terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pinto da Costa: "Contra Jesus? Sou católico"

Presente no jantar de Natal da comissão de apoio à sua recandidatura, que decorreu na sede do clube, Pinto da Costa aproveitou a ocasião para fazer um balanço da época, para já totalmente favorável à equipa de André Villas-Boas. E foi o treinador que mereceu as primeiras palavras do presidente portista. "Tinha a expectativa de que [André Villas-Boas] ia fazer um trabalho meritório. Não foi uma aposta minha porque me deu qualquer coisa na cabeça. Foi algo bem pensado. Conhecia-o bem e sabia do seu valor e ambição. Entendi que era necessário dar um safanão em toda a estrutura, e ele era a pessoa indicada. Estava certo."

Satisfeito com o facto de o FC Porto ser a única equipa "que ainda não perdeu", tanto nas provas nacionais como internacionais, Pinto da Costa lembrou que "um dos rivais já perdeu sete ou oito vezes e o outro nove". Ainda assim, não embarca na onda de contestação a Jorge Jesus; pelo contrário. "Sou católico, por isso nunca posso ver com bons olhos manifestações contra Jesus, ainda mais em época natalícia. O Benfica tem a sorte de ter um grande treinador. Se não tivesse personalidade e se não soubesse o que está a fazer, a esta hora o Roberto já tinha sido recambiado. Ninguém vai ter coragem de tocar no Jorge Jesus, porque todos sabem que é um grande treinador e que não foi ele que vendeu o Di María ou o Ramires."

Voltando ao FC Porto, Pinto da Costa garante que, "dos jogadores que são mais utilizados, não sai ninguém", abrindo apenas a porta a jovens como Ukra ou Castro. "Têm sido muito assediados para serem emprestados. O James não se inclui nesse lote." Entradas é que não estão previstas. "Não vejo ninguém com capacidade para tirar o lugar aos nossos jogadores. Não é nossa intenção reforçarmo-nos."

"Ficam efusivos por estarem 24 horas a 5 pontos"

Devolvida a vantagem de oito pontos em relação ao Benfica, o presidente do FC Porto foi irónico ao comentar a distância para o rival encarnado. "Gosto de jogar depois dos outros, porque assim ficam todos efusivos. Durante 24 horas ficam só a cinco pontos do FC Porto, o que é um feito notável. Mas quando acaba a jornada, a alegria é do FC Porto, que mantém a vantagem de oito pontos", afirmou à Rádio Renascença.Dizendo que a luta do FC Porto "é uma cruzada pelo bom futebol e pelo espectáculo", deixou no ar mais críticas. "Vamos deixando os adversários a morderem-se de inveja e a inventar questões para disfarçar os seus insucessos.Deixo-os a falar sozinhos. Mas o futebol português não me preocupa muito. Eu sou apenas presidente do FC Porto, e é a isso que me dedico. Há tantos inteligentes no futebol, como naqueles programas semanais... Nem sei como cabe tanta inteligência em ecrãs tão pequenos." Com a liderança no campeonato, o FC Porto luta em várias frentes, mas Pinto da Costa prefere não se dar como vencedor antecipado. "Não posso dizer que penso vencer todas as provas nem que não venceremos nenhuma. Vamos procurar ganhar todas, pensando só em vencer o jogo seguinte".

in "ojogo.pt"

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Alvaro Pereira: «Sinceramente, não penso sair do F.C. Porto»

Lateral azul e branco está satisfeito com o rumo da sua carreira


Alvaro Pereira viajou para o Uruguai nesta segunda-feira. O lateral esquerdo vai aproveitar a semana de férias para passar o Natal com a sua família, depois de meia época com resultados extremamente positivos no F.C. Porto.

«Sempre acreditei que tomei a decisão certa ao vir para o F.C. Porto. Houve rumores do Benfica, mas nunca chegou uma proposta concreta. A única proposta séria foi do F.C. Porto e aceitei logo», recordou o internacional uruguaio, em conversa com os jornalistas no Aeroporto Francisco Sá Caneiro.

O F.C. Porto lidera o campeonato, venceu o seu grupo na Liga Europa e tem mais duas competições no horizonte: a Taça de Portugal e a Taça da Liga. «Queremos ganhar a Liga, voltar a disputar a Liga dos Campeões e conquistar muitos títulos esta época», explica Alvaro Pereira.

«Neste momento, sinceramente, não penso sair do F.C. Porto. Estou muito feliz aqui, a minha família também gosta de cá estar e essa alegria é importante para o nosso rendimento em campo», remata o lateral esquerdo, sempre sorridente



in "maisfutebol.iol.pt".

Hulk: «Estou mais concentrado, tento não discutir com os árbitros»

Avançado fala do trabalho de Villas-Boas e dos árbitros


Hulk partiu, nesta segunda-feira, de férias de Natal. O F.C. Porto regressa ao trabalho a 28 de Dezembro, concedendo uma semana de folga ao seu plantel depois de meia época com elevados índices de rendimento. «O nosso principal objectivo é ganhar o campeonato e a Liga Europa», atira o avançado.

André Villas-Boas está satisfeito com o rendimento de Hulk, um jogador com nome sublinhado em relatórios de observação de vários clubes europeus. «Existem sempre interessados, as pessoas falar, mas eu procuro não dar ouvidos a isso, tento manter os pés no chão e pensar no F.C. Porto, em ser campeão nacional com o F.C. Porto», diz o brasileiro.

Melhor marcador dos dragões, Hulk agradece a liberdade concedida por Villas-Boas, embora recorde as dificuldades sentidas por Jesualdo Ferreira na época passada, com lesões e castigos: «É um treinador que ajuda muito os jogadores, que dá total liberdade e isso é importante. Este ano, sinto que estou mais concentrado, tento não discutir tanto com os árbitros, para manter a atenção apenas no meu jogo.»

«Estes resultados são fruto do nosso trabalho e tenho a certeza que o próximo ano será ainda melhor. Quero ser campeão nacional, isso é o mais importante. Ser artilheiro seria atingir mais um objectivo, mas o que importa são os três pontos. Não estou em disputa com o Falcao, ele passa para mim, eu passo para ele, queremos é marcar para o Porto ganhar», garante o jogador.

«Se estou melhor esta época, é porque estou a jogar mais, é porque me estão a deixar jogar», brincou Hulk, entre gargalhas, falando ainda sobre o momento mais marcante da primeira metade da temporada: «O 5-0 no clássico vai ficar gravado na minha memória, mas não guardo raiva ou mágoa por aquilo que aconteceu com o Benfica.»
in "maisfutebol.iol.pt"

O FC Porto um a um


A ESTRELA

Hulk 7
O Incrível pode ir de férias descansado

Assinou praticamente todos os lances de perigo do FC Porto, embora seja justo dizer desde já que nem sempre os definiu da melhor forma. Só que foi ele que ganhou a falta e apontou o livre que deu o primeiro golo; que fez o segundo de penálti, aos 90', terminando de vez com o sofrimento dos adeptos nas bancadas e de Villas-Boas no banco; e que ainda teve tempo para, numa jogada individual, oferecer o terceiro a Walter. Ou seja, esteve envolvido nos três golos, tendo sido decisivo no triunfo. Pelo meio ainda fez uma série de "slalons" que podiam ter causado maiores danos na baliza de Cássio. Pode ir de férias descansado.

Helton 7
Salvou a vantagem magra, que durou até aos 90', com um punhado de enormes defesas, quase todas na cara de Rondón. Mas também num cabeceamento de Pizzi, voando para corrigir um erro seu. Na primeira parte, as luvas serviram basicamente para manter as mãos quentes, porque o Paços de Ferreira não o obrigou a qualquer intervenção.

Sapunaru 6
Entrou muito bem no jogo, procurando responder à letra à grande exibição de Fucile no jogo anterior. Aos 5', foi à área do Paços, numa bola parada, e cabeceou para uma enorme defesa de Cássio. Não cometeu grandes erros defensivos.

Rolando 5
Muito trabalho neste regresso à equipa e algumas dificuldades quando houve velocidade. Ainda assim, efectuou dois excelentes cortes no chão, impedindo remates perigosos.

Otamendi 7
Parece que tomou o gosto aos golos, apontando o terceiro com a camisola azul e branca, o segundo seguido e o primeiro da carreira de cabeça. Abriu o marcador e quase bisou, aos 31', da mesma forma. Na área defensiva foi sempre bastante agressivo na luta pela bola, mas, tal como Rolando, não se deu bem com a velocidade de Rondón.

Álvaro Pereira 6
Optou por jogar de collants para combater o frio e entrou bem quente no jogo com dois cruzamentos a que Falcao, por pouco, não deu a melhor resposta. Aliás, deu sempre muita profundidade ao jogo portistas, mas também permitiu que o Paços explorasse o seu lado para atacar, até porque as compensações demoraram a surgir...

Guarín 6
Boa primeira parte, recuperando inúmeras bolas. Porém, na segunda etapa não deu todo o apoio necessário aos defesas, dando espaços nas costas, bem explorados pelos pacenses. Efectuou o remate (livre) de que resultaria no penálti.

Belluschi 5
Começou com um bom passe para James, mas abusou dos lances individuais, perdeu algumas bolas e não criou grandes desequilíbrios. Esteve perto do golo num livre directo.

João Moutinho 7
O maestro da equipa. Definiu quase bem todos os lances, impondo o ritmo altíssimo com que a equipa entrou em campo e deixou o Paços sem respirar. Além disso, fartou-se de trabalhar defensivamente.

James 5
Voltou a mostrar bons pormenores e excelente visão de jogo quando serviu Falcao aos 15' ou conduziu um contra-ataque e fez um passe atrasado para Belluschi. Porém, faltou-lhe algum músculo para pressionar.

Falcao 5
Perdulário como raramente se viu, no mesmo relvado onde deu a primeira "bicada" em Portugal. Aos 15', por exemplo, quis passar por Cássio em vez de o fuzilar, perdendo ângulo de remate, o que o levou a acertar no poste. Mais tarde, saltou mais alto do que Bura, mas errou o alvo. Não regressou do intervalo devido a fadiga, segundo o treinador.

Walter 5
O último suspiro do jogo salvou-lhe uma exibição até aí muito apagada: encostou para o 3-0. Entrou ao intervalo, mas foi quase uma nulidade. Duas ou três combinações e um remate fraquinho até ao tal golo que encerrou as contas.

Souza 5
Villas-Boas viu o Paços perder a vergonha na segunda parte e sentiu a necessidade de acrescentar um elemento de combate ao meio-campo para servir de tampão às investidas pacenses. Excelente um corte na área impedindo o desvio de Rondón.

Maicon -
Entrou nos descontos, a tempo de festejar o terceiro golo.

Campeão de inverno para outros é inferno

DRAGÕES SOMAM 36.º ENCONTRO SEM PERDER

O Inverno só começa amanhã e o FC Porto vai entrar na estação mais fria com pé quente. A última derrota dos dragões aconteceu precisamente no 2.º dia do último equinócio (primavera), na final da Taça da Liga, ante o Benfica. Nos dez jogos que se seguiram até ao final da época, a equipa então comandada por Jesualdo Ferreira somou dez vitórias em outros tantos jogos. Por isso, André Villas-Boas recebeu do professor um bom testemunho e tratou de continuar a acelerar. O treinador mais jovem da Liga portuguesa já vai com 26 jogos sem perder, embora tenha somado três empates (V. Guimarães, Besiktas e Sporting). Se continuar assim, Villas-Boas pode bater a “performance” fenomenal de José Mourinho na época que terminou com a conquista da Champions. O hoje treinador do Real Madrid esteve 184 dias sem conhecer o travo amargo da derrota, somando 33 jogos imbatível como fruto de 27 vitórias e 6 empates. Aconteceu na época dourada que culminou com a conquista da Champions. A saga começou no início de Outubro de 2003 com uma vitória sobre a Académica após derrota em... Madrid por 3-1 e terminou em 3 de Abril de 2004 com uma derrota em Barcelos por 2-0. Pelo meio, o FC Porto de Mourinho cedeu um empatou com o Real Madrid (1-1) e Manchester (1-1), tendo também vencido os ingleses. Nestas contas não entra o jogo em que venceu o Barcelona (2-0) no exórdio do Dragão...

in "record.pt"

André Villas-Boas: "Era muito importante manter a vantagem"

Num jogo com duas partes bem distintas, em termos de história, André Villas-Boas realçou o facto de a sua equipa ter cumprido o objectivo, há muito traçado, de terminar o ano de 2010 com uma vantagem expressiva (8 pontos) sobre o rival Benfica. "A nossa primeira parte foi óptima. Podíamos mesmo ter chegado a uma vantagem mais confortável a nível de golos, mas a segunda foi menos conseguida, e até algo sofrida, até ao momento de marcarmos o segundo golo. Jogámos sempre no limite até o conseguirmos e não é o primeiro jogo em que com 1-0 a nosso favor as coisas ficam um pouco intranquilas".

O técnico do FC Porto não deixou de tecer elogios ao adversário, pela forma como desenvolveu o seu jogo, especialmente depois do intervalo. "Tivemos de acertar a nossa equipa em termos estruturais. Sentimos algumas dificuldades, até porque o Paços de Ferreira foi sempre muito agressivo, alternando o seu estilo de jogo, entre o curto e o directo, fazendo uma excelente segunda parte, dispondo de hipóteses para conseguir outro resultado. Criou diversas oportunidades e podia mesmo ter chegado ao empate. Se talvez tivesse acontecido, isso ia obrigar-nos a reorganizar a equipa e as dificuldades aumentariam para dar a volta ao resultado e ao jogo. O Paços teve muito mérito, pois decidiu, depois do intervalo, arriscar para anular a desvantagem. Perante tais circunstâncias, também sabíamos que, em transições rápidas ou até num livre, poderíamos chegar ao segundo golo. Fomos ameaçando aqui e ali, até conseguir o penálti do 2-0".

Relativamente à substituição de Falcao na segunda parte, Villas-Boas explicou: "Deveu-se a fadiga extrema. Ele sentia-se já no limite e optámos por fazê-lo descansar". Quanto ao futuro, que é como quem diz 2011, avançou: "Era muito importante manter a vantagem sobre o Benfica e concretizámos esse objectivo. Agora, vamos ter os cinco meses que definem os títulos e o mês de Janeiro será muito intenso, com Taça da Liga, Taça de Portugal e campeonato. Não será um mês decisivo, porque ainda falta muito jogo pela frente, mas foi óptimo manter a vantagem".

in "ojogo.pt"

FC Porto (Declarações)

Helton: «Grupo soube sofrer»
GUARDIÃO SATISFEITO COM ENTREGA DA EQUIPA

elton mostrou-se muito satisfeito com a entrega dos dragões na vitória deste domingo sobre o P. Ferreira, em jogo da 14.ª jornada da Liga portuguesa.
“Acho que o grupo está de parabéns, o resultado em si é fruto de um trabalho desde o início do jogo. Ficou bem claro a entrega em busca da vitoria. Tivemos algumas oportunidades na 1.ª parte, o grupo soube sofrer e o mais importante foi a vitória”, disse o guarda-redes do FC Porto no final da partida.
Sobre o futuro o guardião brasileiro garante que ainda não pensa em nada: “O que eu prometo é trabalhar, se precisarem do meu trabalho agradeço, mas isso não me tira o sono. Tenho contrato até 2012 ainda não está na altura de pensar nisso”.
Otamendi: «A nossa equipa vai voltar muito forte»
DEFESA ARGENTINO COMENTA EFEITOS DAS FÉRIAS

Há hábitos que se ganham e é bom que não se percam. Otamendi chegou do Campeonato do Mundo na África do Sul para fazer esquecer o capitão Bruno Alves, mas demorou a “encostar” Maicon. Agora que se fixou como titular ao lado de Rolando já leva dois jogos consecutivos a marcar. O argentino sorri quando confrontado com a pontaria afinada. “Sim, sim, também a nível pessoal o jogo me correu bem, mas, para mim, o que mais importa é que a equipa saia a ganhar. Isso é essencial e sempre a nossa ideia”, sublinha o defesa-central, antes de falar em termos mais genéricos da formação azul e branca: “Este coletivo é muito forte e são as vitórias que nos alimentam. Estamos confiantes e este descanso vai ser muito bom. Vamos voltar na mesma muito fortes para continuar a ganhar. É passo a passo que chegaremos ao nosso objetivo.”
Voltando a abordar a experiência de Otamendi ao serviço dos dragões, o jovem sul-americano não esconde a satisfação de já ter, finalmente, conquistado um lugar na equipa orientada por André Villas-Boas. E não deixa de deitar um olhar sobre a caminhada para o título nacional: “É muito bom estar a competir e a ajudar a equipa a ganhar e aumentar a distância na liderança, com tranquilidade. É isso que me deixa contente neste momento. Mas agora vou pensar em descansar e recuperar para regressar na melhor forma.”
Moutinho: «Carregar baterias e dar continuidade»
DESCANSO DE NATAL NÃO ABALARÁ AMBIÇÃO

João Moutinho disse no final do encontro com o Paços de Ferreira que o plantel do FC Porto merece usufruir da liderança do campeonato nesta interrupção de Natal e garantiu que a equipa não vai facilitar o trabalho à concorrência quando as férias terminarem.
“Temos realizado bons jogos e alcançado bons resultados com mérito, pelo que o importante agora é carregar baterias para dar continuidade ao nosso trabalho quando regressarmos”, confidenciou João Moutinho, salientando que no balneário a ambição não passa por abrandar o ritmo: “Agora é tempo de descansar, mas a ideia é começar como acabámos.”
Argumentos que o internacional defende com a experiência que o plantel usufrui, tendo afirmado que o horizonte do coletivo está na ambição de concluir o campeonato com motivos para sorrir.
“Todos sabemos o que temos de fazer para recomeçar-mos o campeonato da mesma maneira que terminámos o ano civil”, asseverou João Moutinho.
Títulos no verão. Apesar da satisfação patenteada, João Moutinho está longe de dar o campeonato como assegurado, mas também não esconde o desejo de poder celebrar a conquista do primeiro título de campeão no final da temporada em curso. “Este Natal vai ser excelente e espero estar a comemorar títulos no verão, porque a força desta equipa alimenta-se de vitórias e ninguém vai abdicar deste caminho”, concluiu o portista.
in "record.pt"

P. Ferreira-F.C. Porto, 0-3 (destaques)

Nico Otamendi, a alma do dragão na Mata Real


Otamendi, alma azul e branca
O lugar é dele. Ponto. Devidamente maturado, confortável na nova roupagem, mostra jogo após jogo a sua inatacável qualidade. Mais um golo, o segundo em quatro dias, agora num excelente cabeceamento. É um central mais equilibrado do que Maicon, provavelmente mais concentrado também. Sem ser alto, raramente perde um duelo nas alturas; sem ser absurdamente veloz, não se deixa bater no um para um e em velocidade. É um atleta corajoso, conforme provou ao dar o corpo a um remate fortíssimo de Mario Rondon, aos 34 minutos. Bela descoberta do F.C. Porto, bela opção para a consolidação do quarteto defensivo. Tem alma e comportamento de dragão. 

Sapunaru e Alvaro Pereira, laterais de luxo
Jorge Fucile foi dos melhores contra o CSKA Sófia. Pois bem, Sapunaru não podia ter respondido melhor à ameaça do uruguaio. É o que dá ter duas opções credíveis para o mesmo lugar. Quem diria que este é o mesmo romeno das épocas passadas! O que era apatia agora é genica, o que era indecisão é critério, o que erasouplesse é agora raça. Mal o Porto marcou foi a correr buscar a bola à baliza do Paços. Intérprete maior da reacção azul e branca às palavras dos elementos pacenses. Alvaro Pereira merece também figurar nestas escolhas, principalmente pela qualidade patenteada na primeira parte. 

Falcao, voos especiais
Uma parte do melhor Falcao. Insinuação constante com o golo, diabólico nas movimentações e vertiginoso na abordagem aos lances pelo ar. Bola ao poste direito de Cássio, já de ângulo apertado, aos 15 minutos e cabeceamento imponente e ligeiramente desviado logo a seguir. Saiu ao intervalo, provavelmente por lesão, e a equipa não mais foi a mesma. É um jogador especial em todos os itens do jogo. 

Belluschi, mestre samurai
Pormenores tão belos quanto indecifráveis. Como é que ele faz aquilo? Uma e outra vez, o mais simples dos movimentos torna-se arte desconhecida deste Samurai. Grande dinâmica, entrega louvável, presença omnipotente do princípio ao fim. Esteve menos vezes do que o costume nas zonas de tiro. Faltou-lhe isso. 

Cássio, fechadura pacense
Decisivo no melhor período do F.C. Porto. Voo eloquente e palmada para canto numa cabeçada de Sapunaru; saída temerária e bloqueadora total dos intentos de Hulk. Tudo antes da meia-hora. Não teve uma única acção deficiente ao longo de toda a partida.

Mário Rondón, ameaça venezuelana 
Ameaça constante à serenidade do dragão. Não é originariamente um ponta-de-lança, antes um homem veloz e das alas. No Paços joga no centro e não pára um segundo. Teve oportunidades suficientes para fazer dois ou três golos. Um valor seguro a despontar na Mata Real. A selecção da Venezuela pode ajudá-lo a alcançar patamares de outra dimensão. 

Hulk, o penálti e pouco mais
Exibição salva pelos últimos cinco minutos: penálti bem concretizado em golo e assistência para Walter fazer o 0-3. Até aí tinha sido mais complicado do que genial, mais desequilibrado do que desequilibrador. Grande aos 30 minutos, ao seu jeito. Faltou-lhe mais decisão perante Cássio. 

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in "maisfutebol.iol.pt"

P. Ferreira-F.C. Porto, 0-3 (crónica)

Do vendaval ao sofrimento para segurar um Natal azul


Entrar como um furacão, ser obrigado a abanar o leque e decidir tudo em cima da hora. O F.C. Porto esteve tão perto de golear o Paços de Ferreira como de não vencer o encontro, quando transformou um vendaval de ocasiões de golo num rol de erros e desatenções que galvanizaram o rival e tornaram um jogo que parecia simples numa luta pela sobrevivência. Com os minutos finais a serem um filme à parte, o F.C. Porto transformou o que seria um resultado ajustado num 0-3 que não mostra o que se viu em campo.

A entrada dos dragões, como se disse, foi demolidora. A equipa de André Villas-Boas transformou em actos as palavras do técnico, que garantiu um grupo ultra-moralizado para fechar o ano em beleza. Aos dez minutos, já os azuis e brancos festejavam e, até à meia hora, a diferença não foi maior por três motivos: desacerto, poste e Cássio.


Antes do golo de Otamendi- mais um, sublinhe-se, até porque é o segundo em quatro dias- já Sapuranu obrigada o guarda-redes da casa a brilhar. Prenúncio do que aí vinha, com mais duas intervenções decisivas após remate de Otamendi e arrancada (quase) imparável de Hulk. Pelo meio, foi Falcao a ficar à beira do golo: na primeira acertou no poste, na segunda nem isso.



Até aqui, o Paços de Ferreira ia fazendo o que podia perante uma pressão extenuante que, no entanto, se foi esgotando. Quando marcaram, os jogadores do F.C. Porto apressaram-se a colocar a bola no centro do terreno, como que a avisar o rival que estavam em campo, apenas, para jogar e queriam mais. A ameaça, contudo, esbarrou no referido desacerto.



Galvanizado pela falta (ou excesso) de pontaria dos portistas, os «castores» equilibraram a contenda e seguraram a diferença mínima até ao intervalo.


Sem Falcao não há pressão


O segundo tempo trouxe mudança de figurino. Sem Falcao e com Walter, a pressão dos dragões não foi tão intensa e o P. Ferreira aproveitou para assustar. Rondon, o tal que abateu o leão na 1ª jornada, teve o golo nos pés em duas ocasiões, mas nunca conseguiu enganar Helton.


Villas-Boas percebeu o domínio pacense no meio campo e trocou James por Souza, oferecendo músculo ao miolo e acreditando na capacidade de organização de Belluschi e no rasgo de Hulk. A estratégia não sortiu o efeito desejado porque o Paços de Ferreira continuava a galvanizar-se com a sucessão de lances de perigo que criava, quase sempre por erros do meio campo azul e branco. 


Como se estivesse ligado à corrente, o grupo de Rui Vitória foi aproveitando o menor fulgor portista para colocar em causa a vantagem. Afinal de contas, foi precisamente esse o elemento causador de toda a azáfama em torno do encontro.


Belluschi ainda assustou de livre, Hulk teve o golo nos pés e perdeu-o num devaneio de altruísmo, quando o quis oferecer a Walter. Pelo meio, num par de lances, era o Paços que assustava. Do furacão inicial, restava uma leve brisa, a que os dragões se agarraram para segurar os três pontos.


Soares Dias troca o penalty e aparece o golo...à Walter


Os últimos minutos do jogo são, claramente, um filme à parte. Antes do final houve tempo para Artur Soares Dias marcar o penalty errado. Anunciação fez falta sobre Hulk, que não caiu, e o juiz mandou jogar. Pouco depois, num livre de Guarín, viu uma mão inexistente e o «Incrível» fechou o marcador e aumentou a conta pessoal na Liga para 13 golos.


O jogo fechou com...um golo à Walter. O brasileiro continua com uma média de golos por tempo de jogo assinalável, quase sempre desta forma. Hulk arrancou imparável na esquerda e assistiu o compatriota que encostou. Resultado francamente pesado para aquilo que foi o grosso do encontro.


Contas feitas e o Natal continuará a ser azul. Os oito pontos para o rival Benfica foram mantidos, mais uma deslocação cumprida com êxito e sucesso conseguido no objectivo traçado internamente. O F.C. Porto chega invicto a 2011 e já soma 36 jogos consecutivos sem perder. 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Castro: «Estou no clube do coração, mas gostava de jogar mais»

Médio confessa-se «um pouco triste» pela escassa utilização


A época actual não está a ser totalmente satisfatória para Castro. O médio do F.C. Porto reconhece a alegria de jogar no «clube do coração», mas tem pena de não poder dar um contributo mais activo, embora reconheça que é muito difícil jogar no meio campo dos dragões.

«O campeonato está a correr muito bem, porque estou no clube do meu coração, a equipa está a ganhar sempre a jogar um bom futebol, mas pessoalmente não está a correr tão bem, porque gostava de jogar mais. Mas o treinador é que decide e só tenho de continuar a trabalhar como sempre», afirmou o jogador, em entrevista ao site espanhol «Vavel». 

Castro confessa estar «um pouco triste» com a situação actual, mas garante que a situação vai mudar: «Não me dou por vencido e vou continuar a trabalhar.»

Elegendo Ukra como o seu «grande amigo», o médio luso falou ainda do treinador André Villas-Boas, para quem só tem elogios. «É um grande treinador, todos os jogadores gostam dele, fazemos treinos muito bons e, acima de tudo, devo dizer que também é muito boa pessoa», frisou.

Por fim, Castro falou do seu futuro, revelando vontade de «continuar a representar» a selecção nacional e apontando a outros campeonatos. «O campeonato espanhol e o inglês são os mais fortes do mundo, por isso gostava muito de jogar lá. Neste Verão falou-se do interesse do Sp. Gijón, mas não ser se era verdade», afirmou. 


in "maisfutebol.iol.pt"

SARA OLIVEIRA VOLTA A BRILHAR


Sara Oliveira classificou-se esta tarde no 16.º lugar na prova de 100 metros mariposa do 10.º Campeonato do Mundo de Piscina Curta, que amanhã termina no Dubai.

A atleta olímpica portuguesa registou o tempo de 58.72 nas meias-finais, depois de ter estabelecido um novo recorde nacional absoluto nas eliminatórias, ao fazer a marca de 58.31. Até esta manhã, o máximo nacional era de 58.42.

Sara Oliveira bateu três recordes nacionais no Mundial, nos 50 (26.78), 100 (58.31) e 200 metros mariposa (2:08.54)


in "fcp.pt"

PRIMEIRA DERROTA NÃO RETIRA LIDERANÇA


O FC Porto Ferpinta sofreu a primeira derrota na Liga. Aconteceu este sábado, à nona jornada e em Coimbra, onde os Dragões perderam frente à Académica, por 76-71, no final de uma partida extremamente equilibrada, com todos os parciais a serem decididos apenas por um ou dois pontos. Apesar do desaire inesperado, os azuis e brancos mantêm a liderança isolada, com 17 pontos somados.

Carlos Andrade (15 pontos e 6 ressaltos), Julian Terrell (13 pontos e 9 ressaltos) e Gregory Stempin (16 pontos e 8 ressaltos) foram os melhores dos Dragões, num encontro em que os 11 triplos convertidos (5 da autoria de José Costa) não bastaram para atenuar os efeitos de um jogo interior menos conseguido, com a eficácia de lançamento a não ultrapassar os 41 por cento (11 em 27).


in "fcp.pt"

C PORTO VITALIS FECHA O ANO COM SÉTIMO TRIUNFO CONSECUTIVO


O FC Porto Vitalis fechou o calendário de 2010 com mais um triunfo, o sétimo consecutivo no campeonato. Os Dragões foram a Matosinhos vencer a Académica de S. Mamede, por 26-37, em desafio da 16.ª jornada, mantendo-se, assim, no primeiro lugar da classificação.

Nos primeiros 10 minutos assistiu-se a uma partida dividida, com os Bicampeões a fixarem-se por cima desde então, avançando para um resultado dilatado, que permitiu ao treinador Ljubomir Obradovic promover a rotação da equipa na segunda parte.

Os golos azuis e brancos tiveram a assinatura de Ricardo Moreira (8), Tiago Rocha (7), Dario Andrade (6), Nuno Grilo (4), Pedro Spínola (4), Wilson Davyes (3), Filipe Mota (2), Gilberto Duarte (1), Augusto Pedro (1) e Inácio Carmo (1).


in "fcp.pt"

Liga dos Últimos motiva

Será assim tão estranho o Paços de Ferreira querer vencer o FC Porto? As sucessivas declarações do treinador portista acerca dos propósitos que animam a equipa de Rui Vitória nesta jornada - "O Paços quer derrotar uma equipa que luta pelo título, não para cumprir os seus objectivos (...), mas para ajudar nos objectivos de outros", afirmou - alimentaram a interrogações. André Villas-Boas teve o cuidado de proteger algumas delas com o rótulo de "brincadeira", e foi assim que algumas foram interpretadas por Rui Vitória, para quem "não deve ser estranho" que os pacenses entrem no jogo para ganhar. "Independentemente do adversário, temos essa expectativa", esclareceu: "Não me parece que seja o presidente do Paços de Ferreira que vá injectar motivação em jogadores daquela qualidade". Sem entrar no jogo da ironia, sereno, Rui Vitória contou o que lhe desagradou: "Sem me perturbar, não achei elegante a alusão a que a nossa vitória fizesse jeito a quem quer que fosse. Queremos a nossa vitória".

"Que venha muita gente, para ver o FC Porto perder" foi a declaração "descomplexada" de Carlos Barbosa, a propósito da organização de um jogo que costuma garantir casa cheia, que alimentou os comentários em que André Villas-Boas encontrou argumentos para manter o FC Porto desperto para a necessidade de se esforçar para continuar invicto. Rui Vitória não tem esse problema. Tem um balneário consciente da real dimensão do desafio: "Se 25 equipas não conseguiram derrotar o FC Porto, então, o Paços de Ferreira também vai ter muitas dificuldades. Não precisamos de mais". Mesmo assim, insiste em jogar para ganhar: "Olhamos sempre para os adversários como uma oportunidade de vencer. Domingo é o nosso dia de festa, porque é dia de jogo. Não precisávamos de mais nada para jogar com o FC Porto, temos motivação. Esperemos é que o FC Porto tenha um dia mau e que nós tenhamos um dia muito bom". "Toda a riqueza, todos os argumentos" do adversário não mexem com a alegria de quem vive "sempre com a noção da realidade". "Para motivação, passamos imagens da "Liga dos últimos", contou Rui Vitória, para ilustrar a consciência das "diferentes realidades" das equipas: "Se vemos tanto prazer em atletas que jogam no pelado, o que dizer de nós?".

Virtudes do campo difícil podem fazer a diferença

Nas notas portistas de preparação do jogo está a alusão à Mata Real como um "campo difícil", pela "proximidade das bancadas". "O nosso campo tem algo que todos deveriam ter: chama, emoção. Isso é mais importante do que um metro para dentro ou para fora", comentou Rui Vitória, com esperança de que a regra se confirme e, neste jogo em particular, os adeptos "tenham a oportunidade de passar no hipermercado ou de ir ao guarda-fatos e juntar-se à recolha de bens da claque", que reverte para o Coração da Cidade.

in "ojogo.pt"

James convence Villas-Boas

O mesmo protagonista, outras funções. Villas-Boas já escolheu e deve apostar novamente na irreverência de James na Mata Real. O colombiano vai actuar no lado esquerdo do ataque, formando um trio com os habituais Falcao e Hulk, estreando-se como titular no campeonato. A decisão foi tomada no treino de ontem, o único em que houve trabalho táctico, tal como técnico revelou na conferência de Imprensa.

Portanto, sem surpresas, o técnico vai devolver o 4x3x3 à equipa, abandonado momentaneamente com o CSKA, e James deixa a posição 10 para encostar-se a uma das alas. Em todo o caso, a presença de El Bandido, contratado ao Banfield, permite uma rápida e fácil mudança de sistema a meio do jogo, caso o FC Porto a isso seja obrigado.
Villas-Boas explicou que ia tomar uma decisão "de acordo com o que achava mais importante, num campo estreito, complicado, onde encontrar espaços é fundamental". Sem Varela e sem Rodríguez para dar profundidade, os dois alas mais utilizados no lado esquerdo, o técnico tinha duas hipóteses: oferecer a terceira titularidade consecutiva ao colombiano, ou desviar um médio para aquela posição, tal como O JOGO antecipou, uma possibilidade que o próprio treinador admitiu ter ponderado.

Em relação à partida europeia, regista-se o regresso mais do que esperado de Hulk e de João Moutinho ao onze. O médio que agitou o mercado de Verão ocupará o lugar habitual no miolo, ao lado de Belluschi. Portanto, Rúben Micael, que até rubricou uma boa exibição e fez um golo aos búlgaros, volta a sentar-se no banco de suplentes. Na defesa, há troca de lateral direito - entra Sapunaru e sai Fucile, numa rotatividade há muito implementada por Villas-Boas; e Maicon sai para ceder o lugar a Rolando.

Maicon volta ao banco e Rolando ao onze

Depois de uma série de erros comprometedores cometidos na partida com o CSKA - um dos quais resultou no golo dos búlgaros -, tudo indica que Maicon vai perder a titularidade na partida com o Paços de Ferreira. O brasileiro será substituído no onze por Rolando, que está de volta à convocatória e à equipa, fazendo dupla com Otamendi. Será a sexta vez que Villas-Boas aposta nestes dois. Nos outros jogos registaram-se quatro vitórias e um empate, com apenas dois golos sofridos pelo FC Porto.

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James vai para três jogos seguidos, com estreia em três provas diferentes.

in "ojogo.pt"

As contas do futuro num alerta interno

VILLAS-BOAS TRANSFORMA JOGO NUMA FINAL


A Mata Real é um Cabo das Tormentas para o FC Porto na luta pelo título. Villas-Boas quer segurar os 8 pontos de vantagem sobre o Benfica, vincando a paragem da Liga com um forte cunho de superioridade. Foram atípicos os últimos dias e o jogo de hoje começou a disputar-se logo na quarta-feira, com o técnico dos portistas a responder a Carlos Barbosa depois de ganhar ao CSKA Sófia, anunciando “a final da Liga dos Campeões”.
Desde então que o discurso bélico impera no balneário, onde as declarações dos pacenses ganharam eco. O plantel está mobilizado para a batalha e entrou em estágio ontem mesmo. A prática foi abolida para os jogos em casa, mas nem o facto de Paços de Ferreira ficar a 30 quilómetros da Invicta deu azo a facilitismos.
Está criado um clima muito tenso em torno do jogo de hoje e não foi nada inocente a aparição de Villas-Boas com o relatório de análise aos castores, onde se define um onze-tipo e alguns comportamentos padrão da equipa. No duelo estratégico, o portista lançou pressão para o lado de Rui Vitória, deixando-se fotografar com a radiografia feita pelo observador Daniel Sousa ao conjunto da Mata Real.
Um ambiente atípico enquadrado com a importância que o FC Porto quer dar a este jogo. Num estádio onde o Sporting caiu, os dragões querem fechar o ano com ampla vantagem sobre a concorrência.
in"record.pt"

Mariano desejado

EM FINAL DE CONTRATO É NOME FALADO NA ARGENTINA


Pelo que fez no passado, uma vez que está há nove meses sem competir, Mariano González continua a ter mercado, sobretudo na sua Argentina natal. O extremo está em final de contrato com o FC Porto e, por esse motivo, o seu nome está nas cogitações. O Racing Avellaneda, por exemplo, pondera a contratação do extremo dos azuis e brancos, mas já fez saber que, para isso acontecer, primeiro precisa de vender.
Mesmo tendo em conta que André Villas-Boas já garantiu que Mariano González será inscrito na reabertura do mercado de transferências, a verdade é que não há perspetivas de que o atleta venha a prolongar o seu contrato com o FC Porto e o atual termina já no fim desta temporada. Um sinal claro de que a sua saída não vai render nada aos cofres azuis e brancos.
De qualquer forma, o atleta continua a ser demasiado caro para a grande maioria dos clubes do seu país, tendo em conta o ordenado que aufere e que não estará disposto a baixar radicalmente. Em todo o caso, não é provável que o FC Porto abra mão do argentino na reabertura do mercado, pelo que terá a oportunidade de provar que é útil à equipa, sonhando ainda com a renovação, por muito que esse objectivo pareça longínquo na atualidade.
in "record.pt"

Ruben tem palavra a dizer

TITULARIDADE DE JAMES NÃO ESTÁ GARANTIDA


Na conferência de imprensa de lançamento do jogo com o P. Ferreira, André Villas-Boas foi claro ao assumir que, face às dimensões da Mata Real, tinha em aberto a possibilidade de lançar mais um médio em detrimento de um extremo. Com Varela e Cristian Rodríguez fora de combate por se encontrarem lesionados, a lógica apontaria James à sua primeira titularidade na Liga. No entanto, Ruben Micael tem uma palavra a dizer. A decisão cabe, contudo, a Villas-Boas, sendo certo que o treinador só abdicou do 4x3x3 em duas ocasiões: com o Genk, em casa, e no recente jogo com o CSKA búlgaro. Ainda assim, a possibilidade de mudar o esquema, agora num jogo da Liga, está em aberto, surgindo o madeirense como principal candidato à vaga em aberto.
Micael tem jogado com mais frequência neste final de ano e no último jogo até apontou um dos golos portistas ao CSKA. Todavia, James também marcou nessa partida. Como diria Robson, AVB tem aqui uma “boa dor de cabeça”.
in "record.pt"

Hulk e Falcão é parceria que resolve

DEIXAM MARCA EM 11 DOS 13 JOGOS DA LIGA


Marcar golos é, como se sabe, a principal função dos avançados e os do FC Porto têm cumprido essa missão na perfeição. Os dragões nunca ficaram em branco nos 25 jogos oficiais que levam na corrente temporada e tiveram sempre atacantes entre os marcadores. Se nos restringirmos aos 13 jogos já disputados na Liga, pode-se constatar que Falcão e/ou Hulk picaram o ponto em 11 deles. Quando o não fizeram, frente ao Nacional e à Académica, ambos fora de casa, estava lá Varela a fazer jus à “tripla dourada”, conforme a FIFA a apelidou. Contudo, esta noite, na Mata Real, o internacional português não é opção. A dupla Falcão e Hulk está entregue a si própria para... resolver.
O colombiano e o brasileiro, de resto, até já sabem como marcar ao Paços de Ferreira na Mata Real. El Tigre deixou lá a sua marca na última temporada e o Incrível em 2008/2009. Habituados a resolver os jogos a favor do FC Porto, os dois vão carregar nas suas costas as despesas atacantes do jogo desta noite, independentemente do jogador que seja escolhido por André Villas-Boas para os acompanhar mais de perto...
Na luta. Apesar de se completarem com benefícios claros para o coletivo, Falcão e Hulk vivem dias de grande rivalidade interna. É que, apesar de o Incrível liderar a lista dos melhores marcadores do campeonato, a verdade é que, em termos gerais, El Tigre é que é o melhor marcador da equipa na corrente época, com 18 golos face aos 17 do brasileiro.
Ou seja, tudo aponta para que o colombiano termine o ano na frente do colega, mas Hulk ainda tem uma palavra a dizer, já que ele é que tem mostrado maior acerto no campeonato e o jogo desta noite, o último de 2010, é referente a essa prova na qual tem sido rei.
Mais de metade. Mas se é certo que o registo goleador de Falcão e Hulk é eloquente, ainda mais se torna se o somarmos. A parceria do colombiano com o brasileiro já rendeu 35 golos ao FC Porto nos 25 jogos disputados, sendo que nesse período a equipa apontou um total de 61 tentos. Ou seja, El Tigre e o Incrível são os responsáveis por mais de metade dos golos apontados até ao momento. Os dois rendem mais do que os restantes 11 jogadores que já fizeram o gosto ao pé nesta temporada, o que os destaca na campanha de sucesso azul e branco.
in "record.pt"

Souza escapa à janela de Inverno

Souza parece ter escapado à tendência geral (entre os críticos do dragão) de o colocarem na lista de dispensáveis para rodar, em Janeiro. 

Villas Boas manteve-o fora das vistas durante mais de um mês, e a progressiva secundarização do reforço brasileiro parecia envolver esse inevitável efeito de o deslocar para a esfera dos mais discutíveis.

Mas não: Souza regressou à equipa com o CSKA, e regressou ontem à lista de convocados para jogo de risco, essa sim, a notícia, pois a ascensão de Guarín afastou-o inapelavelmente das provas prioritárias durante cerca de um mês, período em que se especulou inevitavelmente à volta do seu desaparecimento, por se tratar de um investimento dos mais avultados (o FC Porto pagou três milhões de euros por 3/4 do passe).

Nos últimos dias falou-se também de um eventual empréstimo ao Vasco da Gama, o clube de origem, alegadamente interessado em ter Souza durante a abordagem ao Estadual do Rio de Janeiro, mas do Porto, tanto quanto se sabe, não saiu eco favorável. Saiu, isso sim, o reforço da confiança no médio, com bons 80 minutos frente ao CSKA, jogo que, afinal, deixou bem à vista a sua principal fragilidade: as cãibras estão ligadas ao ritmo de jogo, e foi por ainda não estar bem ambientado às relações de maior intensidade características dos jogos europeus que Souza voltou a ceder no final do jogo da Liga Europa.



in "abola.pt"