terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

RÊS DRAGÕES NA EQUIPA DA SEMANA

O FC Porto Vitalis colocou três jogadores na equipa da 21.ª jornada do campeonato de Andebol 1. Dario Andrade, Tiago Rocha e Gilberto Duarte, também líder do ranking global, estiveram em destaque no triunfo sobre o Sporting da Horta (43-31) e viram os seus méritos reconhecidos.

O ponta esquerda, que marcou seis golos em oito remates, obteve 6,3 pontos nesta ronda, enquanto Tiago Rocha (oito golos em 10 remates) somou 5,1. Gilberto Duarte foi mais longe e chegou aos 12,7 pontos, fruto de nove golos (sete deles da primeira linha, em que só falhou um remate), nove assistências e quatro acções defensivas.

Este registo contribuiu igualmente para o cimentar da liderança isolada no que diz respeito ao Prémio MVP. O lateral tem nesta altura 93,2 pontos no ranking mais importante da prova, no qual Pedro Spínola é 4.º classificado (67,75 pontos). Para além de integrar o sete da semana, Tiago Rocha é também o líder na tabela de marcadores de 2.ª linha, com 64 golos apontados e uma eficácia de 71,91%.

Hugo Laurentino mantém-se como o guarda-redes mais decisivo do campeonato, fruto de uma eficácia de 41,57%, equivalente a 244 remates defendidos.

in "fcp.pt"

Hulk: "Já tinham entregue as faixas ao Benfica..."

Hulk reconheceu ontem, na seleção brasileira, que não esperava chegar ao jogo da Luz em igualdade pontual, mas garantiu também que o clássico da próxima sexta-feira vai ser decisivo para as contas do campeonato. "Confesso que não contava chegar lá com os mesmos pontos... A verdade é que há três jornadas já estavam a dar as faixas de campeão ao Benfica. Mas, como sabemos, o futebol dá muitas voltas e hoje estamos em igualdade pontual. Agora, vai decidir-se tudo na sexta-feira", afirmou o avançado, que se fartou de medir o peso das palavras por saber que elas ganham um peso especial quando se trata de um clássico.
Por isso, o brasileiro falou também de Luisão. Desculpem, do "amigo Luisão", com quem tem partilhado bons momentos na seleção e se prepara agora para voltar a defrontar no tal "jogo decisivo". "Somos companheiros de profissão e bons amigos. Independentemente de sermos rivais nos clubes, a amizade é sempre a mesma, até porque o futebol é um desporto de união e não de violência. Quando começar o jogo, cada um defenderá as suas cores, mas aquilo que temos é uma rivalidade saudável. Dou-me muito bem com ele na seleção. No entanto, quando voltarmos a Portugal isso acabou [risos]. Na quarta-feira, já estaremos a pensar no clássico, que é muito importante para o campeonato. E eu espero chegar lá a fazer um grande jogo", afirmou.
Um grande jogo, para Hulk, significa quase sempre marcar pelo menos um golo, o mesmo golo que anda sem aparecer há sete jogos. "É verdade, é muito tempo. E já tenho saudades daquele gostinho especial que se sente na comemoração. Mas, para mim, o mais importante é ajudar a equipa e isso eu tenho feito. Tenho dado o máximo, corro sempre nos limites e até tenho feito algumas assistências", enumerou o avançado.
Frente ao Feirense, Hulk até teve uma grande oportunidade para regressar aos golos, mas acabaria por falhar uma grande penalidade, a terceira da época. Apesar disso, o brasileiro garante que vai continuar a assumir a responsabilidade do momento no futuro, nem que esse futuro seja próximo, ou seja, já na sexta-feira. "Tenho confiança para continuar a bater os penáltis. Sem dúvida. Se não sentisse confiança, também não tinha tentado neste jogo com o Feirense. São coisas que acontecem. Desta vez falhei, mas marco da próxima. O futebol é mesmo isto." Hulk recusou, no entanto, a apresentar o cansaço pelo desgaste provocado pela sucessão de jogos para um eventual jogo menos conseguido frente ao Benfica. Aliás, até falou nas dificuldades que é preciso ultrapassar para ser "campeão". "É óbvio que estamos numa grande sequência de jogos e a fadiga acaba por aparecer sempre. Mas não serve de desculpa para nada, porque quem quer ser campeão tem de suportar tudo. O cansaço faz parte do futebol", concluiu.

O sonho das olimpíadas

Mano Menezes confessou, ontem, que os três jogadores com mais de 23 anos que vão representar a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos estão na Suíça, e embora seja pouco provável, Hulk enquadra-se no perfil. "Nunca se sabe. Se tiver essa oportunidade, ficarei muito feliz. É um título que o Brasil nunca conquistou e eu gostava de lá estar. Mas, se não for, ficarei a torcer na mesma." Apesar de, muito provavelmente, ir começar o jogo de hoje com a Bósnia no banco de suplentes - tal como Alex Sandro -, o avançado garante que "é sempre um orgulho representar a seleção". "Estou muito feliz por aqui estar novamente e espero dar o máximo para continuar a ter oportunidades."

Derrota pesada contra...a equipa de Neymar


Os últimos momentos do treino da seleção brasileira serviram para a habitual peladinha a meio-campo, altura em que os jogadores estão mais preocupados em divertir-se do que propriamente em treinar com intensidade. No entanto, essa parte do trabalho de ontem teve a curiosidade de Hulk ter feito uma das equipas, defrontando outra escolhida por Neymar. No final, o portista saiu derrotado por uns "pesados" 6-3. "Fui eu que escolhi a minha equipa, mas está na cara que não fiz as escolhas certas", brincou Hulk. Outra curiosidade foi o facto de o portista não ter escolhido Elias ou Luisão. "Claro que não os escolhi, mas foi para a brincadeira. Aquela parte do treino era mais para relaxar." E por falar em brincadeiras, já falou do clássico com Luisão. "Surgem sempre comentários", afirmou.

Neve, frio e um estádio cheio


Sol, neve e frio. Muito frio. Foi este o cenário que os quatro "portugueses" da seleção brasileira encontraram ontem em St. Gallen, a cidade que vai receber hoje o encontro entre o Brasil e a Bósnia. Apesar das circunstâncias climatéricas, mas também do facto de a maior parte dos habitantes da cidade não saberem sequer quem é Neymar ou Hulk, os cerca de 20 mil lugares do AFG Arena estão praticamente vendidos.

in "ojogo.pt"

Maicon vence-os pela força

É o segundo defesa do FC Porto mais poderoso fisicamente (1,90 metros e 74 kg), mas não é por isso que Maicon se tornou indiscutível, quase três anos depois de ter chegado para ocupar a sombra de Bruno Alves e Rolando. A grande força do brasileiro está na cabeça. A dedicação, o empenho diário e a obessão por melhorar não lhe permitem sequer um sorriso quando está a treinar. "É muito sério no trabalho e não admite brincadeiras. Talvez por isso nunca tenha sido muito próximo dele. Recordo-me de uma pessoa muito obcecada em crescer", recorda Felipe Lopes, ex-colega no Nacional e primeiro parceiro em Portugal.
Na Madeira, Maicon não fez muitos amigos. O feitio introvertido atrasou a adaptação. João Aurélio foi, por ventura, aquele que mais se conseguiu aproximar dele e um dos poucos com o qual mantém contacto regular. "Concordo com o Felipe. É muito sério e treina sempre no máximo. Não gosta de quem não faz o mesmo que ele. Até nos exercícios simples de velocidade recusava brincar! Havia um grande despique entre nós, mas ele ganhava quase sempre", conta.
Maicon tem sete vidas e "nunca desiste", garante João Aurélio. Talvez por isso tenha superado um ano no FC Porto praticamente sem jogar e a rejeição a meio da temporada passada em favor de Otamendi. Este ano já foi quarta opção e só os problemas de Fucile e Sapunaru lhe valeram o regresso à equipa, como lateral-direito. A permanência no posto foi explicada por Vítor Pereira pela "grande atitude e exigência máxima" que lhe assegurava.
Maicon é mesmo muito persistente, garantem os ex-colegas. "E tem uma capacidade de superação enorme. Psicologicamente não foi feito para se deixar abalar. Por isso não me surpreende que ao fim de tanto tempo tenha conquistado o lugar de titular. E eu aprovo. É uma mais-valia", sublinha Felipe Lopes, agora no Wolfsburgo, da Alemanha. "Teve alguns maus jogos como lateral, mas não se deixou abalar e agora já é elogiado por isso. Só prova a força mental de que eu já falei", reforça o também defesa-central.
Maicon somou, entre 5 de novembro e 16 de fevereiro, 16 jogos consecutivos como titular. O anterior recorde eram nove.

A direita não foi sacrifício

Depois de o ter visto jogar a lateral-direito, João Aurélio não resistiu a provocar Maicon no Facebook. "Ainda vais seguir os meus passos", brincou, em alusão ao facto de também ele ter sido adaptado anteriormente. "Faço tudo pela equipa. Você sabe como eu sou", respondeu Maicon. E sabe mesmo. "Ele não encarou a adaptação como um sacrifício, mas antes como uma oportunidade para ganhar um lugar. E assim foi", aponta, garantindo porém que "é como central que vai dar cartas", pois para ser um excelente lateral "precisa de rotinas que demoram tempo a ganhar".

in "ojogo.pt"

3 questões


Carlos Azenha, treinador

1 Com as equipas pontualmente empatadas, mas com o empate a zero a favorecer o Benfica, que abordagem ao jogo espera do FC Porto?

Essa situação não vai influenciar a estratégia de nenhuma das equipas. Ao Benfica pode bastar o empate, mas garanto que nestas ocasiões e a 10 jornadas do fim, nenhum treinador pensa nisso. Espero um FC Porto a pensar na vitória, mas acho que os primeiros 10 minutos serão determinantes. Uma desconcentração nesse período, como aconteceu em Manchester, numa casa cheia adversa, pode ser fatal.


2 O Benfica leva três jogos consecutivos sem vencer e o FC Porto está num trajeto ascendente. Está mais forte do que o rival para o clássico?

Mais forte não sei. Mas há um fator importante. A quem é exigida a vitória é ao Benfica. Quem tinha cinco pontos e está agora em segundo lugar é o Benfica. Ou seja, quem está sob pressão é o Benfica. Além disso, o FC Porto é a equipa que melhor lida com a pressão em Portugal. E a história recente diz que o FC Porto traz bons resultados da Luz. O treinador pode utilizar isso a seu favor.


3 Maicon começou por ser quarta opção e agora é indiscutível. Concorda? Deve jogar como lateral ou central?

Maicon mostrou disponibilidade para jogar a lateral, sempre com sorriso nos lábios, mesmo sendo muitas vezes questionado. Quando o adversário tem alas que joguem dentro e é forte no jogo aéreo, um central como lateral pode ser utilizado. Mas só se o lateral do outro lado tiver uma dinâmica ofensiva muito forte, como é o caso. Mas o Benfica é forte essencialmente pelo meio e, por isso, Vítor Pereira deve ponderar Maicon em função da dinâmica que pensar utilizar no meio.

in "ojogo.pt"

Ganso: "Quem não gostaria de jogar num clube como o FC Porto?"

Não aconteceu, mas pode acontecer. Paulo Henrique Ganso reconheceu, em declarações a O JOGO, que teve conhecimento da proposta feita pelo FC Porto, e recusada pelo Santos, mas admitiu também que, num futuro próximo, a mudança para Portugal até pode acontecer. Vontade, pelo menos, não lhe falta. "Sei que o FC Porto é um grande clube... E quem não gostaria de representar um grande clube? Quem sabe se no futuro isso não acontecerá. Mas, por agora, o meu pensamento está apenas em jogar futebol, não só na seleção brasileira, como também no Santos", explicou, antes de detalhar o que diz saber sobre a recente proposta que, segundo os dirigentes do clube brasileiro, foi de oito milhões de euros. "Soube do interesse do FC Porto e sei que chegaram mesmo a fazer uma proposta ao Santos, que foi recusada. Mas, confesso, não sei muito mais para além disso. Agora estou um pouco por fora desse assunto e só penso em jogador futebol", explicou.
Na conversa com O JOGO, Ganso referiu ainda que mantém contacto com Danilo - "mais do que com Alex Sandro" -, com quem partilhou "grandes momentos no Santos", revelando ainda que o lateral-direito está encantado com a vida no Porto. "Ele só me diz coisas boas destes primeiros tempos em Portugal. O Danilo está a gostar muito, apesar de ter tido a infelicidade de se lesionar." E foi precisamente essa lesão no joelho esquerdo que lhe travou a progressão no FC Porto. As primeiras impressões deixadas pelo internacional brasileiro foram, no entanto, muito positivas. "Ele é um superjogador. É muito bom e tem tudo para melhorar ainda mais em Portugal. Foi uma pena a lesão dele, mas não tenho dúvidas de que quando voltar vai mostrar a sua qualidade." E Alex Sandro? O que pode ele acrescentar ao FC Porto? "É um excelente jogador. Tem um pé esquerdo fantástico. E um remate muito, muito bom." Um remate bom? Ficou a dúvida perante a insistência no elogio. "Ainda não conhecem o remate dele? Então vão conhecer brevemente", atirou por entre uma risada de boa disposição.

Um casamento caro com o namoro certo


Em finais de janeiro, O JOGO noticiou o forte interesse do FC Porto na contratação imediata de Ganso. A proposta, de oito milhões de euros, foi rejeitada pela direção do Santos, mas se o alvo é caro, a SAD azul e branca tem namorado o parceiro certo. A parte de leão do passe de Ganso está nas mãos do grupo DIS, o mesmo que patrocinou a contratação de Danilo. Agentes ligados ao grupo estiveram em Portugal em janeiro e o FC Porto é visto como o clube ideal para projetar o médio na Europa.

A popularidade de Neymar e o "campeão" Danilo


Neymar é um fenómeno de popularidade e, mesmo na Suíça, não falta quem lhe queira pedir um autógrafo ou tirar uma foto. O astro do Santos é já a vedeta principal do escrete, pelo que falar com ele torna-se, por isso, numa verdadeira aventura. O JOGO tentou, mas conseguiu arrancar-lhe apenas uma frase sobre o "amigo" Danilo, com quem partilhou várias vitórias ao serviço do Peixe. "Ele é o maior. É um grande jogador, um campeão. Podem esperar grandes coisas dele", atirou, enquanto ia sendo engolido pelos adeptos que teimavam em empurrá-lo dali para fora em busca do melhor ângulo para uma foto. Um elogio arrancado a ferros, mas que ilustra a ligação a Danilo, a quem foi dos primeiros a desejar rápidas melhoras depois da lesão contra o City.

in "ojogopt"

Futre elege Hulk como melhor jogador da Liga

Paulo Futre apontou Aimar e Hulk como os dois jogadores que podem resolver o clássico da Luz, mas é o portista que mais lhe enche as medidas. "É o melhor jogador do campeonato. Mesmo sem estar a fazer a época do ano passado, desequilibra. Pode resolver um jogo sozinho", elogia. O antigo extremo-esquerdo não vê favoritos para o jogo que promete parar o país. "Num clássico tudo pode acontecer, ainda por cima com as equipas muito bem. Vai ser um jogo de muita tensão e pressão para os jogadores", salientou, ele que acha que o melhor Futre caberia nas duas equipas e que escolhe os dois golos marcados na Luz para a Supertaça em 1986 como a melhor recordação que guarda. Sobre o seu clube, salienta que "Sá Pinto pode incutir raça ao Sporting."




in Wojogo.pt"

Sem Varela e com James em contrarrelógio

Só poucas horas antes do clássico haverá condições para avaliar as "espingardas" à disposição de Vítor Pereira para armar o FC Porto para a deslocação à Luz. Com Varela muito provavelmente fora de combate depois da lesão sofrida contra o Feirense, o técnico azul e branco terá poucas horas para avaliar as opções para as alas. James, em particular, mas também Cristian Rodríguez e Hulk terão pouco tempo para recuperar do desgaste provocado por viagens de avião de milhares de quilómetros e umas noites mal dormidas. Só escapa mesmo Djalma, que não terá uma semana muito diferente do normal.
Só com a viagem entre Portugal e Miami, ida e volta, James terá percorrido quase 27 mil quilómetros, durante uma longa jornada de mais de meio dia passada em diferentes aeroportos. Tudo para chegar - esperam os responsáveis do FC Porto - na sexta-feira às primeiras horas da manhã a Lisboa, ou seja, no dia do clássico. Na véspera, Cristian Rodríguez terá viajado toda a manhã e feito cerca de sete mil quilómetros. No mesmo dia, mas de madrugada, Rolando e João Moutinho terão desembarcado da Polónia, com cerca de seis mil quilómetros de viagem. Por essa altura, já Hulk estará a meio da recuperação, depois de ter feito mais de 2500 quilómetros.
Voltando a James: desde a derrota do FC Porto em Barcelos, o colombiano perdeu a titularidade em jogos do campeonato. De então para cá, El Bandido tem saído do banco para aplicar verdadeiros "choques elétricos" à equipa. Foi assim contra o Leiria e, no domingo, contra o Feirense, desencravando com golos e assistências os resultados e desbravando, com isso, o caminho para os três pontos.
Mas olhando para o que diz a história recente dos clássicos em que participou, nota-se que James só terá tido um peso relativo. Em cinco jogos disputados com o Benfica, foi suplente utilizado em três, somando apenas 81 minutos de jogo.
Durante o seu percurso de azul e branco, a verdade é que o internacional colombiano foi ganhando estatuto dentro da equipa e é hoje um jogador imprescindível no FC Porto e para Vítor Pereira, que tem tido nele a solução para evitar males maiores, no papel de "arma secreta". Nesta perspetiva, James tem um peso a não menosprezar, ainda que o mais provável é que acabe por partir do banco. A questão é: quem acompanha Hulk e Janko?

Plano C: Cristian Rodríguez

A última oportunidade do uruguaio

Não é titular em jogos do campeonato desde a 15ª jornada e do jogo com o Rio Ave, mas olhando para o panorama que Vítor Pereira terá de enfrentar, Cristian Rodríguez volta a ter sérias hipóteses de recuperar um lugar no onze neste clássico. O uruguaio tem uma deslocação à Roménia para defrontar a seleção local e é esperado na quinta-feira. Cebola esteve apenas uma dezena de minutos em campo na receção ao Benfica, no Estádio do Dragão, e esta poderá ser a sua última oportunidade para participar num jogo destes. Com ele em campo, o FC Porto ganha um rosto, teoricamente, mais ofensivo, uma vez que é um jogador mais virado para o ataque do que Djalma, seu principal concorrente.

Plano D: Djalma

Dá mais equilíbrio defensivo

A semana de Djalma será igual a tantas outras, uma vez que não terá de representar a seleção de Angola, daí que seja possível - no caso de Cebola chegar muito desgastado - que o extremo acabe por ser a escolha mais normal. No clássico com o Benfica, na primeira volta do campeonato, Djalma nem no banco se sentou, mas de então para cá a história mudou e o angolano chegou a dar cartas no onze inicial, até à sua partida para a Taça das Nações Africanas, em Janeiro. Nessa altura, o extremo perdeu a titularidade depois do jogo em Alvalade. Até ali, com Maicon na direita, Djalma contribuiu para dar outro equilíbrio defensivo à equipa, o que não será de desprezar totalmente para este jogo.

Um MVP que só foi onze vezes titular


Quem olhar para a ficha de utilização de James Rodríguez constatará que o colombiano não é um titular indiscutível. Com 16 jogos na Liga (apenas onze como titular), o esquerdino está longe de outros nomes, mas é ele o MVP do FC Porto no campeonato. Com dez golos apontados e participação direta em outros nove, El Bandido é o mais influente jogador do plantel de Vítor Pereira, o que contrasta com a tal ficha de utilização. Percebe-se, todavia, que a viagem de James seja a que mais incomoda os planos do dragão. Apesar da sua disponibilidade, é natural que os índices físicos o desaconselhem para o onze. Poderá ser o suplente decisivo que já foi tantas vezes este ano?


José Soares, professor catedrático de Fisiologia da FADEUP

Gestão de esforço no futebol. O que diz a ciência?


Como diz um colega meu fisiologista dinamarquês, o futebol é dos mais intrigantes fenómenos fisiológicos que se conhece. Percorrem-se, em média, 11-13 km em 90 minutos, fazem-se 500 ou 600 m de sprints, está-se 2 ou 3% do tempo com a bola e demora-se 3 dias para recuperar! No entanto, é vulgar um campeonato do mundo de andebol, basquetebol ou voleibol ter 7 ou 8 jogos em 10 dias. Dir-me-ão que são esforços diferentes. Em parte sim, mas não suficientemente diferentes para, do ponto de vista fisiológico, terem impactos tão distintos. Poderão alguns leitores pensar: os jogadores de futebol são mal preparados fisicamente, treinam pouco e, como tal, fatigam-se mais rapidamente. Não é verdade. Da minha experiência pessoal e como investigador posso assegurar que os futebolistas de bom nível são excelentes atletas. Então, porque demoram tanto tempo a recuperar? Existem diferentes hipóteses mas nenhuma consensual. O que é um facto é que o combustível muscular mais utilizado no futebol (glicogénio) demora cerca de 72 horas a atingir os valores ideais para o início de um jogo e, por isso, ser impossível fazer, como no andebol, 3 jogos em 4 dias. De resto, há estudos que demonstram impactos significativos, por exemplo, no sistema imunitário dos atletas, quando se simulam dois jogos em dois dias seguidos… Mas deixemos as explicações científicas fastidiosas e vamos ao que interessa.
Algumas perguntas que me parecem decisivas sobre este assunto:

1 É a recuperação física encarada no plano de treino como um fator decisivo no rendimento dos atletas?

2 Se o cansaço é tão limitante e serve de desculpa para tantos desaires, a fadiga é monitorada caso a caso?

3 Se o excesso de jogos é um problema decisivo na carreira das equipas, a recuperação é encarada pelos atletas como um aspeto determinante no seu rendimento? Isto é, fazem os jogadores o seu "trabalho de casa"?

4 Se a "gestão do esforço" é uma pedra de toque em equipas de alto rendimento, a recuperação é entendida com um grau de importância semelhante ao da tática ou estratégia?

5 Se o futebol é um desporto eminentemente tático porque se fala tanto em lesões e cansaço quando algo corre mal?

Ou seja, o futebol é uma modalidade altamente desgastante e, por isso mesmo, tal como já se faz em muitos outros desportos, a recuperação deve ser entendida como uma variável com um peso semelhante e, em alguns casos, superior aos fatores de treino mais tradicionais. Se não for assim, como pode uma equipa exprimir a sua competência tática se os seus músculos não respondem eficazmente? E não estou a falar, como tenho lido, de fadiga periférica ou central. Isso é outro assunto. Bem mais complexo do que "cansaço" mental!

in "ojogo.pt"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Esta seca incrível tarda em acabar

HULK BEM INSISTE MAS OS GOLOS NÃO APARECEM



Para Hulk, não chove nem faz orvalho. O Incrível já vai no seu 7.º jogo sem conseguir atingir as redes e ontem até teve duas oportunidades...incríveis: uma da marca de penálti e a outra num livre dentro da área do Feirense. O último golo que Hulk marcou esta época aconteceu no final de 2011, na Taça da Liga, frente ao Paços de Ferreira, quando converteu uma grande penalidade.
Por falar em penáltis, Hulk esta época já tinha falhado frente ao Olhanense (num jogo que o FC Porto empatou a zero) e também frente ao Shahktar Donetsk. Afetado por uma lesão em meados de janeiro, o brasileiro ficou em branco nas partidas frente a Sporting, Rio Ave, U. Leiria, Manchester City (duas vezes), V. Setúbal e Feirense, acompanhando a seca meteorológica que afeta o país. Na última época, o avançado esteve 8 jogos sem marcar, de 2 de janeiro a 10 de março. Outro inverno de secura, portanto.
in "record.pt"

Breves

Varela em dúvida para a Luz

Uma lesão muscular na face posterior da coxa esquerda motivou ontem a substituição de Varela à meia hora de jogo. O extremo está assim em dúvida para o clássico na Luz e, entretanto, já foi dispensado do encontro da Seleção Nacional frente à Polónia (ver página 48). O internacional português será reavaliado pelo departamento médico do clube no decorrer do dia de hoje, mas o problema não deixa de ser uma contrariedade para o jogador, que foi titular nos últimos quatro encontros.

Debandada de internacionais arranca hoje

Sendo esta uma semana de compromissos internacionais por parte das seleções, o FC Porto é uma das equipas que mais sofrem com a ausência de jogadores. Vítor Pereira terá por isso de iniciar a preparação do importante jogo frente ao Benfica, agendado para sexta-feira, sem nove jogadores: Rolando, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez, Janko, Cristian Rodríguez, Defour, Alex Sandro e Mangala. O Feirense é outra das vítimas dos encontros das equipas nacionais, pois Sténio, Varela e Stopira vão jogar por Cabo Verde a Madagáscar e Ludovic vai juntar-se aos sub-21 de Portugal.

Adeptos aquecema voz para a Luz preparando a festa do título

O golo de James selou o triunfo que recolocou o FC Porto na liderança do campeonato e inspirou os adeptos portistas para a visita ao Benfica para o clássico que será decisivo para o título. A festa fez-se em tom bem alto, com cânticos elucidativos da confiança de que o FC Porto "será campeão na Luz" e, por isso, gritaram os dragões, "apaguem as luzes", numa alusão ao que se passou na época passada no terreno da águia.

Foi o primeiro vermelho direto para Luciano

Em seis épocas a jogar em Portugal, Luciano nunca havia sido admoestado com um cartão vermelho direto. A regularidade do central na equipa do Feirense sempre foi a sua principal imagem de marca, sobretudo por ser um jogador pouco visado em termos disciplinares. Até ontem, Luciano apenas recebera indicações para sair mais cedo dos jogos por força de duplos-amarelos, e nunca por um vermelho direto, que acabou por dar uma grande penalidade, defendida pelo guarda-redes Paulo Lopes.

Sporting ao lado do Manchester

Os habituais Manchester United e Everton, além de Corunha, Celta de Vigo, Novara e Chievo, encabeçaram a lista de clubes estrangeiros credenciados para o jogo de ontem. Entre os portugueses o destaque vai para o Sporting. Estiveram também Nacional, Beira-Mar, Académica, Santa Clara e Portimonense.

Janko destaca a liderança

Depois de sábado ter destacado o empate do Benfica em Coimbra, Marc Janko voltou a usar o Facebook para expressar a satisfação pela subida do FC Porto à liderança da Liga. Para isso, o austríaco, que ficou a um golo de igualar o melhor arranque de sempre de um avançado dos dragões, ainda na posse de Falcao, só precisou de publicar um número: o 1.

in "ojogo.pt""

Tribunal O JOGO

Bem no penálti, mal noutros lances

Os nossos especialistas de arbitragem defendem ter sido correto o julgamento de João Ferreira na grande penalidade favorável ao FC Porto. Já na apreciação de outros lances, há uma clara tendência para apreciações negativas. Apesar de considerar terem sido decisões sem relevância, o trio encontrou motivos para dar dez notas negativas nos outros 12 lances apreciados...

57' Correta a decisão de assinalar grande penalidade a favor do FC Porto por falta de Luciano sobre Janko?

Jorge Coroado +
Indiscutível. Luciano agarrou no braço esquerdo de Janko, puxando e derrubando o avançado. Este estava enquadrado com a baliza e com a bola à mercê - o vermelho exibido foi corretíssimo.
Pedro Henriques +
Grande penalidade corretamente assinalada, pois Luciano agarra e puxa de forma deliberada o braço de Janko. O cartão vermelho também é bem exibido por o defesa destruir uma clara oportunidade de golo.
Paulo Paraty +
Janko, já isolado e com a bola controlada, é agarrado no seu braço esquerdo por Luciano. João Ferreira só podia adotar as soluções técnicas e disciplinares que tomou.

10' Luciano atinge Lucho com o cotovelo à entrada da área. Faltou sanção disciplinar?

Jorge Coroado -
Luciano saltou com o cotovelo sobre Lucho mais para o intimidar do que agredir. Assim, o cartão amarelo justificava-se por comportamento antidesportivo.
Pedro Henriques -
A decisão técnica (livre direto) foi corretamente assinalada. Contudo, ficou um cartão amarelo por exibir pela ação imprudente de Luciano.
Paulo Paraty +
Não. Luciano atinge Lucho com o braço, mas o livre direto é suficiente; trata-se de uma forma de atuação negligente.


26' Buval estava mesmo em posição de fora de jogo?

Jorge Coroado -
Buval não estava fora de jogo. Na esquerda da defesa, um portista colocava-o em posição legal. O inefável Pais António fez das suas.
Pedro Henriques -
Embora em lance de difícil análise, Buval está em linha com o penúltimo adversário no momento em que a bola lhe é passada. Fora de jogo incorretamente assinalado.
Paulo Paraty -
O lance é muito duvidoso, mas pela TV parece-me incorreta a decisão do assistente, que, mesmo em dúvida, deveria ter deixado seguir.

56' É correta a decisão de assinalar fora de jogo a Hélder Castro?

Jorge Coroado -
É duvidoso. Se deixa dúvidas, o benefício deveria atribuir-se ao atacante. Ah!, Pais António, a 70 metros, não tem dúvidas. Como poderia ter aqui?
Pedro Henriques -
Incorreta a decisão, pois Maicon coloca em jogo Hélder Castro no momento em que o colega deste lhe passa a bola.
Paulo Paraty -
É Maicon que coloca Hélder Castro em jogo. Mais um lance muito difícil, mas que, mesmo na dúvida, deveria ter prosseguido.

80'O livre indireto na área do Feirense foi bem assinalado, por bola presa de Siaka Bamba?

Jorge Coroado -
Lance rápido, sem objetividade, que o árbitro extrapolou fazendo má leitura. Bamba movimentava-se, e foi a bola que ficou presa e não ele que a prendeu.
Pedro Henriques -
Não. Só era jogo perigoso passivo e livre indireto se algum jogador do FC Porto fosse tentar disputar a bola com Siaka Bamba, o que não foi o caso.
Paulo Paraty +
Bamba prende a bola e é discutível se, com isso, causa jogo perigoso passivo. Valido a decisão de João Ferreira, pois um jogador do FC Porto ia disputar a bola.

Apreciação Global

Jorge Coroado
Num jogo simples e sem problemas de maior, o árbitro agiu quase sempre em conformidade, falhando em duas ou três situações de somenos.
Pedro Henriques
A principal decisão do jogo (grande penalidade e expulsão) foi correta, pelo que os pequenos lapsos ocorridos perdem a sua importância. Em suma, a arbitragem foi globalmente positiva.
Paulo Paraty
Apesar de algumas falhas ao nível dos foras de jogo, a arbitragem foi consistente e segura num jogo emotivo, com decisões difíceis e de risco.

in "ojogo.pt"

Vítor Pereira: "A pressão é positiva para a nossa equipa"

Depois de ter roubado pontos ao FC Porto na primeira volta, ontem o Feirense roubou serenidade aos adeptos que foram ao Dragão apoiar a equipa de Vítor Pereira. O treinador admitiu a dificuldade em chegar à vitória e valorizou o trabalho do guarda-redes Paulo Lopes, que até uma grande penalidade defendeu. "Viemos de uma sequência grande de jogos, o que nos causou algum desgaste e ansiedade. Jogámos contra uma boa equipa, que nos subtraiu dois pontos na primeira volta, e não foi fácil. As coisas correram melhor na segunda parte e fiquei satisfeito com a entrega e união que a equipa demonstrou", começou por referir o treinador portista.
À 20ª jornada, em vésperas de defrontar o Benfica, o FC Porto voltou ao primeiro lugar. "A equipa sabia que não podia perder pontos. Ganhámos os nossos jogos e somámos pontos. A pressão neste clube é permanente, normal e positiva. Obriga-nos a estar em alerta. O FC Porto precisa de pressão para jogar no máximo", disse Vítor Pereira, que, apesar de todas as tentativas, rejeitou falar sobre o clássico da Luz na próxima jornada. "Não vou falar desse jogo. Apenas o farei na altura própria. O que digo é que estamos na frente da classificação numa altura importante. O futuro ver-se-á."
Vítor Pereira elogiou "a postura que o Feirense teve" no Estádio do Dragão, ao mesmo tempo que desvalorizou a demora em chegar ao primeiro golo. "Tivemos mais de 60 por cento de posse de bola e 11 oportunidades de golo. Ou seja, tentámos marcar. O Paulo Lopes fez um grande jogo e houve mérito do adversário." Sem grande vontade de individualizar, ainda assim o treinador fez dois pequenos parêntesis. "O James é um jogador que tem qualidade. E o Maicon está um belíssimo jogador, seja a central ou a lateral. Está com uma enorme maturidade. À custa dele e não minha."
E se o treinador não quis abordar o clássico, a verdade é que não rejeitou falar sobre outro pretendente ao título. "Não é de agora que o Braga está entre os candidatos. Prova-o dentro do campo".

in "ojogo.pt"

FC Porto um a um


A figura: James 7

Uma arma que há muito não é secreta

Vítor Pereira teima em deixá-lo no banco, e o colombiano não se cansa de gritar que merece ser titular. Ontem, até entrou timidamente para uma posição híbrida entre a ala e o meio, que o confundiu mais a si do que aos adversários. Na segunda parte ganhou asas para desbravar caminho e transformar-se na arma que há muito deixou de ser secreta. Primeiro isolou Janko para que este sofresse falta para penálti; a seguir, de livre, tirou as medidas à cabeça de Maicon e ofereceu-lhe o golo; por fim marcou na sequência de um lance que ele próprio iniciou ainda no seu meio campo. Com tanto brilho, é fácil esquecer os dois golos desperdiçados (45' e 61'). A sua inteligência e a sua capacidade técnica são grandes de mais para caber no banco de suplentes.

Helton 6
Dizer que esteve bem com os pés é o único elogio que se lhe pode fazer depois de 90 minutos sem que o Feirense o tenha posto à prova.

Sapunaru 5
Não se meteu em grandes aventuras e por isso deixou o campo sem o peso de qualquer erro cometido, mas faltou sal à sua exibição.

Rolando 6
Forte pelo ar e a lembrar Otamendi em algumas boas antecipações. Sereno e sempre de olho em Buval.

Maicon 6
O cabeceamento para golo eleva-o ao mesmo patamar de Rolando, depois de uma primeira parte em que, talvez pelo estatuto de titular de que já goza, somou alguns facilitismos desnecessários que, a bem do FC Porto, não surtiram efeito.

Álvaro Pereira 6
Deve ter metido combustível ao intervalo, tal a diferença de velocidade por comparação com o primeiro período do jogo. Incisivo e perspicaz, deixou Janko duas vezes na cara do golo (50 e 54').

Fernando 6
Impressionante a obsessão que os colegas revelaram de lhe dar a bola para que fosse ele o primeiro a pensar o ataque. A agilidade do meio-campo do Feirense esbarrou sempre no seu excelente posicionamento, que garantiu várias recuperações de bola.

Lucho González 6
Por opção do treinador, posicionou-se, como tem sido hábito, quase sempre nas costas do ponta de lança. Como maestro, não distribuiu mal, mas não soube acelerar o ritmo da música de forma a que o Feirense desafinasse. Com mais liberdade na segunda parte, ofereceu o segundo golo a James e ainda atirou à barra.

João Moutinho 5
Tentou chegar à baliza de livre direto sobre o intervalo, num remate de bandeira. Não foi bem-sucedido numa noite em que não brilhou muito, talvez por ter jogado mais recuado do que é habitual. Tem o mérito de saber gerir como ninguém a posse de bola.

Hulk 5
Explodiu depois da lesão de Varela, com dois lances perigosos e uma assistência de bandeja para James falhar. Caiu no segundo tempo e confirmou o período negro que vive em matéria de golos: nem de penálti marcou... É daqueles jogadores que ora empolgam de tanta genialidade, ora fazem desesperar as bancadas com decisões erradas e toques desnecessários.

Janko 5
Sempre no sítio certo para finalizar, faltou-lhe eficácia para brindar uma exibição que, de positivo, leva o penálti ganho e a consequente expulsão de Luciano. Teve três lances de golo - dois com o pé esquerdo e um de cabeça -, mas não conseguiu marcar. Com o direito, nem tentou. E apareceu duas vezes em excelente posição para isso...

Varela 4
Irrequieto logo a abrir, somou depois passes frouxos que irritaram a plateia. Afinal estava lesionado...

Djalma 5
Decisão oportuna, a de Vítor Pereira, ao lançar o angolano no jogo. Com o Feirense completamente encolhido, Djalma acrescentou profundidade à lateral direita e contribuiu para que mais bolas chegassem à área.

Defour 4
Entrou no ritmo de João Moutinho e ajudou a conservar a bola nos últimos minutos.

in "ojogo.pt"

O mesmo argumento num virar de página

A história que o campeonato vinha reescrevendo nos últimos dias confundiu, para o FC Porto, facilidades com facilitismo. O triunfo sobre o Feirense não caiu no regaço, contrariando até a profecia de Jesus, que anunciou um empate técnico no topo da tabela que, mais do que antecipado, teve de ser justificado. Dois golos confirmaram o virar de página na Liga, mas o argumento da vitória não é novo, elegendo James como personagem principal de um enredo que reservou o melhor para o fim. De indolente a excelente, o campeão expôs-se a jogar contra o relógio, contra a inspiração de Paulo Lopes e contra alguma aselhice própria.
Carregando uma série de seis jogos sem ganhar (apenas com dois empates) e a iminente queda para os lugares de descida, o Feirense procurou contrariar a fatalidade da derrota, vendida na véspera como sinopse do filme do próximo clássico. Quim Machado apostou num 4x2x3x1 que lhe permitiu, num primeiro ímpeto, contrariar a saída de bola dos dragões, subindo metros para roubar espaço a Fernando e a João Moutinho. Uma estratégia de risco, mas que o FC Porto não soube expor, insistindo num futebol lento, previsível e com nula mobilidade posicional. Sem sair da zona de conforto, o dragão alimentou uma incómoda igualdade e impacientou-se, contagiando as bancadas. Apesar da presença de Janko, a equipa tendia a afunilar jogo, acentuando uma densidade populacional que favoreceu, claramente, a estratégia do Feirense.
A lesão de Varela foi o mote para a mudança, mas com mais do mesmo. James, pois claro, cuja dinâmica conseguiu desestabilizar a trincheira visitante, arrastando adversários e abrindo espaços que, com velocidade, o FC Porto poderia castigar. Da maré vaza à onda de entusiasmo, o caudal azul e branco inundou a área de Paulo Lopes com oportunidades cantadas que o guarda-redes foi adiando. Por esta altura, já Lucho e Moutinho tinham avançado largos metros, passando a pautar o futebol dos dragões bem perto da área do Feirense e com grande objetividade. O suspiro de alívio parecia ter chegado quando James descobriu uma diagonal para isolar Janko, derrubado por Luciano: penálti e expulsão, mas sem o golo que confirmaria o FC Porto de volta ao topo da tabela.
Paulo Lopes agigantava-se, insinuando que a história de nunca ter sofrido golos no Dragão não era mera curiosidade. Enquanto a fama do guarda-redes crescia, o tempo minguava para o campeão, que lá conseguiu dar a sapatada no resultado em mais uma cabeçada de Maicon, que já tinha marcado no último jogo em casa para o campeonato. Visão de James, pois claro, que minutos depois iniciou e concluiu um lance que tem entrada direta para a nova edição do manual de contra-ataques. O colombiano reforçou o estatuto de melhor marcador da equipa, recuperando um argumento muitas vezes repetido e que adensa as dúvidas sobre a recente predileção por Varela.
Com James, o caudal portista na segunda metade foi tão expressivo que até permitiria uma vitória mais avultada, mas Vítor Pereira dificilmente poderia pedir mais do que a liderança que lhe caiu no colo e que o livrou de vender uma miragem até final da época se não ganhasse na Luz. É certo que, no meio disto tudo, os distúrbios exibicionais são uma questão menor, mas é importante que o FC Porto seja capaz de assumir qual a sua verdadeira face para se ver ao espelho no clássico e perceber se tem feições para este título.
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in "ojogo.pt"


FC Porto 2-0 Feirense - Highlights por simaotvgolo12

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Seleção: Varela dispensado

Lesionou-se pelo FC Porto


Silvestre Varela foi dispensado da seleção nacional, depios de se ter lesionado no jogo do FC Porto.

O extremo português saiu do confronto com o Feirense, deste domingo, aos 29 minutos, cedendo o lugar a James Rodriguez.

Agora, chegou a confirmação de que, após comunicação entre os médicos da seleção e do FC Porto, Silvestre Varela vai mesmo falhar o particular com a Polónia, desta quarta-feira.

De resto, os jogadores portistas que foram chamados por Paulo Bento vão juntar-se à equipa ainda esta noite.

De acordo com a federação, não vai ser chamado nenhum substituto pela lesão de Varela.

in "maisfutebol.iol.pt"

Vítor Pereira admite «ansiedade», Machado lamenta expulsão

Vítor Pereira, treinador do F.C. Porto, admitiu, na entrevista rápida à SportTV, alguma ansiedade da sua equipa na primeira parte da vitória sobre o Feirense, que valeu o regresso à liderança da Liga:

«Vimos de uma sequência de jogos muito grande, e por isso acusámos algum desgaste e ansiedade, o que é natural. Jogámos contra uma boa equipa, que na primeira volta nos tirou dois pontos. Por isso não foi uma parte fácil, mas na segunda as coisas foram acontecendo como queríamos. Gostei da atitude dos jogadores, Mesmo quando as coisas não estavam a sair como queríamos, tentaram sempre. James decisivo? Toda a equipa esteve bem na segunda parte, com mais paciência e tranquilidade. Aliás, foi isso que procurámos ao intervalo, tranquilizar os jogadores, e insistir num jogo de toque e paciência. Não quero falar do próximo jogo, quero dar parabéns ao Feirense e aos meus jogadores. Chegarmos à frente é importante nesta fase, o futuro a Deus pertence.»


Por sua vez, Quim Machado, treinador do Feirense, sublinhou a importância da expulsão de Luciano para o desfecho:

«Entrámos bem, fizemos uma boa primeira parte, e até ao intervalo o Porto não teve grandes ocasiões e nós tivemos uma boa oportunidade, pelo Serginho. Na segunda parte, com penalti e a expulsão o jogo complicou-se. Jogar no Dragão com onze é difícil, e com dez ainda é mais. Deixámos boa imagem, queríamos pontuar, mas a partir do momento em que ficámos com dez tudo ficou mais difícil. A partir de agora temos quatro jogos para ganhar em casa, e será esse o nosso campeonato, mas também iremos tentar buscar pontos fora.»


in "maisfutebol.iol.pt!"

Helton: «Equipa soube lidar com a pressão»

Helton, guarda-redes do FC Porto, em declarações à Sport TV, analisa a vitória sobre o Feirense, na 20ª jornada da Liga:

«Queria dar os parabéns à equipa, que souberam lidar com a pressão.»

[como receberam a notícia do empate do Benfica, que abria a possibilidade de chegar à liderança antes do clássico?] «Recebemos a notícia da mesma forma que recebemos todos os resultados: pensando em fazer o nosso trabalho, que é o mais importante. Trabalhamos durante a semana para apresentar o melhor trabalho ao fim de semana.»

[sobre o clássico] «É mais um jogo. O título só pode ficar decidido quando acabar.»

[sentem que esta é uma segunda vida para o FC Porto] «Estamos a trabalhar. A vida é uma só. Temos de continuar a trabalhar, com alegria, humildade e inteligência.»


in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Feirense, 2-0 (destaques)

A noite de Paulo Lopes chegou a assustar o Dragão


A Figura: Paulo Lopes
Herói, super-homem, guarda-redes extraordinário. O que mais podia ter feito ele? Nada, nada, nada. Foi absolutamente notável durante todo o jogo. Vale a pena registar: defesa em voo a livre de Hulk (43 minutos), defesa a remate de James que levava selo de golo (45), voo e palmada para canto a pontapé de Janko (50), grande penalidade defendida (59), duas defesas consecutivas a tentativas de James e Janko (61). Adiou até ao limite do suportável o primeiro golo do F.C. Porto. Nada a fazer no 1-0, nada a fazer no 2-0. Merecia um currículo mais enriquecido. Ainda irá a tempo de vestir a camisola de um grande clube? 

A Desilusão: primeira parte do F.C. Porto
Errático, conformado, privado de dinamismo, o dragão não teve ponta por onde se lhe pegasse até ao minuto 45. O que até nem é novidade esta temporada nos jogos realizados no Dragão. A exigência desta partida urgia a presença de um campeão esmagador. Nada disso se viu até ao tempo de descanso. À atenção de Vítor Pereira, uma vez mais. 

O Momento: de cabeça para a Luz
Minuto 68. O sofrimento apoderava-se das bancadas. Paulo Lopes parava tudo, até um penálti. E eis que surge Maicon a desviar com a testa um livre de James Rodríguez. Golo, alívio, exultação, o dragão atirava-se de cabeça direitinho para o clássico da Luz. Só aí se resolvia um intrincado problema chamado Feirense. 

Outros Destaques

Lucho Gonzalez
Licenciado pela mais exigente das universidades: a da inteligência e do saber. Só ele descobriria James Rodríguez no segundo golo. O mais fácil e expectável seria fazer o passe para Marc Janko. Mas Lucho não vai pelos caminhos do óbvio. Cabeça erguida, passe atrasado e o colombiano a encostar para o fundo da baliza. Grande segunda parte, a atenuar um primeiro tempo assustadoramente discreto. Nota ainda para um pontapé a fulminar a barra da baliza de Paulo Lopes. Merecia golo. 

João Moutinho
Como cresce com Lucho ao lado. Talvez contagiado pela qualidade do colega, talvez espicaçado pelo carinho tributado pelos adeptos a «El Comandante». Não interessa especular. O relevante é mesmo o excelente momento de forma que atravessa. Encheu o campo em Manchester, voltou a ser dos melhores diante do Feirense. Vítor Pereira poupou-o aos últimos 20 minutos e substituiu-o por Steven Defour. O belga anda atrás de minutos e confiança. 

Maicon
O estigma de patinho feio abandonou-o. Em definitivo? Sim, os sintomas indicam isso. De regresso ao centro da defesa, inaugurou o marcador num belo golpe de cabeça. É um cisne garboso, dominador e ainda em pleno desenvolvimento. Um reparo: não pode falhar o passe que falhou logo no início, à entrada da sua grande área. Nesta altura será justo afirmar que é o defesa central do F.C. Porto em melhor forma. 

Hulk
A primeira parte, paradoxalmente à exibição da equipa, prometia mundos e fundos. Debalde. Afetado pela grande penalidade desperdiçada, meteu a cabeça na relva e desceu vertiginosamente de rendimento. Que remate é aquele na cobrança do livre indireto na área do Feirense? O F.C. Porto precisa de mais Hulk. O dos primeiros 45 minutos serve perfeitamente. 

James Rodríguez
Pronto, Vítor Pereira insiste em coloca-lo no banco. Estranho, desaconselhável, um desperdício. A lesão de Varela chamou-o ao jogo ainda na primeira parte, bem a tempo de ser decisivo. Colocou a bola na cabeça de Maicon para o primeiro golo, marcou o segundo e viaja motivadíssimo para a seleção da Colômbia. A tempo e em condições de jogar o Clássico? 

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Feirense, 2-0 (crónica)

Campeão volta a ser líder depois de acabar com a noite heróica de Paulo Lopes


Sessenta e oito minutos. Foi este o tempo que o F.C. Porto precisou que agarrar de novo o primeiro lugar na Liga. Mais de duas horas e meia: o tempo necessário para marcar o primeiro golo ao Feirense esta temporada. E, já agora, para cima de quatro horas: o tempo que Paulo Lopes conseguiu manter a sua baliza inviolável no Estádio do Dragão.

A história deste encontro tem no guardião do Feirense um protagonista inevitável. Paulo Lopes foi uma muralha entre o F.C. Porto e o primeiro lugar que a equipa de Vítor Pereira teve muita dificuldade para escalar. Deu seguimento ao que vinha a fazer: em dois jogos, nenhum golo sofrido na casa portista. Esta noite foi enorme. Enquanto deu...

Mesmo elogiando a organização da turma de Quim Machado, que, como prometido, deixou o autocarro na garagem, é preciso perceber que o arrastar do jogo em muito se deveu a uma atitude errónea e demasiado passiva na primeira parte. Foram maus os 45 minutos inaugurais do F.C. Porto. Quem quer ser campeão tem de mostrar mais. 

No fundo, o jogo não fugiu à regra do que têm sido as prestações do F.C. Porto no seu reduto, esta época. Quase nunca fica tudo decidido cedo. Este foi apenas mais um. Quem gosta de suspense pode marcar lugar anual no Dragão que talvez não se arrependa. 

O estranho caso de Paulo Lopes

Vítor Pereira apostou no onze esperado. Voltou a dar a titularidade a Varela, mas o português, pouco depois de atirar ao lado a primeira oportunidade portista, lesionou-se e deu o lugar a James. O colombiano demorou a abrir o livro, mas, no segundo tempo foi decisivo. 

O Feirense foi dando sempre que fazer. Mesmo com o público a reclamar das constantes quedas e assistências médicas, a estratégia dos homens de Quim Machado foi muito mais do que jogar com o relógio. Houve pressão, algum atrevimento e solidez defensiva. 

Quando a muralha rachava, aparecia Paulo Lopes a emenda-la. Tremenda a exibição do guardião, um dos bons valores desta Liga que parece nunca ter tido o reconhecimento devido. 

A defesa ao livre de Hulk, na primeira parte, foi a primeira de uma sequência que levou o Dragão a um completo estado de nervos. No mesmo período, ainda evitou que James festejasse e no segundo tempo, até ao golo, deu um festival. Tapou o caminho a Lucho, num lance em que o argentino até estava em fora de jogo; evitou que Janko marcasse pelo quarto jogo consecutivo; defendeu um remate de James de fora da área e ainda a recarga de Janko. E, claro, parou um penalty. 

Quando Luciano agarrou o isolado Janko dentro da área parecia aberto o caminho da baliza fogaceira. Ilusão, apenas. Hulk atirou colocado, Paulo Lopes foi ao solo segurar o nulo. 

«Apaguem as luzes!»

Nesta fase o F.C. Porto, diga-se, já massacrava. A expulsão de Luciano, no penalty, expunha ainda mais a linha defensiva do Feirense. Mas havia Paulo Lopes, lá está, capaz de contrariar qualquer sentido lógico. Não ficou assim tão longe. 

Chegou, então, aquele minuto 68. Um livre de James descobriu a cabeça de Maicon que abriu finalmente o ferrolho. Respirava fundo o Dragão, que pouco depois, na melhor jogada coletiva do encontro, viu James dizer: ponto final. Excecional a ação de Lucho que já antes tinha enviado uma bomba à trave. A esmagadora maioria dos jogadores de futebol teria assistido Janko, nesse lance. O argentino, que pisa caminhos menos prováveis, deu a bola a James, que finalizou. 

Depois de muitos nervos, o F.C. Porto resolvia o jogo em quatro minutos e voltava à liderança do campeonato. Tem os mesmos pontos do Benfica, mas vantagem na diferença de golos. «Apaguem as luzes!» gritaram em provocação os adeptos portistas nas bancadas, dando o mote para o reencontro com o Benfica, na próxima ronda.

Chega à Luz como líder o campeão nacional. Cenário muito improvável há oito dias. Cenário real, com culpas dividas entre os dois candidatos. O Clássico promete parar o país. Mas ficou menos decisivo.

in "maisfutebol.iol.pt"