O guarda-redes polaco ganhou a Taça dos Campeões-87 num clube familiar e o i entrevistou-o com a ajuda de um intérprete, a filha
O tempo da Cortina de Ferro já lá vai. Até aos anos 80, os jogadores de futebol estavam expressamente proibidos de sair do seu país para o lado de lá, salvo raras excepções. Na Polónia, por exemplo, o avançado Zbigniew Boniek faz um brilhante Mundial-82 e consegue sair do Widzew Lodz para a Juventus de Itália. Dois anos mais tarde, outro polaco liberta-se das amarras do Widzew Lodz e arrepia caminho. Destino: Bastia (França). Em Janeiro de 1986, aterra nas Antas para se impôr como o melhor guarda-redes estrangeiro na história do clube.
Mal chega, estreia-se na Luz a 4 de Janeiro. Nesse jogo, não há golos para ninguém, embora o árbitro Raul Nazaré anule bem um golo a Gomes por mão de Frasco e o mesmo Gomes falhe um penálti, para defesa de Bento. Na memória dos adeptos, a elegância de Mlynarczyk, sobretudo nos lançamentos para o ataque. Com a mão, a bola passa invariavelmente o meio-campo. Com os pés, a bola vai de baliza a baliza.
É a sua imagem de marca, ou não fosse assim que o FC Porto conquiste o campeonato desse ano, com um passe de Mlynarczyk para uma correria-golo de Futre em Setúbal (1-0) no mesmo dia em que o Sporting surpreende o Benfica na Luz (2-1). À penúltima jornada, o FC Porto ultrapassa o Benfica e sela o título de campeão nacional no derradeiro dia com o 4-2 ao Sp. Covilhã. No ano seguinte, já se sabe: Mlynarczyk campeão europeu. Na véspera do arranque de mais uma campanha portista na Champions, ainda por cima com uma equipa da ex-Cortina de Ferro (Shakhtar Donetsk), o i entrevista Mlynarczyk. O que só é possível com a ajuda da filha Marzena. "Eu entendo o teu português mas já não consigo expressar-me correctamente na tua língua. Por isso, liga-me daqui a duas horas quando está cá a minha filha. Ela fala bem português e faz de intérprete". Para quem não se expressa correctamente, Mlynarczyk até nem esteve nada mal, não senhor! Ligamos-lhe duas horas depois e Mlynarczyk passa o telefone à filha que tem a paciência de fazer a ponte entre o i e o pai. Durante 49 minutos, a conversa flui. Primeiro em português, depois em polaco, continua em polaco (voz de fundo) e novamente em português. Levante-se a cortina, vai começar a Liga dos Campeões.
O FC Porto foi campeão europeu em 1987 com o Mlynarczyk na baliza. Mas como é chega ao Porto?
Jogava na 1.ª divisão francesa, pelo Bastia. Um belo dia, um empresário chamado Lucídio Ribeiro [que também leva Madjer de França para o FCP, só que no ano anterior, em 1985] apresentou-me uma proposta séria do FC Porto. O desafio agradou-me e aceitei quase de imediato. Naquela altura, o FC Porto já era uma equipa de respeito como finalista vencido da Taça das Taças-84, com a Juventus do Boniek.
No Porto, foi chegar, ver e vencer. Lembra-se da estreia?
Sim, com o Benfica. Na Luz. Foi zero a zero e o que mais me impressionou foi o estádio cheio. Quer dizer, 120 mil pessoas juntas a ver um jogo de futebol era coisa que não se via muito por aí. Tive a sorte de participar nesse jogo. O Benfica era fortíssimo mas nós é que fomos campeões nacionais.
E europeus, no ano seguinte.
Esse ano foi fantástico. Começámos a perceber que podíamos ser campeões europeus nos quartos-de-final com o Bröndby.
Na baliza deles, o Schmeichel.
Sim, mas ainda era muito jovem e sem nome no futebol europeu. Lembro-me de termos empatado lá, com um golo do Juary, e de pensarmos ''bem, agora só faltam dois jogos para chegarmos à final e três para levantar a taça''.
Mas saiu-vos o Dínamo Kiev nas meias-finais.
Não havia muito onde escolher. Ou eles ou o Bayern ou o Real Madrid. E o Dínamo era uma equipa formidável. No papel, melhor que a do FC Porto. O treinador era Valeri Lobanovsky, um nome incontornável na história do futebol mundial. E a equipa deles era a selecção russa do Mundial do México-86 e que chegaria à final do Euro-88. Ganhámos os dois jogos, ambos por 2-1.
Na final, o Bayern.
Outro colosso. Eram os favoritos.
Ainda por cima, o FC Porto perdeu os capitães Lima Pereira e Gomes nas vésperas da final.
Exactamente. Mas atenção que eles também não jogaram com o capitão Augenthaler, expulso em Madrid. Mas o FC Porto era mais que um clube, era uma família. Muito unida. Nunca senti nada assim. Era um clube com jogadores tão próximos uns dos outros. Até arrepia, só de pensar. Mérito para o presidente Pinto da Costa. Nos treinos, todos se portavam bem mas bastava chegar ao balneário para começar a brincadeira. Aí, eu entendia a mística e a verdadeira amizade entre nós. E quem te diz isso sou eu, que nunca cheguei a falar muito bem português. Portanto, às vezes, nem entendia as piadas em português mas estávamos sempre a rir. E já se sabe que a alegria contagia.
Okay, mas o FC Porto estava a perder ao intervalo e com um golo de um lançamento lateral.
Nem me lembre isso. Quando o árbitro apitou para o intervalo, caminhei para o balneário cheio de dúvidas e angústia. Como era possível termos sofrido um golo assim, de um lançamento lateral? Imperdoável. Nem nos treinos. Felizmente, demos a volta na segunda parte. Se não fosse isso, não sei como me aguentaria. Seria muito doloroso não tocar na taça com um erro desses.
Mas chegou a tocar na taça?
Foi difícil, lá isso foi. O João Pinto deu não sei quantas voltas ao estádio com ela na mão, na cabeça e sei lá mais onde. Mas foi uma festa grandiosa. Se já éramos alegres, imagine depois desta conquista inédita.
Meio ano depois, levantou a Taça Intercontinental.
Bem, unca senti tanto frio como nesse jogo e olha que eu joguei anos e anos na Polónia, com neve e gelo. Mas nesse dia em Tóquio o tempo estava insuportavelmente frio. Cada vez que ia ao chão para agarrar uma bola, a relva molhada e gelada, juntamente com flocos de neve, entranhava-se no meu corpo, não sei muito bem como. E era cá um incómodo.
É esse o seu momento inesquecível no FC Porto?
No FCP, não há um só momento inesquecível. Há vários. Foi muita coisa junta. Depois da Taça Internacional, ainda ganhámos a Supertaça Europeia. E ao Ajax, que tinha mais nome que nós. Esse Ajax era treinado por Cruijff e o adjunto era um tal Van Gaal. Ganhámos 1-0 em Amesterdão naquele que terá sido uma das melhores exibições do Rui Barros. Ele correu mais que todos os outros 21 jogadores em campo. Correu, correu e marcou-nos o golo da vitória.
...
Queres outro momento inesquecível? O meu penálti ao Boavista
A sério?
Sim, para a Taça de Portugal. Empatámos 2-2 nas Antas e depois 0-0 no Bessa. Nos penáltis, o Ivic escolheu-me como quinto marcador. Fiz o 5-4 e depois ainda defendi o remate de um jogador deles [Marcos António].
Bom, está tudo. Obrigado
De nada, obrigado pela vossa atenção, pela vossa memória. Aproveito para mandar um grande abraço ao Pinto da Costa. Foi ele que tornou estas memórias possíveis. E um abraço a todos os jogadores do FC Porto. E a todos os adeptos. E a todos aqueles que conheci na minha passagem por aí. A todos aqueles que me deram força quando me lesionei [facto aproveitado para se dar a passagem de testemunho para Vítor Baía]. E, é o último agradecimento, prometo, a todos aqueles que me mostraram o bem que se come e vive em Portugal. É um país magnífico. Parabéns.
in "ionline.pt"
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Shaktar inicia jogo psicológico
Já começou o jogo entre Shaktar e FC Porto. Os ucranianos deram o pontapé de saída no jogo psicológico com uma tentativa de condicionar a estratégia dos campeões nacionais.
Bola Branca pode avançar que os ucranianos vetaram a rega do relvado antes do início da partida e no intervalo do jogo.
Os regulamentos prevêem que os dois clubes estejam de acordo, relativamente à rega do relvado. O Porto está impedido de abrir as torneiras, a partir do momento em que as duas equipas estejam no estádio.
Tudo porque os responsáveis do Shaktar recusaram a prática habitual no Dragão. Bola Branca procurou uma explicação técnica junto de Vítor Pontes, actual treinador do Leiria, entende que os ucranianos até sairão prejudicados, porque actuam, em casa, num sintético. Mas limitam o Porto e jogam uma carta psicológica.
O jogo campo começa às 19h45.
Álvaro Pereira está recuperado e joga de início. Vítor Pereira deverá fazer regressar Fernando ao meio-campo, com Moutinho e Belluschi; no ataque há a dúvida se joga Kléber ou Varela.
Os regulamentos prevêem que os dois clubes estejam de acordo, relativamente à rega do relvado. O Porto está impedido de abrir as torneiras, a partir do momento em que as duas equipas estejam no estádio.
Tudo porque os responsáveis do Shaktar recusaram a prática habitual no Dragão. Bola Branca procurou uma explicação técnica junto de Vítor Pontes, actual treinador do Leiria, entende que os ucranianos até sairão prejudicados, porque actuam, em casa, num sintético. Mas limitam o Porto e jogam uma carta psicológica.
O jogo campo começa às 19h45.
Álvaro Pereira está recuperado e joga de início. Vítor Pereira deverá fazer regressar Fernando ao meio-campo, com Moutinho e Belluschi; no ataque há a dúvida se joga Kléber ou Varela.
in "rr.pt!
F.C. Porto-Shakhtar (antevisão): o regresso do hino dos milhões
Dragões regressam à «prova milionária» depois de um ano de interregno e têm pela frente o sempre perigoso Shakhtar Donetsk.
O F.C. Porto está de regresso à Liga dos Campeões, depois de um ano de interregno. O primeiro adversário é o perigoso Shakhtar Donetsk, líder do campeonato ucraniano. O embate tem lugar pelas 19h45 desta terça-feira. O Dragão vai voltar a ouvir o famoso hino dos milhões.
O momento
F.C. Porto
Barcelona à parte, o F.C. Porto é uma equipa 100 por cento vitoriosa neste arranque da temporada. A troca de treinador e a perda de Falcao ainda não tiveram efeitos colaterais no trilho que a equipa vinha traçando deste a época passada. Depois de quatro triunfos em outros tantos jogos da Liga e da conquista da Supertaça Cândido Oliveira, Vítor Pereira parte para um dos principais desafios da temporada: a Liga dos Campeões. Chega com o estatuto de vencedor da Liga Europa e de cabeça-de-série, o que pesa sempre. A palavra volta a estar do lado azul e branco.
Shakhtar Donetsk
Os ucranianos são uma das equipas da moda na Europa. Com um crescimento sustentado, venceram a última edição da Taça UEFA e vão obtendo boas participações na Liga dos Campeões. Com sete brasileiros e mais um naturalizado croata (Eduardo), a equipa vai conquistando êxitos internos- lidera o campeonato a par do Dínamo Kiev, ao fim de nove jornadas- e tenta, agora, o sucesso europeu. O presidente até fala em ganhar a Champions...
As ausências
F.C. Porto
Guarín e Rolando foram expulsos na Supertaça europeia e cumprem um jogo de castigo. Sapuranu voltou lesionado da selecção romena e ainda não recuperou.
Shakhtar Donetsk
Rat e Chygrynskiy são as grandes dúvidas. Os dois jogadores voltaram à competição no último fim-de-semana, depois de paragem por lesão e Lucescu não esclareceu na conferência de imprensa se o regresso terá continuidade.
Discurso Directo
Vítor Pereira (F.C. Porto): «Depois de grande sucesso na Liga Europa vamos ter uma competição mais exigente, com um nível mais alto. Acredito que estamos a crescer como equipa, que vamos ser mais agressivos, acredito nos meus jogadores e acredito estarmos preparados para estar à altura desta Liga dos Campeões.»
Mircea Lucescu (Shakhtar Donetsk): «Jogando fora, vamos ter uma postura mais defensiva e tentar tirar partido da nossa velocidade nas transições. Vai ser um jogo espectacular e importante para as decisões do grupo.»
Histórico de confrontos:
F.C. Porto e Shakhtar Donetsk só por uma vez se encontraram em jogos oficiais. Foi na caminhada portista até à primeira final europeia da história do clube, em Basileia, na Taça das Taças de 1983/84. Os dragões levaram a melhor nos quartos-de-final, vencendo em casa por 3-2, depois de estarem a perder por 2-0, e empatando na Ucrânia, a uma bola.
Equipas prováveis
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Otamendi, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Hulk, Kléber e James Rodríguez.
Outros convocados: Bracalli, Mangala, Defour, Souza, Varela, Cristian Rodríguez e Djalma.
SHAKHTAR DONETSK: Rybka; Srna, Rat, Chygrynskiy e Rakitskiy; Mkhitaryan, Fernandinho, Jadson e Douglas Costa; Luiz Adriano e Dentinho.
Outros convocados: Pyatov, Kryvtsov, Kucher, Shevschuk, Willian, Gai, Kobin, Alex Teixeira, Hubschman, Eduardo e Seleznyov.
O momento
F.C. Porto
Barcelona à parte, o F.C. Porto é uma equipa 100 por cento vitoriosa neste arranque da temporada. A troca de treinador e a perda de Falcao ainda não tiveram efeitos colaterais no trilho que a equipa vinha traçando deste a época passada. Depois de quatro triunfos em outros tantos jogos da Liga e da conquista da Supertaça Cândido Oliveira, Vítor Pereira parte para um dos principais desafios da temporada: a Liga dos Campeões. Chega com o estatuto de vencedor da Liga Europa e de cabeça-de-série, o que pesa sempre. A palavra volta a estar do lado azul e branco.
Shakhtar Donetsk
Os ucranianos são uma das equipas da moda na Europa. Com um crescimento sustentado, venceram a última edição da Taça UEFA e vão obtendo boas participações na Liga dos Campeões. Com sete brasileiros e mais um naturalizado croata (Eduardo), a equipa vai conquistando êxitos internos- lidera o campeonato a par do Dínamo Kiev, ao fim de nove jornadas- e tenta, agora, o sucesso europeu. O presidente até fala em ganhar a Champions...
As ausências
F.C. Porto
Guarín e Rolando foram expulsos na Supertaça europeia e cumprem um jogo de castigo. Sapuranu voltou lesionado da selecção romena e ainda não recuperou.
Shakhtar Donetsk
Rat e Chygrynskiy são as grandes dúvidas. Os dois jogadores voltaram à competição no último fim-de-semana, depois de paragem por lesão e Lucescu não esclareceu na conferência de imprensa se o regresso terá continuidade.
Discurso Directo
Vítor Pereira (F.C. Porto): «Depois de grande sucesso na Liga Europa vamos ter uma competição mais exigente, com um nível mais alto. Acredito que estamos a crescer como equipa, que vamos ser mais agressivos, acredito nos meus jogadores e acredito estarmos preparados para estar à altura desta Liga dos Campeões.»
Mircea Lucescu (Shakhtar Donetsk): «Jogando fora, vamos ter uma postura mais defensiva e tentar tirar partido da nossa velocidade nas transições. Vai ser um jogo espectacular e importante para as decisões do grupo.»
Histórico de confrontos:
F.C. Porto e Shakhtar Donetsk só por uma vez se encontraram em jogos oficiais. Foi na caminhada portista até à primeira final europeia da história do clube, em Basileia, na Taça das Taças de 1983/84. Os dragões levaram a melhor nos quartos-de-final, vencendo em casa por 3-2, depois de estarem a perder por 2-0, e empatando na Ucrânia, a uma bola.
Equipas prováveis
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Otamendi, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Hulk, Kléber e James Rodríguez.
Outros convocados: Bracalli, Mangala, Defour, Souza, Varela, Cristian Rodríguez e Djalma.
SHAKHTAR DONETSK: Rybka; Srna, Rat, Chygrynskiy e Rakitskiy; Mkhitaryan, Fernandinho, Jadson e Douglas Costa; Luiz Adriano e Dentinho.
Outros convocados: Pyatov, Kryvtsov, Kucher, Shevschuk, Willian, Gai, Kobin, Alex Teixeira, Hubschman, Eduardo e Seleznyov.
in "maisfutebol.iol.pt"
«F.C. Porto devia ficar mais tempo com os jogadores»
Rafa Benitez acredita que o campeão português pode voltar a viver a glória continental.
Vencedor da Liga dos Campeões em 2004/05, Rafa Benitez acredita que uma equipa como o F.C. Porto tem capacidade para vencer a competição, mas para tal diz que é preciso segurar os principais elementos.
«O Porto tem experiência na Liga dos Campeões, mas devia ficar com os jogadores mais tempo. Uma equipa cresce à volta dos seus melhores elementos», disse o antigo técnico do Inter, em entrevista à Eurosport.
Questionado sobre o Barcelona, favorito a mais um título europeu, Benitez entende que o segredo é ter «toda a gente com o mesmo sistema e a mesma filosofia». «Imagine o nível de automatismo gerado por catorze ou quinze anos a jogar da mesma forma. A equipa tem grandes jogadores, e um sistema que lhes assenta na perfeição. O técnico é da casa, e conhece a mentalidade. Estão numa situação em que tudo funciona, todos puxam na mesma direcção», defendeu.
«O Porto tem experiência na Liga dos Campeões, mas devia ficar com os jogadores mais tempo. Uma equipa cresce à volta dos seus melhores elementos», disse o antigo técnico do Inter, em entrevista à Eurosport.
Questionado sobre o Barcelona, favorito a mais um título europeu, Benitez entende que o segredo é ter «toda a gente com o mesmo sistema e a mesma filosofia». «Imagine o nível de automatismo gerado por catorze ou quinze anos a jogar da mesma forma. A equipa tem grandes jogadores, e um sistema que lhes assenta na perfeição. O técnico é da casa, e conhece a mentalidade. Estão numa situação em que tudo funciona, todos puxam na mesma direcção», defendeu.
in "maisfutebol.iol.pt"
«Temos tudo para chegar longe na Champions» - Hulk
Apesar de não colocar o FC Porto entre os favoritos à conquista da Liga dos Campeões, Hulk acredita que os dragões vão ser olhados com respeito pelos adversários. «Temos tudo para chegar longe», diz o avançado.
«Acredito que não somos favoritos, até por respeito aos adversários que disputam a Liga dos Campeões. Todos vão esperar sempre o melhor do FC Porto devido à temporada que fizemos no ano passado, em que ganhámos vários títulos. Se continuarmos a jogar como sempre fizemos, com humildade, temos tudo para chegar longe na competição», afirmou o avançado, em declarações reproduzidas pela sua assessoria de imprensa.
Quis o sorteio que os azuis e brancos iniciassem o seu percurso na Champions frente ao Shakhtar, no Estádio do Dragão. Hulk prevê «um jogo disputado» e aplaude a presença de vários brasileiros em campo.
«Temos a felicidade de nos estrearmos em casa, diante dos nossos adeptos, que nos irão apoiar com certeza. Vamos enfrentar uma equipa boa, com a qual gosto particularmente de jogar, devido à quantidade de brasileiros que tem. São jogadores de muita qualidade. Vai ser um jogo muito bonito de se ver. Será um jogo disputado com vários brasileiros em campo», congratulou-se.
in "ojogo.pt"
«Acredito que não somos favoritos, até por respeito aos adversários que disputam a Liga dos Campeões. Todos vão esperar sempre o melhor do FC Porto devido à temporada que fizemos no ano passado, em que ganhámos vários títulos. Se continuarmos a jogar como sempre fizemos, com humildade, temos tudo para chegar longe na competição», afirmou o avançado, em declarações reproduzidas pela sua assessoria de imprensa.
Quis o sorteio que os azuis e brancos iniciassem o seu percurso na Champions frente ao Shakhtar, no Estádio do Dragão. Hulk prevê «um jogo disputado» e aplaude a presença de vários brasileiros em campo.
«Temos a felicidade de nos estrearmos em casa, diante dos nossos adeptos, que nos irão apoiar com certeza. Vamos enfrentar uma equipa boa, com a qual gosto particularmente de jogar, devido à quantidade de brasileiros que tem. São jogadores de muita qualidade. Vai ser um jogo muito bonito de se ver. Será um jogo disputado com vários brasileiros em campo», congratulou-se.
in "ojogo.pt"
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
F.C. Porto-Shakhtar com Moutinho, Belluschi e Defour?
Treinador deixou a dúvida no ar até esta terça-feira, mas fez um sorriso comprometedor quando lhe foi feita a questão
A segunda parte do F.C. Porto-V. Setúbal trouxe um novo entusiasmo às bancadas do Dragão: João Moutinho, Belluschi e Defour partilharam o meio-campo e mudaram o jogo do avesso. Os três juntos, com o português mais recuado, deram velocidade, toque de bola e inteligência ao futebol portista.
Ora por isso quis saber-se se a fórmula seria para repetir frente ao Shakhtar. Vítor Pereira não respondeu, mas sorriu: um sorriso comprometedor. «Vão ter que esperar por amanhã para ver», atirou. «Cada jogo é um jogo e o plano que temos passa por perceber a dinâmica que o encontro está a exigir.»
No fundo o que o treinador dizia é que tudo depende do plano para o jogo, sendo que a estratégia pode mudar. «Foi isso que aconteceu na sexta-feira, frente o V. Setúbal: considerámos que era necessário imprimir uma dinâmica diferente e fomos por aí, trocando o Souza pelo Moutinho ao intervalo.»
«Temos um plano para este jogo, queremos impor a nossa dinâmica e elaborar um conjunto de opções que nos permitam criar problemas ao adversário. Depois o jogo pode ou não corresponder às nossas expectativas e no decorrer do jogo vamos agindo de acordo com as necessidades», garantiu.
«Sapunaru está lesionado»
À margem do jogo da Liga dos Campeões, uma jornalista romena quis saber o que se passa com Sapunaru: o lateral queixou-se de uma lesão na selecção e por isso não foi utilizado. Gigi Becalli, o polémico presidente do Steaua, acusou o jogador de estar a fingir a lesão, para poder regressar ao clube.
Ora Sapunaru não gostou das declarações de Becalli e ameaçou não voltar à selecção romena. Afinal o que se passa? «Não vai jogar amanhã porque veio com uma lesão da Roménia», explicou Vítor Pereira. «O Sapunaru que eu conheço é um jogador com princípio, que só não joga se não puder mesmo.»
in "maisfutebol.iol.pt"
A segunda parte do F.C. Porto-V. Setúbal trouxe um novo entusiasmo às bancadas do Dragão: João Moutinho, Belluschi e Defour partilharam o meio-campo e mudaram o jogo do avesso. Os três juntos, com o português mais recuado, deram velocidade, toque de bola e inteligência ao futebol portista.
Ora por isso quis saber-se se a fórmula seria para repetir frente ao Shakhtar. Vítor Pereira não respondeu, mas sorriu: um sorriso comprometedor. «Vão ter que esperar por amanhã para ver», atirou. «Cada jogo é um jogo e o plano que temos passa por perceber a dinâmica que o encontro está a exigir.»
No fundo o que o treinador dizia é que tudo depende do plano para o jogo, sendo que a estratégia pode mudar. «Foi isso que aconteceu na sexta-feira, frente o V. Setúbal: considerámos que era necessário imprimir uma dinâmica diferente e fomos por aí, trocando o Souza pelo Moutinho ao intervalo.»
«Temos um plano para este jogo, queremos impor a nossa dinâmica e elaborar um conjunto de opções que nos permitam criar problemas ao adversário. Depois o jogo pode ou não corresponder às nossas expectativas e no decorrer do jogo vamos agindo de acordo com as necessidades», garantiu.
«Sapunaru está lesionado»
À margem do jogo da Liga dos Campeões, uma jornalista romena quis saber o que se passa com Sapunaru: o lateral queixou-se de uma lesão na selecção e por isso não foi utilizado. Gigi Becalli, o polémico presidente do Steaua, acusou o jogador de estar a fingir a lesão, para poder regressar ao clube.
Ora Sapunaru não gostou das declarações de Becalli e ameaçou não voltar à selecção romena. Afinal o que se passa? «Não vai jogar amanhã porque veio com uma lesão da Roménia», explicou Vítor Pereira. «O Sapunaru que eu conheço é um jogador com princípio, que só não joga se não puder mesmo.»
in "maisfutebol.iol.pt"
«Primeiro a vitória e depois os golos», diz James
O avançado colombiano diz que está mais focado em ajudar o FC Porto a vencer o encontro desta terça-feira. A glória individual fica em segundo plano.
Em conferência de imprensa de antevisão do encontro com o Shakhtar Donetsk para a Liga dos Campeões, James Rodríguez, sentado, nervoso, ao lado do seu técnico Vítor Pereira, confessou ser um sonho a possibilidade de jogar uma prova como a Liga dos Campeões.
«Sempre sonhei jogar esta competição. Este é um momento especial, um momento lindo e espero que tudo corra bem. Primeiro tenho de pensar na vitória do FC Porto, mas se puder fazer golos, será bom. De qualquer forma, o importante é o FC Porto ganhar», disse o extremo colombiano, que tem estado em grande destaque no FC Porto no arranque do campeonato português.
James Rodríguez mostrou-se atento ao adversário proveniente da Ucrânia: «Será um jogo complicado. O Shakhtar é forte mas nós também temos muita qualidade».
Sem Falcao na equipa portista, o papel de goleador poderá ser atribuído, este ano, a James, mas o colombiano não encontrou as melhores palavras para explicar aos jornalistas.
«O importante é trabalhar para que tudo saia da melhor maneira», disse.
FC Porto e Shakhtar Donetsk defrontam-se, esta terça-feira, a partir das 19h45, no Estádio do Dragão, em jogo correspondente à primeira jornada do Grupo G da Liga dos Campeões.
in "sapodesporto.pt"
Vítor Pereira: «F.C. Porto também não vai perder comigo»
Treinador quer manter tradição de não ser derrotado da Liga dos Campeões na primeira jornada, quando jogada em casa.
O F.C. Porto nunca perdeu na primeira jornada da Liga dos Campeões, quando jogada em casa. Ora por isso Vítor Pereira não quer ser ele a estragar a tradição, quando pela frente tem os ucranianos do Shakhtar Donetsk. «É uma grande responsabilidade», garantiu em conferência.
«Se o F.C. Porto nunca perdeu na estreia em casa, também não vai perder comigo. É um adversário de grande qualidade, com jogadores de selecção brasileira, portanto uma equipa que nos vai criar dificuldades de certeza e para as quais daremos a resposta também de certeza.»
A confiança de Vítor Pereira não é sequer abalada pelas ausências de Rolando e Guarín, castigados, e de Sapunaru, lesioando. «São jogadores importantes, mas o plantel é constituído por muita qualidade e as soluções que apresentarmos estarão de certeza à altura do jogo.»
Vítor Pereira: «Vamos ser dominadores e ter posse de bola»
Treinador diz que o F.C. Porto tem forte experiência europeia e grande nível de exigência, por isso vai estar à altura da Champions
Muito pelo contrário das vozes que consideraram que o F.C. Porto tem um grupo acessível, Vítor Pereira considera que os adversários de leste são difíceis: Zenit e Shakhtar. Os ucranianos, em particular, só podem parecer acessíveis a quem não está atento ao fenómeno, garantiu.
«O Shakhtar Donetsk é uma grande equipa e espero que toda a gente tenha consciência do poder enorme deste adversário. Pode não ter a tradição de outros adversários europeus, mas hoje em dia é das equipas mais poderosas da Europa. Quem segue o futebol não tem dúvidas em relação a isso.»
O treinador recorda, apesar disso, que o F.C. Porto tem forte tradição na Champions, que é o vencedor em título da Liga Europa e que disputou recentemente a Supertaça Europeia. «Tenho confiança de que vamos dignificar o passado enorme que este clube tem», garantiu Vítor Pereira.
«Depois de grande sucesso na Liga Europa vamos ter uma competição mais exigente, com um nível mais alto. Acredito que estamos a crescer como equipa, que vamos ser mais agressivos, acredito nos meus jogadores e acredito estarmos preparados para estar à altura desta Liga dos Campeões.»
«Sei que estamos muito no início, mas acredito que vamos ter um jogo dominador e de posse de bola. O F.C. Porto tem um nível de competição enorme, os jogadores estão habituados a este nível de exigência, embora grande parte ainda não tenham jogado na Champions. Acredito que vai ser um bom espectáculo.»
«Há relação directa entre reclamações dos clubes e erros da arbitragem?»
Treinador do FC Porto, Vítor Pereira, questiona e gostava de ser esclarecido
A dúvida que Vítor Pereira, treinado do F.C. Porto, quer ver respondida num briefing regular por Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem
A conferência de imprensa estava quase a terminar, quando foi Vítor Pereira foi questionado sobre a arbitragem do Benfica-V. Guimarães. O treinador do F.C. Porto não quis responder, nem particularizar situações. «As questões da arbitragem deixo para o sr. Vítor Pereira», começou por dizer.
«Mas, à semelhança do que foi feito no ano anterior, espero que a cada cinco jornadas haja uma avaliação do que foram as arbitragens nesses cinco jogos. Quero saber se há uma relação directa entre os clubes que mais reclamam e os erros da arbitragem. Estou curioso para saber isso, vou aguardar para saber.»
in "maisfutebol.iol.pt"
Defour na nova placa giratória
A nova arquitectura do meio-campo, que Vítor Pereira andava a desenhar desde a pré-época, saiu do estirador. O que o FC Porto mostrou na 2.ª parte do jogo contra o Setúbal não foi uma experiência, mas sim a primeira amostra de uma opção que vai ganhar força e redimensionar o jogo dos dragões. Afinal, há explicação para a abundância de soluções no miolo portista e o técnico quer jogar com essas potencialidades e com a sua própria percepção do que melhor serve a equipa e os seus conceitos de bom futebol.
Ora, este plano tem um nome: Defour. O internacional belga é o dado novo nesta placa giratória do FC Porto, que se prepara para abdicar, em várias ocasiões, da figura do trinco. Villas-Boas defendeu outro perfil para a posição, mas acabou "preso" à fiabilidade de Fernando. Não é que Vítor Pereira descarte o titular das últimas três épocas, nem sequer Souza, conforme se tem visto.
O que acontece é que, assumida a obsessão pela bola e por uma posse contundente, os dragões entendem que é fundamental poder evoluir para uma abordagem que permita conciliar jogadores da qualidade de Moutinho, Belluschi, Guarín e até James, candidato fortíssimo ao papel de estratega neste tridente mais próximo do duplo-pivô. Movimento é um conceito-chave, daí que a intenção passe por romper com ideias mais posicionais, promovendo grande rotatividade entre quem joga no meio-campo e nas alas.
É preciso unir as pontas e é aqui que entra Defour, que se exibiu como um gémeo de Moutinho, o médio que fez todos os lugares do losango do Sporting e que também já experimentou de tudo na Selecção. A dupla mostrou sintonia e foi capaz de manter o sector coeso, próximo e organizado para reagir a cada momento do jogo. O que Defour mostrou contra o Setúbal encheu o olho dos portistas, convencidos de que têm matéria-prima mais do que capaz para levar a cabo esta empreitada.
Das intenções aos actos, cabe a Vítor Pereira gerir esta metamorfose táctica do FC Porto. E se é improvável que o faça perante adversários mais exigentes (como o Shakhtar), a verdade é que a equipa técnica trabalha para dotar a equipa de automatismos que lhe permitam inverter o triângulo do meio-campo logo no arranque de grande parte dos jogos. A intenção é clara: ser mais ofensivo e mais acutilante nas imediações da área dos rivais.
A metamorfose
O campeonato começou com Souza a trinco e Guarín ao lado de João Moutinho. Belluschi foi reclamando espaço na ausência do colombiano e quando James apareceu, a partir da ala, o meio-campo ganhou mais um reforço camuflado. Vítor Pereira aproveitou um 0-0 ao intervalo e um adversário remetido à sua defesa para pôr o seu plano em acção. Defour dera boas indicações na Marinha Grande e estava bem contra o Setúbal. Moutinho foi lançado para o lugar de Souza, mas não para jogar a trinco, posicionando-se junto de Defour e permitindo a Belluschi subir algumas linhas. Em 45 minutos, houve movimento total e os dragões asfixiaram o adversário. Vítor Pereira ficou convencido...
in "ojogo.pt"
"Belluschi precisa de ser titular"
Guarín foi chamado à Colômbia e, quando regressou, já não encontrou o seu lugar. Castigado para o encontro com o Shakhtar, arrisca-se a perder espaço. Belluschi foi um dos jogadores que melhor aproveitou a oportunidade, sendo influente nas duas vitórias do FC Porto para o campeonato. De regresso ao onze, reclama um espaço que, no entender do seu empresário, lhe permitirá brilhar. "Ele é um daqueles jogadores que precisa de ser titular. Não é em 15 minutos que se mostra", sustenta Alberto Meo, que entende a apertada concorrência no plantel dos dragões, mas que defende a titularidade do jogador que representa.
Na recta final da última temporada, Belluschi só foi titular em 3 dos últimos 10 jogos, entregando a Guarín o protagonismo que tinha assumido na primeira fase da época. Os papéis parecem agora inverter-se novamente e o argentino até teve interferência directa nas vitórias na Marinha Grande e na recepção ao Setúbal, construindo golos a partir de roubos de bola... no ataque!
A combatividade de Belluschi é um trunfo para Vítor Pereira. Pelo que corre o médio? "Quer jogar, como todos. É uma disputa saudável entre jogadores muito fortes. Está numa fase em que precisa muito de jogar e ainda bem que está a consegui-lo", sustenta o empresário.
E o novo contrato? "Ainda não saiu, mas creio que estará para breve. Acho que os interesses de todos vão no mesmo sentido", atira. E a selecção? "Não faz sentido pensar nisso se não estiver a jogar no clube. Acho que as coisas vão acontecer com naturalidade, até porque o Sabella [o novo seleccionador] o conhece há muitos anos, já dos tempos do River Plate. Se o Belluschi estiver bem, não tenho dúvidas de que será chamadado novamente", confia.
Com o FC Porto como prioridade, o argentino é mais um elemento disposto a acentuar o excesso de opções para Vítor Pereira gerir. Para já, justificou a confiança com boas exibições e com um entendimento muito interessante com Moutinho e James, as unidades que estão a levar os dragões ao colo no mês de Setembro. Amanhã, porém, discutirá a titularidade com Defour, aproveitando o castigo de Guarín...
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Jogos consecutivos a titular foi o melhor registo de Belluschi com André Villas-Boas. Com a concorrência tão apertada, tem de dar ao pedal para conseguir uma série tão extensa com Vítor Pereira. Para já, está a contar...
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Há um ano, por esta altura, o médio também já tinha um golo no campeonato. O problema é que só voltou a facturar em Fevereiro, ficando aquém dos 3 golos na Liga na época de estreia. Vítor Pereira quer médios com poder de fogo.
in "ojogo.pt"
Shakhtar: máquina ganhadora
O Shakhtar Donetsk trilha um caminho muito semelhante àquele que o FC Porto começou a percorrer a partir da década de 1980, com a chegada de Pinto da Costa à presidência. Desde 1996, altura em que Rinat Akhmetov foi eleito presidente do clube, o Shakhtar Donetsk começou a ser reconstruído dentro e fora dos relvados, graças a um forte investimento de um dos empresários mais ricos do mundo com uma fortuna avaliada em 16 mil milhões de dólares pela revista Forbes, em 2011, e que o coloca no 39º lugar de uma extensa lista de 500 multimilionários. Enquanto Valery Lobanovskyi conduziu o Dínamo de Kiev e a geração de Shevchenko, Rebrov, Luzhny e Vashchuk às meias-finais da Liga dos Campeões, em 1999, o Shakhtar reforçou-se e construiu, ao longo dos anos, uma equipa capaz de rivalizar com os maiores clubes a nível interno, ao mesmo tempo que se revelou um adversário de respeito na Europa.
Em 15 anos, graças a um forte investimento em estruturas e jogadores, a equipa coleccionou 16 títulos nacionais (seis campeonatos ucranianos, sete Taças da Ucrânia e três Supertaças) e venceu a Liga Europa em 2008/09. A aposta no técnico Mircea Lucescu, em 2004, foi a cartada decisiva para que a hegemonia transitasse para a cidade industrial de Donetsk.
Apesar de ter passado a somar títulos a uma cadência mais elevada desde que Akhmetov tomou conta do clube, o Shakhtar está longe de poder rivalizar com os do FC Porto que, no mesmo período, somou 27 títulos nacionais e venceu uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Liga Europa e uma Taça Intercontinental. Os jogos entre as duas equipas são uma oportunidade para uma verdadeira avaliação. n
A conta dos milhões
Investimento
91,3
O actual plantel do Shakhtar Donetsk custou 91,3 milhões de euros a Rinat Akhmetov, mas acabou por ser o regresso do central Chygrynskiy (M€ 15) que obrigou a um maior investimento. O ucraniano não vingou no Barça...
Brasileiros
55,5
Só para garantir a aquisição de oito brasileiros, o clube teve de investir mais de metade do dinheiro gasto em reforços desde 2003, com 55,5 milhões de euros. William (14) foi o mais caro.
Estádio
270
À margem do plantel e de outras estruturas necessárias, Rinat Akhmetov é ainda o responsável pela construção do Estádio Donbass Arena, inaugurado em Agosto de 2009 e que custou 270 milhões de euros.
in "ojogo.pt"
A saga do Samurai
PROTAGONISMO COM SAÍDA DE GUARÍN
Um sucesso no arranque da Liga dos Campeões está dependente, em boa parte, da forma como o FCPorto abordar a batalha do meio-campo com os brasileiros que dão qualidade superior ao Shakhtar Donetsk. Vítor Pereira sabe que será preciso guardar a bola e atacar no momento certo para surpreender a estratégia que a “velha raposa” Mircea Lucescu vai apresentar no Estádio do Dragão. Nesse sentido, o técnico portista conta com o regresso aos bons velhos tempos da dupla João Moutinho/Fernando Belluschi.
O português mantém a bitola da época passada, enquanto o argentino recuperou o protagonismo que havia perdido com o surgimento do fenómeno Guarín. Na ausência do colombiano, El Samurai voltou à titularidade e os resultados têm sido satisfatórios. Frente à União de Leiria, ofereceu um golo a Kléber e mais tarde fez a recuperação de bola que esteve na origem da segunda concretização do ponta-de-lança brasileiro. Com o Vitória de Setúbal, o médio de 28 anos teve participação ativa na jogada mais bonita da partida, que culminou na finalização de James Rodríguez, e fechou a contagem com um remate de fora da área que não possibilidades de defesa a Diego.
in "record.pt"
Vitória na estreia "garante" passagem
ENTRADA POSITIVA NA FASE DE GRUPOS DEU SEMPRE EM APURAMENTO
Jesualdo Ferreira, o treinador que mais vezes apurou o FC Porto para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões (quatro), alertou sempre para a necessidade de entrar bem na fase de grupos, se possível com uma vitória. Só o conseguiu por uma ocasião e mesmo assim atingiu o objetivo de seguir em frente. O aviso tem razão de ser, porque o FC Porto garantiu sempre a passagem quando entrou a ganhar, conforme se pode constatar no quadro que acompanha esta peça.
Mas essa não é uma condição necessária para ultrapassar o primeiro grande obstáculo na competição. A prová-lo está o facto de os azuis e brancos só terem vencido por duas vezes na última década e só numa ocasião não chegaram aos oitavos. O resultado mais comum tem sido o empate, algo que se verificou por três vezes no Estádio do Dragão. Dois deles foram conquistados pelo CSKA Moscovo, uma equipa originária de uma zona não muito distante da do Shakhtar Donetsk.
in "record.pt"
Benfica vence FC Porto no arranque do campeonato
Os encarnados derrotam campeão FC Porto na abertura do campeonato nacional de andebol.
O Benfica venceu hoje em casa o campeão nacional FC Porto por 23-22, num encontro da primeira jornada da Liga de andebol marcado pela estreia de Jorge Rito no comando técnico dos “encarnados”.
Os portistas, orientados pelo sérvio Ljubomir Obradovic, pouco mudaram em relação à temporada passada, reforçando-se com os regressos de Eduardo Filipe e Ricardo Costa (adjunto) e ainda com o sérvio Nenad Melancic (ex-Metaloplastika), Tiago Silva (ex-Xico Andebol), Sérgio Rola (ex-São Bernardo) e João Ramos (ex-Sporting de Espinho).
No Benfica, a nota de destaque prendeu-se com os ex-portistas Inácio Carmo e Nuno Grilo e o pivot Arten Kuybida (ex-Vitória de Setúbal), agora sob o comando de Jorge Rito, que substituiu José António Silva.
Mais compactos, os campeões nacionais dominaram o Benfica no primeiro tempo, mas as águias chegaram ao intervalo a perder por “culpa própria”, já que foram demasiado perdulárias, desperdiçando quatro ocasiões de golo na cara do guarda-redes. Duas por Carlos Carneiro, que atirou à trave, uma por António Areia e outra por Cláudio Pedroso.
Nem a jogar com menos um, a partir dos 22 minutos, devido à expulsão de Filipe Mota, que deu uma cotovelada a Cláudio Pedroso, o FC Porto mostrou inferioridade e nem o Benfica conseguiu tirar partido disso.
Na segunda parte o Benfica tomou conta do jogo e chegou pela primeira vez à liderança aos 34 minutos, com um golo do inevitável Carlos Carneiro (14-13), e a partir daí controlou as operações, anulando as ações do FC Porto.
A pressão “encarnada” era tal que os campeões nacionais estiveram 10 minutos sem conseguir fazer golos e só Pedro Spínola descobriu uma nesga de espaço para levar a melhor sobre Ricardo Candeias.
Carlos Carneiro, com cinco golos, podia ter sido a figura do encontro, por ter comandado a reviravolta, mas manchou a exibição ao ser expulso, aos 41 minutos, por falta dura sobre Ricardo Moreira.
Esta saída abrupta do “capitão” deixou os “encarnados” à deriva, mas os comandados de Jorge Rito aproveitaram para ter a posse de bola o maior tempo possível, procurando jogar com o cronómetro a seu favor.
A estratégia rendeu frutos e contou com a preciosa colaboração do guarda-redes Ricardo Candeias, que fez uma excelente exibição e, aos 59 minutos, defendeu um livre de sete metros, quando o marcador apontava 23-21.
Jogo realizado no Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa
Benfica – FC Porto, 23-22.
Ao intervalo: 11-13.
Benfica – FC Porto, 23-22.
Ao intervalo: 11-13.
Sob a arbitragem de Duarte Santos e Ricardo Fonseca, da Madeira, as equipas alinharam e marcaram com os seguintes jogadores:
- Benfica: Ricardo Candeias (gr), David Tavares (3), Pedro Graça (1), Carlos Carneiro (5), Rui Silva (1), Nuno Grilo (1) e Inácio Carmo (2). Jogaram ainda: Miguel Ferreira (gr), João Lopes, João Pais (4), Cláudio Pedroso (1), Nuno Roque (3), António Areia (1) e José Costa (1), Ricardo Costa.
- FC Porto: Hugo Laurentino (gr), Ricardo Pesqueira (1), Gilberto Duarte (5), Filipe Mota, Pedro Spínola (4), Dario Andrade (5) e Ricardo Moreira (4). Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), João Ramos, Eduardo Filipe (3), Nenad Melencic, Rui Costa.
Assistência: cerca de 1.500 espetadores.
- Benfica: Ricardo Candeias (gr), David Tavares (3), Pedro Graça (1), Carlos Carneiro (5), Rui Silva (1), Nuno Grilo (1) e Inácio Carmo (2). Jogaram ainda: Miguel Ferreira (gr), João Lopes, João Pais (4), Cláudio Pedroso (1), Nuno Roque (3), António Areia (1) e José Costa (1), Ricardo Costa.
- FC Porto: Hugo Laurentino (gr), Ricardo Pesqueira (1), Gilberto Duarte (5), Filipe Mota, Pedro Spínola (4), Dario Andrade (5) e Ricardo Moreira (4). Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), João Ramos, Eduardo Filipe (3), Nenad Melencic, Rui Costa.
Assistência: cerca de 1.500 espetadores.
Obradovic «Mais 15 segundos tínhamos conseguido empatar»
O treinador do FC Porto, Ljubomir Obradovic, sustentou que se a sua equipa tivesse mais algum tempo de jogo tinha conseguido, pelo menos, o empate frente aos rivais do SL Benfica.
«O FC Porto entrou bem no jogo no capítulo defensivo, ofensivo e no contra-ataque. Na segunda parte não foi bem assim. O Benfica aproveitou e deu a volta ao resultado. Conseguimos aproximarmo-nos do marcador, mas se tivéssemos mais 15 segundos tínhamos conseguido empatar», atirou.
O jogo entre Benfica e FC Porto ficou marcado por um choque entre o “dragão” Filipe Mota e o “encarnado” Cláudio Pedroso, que, segundo fonte do Benfica, foi transportado para uma unidade hospitalar, onde lhe foi diagnosticada uma fratura do nariz.
Obradovic considerou, no entanto, que o seu jogador foi mal expulso no lance em causa, recorrendo aos relatos que teve das imagens transmitidas pela televisão.
«Já me disseram que, segundo as imagens televisivas, não era motivo para expulsão de Filipe Mota. Na repetição [vê-se que] Mota levantou o braço e que outro jogador empurrou o Cláudio. E aí é que se complicaram as coisas para nós, porque perdemos um jogador forte na defesa e no ataque», concluiu.
in "sapodesporto.pt"
Dupla de centrais a estrear na Champions
A projecção do jogo com os ucranianos passa, obrigatoriamente, pela estreia de uma dupla de centrais portista nos palcos da Champions.
Otamendi deve regressar ao onze, após ausências nos dois últimos compromissos do FC Porto (estava ao serviço da Argentina), ele que nunca experimentou as sensações da mais apetecível competição de clubes europeia, porque está apenas no segundo ano ao serviço dos dragões e na época passada, como se sabe, os azuis e brancos andaram a brilhar e levantaram o título na Liga Europa.
Quando Rolando não pode ir a jogo, por suspensão, a lógica desenha um cenário em que Otamendi tem lugar no eixo defensivo. Mas essa seria sempre uma escolha admissível, mesmo que o português estivesse à disposição de Vítor Pereira na recepção ao Shakhtar.
Ou seja, a interrogação coloca-se sobre a companhia do argentino na dupla de centrais, mas também aqui segue-se um raciocínio natural e favorável ao brasileiro Maicon, já experimentado em parcerias com o argentino e que atinge, precisamente, o regresso do dragão à Liga dos Campeões com o embalo das utilizações na Liga Europa na época passada, para lá de estar sintonizadíssimo com as filosofias de jogo da equipa.
Otamendi será em absoluto um estreante na Champions, igualmente enquadrado no mapa da regularidade que construiu ao longo de 2010/11 e que, naturalmente, procura dar continuidade esta temporada. Maicon, por outro lado, e apenas como nota de curiosidade, já fez um jogo nesta montra da UEFA, quando foi utilizado por Jesualdo Ferreira na visita do FC Porto ao Atlético de Madrid na última jornada da fase de grupos da edição de 2009/10 da competição.
in "abola.pt"
Otamendi deve regressar ao onze, após ausências nos dois últimos compromissos do FC Porto (estava ao serviço da Argentina), ele que nunca experimentou as sensações da mais apetecível competição de clubes europeia, porque está apenas no segundo ano ao serviço dos dragões e na época passada, como se sabe, os azuis e brancos andaram a brilhar e levantaram o título na Liga Europa.
Quando Rolando não pode ir a jogo, por suspensão, a lógica desenha um cenário em que Otamendi tem lugar no eixo defensivo. Mas essa seria sempre uma escolha admissível, mesmo que o português estivesse à disposição de Vítor Pereira na recepção ao Shakhtar.
Ou seja, a interrogação coloca-se sobre a companhia do argentino na dupla de centrais, mas também aqui segue-se um raciocínio natural e favorável ao brasileiro Maicon, já experimentado em parcerias com o argentino e que atinge, precisamente, o regresso do dragão à Liga dos Campeões com o embalo das utilizações na Liga Europa na época passada, para lá de estar sintonizadíssimo com as filosofias de jogo da equipa.
Otamendi será em absoluto um estreante na Champions, igualmente enquadrado no mapa da regularidade que construiu ao longo de 2010/11 e que, naturalmente, procura dar continuidade esta temporada. Maicon, por outro lado, e apenas como nota de curiosidade, já fez um jogo nesta montra da UEFA, quando foi utilizado por Jesualdo Ferreira na visita do FC Porto ao Atlético de Madrid na última jornada da fase de grupos da edição de 2009/10 da competição.
in "abola.pt"
Álvaro Pereira dissipa-se hoje
Os dragões fecharam-se ontem a sete chaves no centro de treinos do Olival, preparando a recepção ao Shakhtar ainda sem Álvaro Pereira e Sapunaru entre o grupo de efectivos nos exercícios conduzidos por Vítor Pereira.
Foi assim, pelo menos, que o FC Porto fez saber através do site oficial do clube, com os dois laterais a serem mantidos em regime de tratamento aos respectivos problemas físicos que os afectam e, consequentemente, os deixam em estado de incerteza para o encontro de amanhã.
Se relativamente a Sapunaru continua a prevalecer a ideia da ausência do romeno nas opções frente aos ucranianos, a perspectiva da recuperação de Álvaro Pereira segue válida. A confirmação desta hipótese, hoje, no encerramento da preparação, determinará, à partida, a presença de Palito na asa esquerda defensiva e o fim de uma preocupação para os dragões, já que, nesta circunstância, Vítor Pereira não será obrigado a mexer nas alas do sector, conservando Fucile à direita e Álvaro no flanco contrário.
De outra forma, se Fucile emergir como o único lateral de raiz em condições de ser opção frente ao Shakhtar Donetsk o cenário transforma-se de imediato num emaranhado de dúvidas.
in "abola.pt"
Foi assim, pelo menos, que o FC Porto fez saber através do site oficial do clube, com os dois laterais a serem mantidos em regime de tratamento aos respectivos problemas físicos que os afectam e, consequentemente, os deixam em estado de incerteza para o encontro de amanhã.
Se relativamente a Sapunaru continua a prevalecer a ideia da ausência do romeno nas opções frente aos ucranianos, a perspectiva da recuperação de Álvaro Pereira segue válida. A confirmação desta hipótese, hoje, no encerramento da preparação, determinará, à partida, a presença de Palito na asa esquerda defensiva e o fim de uma preocupação para os dragões, já que, nesta circunstância, Vítor Pereira não será obrigado a mexer nas alas do sector, conservando Fucile à direita e Álvaro no flanco contrário.
De outra forma, se Fucile emergir como o único lateral de raiz em condições de ser opção frente ao Shakhtar Donetsk o cenário transforma-se de imediato num emaranhado de dúvidas.
in "abola.pt"
domingo, 11 de setembro de 2011
Vítor Pereira pede equipas B nos campeonatos profissionais
Vítor Pereira alertou ontem, durante a cerimónia do terceiro aniversário do Dragon Force, para a necessidade de a Federação Portuguesa de Futebol alterar os regulamentos de forma a permitir a participação das equipas B nos campeonatos profissionais. Só desta forma, segundo o treinador, "se poderá eliminar o hiato entre o futebol da formação e o profissional".O treinador abordou o assunto depois de ter elogiado as "excelentes condições" proporcionadas pelo Dragon Force - e também pela formação do clube -, sem que isso tenha tido repercussões directas na equipa principal, onde já há algumas épocas não há um jogador que se fixe depois de ter saído das escolas. "Para que isso aconteça, é fundamental que a FPF altere os regulamentos, uma vez que as equipas B têm de competir na segunda divisão. Temos de ser sinceros: um jogador júnior não está preparado para integrar a equipa sénior do FC Porto. Isso é uma utopia. Por isso, é fundamental que os jogadores possam competir nos campeonatos profissionais através das equipas B, uma vez que nas segundas divisões o futebol está inserido num contexto de muitas dificuldades e luta, mas de pouca qualidade. Isto para que depois os governantes não se queixem da falta de portugueses nas equipas grandes, ou ainda nas dificuldades para encontrar jogadores para as selecções. É necessário que se regulamente com qualidade", explicou.
Durante a conversa que ficou restrita à temática do Dragon Force, Vítor Pereira recordou ainda o tempo que passou a trabalhar nos escalões de formação do clube, para identificar as diferenças com a actualidade. "Hoje, este espaço fantástico proporciona o contexto ideal para os jovens evoluírem. Mas aos meus filhos, que também estão associados a este projecto, digo-lhes apenas para desfrutarem e serem felizes. Apesar disso, sinto que aqui se transmite desde cedo uma vontade muito grande de conquista e vitória." Sem querer revelar nomes, mas pegando na sua experiência na formação do FC Porto, Vítor Pereira explicou ainda que "a maior parte das vezes são os mais pequenos que chegam ao topo", porque são esses que "têm de encontrar soluções para ultrapassar os adversários".
in "ojogo.pt"
Rolando capitão
Rolando entrou oficialmente para a hierarquia dos capitães do FC Porto. O JOGO sabe que o central perfilava-se desde a época passada para assumir estas funções estando apenas dependente da saída de algum dos quatro capitães: Helton, Hulk, Mariano e Falcao. Saíram os dois últimos e Rolando, que está no clube desde 2008 - é dos mais antigos - já foi anunciado dentro do balneário, tendo sido aceite sem reservas por parte dos companheiros. É verdade que Rolando ainda não usou a braçadeira esta época, mas fê-lo a 8 de Maio de 2010 numa partida com o Leiria (4-1). Jesualdo Ferreira era o treinador e, na altura, já dava a entender que o central poderia ser uma alternativa para o lote restrito de "chefes de balneário". Na sexta-feira, Rolando surgiu na ficha do jogo com o Setúbal como subcapitão de equipa.
Por uma questão de antiguidade, Helton continua a ser o primeiro da hierarquia, Hulk e Rolando surgem logo a seguir, estando ainda em aberto um quarto posto se a vaga deixada pela saída de Falcao for preenchida. Olhando para o plantel do FC Porto, saltam dois nomes evidentes para fechar o lote de capitães: Fucile e João Moutinho. O uruguaio é dos mais antigos no plantel, está desde 2006 - só Helton chegou mais cedo - mas nunca apresentou um perfil de líder dentro das quatro linhas, nem é visto como tal pelos companheiros. Sobra, assim, João Moutinho, cujas características encaixam na perfeição neste papel. Basta recordar os elogios públicos de Pinto da Costa que sempre o considerou "um jogador à Porto". O médio só está a iniciar a segunda época de dragão ao peito, mas tem no currículo o papel de capitão do Sporting desde 2007, quando tinha apenas 20 anos.
As inúmeras alterações sofridas pelo plantel nas últimas temporadas, deixaram o FC Porto com poucos jogadores que transportem a mística do clube. Só esta época entraram oito caras novas - Danilo chega em Dezembro - e saíram dois dos capitães, tal como aconteceu em anos anteriores com as vendas de Raul Meireles, Bruno Alves , Lucho, ou o fim de carreira de Nuno.
José Pedro
"Tem perfil para o lugar"
José Pedro, agora no Setúbal, partilhou o balneário com Rolando no Belenenses durante quatro épocas e não duvida de que o central tenha perfil de capitão, apesar de ser reservado. "Não sei se mudou muito nos últimos tempos e se o facto de, eventualmente, lhe terem dado mais responsabilidade o tenha mudado, mas sempre foi muito calado, mesmo no balneário. No entanto, quando era preciso estava presente. Sempre soube dar a volta às situações menos positivas. Aliás, muitas vezes, o respeito dos companheiros também se conquista pela qualidade em campo. E nesse particular, tem mesmo muita qualidade."
Os outros capitães
Helton
O guarda-redes brasileiro passou a ser o primeiro capitão do plantel no arranque da última temporada, depois da saída de Bruno Alves e de Raul Meireles para o estrangeiro, estatuto que mantém esta época.
Hulk
Ganhou protagonismo na equipa e também no balneário, com a subida, durante a época passada, ao grupo de capitães. Hulk era o quarto na hierarquia, atrás de Helton, Mariano e Falcao. Agora será o segundo.
Fucile/Moutinho
O quarto capitão deve sair da dupla Fucile/João Moutinho. O lateral tem mais anos de clube, enquanto o médio tem o perfil e a experiência adequados para ocupar o lugar.
O segundo com este nome a usar a braçadeira
Se recuarmos mais de 40 anos, encontra-se outro defesa-central de nome Rolando que também usou a braçadeira de capitão do FC Porto. E rezam as crónicas que era um defesa de excelência, que também actuou como médio-defensivo. José Rolando Andrade Gonçalves nasceu no Porto a 11 de Junho de 1944 e representou os dragões entre 1963 e 1976. Ainda jogou uma época no Salgueiros, emprestado pelo FC Porto, quando foi promovido a sénior. Juntamente com Américo, Custódio Pinto, Rodolfo, Pavão e Nóbrega, entre outros, marcou uma era no clube. Era o capitão de equipa no fatídico jogo com o Setúbal em que Pavão perdeu a vida em pleno relvado do Estádio das Antas. Esse terá sido, certamente, o momento mais triste de uma carreira que o levou a representar por oito vezes a Selecção Nacional. Nunca se sagrou campeão nacional pelo FC Porto, mas mais tarde, como técnico das camadas jovens do clube do coração, viria a festejar um título.
Actualmente, ainda é funcionário do FC Porto no Departamento de Futebol, servindo as camadas jovens do clube e o seu gabinete de prospecção.
"Vão dar conta do recado"
Rolando foi outro convidado do terceiro aniversário do Dragon Force, ele que até apadrinha uma das equipas, tal como Moutinho - ficou com os mais pequenos -, Helton, Hulk e Varela. Acompanhado do filho, o defesa elogiou o "fantástico projecto" desenvolvido pelo FC Porto, antes de ter comentado a sua ausência na partida com o Shakhtar, devido a castigo. "O meu objectivo é jogar sempre. Vamos ter um jogo importante, da Champions, em casa, e temos de vencer. Não vou poder participar, mas estou certo de que os meus companheiros vão dar conta do recado."
in "ojogo.pt"
Duas baixas certas e laterais contra o tempo
Guarín integrou ontem o primeiro treino sem limitações desde que regressou da selecção colombiana, mas não fará parte dos planos de Vítor Pereira para o jogo com o Shakhtar Donetsk, já que foi expulso frente ao Barcelona, na Supertaça europeia, com vermelho directo. Ainda assim, só irá cumprir um jogo de suspensão. Aliás, no que diz respeito a castigos, Rolando também não poderá jogar na primeira jornada do Grupo G da Liga dos Campeões, depois de, também ele, ter sido expulso no Mónaco, neste caso por acumulação de amarelos.
Privado do internacional português, a dupla de centrais mais do que provável será Otamendi e Maicon. No meio-campo, as soluções são mais vastas, de modo que Vítor Pereira não deverá ter dificuldades em encontrar uma alternativa. João Moutinho deve jogar ao lado de Belluschi e, tudo indica, Fernando será o trinco.
As preocupações de Vítor Pereira não se ficam por aqui. Sapunaru continua a fazer tratamento à lesão que trouxe da selecção e Álvaro Pereira também não treinou ontem de manhã por causa de uma contusão na perna direita sofrida na véspera contra o Setúbal. Contudo, nestes dois casos é de esperar que recuperem a tempo do jogo com os ucranianos. De qualquer forma e até nova ordem do departamento médico do clube, os laterais estão em dúvida e trabalham ao lado de Alex Sandro, que continua a recuperar da lesão muscular sofrida ao serviço da selecção brasileira sub-20.
Shakhtar marcou campanha de 83/84
O único embate entre o FC Porto e o Shakhtar Donetsk remonta aos quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças de 1983/84. O FC Porto, então orientado por António Morais, ganhou 3-2 em casa frente a um Shakhtar comandado por Viktor Nosov. Depois, em Donetsk, os azuis e brancos empataram 1-1. O FC Porto acabaria por chegar à final da prova, perdendo por 2-1 em Basileia, diante da Juventus de Platini.
Em dez jogos frente a equipas portuguesas, o Shakhtar somou quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas (três vitórias e duas derrotas em solo lusitano). Na época passada, os ucranianos tiveram pela frente o Braga na fase de grupos da Champions, vencendo por 3-0 fora e 2-0 em casa.
Em 2007/08, Jadson, ainda no plantel, apontou o golo da vitória sobre o Benfica (1-0) no Grupo D da fase de grupos da Champions, num jogo em que esteve Cristian Rodríguez.
Shakhtar esperado ao final da tarde
A chegada da comitiva do Shakhtar Donetsk ao Porto está prevista para as 17h35. Mas antes de embarcar, a equipa de Mircea Lucescu tem previsto um treino, pelo que só vai fazer a adaptação no Estádio do Dragão na véspera do jogo. No último encontro da liga ucraniana, que terminou com uma goleada (5-1), o Shakhtar alinhou com: Rybka; Chygrynski, Rat, Rakitsiy, Fernandinho, Jadson, Kobin, Mkhitaryan, Luiz Adriano, Eduardo e Dentinho.
Luís Gonçalves volta a casa como adversário
Luís Gonçalves [à direita na foto] terminou uma ligação de vários anos com o FC Porto no início da época passada, passando a liderar o departamento de prospecção do Shakhtar Donetsk. As funções são em tudo semelhantes às que tinha no Dragão e passam por uma observação detalhada de jogadores. Recentemente esteve na Colômbia, no Mundial'sub-20, onde se cruzou com outros "scouts" nacionais. Na época passada, o Shakthar defrontou o Braga para a Champions, mas agora Luís Gonçalves vai regressar mesmo a "casa", mas no papel de adversário. O coração, esse, estará dividido.
in "ojogo.pr
Dupla que vale ouro
HULK E JAMES TIVERAM PARTICIPAÇÃO ATIVA EM 10 DOS 14 GOLOS
Radamel Falcão já só é lembrado nas bancadas do Estádio do Dragão quando algum adepto enverga a camisola 9 da época passada. E assim será enquanto o FC Porto for colecionando triunfos. Kléber já encontrou o caminho da baliza [desta vez ficou por um remate à barra], mas quem mais tem chamado a si o protagonismo é a dupla sul-americana Hulk/James Rodríguez. O brasileiro e o colombiano tiveram participação ativa em 10 dos 14 golos marcados pelos campeões nacionais no arranque desta temporada.
Tanto o Incrível como El Bandido somam já 6 tentos em conjunto (3 cada um), embora a preponderância de ambos vá muito para além dos remates certeiros. A capacidade que possuem para ler o jogo e fazer assistências permite-lhes servir companheiros que se apresentem em melhores situações para finalizar, conforme aconteceu mais recentemente no triunfo sobre o Vitória de Setúbal. Hulk ofereceu o golo a James e Belluschi. Na Marinha Grande, frente à União de Leiria, além de bisar, o colombiano de 20 anos assinou uma abertura primorosa para Alvaro Pereira, que culminou no segundo tento de Kléber. Mais do que estarem preocupados com o seu estatuto de craques, o Incrível e James levam a sério a ideia de que só através do bom funcionamento do coletivo será possível igualar ou até superar a época transata. Um princípio do qual Vítor Pereira não abdica.
in "record.pt"
Rolando: «Torço por fora para conseguirmos vencer»
DEFESA ACREDITA NA QUALIDADE DOS COLEGAS
Soma 17 jogos na Liga dos Campeões e até já marcou 2 golos, mas não poderá ajudar o FCPorto no duelo de terça-feira, frente ao Shakhtar Donetsk, uma vez que a expulsão na Supertaça Europeia o impede de alinhar por uma partida. Será da bancada que Rolando vai assistir ao regresso dos azuis e brancos à Champions, depois da conquista da Liga Europa. Uma situação à qual não está habituado, mas que não o preocupa, dada a qualidade da equipa.
Soma 17 jogos na Liga dos Campeões e até já marcou 2 golos, mas não poderá ajudar o FCPorto no duelo de terça-feira, frente ao Shakhtar Donetsk, uma vez que a expulsão na Supertaça Europeia o impede de alinhar por uma partida. Será da bancada que Rolando vai assistir ao regresso dos azuis e brancos à Champions, depois da conquista da Liga Europa. Uma situação à qual não está habituado, mas que não o preocupa, dada a qualidade da equipa.“O meu objetivo é jogar sempre. É o primeiro encontro da Champions, ainda por cima em casa, e era importante estar em campo, mas os centrais que jogarem vão dar conta do recado. Vou ficar a torcer por fora para conseguirmos vencer”, destacou o defesa, de 26 anos.
in "record.pt"
Sapunaru perde o comboio
Lateral-direito romeno não recupera da lesão muscular que sofreu na selecção. Fucile será opção natural para o jogo com o Shakhtar. Regressos de Guarín e Otamendi à vista.
O romeno Cristian Sapunaru não vai recuperar a tempo de poder alinhar frente ao Shakhtar Donetsk, jogo marcado para depois de amanhã à noite, no Estádio do Dragão.
O lateral-direito falha, assim, a estreia dos dragões na edição deste ano da Liga dos Campeões, devido a uma contractura muscular na coxa esquerda sofrida no período de aquecimento do jogo que a selecção da Roménia efectuou frente à França.
Depois de toda a polémica levantada pelo controverso presidente do Steaua de Bucareste, Gigi Becali, que insinuou que Sapunaru simulou a lesão por não querer jogar, devido a alegados problemas com o técnico Victor Piturca, o médico da selecção veio finalmente a público confirmar que o jogador portista sofreu, realmente, uma lesão no músculo da coxa esquerda, que, segundo o próprio Sapunaru confirmou à imprensa do seu país, é impeditiva de participar no jogo de estreia da Liga dos Campeões.
in "abola.pt"
O romeno Cristian Sapunaru não vai recuperar a tempo de poder alinhar frente ao Shakhtar Donetsk, jogo marcado para depois de amanhã à noite, no Estádio do Dragão.
O lateral-direito falha, assim, a estreia dos dragões na edição deste ano da Liga dos Campeões, devido a uma contractura muscular na coxa esquerda sofrida no período de aquecimento do jogo que a selecção da Roménia efectuou frente à França.
Depois de toda a polémica levantada pelo controverso presidente do Steaua de Bucareste, Gigi Becali, que insinuou que Sapunaru simulou a lesão por não querer jogar, devido a alegados problemas com o técnico Victor Piturca, o médico da selecção veio finalmente a público confirmar que o jogador portista sofreu, realmente, uma lesão no músculo da coxa esquerda, que, segundo o próprio Sapunaru confirmou à imprensa do seu país, é impeditiva de participar no jogo de estreia da Liga dos Campeões.
in "abola.pt"
O bom sabor dos velhos tempos
Notável vencedor da Liga Europa da época passada, o FC Porto desvia agora objectivos para a prova maior.
É, afinal, normal o passo a que se propõe, a Champions é uma competição muito sua, o clube tem estado em quase todas. Desde que o formato actual nasceu, em 1992, os dragões perderam apenas três edições (1994/95, 2002/03 e 2010/11), preparando-se para abordar a 16.ª época a disputar o quadro principal.
O registo é magnífico, único a nível nacional e fortemente pesado no plano internacional, os dragões são dos principais clubes da história da Champions no nível de participações.
in "abola.pt"
É, afinal, normal o passo a que se propõe, a Champions é uma competição muito sua, o clube tem estado em quase todas. Desde que o formato actual nasceu, em 1992, os dragões perderam apenas três edições (1994/95, 2002/03 e 2010/11), preparando-se para abordar a 16.ª época a disputar o quadro principal.
O registo é magnífico, único a nível nacional e fortemente pesado no plano internacional, os dragões são dos principais clubes da história da Champions no nível de participações.
in "abola.pt"
sábado, 10 de setembro de 2011
DRAGÕES REENCONTRAM LICEO E VALDAGNO
Liceo da Corunha e Valdagno são adversários conhecidos dos portistas. O FC Porto perdeu o acesso à final da Liga Europeia frente aos espanhóis, no desempate por grandes penalidades, na última época, e defrontou os italianos nas duas últimas temporadas.
in "fcp.pt"
UM CLÁSSICO NÃO TEM FAVORITOS
Quintana: “Somos tricampeões”
“Já tenho ideia do que significa um Benfica-FC Porto e vamos fazer tudo para ganhar o jogo. Somos tricampeões, mas este é um jogo de começo de época e acho que não há favoritos, pode acontecer qualquer coisa. Estávamos a sonhar jogar na Liga dos Campeões, mas não conseguimos. Agora temos de olhar em frente, ser campeões e voltar a disputar a entrada na prova.”
Gilberto Duarte: “Jogar na Luz é sempre complicado”
“O jogo contra o Benfica no Torneio de Portugal [vitória dos Dragões por 25-24] serviu de preparação. As equipas rodaram muito, pelo que este será um jogo mais duro, intenso. Jogar na Luz é sempre complicado e estamos a preparar bem o encontro. Nestes jogos nunca há favoritos: de um lado está o campeão nacional, mas um ‘grande’ em casa é sempre muito forte. A nível individual, já recuperei da lesão e estou muito melhor, mas preciso de continuar a trabalhar, porque perdi muito tempo da pré-época. O nosso objectivo é lutar para ganhar tudo e chegar o mais longe possível na Taça EHF. Como temos a mesma estrutura dos últimos anos, é mais fácil trabalhar.”
in "fcp.pt"
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