domingo, 13 de maio de 2012

Kléber: «Tive a cabeça no lugar»

RECORDA MOMENTOS DIFÍCEIS DA ÉPOCA


Kléber, avançado do FC Porto, assinou três golos no triunfo dos dragões frente ao Rio Ave (5-2), em encontro da derradeira jornada da Liga Zon Sagres. No final, mostrou toda a felicidade pela prestação dos dragões em Vila do Conde e fez um breve balanço da temporada, que nem sempre foi fácil.

"Fizemos uma grande partida. Mesmo com o título já garantido, nossa equipe não se acomodou e entrou para vencer mais uma vez. Fico muito feliz por voltar a marcar, a ser importante para a equipe e isso me traz muita confiança. Comecei muito bem, tive alguns momentos de altos e baixos, mas tive a cabeça no lugar, soube superar isso e voltei a fazer o que mais gosto, que são gols. Agora, entraremos de férias e voltarei para o Brasil mais tranquilo. Espero que, no retorno para a próxima temporada, possa fazer um ano ainda melhor, continuar evoluindo e aprendendo com todo mundo aqui no FC Porto", disse.

"Foi um ano de muito aprendizado para mim, pelas dificuldades que enfrentei e também por vestir a camisa de um dos maiores times do mundo. O Porto tem sido uma escola, recebi muito carinho de todos aqui dentro, fiz muitos amigos e, agora, vou descansar bastante para recarregar as baterias e voltar com tudo para a próxima temporada. Todos aqui querem ver o time voltar a ser protagonista na Champions League e espero que no ano que vem possamos fazer um bom papel, assim como no Campeonato Português, titulo que vamos defender", rematou.

in "record.pt"

Pinto da Costa: "Jesus é que está a segurar muita gente no Benfica..."


A continuidade de Vítor Pereira à frente do FC Porto é um dado adquirido - como, aliás, O JOGO já havia confirmado há dias -, depois de Pinto da Costa ter ontem posto um ponto final na especulação que se gerou em torno do assunto. "Deixem lá Vítor Pereira em paz, porque no FC Porto cumprem-se contratos", declarou à chegada da comitiva portista a Vila do Conde. "Aqui não é necessário fazer da permanência de um treinador um trunfo eleitoral", acrescentou logo de seguida. "Não temos necessidade de vir dizer que o treinador continua. No FC Porto, não há tabus. Há um treinador que tem contrato. Aqui, todos temos as nossas funções e a nossa obrigação é dar apoio aos treinadores. Ele já sabia que ia ficar há um ano, desde que assinou contrato por duas épocas", frisou ainda. "Esta notícia só surgiu para desviar as atenções. Aqui não é o treinador que segura a Direção. Notícia é dizer que alguém não continua, e um treinador com a categoria de Jesus é que está a segurar muita gente no Benfica. Mal do Benfica se Jesus lhe vira as costas", reforçou.
Apesar das constantes especulações em torno de vários jogadores do clube, Pinto da Costa não se mostrou muito preocupado. "Não faço ideia se o plantel será muito diferente, mas se formos atrás do que dizem os jornais, já nos venderam e compraram vários jogadores, por isso vai ser completamente diferente", ironizou, antes de desmentir qualquer abordagem: "Não temos nada com ninguém. Desde 1987, com Futre, que me habituei a ver sair jogadores importantes e o clube continuou. Hoje [ontem], com jogadores que normalmente não fazem parte das opções do treinador, a equipa exibiu-se com uma qualidade muito grande. Mas temos de estar sempre preparados para a saída de alguém, porque se nos baterem a cláusula e os jogadores quiserem ir, não poderemos fazer nada."
Hulk tem sido um dos mais apontados a vários emblemas. "Das duas, uma: um jogador sai, porque não está à altura de fazer parte daquilo que pretendemos ou porque tem outras possibilidades e sai para grandes clubes, mas isso acontece todos os anos. No ano passado penso que perdemos o melhor ponta de lança que conheço, que foi Falcao - só comparável a Jardel e Fernando Gomes -, e nem por isso deixamos de estar em festa", declarou.
De entre os momentos-chave desta época, o presidente concordou com Vítor Pereira, quando este elegeu a derrota de Coimbra (3-0): "Foi o sentir da equipa que algo estava mal e a partir daí procurou-se corrigir, retocar o plantel. Os jogadores tomaram consciência." Mais tarde, ainda veio Lucho para ajudar. "É um jogador de uma classe ímpar, tem uma postura importante dentro e fora do campo. Os adeptos perceberam que veio ganhar muito menos por gostar muito do FC Porto", frisou.

in "ojogo.pt"

Um pouco mais de azul


"Só um pouco mais de azul e de euforia porque amanhã é outro dia". Nem de propósito. Foi este o verso que apresentou o bicampeão nacional à Avenida dos Aliados para a terceira festa consecutiva pela conquista do título. Eram 22h25 quando o autocarro que transportava os jogadores e a equipa técnica conseguiu, finalmente, penetrar no imenso mar de gente - eram muitos milhares - que por uma hora esqueceu a crise e comemorou com os heróis de mais uma conquista. Rafa não jogou, nem sequer foi inscrito por causa de uma grave lesão, mas não foi esquecido e exibiu orgulhosamente uma bandeira de Portugal... A única.
Com o 26 nas costas, o número de campeonatos conquistados pelo clube, os jogadores exibiram o troféu para a multidão eufórica. Fumos, cânticos e muita cerveja a acompanhar. Para beber e molhar. Ninguém escapou ao banho perante o olhar feliz de Pinto da Costa, que acompanhou tudo desde a varanda... Não a da Câmara, que manteve as portas fechadas, mas a da sede do clube, mesmo ali ao lado.
Era o início da aventura entre o povo que durou mais de uma hora. A um ritmo lento, com muitas paragens, o autocarro lá foi furando. Sapunaru e Djalma iam animando a malta, não que fosse preciso, e Vítor Pereira não foi capaz de esconder a emoção perante mais uma demonstração de carinho dos adeptos, definitivamente satisfeitos com a sua continuidade, garantida horas antes pelo presidente portista. Três quartos de hora e muitos cânticos depois o autocarro deu a volta no fim dos Aliados e iniciou o regresso ao Vitalis Park. Agora, num ritmo mais acelerado, apesar de o povo não arredar pé. Hulk, João Moutinho e Lucho, um dos mais discretos, repartiram a atenção dos portistas até ao cimo da rua. A festa estava no fim, mas do autocarro ficou a promessa: "Para o ano há mais".

Repórter Helton deu uma notícia: fica mais dois anos


No autocarro, Helton roubou o microfone do Porto Canal para entrevistar os companheiros. Pelo meio, e impressionado com os seus dotes para a comunicação, fez-se a um emprego: jornalista. "Só tenho contrato por mais dois anos, vou-vos roubar o lugar", avisou, numa declaração que contém uma notícia. É que a continuidade do guarda-redes foi posta em causa porque o contrato que está na Liga só é válido até junho deste ano. Ora, tal como O JOGO escreveu, o entendimento entre FC Porto e Helton é total e os dragões têm guarda-redes até 2014.


Voz aos campeões


Vítor Pereira

"A equipa soube estar sempre unida. Ver a alegria desta festa é o que me deixa mais feliz. A bandeira dos Açores é para agradecer às gentes de lá


Fernando

"É o meu 10º título e continua a ser fantástico. É mais um campeonato no meio de tantos


Sapunaru

"Estou habituado a estas festas, mas vamos continuar a vencer. Mas já estava com saudades


Álvaro Pereira

"É uma festa muito bonita, num ano muito difícil. O povo do Porto merece isto


Lucho

"Estava mesmo com muitas saudades de tudo isto. É algo de inexplicável. A união é que nos faz fortes. Vou desfrutar da festa com esta gente linda


James

"Foi um ano de luta e todos merecemos esta festa muito bonita


Danilo

"Tudo isto nos motiva ainda mais para dar tudo o que temos por este clube. É uma festa fantástica


Alex Sandro

"É o meu primeiro título de muitos. Estes adeptos merecem


Maicon

"Perdi o meu brinco. Não vou descansar enquanto não o encontrar


Kléber

"Foi uma responsabilidade muito grande ter de substituir o melhor avançado do mundo. Sinto-me muito feliz com os golos marcados e esta noite estou a viver o melhor momento da minha vida de jogador


Djalma

"Tudo isto é maravilhoso, mas sei que vou voltar a repetir este momento


Varela

"É um momento único, inesquecível. Temos de aproveitar ao máximo estas conquistas


Otamendi

"Esta festa faz-me lembrar a conquista da Liga Europa. É igual. Está um ambiente espetacular


Iturbe
"Estou muito orgulhoso. O grupo é fantástico. Sinto-me muito feliz

in "ojogo.pt"


Vítor Pereira "Saída foi tema nunca falado"

Não há motivos para se sentir aliviado. Vítor Pereira registou as palavras de Pinto da Costa antes do jogo, dando conta que no FC Porto os contratos são para se cumprir, mas não se mostrou surpreendido. "Foi um tema que nunca foi falado, a minha saída nunca foi uma questão que se colocasse. O ponto de interrogação foram vocês que o colocaram porque nunca tive nenhum. Já há muito tempo que estou a trabalhar na próxima época. Por isso, era tudo especulação", disse. Em jeito de balanço, o técnico classificou a época de positiva, socorrendo-se dos números: "Temos a melhor defesa, o melhor ataque, logo a melhor equipa". Para Vítor Pereira, a época foi igualmente marcada por altos e baixos. "As coisas nem sempre correram bem", disse, sublinhando a força demonstrada no último terço do campeonato. "Nas grandes decisões provámos a nossa competência. Fomos à Luz jogar com a equipa que tinha um treinador por cima e que se dizia que jogava melhor e ganhámos. Depois, em Braga, perante a equipa classificada justamente de sensação também vencemos. Depois do Marítimo, recebemos o Sporting que também estava em alta e voltámos a vencer", resumiu. Desta forma, o técnico pretendeu responder a quem criticou o seu trabalho. "A minha equipa foi sempre apelidada de irregular e o treinador nunca esteve por cima. Os números provam o contrário". Sobre a opção de não utilizar Hulk de início, impedindo-o, assim, de lutar pelo título de melhor marcador, o técnico elogiou o brasileiro. "Hulk também é grande em termos de humildade e entendeu que havia jogadores que mereciam este jogo", finalizou.



Hulk

"Não posso dizer que quero sair ou ficar"

Hulk ainda tinha uma palavra a dizer na luta pelo título de melhor marcador do campeonato, mas começou no banco em Vila do Conde. Uma opção que respeitou. "Quem escolhe a equipa é o míster, mas nunca pensei em jogar para fazer três golos, dois ou quatro. Jogo sempre para dar o melhor para a equipa e o importante foi o título. Gosto de jogar sempre, mas respeito a opção e havia outros jogadores que também mereciam jogar e que nos ajudaram muito", referiu, explicando a motivação da equipa para este encontro: "Era o último jogo e queríamos ganhar para a festa ficar mais bonita."
Terminada a época, Hulk tentou driblar as questões relativas ao seu futuro. "Agora quero festejar o título com os adeptos e depois descansar com a família e pensar na seleção. Tenho mais quatro anos de contrato, e o futuro está nas mãos do FC Porto e do meu empresário", apontou, recusando-se o comentar as palavras de Teodoro Fonseca, que disse estar na hora de Hulk sair. "Não posso dizer que quero sair ou ficar, mas sim que vou dar o meu melhor esteja onde estiver", concluiu.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um


A ESTRELA


Kléber 7
Uma promessa adiada até ao fim


A promessa de goleador deixada durante a pré-época teve em Vila do Conde um dos pontos altos, quando Kléber apontou dois golos no primeiro jogo de preparação que os portistas realizaram em Portugal. Falcao parecia ter um substituto, mas a certeza rapidamente se transformou em dúvida, antes de se transformar novamente em certeza - desta vez que Kléber não era mesmo um novo Falcao. Agora, voltam as dúvidas, já sem o colombiano na história: será que Kléber era assim tão mau? E será tão bom como foi ontem? A verdade é que depois de quatro oportunidades desperdiçadas no jogo de ontem, o brasileiro conseguiu fazer três golos, quase seis meses depois de ter marcado pela última vez. Seis meses... Outra coisa parece certa: a confiança que lhe faltou na maior parte dos 15 jogos (!) em que esteve sem marcar regressou logo após o primeiro golo apontado em Vila do Conde. No final, sobra a pergunta: e agora, Kléber?


Bracali 5
Somou os primeiros minutos no campeonato para se sagrar campeão nacional, embora tenha sofrido dois golos - sem que lhe possa ser atribuída culpa - nos únicos lances de verdadeiro perigo que o Rio Ave dispôs enquanto esteve em campo.

Danilo 5
No regresso à titularidade, depois da lesão sofrida frente ao Manchester City, realizou uma exibição segura. É verdade que não esteve exuberante, sobretudo nas subidas pelo corredor direito, mas cumpriu o papel que lhe estava 
destinado sem grandes problemas.

Rolando 6
Voltou ao onze inicial com a braçadeira de capitão, num sinal de que o problema disciplinar está completamente ultrapassado. Para além de ter apresentado a habitual eficácia no setor mais recuado, ainda teve participação direta no quarto golo, ao colocar a bola em Kléber com um pontapé acrobático na área do Rio Ave.

Mangala 6
Teve mais uma oportunidade para demonstrar uma qualidade imensa, que, bem trabalhada, poderá transformá-lo num central de topo. Rápido, forte, bom no jogo aéreo, pareceu dominar todos os aspetos do jogo, embora, por vezes, ainda tenha demonstrado ingenuidade na forma como abordou alguns lances. Um pormenor.

Álvaro Pereira 5
Na provável despedida do FC Porto - será? - abusou da dureza para travar o atrevimento de Atsu. Subiu muito pelo corredor esquerdo, como é seu apanágio, embora raramente tenha dado uma sequência lógica aos lances.

Defour 6
Ocupou a posição de Fernando e, tal como o brasileiro, trabalhou muito para a equipa. As características da partida também lhe permitiram ter um papel igualmente importante na fase de construção do jogo. Acabou a época em grande e a prometer mais e melhor para a próxima.

João Moutinho 7
Começou por falhar dois passes fáceis logo no arranque do jogo, mas foram apenas a exceção numa exibição sempre em crescendo. Na segunda parte, e perante a ausência de James, assumiu em definitivo as rédeas da equipa, transformando-se numa das figuras do último jogo da época.

James 7
Foi um dos poucos titulares que sobreviveram à revolução operada por Vítor Pereira, mas para ocupar uma posição diferente da habitual, a de Lucho. Aproveitou os 45 minutos que esteve em campo para demonstrar, uma vez mais, todos os seus tributos técnicos, mas também que pode desempenhar aquelas funções com grande eficácia. Descobriu Djalma no primeiro golo (13') e, pouco depois, apareceu bem no centro da área para finalizar o segundo (17'). Melhor era difícil.

Djalma 7
Foi dos que melhor aproveitaram a oportunidade oferecida por Vítor Pereira. Estreou-se a marcar no campeonato, no golo que abriu o marcador (13'), mas a sua exibição foi muito mais do que isso. Durante boa parte do jogo, foi também um dos principais desbloqueadores da maior parte dos lances ofensivos do FC Porto, sobretudo através da sua velocidade. A forma abnegada como se entregou ao jogo teve o maior exemplo no penálti cometido sobre João Tomás.

Varela 6
Fez o primeiro remate da partida, poucos segundos depois do apito inicial do árbitro, num sinal de que estava em Vila do Conde para somar pontos na luta por um lugar no Europeu. Apesar disso, teve várias oscilações de rendimento ao longo do jogo, embora tenha ficado diretamente ligado a dois dos momentos da partida, com as assistências para os golos de James (17') e Kléber (50').

Iturbe 5
Demorou a entrar no jogo, mas quando pegou na bola passou-a por baixo das pernas de Kelvin (58'), para delírio dos muitos adeptos portistas que estavam nas bancadas. O quarto golo também nasceu de uma insistência sua sobre Jean Sony.

Hulk 5
Na impossibilidade de poder lutar pela liderança na lista dos melhores marcadores, fez a assistência para um dos golos de Kléber (65').

Kadú 5
Jogou os últimos minutos para se sagrar campeão nacional, mas ainda a tempo de fazer uma boa defesa a remate de Atsu (85').

in "ojogo.pt"

A soma interrompida na divisão dos louros


Estádio do Rio Ave, fim de tarde abafado, passeio do FC Porto com brilho intenso de Kléber. A sinopse serve para o jogo que fechou a temporada, mas é a cópia fiel da história que, há dez meses, contávamos sobre a primeira amostra em Portugal da equipa de Vítor Pereira. A curiosidade ilustra o percurso dos dragões, não lhe escondendo as agruras de um trajeto árduo e com um ponta de lança entretanto adiado.
Os três golos de Kléber espelham a matemática do campeão, que preferiu dividir os louros do que alimentar a soma que Hulk vinha encetando nas últimas jornadas (sete dos últimos oito golos da equipa) e que o fez reentrar na discussão pelo prémio de melhor marcador da Liga. Uma glória pífia, entenderam os dragões, vincando prioridades.
Vítor Pereira abdicou dessa coroa individual, sem beliscar o veredicto que já tinha traçado no lançamento da jornada: mais golo, menos golo, o que ninguém roubaria a Hulk era o título de campeão e o estatuto de MVP da Liga. Ao puxar a estrela para o banco, o FC Porto disse o que queria do encontro: acrescentar campeões (Bracali e Kadú) e insuflar a confiança daqueles que vinham jogando menos.
Convém acrescentar que o brando Rio Ave convidou a essa demonstração de brio, assumindo um ritmo de fim de festa que confirmou que a UEFA seria um presente envenenado para o arranque da nova época. Quando a esmola é muita, o santo desconfia, e os vila-condenses não se deixaram inebriar pela falácia europeia que só pode ser piada de mau gosto quando colada a uma das equipas que se viu e desejou na luta pela permanência.
Livre de constrangimentos, a disputa pendeu, naturalmente, para quem soube o que fazer com os espaços. Aí, James foi rei e senhor, agradecendo o papel de 10 e punindo um meio-campo do Rio Ave que esticava em demasia para impedir que João Moutinho e Defour saíssem a jogar a partir de trás. Bruno China era tenrinho para o colombiano, que em poucos metros delimitou um latifúndio.
Djalma e Varela castigaram a macia defesa vila-condense e até Kléber ia transformando dúvidas em certezas, crescendo para cima dos centrais e recuperando o fulgor do ponta de lança afirmativo que se projetava na pré-temporada. O futebol portista fluiu, multiplicou oportunidades e dividiu-as numa mão cheia de golos que, ironia das ironias, redundou num hat trick que não o de Hulk, lançado para abençoar a festa e para servir o último tento dos dragões no campeonato.
Afinal, o golo é uma democracia para o FC Porto. Djalma foi o 20º jogador a marcar pelos dragões na Liga, lançando a última medalha para o pescoço de um treinador que o chegou a ter a prémio. Contas feitas, o algodão dos números é limpinho: ao título, os portistas juntam o melhor ataque (69 golos) e a melhor defesa (19).
Uma conquista eloquente e que a equipa honrou, despedindo-se da temporada em lua de mel com os adeptos e com as dúvidas a evaporarem-se. Nunca seria o Rio Ave a confirmar a rendição dos céticos, mas a avaliação final, ainda que redutora, não deixará de nos oferecer a coincidência de uma sentença que já se desenhava há dez meses, num fim de tarde abafado em que Kléber foi vedeta.

in"ojogo.pt"

Rio Ave 2-5 FC Porto (Resumo) por Ricardo109x

sábado, 12 de maio de 2012

Rio Ave-F.C. Porto, 2-5 (destaques)


Kléber, seca de cinco meses encharcada por um «hat-trick»


A Figura: Kléber
O(s) golo(s), enfim! Não marcava há mais de cinco meses. Poucos pontas-de-lança suportam tamanha privação. Antes de empurrar com a biqueira da bota para o 1-3, Kléber já falhara três/quatro situações óbvias para marcar. Recuperou o gosto e encheu o pé numa bomba soberba, para o quarto dos dragões, antes de encostar facilmente para o fecho das contas. Para ser uma verdadeira opção, uma opção credível, é imperioso recuperar os níveis de confiança que revelava no Marítimo. A idade joga a seu favor.

A Desilusão: pouco tempo de Hulk
30 minutos de Hulk soube a pouco. No provável adeus aos dragões e à liga portuguesa, o brasileiro começou no banco de suplentes e só na segunda parte foi lançado por Vítor Pereira. Soube a despedida, soube a desilusão pela perda anunciada de um dos grandes jogadores do luso-campeonato. 

O Momento: a grande penalidade do Rio Ave
Além da posição irregular de João Tomás, Djalma não parece cometer qualquer infração sobre o ponta-de-lança. Há um erro a duplicar da equipa de arbitragem, pois. Este relançou o Rio Ave na discussão do jogo e acordou o F.C. Porto do descanso que fizera por merecer. Na transformação do castigo máximo, João Tomás não facilitou.

Outros destaques 

João Moutinho
Momento de forma soberbo. Não baixa o ritmo, não tira o pé, não despe o fato de operário. Toca piano e carrega-o com o à-vontade dos que nada sabem fazer mal. Fantástica a receção e o passe de primeira para Varela no segundo golo. Ainda melhor o passe longo a isolar Kléber logo no início da segunda parte. Agora é esperar que mantenha este nível até ao Euro-2012. A seleção precisa de um João Moutinho assim. Excelente entendimento com Steven Defour. 

James Rodríguez
A posição fez assenta-lhe na perfeição. É nos espaços interiores que melhor respira e inspira a equipa. Brilhante no segundo golo. Recebe a bola ainda numa posição recuada, joga na esquerda e aparece na área adversária, alguns passes depois, a encostar para golo. É um executante soberbo, claramente propenso a esta função. É dele também o passe para Djalma na génese do primeiro golo. Possui a inteligência dos eleitos, a mordacidade dos mais venenosos.

Silvestre Varela
Excelente início de jogo, a arrepiar caminho e a trocar as voltas a Jean Sony na esquerda. As recentes aparições colocam-no perto de ser opção para o Campeonato da Europa. Está mais solto, mais confiante e as coisas saem-lhe melhor. De qualquer forma, não consegue fazer as mudanças de velocidade que fazia nas duas primeiras temporadas de F.C. Porto. 

João Tomás
Ainda e sempre a referência máxima neste Rio Ave. Além do penalty conquistado e transformado, teve pelo menos dois cabeceamentos perigosíssimos. Compensa com o posicionamento exemplar a natural falta de velocidade. É, aos 36 anos, ainda um dos grandes pontas-de-lança do futebol português. Acaba o campeonato com 11 golos. 

Christian Atsu
Marcou ao F.C. Porto, olhou em direção do banco azul e branco e terá dito: «Vítor Pereira, aqui estou eu.» Tem condições para ser uma unidade importante na próxima versão do plantel dos dragões. 

in "maisfutebol.iol.pt"

Rio Ave-F.C. Porto, 2-5 (crónica)


Uma despedida Incrível e uma reconciliação inesperada


E cai o pano sobre a liga. Em Vila do Conde, o F.C. Porto despediu-se com mais uma vitória, uma mão-cheia de mudanças na equipa e a sensação de ter perdido Hulk. O brasileiro, figura proeminente dos bicampeões, começou no banco de suplentes e jogou só os últimos 30 minutos. Soou a adeus, a despedida dura, na tarde da reconciliação de Kléber com os golos: hat-trick! 

Dura, dizíamos, pois a relação entre o incrível brasileiro e o clube tornou-se sólida, inabalável, com o passar das épocas. Os milhões acenados de Inglaterra e Espanha tornam praticamente inviável a continuidade do internacional brasileiro. 

Um dos prováveis sucessores no posto de figura-maior é James Rodríguez, naturalmente. Preencheu a posição-dez, fez a assistência para o primeiro golo, marcou o segundo e ficou nos balneários ao intervalo, abrindo espaço à entrada do enigma-Iturbe. O mini-Messi, prodígio aclamado na América do Sul, levou fantasia e ingenuidade à partida. 

A partida revelou-se uma excelente oportunidade para rever o F.C. Porto num 4x2x3x1, com João Moutinho e Steven Defour no eixo central. O português joga bem em qualquer sistema, está em grande forma e terá sido o melhor em campo. O belga confirmou a melhoria evidenciada nas últimas semanas. 

Rolando e Mangala voltaram ao eixo da defesa, Alvaro Pereira ressurgiu após o desabafo público de Braga, Bracali somou os primeiros minutos no campeonato e até saiu mais cedo para o jovem Kadu se estrear. Deu para tudo, na verdade, tal a supremacia e os ares de confiança que envolvem o F.C. Porto neste fim de época. Deu até para Kléber relembrar o quão reconfortante é fazer golos. 

Danilo travou uma luta muito interessante com Christian Atsu. Um e outro serão, com certeza, colegas na próxima época do dragão. O brasileiro tem tudo para ser o dono da posição de lateral direito, o ganês ode muito bem revelar-se uma solução para desvendar mistérios e solucionar problemas. 

O Rio Ave acaba a época em 13º lugar e a possibilidade de jogar a Liga Europa na próxima temporada. Fez, numa grande penalidade inexistente, o 1-2 em cima do intervalo, mas revelou debilidades graves principalmente no eixo da defesa. Despedem-se uns, apresentam-se outros, insondáveis são os caminhos da vida. 

in "maisfutebol.iol.pt"

Vítor Pereira continua porque tem contrato

"Há um treinador que tem contrato. Não há tabu. Não temos necessidade de dizer que o treinador é para continuar", diz o presidente Pinto da Costa.



O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, disse hioje, à chegada oa estádio dos Arcos, em Vila do Conde, que "não há tabu" em relação à continuidade do treinador Vítor Pereira.
"Há um treinador que tem contrato", lembrou o presidente portista, para acrescentando: "Não temos necessidade de dizer que o treinador é para continuar".
"No F.C. Porto cumprem-se contratos", rematou Pinto da Costa.

in "rr.pt"

FC Porto bate Benfica na Luz


Os encarnados ainda não confirmaram o segundo lugar no campeonato.

FC Porto bate Benfica na Luz
O já campeão nacional FC Porto bateu o Benfica no pavilhão da Luz por 28-27, na 9.ª e penúltima jornada do grupo A do campeonato nacional de andebol.

Com grande superioridade na primeira parte, os dragões permitiram ao Benfica “regressar ao jogo” no segundo tempo, acabando os encarnados por discutir o resultado até final.
O Benfica está agora no quarto lugar da tabela e vai discutir com o Sporting e o Madeira SAD a segunda posição. 

in "sapodesporto.pt"

FC Porto mais forte no primeiro jogo da final


Os dragões controlaram grande parte do jogo no pavilhão Caixa.

FC Porto mais forte no primeiro jogo da final
O FC Porto colocou-se hoje em vantagem na luta pelo título nacional de basquetebol ao vencer o Benfica, por 77-71, no Dragão Caixa, no Porto, no primeiro jogo do "play-off".
A formação portista, com João Santos em evidência no capítulo da eficácia, ao somar 10 pontos, seis dos quais através de lançamentos triplos, impôs-se no primeiro período de jogo, que terminou a vencer por nove pontos (21-12).
O Benfica, que aos seis minutos ficou privado de Seth Doliboa, por lesão, reagiu no início do segundo período, em que diminui a diferença para três pontos, aos 29-26, fruto de um maior acerto nas tabelas.
A formação "encarnada" foi superior aos portistas no segundo período, em que fez um parcial de 22-18, e revelando um maior acerto na concretização encurtou a desvantagem ao intervalo para cinco pontos (39-34).
O Benfica, muito por culpa da mão quente de Heshimu Evans, deu continuidade no início da segunda parte ao ascendente que vinha evidenciando antes do intervalo, tirando partido da parcial apatia e ineficácia dos "dragões".
Marcando consecutivamente dos 30 aos 41 pontos, entre o final da primeira e o início da segunda parte, o Benfica logrou anular a vantagem do FC Porto e passou para a frente aos 41-39.
Gregory Stempin recolocou o FC Porto na dianteira, aos 42-41, e após nova vantagem do Benfica, aos 43-42, novo triplo, mas Carlos Andrade voltou a dar a liderança aos "azuis e brancos", aos 48-45.
O terceiro período do encontro foi equilibrado, como atesta o parcial de 19-18 favorável ao Benfica, e apesar da vantagem no jogo pertencer ao FC Porto, por 57-53, mantinha-se a incerteza quanto ao vencedor.
O FC Porto chegou a uma vantagem de nove pontos aos 66-57, que paulatinamente foi perdendo até aos 67-66, com um acumular de erros, para desespero do público presente no Dragão Caixa.
Nos minutos finais, prevaleceu o maior acerto da formação portista, que conseguiu voltar a distanciar-se do Benfica, com um parcial de sete pontos consecutivos, o que lhe permitiu "fechar" aos 77-71.
O portista Gregory Stempin e o benfiquista Ted Scott, ambos com 26 pontos, foram os jogadores em evidência no capítulo da concretização. FC Porto e Benfica voltam a defrontar-se no domingo, para o segundo jogo do "play-off", a disputar à melhor de cinco.

in "sapodesporto.pt"

"SÓ DEPENDEMOS DE NÓS PARA CHEGAR À LIDERANÇA"

Ainda na luta pelo título, o FC Porto Império Bonança defronta este domingo (15h), no Dragão Caixa, a Física. Filipe Santos, capitão da equipa azul e branca, garante que se trata de um adversário que pode trazer dificuldades aos Dragões. O defesa/médio acredita na conquista do campeonato e admite que é importante que a equipa pense jogo a jogo.

Adversário difícil
“A Física está relativamente bem classificada e é uma equipa bastante complicada. Já demostrou que pode criar muitas dificuldades aos adversários. Portanto, estamos à espera de um jogo muito difícil.”

Cada jogo é um jogo
“O jogo contra o Benfica [actual primeiro classificado], apenas vai ser importante na altura em que for jogado, por isso ainda não pensamos nele. Temos de tentar ganhar todos os nossos jogos e o adversário terá de fazer a mesma coisa. A diferença pontual é que pode tornar esse jogo decisivo.”

Equipa estabilizada
“É lógico que não estamos habituados a perder e a ficar em segundo lugar por muito tempo. Isso abalou a equipa. Mas só dependemos de nós para chegar à liderança, por isso continuamos na luta e com muita esperança em revalidar o título.”



in "fcp.pt"

SUB15: "TOLERÂNCIA ZERO" PARA DUELO COM O SPORTING

À 5.ª jornada da fase final do campeonato nacional de iniciados, os Dragões recebem o Sporting (domingo, 11h). António Folha, treinador dos Sub15, garante que o plantel tem força para vencer e que a confiança é o segredo para o sucesso. “Se eles acreditarem tanto como eu, estou convencido de que vamos vencer o jogo”, declarou. O triunfo é vital para levar a discussão do título até à última ronda.

Faltam duas jornadas para o fim do campeonato e o FC Porto tem três pontos de atraso em relação ao Benfica, que defronta na última jornada. É obrigatório ganhar ao Sporting?
Sim. Tolerância zero. Não há margem para erro e os jogadores sabem disso. Penso que estamos preparados para fazer um bom jogo e vencer o adversário. Este encontro é o mais importante da época. Se tivermos um percalço, não conseguimos jogar a “final”. Estamos conscientes disso e serenos.

O facto de o FC Porto ter ganho ao Sporting no jogo da primeira volta dá mais tranquilidade à equipa ou já faz parte do passado?
Não nos lembramos disso. São águas passadas, jogos diferentes. Sabemos que vai ser um jogo complicado, mas encarámo-lo da mesma maneira, com o mesmo rigor, ambição e, se possível, com uma grande qualidade de jogo. Ganhar com qualidade é uma das coisas que nos propomos a fazer no FC Porto.

Depois de 30 jogos sempre a ganhar, perderam com o Benfica, em casa. Como é que os jogadores ultrapassaram esse obstáculo?
É natural que depois de uma derrota os miúdos se sintam um bocado tristes, mas demonstraram um grande carácter e um grande profissionalismo, apesar de só terem 14 anos. E isso foi evidente no jogo seguinte, com o Vizela, em que eles superaram mais uma vez o adversário. Esperamos continuar dessa forma neste jogo.

Está confiante de que vai ser tudo decidido na última jornada?
Estou, porque acredito muito no valor deles. Se eles acreditarem tanto como eu, não tenho a mínima dúvida. Tento que eles nunca duvidem do seu valor, porque têm muito. Já provaram isso e não vai ser um percalço que vai pôr em dúvida tudo o que fizeram até aqui. Se eles acreditarem tanto como eu estou convencido de que vamos vencer o jogo.



in "fcp.pt"

SUB17 A UM PASSO DO TÍTULO

Depois da vitória frente ao Sporting (2-0), no passado fim-de-semana, no Olival, a equipa Sub17 do FC Porto vai defrontar o Benfica (domingo, 11h), em encontro referente à 5.ª jornada da fase final. Se os azuis e brancos vencerem, garantem o título de campeões nacionais. Nuno Capucho está confiante, mas não desvaloriza o adversário.

Tudo a postos
"A nossa preparação foi feita no sentido de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para jogar dentro do nosso registo e tentar vencer o encontro na casa do adversário. Tento incentivar os jogadores todos os dias, mas eles também já perceberam qual é o nosso objectivo. Vamos lá para demonstrar que jogar fora de casa é a mesma coisa que jogar em casa."

Crença no título
"Matematicamente, é possível conquistarmos o título. Se formos fortes e seguros no jogo acho que podemos acabar com o campeonato este fim-de-semana."

Respeito pelo adversário
"De certeza absoluta que vai ser um jogo difícil. Não podemos desrespeitar o adversário, que é uma equipa forte e vai jogar em casa. Além disso, vão fazer tudo para nos criar dificuldades. Mas, para mim, o mais importante no futebol é jogar dentro do nosso registo, ser forte, confiante e respeitar o adversário. Se assim for, ficamos mais perto de provar o nosso valor e de mostrar o que foi a nossa época desportiva."



iin "fcp.pt"

Alfredo Quintana: "QUEREMOS MOSTRAR O PORQUÊ DE SERMOS CAMPEÕES"

Na penúltima jornada do campeonato, os tetracampeões nacionais deslocam-se ao terreno do Benfica, (sábado, 15h05). Alfredo Quintana antevê um jogo difícil, mas assegura que a equipa não pensa noutro desfecho a não ser a vitória. Em superflash, o guarda-redes cubano afirma que o trabalho é a fórmula para o sucesso azul e branco.

O facto de o título já estar assegurado não interferiu no ritmo da equipa. "Queremos mostrar o porquê de sermos campeões. Num ano repleto de vitórias, queremos alcançar mais uma", afirmou o guarda-redes azul e branco. O adversário deste sábado é o Benfica, que ainda está a lutar pelo segundo lugar. Quintana garante que a equipa quer demonstrar que consegue triunfar "mesmo no campo do adversário".

O jogador, que está no clube há quase duas épocas, sente-se feliz com tudo o que alcançou até agora. "Quando vim para o FC Porto não imaginei que fosse logo conquistar dois títulos seguidos. Estou muito contente com os resultados", confessou o camisola 1 do plantel.

Nos últimos jogos, Quintana tem realizado boas exibições que lhe valeram um lugar no "sete ideal" da última jornada. Para isso tem uma explicação simples: "A fórmula para o sucesso é o nosso trabalho. Não só o meu, mas o de toda a equipa".

No rescaldo da época, o cubano sublinha o mérito de Ljubomir Obradovic. "O treinador tem sempre vontade de trabalhar e é esse o pensamento que transmite à equipa. Para nós não há tempo para relaxar. Todos temos imensa vontade de trabalhar com ele", rematou.


in "fcp.pt"

CARLOS ANDRADE PEDE UM "EMPURRÃOZINHO" AOS ADEPTOS

O FC Porto Ferpinta recebe o Benfica, este fim-de-semana, na final dos playoffs da Liga. No sábado, o apito inicial está marcado para as 15h15 e, no domingo, para as 19h15. Na superflash, Carlos Andrade mostrou-se determinado em vencer o principal rival, mesmo depois da interrupção forçada do trabalho da equipa. O extremo apelou à presença dos adeptos no Dragão Caixa.

A desistência do CAB Madeira, que deveria defrontar os azuis e brancos na meia-final, obrigou a formação de Moncho López a uma paragem de 22 dias. Ainda assim, a equipa tentou manter o ritmo. "Fizemos treinos bastante duros fisicamente, mas acho que foi a parte mental que trabalhámos mais. Penso que fizemos um bom trabalho", assegurou.

O FC Porto venceu a fase regular, apesar de, nessa etapa, ter perdido os dois jogos com o Benfica. Pelo meio, os portistas derrotaram o rival lisboeta na meia-final da Taça, que venceriam frente à Académica. Carlos Andrade garante que nos playoffs nada funciona como na fase regular. "Estamos numa fase em que cada jogo é diferente, cada jogo tem a sua pressão e encaramos cada um deles como uma final", esclareceu.

O facto de a final ser um clássico do basquetebol português faz aumentar ainda mais o interesse. "É especial. A pressão e a vontade de ganhar são sempre as mesmas por parte das duas equipas. Tem um sabor especial", confessou.

A presença dos adeptos nos dois primeiros jogos, em casa, é fundamental para a boa exibição da equipa de Moncho López. "Gostava que os adeptos estivessem cá para nos darem um empurrãozinho rumo ao 'bi'", apelou. "Sinto bastante a energia do público quando entro no pavilhão e isso dá-me muita força".



in "fcp.pt"

Rio Ave-FC Porto (antevisão): o campeão ao ataque


Azuis e brancos querem ter a melhor ofensiva do campeonato e a isso podem juntar um título individual


Momento

Rio Ave Quatro empates seguidos no campeonato, três deles com o mesmo resultado: 2-2. A equipa de Vila do Conde está segura na Liga, mas o mesmo não se pode dizer de Carlos Brito. A continuidade de Carlos Brito tem sido motivo de especulação e essa é a grande incógnita no Rio Ave.

FC Porto

O campeonato está ganho e o FC Porto anda de festa em festa. Começou no sofá, curiosamente, com o empate do Benfica no estádio que neste sábado visita e prolongou-se com a vitória sobre o Sporting. Este pode também ser o sexto triunfo consecutivo dos azuis e brancos no campeonato e há ainda a curiosidade de saber se Hulk consegue meter-se entre Cardozo (Benfica) e Lima (Sp. Braga) na luta dos goleadores. Por fim, o FC Porto também quer acabar o campeonato como o melhor ataque. Tem mais um golo que os rivais da Luz. E depois, há esse tema tabu, que é a continuidade de Vítor Pereira.

Principais ausências

Rio AveTiago Pinto, devido a castigo, mais os lesionados Rafa, José Gomes, Fábio Faria, Wires e Anselmo. 

FC Porto Sapunaru e Fernando estão castigados, e por isso ficam de fora, tal como Otamendi e Helton 

Discurso direto

O treinador do Rio Ave, Carlos Brito, na antevisão do jogo:«Todos os jogadores gostam de estar presentes nestes grandes jogos, ainda para com o campeão nacional. Não precisamos destes pontos para a manutenção, mas isso não pressupõe que seja um jogo desinteressante. Apesar de descontraídos, vamos querer fazer um bom jogo e pontuar» 

O treinador do FC Porto, Vítor Pereira, na antevisão do encontro: «Sinceramente, o que conta aqui é o coletivo, é a equipa. Gostava que a minha equipa fosse a mais concretizadora do campeonato, a que menos golos sofre. Se indivudualmente pudermos acrescentar mais conquistas, como o prémio de melhor marcador, ficaria muito satisfeito.» 

Histórico de confrontos

Nove vitórias do FC Porto e uma do Rio Ave em 17 jogos na Liga. Há, claro, sete empates em Vila do Conde entre as duas equipas. O único triunfo vila-condense aconteceu em 2003/04, por 1-0, golo de Miguelito.

Equipas prováveis

Rio Ave Huanderson; Jean Sony, Gaspar, Éder e André Dias; Tarantini, Bruno China e Vítor Gomes, Yazalde, João Tomás e Christian Atsu

FC Porto Bracalli; Danilo, Maicon, Rolando e Alex Sandro; Lucho, Defour e Moutinho; Hulk, Janko e James Rodriguez.

in "maisfutebol.iol.pt"

Hulk à conquista de hat-trick inédito

SONHO DA BOTA DE OURO PASSA POR ALCANÇAR UM FEITO NUNCA CONSEGUIDO NO CAMPEONATO



Já tem uma Bota de Ouro Record na estante, mas para um jogador com a ambição de Hulk nunca falta espaço para mais um troféu. Com o bicampeonato assegurado, o brasileiro, de 25 anos, não coloca de parte uma nova conquista, mas para isso terá de estar verdadeiramente inspirado em Vila do Conde. Partindo com três golos de atraso em relação a Cardozo e Lima, o Incrível necessita de alcançar um hat-trick frente ao Rio Ave para acalentar o sonho de somar mais uma distinção individual. A concretizar, seria um feito inédito, uma vez que nunca conseguiu faturar por três vezes no mesmo jogo no campeonato português.

É verdade que o internacional brasileiro já conta com um hat-trick com a camisola do FC Porto, mas foi conseguido num encontro da Liga Europa, diante do Genk, no Dragão, na época passada.

in "record.pt"

Nem quem os conhece aponta um favorito


Bola ao ar na final da Liga Portuguesa, que começa hoje a discutir-se no Dragão Caixa e se pode prolongar até um quinto jogo, já agendado para o próximo dia 23. FC Porto e Benfica, as equipas que têm dominado o basquetebol nacional, encontram-se pela terceira vez consecutiva na final, sendo que nos dois últimos anos houve um título para cada lado. Por terem sido primeiros na fase regular, os azuis e brancos têm a seu lado o fator casa, um dos elementos que mais pesaram na época passada, apenas decidida no sétimo jogo - e se a final chegar à negra, essa será no Dragão Caixa. Agora, as águias, que somam 22 títulos nacionais, querem que o troféu perdido em 2011 regresse a Lisboa, enquanto os portistas, 11 vezes campeões, perseguem um bicampeonato que já escapa desde 1995/96 e 1996/97, ainda nos tempos da Liga Profissional.
O FC Porto chegou a esta final em circunstâncias específicas, pois a desistência do CAB Madeira levou a uma passagem direta e a uma paragem indesejada na competição de 22 dias. Carlos Andrade conta que o grupo fez tudo para contrariar este obstáculo. "Fizemos treinos bastante duros fisicamente, mas acho que foi a parte mental que trabalhámos mais. Penso que fizemos um bom trabalho", defende o extremo. Já o Benfica teve de eliminar o surpreendente Lusitânia em quatro jogos. De olhos postos na final, Miguel Minhava gostava de repetir a vitória encarnada no Dragão Caixa, a 24 de março, ainda na fase regular. "A importância do primeiro jogo é a pressão que nos pode tirar do segundo. Se vencermos o primeiro, podemos encarar o segundo com um à-vontade que se calhar até permite sair de lá com o 2-0", afirma em declarações à Benfica TV.
Esta época, os dois conjuntos já se encontraram quatro vezes, e são os comandados de Carlos Lisboa que levam vantagem: três vitórias (duas para a Liga e uma no Troféu António Pratas) contra uma dos rivais (nas meias-finais da Taça de Portugal). Mas isso só representa uma pequena parte da história. Aqueles que melhor conhecem as equipas finalistas, os técnicos rivais que também atingiram o play-off, falaram abertamente da final a O JOGO e nenhum deles indicou um favorito. Concordaram apenas num aspeto interessante: a partir de hoje, o talento individual dos encarnados mede forças com o coletivo forte dos dragões.

in "ojogo.pt"

Há outro clássico mas este é na Luz


Hoje é dia de clássico em dose dupla. Além do primeiro jogo da final do play-off de basquetebol, a jogar no Dragão Caixa, há ainda o Benfica-FC Porto, referente à oitava jornada da fase final do campeonato de andebol, a disputar na Luz. E se os dragões já chegaram ao tetra, os homens de Jorge Rito ainda lutam pelo segundo lugar.
"Equipas como Benfica, Sporting e FC Porto encaram os jogos até ao fim do campeonato sempre com a mesma seriedade. Não estamos à espera de facilidades e temos ainda um objetivo para alcançar e vamos encarar o jogo como uma final", disse José Costa ao sítio do Benfica, admitindo: "Contra o FC Porto, é sempre um jogo que se quer ganhar, e temos conseguido fazê-lo em nossa casa, vamos entrar para ganhar e conseguir o nosso objetivo."
Pelos portistas falou o guarda-redes Alfredo Quintana: "Queremos mostrar o porquê de sermos campeões. Num ano repleto de vitórias, queremos mais uma." Quintana explicou ainda que "o treinador tem sempre vontade de trabalhar, e é esse o pensamento que transmite à equipa": "Para nós, não há tempo para relaxar."

in "ojogo.pt"

Pinto da Costa: "As faixas guardadas podem ser aproveitadas nas limpezas"


Pinto da Costa prometeu deslocar-se à Afurada de cada vez que vencesse o título de campeão nacional e ontem não falhou uma vez mais. Recebido com imenso carinho pelos portistas daquela localidade no salão da junta de freguesia, o presidente do FC Porto não perdeu a oportunidade para atacar a concorrência e em especial o Benfica. "Este campeonato teve um sabor especial. Parece que havia para aí umas faixas de campeão, que tiveram de guardar, e umas t-shirts estampadas que agora só vão ter aproveitamento nas limpezas", declarou, perante uma plateia que irrompeu em palmas. Pinto da Costa foi mesmo mais longe, sem perder de mira o seu rival predileto: "Por mais campanhas que façam e mentiras que digam, não adianta ter os subdiretores de alguns jornais a sair das reuniões de um clube. Podem pôr os papagaios todos da região a falar, porque quando dizem mais do que olá, só sai asneiras. A força não está nas reuniões, a força está no povo".
Enquanto os "Filhos do Dragão" se ouvia no toque de um telemóvel de um portista presente, Pinto da Costa aproveitou a deixa do salão da junta de freguesia da Afurada, onde foi recebido, para manter o seu ataque cerrado: "Estamos na casa da democracia e é uma boa oportunidade para responder aos tempos em que só ganhavam os clubes da capital e em que os títulos eram entregues por decreto. Somos do Norte e somos campeões".
Já com a sala ao rubro, o líder dos azuis e brancos não esqueceu umas palavras especiais para os seus anfitriões de fim de tarde. "Não vim aqui cumprir promessa com esta ou aquela pessoa, senão comigo mesmo. Da primeira vez que aqui estive, fui de tal forma recebido com tanto carinho, que me senti esmagado pela receção que me fizeram e entendi que vir cá era a única forma de lhes demonstrar que nunca esquecerei o que é estar nesta terra de dragões que muito estimo", rematou, perante uma primeira fila onde se sentaram, entre outros, João Pinto, Quinito e Folha, jogadores que marcaram a história do clube.
De seguida, o presidente dirigiu-se à casa do FC Porto, num cortejo pelas ruas da Afurada a que não faltaram os bombos dos Mareantes do rio Douro. Comovido pelas manifestações de apoio de todas as casas, Pinto da Costa deixou nova promessa, quando voltou a dirigir-se aos portistas da janela da casa do FC Porto: "Vamos fazer tudo para voltar aqui para o ano e cantarmos todos campeões, campeões, nós somos campeões!"

Guilherme Aguiar crítico


Como padrinho da casa do FC Porto na Afurada, José Guilherme Aguiar esteve, naturalmente, presente e acredita que o Conselho de Justiça da Federação (CJ) dará provimento ao recurso apresentado pelos azuis e brancos (ver página 25). "Se o recurso não tivesse efeito suspensivo, far-se-ia agora a liguilha e os preparativos para a competição. Mas se a decisão do CJ for a de que não é permitido o alargamento - e eu entendo que o CJ irá conceder provimento ao recurso - ela não irá anular a decisão mas o efeito para esta época", comentou. Guilherme Aguiar aproveitou ainda para questionar o alegado aumento de receitas que poderia trazer o alargamento: "Ao contrário do que muita gente diz, não há aumento de receitas com o alargamento. Queria que me provassem isso, porque a receita desta competição é única e advém dos cinco jogos transmitidos todas as semanas. Agora, dividam-na por 16 e por 18 e depois por 16 e 22 e digam-me se há mais receitas. Há mais jogos, é verdade, mas muitos nem juntam 2500 pessoas, e há mais encargos para a organização de jogos, mais contrapartidas para os árbitros, etc... Já se fala que a Liga irá perder o patrocinador da II Liga e que os patrocinadores da I Liga não conseguirão acompanhar os montantes em jogo. Vimos clubes da I Liga que quase vendiam a sua camisola a um patrocinador diferente por jogo".

in "ojogo.pt"

Hulk mais perto do sonho olímpico


Hulk, Danilo e Alex Sandro voltaram a ser chamados por Mano Menezes para representar a seleção brasileira em quatro jogos particulares frente à Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina, agendados para o final de maio e início de junho. Esta lista tem, no entanto, um objetivo bem definido, como revelou ontem o selecionador brasileiro: preparar a participação nos Jogos Olímpicos de Londres. Nesse sentido, se as presenças de Danilo e Alex Sandro eram praticamente certas, tendo em conta a idade dos dois laterais portistas (sub-23), a chamada de Hulk acabou por ser bem mais surpreendente. Ou não... O avançado integra uma restrita lista de seis jogadores que já não têm idade olímpica chamados para estes quatro jogos e da qual sairá, ao que tudo indica, os três jogadores com mais de 23 anos que participarão nos Jogos de Londres. O guarda-redes Jefferson (Botafogo) e os defesas David Luiz (Chelsea), Thiago Silva (Milan), Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid) são os concorrentes de Hulk por uma das três vagas disponíveis.

O facto de o jogador portista ser o único de características ofensivas com mais de 23 anos poderá ser um dos aspetos que jogam a seu favor, embora também não seja menos verdade que é no ataque que moram as principais estrelas desta seleção brasileira, como são os casos de Lucas, Pato, Leandro Damião ou ainda Neymar.
Mais do que qualquer outra leitura, esta nova chamada confirma que o estatuto de Hulk na seleção brasileira saiu reforçado pelas últimas prestações na canarinha, mas também pelo que tem vindo a fazer no FC Porto.

"É o clube que me vai abrindo mais espaço"


Hulk esperava a convocatória para os quatro particulares de fim de época, mas percebeu igualmente que as possibilidades de entrar no projeto Olímpico são agora mais reais. "É sempre bom ser chamado para a seleção. É sempre uma boa notícia. Principalmente agora. Final de temporada, acabando o campeonato e a gente já campeão. Graças a Deus fizemos uma excelente campanha com o FC Porto e isso vai abrindo mais espaço na seleção. Agora é dar o máximo para poder estar entre os três que irão para a seleção olímpica", frisou o Incrível numa curta reação à sua assessoria de Imprensa. Hulk está focado em Londres. "Sem dúvida que me agrada bastante. Todos sabem a importância que essa competição tem, uma competição que o Brasil ainda não ganhou. Com certeza que nos vamos empenhar bastante nessa competição para poder trazer o título e eu estou à disposição para poder ajudar a seleção. Se o Mano Menezes contar comigo, vou dar o máximo. E se Deus quiser traremos o título para o Brasil", projetou já o avançado dos dragões.


Empresário fala de um "salto para a copa"


No final do jogo com o Sporting, Hulk contornou o tema da transferência: "Falem com o meu empresário." Foi o que fizemos ontem, mas Teodoro Fonseca ainda joga à defesa. "Concreto é o contrato com o FC Porto. Há muitas sondagens, muitas ofertas, muita coisa no ar também. É preciso ter calma, ele não vai sair para pior", avisou o agente, para quem esta nova chamada de Hulk ao escrete é "o reconhecimento de que ele é, nesta altura, um dos melhores do Brasil." Ora, Hulk quer continuar na montra e esse pode ser um dos pressupostos para a transferência. "Ele nunca afirmou que quer sair, desafio quem disser isso a prová-lo, mas é claro que tem objetivos e um deles é ser titular no Mundial. Se sair, não é pela dimensão do FC Porto, mas pela dimensão do campeonato. Tem de haver um salto por causa da Copa de 2014."


Um problema lateral


A presença de Danilo e Alex Sandro nos Jogos Olímpicos é quase certa, pelo que a boa notícia pode transformar-se em má na perspetiva do... FC Porto. Se acabar por se confirmar a chamada, os dois jogadores vão falhar a pré-temporada, mas também, na pior das hipóteses, o arranque da época oficial. A final dos Jogos está marcada precisamente para o mesmo dia da realização da Supertaça portuguesa (11 de agosto), o que os afasta da estreia em 2012/13.

in "ojogo.pt"



Consagração chega aos Aliados


Quando acabar a partida de hoje em Vila do Conde, os jogadores do FC Porto entram oficialmente de férias, apesar de ainda terem uma festa para fazer. A conquista do 26º título de campeão nacional será celebrada nas ruas do Porto e com passagem obrigatória no espaço mais emblemático da cidade: a Avenida dos Aliados. Depois das duas comemorações no Estádio do Dragão, a última das quais logo após o jogo com o Sporting, o plantel portista cumpre hoje a tradição de percorrer as ruas da cidade do Porto para um contacto ainda mais real com os adeptos.
Depois do jogo com o Rio Ave, os jogadores seguem para o Vitalis Park, na Rua da Constituição, onde os espera um autocarro descapotável que descerá pela Rua de Camões até chegar à Avenida dos Aliados, que será feita nos dois sentidos e em ritmo lento.
A primeira paragem simbólica dos jogadores será feita junto à sede do clube, um edifício que fica precisamente ao lado da Câmara Municipal, que, como tem sido hábito nos últimos anos, continuará de portas fechadas. A última vez que portistas visitaram os Aliados foi no ano passado, depois da conquista da Liga Europa.

in "ojogo.pi"