domingo, 18 de março de 2012

Baliza pertence a Bracali

Depois de uma grande exibição na Choupana, onde foi decisivo para a conquista dos três pontos, Helton poderá ficar de fora dos convocados para o clássico de terça-feira, com o Benfica. Bracali será, por isso, o titular no Estádio da Luz. A decisão est á tomada e é em nome da coerência, mas também na confiança que Vítor Pereira tem no número dois da hierarquia dos guarda-redes portistas.
Bracali foi o titular nas três partidas anteriores da Taça da Liga, assim como nas duas da Taça de Portugal, porque é tradição nos dragões - e também noutras equipas - entregar a baliza nestas provas ao habitual suplente. O facto de se tratar de um clássico, disputado em casa do arquirrival, não altera esta filosofia e muito menos a confiança do treinador em Bracali.
Proveniente do Nacional - chegou a custo zero por estar em final de contrato -, Bracali foi contratado para ser o número dois de Helton, o que levou Beto a solicitar o empréstimo para o Cluj. Bracali já sabia que aceitando o FC Porto - tinha várias propostas em carteira - seriam grandes as dificuldades para jogar com regularidade. Como se tem verificado, aliás.
Na prática, teve de esperar mais de dois meses após o início oficial da temporada para se estrear entre os postes. Foi na goleada ao modesto Pêro Pinheiro (8-0), numa partida em que até foi substituído aos 81' porque Vítor Pereira decidiu premiar Kadú com alguns minutos. Seguiu-se, em novembro, o pesadelo em Coimbra, com o afastamento da Taça de Portugal, o que lhe deixou apenas a Taça da Liga para somar minutos.
Voltando a Helton, os convocados só serão divulgados amanhã, mas o mais certo é que o número 1 do FC Porto fique em casa. Pelo menos, foi isso que aconteceu em todos os outros jogos em que Bracali assumiu a titularidade, e foram cinco no total. A confirmar-se, Kadú será o guarda-redes suplente na Luz.

Já empatou duas vezes na Luz


O Estádio da Luz não suscita grandes recordações a Bracali. Na verdade, sofreu lá uma das piores, senão a pior, derrotas da sua carreira, quando o Nacional foi goleado por 6-1, em 2009/10. Em cinco visitas ao serviço dos insulares ao campo do Benfica, o guarda-redes sofreu três desaires, mas conseguiu empatar por duas vezes, sem consentir golos (2007/08 e 2008/09). Em ambos os casos, jogos do campeonato. Bracali já jogou na Luz para a Taça da Liga e perdeu por 1-0, com um golo de Saviola. O argentino já lhe marcou por três vezes, mas é Cardozo quem lhe tira o sono, com cinco remates certeiros às suas redes.


Varela na calha para a Luz e Fernando só para a Liga


A gestão do plantel e dos jogadores disponíveis para as meias-finais da Taça da Liga com o Benfica continuam na ordem do dia e se a baixa de Fernando é um dado praticamente adquirido, o inverso deverá suceder com Varela. O extremo vinha desenvolvendo treino condicionado na semana passada, mas já deverá reunir condições para regressar às opções neste encontro.
Com a recuperação de Fernando praticamente fora das expetativas para a deslocação à Luz, Vítor Pereira deverá voltar a montar o onze sem o brasileiro. Aliás, desde que está em Portugal, este será o primeiro clássico com o Benfica que o Polvo vai falhar. Até aqui, Fernando esteve em todos os jogos com os encarnados, o que comprova a sua importância em campo nestes duelos com o maior rival do FC Porto. Vítor Pereira só tem duas alternativas, ou seja, apostar no mesmo tridente que alinhou contra o Nacional, na Choupana, ou adaptar um jogador nas funções de médio-defensivo, o que aparece como pouco provável.
Mas se as opções no meio-campo continuam restritas, o mesmo não se poderá dizer do ataque já que, para além de Hulk - cumpriu suspensão contra o Nacional - a reintegração de Varela devolve ao técnico azul e branco uma das suas peças mais em forma desde o início do ano. Para comprovar isso basta constatar que o internacional português vinha sendo titular nos últimos nove encontros, até se lesionar no Dragão, contra o Feirense.
Com Hulk e a confirmar-se o regresso de Varela, as asas do FC Porto na Luz poderão ser totalmente diferentes das que Vítor Pereira pôs a jogar na Madeira.
Tão importante como isso será o facto de o técnico dispor de um leque de opções mais alargado para este encontro, que também lhe pode permitir gerir outras questões tendo em conta a sua grande prioridade: o campeonato.


Contem com Hulk no clássico da luz


Hulk regressa fresquinho para o clássico da Luz, após cumprir castigo na sequência do quinto cartão amarelo visto contra a Académica. O brasileiro acabou poupado à deslocação do FC Porto à Madeira para defrontar o Nacional e perfila-se como uma das armas mais fortes de Vítor Pereira para este encontro das meias-finais da Taça da Liga. Não tivesse o Incrível cumprido castigo contra os madeirenses e o contexto poderia ser bem diferente para Hulk, um dos jogadores mais utilizados por Vítor Pereira esta temporada e passível, portanto, de ser poupado. Mas depois de ter "descansado" contra o Nacional, é muito pouco provável que fique de fora por opção, deduzindo-se que o jogo da Luz marcará o seu regresso à competição. No último clássico, Hulk disparou um "míssil" a 108 km/h, pelo que será certamente o inimigo público número um neste encontro.


À espreita por um lugar


Sapunaru


O defesa romeno já estava recuperado para a Madeira, mas Vítor Pereira preferiu desviar Maicon para a sua posição. Mas com a Taça da Liga e o jogo na Luz, o romeno pode alimentar esperanças de um regresso à equipa, se o técnico quiser dar mais consistência no eixo alinhando Maicon ao lado de Rolando.

Alex Sandro


O brasileiro entrou bem na Choupana, estreou-se a marcar e reforçou a confiança, pelo que este pode ser o timing certo para o colocar no onze e ajudá-lo a manter-se na curva ascendente. Por outro lado, a opção por Alex Sandro para a defesa poderia permitir o descanso de Álvaro Pereira, um dos mais utilizados do plantel.

Mangala


Com Otamendi numa fase menos boa, Mangala surge bem colocado para aspirar à titularidade. O central está recuperado da lesão sofrida contra o Manchester City, conforme ficou comprovado na Madeira, e até poderia fazer dupla com Maicon, que cumprirá suspensão a seguir, dando descanso a Rolando.

Kléber


Se o seu espaço na equipa já era assunto de discussão antes da chegada de Janko, com o austríaco no plantel, a questão ganhou contornos definitivos. Mas no contexto da Taça da Liga, Kléber volta a poder aspirar a uma oportunidade, até porque Janko foi um dos jogadores mais solicitados das últimas semanas.


Outros clássicos na Taça da Liga


Na capital de comboio


sporting 4
FC Porto 1
Meias-finais 2008/09

O FC Porto chegou a ameaçar com falta de comparência, mas acabou por ir a Lisboa... de comboio e no próprio dia do jogo. Jesualdo poupou toda a equipa e levou os menos utilizados e alguns juniores porque dias depois jogava com o Benfica para o campeonato. Tarik ainda abriu o marcador.

Duas baixas importantes


Benfica 3
FC Porto 0
Final 2009/10

Jesualdo Ferreira manteve Nuno na baliza, mas teve de improvisar no ataque devido ao castigo de Hulk - ainda o caso do túnel - e a grave lesão de Varela no último treino antes do clássico. Fernando jogou, mas tinha estado parado bastante tempo, tal como Fucile, que entrou ao intervalo.


3 questões


Francisco Chaló, Treinador do Penafiel


"A posição seis condiciona jogo"


1
Acha que o tridente do meio-campo constituído por Defour, Moutinho e Lucho resultou contra o Nacional?

Foi mais do que evidente que demonstrou haver falta de rotinas de jogo e dos princípios próprios do FC Porto. Defour não é um seis. A jogar nessa posição fica arredado daquilo que são as suas qualidades. Nesta equipa falar do seis é estarmos a falar de uma posição charneira, a partir da qual todo o jogo do FC Porto é condicionado e percebeu-se claramente que não era a mesma coisa.

2
Um jogador com o perfil de Fernando faz falta para o clássico?

É importante sublinhar, se calhar, que no contexto atual e tratando-se de um jogo da Taça da Liga, talvez esta seja uma oportunidade para procurar otimizar uma alternativa para a posição. Pela lógica Fernando poderá ser poupado e concluir a sua recuperação para regressar em jogos do campeonato, que devem ser a prioridade de Vítor Pereira por esta altura. Mas é claro que um jogador como o Fernando faz sempre falta e ainda para mais numa equipa rotinada com ele.

3
Acha que a gestão do meio-campo está a ser bem feita?

Antes de mais nada convém sublinhar que quem trabalha diariamente com os jogadores saberá melhor o que pode fazer. Agora, o plantel do FC Porto tem de arranjar soluções para colmatar algumas ausências. Olhando para o atual meio-campo, porque não puxar Moutinho para a posição seis, que ele conhece, e colocar Defour noutras funções?

in "ojogo.pt"

Helton com asas

A crítica é quase unânime em considerar que Helton está a realizar uma excelente época. Na Choupana, o brasileiro foi, absolutamente, decisivo na conquista dos três pontos, tendo segurado a vantagem mínima com grandes defesas. Tal como tinha feito em Donetsk ou no Dragão com o APOEL, partida em que evitou o escândalo já nos descontos. No campeonato, também foi importante noutros triunfos que os números indicam terem sido tranquilos, mas que só o foram porque conseguiu evitar golos que colocariam os adversários "de volta" na luta pelos pontos.

Decisivo

Apoel (1-1) - casa
Negou a Adorno, aos 90+3', o golo da vitória
Nacional (2-0) - fora
Segurou a vantagem com várias
intervenções durante a segunda parte

Importante

V.Setúbal (3-0) - casa
Duas defesasa valiosas com 1-0
Académica (3-0) - fora
Três grandes defesas, com 2-0 no
marcador, impediram que a Académica
reentrasse na disputa
Shakhtar (2-0) - fora
Várias intervenções notáveis ainda com 0-0
Sporting (0-0) - fora
Negou a vantagem dos leões em alguns lances

in "ojogo.pt"

"Quatro golos ainda é pouco"

Quatro golos nos primeiros sete jogos pelo FC Porto não chegam para bater Falcao ou Jardel, mas são suficientes para animar os portistas mais exigentes, que, por exemplo, só viram Kléber faturar pela quarta vez à nona partida. O austríaco está também a provocar impacto no seu país, ao ponto de ainda na semana passada ter tido no Porto uma equipa de reportagem a trabalhar numa matéria sobre si. Mas há quem não alinhe no aplauso coletivo. "Quatro golos em sete jogos? Ainda é pouco. Dele espero mais", diz-nos ao telefone Herman Stessl, o austríaco que mais marcou o futebol português. "O número é bom, mas tem capacidade para mais. Foi assim na Áustria e na Holanda. No FC Porto também tem de ser, até porque é melhor servido do que nunca", explicou a O JOGO.
Stessl treinou o FC Porto em 1980/81 e no princípio de 1981/82. Lembra Mike Walsh, como o melhor avançado que teve, mas acha que Janko conseguirá melhor do que o irlandês (42 golos em 84 jogos). Difícil é superar Jardel, afinal aquele que Janko o faz lembrar. "Talvez ele tivesse um pouco mais de técnica, mas a forma de jogar é quase igual. São ambos jogadores de um toque. Não se envolvem com a equipa e vivem 90 minutos a pensar no golo. Cabeceiam bem, mas a sua principal característica é o posicionamento", descreve.
Curiosamente, Stessl conhece Janko pessoalmente. O seu filho jogou com o goleador portista nos juniores do Admira Wacker. Foi nessa fase que conheceu o pai, de quem agora é amigo. "Falámos há poucos dias. Ele contou-me que o Janko gosta muito da cidade e está muito feliz no clube", resumiu em português quase perfeito. Stessl ainda vem ao nosso país com frequência. É cá que compra a bebida "Guaraná", da qual é atualmente distribuidor na Áustria. A próxima será para ver um jogo do FC Porto. E promete trazer o pai de Janko.


Curiosidades


> Red Bull travou-o

A carreira de Janko podia ter explodido mais rapidamente. A explicação para ter ficado na Áustria até aos 26 anos é o patrocínio da Red Bull, que via em si uma figura muito forte e inflacionava o seu ordenado. Janko ainda agora é uma imagem da marca.

> Família atlética

Janko não podia ter tido uma vida longe do desporto. Em casa foi educado com esses princípios, uma vez que toda a família tinha praticado desportos de alta competição. A mãe ganhou uma medalha olímpica no lançamento do dardo. O pai saltava em altura e a irmã foi internacional de voleibol.


> Vedeta tripartida

Herman Stessl garante que Janko é "muito querido" na Áustria: "Reparte estatuto com Arnautovic, do Werder Bremen, e Fuchs, do Schalke 04."


> Capitão

Constantini não gostava muito dele e Janko raramente ia à seleção austríaca. Marcel Koller, o novo selecionador, já lhe elogiou a personalidade. Consigo vai sempre. E até foi eleito capitão.


> Talismã

Seis vitórias e um empate em sete jogos é o pecúlio de Janko desde que chegou ao FC Porto. O austráco não jogou na Liga Europa e, por isso, não sabe o que é a derrota.


> Um toque

Stessl tem razão: Janko é goleador de um toque. Dos 24 golos marcados esta época (18 pelo Twente, 4 pelo FC Porto e dois na seleção), 21 foram sem ter de progredir com a bola ou ajeitá-la. Desses, só quatro foram de cabeça.

in "ojogo.pt"

TRIUNFO SOBRE ÁGUAS SANTAS DÁ QUATRO PONTOS DE VANTAGEM

O FC Porto Vitalis venceu este sábado o Águas Santas por 29-27, em encontro da segunda jornada da fase final do Andebol 1. Com este resultado, os Dragões alargam para quatro pontos a vantagem sobre os perseguidores Benfica e Sporting. O encontro em que Ricardo Moreira foi o melhor marcador, com oito golos, disputou-se até aos instantes finais.

O Águas Santas arrancou um parcial inicial de 3-0, que desde logo foi demonstrativo da dificuldade que os Dragões iriam encontrar. Os azuis e brancos apenas passaram para a frente depois dos dez minutos (6-5, por Wilson Davyes), mas sofreriam um revês com a expulsão de Hugo Laurentino, aos 17 minutos, quando tentava parar um contra-ataque e chocou com um adversário.

Os portistas só conseguiram uma vantagem significativa com um parcial de 6-0, entre os 20 e os 26 minutos. O resultado cifrava-se então em 15-12, mas o intervalo chegaria com 16-14 no marcador. O contra-ataque portista fazia, com habitualmente, a diferença: oito tentos em nove situações, contra três em quatro dos maiatos.

Poder-se-ia pensar que o FC Porto arrancaria para uma vitória tranquila na segunda parte, mas a resistência dos maiatos levou o encontro a ser discutido até ao último minuto. A defesa portista não esteve nos melhores dias e deparou-se com um critério pouco coerente da dupla de arbitragem. A ausência de Hugo Laurentino foi igualmente sentida, até porque o outro guardião, o cubano Quintana, apenas regressou recentemente à equipa, após lesão.

Os empates e as vantagens mínimas foram uma constante no segundo tempo, com o FC Porto a liderar, ainda assim, na maior parte do tempo. Os Dragões depararam-se com a forte oposição do guarda-redes António Campos, que parou, por exemplo, três dos quatro livres de sete metros a que os azuis e brancos tiveram direito.

O FC Porto entrou nos últimos 10 minutos a vencer por 26-25 e aumentou a agressividade na defesa, deixando o adversário marcar apenas mais dois golos. A vitória foi sentenciada no último minuto, quando o Águas Santas procurava o empate, graças a uma intercepção de Wilson Davyes, que depois concretizou o contra-ataque no 29-27 final.

Na próxima jornada, no sábado, o FC Porto desloca-se ao pavilhão do ABC.

FICHA DE JOGO

FC Porto Vitalis-Águas Santas, 29-27
Andebol 1, fase final, segunda jornada
17 de Março de 2012
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 930 espectadores

Árbitros: António Trinca e Tiago Monteiro

FC PORTO VITALIS: Hugo Laurentino e Alfredo Quintana (g.r.); Gilberto Duarte (4), Tiago Rocha (3), Ricardo Moreira (cap., 8),Elias Nogueira, Wilson Davyes (2), Daymaro Salina (2), Pedro Spínola (6), Filipe Mota e Dario Andrade (4)
Treinador: Ljubomir Obradovic

ÁGUAS SANTAS: António Campos (g.r.); Jorge Sousa (2), Joel Rodrigues (2), Pedro Cruz (7), Nuno Pimenta (5), Eduardo Salgado (7), Marco Sousa (4), Juan Couto, Mário Lourenço e Albano Lopes
Treinador: Jorge Borges

Ao intervalo: 16-14
Cartões vermelhos: Hugo Laurentino (17m) e Pedro Spínola (60m).


"CADA JOGO É UM JOGO"

Depois da vitória por 29-27 sobre o Águas Santas, Ljubomir Obradovic era um treinador satisfeito, mas já pensava nos próximos jogos. Com este triunfo, os Dragões ficam com quatro pontos de vantagem sobre Benfica e Sporting, segundos classificados, mas o treinador sublinhou que os azuis e brancos não podem baixar a guarda.

"Uma coisa é certa, tenho de dar os parabéns aos meus jogadores pela luta", afirmou o treinador azul e branco, depois de uma partida disputada até ao último minuto. "Os jogadores tiveram de controlar muito bem o jogo, porque não era fácil defender os ataques do Águas Santas. Foi um bom jogo, do início ate ao fim", ressalvou Obradovic.

Hugo Lauretino foi expulso ainda na primeira parte, o que obrigou Alfredo Quintana (que se lesionou em Dezembro e apenas regressou na jornada anterior) a assumir por inteiro a baliza azul e branca. "Quintana ainda não está no topo da sua forma", lembrou o treinador azul e branco. "Tudo isso complicou ainda mais o jogo. Também nos faltava finalização e demorarmos bastante tempo a organizar-nos. Tivemos bastantes blocos, mas, ao mesmo tempo, algumas falhas no ataque", observou o treinador.

"Cada jogo é um jogo. Não espero nada apenas com o resultado de uma partida. Os próximos jogos são muito importantes. Vamos defrontar o ABC, temos o jogo da Taça, e ainda vamos enfrentar o Benfica", relembra Obradovic.


in "fcp.pt"

VITÓRIA NA CORUNHA DEIXA TUDO EM ABERTO

O FC Porto Império Bonança venceu este sábado no terreno do campeão europeu Liceo da Corunha, por 3-2, em jogo da quinta jornada do grupo C da Liga Europeia. Os golos portistas foram apontados por Reinaldo Ventura (2) e Caio. Com este resultado, os Dragões ficam com os mesmos nove pontos dos galegos e menos três do que os italianos do Valdagno, que lideram.

O triunfo só não foi perfeito porque, para depender apenas de si na última jornada para garantir o apuramento (reservado aos dois primeiros do grupo), os portistas necessitavam de vencer por uma margem de dois tentos.

Essa vantagem esteve próxima de se confirmar, já que, ao intervalo, os Dragões venciam por 2-0, com os dois golos de Reinaldo Ventura. No segundo tempo, Mirras reduziu para 2-1, Caio fez o 3-1 e, já perto do apito final, Lamas estabeleceu o 3-2 final.

Na última jornada, a 14 de Abril, os azuis e brancos estão obrigados a vencer em casa os suíços do Genève (últimos do grupo, sem qualquer ponto), esperando que o Liceo não o faça em casa do Valdagno.


in "fcp.pt"

sábado, 17 de março de 2012

FC Porto vence Benfica e está na final

DRAGÃO MAIS FORTE NO CLÁSSICO DA TAÇA


O FC Porto apurou-se para a final da Taça de Portugal ao vencer o Benfica por 66-62, numa partida realizada em Fafe, onde decorre a final-oito da competição. Os dragões esperam agora pelo vencedor do Sampaense-Académica, de onde sairá o rival na final de domingo.
O encontro só ficou decidido na reta final, quando Robert Johnson e Carlos Andrade sentenciaram nos últimos segundos da linha de lance-livre. Os encarnados, que até entraram melhor na partida (21-15 no final do 1.º período e 38-32 ao intervalo), foram perdendo gás com o passar do tempo e, a pouco mais de um minuto do fim, perdiam mesmo por quatros pontos.
Ainda assim, o Benfica não desistiu e conseguiu empatar a 61 pontos, quando restavam 15 segundos. No entanto, os dragões nunca vacilaram quando chamados a converter lances-livres nesta fase e as águias, que dispuseram de uma ocasião para levar a contenda para prolongamento, viram Tedd Scott falhar o lançamento a 2 segundos do fim.
A nível individual, destaque para o portista Robert Johnson, autor de 19 pontos e 7 ressaltos. Carlos Andrade, com 13 pontos e 4 ressaltos, também esteve em bom plano. No lado encarnado, Betinho foi o elemento em maior evidência, com 19 pontos e 8 ressaltos.
TAÇA DE PORTUGAL (final-oito):
- Quinta-feira, 15 de março:
Jogo 1: Terceira Basket-Benfica, 55-102
Jogo 2: Barreirense-FC Porto, 78-89
- Sexta-feira, 16 de março:
Jogo 3: Lusitânia-Sampaense, 80-85
Jogo 4: Ovarense-Académica, 42-51
- Sábado, 17 de março:
Jogo A: Benfica-FC Porto, 62-66
Jogo B: Sampaense-Académica, 17:00
- Domingo, 18 de março:
FC Porto-vencedor Jogo B, 15:30
in #record.pt"

JUNIORES VENCEM VITÓRIA DE GUIMARÃES

O FC Porto venceu na tarde deste sábado o Vitória de Guimarães por 4-3, em jogo a contar para a 6.ª jornada da fase final do campeonato nacional de juniores.

Com este resultado o FC Porto passa a totalizar nove pontos, menos seis do que o líder Benfica.

Com uma exibição segura, os Dragões adiantaram-se no marcador logo aos 23 minutos, numa jogada concluída por Hugo Basto. Ainda na primeira parte Vion aumentou a contagem, tendo Ricardo reduzido para os vimaranenses.

Após o descanso foi Tozé a marcar, com um belo pontapé de fora da área, tendo Ricardo reduzido novamente para os minhotos, através da conversão de uma grande penalidade.

Numa belíssima jogada iniciada por Fábio Martins, que combinou com Tozé e concluiu com um remate cruzado, o FC Porto voltou aos dois golos de vantagem.

A seis minutos do final, através de nova grande penalidade, Ricardo completou o hat-trick e fechou o marcador.

Na próxima jornada o FC Porto desloca-se ao terreno da União de Leiria.

in "fcp.pt"

Debate instrutório adiado para dia 29


Debate requerido por Hulk, Helton, Sapunaru, Cristian Rodriguez e Fucile não começou esta sexta-feira como está previsto.
O início do debate instrutório do processo túnel da Luz, programado para esta sexta-feira, foi adiado para 29 de março, sem a presença dos cinco futebolistas do FC Porto, acusados de agressões a dois seguranças, em 2009.
O adiamento do debate instrutório, requerido por Hulk, Helton, Sapunaru, Cristian Rodriguez e Fucile, dispensados de comparecerem no 5.º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, foi comunicado aos advogados das partes no final da manhã desta sexta-feira, desconhecendo-se as razões.
Os futebolistas do FC Porto são acusados de agressões aos dois "stewards" em serviço no jogo Benfica-FC Porto, da 14.ª jornada da Liga da temporada de 2009/10, que os benfiquistas venceram por 1-0.
Sandro Correia e Ricardo Silva requereram à SAD do FC Porto uma indemnização superior a 45 000 euros.
O montante que os dois seguranças pretendem ser ressarcidos pelas agressões - murros e pontapés - destina-se a ser doada a uma instituição e ao valor pedido acrescem os juros vencidos até à data da interposição do pedido, a 19 de outubro, e os vincendos até efetivo e integral pagamento.

in "dn.pt"

Inter em cima de Fernando

VILLAS-BOAS NO NEGÓCIO


Fernando foi novamente colocado na lista do Inter para a próxima época. Como vem sendo hábito, o interesse dos italianos num jogador portista foi novamente anunciado à condição.
O calciomercatto.com refere que o FC Porto receberá uma proposta pelo médio... se André Villas-Boas for mesmo o substituto de Claudio Ranieri.
in "record.pt"

Vítor Pereira: "Queremos o título e temos homens"

Em versão fato-macaco, o FC Porto correspondeu à previsão infalível de Vítor Pereira: a Choupana continua a ser um local agreste, nada propício a passeios simpáticos, e os azuis e brancos, na opinião do treinador, tiveram a abordagem adequada às circunstâncias, conquistando uma preciosa vitória para defender a liderança no campeonato. "Não estávamos à espera de uma vitória fácil, nem de um passeio; antes de algum sofrimento. Fizemos uma boa primeira parte, durante a qual poderíamos ter feito o segundo golo. Isso poderia tranquilizar mais o nosso jogo. Na segunda parte, houve entreajuda dos meus jogadores, porque as coisas não saíam bem. Foram grandes. A equipa foi solidária e soube sofrer", sentenciou.
Consciente do esforço dos jogadores, o treinador dos portistas fez questão de aplaudir a equipa, sublinhando ao mesmo tempo a dignidade do adversário. "Não foi possível chegar mais cedo ao segundo golo e à tranquilidade e, por isso, devo dar os parabéns aos meus jogadores, assim como ao Nacional, que foi uma equipa digna, jogando o jogo pelo jogo, sem se fechar atrás", observou, declinando invocar as ausências de vários jogadores, por lesões ou castigos, como foram os casos de Fernando e Hulk, para justificar aquela vitória tão suada, arrancada praticamente a ferros. "Dificuldades? A equipa deu uma boa resposta", argumentou.
O que Vítor Pereira não aceita é que se pinte de felicidade o primeiro golo. "Foi um lance ofensivo pressionante. Também tivemos duas bolas na barra num mesmo lance. A isso chama-se o quê? Infelicidade?", questionou. Dobrada uma das "oito finais" que restam para o fim do campeonato, o FC Porto mantém-se na frente, sem ceder qualquer ponto aos seus principais perseguidores. O título vai acenando na reta da meta e o treinador quer lá chegar primeiro. "O FC Porto vai trabalhar em todos os jogos, umas vezes melhor, outras nem tanto. Hoje mostrámos que temos homens e que queremos muito o título. Vamos trabalhar por merecê-lo. É assim que se fazem os campeões, com qualidade e sofrimento", vincou.

Maicon


"Temos pela frente mais sete vitórias"


Maicon foi breve na análise à vitória na Choupana, tendo destacado apenas a importância da conquista dos três pontos nas contas para o título e fez questão de realçar a união da equipa na resposta ao empate caseiro com a Académica. "Conquistámos o nosso objetivo e mantemo-nos na liderança, que era o mais importante para nós nesta altura. Devo realçar a união do grupo neste jogo. Esteve sempre focado na vitória num terreno complicado e diante de um Nacional que tem uma boa equipa", considerou.
O brasileiro fez, depois, as contas para a revalidação do título, o principal objetivo dos dragões. "Todas as vitórias são importantes e temos pela frente mais sete para conquistar. Esta foi mais uma, já está. Agora, é pensar já nos próximos jogos", atirou.
Ontem, Maicon voltou a ser desviado para o lado direito, mas insistiu que não é o lugar onde se sente mais confortável. "Sou central de raiz, mas estou à disposição para jogar onde o mister precisar de mim. O importante é ajudar a equipa", concluiu.

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Apenas uma dúvida Jorge Coroado é o único dos especialistas em arbitragem que defende que havia motivos para assinalar grande penalidade contra o FC Porto por falta de Álvaro Pereira sobre Luís Neto. Pedro Henriques e Paulo Paraty não concordam e argumentam que Carlos Xistra ajuizou corretamente, deixando seguir o lance. De resto, o internacional de Castelo Branco não cometeu erros relevantes, fazendo uma arbitragem que consideram tranquila e personalizada.

Momento mais complicado

10'
Álvaro Pereira agarra Luís Neto na área do FC Porto? Havia motivo para assinalar grande penalidade?
Jorge Coroado
-
Na sequência do canto, Álvaro Pereira, com o braço esquerdo entre ele e Luís Neto, segurou a camisola deste adversário, impedindo-o de saltar à bola. Grande penalidade que, reconheça-se, no terreno, o árbitro dificilmente descortina.
Pedro Henriques
+
Não considero que Álvaro Pereira tenha agarrado o seu adversário dentro da área, mas antes que houve uma disputa de braços de ambos os jogadores. Correta a decisão da equipa de arbitragem.
Paulo Paraty
+
Não vejo razão para grande penalidade. Parece-me uma situação em que ambos os jogadores, usando os braços, procuram ganhar posição.
Outros casos
34'
Rolando estava em posição irregular antes de rematar por cima da baliza do Nacional?
48'
É bem mostrado o amarelo a Otamendi após entrada
sobre Diego Barcellos?
69'
Álvaro Pereira desvia a bola com a cabeça ou com a mão na sua grande área?
78'
Alex Sandro justificou mesmo a exibição do cartão amarelo?
Jorge Coroado
+
Rolando estava em posição legal, pois na sua esquerda um defesa do Nacional colocava-o em jogo.
+
Otamendi foi excessivo no modo de abordar o lance praticando jogo perigoso ativo de forma imprudente. Justificou, por isso, a advertência.
+
O remate foi frontal, forte, mas foi a cabeça de Álvaro Pereira que se opôs ao esférico e não a mão. Correta a decisão de
assinalar canto.
+
Pela imprudência da infração justifica-se o amarelo. Se não tivesse exibido também nada se perdia. Alex Sandro encolheu-se, saltou e aterrou no adversário.
Pedro Henriques
+
Boa indicação do assistente, ao não assinalar fora de jogo, pois Maicon em fora de jogo posicional desinteressa-se da jogada e Rolando parte de posição legal.
+
Otamendi é corretamente advertido por uma entrada em tackle de frente, de sola e de forma imprudente sobre
Diego Barcellos.
+
Embora as repetições não desfaçam totalmente a dúvida fica a ideia de que o desvio é feito com a cabeça e que se houvesse braço não seria intencional.
+
Alex Sandro entra com o braço de forma imprudente, tocando na cara de Rondón sem que tenha havido agressão ou falta grosseira. Amarelo correto.
Paulo Paraty
+
Difícil e correta decisão do árbitro assistente que não assinalou a posição adiantada do Maicon e sem interferência, permitindo
a ação de Rolando.
+
O lance é mais aparatoso do que faltoso. Temos a ajuda da televisão, mas não viria mal ao mundo se o árbitro se ficasse pelo livre direto.
+
Luís Neto pede grande penalidade. Ainda que a bola tivesse batido no braço de Álvaro Pereira (não me pareceu) teria sido uma ação involuntária.
-
Cartão amarelo pareceu-me excessivo. A televisão mostra-nos uma ação não mais do que negligente com um contacto acidental. Livre direto seria suficiente.
Apreciação global
Jorge Coroado
Jogo incipiente, sem contactos físicos onde cada jogador pedia licença ao adversário para meter o pé. Assim, qualquer árbitro, por mais inexperiente, faria bom desempenho como fez o internacional de Castelo Branco.
Pedro Henriques
Arbitragem positiva, personalizada e segura, técnica e disciplinarmente, apoiado numa boa colaboração dos
seus assistentes.
Paulo Paraty
Apenas o reparo para um ou dois cartões amarelos algo excessivos num trabalho tranquilo, muito positivo, num jogo que teve sempre muita emoção.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

A ESTRELA: Helton 8


Ganhou o duelo com Mateus


O remate de Pecnik que defendeu para canto logo aos 3 minutos deu o mote para a exibição que havia de fazer na Madeira. Vítor Pereira bem lhe pode agradecer os três pontos neste jogo, principalmente por nunca ter falhado nas suas intervenções, mas também por nunca ter perdido a concentração, nem dado sinais de insegurança, bem pelo contrário. Mateus teve inúmeras oportunidades (68', 76', 80', 90', entre outras) e não deverá ter tantas tão cedo. Candeias também tinha tentado a sua sorte de forma astuciosa, com um livre bem colocado ao ângulo, na primeira parte, mas Helton respondeu à altura. O brasileiro acabou por se tornar a figura de um jogo que a equipa tardou a resolver definitivamente e que podia ter tido outra história.


Maicon 5
Ficou na retina aquele cabeceamento que saiu à trave (86'), mas também uma ou outra hesitação que podiam ter custado caro, como a que Mateus desperdiçou (90'), numa altura crucial do jogo.

Rolando 6
Teve duas vezes o segundo golo ao seu alcance (34' e 86'), mas rematou por cima na primeira ocasião e acertou na trave à segunda. A defender foi o mais regular e teve algumas intervenções que evitaram o pior.

Otamendi 5
Não transmitiu a confiança necessária à equipa, com intervenções pouco determinadas durante o jogo. Numa fase em que o Nacional carregava à procura do empate, Vítor Pereira agiu, acabando por substituir o argentino, ainda que tardiamente.

Álvaro Pereira 6
Umas vezes Rondón, outras Candeias complicaram-lhe a vida principalmente em jogadas de velocidade. Atacou mais e acabou envolvido nos lances dos dois golos da equipa. No primeiro sem querer, mas no segundo soube soltar a bola na altura certa para James.

Defour 6
Pedia-se-lhe que fosse como o Polvo, mas como Fernando só o próprio e nota-se bem. Apesar de tudo nunca deixou de lutar, ainda que por vezes sem benefícios para a equipa, porque não pesou tanto no jogo.

João Moutinho 7
Não sabe jogar mal, aliás foi dos poucos jogadores esclarecidos da equipa, irrepreensível na entrega ao jogo, lúcido a organizar, lutador até quando foi dobrar a defesa e evitar um remate de Mateus. Foi ele que ganhou a bola a meio-campo na jogada do segundo golo.

Lucho 5
Tentou alvejar a baliza duas vezes (9' e 19'), mas a bola saiu sempre ao lado. Não foi o jogador que se esperava, um pouco perdido entre as linhas do meio -campo e o ataque.

James 5
Teve pouca influência no jogo e esteve a léguas do jogador que se viu nas últimas jornadas. Lento, previsível e pouco produtivo. Com outras alternativas no banco teria sido candidato à substituição.

C. Rodríguez 6
Não soube aproveitar uma brecha na defesa do Nacional (40') e desperdiçou a sua oportunidade. De resto, procurou movimentar-se na frente para abrir linhas de passe e ainda teve tempo para vir dobrar a defesa um punhado de vezes.

Janko 6
Marcou numa jogada caída do céu, mas teve o mérito de ser um jogador oportuno, que não desperdiçou o azar de Moreno para fazer o seu quarto golo. A seguir (33') teve um bom cabeceamento que saiu ao lado. Na segunda parte prendeu a defesa do Nacional.

Alex Sandro 6
Entrou no jogo e viu logo um cartão amarelo, mas não se encolheu por causa disso. Acabou por se revelar importante não só pelo golo - excelente para a confiança - mas para tapar o flanco direito do Nacional que estava a colocar muitos problemas.

Mangala 5
Trouxe a segurança que Otamendi pouco transmitiu, numa altura em que o Nacional procurava a todo o custo o golo do empate. Podia ter entrado um pouco mais cedo.

Kléber -
Entrou nos minutos finais...

Uma sessão de tiro com efeito ricochete

O líder não vai formoso nem seguro, mas o triunfo na Choupana caiu-lhe no regaço e Helton amarrou-o com quase tantas defesas quantos os dedos que tem nas mãos. Foi uma verdadeira enxurrada de ataques do Nacional que esbarrou na inspiração do brasileiro, capaz de reduzir a nada todos os disparates da equipa, engolida a meio-campo e arrasada na defesa.
O golo de Alex Sandro, aos 90+4', acrescentou mais do que um aloquete no resultado: fez-lhe crescer o nariz. O FC Porto esteve a milhas da serenidade que o 0-2 insinua, sofrendo a bom sofrer para suster as cavalgadas de Mateus, protagonista infeliz de um duelo ao pôr do Sol em que Helton conseguiu esconder-lhe a pistola no coldre.
À pólvora seca do Nacional respondeu o dragão com algum fogo de vista. É verdade que a equipa cresceu depois de um arranque periclitante, chegando à vantagem com um sentido de oportunidade precioso e segurando as rédeas do encontro até ao intervalo. O FC Porto ganhou pela primeira vez fora de casa com um onze sem Fernando e Hulk, mas as baixas fizeram-se notar de forma flagrante.
Defour obrigou João Moutinho a andar sempre com um olho no burro e outro no cigano. O que para o Polvo é terreno fértil, para o belga são areias movediças. A equipa sentiu-o, sobretudo quando o Nacional foi capaz de castigar as subidas de Álvaro Pereira e a lentidão de Otamendi, recuperado para a titularidade em prejuízo de Sapunaru e do lugar que Maicon há muito reclama (e justifica) no centro da defesa.
Com processos muito bem definidos, os insulares apontaram sempre aos irrequietos Candeias e Mateus para castigar o espaço vazio nas costas da defesa portista, mas também eles acusaram uma adaptação a meio-campo, onde Pecnik fez o primeiro jogo a titular esta época.
A presença do esloveno obrigou o inventivo Diego Barcellos a afastar-se das latitudes onde o seu futebol melhor se expressa, aproveitando o FC Porto esse desenquadramento para subir o bloco e tomar conta do meio-campo.
Por contraditório que possa parecer, foi importante que Lucho tenha baixado alguns metros no terreno face aos últimos jogos, mas sem perder a capacidade de penetração que lhe permitiu estar perto do golo por duas vezes antes do tento de Janko, que premiou a capacidade de pressing de Álvaro Pereira e o sentido de oportunidade do austríaco, o especialista dos golos esquisitos.
A vantagem insuflou o FC Porto até ao intervalo, mas a defesa foi perdendo ar e acumulando amarelos na segunda parte, entrincheirando-se e arrastando consigo o meio-campo. Os dragões já não conseguiam fazer posse de bola e Caixinha mostrou sagacidade a partir do banco, acertando na entrada de Mihelic, que adiantou Diego Barcellos e deu asas a Candeias e Mateus.
O angolano teve, pelo menos, cinco oportunidades cantadas para empatar o jogo, metendo toda uma defesa no bolso, mas caindo, invariavelmente, nas algibeiras de Helton. O guarda-redes foi pau para toda a obra, mas do banco chegou também um sinal para assentar estacas, ainda que sob a forma de uma dupla substituição aparentemente temerosa.
Sem lirismos, Vítor Pereira trocou o amarelado e exausto Otamendi pelo fresco e veloz Mangala, percebendo ainda que Álvaro Pereira tinha estourado e precisava de reforços para suster Candeias. As trocas revelaram-se tão felizes que Alex Sandro deu um estalo nas incertezas, um murro na galhardia do Nacional e, lá está, um narigão no resultado...

Direções juntas ao almoço


Nacional e FC Porto continuam de boas relações e ontem aproveitaram para estreitar laços num almoço que juntou Pinto da Costa e Rui Alves à mesma mesa, antes do jogo. O presidente dos azuis e brancos chegou à Madeira ao final da manhã, bem a tempo de se juntar ao homólogo insular. Ambos viram o jogo na tribuna VIP.

Maicon falha Paços


Maicon é baixa para o próximo jogo da Liga do FC Porto com o Paços de Ferreira. O central, que ontem regressou ao lado direito, viu o cartão amarelo, o quinto da temporada, por uma falta sobre Rondon, à entrada da área. Só com uma expulsão é que Maicon estaria impedido de jogar na Luz, terça-feira, para a Taça da Liga.

Debate instrutório adiado


O início do debate instrutório do caso Túnel da Luz previsto para ontem foi adiado para 29 de março. Recorde-se que os dois stewards, Sandro Correia e Ricardo Silva, moveram processos a Hulk, Sapunaru, Helton, Cristián Rodríguez e Fucile e reclamam uma indemnização de 45 mil euros por agressões de que terão sido vítimas.


Dragões viajaram no fim do jogo e treinam já hoje


Sem tempo a perder, a comitiva do FC Porto regressou de imediato ao continente após o triunfo na Choupana. Até por isso, não houve zona mista com jogadores dos azuis e brancos. Hoje, às 11 horas, Vítor Pereira orienta um treino, o primeiro de três para preparar a meia-final da Taça da Liga, com o Benfica, na Luz.

Nacional formalizou impugnação da AG da Liga


O Nacional entregou o recurso para a anulação das decisões da Assembleia Geral da Liga de Clubes da passada segunda-feira. As deliberações daí resultantes, alega o Nacional, são consideradas "feridas de ilegalidade, violando o artigo 3a) do regulamento geral da Liga".

Kadú saudou o "Rei Helton"


Mal Carlos Xistra apitou para o final da partida, o terceiro guarda-redes do plantel portista entrou na sua página no Facebook para felicitar o primeiro da hierarquia pela exibição na Choupana. "Rei Helton" escreveu o angolano, o

in "ijigi.pt"

VITÓRIA "VINTAGE" VALE APURAMENTO

O FC Porto “Vintage” venceu esta sexta-feira o Sevilha por 8-6, em partida da Liga Fertiberia, e já está apurado para o “playoff”. Os Dragões entraram a perder e chegaram a ter uma desvantagem de dois golos, mas rapidamente a garra portista obrigou os andaluzes a recuar. Rui Barros, com um “bis”, Bessa, com um “hat-trick”, Capucho, Fernando Couto e Bino, com um golo cada, selaram o triunfo.

A verdade deve ser dita e é incontestável: o FC Porto “Vintage” entrou para vencer, só que a sorte quis sorrir primeiro aos sevilhanos. Cordón activou o marcador à passagem dos três minutos de jogo e só quando o relógio dobrou o tempo os azuis e brancos puderam festejar: Rui Barros encostou de cabeça, ao segundo poste, o cruzamento milimétrico de Capucho.

Capi recolocou os visitantes na dianteira aos nove minutos, deixando Baía furioso, até que “El Piccolo” restabeleceu outra vez a igualdade aos dez. Os problemas pareciam subir de tom quando David de Dios e Cordón assinaram o 2-4, mas a partir daí quase não houve mais espaço a ousadias adversárias.

Bessa, com um tiro do meio da rua, fez o 3-4, David de Dios fez o 3-5, e depois só deu Dragões até ao fim. Capucho finalizou com classe perante Fernández, Fernando Couto “furou” as redes, Bino assinou a reviravolta numa excelente jogada colectiva e Bessa aproveitou para marcar mais dois, ao seu estilo, fechando o “hat-trick” e tornando-se num dos homens da partida.

Juanito só teve tempo para reduzir os números da derrota andaluz e ficar depois a ver os portistas a celebrar o apuramento para a próxima fase do campeonato indoor.

FICHA DE JOGO

FC Porto “Vintage”–Sevilha, 8-6
Liga Fertiberia, grupo 1
16 de Março de 2012
Pavilhão Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1408 espectadores

Árbitros: José Castro e Aníbal Fernandes

FC PORTO “Vintage”: Vítor Baía, João Pinto, Fernando Couto, Rui Barros e Capucho
Jogaram ainda: Bandeirinha, Fernando Gomes, Bessa, Bino e Latapy
Treinador: Luís Castro

SEVILHA: Fernández, Capi, Pablo Alfaro, Cordón e Cantos
Jogaram também: David de Dios e Juanito
Treinador: Rafita

Ao intervalo: 5-5
Marcadores: Cordón, Rui Barros, Capi, Rui Barros, David de Dios, Cordón, Bessa, David de Dios, Capucho, Fernando Couto, Bino, Bessa, Bessa e Juanito

in "fcp.pt"

Nacional-F.C. Porto, 0-2 (crónica)

Um dragão q.b. para manter a liderança


Nacional vs F.C. Porto (Homem de Gouveia/Lusa)O F.C. Porto continua a dar-se bem na Choupana e voltou a confirmar a tradição, segurando a liderança isolada na Liga. Os dragões, que apenas perderam uma vez no terreno do Nacional, marcaram primeiro, com alguma felicidade, e já em tempo de descontos carimbaram uma vitória sofrida, diante de um Nacional que deu boa réplica e não merecia castigo tão pesado.

Pedro Caixinha surpreendeu ao lançar um 4x1x3x2, com Pecnik como homem mais avançado. Este esquema surpreendeu um pouco os homens de Vítor Pereira, com a defesa a demorar um pouco a acertar as agulhas num onze portista em que Maicon retomava a posição de lateral direito.

Os locais estiveram perto de marcar logo aos 3 minutos, mas Pecnik, bem isolado pela simulação de Rondon, não conseguiu bater Helton, que defendeu bem para canto. Um bom lance, a que faltou o golo, dando o sinal das dificuldades que esperavam o líder.

Por volta dos 15 minutos os dragões acertaram as marcações e Lucho e Janko tiveram as primeiras ocasiões para incomodar Vladan. E, aos 21 minutos, num lance infeliz de Moreno, os portistas chegam ao golo. O médio nacionalista chutou contra Alvaro Pereira e, no ressalto, a bola caiu nos pés de Janko que estava sozinho na área nacionalista e facilmente bateu Vladan.

A turma alvinegra reagiu bem a este lance infeliz. Candeias e Rondon obrigaram Helton a mostrar serviço. No entanto, seria Rolando a desperdiçar o 2-0, ainda antes do intervalo, quando após um libvre lateral ficou sozinho e rematou de bicicleta por cima da barra.

O jogo ganhou velocidade e Mateus e Rodriguez, com bons trabalhos individuais ainda estiveram perto de marcar, mas os remates saíram ao lado. Xista não deu tempo de descontos e o intervalo chegou com o Porto com uma vantagem, que se aceitava pelo que tinha feito a partir do golo.

Nacional domina, portistas acertam na barra

Sem mexidas nos onzes, seria o F.C. Porto a começar melhor: Janko, aos 47 minutos, viu Vladan sair bem aos seus pés e negar-lhe o golo, defendendo para canto. Pouco depois, Caixinha retirou Pecnik e lançou Mihelic, avançando Rondon para ponta-de-lança. 

A equipa respondeu bem à mexida. Mateus, em mais um lance de contra-ataque, e com bom trabalho individual, tentou a sua sorte mas o remate saiu à figura de Helton. O mesmo jogador, num cruzamento rasteiro voltou a encontrar a oposição do guarda-redes portista.

O encontro entrou numa toada mais desinteressante e só aos 69 minutos, Mateus voltou a colocar à prova Helton. O guarda-redes voltou a dizer presente, com mais uma defesa. No lance seguinte, Mário Rondon num bom lance individual viu Moutinho surgir em apoio à sua defesa e travar o seu remate na hora certa.

O Nacional cresceu e aos 75 minutos, Mateus em boa posição rematou mal permitindo uma defesa fácil a Heldon, quando odia e devia fazer melhor. James desapareceu da partida e disso se ressentiu o FC Porto. Vítor Pereira via a sua equipa a abrandar muito e lançou sangue novo: Mangala e Alex Sandro.

Num lance de bola parada, Rolando primeiro e Maicon depois, acertaram na barra da baliza de Vladan perdendo o 2-0. Sem pouco ou nada fazer para tal, o F.C. Porto quase matava o jogo. Foi o que aconteceu nos descontos, já depois de Mateus voltar a ver Helton defender um seu remate aos 89 minutos. Já ao cair do pano, num lance de contra-ataque após um primeiro remate de James que Vladan ainda parou, Alex Sandro fez o segundo golo da sua equipa, prémio excessivo para o líder e castigo demasiado pesado para o Nacional. 

in "maisfutebol.iol.pt"

Nacional-F.C. Porto, 0-2 (destaques)

Janko aproveitou a infelicidade de Moreno; Candeias, Rondon e Mateus não chegaram para o Super Helton


A FIGURA
Helton: parou tudo que havia para defender

Se o Nacional ficou em branco na primeira parte, a culpa foi de Helton. O guarda-redes Helton fez três excelentes defesas a começar pela efetuada a remate de Pecnick, logo aos 3 minutos. Na segunda parte o brasileiro continuou a mostrar que estava numa noite inspirada, transmitindo muita confiança à sua defesa e sendo decisivo para uma vitória preciosa.

O MOMENTO

Pecnik perdulário

Os espectadores ainda mal estavam sentados nas bancadas, a defesa portista estava um pouco baralhada com o esquema apresentado por Caixinha. Pecnik, logo aos 3 minutos, teve nos pés o 1-0. Helton levou a melhor, começando a escrever uma história diferente para a partida.

OUTROS DESTAQUES

Janko: no sitio certo e na hora certa

O avançado portista perdeu uma boa situação aos 14 minutos. Mas, depois, mostrou faro de ponta de lança, estando no sitio certo e na hora, após o ressalto de bola em Alvaro Pereira, não desperdiçando a sorte que lhe caiu nos pés. Logo no recomeço, viu Vladan negar-lhe o segundo golo da noite

Candeias: o irrequieto

Muito do jogo ofensivo do Nacional passou pelo pés de Candeias. Criou perigo e teve um golo nos pés, mas Helton negou-lhe tal feito. Por vezes, não escolhe a melhor solução na hora do último passe ou remate, mas ninguém desequilibra como ele.

Mateus bem tentou

O avançado angolano foi um dos mais activos na sua equipa. Mateus teve dois bons lances individuais e a sua velocidade causou sempre problemas à defesa portista. Mas, na hora do remate, Heldon levou sempre a melhor nos duelos.

Rondon: o trabalhador

O avançado do Nacional, correu, lutou, chutou mas não marcou. Rondon foi esforçado mas claudicou na hora do remate. Pelo que trabalhou, merecia melhor sorte.

Moutinho: relógio certinho

O médio portista não parou de trabalhar em termos defensivos, para compensar a ausência de Fernando. Foi uma preciosa ajuda à sua defesa e ajudou a segurar o barco na segunda parte No apoio ao ataque, foi certinho e tentou pautar o jogo da sua equipa. 

in "maisfutebol.iol.pt"