quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Oliveira. "Este é o dia mais feliz da vida de Américo de Sá"

A 27 de Janeiro de 1981, o presidente do Sporting (João Rocha) assinou contrato com o treinador do Penafiel. Que também jogava...


Os golos de placa estão espalhados pelo mundo. Começou com Pelé, que marcou um golo tão bonito num Fluminense-Santos para o Torneio Rio-São Paulo que o jornalista Joelmir Beting disse que merecia uma placa de bronze. E o Maracanã lá tem a placa de Pelé. Depois generalizou-se e os golos de placa também valeram para as inaugurações de estádios. Daí que Octávio Machado tenha um golo de placa no Serra Dourada, por ocasião de um Brasil-Portugal em 1975.

Dessa modalidades passou-se para as frases de placa. E o Sporting tem uma no Estádio José Alvalade: por cada leão que cairá, outro se levantará. Não é Camões mas sim António Oliveira. Reza a lenda que o talentoso avançado sportinguista disse esta pérola num dia de profunda tristeza pessoal e, ao mesmo tempo, de intenso frenesim clubístico, numa alusão à morte do seu pai. Expliquemos: estamos a 29 de Setembro de 1982 e o Sporting vai jogar a segunda mão da primeira eliminatória. Em Zagrebe, o Dínamo ganhou 1-0. Em Alvalade, o vendaval Oliveira tomba os jugoslavos. São três os golos do Sporting, todos de Oliveira, todos a um jovem e desconhecido Ivkovic na baliza.

Só no dia seguinte as pessoas tomam conhecimento da triste realidade. O pai de Oliveira morrera no dia do jogo, pouco antes de as equipas entrarem em campo. António Oliveira tomou conhecimento da tragédia mas foi ele que insistiu em jogar. Deu naquilo (3-0 e hat-trick) e nisto (a frase do "por cada leão que cair, outro se levantará").

DRAGÃO VERDE E BRANCO Mas como é que um homem e um jogador formado no FC Porto fala à Sporting com tanta propriedade? Para isso temos de recuar até ao Verão quente de 1980. Nas Antas, a divergência entre o presidente Américo de Sá e o director para o futebol Pinto da Costa é evidente. Desta cisão resultaria a saída de Pedroto e de alguns jogadores, como Oliveira. Que vai para Penafiel, sua terra natal. Lá joga e dá espectáculo. Como avançado (dez golos, um deles ao FC Porto, nas Antas) e como treinador, no lugar do demitido Luís Miguel a partir da quinta jornada.

Em Alvalade, a questão do treinador também anda tremida. Perdido o campeonato a 10 de Janeiro de 1981 (0-1 nas Antas e nove pontos de desvantagem em relação ao líder, Benfica) e desfeito prematuramente o sonho da Taça na semana anterior (2-4 em Braga) mais o da Taça dos Campeões (por culpa do Honved, logo no primeiro dia de Outubro), nada restava ao Sporting em Janeiro. E faltava dinheiro nos cofres. Mas o presidente/gestor João Rocha arranjou uma digressão ao Brasil que renderia 3 mil contos. OK, os problemas financeiros estão resolvidos mas há um imprevisto em São Paulo, num jogo com o Corinthians, em que os adeptos da Fiel, a maior torcida do Brasil, descarregam a fúria no banco de suplentes do Sporting. Resultado: uma pedra na cabeça para o treinador, Srecko Radisic, e um pé de gesso para o capitão, Manuel Fernandes, que o obrigaria a aterrar na Portela de cadeira de rodas. 

De regresso à dura realidade nacional (21 de Janeiro), o Sporting leva uma pedrada sem precedentes: 0-1 em Alvalade com o Académico de Viseu, graças a um golo de Raul Águas. Para calar críticos e conter o pessimismo, João Rocha volta a exercer de presidente/gestor. Com olho para o negócio, portanto. E desloca-se a Penafiel para falar com Oliveira, já então jogador-treinador de uma equipa a dois pontos do Sporting! Dessa conversa resulta o acordo total para a contratação de Oliveira como jogador do Sporting na época seguinte, de 1981-82.

A assinatura do contrato é tornada oficial cinco dias depois, a 27 de Janeiro, a rondar a verba dos 20 mil contos. Neste dia Oliveira soltaria outra frase famosa: "Este deve ser o dia mais feliz da vida de Américo de Sá." E com isso encontrou aliados em Pinto da Costa: "Oliveira manteve a palavra de não voltar ao FC Porto enquanto Américo de Sá fosse presidente. Dar este passo custou-lhe certamente muito, que ele tem, como todos sabem, o FC Porto no coração, mas, infelizmente, há quem não tenha coração assim e ponha os seus interesses acima dos interesses do clube."

João Rocha, o JR mais conhecido de todo o mundo (com a licença do personagem de "Dallas"), não se fica por aqui e tenta contratar Pedroto. Do então treinador do V. Guimarães JR só ouve os parabéns pela contratação do ano (Oliveira), "sobretudo por ter derrotado os boicotes dos fascistas [Américo de Sá]".

É neste ambiente efervescente que João Rocha se vê envolvido. O presidente do Sporting é ameaçado com o rapto da filha, mas o negócio com Oliveira mantém-se. Apesar das investidas do FC Porto, o jogador vai mesmo para Alvalade, "para honrar a palavra". No Sporting, Oliveira ganha o campeonato nacional e a Taça de Portugal na época de estreia, com 16 golos em 34 jogos, ao lado de Jordão (35-37) e Manuel Fernandes (21-39), no famoso trio de ataque.


Rui Tovar in "ionline.pt"

A análise de JVP - FC Porto - Nacional


FC Porto-Nacional

1
Resultado justo e categórico

Bom jogo, com ritmo alto, grande dinâmica, velocidade, competitividade e golos. Pode afirmar-se que à vitória justa e categórica do FC Porto podem ter faltado alguns golos, mas também é justo referir a competitividade que o Nacional deu à partida. Depois de uma primeira parte em que foi superior e comandou, embora entre o primeiro golo e o segundo tenha comandado mas sem controlar, na segunda metade controlou de fio a pavio, geriu a vantagem como quis e ainda pôde dar minutos de jogo a alguns jogadores com menos ritmo. É verdade que depois de fazer três golos nos primeiros 45 minutos tudo se torna mais fácil, até porque o adversário acaba por sentir-se impotente para reagir, mas o rigor do FC Porto foi impressionante.

2
Organização irrepreensível

O FC Porto jogou muito concentrado durante os 90 minutos, com grande disponibilidade dos jogadores para jogarem e demonstrarem desde o início que tinham aprendido a lição do último confronto entre ambos e de que resultou a única derrota portista esta época. Sabendo que o nacional é um adversário atrevido, que normalmente aproveita bem os erros dos adversários. Só que desta vez o FC Porto não deu a mínima hipótese de que tal pudesse acontecer. Manteve uma organização defensiva irrepreensível do primeiro ao último minuto. Marcou cedo, o golo deu tranquilidade, mas nem assim a equipa baixou a intensidade, a entrega e a concentração.
Já aqui elogiei a combatividade do Nacional, equipa que nunca desiste, e ontem provou-o mais uma vez. Tentou reagir ao golo sofrido, subiu no terreno, tentou pressionar alto, foi capaz de disputar alguns duelos individuais e até conseguiu roubar algumas bolas, só que a organização defensiva do FC Porto não permitiu qualquer oportunidade de golo. Digamos que, apesar da reacção positiva, por culpa do FC Porto o Nacional nunca chegou a ter esperança.

3
Trabalho do meio-campo é fabuloso

Continuando a jogar de forma inteligente, sem nunca facilitar, o FC Porto aproveitou a subida no terreno do adversário e a velocidade do seu trio atacante para jogar a bola para as costas da defesa do Nacional. Uma forma de jogar objectiva, enraizada, bem trabalhada. E apareceu o segundo golo numa bola primorosamente metida por Moutinho em Hulk, que apareceu isolado, e depois o terceiro, com Hulk a fazer o último passe que isolou James Rodriguez para um grande golo.
Independentemente do mérito dos autores dos golos, a forma como foram construídos - esses lances e outros do género - só aconteceu porque o trabalho do meio-campo do FC Porto é fabuloso. Moutinho e Belluschi jogam com inteligência, têm ambos uma técnica de passe primorosa e grande leitura de jogo. Daí que o FC Porto demonstre também uma excepcional ligação entre sectores e uma dinâmica colectiva impressionante. Os golos são disso um exemplo perfeito. Normalmente é Hulk quem aparece na cara do guarda-redes, mas ontem, depois de fazer dois golos, foi notável a fazer o passe que isolou James. Isto é trabalho de casa e dinâmica colectiva.

4

Hulk descobriu a melhor forma de brilhar

Começa a ser difícil encontrar o que escrever de novo sobre ele. Vá lá que ontem deu uma ajuda ao marcar de cabeça. Tem características ímpares que desequilibram qualquer jogo, como a potência e a velocidade, e cada vez está mais objectivo, mais solidário e mais inteligente na forma de jogar. Vê-se que tem sabido ouvir e corrigir os defeitos. Agora consegue utilizar todo o seu potencial em prol da equipa e terá percebido que esta é a melhor forma de brilhar. Ontem fez três cabeceamentos, o que é novidade. Um deu golo, outro foi defendido e o terceiro foi à barra, o que demonstra que também nesse particular tem evoluído. Quando um jogador cujo forte não é a cabeça, faz um golo e depois volta a criar lances de perigo com cabeçadas, começa a ganhar confiança. Ninguém se admire se ele daqui para a frente aparecer a fazer mais golos de cabeça, o que também lhe dará muito jeito se continuar a jogar naquela posição.

5
O miúdo tem confiança e personalidade

James Rodriguez é outro jogador em clara evolução. Está mais disciplinado tacticamente, mais agressivo em termos defensivos, mais identificado com o futebol português, que o está a fazer ganhar maturidade. Tem grande qualidade técnica e isso nota-se no toque de bola e no drible, mas o que mais me impressiona no miúdo é a confiança e a personalidade que tem. Nem o Cristiano Ronaldo com a idade dele tirava a bola das mãos de um colega para marcar ele um livre directo à entrada da área, como o vimos fazer numa das primeiras vezes em que jogou. Melhor ainda porque não foi contestado por nenhum dos colegas, bateu o livre para fora e continuou a jogar como se nada fosse. Evolui a cada jogo que passa. Entrou no tempo certo numa estrutura forte e ganhadora.

Kelvin apontado ao Dragão

PROMESSA BRASILEIRA PODE CHEGAR NA PRÓXIMA ÉPOCA



Depois de Juan Iturbe, o FC Porto pode garantir mais um jovem reforço para a próxima temporada. Trata-se de Kelvin, um médio de ataque que despontou no Paraná e que estava a ser muito disputado. Segundo as notícias que circulam no Brasil, o jogador já estaria até comprometido com os dragões, informação que o presidente Aquilino Romani não desmente. “Por uma questão de ordem e até de respeito para com os clubes, não vou adiantar nada hoje [ontem]. Amanhã [hoje] teremos a oportunidade de divulgar tudo. Por agora, não vou falar nada para jornais do Brasil ou de Portugal”, atirou perante a questão de Record.
Kelvin, que ainda é menor, seria contratado numa operação em tudo idêntica à de Juan Iturbe, ficando no Brasil até completar 18 anos, no início de julho. Muito pretendido pelos maiores clubes do Brasileirão, com o Palmeiras de Scolari à cabeça, Kelvin estava em litígio com o Paraná, tendo movido uma ação contra o clube, da qual saiu vencedor. Ficou assim estipulada uma cláusula que permite a sua transferência por cerca de 2 milhões de euros, verba que um grupo de empresários terá já pago. Não obstante, e a confirmar-se a entrada em cena do FC Porto, o jogador ficaria no Paraná nos próximos meses.
in "record.pt"

O Tribunal de O JOGO


A arbitragem de Paulo Baptista na vitória confortável do FC Porto, no reencontro com o Nacional, ficou marcada por um lance que, embora com influência nos números finais, não interferiu na tendência do resultado: em causa está o lance anulado a Rodríguez por falta que ele não cometeu. Também Mateus fez a bola entrar na baliza e não teve direito a festejar, mas, nesse caso, os juízes são unânimes: estava em posição irregular.
Momento mais complicado

72'
O golo de Rodríguez é bem anulado?

Jorge Coroado
-
Não me pareceu. A haver falta, curiosamente, ela foi praticada sobre Rolando, que, por influência do empurrão que sofreu, caiu sobre um adversário, arrastando Rodríguez. Não havia, pois, motivo para não validar o golo.

Pedro Henriques
-
É um lance muito confuso, com empurrões e agarrões dentro da área, onde o que é mais evidente é Rodríguez a ser agarrado, não se vislumbrando nenhuma falta clara ofensiva, pelo que o golo devia ser validado.

Paulo Paraty
+
Rodríguez não faz falta; pelo contrário, até é agarrado. Paulo Baptista terá interpretado uma outra falta anterior de Rolando, que eventualmente terá agarrado primeiro um adversário, ainda antes de a bola chegar a Rodríguez.

in "ojogo.pt"

Vingança servida fria e vantagem a aumentar

André Villas-Boas tinha alertado, na conferência de Imprensa que antecedeu este encontro, para o perigo de se alimentarem sentimentos de vingança. Disse o treinador portista que quando isso acontece há o perigo de se cometerem erros, numa referência à única derrota sofrida pelo FC Porto esta época, precisamente frente a este Nacional e no Estádio do Dragão, no início deste mês, na Taça da Liga. A verdade é que não só o FC Porto alimentou esse sentimento como o consumou de forma impecável, dir-se-ia com a frieza de um assassino que, tendo a vítima no ponto de mira, não erra o tiro. A consequência prática da forma concentrada como os azuis e brancos levaram à prática os planos de vingança foi o melhor aproveitamento possível desta antecipação do encontro da 20ª jornada, colocando mais terreno entre si e o perseguidor mais próximo. O Benfica, ainda que agora com um jogo a menos, está já a 11 pontos - a máxima diferença desta época - de um FC Porto que vence, encanta a plateia com jogadas bonitas e eficazes, motiva os seus jogadores e ainda se dá ao luxo de encarar o mês que se segue, que inclui vários compromissos decisivos, de forma mais tranquila.
Voltar ao que se passou no relvado do Dragão é recordar como praticamente desde o apito inicial o FC Porto encostou o Nacional às cordas, desafiando-o, de entrada, a mostrar se realmente valia aquela vitória sobre o líder incontestado deste campeonato. Uma ameaça - Moutinho rematou após passe de Hulk - e logo de seguida um directo nos queixos: Hulk faz o 1-0, o seu 18º golo nesta Liga e o primeiro de cabeça pelos dragões! Tal como na Supertaça (então foi Rolando), logo aos três minutos os portistas mostravam ao que vinham e punham de parte qualquer eventual ansiedade quanto ao adversário que mais vezes vencera no Dragão.
O Nacional teve então uma boa vintena de minutos para levar a cabo a única estratégia que parecia ter trazido na bagagem. Mateus era o alvo de todos os passes alvi-negros, na tentativa de ganhar vantagem nos duelos com aquele que Jokanovic identificara como o ponto mais débil na muralha defensiva dos donos da casa, Emídio Rafael. O angolano conseguiu ganhar as costas do lateral-esquerdo portista um par de vezes mas depois os cruzamentos saíram mal medidos.

Consumida esta meia-hora de desaceleração portista, novo golpe poderoso e, desta vez sim, mortífero. Uma genialidade de Moutinho, com um passe de primeira a rasgar a defesa nacionalista, apanha Hulk embalado rumo a um desamparado Bracali que quando se lançou para tentar deter a bomba desferida pelo Incrível provavelmente já ela estava no fundo das redes... O 2-0 enterrou o Nacional e libertou por completo os jogadores portistas para mais 15 minutos de espectáculo. E este segundo golo foi bem a imagem daquilo que esta equipa representa - uma defesa segura, um meio-campo com enorme capacidade de recuperação de bola e elevada capacidade técnica (não só Belluschi e Moutinho mas também Fernando, que não perde a oportunidade de se aventurar em zonas mais adiantadas) e um ataque rápido, com um bom entendimento entre os seus elementos e muito veneno.

Perdidos na teia do futebol de ataque do FC Porto, elaborado o bastante para as jogadas voltarem atrás, ao ponto de partida, sempre que necessário para manter a posse de bola ou criar espaços mais à frente, os médios do Nacional não conseguiam perceber se deviam marcar ao homem ou à zona. Moutinho confundia os conceitos defensivos de Bruno Amaro e Belluschi gozava da liberdade proporcionada pelo futebol mais posicionsal de Luis Alberto. O 3-0 foi a consequência natural deste desnível e um prémio para o trio de ataque - Varela toca para Hulk que, de calcanhar, deixou James no "mano-a-mano" com Bracali. Antes que este pudesse reagir, já o colombiano lhe picava a bola, fazendo um golo para recordar.

A segunda parte teve muito menos história. Foi uma sucessão de ocasiões para chegar ao 4-0, que não surgiu ora porque Hulk cabeceou à trave ora porque Fernando chegou uma fracção de segundo atrasado para concluir um bonito contra-ataque. Deu para gerir a condição física e ainda os cartões, com Belluschi a ver o amarelo que o vai deixar fora da recepção ao Rio Ave, na 18ª jornada. Do Nacional praticamente só se ouviu falar quando das substituições.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

Hulk 8
E agora algo diferente...

Mais uma noite de magia de Hulk. O jogo ainda estava a arrancar e o Incrível já tinha proporcionado o primeiro momento quente da noite, com um golo nunca visto de cabeça. Pelo menos, foi o primeiro marcado desta forma com a camisola portista. Por ter jogado na área, teve mais duas situações parecidas, mas numa cabeceou à figura do guarda-redes e na outra só a barra evitou mais um golo. Assumiu-se como a unidade mais perigosa do ataque e sentenciou a vitória com o segundo golo, aos 33', depois de uma arrancada em força que terminou com um remate forte e cruzado. Foi o 27º golo de uma temporada que promete terminar com números fabulosos. O brasileiro fez ainda a assistência para James fechar o resultado, com um passe de calcanhar.


Helton 6
Passou uma primeira parte descansado. Após o intervalo o sossego continuou e só por uma ou outra vez teve que se aplicar. Mas nada de muito difícil.

Sapunaru 6
Com os olhos postos em Diego Barcellos, o romeno resolveu todas as situações com facilidade. Atacou de vez em quando.

Rolando 6
Só por uma vez falhou o passe, mas Anselmo desperdiçou a oferta com um remate torto e muito por cima. No resto, controlou bem as poucas investidas do adversário e, com tão pouco trabalho, resolveu dar uma ajuda ao ataque, falhando o desvio à boca da baliza.

Maicon 6
Voltou ao onze e fez quase tudo bem, até para evidenciar classe numa situação de aperto. Ainda teve tempo de ir à outra área procurar o golo e, após um cruzamento de Varela, rematou de forma subtil e ganhou um canto.

Rafa 6
Com Mateus pela frente, teve uma actuação sem grandes falhas defensivas, mas foi a atacar que deu nas vistas. Fez bons passes e melhores cruzamentos. Assistiu duas vezes Hulk e na última o brasileiro cabeceou à barra.

Fernando 6
Mais uma exibição em bom nível do brasileiro, evidenciando grande autoridade no meio-campo e com frescura física para ocupar uma imensa parte do relvado. Um passe de ruptura para Varela e um lance em que chegou atrasado à boca da baliza após uma assistência de Moutinho foram apenas dois exemplos.

Belluschi 6
O argentino só precisou de três minutos para somar mais uma assistência para golo, desta vez com o pé esquerdo. Sempre em movimento, descobriu vias de passe que alimentaram o ataque, sem deixar de dar uma ajuda quando a equipa não tinha a bola.

João Moutinho 7
Cedo se percebeu que ia ser uma das figuras da noite. Pertenceu-lhe o primeiro remate do jogo, que Bracalli defendeu aos 3', e fez a assistência para Hulk marcar o segundo golo. O que mais impressiona em Moutinho é a capacidade para jogar em espaços reduzidos, inventar situações de desequilíbrios e, quando é preciso, recuar e recuperar a bola. Tentou o golo em dois remates de longe e, perto do fim, assistiu Fernando, que chegou ligeiramente atrasado.

Varela 6
Sem deslumbrar, não deixou de participar em duas jogadas que resultaram em golos, para além de ter efectuado dois cruzamentos perigosos e um remate cheio de intenção que terminou num canto. Faltou-lhe por vezes mais capacidade física para a última finta.

James 7
Marcou um bonito golo, um chapéu de medidas perfeitas e que evidenciou muita calma quando só tinha Bracalli pela frente. Teve outros apontamentos interessantes longe da área, servindo as entradas dos companheiros na área adversária.

Rodríguez 5
Foi a primeira unidade que Villas-Boas lançou, mas o uruguaio pouco de novo trouxe ao jogo. Marcou um golo de cabeça, após um canto, prontamente anulado pelo árbitro.

Walter -
Mais uns minutos de competição, sem grandes oportunidades para mostrar serviço.

Guarín -
Para queimar tempo e pouco mais.

André Villas-Boas: "É ridículo dizer que é fácil ganhar no FC Porto"(video)

O FC Porto derrotou o Nacional com uma boa exibição, que poderia ter até pesado mais no resultado. O caminho para alcançar o título ficou mais próximo, mas nem assim André Villas-Boas deixou de fazer reparos às críticas que têm sido dirigidas à sua equipa. "Este FC Porto é assim tão mau, mesmo quando marca como nunca? Quantas mais críticas vai merecer esta equipa que venceu 29 jogos em 33? de que adeptos e de que escritores? Mas isto não é como começa, é como acaba, como diz o mestre," apontou, numa clara alusão a uma expressão de Jorge Jesus. Villas-Boas também não gostou de ver, de certa forma, desvalorizado por José Mourinho o trabalho que está a fazer no FC Porto. O técnico do Real Madrid, em entrevista ontem publicada em O JOGO, afirmou que era fácil ganhar campeonatos no FC Porto. "Discordo, não é fácil. É ridículo dizer que é fácil ganhar no FC Porto. O Pep Guardiola, depois de ganhar, disse que era fácil falar. Bem pelo contrário, temos de mostrar trabalho, porque não é fácil ganhar em lado nenhum, como não foi no Chelsea ou no Inter. É ridículo", comentou.

Em relação às consequências dos 11 pontos amealhados e ao peso que eles poderiam ter na Liga, o técnico do FC Porto foi pragmático: "Se não vencermos o Rio Ave e o Braga, os 11 pontos não vão valer de nada. Na jornada em que o calendário será acertado haverá o Sporting-Benfica e talvez possa valer de alguma coisa". Mesmo com 11 pontos de vantagem, o Benfica obriga a manter a concentração: "Este Benfica provoca um desafio difícil, é uma equipa diferente dos últimos anos, que está no topo e todos sabem o que é que isso quer dizer". Com uma desvantagem tão grande nunca nenhuma equipa conseguiu recuperar, mas para Villas-Boas isso é apenas um pormenor: "Quem não respeitar a imprevisibilidade do futebol e não respeitar a parte caótica do futebol, pode acabar surpreendido e não queremos isso. Essa é a nossa motivação". Do jogo em si, muito fácil: "Foi parecido, dominámos, criámos muitas oportunidades e desta vez marcámos. Do Nacional houve zero oportunidades".

in "ojogo.pt"

Rafa - Declarações (video)

Rodriguez: «Não dou importâncias às críticas às arbitragens» (video)

Cristián Rodriguez, extremo do F.C. Porto, em declarações no final da vitória sobre o Nacional por 3-0, em jogo antecipado da 20ª jornada:


«Onze pontos dão-nos tranquilidade no sentido em que nos deixa contentes com o que temos feito. A equipa tem treinado bem, tem jogado bem e está a deixar tudo em campo em nome do F.C. Porto. Se esta vantagem nos tira pressão? Não, pressão no F.C. Porto existe sempre. Tem obrigação de ganhar todos os jogos e sente essa pressão, porque esta é uma instituição muito grande e que está habituada a ganhar.



Não dou importância às críticas que os adversários têm feito às arbitragens. Prefiro pensar positivo e pensar no muito que os meus companheiros têm dado em campo. O importante é focarmo-nos em nós e esquecer o que se diz cá fora. Estamos mentalizados em chegar a um final lindo e voltar a sermos campeões, apenas isso.»


in !maisfutebol.iol.pt"

James: «Quero aproveitar todas as oportunidades»

James, extremo do F.C. Porto, em declarações no final da vitória sobre o Nacional por 3-0, em jogo antecipado da 20ª jornada:

«Se foi a minha melhor exibição? Não acho que tenha sido a melhor exibição que fiz no F.C. Porto. Foi mais um bom jogo e estou contente porque conseguimos ganhar. Trabalho para estar bem e para fazer as coisas da melhor maneira. Quero aproveitar todas as oportunidades que me são dadas. O Nacional fez um bom jogo no início do mês, mas hoje foi obrigado a estar um pouco pior. O F.C. Porto jogou muito bem e venceu com todo o mérito. »

in "maisfutebol.iol.pt"


Racing Avellaneda tenta regresso de Mariano González

Segundo noticia o diário argentino Olé, o Racing Avellaneda está interessado em Mariano González. O médio do FC Porto, que recentemente regressou aos relvados após vários meses de ausência, devido a lesão, também estará agradado com a possibilidade de voltar ao seu país. 

«O regresso é viável e pode acontecer. Mas ainda ninguém falou com ele sobre esse interesse», diz uma fonte próxima do jogador, citada pelo referido jornal argentino.

Mariano Gonzalez, que tem 29 anos, termina contrato com os dragões no final da presente época. 

O Racing Avellaneda foi o clube onde o jogador despontou, entre 2001 e 2004, tendo sido depois transferido para o futebol italiano.


in "abola.pt"

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

F.C. Porto-Nacional, 3-0 (crónica)

Agora com mais cabeça


No reencontro com o adversário maldito, o F.C. Porto teve cabeça. Na circunstância, a cabeça de Hulk: logo aos três minutos, num cabeceamento mais eficaz do que estético, o brasileiro inaugurou o marcador e lançou o F.C. Porto no jogo. A partir daí a equipa teve tino, teve ordem e teve juízo. Naturalmente ganhou.

Partiu muito da organização sem falhas, aliás, o triunfo sobre um Nacional que nem fez cócegas. Bem arrumada no terreno, solidária nas compensações e capaz de pressionar alto, a formação portista dominou o jogo do início ao fim e não deixou o adversário aventurar-se. Ao contrário do que fez há vinte dias, pois.

O resto... bem, o resto foi Hulk. Um super-herói imparável, que marca com os pés e com a testa, em velocidade ou parado, sobre uma ala ou mais ao centro. Fez o primeiro golo em Portugal de cabeça, bisou ainda antes do intervalo, assistiu James de calcanhar para o melhor golo da noite e ainda atirou mais tarde à trave.

Outra vez de cabeça, curiosamente, ele que se redescobre a cada jogo, a cada posição, a cada necessidade da equipa. Agora é ponta-de-lança e nem com o desvio para uma posição teoricamente mais difícil é travado. Somou o 19º golo na liga e igualou, por exemplo, Messi. No ocidente só Ronaldo (23) faz melhor.

Ora incapaz de travar Hulk e incapaz de se estender no relvado, o Nacional perdeu a capacidade de sonhar ainda na primeira parte. Só criou perigo uma vez, quando Mateus marcou em claro fora-de-jogo. Depois disso, mais nada. O resultado (3-0) ao intervalo ameaçava uma goleada. Não era por acaso: há antecedentes. 

Das outras duas vezes que o F.C. Porto tinha chegado ao intervalo a vencer por três acabou por fazer cinco. Com o Benfica e com a U. Leiria. Esta noite não chegou a tanto, é verdade, mas ameaçou-o. Hulk, já se disse, atirou à trave, Maicon falhou na cara de Bracalli e Rodriguez marcou um golo bem anulado por falta.

A segunda parte, também é preciso sublinhá-lo, baixou o ritmo de uma primeira que pareceu lenta porque foi jogada só num sentido. O F.C. Porto continuou a dominar e a procurar a baliza adversária, mas com menos urgência. Fundamental, percebeu-se, era corrigir o erro da Taça da Liga e não deixar o Nacional crescer.

Nesse aspecto, tornou-se fundamental o regresso de Fernando. O brasileiro não é tão bm de bola quanto Guarín, mas traz mais consistência à equipa. É mais responsável e mais maduro a defender. Recupera bolas, cobre espaços, compensa os companheiros. Com Moutinho e Belluschi, compõe um meio-campo muito seguro.

Também por isso o Nacional foi uma sombra da equipa que infligiu a Villas-Boas a única derrota. A colocação de Tomasevic a central, com Danielson a lateral-esquerdo na primeira parte, foi um equívoco de Jokanovic. Anselmo, desta vez até foi titular, mas não trouxe com ele a kryptonite. O super-herói estava imparável.

Só falta dizer que com um mês de antecedência, o F.C. Porto já entrou na 20ª jornada a vencer. A bola está do lado dos rivais.


in "maisfutebol.iol.pt"

Prediger: «Houve erros nas escolhas dos clubes para eu jogar»

Médio cedido pelo F.C. Porto está feliz no Colón


Sebastián Prediger está, finalmente, feliz de novo. O médio argentino regressou ao Colón, por empréstimo do F.C. Porto, e não esconde que o sentimento de regresso a casa o pode ajudar a dar um novo rumo à carreira.

A experiencia na Europa fracassou e Prediger lamenta que a escolha dos clubes por onde passou não tenha sido mais ponderada. «Penso que houve erros na escolha das equipas para eu jogar. Mas não foram decisões só minhas, porque não posso fazer o que quero. Mas hoje sinto-me feliz novamente, por estar aqui a treinar com gente que sempre me tratou muito bem. Não posso pedir mais nada», afirmou, em declarações à imprensa argentina.

Tapado no F.C. Porto, Prediger entrou em sucessivos empréstimos que também não lhe trouxeram a renovação de confiança desejada. Não jogou em Portugal, mas também não foi feliz no Boca Juniors e no Cruzeiro de Belo Horizonte. Agora, novamente em casa, espera que tudo melhore.

«Quero conseguir algo importante com o Colón. Não tenho sentimento de vingança, mas quero renascer futebolisticamente. Sinto-me como se tivesse começado a jogar agora. Tenho 24 anos e ainda tenho muito caminho pela frente», lembrou.

Sebastián Prediger foi, inclusive, chamado à selecção argentina antes de emigrar para Portugal. Era Maradona o seleccionador. Para já ainda não pensa em objectivos tão altos. «Para já só quero estar na equipa titular. Acho que é o objectivo de qualquer jogador», resumiu.


in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Nacional, 3-0 (destaques)

Hulk: números que esmagam


Hulk, à ponta-de-lança

Hulk não é ponta-de-lança, mas qual o treinador que não o queria a marcar golos na sua equipa? O brasileiro vai somando e somando até um nível estratosférico. Os números são arrasadores. Fazem qualquer um sentir-se pequenino. Soma 19 golos em 18 jogos no campeonato, o mesmo número de Messi por exemplo. Marcou em sete dos últimos oito jogos do F.C. Porto. Já leva 9 golos em Janeiro, mais dois que Cristiano Ronaldo que é o melhor marcador dos principais campeonato, com 23 golos. Chega? Ainda há mais! Fez o oitavo «bis» da temporada, estreou-se a marcar de cabeça, assistiu James de calcanhar para o terceiro e ainda viu a trave negar-lhe aquele que seria o segunto «hat-trick» da época, o primeiro do campeonato. Numa palavra: incrível!

James, que classe!

Se Hulk brilha pelos números (e por tudo o resto), há um foco de luz reservado para James. O colombiana está a pegar de estaca na equipa e a recuperação de Falcao vai trazer, certamente, uma dor de cabeça a Villas-Boas, daquelas que todos os treinadores gostam: quem sai desta equipa? O terceiro golo do F.C. Porto é brilhante. Se Hulk levantou o Dragão com a assistência de calcanhar, James deliciou-o com o perfeito chapéu que matou a jogada e o golo. Está a tornar-se um senhor jogador.

Belluschi, um «Samurai» iluminado

Na semana em que voltou a ser ignorado pela selecção argentina, Belluschi viu a luz por onde o F.C. Porto viria a assentar o triunfo. Com os músculos ainda em fase de adaptação ao ritmo do batimento cardíaco, assistiu, na perfeição, Hulk para o golo que abriu o activo. O argentino é um iluminado que vive de momentos como este. Pormenores que fazem a diferença. Viu o amarelo e vai falhar a recepção ao Rio Ave.

Fernando, encheu o campo

Ganhou o lugar ao melhor Guarín. Porquê? Provavelmente, porque, apesar do bom momento de forma do colombiano, Fernando dá garantias em aspectos vitais: é mais agressivo, recupera bolas mais à frente e faz a equipa ganhar metros e perder tempo. Continua com problemas ao nível do passe. De vez em quando lá surge a infeliz distracção. Mas, sobretudo no primeiro tempo, encheu o campo. Teve o golo nos pés já no final. Faltou um centímetro...

Rafa, a crescer

Vai ganhando moral com os sucessivos votos de confiança dados pelo treinador. Não foi muito testado a defender, mas mostrou qualidade quando arriscou nas subidas. E fê-lo muito mais vezes que o habitual, numa combinação com James que está cada vez mais oleada. 

Luís Alberto, inconformado

O brasileiro tem sido notícia por motivos alheios aos 90 minutos de um jogo, mas no Dragão, com a bola à flor da relva, mostrou que também sabe ser protagonista. O melhor do Nacional. Não que isso queira dizer muito, mas, pelo menos, tentou levar a equipa para a frente. 


in "maisfutebol.iol.pt"

Irmão de Guarín no FC Porto

A notícia surgiu ontem na Rádio Caracol e coloca Walter Guarín, irmão de Freddy Guarín, no FC Porto para um período à experiência. Walter tem 17 anos é defesa-central e joga nas camadas jovens do Envigado. Segundo a rádio colombiana, a história ganha força através de Freddy Guarín, mas do FC Porto não surgiu qualquer tipo de confirmação.

in "ojogo.pt"

Pai de Iturbe confirma acordo por cinco anos

Iturbe vai tornar-se oficialmente jogador do FC Porto hoje. Contactado por O JOGO, Juan Iturbe, pai do internacional argentino, confirmou isso mesmo. "Os responsáveis do FC Porto que estiveram cá seguiram hoje [ontem] mesmo para o Peru para que ele possa assinar o contrato", garantiu, falando pela primeira vez à Imprensa portuguesa. "Nós já assinámos os papéis que tínhamos de assinar, agora só falta ele para que se torne tudo oficial", acrescentou ainda. O pai do jogador confirmou ainda a duração do vínculo: "É um contrato de cinco anos. Amanhã é um grande dia para ele. Está muito feliz com este desfecho, porque era algo que ele queria muito".

Iturbe continua ao serviço da selecção argentina sub-20, mas o seu pai não escondeu a O JOGO a ansiedade que o seu filho tem em viajar para Portugal. "Para já ele está com a selecção, mas vai ter que ter paciência, porque só deverá poder viajar para Portugal em Junho", revelou ainda. Antes de se fixar definitivamente no Porto, Iturbe deverá ainda preparar a provável presença da Argentina no Mundial de sub-20, em Agosto, pelo que os adeptos azuis e brancos ainda não vão poder vê-lo tão cedo em acção.

in !ojogo.pt"

Maicon pode ser a surpresa reservada para esta noite

André Villas-Boas prepara-se para oferecer a titularidade a Maicon no jogo desta noite, podendo prescindir de Rolando pela primeira vez esta temporada em jogos do campeonato. O internacional português é, a par de Helton, o único totalista do plantel na principal competição portuguesa, mas, mais do que isso, é o jogador do FC Porto com mais minutos somados esta temporada. Nesse sentido, André Villas-Boas deverá optar por oferecer descanso a Rolando, aproveitando ainda esta oportunidade para voltar a dar minutos de competição a Maicon, que, nos últimos tempos, tem perdido espaço no onze inicial para Otamendi. Curiosamente, Maicon e Otamendi fizeram dupla no centro da defesa durante a recente recepção ao Beira-Mar, para a Taça da Liga, mas nunca jogaram juntos no campeonato. Com esta possível alteração, o treinador do FC Porto pretenderá manter os três centrais motivados e com ritmo competitivo.
Quanto ao resto da equipa que, em princípio, iniciará o jogo de hoje no Dragão, não se adivinham mais mudanças relativamente ao onze que venceu (1-0) o Beira-Mar no passado sábado. O mesmo é dizer que Emídio Rafael deve manter a titularidade, relegando uma vez mais Fucile para o banco. Na ausência de Álvaro Pereira, André Villas-Boas tem optado por escolher o lateral português para ocupar o lado esquerdo da defesa, sempre em detrimento de Fucile, que fez aquela posição apenas por uma ocasião em 2011 - recepção à Naval.
Referência ainda para a continuidade de Fernando no lugar de trinco, que levará Guarín novamente para o banco.

in "ojogo.pt"

Hulk ao centro e conselhos de calma a Walter

André Villas-Boas vai repetir esta noite a fórmula ofensiva utilizada em Aveiro e Hulk prepara-se para desempenhar, pela quarta vez em 2011, o papel de Falcao. A boa resposta do internacional brasileiro sempre que foi chamado a uma posição mais central - quatro golos (!) em apenas três jogos - obrigará André Villas-Boas a manter a aposta para a partida com o Nacional, relegando novamente Walter para o banco de suplentes. O substituto natural de Falcao tarda em afirmar-se no FC Porto, mas Teodoro Fonseca, empresário do brasileiro - e também de Hulk -, aconselha calma ao jovem contratado no início da temporada ao Internacional de Porto Alegre. "Walter é uma jóia por lapidar, é um diamante em bruto. A concorrência é muito grande e ele tem de saber esperar. É lógico que ele precisava de jogar quatro ou cinco jogos consecutivos, como fazia no Internacional. Melhorava logo... Mas já viram os avançados do FC Porto? Há o Hulk, o Varela, o Falcao... O importante é que o Walter é um goleador, nasceu para marcar golos, e desde os 12 anos que foi quase sempre o artilheiro nas competições que disputou. Não tenho dúvidas de que ele é um Romário em potência", explicou Teodoro Fonseca, em declarações a O JOGO.

O empresário de Walter entende ainda as opções de André Villas-Boas e a aparente marginalização de Walter, até porque, para ele, a explosão do avançado é uma questão de... oportunidade. "Se fossem treinadores, quem é que tiravam para meter o Walter? Vai chegar o tempo dele. Aliás, ele precisa de uma exibição como aquela que o Hulk realizou frente ao Sporting há dois anos... Precisa de fazer um grande jogo numa partida importante para se lançar definitivamente na equipa titular do FC Porto". A finalizar, Teodoro Fonseca antecipou a próxima temporada. "Será difícil segurar Hulk e Falcao no final da época. Até lá, Walter terá de aproveitar para ganhar maturidade no futebol europeu, de forma a responsabilizar-se mais tarde pelo lugar deles. Ele é o futuro", concluiu.

in "ojogo.pt"

Forcing para antecipar Kléber

INCOMPATIBILIDADES COM MARÍTIMO DIFICULTAM


Record já o escreveu: o FC Porto tem acordo com o Atlético Mineiro para que o avançado Kléber seja dragão a partir de 2011/12. Tal facto não impede que o líder da Liga procure antecipar a chegada do brasileiro, que até já é desejado desde o verão.
Incompatibilidades antigas com o Marítimo impedem o negócio, por muito que as declarações dos intervenientes tenham alimentado as interrogações. “Estamos a resolver isso. O Carlos Pereira sabe o que é o melhor para o plantel. Se tiver que ficar no Marítimo fico, se sair e for bom para o Marítimo, irei”, afirmou o ponta-de-lança, que se esquivou quando confrontado com o nome dos dragões: “Não sei qual é a equipa.”
in "record.pt"

Deitar mão a Otamendi

SAD TEM OPÇÃO SOBRE A OUTRA METADE DO PASSE


O FC Porto tem até inícios de setembro para sustentar a operação financeira que lhe garantirá a totalidade do passe de Nico Otamendi. O central já se fixou no onze dos dragões e o seu rendimento convence os responsáveis, que reservaram no contrato uma cláusula que lhes permitirá comprar os 50 por cento que estão na posse do Vélez, por 4 milhões de euros. Aos 22 anos, este internacional argentino é um valor seguro e que pode entrar, nos próximos anos, na galeria dos centrais transferidos com grande margem de lucro.
É um cenário prematuro, mas os argentinos contam com o encaixe nos próximos meses. “O FC Porto não falou connosco, nem tem de falar, porque está tudo estipulado”, disse-nos Fernando Raffaini, presidente do Vélez. O dirigente mantém-se a par do que se passa com o central e à espera que os dragões acionem a opção. “Sabemos, através do agente do jogador, que o FC Porto está muito satisfeito e que pensa fechar a operação”, revela, garantindo: “São 4 milhões de euros e não vamos negociar essa verba. O Otamendi é um jogador de grande qualidade, como vocês têm visto, que é internacional argentino e que tem um grande futuro pela frente. Não abriremos saldos.”
in "record.pt"