segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Razia no treino dos dragões

Cinco lesionados e doze atletas ao serviço das selecções no arranque da semana de trabalho no Olival.


O plantel do FC Porto regressou ao trabalho esta segunda-feira, no Olival, tendo Vítor Pereira registado muitas ausências na ficha de treino.

O técnico dos azuis e brancos viu a lista de indisponíveis engrossar com o nome de Silvestre Varela, que está a contas com uma tendinite no joelho esquerdo. O extremo só realizou tratamento.

De resto, Fucile e Sapunaru, que permanecem em tratamento, estão condicionados. O mesmo acontece com Emídio Rafael, que se mantém em repouso de operação cirúrgica e ainda Iturbe, que está limitado a treino condicionado.

No que toca a ausências devido aos compromissos de selecções, são doze os escolhidos: Rolando e Moutinho (Portugal), Alvaro Pereira e Cristián Rodríguez (Uruguai), Guarín e James (Colômbia), Kléber, Hulk e Alex Sandro (Brasil), Djalma (Angola), Defour (Bélgica) e Mangala (França sub-21).

Desta forma, Vítor Pereira convocou vários atletas dos plantéis de formação para completar o grupo de trabalho.



in "rr.pt"

JOGO COM O LUSITÂNIA TAMBÉM FOI ADIADO

À imagem do que sucedera na véspera, por ocasião do jogo Terceira Basket-FC Porto Ferpinta, o encontro que opunha, neste domingo, os Dragões ao Lusitânia, também em Angra do Heroísmo, foi adiado devido às condições climatéricas que se fizeram sentir ao longo de todo o fim-de-semana na Ilha Terceira, nos Açores.

Ao abrigo dos regulamentos, os dois jogos, da terceira e quarta jornadas do campeonato da Liga, disputar-se-ão, em datas ainda a designar, no Dragão Caixa, no Porto.



in "fcp.pt"

JUNIORES B GOLEIAM SANJOANENSE

A equipa Sub17 do FC Porto venceu este domingo no terreno da Sanjoanense por 4-0. Os golos foram apontados por Vítor (33m), Raul (46m), Ivo (58m) e Tomás (76m). A formação orientada por Nuno Capucho mantém-se na frente da série B do campeonato nacional, a par do Boavista, com 28 pontos.

O FC Porto alinhou com João Costa, Marcelo, André Ribeiro, Tomás Podstawski «cap.», Luís Rafael, Vítor, Raul, Belinha (Nuno Santos, 67m), André Silva (Francisco Ramos, 48m), Graça (Francisco Costa, 48m) e Ivo.



in "fcp.pt"

JUNIORES C JÁ TÊM 14 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE O SEGUNDO

A equipa Sub15 do FC Porto somou a 11.a vitória em 11 jornadas da primeira fase do "Nacional" de Juniores C, ao derrotar, este domingo, o Feirense, por 2-0, no relvado sintético da formação de Santa Maria da Feira.

José Pedro e Luís Mata apontaram, ainda na primeira parte (aos 11 e aos 13 minutos), os dois golos da partida, que permitiram à equipa orientada por António Folha ampliar para 14 pontos a vantagem sobre o segundo classificado, que é agora o Paços de Ferreira, com 19.



in "fcp.pt"

Internacionais baralham tudo

Vítor Pereira vai treinar durante nove dias com cerca de uma dúzia de jogadores do plantel principal, quatro dos quais (Helton, Maicon, Fernando, Belluschi) titulares no empate em Olhão. Durante esses dias, serão 13 os internacionais ao serviço das respectivas selecções - metade do plantel -, pelo que o treinador azul e branco será forçado a gerir o grupo tendo em conta três jogos fundamentais que lhe surgem pela frente. A 19 de Novembro, o FC Porto defronta a Académica, na Taça de Portugal. Guarín, James e Sapunaru chegam apenas dois dias antes e deverão ser cartas fora do baralho. Aliás, Vítor Pereira só poderá começar a contar com a maior parte dos internacionais (Moutinho, Rolando, Alex Sandro, Hulk, Kléber, Álvaro Pereira, Cebola, Defour e Mangala) apenas três dias antes do jogo com os estudantes. Gerir as viagens e o desgaste físico de cada um será fundamental, até porque a deslocação à Briosa, num jogo a eliminar, implica um peso a não menosprezar para o técnico, que não poderá deixar de ter em conta as consequências de outra viagem não menos importante a Donetsk, quatro dias depois, para nova cartada decisiva contra o Shakhtar, na Champions.
Fucile e Iturbe têm vindo a recuperar das respectivas lesões e são fortes candidatos para o jogo da Taça de Portugal. Walter, suplente em Olhão, também voltará a ter uma palavra a dizer, até porque não está inscrito na Champions. Do mesmo modo, Djalma, que defronta o Sporting uma semana antes, também será outra opção a considerar. O lado esquerdo da defesa surge como um dos sectores que mais dúvidas suscitará por essa altura e a opção dependerá muito do estado de Álvaro Pereira e Alex Sandro. O brasileiro, que joga um dia antes do uruguaio, poderá estar em vantagem...
Contra o Shakhtar, Vítor Pereira poderá "reforçar" o onze em quase todos os sectores com unidades poupadas em Coimbra, uma vez que só uma vitória interessa ao FC Porto para tentar ainda o apuramento para os oitavos-de-final da Champions. As opções para a recepção ao Braga só poderão ser medidas a partir daí.

Brasileiros juntam-se em Frankfurt

Hulk, Kléber e Alex Sandro viajam hoje do Porto para Frankfurt, na Alemanha, onde vão juntar-se à equipa técnica brasileira liderada por Mano Menezes e aos eleitos para estes dois particulares. A comitiva verde e amarela segue para o Gabão a meio da tarde. O primeiro treino está marcado para o dia seguinte, no Estádio Augustin Monedan. Quinta-feira, o Gabão mede forças com o Brasil, que segue para Doha, no Catar, na sexta-feira à noite, para novo jogo de preparação.

Álvaro integra hoje estágio do Uruguai

Álvaro Pereira é aguardado hoje em Montevideu para integrar o estágio da selecção do Uruguai, devendo começar a treinar com os campeões sul-americanos a partir de amanhã. Cristian Rodríguez, que não foi convocado para a deslocação do FC Porto a Olhão, aproveitou para viajar mais cedo. Os uruguaios jogam com o Chile na corrida para o Mundial'2014 e depois viajam para Itália, onde disputam um particular com os transalpinos. O dia de ontem foi de trânsito intenso a partir do Porto e James Rodríguez também já está na Colômbia.

in "ojogo.pt"

Novembro escaldante no dragão

Vítor Pereira continua a ser o treinador do FC Porto. O empate em Olhão deixa-o mais fragilizado, mas ainda no comando das operações e será ele a orientar o treino, esta manhã, quando a equipa regressar ao trabalho. A competição interna vai parar por causa das selecções, regressando com grandes decisões para o FC Porto, tudo no espaço de uma semana, entre os dias 19 e 27 deste mês. Muito do futuro da equipa, mas também de Vítor Pereira, joga-se nas três partidas que se seguem: Académica (Taça), Shakhtar (Champions) e Braga (Liga).
São três provas distintas, mas com a mesma margem de manobra mínima. A contestação externa ao treinador portista não pára de aumentar e pode chegar a um ponto sem retorno. Ainda que o FC Porto não tenha por hábito despedir treinadores a meio da época na era de Pinto da Costa: foram apenas três (Ivic, Octávio e Fernandez - Quinito saiu por vontade própria). Destes só Ivic não passou o Natal e o "réveillon" na cadeira de sonho, tendo saído em meados de Dezembro. Octávio Machado e Victor Fernandez saíram em Janeiro.
Porém, não é este dado estatístico que vai ditar o futuro de Vítor Pereira, mas sim os resultados nos tais três jogos que se seguem. Em Coimbra, é a eliminar e não há volta a dar: se o FC Porto quiser chegar pela quinta vez consecutiva ao Jamor e tentar o inédito "tetra" na Taça de Portugal tem de vencer. Uma eliminação prematura na competição deixará o treinador à beira do precipício e a equipa com menos um objectivo a atingir. Com outra particularidade: Pedro Emanuel é o treinador da Académica e tem uma palavra importante a dizer na continuidade do seu antigo companheiro de equipa técnica no Dragão. O número 3 da hierarquia com Villas-Boas pode colocar ainda mais em brasa o lugar do antigo número 2.
Segue-se a Liga dos Campeões, onde os resultados têm acompanhado a (falta) qualidade das exibições. Com apenas quatro pontos, o FC Porto não pode voltar a falhar sob o risco de dizer já adeus a três milhões de euros e à fase a eliminar da Champions. Além disso, uma nova derrota, agora com o Shakhtar, permitiria aos ucranianos passar os portistas, relegando-os para o último lugar, o único que significa o fim da competição na Europa em Dezembro. Um golpe que seria duríssimo para as finanças do clube, mas sobretudo para o ego de uma equipa habituada a acompanhar os "tubarões" até tarde na época.
A terminar, o Braga visita a Invicta, no dia 27. Além de toda a importância desportiva, acrescenta-se um dado perverso: as últimas chicotadas psicológicas no reino azul e branco têm o dedo dos minhotos. Octávio Machado (2002) foi eliminado da Taça pelo Braga e ditou a sua sentença, apesar de ainda ter feito mais um jogo, com o Boavista antes de sair; Victor Fernandez (2005) foi despedido após perder com o "Arsenal" português.

Só Adriaanse falhou os oitavos

Desde 2000, só por uma vez o FC Porto não ultrapassou a fase de grupos da Liga dos Campeões, descontando, obviamente, as três épocas em que disputou a Liga Europa/Taça UEFA. Foi em 2005/06, quando era orientado por Co Adriaanse, conseguindo apenas uma vitória e dois empates nas seis jornadas. Cinco pontos que significaram o último lugar do grupo, atrás do Inter de Milão, do Glasgow Rangers e do modesto Artmedia, da Eslováquia. A época europeia acabou em Dezembro, mas o holandês acabou por ganhar a Liga e a Taça em Portugal.

in "ojogo.pt"

Varela falha treino matinal

VÍTOR PEREIRA CHAMA "REFORÇOS"



Depois do empate com o Olhanense (1-1), o FC Porto regressou esta segunda-feira aos treinos com várias ausências.
Além dos lesionados Fucile, Sapunaru, Iturbe e Emídio Rafael, e dos jogadores que rumaram às respetivas seleções, destaque para a ausência de Varela que não subiu ao relvado do Olival com os restantes companheiros de equipa.
Para colmatar as "faltas", Vítor Pereira chamou oito jogadores dos escalões inferiores: Mikel, Ebo, Leandro, Tomás, Gonçalo, Frederic, Adriano e Caio.
Da equipa principal, o técnico só contou com Helton, Otamendi, Maicon, Belluschi, Souza e Walter.
ín "record.pt"

"Chip" não foi trocado e a resposta falhou

NÃO RECUPERARAM DO DESAIRE EUROPEU



Trocar o “chip” da Champions para a Liga Zon Sagres, de forma a que os efeitos do desaire em Nicósia não se fizessem sentir em Olhão, era um dos grandes desafios a que se tinha proposto Vítor Pereira para este jogo, só que esse objetivo falhou redondamente. Pela primeira vez esta época, os campeões nacionais não conseguiram dar uma resposta categórica a nível interno, depois de um resultado negativo na Liga dos Campeões.
Na sequência da derrota por 2-1, no Chipre, o FC Porto cedeu mais dois pontos no campeonato, mostrando-se incapaz de derrubar a muralha defensiva do Olhanense.
~in "record.pt"

Choque de sectores

ATAQUE E DEFESA EM CONTRACICLO CAUSAM AFLIÇÃO



O ataque e a defesa do dragão não se entendem. Quando um dos sectores está bem... é o outro que vacila. Assim, sem surpresas, nesta evolução às avessas do rendimento de cada um dos blocos é inevitavelmente a equipa, e os seus resultados, que mais se ressentem.
O encontro de Olhão deu sinais inequívocos neste sentido. A um ataque sem ideias nem capacidade para criar assiduamente ocasiões de golo, contrapôs-se uma defesa que, não obstante algumas imprecisões, chegou ao final dos 90 minutos com o seu primordial objetivo cumprido: zero golos sofridos. No entanto, estes são dados comprovados por uma tendência recente com episódios percetíveis na partida do Chipre, diante do Apoel...
in "record.pt"

Iturbe quase a regressar

Iturbe está na via do regresso ao trabalho em grupo, após paragem forçada por lesão - fractura no cotovelo esquerdo na deslocação a Sintra, para a Taça de Portugal, onde o dragão goleou (8-0), o Pêro Pinheiro. 

Operado, o argentino tem vindo a evoluir sem pressa e a recuperação avança de forma favorável, admitindo-se que até ao início da próxima semana surja em acção nas manobras colectivas, depois de ter iniciado há dias um período de treino condicionado.


in "abola.pt"

domingo, 6 de novembro de 2011

Tantos pontos perdidos como na época passada

Com o empate de ontem, em Olhão, o FC Porto subiu para 6 o número de pontos perdidos neste campeonato. Um valor que já seria preocupante, tendo em conta que está cumprido apenas um terço da competição, mas que ganha especial destaque pelo facto de igualar os pontos cedidos em toda a época passada.
Em 30 jornadas, a equipa de André Villas-Boas cedeu somente três igualdades (V. Guimarães, Sporting e Paços de Ferreira). Nesta altura, os campeões nacionais já contabilizam três empates (Feirense, Benfica e Olhanense).
in "record.pt"

Desejo de Kléber esbarrou no Incrível

PEDIDO PARA MARCAR PENÁLTI SEM EFEITO



Assim que sofreu falta de Maurício, Kléber praticamente suplicou a Hulk que o deixasse converter a grande penalidade.
Quase pareceu uma premonição do que viria a suceder, dado que a conversão das bolas paradas está previamente definida e a ânsia do ex-Marítimo em marcar num encontro em que recuperou a titularidade na Liga não explica tudo.
Todavia, o camisola 11 ainda não possui estatuto dentro do grupo que lhe permita subverter o que se encontra alinhavado.
in "record.pt"

Adeptos incentivam na chegada à Invicta

APÓS EMPATE DIANTE DO OLHANENSE



Após o empate (0-0) registado no Algarve diante do Olhanense, foi com grande tranquilidade que a comitiva do FC Porto chegou ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.
No local estavam apenas uma dezena de adepos que, ao invés de criticarem e insultarem os jogadores e treinador, optaram por incentivar a formação orientada por Vítor Pereira.
Cânticos como “FC Porto campeão” foram ouvidos durante a passagem da comitiva, que seguiu diretamente para o autocarro, que transportou os jogadores para o Dragão.
Depois de cumprirem dois dias de folga, os dragões só regressam aos treinos na próxima terça-feira às 10 horas, no Olival.
in "record.pt"

Sem tirar o pé do acelerador

Em Braga, o FC Porto marcou cedo, voltando a exibir-se a um ritmo frenético, com uma amplitude de jogo que os minhotos não tinham como contrariar e que terminou com uma vitória dos homens de Tó Neves por 7-2.
A equipa de Vítor Silva, que, com um empate, tinha travado o Benfica em casa logo na primeira jornada, concedeu demasiados espaços ao decacampeão e pagou com uma derrota expressiva. Já vinha de um resultado negativo dos Açores, uma deslocação que deixa sempre marcas na condição física, e, ao tentar assumir o controlo do jogo, foi apanhada na sua própria armadilha. Agradeceu o FC Porto, que se lançou com eficácia no contra-ataque e após a vantagem por 4-0 sentiu que dificilmente seria surpreendido em Braga.
Na segunda parte, a velocidade do jogo, num rinque complicado, resultou num avolumar de faltas e de situações de bola parada, que poderiam ser proveitosas para o Braga, não tivesse o anfitrião falhado quatro livres-directos e dois penáltis. Os minhotos continuam com problemas na finalização, embora ontem Edo Bosch e Nélson Filipe tenham sido dois gigantes na baliza do FC Porto.
Os dragões recebem o Riba d'Ave no próximo fim-de-semana, enquanto o Braga se desloca a Almeirim. No dia 19, a campanha europeia começa para o FC Porto, que receberá o Liceo da Corunha na primeira jornada do Grupo C da Liga Europeia.

Figura
Pedro Gil | Com as ganas do costume

Depois da homenagem que lhe prestou o Real Madrid, Pedro Gil entrou em rinque com a alma que o distingue como o melhor entre os melhores avançados do mundo. Marcou dois golos e esteve omnipresente, mas a verdadeira figura foi este colectivo de Tó Neves.

Declarações

"Com a nossa inexperiência, quisemos jogar de igual para igual e não o devíamos ter feito. Aí, o FC Porto jogou a seu bel-prazer. E parece que regressou o Edo Bosch de há uns anos"
Vítor Silva, treinador HC Braga
"O jogo valeu pela primeira parte. Na segunda parou-se muito e jogou-se pouco. Não me agradou. A partir do momento em que marcámos construímos o nosso jogo"
Tó Neves, treinador FC Porto

in "ojogo.pt"

João Moutinho: "Merecíamos ter ganho o jogo"

Depois da derrota em Chipre, para a Liga dos Campeões, o FC Porto cedeu dois pontos no campeonato. Para Moutinho, o resultado foi injusto. "Fizemos uma boa partida e controlámos do princípio ao fim. Por aquilo que fizemos, merecíamos ter ganho", sublinhou. Na sua opinião, a grande penalidade falhada por Hulk marcou o jogo. "Foi uma oportunidade que infelizmente não conseguimos concretizar, mas acontece", justificou, sem deixar de reconhecer mérito ao Olhanense. Evidente foi a falta de confiança do FC Porto, algo que não refutou. "Tem a ver com os resultados, que não nos têm sido favoráveis", explicou, apontando desde logo o remédio para contrariar este momento menos bom: "Temos de continuar a trabalhar da mesma maneira, como hoje, e a lutar do primeiro ao último minuto pela vitória." Com este empate, a paragem do campeonato que se segue acaba por não ser favorável. "Depois de um resultado menos conseguido, queríamos ter logo um jogo para recuperar, mas o calendário é assim, temos de trabalhar para estar na nossa máxima força", concluiu.


in "ojogo.pt"

Vítor Pereira: "O líder confia em mim"

Vítor Pereira "não estava à espera do empate" depois de ter visto um FC Porto "a trabalhar muito durante o jogo para conseguir outro resultado". Por isso não considera que o seu lugar esteja em risco. "Continuo a sentir total confiança da estrutura, dos jogadores. Temos um grande líder que sabe por que me escolheu e que confia em mim", frisou, apelou para o "carinho e apoio dos adeptos"
Se houve falhas em Olhão, não foi por falta de empenho . "Tentámos, lutámos de todas as maneiras possíveis, por isso não posso apontar nada à equipa", sublinhou Vítor Pereira, apontando o dedo a João Capela, "que não teve uma noite feliz", explicando porquê: "Maurício, que fez o penálti, deveria ter sido expulso, e houve mais um penálti que ficou por assinalar. Além disso, deixou o tempo correr com o jogo parado." A atitude do Olhanense, "com muita gente atrás da bola", obrigou o FC Porto "a encontrar alternativas, que resultaram em cruzamentos perigosos e em várias situações na cara do guarda-redes".
O FC Porto "perdeu um penálti", mas Vítor Pereira não condenou Hulk por tal, nem pelas oportunidades perdidas. "Estamos a trabalhar todos como equipa para melhorar a nossa qualidade de jogo", reagiu, garantindo que a "equipa está unida e coesa, com alma e qualidade no jogo, tanto que o adversário quase não teve bola." Confessou ainda que os jogadores "ficaram destroçados e tristes".

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Sem consenso

Na análise do denominado caso do jogo, protagonizado por Mexer, Jorge Coroado e Paulo Paraty entendem que não houve motivos para ser assinalada grande penalidade, enquanto Pedro Henriques defende que João Capela falhou ao deixar passar o lance. Sobre o lance aos 74', Coroado e Pedro Henriques consideram que o internacional de Lisboa avaliou mal - ficou por assinalar grande penalidade -, mas Paulo Paraty acha que não.
Momento mais complicado

19'
Mão na bola ou bola na mão de Mexer na área do Olhanense? Penálti?
Jorge Coroado
+
Bola na mão. O remate foi feito de perto, e o jogador do Olhanense não fez gesto deliberado em direcção ao esférico. O árbitro esteve certo no juízo efectuado.
Pedro Henriques
-
Após a marcação de um canto, Maicon desvia a bola de cabeça e Mexer, de forma deliberada, intercepta a bola com o braço. Infracção passível de grande penalidade.
Paulo Paraty
+
É uma decisão difícil para João Capela, que não terá tido o melhor ângulo, mas aceito a sua decisão, uma vez que o braço de Mexer está numa posição de acordo com a acção do seu movimento e a bola é desviada pelo seu adversário de muito perto.
Outros casos
2'
Bem assinalada a grande penalidade, por falta de Maurício sobre Kléber?
53'
Golo invalidado ao FC Porto. Houve mesmo falta de Rolando sobre o guarda-redes Fabiano?
74'
Mexer faz falta passível de grande penalidade sobre Hulk?
Jorge Coroado
+
Maurício carregou Kléber em zona proibida. O jogador do Olhanense efectuou um movimento com o corpo, empurrando o adversário. Grande penalidade inequívoca que o árbitro, hesitando, assinalou.
+
Houve. Rolando saltou sobre o guarda-redes, impedindo-o de jogar a bola, o que é punido com livre directo. Correcta, a decisão do árbitro.
-
Com a perna direita, Mexer tocou na coxa esquerda de Hulk, desequilibrando-o e impedindo-o de jogar a bola correctamente. Grande penalidade por assinalar e cartão amarelo por exibir.
Pedro Henriques
+
Maurício carrega e empurra, pelas costas, Kléber, quando este ia isolado para a baliza. Grande penalidade correctamente assinalada, e faltou cartão vermelho por corte de clara oportunidade de golo.
+
Golo correctamente anulado a Mangala, pois Rolando, ao saltar, carrega Fabiano dentro da sua área de baliza. Lance correctamente punido com livre directo.
-
Em movimento rápido, não é perceptível a infracção, mas com acesso às repetições vê-se que Mexer, com a perna direita, toca e derruba Hulk. Uma grande penalidade (de televisão) que ficou por marcar.
Paulo Paraty
+
Já com a bola controlada, Kléber é carregado pelas costas por Maurício, que não tem nenhuma hipótese de chegar à bola. Correcta avaliação técnica de João Capela.
+
Rolando, que tão-pouco disputa a bola, carrega Fabiano, impedindo-o de disputar o lance. Nem sequer é importante que tenha ocorrido na área de baliza.
+
Hulk serpenteia e força a passagem entre os dois defesas do Olhanense, acabando por cair. Há um choque com Mexer pelo qual nenhum dos dois jogadores é responsável.
Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo simples, mas arbitragem difícil. Muitas interrupções sem razão, advertências sem conexão. Mostrou não merecer o estatuto que tem.

Pedro Henriques
Revelou uma grande disponibi-lidade física e boa coordenação com os assistentes. Contudo, algumas decisões técnicas prejudicaram a sua actuação.

Paulo Paraty
João Capela tem três decisões que poderão sempre ser discutíveis, porque foram complicadas. O seu controlo disciplinar é aceitável, tal como o seu desempenho global.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um


Helton 5
Noite tranquila e com registo para apenas uma defesa fácil, a remate de Wilson Eduardo (78').

Maicon 4
Surpresa no lado direito. Durante a primeira parte, limitou-se a cumprir defensivamente. Mais tarde, quando Vítor Pereira lhe pediu para arriscar no ataque revelou dificuldades naturais para criar desequilíbrios.

Rolando 5
Não teve um adversário directo para marcar e, por isso, nunca esteve muito exposto ao perigo. Manteve sempre a serenidade, mesmo nos momentos mais complicados.

Mangala 4
Conseguiu alternar com uma facilidade assustadora o excelente com o mau. Ganhou quase todos os duelos individuais, mas somou disparates que revelam a sua inexperiência. Podia ter marcado no arranque da segunda parte, mas o cabeceamento saiu enrolado e por cima.

Álvaro Pereira 5
Passou o jogo a cruzar para ninguém, sem que este facto seja propriamente um aspecto negativo da sua exibição - pode até especular-se que faltou Falcao na área... Sobrou-lhe o mérito de ter tentado oferecer profundidade ao flanco esquerdo.

Fernando 6
Voltou a revelar que atravessa um bom momento, tendo sido agressivo a atacar os lances e eficaz na missão que lhe esteve reservada. Não pode ser ele o culpado da ineficácia ofensiva, embora até tenha tentado empurrar a equipa para a frente. Saiu (70') quando Vítor Pereira decidiu arriscar.

Belluschi 3
Foi quase sempre amarrado pelos adversários e quando se libertou errou os passes, alguns deles de uma forma displicente. Foi um dos elementos mais inconstantes e estragou muito jogo. A sua substituição (70') só pecou por tardia.
Moutinho 5
Está longe de fulgor da época passada, mas ninguém o pode acusar de não ter dado tudo. Pouco esclarecido na fase de construção, demonstrou atitude e vontade de inverter o rumo dos acontecimentos.
Hulk 4
Assinou uma exibição estranha no dia em que voltou a ter o cabelo escuro. Começou por falhar um penálti e ainda teve mais duas oportunidades para marcar na segunda parte (48' e 64'). Exagerou nos lances individuais, sobretudo porque sentiu a impotência da equipa para resolver os problemas.

James 5
Regressou à titularidade e esteve longe de uma boa exibição. Procurou em demasia os espaços interiores e raramente conseguiu dar uma sequência lógica aos lances. Foi apanhado pela teia de complicações tácticas em que se transformou a equipa, tendo tido o mérito de nunca se ter escondido.

Kléber 3
Uma completa nulidade. Foi sempre um corpo estranho à equipa e nunca chegou a incomodar os adversários. De positivo, só o penálti que ganhou logo nos minutos iniciais.

Walter 3
Não trouxe nada de novo ao jogo, limitando-se a manter a mediocridade no centro do ataque.

Defour 3
Entrou para tentar aumentar o ritmo da circulação de bola. Sem sucesso.
G
uarín 3
Tal como Defour, limitou-se a mastigar ainda mais o jogo da equipa.

in "ojogo.pt"

Não é preciso falar grosso para tirar o pio ao campeão

O murro de Vítor Pereira na mesa do Olival teve uma magnitude irrelevante para ecoar nas quatro paredes do balneário. Nem o FC Porto cresceu, nem o Olhanense se amedrontou e o único susto que se viu no Algarve foi mesmo o futebol do campeão. Pálido, amorfo, titubeante. Todo o oposto da equipa que o treinador pintou no seu discurso, o que nos remete para um dilema: ou o campeão perde cor do dia para a noite ou a crise existe mesmo.
Até o preto e o branco parecem oferecer demasiados tons para esta caricatura de futebol. Em vésperas de um Braga-Benfica e de uma paragem que vai congelar a Liga durante três semanas, viu-se em Olhão uma equipa a bater o dente e que nunca aqueceu o seu jogo. O nulo do resultado é o espelho da nulidade de ideias do dragão e, há que admiti-lo, das vistas curtas de um Olhanense que, nesta terra de cegos, só precisava de um olho para ser rei. Daúto festeja o pontinho, enquanto Vítor Pereira está nas mãos de um deslize do Benfica para manter viva uma das suas poucas verdades que ainda não caiu por terra e que lhe permite gritar, por ora, que os outros não estão melhores.
E que mal está este FC Porto, que até podia aproveitar o empurrãozinho de Maurício para embalar para uma vitória confortável, como afinal tinham sido as suas últimas neste José Arcanjo (3-0 nos últimos dois anos). Fabiano levantou a voz a Hulk e, abafado o melhor jogador do campeão, toda a equipa piou fininho. Bastava ao Olhanense marcar com as mãos nos bolsos, tal a lentidão de processos dos portistas, cujo grito de revolta esbarrava em ideias confusas e em ataques mortos à nascença e de pais incógnitos.
Como Nuno Piloto e Cauê ataram cordas a Moutinho e Belluschi, o dragão teve de rever o seu processo de construção, mas Álvaro Pereira era tenrinho para Mexer e Salvador Agra e Maicon, inventado à direita, confundia cruzamentos com alívios de cada vez que passava o meio-campo. Autoritários, André Pinto e Maurício pareciam os reis do recreio perante o imberbe Kléber e só mesmo Hulk ou James podiam dar um safanão no jogo. O sólido Olhanense nunca cairia aos pontos, pelo que só uma esquerda inspirada poderia ditar o vencedor por KO, mas os pesos pesados do dragão andam encostados às cordas enquanto o treinador grita, do lado de fora, que é o adversário quem está a espernear.
Só o intervalo pareceu ser bom conselheiro para uma equipa que, verdade seja dita, entrou com atitude em ambas as partes. O problema é que o campeonato não se ganha com a Legião da Boa Vontade e, bem espremidinho, o futebol portista vale muito pouco e perde o prazo num abrir e fechar de olhos. A bola queima e as ideias vindas do banco só confundem, ora pedindo à equipa para projectar os laterais e obrigar o Olhanense a alargar para abrir espaços, ora afunilando tudo outra vez com mais dois médios para o barulho e os centrais a subirem para um chuveirinho que fizesse a vitória cair do céu.
Sim, o FC Porto quis ganhar o jogo. Inquestionável. Mas uma equipa é julgada por factos e não por intenções e as ocorrências são já demasiado flagrantes para que possa colher a tese de que está tudo bem. Por muito que as épocas não se repitam, é inegável que o dragão recuou do 80 ao 8 depois de Vítor Pereira ter resumido a sua tarefa, no início da época, a uma frase lacónica: "O meu papel é não estragar o talento que tenho em mãos".

in "ojogo.pt"

Olhanense-F.C. Porto, 0-0 (crónica)

O F C Porto não conseguiu vencer o Olhanense e voltou a evidenciar a carência de credenciais que o fizeram campeão na pretérita temporada. 

Contra um Olhanense de contenção, que deu a iniciativa à equipa de Vitor Pereira, o nulo registado acaba por se adequar ao que foi o jogo e mostrou o momento (menos bom) por que passam os dragões.

Carácter e entrega, só o treinador Vitor Pereira poderá avaliar. Quanto à qualidade de jogo essa anda ausente e foi visível, principalmente na primeira parte. Não só a Vitor Pereira, que já a tinha detectado frente ao Apoel, mas também a quem viu o jogo. E nesse aspecto, é enorme a diferença para o F C Porto campeão da época passada. Hulk não aparece, Moutinho e Belluschi vão pelo mesmo caminho. Sobraram Fernando, o mais inconformado, Álvaro Pereira e James Rodriguez. E foi por aí que existiu o F C Porto no ataque na primeira parte. Kléber ficou esquecido. Não só nesta impressão como pela equipa. Teve pouca bola. Pela primeira parte, é natural que se dê azo a folclore, como disse Vitor Pereira na antevisão ao jogo.

Assim, foi fácil, na primeira parte, aos algarvios terem passado por poucos sobressaltos. Fizeram por isso, mas a história também poderia ter sido bem diferente. Hulk falhou uma grande penalidade a abrir a partida (Fabiano Freitas defendeu, o que, se a bola entrasse, poderia mudar tudo. 

Foi aos três minutos e os dragões tiveram tempo mais do que suficiente para emendar. Mas tal não aconteceu e, só mesmo durante o minuto de compensação dado pelo árbitro, o campeão ameaçou a baliza dos algarvios. Pelo meio, muita posse de bola dos nortenhos, muita atenção dos algarvios, com o jogo controlado. E com um ensejo para facturar: Mexer, dentro da área, desviou por cima da barra, na sequência de um canto.

Portitas com as orelhas a arder

Vítor Pereira deve ter sido duro na conversa que teve com os seus jogadores, durante o intervalo. Que entraram com tudo. E Hulk apareceu em jogo e, quando assim é, a qualidade é outra.

A bola começou a rolar com outras intenções nas proximidades da baliza algarvia. Hulk e Mangala, este por duas vezes e com um golo anulado por falta de Rolando sobre Fabiano Freitas, ameaçaram a baliza do Olhanense, que levou tempo a reagir ao impacto da entrada azul-e-branca. 

Só aos 62 minutos os de Olhão conseguiram subir e Wilson Eduardo rematou à baliza de Helton. Mas este também foi um dos momentos do jogo, com os dragões novamente a ausentarem-se em termos qualitativos. E, aos 78 minutos, Wilson Eduardo voltou a ameaçar, na última jogada de perigo latente junto a uma baliza.

Até ao final, o F.C. Porto tentou sair do zero. Mas sem qualidade é difícil.


in "maisfutebol.iol.pt"