sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dragão quer fatura para a mesa do Sado

Transformar a superioridade em golos é o desejo de Lopetegui frente a um rival que vem de quatro derrotas seguidas. Jogo abre a 14ª jornada da Liga


A mente de Julen Lopetegui só terá um pensamento:retoma. Colocar o V. Setúbal a pagar a fatura da derrota no Clássico, para usar uma das várias expressões patenteadas por José Mourinho, é a missão do FC Porto para o jogo que abre a 14ª jornada da Liga. 

A margem de erro encurtou drasticamente, ao mesmo tempo que a diferença para o rival Benfica dobrou em apenas um jogo. Só a vitória interessa, mas a vitória pode não chegar para sossegar as hostes. 

A verdade é que perder frente ao velho rival, ainda para mais quando nos dois Clássicos anteriores, frente ao Sporting, os portistas também não festejaram, deixa marcas. Os adeptos exigem uma vitória e, certamente, vão pedir uma exibição convincente frente a uma das equipas mais frágeis da Liga. O V. Setúbal ocupa o 14º lugar, dois pontos acima da zona de despromoção e vem de umaderrota caseira com o Boavista. 

Só com a receita cumprida na perfeição o universo portista se colocará, sem entraves, ao lado da fé de Lopetegui,«mais convencido do que nunca» de que o FC Porto será campeão. 


O MOMENTO 

FC PORTO: Perceber se a derrota no Clássico abalou a equipa é o maior foco de interesse para um jogo em que a equipa de Julen Lopetegui parte com favoritismo natural. O desaire frente ao Benfica interrompeu uma das melhores fases da temporada e o desejo de retoma é evidente. Para que seja o V. Setúbal a pagar a fatura do tropeção de domingo, o FC Porto vai ter de fazer o que Lopetegui tanto quer: transformar a superioridade assumida em golos na baliza do rival. 

V. SETÚBAL: Três derrotas seguidas para a Liga, outra para a Taça e um Dragão ferido pela frente. Jogar em casa de um FC Porto que vem de um mau resultado é sempre um pau de dois bicos. Por um lado, o rival poderá estar mais intranquilo, sobretudo se o golo tardar. Por outro, as hipóteses de um relaxamento baixam drasticamente, devido à necessidade de somar três pontos e afogas as mágoas do Clássico. Será entre esta dicotomia que se moverá um Vitória que tem estado bem abaixo do esperado para esta temporada e começa a ter a linha de água perigosamente perto 

EM FOCO 

Jose Campaña (FC Porto): Ou vai ou racha. Sem Casemiro e Ruben Neves, Jose Campaña tem via aberta para a titularidade. Se Lopetegui não apostar no médio espanhol, que deu bem conta de si nas passagens pela equipa B, ficará a interrogação: para quê ter emprestado um jogador que não é, sequer, terceira opção para o lugar? 

Zequinha (V. Setúbal): Com Miguel Pedro lesionado abre-se uma vaga na equipa que deve ser preenchida pelo avançado formado no FC Porto. Famoso pela irreverência, Zequinha é capaz do melhor e do pior. Esta temporada já soma 11 jogos na Liga (13 no total) e ainda não marcou. Fazê-lo no «regresso a casa» poderia catapultá-lo para uma explosão que, aos 27 anos, já pareceu mais provável. 

AS AUSÊNCIAS

FC PORTO: Casemiro cumpre um jogo de castigo depois de ter visto o quinto amarelo. Ruben Neves e Otávio estão lesionados. 

V. SETÚBAL: Miguel Pedro está castigado e Yann treina condicionado 

A PALAVRA DOS TREINADORES 

Julen Lopetegui (FC Porto): «O V. Setúbal não tem os pontos que merecia. É uma equipa complicada, com um treinador que recentemente esteve numa final europeia [Domingos Paciência]. É um rival difícil que nos vai obrigar a estar concentrados e a fazer bem as coisas para superar as dificuldades que forem surgindo. Para ganhar ao V. Setúbal teríamos de fazer sempre uma boa exibição. É a nossa intenção, evidentemente.» 

Domingos Paciência (V. Setúbal): «O FC Porto vem de um resultado negativo e, de certeza absoluta, vai querer fazer um jogo diferente. Vai querer retificar aquilo que aconteceu no jogo passado e, como tal, esperamos um Porto forte a jogar em casa.» 

OUTROS CONFRONTOS 


O V. Setúbal é o adversário que mais vezes perdeu no Dragão. São 13 derrotas em 15 jogos no recinto inaugurado em 2003. Ao todo, a equipa sadina já defrontou o FC Porto, no seu recinto, em 66 jogos do campeonato. Perdeu 56, empatou seis e venceu quatro, a última em 1989! Na altura, os sadinos venceram 1-0, com golo de Aparício. Na temporada passada, o FC Porto ganhou 3-0. Jackson, Varela e Carlos Eduardo fizeram os golos. 

EQUIPAS PROVÁVEIS 

FC PORTO 

As principais dúvidas residem no lugar de médio mais defensivo e no trio de ataque. Sem Marcano, Maicon deve voltar ao onze. Campaña tem oportunidade de se estrear, mas Lopetegui pode optar por colocar Herrera no lugar e chamar Quintero ou até Evandro. Tello ou Quaresma é a dúvida no ataque mas a boa entrada no Clássico pode valer o lugar ao português. 
Outros convocados: Andrés Fernandez, Reyes, Evandro, Quintero, Tello, Aboubakar e Adrian López 

V. SETÚBAL 

Quando uma equipa está numa série negra como os sadinos, as mudanças no onze são mais difíceis de descortinar. Ainda assim, é certa a ausência do castigado Miguel Pedro, o que deve valer a Zequinha o regresso à titularidade. Diego Maurício, a entrar na equipa depois de lesão, é outro nome a ter em conta. Ele que chegou a ser apontado ao FC Porto... 

in "maisgutebol.iol.pt"

LUÍS CASTRO: “PENSAMOS NO QUE ESTÁ PELA FRENTE”

​FC Porto B desloca-se ao terreno do Braga B em busca da vitória no jogo relativo à 20.ª jornada da Segunda Liga
O FC Porto B quer dizer adeus a 2014 com uma vitória frente ao Braga B, na visita ao Estádio 1.º de Maio, marcada para este domingo às 15h00, e relativa à jornada 20 da Segunda Liga. Consciente de que um dos objectivos das equipas B é "aliar os resultados ao crescimento e à evolução dos jogadores", o treinador Luís Castro garante que a equipa vai entrar em campo com "a esperança de ganhar e de fazer um bom jogo", sem pensar no passado.

O desaire em Alcochete, no último fim-de-semana, já pertence à história. "Pensamos no que está pela frente, não naquilo que ficou para trás, porque não podemos fazer nada a não ser reflectir sobre os motivos daquilo que aconteceu. A nossa semana de trabalho está sempre direccionada para resolver problemas detectados no jogo anterior, mas não com uma preocupação extrema com o resultado", garante o técnico, em declarações aowww.fcporto.pt e ao Porto Canal.

À entrada para a derradeira jornada do ano, o FC Porto B ocupa a nona posição, com 28 pontos, mais cinco do que o adversário deste domingo, que é 16.º. A classificação, diz Luís Castro, não reflecte a qualidade dos arsenalistas, que dispõem de "um ataque muito forte, sobretudo nos seus corredores laterais, que se projecta muito na profundidade, criando muitos problemas nas costas da defensiva contrária". O que vai implicar, por parte dos Dragões, "um grande equilíbrio defensivo, uma lucidez no posicionamento, uma grande mobilidade no meio-campo e uma boa qualidade de passe" para suster "a pressão sufocante" que o adversário tem por hábito fazer nessa zona.

"Não tendo esta capacidade, seremos obrigados a fazer um jogo mais directo e nós não queremos alterar a nossa identidade. Somos uma equipa que constrói o jogo de trás e o leva até à frente, de forma apoiada", garante o treinador do FC Porto B.



in "fcp.pt"

RICARDO MOREIRA: “É UM JOGO DE DECISÕES”

FC Porto discute este sábado (Pav. Águas Santas, 18h00), com o Sporting, a Supertaça 2013/14
É um clássico do andebol em que apenas um pode sair a sorrir. FC Porto e Sporting encontram-se este sábado, às 18h00, no Pavilhão de Águas Santas (com transmissão em directo no Porto Canal), para disputar a Supertaça relativa à temporada anterior. Ricardo Moreira encara esta partida, frente a um adversário que “tem uma equipa muito boa”, como “um bom início para os jogos de pressão” que vão ter o seu pico no final da época.

“É um jogo de decisões e esperamos que o FC Porto esteja bem, como tem vindo a acontecer esta época. Esperamos que a equipa consiga mais uma vitória e que, definitivamente, consigamos conquistar a Supertaça para acabar bem o ano. Estes jogos são diferentes dos do campeonato. Quem ganha festeja, quem perde fica triste”, afirmou Ricardo Moreira. Será uma maneira de preparar os jogos decisivos do final da época, adianta: “Os jogos do play-off serão sempre de casa cheia e este também o vai ser. Esperamos que seja um bom início para os jogos de pressão e que os nossos adeptos compareçam em massa”.

O ponta-direita considerou que a equipa está “num bom momento”, pois “as vitórias trazem sempre confiança à equipa” e o FC Porto apenas sabe ganhar nesta edição do Andebol 1, com 15 triunfos em 15 encontros, o último dos quais precisamente em Águas Santas. Estes podem ser bons tónicos para enfrentar “uma equipa muito boa” e conquistar um troféu que escapa aos portistas desde 2009/10: “O Sporting reforçou-se muito bem e, no ano passado, fez uma excelente época. Somos de níveis muito parecidos. Estes jogos decidem-se nos pormenores e se estivermos mais preocupados com esses pormenores podemos ganhar”.

Esta época, a Supertaça é disputada apenas em Dezembro e Ricardo Moreira até vê vantagens nesta circunstância. “No ano passado não conseguimos chegar à Supertaça devidamente preparados, até porque, na semana seguinte, tínhamos a qualificação para a EHF Champions League, que era o nosso grande objectivo e que conseguimos alcançar”, recorda.


in "fcp.pt"

Agora? Para a frente é que é o caminho

Expectativa em perceber as réplicas que o terramoto da derrota frente ao Benfica possa ter provocado no dragão. Sadinos à procura do "pontinho" para se afastarem do fundo da tabela. FC Porto-Vitória, às 20h30

O FC Porto recebe o Vitória de Setúbal, esta sexta-feira, na partida que abre a 14ª jornada da Primeira Liga, a última antes da pausa natalícia.

A derrota caseira diante do Benfica (0-2) deixou o dragão a seis pontos da liderança encarnada e mais distante na corrida pelo título. Com nova ronda em casa, perante o "tribunal" da plateia azul e branca, Julen Lopetegui tem um teste de fogo para guiar a sua equipa ao regresso aos triunfos.

O Vitória de Setúbal, 11º, soma apenas mais dois pontos que a primeira equipa abaixo da "linha de água" e convive com um difícil contexto de quatro derrotas consecutivas, na antecâmara da deslocação ao Norte.

A hora de Campaña
Lopetegui será forçado, pelo menos, a duas alterações, face ao figurino que lançou na partida com o Benfica. Marcano saiu dos convocados e dará lugar ao regressado Maicon, que formará dupla com Martins Indi, no eixo da defesa. No "miolo", o castigado Casemiro potenciará a estreia absoluta do espanhol Jose Campaña a titular na equipa principal dos portistas.

Mais à frente, porém, Quaresma poderá ocupar o lugar de Tello, que rubricou uma apagada exibição frente às águias.

Domingos Paciência, um ex-jogador do FC Porto que nunca venceu no Dragão como treinador, não conta com o lesionado Miguel Pedro, devendo apostar, no ataque, no brasileiro Giovani Rosa.

O FC Porto-Vitória de Setúbal arranca às 20h30, no Estádio do Dragão, com arbitragem de Manuel Oliveira (AF Porto). 

Primeira Liga: 14ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto)

Equipas prováveis

FC Porto
Fabiano; Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro; Campaña, Herrera e Brahimi; Óliver Torres, Jackson Martínez e Quaresma.
Treinador: Julen Lopetegui.

Vitória de Setúbal
Ricardo Batista; Pedro Queirós, Frederico Venâncio, François e Kiko; Dani, Paulo Tavares e Pelkas; Manú, Giovani Rosa e Zequinha.
Treinador: Domingos Paciência.

in "rr.pt"

Maicon imune a polémicas

CASO ENTRE ADVOGADO E POLÍCIA

Maicon foi ontem notícia e não pelos melhores motivos. De acordo com o que avançou o “Correio da Manhã”, o advogado do defesa-central tentou impedir a identificação do seu cliente e pontapeou o polícia que tentava multá-lo por ter a sua viatura mal estacionada. Apesar disso, Record sabe que a versão dos acontecimentos do advogado de Maicon é diferente da que veio a público e que toda essa situação não está a afetar o jogador, que se mantém imune a polémicas.

A provar isso mesmo está o facto de o central ter sido convocado por Julen Lopetegui para defrontar os sadinos e ter tudo em aberto para recuperar a titularidade no eixo defensivo portista. Maicon voltará a fazer dupla com Martins Indi, naquele que será o último jogo antes do Natal.

in "record.pt"

Quaresma espreita o onze titular

Internacional português entrou bem contra o Benfica e é provável que seja titular esta sexta-feira
A exclusão de Marcano dos convocados garante automaticamente uma mudança na equipa. Maicon recupera o lugar num onze que pode ter ainda mais alterações. Quaresma está na lista dos primeiros a avançar.

O Mustang vive uma boa fase, tem alternado com Tello no onze e foi dos melhores contra o Benfica, mesmo tendo entrado já com a equipa a perder. Depois do jogo, o plantel entra de miniférias.

in "ojogo.pt"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

«Ver o Real Madrid, o Barcelona ou o Porto torna os adeptos melhores»

Sir Dave Richards, presidente da Premier League durante catorze anos, em entrevista ao Maisfutebol

Sir Dave Richards foi presidente da Premier League durante catorze anos: entre 1999 e 2013 liderou a a transformação que tornou a liga inglesa na melhor do mundo e em 2006 foi condecorado pela rainha pelos serviços prestados ao futebol.  
  
Nesta entrevista ao Maisfutebol o antigo dirigente fala da perceção que existe do futebol português, onde, reconhece, se fala em demasia dos árbitros: o que dá à liga nacional uma carga muito negativa. Pelo caminho critica os fundos e defende a Liga dos Campeões. 
  
Leia tudo. 

Qual é a ideia que existe em Inglaterra do futebol português? 
A perceção que temos é que... é apenas mais uma liga europeia. Sempre houve aqui grandes jogadores e por isso há um certo respeito pelo futebol português. 
  
Referia-me à organização do futebol português: que ideia existe da Liga? 
Bem, eu sei que em Portugal a conversa anda sempre à volta dos árbitros e de suspeitas de corrupção. Mas quem lança suspeitas, tem de as provar. Vocês têm de atacar essas suspeitas, caso contrário nunca conseguirão acabar com esse lado negativo do futebol. 
  
E como se ataca isso? 
Acho que aí é sobretudo um trabalho da Liga e da Federação juntas. É preciso proteger os árbitros. Nós, por exemplo, parámos com as suspeitas quando tornámos os árbitros profissionais e passámos a pagar-lhes bem. 
  
A profissionalização devia ser um caminho? 
Sim. Sem dúvida. 
  
Mas a profissionalização não vai terminar com as conversas: em Portugal todos os presidentes, todos os treinadores, todos os jogadores falam de árbitros antes e depois dos jogos. Os adeptos discutem cada decisão até ao último pormenor... 
Pois... Em Inglaterra não é permitido falar de árbitros. 
  
Porquê? 
Porque é totalmente errado. Se toda a gente começar a falar dos árbitros antes dos jogos, é uma pressão inaceitável. Isso é totalmente errado. Não pode acontecer. Em Inglaterra não é permitido nem antes nem depois dos jogos. 

Aqui dizem que isso é condicionar a liberdade de expressão... 
Liberdade de expressão? Tudo bem, se querem liberdade de expressão podem tê-la. Falem do jogo. Mas não critiquem o árbitro em público. Não critiquem o espetáculo, não critiquem o adversário, não critiquem o presidente e não critiquem o treinador em público. Não é permitido, ponto final. Se o fizerem, vão ser punidos e multados. Acima de tudo tem que haver respeito pelo jogo. 
  
Como é que se faz para um liga europeia não ser um espaço de luta pelo poder? 
Não sei. Nós em Inglaterra temos o que chamamos «Os fundamentos de uma liga profissional» e todos os clubes têm de assinar esse documento. Ninguém pode quebrar o código de conduta. Se quebrar, vai ser punido. Os regulamentos obrigam todos os membros da direção a ser independentes. Não pode haver pessoas do Liverpool, do Manchester United, de nennum clube na presidência, na direção executiva ou na direção. 
  
Mas você foi presidente da Sheffield Wednesday... 
Sim, fui. Mas demiti-me, tornei-me independente e só depois fui presidente da Premier League. A única coisa que tinha nessa altura era a experiência do jogo. 
  
A Liga dos Campeões proporciona-nos todas as semanas, ou quase todas as semanas, verdadeiros jogos de all-stars. Isso não vai matar as ligas nacionais? 
Não vai matar as ligas nacionais. A Liga dos Campeões já existe há tanto tempo... Só vai tornar os grandes clubes maiores. Por causa do dinheiro que gera. 
  
Mas os pequenos clubes também vão ficar mais pequenos... 
Não, os pequenos clubes vão continuar pequenos. Não vão ficar mais pequenos. 
  
Mas como é que podemos esperar que as pessoas continuem a ir ver um Leicester-Hull City, quando pela televisão se habituam a ver um Real Madrid-Manchester City e um Barcelona-Bayern Munique com os melhores jogadores do mundo? 
Um adepto vai ser um adepto do seu clube até ao fim, mas ao mesmo tempo também é um adepto do futebol. Por isso gosta de ver um Manchester City-Real Madrid. Ver o Real Madrid, o Barcelona ou o FC Porto não torna os adeptos piores: torna-os melhores. 
  
O fim da partilha dos fundos de jogadores não vai apenas beneficiar os grandes clubes de Inglaterra, França e Alemanha? 
Não, pelo contrário: os fundos é que não beneficiam nenhum clube. Só beneficiam o próprio jogador e o próprio fundo. Nós já banimos os fundos em Inglaterra. Não se sabe de onde vem o dinheiro, os fundos não respeitam regras porque ninguém sabe quem são e os clubes não beneficiam destas parcerias. Os fundos não fazem sentido no futebol. 

in "maisfutebol.iol.pt"

KAYEMBE ALEGROU O NATAL DA DRAGON FORCE ERMESINDE

Jogador belga do FC Porto B foi recebido por cerca de 180 crianças
​Joris Kayembe foi recebido, no final da tarde desta quinta-feira, na Dragon Force Ermesinde, por cerca de 180 crianças, entre os quatro e os 14 anos, que não quiseram perder a oportunidade de privar com quem costumam ver apenas pela televisão. O extremo belga do FC Porto B, transformado esta época em lateral, respondeu a perguntas daqueles que lhe querem seguir as pisadas, distribuiu autógrafos e tornou mais feliz o Natal de todos.

Ao contrário daquelas crianças, Kayembe começou a dar os primeiros pontapés na bola nas ruas da Bélgica, incentivado pelo pai, um apaixonado por futebol, e por Thierry Henry, o seu ídolo de criança, que esta semana colocou um ponto final na carreira: "É muito importante que eles tenham todas estas condições, um bom campo para treinar, bons treinadores. Infelizmente não tive essa sorte, mas não foi isso que me impediu de ser profissional".

O internacional sub-21 pela Bélgica chegou no ano passado ao Dragão como extremo, mas esta época foi transformado em lateral. Kayembe sente-se cada vez mais confortável numa posição pela qual, diz, passará o seu futuro: "No início, foi um pouco difícil, mas agora sinto-me bem adaptado, à custa do muito trabalho que tenho feito, quer com o mister Luís Castro, quer com o mister Lopetegui."

As boas exibições do dono da camisola 77 portista já lhe valeram a chamada à selecção Sub-21 da Bélgica, pela qual, recentemente, até marcou um golo, frente à Espanha. O primeiro objectivo está cumprido, mas o jovem de 20 anos tem mais sonhos por cumprir: "Jogar pela equipa A e ser campeão".


in "fcp.pt"

PRESIDENTE AGRADECEU LEALDADE DOS COLABORADORES NO CONVÍVIO DE NATAL


Julen Lopetegui também esteve presente e destacou o espírito de “energia portista”
O tradicional convívio de Natal dos funcionários do FC Porto decorreu ao final da tarde desta quinta-feira, no hall do Museu FC Porto by BMG, e houve desta vez uma novidade. Os 22 colaboradores com 25 ou mais anos de serviço receberam uma lembrança especial, que sublinhou a sua lealdade para com a instituição, que é mais do que um mero empregador. Num breve discurso, o presidente Jorge Nuno Pinto da Costa sublinhou precisamente que “ninguém faz nada sozinho”.

“Congratulo-me com o facto de um número considerável de colaboradores ter 25 ou mais anos de serviço. A maior parte nunca conheceu outro presidente e tenho muito prazer em ter convosco uma grande colaboração e lealdade e sentir que é reciproco o entendimento e a empatia Quando se está 25 anos uma empresa é sinal de que as pessoas se sentem bem e muitas não aproveitaram outras oportunidades porque pesou muito o coração”, afirmou. O presidente – acompanhado pelos administradores Fernando Gomes e Reinaldo Teles - falou depois da exibição de um pequeno vídeo relativo à festa de Natal dos filhos dos colaboradorese antes da tradicional distribuição dos cabazes de Natal aos funcionários.

Depois de ter sublinhado que as realizações dos seus mandatos só têm sido possíveis graças ao trabalho dos colaboradores, Jorge Nuno Pinto da Costa formulou votos para que, no próximo ano, o grupo esteja presente “com o mesmo espírito e a mesma amizade”. Mais tarde, ao Porto Canal e www.fcporto.pt, reforçou a mensagem de união: “Seja em que departamento for, todos são importantes. Se fizerem bem o seu trabalho são de grande importância. Sinto que há aqui um espírito de Natal e que esse espírito, durante o ano, é permanente”.

Julen Lopetegui, treinador da equipa principal de futebol, também esteve presente, na companhia de outros elementos da equipa técnica, e materializou os seus desejos: “O espírito que se vive aqui é de muita energia portista, de muito carinho. O que desejamos, como parte dela, é que todos passem o Natal felizes, em paz, com as suas famílias, saúde e amor, e vendo que a sua equipa ganha, o que também é importante”.


in "fcp.pt"

LOPETEGUI: “TEMOS CRESCIDO MUITO”

Treinador espera um Vitória de Setúbal com “tremenda motivação” no Dragão e prevê uma boa resposta do FC Porto

O jogo com o Vitória de Setúbal (sexta-feira, 20h30, no Estádio do Dragão) é uma oportunidade para o FC Porto voltar aos triunfos e demonstrar o crescimento da equipa desde o início da época. Na conferência de imprensa de antevisão do encontro, Julen Lopetegui salientou que espera um “rival difícil” e com uma “tremenda motivação”, mas os Dragões vão continuar a acreditar no caminho de evolução que têm trilhado, porque é “normal” que quem “joga melhor” tenha melhores resultados.

“O que procuramos é conseguir a vitória jogo a jogo. Amanhã teremos pela frente o Vitória de Setúbal, sabemos o tipo de jogo que podemos encontrar e temos de procurar as soluções para continuar o nosso caminho. Individual e colectivamente temos crescido muito e quando crescemos e jogamos cada vez melhor os resultados devem acompanhar. Podemos ser superiores e perder, mas isso não vai acontecer muitas vezes, porque o mais normal é ter melhores resultados. Faremos as contas em Maio”, afirmou o treinador, na sala de imprensa do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia.

Lopetegui considera que os setubalenses vão obrigar os portistas a “mostrar carácter e merecimento”, elogiando Domingos – um treinador “experiente”, que “chegou à final da Liga Europa pelo Sporting de Braga” – e frisando que se trata de um adversário que “precisa de pontos e não tem os que mereceria”. “Não pensamos que aconteceu, mas no que temos pela frente. Teremos de fazer uma boa exibição e jogar bem e merecer o triunfo, respeitando o adversário”, resumiu.

A derrota frente ao Benfica, que deixou o FC Porto a seis pontos da liderança da Liga portuguesa, não foi por isso ignorada por Lopetegui, que preferiu no entanto sublinhar que faltam 21 jogos para o fim da competição, estando 63 pontos em disputa. “Todos os treinadores e equipas têm de melhorar, mas isso não significa que não faças muitas coisas bem. Temos muitos jogadores novos e uma maneira nova de jogar. Competimos em todos os jogos, não me lembro de termos ficado por baixo de qualquer adversário e temos poucos resultados negativos. Dentro desta dinâmica, vamos continuar a acreditar e a melhorar tacticamente e individualmente. Temos muita juventude, somos a equipa mais jovem da história do FC Porto. Vamos continuar a melhorar e a fazer frente a grandes equipas”, declarou.

O treinador admite que gostaria de ter “outras circunstâncias” e que o FC Porto poderia ter “mais pontos”, mas frisa que o caminho percorrido o leva a pensar numa “óptima segunda volta”. Antes, há que concluir da melhor forma a primeira parte da Liga e, para a próxima luta, Lopetegui não poderá contar com Casemiro (suspenso) e Rúben Neves (lesionado), o que o levou a admitir que Campaña é “uma opção”. Para além disso, não há nenhuma preocupação especial com o momento individual de qualquer jogador, a começar por Brahimi: “Em todos os plantéis há jogadores num momento um bocado melhor e outros com mais problemas. O Brahimi deu-nos muito e continuará a dar-nos muito”.



in "fcp.pt"

ABDOULAYE "O mais fácil para mim teria sido voltar ao FC Porto"

Abdoulaye, central cedido pelo FC Porto ao Rayo Vallecano, não entende o castigo imposto pelo clube espanhol


O central senegalês Abdoulaye, emprestado pelo FC Porto ao Rayo Vallecano, foi afastado do último jogo, frente ao Valência, por ter chegado atrasado à concentração da equipa. Nos dias que se seguiram, foi colocado a treinar à parte. O defesa diz ter justificação e mostra-se surpreendido com a atitude dos responsáveis espanhóis.

"Quero pedir desculpa, porque sem dúvida o erro foi meu. Sou profissional e o meu dever era estar ali. Tive um problema familiar grave e foi impossível apresentar-me a tempo", começou por dizer, citado pela imprensa espanhola.

"Cheguei uns minutos mais tarde mas fui de carro atrás do autocarro. Depois, recebi uma chamada a dizer para voltar para casa. Parece-me estranho, porque estava a uns metros apenas. Mais tarde, informaram-me que ia treinar à margem", acrescentou.

"De todas a vezes que cheguei tarde, tive sempre justificação. Foi uma questão de pouca sorte. É duro carregar com a mochila com a palavra indisciplina e ainda por cima quando não é verdade. O mais fácil para mim teria sido voltar ao FC Porto, mas quero estar no Rayo, porque tenho um compromisso. Não o faço pelo treinador, mas por mim mesmo. Sei que sou importante para a equipa, que tenho estilo de líder e só tenho de o demonstrar", concluiu. 


in "ojogo.pt"

Madjer: «Receção no Porto só comparável a dias de celebração nacional»

MADJER RELEMBRA CONQUISTA DA INTERCONTINENTAL

Rabah Madjer, um dos elementos mais importantes da equipa do FC Porto que venceu a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental em 1987, recordou o dia em que a comitiva azul e branca foi recebida em apoteose no aeroporto.

"A receção que tivemos no Porto é apenas comparável aos dias de grandes celebrações nacionais, como os dias da independência. Eles cantavam, gritavam, foi uma manifestação de nacionalismo por parte das pessoas, felizes por terem no seu país não só o campeão da europa como o campeão do Mundo", afirmou em entrevista ao "Goal.com".

Madjer recorda a conquista das duas competições como "um milagre". "Foi um milagre. Um conto de fadas. Não apenas ter ganho a Liga dos Campeões e a Intercontinental, mas ter contribuído tanto a nível individual para que isso acontecesse. Senti-me abençoado."

O antigo jogador recordou que recebeu um carro por ter sido o melhor jogador em campo diante do Peñarol, mas devolveu-o pouco tempo depois. "Sentia que aquele prémio não devia ser meu, mas da equipa. Ofereci o carro ao museu do clube e ainda hoje o têm".


in "record.pt"

Lopetegui: «Nunca tive a sensação de ficar por baixo de um rival»

Treinador do FC Porto aposta numa boa segunda volta da equipa e deposita fé no jogo e na evolução do grupo

Quando Julen Lopetegui afirmou, no final do último Clássico, q ue estava «ainda mais convencido» de que o FC Porto seria campeão, estava a depositar esperanças na evolução que a equipa tem apresentado. 
  
Aos seus olhos, o FC Porto tem crescido muito de jogo para jogo e, apesar de haver ainda aspetos a melhorar («todas as equipas os têm»), a tendência é de crescimento. Por isso, a fé no título continua intacta. 
  
«Gostaríamos de estar noutras circunstâncias, claro. Poderíamos ter mais pontos, mas creio que o jogo e a evolução da equipa nos leva a pensar numa boa segunda volta», afirmou o técnico na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Vitória de Setúbal. 
  
Questionado sobre o que poderia melhorar ainda na sua equipa, Lopetegui respondeu: «Estariamos aqui toda a manhã a falar. São aspetos coletivos, individuais. É algo comum a todas as equipas. Todos têm de melhorar.» 
  
Depois, acrescentou: «Dizer isto não significa que não façamos já muitas coisas bem. Lembrem-se que temos jogadores muito jovens e uma nova forma de jogar. Ainda assim, este ano, nunca tive a sensação de ter ficado por baixo de nenhuma equipa.» 
  
«Temos alguns resultados negativos, mas poucos. Todas as equipas têm margem de manobra. E esta é uma das equipas mais jovens da historia do Porto. Vamos conseguir melhorar», prometeu. 
  
Lopetegui lembrou ainda que « faltam 21 jogos» no campeonato, que é o mesmo que dizer que muita coisa pode acontecer. «Gostaríamos de estar com mais pontos, mas continuaremos a lutar, já a começar amanhã», completou.

in "maisfutebol.iol.pt"

Rui Pedro, aluno do melhor curso de pontas de lança

Os três projetos mais interessantes de «9» estão na formação do FC Porto

P.S. (Para Seguir) é um espaço assinado pelo jornalista Nuno Travassos, que pretende destacar jogadores até aos 21 anos. 
 
Rui Pedro, aluno do melhor curso de pontas de lançaEntre os três «grandes» o FC Porto é aquele que menos tem rentabilizado a formação, mas nas suas fileiras mais jovens tem os três nomes mais promissores para ocupar uma posição cronicamente carenciada no futebol português. 
  
Basta ter em conta a realidade da Seleção Nacional nos últimos anos para identificar não só uma escassez de soluções para a posição «9», como também um conflito relativamente ao perfil. Entre avançados tecnicamente evoluídos mas pouco eficazes, ou goleadores de sangue frio mas alheados da circulação de bola, o futebol português reclama um avançado completo, um «9» nível mundial. 
  
O FC Porto tem o melhor curso de ponta de lança, com três alunos bastante promissores. Jogadores ainda muito jovens, com um longo caminho pela frente, num trajeto cheio de interrogações, mas avançados com características que encaixam nesse perfil. 
  
Depois de Gonçalo Paciência (20 anos) e André Silva (19) aparece agora Rui Pedro a ganhar protagonismo na escadaria do futebol azul e branco. Titular na equipa de sub-19, tem dez golos em catorze jogos esta época. Números que seriam interessantes em qualquer contexto, mas ainda mais se tivermos em conta que se trata de um jogador de apenas 16 anos. 
  
  
Um pouco à imagem de Gonçalo Paciência e André Silva, Rui Pedro é um avançado tecnicamente evoluído, que se movimenta bem fora da área, à procura de combinações com os médios, e também capaz de aparecer pelos flancos, inclusivamente a criar desequilíbrios nos duelos individuais. Mas ao mesmo tempo mostra presença na área, com boa capacidade física (não se nota a diferença de idade para os colegas e adversários) e pragmatismo na finalização. Isto tudo aliado a um espírito combativo tão próprio daquela região do país, e que tão bem combina com os atributos técnicos. Não dá nenhum lance por perdido, valorizada cada «migalha» que pode transformar-se em oportunidade de golo, e morde a língua quando tem de ser a primeira barreira defensiva. 
  
Mas Rui Pedro tem apenas dezasseis anos, importa lembrar. O que está para a frente, e que é incerto, é bem mais do que aquilo que já mostrou. A matéria-prima tem qualidade, mas a construção de um jogador depende de inúmeros parâmetros. Do contexto familiar às lesões, sem esquecer a gestão que o próprio clube faz do seu crescimento. Para já é bom sinal que o FC Porto o tenha colocado na equipa de sub-19, num contexto competitivo adaptado à sua qualidade, onde pode evoluir mais do que se permanecesse nos sub-17. 

in "maisfutebol.iol.pt