quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Moutinho: «No FC Porto não se tira o pé»

Médio elogiou o coletivo portista
 

23 anos depois de ter conquistado a Taça dos Campeões Europeus, o FC Porto voltou a ser feliz em Viena. A vitória, por 3-1, frente ao Rapid, garante o 1.º lugar do Grupo L da Liga Europa. Por tudo isso, João Moutinho não podia estar mais satisfeito, garantindo que nem a neve nem o frio impedem o FC Porto de jogar "sempre para ganhar."

"Estivemos muito bem num jogo muito difícil e com condições muito adversas, mas já em Coimbra tinha sido muito complicado e o grupo superou. Aqui [Viena] foi igual porque no FC Porto não se tira o pé. Joga-se sempre para ganhar", assinalou o n.º 8 azul e branco.

in "record.pt"

Liga Europa: Rapid-F.C. Porto, 1-3 (crónica)

F.C. Porto voa nas asas de Falcao sobre um manto de neve

O F.C. Porto garantiu o primeiro lugar do Grupo L da Liga Europa, ao vencer no reduto do Rapid de Viena (1-3). No regresso ao Estádio Ernst Happel, com os campeões europeus de 1987 nas bancadas, foi Falcao a voar mais alto, garantindo uma reviravolta à imagem daquela final, então frente ao poderoso Bayern de Munique.

Desta vez, o manto de neve foi o principal obstáculo. O Rapid colocou-se em vantagem, mas os dragões adaptaram-se e deram a volta ao resultado. Otamendi foi o primeiro assistente, Hulk bisou na ajuda ao incontornável Falcao. O Besiktas também venceu mas já não chega ao topo. Última jornada para cumprir calendário, frente ao CSKA de Sófia.

André Villas-Boas preparou quatro alterações para a visita ao Rapid de Viena. Beto surgiria na baliza, Fucile e Otamendi na defesa, Ruben Micael a meio-campo. Contudo, a lesão do guarda-redes no aquecimento recuperou Helton para o onze.

Viena ou Tóquio?

O regresso a Viena motivou a reunião dos vencedores da Taça dos Campeões Europeus de 1987. Contudo, a neve que cobriu a capital austríaca reproduziu o cenário da Taça Intercontinental que se seguiu, em Tóquio. Manto branco, bola laranja, jogo atípico.

O F.C. Porto entrava em campo com o apuramento garantido. Pela primeira vez, apresentava-se como única equipa europeia sem derrotas. Um registo a manter enquanto possível. Por outro lado, Villas-Boas recordou a importância de segurar o primeiro lugar, ainda ameaçado pelo Besiktas.

O plano de jogo dos dragões foi alterado rapidamente, face às condições climatéricas. Beto lesionou-se ainda no aquecimento, Fernando aguentou apenas 16 minutos. O médio defensivo, que regressou à competição no clássico, sofreu uma entrada dura e acabou por sair, a coxear. Entrou, e entrou bem, Guarín.

O médio colombiano posicionou-se à frente da defensiva azul e branca, numa altura em que o F.C. Porto começava a dominar territorialmente o jogo. Guarín contribuiu para esse ascendente, vendo a sua equipa criar algumas oportunidades de golo. Antes, Saurer ainda fez a bola raspar no poste azul e branco.

Sensação errada de golo

Em dez minutos, entre os 25 e os 35, os adeptos portistas animaram-se com a perspectiva de golo. Porém, o mesmo viria a surgir na baliza contrária, neste caso à guarda de Hélton. O Rapid aproveitou um desvio de cabeça de Otamendi, deixando o infeliz brasileiro de fora da jogada. Trimmel, em antecipação a Fucile, marcou.

O F.C. Porto respondeu sem demora. Varela, desmarcado por Hulk, perdeu uma oportunidade soberana. Logo depois, Soma falhou a intercepção a lançamento longo de Otamendi e Falcao aproveitou. O colombiano soube contornar as peculiaridades do relvado e atirar a contar. Ao intervalo, tudo nivelado.

André Villas-Boas operou nova substituição ao intervalo, resguardando mais um jogador vindo de lesão. Silvestre Varela saiu, entrou o jovem Ukra. Os responsáveis pelo relvado afastaram a neve das áreas, mas a bola também passou a visitar esses espaços com menor regularidade.

Dragão desperta para o final

O Rapid de Viena, impulsionado por 50 mil adeptos empolgados, cresceu na etapa complementar e assumiu as despesas de jogo, sem criar uma mão cheia de oportunidades. O F.C. Porto parecia satisfeito com o empate mas despertou com a entrada de Belluschi.

Ao minuto 79, João Moutinho inventou um lance de forma brilhante, surgindo Rolando a atirar contra um adversário. Pouco depois, Hulk furou na direita e cruzou, ficando a sensação que Patocka cortou a bola já com o braço. O árbitro nada assinalou.

O F.C. Porto arrancou para uma excelente recta final e chegou à vitória com a parceira entre Hulk e Falcao. O brasileiro cruzou, Hedl largou, o colombiano marcou. Depois, Hulk rematou, o guarda-redes do Rapid largou de novo, Falcao aproveitou e fez o «hat-trick». Belo final de festa na neve.

in "maisfutebol.iol.pt"

Champanhe no congelador

Com o apuramento para a próxima fase da Liga Europa garantido depois do empate contra o Besiktas, no Dragão, o jogo de hoje com o Rapid de Viena serve, em primeira instância, para o FC Porto tentar garantir, desde já, o primeiro lugar no Grupo L. Claro que ainda há mais um jogo para disputar no Dragão, frente ao CSKA de Sófia, mas André Villas-Boas não é de deixar para amanhã o que pode resolver já hoje e, por isso mesmo, o mais provável é que o FC Porto se apresente no Ernst-Happel com uma equipa capaz de reeditar o triunfo memorável que os portistas conquistaram ali mesmo, em 1987, quando o estádio ainda dava pelo nome de Prater.

Aliás, a memória da primeira grande conquista europeia dos portistas está bem presente neste regresso a Viena, marcado pelo convite aos heróis de 87 que voltaram a pisar aquilo que para muitos adeptos do clube é terreno sagrado.

Quanto à equipa actual, há mudanças anunciadas no onze, nomeadamente a entrada de Otamendi para o lugar que costuma ser ocupado por Maicon no eixo da defesa e a utilização de Fucile à esquerda, onde normalmente joga Álvaro Pereira - lesionado - e por onde também passou Emídio Rafael - não está inscrito na Liga Europa. Novidade, se lhe podemos chamar assim, apenas a entrada de Rúben Micael para o meio-campo, permitindo poupar Belluschi a mais 90 minutos de desgaste. De resto, o FC Porto do costume, desde logo no ataque, onde Hulk, Falcao e Varela tratarão de garantir que a Liga Europa deixa de ser uma preocupação, pelo menos até Fevereiro. Assegurando, pelo caminho, que a equipa mantém o estatuto de única formação ainda invicta no futebol europeu, objectivo que André Villas-Boas já afirmou pretender estender, pelo menos, até à paragem de Natal. Para o conseguir, para além de derrotar o Rapid, que até chega ao jogo de hoje moralizado pela vitória sobre o Áustria no dérbi de Viena, o FC Porto terá de resistir ao frio que mantém a capital austríaca uma boa mão-cheia de graus abaixo de zero.

E não há nada como um bom jogo de futebol para aquecer...

18h00

SPORTTV 1

Estádio Ernst Happel

in "ojogo.pt"

AVB: "Invencível? Isso ainda não dá títulos"


André Villas-Boas passou a ser o único treinador da Europa sem derrotas, mas tratou de desvalorizar esse detalhe, concentrando-se no que é essencial.

O facto de o FC Porto ser a única equipa imbatível na Europa traz pressão adicional?

Acho esse facto pouco relevante. Conseguimos um número importante de jogos sem perder e estamos satisfeitos com o facto de termos apenas três empates, mas, por exemplo, o Manchester United, que perdeu agora, já fez mais jogos do que nós. Se chegarmos ao final da época e atingirmos os nossos objectivos, então penso que poderemos olhar para trás e apreciar esse facto de outra forma. Mas apenas se vencermos. Estes números, agora, ainda não nos trazem títulos, nem nenhum extra em termos financeiros. Por isso, tudo depende de como terminarmos a época.

O treinador do Rapid de Viena considerou que o FC Porto é um mini-Barcelona...

O FC Porto nunca pode ser considerado um mini-Barcelona porque tem um palmarés tão importante como o do Barcelona. Tem também uma filosofia de que gosto, defendo e tento implementar. Continuarei a lutar agressivamente contra o futebol que não quer ter bola, que pensa apenas nas transições rápidas e é especulativo. A minha filosofia é a outra, que só foi possível aplicar no FC Porto e na Académica devido à qualidade dos jogadores.

O Rapid pode ter mais possibilidades de ganhar pelo facto de o FC Porto já ter garantido a qualificação?

Não me parece. É um jogo importante para nós, porque procuramos garantir o primeiro lugar o mais rapidamente possível, de forma a sermos cabeças-de-série no sorteio para os 16 avos-de-final. Queremos resolver o assunto já neste jogo, sabendo, no entanto, que temos o conforto de jogar em casa com o CSKA de Sófia na eventualidade de não o conseguirmos. Aliás, coloco a questão ao contrário: o Rapid, que tem de ganhar as duas partidas para se qualificar, tem um jogo decisivo para o campeonato no próximo fim-de-semana; será que eles não vão optar por essa competição em detrimento da Liga Europa?

Continua a pensar que é possível vencer a Liga Europa?

Tenho respondido frequentemente a isso. Esta competição é anormal, está mal formatada e é inadmissível que as equipas que prestigiam a competição neste momento tenham depois de levar com as que forem eliminadas da Champions. São equipas de topo, com ambições, mas nós também.

Já teve oportunidade de verificar o estado do terreno?

Sinceramente, não me parece que esteja em grandes condições, mas já nos garantiram que amanhã [hoje] estará perfeito. Segundo as previsões, vai continuar a nevar, mas confirmaram-nos que o campo estará melhor. Sendo assim, as preocupações com esse facto são mínimas.

As condições climatéricas jogam a favor do Rapid?

Penso que não. Os jogadores são profissionais e estão habituados a jogar contra qualquer tipo de adversidade. Mas, tendo em conta que não tem nevado por aqui nos últimos tempos, este também será um factor de novidade para os jogadores do Rapid.

Quais são os pontos fortes do Rapid de Viena?

Não nos podemos esquecer que sentimos dificuldades no primeiro jogo. Foi uma partida competitiva, aberta e orientada para o ataque. Jogam em transições rápidas e têm Salihi em excelente momento de forma. Hofmann é uma ausência importante, mas eles criaram-nos problemas no primeiro jogo e podem voltar a criar neste, sobretudo se continuarem a acreditar que ainda se podem qualificar.

"Walter foi uma opção técnica"

Walter foi desconvocado. Que se passou?

Foi uma opção técnica. Normalmente, viajamos com dois dias de antecedência e pensamos que pudesse ser útil vir a Viena com 19 jogadores. No entanto, tendo em conta a brevidade da viagem, decidimos trazer apenas 18 jogadores.
Mas depois da partida com o Moreirense, Walter não voltou a ser convocado. Ficou insatisfeito com a exibição do avançado nesse jogo?

Não. Temos um plantel muito competitivo, com jogadores que podem desempenhar muitas funções na frente. Relativamente ao jogo do fim-de-semana passado, em Alvalade, entendemos que o Cris (Rodríguez) podia ser uma opção para o lugar de ponta-de-lança, função que já desempenhou no Paris Saint-Germain. Tendo em conta as características desse encontro, ele poderia, se fosse necessário, jogar entre linhas e fornecer o ponta-de-lança através da sua mobilidade e velocidade.

"Tinha dez anos, um cachecol e tentaram embebedar-me"

Onde estava na final de 1987?

Assisti ao jogo em casa da minha avó. Era um miúdo com 10 anos, estava de cachecol ao pescoço, e celebrei essa vitória com grande entusiasmo. Se bem me recordo, não fui festejar para a Avenida dos Aliados, mas lá por casa poderão ter tentado embebedar-me com um copo de champanhe (risos).

"Vou continuar a ser expulso se me dirigir aos árbitros..."

André Villas-Boas foi expulso em Alvalade, já depois de ter sido expulso em Guimarães, curiosamente nos únicos jogos do campeonato que o FC Porto não conseguiu vencer. O treinador não concorda, no entanto, com a decisão de Jorge Sousa. "Não sei se o relatório já está disponível. O que lhe disse foi exactamente aquilo que vos transmiti no final do jogo: disse-lhe que estava a desconfiar da escandalosa dualidade de critérios. Foi a expulsão [de Maicon], o golo ilegal... E parece-me que as pessoas querem apagar rapidamente o impacto que o trabalho do árbitro teve no resultado. Nesse sentido, penso que a minha expulsão está a tornar-se num factor de diversão. Mas, pelos vistos, vou continuar a ser expulso, se me continuar a dirigir aos árbitros. Não lhe disse nada de especial, e fico surpreendido quando vejo outros treinadores a dirigirem-se aos árbitros de forma injuriosa, agressiva e a roçar a agressão verbal. No meu caso, não foi isso que aconteceu, mas, como sou reincidente, e fui expulso com o mesmo resultado de Guimarães, agora diz-se que sou incapaz de lidar com a adversidade. Isso parece-me uma tremenda besteira".

"Mourinho o melhor treinador, Barcelona com o melhor futebol"

O Barcelona venceu o Real Madrid por 5-0, repetindo o mesmo resultado do clássico entre o FC Porto e Benfica. No entanto, Villas-Boas só encontrou esse ponto comum. "Semelhanças só no resultado. As probabilidades de vitória no campeonato continuam iguais para o Real Madrid e Barcelona. É um campeonato muito competitivo, tal como o nosso, e a vitória sobre o Benfica permitiu-nos abrir uma vantagem, embora ainda faltem disputar muitos jogos. Regressando a Espanha, tenho a certeza de que o José Mourinho vai ser considerado o melhor treinador de sempre, sendo apenas uma questão de tempo até que isso aconteça, enquanto o futebol do Barcelona é, para mim, o mais memorável da história", adiantou.

in "ojogo.pt"





Combate muito próprio

FC porto é a única equipa sem derrotas na europa
 

O FC Porto entra hoje em campo como a única equipa da Europa invencível em jogos oficiais, depois do recente deslize do Manchester United. Esta é uma motivação extra para não se deixar surpreender por um adversário que, à partida, não lhe deve criar grandes problemas, apesar dos elogios dirigidos, ontem, por AVB. Depois, a equipa do FC Porto sabe de antemão que uma vitória, hoje, lhe garante o primeiro lugar no Grupo L, o que significa dizer que evita nos 1/16 avos da Liga Europa adversários mais fortes, como são os casos das equipas que vêm da Liga dos Campeões – uma situação criticada, ontem, por AVB. Mais uma razão para o FC Porto se entregar à luta a 100 por cento, aliás como é sua característica.

Para o jogo de hoje, o onze deverá voltar a sofrer mexidas, num exercício de gestão até agora bem sucedido, e um dos beneficiados será Otamendi que, atendendo ao seu estatuto mas sobretudo à sua qualidade, justifica mais oportunidades do que aquelas que lhe têm sido dadas. Otamendi será, pois, o parceiro de Rolando no eixo central, numa defesa que irá registar mais um regresso, o de Fucile, embora desta vez ao flanco esquerdo, sendo o outro lado entregue ao consistente Sapunaru que, sem brilho, é certo, tem feito uma boa época. Helton será o titular na baliza.

Dependendo da gestão mais alargada ou não de AVB, será constituído o meio-campo, ora tradicional se decidir não mexer – Fernando, Belluschi e Moutinho – ora mais radical se o treinador optar por dar novas oportunidades a quem merece – casos de Guarín e Micael. Para o ataque as opções são mais limitadas, e se há a certeza que Falcão será titularíssimo – até porque Walter ficou em terra – resta saber qual dos extremos em quatro possibilidades servirá o eficaz ponta-de-lança: Varela ou Ukra, Hulk ou James? Talvez Ukra e Hulk.

in "record.pt"

Belluschi foi esquecido por Sergio Batista

Sonversa só com otamendi
 
Não valeu de nada a cunha que Otamendi meteu por Belluschi, tendo em conta a chamada do médio à seleção argentina. O selecionador Sergio Batista já terminou o seu périplo pela Europa e, no regresso ao país natal, na hora de avaliar a sua viagem pelo Velho Continente, debitou o nome dos jogadores com quem conversou e o camisola 7 dos dragões não estava entre os eleitos.

“Foi uma viagem produtiva, expliquei aos jogadores como vão ser as coisas no futuro e disse-lhes que vão ter uma oportunidade. Falei com Jara, Gaitán, Salvio, Otamendi, Fazio, Perotti e com os argentinos do Real e do Barcelona”, confessou Batista. Ainda assim, mais à frente, deixou uma mensagem que pode motivar Belluschi: “Não fecho as portas da seleção a ninguém.”

Todavia, para já, a cunha de Otamendi não surtiu efeito. No final do jogo com o Portimonense, o central havia sido claro: “Oxalá que lhe seja dada (a Belluschi) a possibilidade de ir à seleção.”

in "record.pt"

Ruben Micael: «Preparados para ganhar»

Condições adversas não assustam o médio
O treinador do Rapid Viena, Peter Pacult, tentou assustar o adversário: "Para quem gosta de esquiar, o tempo está ótimo". Palavras que não atingiram Ruben Micael, o jogador escolhido para fazer a antevisão do jogo de amanhã.

"Poderá não ser o clima ideal, mas frente à Académica, em Coimbra, já demonstrámos que sabemos jogar em condições adversas. Estamos preparados para fazer um bom jogo e ganhar", garantiu o madeirense, concluindo depois sobre a sua escassa utilização na corrente temporada: "Quero jogar todos os jogos, mas quem manda não sou eu. Tenho de respeitar as opções do treinador e saber aproveitar as oportunidades que me dá."

in "record.pt"

Foi um dia simples mas “mudou a vida”

Regresso dos heróis de 1987 ao prater
Futre foge do grupo, que ri à gargalhada e troca piadas. Passaram-se 17 anos e 188 dias, mas o esquerdino aproxima-se da linha, enfia as mãos nos bolsos e ainda se vê a galgar pela direita e a servir Madjer para um golo mítico. “Mudou a vida”, diz-nos: “A minha, muito, mas a de todos os que passaram por aquilo. Ninguém foi o mesmo a partir daquele dia.”

Até Villas-Boas sabe onde estava naquele 27 de maio de 1987. “Em casa da minha avó, todos a seguir o jogo pela televisão. Eu era um miúdo de 10 anos e com cachecol ao pescoço. Celebrei com entusiasmo”, recordou o adepto, que também teve direito a brinde: “Não fui para a Avenida dos Aliados, mas podem ter-me tentado embebedar com um copo de champanhe.”

Madjer, sempre Madjer, é curto e conciso: “Fizemos a história do FC Porto.” Mais expansivo é Juary. Perdão, míster Juary. “Estou em Itália, onde sou treinador de uma equipa da 3.ª Divisão”, conta com orgulho, numa conversa interrompida por Augusto Inácio: “Anda, pastor.” Tudo tem uma explicação: “Eles falam isso porque eu agora sou evangélico. Converti-me há cerca de cinco anos, mas não sou pastor...”

O homem que marcou o golo que mudou a vida de toda esta gente que agora regressa a Viena é o mais expansivo. “Foi há quanto tempo mesmo? Há 23 anos? Mas eu ainda lembro de tudo, só não lembro dessa neve”, brinca. Talvez não se recorda do branco de Viena, mas Inácio puxa a fita atrás até à eliminatória com o Brondby, nos quartos-de-final. “Nós ganhávamos em qualquer campo. O tempo estava péssimo, tínhamos ganho nas Antas com um golo do Madjer e lá empatámos 1-1 graças ao Juary”, recorda, para dar novamente a palavra ao antigo avançado brasileiro: “Só mesmo o Pinto da Costa é que podia fazer uma coisa destas.”

A imagem que fica é a de João Pinto. Sem taça, o capitão ironiza: “Passaram-se estes anos todos e se não tivesse feito isso já não aparecia mais nas fotografia...”

in "record.pt"

Viena pintada de Tóquio


Quase 24 anos depois de Madjer e Juary terem dado a volta ao Bayern com dois golos que depois deram a volta ao Mundo, os heróis de Viena voltaram ao Prater, que desde 1992 se chama Ernst-Happel em memória do futebolista austríaco. E foi de memória, de recordações e de uma alegria genuína que se tratou este regresso ao palco que lançou o FC Porto para a primeira linha do futebol europeu. Como meninos, os jogadores do plantel de 1987 brincaram na neve que cobria o Prater, trocaram piadas e abraços, sorrisos e memórias. "Olha lá, Madjer, foi ali o calcanhar!" disse Futre para o argelino, apontando na direcção da baliza. Ao lado, Sousa e Celso concordavam que, com neve e temperaturas negativas, o cenário de Viena fazia recordar outro palco glorioso: "Neve e frio assim foi em Tóquio, quando ganhamos a Intercontinental ao Penãrol", sorriram, puxando as golas dos casacos para cima. Estiveram todos lá. Até Gomes, o bibota, que falhou a final por lesão. Ausências, notaram-se as de Mlynarczyk - que prometeu fazer tudo para chegar a tempo do jogo de hoje - e a do treinador Artur Jorge, que ficou no hotel a descansar. Hoje, contudo, "rei Artur" deve voltar ao campo de batalha onde conquistou a mais bela vitória do seu reinado.

Madjer

"O que é que eu posso dizer? É uma alegria muito grande voltar a este estádio onde fomos tão felizes. E é muito bom fazê-lo ao lado de tantos e tão bons amigos para reviver um jogo que marcou a história do futebol e a do FC Porto

Juary

"É muito bom voltar cá 23 anos depois daquele grande jogo. A primeira coisa que me lembro é que não havia esta neve, nem este frio todo. Agradeço a Deus a oportunidade de voltar cá, e também ao presidente Pinto da Costa que nos proporcionou esta grande alegria

Campeões: entre o passado e o futuro

Violinos, piano, um palácio do século XVIII e um jantar faustoso, debaixo de candeeiros de cristal, foi assim que o FC Porto homenageou os Campeões Europeus de 1987, na presença da SAD, em peso, e dos principais patrocinadores do clube. "É um orgulho muito grande ter estado, na altura, à frente de uma equipa que ganhou um título tão importante e é hoje uma alegria enorme poder juntá-los todos", comentou Pinto da Costa a certa altura. Ontem, o passado encheu o presidente de orgulho, mas o presente não parece menos risonho. "Sei que tenho um treinador para continuar a ganhar e que ainda nos vai ajudar a conquistar muitos títulos", acrescentou, ele que voltou a sublinhar a vitória de 87, como a que maior alegria lhe proporcionou.

in ojogo.pt"



FC Porto vence ABC e isola-se no comando

O FC Porto passou a comandar o Nacional de andebol, após ter derrotado, no seu recinto, o ABC, com quem partilhava a liderança. O triunfo foi folgado, com números que não reflectem o que se passou em campo e não atestam a carga de trabalho que os homens de Obradovic tiveram pela frente.

Poder-se-á considerar brilnate a forma como o FC Porto deu a volta a um jogo em que chegou a estar a perder por cinco golos (7-12, aos 19 minutos), mas há que recordar que esses números reflectiam uma entrada bastante nervosa dos bicampeões nacionais em contraste com um ABC esclarecido e que tinha em Luís Bogas a mais-valia.

Os dragões fizeram mexidas, no campo defensivo. Com a entrada de Nuno Grilo e Pedro Spínola, Bogas passou a ter uma marcação quase individual e meio problema ficou resolvido. Na frente, Tiago Rocha passou a protagonizar a primeira solução com pés e cabeça e quatro golos seus, no final do primeiro tempo, colocaram o FC Porto pela primeira vez na frente - após os primeiros instantes - a segundos do intervalo.

Com o marcador equilibrado, os portistas desinibiram-se e se ainda sentiram algumas dificuldades no primeiro terço do segundo tempo, a partir daí foram ampliando a vantagem perante um ABC que não tinha tantas soluções, tanta força e tanto pulmão. O jogo terminou com Gilberto Duarte a brilhar e a marcar, ele que tinha sido dos mais instáveis no início.

Uma nota para os árbitros. Se a ideia era estragar o jogo e inclinar o campo para o lado do Minho, quase que o iam conseguindo.


DECLARAÇÕES

Ljubomir Obradovic Treinador do FC Porto

"Três tipos de defesas"
"Não podemos estar sempre bem e por isso a primeira parte foi fraca. O ABC mostrou que é uma equipa que sabe sempre o que fazer, não é por acaso que está onde está. Utilizámos três tipos de defesas para controlá-los e depois aproveitámos a nossa velocidade. Este resultado é dilatado em relação ao que se passou".

Jorge Rito treinador do ABC

"É difícil explicar"
"É dificil explicar a diferença entre a primeira e a segunda parte. É essa a resposta que temos de encontrar. Nos primeiros 40 minutos estivemos em jogo, mas tivemos grandes dificuldades nos últimos 20. Torna-se difícil segurar o FC Porto quando aplica a sua melhor arma, que é o contra-ataque. Foi isso que, então, aconteceu".

in "ojogo.pt"

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

F.C. Porto é a única equipa invicta na Europa

O F.C. Porto passou a ser a única equipa invicta da Europa, depois das derrotas sofridas, curiosamente goleadas, por Real Madrid e Manchester United.

Os «merengues» foram humilhados segunda-feira no Camp Nou por 5-0, em jogo da liga espanhola, já os «red devils» caíram perante o West Ham, lanterna vermelha da Premiership, por 4-0, em jogo da Taça da Liga inglesa. O líder da Premier League está eliminado da competição.

No passado fim-de-semana, os dragões empataram a um golo no clássico de Alvalade.

in "maisfutebol.iol.pt"

Viena recebe campeões europeus de 1987


A comitiva do FC Porto vai ser bem diferente do habitual, por força da homenagem de que serão alvo os heróis do Prater - que passou a chamar-se Estádio Ernst Happel, entretanto - pela conquista da Taça dos Campeões Europeus, de 1987, frente ao Bayern Munique (2-1). Para além da equipa liderada por André Villas-Boas e do staff que a enquadra, boa parte dos lugares do avião que vai transportar o FC Porto até à capital da Áustria serão preenchidos por jogadores e técnicos que conduziram o clube ao seu primeiro título europeu. Mlynarczyk, Amaral, Inácio, Eduardo Luís, Lima Pereira, Celso, João Pinto, Quim, Sousa, Jaime Pacheco, Laureta, Frasco, Paulo Ricardo, Jaime Magalhães, André, Semedo, Festas, Fernando Gomes, Futre, Madjer e Juary. Da equipa técnica vão seguir viagem Artur Jorge, José Neto e João Mota; Luís César (secretário-técnico), Domingos Gomes (médico) e Fernando Brandão (roupeiro) vão poder reviver momentos que marcaram a carreira de cada um de uma forma muito própria, mas também perceber a evolução do recinto que conteve todas as emoções de uma noite que nenhum adepto do FC Porto esqueceu e que só viu reeditada 17 anos depois. De então para cá e mesmo já antes disso, na sequência de uma final da Taça das Taças perdida em Basileia frente à Juventus (2-1), em 1983/84, primeiro sinal de um FC Porto às portas de se lançar na Europa do futebol, o clube foi-se afirmando no panorama internacional, confirmando-se como um dos maiores emblemas europeus da actualidade com José Mourinho, primeiro com a conquista da Taça UEFA, em 2003, frente ao Celtic de Glasgow e, um ano depois, com o título europeu, em Gelsenkirchen, frente ao Mónaco (3-0). 23 anos depois, Viena será de novo uma festa.

Estádio Ernst Happel de bom agoiro para o FC Porto

Viena e o Estádio Ernst Happel são de bom agoiro para o FC Porto nas provas europeias. Em 2002/03, época em que o clube venceu a Taça UEFA, os azuis e brancos voltaram a pisar o palco de todas as emoções em 1987, desta vez para defrontarem o Áustria de Viena no mesmo palco, em jogo a contar para a segunda eliminatória da competição. Esta será portanto a terceira vez que o FC Porto irá jogar no mesmo estádio, desta vez com boas perspectivas na Liga Europa.

Calcanhar de Madjer marcou final de 1987

Jorge Nuno Pinto da Costa já disse que o primeiro título europeu o marcou mais do que os outros. Mas à custa da Taça dos Campeões Europeus de 1987, Artur Jorge acabou por ver a sua carreira ganhar dimensão e saiu para o Matra Racing. Madjer, autor do golo do empate, com o famoso calcanhar, fez também o cruzamento para Juary marcar, acabou por experimentar o Valência, antes de regressar ao FC Porto. O calcanhar é que ficou na memória colectiva e ainda recentemente foi recordado no Estádio do Dragão.

in "ojogo.pt"

Artur Jorge: "FC Porto tem crescido com Villas-Boas"

Artur Jorge prepara-se para ser homenageado amanhã, em Viena, juntamente com os jogadores que conquistaram o primeiro título europeu para o FC Porto, em 1987. Mais do que o reconhecimento pelo feito, esta é uma homenagem a um técnico que chegou ao clube pela mão de Pinto da Costa, que apostou tudo nele. Ora, no início da actual época, o presidente do FC Porto começou um capítulo semelhante ao de 1984, com Artur Jorge, desta feita ao contratar André Villas-Boas, sem que, quer na altura, quer hoje, qualquer um deles tivesse currículo para que fossem aparentemente candidatos ao lugar de treinador dos dragões. "É verdade, e nesta altura há muita coisa a correr bem no FC Porto. A equipa tem feito um bom campeonato e isso tem sido fundamental em todas as situações, o que tem permitido que o clube cresça", frisou Artur Jorge, que acredita na possibilidade de a equipa de Villas-Boas poder apresentar um balanço muito positivo no final da época em curso.

Desde o início da actual campanha, o FC Porto venceu a Supertaça, conta dez vitórias e dois empates (Guimarães e Sporting) na I Liga, está apurado para os 16 avos-de-final da Liga Europa e ultrapassou a quarta eliminatória da Taça de Portugal, somando 21 jogos sem perder. "Quando olhamos para o futebol que esta equipa pratica, vê-se perfeitamente que tem qualidade para que o clube continue a crescer com Villas-Boas, tal como tem acontecido nas últimas décadas", comentou.

O crescimento a que Artur Jorge se refere é assim por ele explicado. "Quando se comparam as condições que havia no meu tempo e as que existem hoje, há diferenças consideráveis, mas elas não aconteceram por acaso, mas sim porque o FC Porto foi capaz de continuar a ganhar títulos, uns a seguir aos outros e de não ter parado depois da final de Viena. Por isso, quando se olha para o clube que tínhamos antes e o que ele é hoje - o próprio estádio é uma obra fantástica - vê-se nitidamente que o FC Porto passou a ser um dos maiores clubes do mundo e que continua a crescer", sustentou.

"Vitória importante para o clube"

Os vencedores da Taça dos Campeões Europeus de 1987 vão ser homenageados no Estádio Ernst Happel, antigo Prater, palco verde que João Pinto percorreu com a taça à cabeça, imagem que ficou da primeira conquista internacional do FC Porto. "É uma homenagem à equipa e, para mim, um contentamento total, por algo que nos aconteceu, numa altura muito importante para o FC Porto. Mas é acima de tudo uma honra, porque vencemos um adversário que praticamente jogava em casa, numa final em que o FC Porto não era favorito", comentou Artur Jorge. Mas o jogo não marcou só o clube: "As pessoas não faziam ideia, não conheciam a qualidade dos jogadores do FC Porto e foi preciso uma grande vitória para que tomassem consciência disso e entendessem que era possível alcançar grandes títulos". Sobre a final em si, guarda mais do que a vitória: "Vencemos com grande lucidez, apesar de só na segunda parte os jogadores se terem exibido realmente ao seu nível".

in "ojogo.pt"

Otamendi e Rúben também no onze


A divulgação da lista de convocados mais não faz do que confirmar as mudanças que André Villas-Boas vai efectuar na equipa que amanhã subirá ao relvado do Ernst Happel, em Viena. Vai haver gestão do plantel, é certo, mas não em doses generosas, até porque uma vitória dá automaticamente o primeiro lugar ao FC Porto. O ataque pode ser o único sector sem mexidas, embora hoje ainda seja dia para o treinador acertar mesmo as agulhas do onze.

Começando pelo sector recuado, depois da anunciada entrada de Fucile para o lugar de Emídio Rafael (porque não está inscrito na Liga Europa e Álvaro Pereira continua a recuperar), também o argentino Otamendi vai ser titular, fazendo dupla com Rolando. Maicon nem sequer foi convocado. Ou seja, como o brasileiro vai cumprir castigo na próxima jornada do campeonato devido à expulsão em Alvalade, isso deverá permitir a Otamendi beneficiar de alguma continuidade competitiva nos próximos tempos, que poderá durar mesmo até à recepção ao CSKA de Sófia (dia 15), no último jogo da fase de grupos da Liga Europa. Pelo meio há jogos com o Setúbal e o Juventude de Évora, relativo à Taça de Portugal. Com Fucile de regresso ao onze, Sapunaru completa o sector recuado.

No meio-campo a gestão atinge um jogador e favorece, claro, Rúben Micael. O médio madeirense tem tido na Liga Europa a oportunidade de jogar com alguma regularidade e ao mais alto nível. Belluschi vai ser o sacrificado. Assim, Fernando e João Moutinho fecham o triângulo.

No ataque não há forçosamente Rodríguez, que vai cumprir castigo depois da expulsão no Dragão com o Besiktas. Ukra ou James alimentam a hipótese de uma titularidade no Ernst Happel, mas André Villas-Boas deve mesmo apostar no tridente habitual composto por Hulk, Varela e Falcao.

in "ojogo.pt"

FC Porto sai da falência técnica

SAD ENVIOU COMUNICADO À CMVM
Num comunicado enviado, ontem à tarde, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a FC Porto – Futebol, SAD anunciou que reforçou os capitais próprios para 39,5 milhões, num valor que é superior a metade do capital social, encontrando-se agora fora do âmbito do Artigo 35.º do Código das Sociedades Comerciais. Traduzido para uma linguagem corrente, quer isto dizer que o FC Porto saiu da falência técnica.

De resto, no período compreendido entre 1 de julho e 30 de setembro de 2010, ou seja, no primeiro trimestre da corrente temporada, a SAD apresentou um resultado líquido considerado “francamente positivo”, no valor de 17,7 milhões de euros. Em todo o caso, regista-se um decréscimo superior a 5,7 milhões de euros relativamente ao mesmo período do exercício anterior, mas isso justifica-se com as diferenças no que toca à venda de jogadores.

Ainda assim, os resultados positivos no referido trimestre devem-se às saídas de Bruno Alves e Raul Meireles, para o Zenit e para o Liverpool, respetivamente, uma vez que os custos são superiores aos proveitos: 17 milhões contra 13,8. Contudo, convém referir que o lucro com a venda dos dois internacionais portugueses foi inferior aos 32,2 milhões de euros encaixados em 2009/10, quando Lisandro e Cissokho saíram para o Lyon.

A diminuição do passivo em 2,6 milhões de euros, destacando-se a redução dos empréstimos bancários em 21,3 milhões de euros, também vem referido no relatório e, a terminar, acrescente-se apenas que em termos financeiros os resultados são negativos em 1,1 milhões de euros, devido ao pagamento dos juros de financiamento bancário.

in "record.pt"

Maicon sacrificado

Défice de laterais promove chamada de sereno
 

Maicon borrou a pintura em Alvalade e agora ficou de fora dos convocados para Viena. Mas não, ao contrário do que se possa pensar esta opção técnica não surge como consequência da má exibição do brasileiro no clássico. Trata-se apenas de uma coincidência pontual...

O habitual companheiro de Rolando no eixo da defesa só não segue viagem para a Áustria devido a um problema lateral, com o qual André Villas-Boas se deparou. É que Alvaro Pereira continua lesionado e o seu suplente direto, Emídio Rafael, nem sequer está inscrito nas competições europeias. Nesse sentido, o treinador resolveu apostar em Sereno, jogador que ganhou rotinas como defesa-esquerdo, quando representou o V. Guimarães.

No lançamento da partida com o Sporting, numa altura em que já não contava com o Palito, Villas-Boas referiu o nome de Sereno, quando enumerou as alternativas ao internacional uruguaio. O reforço acabou por não ser convocado para o clássico, uma vez que aí o treinador ainda podia contar com Emídio Rafael e com a adaptação de Fucile à posição 5. Agora, as opções estão mais limitadas e daí a entrada de Sereno nos convocados. Assim sendo, se o treinador quiser fazer descansar Sapunaru, pode mesmo fazê-lo dando a titularidade a Fucile na lateral-direita e ao ex-Valladolid no flanco oposto.

Repetição à vista

Esta é uma situação que também se deve verificar dentro de 15 dias, quando o FC Porto receber o CSKA de Sófia, na última jornada do Grupo L da Liga Europa. É que Alvaro Pereira ainda está longe da recuperação total ao seu problema no braço esquerdo – no treino de ontem evoluiu condicionado – e, na hora de escolher os jogadores a inscrever nas competições europeias, André Villas-Boas entendeu deixar Emídio Rafael de fora.

Voltando ao panorama clínico como fator influente nesta convocatória, resta referir que Souza também não vai viajar para Viena, devido a lesão. O médio brasileiro já foi integrado nos trabalhos com os restantes companheiros, mas ainda com algumas limitações físicas. Ainda assim, já deve poder ser opção com o Vitória de Setúbal, o jogo que se segue ao de Viena.

in "record.pt"

Stessl deixou rasgados elogios

EX-treinador acompanha carreira dos Dragões
 

Herman Stessl é outro austríaco com ligações ao FC Porto, tendo passado pelo clube no início da década de 80. Treinador com prestígio no seu país, nada ganhou nas Antas. A sua saída coincidiu com a entrada de Pinto da Costa – “um dos melhores presidentes que já vi” – para a liderança. Segue atentamente a atualidade portista e destaca dois símbolos. Um deles é André Villas-Boas. “Pertence a uma nova geração de treinadores que implementa um futebol que não se deixa influenciar pelo medo de perder. Joga sempre para a frente. Não gosta de dar ‘show’, focalizando-se apenas no seu trabalho”, revelou o técnico, de 70 anos, numa entrevista ao jornal “der Standard”.

Mas também Hulk merece uma referência especial, destacando-se num conjunto que tem estado num nível elevado. Stessl mostra-se surpreendido com o avanço que os dragões têm sobre o Benfica, especialmente depois de terem deixado sair Bruno Alves e Raul Meireles no arranque da época. “Nunca teria imaginado uma situação dessas, tendo em conta que o FC Porto vendeu jogadores importantes no verão. Mas continua a ter uma grande equipa, com o Hulk como principal figura”, revelou o treinador austríaco.

Em relação à equipa de Peter Pacult, refira-se que o grande ausente será Steffen Hofmann, médio de elevada qualidade.

in "record.pt"

Arnold Wetl recorda dia em que conheceu Jardel

"Isto é algum jogador?", questionou o austríaco
 

RECORD – Olá Wetl. Somos jornalistas de Portugal, podemos falar um pouco?

ARNOLD WETL – De que jornal?

R – Do “Record”.

AW – Ah, sim. O Record. Claro que sim. É por causa do jogo do FC Porto? Espero ir ao estádio, mas ainda não sei se vou conseguir.

R – Que é feito de si?

AW – Estou no meu clube, o Sturm Graz. Sou treinador das camadas jovens, já cá estou há cinco anos. Foi aqui que iniciei e terminei a minha carreira, é cá que me sinto bem.

R – E do Porto, tem saudades?

AW – Já aí voltei duas vezes, é um país que deixa saudades. Passei lá um período muito bom da minha vida. Assinei por três anos e a intenção era cumpri-los, mas não estava a jogar e isso obrigou-me a sair. Tenho de reconhecer que era muito difícil destacar-me naquela altura. O plantel tinha um génio como Zahovic e eu também podia jogar nas alas, mas que fazer contra Sérgio Conceição e Drulovic?

R – Pelo menos jogou com o Jardel…

AW – Pois, o Jardel. Ele era fantástico, mas quando o vi pela primeira, num treino, o meu pensamento foi: “Isto é algum jogador?” Juro, pareceu-me ridículo, nem queria acreditar. Depois vieram os jogos e ele marcava de cabeça, de pé direito, de pé esquerdo. Era impressionante e nunca vi nada assim na minha carreira.

R – Culpa António Oliveira por as coisas não lhe terem corrido bem?

AW – O míster Oliveira? (risos) Não. Ele foi muito profissional comigo, conversámos e concordámos que não era bom eu estar parado. Era um jogador de seleção, mas no FC Porto nem sequer estava inscrito na Liga dos Campeões. Isso custou-me muito, mas tive de encaixar.

R – Mesmo assim está na história do clube, graças àquele golo no Estádio da Luz, na vitória por 5-0 sobre o Benfica.

AW – Na Supertaça. Fiz o 4.º golo num remate em arco. Um dos melhores da minha carreira. Foi um jogo incrível para nós. Parece que agora ganharam outra vez 5-0, não foi?

R – Sim, mas foi no Porto…

AW – Sim. Muito bom, é uma grande goleada e o FC Porto está muito forte com este treinador de Coimbra.

R – Ele não é de Coimbra, só estava na Académica na época passada.

AW – Isso. Não consigo seguir tanto quanto gostaria. Conheço o Hulk e aquele que era do Sporting, o Moutinho. É uma equipa forte e que me parece candidata a vencer a Liga Europa. Há boas equipas, mas vi o jogo com o Rapid e a diferença é muito grande.

R – Como vê o jogo de quinta-feira?

AW – Não acho que o Rapid tenha grandes hipóteses. A diferença entre as equipas é grande e, ainda para mais, o Hofmann está lesionado. O FC Porto é claramente favorito.

in "record.pt"

Villas-Boas suspenso por 10 dias

Técnico com multa de 1.340 euros
A expulsão do técnico dos dragões no clássico com o Sporting já mereceu "reação" por parte da Liga que, esta terça-feira, confirmou a suspensão de Villas-Boas por 10 dias. O treinador também terá de pagar uma multa de 1340 euros.

No clássico em Alvalade, Villas-Boas viu a segunda ordem de expulsão da temporada depois de protestar com o árbitro da partida... Pela mesma razão, já havia sido expulso no embate dos dragões com o V. Guimarães.

Na conferência de imprensa após o jogo com o Sporting, Villas-Boas explicou que apenas disse a Jorge Sousa que os "critérios estavam a ser escandalosos".

Devido à suspensão de 10 dias, o jovem treinador do FC Porto não estará no banco de suplentes na receção ao V. Setúbal, dia 6 de dezembro.

in "record.pt"

Fucile e Rúben devem ser titulares em Viena


O FC Porto é um dos cinco clubes já apurados para a fase a eliminar da Liga Europa e, por isso, a viagem a Viena, sem ser um passeio, é uma deslocação isenta de qualquer tipo de pressão competitiva, a não ser a responsabilidade inerente à condição de 'grande' europeu e, já agora, invicto em 2010/2011.

Mas, mesmo com o passaporte na mão, André Villas Boas não dá tréguas e leva à cidade do romance a maioria dos figurões, excepto... Maicon. O caso do defesa, tratado em separado, passa para segundo plano precisamente por que o caminho europeu está livre e por mais visões fugazes que existam de dificuldades em Viena, o dragão está apurado e pode gerir-se como muito bem entender, mas é aí que entra, afinal, o aspecto mais relevante da questão: Villas Boas não dá tréguas aos melhores e viaja com toda a artilharia pesada disponível. Sé é para utilizar a maioria... é uma questão a ver amanhã, ou eventualmente a discutir esta tarde na conferência de imprensa, se houver margem para a abordar, pois o FC Porto está apurado e pode haver maior abertura...

Assim, à partida há já uma alteração confirmada comparativamente com Alvalade: Jorge Fucile vai finalmente estrear-se à esquerda, depois de ter sido preterido em Alvalade por Emídio Rafael. Álvaro Pereira não recuperou (ou melhor, não é nada aconselhável forçar num jogo sem obrigações superiores...), e como Emídio Rafael não está inscrito na Liga Europa, Fucile entra mesmo à força pela esquerda, preechendo um inconveniente duplo vazio de circunstância.

De resto, não há grandes sinais de revolução, como se lê a partir da convocatória europeia: estão lá quase todos os disponíveis. Falta saber o pormenor crucial: qual a escala do onze, admitindo-se uma ou outra alteração pontual. A mais provável, pela leitura progressiva decorrente dos últimos jogos, é que Fernando Belluschi ceda o lugar a Rúben Micael, sinónimo de mais força para o onze, pois o argentino já não está com o fulgor físico essencial para desequilibrar ou criar rupturas, daí admitir-se essa potencial alteração, que também poderia estender-se a João Moutinho, por exemplo.

in "abola.pt"