quarta-feira, 18 de maio de 2011

Funes Mori colocado na rota do Dragão

Funes Mori está na mira do FC Porto, segundo a Imprensa argentina, e o empresário Miguel Pires estaria mandatado para apresentar uma proposta de dois milhões de euros ao River Plate. Funes Mori, recorde-se, esteve nas cogitações do Benfica no início da temporada, mas o negócio acabaria por abortar, dada a diferença de valores que sempre separou os dois emblemas durante as negociações. O destino da jovem promessa do futebol sul-americano pode agora passar pelos azuis e brancos e, segundo a Imprensa argentina, Miguel Pires - ex-representante de Farías e de Mariano no clube -, seria o emissário a quem o FC Porto teria confiado a missão de lançar as bases com vista às negociações com os dirigentes argentinos nos próximos dias, o que só deverá acontecer, no entanto, a seguir à final da Liga Europa, uma vez que o referido empresário se encontra na Irlanda para assistir ao jogo de hoje.

in "ojogo.pt"

Wenger aplaude Falcao e Hulk

Aos olhos de Arsène Wenger, o FC Porto "é o favorito" a vencer a final da Liga Europa ante o Braga. A convicção do treinador do Arsenal assenta na capacidade de dois jogadores, que crê serem suficientes para levar os dragões à glória. A "inteligência táctica" de Falcao e o "poder fenomenal" de Hulk, segundo Wenger, em entrevista ao Eurosport, brilharão esta noite em Dublin. O colombiano, explica, "é o tipo de jogador que coopera com os colegas": "Sabe quando devolver a bola. Apesar de não ser extraordinariamente rápido, está na linha de Lisandro López [que também explodiu no FC Porto]." Hulk, realça, "cria imensas oportunidades e tem grande qualidade de passe".

in "ojogo.pt"

Futre: "Pinto da Costa é o meu pai desportivo"

Futre diz que o Braga tem o seu respeito, mas torce pelo FC Porto, pois não esquece o clube que o lançou: "Foi ali que me deram tudo. Foi lá que fui campeão da Europa e é lá que tenho o meu pai desportivo, que é Pinto da Costa. Foi o homem que apostou em mim. Foi no Porto que passei de adolescente a homem."
Adepto do Sporting, sublinha não ser "antiqualquer clube português". "Tenho a minha ética e se o Sporting não ganha e pode ganhar o FC Porto, apoio o FC Porto. E em relação ao Benfica, o mesmo", disse

in "ojogo.pt"

A Aanálise de JVP


GUARDA-REDES

HELTON
Guarda-redes seguro, confiante e eficiente. É mais ágil do que Artur e dialoga muito com os colegas, chamando a atenção para as marcações e fazendo correcções. Antecipa bem as jogadas e é bom fora dos postes, embora não muito forte fisicamente pois larga demasiadas vezes a bola quando é tocado e nem todos os árbitros estrangeiros têm por hábito marcar falta. Dá confiança à equipa, apesar de ser menos possante do que Artur. Joga q.b. com os pés ainda que por vezes arrisque demasiado.

ARTUR
É uma revelação. Trata-se de um guarda-redes sereno, eficaz e seguro. É mais forte do que Helton no contacto físico, embora me pareça que não gosta de sair dos postes. É menos comunicativo mas bom debaixo dos postes, pois tem bons reflexos. É q.b. com os pés, pois não inventa.


LATERAIS-DIREITOS


SAPUNARU
Está mais refinado. É competitivo e está confiante. É mais equilibrado a subir no terreno, forte no contacto físico e bom de cabeça. É um jogador com nervo e tem a vantagem de ser mais alto do que Miguel Garcia, característica importante para um defesa.

MIGUEL GARCIA
Jogador muito solidário, generoso e competitivo. Sobe de forma cautelosa porque tem mais preocupações defensivas. Ofensivamente, trata-se mais de um apoio do que de um desequilibrador. Tem garra e com o decorrer dos jogos foi-se tornando mais confiante. É um jogador que proporciona confiança ao treinador, pois assegura entrega e concentração totais - garante empenho e atitude. Tenho grande admiração por ele, pois há duas épocas ficou desempregado e não teve vergonha de integrar o estágio dos jogadores do sindicato, demonstrando humildade.


DEFESAS-CENTRAIS

OTAMENDI
Um jogador com personalidade e experiência, atributos que permitem disfarçar a sua velocidade. É muito perigoso nas bolas paradas ofensivas, usando bem a ratice típica dos sul-americanos. Tem boa elevação e marca bem, embora tenha dificuldades quando a bola é colocada nas suas costas.

RODRIGUEZ
Muito rápido, lê bem o jogo e antecipa as jogadas. Não sendo muito alto, possui boa elevação. Sai a jogar com a bola sem arriscar, mas precisa de comunicar mais, aspecto em que, apesar de tudo, já melhorou. É perspicaz e perigoso nas bolas paradas.

ROLANDO
Discreto mas seguro e competitivo. A boa leitura que faz das jogadas permite-lhe antecipá-las e disfarçar a velocidade. É bom na marcação e no jogo aéreo. A sua regularidade e competência, frutos da forma como sabe colocar-se em campo, permitem-lhe aguentar a pressão da concorrência que existe no plantel portista.

PAULÃO
Muito forte fisicamente, o que o leva a ganhar muitos duelos, sobretudo na marcação ao homem. É perigoso nas bolas paradas ofensivas. Em contrapartida, nem sempre se posiciona bem, precisando que falem com ele, em particular quando o adversário é dinâmico e se movimenta muito.


LATERAIS-ESQUERDOS

ÁLVARO PEREIRA
O uruguaio é um elemento muito importante neste FC Porto: dá largura e profundidade. É dinâmico e desequilibra com as suas subidas, já que utiliza bem a sua velocidade. É competitivo e atrevido no "um-contra-um". Mesmo tendo características ofensivas, mantém a consistência defensiva através da sua entrega ao jogo. Por vezes, o "nervo" que tem fá-lo perder o discernimento e o posicionamento.

SÍLVIO
Bom tecnicamente, tem o pequeno senão de estar fora do seu lugar habitual. Consegue provocar desequilíbrios ofensivos mas tem maiores dificuldades ao efectuar cruzamentos do lado esquerdo - apesar de jogar e cruzar bem com os dois pés, os cruzamentos não lhe saem com a mesma naturalidade como do lado direito. Lê muito bem o jogo, sendo um jogador de bom passe e remate forte. É menos forte fisicamente e menos veloz do que Álvaro Pereira mas mais técnico e perspicaz.


MÉDIOS-DEFENSIVOS

FERNANDO
É o elemento que faz o equilíbrio da equipa. Possui boa leitura de jogo e ajuda na antecipação. É o melhor recuperador de bolas do FC Porto. Prático e competitivo, já tem experiência e também velocidade. Forte no contacto físico, tem grande espírito de equipa e é seguramente um dos que mais trabalham e maior segurança defensiva dão.

VANDINHO
Experiência, bom posicionamento e boa leitura de jogo são algumas das suas qualidades. É inteligente e bom tecnicamente, embora lhe falte a velocidade para estar em todos os sítios, como Fernando. Tem boa atitude e entrega ao jogo.


MÉDIOS-OFENSIVOS

JOÃO MOUTINHO
Tem qualidade técnica? Tem. Faz boa leitura de jogo? Sim. É inteligente? É. É rápido? Para as pernas que tem, é muito. É humilde e generoso? Muito. Tem bom remate? Tem, mas precisa de subir um pouco mais no terreno. João: quando sentires, sobe. Vais ver que fazes aquele "clic" para seres extraordinário! Há mais para dizer, mas preciso de espaço para falar dos outros. Não me esqueci de mencionar o jogo aéreo e a sua estatura, apesar de não se sentir isso no jogo.

HUGO VIANA
É o cérebro da equipa - joga e faz jogar. Possui boa visão e leitura de jogo, é muito bom tecnicamente e muito forte no remate, sobretudo nas bolas paradas. É inteligente na forma como arrisca o passe no último terço do campo. Por vezes parece um simples passe, mas é "o" passe, aquele que faz a diferença e desequilibra o jogo. E isso não está ao alcance de qualquer um…

GUARÍN
De incerteza passou a certeza, sendo um jogador forte técnica e fisicamente. Tem um remate potentíssimo e a maior liberdade de movimentos tornou-o num dos jogadores mais perigosos deste FC Porto. Só lhe falta um pouco mais de velocidade e jogo de cabeça. Com a confiança que está, pode ser um dos que farão a diferença.

LEANDRO SALINO
Generoso e competitivo, corre todo o terreno de jogo. Com a sua presença em campo, há maior equilíbrio defensivo sem se perder o dinamismo de que a equipa precisa ofensivamente. Não sendo um desequilibrador, recupera muitas bolas no meio-campo adversário.


EXTREMOS-DIREITOS

HULK
Tem características invulgares - junta força física a potência, velocidade e drible. E agora até de cabeça marca! Tem um remate poderosíssimo, podendo fazer golo de qualquer lado. É um desequilibrador nato que não deixa de ser perigoso mesmo perante uma defesa compacta e organizada. Falta-lhe, por vezes, definir melhor as jogadas, sobretudo no último passe.

ALAN
A sua forte personalidade e a sua qualidade técnica fazem-no assumir o jogo em qualquer lado. É ele quem segura a bola para a equipa subir. É ele quem mais desequilibra o adversário e, juntamente com Hugo Viana, quem melhor lê o jogo. Além disso, ainda aparece bem na área para finalizar. O lado negativo da influência de Alan é o facto de a equipa se ter habituado a depender dele - talvez - em demasia.


EXTREMOS-ESQUERDOS

VARELA
Bom no drible e disciplinado tacticamente. Veloz e possuidor de bons movimentos ofensivos que o fazem aparecer bem posicionado na área para finalizar. E normalmente bem! É mais um daqueles que podem fazer a diferença. Hulk e Falcao podem tirar-lhe o brilho mas não o apagam!

PAULO CÉSAR
É o tipo de jogador que, não sendo a estrela, é dos mais perigosos. É rápido, muito competitivo e aparece bem na área. Determinado e disciplinado tacticamente, é muito atrevido no "um-contra-um".


PONTAS-DE-LANÇA

FALCAO
Um dos melhores da actualidade na sua posição. Tem um grande espírito competitivo tanto a atacar como a defender. Muito bom finalizador, utiliza a inteligência para se posicionar no melhor sítio da área, revelando perspicácia. Não sendo um driblador nato, tem uma qualidade técnica muito apurada que o leva a marcar golos de todas as maneiras e feitios. O jogo de cabeça é fantástico - mesmo não sendo alto, chega e salta primeiro do que o adversário graças à sua excelente elevação.

LIMA
Tem um remate muito forte, é rápido e não tem medo de errar. Embora não sendo um jogador de drible é alguém a quem não se pode conceder espaços. De cabeça, é bastante perigoso.

in "ojogo.pt"

Presidentes dos dois clubes confiantes para a final

Pinto da Costa e António Salvador foram presença de destaque no jantar de gala promovido pela UEFA, que contou ainda com Michel Platini entre os seus ilustres participantes. À saída, os dois presidentes dos clubes portugueses deixaram escapar as últimas impressões antes da grande final. "Só se ganha jogando bem, os favoritos não existem, mas sou sempre optimista, pois o FC Porto é uma equipa concentrada e que vai manter o rigor extremo demonstrado ao longo da época", declarou Pinto da Costa, evitando quaisquer projecções para o futuro na Europa. "Antes da Supertaça com o Barcelona, temos a final e depois a Taça de Portugal com o Guimarães." Pelo seu lado, António Salvador lamentou que o destaque ao Braga não tenha sido dado pelos motivos óbvios: "Sabemos da nossa dimensão e que não nos será possível segurar todos os jogadores, mas o que mais me deixou triste foi ver, antes da final, uma primeira página noticiando a saída de Rodriguez."

in "ojogo.pt"

Inter Milão na corrida por Fernando

MÉDIO PORTISTA COBIÇADO EM ITÁLIA


A imprensa italiana noticia esta terça-feira o interesse do Inter Milão em Fernando. O médio brasileiro tem sido frequentemente apontado à Juventus e poderá estar mesmo de saída do FC Porto no final da temporada.
Fernando é uma das opções dos milaneses para refrescar o “miolo” para a próxima época, juntamente com o italiano Andrea Poli da Sampdoria - recentemente despromovida à Serie B - e com Casimiro do São Paulo.
in "record.pt"

Pinto da Costa foi esperar a rainha de Inglaterra

Líder portista misturou-se com a multidão que esperava Isabel II. Fortes medidas de segurança na capital irlandesa



A confusão na cidade de Dublin é geral, por estes dias. E, como se tem dito e escrito, nem tudo se deve à final da Liga Europa entre F.C. Porto e Sp. Braga. A visita da rainha de Inglaterra tem despertado grande curiosidade e roubado parte dos holofotes. O interesse é geral e chegou, mesmo, a Pinto da Costa.

O presidente portista misturou-se com a multidão que esperava a rainha na zona de O'Connel Street, numa das margens do rio Liffey, pouco depois das 15 horas.

Debaixo de fortes medidas de segurança, Isabel II chegou de carro e dirigiu-se ao Trinity College, que foi o seu primeiro ponto de paragem na capital irlandesa. 

Pinto da Costa , depois de ver a rainha passar, voltou para junto da comitiva azul e branca. O presidente do F.C. Porto prepara-se para disputar a sua quinta final europeia.


in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Sp. Braga (antevisão): de Portugal para o Mundo

Portugueses ocuparam a cidade de Dublin. Nesta quarta-feira, partirão à descoberta de novos horizontes, à conquista do Mundo

F.C. Porto e Sp. Braga conquistaram a cidade de Dublin. Nesta quarta-feira, partirão à descoberta de novos horizontes. A curiosidade ultrapassa o pessimismo, nobre defeito português. Haverá festa lusa na Arena irlandesa.

Na terça-feira, com a Rainha de Inglaterra a roubar grande parte dos holofotes, temeu-se o pior. Ao longo dos dias, perspectivou-se uma final sem interesse, um jogo da Liga em território estranho, apenas e só. Pura ilusão.

Quando André Villas-Boas e Domingos Paciência lançaram a final, percebeu-se a real dimensão do fenómeno. Jornalistas do Japão, da Colômbia, de Itália,de Inglaterra, da Colômbia e até do Sudão, todos quiseram saber como Portugal conquistou o seu espaço em Dublin. Entre nós, jornalistas, sentiu-se indisfarçável orgulho.

A organização terá oferecido milhares de bilhetes, parece claro, para encher a Arena, mas acredita piamente que tal irá acontecer. De Portugal, virão perto de 20 mil, congestionando os aeroportos, sobretudo o Sá Carneiro. De um pouco de toda a Europa, outros milhares, emigrantes radiantes pela expressão máxima do nosso futebol.

Na República da Irlanda, idêntico cenário. Emigrantes portistas, arsenalistas, benfiquistas, sportinguistas ou apenas portugueses desinteressados pelo futebol. Todos estarão lá. Para os locais, a curiosidade também aguça o apetite. O futebol português está de parabéns.

NA capital irlandesa, onde o Maisfutebol está desde segunda-feira, percebe-se que a popularidade do futebol não-britânico é relativa, perdendo para o râguebi e os desportos gaélicos, por exemplo. Depois vem o futebol inglês, o escocês por causa do Celtic, um pouco de futebol local, o críquet lá pelo meio e algo mais que enche páginas dos jornais e nos escapa. Ainda assim, estarão lá, a ver. Todos os caminhos vão dar à Arena de Dublin.

Ambição supera o coração

André Villas-Boas gostava de Domingos e Domingos gostava do F.C. Porto. Neste duelo particular de treinadores, a ambição supera o coração. Um pode ser o mais jovem a conquistar a Liga Europa. O outro pode ser o primeiro a fazê-lo frente a uma equipa que representou enquanto jogador.

O F.C. Porto surpreende a Europa por novo fulgor, pelo futebol de Huk, pelos golos de Falcao, pelo rótulo de mini-Mourinho que André Villas-Boas tenta descolar do seu fato a todo o custo. O Sp. Braga é o «underdog», a expressão britânica para o pequeno que se tenta agigantar.

Não é David contra Golias, fala-se de uma final entre velhos conhecidos e tudo pode acontecer em noventa minutos de futebol. Se o F.C. Porto vencer, será mais um troféu, a coroação europeia numa época de recordes, de uma Liga exemplar, uma Supertaça conquista e uma Taça em aberto. Se sucumbir, com o Braga como obstáculo, perde largo crédito interno.

O Sp. Braga joga sem pressão, pode ganhar uma Liga Europa aportuguesada mas cairá nas bocas do Mundo, que lembrará as batalhas superadas, os colossos que ficaram pelo caminho, de Sevilha, de Liverpool, do Benfica até que queria cá estar. O sonho está ali, bem perto. São 90 minutos, milhões a ver pela televisão, o novo grande português contra um campeão fulgurante.

Os dados estão lançados, Dublin abriu as portas, o Mundo estará a ver. Pode começar.

Equipas prováveis:

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, Guarín e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela. 

Outros convocados: Beto, Otamendi, Sereno, Belluschi, Souza, R. Micael, Walter e James 

SP. BRAGA: Artur Moraes; Miguel Garcia, Rodríguez, Paulão e Sílvio; Custódio, Vandinho e Hugo Viana; Alan, Lima e Paulo César.

Outros convocados: Cristiano, Kaká, Elderson, Salino, Hélder Barbosa, Meyong, Dani, Aníbal e Peterson


in "maisfutebol.iol.pt"" 

João Ferreira arbitra final

JOGO NO JAMOR ENTRE FC PORTO E V. GUIMARÃES


O árbitro João Ferreira (AF Setúbal) foi o escolhido para dirigir o jogo da final da Taça de Portugal, entre o V. Guimarães e o FC Porto, que terá lugar no próximo domingo (17 horas) no Estádio Nacional, anunciou esta terça-feira a Federação Portuguesa de Futebol.
O juiz chefiará uma equipa da Associação de Futebol de Setúbal, composta pelos assistentes, Pais António e Luís Ramos, sendo Elmano Santos (AF Madeira) o quarto árbitro.
“É sempre um motivo de grande orgulho ser nomeado para um jogo desta envergadura. De certa forma, é a concretização de um sonho de criança e é um privilégio entrar para a história do futebol português", afirmou ao site da FPF.
João Ferreira, de 43 anos, é árbitro desde a temporada 1987/88, tendo subido à primeira categoria nacional em 1999/2000.
in "record.pt"

Otamendi na luta de extremo

A fibra de um argentino que gosta de grande desafios. Varela e James, a dúvida que não chega a ser existencial. 

Numa equipa tão bem mecanizada como o FC Porto, que fez um Campeonato inteiro sem perder um único jogo e chega à final da Liga Europa quase com uma perna às costas, uma dúvida no onze não ocupa mais que o espaço necessário a uma frase: o que importa se joga Varela ou James? Ok, o jovem colombiano é um fogo ambulante que aquece o jogo ofensivo do FC Porto, mas Varela tem o factor experiência do seu lado, o que numa final pode fazer a diferença.

Ambos têm um golo na prova, os dois andam praticamente a par no que respeita à titularidade: James foi primeira opção em quatro das oito partidas em que participou, Varela em cinco dos 11 desafios em que foi utilizado. Pode parecer uma grande diferença, mas o português tem apenas mais 113 minutos na Liga Europa do que o colombiano. Se calhar, temos que ver este filme ao contrário: Varela e James traduzem de forma fiel o equilíbrio da gestão de Villas Boas e competitividade interna que anima o plantel portista. Pergunta-se: os problemas do SC Braga diminuem ou aumentam em função de jogar um ou outro? Há de facto uma luta de extremos, a possível numa equipa que tem Hulk na galeria de génios, mas existe, acima de tudo, uma equipa que não depende deste tipo de detalhes para ganhar jogos. 

Diferente é o equilíbrio defensivo. Aí, o adversário dos portistas mostra dentes afiados e Otamendi é o homem certo para formar com Rolando a dupla de centrais. Certo, porquê? O argentino esteve num plano fracote frente ao Marítimo, porque não se encaixa em partidas de baixa intensidade emocional. O que ele gosta mesmo é de pressão alta, e quanto mais alta melhor. 

Há futebolistas que quebram perante um desafio gigantesco. Com Otamendi acontece o contrário, definha se não houver adrenalina a correr no relvado e um troféu para agarrar. O argentino mostrou de que fibra é feito nos encontros que disputou com o Benfica. Encaixa como uma luva na habitual estrutura utilizada por Villas Boas e até foi o próprio treinador, na projecção que fez da final, que lançou a ideia de que não irá haver surpresas no onze. 
É evidente que nada de revelador saiu do treino portista na Arena de Dublin, dividido por uma parte física e outra em que a bola rolou ao sabor do talento de cada um.


in "abola.pt"

SAD compra totalidade dos direitos de James Rodríguez

A SAD do FC Porto anunciou hoje, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a compra de 30 por cento dos direitos económicos sobre James Rodriguez, por 2,250 milhões de euros. 

Os azuis-e-brancos garantiram o concurso do jovem jogador colombiano em Julho do ano passado, investindo na altura 5,1 milhões de euros por 70 por cento do passe. Agora, com a compra dos restantes 30 por cento, o FC Porto adquiriu a globalidade dos direitos sobre James Rodríguez, pagando total de 7,350 milhões de euros.

Diga-se, contudo, que em Outubro passado, 35 por cento dos direitos sobre o jogador foram alienados ao Fundo Gol Football Luxemburg, permitindo na altura o encaixe de 2,550 milhões de euros.


in "abola.pt"

terça-feira, 17 de maio de 2011

Villas-Boas, auto-retrato: «Não sou um ditador»

Técnico fala sobre as suas características e as razões de sucesso. Helton e Moutinho ajudam na análise


Como é que André Villas-Boas analisa o seu próprio sucesso? Como é que se define enquanto treinador e líder? Como é que olha para o futebol? Tudo isto foi questionado na conferência de imprensa desta terça-feira. Aqui fica a resposta do técnico do F.C. Porto. 

«Primeiro terão de ser os jogadores a dizer o que vêem no líder. Não olho para o futebol apenas como táctica, mas sim como espaço de aproveitamento das capacidades dos jogadores. O jogo tem mais a ver com impactos emocionais, embora seja importante treinar bem, claro. Defendo até à morte a liberdade individual. Não sou um ditador de comportamentos», referiu o treinador que levou o Porto ao título nacional.

Ao lado de Villas-Boas no diálogo com os jornalistas estavam Helton e João Moutinho. Também eles explicaram quem é André Villas-Boas e como os conduziu ao triunfo. Primeiro, o guarda-redes. «Numa palavra? Amigo. É essa a razão do sucesso dele, sem dúvida. Foi um dos melhores com quem já treinei. Sabe dar liberdade dentro da táctica que nos impõe.»

João Moutinho foi mais evasivo. «Todos nós temos algum mérito nesta época. O treinador, a equipa técnica, os jogadores, os roupeiros, todos. Toda a organização do F.C. Porto é muito boa.» 


Villas-Boas: Mourinho, Hulk e um jornalista atrapalhado

Comunicação social estrangeira insiste na ligação entre o técnico do F.C. Porto e o «Special One»

André Villas-Boas e José Mourinho, José Mourinho e André Villas-Boas. A comunicação social de outros países insiste na proximidade entre as duas personagens. Uma proximidade que, como se sabe, não existe actualmente. De qualquer forma, sempre cordial e paciente, o treinador do F.C. Porto voltou a abordar o período em que trabalhou sob as ordens do Special One. Sem grandes pormenores.


«Estive sete anos com o José. Trabalhámos em clubes de top, com pessoas de top, e atingimos o sucesso. Compreendi o meu papel desde o início e exerci-o com o maior profissionalismo», referiu o técnico, na conferência de imprensa realizada no Dublin Arena.


«Afastei-me porque senti ser necessário algo mais para atingir a minha satisfação profissional. Por isso fui para a Académica», disse Villas-Boas, que fez questão de rejeitar qualquer semelhança entre o F.C. Porto 2010/11 e o que venceu a Taça UEFA em 2003.


«São equipas, jogadores e treinadores diferentes. Em 2003 o Porto estava há muito sem ganhar na Europa. A vez anterior tinha sucedido em 1987. Foi um impulso impressionante para o clube chegar onde está hoje. Construímos uma história importante no Velho Continente.»


«Próximo ano? Quartos-de-final da Liga dos Campeões»


Do Brasil, da Finlândia, de Inglaterra e, imagine-se, até do Sudão. Perguntas dos quatro cantos do mundo para Villas-Boas. Do Japão veio um momento curioso. Um jornalista nipónico, num português bem intencionado, questionou Villas-Boas sobre a evolução de Hulk nos últimos anos. O assessor de imprensa da UEFA interrompeu-o a meio, pedindo-lhe que falasse em inglês ou... português.


Perante gargalhadas e explicações do atrapalhado jornalista, Villas-Boas lá respondeu. «O Hulk foi muito cedo para o Japão e deve ter tido algumas dificuldades. Normais numa mudança tão radical. Na Europa encontrou mais compatriotas. Passou algumas dificuldades no primeiro ano, mas integrou-se bem. Ele foi descobrindo o seu próprio talento e tem todo o mérito por isso.»

in "maisfutebol.iol.pt"



João Moutinho: «Quero dar mais um título ao F.C. Porto»

Médio dos dragões acredita «num grande espectáculo» em Dublin e quer esquecer a final de 2005



Em 2005 o Sporting falhou em Alvalade na final da Taça UEFA. João Moutinho quer atirar essa memória negra para bem longe e «dar mais um título ao F.C. Porto» com a conquista da Liga Europa em Dublin. 

«Espero que seja desta. Trabalhámos para isso toda a época. Já falei com alguns dos meus ex-colegas e fiz uma pequena aposta de amigos com o Miguel Garcia. São Situações diferentes. Com o Sporting não consegui vencer, mas quero dar mais um título ao F.C. Porto e ao futebol português.»

Para o médio azul e branco, a final «pode ser um grande espectáculo», e não um jogo espartilhado tacticamente. «Estamos a falar de duas equipas motivadas e que fizeram uma grande campanha europeia.» 

A declaração final foi para Helton, que estava ao seu lado na conferência de imprensa desta terça-feira. «É um sinónimo de segurança. Todos têm visto o apoio que nos dá a partir de trás. É essencial.» 


in "maisfutebol.iol.pt"

Helton: «Saudades do Brasil, do Vasco e dos adeptos»

Capitão do F.C. Porto está há nove anos em Portugal e diz que sente falta de estar em casa



Antes de partir para Dublin, Helton falou com o Globoesportes, confessou que está bem em Portugal, mas que começam a apertar as saudades de casa. «Gosto de me lembrar do país. Brasil é sempre Brasil», disse o capitão do F.C. Porto. «Sinto saudades do Vasco, do futebol brasileiro, das pessoas, de comidas.»

Entre as memórias que o deixam mais nostálgico, confessa, estão os adeptos do Vasco da Gama. «A torcida do Porto é maravilhosa, apoia, defende quando é preciso. Mas tenho saudades da torcida do Vasco, que enchia o estádio. Vejo jogos pela televisão e internet e dá-me um frio na barriga só de recordar.»

Ora por isso o guarda-redes diz que a solução para já é trazer um bocadinho do Brasil. «De vez em quando mato saudades do pagode. O Bom Gosto e o Revelação [bandas brasileiras] vieram cá, foi cem por cento. Queria poder acompanhar um show do Alexandre Pires e matar saudade do Jorge Aragão.»

«Tenho amigos aqui em Portugal, mas lembro-me muito dos brasileiros, das conversas que tínhamos, do tempo que a gente passava conversando e batendo papo. É uma sensação boa que nós temos quando nos lembramos deles», confessa Helton, ele que aos 32 anos não esconde estar em Portugal há nove épocas.


in "maisfutebol.iol.pt"

O desafio de Villas-Boas: «Eternizar Dublin»

Treinador do F.C. Porto anseia colocar a capital da Rep. Irlanda na rota do sucesso azul e branco



Foi em Agosto, precisamente há nove meses, que André Villas-Boas se propôs publicamente a vencer a Liga Europa. A missão está quase cumprida. Para o técnico, a equipa limitou-se a fazer a sua obrigação: «chegar o mais longe possível». Agora, tão perto do jogo de todas as decisões, assume estar «esperançado», mas recusa todo e qualquer tipo de favoritismo. Ainda assim, quer eternizar Dublin na história portista.

«Acreditamos na nossa competência. O Sp. Braga é um desafio aliciante. Deixou para trás equipas de grande reputação. É decisivo entrar com ambição e com o desejo de vitória. Vamos estar ao nosso máximo nível e confiantes», sublinhou treinador do F.C. Porto na conferência de imprensa de antevisão à final da Europa League.

«O favoritismo não interessa a ninguém. Estamos a falar de duas equipas com organizações diferentes e identidade forte. O Braga vem de um conjunto de vitórias alucinantes. É um clube em crescendo. O plantel e o próprio Domingos têm qualidade extrema. Não me interessa nada ser favorito.» 

A receita para o jogo não será diferente da aplicada ao longo de toda a época. André Villas-Boas não abdica, por um minuto que seja, da identidade que defende. Do lado do Sp. Braga, diz o técnico, também não haverá surpresas de monta. Por um motivo simples. «Foram estas identidades que nos trouxeram à final. Estamos confiantes na nossa organização.»

Esta é a segunda vez que Villas-Boas visita a Rep. Irlanda. A primeira teve lugar há uns anos, quando ainda trabalhava no Chelsea e veio observar a selecção irlandesa. «Está a ser uma grande experiência. Espero que Dublin fique na nossa memória por longos anos.» Nada melhor do que esta frase para lançar o encontro.


in "maisfutebol.iol.pt" 

Kostadinov torce por FC Porto e Braga

Emil Kostadinov está dividido no apoio, pois na final da UEFA Europa League o FC Porto enfrenta o Braga treinado por Domingos Paciência, ex-companheiro no ataque nos "dragões".


Emil Kostadinov disse que "ficará feliz independentemente de quem ganhar", na antevisão do antigo extremo do FC Porto ao confronto entre os "dragões" e uma equipa do Sp. Braga treinada pelo seu antigo companheiro no ataque portista, Domingos Paciência, na final de quarta-feira da UEFA Europa League.
O ex-jogador, de 43 anos, ganhou dois campeonatos e uma Taça de Portugal ao serviço do FC Porto, entre 1990 e 1994, e não consegue decidir quem apoiar no jogo decisivo na Dublin Arena. "Ficarei contente independentemente de quem ganhar", disse ao UEFA.com. "Ambas as equipas merecem o troféu. Estão na final e isso significa que são as melhores equipas do torneio. Nesta final não há favorito, apesar de, teoricamente, o FC Porto parecer mais forte.".
Kostadinov perdura na memória dos adeptos búlgaros pelo golo apontado à França, no último minuto, em 1993 e que garantiu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 1994. Mas em Portugal é reconhecido como o parceiro do goleador outrora conhecido apenas como Domingos e a relação entre o director-desportivo do PFC CSKA Sofia e o treinador do Braga continua a ser tão boa como era dentro de campo.
"O Domingos é uma pessoa maravilhosa e passámos alguns grandes momentos juntos no FC Porto", recorda. "Continuamos a manter contacto. Estabelecemos uma excelente parceria atacante. Estou certo que também vai ser um grande treinador. Não fiquei surpreendido quando ele decidiu enveredar pela carreira de treinador. Não estou surpreendido por os treinadores portugueses estarem em alta; quando se é orientado por grandes técnicos como Artur Jorge e Bobby Robson, aprende-se muito."

Kostadinov encontrou-se com Paciência e Villas-Boas, antigo protegido de Robson, na antecâmara para a final e desejou-lhes boa sorte. "Conheci-o pela primeira vez em 2006, quando esteve em missão de prospecção em Sófia, ao serviço do Chelsea [FC] e, desde então, temos mantido contacto", disse a propósito do antigo adjunto de José Mourinho. "As coisas mudaram no FC Porto muito rapidamente. O André assumiu o cargo há menos de um ano e vejam como está agora. É uma equipa impressionante, com alguns grandes jogadores, como Falcao e Hulk."

No entanto, apesar de só uma equipa poder ganhar o troféu, Kostadinov sublinhou o facto de a presença de FC Porto e Braga em Dublin ser uma afirmação categórica do futebol português. "Portugal tem-se vindo a desenvolver muito bem a nível futebolístico", disse. "Trabalha muito bem ao nível da formação e continua a produzir grandes talentos. É por isso que não estou surpreendido pelo facto de as equipas lusas estarem tão bem nas competições europeias."
in "uefa.com"

Final de Dublin deixa Walsh nostálgico

O antigo avançado irlandês Mickey Walsh, que alinhou pelo FC Porto, está ansioso pelo confronto com o Braga, na final da UEFA Europa League: "Nunca pensei ver o Porto a disputar uma final europeia em Dublin".


Mickey Walsh, antigo avançado da República da Irlanda, considera ser uma espécie de amuleto para o FC Porto, um dos clubes que representou ao longo da carreira.
"Saí do FC Porto em 1986 e, no ano seguinte, eles foram campeões da Europa; não sei se isso teve alguma relação com a minha saída", afirmou Walsh ao UEFA.com, numa altura em que se prepara para visitar Dublin e ver o seu antigo emblema defrontar o Sp. Braga na final da UEFA Europa League.

"Não joguei pelo FC Porto no triunfo na Taça dos Campeões de 1987 [frente ao FC Bayern München], pois estava ao serviço de outro clube em Portugal [Salgueiros], mas assisti às outras finais. Estive em Gelsenkirchen quando eles bateram o Mónaco em 2004.”

"Também estava em Sevilha quando derrotaram o Celtic na final da Taça UEFA de 2003. Só falhei uma das finais, talvez a mais importante, o triunfo na Taça dos Campeões de 1987, mas espero ver o clube vencer mais uma final."
A final de quarta-feira da UEFA Europa League, na Dublin Arena, está a gerar enorme nostalgia em Walsh. O antigo atacante somou seis das 21 internacionalizações pela Irlanda em Lansdowne Road, no estádio que existia no local onde vai ser disputada a final. Foi também nesse recinto que Walsh atingiu o ponto alto da sua carreira internacional, ao marcar o único golo dos irlandeses no triunfo sobre a URSS na qualificação para o Campeonato do Mundo de 1984.
Actualmente com 56 anos, Walsh é agente de jogadores e vai regressar propositadamente à capital irlandesa para apoiar o FC Porto, o clube que representou entre 1980 e 1986: "Adorava vê-los ganhar." Os "dragões" continuam no seu coração, embora tenha boas relações com os dois treinadores que se vão encontrar na final.

"Vou apoiar o FC Porto sem qualquer dúvida", confessou Walsh. "Para o Braga é excelente estar aqui, disputar uma final europeia é uma enorme proeza para o clube. Tenho alguma simpatia por eles, pois o Domingos já estava no Porto quando eu lá jogava. Alinhava nos juniores quando eu me preparava para deixar o clube. Ele estava a começar a carreira e eu a terminá-la. É uma excelente pessoa e vai ser óptimo reencontrá-lo.”

"Também conheço pessoalmente o treinador do FC Porto, André Villas-Boas. O meu irmão Stephen trabalhou no Chelsea durante muitos anos, quando a equipa era treinada pelo José Mourinho. Ele conheceu muito bem Villas-Boas, que chegou a ficar algumas vezes em minha casa quando trabalhava no Chelsea, antes de iniciar a carreira de treinador.”
"Enviei-lhe uma mensagem escrita no fim-de-semana em que o FC Porto ganhou o campeonato. Eles fizeram uma época incrível e conquistaram o título a cinco jornadas do final sem qualquer derrota, e apenas três empates – um registo impressionante.”
"Tenho muitas ligações ao FC Porto. O presidente é ainda o mesmo dos meus tempos de jogador, Jorge Nuno Pinto da Costa. O clube tem o mesmo director para o futebol e penso que o responsável pelos equipamentos e o massagista também são os mesmos. Tentei sempre manter o contacto."
Walsh começou a carreira no Blackpool FC em 1973 estreou-se pela República da Irlanda em 1976, num encontro com a Noruega disputado em Dublin. O avançado nasceu na Inglaterra, mas o pai, Stephen, era natural do Condado de Mayo, pelo que teve oportunidade de representar a Irlanda ao abrigo da regra de paternidade. Walsh teve depois passagens frustrantes pelo Everton FC e pelo Queens Park Rangers FC, antes da surpreendente transferência para o FC Porto.
Ficou inicialmente com dúvidas se estaria à altura do desafio. "O estádio era fantástico. Pensei: 'têm a certeza que estão interessados em mim?’”, explicou. Não precisava de ter ficado preocupado, pois Walsh teve sucesso imediato. O ponto alto da carreira aconteceu quando saltou do banco de suplentes para defrontar a Juventus na final da Taça dos Vencedores das Taças de 1984, em Basileia, ganha pelos italianos por 2-1.
"Tenho excelentes recordações da campanha em 1984, que foi muito importante por ser a primeira final europeia do clube", recordou Walsh, cuja carreira terminou em Portugal ao serviço do Salgueiros e do Sporting de Espinho, tendo sido ainda alvo da curiosidade da comunicação social quando a mulher deu à luz quadrigémeos, naquele que terá sido o primeiro caso de quadrigémeos não idênticos resultantes de inseminação artificial.
"Estar noutra final e ainda por cima disputada na Irlanda, é muito especial para mim como antigo internacional por este país. Nunca pensei ver o FC Porto a disputar uma final europeia em Dublin. É nostálgico para mim, regressar a ‘casa’ para assistir a uma final da equipa onde vivi os melhores anos da minha carreira."
*Mickey Walsh faz parte de um reduzido grupo de jogadores da República da Irlanda que disputaram uma final da Taça UEFA:
Mickey Walsh (FC Porto), John Giles (Leeds United AFC), John Dempsey (Chelsea FC), Joe Kinnear, Chris Hughton, Tony Galvin (Tottenham Hotspur FC), Steve Heighway, Mark Lawrenson, Ronnie Whelan, Michael Robinson, Jim Beglin, Steve Finnan (Liverpool FC), David O'Leary, Eddie McGoldrick (Arsenal FC), Damien Duff (Fulham FC), Shay Brennan, Tony Dunne, Denis Irwin, John O'Shea (Manchester United FC), Kevin Sheedy (Everton FC).

in "uefa.com"

"Inesquecível, mas não irrepetível"

Há oito anos, André Villas-Boas viveu a euforia de Sevilha por dentro, mas num papel secundário. Aliás, o que fez ele exactamente? José Mourinho conta. Ou melhor, Mourinho deixou escrito no livro que serviu de rescaldo à conquista da UEFA. Salte-se já para a página 175: "O nosso autocarro já tinha partido há dois dias com todo o material necessário. Nele seguiam também os meus dois colaboradores, André Villas-Boas e Lima Pereira, carregados com computadores, projectores multimédia, ecrãs e principalmente com todas as mensagens de vídeo e power point onde iríamos sistematizar ao detalhe todos os movimentos defensivos e ofensivos do nosso inimigo." Foi a primeira de duas referências a Villas-Boas nesse capítulo. Com os holofotes apontados a Mourinho, coube-lhe, em 2003, o papel de técnico de som e imagem para ajudar a desmontar o Celtic. Aparentemente, um papel relevante na estratégia: "Para acentuar a obsessão pelo jogo, foi chegar e estudar. Os primeiros vídeos foram lançados. A exibição de uma compilação de outros jogos europeus do Celtic estava aí, a comparação entre a experimentação em campo, no treino, e a visualização das imagens, era a primeira lição. Os jogadores bebiam as minhas palavras como nunca e seguiam as imagens. Senti, nesse momento, que queriam jogar, que estavam prontos para os 'comer'."

A ideia de que tudo foi programado ao minuto prossegue no livro. Mourinho quis um hotel central para sentir as emoções e contrariar a "teoria de que o isolamento aumenta a concentração". Agora, na Irlanda, o FC Porto optou por um refúgio mais tranquilo, rodeado de praia e campos de golfe. Em 2003, Mourinho não abdicou de um passeio do grupo na véspera do jogo. Aliás, aparece aí a segunda referência directa a Villas-Boas. Página 177: "Ao longe, os contornos difusos do Estádio Olímpico, o palco do nosso sonho, começavam a ganhar forma. Foi um arrepio de emoção onde se cruzaram as palhaçadas do Silvino, a inocência do André Villas-Boas, o sarcasmo do Rui Faria, o fanatismo do doutor Puga, o silêncio do Aloísio e as risadas dos restantes."

Decisiva, diz Mourinho, foi a conferência de Imprensa, com uma mensagem estudada e ensaiada, porque o FC Porto aparecia como favorito. Tal como agora. "Sentia-me forte e decidido, também preparado, e ciente da mensagem que queria passar: confiança e determinação aliadas a uma intervenção psicológica no domínio da pressão que sobre nós colocavam os que nos consideravam favoritos. A nossa época estava ganha e tinha sido fantástica, independentemente de ganharmos ou não. Os meus jogadores são merecedores do meu orgulho." Essas ideias estavam sublinhadas a traço grosso para que os jogadores tirassem o peso dos ombros. "À noite, as minhas palavras foram consumidas na internet, a companheira de solidão dos estágios", escreveu Mourinho.

Oito anos depois, entre diferenças e semelhanças, e já com Villas-Boas no papel de protagonista, sobra para eventual memória futura a frase que remata o livro de José Mourinho depois da vitória. "Inesquecível! Mas que ninguém diga irrepetível!"

As regras de Mourinho na final de 2003

Hotel

Em Sevilha foi no centro da cidade, misturado até com adeptos do Celtic, para que os jogadores nunca se desligassem do ambiente. Em Gelsenkirchen, tal como em Dublin, a escolha já foi mais recatada, num hotel isolado.

Passeio

Não abdicou de passear pela zona central de Sevilha, escolhendo a Praça de Espanha. "Pudemos observar os directos das televisões escocesas e com eles os pedidos de entrevistas. Nem isso tínhamos para lhes dar", conta Mourinho, adepto, na altura, do "contacto com o exterior, sentir o pulso dos adeptos".

Comunicação

Seco e distante à chegada, sem declarações no aeroporto. Conferência de Imprensa estudada à palavra para reverter a seu favor a ideia de que o FC Porto era favorito. A chave da mensagem: dizer que a época já tinha sido fantástica, mesmo sem a vitória.

Estratégia

Adversário em vídeo e em animações de power point, de forma a confirmar por imagens todas as situações alertadas em treino. A compilação foi feita por Villas-Boas. O onze só foi comunicado à equipa na véspera do jogo. Jankauskas, que não seria titular, até se lesionou na véspera. "Disse a equipa e apresentei o plano de jogo, situação por situação, o que fazer, como reagir, como adaptar, como ganhar."

Mensagem

Aos jogadores tinha-lhes dito: "As finais fizeram-se para ganhar. E a mim próprio tinha confessado que não a poderia deixar fugir. Dormi, nessa noite, tranquilo. Chegou o grande dia e acordei feliz, tranquilo, confiante, com a frequência cardíaca estabilizada, ciente de poder transmitir aos jogadores a serenidade necessária." Na última reunião, foi breve no discurso que passou: "Só com controlo emocional se conseguem ganhar finais. Temos de ser iguais a nós próprios, sempre. Foi como equipa que aqui chegámos e é como equipa que temos de jogar. Vamos ter capacidade de superação e daqui a três horas tudo acabou, vamos buscar a taça e vamos para casa." E assim foi.

in "ojogo.pt"