quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Noticias Breves

Fluminense pensou em Helton, diz-se no Brasil

A Imprensa brasileira garantiu ontem que Helton tinha sido sondado para reforçar o Fluminense, com vista à Copa Libertadores. A notícia adianta que o clube brasileiro teria feito uma aproximação através dos seus patrocinadores, mas esta não terá tido sucesso. Em causa está o facto de o FC Porto não estar disponível para transferir o internacional brasileiro e, por parte do jogador, o facto de ter obtido recentemente passaporte português, o que facilitaria a transferência no Velho Continente, isto, claro, se se desse o caso de deixar o Dragão.

Villas-Boas: sucesso global

Depois de coleccionar elogios por jornais dessa Europa fora, o arranque de época vitorioso de André Villas-Boas foi detalhadamente analisado pela comunicação social... mexicana. Apelidado (claro está...) de "filho pródigo de Mourinho", a trajectória de Villas-Boas é contada aos leitores mexicanos numa apresentação que termina em jeito de profecia. "Não esqueçam este nome, porque este novo treinador promete afirmar-se no nível mais elevado do futebol mundial."

in "ojogo.pt"

Fucile: "Não me posso queixar porque Sapunaru está bem"

Passou de titular indiscutível a segunda escolha, mesmo depois de ter conquistado elogios com a participação no mais recente Campeonato do Mundo. Chegou a falar-se de uma possível saída para outros campeonatos, mas Fucile acabou por ficar. Agora, o internacional uruguaio tenta recuperar o estatuto perdido durante os últimos meses, apesar de reconhecer um culpado neste semi-apagão individual: Sapunaru. "Sempre que fui chamado a jogo, apresentei-me em boa forma. Sei que vão surgir mais oportunidades, mas nem sequer me posso queixar; o Sapunaru está a fazer um grande trabalho e até estamos a jogar os dois. Para além disso, a equipa está bem e funciona na perfeição", revelou. E aqui estará outra explicação para as ausências de Fucile na equipa: o excelente momento colectivo. O lateral compreende o treinador e garante amor ao FC Porto, mesmo numa altura mais complicada a nível individual. "Estou tranquilo. Podem acreditar que estou. Sinto-me bem aqui no FC Porto. Como já disse, vou ter mais oportunidades e posso prometer que darei sempre o máximo. Estava habituado a jogar sempre, mas, às vezes, no futebol não se pode estar em todos os jogos. O mais importante é que continuamos a ganhar e estamos todos felizes, porque queremos ser campeões. E eu também, porque o FC Porto é o meu coração."

A concluir, Fucile revelou ainda que não pensa em sair na próxima reabertura de mercado. "Não, não... nem pensar. Estou no FC Porto e devo tudo a este clube. Se houver alguma possibilidade de sair, o clube é que tem de decidir o que achar melhor."

"O melhor? Goleada ao Benfica"

A pergunta foi directa, a resposta ainda mais. Qual foi o melhor momento da temporada? Fucile nem pensou na resposta. "Foi o 5-0 ao Benfica. Sem dúvida. Porquê? Porque marcámos cinco golos, mas sobretudo pela diferença futebolística entre as duas equipas. Foi um grande momento e um dia de grande alegria para todo o povo portista." Apesar desse confronto directo e da vantagem pontual para o Benfica, Fucile recusa-se a dar como garantida a vitória no campeonato. "Imagino-me a ganhar o título, mas tudo é possível na vida. A possibilidade de perder existe sempre. Não há ninguém invencível neste mundo, muito menos no futebol. Temos de continuar a trabalhar, continuar a ganhar... Na última época, passámos por algo similar ao Benfica. Estávamos em desvantagem, e é mais difícil lutar quando estamos por baixo. Quem está em cima, está sempre mais forte. E nós estamos mentalmente muito fortes", garantiu. Fucile revelou ainda que o segredo para a grande temporada do FC Porto está no "trabalho e humildade" de todos, mas não só... "O grupo de trabalho está muito forte e o companheirismo é grande. Se não houver companheirismo numa equipa de futebol, é muito mais difícil conquistar coisas. E esta equipa tem isso, mas também tem muita qualidade", concluiu.

Renovação está prometida

Fucile revelou, pouco depois do arranque da época, que estava perto de renovar contrato com o FC Porto. No entanto, passados alguns meses ainda não foi anunciado o acordo. Afinal, o que se passa? "Está tudo normal. Por agora tenho a palavra do director-desportivo, Antero Henrique, razão pela qual continuo tranquilo, até porque ele sempre cumpriu com o prometido. Já vivi muitas situações ao longo da minha carreira e, aos 26 anos, ainda tenho muito mais para viver. Sinto-me orgulhoso do que fiz", explicou o internacional uruguaio.

in "ojogo.pt"

James escapa à selecção

O risco de André Villas-Boas ficar sem James Rodríguez por causa do campeonato sul-americano de sub-20, que arranca já em Janeiro, no Peru, está praticamente descartado. Segundo apurou O JOGO, o portista deverá ficar de fora da lista definitiva que o seleccionador Eduardo Lara terá de apresentar no início de Janeiro, altura em que os escolhidos serão formalmente anunciados.

A selecção colombiana já iniciou os trabalhos de preparação, com um grupo alargado de 24 convocados do qual não faz parte o jogador do FC Porto. Essa lista ainda é provisória, mas, segundo algumas fontes contactadas por O JOGO na Colômbia, James não será incluído nos escolhidos, isto apesar de ser uma das principais figuras da equipa. O facto de os colombianos estarem antecipadamente apurados para o Mundial de sub-20, por serem os organizadores da prova que se diputa no próximo Verão, é tido como argumento para justificar a dispensa, o que permitirá a André Villas-Boas atenuar os problemas físicos que têm afectado Varela e Cristian Rodríguez. Aliás, a utilização nos últimos jogos do FC Porto terá sido outro argumento de peso, porque Eduardo Lara estava preocupado com a escassa rodagem de um jogador em quem os colombianos depositam grandes esperanças para fazer boa figura no Mundial que organizarão.

Como já se disse, ainda falta oficializar a dispensa que é dada como adquirida. O nome do jogador não aparece citado na convocatória provisória, mas, contactado por O JOGO, o seleccionador Eduardo Lara manteve a versão de que James integra os planos e que até o esperava ver nos treinos no início de Janeiro. "Faz parte dos três colombianos que jogam fora do país no grupo de 25 jogadores, tal como Luciano Ospina (Huracán, Argentina) e Michael Ortega (Atlas, México)". Confrontado com as indicações de que o portista seria poupado, para que tivesse continuidade no FC Porto, Lara não quis confirmar. O assunto é sensível, porque este campeonato sul-americano tem sido alvo de críticas de alguns clubes que podem sofrer consequências com a ausência prolongada de jogadores - na Argentina, o River tem contestado -, e não pode passar a ideia de que James, e também o FC Porto, acabaram favorecidos na decisão do seleccionador colombiano. Mas, os adeptos portistas podem começar a respirar de alívio e contar com a mais recente coqueluche da equipa.

Estavam nove jogos em risco para El Bandido

O Campeonato Sul-Americano de Sub-20 vai realizar-se entre os dias 16 de Janeiro e 12 de Fevereiro no Peru. Dito de outra forma, e na eventualidade de James Rodríguez ser convocado e de a Colômbia chegar à final, o extremo falharia cinco jogos do campeonato, um da Taça de Portugal e ainda a totalidade da fase de grupos da Taça da Liga. Tudo porque o colombiano teria de se juntar à selecção já no arranque de 2011, de forma a preparar a competição que também dará acesso ao Mundial da categoria a disputar no próximo Verão. Desta forma, James Rodríguez não estaria disponível para participar nos encontros com o Braga, Marítimo, Naval, Beira-Mar, Rio Ave (campeonato), Nacional, Beira-Mar, Gil Vicente (Taça da Liga) e ainda Pinhalnovense (Taça de Portugal).

Confirmada cedência de 35 por cento do passe

O FC Porto alienou 35 por cento da parte que detém do passe de James Rodríguez à Gol Football Luxemburg. O negócio acabou assim por se confirmar, depois de as negociações terem demorado mais tempo do que inicialmente previsto. Com este acordo em regime de associação económica, a SAD do FC Porto encaixa 2,550 milhões de euros, por um jogador de 19 anos que, recorde-se, levou os azuis e brancos a desembolsar 5,1 milhões de euros, por 70 por cento do passe. O internacional colombiano tem sido uma das apostas de André Villas-Boas nos últimos encontros, beneficiando das lesões de Varela e Rodríguez, extremos que reduziram o leque de opções do treinador, mas tem respondido à altura. A ganhar espaço, portanto, James tem contrato com os azuis e brancos até 2014 e uma cláusula de 30 milhões de euros, que promete proteger para já a forte aposta feita numa promessa. Há uns meses, sublinhe-se, a SAD portista já tinha negociado parte dos direitos de João Moutinho e Walter em condições semelhantes, libertando assim uma parte do investimento inicialmente feito para reforçar o plantel às ordens do técnico portista.

in "ojogo.pt"

Villas Boas é o melhor da década

Os dragões, com a vitória em Paços de Ferreira, somaram 38 pontos em 14 jornadas (num máximo de 42) neste balanço de final de ano francamente positivo aos portistas e... para André Villas Boas, que fez apenas o melhor resultado da década... e bateu José Mourinho!

O special one até contabilizou 39 pontos nas duas épocas de ouro do FC Porto, em 2002/03 e 2003/04, que corresponderam a outros tantos títulos nacionais e internacionais, com os triunfos, respectivamente, na Taça UEFA e Champions, mas em 15 jornadas antes da passagem de ano. Logo o melhor rácio é de Villas Boas, com 38 pontos obtidos em 14 rondas do campeonato.

Entre dois treinadores iguais, ou melhor, parecidos, outra curiosidade: Mourinho também fechou o ano de 2002 e 2003 sem derrotas, com 12 vitórias e três empates; Villas Boas tem em 2010 o mesmo número de triunfos e dois empates. 

Se assim continuar estará seguir as pisadas do mestre, que em 2002/03 só foi batido à 29.ª jornada e em 2003/04 à 22.ª. Foi obra... bem feita e melhor rematada.


in "abola.pt"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Morreu Pôncio Monteiro

O antigo vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e do FC Porto faleceu esta terça-feira. Estava internado no Hospital de Santo António, no Porto, desde sexta-feira, depois de ter sofrido um AVC.

O antigo dirigente desportivo, que tinha 70 anos, encontrava-se internado na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente do HSA em estado crítico e com prognóstico reservado.

Pôncio Monteiro já tinha sido submetido a uma operação, em Agosto de 2006, devido a uma lesão muscular intracerebral. 

Para além da sua actividade enquanto dirigente desportivo (era membro do Conselho Superior do FC Porto), Pôncio Monteiro, licenciado em economia, participou ainda em diversos programas de debate sobre futebol em diversos canais de televisão.

O ex-vice-presidente dos dragões e da Federação Portuguesa de Futebol havia sido encontrado inanimado, em casa, na manhã de sexta-feira, e internado de urgência. Esteve na unidade de cuidados intensivos polivalente do Hospital de Santo António, onde viria a falecer.

Ainda na quinta-feira, Pôncio Monteiro, de 70 anos, marcou presença na festa de Natal organizada pelo FC Porto, no Dragão Caixa, onde conviveu com a família portista, que não lhe notou qualquer recaída de saúde, ele que, nos últimos anos, recuperou de graves problemas vasculares.


in "publico.pt"

OURO E MÍNIMO EUROPEU EM MARIBOR


Marta Marinho ganhou o ouro no Meeting de Maribor, que este fim-de-semana se disputou nessa cidade Eslovena, enquanto a júnior de primeiro ano Paula Oliveira, além de conseguir dois pódios, conseguiu um mínimo para os Campeonatos da Europa da categoria.

Marta Marinho venceu os 50 e os 100m costas e ainda os 100m livres, sempre com tempos muito próximos do seu melhor. A jovem Paula Oliveira (14 anos) foi medalha de prata nos 50m e bronze nos 100m bruços, com um tempo que é mínimo para o Europeu Júnior.



in "fcp-pt"

Moutinho agradado com mensagem de confiança de Villas Boas

Oito dias de férias natalícias. É este o período dado pelo FC Porto ao plantel de futebol. O próximo jogo oficial é a 2 de Janeiro de 2011, com o Nacional, no Dragão, às 18h, para a Taça da Liga. Com o novo ano reabre o mercado de Inverno.

André Villas Boas já tornou público que não pretende reforçar o plantel do FC Porto, na reabertura do mercado de transferências, em Janeiro, e essa mensagem deu mais confiança ao grupo.

Esta segunda-feira, à partida para as férias de Natal, João Moutinho confessou que essa demonstração de crença nas capacidades dos jogadores trouxe ainda mais optimismo ao balneário dos "dragões".


"Isso dá confiança a todos. Sabemos que temos um grande grupo e queremos dar continuação ao bom momento. Sabemos o valor que temos e o trabalho que temos vindo a fazer. Queremos dar continuidade a isso já em Janeiro", atirou.

João Moutinho, de resto, olhou para a primeira metade da época 2010/2011 com muito orgulho e perspectiva um regresso em 2011 ao mesmo nível.

"Está à vista de todos. Tivemos bons resultados e é isso que queremos. Vamos ter agora um período para descansar, recarregar baterias e começar o próximo ano em grande", assegurou.

in "rr.pt"

Villas-Boas nas especulações do Liverpool

Depois de ter sido associado ao Inter de Milão, André Villas-Boas voltou a ver o nome envolvido nas especulações que se fazem à volta de outro gigante europeu. Segundo informações provenientes de Liverpool, e insistentemente difundidas pelo Kop Talk, canal de acompanhamento permanente do clube de Anfield, o nome de Villas-Boas estaria "muito bem cotado" para substituir Roy Hodgson. A decepcionante carreira do Liverpool, clube onde joga Raul Meireles, tem levado a frequentes notícias sobre mudanças no comando técnico.

in "ojogo.pt"

Dois casamentos e um passeio

Há dois jogadores do FC Porto que se preparam para passar um Natal diferente do habitual. James e Walter vão aproveitar este período de férias para... casar. O colombiano tem a festa marcada precisamente para o dia 24, enquanto o brasileiro dará o nó no dia anterior. Ontem, também partiram para os respectivos países Hulk, Fucile, Souza, Álvaro Pereira, Rolando, Guarín, Otamendi e Belluschi, enquanto Rúben Micael viajou para a Madeira. Falcao, no entanto, optou por utilizar estes dias de descanso num passeio mais curto, até à capital italiana, Roma, enquanto os lesionados Fernando e Cristián Rodríguez aproveitaram a ausência na partida frente ao Paços de Ferreira para viajar na véspera. O regresso ao trabalho está agora agendado para dia 28.


in "ojogo.pt"

Pinto da Costa: "Contra Jesus? Sou católico"

Presente no jantar de Natal da comissão de apoio à sua recandidatura, que decorreu na sede do clube, Pinto da Costa aproveitou a ocasião para fazer um balanço da época, para já totalmente favorável à equipa de André Villas-Boas. E foi o treinador que mereceu as primeiras palavras do presidente portista. "Tinha a expectativa de que [André Villas-Boas] ia fazer um trabalho meritório. Não foi uma aposta minha porque me deu qualquer coisa na cabeça. Foi algo bem pensado. Conhecia-o bem e sabia do seu valor e ambição. Entendi que era necessário dar um safanão em toda a estrutura, e ele era a pessoa indicada. Estava certo."

Satisfeito com o facto de o FC Porto ser a única equipa "que ainda não perdeu", tanto nas provas nacionais como internacionais, Pinto da Costa lembrou que "um dos rivais já perdeu sete ou oito vezes e o outro nove". Ainda assim, não embarca na onda de contestação a Jorge Jesus; pelo contrário. "Sou católico, por isso nunca posso ver com bons olhos manifestações contra Jesus, ainda mais em época natalícia. O Benfica tem a sorte de ter um grande treinador. Se não tivesse personalidade e se não soubesse o que está a fazer, a esta hora o Roberto já tinha sido recambiado. Ninguém vai ter coragem de tocar no Jorge Jesus, porque todos sabem que é um grande treinador e que não foi ele que vendeu o Di María ou o Ramires."

Voltando ao FC Porto, Pinto da Costa garante que, "dos jogadores que são mais utilizados, não sai ninguém", abrindo apenas a porta a jovens como Ukra ou Castro. "Têm sido muito assediados para serem emprestados. O James não se inclui nesse lote." Entradas é que não estão previstas. "Não vejo ninguém com capacidade para tirar o lugar aos nossos jogadores. Não é nossa intenção reforçarmo-nos."

"Ficam efusivos por estarem 24 horas a 5 pontos"

Devolvida a vantagem de oito pontos em relação ao Benfica, o presidente do FC Porto foi irónico ao comentar a distância para o rival encarnado. "Gosto de jogar depois dos outros, porque assim ficam todos efusivos. Durante 24 horas ficam só a cinco pontos do FC Porto, o que é um feito notável. Mas quando acaba a jornada, a alegria é do FC Porto, que mantém a vantagem de oito pontos", afirmou à Rádio Renascença.Dizendo que a luta do FC Porto "é uma cruzada pelo bom futebol e pelo espectáculo", deixou no ar mais críticas. "Vamos deixando os adversários a morderem-se de inveja e a inventar questões para disfarçar os seus insucessos.Deixo-os a falar sozinhos. Mas o futebol português não me preocupa muito. Eu sou apenas presidente do FC Porto, e é a isso que me dedico. Há tantos inteligentes no futebol, como naqueles programas semanais... Nem sei como cabe tanta inteligência em ecrãs tão pequenos." Com a liderança no campeonato, o FC Porto luta em várias frentes, mas Pinto da Costa prefere não se dar como vencedor antecipado. "Não posso dizer que penso vencer todas as provas nem que não venceremos nenhuma. Vamos procurar ganhar todas, pensando só em vencer o jogo seguinte".

in "ojogo.pt"

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Alvaro Pereira: «Sinceramente, não penso sair do F.C. Porto»

Lateral azul e branco está satisfeito com o rumo da sua carreira


Alvaro Pereira viajou para o Uruguai nesta segunda-feira. O lateral esquerdo vai aproveitar a semana de férias para passar o Natal com a sua família, depois de meia época com resultados extremamente positivos no F.C. Porto.

«Sempre acreditei que tomei a decisão certa ao vir para o F.C. Porto. Houve rumores do Benfica, mas nunca chegou uma proposta concreta. A única proposta séria foi do F.C. Porto e aceitei logo», recordou o internacional uruguaio, em conversa com os jornalistas no Aeroporto Francisco Sá Caneiro.

O F.C. Porto lidera o campeonato, venceu o seu grupo na Liga Europa e tem mais duas competições no horizonte: a Taça de Portugal e a Taça da Liga. «Queremos ganhar a Liga, voltar a disputar a Liga dos Campeões e conquistar muitos títulos esta época», explica Alvaro Pereira.

«Neste momento, sinceramente, não penso sair do F.C. Porto. Estou muito feliz aqui, a minha família também gosta de cá estar e essa alegria é importante para o nosso rendimento em campo», remata o lateral esquerdo, sempre sorridente



in "maisfutebol.iol.pt".

Hulk: «Estou mais concentrado, tento não discutir com os árbitros»

Avançado fala do trabalho de Villas-Boas e dos árbitros


Hulk partiu, nesta segunda-feira, de férias de Natal. O F.C. Porto regressa ao trabalho a 28 de Dezembro, concedendo uma semana de folga ao seu plantel depois de meia época com elevados índices de rendimento. «O nosso principal objectivo é ganhar o campeonato e a Liga Europa», atira o avançado.

André Villas-Boas está satisfeito com o rendimento de Hulk, um jogador com nome sublinhado em relatórios de observação de vários clubes europeus. «Existem sempre interessados, as pessoas falar, mas eu procuro não dar ouvidos a isso, tento manter os pés no chão e pensar no F.C. Porto, em ser campeão nacional com o F.C. Porto», diz o brasileiro.

Melhor marcador dos dragões, Hulk agradece a liberdade concedida por Villas-Boas, embora recorde as dificuldades sentidas por Jesualdo Ferreira na época passada, com lesões e castigos: «É um treinador que ajuda muito os jogadores, que dá total liberdade e isso é importante. Este ano, sinto que estou mais concentrado, tento não discutir tanto com os árbitros, para manter a atenção apenas no meu jogo.»

«Estes resultados são fruto do nosso trabalho e tenho a certeza que o próximo ano será ainda melhor. Quero ser campeão nacional, isso é o mais importante. Ser artilheiro seria atingir mais um objectivo, mas o que importa são os três pontos. Não estou em disputa com o Falcao, ele passa para mim, eu passo para ele, queremos é marcar para o Porto ganhar», garante o jogador.

«Se estou melhor esta época, é porque estou a jogar mais, é porque me estão a deixar jogar», brincou Hulk, entre gargalhas, falando ainda sobre o momento mais marcante da primeira metade da temporada: «O 5-0 no clássico vai ficar gravado na minha memória, mas não guardo raiva ou mágoa por aquilo que aconteceu com o Benfica.»
in "maisfutebol.iol.pt"

O FC Porto um a um


A ESTRELA

Hulk 7
O Incrível pode ir de férias descansado

Assinou praticamente todos os lances de perigo do FC Porto, embora seja justo dizer desde já que nem sempre os definiu da melhor forma. Só que foi ele que ganhou a falta e apontou o livre que deu o primeiro golo; que fez o segundo de penálti, aos 90', terminando de vez com o sofrimento dos adeptos nas bancadas e de Villas-Boas no banco; e que ainda teve tempo para, numa jogada individual, oferecer o terceiro a Walter. Ou seja, esteve envolvido nos três golos, tendo sido decisivo no triunfo. Pelo meio ainda fez uma série de "slalons" que podiam ter causado maiores danos na baliza de Cássio. Pode ir de férias descansado.

Helton 7
Salvou a vantagem magra, que durou até aos 90', com um punhado de enormes defesas, quase todas na cara de Rondón. Mas também num cabeceamento de Pizzi, voando para corrigir um erro seu. Na primeira parte, as luvas serviram basicamente para manter as mãos quentes, porque o Paços de Ferreira não o obrigou a qualquer intervenção.

Sapunaru 6
Entrou muito bem no jogo, procurando responder à letra à grande exibição de Fucile no jogo anterior. Aos 5', foi à área do Paços, numa bola parada, e cabeceou para uma enorme defesa de Cássio. Não cometeu grandes erros defensivos.

Rolando 5
Muito trabalho neste regresso à equipa e algumas dificuldades quando houve velocidade. Ainda assim, efectuou dois excelentes cortes no chão, impedindo remates perigosos.

Otamendi 7
Parece que tomou o gosto aos golos, apontando o terceiro com a camisola azul e branca, o segundo seguido e o primeiro da carreira de cabeça. Abriu o marcador e quase bisou, aos 31', da mesma forma. Na área defensiva foi sempre bastante agressivo na luta pela bola, mas, tal como Rolando, não se deu bem com a velocidade de Rondón.

Álvaro Pereira 6
Optou por jogar de collants para combater o frio e entrou bem quente no jogo com dois cruzamentos a que Falcao, por pouco, não deu a melhor resposta. Aliás, deu sempre muita profundidade ao jogo portistas, mas também permitiu que o Paços explorasse o seu lado para atacar, até porque as compensações demoraram a surgir...

Guarín 6
Boa primeira parte, recuperando inúmeras bolas. Porém, na segunda etapa não deu todo o apoio necessário aos defesas, dando espaços nas costas, bem explorados pelos pacenses. Efectuou o remate (livre) de que resultaria no penálti.

Belluschi 5
Começou com um bom passe para James, mas abusou dos lances individuais, perdeu algumas bolas e não criou grandes desequilíbrios. Esteve perto do golo num livre directo.

João Moutinho 7
O maestro da equipa. Definiu quase bem todos os lances, impondo o ritmo altíssimo com que a equipa entrou em campo e deixou o Paços sem respirar. Além disso, fartou-se de trabalhar defensivamente.

James 5
Voltou a mostrar bons pormenores e excelente visão de jogo quando serviu Falcao aos 15' ou conduziu um contra-ataque e fez um passe atrasado para Belluschi. Porém, faltou-lhe algum músculo para pressionar.

Falcao 5
Perdulário como raramente se viu, no mesmo relvado onde deu a primeira "bicada" em Portugal. Aos 15', por exemplo, quis passar por Cássio em vez de o fuzilar, perdendo ângulo de remate, o que o levou a acertar no poste. Mais tarde, saltou mais alto do que Bura, mas errou o alvo. Não regressou do intervalo devido a fadiga, segundo o treinador.

Walter 5
O último suspiro do jogo salvou-lhe uma exibição até aí muito apagada: encostou para o 3-0. Entrou ao intervalo, mas foi quase uma nulidade. Duas ou três combinações e um remate fraquinho até ao tal golo que encerrou as contas.

Souza 5
Villas-Boas viu o Paços perder a vergonha na segunda parte e sentiu a necessidade de acrescentar um elemento de combate ao meio-campo para servir de tampão às investidas pacenses. Excelente um corte na área impedindo o desvio de Rondón.

Maicon -
Entrou nos descontos, a tempo de festejar o terceiro golo.

Campeão de inverno para outros é inferno

DRAGÕES SOMAM 36.º ENCONTRO SEM PERDER

O Inverno só começa amanhã e o FC Porto vai entrar na estação mais fria com pé quente. A última derrota dos dragões aconteceu precisamente no 2.º dia do último equinócio (primavera), na final da Taça da Liga, ante o Benfica. Nos dez jogos que se seguiram até ao final da época, a equipa então comandada por Jesualdo Ferreira somou dez vitórias em outros tantos jogos. Por isso, André Villas-Boas recebeu do professor um bom testemunho e tratou de continuar a acelerar. O treinador mais jovem da Liga portuguesa já vai com 26 jogos sem perder, embora tenha somado três empates (V. Guimarães, Besiktas e Sporting). Se continuar assim, Villas-Boas pode bater a “performance” fenomenal de José Mourinho na época que terminou com a conquista da Champions. O hoje treinador do Real Madrid esteve 184 dias sem conhecer o travo amargo da derrota, somando 33 jogos imbatível como fruto de 27 vitórias e 6 empates. Aconteceu na época dourada que culminou com a conquista da Champions. A saga começou no início de Outubro de 2003 com uma vitória sobre a Académica após derrota em... Madrid por 3-1 e terminou em 3 de Abril de 2004 com uma derrota em Barcelos por 2-0. Pelo meio, o FC Porto de Mourinho cedeu um empatou com o Real Madrid (1-1) e Manchester (1-1), tendo também vencido os ingleses. Nestas contas não entra o jogo em que venceu o Barcelona (2-0) no exórdio do Dragão...

in "record.pt"

André Villas-Boas: "Era muito importante manter a vantagem"

Num jogo com duas partes bem distintas, em termos de história, André Villas-Boas realçou o facto de a sua equipa ter cumprido o objectivo, há muito traçado, de terminar o ano de 2010 com uma vantagem expressiva (8 pontos) sobre o rival Benfica. "A nossa primeira parte foi óptima. Podíamos mesmo ter chegado a uma vantagem mais confortável a nível de golos, mas a segunda foi menos conseguida, e até algo sofrida, até ao momento de marcarmos o segundo golo. Jogámos sempre no limite até o conseguirmos e não é o primeiro jogo em que com 1-0 a nosso favor as coisas ficam um pouco intranquilas".

O técnico do FC Porto não deixou de tecer elogios ao adversário, pela forma como desenvolveu o seu jogo, especialmente depois do intervalo. "Tivemos de acertar a nossa equipa em termos estruturais. Sentimos algumas dificuldades, até porque o Paços de Ferreira foi sempre muito agressivo, alternando o seu estilo de jogo, entre o curto e o directo, fazendo uma excelente segunda parte, dispondo de hipóteses para conseguir outro resultado. Criou diversas oportunidades e podia mesmo ter chegado ao empate. Se talvez tivesse acontecido, isso ia obrigar-nos a reorganizar a equipa e as dificuldades aumentariam para dar a volta ao resultado e ao jogo. O Paços teve muito mérito, pois decidiu, depois do intervalo, arriscar para anular a desvantagem. Perante tais circunstâncias, também sabíamos que, em transições rápidas ou até num livre, poderíamos chegar ao segundo golo. Fomos ameaçando aqui e ali, até conseguir o penálti do 2-0".

Relativamente à substituição de Falcao na segunda parte, Villas-Boas explicou: "Deveu-se a fadiga extrema. Ele sentia-se já no limite e optámos por fazê-lo descansar". Quanto ao futuro, que é como quem diz 2011, avançou: "Era muito importante manter a vantagem sobre o Benfica e concretizámos esse objectivo. Agora, vamos ter os cinco meses que definem os títulos e o mês de Janeiro será muito intenso, com Taça da Liga, Taça de Portugal e campeonato. Não será um mês decisivo, porque ainda falta muito jogo pela frente, mas foi óptimo manter a vantagem".

in "ojogo.pt"

FC Porto (Declarações)

Helton: «Grupo soube sofrer»
GUARDIÃO SATISFEITO COM ENTREGA DA EQUIPA

elton mostrou-se muito satisfeito com a entrega dos dragões na vitória deste domingo sobre o P. Ferreira, em jogo da 14.ª jornada da Liga portuguesa.
“Acho que o grupo está de parabéns, o resultado em si é fruto de um trabalho desde o início do jogo. Ficou bem claro a entrega em busca da vitoria. Tivemos algumas oportunidades na 1.ª parte, o grupo soube sofrer e o mais importante foi a vitória”, disse o guarda-redes do FC Porto no final da partida.
Sobre o futuro o guardião brasileiro garante que ainda não pensa em nada: “O que eu prometo é trabalhar, se precisarem do meu trabalho agradeço, mas isso não me tira o sono. Tenho contrato até 2012 ainda não está na altura de pensar nisso”.
Otamendi: «A nossa equipa vai voltar muito forte»
DEFESA ARGENTINO COMENTA EFEITOS DAS FÉRIAS

Há hábitos que se ganham e é bom que não se percam. Otamendi chegou do Campeonato do Mundo na África do Sul para fazer esquecer o capitão Bruno Alves, mas demorou a “encostar” Maicon. Agora que se fixou como titular ao lado de Rolando já leva dois jogos consecutivos a marcar. O argentino sorri quando confrontado com a pontaria afinada. “Sim, sim, também a nível pessoal o jogo me correu bem, mas, para mim, o que mais importa é que a equipa saia a ganhar. Isso é essencial e sempre a nossa ideia”, sublinha o defesa-central, antes de falar em termos mais genéricos da formação azul e branca: “Este coletivo é muito forte e são as vitórias que nos alimentam. Estamos confiantes e este descanso vai ser muito bom. Vamos voltar na mesma muito fortes para continuar a ganhar. É passo a passo que chegaremos ao nosso objetivo.”
Voltando a abordar a experiência de Otamendi ao serviço dos dragões, o jovem sul-americano não esconde a satisfação de já ter, finalmente, conquistado um lugar na equipa orientada por André Villas-Boas. E não deixa de deitar um olhar sobre a caminhada para o título nacional: “É muito bom estar a competir e a ajudar a equipa a ganhar e aumentar a distância na liderança, com tranquilidade. É isso que me deixa contente neste momento. Mas agora vou pensar em descansar e recuperar para regressar na melhor forma.”
Moutinho: «Carregar baterias e dar continuidade»
DESCANSO DE NATAL NÃO ABALARÁ AMBIÇÃO

João Moutinho disse no final do encontro com o Paços de Ferreira que o plantel do FC Porto merece usufruir da liderança do campeonato nesta interrupção de Natal e garantiu que a equipa não vai facilitar o trabalho à concorrência quando as férias terminarem.
“Temos realizado bons jogos e alcançado bons resultados com mérito, pelo que o importante agora é carregar baterias para dar continuidade ao nosso trabalho quando regressarmos”, confidenciou João Moutinho, salientando que no balneário a ambição não passa por abrandar o ritmo: “Agora é tempo de descansar, mas a ideia é começar como acabámos.”
Argumentos que o internacional defende com a experiência que o plantel usufrui, tendo afirmado que o horizonte do coletivo está na ambição de concluir o campeonato com motivos para sorrir.
“Todos sabemos o que temos de fazer para recomeçar-mos o campeonato da mesma maneira que terminámos o ano civil”, asseverou João Moutinho.
Títulos no verão. Apesar da satisfação patenteada, João Moutinho está longe de dar o campeonato como assegurado, mas também não esconde o desejo de poder celebrar a conquista do primeiro título de campeão no final da temporada em curso. “Este Natal vai ser excelente e espero estar a comemorar títulos no verão, porque a força desta equipa alimenta-se de vitórias e ninguém vai abdicar deste caminho”, concluiu o portista.
in "record.pt"

P. Ferreira-F.C. Porto, 0-3 (destaques)

Nico Otamendi, a alma do dragão na Mata Real


Otamendi, alma azul e branca
O lugar é dele. Ponto. Devidamente maturado, confortável na nova roupagem, mostra jogo após jogo a sua inatacável qualidade. Mais um golo, o segundo em quatro dias, agora num excelente cabeceamento. É um central mais equilibrado do que Maicon, provavelmente mais concentrado também. Sem ser alto, raramente perde um duelo nas alturas; sem ser absurdamente veloz, não se deixa bater no um para um e em velocidade. É um atleta corajoso, conforme provou ao dar o corpo a um remate fortíssimo de Mario Rondon, aos 34 minutos. Bela descoberta do F.C. Porto, bela opção para a consolidação do quarteto defensivo. Tem alma e comportamento de dragão. 

Sapunaru e Alvaro Pereira, laterais de luxo
Jorge Fucile foi dos melhores contra o CSKA Sófia. Pois bem, Sapunaru não podia ter respondido melhor à ameaça do uruguaio. É o que dá ter duas opções credíveis para o mesmo lugar. Quem diria que este é o mesmo romeno das épocas passadas! O que era apatia agora é genica, o que era indecisão é critério, o que erasouplesse é agora raça. Mal o Porto marcou foi a correr buscar a bola à baliza do Paços. Intérprete maior da reacção azul e branca às palavras dos elementos pacenses. Alvaro Pereira merece também figurar nestas escolhas, principalmente pela qualidade patenteada na primeira parte. 

Falcao, voos especiais
Uma parte do melhor Falcao. Insinuação constante com o golo, diabólico nas movimentações e vertiginoso na abordagem aos lances pelo ar. Bola ao poste direito de Cássio, já de ângulo apertado, aos 15 minutos e cabeceamento imponente e ligeiramente desviado logo a seguir. Saiu ao intervalo, provavelmente por lesão, e a equipa não mais foi a mesma. É um jogador especial em todos os itens do jogo. 

Belluschi, mestre samurai
Pormenores tão belos quanto indecifráveis. Como é que ele faz aquilo? Uma e outra vez, o mais simples dos movimentos torna-se arte desconhecida deste Samurai. Grande dinâmica, entrega louvável, presença omnipotente do princípio ao fim. Esteve menos vezes do que o costume nas zonas de tiro. Faltou-lhe isso. 

Cássio, fechadura pacense
Decisivo no melhor período do F.C. Porto. Voo eloquente e palmada para canto numa cabeçada de Sapunaru; saída temerária e bloqueadora total dos intentos de Hulk. Tudo antes da meia-hora. Não teve uma única acção deficiente ao longo de toda a partida.

Mário Rondón, ameaça venezuelana 
Ameaça constante à serenidade do dragão. Não é originariamente um ponta-de-lança, antes um homem veloz e das alas. No Paços joga no centro e não pára um segundo. Teve oportunidades suficientes para fazer dois ou três golos. Um valor seguro a despontar na Mata Real. A selecção da Venezuela pode ajudá-lo a alcançar patamares de outra dimensão. 

Hulk, o penálti e pouco mais
Exibição salva pelos últimos cinco minutos: penálti bem concretizado em golo e assistência para Walter fazer o 0-3. Até aí tinha sido mais complicado do que genial, mais desequilibrado do que desequilibrador. Grande aos 30 minutos, ao seu jeito. Faltou-lhe mais decisão perante Cássio. 

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in "maisfutebol.iol.pt"

P. Ferreira-F.C. Porto, 0-3 (crónica)

Do vendaval ao sofrimento para segurar um Natal azul


Entrar como um furacão, ser obrigado a abanar o leque e decidir tudo em cima da hora. O F.C. Porto esteve tão perto de golear o Paços de Ferreira como de não vencer o encontro, quando transformou um vendaval de ocasiões de golo num rol de erros e desatenções que galvanizaram o rival e tornaram um jogo que parecia simples numa luta pela sobrevivência. Com os minutos finais a serem um filme à parte, o F.C. Porto transformou o que seria um resultado ajustado num 0-3 que não mostra o que se viu em campo.

A entrada dos dragões, como se disse, foi demolidora. A equipa de André Villas-Boas transformou em actos as palavras do técnico, que garantiu um grupo ultra-moralizado para fechar o ano em beleza. Aos dez minutos, já os azuis e brancos festejavam e, até à meia hora, a diferença não foi maior por três motivos: desacerto, poste e Cássio.


Antes do golo de Otamendi- mais um, sublinhe-se, até porque é o segundo em quatro dias- já Sapuranu obrigada o guarda-redes da casa a brilhar. Prenúncio do que aí vinha, com mais duas intervenções decisivas após remate de Otamendi e arrancada (quase) imparável de Hulk. Pelo meio, foi Falcao a ficar à beira do golo: na primeira acertou no poste, na segunda nem isso.



Até aqui, o Paços de Ferreira ia fazendo o que podia perante uma pressão extenuante que, no entanto, se foi esgotando. Quando marcaram, os jogadores do F.C. Porto apressaram-se a colocar a bola no centro do terreno, como que a avisar o rival que estavam em campo, apenas, para jogar e queriam mais. A ameaça, contudo, esbarrou no referido desacerto.



Galvanizado pela falta (ou excesso) de pontaria dos portistas, os «castores» equilibraram a contenda e seguraram a diferença mínima até ao intervalo.


Sem Falcao não há pressão


O segundo tempo trouxe mudança de figurino. Sem Falcao e com Walter, a pressão dos dragões não foi tão intensa e o P. Ferreira aproveitou para assustar. Rondon, o tal que abateu o leão na 1ª jornada, teve o golo nos pés em duas ocasiões, mas nunca conseguiu enganar Helton.


Villas-Boas percebeu o domínio pacense no meio campo e trocou James por Souza, oferecendo músculo ao miolo e acreditando na capacidade de organização de Belluschi e no rasgo de Hulk. A estratégia não sortiu o efeito desejado porque o Paços de Ferreira continuava a galvanizar-se com a sucessão de lances de perigo que criava, quase sempre por erros do meio campo azul e branco. 


Como se estivesse ligado à corrente, o grupo de Rui Vitória foi aproveitando o menor fulgor portista para colocar em causa a vantagem. Afinal de contas, foi precisamente esse o elemento causador de toda a azáfama em torno do encontro.


Belluschi ainda assustou de livre, Hulk teve o golo nos pés e perdeu-o num devaneio de altruísmo, quando o quis oferecer a Walter. Pelo meio, num par de lances, era o Paços que assustava. Do furacão inicial, restava uma leve brisa, a que os dragões se agarraram para segurar os três pontos.


Soares Dias troca o penalty e aparece o golo...à Walter


Os últimos minutos do jogo são, claramente, um filme à parte. Antes do final houve tempo para Artur Soares Dias marcar o penalty errado. Anunciação fez falta sobre Hulk, que não caiu, e o juiz mandou jogar. Pouco depois, num livre de Guarín, viu uma mão inexistente e o «Incrível» fechou o marcador e aumentou a conta pessoal na Liga para 13 golos.


O jogo fechou com...um golo à Walter. O brasileiro continua com uma média de golos por tempo de jogo assinalável, quase sempre desta forma. Hulk arrancou imparável na esquerda e assistiu o compatriota que encostou. Resultado francamente pesado para aquilo que foi o grosso do encontro.


Contas feitas e o Natal continuará a ser azul. Os oito pontos para o rival Benfica foram mantidos, mais uma deslocação cumprida com êxito e sucesso conseguido no objectivo traçado internamente. O F.C. Porto chega invicto a 2011 e já soma 36 jogos consecutivos sem perder. 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Castro: «Estou no clube do coração, mas gostava de jogar mais»

Médio confessa-se «um pouco triste» pela escassa utilização


A época actual não está a ser totalmente satisfatória para Castro. O médio do F.C. Porto reconhece a alegria de jogar no «clube do coração», mas tem pena de não poder dar um contributo mais activo, embora reconheça que é muito difícil jogar no meio campo dos dragões.

«O campeonato está a correr muito bem, porque estou no clube do meu coração, a equipa está a ganhar sempre a jogar um bom futebol, mas pessoalmente não está a correr tão bem, porque gostava de jogar mais. Mas o treinador é que decide e só tenho de continuar a trabalhar como sempre», afirmou o jogador, em entrevista ao site espanhol «Vavel». 

Castro confessa estar «um pouco triste» com a situação actual, mas garante que a situação vai mudar: «Não me dou por vencido e vou continuar a trabalhar.»

Elegendo Ukra como o seu «grande amigo», o médio luso falou ainda do treinador André Villas-Boas, para quem só tem elogios. «É um grande treinador, todos os jogadores gostam dele, fazemos treinos muito bons e, acima de tudo, devo dizer que também é muito boa pessoa», frisou.

Por fim, Castro falou do seu futuro, revelando vontade de «continuar a representar» a selecção nacional e apontando a outros campeonatos. «O campeonato espanhol e o inglês são os mais fortes do mundo, por isso gostava muito de jogar lá. Neste Verão falou-se do interesse do Sp. Gijón, mas não ser se era verdade», afirmou. 


in "maisfutebol.iol.pt"