segunda-feira, 12 de março de 2012

Corrida ao título: o que falta ao FC Porto

Os pontos quentes do último terço da época


A reta final da época para o FC Porto tem os pontos teoricamente quentes distribuídos. Os dragões já têm apenas a Taça da Liga, além do campeonato. Para essa prova voltam à Luz a 21 de março, uma semana depois da visita ao Nacional, outro momento de exigência alta, em teoria, na Liga. 

A 7 de Abril têm a visita a Braga. Duas semanas mais tarde, dois jogos seguidos de alta rotação: nos Barreiros, a 29 de Abril, e a receção ao Sporting, para a penúltima jornada da Liga. Dos dez jogos que faltam para a Liga, o FC Porto tem quatro em casa e seis fora.

Calendário do FC Porto

Nacional-FC Porto, 23ª jornada Liga, 18/3

Benfica-FC Porto, meia-final Taça da Liga, 21/3

P. Ferreira-FC Porto, 24ª jornada Liga, 25/3

FC Porto-Olhanense, 25ª jornada Liga, 1/4

Sp. Braga-FC Porto, 26ª jornada Liga, 7/4

[Final Taça da Liga, 14/4]

FC Porto-Beira Mar, 27ª jornada Liga, 22/4

Marítimo-FC Porto, 28ª jornada Liga, 29/4

FC Porto-Sporting, 29ª jornada Liga, 6/5

Rio Ave-FC Porto, 30ª jornada Liga, 13/5

in "maisfutebol.iol.pt"

Adiar os golos virou um hábito

Ao fim de 22 jogos disputados no campeonato, há uma tendência que há muito se define e tem ganho contornos ainda mais sólidos nas últimas semanas: o FC Porto tem por norma entrar "a dormir" nos jogos e é muito mais forte nas retas finais. Foi na segunda parte que a equipa marcou 65% dos 51 golos da época. E 18 destes (35%) surgiram nos últimos 15 minutos, período em que a equipa é mais fértil e que já permitiu salvar 5 pontos para um total de 13 acrescentados na segunda parte a empates registados ao intervalo: Setúbal, Marítimo, Leiria e Feirense (em casa), Beira-Mar e Benfica (fora); e à derrota parcial contra a Académica no último desafio. Neste caso, apenas um ponto.
O número de golos no último quarto de hora iguala o total obtido na primeira parte dos jogos. E a prova de que a equipa raramente entra disposta a matar o jogo cedo são os (apenas) três golos marcados nos primeiros 15 minutos.
Mais um dado a dar força à teoria: 14 dos resultados da equipa nestas 22 jornadas melhoraram após o intervalo. Sete mantiveram-se e apenas um piorou.
Depois da derrota por 3-1 em Barcelos (2-0 ao intervalo), acreditou-se que o grito de revolta de Vítor Pereira teria espantado definitivamente a apatia habitual em cada início de partida. Puro engano. Em dois dos três jogos seguintes, os dragões voltaram a entrar "a dormir" e só uma valente "injeção de cafeína" ao intervalo acordou os jogadores a tempo de se evitarem males maiores. A insistência em facilitar previa dissabor semelhante ao que aconteceu com a Académica, embora a reação após o intervalo tenha permitido salvar um ponto em período de descontos, bem melhor do que no dito jogo contra o Gil Vicente.
Curioso é o facto de cinco dos sete jogos em que recuperação tardia foi possível terem sido disputados no Dragão, o que dá a sensação de que a equipa aborda o jogo de forma mais rigorosa quando joga fora de casa e está num ambiente em que, teoricamente, é mais difícil vencer.

Braga também "relaxado" mas não guarda tudo para o fim


Tal como o FC Porto, também o Braga costuma deixar para a segunda parte a resolução das partidas. Os Guerreiros do Minho são mesmo a equipa que mais pontos conquistou nas segundas partes (17), mas ao contrário do FC Porto não guardam tudo para o fim: só um ponto foi conquistado nos últimos 15 minutos. Já para o Benfica a diferença é gritante. Em igual número de golos (51), os encarnados marcam 51% no primeiro tempo e nunca "sacaram" pontos perto do apito final. Por isso, têm "apenas" oito golos nos últimos 15 minutos, menos 10 do que o FC Porto.

Relógio desequilibrado 


No segundo melhor período em termos de pontaria, o FC Porto marca apenas metade dos golos que tem no último quarto de hora. Neste relógio nota-se tendência para primeiras partes em crescendo, mas de pouca eficácia quando comparadas com as segundas.

Equilíbrio foi parte do sucesso de Villas-Boas


Uma equipa a tempo inteiro parece ter sido parte significativa do segredo do FC Porto de André Villas-Boas para conquistar o campeonato com apenas três empates consentidos em 30 jornadas. Os golos marcados quase não poderiam ter sido repartidos de forma mais equitativa: 36 no primeiro tempo contra 37 após o intervalo, sem que haja um "pique" enorme em nenhum dos seis quartos de hora dos jogos. O mais profícuo foi o compreendido entre o minuto 30 e o 45, mas 16 golos não representam uma fatia tão exagerada como os 18 que a equipa de Vítor Pereira já leva no último quarto do jogo.
Para se ter uma noção da dimensão deste número, basta referir que, com Villas-Boas, o FC Porto só marcou 14 golos nesse período, menos quatro do que agora, mas no total de 30 jogos, quando agora só ainda estão disputados 22.
Resolver os jogos na segunda parte é um hábito que já vem da época passada, mas os adeptos nunca desesperaram tanto. Com Villas-Boas, o FC Porto conquistou 18 pontos após o intervalo, mas 16 deles no período compreendido entre os 45 e os 75 minutos. Só contra a Naval, na primeira jornada, Hulk marcou já perto do fim. O susto surtiu efeito: nunca mais o FC Porto chegou a uma fase tão adiantada sem que este não estivesse já praticamente arrumado.
Se alargarmos a contagem aos jogos de todas as competições (e foram 58!) a regra não muda. Os dragões fizeram 70 golos após o intervalo, mas recolheram ao descanso já com 67, o que volta a provar que, apesar da maioria dos jogadores ter transitado de ano, este é um problema recente.
Se fizermos outro tipo de leitura, o resultado é o mesmo: a equipa de Villas-Boas melhorou 16 vezes o resultado após regressar do balneário. Isso representa 53% dos jogos, contra os 64% de agora.

Vítor Pereira partilha com James maior mérito das recuperações


Tal como nos jogos contra Leiria, Feirense e Benfica, também contra a Académica Vítor Pereira foi decisivo para resgatar pontos ao marasmo em que a equipa estava caída. Foi do banco que surgiram os primeiros sinais de inconformismo, com substituições arrojadas e um risco grande assumido na procura da vitória. Esta foi, por exemplo, a quarta vez que o técnico lançou Djalma para lateral-direito e que usou dois pontas-de-lança em simultâneo. Além disso, prescindiu outra vez de um central.
Além de Vítor Pereira, também James tem estado em destaque nos pontos ganhos nos finais dos jogos. O colombiano foi diretamente responsável pelas vitórias já referidas, sempre com um golo e uma assistência.
Ao treinador pede-se agora que consiga que a equipa pratique aquilo que, por palavras, já apregoou algumas vezes: um jogo conseguido por inteiro. "A nossa primeira parte foi horrível. Demonstrámos uma apatia que não é própria de quem quer revalidar o título", disse após a derrota de Barcelos. Ou, "demos 45' de vantagem à Académica. Na primeira parte não existimos como equipa", apontou anteontem.

3 questões: Rogério Gonçalves, Treinador

"Há tendência para facilitar..."


1 Como se explica o apagão do FC Porto depois de uma grande vitória na Luz?

Às vezes, por defrontar uma equipa teoricamente mais acessível, os jogadores relaxam um pouco. A Académica fez um golo, evitou ao máximo o do FC Porto, moralizou-se e foi acreditando nela própria. Depois as coisas tornaram-se naturalmente mais difíceis porque entretanto o bloco da Académica baixou e os espaços ficaram muito mais reduzidos.


2 A que se devem as constantes más entradas da equipa?

Em primeiro lugar deve dizer-se que hoje as equipas pequenas já não são assim tão pequenas e que nenhum adversário vai ao Dragão já derrotado. Mas o que acontece é que os jogadores, perante um adversário mais fraco, facilitam um bocado. Por isso é que quem conseguir dominar melhor a parte mental, consegue melhores desempenhos.


3 É correto depreender que quanto mais apertados estiverem na luta pelo título, melhor estará o FC Porto?

É verdade que estarão mais despertos. São excelentes jogadores, grandes profissionais e estão sempre disponíveis para trabalhar, mas terão consciência que um deslize lhes pode roubar o título. Costumo dizer que a aproximação de pontos é uma pressão positiva. Quando se está mais folgado há tendência a facilitar.

in "ojogo.pt"

A época negra de Rolando

Esta temporada está a revelar um Rolando diferente, depois de um defeso agitado. O central do FC Porto tem tido reações que não se lhe conheciam, a última das quais no jogo com a Académica, quando não conteve o descontentamento pela substituição ordenada por Vítor Pereira. Rolando já tinha sido substituído na Luz, "provando" ali uma sensação que nunca tinha experimentado, mas de que o coletivo acabaria por beneficiar com os três pontos conquistados. No entanto esta temporada tem sido anormal por mais motivos para o central, que já recebeu ordem de expulsão em três jogos, algo que nunca tinha acontecido na sua carreira. De positivo sublinham-se os três golos, curiosamente todos ao V. Guimarães - dois na Supertaça e um na Liga.


in "ojogo.pt"

Antero Henrique volta ao banco na Choupana

Antero Henrique, o diretor geral da SAD do FC Porto, já poderá sentar-se no banco de suplentes na partida com o Nacional, uma vez que o castigo de um mês termina hoje. Recorde-se que Antero Henrique foi castigado com um mês de suspensão e 1500 euros de multa na sequência de incidentes ocorridos com o diretor desportivo do Leiria, Rodolfo Vaz, no túnel do Estádio do Dragão, após o final do jogo entre as duas equipas. Por isso, Antero ficou na bancada em quatro jogos: Setúbal, Benfica, Feirense e Académica. O saldo foram três vitórias e um empate.


in "ojogo.pt"

Ausência de Hulk é só a ponta do icebergue

O FC Porto perdeu dois pontos contra a Académica, mas também saiu desse jogo sem Hulk para a deslocação à Choupana, de sexta-feira. O brasileiro, recorde-se, viu o quinto cartão amarelo e terá de cumprir um jogo de suspensão. Mas os efeitos colaterais do jogo com os Estudantes não devem ficar por aqui, a confirmarem-se as ausências de Fernando, Sapunaru e Djalma, trio que sofreu consequências físicas do encontro da 22ª jornada.
Vítor Pereira corre sérios riscos de não contar com qualquer um dos três lesionados, a quem se juntam Danilo, Mangala e Varela. Seis baixas que restringem, e muito, as opções para o jogo com os madeirenses. É certo que os jogadores ainda serão reavaliados hoje, dia de regresso ao trabalho, mas, neste momento, as perspetivas de os recuperar a tempo não são muito elevadas.
Começando pela ausência de Hulk, percebe-se que os "sucessores" naturais do Incrível - Varela e Djalma - estarão provavelmente fora de combate, pelo que a primeira dor de cabeça de Vítor Pereira passará por encontrar uma solução que limite ao máximo os efeitos na dinâmica ofensiva a utilizar com o Nacional. Djalma será reavaliado, mas havendo a suspeita de uma lesão muscular na face posterior da coxa direita, as hipóteses de uma recuperação estão longe de ser as melhores.
Outra questão não menos premente passa por colmatar a ausência de Fernando, que saiu antes do intervalo do embate com a Académica, a contas com uma contusão no joelho esquerdo. Aqui, Defour e Moutinho são as alternativas, até porque o plantel não tem outro médio com características semelhantes. Sobra, aliás, apenas Lucho para completar o setor intermediário.
Em termos defensivos, e partindo do princípio que Sapunaru também não recupera, o técnico do FC Porto deverá optar por voltar a desviar Maicon para a direita e compor a dupla de centrais com Rolando e Otamendi, uma vez que Mangala - embora tendo reintegrado os trabalhos de forma limitada - ainda não deverá estar em condições para entrar nestas contas.

Cristian Rodríguez "empurrado" para a titularidade na Choupana


Sem Hulk e com a provável ausência de Djalma, que se deverá juntar à de Varela, Vítor Pereira fica sem grandes alternativas para as alas, devendo ter de recorrer a James e Cristian Rodríguez para compor a equipa na Choupana. Curiosamente, e na ausência de Hulk esta época, por lesão, Vítor Pereira nunca optou por colocar os dois sul-americanos nas alas, preferindo juntar James na direita e Varela na esquerda em três jogos e colocar Varela na direita e Cristian Rodríguez na esquerda, noutra vez. Cebola (direita) e James (esquerda) só foram titulares frente ao Rio Ave, mas com Hulk no eixo.

Indisponíveis


Fernando

É um dos indiscutíveis

Fernando soma 1433 minutos de jogo no campeonato, tendo sido titular nos 16 jogos a que foi chamado. O Polvo é por isso um dos cinco jogadores mais utilizados por Vítor Pereira esta época, o que traduz bem a importância que tem na equipa.

Djalma

Tem peso nas opções

É um jogador de que Vítor Pereira não prescinde, tendo sido titular numa fase importante do final de 2011, até ter de representar Angola na Taça das Nações Africanas. Cinco vezes titular, soma 510 minutos no campeonato, mas não marcou.

Sapunaru

Estava a recuperar

A lesão de Sapunaru não parece grave, mas suficiente para o afastar da equipa numa altura em que vinha recuperando o seu lugar na defesa, depois de uma ausência da equipa, por opção, de quase quatro meses.

Varela

Lesão inoportuna

Estava a atravessar o seu melhor momento de forma da temporada antes de sair lesionado contra o Feirense. Soma 861 minutos no campeonato e três golos marcados desde o início de 2012, altura em que passou a ser uma aposta mais frequente.

Danilo

Expectativas adiadas

Lesionou-se contra o Manchester City, depois de ter realizado duas boas exibições contra o V. Setúbal e o Leiria, que deixaram poucas dúvidas quanto à sua titularidade dali em diante. Agora, precisa de recuperar o comboio que perdeu cedo.

Mangala

Alternativa para o eixo

Foi titular na Liga Sagres em cinco jogos, somando 450 minutos de jogo, na sua primeira temporada no FC Porto. Mas já se percebeu que Mangala é uma alternativa a ter em conta não só para o futuro. Tal como Danilo, lesionou-se contra o City.

Baixas devem beneficiar Iturbe


Iturbe tem lugar praticamente assegurado na próxima convocatória de Vítor Pereira, a confirmarem-se as ausências de Fernando, Djalma e Sapunaru, Danilo, Varela, Mangala, todos lesionados. Somando Hulk, que ficará a cumprir suspensão contra o Nacional, a esta equação, o plantel fica reduzido a 16 jogadores, três dos quais guarda-redes (Helton, Bracali e Kadú). Ou seja, Vítor Pereira só poderá chamar 15 jogadores, o que deixa em aberto três lugares a preencher por juniores. A menos que alguém recupere a tempo.
Dito isto, Iturbe passará de preterido com a Académica para o banco e com boas hipóteses de acrescentar tempo aos 101 minutos de jogo que fez até ao momento, esta temporada. O argentino não tem andado nada satisfeito por não fazer parte das opções no FC Porto, mas desta vez pode ter visto chegar uma oportunidade para se mostrar.

Maicon à bica para a Mata Real


Os problemas de Vítor Pereira só não atingem uma proporção ainda mais catastrófica para a deslocação à Choupana porque Maicon conseguiu resistir aos amarelos. O central soma quatro no campeonato e está à bica. Se tivesse sido admoestado contra a Académica, falharia a visita à Madeira, deixando o treinador com apenas Rolando, Otamendi, Alex Sandro e Álvaro Pereira no setor defensivo. Maicon safou-se, mas mantém o alerta. Agora para a Mata Real.

in "ojogo.pt"

domingo, 11 de março de 2012

United e Inter de olho em James

ESPIÕES NO DRAGÃO



Os poderosos Manchester United e Inter Milão foram dois dos vários clubes que marcaram presença no Estádio do Dragão, em missão de espionagem, e James Rodríguez terá sido o alvo principal das duas equipas referidas. Tanto o clube inglês como o italiano seguem com atenção o internacional colombiano do FC Porto e até já surgiram notícias – algumas delas recentes – que garantem que essas duas formações vão tentar a sua contratação já no próximo defeso. Para já, com a época a decorrer, limitam-se a observá-lo, mas ontem pouco tiveram para ver...
Heerenveen (Holanda), Lille (França), Trabzonspor (Turquia) e Wisla Cracóvia (Polónia) foram as outras equipas estrangeiras que se fizeram representar no Estádio do Dragão, em observação.
De Portugal, assistiram ao desafio de ontem o Nacional da Madeira – próximo adversário dos azuis e brancos, na 23.ª jornada da Liga Zon Sagres –, o Beira-Mar, o Feirense e o Olhanense, sendo que o Santa Clara, dos Açores, foi o único emblema da Liga Orangina a marcar presença no desafio entre o FCPorto e a Académica.
in "record.pt"

Rolando com nervos em franja

ATIROU CASACO AO CHÃO APÓS SER SUBSTITUÍDO



Pelo segundo jogo consecutivo, Rolando foi substituído e desta feita o central mostrou todo o seu descontentamento face a essa situação, com um gesto que fez a plateia do Dragão assobiá-lo insistentemente. Primeiro, o central não foi cumprimentar Kléber, o colega que o rendeu, e depois, antes de se sentar no banco de suplentes, ainda atirou com o casaco de treino ao chão, logo depois de lhe ter sido entregue pelo roupeiro do clube.
Sempre atentos, os adeptos portistas logo condenaram a ação do experiente defesa-central, um pouco à semelhança do que tinham feito com Hulk, quando o Incrível teve um comportamento semelhante ao de Rolando, na partida com o P. Ferreira, na 9.ª jornada. Contudo, no final desse jogo o brasileiro teve a oportunidade de pedir desculpa, na zona mista do Dragão. Já Rolando não teve a oportunidade de se explicar... “Os jogadores querem jogar sempre, não há que valorizar isso”, disse Vítor Pereira a propósito.
in "record.pt"

Futuro de James em discussão

Segundo o "Tuttomercatoweb.com", Augusto Carpeggiani, um dos empresários de James Rodríguez, estará no Porto para discutir o futuro do jogador com o FC Porto. O sítio italiano fala no interesse do Real Madrid e do Chelsea no internacional colombiano. A cláusula deste, recorde-se, é de 45 milhões de euros.



Pedro Emanuel abraçou Lucho

Pedro Emanuel não perdeu a oportunidade para um cumprimento especial, quando as equipas abandonavam o relvado. O técnico da Académica deu um abraço especial a Lucho, com quem jogou no FC Porto. Mas não se ficou por ali, cumprimentando a seguir cada um dos jogadores azuis e brancos, enquanto a sua equipa se despedia de um punhado de adeptos presentes no Dragão.

Autocarro apedrejado


O autocarro que transportava a Mancha Negra, claque da Académica, foi apedrejado no final do jogo junto ao túnel de saída do Estádio do Dragão. Este incidente não provocou vítimas, no entanto danificou a viatura, que ficou com um vidro partido, atingido por duas pedras da calçada.




in "ojogo.pt"

Lesão de Fernando não é preocupante

O jogo com a Académica deixou marcas, e não foi só em termos pontuais, já que três jogadores se lesionaram. Fernando foi o caso mais percetível, saindo antes do intervalo depois de uma entrada de Pape Sow. O Polvo sofreu uma contusão no joelho esquerdo que o impediu de voltar ao relvado e que para já o deixa em dúvida para a visita à Choupana.
Sapunaru também se queixou e foi substituído, tendo-lhe sido diagnosticada uma contusão na perna direita, pelo que também está em dúvida. Por fim, os médicos portistas suspeitam de uma lesão muscular na face posterior da coxa direita de Djalma, que deverá ser reavaliado nas próximas horas. Este deverá ser o caso mais preocupante.
Recorde-se que lesionados continuam Danilo, Varela e Mangala.

in "ojogo.pt"

Vítor Pereira: "Na primeira parte nós não existimos"

Vítor Pereira chegou ao fim do jogo com a Académica sem conseguir explicar o que aconteceu ao FC Porto no primeiro tempo, a fase que "define o jogo", porque, nesse período, o líder do campeonato "não existiu". "Podíamos estar aqui sem qualquer ponto, porque nos colocámos a jeito para não fazer nenhum", admitiu o treinador, inconformado com dois pontos perdidos em casa: "Demos 45 minutos de vantagem ao adversário. Na primeira parte, não existimos como equipa. Faltou-nos agressividade, do ponto de vista ofensivo e defensivo; a equipa foi lenta, denunciou muito o jogo. Depois, tivemos de ir atrás do prejuízo, com uma equipa bem organizada, defensivamente. Tivemos de nos expor muito". Um segundo tempo jogado em "risco total" permitiu recuperar a igualdade.
O treinador admitiu que "pode haver uma ou outra questão de arbitragem", apontando um penálti por assinalar e um fora de jogo mal tirado a Hulk, mas, fez questão de secundarizar esse aspeto: "Não quero justificar a má primeira parte com a equipa de arbitragem. Nem sequer queria ir por aí, porque o que define o jogo é uma primeira parte que, do nosso lado, não existiu". "Se tivéssemos feito um jogo de qualidade", insistiu, até eventuais erros de arbitragem se diluiriam no resultado. "Também temos de assumir os nossos erros, e tem que servir de lição para o próximo jogo", afirmou, preparado uma discussão do título difícil "até ao fim", mas, não para ver a equipa ceder a vantagem no jogo ao adversário, em pleno Dragão. "Temos de entrar mais agressivos, com uma atitude diferente", insistiu, desvalorizando o evidente descontentamento do central Rolando, no momento em que foi substituído. Vítor Pereira interpretou-o como a reação de "um jogador que quer jogar até ao fim. Não há que valorizar".

Lucho

"Não temos entrado bem nos jogos em casa"


Lucho lamentou a perda de dois pontos no Estádio do Dragão uma semana depois de o FC Porto ter ido vencer à Luz. "São jogos... Não tivemos a possibilidade de fazer o nosso jogo. É preciso dar mérito à Académica, mas continuamos na frente. A intenção era conquistar os três pontos. Ainda faltam muitos jogos, e dependemos só de nós", recordou o argentino na "flash interview".
El Comandante admitiu que o FC Porto não tem estado bem nos últimos jogos disputados em casa. "São coisas que acontecem, e é preciso dar mérito aos adversários também. Não é só culpa nossa, mas é verdade que, nos últimos jogos em casa, não temos entrado da melhor maneira. É preciso corrigir e melhorar essa situação", sublinhou. A terminar, Lucho desculpou a arbitragem de Marco Ferreira. "Pelo que me dizem, foi penálti claro sobre Hulk, mas não gosto de andar a chorar. Os árbitros podem falhar, como nós falhamos também", admitiu.

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Um penálti polémico sem unanimidade A arbitragem de Marco Ferreira só não suscitou consenso em relação a um lance de Hulk (56') na área da Académica. Se para Jorge Coroado, não há motivo para penálti, também não se justificava o cartão amarelo, porque o avançado do FC Porto não simulou a falta. O mesmo Hulk é interveniente num lance em que todos são perentórios em afirmar que o Incrível estava em posição regular e com boas perspetivas de criar perigo.

Momento mais complicado

56'
Há razão para reclamar penálti na queda de Hulk?
Jorge Coroado
+
Há um contacto físico e, em desequilíbrio, Hulk acaba por cair, não havendo motivo para grande penalidade; situação muito semelhante a uma jogada aos 71' envolvendo Kléber, que derrubou o defesa da Académica. Contudo, também não houve simulação de Hulk, logo não haveria lugar a cartão amarelo.
Pedro Henriques
-
Nivaldo, com o braço direito, agarra e puxa o braço esquerdo de Hulk, acabando por derrubá-lo no interior da área. Infração passível de grande penalidade.
Paulo Paraty
-
Ao longo do jogo, outras faltas semelhantes foram punidas noutros pontos do campo, pelo que se poderia aceitar a grande penalidade. O cartão amarelo é excessivo, porque Hulk cai na área, mas não simula a falta.
Outros casos
7'
Ferreira joga a bola com a mão e vê o cartão amarelo. Lance dentro ou fora da área?
11'
Há corte com a mão de Pape Sow na grande área?
45'+2'
Hulk estava de facto em posição irregular?
90'
Foi bem assinalada a grande penalidade cometida por Pape Sow?
Jorge Coroado
+
Primeiramente houve mão do jogador; o derrube aconteceu posteriormente e fora da área. O cartão foi exibido, com certeza pela primeira infração.
+
Não fiquei com a ideia de tal ter acontecido; a bola terá batido no dorso do jogador e não no braço.
-
Hulk não se encontrava em posição irregular, porque o pé do defesa da Académica o colocava em jogo.
+
Indubitavelmente, sim: Pape Sow está em movimento para a sua direita e movimenta o braço esquerdo em direção à bola.
Pedro Henriques
+
Movimento de difícil análise, mesmo com acesso às repetições, por isso dou o beneficio da dúvida à decisão, pois a infração ocorreu fora da área
+
Pape Sow, ao saltar à bola para a cabecear, toca-lhe e esta ressalta para o seu braço de forma causal, não deliberada. Não houve motivo para infração.
-
Lance no limite e de difícil análise, mesmo com acesso às repetições, mas Hulk está em linha com o penúltimo defensor no momento do passe.
+
Pape Sow tem a mão fora do plano do corpo, além disso coloca-a de forma deliberada para intercetar a trajetória da bola.
Paulo Paraty
+
Ferreira desliza no solo, roda o braço para bola, parece infração. Muitas dúvidas sobre se é em cima da linha, mesmo com a ajuda da televisão. Dou o benefício da dúvida.
+
Pape Sow faz um movimento com o braço que acabou por atingir a face de Maicon. Não há evidência de ter havido contacto com a bola.
-
Lance muito difícil, mas o importante aqui é que em situações de dúvida, não se deve interferir.
+
Pape Sow (e apesar de a bola ser cabeceada muito perto) abre o braço esquerdo em direção à bola, cortando objetivamente sua trajetória.
Apreciação global

Jorge Coroado
Num jogo lento, pareceu perro de movimentos, de ideias e de ação. Aferição técnica deficiente, ação disciplinar sem critério. Pareceu sentir o peso da terceira atuação no Dragão.

Pedro Henriques
Uma arbitragem personalizada, com decisões difíceis e maioritariamente assertivas. O lance ocorrido aos 56', de difícil análise, foi a decisão menos conseguida.

Paulo Paraty
Num jogo com decisões muito difíceis e que criam sempre polémica, a equipa de arbitragem não esteve isenta de falhas, mas manteve personalidade, segurança e controlo do jogo.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um as um

Helton 5
Sem qualquer hipótese no golo sofrido, destacou-se mais a jogar como líbero na reta final do desafio. Na retina ficou também um excelente voo aos 20'.

Sapunaru 5
Diogo Valente não lhe deu muito trabalho, mas nem por isso o romeno foi muito afoito. Desnecessário em desvantagem.

Rolando 4
Deixou Edinho ganhar-lhe as costas no golo da Académica e com isso manchou uma exibição que, excluído esse momento, não teve qualquer mácula.

Maicon 6
Respira confiança e isso nota-se no risco que assume nas saídas para o ataque. Esteve perto de voltar a marcar (3'), mas foi pela capacidade de se multiplicar depois da saída de Rolando que mais se destacou.

Álvaro Pereira 4
Manietado por Saulo no golo da Académica, acusou o momento e caiu a pique. Pouco inspirado, não deu à esquerda o peso habitual no ataque.

Fernando 4
Lesionou-se cedo e fez muita falta à equipa.

João Moutinho 6
Nas costas de Lucho, mas com uma frente de ação mais alargada, culpa do dinamismo que nem a tristeza pelo funeral do avô, horas antes, lhe roubou. Marcou o ritmo, mas a falta de Fernando tirou-lhe protagonismo num espaço mais adiantado. Tal como na Luz, atirou à trave de livre direto (67').

Lucho González 4
Desgarrado, lento e previsível: eis o resumo daquela que foi a pior exibição portista. Aos 55', falhou a emenda para o possível empate.

Hulk 6
Uma má assistência (45') quando a condição de isolado pedia um remate é o maior exemplo de muitas decisões erradas no primeiro período. Renasceu após o intervalo e foi pela sua ação que o FC Porto cresceu. Depois de um bom livre aos 53', ofereceu a James (55') e Janko (59') dois golos desperdiçados. No fim lá marcou o primeiro da carreira à Académica. Foi de penálti, é certo, mas ainda há duas semanas falhou um...

Janko 4
Não foi por falta de ocasiões (38', 47' e 55') que somou o terceiro jogo consecutivo sem marcar. A isto junta-se a chegada tardia a algumas bolas para o resumo de uma exibição muito descolorida.

James Rodríguez 5
Um jogo de altos e baixos. Boas assistências (Janko que o diga), um excelente remate (77') e o cruzamento para o penálti foram pratos bem servidos, mas de sabor efémero. Não soube pegar nas rédeas do jogo nem teve continuidade. E ainda há o golo falhado aos 55'...

Defour 5
Bons passes e alguns desarmes importantes, mas uma falta de verticalidade gritante. Jogou muito para o lado.

Djalma 5
Entrou para lateral e virou a equipa à direita, mas não foi tão incisivo como na Luz. Ainda assim, melhorou a equipa.

Kléber 3
Juntou-se a Janko no eixo do ataque, mas não desfez o nó junto dos centrais academistas. Futebol atabalhoado e vontade de fazer tudo depressa demais, talvez fruto da ansiedade que vive.

in "ojogo.pt!

O apagão depois da Luz

Os mais apressados podem sempre avançar já para a página do Tribunal, porque há razões de sobra para querer passar os olhos pelo que dizem os especialistas em arbitragem: de penáltis reclamados a foras de jogo contestados, não faltam lances duvidosos para discutir. Dito isto, que pode até nem ser pouco, convém acrescentar outras coisas à explicação de um empate que impediu o FC Porto de reforçar o fôlego da última jornada, quanto mais não seja porque o Braga já lhe ganhou dois pontos. São coisas simples, a começar pelo ritmo. Ou pela falta dele.
À velocidade da Luz, a tal com que surpreendera o Benfica logo a abrir o último clássico, o FC Porto contrapôs desta vez uma versão sem pilhas. O primeiro problema de Vítor Pereira poderá ter sido mesmo esse: não há Benfica todas as semanas e, à falta desse suplemento vitamínico, não foi encontrada alternativa capaz de estimular uma entrada mais espevitada. Não é de agora, apesar de o terem disfarçado bem na Luz, que os dragões começam os jogos com a aparente missão de adormecer os adversários e acabam eles próprios embalados numa soneira contagiante. De resto, basta espreitar os golos marcados pelo FC Porto neste campeonato para se reforçar a ideia de que esta é uma equipa que gosta de adiar os problemas para a segunda parte e, mais curioso ainda, para o último quarto de hora dos jogos. Uma opção perigosa.
Mantendo o desenho do costume, Vítor Pereira trocou três peças: devolveu Sapunaru à direita, desviou Maicon para o centro da defesa e apostou em James de início. No meio, Fernando e João Moutinho reforçaram a tendência para se aproximarem um do outro e para se distanciarem de Lucho, elemento que continua algo perdido nas costas de Janko. Moutinho e Fernando mexem-se muito, é verdade, mas não disfarçam tudo. A Académica não teve dificuldade em detetar essa zona vazia, começando por encravar aí a fluidez de jogo ao adversário: David Simão, Adrien e Diogo Melo ganharam muitas vezes vantagem a Moutinho e Fernando, impedindo que os dois arrancassem para as transições habituais. O futebol portista soluçava, com algumas agravantes pelo meio: Fernando lesionou-se, tornando ainda mais visível o tal problema ao meio, e os desequilibradores (Álvaro Pereira, James ou Hulk) também não estavam particularmente inspirados. Pior ainda: a defesa fraquejou num dos ataques organizados da Académica, estendendo uma passadeira a Saulo e deixando Edinho com caminho aberto para a baliza. A desvantagem chegava assim, a seis minutos do intervalo.
Já com uma substituição queimada, Vítor Pereira teve de mexer outra vez por razões físicas, ainda que todos adivinhassem que isso lhe passaria pela cabeça de qualquer maneira: trocou Sapunaru por Djalma, procurando que o angolano cumprisse o habitual papel de dois em um. Pedro Emanuel preferiu esperar, e não tinha razões para apressar nada.
Mais veloz, ainda que trapalhão, o FC Porto procurava então empurrar o adversário para trás, mas a área continuava a ser um labirinto sem saída. Janko era mal solicitado; James, Hulk e Lucho não tinham soluções para chegar a Peiser, protegido por um anjo da guarda chamado Pape Sow. Mas, agora sim, os dragões estavam com pressa. E Vítor Pereira também. Inspirado pelo que fizera na Luz, tirou da manga Kléber e do jogo Rolando; o central não gostou e barafustou. Com o adversário inclinado para a frente, Pedro Emanuel respondeu cautelosamente. Preferiu primeiro dar consistência ao apostar em Danilo, beneficiando do desequilíbrio natural que a opção de risco de Vítor Pereira lhe oferecia. Mesmo enclausurada pela pressão, a Académica conseguiu encontrar o caminho da baliza de Helton, e fê-lo com algum perigo. Do outro lado, apesar da vontade de anular a desvantagem, a verdade é que a entrada de Kléber não significou grande alternativa para chegar ao golo; Hulk e James continuavam a tentar quase sempre sozinhos. E um livre de Moutinho esbarrou no ferro.
Já quase em desespero de causa do FC Porto, Pape Sow, que tinha estado sempre no caminho da bola, voltou a estar. Mas com a mão. O árbitro viu, Hulk não falhou.
O empate pode até ter sido um mal menor para os portistas. Mas foi um mal...

in "ojogo.pt"

sábado, 10 de março de 2012

F.C. Porto: três lesionados frente à Académica

O embate com a formação de Coimbra provocou novas baixas no grupo azul e branco


O F.C. Porto terminou a receção à Académica com um ponto suado e três lesionados. O embate com a formação de Coimbra provocou novas baixas no grupo azul e branco, já privado de Mangala, Danilo e Varela.

Fernando foi o primeiro a apresentar queixas físicas. Na sequência de uma entrada viril de Habib Pape Sow, em que o jogador da Académica tocou na bola mas acabou por atingir o adversário, o brasileiro saiu com uma contusão no joelho esquerdo.

Em principio, o tipo de lesão motiva uma paragem relativamente curta. Sapunaru também foi alvo de um duelo mais aceso, apresentando uma contusão na perna direita.

O lateral romeno foi substituído por Djalma na fase de pressão do F.C. Porto, na segunda parte, mas o angolano acaba por ser a vítima mais preocupante do confronto.

Os responsáveis clínicos do emblema portista suspeitam que o antigo jogador do Marítimo tem uma lesão muscular na fase posterior da coxa direita. Nesse caso, fica em dúvida para os próximos compromissos da equipa.

in "maisfutebol.iol.pt"

Vítor Pereira: «Podíamos ter ficado sem ponto nenhum»

Treinador do F.C. Porto assume a incapacidade da equipa


Vítor Pereira assumiu na conferência de imprensa o que todos viram: «o F.C. Porto não foi competente». O técnico descreveu em pormenor as incidências dos dragões na partida, sem apresentar os motivos para tamanha apatia. 

«O F.C. Porto não foi competente. Podíamos estar aqui sem ponto nenhum, porque nos pusemos a jeito. Não podemos voltar a entrar num jogo desta forma. Demonstrámos incapacidade para resolver problemas. Temos de ser mais dinâmicos e agressivos.»

[Sobre a exibição da Académica]
«Há mérito do adversário, claro. Defendeu bem e contra-atacou com critério. Na primeira parte não criámos situações para marcar. Precisávamos de uma circulação mais rápida, de desequilibrar pelos flancos e não fomos capazes.»

[Sobre a postura na segunda parte]
«Colocámos mais gente na frente, apenas com três defesas e em risco total. Até podíamos ter sido surpreendidos. Tivemos alma, sim senhor, mas sem discernimento. Criámos situações de golo e lá marcámos.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Lucho: «Árbitros podem falhar, como nós falhamos»

Lucho González, jogador do FC Porto, depois do empate com a Académica (1-1), na flash interview da SportTV

«Não tivemos possibilidade de fazer o jogo a que estamos habituados, mérito também do rival. Mas pronto, continuamos na frente e ainda falta muito.

A intenção era conquistar os três pontos. Mas pronto, ainda falta muito e dependemos de nós também.

(FC Porto entra tarde nos jogos) «São coisas que acontecem. Há que dar mérito ao rival também, mas a verdade é que nos últimos jogos não temos entrado bem.»

(Que acha do lance do Hulk, que reclamou penalty e viu amarelo?» «Parece-me penalty claro, mas não gosto depois de andar a chorar, são coisas que acontecem. Os árbitros podem falhar como nós falhamos.»


in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Académica, 1-1 (destaques)

Hulk, sempre


A figura: Hulk
Depois de uma primeira parte para esquecer, a exemplo da restante equipa, assumiu a responsabilidade e encarou Nivaldo em vários duelos individuais. Num espaço de quatro minutos, criou igual número de situações na área da Académica. Primeiro, serviu James para um falhanço do colombiano. Logo depois, viu amarelo por pretensa simulação de uma grande penalidade. Duvidoso. Pareceu mesmo penalty. Continuou a carregar e mereceu ser ele a evitar a derrota do F.C. Porto. 


A desilusão: Rolando
Péssima atitude no momento da sua substituição. Gestos condenáveis de um jogador que pretende ser uma voz de comando e ter um lugar na hierarquia do F.C. Porto. Foi substituído pela segunda vez consecutiva, é certo, mas Vítor Pereira precisaria de sacrificar um central, Rolando tinha um amarelo e Maicon estava bem melhor. Fez questão de vincar a sua insatisfação e os adeptos não gostaram. Algo não está bem.


O momento: minuto 35
O F.C. Porto acumulava lances desastrados, ainda não tinha ensaiado um remate à baliza, perdia-se em passes errados e dava espaço para a coragem da Académica. Num lance de insistência, a bola sobrou para o lado direito, Saulo voltou a encarar Alvaro Pereira e a ganhar o duelo com o uruguaio. Cruzou para o segundo poste e Edinho, com todo o espaço do mundo, chocou o Dragão. Valeu um ponto.


Outros destaques:



Edinho
Terceiro golo em cinco jogos na Liga portuguesa. Reforço de inverno da Académica, o internacional luso procura recuperar o estatuto e sonhar com uma chamada para o Campeonato da Europa de 2012. Foi uma dor de cabeça para Maicon e Rolando, ganhando vários duelos aéreos aos dois centrais do F.C. Porto. No lance do golo, nem precisou de enfrentar a oposição. Teve tempo e espaço para tirar as medidas à baliza e inaugurar o marcador. 


Habib Pape Sow
Adaptado ao eixo, fica na história do jogo por dois maus momentos. Primeiro, num lance em que até tocou na bola, entrou com tudo e acabou por lesionar Fernando. Nem falta foi marcada. Na reta final do encontro, foi imprudente e desviou a bola com o braço. Penalty, golo do F.C. Porto.


Peiser
Exibição segura no Dragão. Não conseguiu travar o penalty de Hulk mas anulou um lance de perigo criado pelo brasileiro logo depois, evitando o segundo golo do F.C. Porto. Importante.


Maicon
Bem melhor que Rolando, a todos os níveis. Atravessa um momento de confiança e isso nota-se na abordagem aos lances, assumindo o risco de sair a jogar com adversários por perto. Conquistou os adeptos na fase de maior certo, sendo o melhor dragão ao longo da primeira parte. 


James Rodriguez
Os adeptos e a crítica reclamavam a titularidade do colombiano, depois de vários jogos a deixar marca partindo do banco de suplentes. Pela primeira vez, Vítor Pereira cedeu e juntar James a Hulk e Janko. Soava a tridente perfeito mas a realidade foi bem diferente. O esquerdino passou ao lado do jogo na primeira parte, correu um pouco mais na segunda mas borrou a pintura ao simular uma grande penalidade de forma grotesca. Salvou a face com o cruzamento que terminou no penalty de Habib.


Reiner
Bom defesa-central. Não é particularmente alto mas tem um poder de antecipação assinalável, qualidade técnica e velocidade para anular vários lances de perigo. Viu um cartão amarelo bem cedo mas não se incomodou. Bem menos faltoso que Habib, fez um trabalho limpo, irrepreensível, contribuindo para o bom resultado da sua equipa.


Diogo Melo
Unidade pendular no sector intermediário da Académica. A ausência de Flávio Ferreira levou Pedro Emanuel a recuar Habib, colocando Diogo Melo à frente da defesa. O brasileiro, capitão de equipa esta noite, cobriu bem os espaços e pautou o jogo da sua equipa, muito bem secundado por Adrien Silva. Esse foi um dos segredos para a boa exibição da Briosa.

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Académica, 1-1 (crónica)

Um dragão disfuncional e novamente deprimido


Desaproveitar o estado de graça, retornar às trevas da inquietude, ao pesadelo da ilusão sem sentido. Que estranho é este F.C. Porto! A rapsódia de uma família disfuncional, incapaz de viver em harmonia, assustadora e perigosamente alheada do ritual mais elementar: saber gerir os níveis de felicidade. 

Eufórico na Luz, depressivo e macambúzio no empate mais do que sofrido frente à Académica. 

Há alguém que perceba esta equipa? Os seus comportamentos aproximam-na de um serial-killer munido de um código de honra. Hannibal Lecter seria incapaz de assaltar uma loja de guloseimas; Dexter jamais estriparia um inocente; o F.C. Porto é absolutamente benévolo na hora de esmagar um convidado no Estádio do Dragão. Idealismos bacocos. 

A postura é absurda e recorrente. Entrar devagar, manter a pulsação do adversário bem viva, abusar da lateralização inócua e tombar com uma overdose de passes errados. Repare bem caro leitor: o primeiro remate do F.C. Porto à baliza de Peiser surgiu aos 39 minutos; a primeira oportunidade de golo ocorreu instantes antes do intervalo. 

Entre ambos, o castigo lógico e disciplinador. O golo da Académica, pois, germinado pelo talento de Saulo e a testa viperina de Edinho. O Dragão boquiaberto, o Dragão chocado, o Dragão sem saber se aplaude os heróis do Clássico ou pune os solados lançados por Vítor Pereira nesta noite. 

Mas não eram os mesmos? 

O F.C. Porto chegaria ao empate apenas aos 90 minutos e na marcação de uma grande penalidade por Hulk. Um prémio compreensível pelo coração gigante demonstrado na segunda parte. Não mais do que isso. 

Do banco de suplentes, Vítor Pereira arriscou o que era possível. Abdicou de Sapunaru para entregar o corredor direito a Djalma; sacrificou Rolando (mas que reação incorreta e destrambelhada a sair!) e juntou Kléber a Marc Janko. Fernando saíra à passagem da meia-hora, lesionado, e cedera a posição a Steven Defour.

A perder, embalado pela esperança de um povo paciente, o F.C. Porto até teve oportunidades mais do que suficientes para vencer. Remate de James salvo por Cédric aos 55 minutos, livre de João Moutinho à barra aos 67, pontapé em arco novamente de James aos 70, pressão, pressão e mais pressão até ao tal momento do castigo máximo. 

O problema não estava nesta fase de jogo. A origem de todo mal vinha de trás, no período em que a bola mais parecia um quadrado nos pés dos médios. Lucho mal, João Moutinho mal, Fernando terrível até ser obrigado a sair. Incompreensível, insista-se, a primeira parte dos campeões nacionais.

A Académica merece elogios firmes. Exemplarmente organizada por Pedro Emanuel, a Briosa anulou confortavelmente o talento das maiores figuras do F.C. Porto e, atrevida, soube bem como explorar as transições ofensivas.

O golo de Edinho é, de resto, um bom exemplo dessa feliz forma de estar. Saulo fantástico na direita, a driblar e a cruzar com a inspiração toda. Os estudantes souberam sofrer, aguentar a avalanche (mais emocional do que conscienciosa) do Porto e jamais abdicaram das saídas rápidas para o ataque. 

Como é que esta equipa não vence desde Dezembro? Outro mistério.

A última palavra vai para a arbitragem fraquinha de Marco Ferreira. Complicativo, precipitado, o juiz madeirense levou a plateia à loucura. Acertou, pelo menos isso, nos amarelos mostrados a Hulk e James por simulação na área academista. Na grande penalidade favorável ao F.C. Porto também. 

in "maisfutebol.iol.pt"