domingo, 15 de agosto de 2010

Valeu Hulk contra a força do Vento

 

As comparações serão sempre inevitáveis, por isso mais vale começar logo por aí. Sim, o FC Porto voltou a merecer ganhar, como sucedera uma semana antes na Supertaça, diante do Benfica, mas não da mesma forma convincente, já que a exibição de ontem esteve a milhas da obtida no sábado. Cada jogo tem a sua história, pode sempre dizer-se, e este teve até um super-herói que voltou a salvar o dia, o que fica sempre bem num argumento em que o vento, poucas vezes associado ao futebol, tem direito a aparecer por entre as prováveis explicações do que aconteceu ontem à noite na Figueira da Foz.


É verdade, um jogo de futebol pode ter duas partes distintas como ficou patenteado nos primeiros 90 minutos de FC Porto e Naval na Liga Zon Sagres. Para surpresa de todos e desilusão dos que pensavam que todos os jogos podem ser como o clássico de sábado passado, pertenceu à equipa da casa o domínio do jogo nos primeiros 45 minutos. Não que isso se traduzisse num futebol capaz de asfixiar os portistas em missões defensivas, mas pelo menos capaz de interromper, quase sempre com sucesso, o processo criativo dos dragões.

Sem fogo, é certo, mas acima de tudo incapaz de ultrapassar a teia que Victor Zvnka desenhou no meio-campo navalista - o que parecia um 4x3x3, foi quase sempre uma equipa com cinco médios todos eles cientes da importância de pressionarem os médios adversários -, o FC Porto não foi perigoso e nem disso se aproximou. Por isso, viu-se pouco de Belluschi e quase nada de João Moutinho nos primeiros 45 minutos, como que perdidos numa luta em inferioridade numérica. Limitados a jogar com a bola rente ao solo - o vento estragava a trajectória se a opção fosse futebol aéreo -, os portistas nunca conseguiram dominar o jogo, perdendo-se em passes errados, perdas de bola e uma quase confrangedora incapacidade de serem perigosos para a defesa da Naval. O melhor lance do FC Porto acabou por ser o livre directo cobrado por Belluschi e que Salin resolveu com uma boa defesa, ainda assim, o melhor que a Naval conseguiu foi quase aproveitar um mau atraso de Álvaro Pereira. Um mau atraso que se explica por essa falta de espaço que o FC Porto sentiu na primeira parte e que deixou de ser um problema na segunda parte.

A jogar a favor do vento, ciente de que lhe restavam 45 minutos para não fazer suceder a perda de pontos a uma conquista, o FC Porto surgiu mais veloz, como que empurrado pelo vento que passou a ter pelas costas. Aos poucos, a Naval deixou de ser a bela equipa que fora até então, passando por dificuldades em especial a partir do momento em que André Villas-Boas juntou táctica à vontade de ganhar. Com uma hora de jogo e sem a liderança no marcador que esperaria ter por essa altura, Villas-Boas não se ficou pelo refrescar de peças e ideias, mudou também o desenho táctico - de 4x3x3 para 4x4x2 -, visto que a entrada de Guarín, para jogar nas costas de dois avançados, significou a saída de um apagado Varela. O treinador portista estava convencido que o problema não era apenas de rendimento, a questão era ter mais bola e para isso mais homens no meio-campo. O resultado é que o FC Porto apertou ainda mais o cerco, Hulk revelou-se ainda mais perigoso do lado esquerdo, mas nem isso se traduziu no esperado golo. Aliás, haveria de quase acontecer o contrário, quando aos 78 minutos Previtali falhou isolado o que seria o 1-0 para a Naval. Sem eficácia capaz de dar razão ao 4x4x2, o FC Porto voltaria ao seu esquema habitual com a entrada de Rodríguez, cerca de 10 minutos antes de Jonathas cometer o penálti que resultaria no golo de Hulk, a merecer de novo as analogias com o super-herói. E assim, Villas-Boas começou como acabou: a ganhar 1-0 à Naval.

NAVAL-FC PORTO, 0-1

19h15

ESTÁDIO José Bento Pessoa, na Figueira da Foz

RELVADO Irregular

ESPECTADORES 4972

ARBITRAGEM

Árbitro Paulo Baptista

Assistentes José Braga e Luís Tavares

4ºÁrbitro António Costa

GOLOS

[0-1] Hulk 84'(g.p.)

NAVAL

Salin, Carlitos, Lupède, Rogério Conceição, Jonathas, Godemèche, Alex Hauw, João Pedro, Hugo Machado (Giuliano, 72), Marinho (Camora, 60) e Previtali (Edivaldo, 81).

Suplentes não utilizados: Jorge Baptista, Michel Simplício, Godinho, Gómis.

Treinador Victor Zunka

Remates à baliza 2 Remates totais 11 Cruzamentos 22 Cantos 1 Faltas 18 Posse de bola 55%

AMARELOS Rogério 29' Carlitos 63' Jonathas 83'

FC Porto

Helton, Sapunaru, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, João Moutinho (Sousa, 86), Belluschi (Rodriguez, 73), Hulk, Falcao e Varela (Guarín, 60).

Treinador André Villas-Boas

Suplentes não utilizados Beto (GR); Miguel Lopes (LD); Sereno (DC); Ukra (AD)

Remates à baliza 5 Remates totais 19 Cruzamentos 27 Cantos 6 Faltas 20 Posse de bola 56%

AMARELOS João Moutinho 44' Hulk 66' Guarín 74'

 
in "ojogo.pt"

A análise de JVP

1 FC Porto passivo e a Naval a dominar


A primeira parte do jogo correspondeu ao pior período do FC Porto, com a Naval a dominar nos primeiros 20 minutos. A partir daí e até ao intervalo, as coisas ficaram equilibradas. É fundamental referir que o vento que se faz sentir naquele campo e a relva seca geram problemas às equipas que querem criar, que querem atacar. Isso explica parte das dificuldades iniciais do FC Porto mas estas deveram-se fundamentalmente a uma atitude diferente da do jogo com o Benfica, de maior passividade e menor agressividade sobre a bola. Além disso, o FC Porto dispunha de poucos espaços para jogar, pois a Naval apresentou-se muito bem tacticamente, com Marinho e João Pedro a taparem bem as alas. Depois, Hulk começou a querer aparecer no jogo, tanto através de lances individuais como de remates de fora da área, embora nem todos levassem a melhor direcção

2 Segredo do sucesso foi a mudança de atitude

A segunda parte foi totalmente diferente, com o FC Porto mais agressivo sobre a bola, subido no terreno e com maior velocidade. Passou a jogar mais perto da área da Naval e a criar mais ocasiões de golo, algumas delas claras e quase sempre através de Hulk. Os azuis e brancos provocaram mais o erro e obrigaram a Naval a recuar, tendo justificado a vitória por aquilo que fizeram neste período. E não me parece que esta se tenha ficado a dever às substituições de André Villas-Boas. É certo que Guarín teve a preocupação de criar linhas de passe e mais soluções ofensivas, para o FC Porto ter um futebol mais pensado e Rodríguez deu alguma frescura, mas o mais importante foi a mudança de atitude colectiva.

3 Inteligência de Souza

Gostei particularmente de ver Souza jogar. Apesar de ter estado poucos minutos em campo, agradou-me a sua atitude agressiva bem como a forma como tentava jogar quando ganhava a bola, não se limitando a tentar entregá-la - passava e procurava ir recebê-la, conferindo dinâmica à equipa. Deu claramente a sensação de ser alguém inteligente na forma como joga.

in "ojogo.pt"

Tribunal de O JOGO - Penálti bem assinalado e erros no campo disciplinar

Os juristas de O JOGO defendem que Paulo Baptista esteve bem no julgamento do lance da grande penalidade que acabou por ser determinante no resultado. Na análise de uma eventual falta de Álvaro Pereira cometida na área do FC Porto, apenas Jorge Coroado entende que o árbitro de Portalegre errou ao não assinalar grande penalidade. As decisões no capítulo disciplinar também merecem reparos.


MOMENTO MAIS COMPLICADO

82' É bem assinalada a grande penalidade contra a Naval por mão na bola de Jonathas Suruk?

OUTROS CASOS

21' Há pénalti por falta de Álvaro Pereira sobre João Pedro?
25' Há mão na bola ou bola na mão de Rogério Conceição na área da Naval?
62' É bem mostrado o amarelo a Carlitos por falta sobre Hulk ou justificava o cartão vermelho?
74' Jonathas Suruk pontapeia João Moutinho intencionalmente? Merecia ser expulso?

Jorge Coroado

82' POSITIVO
Aceito a decisão do árbitro. O jogador da Naval fez braço firme quando se apercebeu que a bola lhe fugia. O cartão amarelo é que não se justificava, atendendo a que não cortou qualquer jogada prometedora ou linha de passe.

21' NEGATIVO
O portista tocou no pé direito de João Pedro, fazendo-o tropeçar, perder o equilíbrio e oportunidade de rematar. Além do penálti, faltou o vermelho.

25' POSITIVO
A bola foi chutada muito próximo e com força em alívio, por um colega. Não houve qualquer razão para castigo máximo.

62' POSITIVO
O cartão amarelo foi o adequado. Hulk não estava enquadrado com a baliza, tratou-se de corte e jogada prometedora.

74' NEGATIVO
O jogador da Naval foi objectivo e deliberado no gesto efectuado. O cartão vermelho impunha-se por nítida agressão.

APRECIAÇÃO GLOBAL

Desempenho feito muito à semelhança do que tem sido o seu percurso: falho de coragem e de determinação. Confuso na acção disciplinar, retraído na imposição técnica e pouco criterioso.

PEDRO HENRIQUES

82' POSITIVO
Jonathas toca a bola com o braço (encontra-se fora do plano do corpo) de forma deliberada. Grande penalidade bem assinalada e cartão amarelo enquadrado no comportamento antidesportivo (jogar a bola com a mão).

21' POSITIVO
João Pedro cai sem sofrer toque de Álvaro Pereira. Não há motivo para grande penalidade e aceita-se que o árbitro não interprete a queda como simulação.

25' POSITIVO
O jogador toca na bola com o braço sem o ter feito de forma deliberada. A distância entre o jogador e a bola também é muito curta (bola inesperada).

62' POSITIVO
Hulk é rasteirado à entrada da área. Carlitos é advertido por cortar um ataque prometedor. Decisão correcta do árbitro.

74' NEGATIVO
Jonathas agride João Moutinho com a sola da bota, de forma deliberada. Seria expulso por falta grosseira. Contudo, o lance é de difícil análise.

APRECIAÇÃO GLOBAL

Assertivo na maioria das decisões (nomeadamente na grande penalidade). No capítulo disciplinar justificar-se-ia a amostragem de alguns cartões vermelhos em lances de difícil análise para o árbitro.

PAULO PARATY

82' POSITIVO
É uma boa decisão. Haveria sempre controvérsia qualquer que fosse a decisão do árbitro, mas penso que o jogador da Naval tem o braço numa posição que não é natural, causando volumetria e impedindo que a bola passasse. O cartão amarelo parece-me desnecessário.

21' POSITIVO
É claro que João Pedro tropeça em si mesmo. Mesmo com a televisão, não há um ângulo que permita determinar se Álvaro Pereira toca no adversário.

25 POSITIVO
Um lance perfeitamente acidental; a bola saiu de muito perto e a grande velocidade. Correcta a decisão de Paulo Baptista.

62' POSITIVO
Boa decisão do árbitro. A falta é cometida fora da área, boa ajuda do árbitro-assistente. O amarelo justifica-se plenamente pela imprudência do defesa.

74' POSITIVO
Se é intencional só o jogador o pode dizer. Aceito a decisão do árbitro, embora fique com a sensação que Jonathas poderia ter evitado o contacto.

APRECIAÇÃO GLOBAL

Apesar de alguns lances controversos, a actuação geral do árbitro foi positiva; procurou dar solidez ao jogo que, pelo modo com as equipas se encaixaram, estava muito bloqueado.

in "ojogo.pt"

PC está preocupado com as arbitragens


Mostra-se confiante que esta época "o FC Porto não vai perder o campeonato", mas não esconde alguma apreensão relativamente ao campeonato que começou este fim-de-semana: "Vejo a próxima época com muita preocupação. No final da Supertaça ficaram cinco cartões vermelhos por mostrar aos jogadores do Benfica. E o jogo foi arbitrado por um árbitro internacional que só vê agressões nos túneis. Isto assusta-me. Temo que vá haver impunidade total com aquele tipo de jogo", palavras de Pinto da Costa na extensa entrevista concedida ao "Expresso", ontem publicada na revista "Única", daquele semanário. O presidente do FC Porto respondeu a todas as questões, inclusive relativas à sua vida pessoal, e deixou claro que para si o "Apito Dourado" não acabou. "Ainda hei-de falar e escrever sobre o 'Apito Dourado' e o 'Apito Final da Liga'. Coisas que se não tivesse testemunhas ninguém acreditava. Como ser detido dentro do Tribunal para ir a Tribunal", disse, prometendo, um dia mais tarde, escrever um livro "com muitas histórias, mas histórias verdadeiras", quando acabar o seu mandato no clube. Aliás, quanto ao seu futuro no FC Porto, deixou tudo em aberto. "Último mandato? Não sei. Ainda faltam dois ou três anos e há tanto para fazer, que não é isso que me preocupa. Quando chegar ao final do mandato e se tiver uma pessoa disponível para dar continuidade ao projecto, é entendível que eu me queira retirar".

FILME "CORRUPÇÃO"

"Tenho uma cópia do guião escrito pela Leonor Pinhão, mas escusam de me assaltar porque está num cofre seguro. No dia em que o livro foi publicado, o FC Porto jogava com uns turcos e ao meu lado ficou o dito dr. Hermínio Loureiro, que me disse: 'Isto do Apito Dourado já não dá nada, mas eles lá em baixo estão muito esperançados em reabrir o processo com o livro que a sua antiga namorada está a escrever"

CAMPEONATO

"A Liga Zon parte com um problema porque o patrocinador da Liga é o mesmo de um dos concorrentes. Eticamente está errado. As empresas patrocinam o clube para que ganhem, para aparecerem. Se isto é uma desculpa se o FC Porto perder o campeonato? Não, porque o FC Porto não vai perder"

VILLAS-BOAS

"A escolha do treinador é minha responsabilidade há 28 anos. Conheço-o desde criança e sempre tive a percepção que ele havia de ser alguém no futebol. Depois o Mourinho pegou nele e ele "doutorou-se". A escolha foi consensual porque era a viragem de página, mudança de ciclo, o que não se faz com pessoas iguais às que estão..."

JORGE JESUS

"Não foi opção porque tem contrato com o Benfica. Admito que possa vir a treinar o FC Porto, mas não estou a ver como porque tem 56 anos. O título do Benfica deveu-se muito a ele, não é só mérito do Ricardo Costa, da Comissão Disciplinar da Liga"

in "ojogo.pt"

Manchester United pode avançar para Meireles - segundo o "Sunday Mirror"


O "Sunday Mirror" revela, na edição deste domingo, que o Manchester United está a ponderar avançar para a contratação de Raul Meireles. O jogador do FC Porto seria o "plano B", caso o negócio com o Werder Bremen por Mesut Ozil não se concretize. Na última semana foi noticiado que os red devils não iriam pagar os 14 milhões de euros exigidos pelo clube alemão, apesar de Ferguson já ter observado o jogador num jogo particular.

O Manchester United está disposto a pagar apenas 10 milhões de euros, o mesmo que Chelsea e Real Madrid ofereceram para contratar o jogador, que ainda tem um ano de vínculo ao clube.

Assim, Ferguson foi "obrigado" a pensar numa alternativa e essa seria Raul Meireles. O português, de 27 anos, já manifestou vontade de abandonar os dragões e de ingressar num clube com mais ambições.

Segundo a mesma publicação, o United até já terá feito uma sondagem para saber o valor do jogador.


Fergie looking to Ozil alternative

Manchester United will go for Porto midfielder Raul Meireles if they fail to land Mesut Ozil.

Sunday Mirror Sport ­revealed last week that United were refusing to meet Werder Bremen’s £12million valuation on Germany playmaker Ozil, despite Sir Alex Ferguson making a trip to Fulham to check on the player in a pre-season friendly.

With only one year left on Ozil’s contract, United are willing to pay only £8m – and that has given Chelsea and Real Madrid the edge in the race to sign him.

That has forced Ferguson to cast his net elsewhere - and 27-year-old Meireles is now on United’s radar.

in "mirrorfootball.co.uk"

Belluschi: «Podemos fazer jogos muito melhores que este»


Belluschi, médio do F.C. Porto, comentou desta forma a vitória da formação azul e branca no reduto da Naval 1º de Maio. O médio argentino falou ainda sobre a renovação do seu contrato a curto prazo e a perspectiva de fazer uma segunda época de qualidade de dragão ao peito:


«Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil, muito duro. Pensávamos que poderíamos resolver o jogo mais cedo, mas complicou-se. Felizmente, vencemos. Era o mais importante, para começar bem o ano. Vamos com muitas coisas por corrigir, mas contentes porque ganhámos. Sinto-me muito bem, cómodo, o treinador dá-nos motivação e o grupo está muito bem, unido. Moutinho tem muita grande qualidade e há vários soluções do meio-campo para a frente, como o Falcao lá na frente, que nos abre muitos espaços. Podemos fazer jogos muito melhores que este.»

Sobre a renovação de contrato e a sua afirmação: «Renovar? Temos tempo para isso. Agora penso mais em jogar com o Genk depois iremos tratar desse tema. O mais importante é que começámos bem e queremos este ano conquistar o campeonato. Confio que vou jogar muito melhor este ano.»

in "maisfutebol.iol.pt"

sábado, 14 de agosto de 2010

«Não conseguimos ser agressivos» - Villas-Boas


Faltou pressão e garra ao FC Porto na deslocação ao reduto da Naval, segundo o técnico André Villas-Boas, especialmente «na primeira parte». Mesmo face às adversidades, os portistas conseguiram o triunfo na ronda inaugural do campeonato.

«Vimos uma Naval bastante organizada, que cria sempre grandes dificuldades e que gosta de jogar bom futebol», elogiou o treinador azul-e-branco, sublinhando ainda que o forte vento foi o principal responsável pela má prestação dos dragões no primeiro tempo.

«O vento condicionou, porque obrigou a esticar a equipa na primeira parte e não conseguimos ser pressionantes e agressivos. Na segunda parte mantivemo-nos mais curtos e compactos, criando oportunidades que acabaram por levar ao penalty que deu golo», salientou.
 
in "record.pt"

Souza nem ia entrar: «Estou sempre pronto para jogar»


Souza, médio do F.C. Porto, comentou desta forma a vitória da formação azul e branca no reduto da Naval 1º de Maio. O jogador brasileiro foi suplente utilizado na sua estreia na Liga portuguesa:


«Foi uma estreia muito boa. Temos de estar sempre preparados para entrar e ajudar a equipa. Foi o que fiz, ajudei a equipa a vencer, portanto foi muito bom. Para mim, é igual jogar a 6 ou a 8. O mister falou comigo e eu estou sempre pronto para jogar, em qualquer posição. O F.C. Porto jogou de forma agressiva, não conseguiu marcar e ficou um pouco nervoso. Depois chegou o penalty, justo, e chegámos à vitória. Tivemos inúmeras oportunidades. Eu não estava para entrar, era para ser o Ukra, mas houve o golo e o mister quis segurar um pouco mais o jogo. Temos de estar sempre preparados.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Villas-Boas: «Dificuldades na primeira jornada são para todos»


André Villas-Boas, treinador do F.C. Porto, comentando o triunfo por 0-1 sobre a Naval, no arranque da Liga 2009/10:

«Na primeira parte houve algumas dificuldades, mas conseguimos fazer uma segunda parte muito, muito forte. Tivemos a organização que queríamos e aliamos a motivação e desejo. Acabamos por só conseguir acrescentar e criar organização na segunda parte, mas parece óbvio que, na primeira parte, o vento condicionou. Ficamos estendidos no campo pelo jogo directo que, a espaços, a Naval praticou. Deixamos algum espaço à Naval, mas, no segundo tempo, conseguimos estar curtos e compactos e isso deu-nos mais recuperação de bola e gerimos melhor. Conseguimos envolver os laterais e aí crescemos como equipa. As alterações que fizemos foram no sentido de sermos mais agressivos. A entrada do Guarín foi determinante, para desequilibrar um pouco o bloco da Naval. Obrigou um dos médios da Naval a baixar e conseguimos criar situações até chegar ao golo.»

Que análise fez ao intervalo? «Os jogadores tiveram um discurso justo porque sentiam que estavam muito espaçados entre eles. Delineamos a estratégia com um bloco mais compacto. Deu-nos um ascendente em termos de jogo. Fomos mais agressivos e pressionantes. O tempo corria e as oportunidades não nos estavam a deixar chegar ao golo, mas antes do penalty íamos ainda ser mais agressivos em termos estruturais para procurar o golo.»

Sobre o lance do penalty: «Não vi as imagens, dizem-me que é penalty, mas ainda não vi. É uma distância muito grande.»

Houve algum deslumbramento esta noite? «A equipa não estava relaxada. Há uma tensão associada aos primeiros jogos, há o efeito surpresa e há uma Naval nova em relação ao ano passado. Estava muito bem organizada e tem um belo futuro pela frente. Na segunda parte conseguimos o ascendente que queríamos e chegamos ao golo. Estas dificuldades na primeira jornada penso que vão ser comuns a todos. O ano passado, o Benfica foi campeão e empatou em casa na primeira jornada. Há consolidação de mensagens e de princípios. A vitória traz confiança. Dois jogos, duas vitórias, uma excelente exibição e uma boa exibição.»

Sobre a não utilização de Raul Meireles: «São opções técnicas que são tomadas. Obviamente que conto com ele.»

Este jogo mostra que o F.C. Porto tem alternativas tácticas? «O F.C. Porto, pela sua cultura e pela cultura dos seus jogadores, é obrigado a jogar em vários sistemas. Vamos trabalhar o 4-3-3, mas hoje, com quatro médios, mostramos que temos uma alternativa. E se não marcássemos íamos jogar em 3-3-4 até chegar à vitória. Ia lançar o Ukra e tirar um dos centrais. O F.C. Porto tem cultura para jogar em várias formas.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Villas-Boas resolveu ao intervalo; Zvunka quer ver lances nas áreas


Os treinadores de Naval, Victor Zvunka, e F.C. Porto, André Villas-Boas, em declarações à Sport Tv após o encontro entre as duas equipas, na última primeira jornada da Liga 2010/11:


Victor Zvunka:

«Penso que durante uma hora fizemos uma boa prestação. Fomos colocados em dificuldades até aos 60 minutos. Fico decepcionado. Houve uma grande ocasião para o Hulk outra para o Previtali. Gostava de rever os lances de penalty, numa área e noutra. Estou satisfeito, mas quando se perde há sempre qualquer coisa que não funciona. Eles fizeram um grande jogo na semana passada, com o Benfica, e foram mais agressivos com o Hulk do lado direito.»

Villas-Boas

Algumas dificuldades iniciais, até pelo vento, como analisa esse período? Vimos uma Naval bem organizada, que criou dificuldades, e uma Naval que tem gosto pelo bom jogo. Ainda bem que o diz, que é para não dizerem que fui eu que usei desculpa, mas é verdade que o vento condicionou, porque obrigou a esticar a equipa. Não pudemos ser agressivos. Na segunda parte, tivemos mais roubos de bola e tivemos mais a posse, criando oportunidades até ao penalty que deu o golo.»

Mexeu no sistema e baralhou a Naval. Essa fase foi fundamental? «Pretendia surpreender a Naval, colocando o Guarín entre os dois médios defensivos. Foi isso que aconteceu. Houve um momento de indefinição na marcação ao Guarín e libertou os outros médios. Com os laterais tivemos mais fluência de jogo e criámos ocasiões.»

«É importante conseguir três pontos onde quer que seja. O estilo da Naval é novo e traz um efeito surpresa. Encarando as dificuldades do jogo, fizemos um discurso forte ao intervalo para que as coisas mudassem e foi isso que aconteceu.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Naval-F.C. Porto, 0-1 (crónica)

O F.C. Porto venceu a primeira batalha da Liga, graças a um castigo máximo convertido por Hulk, na recta final da partida (0-1). A Naval 1º de Maio caiu pelo próprio pé, sucumbindo à pressão azul e branca na segunda metade, até à ingenuidade de Jonathas.

E tudo o vento levou. O F.C. Porto esqueceu-se das promessas reforçadas pelo brilharete na Supertaça Cândido de Oliveira e assinou uma exibição cinzenta, longe do admirável mundo novo anunciado por André Villas-Boas.

Distância vertiginosa entre a capacidade de motivação dos portistas, entre um duelo clássico frente ao Benfica e uma visita pachorrenta à Figueira da Foz, onde mora uma Naval 1º de Maio sem largo historial de resistência.

Há uma semana, o F.C. Porto estava por baixo, jogava-se um título e a opinião pública inclinava-se para o lado encarnado. Villas-Boas espicaçou os seus jogadores com capas de jornais e anúncios de derrota categórica. A fórmula resultou.

Lógica invertida na Figueira

Com a Supertaça no bolso e a confiança em alta, os dragões chegaram à Figueira da Foz com a lógica invertida. Adormecidos, por vezes sobranceiros, caíram na pasmaceira e deixaram o adversário desenhar venenosos contra-ataques.

Bendita falta de recursos. Quando escasseiam os milhões, olha-se para o produto nacional e encontram-se talentos consideráveis. João Pedro, vindo da Oliveira, e Hugo Machado, outrora perdido no Azerbaijão, são bem-vindos ao escalão principal.

A Naval provocou alguns sobressaltos mas Helton, melhor que nunca, respondeu sem hesitações. Ao minuto 23, João Pedro caiu na área em lance com Alvaro Pereira. Protestos intensos, permanecendo a dúvida sobre o responsável pelo contacto entre os jogadores. Paulo Baptista mandou seguir.

O mesmo João Pedro, aliás, obrigou Helton a defesa providencial, após corte falhado do seu opositor uruguaio. O F.C. Porto jogava contra o vento, algo que tentara evitar na moeda ao ar, e ressentia-se.

O losango e o erro

Entre alguns bocejos, chegou o intervalo e a esperança de maior animação na etapa complementar. André Villas-Boas recuperou o losango que sustentou o F.C. Porto a partir de Março, lançando Guarín para o lugar do desgastado Varela. Hulk conquistou liberdade total e pegou na equipa em ombros. Tudo girava em torno do talento indomável do brasileiro.

Ao minuto 51, equipararam-se as queixas, com burburinho azul e branco após fora-de-jogo mal tirado a Sapunaru. Crescia o Dragão, empurrado pelo vento que corria de feição e a noite fria que aconselhava correrias mais regulares.

Belluschi obrigou Salin a defesa apertada e, logo depois, Hulk tabelou com Guarín para desperdiçar uma oportunidade soberana. Na cara do guarda-redes adversário, em esforço, o «incrível» picou a bola com o pé direito, o mais fraco, ligeiramente para fora.

A Naval parecia andar à deriva. Do nada, o fresco Camora vislumbrou uma linha de passe soberba, permitindo a Previtali ficar com uma via aberta para a baliza do F.C. Porto. O avançado local esperou, esperou e depois, esperou mais um pouco. Tanto que Alvaro Pereira, num instante decisivo, veio de carinho para manter o nulo.

Entre o sucesso e o fracasso

A história é rica em relatos do género. Pequenos detalhes que desenham a grande fronteira entre o sucesso e o fracasso.

Enquanto Hulk ensaiava bombas sem nexo, a Naval desperdiçava um golo e entregava os pontos logo depois. Um erro involuntário, claro está, mas imensamente infantil.

Ukra preparava-se para entrar, Villas-Boas ia queimar o último cartucho mas Jonathas mudou o guião. Guarín dominou a bola na área da Naval e o defesa brasileiro, por instinto, acabou por desviar com o braço.
Hulk agradeceu e fuzilou Salin. Tudo resolvido. De forma justa, pela supremacia azul na segunda parte. Nota final para a cena de Sapunaru, a contorcer-se de dores no chão, antes de uma recuperação milagrosa para anular um lance de perigo. Desnecessário.

in "maisfutebol.iol.pt"

Hulk: «Vínhamos motivados mas demorámos a entrar no jogo»


Hulk, jogador do F.C. Porto, em declarações à SportTV no final da vitóra sobre a Naval (0-1), no primeiro jogo da Liga 2010/11, disputado neste sábado na Figueira da Foz:

«Sabíamos que o adversário era forte. Nós vínhamos motivados depois da vitória na Supertaça, mas demorámos a etrar no jogo. Todo o mundo voltou depois mais atento no segundo tempo e conseguimos ganhar. Graças a Deus consegui marcar o golo e dedico aos meus filhos. Independentemente do sítio em que jogo, quero é jogar, isso é o mais importante.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Naval-F.C. Porto, 0-1 (destaques)

Hulk


Depois de uma primeira parte apagada, em que no par de lances em que pôde arrancar foi travado em falta, o brasileiro esteve bem melhor no segundo tempo. Esteve muito perto de ser a gazua que os dragões precisavam para desbloquear este encontro, em jogo corrido. Não foi por falta de tentativas. Nem de força, já agora. Várias arrancadas ao seu estilo, uma delas, após combinação com Guarín, não deu golo por pouco, naquela que foi a melhor oportunidade do F.C. Porto em todo o encontro. Acabou por ser premiado com uma grande penalidade quando já parecia de cabeça perdida, com um par de remates disparatados

Belluschi

É o senhor bolas paradas, no F.C. Porto. E ganhou o estatuto devido ao mérito que tem, por exemplo, na forma como cobra os pontapés de canto. Já tinha mostrado contra o Benfica, que está com o pé quente neste capítulo e repetiu na Figueira da Foz, pese o forte vento que se fez sentir. Aos 25 minutos, obrigou Salín a aplicar-se com um forte remate na transformação de um livre. No futebol corrido, nem sempre lhe saíram bem os passes a rasgar, que tentou em várias ocasiões.

Helton

Está num bom momento de forma e voltou a prová-lo. Tremendamente eficaz a anular os cruzamentos figueirenses, o brasileiro deu, ainda, nas vistas com uma saída providencial aos pés de João Pedro, quando o avançado da Naval parecia ter tudo para encostar.

Fernando

Subiu uns metros no terreno com André Villas-Boas. Continua a ser o elemento mais recuado do meio campo portista, é certo, mas tem uma maior liberdade para galgar metros do que em tempos idos. Imperial no miolo, procurou ser o apoio constante que Moutinho e Belluschi precisam para fazer carburar a máquina azul e branca.

João Pedro

Agradável surpresa. Esteve muito irrequieto na direita este extremo formado no Sp. Braga e que a Naval descobriu na Oliveirense. Alvaro Pereira não conseguiu mostrar o fulgor ofensivo habitual durante o primeiro tempo muito por culpa de João Pedro que obrigou o uruguaio a estar sempre alerta. Numa das lutas com o portista, caiu na área, com os figueirenses a pedirem grande penalidade.

Hugo Machado

Mais uma descoberta figueirense, desta feita no longínquo Azerbaijão. Não foi brilhante, é certo,mas deixou indicações positivas, que podem torná-lo numa das referências da equipa, a breve prazo. Boa visão de jogo, mas um pé pouco calibrado na hora de executar alguns passes mais arriscados.

in "maisfutebol.iol.pt"

Ukra: «Sei do interesse do Panathinaikos»


O extremo Ukra diz estar ao corrente do interesse do Panathinaikos nos seus serviços, adiantando porém que até agora não lhe foi comunicado nada oficialmente por parte do F.C. Porto. De qualquer das formas, o jovem avançado espera que a hipótese seja bem analisada por todas as partes na procura da melhor solução.

Em declarações ao jornal grego «Goal», citado pelo Sport, Ukra garante não ter «nenhuma hesitação em jogar no campeonato grego». «Sei que há interesse do Panathinaikos e não tenho problemas em jogar na Grécia, se a proposta que houver for boa para mim e para o F.C. Porto», adiantou o jogador.

«Não sei se poderá ser um empréstimo ou uma transferência a título definitivo, têm de se ver todas as hipóteses. O que quero é lutar para jogar e sei que no F.C. Porto este ano vai ser duro ter oportunidades. De qualquer das formas até agora o F.C. Porto não me comunicou nada de oficial do Panathinaikos», referiu.

O Panathinaikos, campeão grego em título, é treinado por Nikos Nioplias e tem o português Carlos Freitas (ex-Sp. Braga) como director-desportivo. O mesmo Carlos Freitas que se recusou a comentar a possibilidade do clube estar interessado em Ukra à imprensa grega, referindo que não comenta nomes.

in "maisfutebol.iol.pt"

Naval - FC Porto directo ... Live tv

 

Link 1

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Paris já era, mas dragão enfrenta Naval francesa

 

NAVAL - FC PORTO
Estadio Magalhães Pessoa
19h15 - SportTv 



Festejado o primeiro título, dessa vitória do FC Porto em Aveiro sobra mais do que uma taça. Há também crédito acumulado. Dito de outra maneira, as ideias de Villas-Boas, traduzidas em campo com uma exibição irrepreensível contra o Benfica, conquistaram o direito a ganhar corpo sem a sombra das reservas, ou pelo menos as reticências, levantadas num mau fim-de-semana em Paris. Mas, não é contra o Benfica que o FC Porto joga todas as semanas. Transformar a rivalidade em força-extra foi parte complementar da estratégia da Supertaça; agora, será preciso ver na Naval qualquer coisa parecida. Propositado ou não, o facto de ter alimentado a conferência de Imprensa de anteontem com o rescaldo da Supertaça, prolongando o ataque às desconfianças, poderá ter sido também, da parte de Villas-Boas, um bom recado interno, ao jeito de "olhem que os desconfiados continuam ali, ao dobrar da esquina". Estratégia motivacional à parte, há detalhes mais concretos a considerar. Walter e James ainda não jogam e o plantel não está fechado, nas saídas e nas entradas, o que condiciona as escolhas. Isso não é irrelevante. Da Naval, menos exposta a análises mediáticas, registam-se os resultados de uma pré-época sem derrotas, acentuando-se a tradição francesa, este ano ampliada pela nacionalidade do timoneiro: Victor Zvunka.


VARELA

40
Milhões de euros é o valor da nova cláusula de rescisão após ter renovado contrato esta semana

2
Golos marcados à Naval na época passada. Um na Figueira, outro no Dragão

EM DESTAQUE

3
previtali ao ataque Com Fábio Júnior, referência do ataque da Naval, na última metade da época anterior, em parte incerta (não voltou à Figueira da Foz, após as férias), a vaga no sector ofensivo foi ocupada por um dos recém-chegados. Previtali, 23 anos, ex-Guegnon, acompanha o compatriota Zvunka na condição de estreante em Portugal. Conhecedor da filosofia de jogo do técnico, na pré-época, três golos fizeram dele o mais eficaz da equipa na finalização.

1
Sapunaru. O romeno recuperou e, desse modo, deve manter a titularidade. Tido como carta fora do baralho, Sapunaru parece ter convencido Villas-Boas. A título de curiosidade, refira-se que, até Dezembro da época passada, altura em que foi castigado, esteve em cinco jogos de campeonato e, desses, apenas completou um. Hoje pode igualar o número de jogos completos

4
Golos de hulk. O brasileiro mostrou pontaria afinada na pré-temporada, continuando a ser o melhor marcador. Autor de um golo ao Tourizense que não se viu, porque o jogo foi à porta fechada, Hulk marcou mais três golos: ao Preussun, ao Trabzonspor e à Sampdória. Depois da última época atribulada, o brasileiro aposta tudo esta temporada.

Árbitro
Paulo Baptista

[AF Portalegre]

Assistentes
José Braga/Luís Tavares



NAVAL

Treinador
Victor Zvunka

17 Salin GR
7 Carlitos LD
3 Lupède DC
91 Rogério Conceição DC
62 Jonathas LE
25 Godemèche MD
15 Alex MD
77 Marinho AD
37 Hugo Machado MO
45 Camora AE
19 Previtali AV

1 Jorge Baptista GR
26 Gomis DC
16 Godinho MO
20 João Pedro MO
30 Giuliano MO
9 Michel Simplício AV
11 Bolívia AV


FC PORTO

Treinador
André Villas-Boas

1 Helton GR
21 Sapunaru LD
14 Rolando DC
4 Maicon DC
5 Álvaro Pereira LE
25 Fernando MD
7 Belluschi MO
8 João Moutinho MO
12 Hulk AD
17 Varela AE
9 Falcao AV

24 Beto GR
22 Miguel Lopes LD
16 Sereno DC
23 Souza MD
6 Guarín MO
10 Rodríguez AE
27 Ukra AD

in "ojogo.pt"

Rodriguez - "Mudou a mentalidade"


Rodríguez regressou à selecção do Uruguai na quarta-feira, no particular com Angola, depois de ter sido afastado do Mundial da África do Sul. No final do encontro, ganho pela equipa celeste por 2-0, o extremo aceitou falar sobre o FC Porto, começando pelo triunfo na Supertaça Cândido de Oliveira. "Foi uma alegria ganhar o clássico", contou, admitindo que o sabor foi ainda melhor por causa do adversário. "É sempre bonito ganhar ao Benfica. Estou contente porque levantei mais uma taça. No FC Porto, é sempre para ganhar", sublinhou.


Na verdade, o Cebola começou a nova época da mesma forma que terminou a anterior: a vencer um título. Contudo, entre o Jamor e Aveiro muito mudou no Dragão. "Não sei se esta equipa é mais forte, mas mudou a mentalidade, houve várias alterações, novos jogadores e um treinador diferente", explicou, considerando que a equipa não pode estar dois anos seguidos sem vencer o campeonato. "A pressão é ainda maior porque não fomos campeões na época passada e este ano queremos o título", frisou. A terminar, Rodríguez disse que é "bom" treinar com Villas-Boas. "Estamo-nos a adaptar, e ele tem o apoio de toda a equipa ", concluiu.

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Os minutos de Rodríguez esta época com a camisola do FC Porto, contabilizando os jogos de preparação e a Supertaça Cândido de Oliveira. Depois de uma temporada atípica por causa de sucessivas lesões e do afastamento do Mundial da África do Sul, o Cebola está apostado em voltar à forma que levou o FC Porto a pagar sete milhões de euros por 70 por cento do seu passe. A concorrência aumentou com a chegada de James, mas é Varela quem tem ocupado o lado esquerdo do ataque. Na quarta-feira foi titular pelo Uruguai.

in "ojogo.pt"

Falcao: caderneta quase completa


Falcao volta a ser o único ponta-de-lança disponível no FC Porto (o processo de inscrição de Walter continua por finalizar), mas os adeptos podem ficar descansados: o colombiano tem dado conta do recado. Na época passada marcou nos dois jogos diante da Naval e mostrou na semana passada que o jejum da pré-época só serviu para lhe aumentar o apetite pelo golo.


O Benfica era um dos poucos clubes a que ainda não tinha marcado, restando agora um que transita da época anterior e, claro, os dois estreantes: Beira-Mar e Portimonense, com os quais, naturalmente, ainda não teve oportunidade de se cruzar. Feitas as contas, Falcao já facturou contra 14 equipas do escalão maior.

A Académica passa a ser assim o único emblema com o qual já se cruzou que tem conseguido resistir às bicadas de Falcao. E há um dado interessante para acrescentar à análise: André Villas-Boas. O actual treinador dos portistas parece possuir o antídoto para o veneno do colombiano. Pelo menos, conseguiu que Falcao ficasse em branco nos dois jogos em que defrontou a sua Académica na época passada. O FC Porto até fez quatro jogos contra este adversário, mas Falcao só esteve em dois.

Villas-Boas terá estudado bem as movimentações do avançado portista e anulou-o logo no jogo em que se estreou, para o campeonato, no banco da equipa de Coimbra. Esta época, Falcao tem pelo menos mais duas oportunidades para acrescentar o nome da Académica ao currículo, com a aparente vantagem de Villas-Boas estar do seu lado da barricada.

Falcao terminou a primeira época de dragão ao peito com 34 golos, mas não conseguiu facturar nos dois jogos que realizou diante do Benfica. Na Luz e no Estádio Algarve, na final da Taça da Liga, El Tigre ficou em branco, e o FC Porto também. Porém, à terceira foi de vez. O colombiano falhou a recepção aos encarnados - triunfo por 3-1 - por causa do polémico quinto amarelo visto em Setúbal na jornada anterior, mas fechou as contas na Supertaça Cândido de Oliveira há uma semana, reduzindo assim ainda mais o restrito lote de equipas que ainda não provaram do seu veneno. A caderneta completa-se...

Marcou em metade dos jogos da Champions

Se, por cá, Falcao conseguiu marcar a quase todos os adversários e em quase todas as provas - só está em branco na Taça da Liga -, nas competições europeias o cenário é muito parecido. O FC Porto defrontou quatro equipas na Liga dos Campeões e só o Chelsea foi capaz de resistir ao seu instinto de matador. Os londrinos, acrescente-se, não sofreram qualquer golo dos portistas nos dois encontros disputados na fase de grupos. De resto, Falcao estreou-se a marcar na Europa diante do Atlético de Madrid, e logo com um golo de calcanhar que correu mundo. O colombiano facturou quatro vezes na liga milionária, repetindo a proeza na deslocação a Madrid, marcando ainda no Dragão ao APOEL e ao Arsenal, no tal golo que foi muito criticado pelos ingleses, que não contavam com a rápida autorização do árbitro para a marcação da falta. Rúben assistiu, e Falcao só teve de encostar.

in "ojogo.pt"

Há um novo contrato à espera de Belluschi


É com tranquilidade que a SAD tem vindo a fechar processos abertos no final da última temporada. Um deles está relacionado com Belluschi e vai ficar concluído nas próximas semanas. Record sabe que o agente do médio, Alberto Meo, encontrou-se recentemente com os responsáveis portistas, numa visita de médico que alinhavou o novo vínculo. O Samurai vai renovar, melhorando as suas condições salariais e acrescentado uma ou duas épocas a uma ligação que, por ora, é válida até 2013.


Após o fecho do mercado e numa fase que coincide com trabalhos de seleções, o processo vai ficar concluído. O FC Porto segura, assim, o argentino de 26 anos e que tanto se tem destacado nos últimos tempos, justificando os 5 milhões de euros investidos há um ano. Titular no arranque da época, o camisola 7 é um dos elementos mais virtuosos da equipa, parecendo ganhar vantagem sobre Ruben Micael na luta por um lugar no meio-campo.

Processos

Independentemente do rendimento imediato, Belluschi vai ter um novo vínculo, juntando-se assim a Alvaro Pereira e Silvestre Varela, jogadores que já esta época rubricaram novos contratos com a SAD. Falcão é outro dos ativos na calha para renovar, o que espelha a firme vontade da direção em reconhecer e premiar aqueles que mais se destacam no relvado.

Depois de um arranque abaixo do esperado, Belluschi aproximou-se muito do patamar a que tinha chegado no Newell´s Old Boys, no River Plate e no Olympiakos. Já com João Moutinho, formou uma parceria empolgante no triunfo sobre o Benfica, que ofereceu a Supertaça a Villas-Boas no seu primeiro jogo oficial.

Fruto do excelente arranque, o médio vai também iniciar a Liga, já hoje, com o estatuto de titular e completamente tranquilo quanto às suas condições contratuais. Quando partiu para férias, no final de maio, Belluschi já conhecia as intenções da SAD, que vão de encontro às suas próprias intenções. O argentino está a viver um momento auspicioso.

in "record.pt"

Finanças forçam Goiás a negociar Rafael Toloi


Não estando a atravessar uma situação financeira particularmente favorável, o Goiás tem necessidade de vender jogadores no imediato e Rafael Toloi é o nome que se encontra em cartaz. O presidente do clube brasileiro admitiu a Record que o central pretendido pelo FC Porto é uma mais-valia para negociar.


“Acredito que o Conselho Deliberativo não vai complicar a saída do Toloi, porque o Goiás precisa de vender jogadores. Isso não implica que o possamos vender a qualquer preço. Já avisei que ele só sai por 4 milhões de euros”, revelou Syd de Oliveira, acrescentando que até ao momento continua sem receber qualquer documento oficial da SAD portista: “Isso pode acontecer nos próximos dias, quem sabe?...”

O dossiê Rafael Toloi é de tal forma importante na atualidade do Goiás que o Conselho Deliberativo do clube brasileiro, com 250 elementos, agendou para a próxima terça-feira uma reunião extraordinária.

Quanto ao argentino Nicolás Otamendi não se registaram evoluções, depois de o Vélez Sarsfield ter rejeitado uma proposta de 5,5 milhões.

 
in "record.pt"

Ruben preterido - está recuperado da lesão mas descansa para o genk


Desde o meio da semana que Ruben Micael está recuperado da mialgia na coxa direita contraída no jogo com o Bordéus, mas nem assim o médio faz parte dos convocados. Villas-Boas optou por não chamar o madeirense para a Figueira da Foz, poupando-o para o primeiro duelo com o Genk. Desta forma, o regresso à competição em encontros oficiais fica adiado.


Foi a 14 de abril, quando os azuis e brancos bateram o Rio Ave, para a Taça de Portugal, que Ruben Micael esteve pela última vez na equipa. A lesão no pé direito impediu-o de jogar nas últimas jornadas da Liga e na final da Taça de Portugal. Já esteve em campo na pré-época, mas acabou por lesionar-se no Torneio de Paris. Por esse motivo falhou a presença na Supertaça e agora não defronta a Naval.

Em sentido contrário e com vista ao reforço do meio-campo, Villas-Boas já pode contar com Guarín. O internacional colombiano tinha falhado o jogo com o Benfica, por ainda não estar na sua melhor condição física, mas já é opção para a deslocação à Figueira da Foz. A titularidade, essa, ainda terá de esperar, porque o eleito para jogar próximo de Fernando e João Moutinho é Belluschi. Uma parceria de sucesso.

in "record.pt"

À saída do labirinto - A porta abre-se para raul meireles deixar o clube


A chamada para a Supertaça não passou de uma ilusão para quem ainda acreditava que Raul Meireles tinha entrado nas contas de André Villas-Boas para a nova época. A inclusão na lista enviada para UEFA alimentou esse cenário, mas foi só esperar pela convocatória para a deslocação à Naval para perceber que, afinal, não é aconselhável a utilização do internacional português nesta altura. Aos poucos o médio, de 27 anos, começa a vislumbrar a saída do labirinto onde se viu perdido desde que fincou pé no adeus do Dragão.

A ausência dos eleitos para o embate com a Naval é um indicador claro de que Raul Meireles não faz parte dos planos do técnico, até porque não foi comunicado qualquer impedimento de última hora. Mesmo tendo entrado nos últimos minutos do jogo com o Benfica, o camisola 3 só o fez porque Villas-Boas necessitava de um médio que pudesse assumir o papel que vinha a ser desempenhado por João Moutinho. Percebe-se que Meireles não atravessa um bom momento e o facto de se ter escusado a prestar declarações no final da Supertaça é um sinal de que pretende evitar ao máximo o contacto com a comunicação social.

Nas vezes em que o fez, durante o Mundial da África do Sul, o médio nunca escondeu o desejo que tinha manifestado na final da Taça de Portugal: procurar um novo desafio na carreira. Falou-se da Fiorentina, Sevilha, Chelsea e Real Madrid, mas atrás do fumo não se viu fogo. Com a partida do seu grande amigo Bruno Alves para o Zenit São Petersburgo, Meireles viu-se ainda mais isolado num balneário onde só partilha com Helton o estatuto de tetracampeão.

Compreende-se a necessidade de respirar outros ares e fortalecer a vertente económica, mas para isso é imperioso que chegue à SAD uma proposta convincente, o que parece não ter acontecido até ao momento. A duas semanas de fechar o mercado de transferências, este é um dos casos que merece grande parte da atenção para um jogador que perdeu espaço na equipa.

in "record.pt"


Raul Meireles protegido para o mercado

Villas-Boas deixou de contar com Raul Meireles. Pelo menos, para o encontro na Figueira da Foz. O internacional português foi riscado da lista de convocados e para o seu lugar entrou Guarín, naquela que é a única alteração relativamente ao encontro da Supertaça Cândido de Oliveira. Sapunaru recuperou da lesão na clavícula e foi chamado, devendo manter a titularidade.


Voltando a Raul Meireles, a decisão de o deixar de fora do arranque do campeonato, uma vez que o jogador não está lesionado, é da inteira responsabilidade do técnico, com a concordância da estrutura directiva. Aparentemente, esta opção deve ser entendida como uma forma de protecção de uma eventual lesão de um jogador que está no mercado, ainda que, o que não deixa de ser curioso, Raul até tenha jogado dez minutos no clássico, além de ter sido incluído na lista de 23 inscritos para a Liga Europa. Em todo o caso, não é de prever que seja usado nos jogos contra o Genk.

Raul Meireles estará, assim, numa espécie de redoma a aguardar que o mercado funcione. Dito por outras palavras, Raul não deverá jogar mais até ser vendido, numa situação em tudo idêntica à de Quaresma, antes de este ser transferido para o Inter de Milão, no último dia do mercado.

A mesma situação é aplicável a Fucile. O uruguaio não figura do boletim clínico, apesar de, alegadamente, ter sido essa a razão para não ter jogado pelo Uruguai na quarta-feira, e também já manifestou vontade de sair. Com mais dois laterais-direitos no plantel - Sapunaru e Miguel Lopes - tudo indica que Fucile vai mesmo abandonar o FC Porto.

Banco com três reforços mas sem ponta-de-lança

Tendo feito apenas uma alteração, Villas-Boas voltou a deixar de fora cinco reforços: Walter, James, Kieszek, Emídio Rafael e Castro. A estes junta-se o lesionado Mariano, e os preteridos por opção Raul Meireles, Fucile e Rúben Micael. Como o onze será o mesmo que derrotou o Benfica, só uma cara nova tem entrada: João Moutinho. Os outros reforços convocados estarão no banco - Souza, Sereno e Ukra -, onde não há qualquer ponta-de-lança.

in"ojogo.pt"

Alex reforça plantel do Stª. Clara


O Santa Clara garantiu a contratação do médio-ofensivo Alex, proveniente do FC Porto. O futebolista, de 19 anos, já se treina com a equipa há 15 dias, mas apenas ontem ficou confirmado o acordo entre a comissão administrativa do clube açoriano, juntamente com a SAD do FC Porto e Nacional, clubes onde o futebolista madeirense efetuou a sua formação.


Alex assinou um contrato válido para as próximas três temporadas, sendo considerado uma jovem promessa da equipa de Ponta Delgada para o futuro.

O FC Porto e o Nacional ficam com uma percentagem do passe do futebolista em caso de uma futura transferência.

Entretanto o clube açoriano recebeu a chegada de Kiki Ballack, um jovem, de 20 anos, de Cabo Verde, internacional pelas camadas jovens, que vai ser observado durante os próximos dias. Se o atleta revelar qualidades o clube pretende efetuar um contrato de longa duração com o futebolista para salvaguardar um potencial negócio no futuro, como aconteceu esta temporada com a venda de Stopira e Valter, respetivamente para o Desportivo da Corunha e Ceuta. O técnico Bruno Moura, já poderá utilizar Renato frente ao Estoril.

in "record.pt"

Walter e James sem certificados


Walter e James Rodriguez estão novamente fora de jogo. E vão dois, por ora, porque ontem, afinal, ainda não tinham chegado os certificados internacionais dos jogadores.


Motivo que levou os portistas a manterem em suspenso a lista de convocados para o jogo de hoje, com a Naval, até já ao final da tarde, na esperança que ainda estavam de poder regularizar a situação dos dois avançados.

O atraso na documentação de Walter ainda terá alguma justificação, dado que o jogador foi o último a ser recrutado pelos dragões e o seu vínculo ao clube apenas acabou por ser registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários a 28 de Julho, mas já no que diz respeito a James Rodriguez o caso muda de figura: o colombiano oficializou a sua ligação ao FC Porto na primeira semana de Julho.

Em trânsito também estão Fucile e Raul Meireles, que ficaram fora da convocatória. O defesa uruguaio, como aconteceu na Supertaça, voltou a ser preterido alegadamente por ainda não se encontrar nas melhores condições físicas. Já Raul Meireles foi o (único) sacrificado relativamente ao jogo anterior, com o Benfica, em que até alinhou como suplente utilizado. Uma vez que o médio não conta no boletim clínico, só pode subentender-se que se tratou de uma opção de Villas Boas.

in "abola.pt"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Entrevista de Pinto da Costa ao Expresso


Entrevista de Pinto da Costa ao Expresso ...

http://wikisend.com/download/435966/entrevista.pdf

in "fromporto.blogspot.com"

F.C. Porto: Raul Meireles fora dos convocados


A ausência de Raul Meireles é a nota de maior destaque da lista de convocados do F.C. Porto para a deslocação à Naval. O médio fica de fora por opção técnica de Villas Boas, que preferiu chamar Guarín para o lugar do internacional português. O que aumenta as dúvidas em relação ao futuro de Raul Meireles no F.C. Porto.


O colombiano volta a entrar nas escolhas do treinador, ele que tinha falhado a Supertaça por ter recuperado de lesão pouco tempo antes, pelo que ainda não estaria nas condições físicas ideais. Pelas mesmas razões Ruben Micael e Fucile não foram convocados para a Naval, eles que só ontem se apresentaram sem limitações.

Por razões diferentes os reforços James Rodriguez e Walter voltam a ficar também de fora dos eleitos. Os avançados colombiano e brasileiro, respectivamente, ainda não terão os respectivos certificados internacionais em Portugal, pelo que não podem ser opção. Já na semana passada falharam o Benfica pela mesma razão.

Nesse sentido, a troca de Raul Meireles por Guarín é a única alteração na lista de convocados relativamente à final da Supertaça. Mariano, recorde-se, continua a ser o único lesionado do plantel de Villas Boas, que esta sexta-feira já contou com Ukra e Castro, que participaram no jogo dos Sub-21 na Lituânia.

Confira a lista de convocados:

Guarda-redes: Helton e Beto;

Defesas: Miguel Lopes, Sapunaru, Maicon, Sereno, Rolando e Álvaro Pereira;

Médios: Fernando, Souza, João Moutinho, Guarín e Belluschi;

Avançados: Ukra, Varela, Hulk, Falcao e Cristian Rodriguez.

in "maisfutebol.iol.pt"

Naval-F.C. Porto (antevisão): dragões arrancam ano do resgate


Sem o factor surpresa, que Villas-Boas diz não ter sido de todos, e de confiança redobrada, o F.C. Porto inicia a epopeia que espera ser de resgate do título, perdido para o Benfica na época passada. Os dragões começam a viagem pela Figueira da Foz já este sábado (19h15), com o objectivo de sempre em mente: vencer.


Descontando o Sp. Braga, que não o assume, o F.C. Porto é o primeiro candidato ao título a entrar em acção no campeonato. Fá-lo num terreno onde só por uma vez perdeu, quando, em 2008/09, Daniel Cruz (que até nem deve ser titular) marcou o único golo do encontro. As características dos dois jogos são, porém, bem distintas. Na altura, os dragões viviam um período negro consumado pela terceira derrota consecutiva. Agora, respira-se confiança nas hostes azul e brancas.

A demonstração cabal de força dada na Supertaça fez toda a gente, apoiantes e adversários, encher o peito de ar, embora por motivos distintos. Os adeptos porque viram a equipa abater um rival e somar mais um título. Os rivais porque perceberam que o F.C. Porto esmagador, que venceu quatro dos últimos cinco campeonatos, pode estar aí ao virar da esquina.


E a esquina está na Figueira da Foz. Até porque, como em qualquer rua desconhecida, o que vem do outro lado cheira a desconhecido. A Naval trocou Inácio (que conseguiu a melhor classificação de sempre dos figueirenses, mas perdeu na praia a histórica presença no Jamor) pelo francês Victor Zvunka. Um desconhecido do futebol português, mas que assenta bem na política de contratações dos figueirenses ao longo dos tempos. Até hoje, com bons resultados.

O que esperar portanto deste encontro? O F.C. Porto, como disse Villas-Boas, vai tentar manter intacta a imagem deixada na Supertaça. Da Naval, ninguém sabe muito bem o que esperar nesta altura, embora o treinador dos dragões tenha notado alguns traços característicos, nomeadamente o gosto pelo controlo e posse de bola.

Dúvidas? A baliza figueirense, que já não tem Peiser e é disputada por Salin e Jorge Batista e o lado direito da defesa portista. Sapunaru foi titular na Supertaça, mas treinou condicionado boa parte da semana. Ainda assim, foi convocado, numa lista que apenas teve de novo a troca de Guarín por...Raul Meireles.

Onzes prováveis:


NAVAL: Salin; Carlitos, Jonathas, Lupède e Rogério Conceição; Godemèche e Alex Hauw; João Pedro, Hugo Machado e Camora; Robin Previtali

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Hulk, Falcao e Varela.


in "maisfutebol.iol.pt"

SOMOS PORTO !!!!!!!!!

Miguel Lopes: «Este ano é para ganhar todos os títulos»

Manipulada a timidez imposta pelo ano de adaptação, Miguel Lopes assume uma forte candidatura à titularidade no F.C. Porto. Lateral criado no Benfica e maturado nas passagens pelos Açores (Operário) e por Vila do Conde (Rio Ave), confessa em entrevista ao Maisfutebol estar conquistado pelos «métodos inovadores» de André Villas-Boas e apaixonado pelo reino do dragão.


«Sinto-me diferente, sinto-me melhor. Evoluí muito como homem e como atleta ao longo destes últimos 12 meses. Não estou nada surpreendido com o que encontrei no F.C. Porto. Este clube é muito grande e jogar cá é um sonho tornado realidade», declara o defesa direito, pronto a esquecer rapidamente a lesão que tanto o atormentou no primeiro ano de dragão ao peito.

«Nesta época que agora está a começar quero trabalhar, evoluir e ajudar o F.C. Porto a conquistar todos os seus objectivos. Estou a conhecer outros métodos de trabalho, com um treinador jovem e está a ser óptimo poder trabalhar com ele.»

Além de Sapunaru, titular na Supertaça frente ao Benfica, Miguel Lopes poderá ter ainda a concorrência de Jorge Fucile. O uruguaio continua com a sua situação indefinida, visto ser muito pretendido noutras paragens.

Miguel Lopes prefere não entrar em pormenores sobre os seus candidatos directos a um lugar na equipa e opta por elogiar o grupo de trabalho. «Temos um plantel muito jovem, cheio de ambição e querer. Este ano é para ganhar todos os títulos e mais nada. Isso não pode sair da nossa cabeça.»

«A selecção é uma ambição e não o escondo»

Carlos Queiroz tem Miguel Lopes debaixo de olho. O seleccionador nacional incluiu o jogador do F.C. Porto na pré-convocatória para o Mundial e nos próximos tempos estará naturalmente atento à sua evolução. Aos 23 anos, Miguel Lopes quer começar a ganhar um espaço convincente na Selecção Nacional.

«Essa presença na pré-convocatória foi um reconhecimento ao trabalho que fiz no breve período em que fui titular no F.C. Porto. A selecção é uma ambição, não o escondo, e vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ser chamado», conclui Miguel Lopes, em conversa com o nosso jornal.

16 minutos a prometerem muito(s) mais

O saldo final do primeiro ano de Miguel Lopes não é brilhante, mas tem tudo para ser melhorado na época 2010/11. O lateral conseguiu 12 presenças no campeonato (oito a titular, 729 minutos) e até foi premiado com uma chamada à equipa titular na final da Taça de Portugal, com 62 minutos no Jamor perante o Desp. Chaves. A Taça da Liga serviu para ganhar tempo de competição: cinco jogos, 406 minutos.

Para já, acrescentou 16 minutos à sua conta pessoal, com uma chamada de Villas-Boas na recta final da Supertaça disputada perante o Benfica.

in "maisfutebol.iol.pt"

Breves

Cinco jogos em apenas 15 dias

O FC Porto dá amanhã o pontapé de saída no campeonato e começa também um preenchido ciclo de jogos que, provavelmente, obrigará Villas-Boas a pensar numa cuidada gestão do plantel. Além da Naval, os portistas jogam duas vezes com o Genk pelo acesso à fase de grupos da Liga Europa e enfrentam ainda Beira-Mar, no Dragão, e Rio Ave, fora. Tudo até ao fim do mês de Agosto.

Viagem para Genk na véspera do jogo

O FC Porto viaja para a Bélgica na quarta-feira, ou seja, na véspera do jogo com o Genk. Por se tratar de uma deslocação curta, os responsáveis portistas decidiram-se por este plano de viagem, com o regresso ao Porto agendado para a madrugada de sexta-feira.

in "ojogo.pt"

Dia D para Walter e James


Na conferência de Imprensa, André Villas-Boas manifestou-se esperançado em contar com os dois, mas só hoje se saberá da disponibilidade de Walter e James Rodríguez para o jogo com a Naval, isto depois de ambos terem falhado a Supertaça. O tempo escasseia, porque os certificados terão de chegar até ao início da tarde para que as inscrições possam ser formalizadas, mas, pelo menos ontem, o FC Porto continuava a encarar essa hipótese como viável. A dúvida deve terminar hoje, com a convocatória.

Para André Villas-Boas, considerando a inexistência de alternativas a Falcao, ter Walter poderia ser um trunfo tacticamente relevante para enfrentar a primeira jornada do campeonato, urgência que, em teoria, não se aplica no caso de James Rodríguez. Sobre este último, informações não confirmadas que circulavam na Argentina davam conta de que o Banfield esperava apenas o cumprimento formal de alguns detalhes contratualmente acordados para dar seguimento burocrático ao processo.

Por serem reforços, Walter e James Rodríguez despertam uma indisfarçável curiosidade nos adeptos portistas, ainda que a resposta cabal que a equipa deu sem eles, na vitória contra o Benfica que valeu a Supertaça, ajude a relativizar uma eventual ausência dos dois nos planos do treinador para o primeiro assalto de campeonato. Na pré-temporada Walter fez apenas dois jogos incompletos (87'); já o colombiano foi aposta mais frequente nas alas (252').

Varela e Falcao resolveram...

Mesmo que James e Walter entrem na convocatória, ninguém duvidará de que Varela e Falcao são as primeiras opções para o onze. Ora, nem de propósito: Varela e Falcao foram os autores de quatro dos seis golos que o FC Porto marcou à Naval nos dois jogos do campeonato passado. Falcao fez um na Figueira outro no Dragão, assim como Varela. Farías e Tomás Costa fizeram os restantes

Castro e Ukra só hoje; Uruguaios já treinaram

André Villas-Boas já contou no treino de ontem com Álvaro Pereira e Rodríguez, regressados ao Olival depois de terem participado, anteontem, no jogo particular que se realizou em Lisboa entre o Uruguai e Angola. Sem nenhum problema físico, os dois internacionais podem, assim, ser opções para o jogo de amanhã na Figueira da Foz, com a Naval.

Quanto a Castro e Ukra, convocados para a selecção de sub-21, só hoje regressam aos treinos no Olival. Ambos jogaram os 90 minutos do jogo entre Portugal e Lituânia, em Kaunas, na quarta-feira, tendo passado boa parte do dia de ontem em viagem.

Só hoje, na véspera do primeiro jogo no campeonato, é que o treinador vai ter todo o plantel à disposição. A sessão de ontem decorreu à porta fechada.

Sapunaru, Rúben Micael e Fucile estão aptos

Pela primeira vez esta semana, Sapunaru e Rúben Micael treinaram sem limitações. Villas-Boas pode, se assim entender, convocá-los para a deslocação à Figueira. O mesmo se passa com Fucile. Na véspera houve a indicação de que ficara no ginásio, mas ontem o nome do Uruguaio não fazia parte do boletim médico, deduzindo-se que estará recuperado.


in "ojogo.pt"

André Villas-Boas: “Defendo os meus e não pactuo com disparates"


O treinador do FC Porto voltou a apontar o dedo aos que desconfiaram da equipa, mas recusa ficar à sombra da vitória na Supertaça.


Está à espera de um FC Porto tão forte como o da Supertaça?

Sim. É importante não perdermos o ímpeto em termos organizativos. Queremos continuar a consolidar as mensagens que temos transmitido. É importante também não nos deixarmos acalmar perante os recentes elogios. De negativos passaram para positivos muito rapidamente. Queremos manter o grupo vivo e concentrado, percebendo que se pode passar outra vez de bestial a besta. Não queremos dar azo ao mínimo facilitismo, continuando o nosso percurso, melhorando todos os aspectos e voltando a dar uma imagem forte, que traga confiança e nos permita encarar os restantes jogos em Agosto com o objectivo de consolidarmos o primeiro lugar o mais rápido possível.

Acha que fez grande mossa no Benfica?

Não. As bestas, de repente, passaram a bestiais e os bestiais passaram a bestas. Se calhar, para a semana o Benfica estará por cima outra vez. Estas análises que se fazem à semana, e que sustentam uma semana de jornalismo, se calhar não são tão racionais como deveriam ser. Cai-se facilmente no erro de criticar e de apontar problemas, como aconteceu no Torneio de Paris. Reparem que a equipa que ganhou o Torneio de Paris, o Bordéus, acabou por perder o primeiro jogo na liga francesa. Então, o que era mais importante? Ganhar em Paris ou ao Benfica? O que é mais importante para o Bordéus, PSG e Roma? Cada coisa no seu devido lugar. O que é mais importante para o Benfica? Uma pré-época com 29 golos ou um troféu? Neste tipo de cenários, é importante tomar decisões válidas para a equipa técnica e é importante fazerem juízos de valor correctos. Ninguém passa de bestial a besta em três ou quatro dias. Consolidam-se processos. O Benfica vem de um campeonato em que jogou bem, com inegável capacidade organizativa da equipa. Perdeu um jogo importante, a Supertaça, e se vai deixar mossa ou não depende da capacidade de transcendência. Não nos compete a nós fazermos juízos de valor sobre essa mossa e vamos continuar o nosso percurso por cima, sem euforia. Queremos continuar num registo alto e com qualidade de jogo. Isso é mais importante para nós e será sempre dentro dessa progressão que queremos continuar.

Está magoado com os jornalistas?

Não. O que não posso é pactuar com a exacerbação total de um aspecto que nada interessa e com o irracional de algumas conclusões que se fizeram e que não fazem sentido. A melhor resposta, a resposta imprevisível, foi dada na Supertaça. Mal de mim passar-vos algum tipo de mensagem, porque não é o meu objectivo. Se puder argumentar e dar-vos um pouco das minhas conclusões sobre o vosso trabalho, já que vocês concluem sobre o meu, continuarei a fazê-lo. Não me parecia possível, nem lógico, a quantidade de ilações negativas que estavam a ser tomadas e a quantidade de disparates que continuavam a ser ditos acerca de um torneio que pouco interessava. Tivemos dois jogos em dois dias, sob um intenso calor e com uma bola que não interessava a ninguém. Tornaram as coisas ridículas e houve uma exacerbação do negativo. Com isso não posso pactuar, porque tenho de defender os meus e tenho que sentir os meus. Como líder, não posso deixar que os meus se deixem afectar. E não deixaram. Por isso fiz aquela declaração: com confiança, rimo-nos da vossa desconfiança. O que é mais importante: uma preparação de 'xis' jogos consecutivos a vencer ou ganhar o primeiro troféu? Uma superpré-época ou uma pré-época estável, de consolidação de princípios? Cada um tem a pré-época que tem, não interessa.

O Braga é candidato ao título, sim senhor

O campeonato arranca hoje, com o jogo entre o Braga e o Portimonense, e André Villas-Boas coloca quatro equipas na rota do título. "Os três grandes têm essa responsabilidade e lutam sempre pelo objectivo principal, que é o maior número de títulos. Mas por que é que o Braga não há-de ser candidato quando consolida um estatuto e quando prova na pré-eliminatória da Champions que tem valor? Por que é que não há-de estar incluído nesse lote?", questionou. "Obviamente, é uma responsabilidade que refutarão, mas não deixa de ser um sonho escondido para eles. Talvez estejam ali para fazer frente aos três grandes. E, se calhar, os três grandes vão ter outro olho no Braga, para que não se deixem antecipar. Como aconteceu na época passada", recordou.

"No mercado sem loucuras"

Ainda espera contar com Walter e James no jogo com a Naval?


São processos que estão em conclusão e que deverão estar terminados no decorrer do dia de hoje [ontem]. Concluindo-os, depois será uma decisão técnica.

Mercado agora: dá prioridade ao reforço da defesa ou do ataque?

O mais importante é não entrarmos nas loucuras do mercado, porque quem deixa transparecer uma imagem de desesperado acaba por pagar um preço que não é o real. Não o queremos fazer. Queremos estar conscientes de que a decisão que tomaremos é a adequada, tendo em conta a qualidade do jogador identificado e a realidade do mercado. Sem Champions, não nos podemos permitir a determinado tipo de luxos. Temos de escolher pela certa e saber que o valor que pagamos é real. Tudo o que for loucura, não iremos cometer. Até dia 31, jogamos com critério e continuaremos a procurar o jogador que se identifique com o perfil desejado.n

Pergunta O JOGO

Vai para a primeira jornada sem o plantel definido. Não é uma contrariedade?

São adaptações com as quais temos de estar prontos para lidar. Até ao dia 31, tudo pode acontecer em termos de entradas e saídas. São coisas que não ajudam, parece-me óbvio, mas que fazem parte dos trabalhos de um líder, isto é, ser capaz de adaptar-se perante esses cenários. Temos feito exactamente isso, tentando gerir o grupo e aproveitando também este período em que nos faltam determinado tipo de jogadores para chamarmos outros mais novos e conhecer mais a formação do clube, dando-lhes oportunidades. Vamos esperar pelo fim da janela de transferências para definirmos exactamente o que queremos em termos de plantel, ou seja, quem entra e quem sai, se chegam ou não chegam propostas, de maneira a terminarmos os dossiês que estão abertos.

"Esperamos ritmo alto"
 
Mesmo com o Rúben Micael apto, pode esperar-se a continuidade de Belluschi no onze?


O Rúben foi reintegrado esta semana. São opções técnicas que terão de ser tomadas. A equipa está em bom nível, mas todos os jogadores oferecem determinado tipo de soluções e opções, trazendo as suas próprias dinâmicas dentro de um colectivo. Cabe ao treinador decidir mediante o rendimento semanal.

Que avaliação faz da Naval?

A Naval mudou de treinador e, parece-me, também mudou de estilo. É um treinador [Victor Zvunka] que favorece a posse e o toque de bola. Acho que organizou bem a equipa num curto espaço de tempo. Esperamos um desafio importante e também esperamos estar num ritmo alto, fazendo frente ao adversário e chegando a um resultado positivo, do qual nos possamos orgulhar. Acho que a Naval vai abordar o jogo de uma forma estrategicamente diferente da que abordou a pré-época e nós temos de ser capazes de decifrar isso para podermos responder. Será que a Naval que vamos encontrar é a da pré-época ou será outra em termos estratégicos? É o que temos de decifrar.

"Pensavam que não estaríamos tão fortes"

Não acha que a superioridade manifestada com o Benfica foi surpreendente?


Sentíamo-nos fortes e, se calhar, vocês viram-nos menos fortes ou pensavam que não estaríamos tão fortes. Acreditamos no nosso talento e qualidade. Continuar a acreditar no nosso trabalho foi a mensagem que sempre passei em todos os jogos e tentaram abalar essa consolidação. Por isso, a surpresa só poderá ter sido vossa, não nossa.

A equipa foi pressionante, sem deixar o adversário pensar. É este o seu FC Porto?

Nunca se podem descurar os factores de transcendência e motivação. Por parte dos próprios treinadores há a exacerbação do táctico, porque essa ideia convém a determinado tipo de técnicos. Alertei que o factor emocional de uma semana de trabalho ia influir no rendimento. Quando uma equipa organizada junta o factor motivacional à absorção da mensagem, o resultado é rendimento desportivo. Foi isso que coincidiu: uma equipa organizada, com um grande grito de revolta. A exacerbação contínua do táctico em Portugal é fruto de quem o quer, de quem comenta o táctico e que o deseja para algum tipo de promoção. Não descuramos os factores organizacional, táctico e motivacional. Dentro disso é que podemos manter sempre a equipa nos píncaros da motivação e da organização. O grito de revolta foi dado em campo.

"Sinal de que Fucile vai embora? Não, de todo"
 
Tendo ficado de fora jogadores como Fucile, Emídio Rafael e James, qual foi o critério que seguiu para elaborar a lista de inscritos na Liga Europa?


O Fucile apresentou uma ligeira dor antes da Supertaça, que o manteve também de fora do jogo do Uruguai com Angola. Tivemos de ter em conta o que poderíamos fazer em termos de play-off, sabendo que uma nova lista de inscrições pode ser feita se passarmos este adversário. Há limitações para a inscrição de jogadores, devido a uma série de requisitos que a UEFA obriga a preencher, e as escolhas têm de ser feitas perante o momento. Passando o play-off e entrando na fase de grupos, as decisões têm de ser ainda mais criteriosas, porque abrangem um período de competição maior. Neste caso do play-off, tendo em conta a disponibilidade imediata e os casos que havia para resolver relativos às inscrições, tomámos essas decisões.

Então não se pode fazer outra leitura, como, por exemplo, a de que Fucile vai embora?

Não, de todo.


in "ojogo.pt"

Europa com restrições - fucile não está na lista para o genk


A ausência de Fucile foi a principal nota de destaque na lista que o FC Porto enviou para a UEFA, tendo em vista o playoff da Liga Europa, frente ao Genk. Villas-Boas explicou esta opção e outras, como o afastamento de James Rodríguez e Emídio Rafael. “O Fucile apresentou uma ligeira dor antes da Supertaça que o manteve de fora também no jogo do Uruguai. Nem todos os jogadores podem entrar devido às exigências da UEFA. Tivemos em conta as limitações que temos. Fomos obrigados a optar por aqueles que nos davam garantias para o playoff. Passando essa fase, e entrando nos grupos, teremos de tomar decisões mais criteriosas”, apontou o treinador dos azuis e brancos.

Em relação às ausências de Tomás Costa e Mariano González, a decisão já era esperada, uma vez que nenhum dos jogadores está em condições de alinhar no duelo com a formação da Bélgica. O extremo, porque se encontra lesionado há muito tempo, ao passo que o médio está em Itália a acertar os termos do contrato com o Brescia. Ao todo, foram 23 os jogadores do plantel principal escolhidos para a primeira cimeira na Europa.

in "record.pt"

F.C. Porto: Velez Sarsfield recusou proposta por Otamendi


A primeira investida do F.C. Porto por Otamendi falhou. A direcção azul e branca, recorde-se, está no mercado por um (ou dois) central, tendo o argentino Otamendi e o brasileiro Rafael Tolói referenciados. Nesse sentido fez um primeiro esforço pelo internacional argentino, que saiu frustrado.


O F.C. Porto apresentou uma proposta ao Velez Sarsfield, proprietário do passe do central, através do empresário Marcelo Simonian. No entanto a mesma foi recusada. A garantia foi deixada ao Maisfutebol pelo vice-presidente do clube argentino, Miguel Calello. «Ficou distante do que pretendemos», disse.

«O representante do jogador fez-nos chegar uma proposta para a compra de Otamendi, que foi analisada durante o dia de hoje. No entanto recusamo-la, porque consideramos que está muito longe do valor mínimo que pretendemos pelo jogador», garantiu Miguel Calello. O Velez Sarsfield exige oito milhões de euros.

O dirigente não revelou o valor da proposta portista, mas diz que «está abaixo do que é pretendido». Além disso, o clube lamenta a forma como a investida foi feita. «Se o F.C. Porto quer Otamendi, que venha falar connosco. Podemos negociar directamente. Não gostamos de trabalhar com intermediários.»

Nicolás Otamendi é um central de 22 anos, natural de Buenos Aires e que realizou toda a carreira no Velez Sarsfield, onde foi formado. Foi promovido à equipa principal em 2008 e chamado por Maradona à selecção argentina quando tinha realizado apenas onze jogos ao nível profissional. A partir daí foi sempre a subir.

Acabou aliás por ser chamado por Maradona ao Mundial 2010, sendo ao lado de Martin Palermo um dos dois únicos jogadores convocados a jogar na Argentina. Na África do Sul fez três jogos a titular, todos como lateral-direito, incluindo no descalabro (0-4) com a Alemanha, no final do qual foi bastante criticado.

A imprensa acusou Otamendi de não ter velocidade para jogar a lateral-direito, o que levou o próprio jogador a referir que gosta mais de jogar a central. Essa é aliás a posição de origem do atleta. Refira-se, de resto, que Otamendi é considerado um defesa forte, que joga simples e mantém sempre grande concentração.

in "maisfutebol.iol.pt"

Vélez quer 8 milhões

Os dragões estão, de facto, no mercado, mas apenas para reforçar a defesa. O sucessor de Bruno Alves ainda não está garantido, mas há dois nomes em cima da mesa e o do argentino Nicolás Otamendi parece ganhar força. Segundo o presidente do Vélez Sarsfield, o FC Porto enviou uma proposta pelo central, mas ela foi recusada.


“Apresentaram-nos uma proposta no valor de 7 milhões de euros, que seria paga em duas tranches: uma de 5 milhões de euros e outra de 2. Em todo o caso, recusámos essa oferta”, garantiu Fernando Raffaini a Record, acrescentando que não apresentou qualquer contraproposta: “Não o fizemos porque não temos pressa em vender o jogador. Mas não o vamos negociar por menos de 8 milhões de euros e, mesmo assim, tudo vai depender da forma de pagamento.”

Quanto a Rafael Toloi, do Goiás, esse é um negócio que ficou remetido ao silêncio. Ontem, a equipa brasileira teve um jogo e os telemóveis dos dirigentes estiveram desligados. Aliás, devido a esse compromisso, a reunião do Conselho Deliberativo do clube, para decidir se vendem ou não o atleta, foi adiada para terça-feira.

Kléber ou... ninguém

De resto, o negócio por Kléber, entre o FC Porto e o Atlético Mineiro, caiu por terra devido às intransigências do Marítimo, mas pode reerguer-se assim que a FIFA decida a quem dar razão em todo este processo. Certo é que, até lá, a SAD azul e branca não vai ao mercado por outro avançado.

Os portistas vão esperar pela decisão da FIFA e se ela for favorável ao clube brasileiro e chegar em tempo útil, ou seja, até ao fecho do mercado de transferências, os dragões reentram em cena para negociar com o Atlético. Mas se, por outro lado, isso não acontecer, então André Villas-Boas ficará limitado a dois avançados de raiz – Falcão e Walter – até janeiro, altura em que abre o mercado de inverno. Uma situação que não traz preocupações, uma vez que tanto Varela como Hulk podem ocupar a posição central do ataque.

in "record.pt"

Panathinaikos quer Ukra


Ukra foi, na última quinta-feira, notícia do dia nos jornais gregos desportivos, ocupou até uma boa parte da primeira página do “Goal News”, onde são dados pormenores das conversações entre o Panathinaikos e o FC Porto, assim como também os detalhes, imagine-se, da actuação do avançado pela selecção portuguesa, no jogo com a Lituânia, onde até foi considerado o jogador mais valioso.


Com o sugestivo título «Panathinaikos luta por Ukra», o Goal News dá conta das encarniçadas negociações que decorrem e igualmente de como surgiu o interesse, já antigo, pelos vistos, no avançado.

Isto porque o técnico do “Pana”, Nikos Nioplias, conhece bem o jovem jogador portista, pois foi seleccionador dos sub-21 gregos e até defrontou Portugal, com Ukra a ficar-lhe desde então debaixo de olho.

Com a entrada do português Carlos Freitas no clube, onde desempenha as funções de director desportivo, tal como acontecia enquanto esteve no Sp. Braga, mais se acentuou o interesse, de há uns tempos a esta parte, pelos vistos, já manifestado ao próprio FC Porto.

Carlos Freitas disse a A BOLA que não se pronunciava sobre o assunto - «não comento notícias que vêm nos jornais», referiu ao final da tarde, quando já se encontrava no autocarro do clube que transportava a equipa para um jogo particular -, mas é adiantado pelos media gregos que é o próprio dirigente português que aconselhou Ukra e quem tomou, inclusivamente, conta do processo da sua transferência para o campeão helénico.
 
in "abola.pt"