terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sapunaru perto da Lazio

O lateral-direito do FC Porto Cristian Sapunaru pode assinar esta terça-feira pelos italianos da Lazio.

De acordo com a imprensa italiana, Sapunaru pode chegar a Roma por empréstimo dos dragões até final da temporada. O internacional romeno deixou de ser opção no FC Porto, depois da chegada de Danilo e com a aposta de Maicon para o lado direito da defesa.

A Lazio procura uma alternativa a Konko e vê em Sapunaru uma boa solução.


in "abola.pt"

Dose dupla espera por Mangala

CASTIGOS ABREM AS PORTAS DA TITULARIDADE AO FRANCÊS



Eliaquim Mangala prepara-se para ter uma nova oportunidade enquanto titular do FCPorto e logo em dose dupla.
No próximo fim-de-semana há Taça da Liga e este internacional Sub-21 francês foi titular nos 2 outros jogos já disputados pelo FC Porto nessa competição – P. Ferreira e Estoril –, pelo que deverá ser igualmente aposta inicial neste derradeiro desafio da fase de grupos, no Estádio do Dragão, frente ao V. Setúbal.
Depois, regressa o campeonato ao calendário portista e Vítor Pereira, já se sabe, não vai poder contar com a dupla de centrais habitualmente titular. Rolando e Otamendi viram o 5.º cartão amarelo em Barcelos e cumprem castigo na próxima jornada da Liga, igualmente no Dragão, mas frente à U. Leiria.
in "record.pt"

Belluschi e Guarín vão render em Itália

Menos inesperado do que a saída de Belluschi para o Génova, o empréstimo de Guarín ao Inter, a confirmar-se oficialmente hoje, significa que o FC Porto começará a receber desde já pelo negócio do médio colombiano, visto que o clube italiano terá de pagar à volta de 1,5 milhões de euros pelo que resta da temporada de 2011/12. Se no final da época o Inter estiver satisfeito com o desempenho de Guarín, terá então de desembolsar 11 milhões de euros pelo passe. Ontem, à chegada a Itália, o médio que a época passada esteve directamente ligado às conquistas do FC Porto, não escondeu a alegria com o passo dado. "Estou contente por ser jogador do Inter. Amanhã espero exteriorizar toda a minha felicidade", disse. O campeonato italiano será o terceiro de Guarín na Europa, depois de ter jogado em França (Saint-Étienne) e em Portugal.
O acordo que levou ao empréstimo de Belluschi ao Génova é parecido ao de Guarín, ainda que, ao que se saiba, não envolva nenhuma comparticipação financeira. Essa só chegará na forma de compra do passe no final da época, estando o preço do argentino estipulado em cinco milhões de euros. "Estou muito contente por estar aqui. Falta assinar o contrato", disse o médio que ainda anteontem foi suplente utilizado no jogo com o Gil Vicente, mas ainda assim considerado por O JOGO como o melhor jogador do FC Porto em campo.

Ganso é processo adiado para nova oportunidade

O Santos não vai abrir mão de Ganso neste mercado de Inverno, mas tudo indica que o FC Porto também não vai desistir, adiando apenas a tentativa de contratar o médio brasileiro. Ontem ainda, Luís Álvaro Ribeiro, presidente do Peixe, frisou a O JOGO a posição em relação ao processo: "Não sei se já responderam à proposta feita pelo FC Porto, mas não adianta sequer negociar, porque ele é um jogador intransferível. Não adianta fazer proposta superior, porque ele vai continuar no Santos até 2015". Com o emblema brasileiro decidido a manter Ganso, o mais certo será o FC Porto esperar por uma nova oportunidade que até poderá surgir no Verão, pelo que a vinda do médio para Portugal pode ter ficado apenas adiada por mais uns meses.
Entretanto, ainda ontem Pelé aconselhou o jogador a permanecer no Santos. "Se forem mesmo os oito milhões de euros que o FC Porto tenha oferecido, acho pouco para o futebol de Ganso. O conselho que eu lhe daria seria que continue no Santos, assim como fez o Neymar", declarou Pelé numa visita às obras do memorial que está a ser construído no Santos em sua homenagem.


in "ojogo.pt

Janko para esquecer Falcao

Janko, de 28 anos, é o ponta-de-lança eleito pelo FC Porto para tentar fazer esquecer Falcao. O ainda jogador do Twente chegou ao Porto ontem de manhã para efectuar os exames médicos, mas ainda não assinou contrato. Segundo a Imprensa holandesa, a contratação de Marc Janko estaria em suspenso porque o campeão nacional ainda apresentou ao Twente as garantias bancárias necessárias para concluir a transferência. O que, de facto, aconteceu, mas só por causa dos horários dos bancos englobados na operação é que a garantia não chegou a tempo. Hoje tudo será finalizado e o Janko terá pela frente um contrato de dois ou três anos e meio. O goleador custará cerca de sete milhões de euros. Para os cofres da SAD, foi bem mais acessível do que Jackson Martínez ou Teo Gutiérrez, duas das opções mais ventiladas neste Inverno.
Marc Janko é, então, o nome do tão desejado ponta-de-lança que o FC Porto encontrou a um dia apenas do fecho do mercado. Não é colombiano nem de qualquer outro país sul-americano e surge em Portugal com alguma surpresa, especialmente por contrariar o estereótipo portista em matéria de aquisições. Com 28 anos, dificilmente Janko poderá gerar mais-valias no futuro. Mas essa não era, de todo, a preocupação da SAD. A ideia era encontrar finalmente alguém capaz de fazer esquecer Falcao e de se afirmar no imediato. Kléber esteve longe de o conseguir. Será uma aposta de futuro, mas o presente pede golos e mais maturidade. E Janko tem, no plano teórico, tudo para o conseguir. Na carreira já fez mais de 100 golos só em jogos de campeonato.
Por ter jogado durante dois anos na Holanda, o austríaco dispensa um grande período de adaptação. Até porque, nesta fase, esperar dois ou três meses pela integração seria comprometer definitivamente as aspirações ao título.

Marc Janko

IDADE 28 anos (25/06/1983)
ALTURA 1,96 m
PESO 93 kg
POSIÇÃO Avançado
CLUBES Admira Wacker Modling, Red Bull Salzburgo e Twente

Seguido há mais de um ano pode estrear-se domingo

Apesar de o seu nome ter caído ontem com total surpresa, Janko não é uma paixão recente do FC Porto. O departamento de scouting dos dragões já o seguia há mais de um ano. Isso mesmo confirmou Rui Barros ao site blogolo. "Já o acompanhamos há mais de um ano. Tem sido muito procurado e não foi por acaso que o encontrámos", disse. "É diferente dos jogadores que temos e é mais um para ajudar. Era também um dos que estavam disponíveis", completou. Hoje, Janko será inscrito na Liga e estará disponível para ser opção já no Domingo, para a Taça da Liga. Não será de estranhar que registe a primeira convocatória.

Linz define-o como um avançado "poderoso"

Marc Janko falhou o Euro'2008 por ter sido preterido por ... Roland Linz. Esse mesmo, o avançado que jogou no Boavista e no Braga e, mais tarde, Jesualdo Ferreira chegou a querer no FC Porto. Na altura, o máximo que Janko conseguira foram 11 golos pelo Salzburgo. Mas, a partir dessa rejeição, tudo mudou, ao ponto de na época seguinte ter facturado 39 golos para o campeonato e regressado à equipa nacional, para fazer dupla com o próprio Linz. "Conheço-o bem. Jogámos juntos e sei que o FC Porto contratou um goleador. Janko é o típico número 9, ou seja, um jogador que só se sente bem na área, se possível muito perto da baliza", começa por dizer. "É nesse espaço que joga. Não lhe peçam outra coisa", vinca.
Janko "pode marcar muitos golos", garante Linz. E porquê? "Bem, ele tem qualidade para jogar e marcar em qualquer equipa, mas especialmente no FC Porto. É a melhor equipa de Portugal e tem jogadores muito criativos, que lhe podem oferecer muitos golos por época. Especialmente os extremos, pois o ponto forte de Janko é o jogo de cabeça", descreve.
Janko tem 1,96 metros. "E não é magro", atalha o colega. "É um avançado poderoso", vinca. "Não só pelo aspecto físico, mas porque realmente pode marcar muitos golos. É frio em frente à baliza e só lhe falta um pé direito melhor para ser completo. Mas atenção que não é tosco", avisa.
Servindo-se do seu próprio exemplo, Linz não tem dúvidas que a adaptação será bem sucedida. "Ele é sociável e responsável. Aliás, é o capitão da selecção austríaca", justifica. As partes vão dar-se bem. E ambas acertaram na escolha. "Especialmente Janko. O FC Porto é muito grande e lá tem todas as possibilidades de marcar muito", finaliza.

Um gigante da área que Co Adriaanse rentabilizou ao máximo

Com uma mãe que foi medalha de bronze no lançamento de dardo nas Olimpíadas de 1968 e um pai campeão austríaco de salto em altura, o filho, Janko, só podia seguir a mesma via desportiva. Foi no futebol que o avançado contratado pelo FC Porto conseguiu expressar os seus géneses e marcar golos, dando nas vistas até ser recrutado pelo Red Bull de Salzburgo. Em cinco épocas no clube austríaco, Janko apontou 75 golos em 108 jogos, a maioria com o pé esquerdo, mas também muito de cabeça. Afinal, mede 1,96 metros. A sua melhor temporada foi sob as ordens de Co Adriaanse, quando marcou 41 golos em 2008/09. Mudou-se, então para o Twente, da Holanda, que pagou 5 milhões de euros. Janko volta a reencontrar Co Adriaanse e fez 16 golos em 25 jogos. Esta época já marcou 10 golos.

in "ojogo.pt"

Reforços alimentam sonho

A derrota e péssima exibição do FC Porto em Barcelos desanimaram os adeptos, mas poucos atiram a toalha ao chão. O entusiasmo em torno do regresso de Lucho González é um sinal evidente do reforço moral injectado ontem, também com a contratação de Marc Janko. A resolução dos problemas no ataque é, para a maioria dos adeptos e para dois dos inquiridos, a chave para a voltar ao primeiro lugar. Cinco pontos não são irrecuperáveis, até porque ainda há um Benfica-FC Porto e a crença generalizada é de que os encarnados perderão mais alguns pontos. Ao FC Porto é, porém, pedido um resto de época imaculado e sem rasto dos erros de anteontem.
A falta de atitude e de motivação são os factores mais votados como responsáveis pelo desnorte da equipa contra o Gil Vicente. Mas, segundo a opinião dominante nos blogues e fóruns do universo portista, bem como das personalidades inquiridas por O JOGO, Vítor Pereira também tem largas responsabilidades na intermitência da época actual, com Champions e Taça de Portugal já perdidas e o campeonato como objectivo que já depende da prestação do Benfica. Álvaro Magalhães repetiu que o treinador não tem qualidade para o FC Porto e Miguel Guedes questiona algumas das suas opções, especialmente Maicon como defesa-direito, quando há um lateral recém-contratado por quase 18 milhões de euros. "O que começou por ser uma solução de recurso é agora uma aposta pessoal. Pare por favor. Está a fazer mal à equipa e ao próprio jogador", diz.
Além de Danilo, também Lucho González e Janko chegam para aumentar o rendimento da equipa. A forma física do argentino ainda suscita algumas dúvidas, mas ninguém recusa aplaudir a contratação. "Pode ser que ponha ordem no meio-campo", atirou Álvaro Magalhães.
Quanto a Janko, há duas ideias comuns: falta de conhecimento generalizado sobre o austríaco e esperança de que se imponha imediatamente no onze titular. Kléber tem, neste momento, uma imagem muito desgastada.

Números garantem empenho

Quem lê com atenção as estatísticas dos dois últimos jogos nem acredita que o FC Porto perdeu 3-1 em Barcelos e ganhou anteriormente ao V.Guimarães, numa das melhores exibições da temporada.
Os números nem sempre permitem fazer uma leitura correcta daquilo que os jogos foram e este é um caso evidente. Mas dizem que o FC Porto empenhou-se a fundo para ganhar. Se houve algo que faltou foi qualidade e imaginação. Não suor nem vontade de fazer as coisas melhores.
Esta semana, por exemplo, o FC Porto teve mais bola do que contra o V.Guimarães. Tocou-a 671 vezes, contra 547 com o V.Guimarães. Foi igualmente acertado (78%) no passe e só perdeu mais 11 bolas directamente para o adversário: 116 contra 105. Pelo contrário, recuperou mais quatro: 75 contra 71. Nos itens relativos ao ataque, também há supremacia neste último jogo: 31 contra 27 cruzamentos e 18 para 15 remates. Isto apesar de os portistas terem somando menos dois cantos.

Opinião

Manuel Serrão, Empresário

"Campeonato em aberto"

"Ainda não está decidido, o campeonato continua em aberto, está mais difícil, mas é possível. Ainda há a deslocação à Luz e além disso tenho a certeza que o Benfica não vai ganhar os jogos todos até ao fim. Mas é preciso rever algumas coisas, porque o FC Porto não pode jogar tão bem como contra o V. Guimarães e depois ter aquela atitude contra o Gil Vicente. Não esquecer a arbitragem, porque bastava não ter havido erros contra o Benfica e não terem prejudicado do FC Porto e poderíamos estar aqui a conversar de outra forma."

Álvaro Magalhães, Escritor

"Época para deitar fora"

"O campeonato já não me parece possível, não pelos cinco pontos de diferença, mas porque o Benfica é uma equipa consolidada e mais forte. Por isso é que digo que o campeonato foi à vida, como a Champions. É uma época para deitar fora. É inacreditável como planearam tão mal a época, com um ponta-de-lança que já se sabia que não servia e outro que chegou e que se desconhecia se ia vingar. Quanto aos reforços, não desaprovo o Lucho, pode ser venha pôr ordem no meio-campo. O ponta-de-lança não conheço, mas continuo a dizer que o técnico não tem pernas para o FC Porto."

Miguel Guedes, Cantor

Défice indisfarçável de motivação

O FC Porto ressuscitou alguns dos impiedosos sinais de Coimbra. A primeira parte foi miserável. Parece que a equipa precisa constantemente de ser lembrada que pode ganhar um campeonato. Há um défice indisfarçável de motivação. O FC Porto ainda não está afastado do título, mas não pode cometer mais erros. É insustentável que os adeptos não percebam se a equipa não está com o treinador ou o treinador não está com a equipa. Lucho entusiasma qualquer portista. Quanto ao Janko, só acho que não adianta um ponta-de-lança se não for para pegar já de estaca.

in "ojogo.pt"

«Há um problema: não dá para marcar de cabeça»

Há mais de três décadas, o Gijón gastou 60 mil contos num jovem de 23 anos que, algumas épocas volvidas, viria a sagrar-se melhor marcador da Europa por duas vezes. Gomes já não faz do golo um ofício, mas nem por isso retira emotividade ao reencontro.


A promoção que o clube tem feito do campeonato apresenta esta equipa como "FC Porto Vintage". É verdadeira a máxima "quanto mais velho melhor"?

Eu sinto-me bem, em espírito e em termos físicos. Treino com regularidade e tenho uma vida regrada, mas esse é um rótulo para outros colarem. Só posso dizer que me sinto bem.

O primeiro jogo é contra o Gijón, único clube pelo qual jogou fora de Portugal. Que guarda dessa experiência?

É um jogo de recordações para mim. Sou do FC Porto desde pequenino, Gijón foi uma cidade por onde passei muito jovem e onde tive a pior lesão da minha carreira. Foi lá que aprendi a sofrer e a ultrapassar dificuldades que me tornaram mais forte quando regressei ao FC Porto.

Na altura em que saiu [1980] não era frequente ver portugueses no estrangeiro. Como lidou com isso, com os 60 mil contos que custou e com a necessidade de substituir um histórico como Quini [comprado pelo Barcelona]?

Era um jogador emblemático, de facto. Eu era jovem, levei a coisa com outro à-vontade. Não pensava nas responsabilidades que tinha, apesar de ter custado 60 mil contos, o que na altura era bom dinheiro. De qualquer forma, o Gijón era, é e será sempre um clube inferior ao FC Porto na sua dimensão. Senti isso, mas marquei 5 golos num dos primeiros jogos e depois lesionei-me e tive de parar um ano, mas quando voltei fui o melhor marcador da equipa e cheguei à final da Taça do Rei. Enfim, foi bom e foi importante.

Mantém a ligação com o clube?

Volto lá várias vezes. Estive lá há dois anos, o presidente de agora [Manuel Vega-Arango] é o mesmo que me veio buscar ao FC Porto e tenho uma óptima relação com ele, muito próxima. Foi alguém que me apoiou e acarinhou, foram dois anos lá e tenho história no clube.

Todos falam de si como o "bibota". Acha que os adeptos vão estranhar se não for o melhor marcador deste campeonato?

Se calhar estranham, as pessoas olham para mim hoje e pensam no ontem. É difícil, mas vou ver se consigo um golito ou outro. Sem demagogia, o importante é que a equipa ganhe, sempre pensei colectivo e até nestes jogos isso é o mais importante. Se der para alguém fazer uma jogada bonita, tento melhor.

Está em forma para fazer trabalho defensivo ou a sua missão será exclusivamente a de marcar golos?

A minha condição já não me permite grandes veleidades, mas em campo a vontade pode superar as limitações. Não me quero comparar a quem tem menos 10 anos do que eu, vou apenas procurar não os deixar ficar mal. Se a bola aparecer por lá, é normal que tenha sucesso, mas até os melhores falham.

Estão várias glórias nesta equipa, mas se pudesse acrescentar alguém, quem seria?

É difícil, este é um jogo diferente, não tem nada que ver com futebol e há um problema que é não poder marcar golos de cabeça. Não prometo. Dos que jogaram comigo, gostava de ver Cubillas, Oliveira, Futre, Madjer... Não me faltariam nomes. O FC Porto teve duas gerações extraordinárias. Uma foi a que ganhou o campeonato depois de 19 anos e que foi bicampeã; e mais tarde a que fez as finais europeias de 1984 e 87. São gerações que marcam a história deste clube de forma extraordinária e que assentam em duas figuras maiores: o presidente Pinto da Costa e o senhor José Maria Pedroto. Por justiça, devo dizer, porém, que o FC Porto não existe só depois de 1970, porque conheço a história que o meu pai me contou de treinadores e jogadores fantásticos. Do que ouço, adorava ter jogado com Hernâni, um organizador de jogo, Carlos Duarte, um ala, ou Nóbrega, um ala esquerda que cruzava muito bem.

"Kléber é questão de tempo"

Imaginando que este campeonato lhe corre muito bem, há alguma hipótese de ainda fazer uma perninha na equipa de futebol?

Não. Mau era, porque eu seria muito pior do que qualquer um deles.

Mas como especialista, não acha que falta um goleador ao FC Porto?

Há vários factores que levam a esta especulação. Depois do Falcao, a responsabilidade seria enorme para quem quer que chegasse a seguir. O Kléber é um jovem com potencial, já o demonstrou no Marítimo e já o confirmou aqui. Sentiu, de facto, a responsabilidade num ou noutro jogo, é possível que tenha bloqueado um pouco a sua acção. A equipa, sobretudo no início, nem sempre teve as rotinas necessárias para um ponta-de-lança ter maior rendimento na área, mas para mim é tudo uma questão de tempo. Kléber está a iniciar o seu percurso a este nível, não se lhe pode exigir mais.

Vida dupla mas com marca do Dragão

A história de Fernando Gomes é a história do eterno retorno. Sempre o FC Porto. Há já alguns anos na estrutura da SAD, o antigo avançado tem hoje duas funções. Ligado ao departamento de scouting, avalia jogadores que possam interessar para o reforço da equipa de futebol. É uma actividade que lhe ocupa o dia-a-dia, mas que não o inibe de desempenhar uma função complementar no departamento de Relações Externas. Gomes representa o clube em sorteios e na visita a casas, dando a cara pelo FC Porto. Com 55 anos, diz estar bem consigo próprio e "entre amigos" na sua casa de sempre. A Liga Fertibéria é apenas um passatempo.

Fernando Gomes

IDADE 55 anos
CARREIRA NO FC PORTO 
De 1974 a 1980; De 1982 a 1989
NÚMEROS NO CAMPEONATO
342 jogos; 318 golos
TÍTULOS
1 Taça Intercontinental, 1 Taça dos Campeões, 1 Supertaça Europeia, 5 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal,
2 Supertaças Nacionais; 2 Botas de Ouro, 6 vezes melhor marcador

in "ojogo.pt"

Pinto da Costa volta a ganhar no Apito Final

O Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa (TACL) considerou "inexistente" a continuação da reunião do Conselho de Justiça (CJ) da Federação em que foi decidido não dar procedência aos recursos do presidente do FC Porto, do Boavista e do árbitro Jacinto Paixão no caso "Apito Final". A sentença, divulgada pela agência Lusa, dá razão a Pinto da Costa e a Jacinto Paixão na sua contestação à continuidade e às posteriores decisões da reunião do CJ, que prosseguiu à revelia do seu presidente, a 4 de Julho de 2008.
Foi com base nessas decisões, agora consideradas inexistentes, que a Federação Portuguesa de Futebol decidiu, a 28 de Julho de 2008 e com base num parecer do jurista Freitas do Amaral, penalizar o FC Porto em seis pontos e despromover de divisão o Boavista, assim como suspender por dois anos Pinto da Costa, ratificando as decisões da Comissão Disciplinar (CD) da Liga de Clubes.
A acta da reunião do CJ considerou improcedentes os recursos contra a decisão da CD interpostos por Pinto da Costa, pelo Boavista e pelos árbitros dos jogos do Estrela da Amadora e Vitória de Setúbal com os portistas na época 2007/08, Jacinto Paixão e Augusto Duarte, respectivamente. O tribunal declara "a eficácia das decisões" do então presidente do Conselho de Justiça, Gonçalves Pereira, "e a legalidade da decisão de encerramento da reunião".
Num segundo ponto, considera "inexistente a pretensa decisão de 'continuação' da mesma reunião", proferida pelos vogais do CJ, os conselheiros Francisco Mendes da Silva, Álvaro Baptista, Eduardo Santos Pereira, João Abreu e José Salema dos Reis. Considera, assim, "inexistentes as deliberações por estes tomadas depois do encerramento da reunião", que se referem à não procedência dos recursos, considerando ainda "sem efeito a pretensa acta da continuação daquela reunião".
Em termos práticos, esta decisão - a segunda favorável ao presidente do FC Porto no âmbito dos recursos motivados pelo processo "Apito Final" - considera que Gonçalves Pereira, então presidente do CJ, tinha competência para terminar a referida reunião - como fez - sem analisar os recursos referidos. Na prática, segundo a Lusa, se esta sentença transitasse já em julgado, o actual CJ da FPF teria de apreciar de novo os recursos de Pinto da Costa, do Boavista e dos árbitros visados.

in "ojogo.pt"

Lucho voltou a casa

Lucho, que ontem à noite foi recebido em apoteose por meia centena de adeptos presentes no aeroporto, deve assinar um contrato com o FC Porto válido por duas épocas e meia (que poderá ser prolongado caso El Comandante, 31 anos, seja convidado para assumir outras funções no clube quando terminar a carreira). Realizados os exames médicos marcados para hoje, o médio poderá até estrear-se já domingo com o Setúbal.
Para este regresso, El Comandante terá aceite receber menos de metade dos publicitados 400 mil euros mensais que auferia em Marselha, condição para concretizar o desejo de voltar a vestir a camisola azul e branca, dois anos e meio depois de ter saído para França, então a troco de 18 milhões de euros. O FC Porto, segundo a comunicação social francesa, pagará ao Marselha cerca de 3,5 milhões de euros.
Foi um regresso emocional. Lucho foi recebido com cânticos e aplausos, e com muitas fotos tiradas com os telemóveis das dezenas de adeptos que nem o frio demoveu de verem com os próprios olhos o regresso do antigo capitão. Mal foi perceptível no aeroporto que chegara o carro do FC Porto, com Rui Carvalho, team-manager do clube, a agitação começou a fazer-se sentir. Pouco depois, Lucho surgia pela porta VIP do aeroporto, acompanhado pela esposa (Andreia) e com o filho (Matteo) ao colo, não escondendo a satisfação quando ouviu os cânticos que o saudaram, erguendo o polegar e acenando. Mal o carro arrancou, foi cercado pelos adeptos entusiasmados.
Antes de toda esta emoção, o dia de Lucho até começara igual a muitos outros em Marselha, com o argentino a dirigir-se ao complexo de treinos de "La Comanderie" para trabalho de recuperação no ginásio, depois de no dia anterior ter jogado, no que foi a última vez, com a camisola do OM contra o Rennes. Por essa altura, ainda faltava acertar alguns pormenores antes de Vincent Labrune, presidente do Marselha, confirmar aos microfones da rádio RMC que o acordo tinha finalmente sido alcançado, ao início da tarde. "Com a saída de Lucho poupamos cerca de 2 milhões de euros em ordenados até ao final do contrato", esclareceu o dirigente.
Ainda nas instalações do Marselha, o argentino despediu-se dos companheiros, perdendo mais tempo com os que lhe eram mais chegados no clube, não contendo uma certa emoção à mistura. Deschamps, técnico do Marselha, nunca admitiu perder um jogador com a influência de El Comandante, mas viu-se obrigado a ceder perante as dificuldades financeiras que o clube atravessa. Apesar da insistência de O JOGO, José Anigo, director-desportivo do clube, não aceitou fazer qualquer comentário sobre o regresso do médio ao FC Porto.

Rui Barros não duvida de que ele fará a diferença

Rui Barros fez a ponte entre França e Portugal no dia do regresso de Lucho ao FC Porto. "Trata-se de um jogador importantíssimo para o clube, por tudo aquilo que ele representa. As portas estavam abertas para o regresso e é um prazer que isso se tenha confirmado", declarou Rui Barros à Imprensa francesa, ele que fez um percurso semelhante na sua carreira, deixando o Marselha para voltar para o FC Porto. "É como se nunca tivéssemos saído", frisou. Agora com Lucho na equipa, Rui Barros acredita que o argentino pode voltar a ser uma referência: "Ele vem com vontade de provar que ainda está no topo. O FC Porto é um clube de vencedores e ninguém vem para aqui para relaxar. Ele traz o orgulho, a paixão e uma enorme vontade", concluiu.

El Comandante é opção para a Liga Europa

Só um dos dois reforços poderá ser opção para os jogos com o Manchester City, da Liga Europa. O regulamento diz que os clubes podem inscrever jogadores que já jogaram, no mesmo ano, nas provas europeias, desde que não tenham jogado na mesma competição ou que o clube antigo não esteja na mesma prova. Por isso, Lucho pode ser inscrito porque actuou numa prova diferente, a Liga dos Campeões, com a camisola do Marselha. Já o avançado Janko, foi usado em quatro jogos da Liga Europa pelo Twente e, como tal, não será alternativa a Kléber. O FC Porto tem até à meia-noite de amanhã para enviar a lista definitiva de jogadores para as próximas eliminatórias da Liga Europa, podendo trocar três jogadores. Danilo e Lucho entrarão nas vagas de Fucile e Belluschi ou Guarín.

in "ojogo.pt"

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Oliveira Janeiro: «Janko é um pinheiro»

"SCOUTER" DESTACA JOGO AÉREO DO AUSTRÍACO



João Oliveira Janeiro, olheiro português especializado no futebol da Europa Central, acredita que Janko, o novo reforço do FC Porto, poderá trazer aos dragões maior poder de fogo no jogo aéreo, embora frise que o internacional austríaco está longe de se assemelhar a Radamel Falcão, denotando mesmo algumas carências técnicas.
"Falcão é mobilidade, Janko é um fixo. Trata-se de um jogador de grande estatura, forte físicamente e muito bom de cabeça. Tem limitações técnicas, não é, por exemplo, como Cardozo, que tem um bom pé e marca livres. Mas é um jogador que pode ser útil ao FC Porto, porque joga muito bem de cabeça", disse Oliveira Janeiro, utilizando a célebre expressão de Paulo Sérgio para caracterizar Janko: "É um pinheiro e essa faceta pode fazer a diferença num clube como o FC Porto."
in "record.pt"

Guarín: «Estou contente por ser jogador do Inter»

COLOMBIANO EM ITÁLIA



Guarín mostrou grande felicidade na chegada à Itália. "Estou contente por ser novo jogador do Inter Milão e estou à espera de amanhã para exteriorizar toda a minha felicidade", disse.
O médio colombiano vai fazer terça-feira testes médicos e assinar o contrato.
in "record.pt"

Belluschi: «Feliz por estar no Génova»

ARGENTINO ESTÁ DE SAÍDA DO DRAGÃO



O médio Fernando Belluschi está a um pequeno passo de se tornar oficialmente reforço do Génova. O argentino, de 28 anos, revelou sentir-se feliz pela mudança para Itália.
"Estou feliz por estar aqui", revelou o médio argentino, que será colega de Miguel Veloso, em declarações ao Primocanale Sport.
Sobre a oportunidade de jogar ao lado do compatriota Rodrigo Palacio, Belluschi mostrou-se satisfeito. "Ainda não falei com ele, mas é um grande jogador, e fico feliz por encontrá-lo aqui no Génova", concluiu.
in "record.pt"

Marselha confirma saída de Lucho

A TÍTULO DEFINITIVO



O Marselha comunicou, no site oficial, o princípio de acordo com o FC Porto respeitante à transferência de Lucho. O argentino deixa o clube francês a título definitivo.
"A transferência será oficializada nas próximas horas", pode ler-se.
in "record.pt"

Lucho já está no Porto

INFORMA O "L'EQUIPE"



Segundo informa esta segunda-feira o diário francês "L'Equipe", Lucho González já está no Porto a ultimar os pormenores da sua transferência para os dragões.
A mesma fonte revela que o argentino embarcou por volta das 12 horas portuguesas e que ainda esta segunda-feira deverá realizar os habituais exames médicos.
Contudo, ainda não existe total acordo entre os dois emblemas, faltando ainda definir o valor recebido pela turma de Didier Deschamps, assim como a fatia salarial que os portistas vão ter de suportar.
in "record.pt"

Lucho no Porto a título definitivo

Bola Branca apurou que não é 97%, 98% ou 99%. Lucho é 100% jogador do FC Porto. O argentino rescinde com o Marselha.


Bola Branca garante a 100% que Lucho Gonzalez é jogador do FC Porto. “El Comandante” está de regresso ao Dragão a título definitivo e não por empréstimo, como vinha sendo avançado pela imprensa francesa.

O negócio só foi possível devido à vontade demonstrada pelas partes, à insistência de Lucho para deixar Marselha e à disponibilidade do médio para cortar substancialmente o ordenado que auferia em França. 

Lucho recebia por mês cerca de 400 mil euros, valor incomportável para a realidade nacional, mas o interesse do argentino em voltar à sua primeira casa na Europa colocou a vertente financeira em segundo plano. 

Aos 31 anos, celebrados há 11 dias, Luís Óscar Gonzalez - Lucho - está de regresso ao Porto. Deixou o Dragão há dois anos e meio, por 24 milhões de euros. 

Foi campeão francês pelo Marselha na primeira época. Continuou como indispensável na segunda, mas esta temporada, apesar de manter posição de destaque na equipa de Deschamps, manifestou, em várias ocasiões, interesse em sair.

Arsenal, Everton, Roma e Olympiakos surgiram como pretendentes, mas Lucho preferiu um amor antigo e regressa, a título definitivo, ao Porto.



in "rr.pt"

Augusto Inácio: «Derrota foi uma grande pancada»

DRAGÕES DÃO UM PASSO ATRÁS



A derrota do FC Porto diante do Gil Vicente no domingo não afasta os dragões da corrida ao título. Quem o diz é Augusto Inácio que, à Antena 1, analisou o atual momento dos campeões nacionais.
"Faltam muitos jogos ainda, mas foi uma derrota inesperada. Deixa uma margem folgada para o Benfica gerir com uma certa confiança para o futuro. A derrota é uma grande pancada nas ambições e aspirações no campeonato. Não está afastado do título, mas deu um passo atrás", afirmou o atual treinador do Vaslui.
in "record.pt"

Janko confirmado no dragão

PONTA-DE-LANÇA PROVENIENTE DO TWENTE



Marc Janko vai mesmo ser jogador do FC Porto, de acordo com dados apurados por Record, na manhã desta segunda-feira.
Recorde-se que o site do jornal holandês "Telegraaf" tinha avançado também hoje com a possibilidade do ponta-de-lança austríaco do Twente reforçar os dragões, 
in "record.pt"

Guarín está a caminho do Inter

MÉDIO É ESPERADO EM ITÁLIA



O jornal italiano "La Gazzetta dello Sport" avança na manhã desta segunda-feira que a transferência de Fredy Guarín para o Inter Milão está iminente.
De acordo com o relato, a que se juntam os de outros de vários órgãos de comunicação italianos, o processo negocial entre o FC Porto e o clube presidido por Massimo Morattiacelerou na noite de domingo e madrugada de segunda-feira, com as partes a chegaram a um acordo com contornos diferentes dos que tinham vindo a ser especulados.
Assim, o médio colombiano sairá por empréstimo até final da temporada, com os portistas a encaixarem de imediato por 1,5 milhões.
Em junho, os italianos podem acionar o direito de opção entregando mais 11 milhões. Ou seja,não estão obrigados a ficar com Guarín no final do empréstimo.
O jogador é esperado em Itália nas próximas horas para assinar contrato.
in "record.pt"

Belluschi no Génova ainda está suspenso

O empréstimo de Belluschi ao Génova não foi ainda assumido por Enrico Preziosi, presidente do emblema italiano. "Belluschi será decidido esta noite [ontem]", declarou, travando assim as notícias dos últimos dias que apontavam o médio argentino como estando certo no plantel do Génova. Na cabeça de Preziosi pesa ainda a possibilidade de vir a optar por Pazienza, médio da Juventus. "Um dos dois virá. Belluschi é mais jovem e mais útil, mas Pazienza é italiano e já temos estrangeiros no plantel", justificou.
O acordo entre as partes era total, mas os factos do fim-de-semana levantaram dúvidas para esclarecer de vez ainda hoje.

in "ojogo.pt"

Puxão de orelhas de Pinto da Costa

A derrota deixou marcas e Pinto da Costa voltou a ir ao balneário no final do encontro, à imagem daquilo que sucedera em Coimbra, em Novembro. A equipa voltou a dar uma imagem pálida do seu valor e o presidente portista foi dar um puxão de orelhas aos jododores. Depois de "uma exibição desastrosa de uma equipa que não mostrou vontade de ganhar títulos", conforme Vítor Pereira disse no final, Pinto da Costa voltou a fazer uma chamada de atenção.


in "ojogo.pt"

Helton deu braçadeira

Rolando foi, pela primeira vez, capitão de equipa com Helton em campo. O guarda-redes não foi despromovido na hierarquia e, no balneário, mantém o seu estatuto intocável. O que aconteceu, ao que O JOGO apurou, é que terá sido o próprio Helton a "oferecer" a braçadeira ao colega. Isto porque é permitido aos árbitros admoestarem os guarda-redes quando estes saem da grande área para reclamar qualquer decisão e o brasileiro quis proteger-se. A nomeação de Bruno Paixão também terá pesado na decisão.


in "ojogo.pt"

Vítor Pereira: "Encomendem faixas para a outra equipa"

Depois da primeira derrota no campeonato, Vítor Pereira estava desolado. O treinador do FC Porto não quis falar durante muito tempo, mas proferiu algumas afirmações fortes e sempre num tom exaltado, tecendo críticas à sua equipa e, principalmente, ao trabalho da equipa de arbitragem chefiada por Bruno Paixão.
"Esta derrota resume-se facilmente. A nossa primeira parte foi horrível, demonstrámos uma apatia que não é própria de quem quer revalidar o título de campeão nacional. Fomos penalizados por essa apatia, porque realmente não existimos. Na segunda parte, quisemos mas já estávamos a perder e levámos com o terceiro golo logo no início. Depois reagimos, mas muito com o coração e de forma desorganizada. Houve demérito nosso. Aqui, era fundamental sermos agressivos, mas uma vez mais não o fomos", analisou o técnico, passando ao ataque no capítulo da arbitragem, por iniciativa própria. "Há que dizer uma coisa: a arbitragem foi vergonhosa. Se quiserem levar a outra equipa ao colo que a levem, se quiserem encomendar as faixas de campeão também podem fazê-lo", afirmou, reforçando o ponto de vista com um "resumo": "A nossa equipa má, Gil Vicente digno e a arbitragem vergonhosa".
Mais tarde, Vítor Pereira enumerou alguns lances em que entende que a sua equipa foi prejudicada pelas decisões tomadas pelo trio liderado por Bruno Paixão. "Uma arbitragem que não vê dois penáltis, que transforma um fora-de-jogo num lance que dá penálti contra nós, ainda esteve pior do que a minha equipa", soltou o treinador dos dragões, que concluiu o seu rescaldo à partida da seguinte forma. "A única equipa que merece os parabéns é o Gil Vicente", referiu Vítor Pereira, ele que ontem sofreu a sua primeira derrota no campeonato e que por isso não conseguiu igualar o recorde de invencibilidade do Benfica, fixado em 56 jogos e alcançado entre 1976 e 1978. Esta derrota deixa os dragões com cinco pontos de atraso em relação ao líder Benfica.

Varela

"Obrigação de fazer melhor"

Varela foi o único jogador do FC Porto que reagiu à derrota em Barcelos. O extremo, que marcou o único golo dos dragões, reconheceu que os jogadores ficaram "tristes", mas prometeu que vão "continuar a trabalhar e fazer melhor". "O Gil Vicente é uma equipa complicada. Tínhamos obrigação de fazer melhor. Vamos analisar o que se passou e fazer o que temos de fazer", prosseguiu, recusando baixar os braços na luta do título. "Ainda faltam muitos jogos, muito campeonato, e de certeza que vamos dar a volta a isto", disse à Sport TV.

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Erros prejudicam dragões

Apenas num dos lances mais polémicos é que há unanimidade na análise dos nossos especialistas: todos entendem que há fora-de-jogo na jogada que precedeu o penálti a favor do Gil Vicente. Sobre dois alegados penáltis que ficaram por marcar contra a equipa de Barcelos, no de Daniel sobre Defour apenas Pedro Henriques entende que não houve nada e, no de Adriano sobre Kléber, é Jorge Coroado que defende ter sido correcta a decisão do árbitro.


Momento mais complicado

23' Ficou por assinalar uma grande penalidade por falta de Daniel sobre Defour?

Jorge Coroado

-
Óbvio que sim. Daniel, sem necessidade, rodou o braço esquerdo para trás e a altura despropositada para evitar a progressão de Defour. Atingiu-o na face e contribuiu para a sua queda. Impunha-se grande penalidade e cartão amarelo por comportamento antidesportivo.

Pedro Henriques

+
Daniel, ao rodar sobre si próprio e tendo a posição definida e ganha, toca com o braço em Defour. Parece um contacto natural e sem infracção que acontece em função do movimento de ambos os jogadores na procura da bola.

Paulo Paraty

-
Daniel, na sua rotação, abre o braço esquerdo, atinge a face de Defour e impede-o de disputar a bola. É um lance difícil de avaliar pela sua velocidade, mas justificava punição através de uma grande penalidade.


Outros casos

15' Há mesmo falta de Souza sobre Rodrigo Galo no livre que dá origem ao 1-0?
20' Mão na bola ou bola na mão de Otamendi na sua área? Era grande penalidade?
45' Pedro Moreira está em fora-de-jogo antes do lance que dá origem ao penálti?
45' Bem assinalada a grande penalidade por braço na bola de Otamendi?
49' Havia penálti por falta de Adriano sobre Kléber?

Jorge Coroado

+
Ambos levantaram os pés em jogo perigoso. Souza fê-lo ligeiramente mais cedo, justificando a punição de que foi alvo. Livre indirecto bem assinalado.
+
Bola na mão: pontapé muito próximo, Otamendi encostou o braço ao ventre em gesto de protecção. Considerar passível de penálti é absoluta estultícia.
-
Estava e não era pouco, mas o assistente António Godinho estava bem pior colocado, por isso não viu e não assinalou. E dão insígnias a esta gente...
+
Otamendi foi objectivo no gesto efectuado, alargando o movimento com o braço direito e travando a trajectória da bola.
+
Foi bem visível Kléber a movimentar o pé esquerdo na procura de contacto com o guarda-redes. A haver infracção, seria do portista por simulação.

Pedro Henriques

-
Souza e Rodrigo Galo disputam a bola de igual forma, ambos com os pés levantados, não havendo por isso motivo para infracção alguma.
+
O remate é de muito perto, de forma inesperada. Otamendi tem o braço esquerdo numa posição normal, e é a bola que lhe vai bater. Acção não deliberada.
-
Pedro Moreira, quando recebe o passe do seu colega, está adiantado em relação ao penúltimo adversário. Estava por isso em fora-de-jogo.
+
Otamendi, de forma deliberada e ostensiva, com o braço direito, toca na bola. Uma grande penalidade correctamente assinalada por indicação do assistente.
-
Um lance de televisão, mas com acesso à repetição vê-se que Adriano sai da baliza e, em tackle deslizante e fora de tempo, derruba Kléber.

Paulo Paraty

+
Souza pratica jogo perigoso, e Bruno Paixão pune-o com livre indirecto. Poder-se-á discutir se Rodrigo Galo age em protecção ou tem uma acção análoga.
+
É uma bola chutada de muito próximo que terá batido no braço ou no ventre de Otamendi, que estavam encostados. Seria sempre uma acção (legal) de protecção.
-
A imagem parada da TV mostra-nos Pedro Moreira adiantado em relação à linha de fora-de-jogo no momento do passe. Lance difícil para o assistente por ser muito próximo de si.
+
Otamendi, no seu salto, roda o corpo e joga a bola com o cotovelo, obstruindo a sua passagem. Grande penalidade e cartão amarelo correctos.
-
Equipa de arbitragem com dúvidas sobre se a bola estaria no terreno de jogo. O que é facto é que Adriano não joga a bola e rasteira Kléber.


Apreciação global

Jorge Coroado

Em jogo com algumas complicações, por culpa própria ou de terceiros, não saiu da irregularidade que lhe é conhecida. Falhou técnica e disciplinarmente.

Pedro Henriques

Entre muitas e boas tomadas de decisão da equipa de arbitragem, houve algumas importantes, influentes e decisivas menos bem conseguidas.

Paulo Paraty

Um jogo com muitos lances complicados e decisivos. Algumas decisões incorrectas demonstram que o trabalho final terá saído aquém do planeado.

O FC Porto um a um

Helton 4
Mal batido no primeiro golo, ao ficar a meio caminho entre a baliza e Cláudio. Não teve culpa nos seguintes, mas a verdade é que o Gil fez três golos noutros tantos remates...

Maicon 6
O único que conseguiu 90 minutos equilibrados. Subiu de forma ponderada e chegou a ser perigoso num remate de meia distância aos 27'. Defensivamente foi rigoroso e só o seu lado não foi violado.

Rolando 3
Batido no ar no primeiro golo do Gil e destroçado pelo chão no último. A um central de topo não fica bem ser ludibriado de forma fácil por um médio que até não é um velocista.

Otamendi 3
Sem pernas para Hugo Vieira, deveria ter moderado o risco de jogar na antecipação. Partilha responsabilidades no primeiro golo e, como se não bastasse, fez o penálti que daria o 2-0. Com o braço, já tinha arriscado uma vez...

Álvaro Pereira 4
Tão empreendedor como trapalhão. Faltou-lhe destreza técnica para cruzar com mais precisão e agilidade mental para fugir das zonas obstruídas. Lento na recuperação, ficou a ver André Cunha progredir para o último golo do Gil.

Souza 3
Outro dos que, no ar, não conseguiram evitar o primeiro golo. Nem esteve mal no desarme, mas a um trinco moderno exige-se ritmo e verticalidade.

João Moutinho 5
As suas boas intenções esbarraram na inépcia dos colegas da frente. Foi dos que mais bola tiveram e o único do miolo que, na primeira parte, conseguiu pôr alguma ordem no jogo.

Defour 4
Bem a passar e a fechar, mas também sem ponta de rasgo para conferir profundidade à equipa ou encontrar espaços para os avançados jogarem.

Varela 5
Fez um jogo em crescendo. Apanhado na apatia colectiva do primeiro tempo, soltou-se das amarras na última meia hora e canalizou alguns lances pelo lado direito. Excelente golo com o pior pé e mais tarde um cruzamento perfeito para Kléber. Faltaram mais assim...

Kléber 4
Mais um jogo fraquinho e com uma falta de confiança que dá pena, especialmente a jogar de costas. Mas não podemos castigar mais quem só aos 90' foi devidamente solicitado para um bom cabeceamento.
James Rodríguez 3
Eclipse total do prodígio colombiano, que pareceu triste e desligado do jogo. Nunca arriscou no 1x1, cruzou pouco e mostrou que não tem velocidade para jogar colado à linha.

Belluschi 6
Revolucionou a equipa, mas não o resultado, pois apenas uma andorinha não faz a Primavera. Se está de saída, disfarçou bem, com sentido de responsabilidade e toda a alma ao serviço do colectivo. Serviu-se da técnica e irreverência habituais para conferir dinâmica à equipa. Excelente assistência para golo e, mais tarde, para Danilo desperdiçar.

Danilo 4
Entrou com vontade, mas falta-lhe entrosamento para render mais.

Rodríguez 3
Uma arrancada mal concluída. Sem tempo para mais.

in "ojogo.pt"

Nem sequer foi galo, foi um desastre

Surpresa? Só para quem não viu e ainda não leu esta crónica. O FC Porto perdeu, e bem, em Barcelos, atrasando-se na luta pelo título. Dirão os adeptos portistas com melhor estômago para digerir este resultado que ainda falta muito campeonato, só que o principal problema é que a exibição de ontem foi ainda pior do que o 3-1. O Gil Vicente foi muito eficaz - quatro remates, três golos -, mas, acima de tudo, uma equipa tranquila e bem posicionada no terreno. Hugo Vieira foi um quebra-cabeças para a defesa portista, o meio-campo soube circular a bola e a defesa nunca perdeu a tranquilidade por mais homens que o FC Porto lá colocasse.
Sem Fernando e Hulk, Vítor Pereira - que se queixou da arbitragem de Bruno Paixão - apresentou a equipa que se esperava, mas o FC Porto fez uma primeira parte assustadoramente má. Péssima, horrível, sem ideias, com passes errados em catadupa e uma apatia inacreditável. Adriano não sujou sequer as luvas nesse período e os dragões já sabiam que tinham de vencer para manter a distância para o Benfica. Só que para ganhar é preciso, pelo menos, tentar acertar na baliza contrária e as três tentativas saíram todas por cima. Faltou ambição, agressividade e atitude ao campeão nacional. James não pegou no jogo, Varela andava perdido e, desta vez, nem Álvaro Pereira acrescentou profundidade. As insistências pelo centro do terreno acabavam quase todas da mesma forma: num passe errado.
Paulo Alves repetiu o onze que deixou uma excelente impressão no Estádio da Luz e teceu uma teia da qual o FC Porto foi incapaz de se libertar. Ainda que na altura não o merecessem, os gilistas adiantaram-se no marcador, na sequência de um livre indirecto. Os portistas falharam na marcação e Cláudio bateu Helton. A bola continuou a ser muito maltratada até perto do intervalo, quando os homens da casa se adiantaram, através de uma grande penalidade.
Antes disso, muito antes disso, já Vítor Pereira andava à volta com os seus apontamentos, tentando perceber o que se passava e o que podia fazer. Mandou Danilo e Belluschi para o aquecimento e continuava a ver a equipa a falhar passes a um ritmo alucinante. Percebia-se o drama do treinador portista. O mercado está a fechar e ainda não chegou qualquer avançado. Ainda por cima, Hulk não recuperou a tempo e por mais vezes que olhasse para o lado, para o banco, não tinha um trunfo na manga. Homens de área, só o júnior Vion, chamado para fazer número, e dois extremos: um que raramente é opção (Iturbe) e outro que regressava de lesão (Rodríguez). A culpa da péssima primeira parte, porém, não pode ser atribuída a Kléber. Nenhum ponta-de-lança no mundo consegue marcar se a bola não lhe chegar. E ontem, não lhe chegou.
E o que fez Vítor Pereira? Alterou o sistema, jogou apenas com três defesas e tentou aproximar-se mais da área. Danilo entrou para o lado direito do meio-campo e Belluschi para perto do tridente mais adiantado. Houve mais querer, é certo, mas foi tudo sempre feito em esforço. A retaguarda ficou entregue a Maicon, Rolando e Álvaro Pereira, no entanto este não resisitiu à tentação de ir até ao ataque. O Gil Vicente aproveitou a auto-estrada por esse lado e chegou ao terceiro golo. Assunto praticamente encerrado.
De orgulho ferido, o FC Porto tentou acordar do pesadelo. Rematou 12 vezes, quase sempre de longe e por Belluschi - o melhor da equipa e que se diz estar de saída -, mas só fez um golo, a 13 minutos do fim, na única falha de marcação dos homens da casa.
Conclusão: o Benfica mantém o estatuto de recordista de invencibilidade no campeonato porque ao fim de 56 jogos, o FC Porto voltou a sofrer três golos e a perder. E o título começa a escapar na A1.

in "ojogo.pt"

.