quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mais rápido do que Kléber só Jardel


A história do FC Porto também é feita de goleadores especiais e Kléber já tem reservado um cantinho especial depois de ter apontado o golo da vitória frente ao Shakhtar Donetsk. Porquê?, perguntará o leitor. Simples: o brasileiro só precisou de 51 minutos para começar a marcar na mais importante competição de clubes a nível mundial; nem Falcao, Lisandro, Benni McCarthy ou, noutros tempos, até mesmo Fernando Gomes conseguiram fazer golos na Champions em tão pouco tempo. No caso do argentino o golo até chegou perto dessa marca, aos 60', mas a estreia oficial só surgiu na quarta jornada da fase de grupos. Ou seja, Lisandro já estava bem mais adaptado à realidade do FC Porto do que Kléber, que tem sido obrigado a perceber a dinâmica de um clube grande com a própria competição a decorrer...
Apesar disso, Kléber marcou no primeiro jogo da Champions - melhor era difícil - e só há um goleador da história do FC Porto que precisou de menos minutos. Quem? Esta também é fácil de adivinhar. Só podia mesmo ser Mário Jardel. Claro. O super-goleador brasileiro precisou de apenas 14 (!) minutos para começar a deixar a sua marca na Liga dos Campeões, e não o fez num estádio qualquer. Estreou-se em San Siro, frente ao Milan, numa das vitórias mais épicas da história do clube. O FC Porto empatava (1-1) e António Oliveira optou por lançar Jardel para o lugar de Barroso, com apenas 61 minutos de jogo; Weah ainda colocou os italianos na frente, mas Jardel precisou de apenas 14 minutos para empatar e 20 para colocar os portistas na frente. O que se seguiu, já se sabe. Golos e mais golos.
Mas, voltando a Kléber, que é o que interessa para o caso, diga-se que o brasileiro tem mais um factor que ajuda a valorizar o golo obtido frente ao Shakthar; Kléber fê-lo com apenas 21 anos, o mais novo de todos estes goleadores referidos aqui no texto, que só começaram a marcar, na melhor das hipóteses, com mais um ano, como são os casos de Jardel e Lisandro. É caso para dizer que Kléber promete.
Falcao

111'
Não deixa de ser irónico: El Tigre deixou a sua marca na Liga dos Campeões logo ao segundo jogo, na recepção ao... Atlético de Madrid. Pois é, o colombiano festejou frente à sua actual equipa e em grande estilo já que facturou de calcanhar, após passe de Hulk. Foi aos 75' desse encontro da segunda jornada de 2009/10. Na primeira fez 36' em Londres, contra o Chelsea e ficou em branco
Lisandro

60'
Na primeira época, Licha jogou pouco na Champions, mas também se pode orgulhar de ter marcado na primeira vez que jogou. Só que precisou de mais nove minutos do que Kléber para o fazer, mas com uma nuance: na altura já estávamos em Novembro - estreou-se apenas na 5ª jornada no empate a um com o Glasgow Rangers - e já tinha nove jogos pelo FC Porto no currículo.

McCarthy
203'
O sul-africano só conseguiu marcar ao quarto jogo na Liga dos Campeões. Ficou em branco com o Partizan, o Real Madrid e o Marselha, mas depois bisou na recepção aos sérvios. Dois golos preciosos na caminhada que só terminaria em Gelsenkirchen.

Jardel
14'
Mais rápido do que a própria sombra, super-Mário saltou do banco em San Siro para ajudar ao triunfo histórico do FC Porto sobre o Milan, em 96/97. Fez dois golos e não precisou sequer de um quarto de hora para deixar uma primeira amostra do que viria a repetir dezenas de vezes pela Europa fora nos anos seguintes.
Fernando gomes

395'
O bibota de ouro será sempre uma referência para os avançados do FC Porto e o internacional português até tem o pior registo: marcou apenas ao 5º jogo europeu, ao gigante Real Madrid, em Outubro de 1979. Mas esses eram outros tempos.

Peçanha

"Vai ser um dos grandes avançados na Europa"

Passou horas a tentar defender remates de Kléber nos treinos do Marítimo e só guarda boas recordações do avançado do FC Porto. Peçanha, guarda-redes do Marítimo, não tem dúvidas em afirmar que os portistas contrataram um grande avançado, daqueles que se preparam para se transformar numa referência quando o assunto são golos. "Confesso que não estou surpreendido com estes primeiros tempos dele no FC Porto. O Kléber é um grande jogador e sabia que a sua afirmação na equipa seria uma questão de tempo. Felizmente, começou a jogar logo e está tudo a dar certo. A equipa também o tem ajudado a marcar, mas estou certo de que dentro de algum tempo ele será um dos grandes avançados na Europa", considerou o brasileiro, que encontra facilmente adjectivos positivos para falar do compatriota. Mais difícil foi encontrar apenas um ponto forte em Kléber. "É um avançado completo e não consigo isolar apenas um aspecto. Tecnicamente é muito bom, é excelente no jogo aéreo, é rápido, e forte... Também é novo, e só tem mesmo de ganhar alguma experiência, porque de resto ele tem tudo para ser uma referência dentro de pouco tempo", concluiu.

Lisandro continua rei no Dragão

Kléber marcou o primeiro golo na Champions, Hulk o terceiro da prova em jogos disputados no Dragão. No entanto, neste ranking muito particular, o líder ainda é Lisandro. O argentino, agora no Lyon, somou sete golos em partidas disputadas caseiras. Curiosamente, são os argentinos quem lidera a lista de melhores marcadores, com o segundo lugar a ser ocupado por Lucho, que marcou por cinco vezes. Segue-se Benni McCarthy, com quatro golos, antes de se chegar finalmente a Hulk, com os tais três golos. No entanto, o brasileiro é o único que ainda se pode aproximar do topo, tendo pelo menos mais dois jogos para o fazer: Zenit e APOEL. Os cipriotas foram o adversário a quem marcou os outros dois golos.

in "ojogo.pt"

DRAGÕES VENCEM ABC DE FORMA CATEGÓRICA (35-19)

O FC Porto Vitalis venceu esta quarta-feira o ABC por 35-19, em encontro da segunda jornada do Andebol 1. Graças a uma grande eficácia no capítulo do remate, quer de primeira (60%) quer de segunda linha (69%), e à excelente actuação dos dois guarda-redes, Hugo Laurentino e Quintana, os Dragões não deram hipótese ao adversário, que nunca esteve na frente do marcador.

Os bracarenses apresentaram-se no Dragão Caixa depois de uma convincente vitória frente ao Sporting, outro candidato ao título. O encontro previa ser duro para o FC Porto, mas a formação da casa demonstrou que os desaires no apuramento para a Liga dos Campeões e na primeira jornada do campeonato foram conjunturais. Mesmo sem Tiago Rocha (suspenso) e Wilson Davyes (lesionado), a equipa mostrou muita saúde.

Até aos 15 minutos da primeira parte, altura em que se registava uma vantagem portista de 8-6, o encontro foi equilibrado. Aos 20 minutos, Quintana entrou para a baliza e defendeu um livre de sete metros, iniciando-se aí a descolagem dos tricampeões nacionais no marcador. Diversificando mais os seus ataques e aproveitando melhor o contra-golpe, o FC Porto atingiu uma vantagem de nove golos ao intervalo (18-9). O último tento foi de Pedro Spínola, num espectacular remate de anca.

No segundo tempo, o ABC nunca pôs em causa a vitória portista e, por volta dos 15 minutos, a vantagem estabilizou à volta dos 15 golos. Obradovic deu descanso a alguns dos atletas mais utilizados e todos tiveram oportunidade de alinhar. O 35.º golo foi o último grande momento da partida, com Quintana a marcar de baliza a baliza. Curiosamente já na época passada, o cubano tinha marcado um tento semelhante ao ABC.

O melhor marcador da partida, com nove golos, foi Ricardo Costa, que curiosamente efectuou o seu primeiro jogo no Dragão Caixa com a camisola azul e branca.

FICHA DE JOGO

FC Porto Vitalis-ABC, 35-19
Andebol 1, primeira fase, segunda jornada
14 de Setembro de 2011
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 701 espectadores

Árbitros: Eurico Nicolau e Ivan Caçador

ABC: Humberto Gomes (g.r.), José Rolo, Fábio Vidrago (2), Tiago Pereira (1), Rui Lourenço (1), José Ricardo Costa e José Pedro Coelho (6)
Jogaram ainda: Bruno Dias (g.r.), Pedro Seabra (3), Mário Peixoto (1), Álvaro Rodrigues «cap.», João Rodrigues, Miguel Sarmento (1) e Nuno Rebelo (4)
Treinador: Carlos Resende

FC PORTO VITALIS: Hugo Laurentino (g.r.), Filipe Mota (7), Dario Andrade (2), Ricardo Moreira «cap.» (2), Pedro Spínola (6), Ricardo Pesqueira e Gilberto Duarte (3)

Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r., 1), Eduardo Filipe (1), Ricardo Costa (9), João Ramos (2), Sérgio Rola, Tiago Silva e Melancic (2)
Treinador: Ljubomir Obradovic

Ao intervalo: 18-9



in "fcp.pt"

James em afirmação plena no Dragão

Entra no segundo ano no Dragão a deslumbrar a crítica e a potenciar fortes ilusões. Estreia na Champions acentuou a perspectiva da afirmação plena a azul e branco. A visão generalizada de um grande futuro para o jovem colombiano.

Quanta fantasia há no jogo de James? Aos 20 anos de idade, o colombiano transfere talento e fortes sinais de maturidade precoce para o futebol da equipa, construindo cumplicidades que o suportam, indiscutivelmente, na montra das primeiríssimas opções de Vítor Pereira, e sem surpresa, diga-se, porque a época passada já tinha oferecido a visão das qualidades do extremo e a perspectiva do crescimento do atacante para o plano que agora começa a atingir.

James prolonga as boas sensações que transporta desde o primeiro dia no Dragão, segue a pista da afirmação suprema na casa azul e branca e impõe-se como um alvo em movimento na Europa. Alinhado como titular no FC Porto, o colombiano tem razões e motivações para acreditar noutra época sensacional, embalado também pela unanimidade das críticas, que desenham sobre o momento do jogador rios de elogios. Não se poupa na adjectivação a James porque, efectivamente, James justifica o que dele se vai dizendo e escrevendo.
a convicção de vítor pereira

«Ainda é um menino», sublinhou, anteontem, Vítor Pereira, protegendo, com lógica, James Rodriguez dos efeitos das euforias que o extremo anda a despertar. Mas o treinador do FC Porto também apontou ao pensamento generalizado, destacando o colombiano como um jogador que «tem muito talento» e exibindo a convicção: «Vai ser um futebolista de nível mundial.»

A estreia na Champions acrescentou mais ilusão à imagem do futebolista. Faltou-lhe o golo que, por exemplo, a barra da baliza do Shakhtar lhe tirou sobre a parte final da partida, um azar numa exibição desconcertante e bem exemplificativa do prazer com que James encara o jogo e também daversatilidade que coloca ao serviço da equipa - desequilibra pelas alas e em posições interiores. 



in "abola.pt"

Moutinho vai em 72 jogos consecutivos nas provas europeias

A carreira europeia de João Moutinho tem sido fulgurante. Estreou-se a 16 de Fevereiro de 2005 pelo Sporting, frente aos holandeses do Feyenoord (2-1), em Alvalade, entrando aos 61 minutos para o lugar de Carlos Martins. Até sair do Sporting, não falhou um jogo da UEFA: 53 presenças entre Liga dos Campeões e Taça UEFA/Liga Europa.

Há pouco mais de um ano ingressou no FC Porto e a história europeia manteve-se intacta: os dragões fizeram, até ao jogo com o Shakhtar, nada menos de 19 jogos e o ex-sportinguista não falhou nenhum. Tem, pois, nada menos de 72 presenças europeias, entre Sporting e FC Porto.

Frente ao Barcelona, na Supertaça Europeia, igualou o benfiquista Humberto Coelho com 71 jogos na UEFA e anteontem, com os ucranianos, saltou para o 9.º lugar na lista de futebolistas com mais jogos europeus por equipas portuguesas. Se jogar os cinco que faltam da fase de grupos da Liga dos Campeões, Moutinho completará 77 jogos, igualando Veloso, partindo do princípio que Luisão já será, nessa altura, o terceiro atrás de Vítor Baía e Jorge Costa. Depois, se continuar a jogar em Portugal, não lhe será difícil chegar-se a este duo.



in "abola.pt"

«Kléber não contava ser titular no FC Porto», diz empresário

O agente Luciano Brustolini reconheceu que o avançado brasileiro Kléber não esperava ser titular na primeira temporada ao serviço do FC Porto.

«Ele não esperava ser titular absoluto no FC Porto. A saída de Falcao foi uma grande surpresa para ele, mas, ainda assim, ele tinha a expectativa de marcar golos, afirmou Luciano Brustolini, em declarações à Antena 1.

O avançado brasileiro, ex-Marítimo, tem estado em destaque no FC Porto e foi crucial frente ao Shakhtar (2-1), dado que apontou o golo que valeu a primeira vitória no Grupo G da fase de grupos da Liga dos Campeões



in "abola.pt"

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

James brilha em ataque jovem: «Espero continuar assim»


F.C. Porto apresentou um dos ataques mais novos da noite da Liga dos Campeões, apenas superado por Genk e B. Dortmund


James Rodriguez é nova pérola colombiana do F.C. Porto. Radamel Falcao saiu, o miúdo cresceu e arranca para uma temporada de grande nível. Frente ao Shakhtar Donetsk, o esquerdino de 20 anos conquistou um penalty (falhado por Hulk) e ofereceu o segundo golo a Kléber.

Ainda a suar, na zona mista do Estádio do Dragão, James respirou fundo para comentar a estreia na Liga dos Campeões. Sem bola, sem adversários por perto, Srna a desaparecer no horizonte depois de ter caído no relvado com uma finta para dentro.

«O Palito (Alvaro Pereira) passou-me a bola, fiz a finta para dentro e vi o Kléber. Acho que foi um lindo golo», começou por dizer, acrescentando de pronto: «Foi uma bela estreia, correu tudo bem. O mais importante era vencer e foi isso mesmo que conseguimos, alcançamos o nosso objectivo.»

O F.C. Porto operou uma reviravolta no marcador. James e Hulk comandaram a orquestra portista. «Nestas Ligas, é importante começar bem e felizmente conseguimos garantir a vitória», frisou.

«Tento sempre estar bem, a cem por cento, oxalá que a equipa continue a ganhar», disse James, desvalorizando a questão sobre o seu melhor momento de forma: «No Banfield, também estive a um bom nível. Acho que também estou agora no F.C. Porto, espero que isso aconteça com todos e que todos possamos ajudar a equipa.»

Os adeptos do F.C. Porto depositam enormes esperanças em James Rodriguez. Este não disfarça a tenra idade, fora dos relvados, mas agiganta-se com a bola nos pés: «Trabalho sempre para estar a um bom nível e espero continuar assim»

Sem Falcao, há espaço mais espaço para brilhar? «O Falcao era muito, muito importante, mas também temos jogadores de grande qualidade neste plantel», responde James.

Kléber é a nova ponta da lança portista, face à saída de Falcao para o At. Madrid. O brasileiro estreou-se com um golo na Champions. Graças a James Rodriguez, claro. «O Kléber agradeceu-me pelo passe para golo. Fico contente por ele, porque continua a marcar golos e espero que siga desta forma», concluiu.

Hulk (25 anos) ficou para liderar um ataque de promessas. Frente ao Shakhtar Donetsk, Kléber (21 anos) e James (20) mostraram a nova face do Dragão. Juntos, formaram um dos ataques mais jovens da noite da Liga dos Campeões, apenas superado por Genk e Borussia Dortmund. Mais uma fornada de talentos milionários no F.C. Porto.



in "maisfutebol.iol.pt"

Colômbia “encantada” com exibição de James Rodriguez


A Colômbia delira com James Rodriguez. A estreia do jovem de 20 anos na Liga dos Campeões não passou ao lado no país natal.
A jogada do segundo golo do FC Porto está ao alcance de alguns predestinados e James “Bond” Rodriguez é um deles.

António Cortés, editor de desporto da RCN Rádio da Colômbia, em serviço especial para a Renascença, dá conta de um estado de euforia em redor do jogador do FC Porto e diz que a selecção principal da Colômbia tem uma camisola reservada com o nome James Rodriguez.
“O momento que o James Rodriguez atravessa está a alegrar muitos colombianos. Ele está a evoluir no FC Porto e teve um excelente arranque de temporada, por isso o novo seleccionador da Colômbia, Leonel Alvarez, vai dedicar mais tempo a observar o James. A Colômbia está encantada e assiste ao sucesso do James como uma rampa de lançamento também para boas exibições na selecção nacional”, garante António Cortés.
O FC Porto está de folga depois da vitória com o Shakhtar. Amanhã inicia a preparação do jogo com o Feirense, da 5ª jornada da Liga Portuguesa.

in "rr.pt"

A análise de JVP | FC Porto-Shakhtar


Força mental foi decisiva

A Liga dos Campeões tem a particularidade de as equipas se enfrentarem olhos nos olhos, jogando para ganhar. São equipas com personalidade, cultura de vitória, constituídas por jogadores de qualidade e experientes, tornando os jogos muito competitivos.
A primeira parte foi disputada, competitiva e relativamente equilibrada. O jogo fica marcado por três momentos: o penálti falhado por Hulk aos 9', o golo sofrido pelo FC Porto, aos 12', e expulsão de Rakitskyi, aos 42'. Os dois primeiros lances foram um duro golpe para o FC Porto, que se podia ter desorganizado e desanimado, complicando um jogo que já de si seria complicado, mas a equipa teve forças para dar a volta por cima, algo que só está ao alcance de alguns. O que mostra que continua a existir um espírito forte e que a cultura de vitória está bem vincada.
Com mais iniciativa e posse de bola, os dragões não conseguiram ter o controlo total, pois o Shakhtar era muito incómodo ofensivamente e o FC Porto não podia perder consistência defensiva, atacando de qualquer maneira. Mas os ucranianos têm uma tendência ofensiva tão grande que às vezes é mais forte do que as necessidades. O Shakhtar não pressionava muito e dava espaço, o que facilitou a vida a jogadores como Hulk e James, fortes no um contra um.
Foi importante passar aquele momento delicado e marcar antes do intervalo. O empate, aos 28', conseguiu tranquilizar o FC Porto, que criou um maior ascendente a partir daqui. Além disso, surgiu a expulsão aos 42', aumentando a confiança para a segunda parte, que acabou por ser muito diferente. O FC Porto sentiu obrigação de atacar mais, já que estava em vantagem numérica, e conseguiu marcar cedo, num grande golo de... James Rodríguez, a que o Kléber deu um toquezinho. O miúdo empregou velocidade e nunca perdeu controlo da bola, nem do posicionamento dos colegas.
Mesmo com 10 e em desvantagem no marcador, o Shakhtar não mudou a forma de jogar e continou a ser perigoso, tanto em bolas paradas como em transições ofensivas muito rápidas. Apesar de dominar e criar oportunidades, o FC Porto não tinha o jogo seguro. Sem marcar o golo da tranquilidade, é o próprio Shakhtar quem mata o jogo, que acaba por ter Chygrynskiy expulso, aos 80'. A partir daí, o FC Porto circulou mais a bola, cansou o adversário e geriu a partida.


Defour em vantagem sobre Belluschi pelo facto de ser reforço para esta temporada

Parece-me que Vítor Pereira olha para o Defour um pouco como para o Moutinho: um jogador dinâmico, que aproveita bem os espaços em termos ofensivos e dá consistência defensiva. Mas creio que Belluschi já demonstrou várias vezes que é capaz de fazer o mesmo. Por isso, acredito que, mesmo tendo em conta a sua qualidade, Defour beneficia de ter sido uma contratação cara do FC Porto. E muitas vezes há tendência para promover uma contratação. Acho que Belluschi melhorou muito nos aspectos defensivos e dá enorme dinâmica e qualidade à equipa.
Ontem, o Belluschi entrou para o lugar do Fernando e não sei até que ponto é que esta troca tenha aumentado o perigo do Shakhtar, pois o Fernando é muitas vezes um tampão que impede essas transições. Talvez tenha sido uma substituição algo arriscada.


James a brilhar, o Hulk habitual

James Rodríguez teve uma excelente estreia na Liga dos Campeões. O lance do segundo golo é muito bom, mas também destaco a postura como encarou o jogo, sendo-lhe indiferente o adversário que tem pela frente. Em relação a ele não há desconfiança: é talento puro e apenas precisa de amadurecer. Destaco também o Hulk, muito importante, sobretudo na primeira parte, tendo marcado um grande golo. Só um jogador com aquelas características e potência teria conseguido um remate assim.


Helton merece ser defendido pelos colegas

Helton teve um lance muito infeliz, que deu o primeiro golo ao Shakhtar e que poderia ter complicado muito a vida do FC Porto. Só erra quem está lá e um erro daqueles aparece muito raramente com o Helton. O melhor que os colegas podiam ter feito era levantar a cabeça e reagir, como fizeram, pois o brasileiro é um colega que merece ser defendido. Ele tem sido muito seguro e tem dado muita motivação à equipa. A mais valia que o Helton dá ao FC Porto é superior à infelicidade que teve ontem.

in "ojogo.pt"

FC Porto um a um


A figura: Hulk

Ferros a dobrar antes de uma bomba indefensável

Esteve em destaque por várias razões. Nos minutos iniciais tentou o golo de fora da área, mas a bola bateu em Defour e acabou na barra. Um azar que se prolongou pouco depois, num penálti. Enganou Rybka, mas teve demasiada pontaria: segunda bola nos ferros em dez minutos. O jogo parecia enguiçado para o Incrível, que, ainda assim, não desanimou e mostrou uma grande força psicológica. Com ela, e com uma dose generosa de força, conseguiu o golo a uns bons 30 metros da baliza. Ou melhor, um golão. Um lance que galvanizou a equipa. Ainda sofreu uma falta na área que não foi assinalada e proporcionou uma grande defesa a Rybka.

Helton | Noite difícil para o experiente guarda-redes. Não segurou um remate aparentemente fácil de Williae "ofereceu" o golo a Luiz Adriano. Uma fífia que tentou compensar, mostrando-se mais seguro em dois remates de longe (Rakitskiy primeiro e Fernandinho depois, defendendo para canto em ambos os lances).

Fucile | Tornou o lado direito bastante ofensivo, mesmo quando o Shakhtar jogava com a equipa completa. Teve uma ou outra perda de bola, mas compensou com grande entrega e muita ajuda aos centrais, como quando evitou em plena área um remate de Luiz Adriano na segunda parte.

Otamendi | Exibição pouco convincente do argentino, sentindo dificuldades no jogo aéreo e no tempo de entrada aos lances. Mesmo com o adversário em desvantagem, a tranquilidade nunca foi plenamente atingida.

Maicon | Merece os mesmos reparos do companheiro. Lutou nas alturas com Luiz Adriano e foi permeável em lances rasteiros.

Álvaro Pereira | Mais uma exibição marcada pelo dinamismo. Defendeu com segurança e partiu para o ataque em velocidade, alimentando os avançados com passes de qualidade. Não estranhou que tivesse sido o uruguaio a iniciar a jogada do segundo golo, com um passe esclarecido para James.

Fernando | De volta ao onze, deitou um olho a Jadson, que surgiu na zona central, e esteve um pouco apático na hora de sair a jogar. Destaque para um corte espectacular na área portista quando Eduardo pretendia rematar.

Defour | O belga fez mexer a equipa. Sempre esclarecido a entregar a bola, foi indicando os caminhos por onde a equipa devia furar a muralha ucraniana. Lançou James na jogada do penálti, recuperou bolas, empurrou os companheiros para a frente e tentou o golo por duas vezes (uma num remate de fora da área ao lado e outra atirando às malhas laterais após cruzamento de Álvaro Pereira). Tudo em rotação máxima, do princípio ao fim, ao lado de Moutinho ou a trinco. Uma estreia na Liga dos Campeões com estilo.

João Moutinho | Formou com Defour uma dupla criativa e dinâmica. Primeiro deu nas vistas com um par de recuperações e depois começou a surgir na zona de finalização. Sim, os remates pecaram por defeito, mas o discernimento e a entrega nunca estiveram em causa quando foi preciso fazer chegar a bola aos avançados. Antes do intervalo resistiu a uma entrada violenta de Rakitskiy, que foi expulso. Um lance com ligação directa à reviravolta portista. Assistiu ainda Kléber aos 67', mas o brasileiro não conseguiu o golo.

James | Apesar de ter ganho o penálti que Hulk desperdiçou no início, o colombiano demorou muito a entrar no jogo. Mas quando entrou, partiu o Shakhtar todo, com arrancadas, fintas e uma assistência letal para Kléber virar o resultado, sentando antes Srna. Cada vez mais confiante, o camisola 19 procurou o golo, mas tanto Rybka como a barra impediram os festejos. Que eram merecidos.

Kléber | Estreia feliz na Liga dos Campeões, marcando um golo decisivo. Naquele lance soube fugir à marcação e aparecer no sítio certo, o que nem sempre conseguiu nos minutos restantes. Pouco depois, em boa posição, rematou contra Rybka.

Belluschi | Entrou em grande, com uma recuperação e um bom passe para James. Pouco depois perdeu uma bola e o Shakhtar atacou com perigo.

Djalma | Pontaria desafinada em todos os remates que efectuou.

Varela | Ganhou um canto e não teve tempo para mais.

in "ojogo.pt"

Um susto acaba com os soluços


Há quem garanta que não há nada melhor do que um bom susto para acabar com um ataque de soluços. É capaz de ser verdade: o FC Porto respondeu bem a um erro assustador de Helton, soube reagir ao futebol soluçante que lhe encravou os primeiros passos e, somadas essas virtudes, garantiu uma entrada de pé direito na Liga dos Campeões. Na verdade, até foi de pé esquerdo. O de Hulk, a embalar um livre-bomba capaz de devolver a serenidade a uma equipa que, até aí, já tinha falhado um penálti, sofrido um golo e andava de cabelos em pé com algumas intervenções do árbitro. Carimbado o empate num remate soberbo, os portistas garantiram uma pausa para respirar e, então sim, recuperaram fôlego para dar resposta a um Shakhtar que, de início, soube misturar o sangue quente do talento sul-americano e uma frieza defensiva, com o seu quê de provocador, que contava fazer explodir a paciência ao ataque do FC Porto. Não houve tempo para isso.
Como se previa, Vítor Pereira não prescindiu da robustez de Fernando, mas reservou uma surpresa para o meio: sacrificou Belluschi e preferiu Defour. Uma conjugação que não perdia em lógica, embora pecasse pela falta de rodagem desse trio, que acabou enredado na teia de Lucescu. Fernandinho, Mkhitaryan, Willian e Eduardo enclausuravam o jogo de Moutinho e Defour, precisamente no ponto que o treinador dos ucranianos considerara nuclear, e ainda sobrava Jadson para atrapalhar Fernando. Faltava à zona central do jogo portista um apoio mais efectivo de Fucile e Álvaro Pereira, por exemplo, para ajudar a abrir o jogo e fugir desse labirinto. James também demorou um pouco a entrar no ritmo certo, ainda que tenha sido ele a arrancar o penálti que Hulk desperdiçou. Guarda-redes para um lado e bola para o outro, em cheio no poste. Enfim, galo.
Depois do galo, o frango. Praticamente na resposta ao penálti, Willian ensaiou um remate que Helton encaixou, antes de, inexplicavelmente, deixar a bola deslizar e ficar na ponta do pé de Luiz Adriano. A resposta portista continuava encravada e o Shakhtar, aproveitando alguma intranquilidade defensiva da dupla Otamendi-Maicon (apenas o sexto jogo como dupla titular...), deixou novo aviso: Rakitskiy queimou as luvas de Helton e do canto haveria de resultar um golo anulado aos ucranianos. Se era mesmo um aviso, funcionou, porque daí ao golaço de Hulk foi um instante.
Mais tranquilo, já com Álvaro Pereira "em jogo", o FC Porto ganhou serenidade, até porque Moutinho e Defour começavam a encontrar espaços. É verdade que ameaçava mais de bola parada, mas começava a controlar o ritmo e acabaria por beneficiar de uma entrada duríssima de Rakitskiy sobre Moutinho. O central não só viu o vermelho como ainda levou um valente puxão de orelhas do seu treinador.
Lucescu teve de improvisar para jogar com dez e o golo de Kléber, a abrir a segunda parte, colocou um ponto final quase definitivo no assunto. A entrada de Belluschi mais não fez do que acentuar a aposta na posse de bola (FC Porto terminou com uns asfixiantes 61%...), embora tenha sido uma posse inconsequente. É bonito ver a bola de pé para pé, mas convém encontrar uma saída para essa circulação. Não foi o caso, mas também não foi preciso, e nos últimos dez minutos o Shakhtar ainda perdeu Chygrynskiy por expulsão.
O resultado estava feito: pode até ser magro, mas o que dele resulta é bem confortável...


Arbitragem

Grande dúvida

O Dragão caiu-lhe em cima com uma assobiadela por ignorar um contacto que pareceu faltoso, na área, de Mikhitaryan sobre Hulk, aos 31'. E também por umas quantas decisões discutíveis quanto a outras faltas. Pareceu ajuizar bem o penálti marcado, assim como as expulsões. Lucescu não gostou...

in "ojogo.pt"

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Vítor Pereira: o abraço de Kléber e o «frango» de Helton

Técnico do F.C. Porto elogia o avançado brasileiro e lembra que o erro de Helton só não tem explicação para quem não conhece o futebol

Helton ficou mal na fotografia no lance do golo do Shakhtar, mas o Dragão perdoou de imediato o guarda-redes portista. Kléber marcou e abraçou, de imediato, o seu treinador. Foram duas das peripécias do jogo com o Shakhtar, que Vítor Pereira comentou, na sala de imprensa:

«O abraço do Kléber foi uma manifestação espontânea de um jogador que tem trabalhado muito, que tem muita qualidade, que é um jovem que vai evoluir para níveis superiores e que sentiu naquele momento que a confiança mútua merecia aquele abraço. É uma cumplicidade fruto de quem trabalha para um objectivo colectivo, de quem dá tudo o que tem e merece as oportunidades que tem disputado. Fiquei feliz pelo golo e satisfeitíssimo.»

[Sobre o «frango» de Helton:] «Houve logo um perdão da parte do público, da parte da equipa e de toda a gente. Sabemos o profissional e o grande guarda-redes que ele é. Só quem não está por dentro deste fenómeno não entende este momento infeliz. A resposta da equipa é a prova evidente de que estamos unidos, fortes e confiantes e que vamos sofrer como equipa e ganhar como equipa. O Hulk também foi infeliz no penalty, mas não é qualquer equipa que depois de falhar um penalty e de sofrer um golo daqueles dá a resposta que o F.C. Porto deu contra uma equipa com a dimensão do Shakhtar.»


«O meu papel é não estragar o talento que tenho em mãos»

Vítor Pereira sintetiza qual é, para si, a missão de um treinador: conduzir jogadores e deixá-los crescer.


Na conferência de imprensa de rescaldo do F.C. Porto-Shakhtar Donetsk (2-1), foi perguntado ao técnico dos dragões, Vítor Pereira, qual o momento que definiu para a equipa estar no momento mais alto de forma. O treinador respondeu que é um tema que não pode ser encarado dessa forma:

«Treinar é uma descoberta constante. Eu não me iludo com o táctico, julgo que treinar é conduzir jogadores. Quem vai dar a dinâmica são os jogadores, são eles que promovem o modelo do jogo. É algo que vai acontecendo, são os jogadores que nos levam para um caminho de posse ou de transições. Eu não acredito em «futebóis» em que o treinador assume o papel fundamental. Acredito no talento dos jogadores e que quanto mais qualidade tivermos e se o treino estiver à altura da qualidade deles, eles próprios vão à procura do jogo em que se sentem mais confortáveis e mais acreditam. Se eles não acreditarem é o treinador que está a impor e se o treinador impõe é o jogo do treinador e não o jogo dos jogadores.»

[Qual o sector que está melhor?] «O meu conceito de jogo é colectivo, não é sectorial. Evoluímos como equipa, não é o sector A, B ou C que está melhor ou pior...Temos de ter consciência que estamos numa fase prematura, inicial, mas estamos a crescer para dominarmos mais e sermos mais agressivos. Agora, não consigo dizer se será contra o Feirense, se será no próximo jogo da Liga dos Campeões. Não sei dizer se a criança já caminha ou corre aos dois ou aos três meses.»

[Sobre James Rodríguez]: «O James tem um talento muito grande e vai ser um futebolista de nível mundial. Mas é ainda um menino que está a crescer e que tem um talento acima da média. Temos muitos jogadores de qualidade. O meu papel é não estragar o talento que tenho em mãos e deixá-los desfrutar do jogo e crescer como equipa, sem muitas amarras tácticas. Espero não estragar o talento que tenho em mãos.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Moutinho: «Parecidos? Defour é excelente jogador»

João Moutinho, jogador do F.C. Porto, comentou desta forma a vitória frente ao Shakhtar Donetsk (2-1), na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões:

«A teoria não vence jogos, como ficou provado hoje no APOEL-Zenit. Estamos em vantagem porque vencemos o primeiro jogo, foi importante mas não garante nada. Precisamos de muitos mais pontos para garantir a passagem. Falhámos um penalty, logo a seguir sofremos um golo mas a equipa esteve muito bem, manteve a atitude e conseguiu vencer.»

Sobre o lance da expulsão: «Foi uma pancada directa, felizmente não aconteceu nada de grave, mas podia ter acontecido.»

Também acha, como nós, Defour parecido consigo? «O quê, fisicamente? (risos) O Defour é um excelente jogador, como existem no plantel muitos excelentes jogadores. Tem as suas características e eu tenho as minhas. Até podemos ser parecidos, como vocês dizem, mas não há que fazer comparações. É fácil jogar com ele como é fácil jogar com Belluschi, Souza, Fernando. Não há que individualizar. Todos estão prontos para jogar e ajudar o F.C. Porto.»

Sobre o seu momento de forma: «Estou a atravessar um bom momento e espero continuar assim para ajudar a equipa. Golos? É aquilo que me falta um pouco, chegar a zonas de finalização e chutar mais. Este ano estou a fazer mais isso, sempre com o objectivo de ajudar o Porto. Estou a tentar a minha sorte, quando tempo a oportunidade.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Fernando e o desejo de sair: «Estou arrependido»

Fernando, jogador do F.C. Porto, comentou desta forma a vitória frente ao Shakhtar Donetsk (2-1), na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. O médio brasileiro aproveitou a oportunidade para pedir desculpas pelas afirmações no final da época, quando manifestou o desejo de sair do clube:

«Na Liga dos Campeões, não podemos cometer erros. Felizmente, conseguimos recuperar e garantir a vitória. Tivemos o azar de sofrer o golo mas foi muito importante marcar ainda na primeira parte. A este nível, temos de estar bem em todos os momentos. Temos de ganhar os nossos jogos, não importa o resultado dos adversários.»

Sobre a presença no onze portista: «Fico feliz pela confiança do treinador, pelo grande jogo que era. Dei o meu melhor e fiz tudo para corresponder. Estou de corpo e alma. Às vezes, tomámos decisões erradas e temos de recuperar. Arrependido pelo que disse na final da Taça? Fico, por tudo que o F.C. Porto fez por mim desde que estou em Portugal. Por isso, estou arrependido. Mas temos de demonstrar isso dentro de campo. É o que estou a fazer.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Kléber: «O mister sabe que posso render muito mais»

Kléber, autor do segundo golo do F.C. Porto, na vitória sobre o Shakhtar Donetsk (2-1), em jogo do Grupo G da Liga dos Campeões, em declarações à RTP:

«Foi bastante emocionante para mim, sempre sonhei jogar na melhor liga do mundo, mas o mais importante era a vitória e os três pontos. O mister apostou em mim, ele sabe que posso render muito mais do que venho rendendo. Muito obrigado aos meus colegas e ao treinador que acreditou em mim. A equipa deles foi bastante agressiva, conseguiu um golo. Depois subimos um pouquinho e conseguimos marcar dois golos de vencer este jogo. Todos os jogos vão ser muito difíceis, tanto em casa como fora, temos de estar sempre a pensar na vitória».

in "maisfutebol.iol.pt"

Hulk: «Golo? É lance que ninguém esperava»

Brasileiro do FC Porto apontou um golaço, de livre, depois de ter falhado uma grande penalidade


Hulk, avançado do FC Porto, em declarações à RTP após a vitória sobre o Shakhtar Donetsk, na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. O brasileiro falhou uma grande penalidade, mas redimiu-se com um grande golo de livre:

«Fico feliz por termos conseguido o objectivo, que era começar bem a Liga dos Campeões diante dos nossos adeptos. Feliz pelo golo, também. É um lance que ninguém esperava, a bola estava muito longe, o guarda-redes deixou muito espaço para a barreira. Uma bola parada pode decidir um jogo. O penalty era mais fácil, a distância é curta, mas, infelizmente, bateu na trave. Depois veio o golo. Toda a equipa do Shakhtar deu muito trabalho, mas a nossa defesa esteve concentrada, mérito da equipa técnica também.»

in "maisfutebol.iol.pt" 

Vítor Pereira: «Controlámos completamente»

Treinador do FC Porto enaltece jogo azul e branco e também o talento que tem ao dispor


O treinador do FC Porto, Vítor Pereira, em declarações à RTP após a vitória sobre o Shakhtar Donetsk, na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões:

«Na Champions, é fundamental ter maturidade, para acelerar, desacelerar, provocar o adversário. Não fomos felizes como começámos, depois reagimos e fizemos uma primeira parte bem conseguida. Não tivemos a felicidade de converter o penalty e sofremos um golo. Fomos capazes de manter a serenidade, jogar com qualidade e esperar pelo momento certo. Este não foi um adversário qualquer e controlámos completamente o jogo.»

«Hulk? É um grande golo, um momento feliz, de inspiração. Hulk jogou em sacrifício, Alvaro também e agradeço-o, porque o que faz a diferença é o talento deles, a inspiração do momento, a relação que criam entre eles é deles, não é minha, nós só tentamos orientá-los na organização do jogo, defensiva.»

«Abraço de Kléber? É um abraço de quem trabalha para o mesmo objectivo, de quem acredita e tem confiança recíproca. A diferença entre Liga Europa e a Champions é que, ao mínimo erro, as equipas penalizam quem o comete.»

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Shakhtar Donetsk, 2-1 (crónica)

Cambalhota de um dragão europeu com muito ferro à mistura


O F.C. Porto de dimensão europeia nasceu a 8 de Março de 1984, ao minuto 47, quando Jaime Magalhães anulou uma desvantagem caseira frente ao Shakhtar Donetsk. Jacques completou a reviravolta. 27 anos depois, o dragão apresenta-se como um grande europeu. Nova cambalhota frente aos ucranianos (2-1), com muito ferro à mistura.

Em 1983/84, a formação portista disputava os quartos-de-final da Taça das Taças. Evitou a derrota em casa, virando de 0-2 para 3-2. Na Ucrânia, empatou a um e voltou para um mar de gente em Pedras Rubras. Chegou à final da prova, caindo perante a Juventus na primeira final europeia.

Em 2011/12, o F.C. Porto surge como produto acabado, vencedor da Liga Europa, duplo título na milionária Liga dos Campeões. No regresso à prova-maior, a equipa de Vítor Pereira superou dúvidas e temores. Saiu Villas-Boas, saiu Falcao, o Porto reinventa-se e subsiste.

Hulk é a bandeira, James recebe a herança colombiana. Uma corrente de futebol eléctrico em dois pés esquerdos de classe Mundial. Como cresceu, este miúdo de 20 anos. Nos Estados Unidos, nem estaria autorizado a comprar álcool. No Dragão, já é um senhor. Juntos, evitaram nova surpresa na Invicta.

Shakhtar partido em dois

O Shakhtar Donetsk abraçou o conceito de globalização e partiu-se em dois. Defende como equipa europeia e ataca com samba no corpo. Aproveitou uma falha inacreditável de Hélton para inquietar os corações azuis e brancos. Luiz Adriano assustou (12m).

O F.C. Porto recebeu o aplauso dos seus adeptos em momento de aperto, soltou-se e desperdiçou créditos até virar o marcador. Hulk e James, James e Hulk. O brasileiro falhou penalty conquistado pelo colombiano e redimiu-se com um golo monumental (28m). O mais jovem sentou Srna para oferecer o segundo a Kléber (51m).

Pelo meio, o primeiro jogo europeu do dragão 2011/12, versão Vítor Pereira, proporcionou dúbias sensações. Defensivamente, Otamendi e Maicon nunca transmitiram segurança. O Shakhtar, com dez elementos e depois com nove, manteve-se em jogo por isso mesmo.

Muito ferro na engrenagem portista

No ataque, o F.C. Porto ficou a dever a si mesmo. Hulk (com desvio nas costas de Defour) atirou à trave e encaminhou um penalty para o poste. Fez o 1-1 à bomba, viu James assistir Kléber para o 2-1 e sentir igualmente o amargo sabor do ferro, na cobrança exemplar de um livre directo (81m).

O Shakhtar Donetsk suspirou, exagerou na agressividade mas chegou a atormentar. Inaugurou a contagem e contestou um golo anulado, por alegada mão da bola, ao minuto 28. Segundos depois, os dragões empataram e ficaram a reclamar nova penalidade. Com razão. Hulk foi derrubado.

Vítor Pereira mandou Belluschi aquecer quando Rakitskyi perdeu a cabeça e entrou a matar sobre Moutinho. Lucescu condenou o seu jogador, o árbitro nem vacilou e puxou pelo vermelho. A formação ucraniana terminaria com nove jogadores, quando Chygrynskyy viu o segundo amarelo (80m).

Kléber na obra de arte de James

Ao intervalo, o técnico portista passou uma mensagem de confiança e manteve a aposta. Defour regressou para formar uma dupla siamesa com João Moutinho. Kléber, único ponta-de-lança, ficou em campo até completar uma obra de arte de James Rodriguez. O brasileiro fintou todos os elementos do banco portista para um longo abraço a Vítor Pereira. Agradecimento pela confiança.

Em Nicósia, o APOEL baralhou as contas do grupo. Após o sorteio, o F.C. Porto recebeu o rótulo de favorito, com Shakhtar Donetsk e Zenit a surgirem como principais adversários. A formação de Danny e Bruno Alves caiu no Chipre (2-1), antes de receber o dragão. Bruno Alves foi expulso e falha o reencontro.

Boas notícias para Vítor Pereira na noite em que concretizou um sonho e cumpriu uma promessa. «F.C. Porto nunca perdeu no primeiro jogo? Comigo, também não perderá».

in "maisfutebol.iol.pt"


Mlynarczyk. "Raramente entendia o que se dizia mas estava sempre a rir"

O guarda-redes polaco ganhou a Taça dos Campeões-87 num clube familiar e o i entrevistou-o com a ajuda de um intérprete, a filha


O tempo da Cortina de Ferro já lá vai. Até aos anos 80, os jogadores de futebol estavam expressamente proibidos de sair do seu país para o lado de lá, salvo raras excepções. Na Polónia, por exemplo, o avançado Zbigniew Boniek faz um brilhante Mundial-82 e consegue sair do Widzew Lodz para a Juventus de Itália. Dois anos mais tarde, outro polaco liberta-se das amarras do Widzew Lodz e arrepia caminho. Destino: Bastia (França). Em Janeiro de 1986, aterra nas Antas para se impôr como o melhor guarda-redes estrangeiro na história do clube.

Mal chega, estreia-se na Luz a 4 de Janeiro. Nesse jogo, não há golos para ninguém, embora o árbitro Raul Nazaré anule bem um golo a Gomes por mão de Frasco e o mesmo Gomes falhe um penálti, para defesa de Bento. Na memória dos adeptos, a elegância de Mlynarczyk, sobretudo nos lançamentos para o ataque. Com a mão, a bola passa invariavelmente o meio-campo. Com os pés, a bola vai de baliza a baliza.

É a sua imagem de marca, ou não fosse assim que o FC Porto conquiste o campeonato desse ano, com um passe de Mlynarczyk para uma correria-golo de Futre em Setúbal (1-0) no mesmo dia em que o Sporting surpreende o Benfica na Luz (2-1). À penúltima jornada, o FC Porto ultrapassa o Benfica e sela o título de campeão nacional no derradeiro dia com o 4-2 ao Sp. Covilhã. No ano seguinte, já se sabe: Mlynarczyk campeão europeu. Na véspera do arranque de mais uma campanha portista na Champions, ainda por cima com uma equipa da ex-Cortina de Ferro (Shakhtar Donetsk), o i entrevista Mlynarczyk. O que só é possível com a ajuda da filha Marzena. "Eu entendo o teu português mas já não consigo expressar-me correctamente na tua língua. Por isso, liga-me daqui a duas horas quando está cá a minha filha. Ela fala bem português e faz de intérprete". Para quem não se expressa correctamente, Mlynarczyk até nem esteve nada mal, não senhor! Ligamos-lhe duas horas depois e Mlynarczyk passa o telefone à filha que tem a paciência de fazer a ponte entre o i e o pai. Durante 49 minutos, a conversa flui. Primeiro em português, depois em polaco, continua em polaco (voz de fundo) e novamente em português. Levante-se a cortina, vai começar a Liga dos Campeões.



O FC Porto foi campeão europeu em 1987 com o Mlynarczyk na baliza. Mas como é chega ao Porto?

Jogava na 1.ª divisão francesa, pelo Bastia. Um belo dia, um empresário chamado Lucídio Ribeiro [que também leva Madjer de França para o FCP, só que no ano anterior, em 1985] apresentou-me uma proposta séria do FC Porto. O desafio agradou-me e aceitei quase de imediato. Naquela altura, o FC Porto já era uma equipa de respeito como finalista vencido da Taça das Taças-84, com a Juventus do Boniek.

No Porto, foi chegar, ver e vencer. Lembra-se da estreia?

Sim, com o Benfica. Na Luz. Foi zero a zero e o que mais me impressionou foi o estádio cheio. Quer dizer, 120 mil pessoas juntas a ver um jogo de futebol era coisa que não se via muito por aí. Tive a sorte de participar nesse jogo. O Benfica era fortíssimo mas nós é que fomos campeões nacionais.

E europeus, no ano seguinte.

Esse ano foi fantástico. Começámos a perceber que podíamos ser campeões europeus nos quartos-de-final com o Bröndby.

Na baliza deles, o Schmeichel.

Sim, mas ainda era muito jovem e sem nome no futebol europeu. Lembro-me de termos empatado lá, com um golo do Juary, e de pensarmos ''bem, agora só faltam dois jogos para chegarmos à final e três para levantar a taça''.

Mas saiu-vos o Dínamo Kiev nas meias-finais.

Não havia muito onde escolher. Ou eles ou o Bayern ou o Real Madrid. E o Dínamo era uma equipa formidável. No papel, melhor que a do FC Porto. O treinador era Valeri Lobanovsky, um nome incontornável na história do futebol mundial. E a equipa deles era a selecção russa do Mundial do México-86 e que chegaria à final do Euro-88. Ganhámos os dois jogos, ambos por 2-1.

Na final, o Bayern.

Outro colosso. Eram os favoritos.

Ainda por cima, o FC Porto perdeu os capitães Lima Pereira e Gomes nas vésperas da final.

Exactamente. Mas atenção que eles também não jogaram com o capitão Augenthaler, expulso em Madrid. Mas o FC Porto era mais que um clube, era uma família. Muito unida. Nunca senti nada assim. Era um clube com jogadores tão próximos uns dos outros. Até arrepia, só de pensar. Mérito para o presidente Pinto da Costa. Nos treinos, todos se portavam bem mas bastava chegar ao balneário para começar a brincadeira. Aí, eu entendia a mística e a verdadeira amizade entre nós. E quem te diz isso sou eu, que nunca cheguei a falar muito bem português. Portanto, às vezes, nem entendia as piadas em português mas estávamos sempre a rir. E já se sabe que a alegria contagia.

Okay, mas o FC Porto estava a perder ao intervalo e com um golo de um lançamento lateral.

Nem me lembre isso. Quando o árbitro apitou para o intervalo, caminhei para o balneário cheio de dúvidas e angústia. Como era possível termos sofrido um golo assim, de um lançamento lateral? Imperdoável. Nem nos treinos. Felizmente, demos a volta na segunda parte. Se não fosse isso, não sei como me aguentaria. Seria muito doloroso não tocar na taça com um erro desses.

Mas chegou a tocar na taça?

Foi difícil, lá isso foi. O João Pinto deu não sei quantas voltas ao estádio com ela na mão, na cabeça e sei lá mais onde. Mas foi uma festa grandiosa. Se já éramos alegres, imagine depois desta conquista inédita.

Meio ano depois, levantou a Taça Intercontinental.

Bem, unca senti tanto frio como nesse jogo e olha que eu joguei anos e anos na Polónia, com neve e gelo. Mas nesse dia em Tóquio o tempo estava insuportavelmente frio. Cada vez que ia ao chão para agarrar uma bola, a relva molhada e gelada, juntamente com flocos de neve, entranhava-se no meu corpo, não sei muito bem como. E era cá um incómodo.

É esse o seu momento inesquecível no FC Porto?

No FCP, não há um só momento inesquecível. Há vários. Foi muita coisa junta. Depois da Taça Internacional, ainda ganhámos a Supertaça Europeia. E ao Ajax, que tinha mais nome que nós. Esse Ajax era treinado por Cruijff e o adjunto era um tal Van Gaal. Ganhámos 1-0 em Amesterdão naquele que terá sido uma das melhores exibições do Rui Barros. Ele correu mais que todos os outros 21 jogadores em campo. Correu, correu e marcou-nos o golo da vitória.

...

Queres outro momento inesquecível? O meu penálti ao Boavista

A sério?

Sim, para a Taça de Portugal. Empatámos 2-2 nas Antas e depois 0-0 no Bessa. Nos penáltis, o Ivic escolheu-me como quinto marcador. Fiz o 5-4 e depois ainda defendi o remate de um jogador deles [Marcos António].

Bom, está tudo. Obrigado

De nada, obrigado pela vossa atenção, pela vossa memória. Aproveito para mandar um grande abraço ao Pinto da Costa. Foi ele que tornou estas memórias possíveis. E um abraço a todos os jogadores do FC Porto. E a todos os adeptos. E a todos aqueles que conheci na minha passagem por aí. A todos aqueles que me deram força quando me lesionei [facto aproveitado para se dar a passagem de testemunho para Vítor Baía]. E, é o último agradecimento, prometo, a todos aqueles que me mostraram o bem que se come e vive em Portugal. É um país magnífico. Parabéns.



in "ionline.pt"

Shaktar inicia jogo psicológico


Já começou o jogo entre Shaktar e FC Porto. Os ucranianos deram o pontapé de saída no jogo psicológico com uma tentativa de condicionar a estratégia dos campeões nacionais.
Bola Branca pode avançar que os ucranianos vetaram a rega do relvado antes do início da partida e no intervalo do jogo.

Os regulamentos prevêem que os dois clubes estejam de acordo, relativamente à rega do relvado. O Porto está impedido de abrir as torneiras, a partir do momento em que as duas equipas estejam no estádio.

Tudo porque os responsáveis do Shaktar recusaram a prática habitual no Dragão. Bola Branca procurou uma explicação técnica junto de Vítor Pontes, actual treinador do Leiria, entende que os ucranianos até sairão prejudicados, porque actuam, em casa, num sintético. Mas limitam o Porto e jogam uma carta psicológica.

O jogo campo começa às 19h45.

Álvaro Pereira está recuperado e joga de início. Vítor Pereira deverá fazer regressar Fernando ao meio-campo, com Moutinho e Belluschi; no ataque há a dúvida se joga Kléber ou Varela. 
in "rr.pt!

F.C. Porto-Shakhtar (antevisão): o regresso do hino dos milhões

Dragões regressam à «prova milionária» depois de um ano de interregno e têm pela frente o sempre perigoso Shakhtar Donetsk.

O F.C. Porto está de regresso à Liga dos Campeões, depois de um ano de interregno. O primeiro adversário é o perigoso Shakhtar Donetsk, líder do campeonato ucraniano. O embate tem lugar pelas 19h45 desta terça-feira. O Dragão vai voltar a ouvir o famoso hino dos milhões.

O momento

F.C. Porto
Barcelona à parte, o F.C. Porto é uma equipa 100 por cento vitoriosa neste arranque da temporada. A troca de treinador e a perda de Falcao ainda não tiveram efeitos colaterais no trilho que a equipa vinha traçando deste a época passada. Depois de quatro triunfos em outros tantos jogos da Liga e da conquista da Supertaça Cândido Oliveira, Vítor Pereira parte para um dos principais desafios da temporada: a Liga dos Campeões. Chega com o estatuto de vencedor da Liga Europa e de cabeça-de-série, o que pesa sempre. A palavra volta a estar do lado azul e branco.

Shakhtar Donetsk
Os ucranianos são uma das equipas da moda na Europa. Com um crescimento sustentado, venceram a última edição da Taça UEFA e vão obtendo boas participações na Liga dos Campeões. Com sete brasileiros e mais um naturalizado croata (Eduardo), a equipa vai conquistando êxitos internos- lidera o campeonato a par do Dínamo Kiev, ao fim de nove jornadas- e tenta, agora, o sucesso europeu. O presidente até fala em ganhar a Champions...

As ausências

F.C. Porto
Guarín e Rolando foram expulsos na Supertaça europeia e cumprem um jogo de castigo. Sapuranu voltou lesionado da selecção romena e ainda não recuperou.

Shakhtar Donetsk
Rat e Chygrynskiy são as grandes dúvidas. Os dois jogadores voltaram à competição no último fim-de-semana, depois de paragem por lesão e Lucescu não esclareceu na conferência de imprensa se o regresso terá continuidade.

Discurso Directo

Vítor Pereira (F.C. Porto): «Depois de grande sucesso na Liga Europa vamos ter uma competição mais exigente, com um nível mais alto. Acredito que estamos a crescer como equipa, que vamos ser mais agressivos, acredito nos meus jogadores e acredito estarmos preparados para estar à altura desta Liga dos Campeões.»

Mircea Lucescu (Shakhtar Donetsk): «Jogando fora, vamos ter uma postura mais defensiva e tentar tirar partido da nossa velocidade nas transições. Vai ser um jogo espectacular e importante para as decisões do grupo.»

Histórico de confrontos:
F.C. Porto e Shakhtar Donetsk só por uma vez se encontraram em jogos oficiais. Foi na caminhada portista até à primeira final europeia da história do clube, em Basileia, na Taça das Taças de 1983/84. Os dragões levaram a melhor nos quartos-de-final, vencendo em casa por 3-2, depois de estarem a perder por 2-0, e empatando na Ucrânia, a uma bola.

Equipas prováveis
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Otamendi, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Hulk, Kléber e James Rodríguez.

Outros convocados: Bracalli, Mangala, Defour, Souza, Varela, Cristian Rodríguez e Djalma.

SHAKHTAR DONETSK: Rybka; Srna, Rat, Chygrynskiy e Rakitskiy; Mkhitaryan, Fernandinho, Jadson e Douglas Costa; Luiz Adriano e Dentinho.

Outros convocados: Pyatov, Kryvtsov, Kucher, Shevschuk, Willian, Gai, Kobin, Alex Teixeira, Hubschman, Eduardo e Seleznyov.

in "maisfutebol.iol.pt"

«F.C. Porto devia ficar mais tempo com os jogadores»

Rafa Benitez acredita que o campeão português pode voltar a viver a glória continental.

Vencedor da Liga dos Campeões em 2004/05, Rafa Benitez acredita que uma equipa como o F.C. Porto tem capacidade para vencer a competição, mas para tal diz que é preciso segurar os principais elementos.

«O Porto tem experiência na Liga dos Campeões, mas devia ficar com os jogadores mais tempo. Uma equipa cresce à volta dos seus melhores elementos», disse o antigo técnico do Inter, em entrevista à Eurosport.

Questionado sobre o Barcelona, favorito a mais um título europeu, Benitez entende que o segredo é ter «toda a gente com o mesmo sistema e a mesma filosofia». «Imagine o nível de automatismo gerado por catorze ou quinze anos a jogar da mesma forma. A equipa tem grandes jogadores, e um sistema que lhes assenta na perfeição. O técnico é da casa, e conhece a mentalidade. Estão numa situação em que tudo funciona, todos puxam na mesma direcção», defendeu.

in "maisfutebol.iol.pt"

«Temos tudo para chegar longe na Champions» - Hulk

Apesar de não colocar o FC Porto entre os favoritos à conquista da Liga dos Campeões, Hulk acredita que os dragões vão ser olhados com respeito pelos adversários. «Temos tudo para chegar longe», diz o avançado.

«Acredito que não somos favoritos, até por respeito aos adversários que disputam a Liga dos Campeões. Todos vão esperar sempre o melhor do FC Porto devido à temporada que fizemos no ano passado, em que ganhámos vários títulos. Se continuarmos a jogar como sempre fizemos, com humildade, temos tudo para chegar longe na competição», afirmou o avançado, em declarações reproduzidas pela sua assessoria de imprensa.

Quis o sorteio que os azuis e brancos iniciassem o seu percurso na Champions frente ao Shakhtar, no Estádio do Dragão. Hulk prevê «um jogo disputado» e aplaude a presença de vários brasileiros em campo.

«Temos a felicidade de nos estrearmos em casa, diante dos nossos adeptos, que nos irão apoiar com certeza. Vamos enfrentar uma equipa boa, com a qual gosto particularmente de jogar, devido à quantidade de brasileiros que tem. São jogadores de muita qualidade. Vai ser um jogo muito bonito de se ver. Será um jogo disputado com vários brasileiros em campo», congratulou-se.



in "ojogo.pt"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

F.C. Porto-Shakhtar com Moutinho, Belluschi e Defour?

Treinador deixou a dúvida no ar até esta terça-feira, mas fez um sorriso comprometedor quando lhe foi feita a questão


A segunda parte do F.C. Porto-V. Setúbal trouxe um novo entusiasmo às bancadas do Dragão: João Moutinho, Belluschi e Defour partilharam o meio-campo e mudaram o jogo do avesso. Os três juntos, com o português mais recuado, deram velocidade, toque de bola e inteligência ao futebol portista.

Ora por isso quis saber-se se a fórmula seria para repetir frente ao Shakhtar. Vítor Pereira não respondeu, mas sorriu: um sorriso comprometedor. «Vão ter que esperar por amanhã para ver», atirou. «Cada jogo é um jogo e o plano que temos passa por perceber a dinâmica que o encontro está a exigir.»

No fundo o que o treinador dizia é que tudo depende do plano para o jogo, sendo que a estratégia pode mudar. «Foi isso que aconteceu na sexta-feira, frente o V. Setúbal: considerámos que era necessário imprimir uma dinâmica diferente e fomos por aí, trocando o Souza pelo Moutinho ao intervalo.»

«Temos um plano para este jogo, queremos impor a nossa dinâmica e elaborar um conjunto de opções que nos permitam criar problemas ao adversário. Depois o jogo pode ou não corresponder às nossas expectativas e no decorrer do jogo vamos agindo de acordo com as necessidades», garantiu.

«Sapunaru está lesionado»

À margem do jogo da Liga dos Campeões, uma jornalista romena quis saber o que se passa com Sapunaru: o lateral queixou-se de uma lesão na selecção e por isso não foi utilizado. Gigi Becalli, o polémico presidente do Steaua, acusou o jogador de estar a fingir a lesão, para poder regressar ao clube.

Ora Sapunaru não gostou das declarações de Becalli e ameaçou não voltar à selecção romena. Afinal o que se passa? «Não vai jogar amanhã porque veio com uma lesão da Roménia», explicou Vítor Pereira. «O Sapunaru que eu conheço é um jogador com princípio, que só não joga se não puder mesmo.»

in "maisfutebol.iol.pt"

«Primeiro a vitória e depois os golos», diz James


O avançado colombiano diz que está mais focado em ajudar o FC Porto a vencer o encontro desta terça-feira. A glória individual fica em segundo plano.

Em conferência de imprensa de antevisão do encontro com o Shakhtar Donetsk para a Liga dos Campeões, James Rodríguez, sentado, nervoso, ao lado do seu técnico Vítor Pereira, confessou ser um sonho a possibilidade de jogar uma prova como a Liga dos Campeões.
«Sempre sonhei jogar esta competição. Este é um momento especial, um momento lindo e espero que tudo corra bem. Primeiro tenho de pensar na vitória do FC Porto, mas se puder fazer golos, será bom. De qualquer forma, o importante é o FC Porto ganhar», disse o extremo colombiano, que tem estado em grande destaque no FC Porto no arranque do campeonato português.
James Rodríguez mostrou-se atento ao adversário proveniente da Ucrânia: «Será um jogo complicado. O Shakhtar é forte mas nós também temos muita qualidade».
Sem Falcao na equipa portista, o papel de goleador poderá ser atribuído, este ano, a James, mas o colombiano não encontrou as melhores palavras para explicar aos jornalistas.
«O importante é trabalhar para que tudo saia da melhor maneira», disse.
FC Porto e Shakhtar Donetsk defrontam-se, esta terça-feira, a partir das 19h45, no Estádio do Dragão, em jogo correspondente à primeira jornada do Grupo G da Liga dos Campeões.
in "sapodesporto.pt"

Vítor Pereira: «F.C. Porto também não vai perder comigo»

Treinador quer manter tradição de não ser derrotado da Liga dos Campeões na primeira jornada, quando jogada em casa.

O F.C. Porto nunca perdeu na primeira jornada da Liga dos Campeões, quando jogada em casa. Ora por isso Vítor Pereira não quer ser ele a estragar a tradição, quando pela frente tem os ucranianos do Shakhtar Donetsk. «É uma grande responsabilidade», garantiu em conferência. 

«Se o F.C. Porto nunca perdeu na estreia em casa, também não vai perder comigo. É um adversário de grande qualidade, com jogadores de selecção brasileira, portanto uma equipa que nos vai criar dificuldades de certeza e para as quais daremos a resposta também de certeza.»

A confiança de Vítor Pereira não é sequer abalada pelas ausências de Rolando e Guarín, castigados, e de Sapunaru, lesioando. «São jogadores importantes, mas o plantel é constituído por muita qualidade e as soluções que apresentarmos estarão de certeza à altura do jogo.»




Vítor Pereira: «Vamos ser dominadores e ter posse de bola»

Treinador diz que o F.C. Porto tem forte experiência europeia e grande nível de exigência, por isso vai estar à altura da Champions

Muito pelo contrário das vozes que consideraram que o F.C. Porto tem um grupo acessível, Vítor Pereira considera que os adversários de leste são difíceis: Zenit e Shakhtar. Os ucranianos, em particular, só podem parecer acessíveis a quem não está atento ao fenómeno, garantiu.


«O Shakhtar Donetsk é uma grande equipa e espero que toda a gente tenha consciência do poder enorme deste adversário. Pode não ter a tradição de outros adversários europeus, mas hoje em dia é das equipas mais poderosas da Europa. Quem segue o futebol não tem dúvidas em relação a isso.»

O treinador recorda, apesar disso, que o F.C. Porto tem forte tradição na Champions, que é o vencedor em título da Liga Europa e que disputou recentemente a Supertaça Europeia. «Tenho confiança de que vamos dignificar o passado enorme que este clube tem», garantiu Vítor Pereira.

«Depois de grande sucesso na Liga Europa vamos ter uma competição mais exigente, com um nível mais alto. Acredito que estamos a crescer como equipa, que vamos ser mais agressivos, acredito nos meus jogadores e acredito estarmos preparados para estar à altura desta Liga dos Campeões.»

«Sei que estamos muito no início, mas acredito que vamos ter um jogo dominador e de posse de bola. O F.C. Porto tem um nível de competição enorme, os jogadores estão habituados a este nível de exigência, embora grande parte ainda não tenham jogado na Champions. Acredito que vai ser um bom espectáculo.» 

«Há relação directa entre reclamações dos clubes e erros da arbitragem?»

Treinador do FC Porto, Vítor Pereira, questiona e gostava de ser esclarecido

A dúvida que Vítor Pereira, treinado do F.C. Porto, quer ver respondida num briefing regular por Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem


A conferência de imprensa estava quase a terminar, quando foi Vítor Pereira foi questionado sobre a arbitragem do Benfica-V. Guimarães. O treinador do F.C. Porto não quis responder, nem particularizar situações. «As questões da arbitragem deixo para o sr. Vítor Pereira», começou por dizer.

«Mas, à semelhança do que foi feito no ano anterior, espero que a cada cinco jornadas haja uma avaliação do que foram as arbitragens nesses cinco jogos. Quero saber se há uma relação directa entre os clubes que mais reclamam e os erros da arbitragem. Estou curioso para saber isso, vou aguardar para saber.»

in "maisfutebol.iol.pt"