segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Falcao gostou da braçadeira

O 65º jogo oficial de Falcao com a camisola do FC Porto foi diferente de todos os outros. Pela primeira vez, o ponta-de-lança colombiano usou a braçadeira de capitão, liderando a equipa em campo na ausência de Helton. O guarda-redes brasileiro tem sido o capitão na maior parte dos jogos desta temporada, mas como anteontem cedeu o lugar a Kieszek, André Villas-Boas entregou a braçadeira ao colombiano.

Algumas horas depois do jogo com o Juventude de Évora, Falcao comentou a situação no Twitter. "Foi uma experiência bonita ter sido o capitão. Fiquei contente com a escolha depois de já ter sido capitão uma vez", escreveu Falcao. O jogo a que o ponta-de-lança se refere foi com a Sampdória, de preparação para esta temporada. Ou seja, com o Juventude de Évora foi o primeiro jogo oficial em que usou a braçadeira de capitão.

Curioso é verificar que, actualmente, todos os capitães do FC Porto são estrangeiros: Helton (na verdade, tem dupla nacionalidade), Hulk (usou a braçadeira pela primeira vez no jogo com o Limianos), Álvaro Pereira (também se estreou anteontem), Mariano (ainda não jogou esta época) e Falcao. A excepção foi Castro, que usou a braçadeira no jogo particular com a Sampdória.

Voltando a Falcao. O internacional colombiano continua a lutar pelo título de melhor marcador de 2010, embora, com apenas mais dois jogos pela frente até acabar o ano, já não deva conseguir alcançar Cristiano Ronaldo e Messi. Falcao tem agora 42 golos em 49 jogos disputados, mas o português do Real Madrid já vai em 46 (ontem marcou mais um); Messi está ainda mais à frente. Ontem, antes do jogo do Barcelona com a Real Sociedad, tinha 54 golos marcados. Difícil de igualar, o mago argentino.

Álvaro Pereira também se estreou a capitão

Não faltam razões a Álvaro Pereira para eleger o jogo com o Juventude de Évora como um dos mais marcantes ao serviço do FC Porto. Em dia de regresso aos relvados após uma lesão no ombro esquerdo, o uruguaio foi capitão pela primeira vez. Quando Falcao foi rendido por Ukra, aos 71', coube ao defesa-esquerdo liderar a equipa até ao fim do jogo. Outra coisa para recordar: Álvaro Pereira marcou anteontem o segundo golo pelo FC Porto (o primeiro foi na época passada, ao Braga).

in "ojogo.pt"

James: "Nunca me passou pela cabeça sair"

Depois do primeiro jogo a titular, surgiu a promessa: James Rodríguez anunciou que não pretende abandonar o Dragão na próxima reabertura de mercado em Janeiro. Apesar de reconhecer que esperava jogar com maior assiduidade, o jovem colombiano desvalorizou o interesse de vários clubes, entre eles os já anunciados Espanhol de Barcelona e Sampdória. "Nunca me passou pela cabeça sair. Neste momento, só penso em estar bem no FC Porto. Nada mais", começou por revelar James, antes de explicar como tem tentado contornar o facto de ter somado, até ao momento, apenas 140 minutos de competição - já contabilizando os 90' do encontro para a Taça de Portugal. "Tem sido complicado, mas tenho de ter paciência. Se estiver tranquilo, sei que tudo vai correr bem." Por explicar melhor, ficou a posição onde gosta mais de jogar: a extremo-esquerdo ou como número 10, posição que ocupou durante boa parte do encontro com o Juventude de Évora. "Jogo onde o treinador quiser. Isso, para mim, é indiferente. No meio ou na esquerda, estarei sempre feliz."

James revelou ainda que abordou o jogo com o Juventude com muita tranquilidade, sobretudo depois de ter ouvido, durante a semana, elogios de André Villas-Boas. "Não entrei ansioso e sabia que era um jogo para realizar uma boa exibição. Felizmente consegui, tal como o FC Porto. Só faltou mesmo o golo, embora o mais importante é que a equipa tenha vencido. Em termos colectivos, estivemos muito bem", concluiu.

Já andam de olho nele, mas ainda falta a apresentação à Europa

Quarta-feira volta a expectativa: será que James joga com o CSKA Sófia, na última jornada da Liga Europa? Villas-Boas deve gerir o plantel nesse jogo, porque tem um importante compromisso em Paços de Ferreira uns dias depois. O colombiano ainda não se estreou na Liga Europa, mas, apesar de faltar essa apresentação, não faltaram nos últimos tempos, como se noticiou, clubes candidatos a recebê-lo por empréstimo. Indiferente a esses rumores, James não sabe se já conquistou a titularidade. "Essa é uma decisão que pertence ao treinador. Eu tento fazer sempre tudo bem, mas, como já tinha dito, o mais importante é o FC Porto vencer."

in "ojogo.pt"

As boas festas de Villas-Boas

DRAGÃO ATINGE OBJETIVOS PROPOSTOS



O FC Porto confirmou com a vitória frente ao Juv. Évora que as festas serão mesmo boas. O treinador pode riscar o “visto” em todas as metas delineadas até ao Natal, por muito que os jogos com o CSKA Sofia e com o P. Ferreira sejam encarados como obstáculos à invencibilidade da equipa e à manutenção, pelo menos, da vantagem sobre o 2.º lugar do campeonato.
Garantido está já que o FC Porto vai virar a primeira metade da Liga na condição de líder, aliando a isto a sucessiva ultrapassagem de eliminatórias da Taça de Portugal e da Liga Europa e a conquista da Supertaça, única prova que Villas-Boas podia ter ganho até esta fase.
O técnico tem colocado a tónica na necessidade de juntar troféus ao bom arranque, projetando o discurso para os meses de abril e maio, mas a verdade é que os dragões estão numa posição invejável para atingir a grande meta da temporada: o título nacional.
Útil e agradável
A carreira nas diferentes provas é o bolo do FC Porto, não sendo despiciendo que o percurso com o novo treinador esteja a revelar-se capaz de acrescentar a cereja. E são já muitas, a começar pela invencibilidade que se prolonga há 34 jogos oficias e que advém, portanto, da fase final da era Jesualdo Ferreira.
Villas-Boas tem prolongado a série e os portistas não só não perdem como ainda conseguem marcar em todos os jogos. Registos ofensivos que projetam as individualidades, merecendo destaque a liderança das tabelas de goleadores da Liga (Hulk) e da Liga Europa (Falcão). Numa máquina abrangente, há feitos que têm de ser atribuídos à defesa, que é a menos batida do continente, não obstante a saída do capitão Bruno Alves.
Liderança
A forma como o treinador conseguiu unir e mobilizar o grupo está a revelar-se profícua. O arranque com uma vitória sobre o campeão, ainda para mais a valer um título, galvanizou as tropas e deu o mote para um ciclo positivo que reforçou a confiança do plantel e cimentou as forças do FC Porto. Embalado, o dragão tem cada vez mais certezas e adensa-se a dúvida: que equipa poderá pôr termo a esta invencibilidade?
É uma tarefa hercúlea, tendo em conta que a equipa marca em todos os jogos e só por duas vezes (Genk e Sp. Braga) consentiu mais do que um golo ao adversário, sem colocar em causa outros tantos triunfos. Os números são mesmo como o algodão e é bom notar que as redes portistas não abanaram em 15 dos 24 jogos oficiais disputados. Sintomático.
Coletivo
Independentemente de ser nítido que há um núcleo duro neste FC Porto, não deixa de ser verdade que Villas-Boas tem sido capaz de tirar rendimento das alternativas. Senão vejamos: Walter mostrou instinto goleador quando não houve Falcão; Ruben Micael é garantia de solidez nas ausências de Belluschi ou Moutinho; Guarín tem sido solução de qualidade para a baixa de Fernando; Otamendi e Fucile são concorrentes de peso para Maicon e Sapunaru...
Apesar das diferenças de valor naturais num grupo tão alargado, os dragões têm sido capazes de mobilizar todo o grupo. Nesta fase, só Mariano González não jogou, mas devido a não ter sido inscrito por causa da grave lesão que sofreu na época passada. Com o calendário a apertar, é natural que as oportunidades se multipliquem, mas até aí começa a ser percetível que Villas-Boas sabe com quem contar.
in "record.pt"

Villas-Boas entregou prémios na Casa do Dragão


Em dia de folga, André Villas-Boas foi à Casa do Dragão marcar presença no jantar de Natal dos jovens da formação azul e branca. O treinador dos dragões entregou prémios para o melhor aluno e para os residentes mais organizados, com muitos sorrisos à mistura.
Num momento particularmente feliz da temporada, já que o F. C. Porto acaba de bater o recorde do clube de jogos consecutivos sem derrotas (34), André Villas-Boas aproveitou a folga de ontem, domingo, para visitar a Casa do Dragão, no Porto, onde habitam jovens da formação que estão longe das respectivas casas e famílias.
Antes de participar no jantar de Natal, juntamente com Antero Henrique, director-geral da SAD, e Luís Castro, director-técnico da Formação, o treinador dos dragões entregou ao jovem Gerson o prémio de Aluno do Ano. Frederic e Rui Cardoso também foram premiados pelo facto de terem sido os residentes mais organizados da Casa dos Dragão em 2010.
Hoje, segunda-feira Villas-Boas começa a preparar com o plantel azul e branco o jogo de depois de amanhã, quarta-feira, com o CSKA de Sófia (20.05 horas, SIC), a contar para a última jornada do Grupo L da Liga Europa. Recorde-se que a equipa portista já está apurada, como primeira classificada do grupo, o que lhe dá o estatuto de cabeça-de-série no sorteio dos 16 avos-de-final, marcado para sexta-feira.
James quer mais oportunidades
Quase tão jovem como os que ontem receberam os prémios, James Rodríguez já faz parte da equipa principal do F. C. Porto e, após o jogo da Taça de Portugal com o Juventude de Évora, no qual se estreou como titular, afirmou que vai esperar por mais oportunidades. "Fiz as coisas bem e só me faltou um golo. Tenho de ter paciência, estar tranquilo e esperar pelas oportunidades", referiu o colombiano, que não pensa em sair do clube no mercado de Janeiro.

in "jn.pt"

Miguel Lopes sofre distensão e acaba época


O futebolista português Miguel Lopes, emprestado pelo FC Porto ao Bétis, estará ausente dos relvados até ao próximo ano devido a uma lesão sofrida sábado na vitória frente ao Córdoba (3-1).
O defesa direito, de 23 anos, foi substituído, aos 25 minutos, e hoje os médicos do Bétis informaram que o jogador sofreu uma distensão na perna direita e que a hipótese de uma ruptura ainda não foi descartada.
O português foi substituído no jogo da segunda divisão espanhola por Jorge Molina, que viria a fazer o primeiro golo da partida poucos minutos depois, aos 29.
O Bétis garantiu a vitória e manteve a liderança na segunda divisão de Espanha.
in "sapo.pt"

PRESSÃO DEFENSIVA ASFIXIOU OVARENSE

Oito vitórias em oito jogos, a sexta por mais de 20 pontos (94-69) e uma exibição colectiva sem mácula, com seis jogadores a atingirem pontuações compostas por dois dígitos. Depois do Benfica, a Ovarense tombou também no Dragão Caixa, derrubada, este domingo, por uma pressão defensiva asfixiante e pelo cintilar de um ataque arrasador.

Intensa, marcada por um profundo equilíbrio após os cinco minutos iniciais, fase em que os Dragões construíram um parcial favorável de 11-2, a primeira parte expirou com os azuis e brancos na frente (41-38), mas com tudo por resolver, delegando na segunda metade a responsabilidade de definir o vencedor.

As dúvidas, contudo, não resistiriam mais do que alguns segundos, porque os dois primeiros lançamentos portistas do terceiro período não poderiam ser mais esclarecedores. Com dois triplos, de Miguel Miranda e Sean Ogirri, os Dragões, que entretanto acentuaram a pressão sobre o base adversário, acrescentaram seis pontos à diferença, redescobrindo a vertente exterior de um jogo que passou a dominar em definitivo. 

O brilho crescente da equipa de Moncho López, que baralhara marcações e, sobretudo, a estratégia a Mário Leite, ao acrescentar novo foco de criatividade desde o momento em que juntou José Costa a Sean Ogirri, não tinha mais travão, mesmo privado de Julian Terrell, que atingiu a quarta falta demasiado cedo, embora já com 15 pontos somados. «O terceiro período teve grandes momentos de basquetebol e foi decisivo», observou, no final, o treinador dos Dragões, com um parcial de 30-16 a reforçar a argumentação.

«Estamos a atravessar um momento muito bom a nível ofensivo e sabíamos que conseguiríamos vencer, desde que mantivéssemos o equilíbrio entre o jogo interior e o exterior», acrescentou o técnico espanhol durante a conferência de imprensa, antes de sublinhar a relevância das alterações a que procedeu para a segunda parte. «Permitiram-nos fechar o caminho para o cesto, o que devolveu segurança e motivação à equipa». Os números da segunda metade, ao longo da qual os Dragões cavaram uma diferença de 22 pontos (53-31), são elucidativos e determinantes.

FICHA DE JOGO

III Campeonato da LPB, 8.ª jornada
12 de Dezembro de 2010
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.203 espectadores

Árbitros: Luís Lopes, Paulo Marques e Paulo Sousa

FC PORTO FERPINTA (94): Sean Ogirri (12), Carlos Andrade (9), Nuno Marçal (4), Greg Stempin (18) e Julian Terrell (15); Miguel Miranda (11), João Santos (11), David Gomes (2), João Soares (0), José Costa (12), Pedro Catarino (0), Diogo Correira (0) 
Treinador: Moncho López

OVARENSE (69): Jason Smith (13), Fernando Neves (8), Nuno Cortez (21), Mattew Webster (8) e Ryan Schneider (5); André Pinto (2), Nuno Manarte (12), Nelson Costa (0)
Treinador: Mário Leite

Ao intervalo: 41-38
Por períodos: 23-21, 18-17, 30-16 e 23-15


in "fcp.pt"

FC Porto quer deixar o ano em alta

O FC Porto tem garantido o primeiro lugar do Grupo L, mas deseja terminar a participação na UEFA Europa League em 2010 da melhor forma, vencendo em casa o já eliminado CSKA Sófia.


O FC Porto tem garantido o primeiro lugar do Grupo L, mas deseja terminar a participação na UEFA Europa League em 2010 da melhor forma, vencendo em casa frente ao já eliminado PFC CSKA Sofia.
• Devido ao melhor registo do conjunto português no confronto directo com o Beşiktaş JK, o clube de Istambul não pode desalojar o FC Porto da liderança, enquanto as esperanças de apuramento do conjunto de Sófia terminaram na quinta jornada, quando perdeu frente aos seus adeptos frente à equipa de Ricardo Quaresma, por 2-1.
Jogos anteriores
• O encontro da segunda jornada, em Sófia, foi o primeiro do FC Porto frente a um adversário da Bulgária, do qual saiu vencedor por 1-0 graças a um golo de Radamel Falcao aos 16 minutos.

• O CSKA Sófia nunca venceu uma equipa portuguesa em sete jogos e o seu registo é de três empates e quatro derrotas (um empate e duas derrotas em Portugal).
Retrospectiva
• Esta é a primeira época do FC Porto nesta competição desde que os "dragões" de José Mourinho conquistaram a Taça UEFA em 2002/03, batendo o Celtic FC, por 3-2, na final de Sevilha.

• Ninguém conseguiu travar a marcha ganhadora do FC Porto nas últimas sete partidas da presente edição da UEFA Europa League, tendo o empate caseiro 1-1 ante o Beşiktaş quebrado, na quarta jornada, uma série de seis vitórias consecutivas.
• O CSKA Sófia terminou um jejum de quatro jogos sem vencer nas competições europeias – e uma série de três derrotas consecutivas no Grupo L – ao derrotar o Rapid, por 2-1, na quarta jornada.
Factos das equipas
• O CSKA Sófia ainda não conseguiu marcar na primeira parte dos jogos do Grupo L, tendo os três golos conseguidos até ao momento acontecido após o intervalo.

• Falcao, do FC Porto, é o melhor marcador da fase de grupos da UEFA Europa League, com sete golos, mais dois do que Tomáš Necid, do PFC CSKA Moskva, e Wilfried Bony, do AC Sparta Praha.
• O novo treinador do FC Porto, André Villas-Boas, começou ainda adolescente no departamento de prospecção do clube e fez parte da equipa técnica de Mourinho, como adjunto, quando os "dragões" conquistaram a UEFA Champions League em 2003/04. Seguiu o actual técnico do Real Madrid CF para o Chelsea FC e depois para o FC Internazionale Milano, antes de optar por uma carreira a solo na Académica, durante a temporada passada. O FC Porto contratou-o em Junho.
• O treinador macedónio Gjorgi Jovanovski deixou o cargo no CSKA Sófia depois da derrota na segunda jornada, frente ao Rapid, por 2-0. O antigo defesa Milen Radukanov, de 37 anos, assumiu o comando temporário enquanto o clube procura um substituto a título definitivo. É o oitavo treinador do CSKA Sófia este ano. Sasho Hristov tem-no ajudado nos encontros das competições europeias.
• Emil Kostadinov, antigo avançado do CSKA Sofia e agora director-desportivo e técnico do clube, conquistou dois campeonatos e uma Taça de Portugual ao serviço do FC Porto, entre 1990 e 1994. Petar Mihtarski, outro futuro jogador do CSKA Sófia, foi seu companheiro de equipa em Portugal.
in "uefa.com"

domingo, 12 de dezembro de 2010

James Rodríguez e o F.C. Porto: «Não posso perder a paciência»

Adolescente colombiano começa a mostrar o que pode valer

Os 5,1 milhões de euros desembolsados pelo F.C. Porto por 70% do passe de James Rodríguez aconselham paciência. O quase-adolescente colombiano pouco tem jogado, é certo, mas as breves aparições sugeriam talento, muito talento. Quase como um ficheiro secreto, James foi resguardado por André Villas-Boas meses a fio. Até ao jogo com o Juventude de Évora.

Na primeira vez a titular, James jogou muito, assistiu melhor (duas vezes) e só lhe faltou o golo que esteve tão perto. Elogiado pelo seu técnico , o esquerdino assegura que o seu futuro passa pelo F.C. Porto, apesar do muito interesse alheio.

Paciência é a palavra-chave para, a pouco e pouco, tornar-se uma opção regular de Villas-Boas. «É complicado jogar num clube tão grande. Não posso perder a paciência. Tenho é de aproveitar as oportunidades e jogar onde o mister quiser. Esquerda ou centro? Tanto me faz», referiu James, logo após a tremenda demonstração de qualidade diante do Juventude alentejano.

«Não me passa pela cabeça sair do F.C. Porto. Nem penso nisso. Quero é estar bem e ser útil. Estive bem neste jogo, foi uma boa noite e apenas me faltou um golo. Mais importante do que tudo isso foi ver a equipa a ganhar.»

James Rodríguez até fez um golo na primeira vez em que jogou no Dragão (no amigável de pré-época contra o Ajax), deixou bons pormenores e água na boca dos adeptos do Porto. Depois desapareceu das opções e participou somente em três encontros: 22 minutos contra o Limianos; 21 diante do Leiria e oito na goleada ao Benfica.

Frente ao Juventude de Évora jogou mais tempo do que jogara nos quatro meses anteriores.

in "maisfutebol.iol.pt"

DRAGÕES SOFRERAM PRIMEIRA DERROTA

O FC Porto Império Bonança sofreu este sábado a sua primeira derrota no campeonato nacional, frente à Juventude de Viana (9-6), em encontro da 11.ª jornada da prova.

A deslocação a Viana do Castelo é tradicionalmente difícil para qualquer equipa e os Dragões, que até chegaram ao intervalo empatados (2-2) e estiveram a vencer por 2-0, acabaram por ceder na etapa complementar.

Os tentos azuis e brancos foram apontados por Gonçalo Suíssas (2), Reinaldo Ventura, Pedro Gil, Filipe Santos e Emanuel Garcia.


in "fcp.pt"

Helton: Do relvado para o palco

Guarda-redes do F. C. Porto acaba de lançar um disco de música gospel, com o grupo Ministério Shalom, e amanhã à noite actua na Casa da Música


Amanhã, segunda-feira, Helton vai actuar num dos palcos mais nobres da cidade do Porto. Entrará em cena acompanhado por dez amigos. No entanto, o guarda-redes do F. C. Porto não estará de luvas calçadas, nem irá pisar o relvado do Estádio do Dragão. Vai estar na Casa da Música, terá um par de baquetas nas mãos para tocar bateria e irá viver, com toda a certeza, uma das noites mais emocionantes da sua vida.
A paixão do internacional brasileiro pela música não é novidade - "A bola e a música andaram sempre juntas", nunca se cansa de dizer. Vem dos tempos de criança. Desde que, aos 11 anos, se apaixonou pelo som do pandeiro. O futebol acabou por se mostrar mais afinado e ganhar vantagem no marcador da vida, com o sucesso que se conhece, mas a música nunca ficou fora-de-jogo. No entanto, há um ano e pouco, a criação do grupo Ministério Shalom, de música gospel, foi o pontapé de saída, o apito inicial, de um projecto que não tem parado de crescer. Projecto talvez nem seja a melhor designação para aquilo que é uma forma muito própria de um grupo de amigos, portugueses e brasileiros, celebrar a paixão pela música.
A gravação de um disco acabou por ser o desafio natural, o jogo seguinte. E ele aí está, depois de quatro meses de intenso trabalho. "O CD é um sonho realizado, é um agradecimento que faço a Deus. São novas versões de 14 temas já conhecidos. Os originais que já compusemos ficam para uma próxima fase", revela, entre sorrisos, Helton, radiante por se tratar de uma obra totalmente produzida no H1 Produções e Eventos, estúdio que montou há dois anos, em Vila Nova de Gaia. "Tenho de agradecer aos meus dois sócios [Carlos Paranhos e Tato Barcellos]. Sem o apoio deles, nada disto seria possível", sublinha.
Até agora, só actuaram em celebrações religiosas - Helton é um activo praticante da Igreja Pentecostal Shalom, em Canidelo, Vila Nova de Gaia - e em festas de amigos. Até agora. Amanhã, vão conhecer uma experiência especial. Às 20 horas, a Sala Suggia, o principal espaço, o coração da Casa da Música, no Porto, vai receber o primeiro verdadeiro concerto do Ministério Shalom. E que concerto! Tudo foi pensado ao pormenor, até porque será gravado para posterior edição em DVD. Terá responsabilidade áudio de Ézio Filho, que habitualmente trabalha com Zélia Duncan, e produção de Fabíola, ligada a Maria Bethania. "O espectáculo tem por base o disco, mas também haverá surpresas", promete o internacional brasileiro.
Na plateia, 700 convidados (não há venda de bilhetes), entre os quais os elementos que compõem o plantel do F. C. Porto. Também eles desejosos por ver a exibição do guarda-redes num palco bem diferente do que lhes é familiar. Sim, porque Helton até costuma levar um violão ou um cavaquinho para os estágios dos dragões, mas não é para assinar actuações musicais nas horas mortas antes dos jogos. "Só toco no quarto, mas é mais para estudar, para preparar alguns acordes". E nem Maicon, companheiro de quarto de Helton na presente época, é um espectador privilegiado desses momentos. "Gosto de o fazer quando estou sozinho, para estar concentrado". Entre os jogadores azuis e brancos, "há vários que gostam de música, como o Hulk, o Walter, o Fucile, o Cristian Rodriquez e o Palito [Álvaro Pereira]". No entanto, no plantel, é com José Mário Rocha, adjunto de André Villas-Boas, que o guardião mais fala sobre música: "Ele também sabe tocar...".
Suportar financeiramente a edição do disco, que não será colocado à venda, e o espectáculo na Casa da Música "não é barato". Mas o guarda-redes desvaloriza essa componente. "Quero transmitir, através da música, uma mensagem de paz, de amor e de coragem para os nossos dias. Faço-o pelo prazer de passar a mensagem. E, ainda por cima, nesta época do ano...".
Amanhã, o dia de Helton não vai ser especial. Vai ser único. Durante hora e meia - tinham de ser 90 minutos... -, o guarda-redes, na bateria, vai marcar o ritmo do concerto. Um concerto que terá, com toda a certeza, encore, uma espécie de prolongamento e penáltis. E quem melhor do que Helton para fazer a festa até nos penáltis...

in "jn.pt"

Outra goleada para o livro dos recordes


Afinal, desmentindo o credo que a maior parte dos treinadores rezam, ainda há jogos fáceis. O FC Porto garantiu o apuramento para os quartos-de-final da Taça de Portugal com uma goleada assim, fácil, sobre o Juventude de Évora. Pelo caminho, aproveitou para mostrar que há muita vida para além do onze do costume e ainda bateu o recorde de 33 jogos sem derrotas que pertencia a José Mourinho. Aliás, depois de mais uma clara demonstração de poder, a questão que se coloca é a de saber a que nível a equipa de André Villas-Boas vai colocar esta fasquia.

Claro que não era de esperar que fosse o modesto Juventude de Évora a travar a caminhada invicta dos portistas esta temporada, mas os jogos da Taça de Portugal são pródigos em surpresas. Ora, sem grande vontade de ser surpreendido e com a possibilidade de fazer uma maior gestão do plantel no jogo de quarta-feira, na Liga Europa, André Villas-Boas fez alinhar um onze próximo do habitual, embora com alterações pontuais. Kieszek estreou-se na baliza e assinou uma exibição segura ainda que com pouco trabalho, Sereno voltou ao eixo da defesa ao lado de Maicon e não comprometeu, Rúben Micael nem sequer é exactamente uma novidade no meio-campo e James Rodríguez teve finalmente a oportunidade que todos esperavam. Uma oportunidade que o jovem colombiano fez questão de agarrar com as duas mãos. Sempre em acção, esclarecido a distribuir jogo, solícito no momento de criar linhas de passe e concentrado na pressão sobre os adversários, James encheu o campo durante o primeiro tempo. O lance do primeiro golo é uma espécie de compêndio das suas qualidades: intensidade na pressão sobre o portador da bola, rapidez na transição e precisão no cruzamento que foi descobrir Falcao nas costas da defesa. Se faltou alguma coisa à exibição do jovem colombiano foi um golo que ele nunca desistiu de procurar, mas sobra-lhe o mérito da participação em dois dos outros quatro e a certeza de ter ganho um lugar de relevo entre as opções de André Villas-Boas.

A discussão do resultado ficou encerrada com o primeiro golo do FC Porto, logo aos 11 minutos e a incapacidade do Juventude de Évora para criar perigo percebe-se facilmente pela constatação empírica de que a maior parte das intervenções de Kieszek foram feitas com os pés, em tabelas com os centrais. De facto, a história do jogo é a da resistência dos alentejanos às sucessivas vagas do ataque portista, pontuada pelos golos tornados previsíveis perante o caudal ofensivo da equipa de Villas-Boas. E se o de Falcao é uma espécie de inevitabilidade estatística e o de Walter representa o rendimento mínimo garantido do brasileiro na Taça, já o de Moutinho representa uma estreia absoluta a coroar uma exibição enorme do inesgotável internacional português que, depois de ter passado a maior parte do jogo no papel de principal municiador do ataque, terminou o jogo como trinco, e sempre com a mesma eficácia. De resto, também o regresso de Álvaro Pereira à equipa foi assinalado por um golo e pela reposição da normalidade no lado esquerdo da defesa portista depois das oscilações provocadas pela ausência por lesão do uruguaio nas últimas semanas.

in "ojogo.pt"

Noticias Breves

Capitão Falcao

Falcao e o FC Porto construíram, ao longo do último ano e meio, uma relação forte e recheada de bons momentos. Ontem, assistiu-se a mais um capítulo desta história de cumplicidade: o avançado colombiano capitaneou a equipa pela primeira vez em jogos oficiais, já depois de ter experimentado a sensação num amigável de início de temporada frente à Sampdória. De resto, como de costume, Falcao marcou, inaugurando o marcador em resposta a cruzamento de James. Já perto do final, Falcao foi substituído e Álvaro Pereira também se estreou com a braçadeira de capitão.

João, aí está o golo

Muitos jogos depois, João Moutinho estreou-se a marcar pelo FC Porto. O médio já tinha reconhecido que ansiava pelo momento de festejar um golo com a camisola dos dragões; esse momento chegou ontem, aos 40 minutos, na sequência de uma excelente jogada colectiva. Ora, o sentido colectivo é uma das imagens de marca do médio…

Promessa cumprida

Villas-Boas prometeu e cumpriu. James foi mesmo titular pela primeira vez esta época, numa equipa que se apresentou com mais novidades no onze: Kieszek estreou-se em jogos oficiais, Sereno repetiu pela segunda vez a titularidade na Taça, Maicon voltou depois do castigo, Álvaro Pereira regressou à competição, e Rúben substituiu Belluschi.

Para mais tarde recordar

O dia foi de festa para os adeptos eborenses que se deslocaram ao Dragão, em número apreciável atendendo à distância que separa a cidade do Alentejo da Invicta. Os jogadores não quiseram deixar o Dragão sem uma recordação, pelo que, logo a seguir ao aquecimento, o plantel se reuniu para tirar uma foto bem perto dos seus adeptos.

Folga antes do CSKA

André Villas-Boas resolveu dar folga aos seus jogadores depois do triunfo de ontem. Apesar de jogar na quarta-feira com o CSKA de Sófia para a Liga Europa, o FC Porto já assegurou o primeiro lugar no Grupo L daquela competição, pelo que o técnico terá entendido por bem dar mais um dia de descanso aos atletas.

in "ojogo.pt"

FC Porto um a um


A figura: João Moutinho

Primeiro golo num hino colectivo

Fim da pressão, se é que ela existia: o primeiro golo pelo FC Porto está feito. E bem feito, porque a jogada, que envolveu James, Guarín e Falcao foi um hino ao futebol colectivo, o que assenta bem à definição de Moutinho. Aliás, como se viu depois: aberturas brilhantes, uma delas a desbravar caminho ao que haveria de ser o golo de Walter, inúmeros roubos de bola e, na segunda parte, quando poderia ter descansado numa posição mais recuada, como trinco, passou ao lado dessa ideia, mantendo-se firme num ritmo acelerado.

Kieszek | Baptismo tranquilo, sem grandes sobressaltos. Aliás, terá jogado mais vezes com os pés, em resposta a atrasos dos companheiros, do que com as mãos, como lhe compete.

Sapunaru | Com boas arrancadas, sobretudo na primeira parte, ajudou a dinamizar o lado direito, ainda que o regresso de Álvaro Pereira o tenha convidado a ficar mais vezes pela defesa.

Sereno | Segundo jogo, outra vez completo e novamente na Taça. Dois ou três cortes em antecipação permitiram-lhe marcar presença num território sobrelotado de alternativas para Villas-Boas.

Maicon | Regressou após castigo, beneficiando do atrevimento limitado do ataque alentejano para passar ao lado de problemas comprometedores.

Álvaro Pereira | Passeou pela esquerda a todo o vapor. Quatro jogos depois, e já ninguém tinha dúvidas disso, voltou para provar que faz toda a diferença. Fez também um golo e uma assistência de bandeja para Walter marcar. Queixou-se de um penálti aos 89'.

Guarín | Despediu-se do jogo com um sprint de fazer inveja a Usain Bolt. Um detalhe que ajuda a ilustrar uma entrega sem reservas, primeiro a trinco e, na segunda parte, numa zona mais avançada do meio-campo. Tentou várias vezes o golo, mesmo de distâncias impensáveis, mas falhou.

Rúben Micael | Muleta perfeita para garantir fluidez de jogo, feita à base de toques curtos e sem perda de tempo no raciocínio. Entendeu-se bem com Guarín e Moutinho, sem tirar o pé do acelerador.

Hulk | Acelerações promissoras a começar, sem que daí resultassem problemas relevantes. As fintas nem sempre lhe saíram bem, apesar da insistência.

Falcao | Assinou o ponto, aproveitando a assistência bem medida de James. Um ponta-de-lança perfeito há-de ser isto: alguém que não desperdiça golos óbvios. Mais discreto na segunda parte, acabando substituído.

James | Muito prazer em conhecê-lo, terão exclamado os adeptos. El Bandido não demorou muito a brilhar, cruzando para o golo de Falcao. Fez mais numa primeira parte recheada de toques de qualidade. Da esquerda à direita e muitas vezes pelo meio, onde estacionou depois do intervalo. Talvez não seja um extremo clássico, mas é, pelo que se viu, a alternativa mais consistente a Varela. Procurou o golo e esteve quase a marcar num cabeceamento no último minuto. Enfim, foi de chorar por mais...

Walter | Continua sem desmentir a ideia de ser um jogador lento, mas, verdade seja dita, também não desperdiçou a oportunidade óbvia que surgiu pela frente, a passe de Álvaro Pereira. Aliás, apesar da utilização residual já leva cinco golos, quatro deles na Taça. Mais: parece ter sofrido falta na área aos 82'.

Castro | A atitude positiva do costume, injectando energia pelo meio. Dois remates e um amarelo, eis o saldo que fica.

Ukra | Menos tempo para mostrar serviço, já numa altura em que o FC Porto atacava de forma menos consistente.

in "ojogo.pt"

Declarações

Castro

"Quero ser uma referência do FC Porto"

Castro entrou a meio da segunda parte, mas no final pouco falou do jogo. O tema era outro e vinha da véspera, com os elogios de André Villas-Boas e a promessa de não sair em Janeiro. "Fiquei muito feliz com as palavras do treinador. São o reconhecimento do trabalho que tenho feito, embora não tenha jogado muito. Sei que o clube conta comigo e isso é muito importante. Para termos um grupo forte não contam apenas os que jogam, os outros são muito importantes", disse. Referindo que o objectivo é "triunfar no FC Porto", Castro pretende ainda mais: "quero ser uma referência do clube". No imediato, quer jogar mais vezes. "Se entenderem que vou ter oportunidades, não me importo de ficar", referiu o médio.


Sereno

"Quero aproveitar"

O central Sereno contrariou a ideia de que o jogo tinha sido fácil para o FC Porto, referindo que foi a equipa que o tornou assim. "Estes jogos às vezes são complicados, mas com a nossa exibição ele acabou por ficar fácil", disse. Já sobre o seu rendimento e o facto de ser pouco utilizado, o defesa assumiu que sentiu algumas dificuldades no início. "O maior problema é a ausência de ritmo de jogo". Apesar de jogar pouco, Sereno não está arrependido de ter rumado ao Dragão. "O FC Porto é um grande clube e tenho orgulho de estar aqui. Já sabia que ia ser difícil, mas quero aproveitar as oportunidades."

in "ojogo.pt"

Villas-Boas bate recorde de Mourinho

Mais um registo histórico para o FC Porto com a assinatura de André Villas-Boas. Depois da vitória de ontem, os dragões asseguraram o 34º jogo consecutivo sem derrotas, ultrapassando, deste modo, a marca alcançada por José Mourinho na temporada de 2003/04, época da conquista da Liga dos Campeões. Este feito do mais novo treinador da história do FC Porto terá de ser, no entanto, repartido com Jesualdo Ferreira, uma vez que o professor, actualmente no Panathinaikos, terminou a última temporada com dez partidas consecutivas sem perder, registo que lhe valeu a conquista da Taça de Portugal. Apesar disso, André Villas-Boas tem a maior parte do mérito neste novo recorde, até pelo número significativo de jogos que já disputou este ano (24). E se continuar assim, o treinador arrisca-se mesmo a tornar esta equipa "inesquecível", objectivo anunciado na véspera pelo próprio.

in "ojogo.pt"

Moutinho: «Que estejam muitos mais a caminho»

JÁ SÓ PENSA NA PRÓXIMA OPORTUNIDADE PARA MARCAR



Foi uma “ótima sensação” nas próprias palavras de João Moutinho. O médio estreou-se a marcar pelo FC Porto em jogos oficiais e, apesar do adversário ser um escalão inferior e dar pelo nome de Juventude de Évora, esse não deixou de ser um momento especial.
“Foi muito bom apontar o meu primeiro golo no FC Porto e só espero que estejam muitos mais a caminho. O golo ajudou a equipa a vencer e isso é o mais importante. Seguimos em frente na prova, que era o nosso grande objetivo”, disse, agradecendo aos companheiros a bandeja de ouro em que foi servido: “Não sei se foi o golo mais fácil da minha carreira, mas foi sem dúvida uma jogada muito bem conseguida pelos meus colegas. Só tive que encostar a bola e por isso tenho que lhes agradecer.” Apesar do sentimento de satisfação que o preenchia após o apito final, o médio, de 24 anos, não deixou de lamentar uma abordagem ao jogo, na sua opinião, muito “pequena” por parte do conjunto alentejano. “Fizemos uma boa exibição contra uma equipa de um escalão inferior que só defendeu. Tentámos impor um ritmo alto, mas nem sempre o conseguimos”, referiu.
Noutro plano, Moutinho foi convidado a comentar as declarações de Jorge Jesus nas quais o técnico do Benfica indicava os penáltis como um fator desequilibrante em favor do FC Porto, no que ao campeonato diz respeito. O internacional português não desarmou. “Não falo disso. Limito-me a concentrar-me no meu trabalho e estou feliz por seguirmos em frente na Taça de Portugal”, concluiu.
in "record.pt"

F.C. Porto-Juv. Évora, 4-0 (crónica)

Cumprir a tradição com seriedade e o menino James


O pano levanta-se e entra em cena uma nova personagem. Ávida por reconhecimento, determinada a impressionar. Chama-se Rodríguez, James Rodríguez, e tem sido uma espécie de pedra preciosa manobrada com o mais redobrado dos cuidados. Percebe-se. O investimento foi pesado e o retorno é imperativo. No F.C. Porto-Juv. Évora estreou-se a titular, participou em dois golos dos dragões e exibiu um manancial técnico digno de louvores.

James saiu da redoma que o vem envolvendo e o público gostou. Gostou de o ver acariciar a bola com o pé esquerdo, a driblar em velocidade sempre com o pé esquerdo e a rematar uma e outra vez de pé esquerdo. Gostou, enfim, daquele pé esquerdo. 

Mas o jogo foi mais do que James Rodríguez, naturalmente. Foi, acima de tudo, uma prova mais do carácter nobre do dragão. Sério, respeitador, competitivo, o líder da Liga dilacerou o sonho alentejano logo aos dez minutos e partiu para uma cerimónia cordial mas inacessível ao visitante. 

Radamel Falcao abriu as contas; João Moutinho marcou pela primeira vez de dragão ao peito; Alvaro Pereira sublinhou o regresso após lesão com a autoria do 3-0 e Walter encostou sem dificuldades para o quarto da noite. 



O segundo golo do F.C. Porto - pese embora a posição duvidosa de Guarín - é uma ode ao futebol. Tudo ao primeiro toque, tudo envolvente, tudo em movimento até à finalização de João Moutinho. Um pedaço de arte no Dragão, um lampejo de futebol total a entreter os mais de 25 mil espectadores. 

Tudo o restante foi previsível. Principalmente pela postura seríssima do F.C. Porto e pelo nervosismo latente do Juventude. Num ritmo regular, cheio de bons momentos, os dragões deram por duas vezes razão a Villas-Boas.

Primeiro ao assinar por baixo o tratado de psicologia motivacional do técnico e depois a provarem que as armas eram, de facto, desiguais. Quando assim é, o argumento desenrola-se pardacento, obediente, sem grandes desvios ao rumo traçado em todas as previsões. 

Apesar da colocação de Kieszek, Sereno e James na equipa inicial, André Villas-Boas não facilitou um milímetro. Manteve seis das suas unidades de maior confiança, somou-lhes outras desejosas de mostrar serviço e o antídoto funcionou em pleno. 

Não é a mesma coisa, de resto, lançar nestes jogos 11 atletas sem ritmo ou apostar nesta mistura equilibrada. Villas-Boas prefere assim e os factos dão-lhe razão. O técnico cria um ambiente cómodo aos que menos vezes jogam e dá um sinal de exigência competitiva aos habituais titulares. 

13 anos depois do último Porto-Juventude, não houve Mário Jardel nem uma goleada histórica. Falcao não fez dez golos, conforme pediu o brasileiro, mas a tradição jamais esteve ameaçada. 



in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto e a herança sublinhada

Recorde de 34 jogos sem perder salienta o excelente momento


O novo recorde de jogos sem perder é apenas mais uma oportunidade de salientar o excelente momento que o F,C. Porto atravessa. Até porque estamos a falar de partidas disputadas em competições diferentes e em fases distintas.

Mas este número (34 jogos sem perder) é também uma oportunidade para sublinhar a boa herança que André Villas-Boas recebeu de Jesualdo Ferreira. Jogadores de qualidade, uma organização, regras claras e até dinheiro para gastar. 

Foi neste banco que o jovem treinador do F.C. Porto se sentou quando 2010/11 começou. Não quero com isto dizer que o trabalho realizado desde então é simples. Nem pouco mais ou menos. Significa apenas que André Villas-Boas não foi obrigado a enfrentar uma clube e uma equipa necessitados de uma revolução. Bem pelo contrário.

Até pro ser verdade, ficou bem a André Villas-Boas lembrar a boa herança que recebeu de Jesualdo Ferreira. Uma declaração que fica bem ao técnico portista e demonstra humildade.

P.S.: Por outro lado, foi pena que antes da partida André Villas-Boas tivesse, numa única conferência de imprensa, atacado o Sporting (respondido a uma indirecta de Costinha, dirão os puristas) e provocado Benfica e Sporting de Braga com uma discussão artificial sobre a «aberração» Liga Europa. Desnecessário.


in "maisfutebol.iol.pt"

Villas-Boas: «Juntar títulos a esta série positiva»

TÉCNICO ELOGIOU ATITUDE DOS ADVERSÁRIOS


André Villas-Boas ficou satisfeito com a vitória dos dragões sobre o Juventude de Évora, por 4-0, que garantiu a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal. No entanto o técnico do FC Porto garante que “é preciso juntar títulos à série de resultados positivos”.
“É preciso juntar títulos a esta série de resultados. Só nos podemos orgulhar desta fase que estamos a atravessar, mas se não juntarmos títulos a isso, não interessa. O risco de perder alguma competição vai fazer esquecer logo este momento. Sabemos como isso funciona”, sublinhou o técnico dos dragões em declarações à imprensa no final da partida.
Villas-Boas gostou da exibição da equipa e deixou ainda elogios ao adversário: “Foi um jogo bem conseguindo. O resultado podia ter sido outro, pois tivemos boas oportunidades para fazer mais golos, mas deixo uma palavra de apreço ao adversário pois mostrou-se organizado”.
in "record.pt"

James Rodríguez: «Aproveitar todas as oportunidades»

COLOMBIANO FELIZ COM A SUA PRESTAÇÃO


James Rodríguez mostrou-se agradado com a sua exibição, na vitória do FC Porto frente ao Juventude de Évora para a Taça de Portugal, e está confiante para o futuro.
“Graças a deus fiz uma boa exibição, não marquei mas estive bem. É muito importante merecer a confiança do treinador. Quando entrei em campo ia com muita confiança e isso é importante”, revelou o extremo colombiano no final da partida deste sábado em declarações à imprensa.
Quanto ao futuro, James promete muito trabalho: “Há que trabalhar todos os dias no máximo e aproveitar todas as oportunidades que me são dadas”.
in "record.pt"