segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Defour na nova placa giratória


A nova arquitectura do meio-campo, que Vítor Pereira andava a desenhar desde a pré-época, saiu do estirador. O que o FC Porto mostrou na 2.ª parte do jogo contra o Setúbal não foi uma experiência, mas sim a primeira amostra de uma opção que vai ganhar força e redimensionar o jogo dos dragões. Afinal, há explicação para a abundância de soluções no miolo portista e o técnico quer jogar com essas potencialidades e com a sua própria percepção do que melhor serve a equipa e os seus conceitos de bom futebol.
Ora, este plano tem um nome: Defour. O internacional belga é o dado novo nesta placa giratória do FC Porto, que se prepara para abdicar, em várias ocasiões, da figura do trinco. Villas-Boas defendeu outro perfil para a posição, mas acabou "preso" à fiabilidade de Fernando. Não é que Vítor Pereira descarte o titular das últimas três épocas, nem sequer Souza, conforme se tem visto.
O que acontece é que, assumida a obsessão pela bola e por uma posse contundente, os dragões entendem que é fundamental poder evoluir para uma abordagem que permita conciliar jogadores da qualidade de Moutinho, Belluschi, Guarín e até James, candidato fortíssimo ao papel de estratega neste tridente mais próximo do duplo-pivô. Movimento é um conceito-chave, daí que a intenção passe por romper com ideias mais posicionais, promovendo grande rotatividade entre quem joga no meio-campo e nas alas.
É preciso unir as pontas e é aqui que entra Defour, que se exibiu como um gémeo de Moutinho, o médio que fez todos os lugares do losango do Sporting e que também já experimentou de tudo na Selecção. A dupla mostrou sintonia e foi capaz de manter o sector coeso, próximo e organizado para reagir a cada momento do jogo. O que Defour mostrou contra o Setúbal encheu o olho dos portistas, convencidos de que têm matéria-prima mais do que capaz para levar a cabo esta empreitada.
Das intenções aos actos, cabe a Vítor Pereira gerir esta metamorfose táctica do FC Porto. E se é improvável que o faça perante adversários mais exigentes (como o Shakhtar), a verdade é que a equipa técnica trabalha para dotar a equipa de automatismos que lhe permitam inverter o triângulo do meio-campo logo no arranque de grande parte dos jogos. A intenção é clara: ser mais ofensivo e mais acutilante nas imediações da área dos rivais.

A metamorfose

O campeonato começou com Souza a trinco e Guarín ao lado de João Moutinho. Belluschi foi reclamando espaço na ausência do colombiano e quando James apareceu, a partir da ala, o meio-campo ganhou mais um reforço camuflado. Vítor Pereira aproveitou um 0-0 ao intervalo e um adversário remetido à sua defesa para pôr o seu plano em acção. Defour dera boas indicações na Marinha Grande e estava bem contra o Setúbal. Moutinho foi lançado para o lugar de Souza, mas não para jogar a trinco, posicionando-se junto de Defour e permitindo a Belluschi subir algumas linhas. Em 45 minutos, houve movimento total e os dragões asfixiaram o adversário. Vítor Pereira ficou convencido...

in "ojogo.pt"

"Belluschi precisa de ser titular"


Guarín foi chamado à Colômbia e, quando regressou, já não encontrou o seu lugar. Castigado para o encontro com o Shakhtar, arrisca-se a perder espaço. Belluschi foi um dos jogadores que melhor aproveitou a oportunidade, sendo influente nas duas vitórias do FC Porto para o campeonato. De regresso ao onze, reclama um espaço que, no entender do seu empresário, lhe permitirá brilhar. "Ele é um daqueles jogadores que precisa de ser titular. Não é em 15 minutos que se mostra", sustenta Alberto Meo, que entende a apertada concorrência no plantel dos dragões, mas que defende a titularidade do jogador que representa.
Na recta final da última temporada, Belluschi só foi titular em 3 dos últimos 10 jogos, entregando a Guarín o protagonismo que tinha assumido na primeira fase da época. Os papéis parecem agora inverter-se novamente e o argentino até teve interferência directa nas vitórias na Marinha Grande e na recepção ao Setúbal, construindo golos a partir de roubos de bola... no ataque!
A combatividade de Belluschi é um trunfo para Vítor Pereira. Pelo que corre o médio? "Quer jogar, como todos. É uma disputa saudável entre jogadores muito fortes. Está numa fase em que precisa muito de jogar e ainda bem que está a consegui-lo", sustenta o empresário.
E o novo contrato? "Ainda não saiu, mas creio que estará para breve. Acho que os interesses de todos vão no mesmo sentido", atira. E a selecção? "Não faz sentido pensar nisso se não estiver a jogar no clube. Acho que as coisas vão acontecer com naturalidade, até porque o Sabella [o novo seleccionador] o conhece há muitos anos, já dos tempos do River Plate. Se o Belluschi estiver bem, não tenho dúvidas de que será chamadado novamente", confia.
Com o FC Porto como prioridade, o argentino é mais um elemento disposto a acentuar o excesso de opções para Vítor Pereira gerir. Para já, justificou a confiança com boas exibições e com um entendimento muito interessante com Moutinho e James, as unidades que estão a levar os dragões ao colo no mês de Setembro. Amanhã, porém, discutirá a titularidade com Defour, aproveitando o castigo de Guarín...


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Jogos consecutivos a titular foi o melhor registo de Belluschi com André Villas-Boas. Com a concorrência tão apertada, tem de dar ao pedal para conseguir uma série tão extensa com Vítor Pereira. Para já, está a contar...

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Há um ano, por esta altura, o médio também já tinha um golo no campeonato. O problema é que só voltou a facturar em Fevereiro, ficando aquém dos 3 golos na Liga na época de estreia. Vítor Pereira quer médios com poder de fogo.

in "ojogo.pt"

Shakhtar: máquina ganhadora


O Shakhtar Donetsk trilha um caminho muito semelhante àquele que o FC Porto começou a percorrer a partir da década de 1980, com a chegada de Pinto da Costa à presidência. Desde 1996, altura em que Rinat Akhmetov foi eleito presidente do clube, o Shakhtar Donetsk começou a ser reconstruído dentro e fora dos relvados, graças a um forte investimento de um dos empresários mais ricos do mundo com uma fortuna avaliada em 16 mil milhões de dólares pela revista Forbes, em 2011, e que o coloca no 39º lugar de uma extensa lista de 500 multimilionários. Enquanto Valery Lobanovskyi conduziu o Dínamo de Kiev e a geração de Shevchenko, Rebrov, Luzhny e Vashchuk às meias-finais da Liga dos Campeões, em 1999, o Shakhtar reforçou-se e construiu, ao longo dos anos, uma equipa capaz de rivalizar com os maiores clubes a nível interno, ao mesmo tempo que se revelou um adversário de respeito na Europa.
Em 15 anos, graças a um forte investimento em estruturas e jogadores, a equipa coleccionou 16 títulos nacionais (seis campeonatos ucranianos, sete Taças da Ucrânia e três Supertaças) e venceu a Liga Europa em 2008/09. A aposta no técnico Mircea Lucescu, em 2004, foi a cartada decisiva para que a hegemonia transitasse para a cidade industrial de Donetsk.
Apesar de ter passado a somar títulos a uma cadência mais elevada desde que Akhmetov tomou conta do clube, o Shakhtar está longe de poder rivalizar com os do FC Porto que, no mesmo período, somou 27 títulos nacionais e venceu uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Liga Europa e uma Taça Intercontinental. Os jogos entre as duas equipas são uma oportunidade para uma verdadeira avaliação. n


A conta dos milhões

Investimento

91,3
O actual plantel do Shakhtar Donetsk custou 91,3 milhões de euros a Rinat Akhmetov, mas acabou por ser o regresso do central Chygrynskiy (M€ 15) que obrigou a um maior investimento. O ucraniano não vingou no Barça...


Brasileiros

55,5
Só para garantir a aquisição de oito brasileiros, o clube teve de investir mais de metade do dinheiro gasto em reforços desde 2003, com 55,5 milhões de euros. William (14) foi o mais caro.


Estádio

270
À margem do plantel e de outras estruturas necessárias, Rinat Akhmetov é ainda o responsável pela construção do Estádio Donbass Arena, inaugurado em Agosto de 2009 e que custou 270 milhões de euros.

in "ojogo.pt"

A saga do Samurai

PROTAGONISMO COM SAÍDA DE GUARÍN



Um sucesso no arranque da Liga dos Campeões está dependente, em boa parte, da forma como o FCPorto abordar a batalha do meio-campo com os brasileiros que dão qualidade superior ao Shakhtar Donetsk. Vítor Pereira sabe que será preciso guardar a bola e atacar no momento certo para surpreender a estratégia que a “velha raposa” Mircea Lucescu vai apresentar no Estádio do Dragão. Nesse sentido, o técnico portista conta com o regresso aos bons velhos tempos da dupla João Moutinho/Fernando Belluschi.
O português mantém a bitola da época passada, enquanto o argentino recuperou o protagonismo que havia perdido com o surgimento do fenómeno Guarín. Na ausência do colombiano, El Samurai voltou à titularidade e os resultados têm sido satisfatórios. Frente à União de Leiria, ofereceu um golo a Kléber e mais tarde fez a recuperação de bola que esteve na origem da segunda concretização do ponta-de-lança brasileiro. Com o Vitória de Setúbal, o médio de 28 anos teve participação ativa na jogada mais bonita da partida, que culminou na finalização de James Rodríguez, e fechou a contagem com um remate de fora da área que não possibilidades de defesa a Diego.
in "record.pt"

Vitória na estreia "garante" passagem

ENTRADA POSITIVA NA FASE DE GRUPOS DEU SEMPRE EM APURAMENTO



Jesualdo Ferreira, o treinador que mais vezes apurou o FC Porto para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões (quatro), alertou sempre para a necessidade de entrar bem na fase de grupos, se possível com uma vitória. Só o conseguiu por uma ocasião e mesmo assim atingiu o objetivo de seguir em frente. O aviso tem razão de ser, porque o FC Porto garantiu sempre a passagem quando entrou a ganhar, conforme se pode constatar no quadro que acompanha esta peça.
Mas essa não é uma condição necessária para ultrapassar o primeiro grande obstáculo na competição. A prová-lo está o facto de os azuis e brancos só terem vencido por duas vezes na última década e só numa ocasião não chegaram aos oitavos. O resultado mais comum tem sido o empate, algo que se verificou por três vezes no Estádio do Dragão. Dois deles foram conquistados pelo CSKA Moscovo, uma equipa originária de uma zona não muito distante da do Shakhtar Donetsk.
in "record.pt"

Benfica vence FC Porto no arranque do campeonato


Os encarnados derrotam campeão FC Porto na abertura do campeonato nacional de andebol.
O Benfica venceu hoje em casa o campeão nacional FC Porto por 23-22, num encontro da primeira jornada da Liga de andebol marcado pela estreia de Jorge Rito no comando técnico dos “encarnados”.
Os portistas, orientados pelo sérvio Ljubomir Obradovic, pouco mudaram em relação à temporada passada, reforçando-se com os regressos de Eduardo Filipe e Ricardo Costa (adjunto) e ainda com o sérvio Nenad Melancic (ex-Metaloplastika), Tiago Silva (ex-Xico Andebol), Sérgio Rola (ex-São Bernardo) e João Ramos (ex-Sporting de Espinho).
No Benfica, a nota de destaque prendeu-se com os ex-portistas Inácio Carmo e Nuno Grilo e o pivot Arten Kuybida (ex-Vitória de Setúbal), agora sob o comando de Jorge Rito, que substituiu José António Silva.
Mais compactos, os campeões nacionais dominaram o Benfica no primeiro tempo, mas as águias chegaram ao intervalo a perder por “culpa própria”, já que foram demasiado perdulárias, desperdiçando quatro ocasiões de golo na cara do guarda-redes. Duas por Carlos Carneiro, que atirou à trave, uma por António Areia e outra por Cláudio Pedroso.
Nem a jogar com menos um, a partir dos 22 minutos, devido à expulsão de Filipe Mota, que deu uma cotovelada a Cláudio Pedroso, o FC Porto mostrou inferioridade e nem o Benfica conseguiu tirar partido disso.
Na segunda parte o Benfica tomou conta do jogo e chegou pela primeira vez à liderança aos 34 minutos, com um golo do inevitável Carlos Carneiro (14-13), e a partir daí controlou as operações, anulando as ações do FC Porto.
A pressão “encarnada” era tal que os campeões nacionais estiveram 10 minutos sem conseguir fazer golos e só Pedro Spínola descobriu uma nesga de espaço para levar a melhor sobre Ricardo Candeias.
Carlos Carneiro, com cinco golos, podia ter sido a figura do encontro, por ter comandado a reviravolta, mas manchou a exibição ao ser expulso, aos 41 minutos, por falta dura sobre Ricardo Moreira.
Esta saída abrupta do “capitão” deixou os “encarnados” à deriva, mas os comandados de Jorge Rito aproveitaram para ter a posse de bola o maior tempo possível, procurando jogar com o cronómetro a seu favor.
A estratégia rendeu frutos e contou com a preciosa colaboração do guarda-redes Ricardo Candeias, que fez uma excelente exibição e, aos 59 minutos, defendeu um livre de sete metros, quando o marcador apontava 23-21.
Jogo realizado no Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa
Benfica – FC Porto, 23-22.
Ao intervalo: 11-13.
Sob a arbitragem de Duarte Santos e Ricardo Fonseca, da Madeira, as equipas alinharam e marcaram com os seguintes jogadores:
- Benfica: Ricardo Candeias (gr), David Tavares (3), Pedro Graça (1), Carlos Carneiro (5), Rui Silva (1), Nuno Grilo (1) e Inácio Carmo (2). Jogaram ainda: Miguel Ferreira (gr), João Lopes, João Pais (4), Cláudio Pedroso (1), Nuno Roque (3), António Areia (1) e José Costa (1), Ricardo Costa.
- FC Porto: Hugo Laurentino (gr), Ricardo Pesqueira (1), Gilberto Duarte (5), Filipe Mota, Pedro Spínola (4), Dario Andrade (5) e Ricardo Moreira (4). Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), João Ramos, Eduardo Filipe (3), Nenad Melencic, Rui Costa.
Assistência: cerca de 1.500 espetadores.

Obradovic «Mais 15 segundos tínhamos conseguido empatar»


O treinador do FC Porto, Ljubomir Obradovic, sustentou que se a sua equipa tivesse mais algum tempo de jogo tinha conseguido, pelo menos, o empate frente aos rivais do SL Benfica.
«O FC Porto entrou bem no jogo no capítulo defensivo, ofensivo e no contra-ataque. Na segunda parte não foi bem assim. O Benfica aproveitou e deu a volta ao resultado. Conseguimos aproximarmo-nos do marcador, mas se tivéssemos mais 15 segundos tínhamos conseguido empatar», atirou.
O jogo entre Benfica e FC Porto ficou marcado por um choque entre o “dragão” Filipe Mota e o “encarnado” Cláudio Pedroso, que, segundo fonte do Benfica, foi transportado para uma unidade hospitalar, onde lhe foi diagnosticada uma fratura do nariz.
Obradovic considerou, no entanto, que o seu jogador foi mal expulso no lance em causa, recorrendo aos relatos que teve das imagens transmitidas pela televisão.
«Já me disseram que, segundo as imagens televisivas, não era motivo para expulsão de Filipe Mota. Na repetição [vê-se que] Mota levantou o braço e que outro jogador empurrou o Cláudio. E aí é que se complicaram as coisas para nós, porque perdemos um jogador forte na defesa e no ataque», concluiu.
in "sapodesporto.pt"

Dupla de centrais a estrear na Champions

A projecção do jogo com os ucranianos passa, obrigatoriamente, pela estreia de uma dupla de centrais portista nos palcos da Champions.

Otamendi deve regressar ao onze, após ausências nos dois últimos compromissos do FC Porto (estava ao serviço da Argentina), ele que nunca experimentou as sensações da mais apetecível competição de clubes europeia, porque está apenas no segundo ano ao serviço dos dragões e na época passada, como se sabe, os azuis e brancos andaram a brilhar e levantaram o título na Liga Europa.

Quando Rolando não pode ir a jogo, por suspensão, a lógica desenha um cenário em que Otamendi tem lugar no eixo defensivo. Mas essa seria sempre uma escolha admissível, mesmo que o português estivesse à disposição de Vítor Pereira na recepção ao Shakhtar.

Ou seja, a interrogação coloca-se sobre a companhia do argentino na dupla de centrais, mas também aqui segue-se um raciocínio natural e favorável ao brasileiro Maicon, já experimentado em parcerias com o argentino e que atinge, precisamente, o regresso do dragão à Liga dos Campeões com o embalo das utilizações na Liga Europa na época passada, para lá de estar sintonizadíssimo com as filosofias de jogo da equipa.

Otamendi será em absoluto um estreante na Champions, igualmente enquadrado no mapa da regularidade que construiu ao longo de 2010/11 e que, naturalmente, procura dar continuidade esta temporada. Maicon, por outro lado, e apenas como nota de curiosidade, já fez um jogo nesta montra da UEFA, quando foi utilizado por Jesualdo Ferreira na visita do FC Porto ao Atlético de Madrid na última jornada da fase de grupos da edição de 2009/10 da competição. 



in "abola.pt"

Álvaro Pereira dissipa-se hoje

Os dragões fecharam-se ontem a sete chaves no centro de treinos do Olival, preparando a recepção ao Shakhtar ainda sem Álvaro Pereira e Sapunaru entre o grupo de efectivos nos exercícios conduzidos por Vítor Pereira.

Foi assim, pelo menos, que o FC Porto fez saber através do site oficial do clube, com os dois laterais a serem mantidos em regime de tratamento aos respectivos problemas físicos que os afectam e, consequentemente, os deixam em estado de incerteza para o encontro de amanhã.

Se relativamente a Sapunaru continua a prevalecer a ideia da ausência do romeno nas opções frente aos ucranianos, a perspectiva da recuperação de Álvaro Pereira segue válida. A confirmação desta hipótese, hoje, no encerramento da preparação, determinará, à partida, a presença de Palito na asa esquerda defensiva e o fim de uma preocupação para os dragões, já que, nesta circunstância, Vítor Pereira não será obrigado a mexer nas alas do sector, conservando Fucile à direita e Álvaro no flanco contrário.

De outra forma, se Fucile emergir como o único lateral de raiz em condições de ser opção frente ao Shakhtar Donetsk o cenário transforma-se de imediato num emaranhado de dúvidas. 





in "abola.pt"

domingo, 11 de setembro de 2011

Vítor Pereira pede equipas B nos campeonatos profissionais


Vítor Pereira alertou ontem, durante a cerimónia do terceiro aniversário do Dragon Force, para a necessidade de a Federação Portuguesa de Futebol alterar os regulamentos de forma a permitir a participação das equipas B nos campeonatos profissionais. Só desta forma, segundo o treinador, "se poderá eliminar o hiato entre o futebol da formação e o profissional".
O treinador abordou o assunto depois de ter elogiado as "excelentes condições" proporcionadas pelo Dragon Force - e também pela formação do clube -, sem que isso tenha tido repercussões directas na equipa principal, onde já há algumas épocas não há um jogador que se fixe depois de ter saído das escolas. "Para que isso aconteça, é fundamental que a FPF altere os regulamentos, uma vez que as equipas B têm de competir na segunda divisão. Temos de ser sinceros: um jogador júnior não está preparado para integrar a equipa sénior do FC Porto. Isso é uma utopia. Por isso, é fundamental que os jogadores possam competir nos campeonatos profissionais através das equipas B, uma vez que nas segundas divisões o futebol está inserido num contexto de muitas dificuldades e luta, mas de pouca qualidade. Isto para que depois os governantes não se queixem da falta de portugueses nas equipas grandes, ou ainda nas dificuldades para encontrar jogadores para as selecções. É necessário que se regulamente com qualidade", explicou.
Durante a conversa que ficou restrita à temática do Dragon Force, Vítor Pereira recordou ainda o tempo que passou a trabalhar nos escalões de formação do clube, para identificar as diferenças com a actualidade. "Hoje, este espaço fantástico proporciona o contexto ideal para os jovens evoluírem. Mas aos meus filhos, que também estão associados a este projecto, digo-lhes apenas para desfrutarem e serem felizes. Apesar disso, sinto que aqui se transmite desde cedo uma vontade muito grande de conquista e vitória." Sem querer revelar nomes, mas pegando na sua experiência na formação do FC Porto, Vítor Pereira explicou ainda que "a maior parte das vezes são os mais pequenos que chegam ao topo", porque são esses que "têm de encontrar soluções para ultrapassar os adversários".

in "ojogo.pt"

Rolando capitão


Rolando entrou oficialmente para a hierarquia dos capitães do FC Porto. O JOGO sabe que o central perfilava-se desde a época passada para assumir estas funções estando apenas dependente da saída de algum dos quatro capitães: Helton, Hulk, Mariano e Falcao. Saíram os dois últimos e Rolando, que está no clube desde 2008 - é dos mais antigos - já foi anunciado dentro do balneário, tendo sido aceite sem reservas por parte dos companheiros. É verdade que Rolando ainda não usou a braçadeira esta época, mas fê-lo a 8 de Maio de 2010 numa partida com o Leiria (4-1). Jesualdo Ferreira era o treinador e, na altura, já dava a entender que o central poderia ser uma alternativa para o lote restrito de "chefes de balneário". Na sexta-feira, Rolando surgiu na ficha do jogo com o Setúbal como subcapitão de equipa.
Por uma questão de antiguidade, Helton continua a ser o primeiro da hierarquia, Hulk e Rolando surgem logo a seguir, estando ainda em aberto um quarto posto se a vaga deixada pela saída de Falcao for preenchida. Olhando para o plantel do FC Porto, saltam dois nomes evidentes para fechar o lote de capitães: Fucile e João Moutinho. O uruguaio é dos mais antigos no plantel, está desde 2006 - só Helton chegou mais cedo - mas nunca apresentou um perfil de líder dentro das quatro linhas, nem é visto como tal pelos companheiros. Sobra, assim, João Moutinho, cujas características encaixam na perfeição neste papel. Basta recordar os elogios públicos de Pinto da Costa que sempre o considerou "um jogador à Porto". O médio só está a iniciar a segunda época de dragão ao peito, mas tem no currículo o papel de capitão do Sporting desde 2007, quando tinha apenas 20 anos.
As inúmeras alterações sofridas pelo plantel nas últimas temporadas, deixaram o FC Porto com poucos jogadores que transportem a mística do clube. Só esta época entraram oito caras novas - Danilo chega em Dezembro - e saíram dois dos capitães, tal como aconteceu em anos anteriores com as vendas de Raul Meireles, Bruno Alves , Lucho, ou o fim de carreira de Nuno.

José Pedro

"Tem perfil para o lugar"

José Pedro, agora no Setúbal, partilhou o balneário com Rolando no Belenenses durante quatro épocas e não duvida de que o central tenha perfil de capitão, apesar de ser reservado. "Não sei se mudou muito nos últimos tempos e se o facto de, eventualmente, lhe terem dado mais responsabilidade o tenha mudado, mas sempre foi muito calado, mesmo no balneário. No entanto, quando era preciso estava presente. Sempre soube dar a volta às situações menos positivas. Aliás, muitas vezes, o respeito dos companheiros também se conquista pela qualidade em campo. E nesse particular, tem mesmo muita qualidade."

Os outros capitães

Helton
O guarda-redes brasileiro passou a ser o primeiro capitão do plantel no arranque da última temporada, depois da saída de Bruno Alves e de Raul Meireles para o estrangeiro, estatuto que mantém esta época.
Hulk
Ganhou protagonismo na equipa e também no balneário, com a subida, durante a época passada, ao grupo de capitães. Hulk era o quarto na hierarquia, atrás de Helton, Mariano e Falcao. Agora será o segundo.
Fucile/Moutinho
O quarto capitão deve sair da dupla Fucile/João Moutinho. O lateral tem mais anos de clube, enquanto o médio tem o perfil e a experiência adequados para ocupar o lugar.

O segundo com este nome a usar a braçadeira

Se recuarmos mais de 40 anos, encontra-se outro defesa-central de nome Rolando que também usou a braçadeira de capitão do FC Porto. E rezam as crónicas que era um defesa de excelência, que também actuou como médio-defensivo. José Rolando Andrade Gonçalves nasceu no Porto a 11 de Junho de 1944 e representou os dragões entre 1963 e 1976. Ainda jogou uma época no Salgueiros, emprestado pelo FC Porto, quando foi promovido a sénior. Juntamente com Américo, Custódio Pinto, Rodolfo, Pavão e Nóbrega, entre outros, marcou uma era no clube. Era o capitão de equipa no fatídico jogo com o Setúbal em que Pavão perdeu a vida em pleno relvado do Estádio das Antas. Esse terá sido, certamente, o momento mais triste de uma carreira que o levou a representar por oito vezes a Selecção Nacional. Nunca se sagrou campeão nacional pelo FC Porto, mas mais tarde, como técnico das camadas jovens do clube do coração, viria a festejar um título.
Actualmente, ainda é funcionário do FC Porto no Departamento de Futebol, servindo as camadas jovens do clube e o seu gabinete de prospecção.

"Vão dar conta do recado"

Rolando foi outro convidado do terceiro aniversário do Dragon Force, ele que até apadrinha uma das equipas, tal como Moutinho - ficou com os mais pequenos -, Helton, Hulk e Varela. Acompanhado do filho, o defesa elogiou o "fantástico projecto" desenvolvido pelo FC Porto, antes de ter comentado a sua ausência na partida com o Shakhtar, devido a castigo. "O meu objectivo é jogar sempre. Vamos ter um jogo importante, da Champions, em casa, e temos de vencer. Não vou poder participar, mas estou certo de que os meus companheiros vão dar conta do recado."

in "ojogo.pt"

Duas baixas certas e laterais contra o tempo


Guarín integrou ontem o primeiro treino sem limitações desde que regressou da selecção colombiana, mas não fará parte dos planos de Vítor Pereira para o jogo com o Shakhtar Donetsk, já que foi expulso frente ao Barcelona, na Supertaça europeia, com vermelho directo. Ainda assim, só irá cumprir um jogo de suspensão. Aliás, no que diz respeito a castigos, Rolando também não poderá jogar na primeira jornada do Grupo G da Liga dos Campeões, depois de, também ele, ter sido expulso no Mónaco, neste caso por acumulação de amarelos.
Privado do internacional português, a dupla de centrais mais do que provável será Otamendi e Maicon. No meio-campo, as soluções são mais vastas, de modo que Vítor Pereira não deverá ter dificuldades em encontrar uma alternativa. João Moutinho deve jogar ao lado de Belluschi e, tudo indica, Fernando será o trinco.
As preocupações de Vítor Pereira não se ficam por aqui. Sapunaru continua a fazer tratamento à lesão que trouxe da selecção e Álvaro Pereira também não treinou ontem de manhã por causa de uma contusão na perna direita sofrida na véspera contra o Setúbal. Contudo, nestes dois casos é de esperar que recuperem a tempo do jogo com os ucranianos. De qualquer forma e até nova ordem do departamento médico do clube, os laterais estão em dúvida e trabalham ao lado de Alex Sandro, que continua a recuperar da lesão muscular sofrida ao serviço da selecção brasileira sub-20.

Shakhtar marcou campanha de 83/84

O único embate entre o FC Porto e o Shakhtar Donetsk remonta aos quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças de 1983/84. O FC Porto, então orientado por António Morais, ganhou 3-2 em casa frente a um Shakhtar comandado por Viktor Nosov. Depois, em Donetsk, os azuis e brancos empataram 1-1. O FC Porto acabaria por chegar à final da prova, perdendo por 2-1 em Basileia, diante da Juventus de Platini.
Em dez jogos frente a equipas portuguesas, o Shakhtar somou quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas (três vitórias e duas derrotas em solo lusitano). Na época passada, os ucranianos tiveram pela frente o Braga na fase de grupos da Champions, vencendo por 3-0 fora e 2-0 em casa.
Em 2007/08, Jadson, ainda no plantel, apontou o golo da vitória sobre o Benfica (1-0) no Grupo D da fase de grupos da Champions, num jogo em que esteve Cristian Rodríguez.

Shakhtar esperado ao final da tarde

A chegada da comitiva do Shakhtar Donetsk ao Porto está prevista para as 17h35. Mas antes de embarcar, a equipa de Mircea Lucescu tem previsto um treino, pelo que só vai fazer a adaptação no Estádio do Dragão na véspera do jogo. No último encontro da liga ucraniana, que terminou com uma goleada (5-1), o Shakhtar alinhou com: Rybka; Chygrynski, Rat, Rakitsiy, Fernandinho, Jadson, Kobin, Mkhitaryan, Luiz Adriano, Eduardo e Dentinho.

Luís Gonçalves volta a casa como adversário

Luís Gonçalves [à direita na foto] terminou uma ligação de vários anos com o FC Porto no início da época passada, passando a liderar o departamento de prospecção do Shakhtar Donetsk. As funções são em tudo semelhantes às que tinha no Dragão e passam por uma observação detalhada de jogadores. Recentemente esteve na Colômbia, no Mundial'sub-20, onde se cruzou com outros "scouts" nacionais. Na época passada, o Shakthar defrontou o Braga para a Champions, mas agora Luís Gonçalves vai regressar mesmo a "casa", mas no papel de adversário. O coração, esse, estará dividido.

in "ojogo.pr

Dupla que vale ouro

HULK E JAMES TIVERAM PARTICIPAÇÃO ATIVA EM 10 DOS 14 GOLOS



Radamel Falcão já só é lembrado nas bancadas do Estádio do Dragão quando algum adepto enverga a camisola 9 da época passada. E assim será enquanto o FC Porto for colecionando triunfos. Kléber já encontrou o caminho da baliza [desta vez ficou por um remate à barra], mas quem mais tem chamado a si o protagonismo é a dupla sul-americana Hulk/James Rodríguez. O brasileiro e o colombiano tiveram participação ativa em 10 dos 14 golos marcados pelos campeões nacionais no arranque desta temporada.
Tanto o Incrível como El Bandido somam já 6 tentos em conjunto (3 cada um), embora a preponderância de ambos vá muito para além dos remates certeiros. A capacidade que possuem para ler o jogo e fazer assistências permite-lhes servir companheiros que se apresentem em melhores situações para finalizar, conforme aconteceu mais recentemente no triunfo sobre o Vitória de Setúbal. Hulk ofereceu o golo a James e Belluschi. Na Marinha Grande, frente à União de Leiria, além de bisar, o colombiano de 20 anos assinou uma abertura primorosa para Alvaro Pereira, que culminou no segundo tento de Kléber. Mais do que estarem preocupados com o seu estatuto de craques, o Incrível e James levam a sério a ideia de que só através do bom funcionamento do coletivo será possível igualar ou até superar a época transata. Um princípio do qual Vítor Pereira não abdica.
in "record.pt"

Rolando: «Torço por fora para conseguirmos vencer»

DEFESA ACREDITA NA QUALIDADE DOS COLEGAS



Soma 17 jogos na Liga dos Campeões e até já marcou 2 golos, mas não poderá ajudar o FCPorto no duelo de terça-feira, frente ao Shakhtar Donetsk, uma vez que a expulsão na Supertaça Europeia o impede de alinhar por uma partida. Será da bancada que Rolando vai assistir ao regresso dos azuis e brancos à Champions, depois da conquista da Liga Europa. Uma situação à qual não está habituado, mas que não o preocupa, dada a qualidade da equipa.
“O meu objetivo é jogar sempre. É o primeiro encontro da Champions, ainda por cima em casa, e era importante estar em campo, mas os centrais que jogarem vão dar conta do recado. Vou ficar a torcer por fora para conseguirmos vencer”, destacou o defesa, de 26 anos.
in "record.pt"

Sapunaru perde o comboio

Lateral-direito romeno não recupera da lesão muscular que sofreu na selecção. Fucile será opção natural para o jogo com o Shakhtar. Regressos de Guarín e Otamendi à vista.

O romeno Cristian Sapunaru não vai recuperar a tempo de poder alinhar frente ao Shakhtar Donetsk, jogo marcado para depois de amanhã à noite, no Estádio do Dragão.

O lateral-direito falha, assim, a estreia dos dragões na edição deste ano da Liga dos Campeões, devido a uma contractura muscular na coxa esquerda sofrida no período de aquecimento do jogo que a selecção da Roménia efectuou frente à França.

Depois de toda a polémica levantada pelo controverso presidente do Steaua de Bucareste, Gigi Becali, que insinuou que Sapunaru simulou a lesão por não querer jogar, devido a alegados problemas com o técnico Victor Piturca, o médico da selecção veio finalmente a público confirmar que o jogador portista sofreu, realmente, uma lesão no músculo da coxa esquerda, que, segundo o próprio Sapunaru confirmou à imprensa do seu país, é impeditiva de participar no jogo de estreia da Liga dos Campeões.



in "abola.pt"

O bom sabor dos velhos tempos

Notável vencedor da Liga Europa da época passada, o FC Porto desvia agora objectivos para a prova maior.

É, afinal, normal o passo a que se propõe, a Champions é uma competição muito sua, o clube tem estado em quase todas. Desde que o formato actual nasceu, em 1992, os dragões perderam apenas três edições (1994/95, 2002/03 e 2010/11), preparando-se para abordar a 16.ª época a disputar o quadro principal.

O registo é magnífico, único a nível nacional e fortemente pesado no plano internacional, os dragões são dos principais clubes da história da Champions no nível de participações.



in "abola.pt"

sábado, 10 de setembro de 2011

DRAGÕES REENCONTRAM LICEO E VALDAGNO

O FC Porto Império Bonança conheceu este sábado os adversários na fase de grupos da Liga Europeia. Os Dragões foram colocados no grupo C, juntamente com Liceo da Corunha (Espanha), Valdagno (Itália) e Genève (Suiça). Na primeira jornada, a 19 de Novembro, o Liceo da Corunha desloca-se ao Dragão Caixa.

Liceo da Corunha e Valdagno são adversários conhecidos dos portistas. O FC Porto perdeu o acesso à final da Liga Europeia frente aos espanhóis, no desempate por grandes penalidades, na última época, e defrontou os italianos nas duas últimas temporadas.



in "fcp.pt"

UM CLÁSSICO NÃO TEM FAVORITOS

O guarda-redes Quintana e o primeira linha Gilberto Duarte fizeram esta sexta-feira a antevisão do duelo com o Benfica, em Lisboa (domingo, 15h00), relativo à primeira jornada do Andebol 1. Frente a frente vão estar o tricampeão nacional e o quarto classificado do último campeonato, mas os jogadores azuis e brancos repartem o favoritismo, num clássico sempre apetecível.

Quintana: “Somos tricampeões”
“Já tenho ideia do que significa um Benfica-FC Porto e vamos fazer tudo para ganhar o jogo. Somos tricampeões, mas este é um jogo de começo de época e acho que não há favoritos, pode acontecer qualquer coisa. Estávamos a sonhar jogar na Liga dos Campeões, mas não conseguimos. Agora temos de olhar em frente, ser campeões e voltar a disputar a entrada na prova.”

Gilberto Duarte: “Jogar na Luz é sempre complicado”
“O jogo contra o Benfica no Torneio de Portugal [vitória dos Dragões por 25-24] serviu de preparação. As equipas rodaram muito, pelo que este será um jogo mais duro, intenso. Jogar na Luz é sempre complicado e estamos a preparar bem o encontro. Nestes jogos nunca há favoritos: de um lado está o campeão nacional, mas um ‘grande’ em casa é sempre muito forte. A nível individual, já recuperei da lesão e estou muito melhor, mas preciso de continuar a trabalhar, porque perdi muito tempo da pré-época. O nosso objectivo é lutar para ganhar tudo e chegar o mais longe possível na Taça EHF. Como temos a mesma estrutura dos últimos anos, é mais fácil trabalhar.”



in "fcp.pt"



Alvaro Pereira ausente

GUARÍN DE REGRESSO AO TRABALHO


Menos de 24 horas depois da vitória frente ao V. Setúbal (3-0), o FC Porto voltou aos treinos para preparar o jogo com o Shakthar Donetsk, da Liga dos Campeões, partida agendada para terça-feira.
A ausência de Alvaro Pereira foi a nota dominante da sessão de trabalho deste sábado. O uruguaio sofreu um toque no jogo com os sadinos e, segundo o boletim clínico publicado no site do FC Porto, o jogador limitou-se a fazer tratamento, devido a uma contusão na perna direita.
Sapunaru continua ausente e Alex Sandro prossegue também a recuperação da lesão contraída no Mundial de Sub-20.
No sentido inverso, destaque para Guarín que realizou o primeiro treino depois de ter estado ao serviço da seleção colombiana, pelo que deverá ser opção para o jogo de terça-feira da Champions.
in "record.pt"

Um beijinho agora de mão-cheia...

5.º GOLO NAS REDES DA FORMAÇÃO SETUBALENSE


Demorou mas chegou. João Moutinho ainda não tinha marcado com a camisola azul e branca no campeonato mas ele que é declaradamente o seu adversário talismã proporcionou-lhe esse êxtase. Já está, com o médio portista a prometer uma época com muito golos, tal como aconteceu sobretudo na sua última temporada no Sporting, que terminou com 9 tentos apontados, uma marca que nem por isso convenceu os responsáveis leoninos a esforçarem-se mais para o manterem no plantel.
Com o emblema onde se destaca o dragão, até ontem Moutinho só tinha apontado 2 golos. Um ao Juventude de Évora, em jogo da Taça de Portugal, e outro ao Benfica, também nesta competição, na assombrosa remontada que apagou pela primeira vez a Luz.
in "record.pt"

FC Porto - Setubal (Declarações)


James

"Pode ser o meu ano mas com ajuda"

Se foi por inspiração divina ou golpe de génio, o certo é que o golo apontado, ontem, por James Rodríguez entrou na galeria da temporada. Com beleza e com uma forte pitada de inteligência, a nova estrela colombiana do FC Porto deu um pontapé providencial aos obstáculos que impediam que a bola entrasse na baliza do Setúbal. "Estou muito contente; foi um grande golo e muito importante", reconheceu James Rodríguez, animado pelo contributo no reforço da vitória dos dragões. A rampa está lançada para a consagração de um talento que diz ter jogado "pouco na época passada". "Nesta", acrescenta,"as coisas estão sair-me bem"."Pode ser o meu ano com a ajuda de todos; assim será o ano de toda a equipa", completou, alertando que é "importante manter o mesmo nível na Champions". "Temos de pensar já no jogo de terça-feira porque vamos defrontar um rival muito complicado", concluiu.

Defour

"Treinador percebeu que pode contar comigo"

Defour dificilmente podia ter tido uma estreia mais positiva na equipa titular. O belga realizou uma excelente exibição e, no final, revelou uma enorme satisfação por aquilo que tinha acabado de fazer. "Treinei sempre bem e com vontade de mostrar o meu valor. Neste jogo, o treinador voltou a perceber que pode contar comigo", atirou Defour, que até teve oportunidade para marcar logo no arranque da segunda parte. "É verdade. Tive a oportunidade de fazer um golo, de cabeça, mas essa não é a minha especialidade." O médio diz que não sentiu grande diferença a jogar com Souza ou Moutinho - "são os dois grandes jogadores" -, antes de explicar que tanto actua na posição de trinco como mais à frente. "Jogo em qualquer posição. Aliás, aqui estamos sempre a mudar de posições durante o jogo", explicou.

Moutinho

"Golo tinha de aparecer"

Moutinho entrou para marcar e dar uma vitória "importante" à equipa. "Sabíamos que a jogar assim íamos acabar por marcar. Também sabíamos que tudo ficaria mais fácil depois de entrar o primeiro. A partir desse momento, o Setúbal arriscou mais e nós aproveitámos bem e ainda marcámos mais dois golos." O médio afirmou ainda que a equipa tem agora de começar a pensar em "vencer também na Champions", já na próxima terça-feira, na recepção ao Shakhtar Donetsk.

in "ojogo.pr"

Pinto da Costa: Pinto da Costa


Pinto da Costa voltou a deixar o Dragão contente com o jogo que viu frente ao Setúbal e uma vitória que permite aos campeões nacionais continuar na liderança à quarta jornada, só com vitórias. Aliás, na cabeça do presidente do FC Porto nunca houve dúvidas sobre o desfecho deste encontro. "Gostei da primeira parte, dava para perceber o que vinha aí", justificou. Mas o que deixou Pinto da Costa mesmo satisfeito acabou por ser o lance do segundo golo, que seguiu com mais atenção. "Gostei mais do golo do James, não só por ter sido o mais bonito, mas sobretudo pelo espírito de equipa. Ninguém foi guloso ao ponto de querer marcar e o Hulk ofereceu o golo ao miúdo", explicou. Ainda assim, reconheceu que o de Moutinho acabou por desbloquear o jogo. "Foi importante por ser o primeiro", frisou ao "Porto Canal".
Ao cabo do segundo jogo do FC Porto em menos de uma semana surge a primeira jornada da Liga dos Campeões no horizonte, com o Shakhtar Donetsk, mas a atitude promete não mudar, independentemente da vitória que mantém a equipa na liderança do campeonato português: "Mesmo que por absurdo tivéssemos perdido hoje [ontem], a motivação estaria alta na mesma e o objectivo seria sempre ganhar."
Para variar um pouco daquilo que é habitual para quem anda no mundo do futebol, Pinto da Costa não vai ver mais nenhum jogo do campeonato este fim-de-semana: "Não vou ver mais nenhum jogo esta jornada, não estou interessado. Vou passar o fim-de-semana fora, longe do futebol."

in "ojogo.pt"

Vítor Pereira: "Desfrutei da nossa qualidade"


Satisfeito com o desempenho da sua equipa, Vítor Pereira fez questão de elogiar o nível técnico dos jogadores que tem à disposição, a propósito dos golos e da forma como abriram caminho a mais uma vitória. "Esta equipa é constituída por jogadores de muita qualidade e que em dia de inspiração proporcionam momentos belíssimos de futebol. Hoje [ontem] foi um dos jogos em que desfrutei, claramente, da nossa qualidade. A capacidade de decisão destes jogadores permite-lhes explodir a qualquer momento e a capacidade de finalização que tem vindo a ser revelada pela equipa tem que ver com isso."
Falando do adversário, o técnico do FC Porto não deixou de lhe reconhecer mérito: "O Setúbal defendeu bem, procurando fechar todos os espaços, mas era natural que com o decorrer do jogo eles começassem a aparecer, dada a nossa boa exibição. Criámos muitas oportunidades de golo, garantindo uma vitória justa."
Questionado sobre a troca de Souza por João Moutinho ao intervalo, esclareceu: "O Souza não fez nada de errado, só que nos faltava o golo para dar tranquilidade à equipa e era necessário, com paciência, esperar pelo momento certo para penetrar na área do Setúbal na tentativa de concretizar as oportunidades. Precisávamos de uma dinâmica diferente no centro do terreno que só o João Moutinho tem."
Em relação a Hulk, Vítor Pereira referiu que também procurara poupá-lo, como sucedera com João Moutinho, acabando por lhe tecer rasgados elogios: "O Hulk é um craque da cabeça aos pés, em humildade e espírito de sacrifício. É um líder que comanda o grupo pelas suas acções. Estou-lhe agradecido por aquilo que ele nos dá." Kléber também foi outro dos nomes abordados e no seu caso o treinador portista, à semelhança de Moutinho e de Hulk, voltou a falar de repouso. "A sua saída teve que ver com o objectivo de lhe dar algum descanso. Temos que gerir o desgaste dos jogadores, pois há muitos jogos pela frente", disse. Depois, em jeito de despedida, fez um apelo aos sócios para o jogo com o Shakhtar: "Que, com o sentimento de orgulho e identidade com o Norte, encham o estádio para proporcionarem um grande espectáculo à Europa. Precisamos de muito calor."

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um


A ESTRELA: João Moutinho 8

Com ele em campo a equipa ganhou asas

Surgiu com alguma surpresa no banco de suplentes, mas isso não o impediu de ser tornar no homem do jogo. Com o resultado ainda a zeros, Vítor Pereira tratou de o chamar à equipa logo no arranque da segunda parte e a energia que trouxe à partida acabou por se revelar decisiva para mais uma vitória portista. E não foi só pelo golo que marcou que o internacional português ficou ligado a este jogo - excelente remate, por sinal. Moutinho foi muito mais do que isso. Recuperou um número elevado de bolas, muitas delas no meio-campo ofensivo, e tratou de aumentar a velocidade na circulação, um problema que tinha impedido o FC Porto de ser ainda mais perigoso e eficaz durante a primeira parte. Com ele em campo, a equipa ganhou outra dimensão, tão grande que o Setúbal acabou asfixiado na sua área. Moutinho revelou, uma vez mais, que é mesmo imprescindível...

Helton 6
Depois de ter passado boa parte do encontro a ver jogar, revelou-se decisivo ao impedir por duas vezes o golo a um isolado João Silva (72'), numa altura em que o FC Porto ganhava apenas por um golo.

Fucile 5
Não encontrou grandes problemas para travar José Pedro, primeiro, e Pitbull, depois. Surgiu com frequência no ataque, mas raramente conseguiu dar uma sequência lógica aos lances.

Rolando 6
Apesar da pouca acutilância do ataque sadino, somou mais uma exibição sem motivos para críticas. Ainda esteve perto de marcar, na sequência de um cabeceamento à barra.

Maicon 5
Alguns erros sem grandes repercussões para a equipa serviram para incomodar os adeptos, que fizeram questão de mostrar a sua impaciência para com o brasileiro. Precisa de reconquistar rapidamente a confiança.

Álvaro Pereira 5
Também não encontrou grandes problemas para fechar o flanco esquerdo, embora tenha voltado a realizar uma exibição intermitente.

Souza 5
No regresso à tularidade, cumpriu sem grandes problemas o papel defensivo que lhe esteve destinado. Saiu ao intervalo porque a equipa precisava de um jogador mais capaz nas acções ofensivas.

Belluschi 7
Excelente atitude competitiva no momento em que a equipa perdia a bola, mas algo displicente na forma como serviu os companheiros em muitos períodos do jogo. No entanto, ficou ligado aos três golos da partida: roubou a bola no primeiro, iniciou a jogada do segundo e marcou o terceiro, através de um remate potente de fora da área.

Defour 7
Excelente estreia na equipa titular. Na primeira parte, ocupou os espaços habitualmente entregues a João Moutinho e conseguiu apresentar a mesma excelência táctica do internacional português - o que não é fácil. Boa capacidade para antecipar as movimentações do adversário e simplicidade na circulação de bola. Ainda esteve perto de marcar de cabeça (50'). Promete.

James 8
O FC Porto começou o jogo com um banco de ouro (Hulk e Moutinho), mas apresentou no onze inicial um verdadeiro diamante. Foi incrível a forma como conseguiu colocar vários companheiros em posição de marcar, com passes absolutamente geniais saídos daquele pé esquerdo fabuloso. Na ausência de Hulk, James tratou de criar os desequilíbrios. No meio de tanta arte, o golo que marcou acabou por ser apenas um pormenor.

Rodríguez 6
Depois de uma primeira parte apagada, chegou à segunda com vontade de se tornar decisivo na partida. Nesse período, o melhor da equipa, emprestou dinâmica ao ataque e ajudou a construir mais uma vitória.

Kléber 5
Duas oportunidades, um remate fantástico à barra (29') e outro à figura de Diego (49'). Voltou a demonstrar algumas dificuldades para se integrar em boa parte das movimentações ofensivas da equipa.

Hulk 7
Entrou para os últimos 20 minutos da partida, mas ainda a tempo de se tornar decisivo no avolumar do resultado. Primeiro, ofereceu o segundo golo a James com uma assistência fantástica; mais tarde trabalhou bem a bola para o remate certeiro de Belluschi.

Djalma -
Mostrou vontade de se mostrar nos poucos minutos que esteve em campo.

"Tiki-taka" com sotaque nortenho


Por vezes, há apenas uma linha muito ténue a separar uma goleada histórica de uma vitória arrancada, literalmente, a ferros: a diferença pode estar no excesso de pontaria ou num guarda-redes particularmente inspirado. O FC Porto teve que contornar as duas situações para se manter isolado, seguir invicto, e colocar pressão nos rivais de Lisboa que entram em acção esta noite. Antes de marcar, viu a barra devolver três remates e Diego negar uma mão-cheia de golos cantados. Mas teve o mérito de nunca perder a calma, insistindo na circulação de bola, e momentos de grande inspiração colectiva.
A justiça da vitória só foi servida na segunda parte e com muito mérito de Vítor Pereira, que percebeu que não precisava de um médio-defensivo para anular as tímidas investidas do Setúbal. Por isso, deixou Souza no balneário e apostou em João Moutinho. O meio-campo perdeu centímetros, mas ganhou em magia e capacidade de circulação de bola. Ainda por cima, foi Moutinho a abrir o caminho deste triunfo, num remate de longe. Aposta ganha, portanto.
Os três golos de diferença podem ser considerados uma goleada, mas a verdade é que são simpáticos para o Setúbal e, sobretudo, curtos para a produção ofensiva de uma equipa portista que chegou a ser um rolo compressor e que merece nota artística muito elevada. No Dragão, também se viu "tiki-taka" e ficou a garantia de que este FC Porto com a assinatura de Vítor Pereira está mais próximo no estilo do Barcelona de Pep Guardiola. Salvaguardando as devidas diferenças. E para os mais cépticos com esta afirmação, fica o convite para verem e reverem o lance do terceiro golo, construído ao primeiro toque, com um momento de magia que saiu dos pés de Hulk e a finalização do "pequenino" Belluschi.
Mas se o final do jogo entusiasmou, os 20 minutos iniciais foram de muitos bocejos porque faltou quem acelerasse o jogo mastigado dos portistas. O Setúbal agradeceu. Bruno Ribeiro deixou o ponta-de-lança João Silva no banco e Pitbull assumiu as despesas do ataque, mas a conta apresentada ao brasileiro foi baixa. Zé Pedro foi desviado para a esquerda, ficando o miolo preenchido por Hugo Leal, Neca e Bruno Amaro que foram circulando a bola sem pressas e, diga-se, sem grande vontade de chegar à baliza de Helton, que foi para o intervalo praticamente sem sujar as luvas.
Vítor Pereira soou o alarme e James arregaçou as mangas, assumindo de vez o papel de protagonista. O resultado foram 15 minutos intensos, sufocantes, do FC Porto, que passou a pressionar logo à saída da área dos sadinos, e três bolas devolvidas pela barra. Souza e Rolando de cabeça ao minuto 22' e Kléber aos 29'. A plateia do Dragão dava os primeiros sinais de gostar da atitude da equipa, comandada de forma soberba pelo pé esquerdo de James. Para já ainda não havia Hulk em campo e o "miúdo" não teve qualquer problema para assumir a construção de jogo, estando em todos os lances de perigo. Os tais que a barra e Diego impediram de festejar mais cedo.
Vítor Pereira fez três mudanças no onze em relação à goleada na Marinha Grande, lançando Souza, Rodríguez e Defour. O belga foi uma dupla surpresa: pela entrada directa na equipa e pela fantástica exibição. Quem diria que chegou à equipa há pouco tempo? Entendeu-se bem com Belluschi e James, mas deu ainda mais nas vistas pela entrega e capacidade de roubar bolas.
O intervalo chegou com sabor a injustiça para os dragões, mas a reentrada confirmou um FC Porto assente num colectivo muito forte, com individualidades a brilhar, e a tal nuance táctica que a entrada de Moutinho provocou. Com pé a fundo no acelerador, a equipa ganhou mais metros no terreno e encostou o Setúbal às cordas, trocando a bola ainda com mais velocidade.
O golo lá chegou aos 53' para desatar o nó. Mas o Setúbal esboçou uma reacção traduzida em três cantos seguidos e num livre indirecto que colocou, finalmente, Helton à prova. Porém, o empate só esteve perto aos 72', num lance fortuito em que a bola ressaltou para os pés de João Silva.
Não marcou o Setúbal, "matou" o FC Porto logo a seguir num momento sublime de futebol, acabando de vez com as dúvidas quanto ao vencedor. Ah! E Belluschi ainda teve tempo para encerrar as contas, em mais um bonito desenho do ataque azul e branco. O jogo acabou e já ninguém tinha sono no Dragão.

in "ojogo.pt"