sábado, 27 de novembro de 2010

FC Porto passeia contra húngaros


Os dragões bateram o Dunaferr por 10 golos de diferença na primeira mão da terceira eliminatória da Taça EHF.
O FC Porto, bicampeão português de andebol, venceu hoje os húngaros do Dunaferr por 10 golos de diferença (37-27), na primeira “mão” da terceira eliminatória da Taça EHF.
Num Dragão Caixa com cerca de 500 espectadores, os “azuis” e brancos” já venciam ao intervalo por 20-11.
A segunda “mão” desta eliminatória disputa-se igualmente no Porto, domingo.

in "sapo.pt"

É difícil ganhar a olhar para baixo


A última vez que o FC Porto ganhou ao Sporting entrando no clássico com uma vantagem avultada na classificação, José Mourinho ainda treinava os dragões e entre os marcadores de golos portistas esteve Hélder Postiga. Foi em 2003, no jogo que serviu de festa do título para a equipa azul e branca e de despedida a Paulinho Santos. Não que entretanto a equipa nortenha não tenha abordado outros clássicos a precisar de olhar bem para o fundo da tabela para encontrar o adversário - só que, nessas circunstâncias… perdeu sempre. Razão para André Villas-Boas reforçar a mensagem que tem feito passar aos seus jogadores: há desafios perigosos que chegam do fundo da tabela.

A última derrota portista no campeonato - os 3-0 em Alvalade, em Fevereiro último - surgiu num clássico em que os dragões entraram com uma vantagem de 14 pontos sobre os leões. De nada lhes serviu, como de nada lhes tinham servido os mesmos 14 pontos com que tinham distanciado o Sporting à 17ª jornada de 2007/08: nessa ocasião, os de Alvalade impuseram-se por 2-0. Aliás, mesmo a derradeira vitória do Sporting no Dragão surgiu na última vez que a equipa verde e branca se deslocou ao Norte com uma desvantagem próxima da dezena de pontos: aos nove pontos de atraso que registavam em 2006/07 responderam com a vitória por 1-0 e a reabertura do campeonato.

Nos últimos 20 clássicos entre estas duas equipas a contar para a Liga, o FC Porto entrou 12 vezes em vantagem, contra apenas quatro do Sporting (e outras quatro em que as duas equipas tinham os mesmos pontos); mas é curioso verificar que quatro das cinco vitórias leoninas neste período tenham sucedido em jogos em que o FC Porto entrara em vantagem pontual (a excepção é o 1-0 na abertura da época, em 2001) e que os dragões já não batem o Sporting estando à frente na tabela desde Abril de 2006, quando um golo de Jorginho quase sentenciou o título.

21h15

Sport TV1

Estádio José Alvalade
Árbitro Jorge Sousa [AF Porto]
Assistentes José Ramalho e José Luís Melo

in "ojogo.pt"

Emídio Rafael ganha a Fucile


Emídio Rafael deve ser o escolhido de André Villas-Boas para ocupar o lado esquerdo da defesa no clássico de Alvalade. Pelo menos foi ele o defesa testado no ensaio efectuado ontem à porta fechada, e é apenas nesse sinal que se baseia O JOGO. Aos 24 anos, o defesa prepara-se para cumprir o terceiro jogo da temporada e o primeiro no campeonato. Ou seja, está em vias de se estrear logo num clássico, traduzindo também a aposta mais arriscada do treinador face às opções disponíveis no plantel. Pelo percurso de Fucile, o uruguaio parecia ser a opção mais lógica para o lugar. Mas a exibição de Emídio Rafael em Moreira de Cónegos, elogiada pelo treinador na conferência de Imprensa de anteontem, e os ensaios ao longo da semana terão convencido Villas-Boas a dar-lhe a oportunidade num jogo de elevado grau de dificuldade. A posição confortável na classificação também ajuda a explicar a aposta algo surpreendente. Para trás ficou a hipótese de Álvaro Pereira recuperar a tempo da lesão sofrida no ombro esquerdo ao serviço da selecção. Apesar das boas indicações do uruguaio, o departamento médico preferiu resguardá-lo mais alguns dias.

Voltando a Emídio Rafael. Se a aposta em Fucile parecia mais consensual, também é verdade que não é propriamente uma novidade para o ex-jogador da Académica jogar em Alvalade. Na época passada, já com André Villas-Boas no banco, a equipa de Coimbra venceu o Sporting por 2-1 em Alvalade (18ª jornada); Emídio Rafael fez parte do onze e completou os 90 minutos. Foi também a primeira vez que defrontou o clube que o formou. Como se pode ver ao lado, Emídio Rafael é um dos vários jogadores do FC Porto formados em Alvalade. Hoje à noite, o defesa natural de Lisboa vai cumprir o 27º jogo no campeonato português.

in "ojogo.pt"

"Estes são jogadores à Porto e em Janeiro não sai nenhum"

Pinto da Costa esteve ontem no 40º aniversário da Casa do FC Porto em Lisboa e, a O JOGO, antecipou o clássico, confessando-se optimista. O presidente portista desviou-se da polémica em torno do regresso de João Moutinho a Alvalade e, admitindo que pode ceder jogadores menos utilizados já em Janeiro, disse também que, do núcleo duro de Villas-Boas, não sai nenhum. Quanto à diferença de comportamento em relação ao ano passado, além de elogios ao treinador deixou escapar que talvez alguns jogadores não estivessem de corpo e alma no clube. Bruno Alves e Raul Meireles foram os únicos a sair...
A propósito do regresso de João Moutinho a Alvalade, José Eduardo Bettencourt apelou à calma dos adeptos. Acreditou nesse apelo?
Não me vou meter nisso; são "fait divers". Viemos cá unicamente para um jogo de futebol contra uma equipa que respeitamos e vamos tentar ganhar.
Mas André Villas-Boas desconfiou das palavras do presidente do Sporting...
Passo ao lado disso.
Parece-lhe que uma vitória em Alvalade garante o título?
Não. Apenas ficarão a faltar menos três pontos e menos um jogo. Nada mais do que isso.
Está confiante nessa vitória?
Sim, estou. Aliás, estou sempre. Se não estivesse confiante com o que esta equipa está a fazer, quem haveria de estar?
Calculo que não abandonaria a tribuna se algo corresse mal, como fez Luís Filipe Vieira...
Não comento as atitudes dos outros. Cada um faz o que pensa e o que lhe apetece. Não tenho nada a ver com o que ele faz, nem ele tem nada a ver com o nosso comportamento.
Na equipa-base deste ano, Moutinho é a única novidade. Afinal mudou o quê?
Esta é uma equipa mais motivada, mais unida, mais à Porto. Eu disse no ano passado que teríamos um plantel à Porto e acho que o temos. A primeira condição para ser um jogador à Porto é estar de alma e coração no clube. No ano passado, se calhar nem todos estavam. Isto não é uma crítica, é uma constatação. Este ano, apesar de quase diariamente serem colocados noutros clubes, os jogadores, que até se riem disso, estão de alma e coração no FC Porto.
E pode garantir que nenhum sai em Janeiro?
Nem é preciso garantir. Poderá sair algum, mas nenhum daqueles que o treinador considera importantes e que estão a jogar. Pode é ser necessário garantir rodagem nalguns casos, mas ainda nem pensamos nisso. Só o faremos em Janeiro.
20 jogos, 18 vitórias, dois empates. Sinceramente, acreditava mesmo neste saldo?
É evidente que qualquer um torceria o nariz se lhe dissessem que, em 20 jogos, teria 18 vitórias e dois empates. Mas olhando para trás e para a forma como estamos a jogar, como o treinador os pôs a jogar e como o grupo está unido, se tivesse de puxar o filme atrás não vejo onde poderíamos ter perdido.

in "ojogo.pt"

Falcao: "Temos mais escolta do que o presidente!"


Parecia um filme de acção, e só faltavam mesmo Stallone e Schwarzenegger para completar o elenco: a entrada do FC Porto em Lisboa foi tudo menos discreta. Sete carros da polícia, três deles da polícia de intervenção, com homens de "shotguns" em riste para controlar o trânsito infernal nas rotundas e viadutos da capital. Qual cimeira da NATO, qual quê! Não se fecharam ruas para passar o autocarro portista, ao contrário do que aconteceu na visita de Barack Obama, mas quase. Os jogadores divertiram-se com a atenção dispensada, e Falcao quase que a relatou em directo usando o telemóvel e a já clássica ligação que mantém no Twitter. "Chegámos a Lisboa. Temos mais escoltas do que o presidente!", escrevia o colombiano, supondo-se que se referia à ainda fresca visita de Obama a Lisboa. Pinto da Costa, esse, seguia também no autocarro da equipa e até foi dos primeiros a sair, com poucos adeptos por perto, porque, diga-se, para chegar à porta do hotel era preciso furar uma muralha de polícias. Alguns lá conseguiram. A viagem foi tranquila e sem paragens.A acção só começou mesmo depois de passadas as portagens de acesso a Lisboa. No final, apesar do aparato nunca antes visto, tudo correu bem.

in "ojogo.pt"

Villas-Boas descodificado

TESE DO OBSERVADOR PORTISTA DANIEL SOUSA



André Villas-Boas foi um jogador modesto e incógnito, que nunca saiu do anonimato dos campeonatos distritais. Não tem a tarimba do balneário, mas também não se enquadra, por outro lado, na vaga dos técnicos com formação académica, já que terminou a sua escolaridade com o 12.º ano. O líder da Liga e um dos homens com maior impacte no plano mediático é um autodidata. Aprendeu com os melhores, absorveu conceitos, ganhou experiência e cimentou ideias próprias. Parte desse código futebolístico está vincado numa interessante entrevista que concedeu a Daniel Sousa, há cerca de ano e meio. Na altura, Villas-Boas era adjunto de Mourinho e contribuiu com as suas opiniões para a monografia realizada no âmbito da licenciatura em Desporto e Educação Física. Hoje, Daniel Sousa é observador da equipa técnica portista e um dos homens da confiança do treinador de 33 anos.
Record consultou o documento, no qual Villas-Boas teoriza sobre o futebol como espelho da sociedade. “Eu acho que a transição ofensiva e agressiva vai um bocado de encontro ao pânico e à velocidade do futebol atual, há pressão, em torno dos treinadores, de vencer, há pouca capacidade de pensar, como falávamos há bocado dos jogadores, há o sentido de urgência que o jogo atual tem… É tudo pânico, é tudo velocidade… E transmite um bocado a ideia do que é a sociedade atual”, teoriza, concluindo que um líder é confrontado com vários impulsos: “A pressão de vitória ou a pressão de um resultado sobre o treinador é decisiva.”
Esta é uma análise que vai de encontro a outra perceção. “Há muitos jogadores que não têm entendimento do jogo… Não conseguem ler o jogo… Penso que as coisas se tornaram para o jogador demasiado fáceis… Os salários são altos, a vida é boa”, enumera, resumindo: “Chegam ao jogo e não têm capacidade de concentração, não têm capacidade de pensar o jogo, não têm capacidade de ler o jogo.” O desafio de Villas-Boas, enquanto treinador, é fazer com que os atletas levem o cérebro para o relvado. É isso que o Guardiola consegue, nomeia: “Este Barça, neste momento, é jogadores que estão em constante pensamento, pensam no gesto técnico, pensam no movimento, sabem que conseguem chamar um adversário só com a posição da bola.” Villas-Boas prefere liberdade a gestos mecânicos. “A nossa forma de trabalhar leva à criatividade, trabalhamos muito a capacidade de decisão dos jogadores”, confessa, sem descurar situações de emergência: “Um botão de pânico que eles possam usar e saber que, em caso de dificuldade, podem pensar naquela combinação ofensiva que fizeram no treino ou que têm feito ao longo da época.”
Provocar
O Barcelona é uma referência na conceção de jogo do treinador, que contraria uma ideia feita do futebol moderno ao considerar que “há mais espaços do que aquilo que se pensa”. Na sua perspetiva, um conceito-chave para furar blocos baixos é provocar. “É o que a maior parte das equipas não sabe, não se compreende, é um aspeto do jogo que é essencial, nesta altura de equipas de bloco médio-baixo e de bloco ultracompacto, vais ter de aprender a provocar, é a bola que eles querem, a equipa tem de aprender a provocar com bola, com a condução da bola”, defende.
Em mais de 40 páginas de entrevista, Daniel Sousa e Villas-Boas discutem sistemas, princípios, métodos… O técnico revela as suas preferências, algumas das quais bem vincadas no seu ainda curto currículo. Por exemplo, quando fala de Ronaldo e de Messi, é impossível não fazer a ponte para o atual Hulk. “Quando a bola chega em amplitude ao Ronaldo e tens ali certeza de sucesso no 1x1 e tens a certeza de sucesso no cruzamento é um ponto de referência… Se disseres da mesma forma que a bola entra do Xavi para o Messi e no 1x1 com o lateral, tens ali certeza de sucesso”, nomeava há ano e meio. O discurso de Villas-Boas já continha grande parte das ideias postas em prática na transição para o lugar mais desejado. No Dragão, clube e treinador vivem em lua-de-mel.

in "record.pt"

Benfica no horizonte

PINTO DA COSTA ENTRE DRAGÕES DA CAPITAL


A Casa do Alentejo, mesmo em frente à velhinha sede do Benfica, foi o local escolhido pelos portistas da capital para receber Pinto da Costa e restante comitiva, composta por Reinaldo Teles (administrador da SAD) e Fernando Gomes (diretor de relações externas), por ocasião das comemorações do 40.º aniversário da Casa do FC Porto de Lisboa.
Tal como aconteceu com a chegada da comitiva à capital, a PSP manteve-se sempre atenta, tendo colocado uma mão-cheia de agentes junto ao local, embora com uma atitude discreta. Salvo algumas provocações de adeptos rivais que se encontravam por perto, tudo se passou de forma ordeira. Pinto da Costa tinha à sua espera mais de três centenas de adeptos (a sala não tinha capacidade para mais), entre os quais dois ex-jogadores que vestiram a camisola do clube em finais da década de 90 (Chainho e Rodolfo). Atualmente ambos desempenham funções no Dragon Force.
Na véspera do primeiro clássico que o FC Porto disputa na capital, na era André Villas-Boas, o presidente dos dragões pretendeu juntar toda a família à volta da equipa.

in "record.pt"

Onze minutos de raiva. Artur e Rodolfo expulsos

Em Abril de 1978, o lateral do Sporting e o capitão do FC Porto viram o vermelho directo aos 11'... e saíram abraçados do relvado


No Restelo, um grupo de adeptos do Belenenses entra em fúria, depois do 0-0 com o Estoril. À falta de vitórias há cinco jogos, uns quantos sócios inconformados tentam agredir o treinador António Medeiros no parque de estacionamento. Indignada, a direcção do Belenenses considera-se demissionária, enquanto os jogadores da craveira de Delgado, Alexandre Alhinho, Norton de Matos e Artur Jorge, ameaçam com greve. "Se não demovermos a direcção, no jogo com o Feirense [o próximo jogo do Belenenses em casa] terão de jogar com os jumentos que arranjaram esta situação", provocou Medeiros. Não foi preciso recorrer aos jumentos, porque a direcção não se dissolveu. Mas o Belenenses passou uma semana desagradável, agravada pela tareia de 6-0 nas Antas, uma semana depois.

Nessa goleada, o FC Porto ficou privado do concurso do seu capitão Rodolfo pela primeira vez na época. E porquê? Porque enquanto os adeptos do Belenenses insultavam António Medeiros no Restelo, o líder FC Porto ganhava em Alvalade ao quinto classificado Sporting por 3-2. Antes dos cinco golos, o árbitro setubalense Raul Nazaré expulsou dois jogadores aos 11 minutos. Precisamente o capitão portista Rodolfo, mais o lateral--direito sportinguista Artur Correia. Tudo começou com uma troca de empurrões entre Artur e Gomes. O árbitro tentou serenar os ânimos, mas... "Eu é que fui lá", conta Rodolfo. "Como capitão, tentei acalmar os dois mas o sr. Nazaré estava cheio de medo e expulsou-nos ridícula e lamentavelmente."

A versão de Artur Correia é ligeiramente diferente. "Aquele Rodolfo... Só não lhe dei um murro naquele instante porque... sei lá porquê. Não calhou. Mas, acto contínuo, ele esticou-me a mão e saímos do relvado abraçados um ao outro e até fomos aplaudidos pelos adeptos."

Esses aplausos viraram rapidamente em assobios, porque o Sporting foi ao fundo com uma derrota que o tirou irremediavelmente da corrida pelo título nacional. Gomes, que nem sequer ainda era Bota de Ouro quanto mais bibota, marcou aos 18'' e aos 39''. Pelo meio, Meneses empatou de penálti aos 33''. Na segunda parte, Manoel fez o 2-2 aos 57'' mas Duda fixou o resultado aos 70''.

Como castigo, Rodolfo e Artur foram suspensos por dois jogos e só voltariam aos relvados na 24.a jornada. Na época seguinte, o reencontro dos dois em Alvalade, e Rodolfo foi novamente expulso. Agora a 11 minutos do fim, e com duplo amarelo. O jogo, esse, terminou empatado a zero, com um penálti defendido por Torres a remate de Manuel Fernandes, que mereceu os mais variados comentários (irónicos, claro) de Pinto da Costa sobre o critério da nomeação dos árbitros. Nesse caso, foi outro setubalense a apitar: Marques Pires.


in "ionline.pt"

Fucile substitui Álvaro Pereira no onze do F. C. Porto


A maior surpresa da convocatória do F. C. Porto acabou por ser Walter e não Álvaro Pereira. Ambos ficaram de fora, mas a ausência do uruguaio era quase um dado adquirido.
 
Já o afastamento de Walter não pode passar em claro. É que o avançado até tinha sido titular em Moreira de Cónegos. Para o clásssico foi preterido o brasileiro, mas também Ukra, Castro, Sereno e Kieszek, todos convocados para o último jogo, relativo à Taça.
Como era esperado, Villas-Boas chamou Fernando e Varela, libertos de arrelias clínicas e prontos a serem lançados no onze. A equipa inicial não deve conter qualquer novidade, residindo a única interrogação no lugar de defesa-esquerdo.  Fucile e Emídio Rafael são os candidatos, todavia a experiência do uruguaio deverá ser decisiva para a escolha do técnico.
Helton, para a baliza, a par de Otamendi e Cristian Rodríguez, para o banco, são outras das entradas a assinalar na convocatória.

in "jn.pt"

Barcelona é o melhor clube da década, FC Porto melhor português

A Federação de História e Estatística do Futebol (IFFHS) divulgou esta sexta-feira o ranking dos melhores clubes europeus da década, uma lista liderada pelo Barcelona


Os “blaugrana” somam 2459 pontos quando faltam três meses para o fim do período em análise, que compreende as temporadas de 2001 a 2010.

O Manchester United é segundo classificado nesta tabela, a pouca distância, com o Liverpool a ocupar o terceiro posto. O FC Porto é o melhor clube português do ranking, surgindo no 14.º posto. Sporting (26.º), Benfica (43.º) e Sporting de Braga (89.º) completam a representação portuguesa no top-100.

O ranking da IFFHS é elaborado com base num sistema de pontos diferenciado para as competições continentais de clubes. Por exemplo, na Liga dos Campeões, uma vitória vale 14 pontos, um empate sete e uma derrota zero. Na Liga Europa um triunfo vale 12 pontos e um empate seis.

Ranking
1. FC Barcelona, 2.459 pontos
2. Manchester United, 2.436
3. Liverpool, 2.362
4. Arsenal, 2.348
5. Inter de Milão, 2.275
6. AC Milan, 2.237
7. Bayern de Munique, 2.231
8. Real Madrid, 2.168
9. Chelsea, 2.165
10. AS Roma, 1.959
(...)
14. FC Porto, 1.802
26. Sporting, 1.467
43. Benfica, 1.321,5
89. Sporting de Braga, 906,5

André, o mais recente fantasma leonino


Tal como Mourinho, o técnico do FC Porto esteve contratado pelo Sporting, mas foi Pinto da Costa a levar a melhor.

Apesar do reconhecido mérito, André Villas-Boas não se livrará tão cedo da sombra de José Mourinho. Não só porque acompanhou e aprendeu com o Special One no FC Porto, Chelsea e Inter de Milão, mas porque os seus percursos apresentam outras semelhanças. Assim como Mourinho, Villas-Boas também esteve prestes a ser apresentado pelo Sporting.
Em 2001, o agora treinador do Real Madrid saiu do Benfica e ia ser anunciado do outro lado da 2.ª Circular. O Sporting despediu Inácio - que tinha terminado com o jejum de 18 anos -, mas assim que os sócios souberam da possibilidade de Mourinho ser o sucessor invadiram a sala de imprensa do Estádio de Alvalade. O administrador da SAD, Luís Duque, recuou e Mourinho seguiu para a União de Leiria, antes de ser contratado pelo FC Porto, ainda em 2001. O percurso vitorioso do técnico setubalense mostra que este foi um erro histórico por parte do Sporting. E hoje ninguém sabe como teria sido o futuro desportivo dos leões e mesmo o do próprio José Mourinho.
Agora, André Villas-Boas surge como o novo fantasma em Alvalade e muitos já temem, por este início de campanha no Dragão, que o jovem técnico seja o segundo grande erro do Sporting. Villas-Boas começou a sua carreira a solo na Académica em Outubro do ano passado - depois de um divórcio complicado com Mourinho, de quem foi observador de adversários no FC Porto, no Chelsea e no Inter. Enquanto apelidava de palhaçada o acordo que a imprensa dava como certo com o Sporting, reunia-se com Bettencourt. Chegou a falar de adjuntos (Pedrosa ou Vidigal), mas, numa primeira fase, a Académica abriu muito a boca. E chegava Carvalhal a Alvalade.
Mesmo assim, Bettencourt continuava a insistir em Villas-Boas, agora para o final da temporada. Tudo ruiu com a saída de Sá Pinto e a chegada de Costinha. Este tinha contas antigas com Villas--Boas. Primeiro foi preterido para a equipa técnica de André na Briosa, depois ficou a saber de um relatório no tempo do FC Porto de Mourinho em que Villas-Boas aconselhava a sua não utilização. Finalmente, teve conhecimento de que, mais uma vez, Villas-Boas tinha-o rejeitado para a sua equipa técnica em Alvalade. O problema surgido com Izmailov e a escolha de Nuno Dias - antigo funcionário da Gestifute de Jorge Mendes, empresário de quem se distanciou quando a relação com Mourinho esfriou - para director de comunicação não agradaram a Villas-Boas. Este não foi consultado e recusou-se a aceitar a decisão unilateral, numa área que considera de grande importância. O acordo ruiu e o resto já se sabe: está hoje no FC Porto.
Mas o Sporting teve mais falhanços com treinadores. Jesus, a meio da época 2008/09, numa altura em que ainda não se sabia se Paulo Bento renovaria, foi considerado. Bento permaneceu, saiu dois meses depois do forever de Bettencourt. E sobre Jesus também já se sabe: foi campeão pelo Benfica.

in "dn.pt"

«Fucile é boa opção para a esquerda» - Rui Moreira


Não é treinador de futebol, mas se fosse Rui Moreira já tinha solução para suprir a falta de Alvaro Pereira no jogo deste sábado, frente ao Sporting: Fucile jogaria à esquerda. De resto, as decisões de Villas Boas são ratificadas. 


A BOLA.pt convidou o presidente da Associação Comercial do Porto para responder a três perguntas sobre o clássico de Alvalade. Rui Moreira, que é senador no nosso jornal, aceitou com boa disposição.



- Se fosse o treinador do FC Porto, que onze escolhia para ganhar?
- Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Fucile; Fernando; Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela. A única mudança que faria era pôr o Fucile a lateral esquerdo, pois entre ele e o Rafa[Emídio Rafael] acho que ele tem mais experiência. Apesar de ser defesa direito tem feito bem o lado esquerdo, pelo que esta seria uma adaptação sem inventar.



- O que espera deste jogo?
- Espero que seja um jogo com muita luta dentro do relvado e que seja bem jogado. Espero que tenha golos, pois sou daqueles que ainda acredita que o ingrediente principal do futebol são os golos.



- Que jogador do adversário gostaria de ter na equipa?
- Gostaria de ter o João Pereira. É o jogador que mais se enquadrava na equipa do FC Porto. É um grande jogador.


in "abola.pt"

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Octávio Machado entrega favoritismo do 'clássico' ao FC Porto

O FC Porto é favorito para o "clássico" com o Sporting, de acordo com a perspectiva de Octávio Machado, que orientou os dois emblemas

Em Bola Branca e na véspera do "clássico", o antigo técnico de "leões" e "dragões" faz a antevisão da partida que marca a 12ª Jornada da Liga Zon Sagres. Analisando o momento das equipas, Octávio Machado não tem dúvidas sobre o nome do clube favorito, no jogo de Alvalade.

"O FC Porto claramente. Por tudo o que tem feito, com uma época extraordinária, e por tudo o que não tem feito. O FC Porto é uma equipa muito mais confiante, muito mais sólida, com jogadores na plenitude dos seus recursos, com um campeonato no qual ainda não experimentou o sabor da derrota. O Sporting é exactamente o contrário, com altos e baixos", começa por dizer.

Ora, dada a diferença entre as equipas na tabela (o F Porto entra em campo com mais 13 pontos que o Sporting), Octávio acha que se a equipa leonina perder o jogo, não mais poderá alimentar a esperança de chegar esta época ao título.


"Esta diferença pontual dá uma tranquilidade ao FC Porto e o Sporting poderá alargar essa desvantagem. Compete ao Sporting materializar um resultado positivo para alimentar a esperança do título", salienta.

Finalmente, aquela que se tornou a grande figura do clássico: João Moutinho. O ex-«capitão» do Sporting, visita pela primeira vez Alvalade com a camisola do FC Porto. 

Sobre o assunto, Octávio Machado é da opinião que Moutinho não ficará condicionado pela pressão psicológica a que poderá ficar sujeito, perante o comportamento dos adeptos do Sporting.

"Penso que qualquer tipo de hostilidade contra o Moutinho ou o FC Porto, será uma motivação extra para o FC Porto. Era o ideal para o FC Porto que isso viesse a acontecer e quanto ao Moutinho, não vai sentir nada", conclui.

in "rr.pt"

Fernando e Varela chamados para Alvalade

Alvaro Pereira de fora
 

Villas-Boas divulgou a lista de convocados para o clássico de sábado frente ao Sporting. O técnico dos dragões chamou Fernando e Varela, que já recuperaram das respetivas lesões e podem ir a jogo em Alvalade.

Em relação à convocatória para o jogo com o Moreirense, o timoneiro dos azuis e brancos promoveu os regressos de Helton, Otamendi e Cristian Rodríguez, deixando de fora Kieszek, Sereno, Walter, Castro e Ukra.

Alvaro Pereira, a recuperar da fissura num ombro, continua indisponível.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Fucile, Sapunaru, Maicon, Rolando, Otamendi e Emídio Rafael.
Médios: Fernando, Guarín, Belluschi, João Moutinho, Ruben Micael e Cristian Rodríguez.
Avançados: Varela, James Rodríguez, Hulk e Falcão.

in "record.pt"

André Villas-Boas : "A irregularidade do Sporting parece-me uma evidência..."


Tranquilo e pouco dado a polémicas. Foi assim que Villas-Boas se apresentou na conferência de Imprensa que antecedeu o clássico de Alvalade. O treinador não fugiu a nenhuma questão e fartou-se de referir que tem alertado os jogadores para os perigos do adversário.

Sapunaru afirmou que o FC Porto é favorito para o jogo com o Sporting. Concorda?

O papel de favorito não serve para nada. Serve apenas para acreditarmos nele e nos deixarmos iludir e adormecer. Os jogadores já foram alertados para esse perigo, porque, para mim, favorito é aquele que vence o jogo.

Fernando e Rolando também afirmaram que, em caso de vitória, o título dificilmente escaparia...

Temos alertado os jogadores para o perigo desse discurso. É essa a missão da equipa técnica. Estamos num campeonato duro e, apesar de termos uma posição confortável, não podemos deixar de ganhar. Este jogo não decide nada, tal como o jogo com o Benfica não decidia. Apenas nos dará o conforto de podermos manter a distância de dez pontos para o segundo classificado. É esse o nosso objectivo.

Continua a acreditar que é possível acabar o ano invencível?

Enquanto não perdermos, estaremos sempre sujeitos a adversários que se transcendem e motivam cada vez mais. Continuamos com a cabeça a prémio. Neste momento, ser a primeira equipa a vencer o FC Porto tornou-se quase um prémio-extra. Obviamente, até aqui, todas as equipas quiserem vencer-nos, mas fomos sempre ganhando, tendo empatado apenas em Guimarães e com o Besiktas. Não queremos que isso aconteça. Queremos continuar a ganhar e vamos ter, em Alvalade, um bom teste à nossa liderança.

O Sporting tem sido inconstante ao longo da época. O que espera do jogo de Alvalade?

Quero acreditar que os princípios de jogo do Sporting já estão consolidados. É verdade que têm apresentado uma irregularidade acentuada, mas esta é a altura ideal para o Sporting reencontrar-se e marcar uma posição. Não quer dizer que esta seja a última hipótese do Sporting, apesar de sentir que eles precisam desta vitória para dar uma nova chama na luta pelo título. Essa é a vontade deles, tendo com conta as últimas declarações, em que foi anunciado um grupo unido, forte, que quer dar um sinal de mudança e que quer encontrar-se em definitivo com as vitórias. Acredito nessa mensagem de revolta e tenho avisado os meus jogadores para isso. Mas, a irregularidade do Sporting parece-me uma evidência... Aliás, tenho dito, e volto a repetir, que o FC Porto não tem feito nada de transcendente, os outros é que não têm sido regulares perante os objectivos definidos.

Que adversários prefere encontrar no ataque: Postiga, Liedson ou os dois?

O Sporting tem alternado a sua estrutura, e essas mudanças são positivas desde que se ganhem os jogos. Estamos preparados para as duas estruturas mais habituais, seja o 4x4x2 ou 4x2x3x1. Nada nos diz que não possa haver uma nova mudança na estrutura, de forma a tentarem surpreender-nos. Mas, trabalhámos essencialmente a pensar nas estruturas habituais do Sporting e acredito que jogará numa dessas duas formas. Estamos preparados.

Este jogo vai ser mais complicado do que o clássico com o Benfica?

A partida com o Benfica não foi fácil, nem se antevia que fosse fácil. Refuto essa ideia. Vamos jogar contra um candidato ao título, numa jornada em que o Braga vai ter uma recepção difícil ao Nacional e o Benfica uma deslocação complicada a Aveiro. Nesse sentido, se conquistamos os três pontos, acredito que podemos consolidar a liderança esta jornada.

Há vários jogadores no Sporting que já estiveram no FC Porto. Acredita que eles se podem transcender neste jogo?

Como treinador que acredita nos factores humanos do jogo, penso que sim. E partilho esta minha ideia, sobretudo quando estamos inseridos na nova era do táctico... Quem desvaloriza o lado humano e motivacional está enganado. Acredito na organização das equipas, mas não vejo os jogos apenas por esse lado, porque isso é redutor.

Desconfia de Bettencourt por causa de Moutinho

Amanhã, João Moutinho estará de regresso a Alvalade. Durante esta semana, José Eduardo Bettencourt, presidente do Sporting, afirmou que o médio é um "profissional extraordinário" e que não gostaria de ver "atitudes menos correctas" em relação ao jogador, depois de ter afirmado, no último Verão, que Moutinho era "uma maçã podre" do clube de Alvalade. André Villas-Boas desconfia do retrocesso no discurso de Bettencourt. "A mudança de um jogador para um rival não é propriamente uma novidade em Portugal. Quanto à mensagem, não sei se não é uma tentativa de o inibir... Estamos a falar de alguém que o criticou fortemente, com uma postura agressiva, e que agora passa para uma mensagem completamente diferente. Não sei se o objectivo não será outro, mas o FC Porto não dorme. O João é extremamente profissional, acredito nas suas qualidades humanas e enquanto jogador, e sei que vai apresentar um nível altíssimo, seja qual for a mensagem que vier do adversário."

"Derrota do Benfica não pode satisfazer ninguém"

Perante os resultados europeus desta semana, podemos ter quatro equipas portuguesas na Liga Europa...

Ainda falta uma jornada da Champions e o Braga ainda pode qualificar-se para os oitavos. Não há impossíveis e, esta época, o Arsenal até tem perdido vários jogos em casa. Mas mais importante do que isso, é o facto de os clubes portugueses continuarem a pontuar para o ranking da UEFA, de forma a consolidarmos o sexto lugar.

A derrota do Benfica em Israel pode provocar alguma instabilidade na equipa. Desse modo, ficou satisfeito com esse resultado?

Não me cabe a mim responder a essa pergunta. Foi uma derrota que penalizou Portugal em termos de ranking da UEFA e, por isso, não pode satisfazer ninguém. Gostava de alertar para o seguinte: no ano passado, a Liga Europa foi ganha por uma equipa que saiu da Liga dos Campeões [Atlético de Madrid], e que se encontrava mal no campeonato em Dezembro; depois, acabou a época a combinar a vitória na Liga Europa com o triunfo na Taça de Espanha. Ou seja, uma situação ultranegativa em Dezembro passou para uma situação ultrapositiva no final da temporada. O cenário actual, no FC Porto, é muito positivo, mas quem me diz que não será tudo negativo em Maio? Temos de continuar a ganhar e queremos focalizar-nos nos objectivos definidos para o final da época.

Perante os resultados de Benfica e Braga na Champions, acha que o FC Porto é a única equipa portuguesa com capacidade para ombrear com os melhores a nível europeu?

O FC Porto era, até esta temporada, a equipa com mais presenças na Liga dos Campeões, a par do Manchester United. Esse facto poderá trazer hábitos de Champions... No entanto, o plantel do FC Porto regenera-se todos os anos. O que sei é que o FC Porto não garantiu a presença na Champions para esta época e, agora, pretendemos dignificar o clube na competição em que estamos inseridos.

Sorteio da Taça

"O jogo com o Juventude de Évora depende da nossa abordagem. Para a maior parte das pessoas, será uma partida fácil, em que o FC Porto deverá golear. Eu faço uma leitura diferente: vamos defrontar uma equipa da segunda divisão, com vontade de vencer no Dragão, e, por isso, teremos de estar alerta para vencer um adversário ultramotivado, que, se não me engano, ainda não perdeu no campeonato".

Candidatura ao Mundial

"Não sei quais são as possibilidades reais de Portugal vencer... Depende da decisão da FIFA. O mais importante é querer acreditar que tudo está dependente dos critérios de qualidade e não deste corrupio de notícias que houve sobre esta decisão. Espero que a escolha seja feita em consciência e não para pagar favores. Obviamente, o meu apoio é total, porque todos temos a beneficiar com a organização de um Mundial".

Mais adeptos

"O aumento de espectadores nos jogos do FC Porto está relacionado com o nosso momento. Podemos comparar ao que aconteceu no último ano no Estádio da Luz, assim como ao decréscimo que se tem verificado esta época. Quanto ao rótulo de que Inglaterra tem sempre os estádios cheios, isso não é verdade. Numa partida entre o Blackburn e o Bolton, por exemplo, o estádio não está cheio. Aliás, há por lá muitos clubes que vivem no limite do caos financeiro, como são os casos do Liverpool ou Manchester United".

Jorge Sousa

"É um bom árbitro. Qualquer um seria bom, embora haja uns que têm mais histórico nos jogos do FC Porto. Mas, por exemplo, na partida com o Benfica duvidou-se de que o Pedro Proença pudesse apitar em condições porque teria beneficiado anteriormente o FC Porto de uma forma "escandalosa". Apesar disso, apitou de uma forma digna, tal como já tinha apitado o FC Porto-Braga. Nesse sentido, qualquer escolha é boa, desde que seja um árbitro com coragem".

Torce pelo futebol de...Guardiola no Barça-Real

"Há portugueses do lado do Real Madrid, que todos queremos ver vencer; mas o adepto portista - e enquadro-me no adepto portista - sempre se identificou mais com o Barcelona, pelo que representa, pelo crescimento que teve nos anos 70, pelas lutas que tem de enfrentar relativamente aos clubes da capital... Os portistas sempre sentiram um carinho especial pela Catalunha. Para além disso, sou um adepto incondicional do estilo de jogo do Guardiola. Gosto de ver aquela equipa a ganhar, porque reflecte o modo como todas as equipas deveriam jogar, um modo inatingível de perfeição, com um futebol mágico. A verdade é que o Real Madrid está num momento de forma espectacular e mexeu no mercado de uma forma perspicaz, como só um treinador como o Mourinho é capaz de fazer, com o Khedira e Ozil, para além da transcendência do Marcelo, jogador que poucos acreditavam. São qualidades que só um líder como o Mourinho é capaz de apresentar. Tendo em conta tudo isto, há sentimentos especiais para com as duas equipas e guardo para mim quem gostaria de ver ganhar".

in "ojogo.pt"

Angelino Ferreira : "Ganhar também implica mais custos com o pessoal"


O responsável pela área financeira da SAD do FC Porto, e que ontem viu o nome aprovado em assembleia geral como substituto de Fernando Gomes, explicou a O JOGO o orçamento para o exercício de 2010/11. No essencial, os números elevados, e que traduzem o maior orçamento da história do futebol português, mais não são do que uma aposta evidente no sucesso desportivo da equipa liderada por André Villas-Boas. "O orçamento reflecte uma aposta estratégica da administração da SAD, traduzida no reforço da equipa", disse Angelino Ferreira. Ora, essa aposta estratégica traz maiores gastos. "O orçamento também se reflecte na expectativa de um clube para a época. Ganhar também implica um aumento da componente variável, isto é, dos custos com o pessoal", frisou.

Angelino Ferreira confia plenamente na execução das contas orçamentadas. "A haver algum risco neste orçamento seria o da previsão das mais-valias [47,37 milhões], mas já temos 35 milhões executados [Bruno Alves e Raul Meireles]", explicou o responsável.

Mais de 250 milhões em transferências

A fatia das transferências é a que, por norma, compõe o bolo de receitas do FC Porto. Desde 2000, considerando os valores das mais-valias líquidas (ou seja, aquilo que entrou mesmo e não o valor global das transferências), os portistas já embolsaram mais de 250 milhões de euros. Está tudo nos relatórios oficiais comunicados à CMVM.

in "ojogo.pt"

Compras do defeso geram maior orçamento de sempre


A FC Porto, SAD aprovou ontem à tarde, em assembleia geral, por maioria sem votos contra, o maior orçamento da história do futebol português, com proveitos previstos de 94,7 milhões de euros e um lucro líquido de 2,1 milhões de euros para o exercício de 2010/11. A registar-se o lucro esperado, será o quinto ano consecutivo com contas positivas. Os valores do orçamento justificam-se com o elevado investimento no plantel (contratações de João Moutinho, Otamendi, James, Souza e Walter, sobretudo), como fez questão de salientar o responsável financeiro da SAD, Angelino Ferreira (ver peça à parte).

O orçamento também prevê a participação do FC Porto na próxima edição da Liga dos Campeões, o que dará uma receita orçamentada de 10,54 milhões de euros. Os direitos televisivos (9,3 milhões), bilheteira (11,75 milhões no total, incluindo bilhetes anuais, normais e quotização) e ainda patrocínios (10,7 milhões) também fazem parte das receitas previstas. Mas é nas vendas de jogadores que a SAD espera ter a receita mais expressiva: 47,37 milhões. Quer isto dizer que o FC Porto vai ter de vender muito no final da temporada? Não necessariamente. É que 35 milhões de euros já estão executados devido às vendas de Bruno Alves ao Zenit (22 milhões) e de Raul Meireles ao Liverpool (13 milhões), valores que não foram incluídos no último exercício contabilístico. Ou seja, resta angariar até 30 de Junho de 2011 uma receita de 12,37 milhões para cumprir com o orçamentado.

O total de custos operacionais da SAD portista será de 88,03 milhões de euros, continuando a maior fatia a pertencer à parcela relativa aos custos com o pessoal, orçada em 40,26 milhões. O aumento em relação ao exercício anterior é de cerca de um milhão de euros. A justificação é simples: já estão incluídos prémios de alcance de objectivos, como a participação na Liga dos Campeões.

Também sem votos contra, a assembleia geral aprovou, entre outros pontos, a substituição de Fernando Gomes por Angelino Ferreira e o relatório e contas individual e consolidado do exercício de 2009/10.

94,7

Milhões de euros orçamentados para o exercício 2010/11. É o maior orçamento do futebol português e a explicação está no alto investimento no plantel portista.

in "ojogo.pt"

Álvaro Pereira com "poucas hipóteses" de jogar em Alvalade

A recuperação de Álvaro Pereira está a correr bem, mas será difícil tê-lo em condições de participar no clássico com o Sporting. A ideia foi defendida ontem por André Villas-Boas, que, pelo menos, confimou a ideia sublinhada por O JOGO: o uruguaio foi mesmo considerado. "O Álvaro está a integrar lentamente os treinos. Não digo que esteja fora do jogo, mas posso adiantar que tem poucas hipóteses de jogar", disse. Caso se confirme a indisponibilidade do habitual defesa-esquerdo, Villas-Boas confia nos recursos disponíveis. "O Emídio Rafael está num nível superior. Fiquei satisfeito com a sua exibição em Moreira de Cónegos, especialmente no aspecto colectivo. Depois, há a polivalência do Fucile, utilizado nos dois lados durante o Mundial. Ainda agora, com o Chile, foi utilizado a lateral-esquerdo. E estou salvaguardado com a polivalência do Sereno para essa posição", explicou. Varela é que está apto para o clássico. "É opção", referiu o treinador.

in "ojogo.pt"

João Moutinho é mesmo um jogador à Porto, dizem eles

Abril de 2008: Pinto da Costa, numa entrevista à "Visão", confessa-se fã incondicional de João Moutinho. Disse mais: "Moutinho é um jogador à Porto." E mais ainda: achava improvável que algum dia pudesse constatar essa convicção de que estava ali um jogador feito à medida das ambições do clube, porque, dizia, o Sporting tinha o seu capitão no altar dos inegociáveis. Tinha, mas deixou de ter.

Novembro de 2010: algumas velhas glórias do FC Porto, três delas com ligação também ao Sporting, concordam com Pinto da Costa. Afinal era mesmo verdade: Moutinho tem provado ser um jogador à Porto. E isso é exactamente o quê? João Pinto, que carregou uma Taça dos Campeões à cabeça, diz que é "dar o que se tem e o que não se tem". Inácio consegue encurtar a definição numa palavra: no fundo, é "esfarrapar-se" em campo. André, referência histórica nos meios-campos de combate que o FC Porto foi tendo ao longo dos anos, atreve-se a sugerir que o Moutinho que vê agora vestido de azul não lhe parece o mesmo de Alvalade. Jaime Pacheco acrescenta que, para um verdadeiro jogador à Porto, não há distinções "entre treino e jogo". Conhecedor de causa, ou não tivesse ele experimentado os dois lados da questão, Pacheco diz também que o conceito, que não encontrou em Alvalade, se molda na garra que traça a identidade do Norte. Mas, nesse caso, os extremos tocam-se, porque do Norte que tem o FC Porto como bandeira ao Algarve, onde nasceu Moutinho, a distância ainda é considerável e, para Sousa, que também fez carreira de azul e de verde, a "cultura competitiva" de João Moutinho parece ter nascido com ele. Jaime Magalhães propõe outra explicação, ao jeito do bem popular diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és: Moutinho anda bem acompanhado. "Tem outros jogadores ao lado dele que o ajudam a sobressair mais em campo e a fazer a diferença."

Os adeptos do FC Porto estão conquistados. Aliás, de jogador à Porto a Dragão de Ouro pode ser uma distância curta...

29
Internacionalizações pela Selecção principal, com a particularidade de ter sido titular nos três jogos já orientados por Paulo Bento.

18
Jogos pelo FC Porto, em 20 possíveis. Falhou apenas os encontros com o Limianos (Taça) e Portimonense (campeonato).

Os adeptos de Moutinho


João Pinto
"Joga com garra"

"Um jogador à FC Porto é aquele que, em campo, dá o que tem e o que não tem, que joga com garra e sempre no limite, e o João Moutinho faz isso, além da enorme qualidade que tem. Não é fácil para um jogador novo chegar ao FC Porto e impor-se, mas o Moutinho conseguiu-o. Fiquei admirado por ter deixado o Sporting, porque foi sempre um jogador que pesou muito naquele clube, mas ainda bem. Quando cheguei ao FC Porto, os mais velhos foram-me passando a cultura do clube e a competitividade que tínhamos de ter para vencer. Penso que o João Moutinho poderá mais tarde transmitir isso a quem chegar ao clube, porque é um jogador que me parece ter a mesma forma de ver as coisas. Isso faz muita falta num clube."

André
"Tem humildade"

"O João Moutinho é de facto aquilo que o presidente disse na entrevista antes de o contratar: trata-se de um jogador à Porto, porque sabe ser humilde dentro de campo e dá sempre tudo o que tem. Está a fazer a primeira temporada no FC Porto, e acho que até já deve ser a melhor de sempre da sua carreira, porque não me lembro de o ver jogar assim em Alvalade e de fazer tanta diferença em campo como tem feito no FC Porto."

Jaime Magalhães
"Ele enche o meio-campo"

"O João Moutinho foi sempre o jogador que se conhece, simplesmente no FC Porto, que tem outra estrutura e que está habituado a jogar a Champions, tem outros jogadores ao lado dele que o ajudam a sobressair mais em campo e a fazer a diferença. Mas está à vista que é de facto um jogador que, como o presidente tinha dito, tem mostrado todas as qualidades para jogar no FC Porto, e reconhece-se nele a capacidade de encher o meio-campo, porque é um jogador que joga sempre com o mesmo empenho do princípio ao fim."

António Sousa
"Faz 60 jogos com a mesma alegria"

"É um jogador que tem sempre a mesma atitude em campo, é capaz de fazer 60 jogos com o mesmo espírito, alegria, entusiasmo e entrega total. Era isso que ele transmitia no Sporting e que o levou para o FC Porto. Depois vê-se que é uma coisa que faz parte da cultura competitiva dele, e não há muitos com essa mentalidade. Esta cultura que ele encarna, de certa forma sempre existiu no FC Porto, e recordo-me de que os jogadores mais velhos a transmitiam aos que chegavam, que absorviam tudo isso à medida que se integravam no clube, sempre à procura de alcançar o máximo."

Jaime Pacheco
"Dá sempre tudo"

"Jogadores à Porto têm características especiais, são os que dão tudo, seja em treino seja num jogo; estão sempre no máximo para ganhar, gostam de ganhar, porque é uma necessidade colectiva, mais do que individual. O João Moutinho é um jogador desses. Mas não se pode comparar a cultura competitiva do FC Porto com a do Sporting: são duas realidades completamente diferentes, mas não só no futebol. No Norte, as pessoas são mais aguerridas, mais sentimentalistas, colocam mais delas no que fazem, vivem a vida com o coração e com responsabilidade; no Sul, é diferente, vive-se um dia de cada vez. Senti isso no Sporting e procurei não me deixar contagiar. Se não ganhássemos hoje, ganhávamos amanhã, mas a vida continuava normalmente. Cá em cima, depois de uma derrota, nem se falava, não se saía à rua. Tínhamos pouca disposição para isso. No Sporting, sentia que podíamos e devíamos fazer mais, mas que não era entendido, e deixei o clube ao fim de dois anos. No FC Porto, quando se perdia havia um silêncio pesado dentro do autocarro. Mas não vamos ser ingénuos: o João Moutinho foi para o FC Porto porque o contrato era melhor. É natural que se sinta bem agora e que se vá apercebendo destas diferenças de valores, que só se começam a conhecer com a vida no clube e com as suas pessoas."

Inácio
"Esfarrapa-se e vai a todas"

"O João Moutinho é um daqueles jogadores que se esfarrapam e deixam o suor em campo. Vai a todas para ganhar as bolas com um grande espírito guerreiro, e é isso que o presidente aprecia nele. No FC Porto, está um jogador refinado, porque acho que a qualidade de quem joga ao lado dele também o ajudou a potenciar as qualidades. Isso faz com que ele marque mais a diferença em campo num clube que, ao contrário do Sporting, que privilegia uma base individual, exige mais empenho aos jogadores e se baseia num colectivo muito forte."


in "ojogo.pt"

Júnior Elói Silva na mira do Parma

Guarda-redes jovem cobiçado
 

A imprensa italiana coloca o guarda-redes Elói Silva, dos Sub-19, na mira do Parma. Segundo as notícias, os transalpinos só teriam de pagar 90 mil euros aos dragões, verba correspondente aos direitos de formação. Tiago Maia e Samir Badr são os guarda-redes mais utilizados.

in "record.pt"