segunda-feira, 4 de abril de 2011

Belluschi: «É o melhor momento da minha carreira»

Belluschi, jogador do F.C. Porto, depois da vitória sobre o Benfica (2-1), que permitiu antecipar a festa do título em pleno Estádio da Luz:

«É o melhor momento da minha carreira, agradeço ao treinador e aos meus companheiros por tudo isto. É um prémio justo para todo o grupo, por tudo o que fizemos, merecemos este campeonato»

[Foi o melhor título da sua carreira, pela forma como foi ganho?]
«Sim, já tinha sido campeão na Argentina, no clube onde cresci (Newells Old Boys), mas este, em casa do maior rival de sempre, a cinco jornadas do fim, com tanta diferença de pontos, é um título inesquecível, poucos jogadores o conseguiram».

[Como foi aquela festa às escuras e com água?]
«Ficámos mais felizes do que estávamos, porque isso quis dizer que eles não queriam que fossemos campeões aqui. Fizeram tudo o que era possível para não nos deixar comemorar quando o jogo acabou. Não nos deixaram ir para o balneário, mas comemorámos entre nós. Foi inesquecível».

[Daqui a quinze dias estão de volta, mas com uma diferença de dois golos. Acredita que pode voltar a festejar?]
«Claro que sim, podemos recuperar, mas agora o mais importante é festejar esta vitória e começar a pensar no jogo de quinta-feira com o Spartak Moscovo e acabar a liga sem derrotas que também seria histórico. Temos muitas coisas para fazer até ao final da época».


in "maisfutebol.iol.pt"

PORTO CAMPEÃO a cinco jogos do fim é recorde pessoal

Faltam cinco rondas para o fim da Liga e o F.C. Porto já é campeão nacional. Isto é um recorde pessoal para o emblema azul e branco. A anterior melhor marca do emblema azul e branco cifrava-se no título a quatro jogos do epílogo do campeonato. Isso sucedera nas temporadas 1991/92 (o técnico era Carlos Alberto Silva), 1995/96 (Bobby Robson), 2002/03 (José Mourinho) e 2007/08 (Jesualdo Ferreira).

Ainda assim, o recorde absoluto continua nas mãos do Benfica orientado por Jimmy Hagan. Na época 1972/73, o emblema da Luz cilindrou a concorrência e garantiu o campeonato nacional a sete jogos do fim. Eusébio marcou 40 golos e o segundo classificado (Belenenses) acabou a 18 pontos. 


in "maisfutebol.iol.pt"

Villas-Boas, sem dúvida

Treinador é a figura da temporada portista


André Villas-Boas, 33 anos, campeão.

Ele próprio, o treinador do FC Porto, previu o que vai passar-se. Nós, os jornalistas, vamos analisar o título e iremos elegê-lo como figura principal. É muito provável que tenha razão.

Villas-Boas, na conferência do título, procurou retirar peso a esta versão da história. Falou no grupo, na estrutura, no talento dos jogadores, no presidente. Foi inteligente e provavelmente sincero, até porque no futebol ninguém ganha sozinho.

Mas, dito isto, é evidente que André Villas-Boas é a figura do ano portista. Pelo menos para mim. Não apenas por ser o treinador que devolve a festa ao Porto, o que já não seria pouco, mas essencialmente por ter construído uma equipa que sabe estar e sabe jogar. 

Villas-Boas, no primeiro ano a tempo inteiro como treinador principal, deixou uma imagem de competência, carácter e paixão. Como se viu esta noite, na sala de imprensa da Luz, acumula a função de técnico com a de adepto do clube, o que dá uma mistura invulgar. Por vezes excessiva, quase sempre curiosa, até divertida.

Para o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, Villas-Boas era obviamente uma escolha delicada. Também ele está de parabéns, apesar de esta coisa de fazer opções arriscadas para o banco não ser sinónimo, só por si, de dirigente de grande visão. Vale e Azevedo, com Mourinho, ou Soares Franco com Paulo Bento são exemplos recentes que sabemos como terminaram.

Dito isto, resta dar os parabéns a André Villas-Boas, o último dos bons treinadores que o futebol português tem produzido. Bem os merece.

in "maisfutebol.iol.pt"

Fucile: «Este título fica na memória e na história»

Jorge Fucile, jogador do F.C. Porto, comenta o título de campeão português conquistado em pleno Estádio da Luz (1-2):

«Este título tem um sabor diferente. Não é sempre que se consegue assim. Fica na memória e na história.»

[sobre a festa com luzes apagadas e sistema de rega accionado] «É normal. Não queriam que festejássemos no campo deles. O Benfica fez o que pôde, mas fomos superiores.»


in "maisfutebol.iol.pt

FC Porto Campeão 2010-2011 !!!

Futre e Dito explicam sucesso portista

PRIMEIRO TERÇO DA LIGA DETERMINANTE


Paulo Futre e Dito, ambos antigos futebolistas de FC Porto e Benfica, comungam da ideia de que o primeiro terço do campeonato foi determinante para a vitória dos Dragões na Liga portuguesa de 2010/11.
As quatro derrotas sofridas pelo Benfica nas dez primeiras rondas, entre as quais a goleada no Estádio do Dragão (5-0), permitiram ao invicto FC Porto assumir a liderança com 10 pontos de vantagem sobre o rival.
"O início do campeonato foi fatal para o Benfica. Embora não se possa dizer que se ganham títulos à 10.ª jornada, já faz sentido dizer-se que se perdem", defendeu Dito, que jogou pelos encarnados em 1986/88 e pelos azuis e brancos em 1988/89.
Paulo Futre considera que o arranque do Benfica na prova foi "um pouco confuso" e recordou a polémica levantada em torno do novo guarda-redes do Benfica, o espanhol Roberto, que demorou a justificar os milhões gastos na sua aquisição.
"O Roberto estava submetido a uma pressão enorme, mas provou que é um grande guarda-redes", reconheceu Futre, considerando que os lisboetas se "distraíram um pouco com situações por definir, como a saída de David Luiz".
Dito admitiu que no início da época foi notória a ausência de alguns jogadores que deixaram o Benfica, como Di Maria e Ramires, e os problemas do treinador Jorge Jesus em disfarçar carências e encontrar soluções.
Ainda de acordo com Dito, o Benfica "terá pago um bocadinho a fatura da saída desses jogadores", de "ter demorado ainda um pouco a acertar com os seus substitutos" e "em tirar o máximo de rendimento dos reforços".
Futre considera que "a regularidade nas várias provas, em que a exceção é a derrota sofrida em casa com o Benfica (0-2)" para a Taça de Portugal, foi a imagem de marca da "consistente" equipa dos "Dragões".
"O FC Porto nunca teve uma quebra e nunca baixou o ritmo. Foi muito regular, em todas as principais competições", sublinhou Futre, que envergou a camisola dos Dragões entre 1984/85 e 1986/87 e a dos encarnados em 1992/93.
Para Dito, o FC Porto "mudou pouco na sua estrutura", em relação à última época, e surgiu "com um futebol algo diferente, a privilegiar a posse de bola e com o médio brasileiro Fernando mais ligado à equipa do que à defesa".
O avançado brasileiro Hulk foi, para o antigo defesa, o principal desequilibrador do FC Porto, porque, "quando a equipa não estava ainda consolidada, fez a diferença e ganhou jogos, mesmo sabendo que ninguém ganha jogos sozinho".
Tanto Dito como Futre reconhecem que, após o início desastroso do campeonato - com três derrotas nos quatro primeiros jogos -, o Benfica melhorou significativamente, como atesta a série de 11 vitórias consecutivas na Liga, apenas interrompida em Braga (2-1), à 22.ª jornada.
"A partir de outubro tivemos um grande Benfica", frisou Futre. Para Dito, a formação encarnada, "algo perra" de início, só com a adaptação do médio argentino Gaitán, contratado na defesa, é que conseguiu "apresentar um futebol em profundidade e a toda a largura".
in "record.pt"

Pinto da Costa: «O que aconteceu foi uma vergonha»

PRESIDENTE CRITICA RIVAIS DO BENFICA


O presidente Pinto da Costa comentou o título conquistado pelo FC Porto, voltando a criticar o rival Benfica.
"Ainda não recebi qualquer mensagem de parabéns por parte do Benfica. Mas também de quem apaga a luz e põe a rega a funcionar logo após o jogo...seria de estranhar é que fossem capazes de dar os parabéns a alguém... Festejar o título às escuras foi inédito, giríssimo e inédito."
"Já recebi mensagens de Angola, de Venuzuela, do Brasil e um pouco por todo Mundo, e todos me disseram que foi uma vergonha completa o que se passou na Luz após o final do jogo. Mas as ações ficam por quem as faz. Felizmente todo o mundo viu..."
“Dedico o título à minha família. Mas quero fazer duas distinções. Uma a Pôncio Monteiro, que teve sempre ao meu lado, e que infelizmente não pode estar aqui, mas de certeza que estará feliz... E outra, ao Pedroto, que disse numa homenagem de que havíamos conquistar o campeonato em sua honra. Palavra de desprezo para alguns imbecis que na televisão que gozaram com a minha vontade de querer dedicar-lhe esta conquista.”
"O segredo foi termos sido estimulados por alguns palhaços que fazem alguns comentários semanalmente na comunicação social, e que não dão mérito ao FC Porto, nem mesmo depois dos 5-0. Devem ter vergonha com o que dizem e deviam deixar essas maldicências e maldizeres para Pravda e Kasparov."
in "record.pt"

Villas-Boas: mestres da táctica e a relação fria com Mourinho



André Villas-Boas comenta a conquista do título na Luz, após a vitória sobre o Benfica, neste domingo, na 25ª jornada da Liga. O treinador do FC Porto surgiu na sala de imprensa molhado e de cachecol no pescoço: 


[Segredo do sucesso] «Não vivo na ilusão da liderança ditatorial, o jogo tem coisas tão fáceis de compreender, não há nada de oculto no futebol, não há mestres da táctica, futebol resume-se a talento individual e colectivo, limito-me a encaminhar os jogadores, a liderar um grupo como este. Se calhar outra pessoa aqui fazia a mesma coisa, mérito total dos jogadores, numa filosofia em que defendemos a cultura do futebol português e do futebol bem jogado.»

[Campeão noutro país?] «Em Portugal. Tenho 33 anos e acabei de aterrar no mundo do futebol. Fiz parte de uma equipa técnica de grande sucesso, devo muito ao Mourinho, que me encaminhou numa série de conhecimentos, devo-lhe muito, mas também lhe dei muito da minha competência e profissionalismo. Não é mentira que a relação esfriou um pouco. Agradeço à minha equipa técnica, somos todos muitos jovens, o Vítor deu um salto do Santo Clara para cá, o Mário veio comigo da Académica, o Pedro Emanuel é um treinador- capitão, ajuda-me na liderança, é o sustento de muitos jogadores que sentem as suas palavras, e o Daniel que também trouxe da Académica e é um irreverente como eu.»

[Mas em que país quer voltar a ser campeão?] «Nem penso nisso sequer.»


in "maisfutebol.iol.pt"

domingo, 3 de abril de 2011

Pinto da Costa dedica título a Pôncio e a Pedroto

Pinto da Costa, presidente do F.C. Porto, quis dedicar o título a duas personalidades ligadas ao emblema portista. Os dragões venceram no reduto do Benfica:

«Queria dedicar ao Pôncio Monteiro, um amigo de todas as horas. Não pode estar aqui mas de certeza que neste momento está feliz. Dedico também a Pedroto. Há um ano, não prometi, mas disse-lhe que haveria de lhe dedicar uma vitória no campeonato. Fizemos tudo mas não conseguimos. O meu desprezo vai para alguns imbecis que gozaram com essa dedicatória.»

Sobre o final do jogo: «Apagar de luzes e esta rega a que a nossa equipa foi forçada. Já recebi chamadas de Venezuela, do Brasil e de Angola, de pessoas a dar os parabéns e a dizer que era uma vergonha, não só para o clube da casa, mas sim para o futebol português o que estava a acontecer. Com entre os dois maiores clubes, é possível o entendimento. Mas com pessoas como estas que desligam a luz e ligam a rega¿ Felizmente, todo o mundo viu.»

Vai ser difícil não vender jogadores? «Eu não vendo jogadores. Tenho de estar preparado. Se o Hulk, por exemplo, que tem cláusula de rescisão, e que ele quiser sair, veremos. Não venho dizer que só saem pela cláusula para depois os vender em saldos.»

E segurar Villas-Boas? «Segurar? Não percebo a pergunta. Se pensar que o Villas-Boas é uma pessoas séria, que honra os seus contratos e sobretudo a sua palavra, não vejo razão para a pergunta»


in "maisfutebol.iol.pt"

Villas-Boas: «Somos a melhor equipa finalmente?»

André Villas-Boas comenta a conquista do título na Luz, após a vitória sobre o Benfica, neste domingo, na 25ª jornada da Liga. O treinador do FC Porto surgiu na sala de imprensa molhado e de cachecol no pescoço: 

«Temos pouco champanhe, já acabou, temos de comprar mais.»

[Sobre o título] «Foi-se criando uma ideia de uma única equipa em Portugal, profecias deitadas ao longo da época. Não é nada de novo. Tenho um grupo fantástico, um talento inacreditável nas minhas mãos, são eles que me levam ao sucesso, são eles que me permitem com esta idade ser campeão nacional. É a constatação da realidade. Somos o melhor ataque, a melhor defesa, quem vive na realidade e quem vive na fantasia?»

«Mantivemos sempre a nossa identidade, tivemos maior número de remates, viemos com o 4x3x3, se é o de Jesualdo, óptimo, porque ao fim de três anos ainda não o perceberam, a identidade do FC Porto é esta, uma cultura de posse e cultura de toque, o futebol do Benfica é a vertigem da velocidade.»

«Agradecemos ao Coentrão pela frase mítica, do queremos marcar muitos golos, fiz a minha apresentação com uma fotografia do Benfica campeão.»

«Não é só uma transição do futebol português, o FC Porto lança-se num novo ciclo de campeonato, um campeonato neste estádio não acontecia há 70 anos, o Benfica teve essa possibilidade, não aconteceu, acontece aqui.»

«Vamos festejar forte porque merecemos, tudo pode acontecer [na Liga Europa], o Spartak goleou o Ajax, vem da Liga dos Campeões e sonha com o troféu. Temos competência para passar.»

«Benfica tinha ausências de jogadores importantes, se foi gestão ou lesão não sei, sabiam do impacto que podia ter uma vitória nossa aqui, correram esse risco e acho que no jogo da Taça tudo pode acontecer.»

«Agradeço a este grupo fantástico, há mérito de muita gente, não meu, eu apenas guio o caminho.»

«Vivemos na realidade e o FC Porto é a melhor equipa finalmente ou vivemos na irrealidade?»

«Cruzámo-nos ao intervalo e, com muito respeito, Jorge Jesus cumprimentou-me. Tenho respeito absoluto pelo Jesus, pela agressividade das suas equipas e pela sua competência.»

«Final da Liga Europa entre Benfica e FC Porto? Para já tenho de ganhar ao Spartak, não sei se é tão fácil [haver um Benfica-FC Porto].»

«Temos 24 jogadores no plantel, muitos que anseiam por novas oportunidades e merecem, tem sido uma época fantástica, com poucas lesões, a de Emídio Rafael mais grave, muita disponibilidade, muita competitividade, há gente que merece mais.»

«Se calhar foi tudo culpa das primeiras quatro jornadas, em que o FC Porto foi levado ao colo.»

«Adepto portista sempre fui, estive aqui no terceiro anel, no antigo estádio, sentado sozinho, porque estava a fazer um estágio em Lisboa, comprei bilhete, sentei-me junto dos benfiquistas e lembro-me dessa vitória histórica do António Oliveira.»


in "maisfutebol.iol.pt"

FC Porto. Um campeão às claras contra um Benfica às escuras

O campeonato acaba como começou. Para quem não se lembrava, o Benfica tem um guarda-redes que se chama Roberto, espanhol bipolar capaz de defesas incríveis e frangos do outro mundo. O início da temporada tinha dado a conhecer a sua pior faceta - Roberto foi principal protagonista naquela fase de derrotas consecutivas que hipotecou o campeonato - mas o final voltou a defini-la. E de que forma! O mais caro guarda-redes da história do Benfica marcou um golo na própria baliza (pior do que muitos frangos, porque desviou um cruzamento de Guarín) e com aquele lance, logo aos nove minutos, puxou para si a cruz da perda do campeonato. Será que alguma vez se vai livrar dela? Os benfiquistas devem desejar que sim, mas também deviam esperar que a equipa fosse capaz de olhar o FC Porto olhos nos olhos e jogar no meio-campo adversário, a pressionar, de forma consistente, como fazia na época passada. Sim, porque ontem à noite o onze de Jorge Jesus não sofreu apenas o azar do guarda-redes que tem, sofreu com a asfixia imposta pelos dragões, que entraram posicionados em cima da área encarnada, sem dar espaço para respirar, com Guarín a cavalgar o meio-campo e João Moutinho a ajudar à festa; Hulk lançou-se para cima de Fábio Coentrão (sem fazer estragos mas a não deixar estragar) e Varela brincou com Airton, porque o médio não tem pedalada para fazer de Maxi Pereira (lesionado). A isso tudo juntou-se uma defesa incapaz de errar de forma grave, ao contrário da que estava do outro lado. Depois, o meio-campo defensivo do Benfica era pouco mais do que Javi García e, com Aimar, Salvio e Gaitán entalados malha azul e branca, não havia tempo ou espaço para construir. A solução era o passe bombeado, ou seja, era entregar a bola ao adversário, para desespero de Jara (Cardozo ficou no banco) e Saviola.
Com aquela obra-prima de Roberto, o FC Porto, que entrou melhor, tinha tudo gerir o jogo e fazer a inédita festa no Estádio da Luz. Estava certo. A surpresa foi o Benfica arrancar um penálti logo de seguida (Otamendi cometeu mesmo falta sobre Jara?) e empatar o jogo. Menos mau. Teríamos uma reviravolta? Não, porque apesar de os encarnados subirem no terreno (e na qualidade ofensiva), os dragões responderam logo com o 2-1, golo de grande penalidade convertida por Hulk, depois de... Roberto, quem mais, fazer a típica falta (sobre Falcao) de um guarda-redes que vive fora de tempo. Antes do intervalo, Saviola teve uma boa oportunidade e o jogo virou para uns últimos 15 minutos de equilíbrio, onde apenas se viu Roberto defender (tremido) um remate de Guarín.
Na segunda parte, Jorge Jesus lançou César Peixoto (o início do fim de Aimar?) e Cardozo (estaria a ser poupado para a Liga Europa?), mas a intensidade baixou. Foi como se o resultado fosse imutável, parecia que ninguém acreditava ser possível a reviravolta. Os jogadores do FC Porto é que não a queriam, claro, e tiveram três bolas de golo, uma delas desperdiçada de forma inacreditável por Falcao, que foi isolado para a baliza como se não existisse defesa do Benfica. A noite voltaria a animar com a expulsão de Otamendi (dois amarelos espremidos, o do penálti e o da obstrução a Cardozo) e em superioridade numérica o Benfica teria ascendente. Cardozo e Coentrão tiveram o golo na cabeça, Salvio atirou ao poste, mas todos falharam.. Quem sabe, seria o empate caseiro mais saboroso da história do Benfica, mas afinal foi um dos títulos mais festejados do FC Porto, porque a última vez que tinha acontecido na casa do Benfica foi em 1939/40. É histórico, mas há mais. O FC Porto segue sem derrotas na Liga e apesar de ontem alguém ter desligado a iluminação do estádio da Luz, no momento da festa, mais uma vez passeou a superioridade às claras.

in "ionline.pt"

A festa do campeão em lisboa (video)

Pinto da Costa: «Apagaram-se as luzes e ficaram as trevas»

PRESIDENTE IRÓNICO APÓS CONQUISTA DO TÍTULO


O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, comentou desta forma o título portista.
"Vencer um campeonato é sempre uma sensação de muita emoção e já ganhei tantos...Agora ser na Luz ou noutro sítio, para mim era absolutamente indiferente."
"Apagou-se tudo...até a luz. Foi uma vitória total dentro do campo, com um critério de arbitragem como todos viram. Para a vitória ser mais completa, apagou-se a luz e ficaram as trevas", continuou.
“Qual o segredo para o FC Porto ser campeão? Foi tudo sorte. O Benfica é realmente uma grande equipa...", frisou
in "record.pt"

FC Porto Declarações !!!

Moutinho: «Depois de tudo, sabe muito bem»


João Moutinho, em declarações no relvado da Luz logo após a vitória sobre o Benfica:

«Depois de tudo o que aconteceu, sabe muito bem.»

[Tinha dito que vinha para ganhar títulos...] «É o que se está a ver»

Hulk: «Objectivo é ser campeão invicto»


Hulk, avançado do F.C. Porto e autor do golo que deu o título à equipa, em declarações à Sport TV no final da vitória no Estádio da Luz:

«O golo foi importante para o nosso objectivo. Sabíamos a equipa que enfrentávamos uma grande equipa, mas tivemos humildade. A equipa toda está de parabéns, não só eu e o Guarín, que marcámos, mas todos. Estive sempre tranquilo neste regresso à Luz. Sabiamos que se fizéssemos o nosso jogo íamos ganhar. Tivemos oportunidades de fazer três ou quatro golos. Desde o início da época que desvalorizaram o nosso grupo, mas não temos que falar para ninguém mais além da nossa direcção e dos nossos adeptos. Estamos todos de parabéns por conseguir este campeonato.»

«Conseguimos o campeonato que era o mais importante, agora não podemos facilitar no que falta. O objectivo é tentar ser campeão invicto. Temos de pensar na Liga Europa, também, que temos hipóteses e ainda há a Taça de Portugal.»

Varela: «É a primeira vez que conquisto este título»

Varela, avançado do FC Porto, no final da vitória sobre o Benfica, neste domingo, na Luz, ainda no relvado, e que deu o título nacional aos dragões:

«É a primeira vez que conquisto este título, a equipa está de parabéns. Uma equipa como o FC Porto tem sempre de pensar alto e conquistar o máximo de títulos possíveis.»


in "maisfutebol.iol.pt"

Helton: «Os nossos resultados falam por si...»

Helton, em declarações no relvado após a conquista do título:

«Lutámos muito, sofremos bastante e agora é desfrutar. Sendo na casa do rival, acho que vocês ainda podem dizer ...Os nossos resultados falam por si. Não precisamos falar muito.»



Alvaro Pereira: «É especial, é o meu primeio campeonato»


Alvaro Pereira, em declarações no relvado da Luz, reproduzidas pela Sport TV:

«Para mim é especial, é o primeiro campeonato da minha carreira. Demonstrámos dentro do campo a nossa força. Isto é o porto. Acho que é justo o título. Os resultados comprovam-no»

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto conquista o seu 25º campeonato

Passagem de testemunho: título assegurado na Luz


O F.C. Porto conquistou o seu 25º título de campeão nacional. Os «dragões» sucedem ao Benfica e aproximam-se do velho rival, que tem 32, no total de troféus da Liga. Uma tendência acentuada nos últimos anos. Basta ver a última década: sete conquistas para o F.C. Porto em 10 campeonatos.

Numa análise mais minuciosa, é evidente o domínio encarnado entre as temporadas 1959/60 e 1976/77 (14 títulos em 18 possíveis), ao que se seguiu uma parcela de tempo de equilíbrio com o F.C. Porto. Os dragões pulverizaram a concorrência a partir da época 1984/85: 17 campeonatos ganhos em 26 edições.

O período dourado do Sporting, que soma 18 títulos, coincide com a fase áurea de Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travaços e Albano, «Os Cinco Violinos». Os leões foram sete vezes campeões em oito anos: 1947 a 1954. Desde então - há mais de meio século - o clube não mais conseguiu vencer dois campeonatos consecutivos.

Os dois intrusos nesta galeria de notáveis continuam a ser o Belenenses e o Boavista. Os homens do Restelo sagraram-se campeões nacionais em 1945/46, sustentados na intransponibilidade das inesquecíveis Torres de Belém: Capela, Feliciano, Vasco e Serafim das Neves. 

O ano da pantera eclodiu no início do século XXI. Jaime Pacheco liderou o seu esquadrão de duros - Litos, Pedro Emanuel, Sanchez, Petit... - à vitória no campeonato de 2000/01. 

Lista de vencedores

Sport Lisboa e Benfica, 32 títulos
Futebol Clube do Porto, 25
Sporting Clube de Portugal, 18
Clube Futebol Os Belenenses, 1
Boavista Futebol Clube, 1

Campeonato da I Liga

1934/35,F. C. Porto
1935/36Benfica
1936/37Benfica
1937/38Benfica

Campeonato Nacional da I Divisão

1938/39F. C. Porto
1939/40F. C. Porto
1940/41Sporting
1941/42Benfica
1942/43Benfica
1943/44Sporting
1944/45Benfica
1945/46Belenenses
1946/47Sporting
1947/48Sporting
1948/49Sporting
1949/50Benfica 
1950/51Sporting
1951/52Sporting
1952/53Sporting
1953/54Sporting
1954/55Benfica
1955/56F. C. Porto
1956/57Benfica
1957/58Sporting
1958/59F. C. Porto
1959/60Benfica
1960/61Benfica
1961/62Sporting
1962/63Benfica
1963/64Benfica
1964/65Benfica
1965/66Sporting
1966/67Benfica
1967/68Benfica
1968/69Benfica
1969/70Sporting
1970/71Benfica
1971/72Benfica
1972/73Benfica
1973/74Sporting
1974/75Benfica
1975/76Benfica
1976/77Benfica
1977/78F. C. Porto
1978/79F. C. Porto
1979/80Sporting
1980/81Benfica
1981/82Sporting
1982/83Benfica
1983/84Benfica
1984/85F. C. Porto
1985/86F. C. Porto
1986/87Benfica
1987/88F. C. Porto
1988/89Benfica
1989/90F. C. Porto
1990/91Benfica
1991/92F. C. Porto
1992/93F. C. Porto
1993/94Benfica
1994/95F. C. Porto
1995/96F. C. Porto
1996/97F. C. Porto
1997/98F. C. Porto
1998/99F. C. Porto

I Liga

1999/00Sporting
2000/01Boavista
2001/02Sporting
2002/03F.C. Porto
2003/04 F.C. Porto
2004/05 Benfica
2005/06 F.C. Porto
2006/07 F.C. Porto
2007/08 F.C. Porto
2008/09F.C. Porto
2009/10Benfica
2010/11F.C. Porto

in "maisfutebol.iol.pt"

PORTO CAMPEÃO: Villas-Boas garante feito com 71 anos

Mihaly Siska foi bicampeão com vitória frente ao Benfica em Lisboa


O F.C. Porto repetiu uma façanha com 71 anos. Os dragões foram campeões no reduto do Benfica, tal como aconteceu com a equipa de Mihaly Siska em 1939/40.

O Benfica desperdiçou idêntica oportunidade na época passada, saindo derrotado no Dragão (3-1). Neste fim-de-semana, os encarnados precisavam apenas de um empate para evitar a festa azul e branca.

André Villas-Boas afastou a euforia, contorna a questão mas partiu para o clássico com uma marca inolvidável ao seu alcance. O F.C. Porto só conquistou um título em casa do Benfica, na remota temporada de 1939/40.

Mihaly Siska, figura emblemática da história dos dragões, conduziu a equipa à conquista do bicampeonato. A vitória no Estádio das Amoreiras, em Lisboa (2-3), foi decisiva. Disputava-se a última jornada do campeonato nacional e o F.C. Porto terminou a prova com dois pontos de vantagem sobre o Sporting.

Três exemplos matemáticos

Olhando para os números, restam poucas histórias de confrontos decisivos entre Benfica e F.C. Porto. Sobram algumas oportunidades falhadas, com o orgulho a empurrar os perseguidores para resultados que impeçam consagrações alheias em casa.

Em concreto, com a regra matemática na equação, encontram-se três exemplos de clássicos que valeram títulos.

O Benfica deu o mote na temporada 1936/37, goleando o F.C. Porto na última ronda do campeonato, por 6-0. Os encarnados ganharam o título ao Belenenses, por um ponto, e viriam a conquistar, na época seguinte, o tricampeonato. Os dragões terminaram na quarta posição, atrás do Sporting, numa prova com oito equipas.

Na época seguinte, os encarnados chegaram então ao tri, apesar da igualdade pontual com a formação portista na tabela classificativa. O confronto directo resolveu a questão a favor do Benfica.

Duas marcas de Siska

Em 1938, Mihaly Siska começa a escrever o seu nome na história do F.C. Porto, como treinador. Antigo guarda-redes, um dos melhores naquela época, o húngaro conduziu os dragões ao título nacional, garantido na última jornada, frente ao Benfica.

Segundo as crónicas disponíveis, o clube azul e branco escolheu o Campo da Constituição como palco e festejou com um empate a três golos (3-3), na última jornada, garantindo um ponto de vantagem sobre o Sporting. Os encarnados viram um tento anulado nos últimos minutos.

Mihaly Siska, mais tarde Miguel Siska (aportuguesou o seu nome e por cá ficou, apaixonado pelo país, enterrado na Invicta após um cancro nos pulmões que o vitimou aos 41 anos), festejou com a mesma idade que o actual pretendente ao título: 33 anos, tantos como André Villas-Boas.

Em 1939/40, então, o único troféu conquistado em casa do adversário, na história dos clássicos entre Benfica e F.C. Porto. Os dragões venceram nas Amoreiras (2-3), numa competição alargada repentinamente para dez equipas, e terminaram à frente do Sporting. 34 pontos contra 32.

Pinga e croatas goleadores

O madeirense Artur de Sousa, conhecido com Pinga, era a grande figura da equipa portista, a par de dois jogadores croatas com veia goleadora. Slavkoo Kordnya, aliás, terminou a competição com os mesmos 29 tentos que Peyroteo (Sporting). Franjo Petrak, por seu turno, balançou as redes por 16 vezes. 

De então para cá, nada. Benfica e F.C. Porto não mais festejaram em clássicos. Até este domingo. André Villas-Boas escreveu mais uma página histórica.

in "maisfutebol.iol.pt"

Benfica-F.C. Porto, 1-2 (destaques dos dragões)

Guarín meteu a quinta para a festa


Guarín
Capacidade física e confiança em níveis máximos, a assumir-se como verdadeiro pulmão da equipa. Forte na recuperação defensiva e capaz, depois, de ser o transportador da bola para o tridente ofensivo. Inaugurou o marcador logo ao minuto nove, conseguindo assim elevar para cinco o número de jogos consecutivos a marcar, de dragão ao peito. Está também na génese da jogada do segundo golo portista, com o passe para Falcao, que acaba derrubado por Roberto. Na segunda parte esteve um pouco mais apagado, mas sem manchar a nota que tinha justificado no primeiro tempo.

Falcao
A mobilidade que lhe permite receber a bola longe da área e mais tarde aparecer em zona de finalização foi sempre um problema para Sidnei, o central benfiquista que mais teve de lidar com o avançado colombiano do F.C. Porto. Falcao conquistou a grande penalidade que deu à sua equipa o segundo golo do jogo, e podia ter marcado ele próprio no segundo tempo, mas aí mostrou-se perdulário. Dispôs de três boas ocasiões para marcar, mas em duas delas permitiu a defesa de Roberto (47 e 57m), e depois atirou ao lado, quando aparecia isolado (61m).

Hulk
A figura do novo campeão já teve noites de maior preponderância, mas não sabe jogar mal. Coloca sempre a defesa contrária em sentido, e o quarteto benfiquista não foi excepção. Coentrão não se intimidou, mas também nunca ficou descansado quando embalou para o ataque.

RolandoExibição plena de solidez, a comandar o último reduto portista. Atento às dobras a Fucile, por força da acção de Coentrão, resistiu também à exibição mais instável de Otamendi, que acabou por ser expulso, motivando a entrada de Maicon. 

in "maisfutebol.iol.pt"