sexta-feira, 11 de março de 2011

CSKA 0 - 1 FC Porto (Declarações)

Guarín

"Nunca tive dúvidas sobre o que posso dar"

Guarín foi uma das surpresas de Villas-Boas no onze e o técnico voltou a acertar em cheio, visto que o colombiano marcou o único golo da partida. "Foi uma jogada do Varela, que me passou a bola e procurou o espaço vazio, levando com ele o central para a linha. Com isso, fiquei com espaço e rematei, graças a Deus foi para dentro da baliza", lembrou no flash-interview televisivo.
O FC Porto voltou a vencer fora de casa, mas Guarín nega-se a dar a eliminatória por resolvida. "Por alguma razão são dois jogos. Acreditamos e estamos confiantes, mas falta jogar no Estádio do Dragão e temos de confirmar este resultado, que não foi fácil de conseguir. Esperamos dar mais uma alegria aos adeptos e seguir em frente", frisou.
Guarín falou ainda sobre a época a nível pessoal, admitindo que está diferente do passado. "Sempre acreditei nas minhas condições e nunca tive dúvidas sobre o que posso dar a este clube. Quando tiver oportunidades vou demonstrar isso mesmo", concluiu.

Hulk

"Joguei 50 minutos em cima da dor"

Hulk explicou o lance em que se lesionou e que o coloca em dúvida para Leiria. "Ia tentar dominar a bola, mas caí mal. O peso do corpo foi todo para o pé esquerdo. Já tinha o tornozelo esquerdo magoado desde o Olhanense, mas aguentei mais 50 minutos em cima da dor para ajudar a equipa. No Porto vamos ver em conjunto com os médicos, mas não parece grave e espero recuperar para Leiria", referiu. Quanto ao jogo, o brasileiro não dá a eliminatória como resolvida. "Falta um jogo, mas queremos é pensar no Leiria, só depois CSKA", frisou, admitindo o sonho de conquistar a prova.

"Favoritos? Toda a gente sabe do nosso potencial e qualidade. O clube até já ganhou esta prova e todos esperam que voltemos a fazê-lo. Esse é o sonho dos jogadores e da equipa técnica, mas o principal objectivo é o campeonato nacional", sublinhou.

"Foi um jogo difícil, mas estivemos sempre tranquilos. Este resultado é bom, mas também vai ser complicado no Dragão. Não estava à espera de jogar, mas aconteceu e tenho de estar sempre preparado
James

"Fomos controlando o jogo e conseguimos ganhar. É uma vitória motivadora para a segunda mão. No Dragão, vamos fazer o nosso jogo e somos fortes quando jogamos em casa
Fucile

"Foi fundamental para a vitória ter muita bola porque eles são muito perigosos. Passámos por dificuldades porque fizemos pressão muito à frente e os avançados deles são perigosos nas diagonais. (...) Até agora não sei nada sobre o alegado interesse do Real Madrid [noticiado em Espanha]. Estou tranquilo
Otamendi

"Há sempre sofrimento porque os adversários querem complicar-nos a vida. Está tudo em aberto, mas com este resultado temos mais tranquilidade para o segundo jogo. Queremos passar a eliminatória
Helton

André Villas-Boas: "Esta vitória ainda não resolve nada"

Satisfeito com mais um triunfo - o sexto fora de casa na Liga Europa -, Villas-Boas admitiu algumas dificuldades na primeira parte para controlar os russos. "Na primeira parte, o CSKA teve algumas oportunidades perigosas, mas na segunda controlámos em absoluto, criando algumas ocasiões, umas mais consistentes do que outras. Conseguimos aparecer na cara do Akinfeev algumas vezes", frisou, lembrando que ainda há um segundo jogo. "Esta vitória não resolve nada e tudo pode acontecer no Dragão. Com o Sevilha passou-se isto, com mais um golo marcado, mas perdemos o jogo em casa e podíamos ter ficado de fora. É importante gerir o que o CSKA faz de bem, as saídas rápidas para contra-ataque e o jogo de profundidade, de maneira a sermos coerentes nos princípios do nosso jogo para tentarmos chegar primeiro ao golo. Se isso acontecer, em princípio, passaremos", considerou.

Villas-Boas não considerou ter sido um risco jogar com defesa subida e explicou como anulou as investidas dos russos. "Quisemos pressionar com o bloco alto e foi o que fizemos. Na segunda parte, e isso é mérito dos jogadores, resolvemos melhor a antecipação da profundidade do jogo do CSKA e pressionámos melhor. Foi importante que os jogadores tivessem percebido isso", sublinhou.

O técnico procurou, ainda, desvalorizar o recorde de triunfos europeus numa só época. "A vitória é do FC Porto e não minha. Além disso, este ciclo não terá significado nenhum se não juntarmos o troféu no final", frisou, admitindo que o relvado sintético condicionou a acção dos seus jogadores. "É óbvio que a bola se comporta de forma diferente e existe uma sobrecarga muscular na parte posterior das coxas dos jogadores, mas isso não serviria de desculpa para um mau resultado. Penso que nos mantivemos num bom nível, apesar desse cansaço. Fomos capazes de manter os nossos princípios."

Villas-Boas não quis explicar a escolha de Guarín para o onze. "O que tenho de valorizar é o facto de ter um grupo de jogadores que se mantém a um nível elevado. Chegar aqui só com um lesionado é mérito do nosso departamento clínico. Ter 22/23 disponíveis para trabalhar é muito bom, mas não gosto de falar sobre as escolhas individuais", referiu. A terminar, Villas-Boas garantiu que não gosta de fazer gestão pelo que vai apresentar o melhor onze em Leiria. "Hoje houve uma exigência física brutal e a prioridade é recuperar os jogadores, mas acredito que isso é mais fácil quando há algo que os alimenta: esta vitória e o sonho do campeonato são a nossa motivação. Escolheremos para o Leiria quem estiver melhor", concluiu.

in "ojogo.pt"

Melhor do que Mourinho

O FC Porto continua a só saber vencer fora de casa na Liga Europa e, à custa do triunfo em Moscovo, Villas-Boas superou a marca de José Mourinho no FC Porto. São já nove vitórias (contando o play-off de acesso) na mesma temporada, feito que mais nenhum treinador conseguiu no banco dos azuis e brancos. Nem quando a equipa ganhou a Taça UEFA ou a Liga dos Campeões. Depois de ter falhado a primeira hipótese na recepção ao Sevilha, na segunda "mão" dos 16 avos-de-final, Villas-Boas conduziu a equipa de volta às vitórias o que lhe permite igualar também o recorde nacional de triunfos europeus, de José Peseiro (2004/05) e Jorge Jesus (2009/10). A diferença é que o FC Porto só precisou de 11 jogos, menos dois do que os rivais de Lisboa.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

A ESTRELA: Guarín 8

André Villas-Boas acertou em cheio: apostou em Guarín e o colombiano resolveu um jogo complicado. Mais uma vez, o médio demonstrou ser um jogador especial e com características ainda mais especiais, que encaixam na perfeição em determinados jogos. Foi o caso de ontem. A exibição de Guarín não foi perfeita, mas o sul-americano revelou-se fundamental na forma como arrastou a equipa para a frente. Perdeu algumas bolas, é verdade, mas recuperou muitas mais, sempre naquele estilo de um todo-terreno preparado para as maiores adversidades. Depois, sobra o golo. Um grande golo. Afinal, não há melhor fórmula do que aquela que junta a arte à capacidade de trabalho.

Helton 7
A vitória do FC Porto começou nas mãos do capitão, que sempre que foi chamado a intervir, fê-lo com a qualidade e muita segurança. Logo no primeiro minuto, evitou o golo de Doumbia, numa imagem que se repetiria 23 minutos depois, desta vez com Vágner Love. Ou seja, quando foi preciso, ele esteve lá. Como quase sempre.

Sapunaru 6
Dzagoev, o adversário directo, procurou muitas vezes a zona central e isso facilitou-lhe a missão. No entanto, ofereceu segurança à defesa, demonstrando, uma vez mais, utilidade na forma como se juntou aos centrais nos momentos de maior aperto. No ataque, esteve perto do golo por duas vezes.

Rolando 7
Começou por ter problemas com bolas lançadas para as costas da defesa, mas rapidamente encontrou a melhor forma de resolver o assunto. Fez uma exibição em crescendo e acabou por se transformar num dos principais responsáveis pela vitória.

Otamendi 8
Grande exibição, certamente uma das melhores com a camisola do FC Porto. Apesar da qualidade do ataque central do CSKA, esteve sempre muito concentrado e agressivo, mesmo quando a equipa parecia atravessar dificuldades. Na memória ficaram dois grandes cortes, quase consecutivos, sobre Doumbia (29') e Mamaev (30').

Fucile 6
André Villas-Boas tinha avisado, na véspera, para a qualidade de Honda, e a verdade é que o japonês criou muitos problemas ao lateral uruguaio, que nunca conseguiu encontrar o antídoto para a finta curta do seu adversário directo durante a primeira parte. Na segunda, foi mais agressivo e retirou Honda do jogo.

Fernando 6
Foi importante para o equilíbrio da equipa, até porque o CSKA atacou sempre com muitos jogadores e, preferencialmente, pela zona central. Não realizou uma exibição exuberante, mas fez o suficiente para sair de Moscovo com nota positiva.

João Moutinho 5
Conseguiu esconder algumas fragilidades físicas que apresentou no jogo de ontem através da inteligência e de uma cultura táctica acima da média. Esteve bem a subtrair espaços aos adversários, mas faltou-lhe capacidade física para jogar com maior intensidade durante mais tempo.

Hulk 6
Entrou bem no jogo e até desenhou a primeira jogada de perigo do FC Porto, com um cruzamento atrasado para Falcao (5'). Depois, foi procurando desestabilizar a defesa do CSKA, mas a verdade é que parece ter ficado condicionado pela lesão que sofreu no tornozelo esquerdo, a meio da primeira parte. Acabou substituído quando o FC Porto já ganhava.

James 4
Foi a outra surpresa - ainda que menor do que Guarín - reservada por André Villas-Boas para esta partida, mas esteve longe de repetir a boa exibição realizada frente ao Guimarães. Foi acumulando alguns passes disparatados durante a partida e sentiu sempre muitas dificuldades para criar desequilíbrios no último terço do terreno. Bem substituído (57').

Falcao 5
Noite difícil para o colombiano, que esteve sempre muito sozinho na área, embora isso nunca lhe tenha retirado a capacidade para se sacrificar em prol da equipa. Nos registos, há apenas um remate com perigo, logo no arranque do jogo (5').

Varela 6
Entrou muito bem no encontro e ofereceu-lhe aquilo que James nunca tinha conseguido: capacidade de penetração. Aliás, um minuto depois de ter entrado já estava a cruzar para a cabeça de Falcao.

Rodríguez 5
Tentou esticar o jogo e obrigou os russos a correrem atrás dele.

Souza 5
Não era fácil entrar para o lugar do melhor jogador em campo (Guarín), mas o brasileiro fez esquecer a lesão do colombiano com uma entrada tranquila no jogo.

in "ojogo.pt"

Calor latino derrete gelo

O FC Porto deu um passo de gigante em direcção aos quartos-de-final da Liga Europa, limitando-se a cumprir uma série de tradições mais ou menos enraizadas no clube. A tradição de vencer todos os jogos que realizou fora de casa na competição esta época, por exemplo. A tradição de não sofrer golos nos jogos com o CSKA, a de ganhar aos russos nos jogos realizados em Moscovo e até a de se dar bem no frio, que é mais recente. Tudo boas tradições que colocam o FC Porto numa posição bastante confortável para o jogo da segunda mão. E, contudo, a equipa de André Villas-Boas não gozou desse conforto todo durante uma parte significativa do jogo de ontem, muito por culpa do CSKA.

André Villas-Boas surpreendeu. Nem tanto pela colocação de James ao lado de Hulk e Falcao no ataque, em detrimento de Varela, mas mais pela entrada directa de Guarín para o meio-campo, onde foi ocupar o lugar de Belluchi que, por sinal, também tinha dado a vez ao colombiano no jogo com o Guimarães, com bons resultados. Uma opção que pode encontrar explicação na forma como o FC Porto abordou o jogo de ontem. André Villas-Boas tinha dito na conferência de Imprensa da véspera que queria tomar conta das operações, intenção que tratou de concretizar fazendo a defesa subir no terreno até encostar praticamente na linha do meio-campo. O objectivo seria limitar os espaços no meio-campo do CSKA, antecipando a recuperação de bola que, na véspera, o treinador do FC Porto também tinha dito querer na posse da sua equipa.Ora, era aqui que a entrada de Guarín ganhava mais sentido, sendo o colombiano um médio de características mais defensivas do que Belluschi, mais activo na recuperação da bola. Curiosamente, seria no ataque que o colombiano se revelaria mais decisivo, ao marcar o único golo da partida.

Antes disso, porém, é de sublinhar como um facto que o FC Porto assumiu o domínio do jogo, mas durante algum tempo de forma quase inconsequente e com a aparente complacência dos russos, dispostos a ceder a iniciativa para explorarem o enorme espaço nas costas dos defesas portistas. Para contornarem o problema do superpovoamento do meio-campo, os russos optaram muitas vezes pelos lançamentos em profundidade, solicitando a velocidade dos homens da frente e o facto é que, pelo menos durante o primeiro tempo, foram do CSKA as melhores e mais frequentes oportunidades de golo. Obrigando a defesa portista a jogar quase sempre em contrapé, recuando enquanto defendia, e explorando a capacidade técnica e a visão de Honda para projectar as diagonais de Doumbia e Vágner Love nas costas dos centrais portistas, os russos criaram uma boa mão-cheia de oportunidades que a concentração de Otamendi, Rolando e Helton anularam.

Mais forte na pressão sobre a bola e na antecipação dos lances de profundidade no arranque do segundo tempo, o FC Porto conseguiu transformar o domínio inconsequente da primeira parte num controlo efectivo das operações, limitando o municiamento dos avançados da equipa russa e aproximando-se decisivamente da baliza de Akinfeev. Mais ainda depois da troca de James, talvez o jogador menos adaptado às condições do terreno, por Varela, muito mais assertivo.
Ora, seria precisamente de um lance de entendimento entre o extremo e Guarín que nasceria o único golo do jogo. Os russos reagiram mal à desvantagem e as boas entradas de Rodríguez e Souza para os lugares de Guarín - não aguentou as cãimbras provocadas pelo esforço de jogar em sintético - e Hulk apressaram o eclipse dos russos e até podiam ter resultado no dilatar da vantagem portista.

in "ojogo.pt"

Lá saltou uma “zebra” no sintético moscovita

GUARÍN VOLTA A SER APOSTA CERTA DE ANDRÉ VILLAS-BOAs


O FC Porto que caminha para o título aqui pela terra e que promete chegar longe na Liga Europa tem muitas qualidades, mas uma delas é certamente a de conseguir manter motivados os jogadores menos utilizados. De que é exemplo flagrantíssimo Freddy Guarín. O colombiano, de 24 anos, que joga com a camisola 6, já teve a sua fase de esplendor mas ultimamente vinha a ser preterido por outros jogadores. Ninguém gosta de se sentar no banco a ver os outros, sobretudo quando ali regressa depois de “performances” positivas.
Guarín continua a ser uma espécie de patinho feio que na hora da verdade se transforma no grande elemento cénico do futebol criado por André Villas-Boas. Ninguém o dava como provável no onze que iria defrontar o CSKA num sintético que podia ser traiçoeiro. Pois bem, Villas-Boas jogou a sua “zebra” e ganhou mais uma vez a aposta. Guarín lá apareceu a marcar um golo que pode ser precioso na resolução desta eliminatória, colocando o FC Porto num patamar mais alto na segunda competição organizada pela UEFA.
in "record.pt"

F.C. Porto: Iturbe no empate do Cerro Porteño

Equipa do argentino não confirmou o favoritismo mas continua a liderar


Iturbe, jogador contratado pelo F.C. Porto para a próxima época, foi titular no empate do Cerro Porteño frente ao Deportivo Táchira (1-1), em jogo do Grupo 5 da Taça Libertadores. O argentino foi substituído aos 83 minutos.

Nanni inaugurou o marcador para os anfitrões, aos 27 minutos. Month igualou aos 61.

O conjunto paraguaio não conseguiu confirmar o favoritismo no seu estádio, mas o empate permite-lhe manter a liderança isolada do grupo.

in "maisfutebol.iol.pt"

Otamendi tranquilo com interesse do Real Madrid

Otamendi entrou esta semana na vertigem noticiosa. Um pouco por toda a Europa e América do Sul, vai-se fazendo eco real de uma possível ou mesmo muito possível transferência para o Real Madrid, que procura substituto imediato ou a médio prazo para Pepe, cujo processo de renovação está num beco aparentemente sem saída. 

No final do jogo de Moscovo, Otamendi foi claro: «O que sei é apenas pela comunicação social. Estou tranquilo, gosto muito do FC Porto, e a minha prioridade é dar tudo ao clube onde estou e me sinto muitíssimo bem.» 

O que está em causa, para já, é saber como vai o FC Porto lidar com o assunto, pois se vender Otamendi no próximo defeso, pode, paradoxalmente, perder muito dinheiro. E isso nunca acontece no Dragão...


in "abola.pt"

quinta-feira, 10 de março de 2011

Guarín: «Sei o que posso dar a este clube»

MÉDIO COLOMBIANO RADIANTE COM GOLO


O colombiano Freddy Guarín foi o grande herói da gélida noite de Moscovo, apontando o tento solitário que deu aos dragões uma importante vitória por 1-0 diante do CSKA Moscovo. O médio portista mostrou-se satisfeito por ter contribuído para a vitória, garantindo saber aquilo que vale.
"O golo foi uma jogada rápida em que consegui ter espaço para rematar. Não tenho dúvidas do que posso dar a este clube e o técnico e os companheiros têm ajudado", explicou.
Guarín defende que a eliminatória não está decidida, mas está apostado em dar novo triunfo aos adeptos: "São dois jogos e acreditamos e confiamos confirmar este resultado no Dragão. Esperamos dar alegria aos adeptos e seguir em frente".
in "record.pt"

Villas-Boas: «Vitória muito importante»

TÉCNICO SATISFEITO COM TRIUNFO NA RÚSSIA


ndré Villas-Boas era um técnico satisfeito, após o triunfo por 1-0 em solo russo. O FC Porto bateu o CSKA Moscovo na 1.ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, um resultado que o timoneiro dos dragões considera ser "muito importante".
Na segunda mão, Villas-Boas espera dificuldades diante de uma equipa que começará este fim-de-semana a competir na Liga russa, facto que o treinador portista realça.
"É muito difícil porque o CSKA tem de ir à procura do golo, tem de encontrar o rumo das vitórias e são uma equipa que ameaça muito nas transições. Vamos tentar defender o resultado e tentar chegar primeiro ao golo para garantir uma vantagem importante".
in "record.pt"

F.C. Porto igualou recorde de Sporting e benfica

O F.C. Porto igualou esta quinta-feira o recorde português de triunfos numa só temporada nas competições europeias, ao somar a nona vitória em Moscovo, com um triunfo sobre o CSKA (1-0) na Liga Europa.

Com nove vitórias, a equipa de Villas Boas igualou o registo que o Sporting já tinha conseguido, em 2004/05, e que Benfica também conseguiu na temporada passada. O melhor registo do F.C. Porto, até esta quinta-feira, era de oito vitórias, conseguido por José Mourinho na campanha vitoriosa de 2002/03 rumo à conquista da Taça UEFA.

O treinador do F.C. Porto somou nove triunfos em onze jogos, enquanto Sporting e Benfica precisaram de treze jogos para conseguir o mesmo registo em campanhas anteriores. O Sp. Braga persegue o mesmo objectivo depois de ter somado o oitavo triunfo na presente temporada, esta quinta-feira, frente ao Liverpool (1-0), ultrapassando o seu melhor registo, de sete vitória, conseguido por Jorge Jesus em 2008/09.


in "maisfutebol.iol.pt"

CSKA Moscovo-F.C. Porto, 0-1 (crónica)

Do sofrimento ao controlo absoluto, para cumprir a tradição


Um golaço de Guarín, aos 70 minutos, permitiu ao F.C. Porto cumprir a tradição de ser feliz em Moscovo. A terceira vitória sobre o CSKA em outras tantas visitas foi expressão de uma exibição em crescendo, que foi do sofrimento pronunciado, nos primeiros 25 minutos, ao controlo absoluto na última meia hora. A vantagem conquistada para o Dragão é importante e merecida, mas ainda não resolve a eliminatória, frente a uma equipa russa com individualidades de primeiro plano.

Foi o CSKA quem entrou melhor, obrigando Helton a mostrar serviço, ainda não estava decorrido o primeiro minuto: Doumbia ultrapassou a linha defensiva portista, entrou pela meia esquerda e, de ângulo apertado, obrigou o guarda-redes portista a defesa atenta. Foi um aviso para o que estava para vir, já que a estrutura defensiva do F.C. Porto lidou sempre mal com as transições rápidas do CSKA, sofrendo para colocar Vagner Love e Doumbia em fora-de-jogo.

Pela direita, o japonês Honda começou a inquietar Fucile por volta dos 15 minutos, criando uma grande ocasião para Vagner Love, que rematou ao canto direito de Helton para grande defesa do guarda-redes.

Por entre fases de sofrimento, a boa notícia para Villas-Boas é que a sua equipa chegava com relativa facilidade à área do CSKA, com Falcao a pôr à prova Akinfeev (5 m). Mas alguns problemas de adaptação à relva artificil, particularmente sensíveis em James e Hulk, limitavam os estragos dos contra-ataques do dragão: só aos 43 minutos Akinfeev voltou a ser posto à prova, num remate à meia-volta de Guarín, após o terceiro canto conquistado pelos portistas.

Pelo meio, tempo para mais uma defesa apertada de Helton (Vagner Love voltou a aparecer-lhe pela frente, aos 23 minutos) e para um golo bem invalidado ao CSKA: Vagner Love podia ou não estar adiantado à defesa, mas não havia dúvidas quanto à posição de Doumbia, que tocou a bola para a baliza.

Com o CSKA a dar-se melhor com as transições rápidas, o jogo entrou então numa fase mais pausada, com o F.C. Porto a ter mais posse de bola e a tentar privilegiar a segurança no passe, em detrimento da agressividade. Aos poucos, graças ao recuo de Fernando, a equipa conseguiu rectificar os problemas de cobertura, que deixavam muitas vezes Rolando e Otamendí em duelo directo com Doumbia e Vagner Love e o intervalo chegou numa fase de acalmia.

O clima prolongou-se na segunda parte, apesar de Vagner Love ter desperdiçado uma grande ocasião (56 m), chutando no ar após trabalho de Doumbia na direita. Mas esse foi o canto de cisne da equipa russa: a partir do momento em que Fernando encostou junto aos centrais, e os dínamos do CSKA (Honda e Mamaev) foram perdendo frescura, o F.C. Porto começou a mandar no jogo.

Mesmo com as acelerações de Hulk e James prejudicadas pela permanente inadaptação à relva artificial, o F.C. Porto foi crescendo com o passar dos minutos. Aos 67 minutos, Sapunaru, após um livre de Hulk, deu o primeiro aviso. Já com Varela em campo, Guarín beneficiou do trabalho do extremo, na esquerda, para abrir espaço ao seu remate poderoso, que não deu hipóteses a Akinfeev.

O golo premiava aquela que era já, nesta altura, a melhor equipa em campo. A impressão acentuou-se em 20 minutos finais de controlo absoluto, com sucessivas trocas de bola a acabar de cansar uma equipa russa que, nesta fase, pagou a factura do início da época, não voltando a incomodar Helton. Seria até legítimo acreditar que, com um pouco mais de risco, o F.C. Porto talvez tivesse conseguido o segundo golo. Mas o que foi conseguido já foi muito bom.

in "maisfutebol.iol.pt"

AVB: "Vamos tomar conta do jogo"

Há um ditado africano que diz qualquer coisa como isto: numa luta de elefantes, quem perde é o capim. Pois bem, para André Villas-Boas, hoje em Moscovo, vão defrontar-se duas grandes equipas, pelo que não faz sentido falar em favoritos. Quanto ao capim, felizmente o piso sintético do Estádio Luzhniki está pronto para aguentar o duelo entre o FC Porto e o CSKA sem ceder. Villas-Boas também não vê na relva artificial ou no clima - as temperaturas podem descer aos 10 graus negativos à hora do jogo - um obstáculo intransponível para a sua equipa.

Complicado mesmo é o CSKA. E é por isso que, mesmo sem abdicar da iniciativa, o treinador do FC Porto lembra que a eliminatória só se resolve no Dragão.

Considerando todos os factores, incluindo o clima e o percurso das duas equipas, até que ponto há favoritos?
O frio não me parece um problema, porque, na verdade, não está tão mau como isso. Quanto ao papel de favorito, não serve para nada atribuí-lo. O CSKA vem de uma derrota que custou um troféu e isso pesa muito. Quem vem de um resultado assim quer meter as coisas noutro rumo rapidamente, pelo que esperamos motivação máxima por parte do nosso adversário. O facto de estar em início de época também terá algum significado. Podem estar mais frescos. Finalmente, o ambiente parece que não será de estádio cheio, mas será atmosfera presente e de dimensão sempre apreciável para um jogo que dá o acesso aos quartos-de- final.

Não fez qualquer treino em piso sintético em Portugal e realiza hoje o único treino antes do jogo. Até que ponto o piso pode ser um obstáculo?
Optei por não fazer treinos em sintético no Olival porque achei que massacrar os jogadores podia ter efeitos negativos em termos musculares. A adaptação acontecerá hoje [ontem], num treino mais leve, porque são solicitados outro tipo de músculos nestes pisos. Veremos que tipo de sensações são geradas nos jogadores. Preferimos correr esse risco, do que treinar no sintético.

O FC Porto nunca sofreu golos nos quatro jogos realizados com o CSKA. Está a pensar em resolver a eliminatória aqui?
Importante é resolver a eliminatória. Aqui ou lá. Depois, este CSKA não é o mesmo. Há o registo de uma fase de grupos emocionante e do que fizeram na Liga dos Campeões, sendo eliminados pelo Inter de Milão, campeão europeu. Isso pesa, porque os jogadores se mantiveram. É verdade que o CSKA tem baixas importantes, mas não podemos sonhar resolver as coisas numa mão. Queremos resolver a eliminatória no seu todo e chegar aos quartos-de-final.

O FC Porto conta por vitórias todos os jogos realizado fora neste Liga Europa. Nesse sentido, que FC Porto podemos esperar? Um FC Porto dominador?
Não costumamos mudar a nossa postura à medida que encontramos adversários mais ou menos fortes, nem fora nem em casa. O nosso jogo passa por assumir a iniciativa. O CSKA também gosta de o fazer, e é forte na transição por intermédio do Vágner e do Doumbia. Vamos tentar tomar conta do jogo, ter posse de bola e criar o maior número possível de oportunidades. É o que temos vindo a fazer, tanto em casa como nos jogos fora.

Qual é o jogador mais perigoso do CSKA?
O CSKA mantém um núcleo de jogadores forte há algum tempo, como é o caso dos irmãos Berezustki ou de Vágner Love. São jogadores que sabem a cultura e filosofia do clube. Ao longo dos últimos tempos, adicionaram qualidade ao plantel, provavelmente para responder às necessidades do treinador. Têm um jogador que aprecio muito, o Honda, mas o CSKA vale pelo todo porque é uma equipa forte, conforme demonstrou ao longo de uma fase de grupos espectacular.

Perguntas O JOGO
As prioridades não mudaram...
Já decidiu quem vai jogar ao lado de Hulk e Falcao no ataque: Varela ou James?
Não treinámos ontem, apenas fizemos a viagem. No domingo fizemos apenas um treino de recuperação e há muitas decisões para tomar relativamente ao que fizermos hoje, no treino que vamos realizar daqui a pouco.

Os resultados da 22ª jornada do campeonato tiveram alguma implicação em termos daquilo que são as prioridades da equipa, nomeadamente colocando a Liga Europa em primeiro plano?
Não. Parece-me claro que o que se passou no campeonato na última ronda tem pouca expressão. O que mais nos interessa é manter o objectivo que tínhamos traçado de cinco vitórias no campeonato e para isso ainda nos faltam três.

in "ojogo.pt"

Hulk: "Vou ajudar o Falcao a ser o melhor marcador"

Hulk é o melhor marcador no campeonato; Falcao lidera a lista na Liga Europa. Na antevisão do encontro com o CSKA, o brasileiro recusou a ideia de existir uma competição entre os dois e até prometeu ajudar o colombiano a cumprir um dos objectivos traçados para esta temporada. "Não estou preocupado se marco mais golos do que o Falcao ou se jogo melhor do que ele. A mim, interessa-me apenas o colectivo e as vitórias. Aliás, se puder, vou tentar ajudá-lo a tornar-se no melhor marcador da Liga Europa".

O internacional brasileiro recusou ainda a denominação de "jogador mais perigoso do FC Porto", atribuída por um jornalista russo, e defendeu, uma vez mais, o espírito colectivo dos dragões. "Não me interessa muito o que dizem de mim. Limito-me a concentrar nos objectivos da equipa, até porque o percurso que temos na Liga Europa deve-se a todos. Neste clube, a ajuda de todos tem sido importante, mesmo daqueles que desta vez ficaram no Porto. Eles também dão sempre o máximo, porque sabemos que só jogando como equipa é que conseguiremos alcançar bons resultados". Hulk aproveitou ainda o momento para dar os parabéns a James pela exibição realizada frente ao Guimarães - foi o colombiano que o substituiu no onze - embora, perante a proximidade de André Villas-Boas (estavam sentados lado a lado) e por entre um sorriso, tenha optado por não opinar sobre as escolhas do treinador para hoje. "James está de parabéns pela boa exibição. Está ele e todos os que jogaram. Agora, com o CSKA, vai ser mais um jogo complicado. Quem escolhe a equipa é o treinador; nós temos de nos limitar a respeitar as opções e a dar o máximo quando formos chamados". A finalizar, o brasileiro respondeu a uma pergunta de um jornalista russo sobre as qualidades do guarda-redes Akinfeev. "O CSKA não é só o guarda-redes. Tem uma grande equipa e vai ser um grande jogo. Para nós, vai haver muitas dificuldades e, independentemente de quem jogar, queremos é entrar bem e com o desejo de vencer. Só pensamos na vitória", concluiu.

Selecção, (mais) uma desilusão

Mano Menezes voltou a deixar Hulk de fora da convocatória da selecção brasileira, que disputa no próximo dia 27 mais um encontro particular, desta vez em Londres, com a Escócia. O avançado confessou que não ficou muito surpreendido com a ausência, depois de ter participado apenas nos últimos cinco minutos do jogo que a canarinha disputou em França. "Sinceramente, não é a primeira vez que espero ver o meu nome na lista de convocados e depois não está lá... Não fiquei surpreendido. Independentemente disso, vou dar sempre o máximo pelo FC Porto, porque só isso me interessa neste momento", explicou.

in "ojogo.pt"

Praça Vermelha acordou azul

A comitiva portista aproveitou a manhã de ontem para passear na Praça Vermelha, que foi muitas vezes utilizada, durante o século passado, para ostentar o poderio militar da antiga União Soviética. Desta vez, os mísseis deram lugar aos jogadores do FC Porto, que ouviram de um guia local alguns detalhes da história da mais famosa praça moscovita ainda antes de apreciar a imponência do local. Sempre marcado por uma contagiante boa disposição colectiva e devidamente documentado por muitas fotos - neste particular, Falcao foi o mais activo -, o passeio serviu ainda para os jogadores sentirem o ambiente da capital russa. "Está muito frio", atirou Hulk, enquanto Souza se recusava a tirar as mãos dos bolsos. O pior é que nem estava: os termómetros apontavam, naquele momento, para os cinco graus, quando hoje, à hora de jogo, são esperados -10...
No entanto, ainda havia uma história escondida naquele passeio. Helton foi o único a ter uma companhia especial; não se sabe muito bem de onde, surgiu um rapaz russo, que fez questão de o acompanhar para todo o lado, ao mesmo tempo que lhe foi explicando todos os pormenores guardados pela Praça Vermelha. Mais: afirmou-se um profundo conhecedor da música produzida pelo guarda-redes e um apreciador incondicional das suas guitarradas, tendo-lhe até oferecido um livro com "novos acordes". "Depois tenho de traduzir isto. Está em russo", contou o brasileiro, por entre um sorriso tímido proporcionado pelo momento inesperado.

As montras mais caras do mundo

Moscovo é umas cidades mais caras do planeta, mas a comitiva portista não perdeu a oportunidade de dar um salto ao majestoso centro comercial que fica na zona da Praça Vermelha para espreitar as montras.

in "ojogo.pt"

Jogo de palavras entre Benfica e F. C. Porto aquece ronda da Liga Europa


Braga, F. C. Porto e Benfica jogam, quinta-feira, a primeira-mão do futuro na Liga Europa. Do frio da Rússia a Portugal, o futebol aqueceu fora de campo, com a troca dura de palavras entre dirigentes de "águias" e "dragões". Jogos começam às 18 horas.
F. C. Porto e Sporting de Braga são os primeiros a entrar em acção, quinta-feira, na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, ambos às 18 horas. Na Rússia, os dragões enfrentam temperaturas negativas e um CSKA que ainda não perdeu na competição.
As previsões apontam para uma temperatura a rondar os sete graus negativos, mas André Villas-Boas desvaloriza a questão. "O frio não é problema, não está assim tao mau e não serve para atribuir um favorito", disse o treinador portista durante aconferência de Imprensa de lançamento do jogo, às 18 horas, com transmissão na SportTv 1.
De partida para Moscovo, Pinto da Costa deixou um recado ao rival de Lisboa, considerando que "o Benfica não está acima da lei". Mais do que as declarações do líder portista, foram três letrinhas apenas que levaram resposta vermelha.
"A palavra Lei na boca desse senhor devia ser impronunciável. Estamos a falar de alguém, e é bom fazermos aqui um exercício de memória, que foi condenado por corrupção activa pela justiça desportiva. Nós estamos a falar de alguém que foi acusado e só não foi condenado pela justiça civil porque esta não o entendeu, não considerou as escutas como meio de prova, escutas em que fica exposto uma rede de favores sexuais, corrupção, tráfico de influências", referiu João Gabriel, director de comunicação do Benfica.

in "jn.pt"

Raul Meireles: «Final Liverpool-F.C. Porto seria perfeita»

Médio do Liverpool defronta o Sp. Braga na Liga Europa


As saudades já apertavam e Raul Meireles está feliz por poder voltar a jogar num relvado português. Mas perfeito, perfeito era defrontar o F.C. Porto. De preferência na final da Liga Europa. 

«Chegar ao jogo decisivo é um sonho e se for com o Porto ainda melhor. Isso seria a cereja no topo do bolo. Mas ainda estamos muito longe», referiu o médio do Liverpool, na conferência de imprensa de antevisão ao duelo com o Sp. Braga.

«Estudámos o Braga e sabemos que é um opositor difícil. Conheço bem a equipa. Tem comprovado a sua qualidade nos últimos anos, o Domingos está a fazer um bom trabalho e tem um plantel excelente», começou por dizer o médio internacional português, que até serviu de espião ao longo dos últimos dias.

«Sim, é verdade. Falei com o meu técnico sobre o Sp. Braga. Disse-lhe que no ano passado conseguiram o melhor lugar de sempre e ficaram à frente do F.C. Porto. Este ano têm o mesmo treinador e jogam da mesma forma.»

«Estou num dos melhores clubes do mundo» 

Raul Meireles sente-se «realizado» em Inglaterra. A adaptação não podia ter sido melhor e o ex-jogador do F.C. Porto sente ter escolhido «um dos melhores clubes do mundo» para prosseguir a sua carreira. E nem os golos faltam. Nos últimos dois meses, Raul marcou cinco vezes. 

«Estou muito feliz. As coisas estão a correr-me bem em Inglaterra. Tento fazer sempre o mesmo tipo de trabalho. O mais relevante é ver a equipa ganhar. Se marcar, tudo bem, fico feliz. Com o Kenny Dalglish jogo numa posição diferente, tenho jogado bem e os golos têm surgido.» 

Sem Steven Gerrard disponível, Raul Meireles volta a ser a principal referência no meio-campo dos reds. «Os adeptos esperam que a equipa esteja bem. Acima de tudo é isso que importa. Pensamos jogo a jogo e queremos chegar o mais longe possível na Liga Europa. No campeonato também ainda perseguimos uma posição melhor na tabela.» 

in "maisfutebol.iol.pt"

CSKA Moscovo-F.C. Porto (antevisão): uma tradição para manter

Dragões sem derrotas e sem golos sofridos contra os russos


De Moscovo chegam boas sensações. Será abaixo de zero que o F.C. Porto vai tentar trilhar o caminho da passagem aos quartos-de-final da Liga Europa. Num terreno conhecido, de boas memórias, mas com uma equipa que se conhece como poucas no futebol europeu.

A grande diferença entre os emblemas está, sobretudo, na troca de protagonistas. O F.C. Porto venceu nas duas vezes que se deslocou à capital russa. Em 2005, foi McCarthy a selar o triunfo. Dois anos mais tarde, a parada dobrou, com golos de Quaresma e Lucho. Factor comum? Nenhum deles mora no Dragão. Aliás, apenas Helton e Fucile já enfrentaram os russos de entre os jogadores portistas. Do outro lado, o cenário é diferente. Do onze titular em 2007, só Zhirkov, Krasic, Daniel Carvalho e Dudu Cearense já não estão na equipa. Há, portanto, um núcleo que se conhece muito bem.

Villas-Boas sabe disso e destacou-o na antevisão. Mas conhece também os números do duelo. O F.C. Porto nunca perdeu com os russos e nem sequer sofreu um golo. Manter, novamente, a baliza inviolável será meio caminho andado para seguir em frente. Depois, é quebrar a «malapata» interna. 

É que nas duas recepções ao CSKA, o nulo prevaleceu. Pelo meio, muitas oportunidades de golo perdidas...a lembrar a recepção ao Sevilha. Daí que o jogo da primeira mão, como na eliminatória anterior, possa ter peso relevante nas contas finais. Deixar a Rússia em vantagem será ouro sobre azul.

Azar com F.C. Porto, sorte com Benfica e Sporting

Há, depois, um pecúlio a manter. O F.C. Porto venceu todos os jogos que disputou fora de portas na Liga Europa. Pela margem mínima em Sófia. Resistiu, com dez, à armada do Besiktas. Passeou classe no gélido, mas saudoso, Estádio do Prater. Aproveitou os deslizes alheios na, também nostálgica, cidade de Sevilha. A próxima batalha terá um pouco de tudo. Dificuldades, boas recordações e frio. Muito frio.

O CSKA tem em comum com o F.C. Porto um jovem timoneiro. Leonid Slutsky só tem mais seis anos que Villas-Boas, mas já leva dez como técnico principal. O percurso na Liga Europa é imaculado. Dez jogos, oitos triunfos e dois empates. Na fase de grupos o trajecto foi em tudo igual ao da equipa portuguesa. Só o Zenit, que venceu todos os jogos, fez melhor.

Agora, dá-se a colisão. Os dragões querem transformar as boas memórias e repetir a tradição. Os russos querem mostrar ao F.C. Porto o veneno que já deram a provar a Benfica e Sporting em anos recentes. Ambas na Taça UEFA. E aos leões, custou o título. 

Equipas prováveis:

CSKA MOSCOVO: Akinfeev, V. Berezutski, Ignashevich, Nababkin e Shennikov; Aldonin, Mamaev, Dzagoev e Honda; Vagner Love e Doumbia.

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Fucile; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Varela, Falcao e Hulk.

in "maisfutebol.iol.pt"

Villas Boas continua a ser falado em Itália

O desempenho do FC Porto não tem passado despercebido por essa Europa fora e não são apenas os jogadores a despertar o interesse de clubes do Velho Continente. Também o treinador está a ser analisado à lupa e, de Itália, surge mais um pretendente. 

O Génova pretende substituir o actual treinador no final da temporada e a fotografia do eleito para render Davide Ballardini aparece na capa da edição desta quarta-feira do Tuttosport: André Villas Boas é o favorito para comandar a equipa onde militam os portugueses Eduardo e Miguel Veloso.

O clube genovês tem, no entanto, concorrência de peso na corrida pelo treinador portista, uma vez que Juventus e Roma foram igualmente apontadas como interessadas nos serviços no jovem técnico.


in "abola.pt"