sábado, 1 de janeiro de 2011

Vítor Baía: «A função que mais evoluiu»


R – A função do guarda-redes mudou quando passou a ter mais necessidade de jogar com os pés?
VB – Sem dúvida alguma. Aliás é a função que mais tem evoluído ao longo dos tempos. Hoje, um guarda-redes precisa de ser líder, organizador, com leitura periférica e noção espaço-temporal; tem de controlar a profundidade, os timings de intervenção e ser bom no um para um; tem de saber jogar com os pés, ter uma boa leitura das coisas e antecipar cenários. O resto são as condições genéticas de cada um. Quem cumprir estes requisitos será um guarda-redes equilibrado.
R – Há guarda-redes de equipas grandes e de equipas pequenas?
VB – Há guarda-redes cujas características se encaixam em determinados contextos. Contratar só porque um fez grandes defesas em determinada partida é errado, porque o guarda-redes é muito mais do que isso. Depende do modelo de jogo de cada equipa. O FC Porto joga muito adiantado, com as linhas muito subidas, criando um espaço grande entre as costas da defesa e o guarda-redes. Numa equipa dessas, por exemplo, o Oliver Kahn teria grandes dificuldades, porque foi educado a jogar debaixo dos postes e não se sentia confortável a jogar fora.
R – Tem preferência por algum dos 31 títulos que conquistou?
VB – Todos foram ganhos com grande sacrifício, à custa do investimento sem reservas que fiz na profissão, mas alguns marcam mais do que outros. O primeiro título é sempre o mais saboroso, porque representa o arranque, o passo que marca todo o processo seguinte. Mas recordo também a primeira conquista europeia, a Taça das Taças ao serviço do Barcelona, bem como a Taça UEFA e a Champions pelo FC Porto.
R – Lembra-se da final da Taça dos Campeões de 1986/87?
VB – Vi-a e sonhei que havia de viver algo parecido. Por isso a Taça UEFA, em Sevilha, teve um impacto tão forte em nós, principalmente nos jogadores da casa, aqueles que estavam na mesma situação do que eu. Foi um turbilhão de emoções e sensações inesquecíveis para quem nasceu, viveu e cresceu no FC Porto. Vivemos essa final como quem concretiza um sonho de criança. A carga emotiva da Taça UEFA tem contornos fantásticos. Os últimos 5 minutos da final foram os mais terríveis da minha carreira. Tudo me passou pela cabeça.
R – Mal sabiam que o melhor ainda estava para vir...
VB – A Champions foi a cereja em cima do bolo. Mas nesse jogo com o Mónaco já estávamos com uma confiança e uma qualidade que, a meio da competição, já conversávamos entre nós, sem qualquer reserva, que iríamos ser campeões europeus.
R – Essa segurança nasceu depois de eliminarem o Man. United?
VB – Sim. Aí tivemos a certeza de que íamos ganhar a Champions.
R – Entre 2002 e 2005 viveu a sua melhor fase como guarda-redes?
VB – Por incrível que pareça, os tempos que vieram depois da lesão foram os melhores. Vivi o auge da carreira depois dos 30 anos, a nível de performance, de me sentir com mais tranquilidade e experiência, com todas as aptidões para desempenhar a função. Não tenho dúvidas de que esse foi o melhor momento da minha carreira. E isso culmina com distinção da UEFA, em 2004, que me considerou o melhor guarda-redes da Europa, feito único no futebol português. Diziam que era um dos melhores, mas isso ouvi eu durante anos a fio. Agora ser considerado por especialistas do organismo que tutela o futebol europeu, acompanhado por um troféu
R – Que memórias tem da passagem por Barcelona?
VB – Sinto um orgulho muito grande por ter representado esse grande clube. Fiz uma primeira época inesquecível, com Bobby Robson, em que vencemos três das quatro competições em que estivemos inseridos. Foi uma das melhores e mais felizes temporadas da carreira. Depois, foram as lesões a condicionar a minha afirmação por mais tempo. Na pré-época do segundo ano, já com Van Gaal, lesionei-me no joelho direito, lesão que me obrigou a uma paragem de oito meses, tempo excessivo para estar fora de uma equipa como o Barcelona. Quando recuperei fui preterido e percebi que tinha de seguir o meu caminho.
R – Foi quando regressou ao FC Porto...
VB – Sim, mas voltei a lesionar-me. Estive quase dois anos parados e toda a gente, sem exceção, duvidava se voltaria a jogar. O único a lutar contra isso fui eu, que para lá de sofrer e trabalhar para ficar bom, ainda motivava as pessoas que, na rua, me abordavam pesarosas pelo que julgavam ser o meu destino. Era eu que lhes tinha de dizer para terem calma, que ainda havia uma esperança.
R – Houve quem defendesse que a sua ausência no Euro’2004 “equilibrou a injustiça de 2002”, quando foi titular no Mundial...
VB – Tenho a noção de que fui para esse Campeonato do Mundo em desvantagem. Mas não tenho culpa de ter chegado lá, ter treinado bem e de, num jogo em que atuaram todas as reservas, com a China, ter feito grande exibição. Esse era o meu trabalho. Depois, a última palavra pertenceu ao selecionador que, ao fim de um mês a pensar o que devia fazer, achou que eu lhe dava mais garantias. Bem ou mal, foi uma decisão tomada a ver-nos todos os dias durante várias semanas. Ora isso não me foi concedido em 2004.
R – A situação criou um conflito entre si e o Ricardo...
VB – Sim, mas essa questão tem a ver com as pessoas, com a forma como se deixaram influenciar por tudo o que as rodeava e pela a mediatização do caso. Depois, cada um reagiu à sua maneira. A minha consciência em relação a este tema está limpíssima. Não provoquei absolutamente nada, nunca fui indelicado tomando eu a iniciativa... Aliás, seria pouco inteligente estar contra o Ricardo só porque o selecionador não me convocava. Que culpa tinha ele de eu não ir à Seleção? Reclamei uma oportunidade mas nada disso era contra o Ricardo, como é óbvio. Só gostava de ter discutido o lugar. Se a escolha recaísse sobre ele, eu só tinha de aceitar e ajudá-lo.
R – Ficou com alguma reserva pessoal em relação ao Ricardo?
VB – Se o vir na rua cumprimento-o, sabendo que ele afirmou em tempos que não o faria. Mas acredito que tenha sido uma afirmação resultante do calor de toda a situação
R – Que importância teve a Seleção Nacional no seu percurso?
VB – As seleções marcaram-me muito, desde a primeira, ainda em miúdo, até à última. Dou muita importância a essas coisas do patriotismo, da defesa e representação da pátria, bem como ao sentimento que se deve ter quando estamos ao serviço da nossa seleção. Ouvir o hino em campo, antes dos jogos, é uma coisa indescritível.
R – Os anos 80 foram, a esse nível, importantes para os mais jovens?
VB – Nessa altura tivemos a sorte de apanhar Carlos Queiroz, que foi extremamente importante no crescimento da geração que elevou Portugal ao topo. Tivemos sorte de apanhá-lo nessa fase, em que ajudou-nos a potenciar qualidades individuais e coletivas.
R – Fez agora 20 anos que chegou à Seleção (19/12/1990)...
VB – Foi com os Estados Unidos, na Maia, num jogo em que entrei ao intervalo para o lugar do Silvino, que viria a ser meu treinador no FC Porto e na Seleção. Ganhámos 1-0, com golo do Domingos. O selecionador era o Artur Jorge. Guardo memórias incríveis desse jogo, porque representou a concretização de mais um sonho – o primeiro era jogar no FC Porto. Aos 21 anos estava a andar bem.
R – Começou aí a geração de ouro...
VB – Sim, é verdade. E foi mesmo uma geração de ouro, composta por jogadores extraordinários, que atingiram nível sublime um pouco por toda a parte do Mundo. Daí resulta a frustração de não termos conseguido, enquanto Seleção, uma grande vitória para o futebol português. Foi pena, porque não vai ser fácil reunir um lote tão bom de jogadores como era aquele.
R – O mais próximo que esteve de uma grande conquista foi em 2004...
VB – Sim, nessa altura já sem mim. Foi uma oportunidade de ouro que se perdeu e não sei se vamos ter outra igual. Para lá da qualidade dos jogadores, ainda havia a confiança inerente ao facto de o FC Porto ter acabado de vencer a Liga dos Campeões. Cair duas vezes aos pés da Grécia, derrotados numa final disputada em casa, foi golpe duríssimo para a autoestima do povo. Quase tão duro, e não quero ser mal interpretado, quanto termos ficado na fase de grupos na Coreia.
R – Já percebeu, ao fim destes anos todos, por que falhou esse Europeu?
VB – Não, não entendo e nunca me explicaram. A ausência do Euro’2004 é o enigma da minha carreira. Palavra de honra que não faço ideia. Estive com o senhor Scolari num jogo de beneficência e o relacionamento foi cordial, simpático, educado... Custa-me pensar que houvesse um motivo de força maior para ter sido afastado. As pessoas fingem bem ou então não sei.
R – Terá sido mau comportamento?
VB – Isso não foi de certeza. Nunca tive na Seleção um único caso de indisciplina com funcionários, treinadores, dirigentes, colegas. E quando falo em Seleção falo de todos os escalões. Eu não conhecia Scolari e ele não me conhecia a mim – podia conhecer-me como jogador, mas nem isso eu sei se era verdade. Nunca nos desentendemos...
R – O mais estranho é que jogou na Seleção depois do Mundial’2002...
VB – Exatamente. A campanha de Scolari, embora nessa altura com Agostinho Oliveira ao leme, fui eu quem a começou. Se houvesse alguma coisa com a Federação não teria feito esse jogo. Por isso creio que foi mesmo o selecionador a tomar a decisão. Aliás esse caso não era virgem na carreira dele. Já no Brasil, dois anos antes, tinha feito algo parecido com o Romário, por exemplo, embora o tivesse convocado antes. A mim não me deu hipótese sequer de ter um conflito com ele. Simplesmente nunca me convocou. Só ele poderá explicar o que sucedeu, o que nunca o fez até ao momento. A mim custou-me, porque foi a melhor fase da minha carreira e tinha muito para dar à equipa. Acho que ambos perdemos com o afastamento: eu e a Seleção Nacional
R – Que relação mantém com o presidente do FC Porto?
VB – Tenho por Pinto da Costa uma admiração, um apreço e um carinho ilimitados. É uma pessoa que eu adoro e espero que fique muitos anos no clube. Atrevo-me mesmo a dizer que é a maior figura da história do FC Porto. Não tenho dúvidas quanto a isso.
R – E o futebol português que lugar lhe tem reservado?
VB – No futebol português terá, fatalmente, o lugar que a sua figura e a sua obra merecem. Os adeptos de outros clubes têm animosidade para com ele, por ser o grande obreiro deste ciclo extraordinário de vitórias mas, ao mesmo tempo, reconhecem-lhe valor. Por vezes, quando me falam nisso, peço a essas pessoas que esqueçam as rivalidades e analisem só o trabalho. Quando conseguem fazê-lo, o que não é fácil, porque nem todos são capazes de despojar a paixão que o futebol suscita, facilmente reconhecem que Pinto da Costa é um fenómeno, o homem que nasceu para ser presidente do FC Porto e guiá-lo ao lugar onde se encontra neste momento.
R – Mas que papel terá na história? Um papel semelhante aos cinco violinos do Sporting e a Eusébio no Benfica?
VB – Será a figura máxima de um ciclo no futebol português, ao nível desses fenómenos que referiu. É inevitável. O presidente nasceu para isto e, sendo eu do FC Porto, desejando que o clube continue a vencer, espero que ele continue no cargo por muitos e muitos anos.
R – A vossa relação mantém-se intocável?
VB – Absolutamente. Aliás, tenho uma dívida de gratidão para com ele. A nossa ligação, iniciada desde que cheguei ao FC Porto, há quase de 25 anos, é fortíssima. Ele conhece-me desde miúdo e, digo-o sem ponta de pretensiosismo, a cumplicidade que nos une permitiu-me, à semelhança do que sucedeu com o Jorge Costa, por exemplo, ser uma extensão dele no balneário e em campo. E dei apenas dois exemplos significativos de um grupo mais alargado de jogadores que foram transmitindo aos mais novos e a quem vinha de fora o que era ser jogador do FC Porto. O enquadramento com essa mística, razão de muitos dos sucessos dos últimos anos, tem origem no líder, assim como na imagem que reflete sobre o mundo que rodeia o clube. Éramos a extensão dele na paixão, na entrega, na dedicação, no espírito de sacrifício, na vontade de ganhar que estava sempre presente.
R – E quanto ao papel que foi desempenhando junto dos treinadores?
VB – Tive a mesma noção de que era preciso estender a importância das ideias à equipa. Se me senti a extensão do presidente olhando para determinados valores, também o fui na parte técnica, tática e de assimilação de conceitos em relação aos treinadores.
R – Sente que foi a figura mais consensual em termos nacionais deste ciclo do FC Porto?
VB – O que eu sinto, pelo modo como sou tratado no dia-a-dia, é que sou uma figura nacional, que ultrapassou a barreira da cidade ou de uma zona do país. Pela minha maneira de ser, pela minha obra solidária, as pessoas olham-me dessa forma, de resto como deviam fazer a todos os jogadores que atingem o nível que, felizmente, eu consegui. Mesmo pessoas de clubes rivais daquele que sempre defendi em Portugal salvaguardam o essencial: apesar de lhes ter dado alguns desgostos, respeitam-me como figura e reconhecem a excelência daquilo que consegui.
R – Isso também pode ter a ver com a imagem que sempre defendeu...
VB – É verdade, mas atenção: nunca fugi às minhas responsabilidade e defendi sempre o FC Porto até à morte. Por temperamento sou uma pessoa tranquila, é um facto, mas nunca virei a cara à luta.
O jogador com mais títulos na história do futebol recebeu o Record de Ouro, que premeia o trajeto entre 1988 e 2007. Esta é a entrevista de uma carreira extraordinária.
RECORD – Como tem vivido estes anos após ter deixado de jogar?
VÍTOR BAÍA – Com a noção de que se fechou um ciclo a todos os níveis brilhante, como o provam os muitos títulos conquistados ao longo de vinte anos de carreira. Por saber que esse momento chegaria inevitavelmente, preparei-me para a transição e, agora, só espero que esta nova etapa tenha o mesmo êxito da anterior. Quando falo em preparação refiro-me à opção que tomei, como resposta à necessidade que senti de tirar um curso superior em Gestão do Desporto, que terminei no último Verão. Trata-se de algo muito proveitoso, que representa mais-valia indiscutível e que recomendo aos jovens. Agora só falta a parte prática.
R – Sente saudade dos relvados?
VB – Foi-se diluindo. Deixei de jogar há três anos e meio e, admito-o, no primeiro ano custou-me um pouco, particularmente nos jogos da Champions e nos grandes confrontos do campeonato nacional. Foi doloroso estar nesses embates como espectador, vivendo de fora as emoções dos grandes ambientes e dos estádios cheios. Lembro-me também da nostalgia que senti quando ouvi o hino da Liga dos Campeões pela primeira vez. Mas isso tem uma explicação: aquela música recuperou as sensações do maior êxito da minha carreira, que foi a Champions de 2004.
R – Ter-se preparado para a mudança ajudou a suavizar o choque?
VB – Evidentemente que sim. Quando iniciei 2006/07 sabia que terminaria no fim dessa época, razão pela qual nada foi feito em cima do joelho. Houve uma preparação mental para isso.
R – Entretanto, a sua tarefa na equipa também foi alterada...
VB – Se fosse preciso estava preparado para defender mas a minha principal missão era criar condições, amparar, dar a conhecer a realidade do FC Porto e contribuir para que o Helton assimilasse todos os elementos necessários ao guarda-redes de uma grande equipa. Foi isso que eu fiz: ajudar o meu sucessor a entender as diferenças – de história, cultura, características da equipa e comportamento dos adeptos em determinadas alturas – entre estar na baliza do FC Porto e de outras formações. Tenho a certeza de que foi amplamente conseguido, porque foi esse primeiro ano que lhe deu a estabilidade para também ele fazer uma história muito bonita neste clube.
R – Estava, então, totalmente preparado para terminar a carreira?
VB – Por muito que pensemos sobre o assunto e nos apetrechemos para enfrentar o momento, creio que nenhum jogador está totalmente preparado para isso. É sempre complicado encerrar o ciclo.
R – No momento em que Co Adriaanse o preteriu, em 2005/06, percebeu que era uma opção definitiva?
VB – Naquele momento pensei que era uma decisão pontual, fruto de um jogo menos conseguido da minha parte, na Amadora. Não me surpreendeu até porque, depois de ter sido dirigido por Van Gaal, já estava habituado ao raciocínio dos treinadores holandeses. Podemos fazer dez jogos a nível fantástico mas se um corre mal e o suplente é de nível semelhante, eles avançam para a troca. Tive um jogo menos bom e saí, eram as regras do jogo. Mas depois ainda voltei a ser titular, porque o Helton se lesionou, período que encerrou naquela meia-final da Taça de Portugal, no Dragão, em que vencemos o Sporting nas grandes penalidades. Quando o Helton recuperou, porém, foi titular no fim do campeonato e na final da Taça.
R – Pensou que voltaria a ser titular?
VB – Não pensei que o afastamento fosse definitivo, porque me sentia bem e trabalhei sempre da mesma forma. Na temporada seguinte, aí sim, quando chegou Jesualdo Ferreira, falámos no início e preparámos as coisas apontando para que aquela fosse a minha última época. Mantive-me sempre motivado mas a decisão estava tomada.
R – Houve ainda a época 2004/05...
VB – Foi aí que nos demos conta do feito extraordinário que tínhamos feito na época anterior. Nós só percebemos a extensão de termos sido campeões da Europa no ano seguinte, quando pensávamos ser os melhores do Mundo. Mesmo considerando que os resultados o confirmavam, aquela época com Del Neri, Victor Fernández e José Couceiro fez-nos reavaliar o que ficara para trás e concluir que, na atual conjuntura do futebol, fazer de um clube português campeão europeu e mundial é um feito inacreditável. Só depois de vivermos as sucessivas mudanças de treinador e alguns problemas internos é que tivemos consciência de que tínhamos tocado no céu.
R – Deve ser isso que os jogadores do Inter Milão estão a sentir neste momento...
VB – É a comparação perfeita para o que estava a dizer, até pela vitória no Mundial de clubes. O sucesso, quando atinge determinadas proporções, é muito complicado de gerir.
R – Quando deixou de jogar sentiu o preconceito de que a idade não lhe permitia prosseguir, mesmo que os prazos de validade de um guarda-redes sejam mais largos?
VB – O guarda-redes tem essa vantagem, de facto. O meu problema não era tanto o potencial técnico ou mesmo físico mas o desgaste de um longo percurso. É preciso não esquecer que a minha transição de júnior para sénior foi automática e que, meio ano depois de ter chegado à equipa principal do FC Porto, conquistei a titularidade. Significa isso que me estreei aos 18 anos e, porque faço anos em outubro, tornei-me dono da baliza aos 19. E fui logo campeão nessa época de 1989/90. Lembro-me de que a primeira coisa que disse quando fui entrevistado na altura foi “vejam lá vocês, um miúdo como eu campeão nacional”.
R – E não foi campeão por jogar apenas 5 ou 10 minutos...
VB – Pois não, joguei a época inteira. Isso dá-nos uma força e uma capacidade muito grande para aguentar os momentos menos bons que o futuro reserva. Há muitos jovens que, sem o estímulo de vitórias coletivas, vão perdendo motivação, intensidade e concentração. Daí ao fim prematuro de carreiras promissoras é um pequeno passo.
R – Acha que foi um privilegiado?
VB – Na medida em que comecei logo a vencer e cruzei-me cedo com Artur Jorge pode dizer-se que sim, que tive alguma sorte. Não é qualquer treinador, ainda por cima um senhor campeão europeu, que pega num miúdo e lhe dá a baliza do FC Porto. Hoje ainda é assim mas, na altura, era utopia pensar que um jovem entre os 18 e os 19 pudesse defender a baliza de uma equipa que dois anos antes ganhara a Taça dos Campeões e arrebatara a Intercontinental há menos de um. Para lá do resto, que era a minha capacidade individual, tive a sorte de encontrar as pessoas certas, nos momentos certos, para me enquadrarem.
R – O que lhe passou pela cabeça quando viu que iria ter um papel diferente no grupo?
VB – Aquilo que eu sei, fazendo uma análise a toda a carreira, do princípio ao fim, é que nasci para ser guarda-redes. E sobre isso eu tinha a certeza absoluta. Agora estamos noutra etapa, noutra fase e, sentindo que tenho competência para abraçar um projeto a nível de direção desportiva, preciso de me testar. Estou ainda no começo, vamos ver o que o futuro me reserva mas estou preparado para qualquer desafio. Toda a experiência que conquistei ao longo da carreira, na gestão de recursos humanos e nas estratégias diárias da própria equipa, mais o curso superior que tirei para me valorizar nessa dinâmica, permite-me ter a convicção de que estou preparado para agarrar qualquer oportunidade que surja.
R – O FC Porto continua a ser uma porta aberta?
VB – Nada belisca a relação umbilical que me liga ao FC Porto. Há uma carga emotiva muito grande, até porque a minha vida confunde-se com o clube. Tudo o que eu sou devo-o ao FC Porto. Embora tenha no currículo uma passagem pelo Barcelona, que muito me orgulha, há uma ligação eterna a este clube. De resto, a minha saída do cargo que ocupava foi pacífica.
in "record.pt"

Villas-Boas lidera campeonato das multas

O MAIS PENALIZADO ENTRE TREINADORES E DIRIGENTES


André Villas-Boas acumula a liderança do campeonato com o "ranking" das multas impostas pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Villas-Boas é o mais penalizado entre treinadores e dirigentes, acumulando um total de 1 590 euros.
A expulsão, pelo árbitro Carlos Xistra, em Guimarães, à 7.ª jornada, custou 250 euros a Villas-Boas, que voltou a ser afastado do banco, em Alvalade, duas rondas depois, por Jorge Sousa, desta feita com uma punição mais elevada (1 340 euros).
Nesta hierarquia, o técnico dos dragões é secundado pelo adjunto do Marítimo Carlos Jorge, pelo ex-treinador do Portimonense, Litos, e pelos dirigentes Rodolfo Vaz (União de Leiria) e Fernando Belo (Olhanense), autuados com uma multa de 1 000 euros cada.
O diretor executivo do Sporting de Braga, Rui Casaca, também já foi duas vezes castigado, após os confrontos com Benfica e Vitória de Guimarães, contabilizando um total de 800 euros de multas, apenas mais 50 euros do que a coima imposta ao diretor desportivo do Benfica, Rui Costa, na sequência do jogo dos encarnados com o Marítimo.
Em igualdade com o responsável do Benfica, surge o primeiro representante da Liga de Honra, o treinador do Arouca, Henrique Nunes, também com uma única multa imposta após o jogo diante do Varzim.
O vice-presidente do Vitória de Guimarães Alberto Teixeira de Oliveira, o presidente do CD Fátima, Luís Albuquerque, e o dirigente fatimense Mário Abreu fecham o "top10", com penas de 500 euros.
"Ranking"
1. André Villas-Boas (FC Porto) 1 590 euros
2.Carlos Jorge (Marítimo) 1 000 
Litos (ex-Portimonense) 1 000 
Rodolfo Filipe Aniceto Vaz (União de Leiria) 1 000 
Fernando Martins Belo (Olhanense) 1 000 
6. Rui Casaca (Sporting de Braga) 800 
7. Rui Costa (Benfica) 750 
Henrique Nunes (Arouca) 750 
8. Alberto Teixeira de Oliveira (V. Guimarães) 500 
Mário Jorge Cordeiro Abreu (CD Fátima) 500 
Luís Albuquerque (CD Fátima) 500

in "record.pt"

Seleccionador aprova argentinos

Portugal e Argentina encontram-se dia 9 de Fevereiro no Estádio Emirates, em Londres, num jogo que já mexe com as emoções de um lado e do outro do Atlântico pela perspectiva de mais um duelo entre Cristiano Ronaldo e Messi. Os dois melhores jogadores do mundo, líderes de Real Madrid e Barcelona, são também as estrelas de Portugal e Argentina, duas equipas que partilham outras semelhanças. Por exemplo, ambas venceram a Espanha campeã do mundo, nos últimos meses, por números semelhantes: a Argentina por 4-1 e Portugal, como todos nos recorda- mos, por 4-0. E como é de semelhanças que se fala aqui, ambas o conseguiram depois de sofreram trocas nas respectivas equipas técnicas: Paulo Bento ficou com o lugar de Carlos Queiroz, e Maradona deu a vez a Sérgio Baptista. E foi com o actual seleccionador argentino que O JOGO falou sobre o encontro com Portugal, mas também sobre os argentinos que actuam no campeonato português e aos quais o técnico se mantém atento.

Em Londres, Sergio Batista espera poder participar "num jogo lindo". "Para além do Cristiano Ronaldo, que é a grande figura, Portugal tem outros jogadores interessantes, que jogam bom futebol e cuidam da bola como nós, argentinos, gostamos de ver. Já o demonstraram contra a Espanha, com muita pressão e velocidade", começou por referir. Com mais de um mês pela frente até ao jogo, Sergio Batista explica que ainda não pensou na lista de convocados para o jogo, mas sempre vai adiantando que deverá contar quase exclusivamente com "emigrantes". "Ainda falta algum tempo, mas vamo-nos reunir em breve para elaborar a convocatória para esse amistoso. Na Argentina, o campeonato está prestes a arrancar, pelo que deveremos actuar com os jogadores que estão na Europa." E não falta por onde escolher. "Por sorte, temos muitos futebolistas para ver, seguir e convocar. O que disse aos meus colaboradores, e é parte do nosso projecto, é dar oportunidades a todos os que as mereçam. Este é um trabalho a longo prazo, o nosso objectivo é que a Argentina seja campeã do mundo em 2014. Claro que antes temos a Copa América na Argentina e também a queremos ganhar, mas há que fazer projectos e estar preparado. Por isso, a nossa ideia é ter um segundo grupo com futebolistas menores de 25 anos, aproximadamente, que possamos avaliar de forma contínua." Uma porta de entrada na selecção argentina, pois, para vários jogadores, alguns dos quais a brilhar no campeonato português.

"Otamendi tem perfil de líder"

"O Otamendi surpreendeu-me. Não o conhecia muito bem, porque ele teve uma aparição muito rápida, e surpreendeu-me a sua maturidade, apesar de ser muito jovem. É um jogador muito esclarecido, um grande profissional, muito aplicado e com uma personalidade importante. Essas são características que o vão ajudar a triunfar em qualquer lugar onde jogue. Tudo isso para além das condições tremendas que tem em termos futebolísticos e que acumula com o perfil de líder."

"Gaitán é muito habilidoso"

"O Gaitán é um futebolista que sempre me agradou, muito habilidoso e com um grande futuro. Já o integramos nas últimas convocatórias. O problema, no seu caso, é que joga numa posição onde temos o Messi. Mas o Nico é um jogador jovem, que está a dar os primeiros passos na Europa, e queremos mantê-lo por perto. Estive com ele em Portugal e achei-o muito satisfeito. Está feliz por lá."

"Belluschi vai continuar a crescer"

"Acompanhamos todos e se estão a jogar ao nível que consideramos ideal, claro que serão convocados. É o que se passa com Belluschi; sabemos bem do rendimento que está a ter com o FC Porto. A continuidade dos jogadores nos seus clubes é fundamental para eles, e ele está a consegui-la agora. Seguramente vai continuar a crescer. Por sorte, como dizia no início, a Argentina tem muitos jogadores por todo o mundo, e a ideia é estar perto deles, ver como evoluem e dar-lhes oportunidades."

"Salvio e Jara vão ter oportunidade"

"Também me reuni com o Jara e o Salvio. São dois jogadores que conheço das selecções juvenis e sei o que nos podem dar. É importante para eles jogar e ter continuidade no Benfica. Para o Salvio, por exemplo, a mudança foi muito positiva, porque em Espanha não estava a jogar e agora começou a trabalhar com outra regularidade; e não foi para um clube qualquer, mas para o último campeão português. Disse-lhes que continuem a trabalhar, que vamos segui-los e, se estiverem bem, vão ter uma oportunidade."

in "ojogo.pt"

Castro no Gijón

Castro está a caminho do Gijón. O acordo entre os dois clubes foi alinhavado na quinta-feira à noite, numa reunião entre os responsáveis portistas e Eugenio Botas e Alfredo Amado, por parte dos espanhóis. Está previsto que o clube asturiano garanta o empréstimo do médio até Junho, com uma opção de compra do passe. Segundo relata a Imprensa local, essa cláusula estará fixada em três milhões de euros.

Castro, de 22 anos, ainda trabalhou no Olival, na última sessão do ano, mas é aguardado nas Astúrias este fim-de-semana para rubricar o contrato, devendo, inclusive, assistir no El Molinon ao encontro da sua nova equipa com o Málaga.

Concretiza-se assim um velho desejo do Gijón, que já tentou levar Castro para Espanha no início de 2010, voltando a insistir no mercado de Verão. Nessa altura, o FC Porto foi intransigente, pois Villas-Boas tinha reservado um papel para o jogador na equipa. Contudo, o médio chega a Janeiro com apenas seis jogos nas pernas (116 minutos), pelo que vê, neste empréstimo ao Gijón, uma excelente oportunidade para a sua carreira.

Entretanto, outro jogador com ligações ao FC Porto, Valeri, está de regresso à Argentina. Os portistas garantiram o empréstimo do médio por duas épocas, tendo ficado com o direito de opção sobre o passe. Valeri teve uma passagem discreta pelo Dragão em 2009/10, o que levou o clube a "trespassá-lo" ao Almeria, onde a sua sorte não foi diferente. Seis meses depois, Valeri rescindiu com os espanhóis e já sabe que o FC Porto não vai comprar o passe. Assim sendo, na terça-feira assinará pelo Lanús

in "ojogo.pt"

"Falcao, Hulk e André Villas-Boas vão chegar longe"

Quando Kostadinov chegou a Portugal para representar o FC Porto, em 1990, André Villas-Boas tinha 12 anos, Falcao tinha 4, e Hulk apenas 3 anitos. Actualmente são três das maiores figuras dos dragões - e quem as admira é o antigo internacional búlgaro e actual director-desportivo do CSKA de Sófia. Tanto que vê nelas capacidade para chegar ao topo do futebol europeu. "O Falcao pode chegar muito longe, tudo depende dele. Até agora tem feito um excelente trabalho no FC Porto. Daqui pode ir para qualquer equipa da Europa. Tem qualidade para isso. O mesmo acontece com o Hulk; pode jogar em qualquer grande da Europa", perspectiva Kostadinov, enumerando as qualidades que mais aprecia no avançado brasileiro do FC Porto. "O que mais admiro nele é que tem um arranque muito forte. Até agora, nunca vi um jogador assim. Talvez mesmo só o brasileiro, o Romário, o Baixinho. Além do arranque, o Hulk tem um remate muito potente. Nesses dois aspectos, ele é muito forte", justifica, evitando comparar Hulk e Falcao com a dupla que ele próprio fez com Domingos, isto porque se trata de jogadores muito diferentes uns dos outros.

Encantado com os dois avançados do FC Porto, Kostadinov também não esconde a admiração que nutre pelo trabalho de André Villas-Boas. Admite mesmo que não está surpreendido com o trabalho do treinador contratado à Académica. "Já o conhecia há quatro ou cinco anos, quando ele estava no Chelsea a trabalhar com o José Mourinho. Ele já chegou muito alto na carreira, porque não é qualquer treinador que é escolhido para treinar o FC Porto, mas tal como disse em relação ao Falcao e ao Hulk, o André Villas-Boas também pode ir para qualquer grande da Europa. É só ele querer", declara Kostadinov em exclusivo a O JOGO.
Para o antigo avançado búlgaro, André Villas-Boas já tinha mostrado serviço na Académica, daí a sua contratação para treinar o FC Porto. "Só lá chega quem tem muita capacidade. E o André Villas-Boas está a demonstrar que tem muita qualidade. Muito sinceramente não me surpreende o trabalho que ele está a realizar no FC Porto, um excelente trabalho", acrescenta.

Kostadinov atreve-se mesmo a fazer comparações. "Comparativamente com a equipa da época passada, a deste ano subiu muito de rendimento. Está muito mais compacta", destaca, elogiando um pouco mais o treinador portista. "O André Villas-Boas trabalha muito a defesa e o ataque. O FC Porto é muito mais seguro atrás e depois marca muitos golos. O que se está a ver tem a mão do treinador, nota-se isso. Ele está a fazer um excelente trabalho", conclui.

"FC Porto tem capacidade para ganhar a Liga Europa"

Depois dos dois jogos que o CSKA de Sófia realizou com o FC Porto - derrotas por 2-0 na Bulgária e 3-1 no Dragão -, mas também pelo conhecimento profundo que tem do líder destacado do campeonato português, Kostadinov coloca os portistas no lote de candidatos à vitória final na Liga Europa. "Por aquilo que já vi da qualidade desta equipa do FC Porto, mas também por conhecer a mentalidade do clube, não tenho dúvidas em dizer que tem capacidade para ganhar a Liga Europa. Ainda é muito cedo, é um facto, mas a qualidade está lá", destaca.

Hábitos bem portugueses

Uns quilitos a mais, a mesma simpatia. Kostadinov recebeu O JOGO na unidade hoteleira de Vila Nova de Gaia onde o CSKA de Sófia estagiou antes do jogo com o FC Porto, o último da fase de grupos da Liga dos Campeões. O encontro com o director-desportivo da equipa búlgaro surge quase por casualidade. Kosta, como ainda hoje é tratado pelos amigos, convida-nos para aparecer no dia seguinte e logo com um hábito bem português: "Vamos tomar um café." Convite aceite, lá aparecemos à hora marcada; para sermos verdadeiros e mais rigorosos, com 13 minutos de atraso. Outro hábito bem português. Adiante. Afinal de contas, quem chegou ainda mais atrasado ao encontro foi o antigo avançado do FC Porto, actualmente com 43 anos. Quando chega, e com a educação de sempre, desfaz-se em desculpas; de regresso a Portugal, o telemóvel não parou de tocar e os amigos apareceram no hotel para revê-lo. Justificações dadas e desculpas aceites, Kostadinov senta-se acompanhado de um amigo de longa data, Alexandrov, de quem foi companheiro no CSKA de Sófia, mas actualmente a residir em Tomar, onde jogou. Os dois tomam café, e a conversa com O JOGO começa. O FC Porto é o tema central: Kosta fala com paixão do clube que representou de 1990 ao Verão de 1994, quando se transferiu para os alemães do Bayern de Munique.

"O Porto é a minha segunda casa"
Kostadinov chegou a Portugal com 23 anos, depois de uma longa passagem pelo CSKA de Sófia. Naquele que foi o primeiro salto para um dos grandes da Europa, o antigo internacional búlgaro ficou apaixonado, como diz o poeta, pelo velho casario que se estende até ao mar entre becos e vielas e ruas sujas e gastas. "Quando cheguei à cidade do Porto, era muito novo, além de que foi a primeira vez que joguei fora do meu país. Foi uma experiência que me marcou muito", revela, feliz por voltar. "O Porto é a minha segunda casa."


Saudades do Estádio das Antas
Foi com a camisola do FC Porto que Kostadinov encantou de 1990 a 1994. Para trás ficaram mais de cem jogos no campeonato português e a época mais produtiva da carreira, com 16 golos alcançados na temporada de 1993/94. O búlgaro formou, com Domingos, uma das melhores duplas de ataque da história do clube, e o já extinto Estádio das Antas era a sua casa. "Quando volto ao Porto e já não encontro o Estádio das Antas, sinto nostalgia dos grandes momentos que lá vivi", admite, sem que o coração lhe atraiçoe o pensamento. "O Estádio do Dragão é melhor e mais bonito", admite.

in "ojogo.pt"

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fernando e Varela em treino condicionado

ÚLTIMA SESSÃO DE TRABALHO DE 2010


O FC Porto realizou o último treino de 2010, já de olhos postos na Taça da Liga, onde alinha frente ao Nacional. O destaque da sessão vai para a dupla Fernando e Varela, que realizaram treino integrado condicionado.
Quanto a Ukra, debelou a gripe que o incomodava e voltou ao trabalho, podendo ser eleito para o encontro com os insulares.
Falcão e Beto continuaram o trabalho de ginásio, em tratamento das respetivas lesões. Cristian Rodríguez fez treino condicionado.
Destaque final para a participação na sessão de Luís Filipe, guarda-redes dos sub-17, e Pipo, ponta de lança internacional dos sub-19.
Amanhã os dragões regressam ao trabalho, com um treino à porta aberta.
in "record.pt"

CATARINO QUER «ENTRAR EM 2011 A VENCER» O ILLIABUM

«Um acidente de percurso». A definição é de Pedro Catarino, que com ela procura explicar a derrota em Coimbra, a única em nove jornadas. Na antevisão da recepção ao Illiabum, o base revela pressa para ganhar e determinação de sobra para retocar a imagem de uma equipa que mantém o primeiro lugar e a condição de alvo a abater.

O jogo FC Porto Ferpinta-Illiabum, da 10.ª jornada da Liga, começa às 17h00 de domingo, no Dragão Caixa, e Catarino, mesmo reconhecendo a dificuldade, só fala em vencer, argumentando com a qualidade de um plantel determinado, que lhe acelera a evolução.

Intensidade e empenho
«Os resultados espelham a intensidade e o empenho que demonstramos em cada treino. Até à data sofremos apenas uma derrota, o que de um modo geral faz com que nos sintamos muito fortes. Como o Nuno Marçal já referiu, todas as equipas nos querem vencer, e esse respeito fomos nós que o alcançamos.»

Evolução assistida
«Estou grato por fazer parte deste grupo, tenho evoluído bastante. A experiência dos meus colegas, como o José Costa e o Sean Ogirri, e a competição saudável com o Diogo Correia e com o João Soares, ambos da minha faixa etária, têm contribuído para o meu desenvolvimento.»

Adversário motivado
«O jogo de domingo será difícil. Quanto mais não seja, porque vimos de uma paragem que se seguiu a uma derrota e a equipa do Illiabum vem jogar ao Dragão Caixa bastante motivada.»

Mandar no jogo
«A nível defensivo, queremos manter as nossas regras e sermos nós a mandar no jogo. O Illiabum é uma equipa algo complexa tacticamente e a nível individual há igualmente algumas referências que não são fáceis de parar. No entanto, se defendermos intensamente, como é nosso hábito, penso que a equipa adversária vai acabar por ceder.»

Acidente de percurso
«Era importante para nós que este jogo chegasse o mais rapidamente possível, de forma a podermos demonstrar que a derrota em Coimbra não passou de um acidente de percurso. Contudo, é apenas mais um jogo que temos a obrigação de ganhar. Queremos regressar às vitórias e entrar em 2011 a vencer.»

James Rodríguez reintegrou o treino e pode ser titular contra o Nacional

J ames Rodríguez foi a grande novidade de ontem ao reintegrar os treinos, depois de uma gripe que o afastou do trabalho nos últimos dias. Com isso, o extremo colombiano volta a entrar nas opções de André Villas-Boas para o jogo da Taça da Liga com o Nacional. Aliás, perante as lesões de Varela e Cristian Rodríguez, a que se juntou a ausência de Ukra, também ele com gripe, o colombiano está na primeira linha das opções do técnico e poderá mesmo ser titular para a recepção aos madeirenses. A confirmar-se, este seria o quarto jogo consecutivo (depois de Juventude de Évora, CSKA Sófia e Paços de Ferreira) em que Villas-Boas recorre ao jovem extremo, que tem aproveitado a "falta" de concorrência para se mostrar e credibilizar o forte investimento (5,1 milhões de euros) feito nele pelo FC Porto.

Ukra, pelo contrário, falhou o treino de ontem por causa da mesma síndrome gripal que afectou James e está mais longe de poder entrar nas cogitações do treinador. De qualquer forma, os dias que restam até ao jogo com o Nacional ainda permitem alguma margem de manobra para o recuperar, pelo que Ukra ainda não está descartado.

Em relação aos lesionados, refira-se que Fernando, Cristian Rodríguez e Varela desenvolveram trabalho condicionado, tal como vêm fazendo esta semana, sob as ordens de António Dias, mas estão fora das opções para o jogo da Taça da Liga com os madeirenses. Beto e Falcao não subiram ao relvado, prosseguindo os tratamentos e exercícios no ginásio para debelar as respectivas lesões. Para fazer face a tantos impedimentos, Villas-Boas voltou a recorrer a jogadores oriundos da formação, recaindo as opções em Pipo, Christian e Maia, à imagem do que vem sendo habitual nos últimos dias, uma boa maneira de terminar o ano para os sub-19.

in "ojogo.pt"

À espera de Castro

Castro continua a ser o principal reforço desejado pelo Sporting de Gijón, mas, mesmo em Espanha, as notícias eram contraditórias: segundo o "El Comercio", Villas-Boas já teria dado o consentimento à transferência do médio para o clube asturiano, mas o "La Nueva España", dizia que Castro preferia um negócio a título definitivo e não por empréstimo, o que estaria fora do alcance do Gijón e não seria do agrado do FC Porto, que confia no valor do jogador. Aliás, Castro é um dos mais cobiçados jogadores do plantel portista, sendo alegadamente desejado por Portimonense, Olhanense, Académica e Braga.

in "ojogo.pt"

Dragões na ESSMA

O FC Porto passará a integrar a partir de amanhã a direcção da ESSMA (European Stadium and Safety Management Association). Ou seja, uma associação que visa partilhar conhecimentos e experiências entre gestores de estádios e arenas de grande dimensão, promovendo uma recolha de informação à escala europeia. O convite aos portistas partiu de John Beattie, presidente da associação, que conta, entre os membros, com representantes de Wembley, Emirates (Arsenal), Anfield (Liverpool), Arena de Amesterdão (Ajax) e a Donbass Arena (Shakhtar Donetsk). Luís Silva, da Porto Operacional, representará os dragões nos próximos dois anos.

in "ojogo.pt"

Rúben está a 45 minutos de um acerto de contas

O Nacional é o próximo adversário, Rúben Micael até deve jogar de início, mas a Taça da Liga não entra no acordo que os dois clubes acertaram há um ano, no qual ficou estabelecido que o FC Porto deveria comprar mais duas parcelas (de dez por cento cada) do passe do médio ao Nacional assim que ele totalizasse um determinado número de jogos. Uma dessas parcelas já foi comprada.

Agora, e de acordo com as contas alinhavadas, numa fórmula que foi permitindo aos portistas aumentarem a percentagem do passe detida - começou por ser de 60 por cento e actualmente é já de 70 - Rúben Micael estará a 45 minutos de render ao Nacional uma verba que, segundo números não confirmados que circularam na Madeira, se estima em cerca de um milhão de euros.

Assim que se formalize essa operação, que curiosamente até pode ser ratificada no jogo com o Marítimo, grande rival do Nacional, o FC Porto passará a deter 80 por cento do passe de Rúben Micael, ficando os restantes 20 na posse do Nacional, tendo em vista um eventual futuro negócio.

in "ojogo.pt"

"Falcao até chorava quando não o deixavam jogar"

Falcao é filho de Radamel, que também escreveu a sua história como futebolista profissional. Na Colômbia envergou a camisola do Santa Fé de Bogotá, Unión Magdalena, Tolima, Bucaramanga y Júnior de Barranquilla. Também passou por quatro clubes da Venezuela, sendo o Deportivo Táchira o mais destacado. Mas a sua vida não era marcar golos, mas sim evitá-los. "Era um defesa muito forte. Quando comecei a jogar, era elegante, gostava de sair com a bola dominada, não gostava do futebol de pontapé para a frente, até que chegou a época de Zubeldía e Bilardo ao futebol colombiano e começámos a jogar com um líbero, e um central de marcação a perseguir o avançado contrário por todos os lados. Na altura, o que ditava a sobrevivência do defesa na equipa era que impedisse, ou não, que o avançado marcasse golos. Não tardou a aparecer um futebol mais físico, de força, faltas e artimanhas", recordou o pai de Falcao a O JOGO. O filho é que não lhe seguiu os passos na defesa, herdou a paixão pelo futebol e a facilidade em praticar desporto. Radamel conta que também foi muito bom basquetebolista. "O meu filho herdou a minha capacidade de salto, por isso é que é tão bom a jogar de cabeça", comenta, orgulhoso. Mas Falcao podia, hoje, ser basebolista e uma das figuras mais populares da Venezuela, se não fosse a decisão firme do seu pai.


Impôs-lhe que seguisse os seus passos?

Já quando era futebolista desejava que o meu filho também o fosse. Sempre disse aos meus companheiros que se tivesse um rapaz ele ia ser jogador profissional. Por sorte, desde pequeno, o Falcao sempre gostou de futebol, comecei a levá-lo aos jogos ainda antes de ele andar, atirava-lhe a bola para ele cabecear e ganhou-lhe o gosto. Em Santa Marta andava o dia todo descalço a jogar com os amigos e regressava a casa a chorar. Dizia: "papá, dói papá!", porque jogava sobre o pavimento com os pés descalços e acabava por cortar os dedos. Assim foi crescendo, não tardando a jogar "futevólei" com os meus companheiros. Mas quando cheguei à Venezuela comprei-lhe uma bola de futebol, umas luvas de basebol e de boxe. "Alguma destas modalidades terás de praticar", disse-lhe.

E o que é que ele respondeu?

Foi-se habituando a ir aos treinos de futebol com a luva e o bastão de basebol e foi praticando as duas modalidades. Nessa altura, o Falcao não sabia receber uma bola, não sabia bater, nem nada, e um dia levou com uma bola no nariz e os outros miúdos fizeram pouco dele, dizendo que não sabia jogar. Chegou a casa a chorar e pediu-me para que lhe ensinasse a jogar basebol. Estive três horas a explicar-lhe como se agarrava no bastão, como se punha a luva, como se recebia e se batia uma bola, ensinei-lhe alguns movimentos e ele aprendeu. Pediu-me para jogar basebol e levei-o a um treinador. Disse-me para o deixar e que conversava comigo depois. Quando o fui buscar, disse-me que era bom e rapidíssimo, que chegava muito rápido à base. Continuou com o futebol e o basebol até ser pré-seleccionado para a selecção de basebol do escalão dele. Mas na altura não quis que ele fosse, preferia que ele representasse a Colômbia.

Mas a jogar futebol...

Acontece que ocorreu algo curioso na Venezuela, porque também o queriam levar à selecção de futebol da Venezuela e eu disse que não, que tinha de fazer a sua carreira na Colômbia.

Quer dizer que aí sempre se inclinou para o futebol?

Tinha muita facilidade para o desporto, mas o futebol era o que mais gostava. Uma vez joguei pelo Deportivo de Táchira, um encontro da Copa Libertadores, contra o Flamengo. O Falcao tinha 5 ou 6 anos e antes desse encontro iam jogar umas crianças de 10 ou 11 anos. De repente, estávamos a preparar-nos para entrar para o aquecimento e ele apareceu no balneário a chorar, dizendo que também queria jogar e que não o deixavam. Tive de sair e ir falar com o treinador dos miúdos para que o deixassem jogar, mas eles não queriam, porque ele era muito pequeno. Mas ao fim e ao cabo, acabaram por deixá-lo jogar e até golos marcou.

Sempre quis ser avançado, ou preferia ser defesa como o pai?

Não. Entre companheiros da mesma equipa sempre dizíamos a brincar que se tivéssemos um filho ele iria ser avançado, porque são os que ganham dinheiro. Os defesas não. Depois fui-lhe incutindo que ser avançado é que era bom.

Pelos vistos saiu-se bem, mais parecido com Falcao do que com Radamel...

Sim, é verdade. Ele sempre quis ser avançado e adora marcar golos.

"Só pensa em continuar a marcar golos e ganhar títulos"

A vontade que Falcao tem desde pequeno ainda é a mesma, quando se prepara para festejar 25 anos. Primeiro fez golos na Argentina, com a camisola do River, mas explodiu em Portugal, desde que conquistou o seu lugar na equipa do FC Porto. Já ninguém fala da saída de Lisandro López, apenas desfrutam dos gritos do colombiano, que recebeu a visita do pai há um mês. "Fiquei muito feliz por poder comprovar o carinho que têm por ele adeptos, dirigentes e companheiros de equipa. O FC Porto é um clube muito grande e a boa temporada que fez foi decisiva para facilitar-lhe a vida para que hoje esteja contente no FC Porto."


Surpreendeu-o a quantidade de golos que marcou em 2010?

O rendimento dele é bom, porque não lhe falta nada e está à vista o resultado do que alcançou com confiança e tenacidade por lutar pelos seus objectivos. Ele próprio disse que a adaptação foi muito rápida, até graças ao futebol argentino, que lhe foi útil para ganhar confiança e integrar-se rapidamente. Foi impressionante, porque ele estava mentalizado para a saída para o futebol europeu, que era o que mais queria. Cumpriu o seu sonho.

Os adeptos do FC Porto já o veneram como faziam os do River...

Sim, graças a Deus, pelo trabalho que tem feito com os seus companheiros, todos o tratam bem. O FC Porto tem avançados muito bons, como Hulk e Varela e os seus médios são dotados de uma técnica impressionante. Tudo isso contribuiu para facilitar-lhe a vida, tem-no ajudado a marcar muitos golos e levado a equipa a liderar o campeonato. Esses golos todos serviram para que os adeptos ganhassem um carinho muito especial por ele e até já lhe cantam o nome das bancadas.

Adaptou-se rapidamente à cidade também...

Ele teve a sorte de sair da Colômbia aos 14 anos e todo o sacrifício por que passou em Buenos Aires serviu para que agora não estranhasse à chegada ao Porto. Está habituado desde criança a estar fora de casa.

Em relação ao futuro dele, o que é que pode acontecer agora?

O que sei é o que tenho lido nos jornais. Ele não dá importância a essas coisas, para isso ele conta com o seu empresário. Só quando ele disser que existe alguma coisa é que vão conversar. Para já só lhe tem dito para não dar importância ao que se tem escrito, porque são coisas da Imprensa. O Falcao está muito bem no FC Porto, tem contrato e não tem pressa de sair. Bem pelo contrário, sente-se muito bem e é feliz no Porto, que hoje é a sua casa. Por isso, ele só pensa em continuar a marcar golos e tem muita vontade de conquistar títulos.

Só Messi e Ronaldo marcaram mais em 2010

O ano de 2010 vai ficar gravado a letras douradas na memória de Falcao, que conseguiu marcar 43 golos com a camisola do FC Porto, desde Janeiro. O avançado colombiano nunca tinha concretizado tantas vezes, de tal forma que se juntou ao que de melhor se vê a nível internacional. Só mesmo Messi (61) e Cristiano Ronaldo (49) conseguiram "facturar" mais vezes em 2010, cabendo a Falcao fechar o pódio com distinção. O colombiano já manifestou a vontade de passar mais natais como este e, pelos vistos, está no bom caminho, porque já leva 18 golos esta temporada, somadas todas as competições em que participou. Aliás, com a camisola azul e branca, Falcao leva já 52 golos, mais do que suficiente para se dizer que, ao assinar pelo FC Porto, o colombiano explodiu, mas que o seu pai, Radamel (ver peça em baixo), justificou com a qualidade dos jogadores da equipa de André Villas-Boas, que não deixam faltar nada ao avançado e que o colocam sempre nas melhores condições para continuar a marcar.

Podia ter-se chamado Oleg Blokhin

"Sempre admirei o futebol brasileiro, depois da selecção de 1970 com Tostão, Rivelino, Clodoaldo, Pelé, Jairzinho... Depois apareceu a equipa do Mundial'82, com Zico, Júnior e Falcao, que era um jogador que admirava muito pelas suas características. Era um futebolista muito dotado tecnicamente e que jogava de cabeça erguida, elegante. Foi então que disse que se tivesse um filho teria o mesmo nome." Quatro anos antes de ser pai, Radamel Garcia já sabia como ia chamar o seu filho. Em meados de 1985, soube que o pequeno estava a caminho e teve algumas dúvidas. "Havia outro jogador de que gostava: Oleg Blokhin, o russo, e ainda pensei em pôr-lhe esse nome. Também havia o Zico e o Júnior, mas preferi Falcao. Carmenza, minha mulher, perguntou-me se o íamos chamar Roberto Falcao e eu respondi que não: primeiro Radamel, por mim, que também era futebolista, e por Falcao, pelo grande jogador brasileiro que tinha sido", conta Radamel pai, ele que acabou por baptizá-lo Radamel Falcao Garcia Zárate, que 24 anos depois, não se cansa de marcar golos com a camisola do FC Porto.

Falcao pode perder três jogos

Falcao ainda não saiu do departamento médico, onde recupera de um problema muscular que resultou do jogo com o Paços de Ferreira. De acordo com a avaliação efectuada, e embora a situação não pareça grave, é muito provável que o jogador ainda tenha mais uma a duas semanas de cuidados pela frente. Traduzindo em jogos, El Tigre falha a recepção ao Nacional para a Taça da Liga, já este domingo, e fica pelo menos em dúvida para os dois compromissos seguintes, com o Marítimo (campeonato) e com o Pinhalnovense (Taça de Portugal), até que o problema muscular, que beneficiou da paragem recente do campeonato, seja reavaliado. Este é, de resto, um mês cheio de compromissos para o FC Porto, mas o facto de ter cinco jogos em casa consecutivos até ao próximo dia 19 de Janeiro (Nacional, Marítimo, Pinhalnovense, Naval e Beira-Mar) pode ajudar Villas-Boas a gerir a condição física de Falcao.
Por outro lado, isso significa que Walter deverá ter continuidade no ataque. O brasileiro é, de resto, a única alternativa de raiz a Falcao, facto que tem alimentado algumas especulações de mercado sobre a hipótese de o FC Porto recrutar um avançado para enfrentar o que falta da temporada...

in "ojogo.pt"

Fucile: «Quero mais títulos para o meu currículo»

FELIZ POR CONTINUAR NA SUA "SEGUNDA CASA"


Jorge Fucile não escondeu um grande orgulho por ver a SAD reconhecer o seu trabalho e dedicação em prol da equipa. Com contrato assinado até 2014, aliado a uma substancial melhoria salarial, o uruguaio fica também com a sua posição reforçada no grupo de trabalho. É o segundo mais antigo do plantel, logo depois do capitão Helton. Uma honra que merece comemoração.
“Gostava que o ano da renovação ficasse marcado por mais um título de campeão. Na época passada não conseguimos o penta, mas agora queremos voltar a ganhar. A nível pessoal também quero contribuir para o sucesso do FC Porto e somar mais títulos para o meu currículo. Por isso, todas as perspetivas que tenho em mente são bem positivas”, revelou o internacional uruguaio.
A renovação do contrato com os dragões era um dos objetivos que o defesa tinha no horizonte desde o início da época, altura em que também sonhava com outros voos pela Europa. Depois do necessário processo negocial, Fucile viu o seu desejo inicial satisfeito: “Sinto-me bem. Estou muito feliz por ter renovado com o FC Porto. Este clube é parte da minha vida. Vou continuar a trabalhar com mesma vontade que tinha no primeiro em que aqui cheguei, de forma a ajudar a equipa a conquistar mais títulos.”
De resto, o lateral que Jesualdo Ferreira encontrou na América do Sul, há quatro anos e meio, já se sente dragão de corpo e alma, tal é a forma como abraça a causa portista e é reconhecido pela massa associativa. “O Porto é a minha segunda casa. Estes anos têm sido muito bons e assim continuará a ser. Sinto sempre muito carinho por parte dos adeptos em todos os lugares para onde me desloco e isso também se traduz numa motivação diária para treinar e ajudar a equipa a vencer”, salientou o sul-americano, de 26 anos.
Exemplo. No Dragão desde o verão de 2006, Fucile faz parte da história recente do clube. O seu contributo ajudou à conquista de três campeonatos, duas Taças de Portugal e uma Supertaça. Uma lesão na pré-época impediu-o de erguer pela segunda vez a Supertaça. A nível internacional, tem estado sempre presente nas campanhas europeias dos portistas e na seleção uruguaia teve papel preponderante para o 4.º lugar alcançado no Mundial’2010. Um jogador que se destaca pela sua polivalência e entrega ao jogo.
in "record.pt"

Estudiantes quer Benítez

LATERAL ARGENTINO TEM CONTRATO ATÉ 2012

Com contrato que o liga ao FC Porto até 2012, Nelson Benítez é agora pretendido pelo Estudiantes, depois de ter sido dispensado pelo San Lorenzo, onde estava emprestado. O lateral argentino tem mercado no seu país e por lá deverá continuar até acabar o contrato com os dragões


in "record.pt"

Grupo blindado

NÚCLEO DURO DE VILLAS-BOAS ESTÁ PROTEGIDO CONTRA "TUBARÕES"


Mais do que procurar reforços para um plantel que está bem e recomenda-se, a SAD tem optado por blindar as suas principais figuras, de forma a evitar que os “tubarões” europeus possam fazer mossa a qualquer momento. É importante salvaguardar os interesses do grupo, não só dentro do campo como no balneário e, neste sentido, foi determinante assegurar um futuro tranquilo a Jorge Fucile, o segundo mais experiente do plantel, mas que nem sempre tem feito parte das escolhas iniciais.
Nesta altura, excetuando a situação de Mariano González, que está em final de contrato, toda a gente tem ligação com o clube por tempo suficiente para que os respetivos casos estejam controlados. E quase todos têm vínculos, pelo menos, por mais quatro temporadas, o que diz bem da forma como a SAD está a preparar o futuro. O plantel é jovem e dá garantias de sucesso, como tem ficado provado até aqui.
Nos últimos tempos, tornou-se prática na administração portista premiar aqueles que mais dedicação demonstram ao serviço da equipa e é assim que as renovações têm avançado. Foi assim com Alvaro Pereira, Guarín e antes já tinha acontecido com Hulk e Varela, como exemplos mais flagrantes. Mas há mais jogadores à espera que o reconhecimento passe ao papel, como são os casos de Rolando, Belluschi, Sapunaru e Falcão. Não estão em risco de saída, porque os respetivos contratos estão devidamente protegidos, mas torna-se necessário recompensá-los para esfriar o eventual desejo de sonharem com outras paragens. Neste caso, Hulk e Falcão são os casos mais evidentes face aos interessados.
Por esse motivo, o ideal passa mesmo por proteger a prata da casa, até porque os dragões apontam baterias à Liga dos Campeões da próxima época. E melhor do que movimentar-se num mercado de inverno que nem sempre fornece produtos de qualidade, a SAD opta por consolidar um grupo que respira confiança e motivação.
Larga escala. E até André Villas-Boas mereceu a atenção de Pinto da Costa e seus pares, tendo recebido uma prenda de Natal à altura do trabalho apresentado em meio ano no Dragão. Bastou constatar a reação dos jogadores no dia seguinte à renovação do treinador para perceber a importância da decisão da administração. A tática passa por não atrapalhar um grupo que ganha.
in "record.pt"

Falcao e Walter vão ter companhia

Dragões vão contratar ponta-de-lança. Éder, da Académica, ou Lima, do SC Braga, são nomes que circulam. Mas há a possibilidade de ser um craque que já foi muito falado...

O FC Porto vai contratar mais um ponta-de-lança e o anúncio pode acontecer nos próximos dias. Falcao e Walter vão ter a companhia de mais um artilheiro que até pode estar a actuar no campeonato português. Villas Boas já definiu com a administração quem é o craque a contratar e, agora, é só fazer o resto do trabalho... A contratação até pode envolver a cedência de um jogador portista.

A possibilidade de um bom negócio foi sempre um item em aberto nesta questão do reforço do plantel. Villas Boas ainda há duas semanas afirmou que não é apologista disso, a não ser que seja efectivamente uma mais-valia para o plantel, como aconteceu, e citamos, «com o Rúben Micael na última temporada, que foi importantíssimo enquanto não se lesionou».

Aparentemente, o FC Porto nem precisaria mesmo de ir ao mercado, mas foi sempre salvaguardada a possibilidade de um bom negócio. Ao que A BOLA apurou, o assunto pode acelerar para um final feliz dentro dos próximos dias. Quem é o homem? Esse é um segredo que os portistas guardam muito bem, e têm razões para esse secretismo, porque a política tem dado resultados, e o melhor exemplo disso foi a contratação de Radamel Falcao, que também era desejado pelo Benfica, hoje um dos goleadores mais apreciados no futebol e que traz os gulosos milionários de olhos em bico. E esse negócio de Falcao, sempre liderado por Antero Henrique, o director geral do FC Porto, foi feito na horinha, muito em segredo, e com uma habilidade negocial que deixou a concorrência sem poder de reacção.

Éder na lista

Podemos estar realmente em presença de uma situação muito similar à de Falcao, pelo menos no que toca aos contornos do negócio... Um nome que já tenha andado pelos jornais, se calhar apontado a outros clubes, com grande destaque até. Há dois nomes, no entanto, que começam a circular. Um deles é o de Éder, avançado da Académica de Coimbra, e que até já foi falado em tempos, quando Kléber, do Marítimo, deixou de ser hipótese devido a uma ruptura negocial e já depois de o atleta ter dado conta do seu contentamento por ir assinar pelo FC Porto. André Villas Boas tem em grande consideração Éder, com quem trabalhou na última temporada, e o nome do jogador foi, pelo menos, motivo de muitas conversas entre portistas e academistas. Esta pode ser a hora de Éder, que completou 23 anos anos no passado dia 22.

As relações dos dois clubes não eram as melhores deste mundo, mas o que de mau havia pode ter sido aliviado com a contratação de Jorge Costa - que acabou, no entanto, por só receber um jogador, Addy, mas em troca de Emídio Rafael - e a escolha agora de José Guilherme para substituir o Bicho, pelo menos, não altera o quadro. 

Lima é que era

Há ainda outro nome que provoca a tentação dos dragões. Lima, avançado brasileiro do Braga, uma das grandes figuras da equipa. Adquirido ao Belenenses por 250 mil euros, o ponta-de-lança esteve na cogitação dos portistas, particularmente de Jesualdo Ferreira, que sugeriu a contratação do atleta, na última temporada. 

Neste caso, as boas relações entre bracarenses e dragões pode facilitar as negociações, se for essa a escolha dos portistas, mas já se sabe que Salvador também não é fácil de virar nestas situações... Lima não está na lista de saída, mas... é uma questão de números.



in "abolapt"