a candidatura.

«O FC Porto tem uma posição bem clara: não vai tomar parte em qualquer luta eleitoral. Mas vetará e votará contra qualquer político que venha a ser candidato, pois entendo que o futebol tem de estar separado da política», disse Pinto da Costa, como que descartando qualquer apoio a Fernando Seara, actual presidente da Câmara Municipal de Sintra.

O líder do FC Porto disse ainda que tanto Filipe Soares Franco como Fernando Gomes serão bons candidatos e criticou ainda aquilo que considerou de arranjinhos, numa alusão ao encontro desta semana entre Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes, presidentes de Benfica e Sporting.



in "abola.pt"

Meireles recorda saída do FC Porto: «Queria sair e o clube queria vender-me»

Raul Meireles justifica a saída do Liverpool para rumar ao Chelsea com o interesse de André Villas Boas no seu concurso. Ao contrário do que sucedeu quando deixou o FC Porto para representar os reds, o médio esclarece que não tencionava abandonar Anfield neste defeso.

«As pessoas pensam que eu queria sair do Liverpool, mas apenas o fiz porque o Chelsea e André me quiseram. Foi um prazer vir para este clube, ainda que tivesse sido estranho por ter sido no último dia [do mercado de transferências]», explica Meireles, em entrevista ao canal de televisão do clube londrino.

Contratado pelo Liverpool ao FC Porto a dois dias o fecho do mercado, o médio, 28 anos, acabaria por viver experiência idêntica na transferência dos azuis e brancos para o Chelsea.

«Foi semelhante porque aconteceu tarde, mas ao mesmo tempo foi diferente porque quando estava no Porto eu queria sair e o clube queria vender-me. Tive apenas de aguardar pela melhor oportunidade», conta.

«Fiz a escolha certa ao vir para Inglaterra e para o Liverpool. Este ano foi diferente porque não queria deixar o Liverpool, senti que os novos proprietários não me queriam vender, mas o interesse do Chelsea e de André convenceram-me», admite.



in "abola.pt"

CJ indeferiu recurso do Marítimo no caso de Kléber

ALICIAMENTO EM CAUSA



O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) negou razão ao Marítimo no caso em que clube insular acusou o FC Porto de aliciar o avançado brasileiro Kléber de forma ilegal.
Em acórdão datado de 30 de agosto, a que a Lusa teve acesso, o CJ decidiu manter a deliberação da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que em junho passado já tinha mandado arquivar o processo de inquérito instaurado na sequência da queixa do Marítimo, e da qual o clube do Funchal recorreu.
O CJ entende que não houve violação dos regulamentos por parte do FC Porto, uma vez que Kléber estava emprestado pelo Atlético Mineiro ao Marítimo e que os direitos económicos do jogador pertenciam ao clube brasileiro, com quem os portistas negociaram a transferência.
Cedido ao Marítimo nas época 2009/10 e 2010/11, Kléber teve conhecimento do interesse do FC Porto em junho de 2010 e ter-se-á recusado a treinar durante o estágio da pré-temporada da equipa madeirense, o que lhe valeu um processo disciplinar e afastamento do plantel.
O processo negocial envolvendo os três clubes arrastou-se e a transferência acabou por não se efetivar nesse período, ficando o jogador mais uma época no Marítimo, antes de se transferir em definitivo para o FC Porto no início da presente temporada.
in "record.pt"