terça-feira, 1 de março de 2011

Otamendi evita e marca

A utilidade de Otamendi não se mede apenas junto de Helton, visto ser o único defesa do FC Porto com golos marcados no campeonato. E não são poucos: quatro. A estreia com a camisola portista correu da melhor maneira. Na sexta jornada, quando o Olhanense visitou o Estádio do Dragão, Otamendi foi à área contrária e abriu o marcador, com o pé. Numa altura em que procurava tirar o lugar a Maicon, o golo deu-lhe pontos, ainda que não suficientes para agarrar de vez o lugar. Na 14ª jornada, agora como titular, voltou a marcar, outra vez a abrir o marcador, mas desta vez de cabeça. A vítima foi o Paços de Ferreira. O instinto goleador do argentino ficou provado recentemente, quando bisou frente ao Braga, na 18ª jornada. Foram, de resto, os únicos golos da partida disputada no Axa, ambos com o pé, um deles em jeito. Nunca o argentino tinha marcado mais do que uma vez no mesmo jogo.

Helton e Rolando são os únicos totalistas no campeonato

Das alterações mais ou menos frequentes no sector recuado, André Villas-Boas só não mexe em dois jogadores. Helton e Rolando são totalistas no campeonato e no plantel ninguém tem mais minutos do que eles: 1890. No resto, Otamendi começou por ser suplente de Maicon (o brasileiro ainda tem mais 46 minutos do que o argentino) e a lesão de Álvaro Pereira deu alguns minutos de jogo a Rafa. No lado direito tem havido muita rotatividade entre Sapunaru (1327 minutos) e Fucile (716 minutos).

in "ojogo.pt"

Villas-Boas procura bater recorde de Pedroto

A cada jogo que passa o exercício torna-se mais difícil. Alguém se lembra quem foi a última equipa a marcar um golo ao FC Porto no campeonato? Resposta: a Naval 1º de Maio, por intermédio de Gomis na marcação de uma grande penalidade na parte final do jogo, no dia 16 de Janeiro, que não evitou, aliás, a derrota. De lá para cá a equipa de André Villas-Boas venceu cinco jogos sem sofrer qualquer golo.

O percurso alicerça números ainda mais importantes. Nesta altura, decorridas 21 jornadas do campeonato, o FC Porto apresenta a terceira defesa menos batida da Europa, com sete golos sofridos, suplantada apenas por dois ilustres desconhecidos. O Sheriff, da Moldávia, tem o mesmo número de golos, mas mais jogos realizados (24), e o FK Vojvodina, da Sérvia, sofreu cinco golos em 15 jogos. Se a equipa moldava apresenta uma média de 0,29 golos sofridos por jogo, a formação sérvia consegue a mesma média do FC Porto: 0,33 golos por jogo.

Se a análise englobar os cinco campeonatos mais fortes da Europa (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França), então o FC Porto arrasa a concorrência. A equipa que mais se aproxima é o Barcelona, com 13 golos sofridos. Borússia de Dortmund, com 14, Rennes, com 18, Milan, com 20, e Chelsea, com 22 golos, perseguem de longe os portistas. Em Portugal é o Benfica que apresenta a segunda defesa menos batida do campeonato, mas sem se aproximar sequer do FC Porto. Os encarnados já sofreram 17 golos.

A eficácia defensiva do FC Porto fica devidamente provada quando se constata o número de jogos que o FC Porto chegou ao fim sem sofrer golos. Foram 15. Aliás, só uma equipa conseguiu marcar mais do que um golo a Helton no mesmo jogo. Foi o Braga, quando perdeu por 3-2 no Estádio do Dragão, com golos de Luis Aguiar e Lima. Gomis (Naval), Baba (Marítimo), Valdés (Sporting), Carlao (Leiria) e Faouzi (Guimarães) foram os outros jogadores que conseguiram bater Helton, não tendo conseguido mais do que um empate (casos do Guimarães e do Sporting).
O actual registo defensivo do FC Porto só encontra paralelo em duas épocas (1979/80 e 1983/84), que terminaram com apenas nove golos sofridos. Ou seja, a equipa de Villas-Boas ainda pode aspirar a igualar esses feitos, ambos da obra de José Maria Pedroto. A grande diferença está no resultado final. Apesar do escasso número de golos sofridos, o FC Porto terminou esses campeonatos na segunda posição, uma vez atrás do Benfica e outra atrás do Sporting.


in "ojogo.pt"

Maradona interessado em orientar Cerro Porteño de Iturbe

PRESIDENTE DO EMBLEMA PARAGUAIO CONFIRMA
Depois da experiência na seleção argentina, Diego Maradona não mais voltou a trabalhar mas vontade de regressar ao ativo não lhe falta. De acordo com informações avançadas por Juan Jose Zepag, presidente do Cerro Porteño, "El Pibe" estará interessado em ocupar o posto de treinador no clube paraguaio onde milita Juan Iturbe, reforço do FC Porto para a temporada 2010/2011.
Depois da saída de Javier Torrente, há duas semanas, o Cerro Porteño segue em busca de um substituto, com Leo Astrada a surgir neste momento como candidato preferencial.
"O Maradona quer treinar o Cerro Porteño. Disso tenho a certeza, não estou a brincar... Não posso avançar mais detalhes, mas vários treinadores querem vir para cá. Recebemos bastantes ofertas", referiu Zepag, em declarações à rádio 780AM.
No caso de garantir a vaga de treinador do emblema paraguaio, Maradona irá orientar jogadores como o já citado Juan Iturbe, mas também estrelas emergentes como Juan Manuel Lucero, Jonathan Fabbro, Lautaro Formica ou Roberto Nanni.
in "record.pt"

O muro do dragão

SEQUÊNCIA DE 452 MINUTOS SEM SOFRER GOLOS É REFERÊNCIA NESTE CAMPEONATO


Dizem os velhos mestres do futebol que os ataques dão vitórias e as defesas campeonatos, e neste capítulo André Villas-Boas tem-se portado bem no comando técnico dos azuis e brancos. Bem trabalhada desde o primeiro dia, a defesa tem-se revelado como um dos pontos fortes da equipa ao longo da época, não surpreendendo, por isso, que seja a menos batida não só a nível interno como entre as principais Ligas europeias.
Com efeito, o FC Porto atravessa o melhor ciclo defensivo da temporada, dado que Helton não vai ao fundo das redes há 452 minutos. O único jogador que o bateu na segunda volta foi Gomis, da Naval, na marcação de uma grande penalidade. O capitão tem estado a um nível superior entre os postes, mas o mérito reparte-se pelos restantes companheiros que contribuem para o resultado do processo defensivo.
in "record.pt"

Vencer os minhotos garante Champions

RECEÇÃO AO V. GUIMARÃES VALE MAIS DO QUE OS 3 PONTOS


Caso o FC Porto vença, este sábado, o V. Guimarães, o hino da Liga dos Campeões voltará a soar nas colunas do Estádio do Dragão.
Neste momento, com 9 jornadas e 27 pontos por disputar, o FC Porto leva 26 de vantagem sobre o rival Sporting, que ocupa a terceira posição da Liga. Como só os dois primeiros classificados têm direito a um bilhete para a próxima edição da Champions, os azuis e brancos encontram-se numa posição privilegiada para assegurar um deles no imediato.
in "record.pt"

Pinto da Costa: «No túnel da Luz já nada é novidade»

"GUERRA" COM BENFICA CONTINUA


Pinto da Costa reagiu esta segunda-feira às mais recentes polémicas entre o FC Porto e o Benfica. O presidente portista comentou a confusão no final do jogo dos encarnados com Marítimo, revelando que já nada o surpreende.
“A mim só me merece comentário qualquer confusão que seja novidade. No túnel da Luz, seja o que for que aconteça não é novidade. Agora também já deixaram o túnel...é cá fora porque no túnel deve haver câmaras e as câmaras que filmam os acontecimentos cá fora são mais fáceis de controlar do que as que estão lá dentro”, afirmou Pinto da Costa ao “Porto Canal.”
Pinto da Costa respondeu ainda ao vice-presidente do Benfica Rui Gomes Silva, que afirmou estar cansado e farto das jogadas de bastidores dos rivais do norte:
“Essas pessoas não nos merecem qualquer atenção para não dizer uma palavra mais própria porque são aquilo que eu, no sentido figurado, chamo de incendiários do futebol. Pessoas que em programas televisivos respiram ódio em cada intervenção e não têm outra função se não a de denunciar coisas hipotéticas”.
“Espero continuar a ganhar categoricamente como fizemos em Olhão. Felizmente nenhuma das nossas vitórias foi alcançada com um golo em fora-de-jogo ou com a mão. São todos com os pés ou com a cabeça. Portanto, espero continuar a ganhar que é para isso que trabalhamos”, concluiu o líder portista.
in "record.pt"

Renteria bisa e fala do F.C. Porto: «Quando joguei, correspondi»

Avançado de 25 anos recorda a passagem infeliz pelo Dragão


Depois de várias semanas de espera, Wason Renteria estreou-se com a camisola do Once Caldas e fez logo dois golos ao Real Cartagena. Já depois da partida, o antigo avançado de F.C. Porto e Sp. Braga recordou a passagem por Portugal numa entrevista ao jornal El Espectador.

«Não vinguei no Porto porque me faltou continuidade. Sempre que joguei, correspondi. Deixei uma boa imagem e por isso o clube continuou a contratar atletas colombianos. Falcao, Guarín e James Rodríguez estão lá.» 

Renteria desmentiu, nesta conversa, ter saído a mal do F.C. Porto. «Não, acabou o contrato e fiquei com os meus direitos desportivos. Houve uma indefinição porque o Porto queria emprestar-me e eu queria ficar no clube. Necessitava de estabilidade para mim e para a minha família.»

O avançado colombiano, de 25 anos, pretende regressar à Europa «a médio prazo». «Para já quero fazer golos no Once Caldas e regressar à selecção, para jogar a Copa América.»

Renteria foi contratado pelo F.C. Porto no Verão de 2006, mas fez apenas seis jogos oficiais pelos dragões.

in "maisfutebol.iol.pt"

Liga: a figura da jornada 21

Com Radamel Falcao o F.C. Porto respira melhor


Cinco jornadas depois, Radamel Falcao de volta aos golos na Liga. E com ele o regresso do dragão convincente, imperador dos Algarves, candidato maior ao título. O colombiano é a figura da jornada 21, pela forma como já joga e marca após uma paragem complexa.

O F.C. Porto abre os poros e respira intensamente com Falcao em campo. Hulk solta-se, Moutinho e Belluschi renovam votos de confiança, os golos surgem com a maior das naturalidades. Tudo é diferente no organismo azul e branco quando há a ferocidade de El Tigre na frente. 

Como curiosidade, ficam os números. Com Falcao em campo, o F.C. Porto tem uma média de 2,4 golos por jogo (36 em 15 partidas); sem Falcao, os dragões fazem ligeiramente pior: 2,1 (13 em 6).

in "ojogo.pt"

Sabe as percentagens que o F.C. Porto tem de Hulk ou Falcao?

Dragões divulgaram informações no relatório semestral


O F.C. Porto divulgou, nesta segunda-feira, o Relatório e Contas do primeiro semestre de 2010/11. Em traços gerais, destaque para uma quebra considerável dos lucros, face à não participação da equipa de futebol na Liga dos Campeões, ao contrário do verificado nos anos anteriores.

No extenso documento, o clube portista explica os movimentos dos últimos meses no mercado de jogadores, revelando ainda as percentagens actualizadas dos passes dos elementos do plantel. Sabe, por exemplo, que percentagem o F.C. Porto tem de Hulk ou Falcao?

Antes, os custos com aquisições. O emblema azul e branco contratou João Moutinho (100 por cento), Walter (75%), Otamendi (50%), Maicon (50%), Emídio Rafael (90%) e ainda Soares (90%), jovem médio brasileiro que está no Portimonense. O F.C. Porto adquiriu ainda James Rodriguez, detendo nesta altura uma percentagem de 25 por cento, após alienação de parte do seu passe.

O F.C. Porto poderá comprar a outra metade do passe de Otamendi por 4 milhões de euros. A opção termina a 5 de Setembro de 2011. Entretanto, a Sociedade azul e branca negociou percentagens de alguns passes com terceiros, numa «parceria de investimento».

Assim, por exemplo, a Mamers B.V. adquiriu 37,5 por cento de João Moutinho por 4.125 milões de euros, enquanto a Pearl Design Holding, Ltd. comprou 25 por cento do passe de Walter por 2.125 milhões. 

Em suma, aqui ficam os pormenores sobre percentagens de passes e validade dos contratos no plantel do F.C. Porto. Refira-se que estes foram os jogadores considerados pelos dragões para atingir o valor líquido global do plantel. O experiente Helton, por exemplo, não surge nesta lista divulgada:

Moutinho (62,5% do passe, contrato até Junho de 2015)
Walter (50%, contrato até Junho de 2015)
Hulk (45%, contrato até Junho de 2014)
Falcao (95%, contrato até Junho de 2013)
Otamendi (50%, contrato até Junho de 2015)
Souza (70%, contrato até Junho de 2015)
Belluschi (50%, contrato até Junho de 2013)
Alvaro Pereira (75%, contrato até Junho de 2015)
Ruben Micael (70%, contrato até Junho de 2014)
Cristian Rodriguez (70%, contrato até Junho de 2012)
Fernando (80%, contrato até Junho de 2014)
James (25%, contrato até Junho de 2014)
Maicon (100%, contrato até Junho de 2014)
Guarín (100%, contrato até Junho de 2014)
Rolando (85%, contrato até Junho de 2014)
Sapunaru (50%, contrato até Junho de 2013)

in "maisfutebol.iol.pt"

Sílvio e Lima já são dragões

O FC Porto já tem garantidos para a próxima época mais dois futebolistas, o versátil defesa lisboeta Sílvio, de 23 anos, e o atacante brasileiro Lima, que nas últimas épocas fez alguns estragos na carne do dragão, designadamente ao serviço do Belenenses, mas também do SC Braga, o clube que vê partir antecipadamente rumo ao Porto estes dois futebolistas.

A dupla tentativa em recrutar os dois arsenalistas teve banco de ensaio em Dezembro, mas por razões diversas e da máxima lógica (também o SC Braga precisava mais de se reforçar que capitalizar), o segmento desportivo sobrepôs-se e nenhum deles foi libertado em Janeiro, embora o FC Porto os preferisse incorporar logo aí, mas principalmente Lima, já que a longa ausência de Falcao e a incapacidade manifesta de Walter em assumir o eixo do ataque quase forçaram os dragões a contratar em regime de urgência , e até procurar alternativas.

As boas relações, ou as relações de boa vizinhança entre SC Braga e FC Porto, acabaram por permitir manter os negócios de pé com a inevitável derroga de meio ano: o SC Braga atravessou, aliás, Janeiro ainda mais dizimado que os dragões, e na avaliação de razões financeiras e desportivas, os argumentos eram de facto incomparáveis, ditando a permanência de ambos os jogadores no Minho até final da época, sem se perder de vista o duplo negócio nem haver anticorpos pelo facto de o SC Braga não fazer cedências em Janeiro.

Assim, nos últimos dias foram reformuladas diversas perspectivas negociais envolvendo ambos os casos, revendo-os na perspectiva de dupla contratação ou mesmo como casos separados, mas no essencial, há acordos já sem recuo, sendo possível atestar em definitivo que Sílvio e Lima entram no Dragão no próximo Verão, o primeiro com contrato de cinco anos, e o segundo, possivelmente, com um contrato de duração um pouco inferior.


in "abola.pt"

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Golos: do 1 ao 100


1º golo: 2.10.2005 River Plate

Falcao abriu a bisar...

Naquele dia o comentador da televisão argentina repetia várias "é uma estreia de sonho, uma estreia de sonho" dando som ao momento em que Falcao não só se estreava a marcar com a camisola do River Plate, como cometia a proeza de marcar dois golos, desfazendo a igualdade (1-1) com o rival Independiente. O primeiro golo como sénior, no segundo jogo como titular, foi de pé esquerdo.


100º golo: 26.02.2011 FC Porto

... e assim fechou

Foram precisos cinco anos e cinco meses para Radamel Falcao Garcia chegar à marca de 100 golos ao serviço de clubes, no caso, apenas dois: River Plate e FC Porto. Se o primeiro foi na grande área e de pé esquerdo, a marca redonda foi obtida na pequena-área e de pé direito, afinal, o mais utilizado e com que assinou 53 golos. O resto? O pé esquerdo fica com 20 e a cabecear marcou por 27 vezes.

in "ojogo.pt"

Melhor até que o tri de Oliveira

Com a vitória ante o Olhanense (3-0) - primeira derrota caseira da equipa de Olhão -, André Villas-Boas já fez melhor do que o FC Porto tricampeão com António Oliveira (1996/97) e o Benfica de Sven-Goran Eriksson (1983/84). Na época em os azuis e brancos alcançaram o primeiro "tri" e derrubaram uma barreira psicológica que haveria de os transportar até ao pentacampeonato, António Oliveira veriam os dragões soçobrarem em casa, diante do Salgueiros (2-1), enquanto o Benfica de Eriksson acabaria travado, nas Antas, contra o FC Porto (3-1). Curiosamente, as derrotas que estabeleceram estas marcas históricas surgiram sempre à 21ª jornada, pelo que André Villas-Boas conseguiu abater mais um "fantasma" pelo caminho que espera ver terminado com a conquista do título de campeão. E assim pode continuar a desafiar as estatísticas.
A meta que surge agora pela frente é o feito de Jimmy Hagan alcançado com o Benfica campeão em 1972/73, com um percurso de 30 jornadas do campeonato sem sofrer qualquer derrota, totalizando 28 vitórias e apenas dois empates. Ao vencer o Olhanense, este FC Porto mantém-se em condições de conseguir igualar o treinador inglês. Anteontem, os dragões somaram a nona vitória consecutiva em jogos da I Liga, elevando o balanço actual para 19 vitórias e dois empates. Este será apenas mais um factor de motivação extra para as nove jornadas que restam, ainda que, no lançamento da deslocação ao Algarve, Villas-Boas tenha deixado o aviso que mais do que desafiar as actuais estatísticas, ao FC Porto interessa conquistar um campeonato, que ganha mais ênfase, tal a necessidade de responder com a mesma moeda a um Benfica detentor do título. Prosseguindo na análise aos números: a vitória em Olhão valorizou ainda mais André Villas-Boas não só por ter ultrapassado os feitos de Oliveira e Eriksson, mas também pelo facto de o FC Porto ter passado a ser a única equipa da Liga que ainda não sofreu qualquer derrota fora de casa, desde o início deste campeonato, vencendo em todas as jornadas (11) com 32 golos marcados e apenas cinco sofridos.
Segundo as contas de Villas-Boas, depois da vitória em Olhão, falta vencer quatro "finais" para pôr uma mão no título. Ora o próximo adversário é o Guimarães, precisamente um dos emblemas - o Sporting foi o outro - que conseguiu subtrair pontos aos azuis e brancos, com um empate no "D. Afonso Henriques", à 7ª jornada da Liga ZON Sagres.


21

Em 21 jornadas, a equipa de André Villas-Boas conseguiu 19 vitórias e dois empates. Com estes números, o português está em condições de igualar o feito de Jimmy Hagan, com o Benfica de 72/73

9

Ao derrotar o Olhanense, o FC Porto alcançou a nona vitória consecutiva no campeonato, desde o empate em Alvalade à 12ª jornada.

11

Ao derrotar o Olhanense, o FC Porto passou a ser a única equipa do campeonato que nunca perdeu perante o seu público e já lá vão 11 jornadas. Para tal, os homens de Villas-Boas marcaram 32 golos e sofreram apenas cinco.
49
Com os três golos marcados aos algarvios, o ataque portista mantém-se como o mais concretizador da Liga Zon Sagres, com 49 golos marcados em 21 jornadas, o que se traduz numa média de cerca de 2,3 golos por jogo. Em termos defensivos, o balanço actual também não poderia ser melhor, já que tem apenas sete golos sofridos.

Fama e sucesso custam a gravata

Havia quem colocasse reticências à aposta num treinador tão jovem e com apenas 23 jogos na I Liga, mas se não foram os sorrisos que ajudaram a que hoje seja o incontestável treinador do FC Porto, a simpatia, para além dos resultados, terá ajudado para que a relação do treinador com os adeptos portistas toque a perfeição.
Depois da vitória de anteontem, em casa do até então invicto Olhanense, André Villas-Boas viveu mais um momento da fama e do sucesso que a ligação ao FC Porto lhe tem proporcionado. Interpelado por um adepto portista de Olhão, o treinador foi confrontado com o inusitado e pouco habitual pedido "dá-me o teu casaco", frase já vista em cartazes e bancadas um pouco por todo o Portugal, mas com a qual o treinador teve de lidar de viva voz. "Eh pá, o casaco não", começou por dizer para, sem se deter, acrescentar a proposta da gravata.
Ora, como o treinador do FC Porto ia a caminho da conferência de Imprensa, que se seguiu ao triunfo por 3-0, propôs ao adepto que esperasse que um funcionário do FC Porto fosse ao balneário buscar a gravata que utilizara durante o jogo com o Olhanense. Seguiram-se curtas e bem dispostas negociações entre adepto e treinador, acabando o acordo por ser alcançado quando Villas-Boas aceitou ir ele próprio ao balneário buscar a tal gravata, forma encontrada para compensar a resposta negativa ao pedido do casaco.
Recebida e autografada a gravata, o adepto ficou com uma história para contar. Aliás, logo fez questão de a contar aos jornalistas.

A viagem ainda continua curta mas está repleta de histórias

Estreou-se como treinador na I Liga já decorria a época passada, aceitando o convite da Académica à sétima jornada, chegou ao FC Porto no Verão e perante algumas dúvidas André Villas-Boas lá foi construindo um caminho de muitas vitórias, alguns recordes e até já com um troféu, a Supertaça. Depois de ter aberto o campeonato com uma vitória em casa da Naval, fez história ao vencer o Benfica, por 5-0, no Estádio do Dragão e igualou o feito de José Mourinho ao vencer em Sevilha, somando a oitava vitória numa época de competições europeias.

in "ojogo.pt"

James também é incrível

EL BANDIDO SERÁ O TRUNFO NUM TRIDENTE INÉDITO


André Villas-Boas não tem tempo nem vontade de se lamentar em público pela ausência do Incrível Hulk no jogo com o Vitória de Guimarães. Primeiro, porque isso seria um sinal de dependência em relação a um jogador e ao mesmo tempo uma demonstração de falta de confiança no restante plantel. O técnico sabe que possui no grupo outros talentos capazes de colmatar a ausência do seu mais talentoso artífice, como é o caso de James Rodríguez, o mais do que provável substituto do internacional brasileiro.
O colombiano tem argumentos para reclamar de volta o lugar que lhe pertenceu durante todo o mês de janeiro e metade de fevereiro, enquanto o seu compatriota Radamel Falcão esteve de fora. Já com El Tigre no onze, James tem todas as condições para formar juntamente com Silvestre Varela um tridente inédito na presente época.
in "record.pt"

Melhor de sempre

VILLAS-BOAS SÓ COM 2 EMPATES AO CABO DE 21 RONDAS


A história é que o diz e a força dos números vale mais do que qualquer desconfiança. Ao cabo de 21 jornadas do campeonato, André Villas-Boas tem o melhor registo de sempre no FC Porto. Tendo cedido apenas dois empates (Vitória de Guimarães e Sporting), ambos fora do Dragão, o técnico de 33 anos caminha a passos largos para um lugar nas páginas douradas dos azuis e brancos, tendo para isso de chegar à meta em primeiro.
Seja como for, já ninguém lhe tira o mérito de ter atingido esta fase só com dois resultados (relativamente) negativos na competição. Em 1984/85, Artur Jorge somava um empate e uma derrota, ao passo que António Oliveira, mais de uma década depois, viu um ciclo semelhante ao de Villas-Boas ser interrompido precisamente à 21.ª jornada, quando saiu derrotado no Estádio das Antas, frente ao Salgueiros. Até aí também só tinha cedido duas igualdades. Dois excelentes exemplos para o jovem portuense, já que tanto Artur Jorge como Oliveira foram campeões nas épocas de estreia no FC Porto. Outro desafio que se perfila no horizonte é a possibilidade de chegar ao final do campeonato sem qualquer desaire, algo que nenhum treinador atingiu no clube. À mão de Villas-Boas está, para já, a marca de José Mourinho, em 2002/03. O Special One perdeu com o Marítimo à passagem da 22.ª jornada.
in "record.pt"

Dragões observam CSKA

O CSKA defronta hoje o Shinnik, nos oitavos-de-final da Taça da Rússia. Daniel Sousa, do gabinete de observação dos dragões, vai assistir ao jogo em Moscovo e recolher material sobre o adversário do FC Porto na Liga Europa. 

A primeira mão dos oitavos da prova europeia disputa-se na próximo semana e o CSKA já conta os dias... «Quero vencer a eliminatória para ajustar contas», afirmou Yevgueni Guiner, presidente do clube, em entrevista ao diário russo Sport-Express, recuperando o histórico entre os dois emblemas: quatro jogos na Champions (2004/05 e 2006/07), duas vitórias do FC Porto em Moscovo e dois empates a zero no Dragão.

«Não temos medo de ninguém e gostamos de adversários de qualidade. Mas quero muito provar que somos capazes de vencer o FC Porto. Além disso, russos e portugueses disputam o sexto lugar no ranking da UEFA», sublinhou.


in "abola.pt"

Hulk andou meio ano sem carregar no travão

Em 40 jogos oficiais do FC Porto, só falhou dois. Desde 26 Agosto, acumulou sempre utilizações. Pára por castigo e Varela pode lucrar... 

Hulk não vai entrar na próxima ficha de jogo do FC Porto, porque tem uma suspensão (cartões amarelos) para cumprir na 22.ª jornada da Liga. Será uma ausência a roçar o inédito, pois esta época o brasileiro só falhou dois compromissos em todo o calendário oficial dos dragões - 38 presenças num quadro de 40 partidas. A paragem obrigatória do Incrível pode ajudar Varela a conservar a titularidade com o Vitória de Guimarães.

A exclusão de Hulk frente aos vimaranenses põe travão numa longa marcha do avançado, sempre em acção desde a recepção ao Genk, há seis meses (26 de Agosto) na segunda mão doplay off da Liga Europa. 

Villas Boas só não utilizou o jogador na visita aos belgas e na segunda jornada da Liga, frente ao Beira-Mar, tudo quando o futebolista foi autorizado a viajar para o Brasil, por razões pessoais (morte de uma sobrinha).

Entre o regresso à acção e a visita ao Olhanense, o brasileiro acumulou 2918 minutos, sem falhar qualquer jogo e com apenas duas passagens pelo banco - encontros com o Juventude de Évora e o Gil Vicente. Agora, segue-se uma pausa e Villas Boas vai arrumar um plano sem Hulk, como há muito não acontecia, nem em versão B.


in "abola.pt"

domingo, 27 de fevereiro de 2011

DRAGÕES PASSAM COM DISTINÇÃO EM PORTO SANTO (8-3)


No início de um ciclo de jogos decisivo na luta pelo título nacional, o FC Porto Império Bonança triunfou de forma categórica (8-3) em Porto Santo, num dos rinques mais difíceis da prova. Pedro Gil, autor de um «hat-trick», voltou a destacar-se como melhor marcador da partida.

Os madeirenses até abriram o marcador, logo no primeiro minuto, mas ao intervalo os azuis e brancos já venciam por 3-1, com tentos de Pedro Gil, Filipe Santos e Pedro Moreira. Na segunda parte, a vantagem foi alargada até aos 8-1, com Gil a completar o «hat-trick», Reinaldo Ventura a «bisar» e Emanuel Garcia a apontar o oitavo tento.

No próximo sábado, às 17h45, o FC Porto recebe o Benfica. Duas semanas depois, desloca-se ao terreno do Candelária.


in "fcp.pt"

STEMPIN ACELEROU A 15.ª VITÓRIA

O FC Porto Ferpinta somou, este sábado, a 15.ª vitória em 16 jogos da Liga, ao ganhar (74-85) em Penafiel, onde Greg Stempin esteve soberbo e se distinguiu como o MVP da partida, com 29 pontos, 13 ressaltos e 5 assistências.

Depois de um segundo período de menor acerto (21-17), os Dragões atingiram o intervalo em desvantagem (41-39), que seria revertida ainda no decurso do terceiro período e posteriormente alargada no quarto decisivo.

Além de Stempin, Julian Terrell (16), Nuno Marçal (14) e Carlos Andrade (13), que regressou à competição depois de uma paragem de quatro semanas, atingiram pontuações compostas por dois dígitos, numa equipa ainda privada de João Santos e com Miguel Miranda a somar menos de seis minutos de utilização, depois da entorse no pé direito sofrida na Supertaça Compal.

O FC Porto Ferpinta lidera a fase regular com um registo de 15 vitórias e 1 derrota.

FICHA DE JOGO

III Campeonato da LPB, 17.ª jornada
26 de Fevereiro de 2011
Pavilhão Municipal de Penafiel

PENAFIEL (74): Rui Mota (18), Mário Gonçalves (2), Jeremy Goode (15), António Monteiro (11) e José Almeida (9); Fábio Fernandes (5), Vladimir Teixeira (0), Andrais Thorton (14)
Treinador: Manuel Molinero

FC PORTO FERPINTA (85): José Costa (7), Nuno Marçal (14), João Soares (2), Greg Stempin (29) e Julian Terrell (16); Sean Ogirri (4), Miguel Miranda (0), Carlos Andrade (13), David Gomes (0)
Treinador: Moncho López

Ao intervalo: 41-39
Por períodos: 20-22, 21-17, 13-20 e 20-26



in "fcp.pt"

André Villas-Boas: "Sapatada emocional depois do Sevilha"

Depois de uma "primeira parte mais complicada", um par de alterações e uma "sapatada emocional" impulsionaram o FC Porto para o regresso às vitórias, na ressaca de um resultado frustrante no reencontro com o Sevilha. A derrota (0-1), no Dragão, não pôs em causa a qualificação, na Liga Europa, mas, deixou um sabor a pouco na equipa de André Villas-Boas que só se diluiu na segunda parte do jogo com o Olhanense. O treinador referiu que, no primeiro tempo, a equipa algarvia se apresentou "muito bem organizada e muito fechada". "Não sei se era parte da estratégia, mas, era um bloco muito organizado e esteve bem nas saídas para contra-ataque", elogiou, admitindo que o FC Porto sentiu "dificuldades" e necessidade de mudar, com a entrada de Fucile e de James. "Mudámos, ao intervalo, para melhorar a definição no último terço e isso ajudou-nos na vitória", reconheceu. James destacou-se especialmente, mas, André Villas-Boas afirmou que "a sapatada foi mais emocional do que táctica e individual", e elogiou todos: "Tendo em conta o jogo que fizemos com o Sevilha, estamos com um nível físico e emocional muito forte".

Satisfeito, o treinador desdramatizou o quinto amarelo de Hulk, que falhará o jogo com o Guimarães e comentou a marca de Falcao no resultado: "É um goleador nato, faz falta a qualquer erquipa um jogador desta dimensão, mas, creio que este é um caso de uma equipa que jogou bem no seu todo", insistiu: "Com o Sevilha todos viram o que se passou; marcar aqui três golos é bom".

Convidado a comentar a saída de Paulo Sérgio do comando técnico do Sporting, André Villas-Boas destacou a amizade que os unes: "É uma pessoa muito amiga, por quem tenho muito respeito. Não me quero alongar muito sobre este assunto. Se a Direcção do Sporting decidiu assim, terá as suas razões".

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

A ESTRELA: Falcao 8

Este FC Porto tem as medidas tiradas para ele, mas Falcao não só cabe nele como numa luva, como lhe devolve em rendimento - leia-se com golos - o investimento feito pelo colectivo. Vestir o fato do colombiano a outro deixa o ataque preso pelas costuras, desgarrado, por vezes, sem a elegância que permite a desenvoltura exigida a este nível. Reencontrado o tamanho certo, é só ver como ele funciona com a fluidez ideal, porque não basta parecer, é preciso saber. Os dois golos provam que, ilusões de óptica à parte, aquele fato tem no seu dono o melhor intérprete. No primeiro golo, o colombiano meteu no bolso três defesas com uma protecção de bola à altura das qualidades que se lhe reconhecem. No segundo, a leitura de jogo fez toda a diferença, para perceber onde se devia colocar para gravar na sua história mais uma etapa com letras douradas. Até àqueles dois momentos que selaram uma vitória num campo importante, Falcao trabalhou, não se negou a sujar o fato, jogou de costas para a baliza, procurando abrir soluções nas faixas, e lutou entre os centrais, porque nem só vestido com o fato de gala se brilha nestes palcos.

Helton 6
Leu bem o jogo, como aos 35', em que surge fora dos postes para pôr cobro ao perigo, ou quando jogou na antecipação a um lance venenoso do Olhanense (55'). Na única defesa digna desse nome (50') voltou a estar à altura.

Sapunaru 5
Atravessa talvez o seu período menos bom. É verdade que procurou integrar-se no ataque, mas sem ser aquele jogar incisivo. A defender passou por alguns sobressaltos com Ismaily. Saiu ao intervalo.

Rolando 6
Está a afirmar-se como um dos melhores centrais do campeonato e ontem voltou a exibir-se a esse nível. De cabeça deve ter ganho todos os lances ao seu alcance. O único lance que não conseguiu desfazer surgiu num contra-ataque de Yontcha (82').

Otamendi 6
Complementa Rolando da melhor maneira, varrendo a bola (20') e estancando o perigo no meio-campo. Os avançados do Olhanense não vão guardar boas recordações dele, porque nem Ismaily (30'), nem Djalmir (50') souberam como o ultrapassar. Único reparo esteve na entrega da bola.

Álvaro Pereira 6
Nota-se o peso dele no ataque, pelos cruzamentos que tira, a superioridade que cria e pela pressão que coloca em toda essa faixa, ora funcionando como apoio do extremo, ora abrindo mais o jogo ofensivo junto à linha. A defender não só cumpre, como ainda dobra os centrais.

Fernando 6
Grande parte da "pedra que se partiu" no meio-campo teve a sua influência, destruindo, pressionando, cortando, como aos 25', num lance em que o FC Porto foi apanhado em contrapé. Está a subir de rendimento.

Belluschi 7
Um golo espectacular que desatou o nó do jogo e coroou mais uma bela exibição deste verdadeiro "rato atómico", tal a energia que coloca em campo. Cobrou alguns livres (34' e 39') de forma venenosa e voltou a destacar-se pela sua capacidade de passe.

João Moutinho 5
Lutou muito, correu, cobriu a sua zona no relvado e acorreu a algumas situações, mas não é aquele João Moutinho a que nos habituou. Melhorou na segunda parte.

Hulk 6
Tinha prometido regressar aos golos, mas não cumpriu. Apesar de tudo, começou bem, com um míssil (9') que ainda deve ter tirado tinta na trave. Entrou na área (11') em tabela com Sapunaru e obrigou Batista a defender para canto. Criou muito perigo num livre (36') cobrado com veneno e podia ter marcado (38'), não lhe tivesse saído a recarga ao "boneco".

Varela 5
Não estava a jogar mal, mas aquele modelo táctico estava aparentemente dominado pelo Olhanense. Saiu ao intervalo, não sem que tivesse procurado cumprir as suas funções a cruzar ou a procurar os apoios necessários para progredir com perigo.

James 8
Foi a solução para os problemas do FC Porto, com intervenções decisivas nos lances de golo. Não entrou directamente para a esquerda, colocando-se na posição 10, para servir como elo de ligação com o ataque. Não só trouxe outro esclarecimento numa zona nevrálgica, como mostrou inteligência na sua colocação e pés para meter a bola no jogador certo.

Fucile 5
Entrou ao intervalo para o lugar de Sapunaru e veio dar outra consistência defensiva. Não se aventurou muito na frente, porque tinha ordens para se manter lá atrás e cumpriu

Rúben Micael 5
Entrou para pressionar o Olhanense no meio-campo e travar a construção de jogo. Mas ainda teve duas oportunidades para rematar à baliza aos 84' e 89', sem sucesso.

O jeito que ainda dá ter crédito no banco

A prova era de fogo e o Dragão superou sem se queimar. Olhão foi riscado do mapa e, segundo as contas de Villas-Boas, faltam agora quatro vitórias nos próximos jogos para segurar o título, a "necessidade absoluta" desta época. O passo dado é gigante e ganha ainda mais relevo porque o FC Porto foi ao "José Arcanjo" fazer o que ainda ninguém tinha feito, roubar os três pontos, o que lhe permite seguir invencível na prova. São 19 vitórias e dois empates.

A verdade é que foi preciso um FC Porto com muita paciência para o conseguir, numa exibição que chegou a ser avassaladora, tal o caudal ofensivo, e que mostrou uma equipa empenhada até ao limite. Com um fulgor físico impressionante, sobretudo para quem jogou na quarta-feira e só apresentou uma mudança no onze (troca de lateral-direito), os portistas encostaram o Olhanense às cordas desde o apito inicial, só que o golo ia sendo adiado pela falta de pontaria de Hulk, Falcao e companhia.

De volta ao posto que mais gosta, o Incrível assinou os melhores momentos da primeira parte, beneficiando da presença de Falcao na área e espaços que este ia criando. Os algarvios só conseguiam respirar graças às iniciativas de Paulo Sérgio, ontem resgatado da ala esquerda para actuar mais no centro, como organizador. Daúto Faquirá elaborou uma defesa de recurso por causa das lesões de Mexer e João Gonçalves, mas conseguiu apresentar uma equipa muito bem organizada, ainda que impotente para obrigar Helton a grandes intervenções, e que aguentou enquanto foi possível os atropelos do FC Porto.

O intervalo chegou com o nulo e uma questão se levantava: seria o FC Porto capaz de manter os ritmos altos e ao mesmo tempo combater a ansiedade que se poderia entranhar dada a ineficácia? A resposta foi positiva, mas insuficiente para, por si só, justificar o triunfo folgado construído um pouco mais tarde na partida. E é aqui que Villas-Boas merece receber os louros: pela dupla substituição efectuada ao intervalo, com as entradas de James e Fucile para os lugares de Varela e Sapunaru, e recolocação das peças no relvado. Isto porque o jovem colombiano, que esteve nos lances dos três golos, não começou por ocupar a zona de intervenção de Varela, actuando mais como número 10, nas costas de Hulk e Falcao, então usados como únicos avançados.

O FC Porto precisou de cinco minutos para começar a colocar em prática o que o treinador tinha pedido e os lances de perigo voltaram a multiplicar-se. O Olhanense ganhou algum espaço para explorar em contra-ataque, mas acabou iludido pela nova disposição táctica do adversário. Ricardo Batista ia defendendo como podia e quando não chegava, a barra ou um defesa faziam-lhe o trabalho. O golo continuava a ser anunciado a cada tentativa de alvejar a baliza, mas foi preciso um remate de génio de Belluschi para chegar à vantagem. Ainda meios aturdidos com este lance, os algarvios desorganizaram-se como nunca na defesa e, dois minutos depois, Falcao marcava o primeiro golo em 2011, e acabava com as dúvidas quanto ao vencedor.

Retirado, com toda a naturalidade, o pé do acelerador, o FC Porto assumiu um jogo mais de posse e de controlo com a entrada de Rúben Micael. Mesmo assim, ainda houve tempo para ampliar o marcador e permitir que Falcao atingisse a centena de golos na sua carreira.

in "ojogo.pt"

Falcao soma 100 golos

O goleador colombiano Radamel Falcao, ao apontar dois golos na vitória do FC Porto frente ao Olhanense (3-0), atingiu a marca de 100 golos na carreira, isto sem contar com aqueles que apontou ao serviço da selecção. 

Falcao não escondeu no «Twitter», uma rede social, a satisfação pelo feito alcançado, tendo afirmado: «Já são 100 rugidos de golo».

«El Tigre» esteve em destaque frente ao Olhanense, onde aproveitou uma assistência de James para rematar cruzado e bater o guarda-redes Ricardo Baptista. 

O segundo golo surgiu em cima do apito final. Hulk aplicou um forte remate, o guarda-redes da equipa de Olhão não conseguiu segurar a bola e Falcao surgiu no sítio certo para fazer o desvio vitorioso. 


in "abola.pt"

Olhanene 0 - FC Porto 3 (imagens)