quinta-feira, 10 de março de 2011

AVB: "Vamos tomar conta do jogo"

Há um ditado africano que diz qualquer coisa como isto: numa luta de elefantes, quem perde é o capim. Pois bem, para André Villas-Boas, hoje em Moscovo, vão defrontar-se duas grandes equipas, pelo que não faz sentido falar em favoritos. Quanto ao capim, felizmente o piso sintético do Estádio Luzhniki está pronto para aguentar o duelo entre o FC Porto e o CSKA sem ceder. Villas-Boas também não vê na relva artificial ou no clima - as temperaturas podem descer aos 10 graus negativos à hora do jogo - um obstáculo intransponível para a sua equipa.

Complicado mesmo é o CSKA. E é por isso que, mesmo sem abdicar da iniciativa, o treinador do FC Porto lembra que a eliminatória só se resolve no Dragão.

Considerando todos os factores, incluindo o clima e o percurso das duas equipas, até que ponto há favoritos?
O frio não me parece um problema, porque, na verdade, não está tão mau como isso. Quanto ao papel de favorito, não serve para nada atribuí-lo. O CSKA vem de uma derrota que custou um troféu e isso pesa muito. Quem vem de um resultado assim quer meter as coisas noutro rumo rapidamente, pelo que esperamos motivação máxima por parte do nosso adversário. O facto de estar em início de época também terá algum significado. Podem estar mais frescos. Finalmente, o ambiente parece que não será de estádio cheio, mas será atmosfera presente e de dimensão sempre apreciável para um jogo que dá o acesso aos quartos-de- final.

Não fez qualquer treino em piso sintético em Portugal e realiza hoje o único treino antes do jogo. Até que ponto o piso pode ser um obstáculo?
Optei por não fazer treinos em sintético no Olival porque achei que massacrar os jogadores podia ter efeitos negativos em termos musculares. A adaptação acontecerá hoje [ontem], num treino mais leve, porque são solicitados outro tipo de músculos nestes pisos. Veremos que tipo de sensações são geradas nos jogadores. Preferimos correr esse risco, do que treinar no sintético.

O FC Porto nunca sofreu golos nos quatro jogos realizados com o CSKA. Está a pensar em resolver a eliminatória aqui?
Importante é resolver a eliminatória. Aqui ou lá. Depois, este CSKA não é o mesmo. Há o registo de uma fase de grupos emocionante e do que fizeram na Liga dos Campeões, sendo eliminados pelo Inter de Milão, campeão europeu. Isso pesa, porque os jogadores se mantiveram. É verdade que o CSKA tem baixas importantes, mas não podemos sonhar resolver as coisas numa mão. Queremos resolver a eliminatória no seu todo e chegar aos quartos-de-final.

O FC Porto conta por vitórias todos os jogos realizado fora neste Liga Europa. Nesse sentido, que FC Porto podemos esperar? Um FC Porto dominador?
Não costumamos mudar a nossa postura à medida que encontramos adversários mais ou menos fortes, nem fora nem em casa. O nosso jogo passa por assumir a iniciativa. O CSKA também gosta de o fazer, e é forte na transição por intermédio do Vágner e do Doumbia. Vamos tentar tomar conta do jogo, ter posse de bola e criar o maior número possível de oportunidades. É o que temos vindo a fazer, tanto em casa como nos jogos fora.

Qual é o jogador mais perigoso do CSKA?
O CSKA mantém um núcleo de jogadores forte há algum tempo, como é o caso dos irmãos Berezustki ou de Vágner Love. São jogadores que sabem a cultura e filosofia do clube. Ao longo dos últimos tempos, adicionaram qualidade ao plantel, provavelmente para responder às necessidades do treinador. Têm um jogador que aprecio muito, o Honda, mas o CSKA vale pelo todo porque é uma equipa forte, conforme demonstrou ao longo de uma fase de grupos espectacular.

Perguntas O JOGO
As prioridades não mudaram...
Já decidiu quem vai jogar ao lado de Hulk e Falcao no ataque: Varela ou James?
Não treinámos ontem, apenas fizemos a viagem. No domingo fizemos apenas um treino de recuperação e há muitas decisões para tomar relativamente ao que fizermos hoje, no treino que vamos realizar daqui a pouco.

Os resultados da 22ª jornada do campeonato tiveram alguma implicação em termos daquilo que são as prioridades da equipa, nomeadamente colocando a Liga Europa em primeiro plano?
Não. Parece-me claro que o que se passou no campeonato na última ronda tem pouca expressão. O que mais nos interessa é manter o objectivo que tínhamos traçado de cinco vitórias no campeonato e para isso ainda nos faltam três.

in "ojogo.pt"

Hulk: "Vou ajudar o Falcao a ser o melhor marcador"

Hulk é o melhor marcador no campeonato; Falcao lidera a lista na Liga Europa. Na antevisão do encontro com o CSKA, o brasileiro recusou a ideia de existir uma competição entre os dois e até prometeu ajudar o colombiano a cumprir um dos objectivos traçados para esta temporada. "Não estou preocupado se marco mais golos do que o Falcao ou se jogo melhor do que ele. A mim, interessa-me apenas o colectivo e as vitórias. Aliás, se puder, vou tentar ajudá-lo a tornar-se no melhor marcador da Liga Europa".

O internacional brasileiro recusou ainda a denominação de "jogador mais perigoso do FC Porto", atribuída por um jornalista russo, e defendeu, uma vez mais, o espírito colectivo dos dragões. "Não me interessa muito o que dizem de mim. Limito-me a concentrar nos objectivos da equipa, até porque o percurso que temos na Liga Europa deve-se a todos. Neste clube, a ajuda de todos tem sido importante, mesmo daqueles que desta vez ficaram no Porto. Eles também dão sempre o máximo, porque sabemos que só jogando como equipa é que conseguiremos alcançar bons resultados". Hulk aproveitou ainda o momento para dar os parabéns a James pela exibição realizada frente ao Guimarães - foi o colombiano que o substituiu no onze - embora, perante a proximidade de André Villas-Boas (estavam sentados lado a lado) e por entre um sorriso, tenha optado por não opinar sobre as escolhas do treinador para hoje. "James está de parabéns pela boa exibição. Está ele e todos os que jogaram. Agora, com o CSKA, vai ser mais um jogo complicado. Quem escolhe a equipa é o treinador; nós temos de nos limitar a respeitar as opções e a dar o máximo quando formos chamados". A finalizar, o brasileiro respondeu a uma pergunta de um jornalista russo sobre as qualidades do guarda-redes Akinfeev. "O CSKA não é só o guarda-redes. Tem uma grande equipa e vai ser um grande jogo. Para nós, vai haver muitas dificuldades e, independentemente de quem jogar, queremos é entrar bem e com o desejo de vencer. Só pensamos na vitória", concluiu.

Selecção, (mais) uma desilusão

Mano Menezes voltou a deixar Hulk de fora da convocatória da selecção brasileira, que disputa no próximo dia 27 mais um encontro particular, desta vez em Londres, com a Escócia. O avançado confessou que não ficou muito surpreendido com a ausência, depois de ter participado apenas nos últimos cinco minutos do jogo que a canarinha disputou em França. "Sinceramente, não é a primeira vez que espero ver o meu nome na lista de convocados e depois não está lá... Não fiquei surpreendido. Independentemente disso, vou dar sempre o máximo pelo FC Porto, porque só isso me interessa neste momento", explicou.

in "ojogo.pt"

Praça Vermelha acordou azul

A comitiva portista aproveitou a manhã de ontem para passear na Praça Vermelha, que foi muitas vezes utilizada, durante o século passado, para ostentar o poderio militar da antiga União Soviética. Desta vez, os mísseis deram lugar aos jogadores do FC Porto, que ouviram de um guia local alguns detalhes da história da mais famosa praça moscovita ainda antes de apreciar a imponência do local. Sempre marcado por uma contagiante boa disposição colectiva e devidamente documentado por muitas fotos - neste particular, Falcao foi o mais activo -, o passeio serviu ainda para os jogadores sentirem o ambiente da capital russa. "Está muito frio", atirou Hulk, enquanto Souza se recusava a tirar as mãos dos bolsos. O pior é que nem estava: os termómetros apontavam, naquele momento, para os cinco graus, quando hoje, à hora de jogo, são esperados -10...
No entanto, ainda havia uma história escondida naquele passeio. Helton foi o único a ter uma companhia especial; não se sabe muito bem de onde, surgiu um rapaz russo, que fez questão de o acompanhar para todo o lado, ao mesmo tempo que lhe foi explicando todos os pormenores guardados pela Praça Vermelha. Mais: afirmou-se um profundo conhecedor da música produzida pelo guarda-redes e um apreciador incondicional das suas guitarradas, tendo-lhe até oferecido um livro com "novos acordes". "Depois tenho de traduzir isto. Está em russo", contou o brasileiro, por entre um sorriso tímido proporcionado pelo momento inesperado.

As montras mais caras do mundo

Moscovo é umas cidades mais caras do planeta, mas a comitiva portista não perdeu a oportunidade de dar um salto ao majestoso centro comercial que fica na zona da Praça Vermelha para espreitar as montras.

in "ojogo.pt"

Jogo de palavras entre Benfica e F. C. Porto aquece ronda da Liga Europa


Braga, F. C. Porto e Benfica jogam, quinta-feira, a primeira-mão do futuro na Liga Europa. Do frio da Rússia a Portugal, o futebol aqueceu fora de campo, com a troca dura de palavras entre dirigentes de "águias" e "dragões". Jogos começam às 18 horas.
F. C. Porto e Sporting de Braga são os primeiros a entrar em acção, quinta-feira, na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, ambos às 18 horas. Na Rússia, os dragões enfrentam temperaturas negativas e um CSKA que ainda não perdeu na competição.
As previsões apontam para uma temperatura a rondar os sete graus negativos, mas André Villas-Boas desvaloriza a questão. "O frio não é problema, não está assim tao mau e não serve para atribuir um favorito", disse o treinador portista durante aconferência de Imprensa de lançamento do jogo, às 18 horas, com transmissão na SportTv 1.
De partida para Moscovo, Pinto da Costa deixou um recado ao rival de Lisboa, considerando que "o Benfica não está acima da lei". Mais do que as declarações do líder portista, foram três letrinhas apenas que levaram resposta vermelha.
"A palavra Lei na boca desse senhor devia ser impronunciável. Estamos a falar de alguém, e é bom fazermos aqui um exercício de memória, que foi condenado por corrupção activa pela justiça desportiva. Nós estamos a falar de alguém que foi acusado e só não foi condenado pela justiça civil porque esta não o entendeu, não considerou as escutas como meio de prova, escutas em que fica exposto uma rede de favores sexuais, corrupção, tráfico de influências", referiu João Gabriel, director de comunicação do Benfica.

in "jn.pt"

Raul Meireles: «Final Liverpool-F.C. Porto seria perfeita»

Médio do Liverpool defronta o Sp. Braga na Liga Europa


As saudades já apertavam e Raul Meireles está feliz por poder voltar a jogar num relvado português. Mas perfeito, perfeito era defrontar o F.C. Porto. De preferência na final da Liga Europa. 

«Chegar ao jogo decisivo é um sonho e se for com o Porto ainda melhor. Isso seria a cereja no topo do bolo. Mas ainda estamos muito longe», referiu o médio do Liverpool, na conferência de imprensa de antevisão ao duelo com o Sp. Braga.

«Estudámos o Braga e sabemos que é um opositor difícil. Conheço bem a equipa. Tem comprovado a sua qualidade nos últimos anos, o Domingos está a fazer um bom trabalho e tem um plantel excelente», começou por dizer o médio internacional português, que até serviu de espião ao longo dos últimos dias.

«Sim, é verdade. Falei com o meu técnico sobre o Sp. Braga. Disse-lhe que no ano passado conseguiram o melhor lugar de sempre e ficaram à frente do F.C. Porto. Este ano têm o mesmo treinador e jogam da mesma forma.»

«Estou num dos melhores clubes do mundo» 

Raul Meireles sente-se «realizado» em Inglaterra. A adaptação não podia ter sido melhor e o ex-jogador do F.C. Porto sente ter escolhido «um dos melhores clubes do mundo» para prosseguir a sua carreira. E nem os golos faltam. Nos últimos dois meses, Raul marcou cinco vezes. 

«Estou muito feliz. As coisas estão a correr-me bem em Inglaterra. Tento fazer sempre o mesmo tipo de trabalho. O mais relevante é ver a equipa ganhar. Se marcar, tudo bem, fico feliz. Com o Kenny Dalglish jogo numa posição diferente, tenho jogado bem e os golos têm surgido.» 

Sem Steven Gerrard disponível, Raul Meireles volta a ser a principal referência no meio-campo dos reds. «Os adeptos esperam que a equipa esteja bem. Acima de tudo é isso que importa. Pensamos jogo a jogo e queremos chegar o mais longe possível na Liga Europa. No campeonato também ainda perseguimos uma posição melhor na tabela.» 

in "maisfutebol.iol.pt"

CSKA Moscovo-F.C. Porto (antevisão): uma tradição para manter

Dragões sem derrotas e sem golos sofridos contra os russos


De Moscovo chegam boas sensações. Será abaixo de zero que o F.C. Porto vai tentar trilhar o caminho da passagem aos quartos-de-final da Liga Europa. Num terreno conhecido, de boas memórias, mas com uma equipa que se conhece como poucas no futebol europeu.

A grande diferença entre os emblemas está, sobretudo, na troca de protagonistas. O F.C. Porto venceu nas duas vezes que se deslocou à capital russa. Em 2005, foi McCarthy a selar o triunfo. Dois anos mais tarde, a parada dobrou, com golos de Quaresma e Lucho. Factor comum? Nenhum deles mora no Dragão. Aliás, apenas Helton e Fucile já enfrentaram os russos de entre os jogadores portistas. Do outro lado, o cenário é diferente. Do onze titular em 2007, só Zhirkov, Krasic, Daniel Carvalho e Dudu Cearense já não estão na equipa. Há, portanto, um núcleo que se conhece muito bem.

Villas-Boas sabe disso e destacou-o na antevisão. Mas conhece também os números do duelo. O F.C. Porto nunca perdeu com os russos e nem sequer sofreu um golo. Manter, novamente, a baliza inviolável será meio caminho andado para seguir em frente. Depois, é quebrar a «malapata» interna. 

É que nas duas recepções ao CSKA, o nulo prevaleceu. Pelo meio, muitas oportunidades de golo perdidas...a lembrar a recepção ao Sevilha. Daí que o jogo da primeira mão, como na eliminatória anterior, possa ter peso relevante nas contas finais. Deixar a Rússia em vantagem será ouro sobre azul.

Azar com F.C. Porto, sorte com Benfica e Sporting

Há, depois, um pecúlio a manter. O F.C. Porto venceu todos os jogos que disputou fora de portas na Liga Europa. Pela margem mínima em Sófia. Resistiu, com dez, à armada do Besiktas. Passeou classe no gélido, mas saudoso, Estádio do Prater. Aproveitou os deslizes alheios na, também nostálgica, cidade de Sevilha. A próxima batalha terá um pouco de tudo. Dificuldades, boas recordações e frio. Muito frio.

O CSKA tem em comum com o F.C. Porto um jovem timoneiro. Leonid Slutsky só tem mais seis anos que Villas-Boas, mas já leva dez como técnico principal. O percurso na Liga Europa é imaculado. Dez jogos, oitos triunfos e dois empates. Na fase de grupos o trajecto foi em tudo igual ao da equipa portuguesa. Só o Zenit, que venceu todos os jogos, fez melhor.

Agora, dá-se a colisão. Os dragões querem transformar as boas memórias e repetir a tradição. Os russos querem mostrar ao F.C. Porto o veneno que já deram a provar a Benfica e Sporting em anos recentes. Ambas na Taça UEFA. E aos leões, custou o título. 

Equipas prováveis:

CSKA MOSCOVO: Akinfeev, V. Berezutski, Ignashevich, Nababkin e Shennikov; Aldonin, Mamaev, Dzagoev e Honda; Vagner Love e Doumbia.

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Fucile; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Varela, Falcao e Hulk.

in "maisfutebol.iol.pt"

Villas Boas continua a ser falado em Itália

O desempenho do FC Porto não tem passado despercebido por essa Europa fora e não são apenas os jogadores a despertar o interesse de clubes do Velho Continente. Também o treinador está a ser analisado à lupa e, de Itália, surge mais um pretendente. 

O Génova pretende substituir o actual treinador no final da temporada e a fotografia do eleito para render Davide Ballardini aparece na capa da edição desta quarta-feira do Tuttosport: André Villas Boas é o favorito para comandar a equipa onde militam os portugueses Eduardo e Miguel Veloso.

O clube genovês tem, no entanto, concorrência de peso na corrida pelo treinador portista, uma vez que Juventus e Roma foram igualmente apontadas como interessadas nos serviços no jovem técnico.


in "abola.pt"

quarta-feira, 9 de março de 2011

O relatório do espião

Bruno Alves sabe o que é preciso fazer para derrotar o CSKA. Afinal, no domingo conseguiu-o com o Zenit, conquistando a Supertaça da Rússia. O central mediu o pulso ao adversário europeu do FC Porto e não tem dúvidas em considerar a sua antiga equipa "superior". Por isso, acredita na passagem à fase seguinte e não se importava de marcar já um reencontro para Dublin. "Era sinal que as duas equipas chegavam à final", atirou. Através de O JOGO deixou alguns conselhos aos ex-companheiros e traçou o perfil dos russos.

O internacional português diz que o FC Porto "tem muitas chances" de eliminar o CSKA. "Acredito que, mantendo a postura e qualidade de jogo, pode fazer um bom resultado já aqui na Rússia para depois gerir no Dragão", referiu desde São Petersburgo interrompendo a preparação da mala de viagem. Holanda é o próximo destino do central, onde vai defrontar o Twente, também para a Liga Europa. "Estivemos muito bem na fase de grupos, vencemos os jogos todos e agora passámos o Young Boys com alguma dificuldade, virando a eliminatória em casa. Somos fortes e vamos fazer os possíveis por continuar em prova, afastando o Twente", referiu. Depois, haverá novo sorteio e em sorte poderá sair o FC Porto, se eliminar o CSKA, naturalmente. "Gostava de os encontrar apenas na final, era bom sinal para os dois lados, mas ainda há um longo percurso a percorrer. O FC Porto é um clube especial, tenho um enorme carinho por todos, desde os adeptos, aos dirigentes e aos companheiros que lá deixei. Seria um jogo marcante na minha carreira", considerou.

Há oito meses na Rússia, Bruno Alves já pisou o sintético onde o FC Porto vai disputar a partida de amanhã e diz que o pior vai ser o frio. "Os relvados aqui dão para praticar bom futebol e até ajudam quem tem qualidade, como é o caso do FC Porto. O ambiente que vai encontrar será bastante adverso não só pelos adeptos fanáticos, mas sobretudo pela temperatura, que não é a mais adequada. O CSKA é uma equipa que joga bem, organizada e que aposta muito no contra-ataque. Os jogadores conhecem-se bem, estão juntos já muito tempo", lembrou.


Perigos do CSKA

"O Doumbia e o Vágner Love formam uma frente de ataque perigosa. O guarda-redes é bom e os centrais têm bastante experiência, embora não sejam rápidos. É preciso ter cuidado com as bolas paradas marcadas pelo japonês Honda. O CSKA chega com facilidade ao ataque."


A explorar

"Explorem as faixas porque os laterais do CSKA gostam de subir no terreno e deixam espaços que podem ser aproveitados. Os centrais não são muito rápidos e o Falcao, se for bem assistido, terá grandes probabilidades de marcar. Penso que o FC Porto deverá assumir uma postura um pouco mais de expectativa, para ver o que dá, e aproveitar o contra-ataque."


Relvado

"A relva artificial apresenta boas condições e até pode potenciar as qualidades técnicas dos jogadores do FC Porto. A maior dificuldade será a trajectória da bola e perceber se ela vai prender ou rolar mais rápido. Quando treinarem aqui têm de fazer muita circulação e passes, para que a adaptação seja total."


Frio

"A temperatura não é a mais adequada, mas já esteve muito pior. Acompanhei o jogo em Viena, na neve, e mesmo aí as qualidades do FC Porto evidenciaram-se."

Quando o "Tiempo" faz toda a diferença

Bruno Alves trocou recentemente de chuteiras. Deixou as "Mercurial" e passou a calçar as "Tiempo", num novo modelo da Nike que já ajudaram a derrotar o CSKA de Moscovo, na Supertaça da Rússia. Trata-se, segundo revelado pela marca norte-americana, de botas com palmilha moldada de alta performance, uma zona do calcanhar ajustada, que assegura uma maior comodidade e ajuste ao pé; pítons injectados numa estrutura de carbono para uma maior resistência e retorno de energia e uma parte superior em pele que oferece um ajuste e rendimento excelente em todas as condições. Características elogiadas pelo internacional português. "Joguei com as "Mercurial" durante três anos e estava fascinado, mas entretanto experimentei as "Tiempo" e são, de facto, muito mais confortáveis. Têm um grande toque de bola e ajudam nos relvados mais duros daqui".

"FC Porto precisava de alguém como Villas-Boas"

Bruno Alves saiu do FC Porto para o Zenit no início de Agosto e trabalhou sob as ordens de Villas-Boas apenas duas semanas, tempo suficiente para perceber que Pinto da Costa acertara em cheio. "Deu para ver que é um treinador com personalidade, bem organizado, com ideias claras e próprias que transmitia ao grupo de trabalho. E quando se acredita no próprio trabalho tudo fica mais fácil. O FC Porto precisava disto. Está muito forte, quer no campeonato quer na Liga Europa. É uma equipa que está muito bem organizada em campo e que é muito difícil de bater", sublinhou. O FC Porto tem a melhor defesa dos campeonatos europeus e Bruno Alves não estranha. "A minha vaga foi bem preenchida. Sempre acreditei que havia alternativas de qualidade. A afirmação do Rolando, do Maicon e do Otamendi é a prova disso mesmo. Têm muita qualidade e podem jogar ao mais alto nível. São jogadores motivados que querem fazer parte da história do clube. Além disso, ainda têm grande margem de progressão", considerou.

in "ojogo.pt"

Pinto da Costa: "Um dia todos os árbitros vão recusar apitar o Benfica fora"

Pinto da Costa não parece ter ficado surpreendido com a reacção do Benfica à derrota em Braga. Ora, antes mesmo de embarcar para a Rússia, onde o FC Porto defronta amanhã o CSKA de Moscovo, o presidente portista referiu-se, questionado pelos jornalistas no aeroporto do Porto, à expulsão de Javi García, como um lance em que só não vê uma agressão, "quem for cego ou não quiser ver". "É uma forma de tentar condicionar e há-de haver um dia em que todos os árbitros vão pedir dispensa quando o Benfica jogar fora, porque as reacções são perfeitamente extemporâneas, mas sucedem sempre da mesma forma", apontou, antes de prosseguir: "Faz-me lembrar um indivíduo que tinha privilégios de poder estacionar em sítios proibidos até que um dia um senhor agente o multa e ele fica indignado, porque acha que está acima de todos os outros".

Para Pinto da Costa, a expulsão chegou tarde: "Já devia ter acontecido há muitos jogos com aquele [Javi García], essencialmente, e com outros jogadores, porque fazem dos cotovelos e das agressões uma forma normal de entrar nas jogadas e, portanto, quando aparece um que cumpre a lei, eles acham mal, porque consideram que estão acima da lei. No fundo, fazem este alarido para justificar os 11 pontos de diferença, mas agressões daquelas vêem-se, agora menos porque o David Luiz já saiu, em quase todos os jogos do Benfica. E a passar impunes".

Sobre o futuro, falou também Pinto da Costa. No início de Abril, o FC Porto desloca-se ao Estádio da Luz, mas o presidente portista não acredita que possa festejar aí o título: "Não, quero é ganhar o próximo jogo e depois, quando se consumar, como espero, a vitória, festejaremos seja onde for. Na Luz não me diz nada de especial. Mas não fiz contas, nem estou preocupado com isso. Preferia no Estádio do Dragão. Agora, faltam oito jornadas e vamos encará-las com seriedade, até porque quando o campeonato estiver ganho os nossos resultados podem ter influência nas classificações de terceiros e não queremos de modo nenhum contribuir para isso". Num cenário com tanta animosidade à mistura, o presidente portista não receia pela segurança do FC Porto na Luz, demonstrando confiar nas autoridades. "Tenho a certeza que o senhor ministro da Administração Interna, que é sempre tão cuidadoso em tudo o que se passa na Luz, vai poder garantir, como sempre, a segurança que ele tem obrigação de garantir a qualquer cidadão".

"Roberto está a ser injustiçado"

No livre originado pelo lance da expulsão de Javi García, no Braga-Benfica de domingo, o guarda-redes Roberto terá avaliado mal a trajectória da bola, acabando por ser mal batido no golo de Hugo Viana, que empatou o jogo ainda antes do intervalo. Pinto da Costa, sem ironia aparente, saiu ontem em defesa do espanhol: "Acho que é um bom guarda-redes e que está a ser injustiçado, porque uma falha qualquer um tem. Mesmo em Braga teve grandes defesas e acho que é um excelente guarda-redes", referiu. A questão é que a falha terá ajudado à perda de três pontos e afastado o Benfica da corrida ao título. Confrontado por um jornalista sobre as falhas de Roberto, ao longo da época, Pinto da Costa reconheceu o inevitável: "Para si podem ser muitas, para mim são poucas", disse com óbvio sentido de humor.
Confrontado com a primeira página do jornal A Bola de segunda-feira, em que se destacava peso do árbitro Carlos Xistra no resultado do Braga-Benfica, o presidente do FC Porto foi mais directo: "Não faço comentários aos jornais de outros clubes. O senhor Mesquita Machado diz uma coisa interessante hoje [na edição de ontem de O JOGO]. Diz que o jornal A Bola devia ter o emblema do Benfica, na primeira página, como símbolo, por isso não falo, nem comento nada desse jornal, nem da BenficaTV".

Estrelas não são o seu forte

O CSKA de Moscovo é o "cliente" que se segue na Liga Europa e Pinto da Costa não conteve a ironia, quanto às expectativas para o jogo, aproveitando para endereçar mais farpas ao Benfica. "Vamos disputar mais um jogo da Liga Europa, sofremos uma derrota até este momento, esperamos ganhar, embora não possa dizer nada porque ontem à noite estive a tentar ler nas estrelas, a ver se estava lá escrito o resultado, mas não consegui. Realmente não sou 'expert' em astrologia e bruxarias e não consegui ler nada nas estrelas, de modo que vamos confiantes, mas sem certezas quanto a resultados. A única coisa que vi é que quando começar estará 0-0, não consegui ver mais nada", ironizou.
Apesar de apontado como favorito à vitória na Liga Europa, o campeonato foi sempre a prioridade do FC Porto. "Estivemos sempre concentrados nas duas provas. Mas é evidente que não vamos poupar qualquer jogador no campeonato a pensar seja em que prova for. Na Taça da Liga aproveitámos para rodar jogadores, porque nunca foi prioridade. Agora se pudermos ir mais longe e até chegar à final da Liga Europa, não vamos dizer que não".

Confronto alucinante testa registo perfeito

PLENO DE VITÓRIAS NA EUROPA AQUECE PORTISTAS


Quando, após garantir o apuramento para os oitavos-de-final, frente ao Sevilha, André Villas-Boas afirmou que o CSKA Moscovo realizou um percurso “alucinante” na Liga Europa, provavelmente o seu homólogo Leonid Slutskiy estaria a pensar o mesmo sobre a carreira dos dragões. A atuar fora de casa, então, o registo azul e branco é simplesmente perfeito, sendo cravejado por um pleno de vitórias em Genk, Sófia, Istambul, Viena e Sevilha.
Conquistar Moscovo nunca foi historicamente fácil para ninguém, mas o FC Porto aterrou ontem, ao início da noite local, na capital russa, aureolado pelos sucessos averbados por cá na Liga dos Campeões. Nem sequer o clima será um verdadeiro obstáculo, tendo em conta que, esta época, os azuis e brancos já ganharam numa verdadeira piscina em Coimbra e numa pista de esqui, em Viena. Quanto ao frio, a solução preconizada pelo lateral-esquerdo Lino, agora no PAOK e eliminado pelo CSKA nos 16 avos, “correr ainda mais” parece uma solução tão simples que até pode ter o seu quê de genial.
in "record.pt"

Experiência de Varela prevalece em Moscovo

APESAR DE JAMES SER UMA REVELAÇÃO EM CRESCENDO


James Rodríguez é a grande revelação do FC Porto 2010/11. A sua ascensão no novo ano tem sido notável e nas últimas duas vitórias, sobre o Olhanense e o Vitória de Guimarães, teve um papel preponderante. No entanto, isso não é suficiente para se intrometer entre o trio dourado do ataque. Falcão e Hulk são indiscutíveis e até Varela impõe a sua experiência para garantir um lugar no onze que vai defrontar o CSKA de Moscovo.
O internacional português ainda não voltou ao nível que demonstrou no primeiro terço da época, altura em que marcou 7 golos, mas a sua disponibilidade para o jogo, a velocidade que emprega nas alas e a sua cultura tática são importantes quando se chega a esta fase de uma competição tão exigente como é a Liga Europa.
in "record.pt"

Valeri, goleador na Argentina: «Sair do Porto doeu-me muito»

Chamado à selecção, médio fala sobre o que correu mal em Portugal


Mentalmente arrasado com a decepcionante aventura europeia, Diego Valeri faz uma cura de confiança em Buenos Aires. Desadaptado, desenquadrado e rejeitado no F.C. Porto, é no familiar Lanús que volta a acreditar em si mesmo. Dir-se-ia até que Diego está envolvido numa luta interior, para a qual convoca todas as imagens do passado. As mesmas que o levaram ao Dragão e que em Portugal, misteriosamente, desapareceram. 

Um ano e meio após a chegada à Cidade Invicta, Diego Valeri é o segundo melhor marcador da liga argentina e foi chamado na passada semana pelo seleccionador Sergio Batista a um período de observação. É outro jogador, outro homem. Numa longa conversa com o Maisfutebol, o Bibliotecário abre a alma e aproveita para desabafar.

«Necessitava muito disto. Estou a jogar, a marcar sempre golos e estive na selecção», refere Valeri, sem esconder o alívio. «É difícil explicar, mas aqui tudo me sai bem. De uma semana para a outra passei do inferno ao céu.»

Dispensado pelo F.C. Porto, pouco utilizado no modesto Almería até Dezembro e, num ápice, o reconhecimento unânime. «Tudo aconteceu depressa. Vinha farto de estar no banco, entrei logo a titular no Lanús e fui chamado pelo seleccionador. Vestir a camisola do meu país é uma bênção. Dei o máximo naqueles dias e acredito poder voltar muitas vezes. O próximo objectivo é ser convocado para o amigável com a Venezuela.»

Dois anos de empréstimo ao F.C. Porto foram abortados a meio. Insatisfeitos com o rendimento de Valeri, a direcção e o técnico Villas-Boas decidiram prescindir do argentino. Afinal, que explicações encontra o médio para uma época tão pobre de dragão ao peito? Ele que, insiste-se, é agora goleador no Torneio Clausura e está na órbita da selecção. 

«O Porto tinha um plantel espectacular e nunca encontrei a regularidade necessária. Fazia um jogo e sentia que tinha de fazer tudo nesses 90 minutos. Foi a minha primeira experiência fora de casa e aprendi muito. Sempre fui bem tratado e queria ficar mais tempo. Não deu, por circunstâncias que me escapam», refere Diego Valeri, ainda copiosamente marcado pela desilusão.

«A dispensa não me surpreendeu, mas doeu. Eu sabia qual era a minha situação, tinha a convicção que não ia ser a primeira opção do novo treinador e tive de sair. Acredito que as minhas características podiam ser úteis. Enfim, o Porto continua a ter grandes jogadores no meio-campo.»

E um regresso ao Porto?

E se, de repente, o F.C. Porto voltasse de novo a desejar Diego Valeri? Aceitaria o argentino uma nova tentativa de sucesso no Dragão? A resposta não pode ser mais esclarecedora.

«Foi uma honra estar nesse clube e seria a minha grande prioridade voltar, caso estivessem interessados.»

Valeri: «Jesualdo nunca me deu qualquer explicação»

Médio argentino recorda os melhores e piores momentos em Portugal


21 jogos oficiais, apenas sete a titular e nenhum golo. Um pecúlio pobre, anémico, de um atleta cujo perfil prometia mundos e fundos no F.C. Porto. Na verdade, Jesualdo Ferreira raramente demonstrou confiar no talento discreto de Diego Valeri. Em conversa com o Maisfutebol, a referência principal do Lanús conta como era trabalhar sob as ordens do professor.

«Ele era muito calado. Nunca me deu qualquer explicação sobre as suas opções. Apenas me dizia que confiava mais nos que estavam a jogar, como o Raul Meireles, o Belluschi ou o Guarín. O que podia eu fazer? Aceitar e tentar aproveitar as oportunidades que me dava. Não foram muitas e senti sempre problemas em encontrar o ritmo certo quando jogava», replica Valeri.

A vida na cidade do Porto era «maravilhosa», dividida entre casa, trabalho, mar e rio. Diego Valeri é um amante da cultura, visitava cinemas e teatros, mesmo «sem perceber muito bem o que ouvia», e até algumas viagens fez pelo interior de Portugal.

Nessa perspectiva, a experiência não podia ter sido melhor. Só faltou mesmo «continuidade» e «um golo no momento certo». «A pressão no F.C. Porto é óptima, só se fala de ganhar. Por isso sentia-me desconfortável quando saía de campo e não tinha jogado bem. Conheci gente fantástica e fiz grandes amigos. O Alvaro Pereira, o Falcao, o Prediger, todos os outros. O grupo era brilhante.»

O pior e o melhor de Valeri no F.C. Porto

Na despedida, Diego Valeri aceita falar sobre o melhor e o pior jogo ao serviço do F.C. Porto. Mas antes ainda recorda as noite «inesquecíveis» da Liga dos Campeões. «Joguei duas vezes contra o Atl. Madrid. Em Espanha fui titular. Nunca vou esquecer esses jogos tremendos. Trago-os no meu coração. Já posso dizer que joguei na mais bela competição do mundo. Em Madrid estava forte e pensei que ia agarra o lugar. Não foi possível.»

Para Diego, então, o melhor jogo no F.C. Porto foi «contra o Rio Ave, na Taça de Portugal». «Ganhámos 4-0 e tudo me saiu bem. O passe, o remate, o drible. Faltava pouco para o fim da época e senti que estava a chegar ao meu máximo.»

A pior exibição teve lugar diante da Académica, na Taça da Liga. «Saí muitas vezes chateado, mas esse foi o pior. O jogo foi horrível, estava frio e pouca gente nas bancadas. Muito mau. Contra o Benfica, na final dessa prova, também me custou muito engolir a derrota. Entrei ao intervalo e fui incapaz de fazer algo de interessante.»

Na Argentina, Diego Valeri recupera o prazer pela competição. Leva quatro golos em quatro jogos e a atenção do seleccionador Sergio Batista. Custa acreditar que estamos a falar do mesmo jogador que passou completamente ao lado de um percurso positivo no F.C. Porto. 

Falcao: «Quero fazer história com o F.C. Porto»

Avançado colombiano confiante num bom resultado em Moscovo


O F.C. Porto está em Moscovo para defrontar o CSKA e Radamel Falcao só pensa em fazer golos e ganhar. Em declarações ao site oficial da UEFA, o avançado colombiano acredita que o bom momento da equipa não vai sofrer qualquer revés no frio quase glaciar da capital russa.

«Estamos focados num único objectivo. A equipa está a jogar bem e os resultados demonstram-no», referiu Falcao, que cumpre a segunda temporada de dragão ao peito.

Depois de uma Fase de Grupos imaculada, o F.C. Porto ultrapassou o Sevilha nos 16-avos-de-final da Liga Europa, com vantagem nos golos marcados fora.

«Foi uma eliminatória difícil e estamos aliviados pelo desfecho final. Agora temos de estar ao nosso melhor se quisermos ultrapassar o CSKA Moscovo», sublinhou El Tigre.

Na mesma conversa, Falcao referiu estar decidido a «fazer história com o F.C. Porto». «Quero ganhar o campeonato, como fiz com o River Plate na Argentina. Nada pode ser melhor do que isso», completou o atacante, 

Em nove jogos já disputados na Liga Europa, Falcao fez oito golos. Em Moscovo tentará elevar a fasquia. 

in "maisfutebol.iol.pt"

Castro, mais um golo no Sp. Gijón: «Cânticos fizeram-me voar»

Médio cedido pelo F.C. Porto está a encantar os adeptos do clube

Castro está a dar nas vistas com a camisola do Sp. Gijón. O clube espanhol pondera até, segundo a imprensa do país vizinho, avançar para conversações com o F.C. Porto para a continuidade do médio.


Contudo, os dragões não parecem dispostos a abdicar do seu concurso. No contrato de empréstimo, o F.C. Porto recusou colocar qualquer cláusula de compra do passe. A cedência é válida até final da presente temporada.

No fim-de-semana, o médio português marcou o seu segundo golo na Liga espanhola, com um belo remate a trinta metros da baliza. O Sp. Gijón venceu o Getafe por 2-0 e Castro foi ovacionado no momento da substituição, ao minuto 88.

«Os cânticos e os aplausos fizeram-me voar. OS adeptos foram fantásticos comigo e tenho de lhes agradecer. Vir para o Gijón foi a melhor coisa que me podia ter acontecido», disse o jovem, no início da semana de trabalho.

Castro evita pensar sobre o futuro. «Fico feliz. Se querem ficar comigo, é sinal que estão satisfeitos com o meu rendimento, mas não quero falar de coisas que não sou eu a decidir. Depende do meu trabalho, do F.C. Porto e do Sp. Gijón. Neste momento, estou feliz», resumiu o jogador.

O médio português marcou o seu primeiro golo frente ao Maiorca (0-4), a 29 de Janeiro, e aumentou a conta pessoal na recepção ao Getafe (2-0).

in "maisfutebol.iol.pt"



JUNIORES A GOLEIAM SPORTING EM ALCOCHETE


Depois de três dias antes ter derrotado o SC Braga, então líder isolado da fase final do Campeonato Nacional de Juniores A, a equipa Sub19 do FC Porto foi, esta terça-feira, a Alcochete vencer o Sporting, repetindo os números (3-0) da jornada anterior, com os golos dos azuis e brancos a serem apontados por Christian, Fábio Nunes e Rafael.

Dominadores praticamente desde o primeiro minuto, os Dragões atingiram o intervalo a vencer por 1-0, depois de Christian de ter provocado o balanço das redes leoninas aos 19 minutos de jogo.

A segunda parte revelou um FC Porto ainda mais soberano, dado posteriormente confirmado pelos golos de Fábio Nunes, aos 57 minutos, e de Rafael, oito minutos depois.

No campo n.º 1 da Academia de Alcochete, a equipa orientada por Rui Gomes alinhou com Maia, David, Romário, Hugo Sousa «cap.», Ricardo (Tiago Ferreira, 70m), Paulo Jorge, Christian, Bacar, Rafael (Lupeta, 80m), Edu e Fábio Nunes (Filipe, 75m).

Depois de disputadas quatro jornadas, o FC Porto lidera a fase final que apura o campeão nacional de Juniores A, somando nove pontos, os mesmo que V Guimarães e SC Braga, mas apresentando um melhor registo de golos marcados e sofridos (11-1).

Na próxima ronda, o FC Porto recebe a Naval 1.º de Maio às 15h00 de sábado.


in "fcp.pt"

Villas-Boas. Recorde de Jesus à porta com Oliveira em mente

Na sombra do mediatismo do Benfica, o FC Porto foi somando triunfos e já leva dez seguidos na liga. António Oliveira conseguiu 15 em 1996/97.

"Sabemos que as vitórias do FC Porto são difíceis e as dos outros, no último minuto, são fantásticas." André Villas-Boas deixou o toque de alerta depois do triunfo sobre o Vitória de Guimarães (2-0) no sábado. O treinador do FC Porto queixa-se que o Benfica tem sido constantemente elogiado por todos, enquanto os feitos dos dragões são sempre vistos como resultado de um esforço sofrido para atingir o objectivo.

A teoria de Villas-Boas era simples de seguir. O Benfica estava, antes do jogo com o Sp. Braga, numa série de 11 vitórias consecutivas na liga (a uma do recorde de Eriksson em 1990/91) e de 18 triunfos em todas as competições (igualando a marca de Eriksson também, mas em 1982). A marca empolgou benfiquistas e entrou directamente para os maiores destaques da semana. Durante todo este período, o FC Porto de Villas-Boas esteve na sombra. Falando apenas no campeonato, enquanto o Benfica de Jesus somou 11 triunfos com 31-6 em golos, Villas-Boas e o FC Porto ganharam dez jogos (só empataram em Alvalade) com 24-3 em golos. Ou seja, a marca do Benfica foi melhor, mas os encarnados estão hoje com mais um ponto de desvantagem para o líder do que estavam depois de serem goleados no Dragão por 0-5.

A derrota em Braga deixou-os a 11 pontos do FC Porto, que agora, se vencer o próximo jogo do campeonato em Leiria, consegue igualar a marca de Jesus no campeonato, 11 vitórias consecutivas. Com triunfos esforçados ou não, Villas-Boas tem o título na mão, mas quererá mais do que se limitar a igualar o recorde do rival da Luz. O feito do Benfica de Jimmy Hagan na década de 1970 (29 triunfos consecutivos no campeonato: últimas seis jornadas de 1971/72 mais as primeiras 23 de 1972/73) continua intocável, mas olhando para os últimos 20 anos há várias marcas que estão ao alcance deste FC Porto.

Para já, com dez vitórias, os dragões já igualaram duas das melhores marcas dos últimos dez anos. Em 2000/01, o FC Porto de Fernando Santos fez um autêntico sprint na recta final da liga com dez vitórias nas últimas dez jornadas. O esforço foi inglório porque o Boavistão de Jaime Pacheco não cedeu à pressão e conseguiu mesmo o título com um único ponto de vantagem. Cinco anos depois, foi o Sporting de Paulo Bento a registar a mesma marca na segunda volta da liga. Mais uma vez, como com Fernando Santos, o esforço não foi suficiente. A série terminou com uma derrota caseira com o FC Porto (golo de Jorginho), que atribuiu quase definitivamente o primeiro lugar aos dragões.

Se Villas-Boas quiser olhar mais para a frente, terá dois antecessores para ultrapassar. Primeiro, José Mourinho, depois, António Oliveira. Em 2002/03, no primeiro ano completo do actual treinador do Real Madrid nas Antas, o FC Porto somou 13 triunfos consecutivos entre a nona e a 21.ª jornadas, com uma diferença de golos de 33-10. Para imitar o antigo chefe de equipa, Villas-Boas terá não só de vencer o Leiria como ultrapassar ainda o V. Guimarães e o Benfica, na Luz. Se for realmente ambicioso e quiser igualar as 15 vitórias de António Oliveira em 1996/97 (42-8), a celebração será feita no Dragão, já com o título na mão, frente ao outro grande rival histórico: o Sporting. Mas, para já, o objectivo é mesmo sair da sombra e igualar a marca de Jesus na liga.


in "ionline.pt"

Os senhores da Europa

O FC Porto está na Rússia com números que metem imenso respeito. Dragões são a única equipa nas competições da UEFA só com vitórias fora. Genk, Istambul, Sófia, Viena, Sevilha: com eles viajar só quer dizer ganhar. 

Por cá, na Rússia, o jogo não está a despertar grande curiosidade, mas os russos que gostam de futebol respeitam muito o clube português e ficam em sentido quando espreitam os resultados dos dragões esta época.

Na Liga portuguesa, o domínio tem sido total e, na UEFA, o rendimento do FC Porto é ainda melhor, ao ponto de ser a única equipa que chegou até esta fase nas competições europeias com uma contabilidade imaculada nos jogos realizados na condição de visitante. E nem deve ser questionada a qualidade dos adversários, pois se CSKA de Sófia e Rapid Viena eram adversários teoricamente acessíveis, o mesmo não se pode dizer do Besiktas e, principalmente, do Sevilha, opositor que o FC Porto superou com dificuldades mas com muito mérito pela forma como venceu na Andaluzia. Colossos como o Barcelona, Real Madrid, Manchester United ou Chelsea foram quase imbatíveis na Liga dos Campeões, mas tiveram os seus tropeções...

Em Moscovo, há mais um teste duro à resistência do dragão, mas existem também muitas razões para o optimismo geral que reinava na comitiva que ontem chegou à capital da Rússia. Na histórica cidade da Praça Vermelha, o FC Porto venceu as duas partidas que realizou frente ao CSKA, primeiro em 2004, com um golo de McCarthy, depois em 2006, com Quaresma e Lucho a gelarem o poderoso opositor. E nem um golo sofrido para amostra, o que se repetiu nos dois nulos registados no Dragão. 


in "abola.pt"