domingo, 24 de abril de 2011

“Não é justo dizer que Villas-Boas é um Mourinho”

Técnico falou da aventura atribulada no Panathinaikos, um clube sem presidente e sem director desportivo. E olhou para o futebol português. Chumba o desempenho do Benfica e aprova a mudança de Domingos Paciência para o Sporting.


Correio Sport - Disse que ia para a Grécia para ser campeão e ficou no segundo lugar. O que correu mal?
Jesualdo Ferreira – O Panathinaikos é o clube com o melhor currículo internacional mas no plano interno o Olympiacos é mais forte. Essa superioridade está entranhada, repercutindo-se a nível da organização, da disciplina e do poder instituído. Fomos até onde pudemos ir, ficámos em 2º, e o jogo com o Olympiacos, em Fevereiro, foi decisivo. Teve casos tristes.
O Panathinaikos é o clube com o melhor currículo internacional mas no plano interno o Olympiacos é mais forte. Essa superioridade está entranhada, repercutindo-se a nível da organização, da disciplina e do poder instituído. Fomos até onde pudemos ir, ficámos em 2º, e o jogo com o Olympiacos, em Fevereiro, foi decisivo. Teve casos tristes.
– Está a falar do golo mal anulado à sua equipa e outro mal validado ao Olympiacos?
– Cenas lamentáveis de arbitragem e uma invasão de campo por parte dos adeptos do rival, etc. O país é bom, as pessoas óptimas, adoro o Panathinaikos, mas não é fácil trabalhar no futebol grego.
– Fica no Panathinaikos?
– A minha continuidade depende do que vier a acontecer no clube. O presidente demitiu-se, o director desportivo (Carlos Freitas) também. O impasse leva quatro meses.
– Abordaram-no para ficar?
– Querem que fique, sim. Agora estamos num ‘play-off’ de acesso à Champions que não faz sentido.
– Porquê?
– É incompreensível uma liguilha de 6 jogos em 2 semanas. Além disso, terminámos a fase regular com 10 pontos de avanço sobre o AEK, 12 sobre o PAOK e 13 à frente do Olympiakos Volous. Agora iniciamos a prova com vantagem de dois e três pontos, respectivamente.
– Ninguém questiona isso?
– A mentalidade instalada é de que o Olympiacos é sempre campeão, por isso os clubes acomodam-se.
– Fizeram-lhe convites de outros emblemas?
– Estando distante dos centros de decisão e poder, não é fácil. E não me movimento nesse sentido.
– Voltar a Portugal é hipótese?
– De férias, sim.
– Se voltasse para treinar, teria de ser um ‘grande’?
– Não faria sentido outra situação mas não penso nisso. Creio que ainda posso ganhar alguma coisa no Panathinaikos.
– Como é a sua relação com os ‘media’ gregos?
– Um mundo à parte. Acaba um treino e, passada uma hora, sai nos ‘sites’ o que eu disse aos jogadores.
– Não fecha as portas do treino?
– Fecho, mas a rapaziada conta tudo o que se passa. Depois, cada um escreve à sua maneira.
– Esperava que Carlos Freitas regressasse ao Sporting?
– Fiquei decepcionado, por não acabar o projecto que nós come-çámos. Mas saiu com argumentos legítimos.
– Será ele o antídoto para a crise dos ‘leões’?
– Espero que seja. A turbulência competitiva e directiva do Sporting é indisfarçável. Até as eleições foram confusas. O Carlos tem experiência e ‘know-how’ para mudar a linha de funcionamento do clube, embora não me pareça que consiga fazê-lo num ano ou dois. Precisa de tempo para atingir um rumo que não deixe espaço para os solavancos dos últimos anos.
– Domingos Paciência rima com Sporting?
– Rima. O Domingos já fez um trajecto bonito para ser treinador de um clube grande. Mas orientar um grande não é o mesmo que treinar um clube que quer ser grande.
– Que explicação para os pontos de avanço do FC Porto sobre Benfica (19) e Sporting (35)?
– Não é a primeira vez que acontece. Não me espantou.
– Está a pensar no título que conquistou nos dragões na época de 2007/08?
– Não. É verdade, porém, que terminámos com 23 sobre o Benfica e 20 sobre o Sporting. Depois ‘roubaram-nos’ seis na secretaria, por causa do ‘Apito Final’.
– Que diferenças entre este FC Porto e o seu na época passada?
– Tem jogadores que fizeram campeonatos, como o Moutinho, falta o Bruno Alves e o Meireles. Essencialmente, é a mesma equipa, só que crescida, com a evolução natural de jogadores que conhecem melhor o clube e o Campeonato.
– E o Benfica?
– Foi vítima da própria incapacidade de lidar com um mau arranque. Ganhar a Supertaça deu confiança ao FC Porto e ajudou a que o Benfica entrasse mal na liga: perdeu três jogos em quatro e não se encontrou. Acredito que ganhe a Taça da Liga frente ao Paços de Ferreira.
– Villas-Boas surpreendeu-o?
– Trabalhou bem. Ser treinador do FC Porto é um risco permanente. Para o ano, poucos se lembram do que fez. No Benfica, a mesma coisa.
– A comparação a Mourinho...
– Não é justo dizer que Villas-Boas é um Mourinho...
– Quem tem mais ‘chances’ de chegar à final da Liga Europa?
– O FC Porto tem mais agressividade ofensiva do que o Villarreal. O Sp. Braga, com menos qualidade do que no ano passado,tem ultrapassado o bloqueio mental de jogar com gigantes. Se o fizer de novo, pode eliminar este Benfica.
– Vai a festas do ‘jet-set’. Sente-se uma celebridade?
– Não sou do ‘jet-set’ (risos). Sou o tipo mais simples do Mundo.
– Era capaz de participar num ‘reality show’?
– Não (risos).
– A sua mulher deu nega a um. Influência sua?
– Ela toma as suas decisões. Era para ser um programa sobre mulheres ricas. Se eu não sou rico, ela não pode ver-se como tal.
PERFIL
MANUEL JESUALDO FERREIRA nasceu em Mirandela há 64 anos (24/05/1946). Emigrou em criança para Angola mas regressou na adolescência. Foi em Lisboa que se licenciou em Desporto e se lançou no futebol. Trabalhou nas selecções e na formação do Benfica, iniciando-se como treinador nas divisões inferiores. A estreia na liga principal foi na Académica, em 1984. Regressou às selecções nos anos 90, voltou ao Benfica como adjunto e ‘virou’ treinador principal após a demissão de Toni. Correu mal a experiência, mas não ficou muito tempo desempregado, porque foi contratado pelo Sp. Braga. Finda a aventura minhota, rumou ao Boavista e foi ‘pescado’ por Pinto da Costa na pré--época. Foi o primeiro técnico português tricampeão no FC Porto.
in "cm.pt"

F.C. Porto: três jogadores da formação no treino

Dragões preparam o jogo da primeira mão das meias-finais da Liga Europa


André Villas-Boas chamou três atletas da formação do F.C. Porto para participarem no treino deste domingo, informa o site oficial do clube. 

O guarda-redes Maia, o central Hugo Bastos, dos sub-19, e o lateral-direito Jorge Azevedo, dos sub-17, trabalharam com o plantel principal que prepara o jogo da primeira mão das meias-finais da Liga Europa, frente ao Villarreal.

Fucile, Belluschi e Rafa não participaram na sessão, já que continuam a fazer tratamento.

in "maisfutebol.iol.pt"

Regresso de Belluschi novamente adiado

André Villas-Boas tem Guarín ou Rúben Micael para acompanhar Fernando e Moutinho no meio-campo, mas não poderá contar com Belluschi no encontro da próxima quinta-feira. O médio argentino lesionou-se na partida frente ao Portimonense, disputada há duas semanas, mas ainda continua entregue ao departamento médico. Nesta altura, sobra a certeza de que não recuperará a tempo de defrontar o Villarreal, uma vez que a lesão muscular sofrida na coxa direita ainda vai precisar de mais algum tempo até ficar totalmente debelada. Belluschi arrisca-se, inclusivamente, a falhar também a partida com o Setúbal, agendada para o próximo fim-de-semana, assim como a deslocação que se seguirá a Villarreal, naquele que será o jogo decisivo das meias-finais da Liga Europa. A presença do médio argentino nestes jogos dependerá, no entanto, da evolução do seu estado clínico durante os próximos tempos. Mas, para já, não está fácil...

in "ojogo.pt"

Fernando na lista do Milan

Chegou a vez de Fernando entrar em força nas especulações para a próxima época. Segundo noticiava ontem a Imprensa italiana, dando seguimento a outras pistas que já tinham sido avançadas no mesmo sentido, o médio do FC Porto tem sido atentamente seguido pelo Milan, cada vez mais líder do campeonato italiano. O médio brasileiro não é o único portista alegadamente debaixo de olho do clube de Silvio Berlusconi, mas os jornais italianos, designadamente o "Corriero dello Sport", apontava-o como prioridade para reforçar o meio-campo da equipa comandada por Leonardo, ainda que o Milan tenha de gerir as vagas para extracomunitários.

Desde a última época que o nome de Fernando tem sido frequentemente associado a clubes italianos, uma vez que, em tempos, também a Fiorentina admitiu seguir com atenção a carreira do jogador.

Contratualmente ligado ao FC Porto até 2014, e preso por uma cláusula de 30 milhões, o brasileiro tem sido peça-chave no esquema portista, adaptando-se bem às responsabilidades destinadas por André Villas-Boas para a posição específica que ocupa. Ainda assim, o treinador portista também conseguiu encontrar alternativas válidas sempre que o Brasileiro não esteve disponível, sobressaindo Guarín como sombra mais eficaz. O domínio das competições internas, assim como a carreira vitoriosa na Liga Europa, tornaram o FC Porto numa montra alargada, sendo certo que, apesar dos vários apetites, os portistas, como vem sendo tradição, não contam abrir mão de mais do que um ou dois jogadores.

A odisseia de Falcao e Hulk nos jornais europeus

Não há dia em que Hulk e Falcao consigam escapar a especulações sobre o destino na próxima época, ainda que ambos tenham contrato com o FC Porto (Falcao por mais dois anos; Hulk por mais três). Ontem, Hulk ganhou a Falcao no que toca a destinos possíveis. O brasileiro surgiu na Imprensa italiana como alvo do Milan e o nome circulou em Inglaterra como alvo do Tottenham e do Chelsea. Ontem, pelo menos,Falcao só surgiu mencionado como aposta forte de Harry Redknapp para o ataque do Tottenham. Aliás, nessa notícia sobre o alegado interesse do clube londrino, dizia-se que o sonho de Redknapp passava por juntar Hulk e Falcao, a troco de 40 milhões de libras (45,5 milhões de euros, à cotação de ontem). Rolando também não se pode queixar da exposição mediática. Depois do Manchester United, da Juventus ou do Woflsburgo, o central surgia ontem nas páginas da imprensa italiana que diziam respeito ao Roma, que estaria em luta com o Liverpool.

in "ojofo.pt"

Portista Kelvin ajuda Brasil a chegar à final com o México

O Brasil garantiu ontem a passagem à final da Copa Internacional do Mediterrâneo, que se disputa em Barcelona. Kelvin, jogador que o FC Porto contratou ao Paraná para a próxima época, teve contributo decisivo, com golos, nos jogos anteriores. A final é já hoje, com o México.

in "ojogo.pt"

Guarín à vista para atacar Europa

O regresso do FC Porto ao trabalho depois da vitória no Estádio da Luz fez-se com uma boa notícia; Guarín voltou a treinar no relvado, juntamente com os restantes companheiros, e estará disponível para defrontar o Villarreal na próxima quinta-feira. O mais do que provável regresso do internacional colombiano às opções é uma excelente notícia para André Villas-Boas, que também poderá contar com Rúben Micael para o lugar no meio-campo, depois de o médio português ter dado mais uma boa resposta na equipa titular no mais recente triunfo sobre o Benfica.

A dúvida sobre quem fará companhia a Fernando e Moutinho no meio-campo manter-se-á pelos próximos dias, embora Guarín tenha, neste momento, aparente vantagem, até pela excelente campanha que tem realizado durante a presente temporada, sobretudo na Liga Europa. O sul-americano já garantiu o melhor registo de golos da carreira, nove, sendo que quatro foram marcados precisamente nas competições europeias, alguns deles até fundamentais para a brilhante carreira do FC Porto na competição, como são os casos das visitas a Sevilha ou Moscovo (CSKA). Mas os números de Rúben Micael não são piores; com menos tempo de jogo, o madeirense já marcou por três vezes e fez oito assistências para golo. A dúvida, neste caso, coloca-se no estilo que Villas-Boas preferirá optar para a recepção ao Villarreal: um futebol mais musculado e directo com Guarín ou, em alternativa, um estilo mais pausado e de posse com Rúben Micael.

Ontem, no entanto, Guarín ainda surgiu no relvado do Olival com uma protecção no joelho direito, o mesmo que ficou contundido na partida com o Sporting e que o afastou do clássico da Luz. No final, no entanto, foi anunciado pelo próprio FC Porto que o colombiano tinha sido dado como apto pelo departamento médico, que agora tem de recuperar Emídio Rafael, Fucile e Belluschi.

Três ausentes, dois jovens e... Helton

Depois de dois dias de folga, Fucile, Belluschi e Emídio Rafael foram os únicos ausentes no regresso ao trabalho, embora André Villas-Boas tenha compensado as três baixas com a chamada de dois jogadores da formação: o defesa-central Hugo Bastos, da equipa de sub-19, e o lateral-direito Jorge Azevedo, dos sub-17. Helton, que falhou a visita ao Estádio da Luz, também trabalhou sem qualquer tipo de limitação e regressará à titularidade já na partida frente ao Villarreal.

in "ojogo.pt"

Falcão supersónico

MARCA COM MAIS RAPIDEZ QUE NA ÉPOCA PASSADA


Esteve praticamente dois meses sem jogar no início deste ano, falhou 11 jogos nesse período, mas nem assim perdeu de vista as balizas adversárias e os 34 golos que marcou na época passada. Radamel Falcão já atingiu a fasquia dos 30 e ameaça bater o registo da sua temporada de estreia no futebol europeu, até porque tem garantidos, se não tiver qualquer problema, pelo menos mais 6 partidas até final (3 para o campeonato, 2 na Liga Europa e a final da Taça de Portugal).
Ao colombiano bastaram 38 jogos oficiais para chegar aos 30 golos. Em 2009/10, só ao 40.º encontro é que conseguiu atingir essa marca. Uma prova de que a fera do ataque portista não brinca quando o objetivo é acertar nas redes adversárias. O camisola 9 festeja cada golo como se fosse o primeiro e à medida que a época caminha para o seu final, a força dos seus golpes vai aumentando de intensidade.
in "record.pt"

Caso Kléber espera FIFA

PROCESSO PARADO

Kléber pode ser a principal alternativa a Falcão em 2011/12, dado que entre o FC Porto e o Atlético Mineiro está tudo acertado. O problema é mesmo a queixa apresentada pelo Marítimo na FIFA, dando conta de uma cláusula que lhe dá a opção de adquirir o passe do jogador pelo valor da melhor oferta (neste caso os 2,5 milhões do Sporting). O caso ainda não conheceu novos dados e, como tal, o desenlace vai depender do que a FIFA determinar.

in "recor.pt"

Rúben chegou à meia centena

Rúben Micael atingiu meia centena de jogos pelo FC Porto com a utilização frente ao Benfica, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. 

O madeirense atravessa um momento de maior visibilidade na época, mas o quadro da temporada do médio é feito, sobretudo, de oportunidades intermitentes, reflexo das escolhas do técnico André Villas Boas, que tem apostado com maior frequência em Belluschi e Guarín para acompanharem João Moutinho no meio-campo.

Essa é a justificação lógica para a demora de Rúben em alcançar marca tão redonda e promissora como, habitualmente, são as 50 utilizações. Também é verdade que o jogador poderia ter passado pelo registo há mais tempo, não fosse a terrível adversidade de uma lesão que o obrigou a terminar prematuramente a última temporada, quando embalava como titularíssimo no FC Porto e tinha no horizonte a participação no Mundial da África do Sul.


in "abola.pt"

Dragon Force de Braga atacada

As instalações da escola Dragon Force de Braga, a funcionar em Aveleda, foram vandalizadas na madrugada de hoje, fez saber esta tarde o FC Porto.

Além de pinturas numa parede exterior, foram rasgadas tarjas com os nomes do clube e da escola. Um quadro informativo também foi danificado.

Trata-se de um segundo incidente relacionado com instalações portistas no espaço de dois dias. Na madrugada de ontem, as montras e a porta da casa do FC Porto em Coimbra foram apedrejadas.


in "abola.pt"

sábado, 23 de abril de 2011

Castro: «O F.C. Porto tem condições para ganhar ao Villarreal»

Castro joga no Sp. Gijón emprestado pelo F.C. Porto e já defrontou o Villarreal, o próximo adversário dos dragões nas meias-finais na Liga Europa e não tem dúvidas quanto à superioridade da equipa de Villas Boas no embate que está marcado para a próxima semana.

No passado dia 13, o Sp. Gijón foi ao campo do Villarreal e, mesmo reduzido a nove, conseguiu voltar a casa com um empate no bolso. «O nosso jogo contra o Villarreal foi diferente porque jogámos em contra-ataque, penso que estivemos muito bem e as melhores oportunidades de golo foram nossas, desde o início. O golo do Villarreal veio com injustiça mas o Gijón, com espírito guerreiro, conseguiu um empate mesmo com nove jogadores. Foi um grande jogo do Gijón», começou por contar em declarações à sua assessoria de imprensa.

Quanto ao embate das meias-finais, Castro acredita que a velocidade do ataque do F.C. Porto pode decidir a eliminatória. «Com o F.C. Porto será diferente pois terá mais posse de bola do que nós. Penso que o F.C. Porto tem todas as condições de ganhar ao Villarreal e ganhar a Liga Europa. O Villarreal é mais forte do meio-campo para a frente, tem dois pontas-de-lança muito bons mas acho que a velocidade dos avançados do F.C. Porto pode decidir a eliminatória», acrescentou.

Os companheiros do Gijón torcem, naturalmente, pelo Villarreal, mas Castro não se cansa de recordar as suas origens. «Aqui no Sp. Gijón todos respeitam muito o F.C. Porto, mas muitos acham que o Villarreal vai ganhar e chegar à final. Eu faço questão de chegar todos os dias ao clube e avisar que o F.C. Porto tem muito valor. Vou ficar a torcer por eles, como sempre», referiu ainda.


in "maisfutebol.iol.pt"

Pinto da Costa: "Ainda temos mais para ganhar"

No dia 23 de Abril de 2012, precisamente de hoje a um ano, Pinto da Costa espera inaugurar o museu do clube, espaço onde estarão expostos os 51 troféus conquistados pelo presidente do FC Porto no futebol profissional. Hoje, dia em que completa 29 anos à frente dos destinos dos dragões, Pinto da Costa pode orgulhar-se de já ter ultrapassado a barreira da meia centena de títulos, mas também de ter triplicado as conquistas do clube nos 89 anos que o antecederam. O JOGO falou com o presidente do FC Porto sobre a passagem de mais um aniversário à frente dos destinos do clube e sobre os 51 títulos acumulados ao longo de uma carreira que já é a mais bem-sucedida do futebol europeu. "Não faço a mínima ideia de quantos títulos conquistei, não mantenho nenhuma contabilidade actualizada, mas acredito que seja assim: cinquenta e um", afirmou quando convidado a comentar o registo acumulado. "Mas esses números fazem parte da história, e estou mais preocupado com o futuro do que com o passado. Este ano, já ganhámos coisas importantes, mas ainda temos mais para ganhar. Como a Taça de Portugal, da qual muitos nos quiseram afastar prematuramente", recordou, para avisar logo a seguir: "Não basta ter um par de papagaios na televisão para nos derrotarem; pelo contrário, dão-nos mais força para vencer."

Entretanto começam a faltar adjectivos para descrever os feitos desportivos de Pinto da Costa, tal a facilidade com que ele os alcança, seja com treinadores novos, velhos, experientes, estrangeiros ou portugueses. André Villas-Boas, que estava catalogado como novo e inexperiente quando chegou no início da época ao Dragão, foi o decimo a conquistar o Campeonato Nacional sob a sua liderança. "Também não sabia que o André foi o meu décimo campeão, mas fico feliz. Quando escolho um treinador, assumo a responsabilidade pelo seu sucesso. Quem vem para este clube tem sempre grandes ambições, e felizmente foram poucos os que não as satisfizeram", referiu Pinto da Costa. Na história do FC Porto escrita por ele, há espaço para apenas dois treinadores que saíram do clube sem qualquer troféu; o primeiro foi Quinito, em 1988/89, enquanto o segundo foi José Couceiro, já em 2004/05. Há ainda o caso de Luigi del Neri, embora o treinador italiano tenha abandonado o FC Porto sem realizar qualquer jogo oficial. Três excepções num extenso quadro de gente que entrou no clube sem títulos e que saiu de lá com um estatuto reforçado pelas vitórias. Uns mais do que outros, é certo, até porque também houve quem não tenha conseguido vencer o campeonato ao lado de Pinto da Costa, mas que, mesmo assim, fez questão de assinalar a sua passagem pelo clube com outras conquistas: José Maria Pedroto (uma Taça de Portugal e uma Supertaça), Octávio Machado (uma Supertaça), Victor Fernández (uma Taça Intercontinental e uma Supertaça) e até Rui Barros, treinador interino que conquistou uma Supertaça.

Esta temporada, Pinto da Costa já festejou mais dois títulos - Supertaça e Campeonato Nacional - e tem mais dois para festejar. Para já seguem-se as meias-finais da Liga Europa e a final da Taça de Portugal, duas provas que repousam nas mãos do treinador mais jovem com que Pinto da Costa trabalhou. "Houve quem dissesse que contratei André Villas-Boas à pressa e outros tantos que questionaram a sua maturidade, mas ele mostrou a uns e a outros que é muitíssimo competente, que tem um grande talento e que o espera uma grande carreira." Certezas que Pinto da Costa sublinha e que o levam a garantir que, para ele, Villas-Boas sempre foi um valor seguro. "Para mim, nunca constituiu um risco, porque é um valor seguro. Tal como Jorge Jesus, por exemplo", fez questão de acrescentar, abrindo a porta à pergunta: afinal, como vê as críticas que se têm multiplicado nos últimos dias ao técnico que venceu o campeonato anterior? "Sou um apreciador dele, todos sabem, mas confesso que não posso avaliar a sua responsabilidade no actual momento do Benfica. Para isso, teria de saber se foi ele o responsável pela venda de Ramires e Di María no início da época. E se também aprovou a saída de David Luiz em Janeiro ou se foi o responsável pelo afastamento dos sócios e pela vergonha que eles sentiram com os apagões e outros. Se foi ele, então sim, é o responsável; se não foi, o responsável deve ser outro."


51

Pinto da Costa já conquistou 51 troféus no futebol profissional durante os 29 anos de presidência no FC Porto. Antes da sua chegada ao clube, os portistas tinham "apenas" 16 títulos na sua história...

Empate que pode acabar em vitória

FC Porto e Benfica contabilizam, cada um, 67 títulos no futebol profissional. As vitórias na Supertaça e no Campeonato Nacional desta temporada serviram para os portistas igualarem o rival da Luz no número de troféus conquistados, algo que parecia impossível de acontecer há umas décadas. Para este empate muito contribuiu Pinto da Costa. Desde que chegou à presidência do FC Porto, venceu 51 troféus, contra os 16 dos 89 anos de história que o precederam no clube; por outro lado, o Benfica deixou de ganhar. Desde 1982, o clube da Luz venceu "apenas" 20 títulos, enquanto antes de Pinto da Costa assumir a presidência do FC Porto tinha conquistado 45. Sintomático. O Benfica até pode voltar a passar já hoje para a frente, em caso de vitória na final da Taça da Liga, uma prova que o presidente do FC Porto voltou a desvalorizar. "Quanto ao empate com o Benfica, não é coisa que me mantenha preocupado, mas se contarem os títulos deles na Taça da Liga, também deviam contabilizar as nossas vitórias na Liga Intercalar, que também era uma competição de âmbito nacional", referiu a O JOGO. A verdade é que, independentemente do resultado de hoje da final da Taça da Liga, o FC Porto ainda pode ultrapassar o Benfica em número de títulos durante esta temporada, na eventualidade de conquistar a Taça de Portugal e a Liga Europa. E é para isso que correm agora os portistas...

in "ojogo.pt"

Ingleses no encalço de Hulk e Rolando

De acordo com a Imprensa inglesa, tanto o Manchester United como o City têm seguido de perto a evolução de Hulk e Rolando. Sir Alex Ferguson terá enviado um olheiro ao Dragão no clássico com o Sporting para actualizar as notas sobre os dois jogadores. O City também entra nestas contas porque a incerteza em relação ao futuro de Tévez coloca a equipa perante a necessidade de reforçar o ataque e disponível para avançar com cerca de 40 milhões de euros para conseguir levar Hulk. As mesmas notícias dão conta da disponibilidade do United para atingir os cerca de 15 milhões de euros que os portistas alegadamente terão pedido pelo central, mas também dão conta de alegadas dificuldades de tesouraria no Dragão que os últimos relatórios e contas da SAD portista desmentem.

in "ojogo.pt"

Fucile a treinar dentro de "três semanas"

Fucile acredita que pode disputar a Taça de Portugal e, na eventualidade de o FC Porto ultrapassar o Villarreal, disputar a final da Liga Europa. O internacional uruguaio revelou ontem, na sua página oficial no Facebook, que se encontra a recuperar bem da fractura que sofreu na clavícula esquerda durante a partida com o Spartak de Moscovo. "Obrigado a todos pelo apoio. Continuo a recuperar, mas está tudo a correr bem. Espero estar a treinar normalmente dentro de três semanas." Ora bem, e feitas as contas, Fucile espera regressar aos treinos sem limitações uns dias antes do último jogo do campeonato, frente ao Marítimo, agendado, pelo menos para já, para o dia 15 de Maio. Sendo assim, Fucile espera estar completamente recuperado para a final da Taça de Portugal, marcada para o fim-de-semana seguinte (22 de Maio), assim como para o jogo decisivo da Liga Europa, a disputar em Dublin no dia 18 de Maio.

in "ojogo.pt"

"Vai ser assim até ao fim"

Às três e meia da manhã de quinta-feira, o autocarro do FC Porto entrava finalmente no Dragão, concluindo a viagem que o trouxera da Luz. A festa, que tinha começado no relvado, prolongara-se por mais de 300 quilómetros, desta vez sem os acordes de Helton. Mas só faltou mesmo o violão, porque, à chegada, Helton estava lá. Não no autocarro, mas junto à porta que dá acesso ao corredor dos balneários, recebendo a comitiva com abraços. "Não tinha como dormir", justificava-se ele. "Queria comemorar esta vitória tão importante, que foi o reflexo de um espírito colectivo e de um sentimento de família FC Porto". Resumindo: o travesseiro podia esperar umas horas, o capitão não. "Quando acontece ultrapassarmos uma barreira como esta, temos de estar unidos na comemoração, porque trabalhamos todos pelo mesmo objectivo", diz, reforçando a ideia com um exemplo concreto que lhe parecia duplamente apropriado. "Veja-se o caso do Mariano: não é por ele estar aqui ao lado, mas, apesar de não jogar tanto este ano, tem contribuído muito mais. O trabalho no balneário, além do que faz no relvado, revela o profissional que é."

Mariano, também ele capitão, estava de facto ali ao lado, a ouvir tudo. E também testemunhara do banco a passagem à final da Taça. "Não nos cansamos de ganhar. Eu gosto de ganhar, já estou habituado", ri-se o argentino, sem deixar passar a provocação quando sugerem que se calhar já terá perdido a conta ao que ganhou. "Não perdi, não! Sei muito bem o que ganhei desde que comecei a carreira e o que ainda quero ganhar. Quero sempre mais." Quer ele e Falcao.
O colombiano junta-se à conversa, transformada subitamente numa cimeira de capitães. Todos juntos, com o autocarro ainda próximo e a frase transportada em letras garrafais a servir de cenário. "Este é o nosso destino", lê-se nos vidros. Os três aceitam sem reservas deixarem-se fotografar para O JOGO junto desse lema, e Falcao até reforça a mensagem. "É esta a mentalidade de todos; é neste sentido que nos tentam incentivar. Já conseguimos o primeiro objectivo, que era o campeonato, e demos um passo importante na Taça ganhando ao Benfica no seu estádio. Estamos com muitas 'ganas' na Liga Europa e com vontade de conquistar tudo o que ainda temos pela frente." Mariano é rápido a completar a ideia. "Para nós, isto ainda não acabou". Falcao prossegue a deixa: "Prometemos há tempos que nunca faltaria esforço em todos os jogos e acho que temos mantido essa promessa. Foi um pacto que fizemos com os adeptos e que tem sido cumprido mesmo em situações adversas, como era o caso desta desvantagem com o Benfica. Vai ser assim até ao fim; não podemos perder a cabeça."
Pergunta-se aos três se a história desta época não lhes parece demasiado perfeita, considerando a coincidência de até haver o maior rival ligado às conquistas. "Peço desculpa, mas não digo que as coisas foram fáceis. Este percurso comprova a história da humildade. E sabemos que a humildade não está ao alcance de todos", defende Helton. Mariano dá corda à pergunta. "Esta época parece-me a prova de que os sonhos viram realidade", diz. Falcao vai pelo mesmo caminho, concordando com a ideia de guião perfeito. "Sim, é verdade. E continuamos a sonhar, assim como os adeptos. Sonhar não custa nada."
Já passava das quatro da manhã. Sonhar (e dormir...) parecia uma boa ideia.

Mensagens de capitão

"Gostaria de lembrar que torcer pelo FC Porto qualquer um pode, mas ser Porto não está ao alcance de qualquer um. Ser Porto é dedicação; é entrega total, como se viu também da parte dos adeptos, que são o nosso 12º jogador"
Helton

"Gostaria de dizer aos meus companheiros que me sinto orgulhoso por fazer parte desta equipa que tem feito um trabalho que há-de ficar na história e nunca me esquecerei. Vou ter o que contar aos meus filhos e netos. Faltam dois títulos e não podemos deixar passar essa oportunidade"
Falcao

"Ser capitão é ser mais um. Não há ninguém dentro dos 24 que somos agora, ou dos 26, contando com o Castro e o Ukra, que tenha feito um trabalho mais importante. Todos o fizemos. Lutamos por jogar, não vamos ser hipócritas ao ponto de dizer que não queremos jogar, mas o interesse maior é fazer do FC Porto vencedor"
Mariano

Helton

"Não sou jogador de ténis..."

Esta é a melhor época de Helton? "Não consigo ser perfeito se não tiver o contributo dos outros; não sou jogador de ténis, esses é que fazem tudo sozinhos. Mas, claro que o êxito colectivo é feito também da soma de êxitos individuais. Concordo que as minhas defesas têm sido importantes, mas há sempre mais 10 a ajudar-me. Começa no Falcao, no Hulk, no Varela ou Cristian. Acredito que sim, sem falsas modéstias; tem sido uma boa época"

Mariano

"Tivemos 14 gajos que deram tudo"

O comentário de Mariano à vitória na Luz não podia usar palavra mais portuguesa. "Tivemos onze gajos que deixaram tudo em campo. Ou melhor, foram 14 que deram tudo...", diz, entre sorrisos. A época não tem sido fácil para ele. "Estas vitórias compensam", diz. "Há muita coisa que não está à vista dos adeptos, muito esforço por detrás do jogo e recompensado agora"

Falcao

"Volta olímpica em casa do rival é único

Falcao não desdenha ser o goleador da Liga Europa. "Era bom, mas o mais importante é ganhar os torneios", diz. Ganhar tem sido um hábito que o colombiano quer manter, admitindo que as festas na Luz foram especiais. "Dar uma volta olímpica na casa do rival é único, ainda para mais numa situação em que eles tinham uma grande vantagem. Esta reviravolta teve um grande significado para o grupo"

in "ojogo.pt"

Guarín aponta à Europa

COLOMBIANO TEM POSSIBILIDADES DE RECUPERAR PARA QUINTA-FEIRA E TER DE VOLTA O LUGAR NO ONZE


Recuperar Fredy Guarín para o primeiro duelo com o Villarreal, na próxima quinta-feira, é nesta altura a prioridade dos portistas. O colombiano falhou a deslocação ao Estádio da Luz, devido a uma contusão na perna direita, contraída frente ao Sporting, mas tudo indica que esteja em condições de avançar a tempo de alinhar na Liga Europa, preferencialmente no onze, como vinha acontecendo antes da sua paragem.
O médio, de 24 anos, passou a fazer parte das primeiras escolhas de André Villas-Boas desde a vitória em Moscovo, diante do CSKA. Marcou o único golo do encontro e ultrapassou Belluschi, que até aí formava com Fernando e João Moutinho um trio praticamente intocável. De então para cá, só ficou no banco de suplentes em Portimão. Faturou por cinco vezes, aos quais se juntaram mais 3 tentos anteriormente.
in "record.pt"

Villas-Boas para o tetra

JOVEM TÉCNICO PODERÁ IGUALAR A MARCA DE TOMISLAV IVIC QUE VENCEU QUATRO TROFÉUS EM 87/88


Se o FC Porto juntar ao campeonato e Supertaça, a Liga Europa e a Taça de Portugal, André Villas-Boas vê o seu nome equiparar-se ao de Tomislav Ivic como um dos dois treinadores da história do futebol português que mais troféus oficiais conquistaram numa só época. Em 1987/88 o croata, agora com 77 anos, começou por vencer a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia, às quais se juntaram o título nacional (com 15 pontos de avanço sobre o Benfica, quando a vitória só valia 2) e a Taça de Portugal.
Na sua primeira passagem pelo FC Porto, Ivic ganhou tudo o que havia para ganhar. Só ficou de fora a Supertaça nacional, porque nem sequer teve oportunidade de a disputar. Um feito idêntico foi conseguido por José Mourinho na temporada 2002/03. O melhor treinador do Mundo da atualidade chamou a si a conquista do campeonato, Taça de Portugal e Taça UEFA. Mais não pôde nessa campanha, mas na época seguinte teve oportunidade de erguer a Supertaça em Portugal. Já a Europeia escapou para a galeria do Milan.
in "record.pt"