domingo, 1 de janeiro de 2012

Defour: "Ninguém se atreve a abrir a boca quando o presidente fala"

DEFOUR EM EXCLUSIVO >> Belga admite que as palavras do presidente após a derrota em Coimbra mexeram com o orgulho dos jogadores. Satisfeito com os primeiros meses de Dragão ao peito, o médio confia numa vitória em Alvalade e na eliminação do Manchester City

CARLOS GOUVEIA/ANTÓNIO M. SOARES
Defour está no FC Porto há cinco meses e talvez por isso ainda fale sem rodeios dos assuntos mais delicados. O belga assumiu o mau momento da equipa e contou, por exemplo, que houve um toque a rebate após a derrota em Coimbra, o momento que marcou uma viragem na época. O treinador falou, os capitães também, e todos assumiram que a equipa estava muito abaixo do que podia render. Mas o clique final foi dado por Pinto da Costa quando desceu ao balneário. Pelo que Defour conta, nesse momento ninguém ousou abrir a boca e a mensagem passou. Os resultados mudaram, a equipa entrou nos trilhos certos ao pondo de o médio estar confiante numa vitória em Alvalade. Assumiu ainda a desilusão do grupo pela eliminação na Liga dos Campeões e admitiu que o Manchester City não é o adversário ideal na Liga Europa. Mas garante que a equipa vai à luta.

Como é que viveu aquela contestação toda no pior período da equipa?
Entre nós não havia muitas dúvidas. Sabíamos que tínhamos de trabalhar mais, unir-nos e lutarmos mais e foi o que aconteceu. Cerrámos fileiras e começámos a enfrentar os jogos com outra atitude.

Ficaram marcados pela manifestação de desagrado do público no aeroporto, no regresso de Chipre?
Não foi um dos nossos melhores momentos. Quando os adeptos vieram ao aeroporto não estavam contentes, esperavam mais de nós e tínhamos a obrigação de não os termos desiludido. Temos de aceitar isso, da mesma forma que aceitamos os aplausos quando as coisas nos correm bem. Eles estavam descontentes e com razão. O futebol é assim mesmo: uns dias as coisas correm bem, no outro podem estar mal.

Ficou surpreendido pela espera às cinco da manhã?
Sim, nunca pensei que se levantassem para nos esperar àquela hora, mas também já tinha passado por situações semelhantes em Liège, com o Standard. Mas esperas no aeroporto nunca me tinha acontecido, confesso.

Quando Vítor Pereira disse que teria de mudar alguma coisa a certa altura, sentiu que o grupo assumiu as suas responsabilidades e reagiu?
Sim, deixámos o Vítor Pereira dizer o que tinha a dizer e depois os jogadores fizeram uma reunião. Os capitães falaram e deram voz a todos os que quiseram falar para apontar o que estava mal e o que achavam que deveria ser feito para darmos a volta à situação. Foi o que fizemos. Todos se puseram em causa, por assim dizer, e redobrámos o trabalho. Conseguimos formar uma equipa e, aos poucos, as coisas começaram a funcionar. Talvez os resultados não tivessem surgido logo como nós queríamos, mas o futebol melhorou.

A certa altura, o técnico foi muito contestado. Considera que ele já conseguiu "agarrar" os jogadores?
Todos acharam que seria uma questão de tempo até as coisas melhorarem, mas não foi isso que aconteceu. Ninguém tem qualquer conflito com o treinador, começámos foi a trabalhar mais afincadamente do que antes, fizemos o que os jogadores de um clube como o FC Porto tinham de fazer: percebemos que teríamos de nos unir mais, o treinador foi conversando connosco e as coisas começaram a mudar e a funcionar. Talvez houvesse uma atitude mais individualista antes, mas as questões foram colocadas em cima da mesa. Percebemos que nem sempre funcionávamos como um grupo e depois entregámo-nos ao trabalho pura e simplesmente.

A derrota do FC Porto em Coimbra, na Taça de Portugal, marcou uma viragem na temporada?
Completamente. Ninguém esperava perder. Toda a gente se sentiu revoltada com o jogo que tinha feito e a partir dali começámos a falar mais. Houve um certo orgulho que tinha sido posto em causa e que o grupo pôs em cima da mesa. Unimo-nos e reagimos como um grupo.

Pode explicar o que aconteceu nesse jogo?
Não saberia como o fazer. Talvez tenha acontecido porque não conseguimos entrar no jogo e a Académica estava supermotivada; talvez tenhamos encarado o jogo de uma forma mais relaxada. Queríamos ganhar, mas estas coisas não se controlam com facilidade.

Depois desse jogo, o presidente foi ao balneário falar. Isso também fez a diferença?
Sim, claro. Ele passa muitas vezes nos balneários sem abrir a boca, mas naquele dia conversou com o grupo e depois desse jogo voltou a falar connosco e não tenham dúvidas de que todos nós o respeitamos muito, porque ninguém se atreve a abrir a boca quando ele fala. Notou-se que aquelas palavras pesaram muito entre nós.

"Ir vivendo cada momento"

O seu empresário disse recentemente que você se sentia muito feliz aqui e que até poderia assinar um contrato de dez anos. É verdade que se sente assim?
(risos) Isso foi ele que disse. Mas efectivamente, gosto muito da vida que tenho em Portugal e ficava com todo o prazer, mas não podemos queimar etapas, é preciso ir vivendo cada momento.

Quer dizer que ainda não desistiu da ideia de poder experimentar outro clube?
Talvez, veremos a evolução das coisas, quem sabe se um dia isso não poderá acontecer, mas se puder continuar no FC Porto serei feliz.

"Manchester City é impressionante"

No início da época tinham muitos objectivos, entre os quais fazer uma boa campanha na Champions. No entanto, acabaram por ficar pelo caminho num grupo aparentemente acessível. Foi uma desilusão?
Sim, acho que não ficamos a dever nada às outras equipas. Tínhamos futebol para o Zenit, mas as coisas correram-nos muito mal na Rússia. O cartão vermelho [Fucile] e a lesão [Kléber] desorganizou a equipa. Depois, no Dragão, o guarda-redes deles fez uma exibição de luxo e pronto. Às vezes a sorte pesa demasiado no futebol e desta vez ela esteve contra nós. Éramos favoritos e podíamos ter-nos qualificado, fizemos bons jogos, mas a bola nem sempre entrou quando era preciso.

Agora saiu o Manchester City na Liga Europa, vão saber dar a resposta?
Por mim, preferia uma equipa mais acessível para podermos ter mais certezas de nos apurarmos. Mas é um sorteio de Champions. O Manchester City lidera o campeonato inglês, vi alguns jogos e são impressionantes. É certo que o FC Porto terá de se apresentar no seu máximo, mas podemos apurar-nos. Temos de jogar com o nosso colectivo e todos terão de estar no top.

Quer dizer que o sorteio foi mau?
Sem dúvida. Não tivemos sorte. Serão dois jogos muito difíceis.

Já começaram a pensar nesses jogos?
Não, para já ainda não. Mas teremos tempo para isso até lá.

Aulas de português e muito sol a temperar

Defour fala fluentemente francês, inglês e flamengo, mas em breve vai poder acrescentar mais uma língua ao currículo: o português que considerava "muito complicado" quando chegou ao Porto. "Ando a ter aulas duas vezes por semana. Hoje já percebo quase tudo, mas para falar ainda vai demorar algum tempo. Talvez na próxima entrevista já vos responda em português", prometeu entre sorrisos. Pelas suas palavras percebe-se que foi rapidamente conquistado pelo país que o acolheu em Julho. "Sinto-me em casa aqui. Isto é uma maravilha, temos sol e a vida é boa. Gosto muito da parte mais antiga da cidade, andar perto da ponte D. Luís.", atirou. A alimentação também não é problema. "O peixe é muito bom, apesar de eu não ser um grande apreciador", admitiu.

A revolução de um simples aparelho ortodôntico

A certa altura falou muito do aparelho dentário que passou a usar no FC Porto. Já conseguiu "vender" algum?
Bem, os meus colegas ficaram surpreendidos. Não é que a coisa não fosse conhecida na Bélgica, só que não lhe davam a devida importância. Os meus colegas perceberam que aquilo era útil e quiseram saber como é que isso funcionava e fizeram muitas perguntas. No FC Porto sabem que muito do que nos acontece fisicamente está relacionado com os dentes, enquanto que na Bélgica era um assunto não muito divulgado. Agora, há cada vez mais jogadores a optar por usar um aparelho semelhante. Por exemplo, sei que o Dembelé, em Inglaterra, usa um. A publicidade foi boa porque na Bélgica começaram a procurar esse aparelho dentário. Os fisioterapeutas da federação mostraram-se muito curiosos e os jogadores que estão mais vezes lesionados quiseram saber tudo sobre o assunto.

Biografia será lançada em breve

Atendendo à idade, pode dizer-se que Defour está ainda numa fase inicial da sua carreira de profissional de futebol. O FC Porto até é o primeiro clube que defende fora da Bélgica, mas o médio já tem muitas histórias para contar e pretende partilhá-las com os seus fãs. Por isso, decidiu escreveu uma biografia que estará nas bancas em breve. Numa primeira fase, estará disponível apenas no seu país natal. "O livro foi uma coisa que já estava pensada antes. Estava para ser lançado um pouco antes de o FC Porto aparecer e como as coisas começaram a andar tão depressa acabei por adiar. Depois disso, resolvemos acrescentar-lhe um capítulo sobre as minhas primeiras impressões do clube. É claro que estou muito feliz por estar aqui. As pessoas e as instalações são magníficas, não falta quem queira ajudar-me. São coisas destas que foram acrescentadas", revelou.

"Clássicos vão decidir o campeonato"

Na próxima semana, Defour vai defrontar o amigo Onyewu num jogo que pode ajudar a definir os candidatos ao título. E o FC Porto vai a Alvalade para ganhar, garantiu.

Como viveu o primeiro clássico com o Benfica?
É incrível ver tanta gente a viver os clássicos em Portugal. Desde a saída do hotel até ao estádio só temos manifestações de apoio. No estádio nem se fala do ambiente, foi um megaentusiasmo. É, de facto, um jogo à parte, não tem nada a ver com outros jogos.

Acha que os adeptos do FC Porto são mais exigentes do que os que conheceu na sua carreira?
Sem dúvida. Aqui o 0-0 deixa o público descontente e em casa não basta vencer por 1-0, é preciso marcar dois ou três golos e jogar bem. Caso contrário, manifestam-se logo.

Sente mais pressão aqui?
Quando estamos num clube que se habituou a ganhar e que habituou os seus adeptos a festejar títulos, as expectativas são enormes e isso faz de todos os jogos autênticas finais. A pressão vem a reboque disso tudo e é preciso estarmos sempre no nosso melhor para podermos responder.

Qual é a sensação por terminar o ano na liderança do campeonato?
É sempre importante. É bom para adeptos, dirigentes e jogadores.

No ano passado, o FC Porto venceu o campeonato com 21 pontos de vantagem sobre o Benfica. Desta vez, o equilíbrio é maior...
É natural, o Benfica reforçou-se e formou uma equipa mais competitiva. Conseguiram bons resultados e por isso é que estamos na luta.

O que acha que pode decidir este campeonato?
Os grandes jogos serão fundamentais do meu ponto de vista. Contra as outras equipas não me parece que seja fácil perdermos pontos, mas os jogos contra Braga, Benfica e Sporting podem ser decisivos.

É precisamente o que aí vem. O que é que espera do jogo com o Sporting?
Tenho a certeza de que será muito difícil. Joga lá o meu amigo Onyewu. Vai ser complicado, porque o Sporting tem uma excelente equipa, tem feito bons resultados, mas acredito que o FC Porto tem qualidade suficiente para ir ganhar a Alvalade.

Se o FC Porto vencer em Lisboa, o Sporting ficará fora da corrida?
Não é assim tão fácil. Por vezes estamos cá em cima e de um momento para o outro caímos sem saber bem porquê. Mas se vencermos em Alvalade, penso que teremos conquistado uma boa vantagem sobre eles.

"Aqui somos obrigados a pensar mais depressa"

O nível do futebol português surpreendeu-o, ou estava à espera de mais?
É um futebol muito técnico, há muita qualidade nas grandes equipas e nota-se um fosso para as outras.

E no FC Porto?
Estava à espera que fosse muito competitivo e não me admirou o nível que vim encontrar. Informei-me bem primeiro e o que eu posso dizer é que a organização é formidável. Ajudam-nos imenso à margem do futebol e em termos de condições de trabalho também não nos falta nada.

Que diferenças nota entre o futebol belga e o português?
Aqui é mais rápido e mais técnico, como disse. Somos obrigados a pensar mais depressa. Do ponto de vista físico, não me parece que haja muitas diferenças, talvez na Bélgica se jogue mais com o físico e no um contra um.

Foi difícil para si o primeiro jogo?
Tinha feito a preparação com o Standard de Liège, cheguei e tentei adaptar-me. Comecei a trabalhar para ganhar forma física, ao mesmo tempo que me fui ambientando ao clube e aos outros jogadores.

Sentiu-se evoluir desde então?
Sim, acho que melhorei a todos os níveis, mas sobretudo ao nível da velocidade de execução.

Sabendo-se que é um jogador tecnicista, dá-se bem com o futebol que se pratica por cá?
Sim, muito. Aqui há muitos jogadores de qualidade e quando temos características tecnicistas ajuda bastante.

Sente-se à vontade nas novas funções em que passou a jogar?
Sim, jogo um pouco mais à frente. É novo para mim, mas estou a gostar, porque com a minha velocidade ou um passe posso fazer a diferença e isso estava a funcionar bem. Não tenho uma preferência por assim dizer, porque me dou bem a jogar em qualquer posição do meio-campo, por isso estou sempre disponível para jogar mais acima ou mais abaixo, conforme o treinador quiser. Tudo depende dos jogadores e da táctica que o treinador escolher.

O orgulho na carta de Sir Alex Ferguson

Conte-nos a história da carta que recebeu de Alex Ferguson, quando se lesionou?
Tinha sofrido uma lesão grave, fracturei o pé e sabia que o Manchester United andava a seguir-me. Um dia recebi um telefonema de um dirigente do Standard que me disse que tinham recebido uma carta para mim de Alex Ferguson.

Imagino que tenha ficado desconfiado... Não se espera um gesto desses de uma figura tão importante como Alex Ferguson?
Sim, mas foi um gesto que me deu mais alento para trabalhar e recuperar mais rapidamente, foi muito agradável receber uma carta de um treinador como ele.

Acha que ainda vai a tempo de poder trabalhar com ele?
Quem sabe. Se trabalhar bem, evoluir e conseguir bons resultados no FC Porto, penso que tudo é possível. (risos)

Mas ele acabou de fazer 70 anos, não se sabe por quanto tempo mais vai treinar...
Talvez tenha de acelerar um pouco mais as coisas para lá chegar, então.

"No relvado sou um pouco louco"

Defour gosta de desafios, de sentir a adrenalina ao máximo. Em campo, é descrito como um jogador que dá tudo e que não esconde alguma rebeldia própria da idade (23 anos). Por isso, a Red Bull, a famosa marca de bebidas energéticas, encontrou no médio portista o embaixador ideal e Defour tornou-se na "cara" da empresa na Bélgica. "Eles andavam à procura de alguém que encarnasse um pouco o espírito deles, que fosse jovem, com um carácter muito próprio. Enfim, no campo luto do princípio ao fim, sou um pouco louco também... eles estão muito ligados aos desportos radicais e gosto muito de trabalhar com eles", referiu. Não há dinheiro envolvido neste patrocínio, mas o belga tem recebido alguns presentes interessantes. "Já dei umas voltas num caça e num Fórmula 1", contou, revelando um convite que recusou por considerar que era radical demais mesmo para ele. "No ano passado, nos meu aniversário, propuseram-me saltar de avião com um fato com asas (risos), mas cortei-me, tive medo e não saltei", admitiu. Apesar de tudo considera-se uma "pessoa tranquila" fora das quatro linhas. Lá dentro é que tudo muda. "São duas personalidades diferentes. No relvado sou um pouco louco, vou a todas e ando sempre a fundo, entrego-me completamente e trabalho ao máximo", frisou. Ainda assim, diz que em campo é tudo mais calmo em relação às experiências que a Red Bull lhe tem proporcionado.

"Odeio ver os jogos da bancada, sinto-me muito mais nervoso"

Esperava que fosse tão difícil conseguir impor-se nesta equipa?
Sim, porque aqui há muita qualidade, sobretudo no meio-campo, onde a concorrência é muito forte. É preciso estar sempre no máximo para jogar. A questão aqui não é que não tenha os meus argumentos para ser titular, o problema é que os outros também os têm e isso faz com que a concorrência seja muito apertada.

A lesão veio na pior altura, uma vez que estava a ser uma aposta?
Sem dúvida, estava bem, sentia-me a um bom nível e foi pena, mas quero recuperar para voltar a trabalhar forte e depois deixar o treinador decidir.

É difícil ver os jogos da bancada?
Muito, odeio, porque sinto-me muito mais nervoso na bancada do que no relvado. Custa-me muito.

Acha que estará recuperado para defrontar o Sporting?
Penso que sim, porque já corro, remato e já consigo acelerar, por isso está a correr bem.

Já em Liège era um jogador que sofria algumas lesões musculares. Isso tem alguma coisa a ver com o seu estilo de jogo?
Talvez. Desta vez sofri uma entrada e por causa disso o músculo rasgou. Foi pena, porque estava bem, mas foi num duelo com um jogador do Zenit e eu não sou jogador de virar a cara a esses duelos, entro sem medo, talvez por isso me lesione mais do que os outros.

in "ojogo.pt"

Hulk em terceiro no Samba d'Ouro

THIAGO SILVA É O MELHOR BRASILEIRO NA EUROPA



Thiago Silva foi eleito este sábado o melhor jogador brasileiro a atuar na Europa em 2011, sendo o vencedor do prémio Samba d’Ouro. Numa iniciativa do site francês “Sambafoot”, o central do AC Milan levou a melhor sobre Daniel Alves (Barcelona), que foi 2.º, e sobre o portista Hulk (3.º).
O antigo central do FC Porto, que sucede assim a Maicon (Inter), conquistou a distinção depois de ter reunido 16,33 por cento dos votos. No entanto, a luta foi muito renhida, ficando Alves com 15,56 por cento e Hulk com 14,41.
Nesta lista surgem também os benfiquistas Luisão e Bruno César, que foram 19.º e 20.º, respetivamente, e ainda o avançado do FC Porto Kléber, que foi antepenúltimo entre 30 jogadores.
in "record.pt"

Hulk em entrevista

Hulk: «Posso sair se for bom para todas as partes»
AVANÇADO SOBRE FUTURO PROFISSIONALR – Qual é a equipa que mais gosta de ver jogar?
H – O Barcelona. É uma equipa que joga sempre da mesma forma, que tem a sua ideia de jogo, e aplica-a independentemente do adversário que tiver pela frente. É uma equipa que qualquer jogador pára para assistir.
R – Podia dar-se bem lá?
H – Não sei. Se fosse bom para todos não tinha problema nenhum, mas, quero vincar, não estou a dizer que quero ir para lá.
R – E na melhor equipa do Mundo está o melhor jogador do Mundo, Messi?
H – Sim, é o melhor, é diferente. O Cristiano Ronaldo é um grande jogador, tanto é que é o maior rival do Messi. O Ronaldo é completo, é rápido, habilidoso... Mas o Messi é o melhor. Além disso está no Barcelona e ganha mais troféus, o que também ajuda quando pensamos em qual deles é o melhor.
R – E o Neymar?
H – O Neymar é um grande jogador, um craque. Hoje é o destaque na seleção do Brasil, mas tem de vir para a Europa. O campeonato brasileiro já é muito bom, mas os melhores estão aqui e por isso ele também tem de vir.
«Jogo onde desejarem desde que faça golos»
R – Onde se sente mais à vontade a jogar: como ponta-de-lança ou nos flancos?
H – Jogo em qualquer lado, onde o míster precisar de mim.
R – Mas onde é que considera que pode render mais?
H – Quando jogo como extremo e faço um ou dois golos, as pessoas dizem que tenho de jogar ali. Depois jogo como ponta-de-lança e volto a marcar e as pessoas dizem que já me adaptei e que tenho de jogar ali. Então, independentemente do lugar onde jogo, se fizer golos, está tudo bem para mim. Cresci desde que cheguei à Europa e isso é que é importante.
R – O ano de 2012 abre logo com um clássico, Sporting-FC Porto, em Alvalade. É só mais um jogo do campeonato ou é um jogo muito importante para o campeonato?
H – É mais um jogo do campeonato, que é muito importante para o campeonato. É um clássico difícil, ainda para mais em Alvalade, mas vamos procurar chegar ao dia do jogo fortes para ganharmos ao Sporting.
R – Ainda assim, é o Benfica o principal adversário na luta pelo título?
H – Não só o Benfica, mas também o Sporting e ainda o Sp. Braga. Mas só dependemos de nós para sermos campeões nacionais, mais uma vez. Não temos de pensar muito nos adversários.
R – Como avalia o comportamento do FC Porto na época 2011/12, numa altura em que o clube já foi afastado da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões?
H – É claro que poderíamos estar numa posição mais confortável se não tivéssemos sido afastados da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal. Fica um gostinho amargo, mas penso que agora estamos bem. O objetivo maior é conquistar o Campeonato Nacional e estamos na liderança, portanto...
R – Como justifica a fase cinzenta do seu clube no início da época?
H – As pessoas dizem que tudo se deveu ao treinador. Mas quem o conhece e conhece o seu trabalho, sabe muito bem que não. Quando os resultados não aparecem, a culpa cai logo em cima dele. Eu tenho consciência, aliás como todo o plantel, de que atravessámos uma fase em que não estivemos ao nosso melhor nível. Mas também sei que recuperámos, aliás como os resultados estão a provar. Toda a gente fala agora da nossa melhoria e isso é a prova evidente de que o problema não era o treinador. Se repararem, o treinador é o mesmo desde início da época...
R – O Hulk fala como um líder. Já se sente um líder no clube, não só em campo mas também fora dele?
H – Todos me aceitam e todos me respeitam. Tento ajudar todos os colegas, principalmente os novos, mostrando-lhes o que é o FC Porto.
in "record.pt"

Os seus limites serão sempre emocionais

JESUALDO FERREIRA ESCREVE SOBRE HULK



As palavras de Hulk sobre o trabalho que fizemos com ele quando chegou ao FC Porto refletem o cuidado presente na sua adaptação ao futebol europeu.
Analisando agora o jogador em que se tornou, penso que conseguiu a evolução normal para alguém com o enorme potencial que apresentava à altura.
Quando o contratámos, tive a oportunidade de o observar e o que via era um jogador que já fazia coisas extraordinárias e que poderia vir a fazer muito mais no futuro, pelas qualidades físicas que tinha e pela capacidade que revelava em competição.
in "record.pt"

Lyon virado para Mangala

JÁ EM JANEIRO



O Lyon pretende reforçar o centro da defesa e tem um alvo bem identificado, que dá pelo nome de Mangala.
O internacional Sub-21 francês até já confessou ser adepto do PSG, mas nem isso impede a cobiça do Lyon, a quem os dragões já venderam Cissokho e Licha...
in "abola.pt"

James, Guarín e Defour em pleno

James, Guarín e Defour trabalharam sem limitações no treino de hoje do plantel do FC Porto.

Vítor Pereira vê assim alargado o leque de opções para o clássico com o Sporting, agendado para 7 de Janeiro, em Alvalade.

O avançado Walter, que deve estar de saída do Dragão, continua ausente por motivos pessoais, devidamente autorizado pela SAD. Emídio Rafael permanece em repouso.

Os azuis-e-brancos retomam os trabalhos este domingo, às 16 horas, no Estádio do Dragão. Como é tradição, o primeiro treino do ano será aberto ao público.


in "abola.pt"

Fernando volta à órbita do Chelsea

O médio Fernando volta este sábado a ser apontado como possível reforço do Chelsea.

De acordo com o site tribalfootball, o clube londrino poderá apresentar em Janeiro uma proposta pelo jogador brasileiro, que está também na mira do Liverpool.

Fernando, 24 anos, tem contrato com o FC Porto até 2014 e uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros.


in "abola.pt"

sábado, 31 de dezembro de 2011

Otamendi: "É aqui que luto por títulos"

Há uma curva de crescimento no FC Porto que permite a Otamendi augurar uma segunda metade de temporada cheia de sucessos. Apontando claramente à conquista do campeonato, o central argentino não deixa de reivindicar protagonismo para os dragões na defesa do título europeu, por muito que o sorteio tenha reservado um escaldante duelo com o Manchester City e com o compatriota Kun Aguero.
O presente é, porém, a Liga e o clássico com o Sporting terá impacto nas contas do campeonato. O foco do defesa é direccionado para a luta com o Benfica e nem a reabertura do mercado de transferências o faz desviar do caminho traçado...

Que balanço faz do ano que agora termina?
Faço um balanço muito positivo, sobretudo pelo que vivi no FC Porto. Estamos em primeiro lugar no campeonato e agora vamos atacar a Liga Europa. Queremos começar o novo ano da melhor forma e com a expectativa de conseguir algum título, procurando ainda repetir o sucesso a nível europeu.

É para continuar no FC Porto? Falou-se que era alvo do Roma, devido à lesão de Burdisso...
Sim, soube disso pelos jornais, mas não se concretizou oficialmente e por isso não posso dizer que tenha sido uma abordagem séria. Fico contente por uma equipa como o Roma estar interessada em mim, mas estou muito tranquilo. No FC Porto é que estou bem, porque aqui é que luto por títulos, por coisas importantes. Se der continuidade e puder melhorar, é certo que em algum momento terei a oportunidade de me transferir para um outro grande clube europeu.

Está ansioso por esse momento?
Não, nada disso. Não estou desesperado, tenho contrato com o FC Porto por mais três anos e sinto-me muito confortável. Desde que cheguei, conquistámos títulos importantes, lutamos sempre por grandes objectivos e isso agrada-me. Depois, e no dia em que chegar uma oferta, vou analisá-la com o clube para ver se é um salto para mim e se é conveniente para todas as partes. Estou tranquilo quanto a isso, quero pensar exclusivamente no que tenho para disputar com o FC Porto e logo pensaremos no futuro. Quando chegar algo concreto, avaliaremos, mas não é um objectivo a curto prazo.

O afastamento da Champions foi doloroso?
Sim, foi uma pena que não nos tenhamos apurado naquele último jogo. O problema é que não começámos a temporada da melhor forma, mas agora estamos a crescer, estamos cheios de vontade e estes seis meses que aí vêm serão importantíssimos para conquistarmos títulos. Vamos com tudo para a Liga Europa, somos campeões e queremos defender esse título.

O sorteio ditou um adversário difícil...
O City é uma equipa que está a um nível altíssimo, com grandes jogadores. Por exemplo o Kun [Aguero], que está a passar por um momento incrível. Mas o FC Porto também tem as suas estrelas, estamos a crescer e vai ser uma grande eliminatória. Oxalá que a vitória seja nossa.

Na época passada arrasaram em Portugal. Que se está a passar agora? Mérito de Benfica e Sporting?
Sim, é por aí. A verdade é que também não começámos muito bem, mas estamos a crescer, como disse, e estamos na frente com o Benfica. O Sporting está na perseguição, com uma boa equipa, e tentando entrar na luta. Temos que manter a concentração, porque é preciso elevar o nível para sermos campeões outra vez.

Agora há clássico com o Sporting.
Sim, um grande jogo. Vivemos os clássicos de forma apaixonada e é importante ganhar para continuarmos na frente e impedirmos que o Sporting se aproxime. Eles estão a fazer uma boa campanha, mas nós vamos a Alvalade com tudo para lhes ganharmos.

Tema selecção devolvido a Sabella

Otamendi parece ter pago a factura da derrota na Venezuela, a contar para o apuramento para o Mundial'2014. O central saiu dos eleitos do seleccionador Alejandro Sabella, mas não entra em especulações, devolvendo o tema ao técnico. "Eu sei que dou prioridade a ter uma continuidade no clube que me permita pensar na selecção. Depois disso, cabe ao treinador chamar-me ou não", delimitou, não se imiscuindo num campo que pertence a Sabella e sobre o qual não quer retirar grandes conclusões. Com 15 jogos e 1 golo pela alviceleste (marcado já esta temporada), Otamendi espera pelo regresso. "Estou tranquilo, porque sei que dão o máximo a cada dia. Mantenho sempre a esperança de voltar a ser convocado e jogar pela minha selecção", encerrou a propósito do tema.

in "ojogo.pt"

Dragões à procura do título ibérico em veteranos

Afastado da Liga dos Campeões por APOEL e Zenit, o FC Porto vai continuar a defrontar alguns dos clubes mais poderosos da Europa, mas no escalão de... veteranos. Pelo menos os espanhóis, com quem vai disputar a Liga Fertiberia a partir do próximo mês.
A competição terá dois grupos iniciais de seis equipas cada, que jogam no sistema de todos contra todos. Em casa, os portistas jogarão no Dragão Caixa (que vai estrear um piso sintético) e terão na equipa nomes como Vítor Baía, Fernando Couto, Paulinho Santos, Latapy, Rui Barros ou Fernando Gomes, entre muitos outros que habitualmente compõem a equipa de velhas guardas. Os adversários do FC Porto serão, na fase inicial, Celta de Vigo, Deportivo da Corunha, Sporting de Gijón, Sevilha e Málaga. No outro grupo estarão Barcelona, Real Madrid, Valência, Atlético de Madrid, Espanhol e o América, do México. Passam à fase seguinte os quatro primeiros de cada grupo.

in "ojogo.pt"

MERCADO

Teo é questão salarial


A intransigência de Teófilo Gutiérrez, que ameaça abandonar o Racing, pode ser apenas uma questão de dinheiro. Segundo o diário argentino "Olé", o avançado encostou o clube à parede e informou-o das condições para aceitar ficar: tornar-se o jogador mais bem pago do futebol argentino. Ainda de acordo com esse jornal, a nova direcção do Racing não respondeu à exigência, mas mostrou-se receptiva a pensar na hipótese de abrir os cordões à bolsa, desde que tenha a certeza que o esforço terá a devida retribuição do jogador.
Contactado por O JOGO, o empresário do jogador, Efráin Pachón, não confirmou a história e frisou novamente aquilo que o nosso jornal já ontem deu conta: novidades "só no espaço de duas semanas".
Certo é que o Racing continua a pressionar o jogador e a mimá-lo com acções de charme que o demovam da ideia de sair. A primeira vitória - fazer com que se apresente no regresso aos treinos - parece conseguida. "Foi uma conversa positiva. Teo é um jogador importante no projecto do clube e há disposição para que dia 4 de Janeiro se apresente", contou Roberto Ayala, ex-central do Valência e recentemente nomeado coordenador do futebol do Racing. "Falou-me de algumas promessas que lhe foram feitas e não cumpridas. Se tiver que ir à Colômbia para uma conversa cara a cara não haverá problema. A despedida foi boa e agora temos uma visão positiva", prosseguiu, em alusão à conversa telefónica que mantiveram nos últimos dias.
O futuro de Teo mantém-se, pois, num impasse. Para Otamendi, que foi confrontado por O JOGO com o assunto, o colombiano encaixaria bem no Dragão. "É um goleador extraordinário e tem condições para jogar na Europa. Esteve muito bem no Racing e se vier para o FC Porto será bem-vindo. Vamos recebê-lo da melhor forma."

"Decorrem conversas"

O negócio que visa a troca de Walter por Sebá, ambos na condição de emprestados, já decorre entre FC Porto e Cruzeiro. Falta agora confirmar se os dragões aceitam aquilo que foram os brasileiros a propor. "Estou de férias, mas sei que decorrem conversas nesse sentido", confirmou Valdir Barbosa, um dos directores da "Raposa", a O JOGO.
Se os portistas receberem Sebá, será numa perspectiva de avaliação futura, para saber se vale a pena adquirir o passe do jovem de 19 anos. Emerson Ávila, coordenador técnico do Cruzeiro, acha que sim. E foi assim que o descreveu à Rádio Renascença. "É um atacante de muita força e velocidade. É esquerdino, finaliza muito bem e ajuda muito a defesa. É um jogador em que apostamos muito", disse, acrescentando que acha que o negócio "pode ser interessante para as duas partes" e que o "o Cruzeiro está disposto a trocar."

"Walter seria excelente contratação"

É público o interesse do Cruzeiro em Walter e Kléber apoia a opção do clube brasileiro. "É um excelente jogador, brilhante, muito forte e que finaliza muito bem", descreve. É certo que a saída de Walter tira um concorrente directo a Kléber, mas não será por aí que o seu objectivo de chegar ao onze ficará mais facilitado, até porque os dragões estão no mercado. O camisola 11 recomenda o compatriota sem olhar para o próprio umbigo. "Se o Cruzeiro conseguir acertar com o FC Porto e com o jogador, será uma excelente contratação. Faz bastantes golos", concluiu. A saída de Walter deve estar por dias, tal como a contratação de um ponta-de-lança por parte dos dragões. Kléber é que parece intocável.

Hulk e Chelsea: outra vez

Tal como O JOGO havia antecipado na edição de ontem, Hulk foi notícia em Inglaterra pela suposta intenção de o Chelsea pagar a cláusula de 100 milhões de euros já em Janeiro. A notícia correu o mundo e serviu, pelo menos, para apontar os holofotes a Hulk.

in "ojogo.pt"

Beto e Sereno com o proveito que Castro e Atsu reclamam

Só três dos 18 dragões que jogaram emprestados na primeira metade da época não estão a tirar o devido proveito da colocação que o FC Porto lhes encontrou. Ukra - lesionado desde o Verão - não conta para esta estatística, que elege Ventura como o maior flop das decisões da SAD, habitualmente certeira, mas também sem explicação para o facto de Soares, no Recreativo de Huelva, e Sérgio Oliveira, no Malines, jogarem tão pouco.
Beto e Sereno são os expoentes máximos da utilidade de ser emprestado. Titularíssimos (e já figuras) de Cluj e Colónia, os dois foram recentemente chamados por Paulo Bento e espreitam a presença no Euro'2012. Para Beto foi um regresso à Selecção, mas Sereno estreou-se de forma inesperada depois da renúncia de Ricardo Carvalho.
Se a dupla é quem mais motivos tem para sorrir, há outros dois cujas prestações os fazem sonhar com a possibilidade de regressar ao Dragão a breve prazo: Castro e Atsu. O primeiro - que até esteve numa convocatória de Bento, em Agosto - é já bastante respeitado na exigente liga espanhola e está naturalmente mais experiente e habilitado para fazer, no futuro, sombra a Fernando ou João Moutinho. Já Atsu é, com três golos e quatro assistências, aquele que mais tem brilhado. Já se falou do regresso ao Dragão, mas não será por agora, pois embora o jogador assim o queira, o FC Porto prefere que cresça amparado.
Quanto aos três que pouco ou nada jogaram nos últimos meses, os dragões estão à procura de nova colocação que impeça a estagnação e cumpra os propósitos de uma cedência. Soares confirmou isso mesmo ao site "Huelva.24". Ventura depende da saída de Fabiano Freitas. Sérgio Oliveira, com aparições regulares enquanto suplente, é o caso mais duvidoso.

3 perguntas a

Christian Atsu
Extremo-esquerdo emprestado ao Rio Ave

1 Que balanço faz destes quatro meses de cedência?
Muito bom. Não esperava rebentar tão cedo. Está tudo a acontecer muito depressa. Estou a gostar muito de estar no Rio Ave.
2 Falou-se da possibilidade de voltar já ao FC Porto. Agrada-lhe ou acha cedo?
Preferia voltar já. É ao FC Porto que pertenço, é no FC Porto que sonho jogar e só lá poderia ser chamado à selecção do Gana. Apesar de ser difícil jogar, aprenderia mais.
3 Já teve algum feedback da SAD? Por exemplo quando marcou a Sporting e Benfica...
Ninguém me telefonou. Mas esses golos, principalmente ao Benfica, souberam muito bem...

in "ojogo.pt"

Ingleses e espanhóis na rota de Sapunaru

REVELAÇÃO FEITA PELO AGENTE FLORIN MANEA



É o agente FIFA, Florin Manea, que está encarregue de encontrar um clube para Sapunaru. O lateral romeno, de 27 anos, está de saída do FCPorto e tem mercado nos principais campeonatos do futebol europeu. Uma garantia dada, ontem, pelo seu empresário.
“Estamos em conversações com diversos clubes, mas como ainda não há nada concreto, não posso acrescentar muito mais”, começou por afirmar Florin Manea, abrindo depois um parêntesis para revelar o seguinte: “É com clubes ingleses e espanhóis que tenho falado com maior frequência.”
Resta agora encontrar quem apresente uma proposta que agrade ao FCPorto, mas isso pode até nem acontecer. “Eu acho que o Sapunaru vai deixar o FC Porto a título definitivo, mas se isso não vier a acontecer, então ele continuará por lá a lutar por um lugar na equipa titular”, garantiu o agente.
in "record.pt"

Incrível sorriso

RECORD ATRIBUIU O PRÉMIO ARTUR AGOSTINHO A HULK


Pela sétima vez, a primeira sem a presença física do seu patrono, Record atribuiu o Prémio Artur Agostinho. Este ano, a escolha recaiu no brasileiro Hulk, pelo extraordinário desempenho futebolístico do avançado do FC Porto ao longo de 2011 – e pelos títulos que alcançou.
É Givanildo, o homem, e não Hulk, o jogador de futebol, que lá vem. A explosão e a força ficam dentro de campo. Fora dele, como nas escadas que o conduzem ao lugar onde o esperamos, o brasileiro tem o sorriso de ambos, mas pouco de Hulk. Givanildo move-se com o vagar e a serenidade de quem está de bem com a vida, de quem está feliz. Não há repentismos, não há movimentos inesperados. E a tranquilidade só é abalada quando Pinto da Costa deixa as suas primeiras palavras ao jogador. “Hulk, podes ir embora que eu já recebi o prémio por ti”, diz. Givanildo responde com um sorriso à entrada desafiante do líder portista. “Ó presidente...”, deixa no ar, como quem já está habituado às brincadeiras do dirigente azul e branco.
Foi assim que começou a cerimónia de entrega do Prémio Artur Agostinho Record 2011 a Givanildo Vieira de Souza, agora, porque foi o futebol que apresentou ao longo de todo o ano que o elegeu, já como Hulk.
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RECORD – O ano de 2011 foi o seu melhor de sempre?
HULK – Sem dúvida. Quando voltei a jogar depois de ter estado temporariamente afastado dos relvados na época anterior, senti que era muito importante estar bem. Penso que esse objetivo foi conseguido em termos individuais. Ultrapassar essas barreiras e não ser obrigado a parar por lesões graves ou castigos, ajudou. Depois, o ano foi marcante pelos títulos que conseguimos a nível coletivo, desde a conquista do campeonato sem derrotas até à vitória na Liga Europa.
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RECORD – O facto de jogar na posição 9 ajuda-o ainda mais a ser chamado à seleção do Brasil?
Hulk – Há quem considere que sim, mas a verdade é que eu cheguei lá quando jogava como extremo no FC Porto. Penso que o selecionador já sabe como jogo e, por isso, jogar como extremo ou ao centro é indiferente. Além disso, no Brasil ou no FC Porto, eu quero é jogar e ajudar as minhas equipas.
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RECORD – Desde muito cedo que acreditou ser possível cumprir o sonho de ser futebolista profissional? E é por essa razão que se explica o facto de ter deixado o Brasil ainda menor para jogar no Vilanovense, em Vila Nova de Gaia? Do outro lado do rio...
Hulk – Sim, eu tinha o sonho de ser jogador. Tornei-me profissional de futebol com apenas 16 anos, mas nunca imaginei ser respeitado na Europa como sou, ser reconhecido como sou, e ter o nome que tenho. Foram coisas que nunca me passaram pela cabeça nem que nunca meti na cabeça como um objetivo de vida.
in "record.pt"

Kléber garante que vai melhorar

Kléber também já chegou ao Porto e não escondeu que vai encarar o novo ano com a esperança de fazer mais e melhor que o alcançado na primeira fase da temporada. A pausa natalícia serviu para reflectir sobre o que fez e o que ainda pode fazer no Dragão.

«Trabalho sempre com o intuito de melhorar e é com esse objectivo que estou no FC Porto. Acredito que vou fazer uma segunda metade da época melhor que a primeira», avisou o ponta-de-lança brasileiro.

Recorde-se que Kléber foi titular no primeiro terço da época, mas depois foi vítima das alterações operadas por Vítor Pereira após a derrota em Coimbra.

Nessa altura, o treinador portista relegou Kléber para o banco de suplentes (chegou mesmo a ficar fora das opções em uma ocasião), colocando Hulk na posição de ponta-de-lança, adaptação que Vítor Pereira já considerou ser positiva.


in "abola.pt"

Souza não fecha porta da saída

Souza chegou esta manhã ao Porto depois de ter gozado um período de férias natalícias. O médio brasileiro, cujo futuro poderá passar por um empréstimo a outro emblema, diz que nada lhe foi comunicado, mas confessa necessitar de jogar com maior regularidade, até porque, tem como grande objectivo participar nos Jogos Olímpicos com a camisola do Brasil.

«As notícias que tenho sabido são pela Imprensa. Não manifestei vontade de sair do FC Porto, mas é óbvio que um jogador tem necessidade de alinhar com regularidade porque é isso que nos faz aparecer. No FC Porto, que é um grande clube, tem sido difícil isso acontecer», começou por dizer Souza, reiterando o desejo de jogar com maior regularidade.

«Quero jogar aqui ou noutro lado. O meu objectivo é jogar. É melhor que o faça no FC porto, no entanto, se não for possível, que seja em outro lugar. Tenho mais três anos e meio de contrato, tenho muita vontade de vingar neste clube e, na eventualidade de ser emprestado, a prioridade será sempre regressar e impor-me neste grande clube», confessou.

FC Porto campeão
Quanto ao desenrolar do campeonato, Souza diz que o FC Porto está na liderança com justiça, posição que vai manter até final da competição.

«O importante era manter o primeiro lugar. Continuamos fortes como na época anterior. A única diferença é que o Benfica não perdeu os jogos que perdeu na última temporada. Estou convencido de que o FC Porto é primeiro agora e será no final da época», afirmou, mostrando total respeito pelo Sporting, próximo adversário no campeonato:

- O Sporting é uma equipa mais complicada que na época anterior, mas vamos mostrar competência para vencer mais este jogo.


in "abola.pt"

Defour entra no terreno de Belluschi

Lesionado desde o jogo com o Zenit, a 6 de Dezembro, o médio Steven Defour queimou todas as etapas da recuperação estabelecidas pelo departamento médico do FC Porto e estará na linha de montagem para Alvalade na próxima semana. 

O internacional belga sofreu uma contusão na coxa esquerda após entrada dura de Fayzulin no último encontro para a Liga dos Campeões e falhou os jogos com Beira-Mar, Marítimo e P. Ferreira, com a paragem a ser aproveitada por Belluschi para encontrar lugar no onze. 

Com Defour à vista após quatro semanas na doca seca e Belluschi em rendimento acelerado nos últimos jogos, Vítor Pereira hesitará um pouco na escolha do médio que acompanhará Fernando e João Moutinho em Alvalade. É uma dúvida que se depara no meio de uma realidade absoluta, o treinador portista tem já definidos os restantes 10 elementos para atacar o leão.


in "abola.pt"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Danilo. Melhor reforço chega em Janeiro

Dragões gastaram uma verba recorde no Verão passado mas o brasileiro, o reforço mais esperado, só agora se vai poder estrear em Portugal. A expectativa é enorme



“No Verão os dias ficam maiores. No Verão as roupas ficam maiores. No Verão o calor bate recordes. E os corpos libertam seus suores.” A música dos Fúria do Açúcar fez furor nos anos 90 mas pecou por incompleta. Pelo menos no que ao futebol diz respeito. O calor do Verão também está associado a mais expectativas. Os adeptos perdem horas de sono a pensar em reforços e é sempre nos meses de Julho e Agosto que os jornais desportivos aumentam as vendas. E quando isso acontece não é apenas o calor que bate recordes. As transferências também.
Danilo é o nome que não sai da cabeça dos portistas desde que foi confirmado no Verão, na altura por 13 milhões de euros. Era destaque no Santos, na selecção brasileira de sub-20, e esteve a um passo de assinar pelo Benfica. Por outras palavras, era, tal como Iturbe, o jogador que mais expectativas criava no Dragão. O problema é que ia ficar no Brasil até ao final do ano e o FC Porto teria de esperar por Janeiro para o receber no aeroporto. Nos quatro meses seguintes, muito poderia acontecer, inclusive a subida de preço. De um momento para o outro, com 3,1 milhões de euros de comissão pelo meio, o valor final passou a ser de 17,8. Já não havia volta a dar: Danilo pode até nem ser o melhor reforço da época mas é com certeza o mais caro.
HERDEIRO DE BOSINGWA Dentro das quatro linhas, Danilo é considerado um todo--o-terreno. Consegue jogar no lado direito da defesa mas tem mais rotinas no meio-campo, como o próprio confessou em Abril: “Não me vejo como um lateral. Considero-me mais um jogador do meio-campo. Estou adaptado e tenho coisas para evoluir, mas vejo um caminho muito bom nesta nova posição.”
As comparações com Bosingwa surgem de forma natural. Tal como o brasileiro, o actual jogador do Chelsea era conhecido por conseguir actuar no meio--campo e no lado direito da defesa. A evolução é que foi a oposta. No Boavista de Jaime Pacheco era mais utilizado no meio-campo, mas só com a variação para a defesa é que se assumiu definitivamente como uma figura do futebol português. Tornou-se um dos laterais mais ofensivos no campeonato e ganhou um lugar na selecção nacional. Agora o FC Porto espera estar perante um herdeiro com a mesma ou mais qualidade.
O mau período do FC Porto em Novembro chegou a fazer de Danilo o único salvador da pátria capaz de evitar a hecatombe na temporada. A eliminação na Taça de Portugal e a eventual eliminação das competições europeias fez com que a ausência de Danilo fosse falada cada vez com mais insistência. Dois meses depois, o jogador contratado ao Santos já não tem o peso de ser o salvador, mas tem a possibilidade de ser o factor que fará a diferença. Há opções para a defesa e para o meio-campo, mas Danilo tem valor para entrar no onze de caras. Vítor Pereira sabe e também já aguarda este momento. O treinador parece ter reconquistado a equipa e o nível de contestação já diminuiu. Por isso ficou com mais tempo para pensar nas garantias e nas soluções que Danilo vai oferecer.
LATERAL VS. MÉDIO Sapunaru, Fucile e Maicon têm dividido o lado direito da defesa. No meio-campo, Fernando, Belluschi, Defour, João Moutinho e Guarín (Sousa parece estar de saída) também têm rodado e oferecem mais garantias. Para Vítor Pereira, a solução mais fácil e a que mais impacto imediato criará na dinâmica portista é a utilização de Danilo como lateral. Mesmo que isso vá contra a tendência do jogador.
Com o brasileiro do lado direito e Álvaro Pereira na esquerda, os portistas ficam com uma dupla de laterais muito ofensivos e capazes de oferecer outra dinâmica no ataque, retirando pressão e oferecendo espaço aos jogadores do meio- -campo. Esta variante permite também que Hulk e James Rodríguez, os dois maiores desequilibradores da equipa, percam a obrigação de se encostar à linha para fazer a diferença.
O jogo do Sporting é o primeiro de 2012 e o tempo para ganhar rotinas com os adversários será escasso. Ainda assim, tanto Vítor Pereira como os adeptos têm razões para estar confiantes. Afinal há 17,8 milhões a ser justificados.
in "ionline.pt"

Racing segura Teo com o melhor contrato da Argentina

AVANÇADO DEVERÁ FICAR EM AVELLANEDA



Afinal, aquilo que Teófilo Gutiérrez desejava era um aumento salarial que esteja de acordo com o seu valor e posição no seio do Racing Avellaneda. Desta forma, a equipa argentina prepara-se para oferecer um salário milionário para segurar o craque.
Segundo adianta o diário "Olé", o desejo do avançado é ter o melhor contrato da Argentina. Do lado dos dirigentes, a vontade é aceitar as exigências, de modo a segurar a sua grande estrela. Fica assim mais longe a possibilidade de Teo rumar ao FC Porto, situação que parecia praticamente definida há alguns dias.
Do ponto de vista técnico, Alfio Basile já disse que Teo é peça chave nas aspirações da equipa e a direção parece apostada em garantir as verbas necessárias para segurar o colombiano, de 26 anos.
"Insistimos em vários aspetos e finalmente conseguimos. Foi uma conversa positiva. Falámos de várias coisas: futebol em geral, da equipa, da família... O Teo é um homem importante para o projeto do clube. Há vontade de o ter a 4 de janeiro para o regresso aos treinos", confessou Roberto Ayala, coordenador técnico do clube.
"Disse-me que não cumpriram algumas promessas. Já tinha falado com os dois elementos mais importantes do clube e apenas me faltava falar com o Teo, agora o panorama está completa. Não vemos como opção a sua saída", acrescentou.
in "record.pt"

Acaz Fellenger: «Madaíl disse que Baía não criava bom ambiente»

ASSESSOR DE SCOLARI ESCLARECE



Depois de, em entrevista à RTP, na semana passada, Gilberto Madaíl disse que "Vítor Baía merecia uma explicação de Scolari", o assessor do antigo selecionador nacional respondeu ao anterior líder da Federação Portuguesa de Futebol, admitindo que a opção foi influenciada pela opinão de Madaíl.
"Quando iniciou o trabalho, o Scolari perguntou ao presidente Gilberto Madaíl sobre a participação de Portugal no Mundial'2002 e aí foi dito por Madaíl que o guarda-redes Vítor Baía não criava bom ambiente no balneário, não era um bom atleta de balneário", comentou Acaz Fellenger, assessor de imprensa de Luis Felipe Scolari, em declarações à RTP.
"Essa era uma das opinões do Gilberto Madaíl que foi passada a Scolari e, juntando a outras opções, foram essas as razões que levaram à não convocatória de Vítor Baía", concluiu
in "record.pt"

Liverpool "ataca" Fernando

Segundo o "Daily Mail" o clube inglês está disposto a pagar 20 milhões de euros ao FC Porto, para conseguir levar o médio brasileiro.


O interesse dos clubes ingleses em contratar o jogador do Porto continua.

Depois de ter surgidos noticias que davam conta do interesse do Chelsea em contratar Fernando, desta vez é o LIverpool que surge na rota do jogador brasileiro.

A equipa de Dalglish procura um reforço para o meio-campo, já que Lucas Leiva e Steven Gerrard, não disponíveis para jogar pelo Liverpool.
Fernando é uma possibilidade, sendo que o clube da cidade do Beatles está disposto a oferecer 20 milhões de euros pela sua saída do FC Porto.



in "rr.pt"