segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sereno: «Neste clube exige-se muito»

Sereno foi um dos jogadores que aproveitou o jogo com o Limianos para fazer a sua estreia oficial com a camisola do FC Porto. Teve de esperar pelo 13.º encontro da época para concretizar esse objetivo, experimentando algo que não conhecia desde que se afirmou como profissional.

“É uma situação nova para mim, já que estava habituado a jogar com regularidade. Tento adaptar-me a esse facto da melhor maneira, continuando a trabalhar para merecer mais chamadas à equipa”, referiu o central, de 25 anos, admitindo que a grandeza do clube não o ajudou. “Já sabia que seria difícil ganhar o lugar numa equipa como o FC Porto, já que neste clube exige-se muito a cada jogador”, advertiu o defesa, satisfeito com a exibição que efetuou na Taça de Portugal: “Acho que foi bom para mim e para o FC Porto. O jogo foi difícil mas ganhámos bem. O importante era vencer.”

Recorde-se que, desde que se impôs na equipa do V. Guimarães, Sereno jogou sempre com regularidade. Foi assim durante o tempo que passou no Minho e posteriormente no Valladolid, onde foi elogiado pelo treinador Javier Clemente.

in "record.pt"

Walter fez história

Jardel, Pena, McCarthy, Jankauskas e Hulk foram os avançados que, nos últimos anos, marcaram três golos num jogo do F. C. Porto, só que nenhum deles o fez na estreia como titular. Walter conseguiu-o no jogo com o Limianos, mas Falcao voltará ao onze na Turquia.

Walter não esquecerá tão cedo o jogo oficial em que se estreou como titular do F. C. Porto. É certo que o adversário, o Limianos, era da 3.ª Divisão, mas a verdade é que, anteontem, sábado, o brasileiro fez história, ao tornar-se o primeiro avançado dos dragões, em várias décadas, a marcar três golos na partida de estreia no onze.

O dianteiro mostrou, neste encontro da Taça de Portugal, que tem qualidades para jogar na área (marcou o primeiro golo de pé direito, o segundo de pé esquerdo e o terceiro de cabeça), mas terá de fazer bastante mais para poder sonhar em tirar o lugar a Falcao, que voltará ao onze portista no jogo de quinta-feira com o Besiktas, na Turquia, a contar para a terceira jornada da Liga Europa.

Nos últimos anos, avançados como Jardel, Pena, Jankauskas, McCarthy e Hulk, este já na presente temporada, assinaram "hat-tricks" ao serviço dos dragões, mas nenhum de forma tão repentina. "Super-Mário" fez vários, entre 1996 e 2000, e até chegou a marcar sete golos num só jogo (todos na segunda parte, ao Juventude de Évora, numa eliminatória da Taça de Portugal, em 1997/98), mas na estreia marcou "apenas" um golo, no empate a dois entre F. C. Porto e V. Setúbal, na primeira jornada do campeonato de 1996/97.

Pena também se estreou em grande, com dois golos ao Paços de Ferreira logo na primeira vez em que vestiu a camisola azul e branca, na terceira jornada da temporada de 2000/01, mas faltou-lhe um para chegar ao feito de Walter. O lituano Jankauskas marcou um golo na estreia, na jornada de abertura da época de 2002/03 (empate a dois entre F. C. Porto e Belenenses), mas só assinou um "hat-trick" mais de um ano depois, nas meias-finais da Taça de Portugal de 2003/04, em Braga.

McCarthy marcou no primeiro jogo pelos dragões, curiosamente também a contar para a Taça de Portugal (2001/02), diante do Académico de Viseu, mas foi apenas na última jornada da época 2003/04, que consagrou o F. C. Porto como campeão diante do Paços de Ferreira (3-1), que o sul-africano fez três golos num jogo, um dos quais através de um fabuloso pontapé-de-bicicleta.

Na presente época, Hulk já marcou três golos numa só partida, na recepção ao Genk (4-2), a contar para o play-off da Liga Europa. O "incrível" ficou em branco na estreia, realizada em Agosto de 2008, no jogo de atribuição da Supertaça, que os dragões perderam para o Sporting.

in "jn.pt"

O perfeito «hat trick» de Walter à atenção do senhor Falcao


Foi a primeira vez na carreira de futebolista que Walter marcou três golos num só jogo. De pé direito, esquerdo e de cabeça. Há quem lhe chame o hat-trick perfeito. Walter está mais maduro e a má imagem que deixou no Brasil sobre a instabilidade emocional parece resolvida.

Custou chegar a verdadeira oportunidade, mas Villas Boas cumpriu o que tinha prometido, em relação a ele e a outros atletas (como Sereno, por exemplo) e o avançado não podia dar melhor resposta.

As dúvidas, que as havia, estão desfeitas. Villas Boas sabe bem que tem ali um avançado, agora com mais direito absoluto de lutar com o goleador da equipa, Radamel Falcao, que até tem andado um tanto por baixo na Liga (Hulk é o melhor marcador com nove golos nas várias competições, seguindo-se o colombiano com seis). Também por essa baixa de produção de Falcao, que se admite ser apenas fruto das marcações mais atentas dos adversários, Walter pode sentir-se ainda mais apostado em roubar o lugar ao parceiro de ataque...

Um dos grandes problemas de Walter, pelo menos era assim no Internacional de Porto Alegre, de onde saiu para o FC Porto, está relacionado com a estabilidade emocional, que se reflectiu, por exemplo, em faltas a treinos na útlima temporada, quando percebeu que ia ser relegado para a equipa B. A forma como anteontem se referiu à condição habitual de suplente, as palavras que deixou a Falcao,são um bom exemplo de que algo terá mudado ou que alguém terá transformado a mentalidade do jogador.

in "abola.pt"

Dragão comemora 300 jogos na Europa


A história do dragão na Europa começou com cinco derrotas mas hoje mostra quatro troféus. 54 anos depois o FC Porto é um dos gigantes da UEFA e esta semana na Turquia commemora 300 jogos na Europa.

A celebração está em marcha através da Liga Europa e uma vitória em casa do Besiktas dará mais brilho e intensidade à dobragem da terceira centena de partidas.

Um número próprio de um gigante europeu, conta-corrente que atesta a fama e solidez deste bicampeão da Champions que festeja, esta temporada, a 49.ª presença nas provas organizadas sob a égide da UEFA, num total de 53 participações nessas diversas competições, da saudosa Taça das Cidades com Feira às três presenças na Supertaça Europeia, o desígnio final.

É, então, desde 1956/57 que se ouve o vozeirão portista nas noites europeias. Um holofote azul que ganhou maior intensidade nas últimas décadas, anos de afirmação que elevaram o FC Porto à condição superior de adversário temível, hoje reconhecidamente um clube com rótulo Champions - é, a par de Real Madrid e Barcelona, o segundo clube europeu com mais participações no modelo da Liga dos Campeões (15), logo atrás do Manchester United (16), caindo, espaçadamente, para a segunda competição da UEFA, como acontece este ano, depois de mais quatro participações consecutivas na solenidade das estrelas.

Começando encalhado, mas saindo progressivamente do mapa sombrio dos perdedores crónicos, o dragão viria a surpreender a Europa em variadíssimas ocasiões e a enlouquecer os seus adeptos e os portugueses em geral com duas Taças dos Campeões, com uma Taça UEFA, com uma Supertaça Europeia e ainda duas Taças Intercontinentais, que não entram, necessariamente, nestas contas de orgulho e prestígio por terem égide FIFA, sendo, no entanto, épicos de sempre e para sempre.

Hoje, à entrada dos 300 jogos europeus, quase todos os adversários sentiram, no crescimento imparável, o contraveneno portista, e à pronúncia do Norte acrescenta-se o peso enorme da coluna de prata em troféus que vincam a história e a realidade do que é o FC Porto da modernidade.
 
in "abola.pt"

domingo, 17 de outubro de 2010

Videos FC Porto 4 - Limianos 1

Resumo



Conferencia de Imprensa

O FC Porto um a um

Walter 8

Uma opção de ataque com pés e cabeça

Marcar três golos na estreia em jogos oficiais é o melhor cartão de visita que se possa imaginar. Walter teve uma presença de peso na área e terá sido ela a responsável pelo primeiro golo, quando beneficiou de uma falha de César para abrir o marcador com o pé direito. Como o mais difícil estava feito, aproveitou o capital de confiança para deixar a sua marca no jogo. É na área que o brasileiro gosta de estar, surgindo nos espaços vazios nos momentos certos. Como no segundo golo que marcou, empurrando a bola para a baliza com o pé esquerdo depois de uma bomba de Guarín contra a barreira. Faltava ainda mostrar o melhor - o jogo de cabeça. Proporcionou a Pedro Baía uma espectacular defesa com um cabeceamento mortífero, após bela assistência de James, mas três minutos depois, também de cabeça, não falhou quando Ukra lhe passou a bola. Um avançado completo.

Beto 5

Depois de uma primeira parte sem uma única defesa, na segunda parecia que se ia continuar a assistir ao mesmo filme, mas Pedro Tiba acordou-o com um golo de cabeça. Nada a fazer.

Sapunaru 4

Sentiu dificuldades para travar Pedro Tiba, mesmo que isso não tenha resultado em situações de perigo para a baliza. Tentou o golo num remate torto.

Sereno 5

Estreou-se e tentou agarrar a oportunidade com unhas e dentes. Houve vários exemplos dessa aplicação máxima na primeira parte, como um corte em que saiu da sua zona para impedir a progressão do adversário junto à linha lateral. Na segunda parte não foi assim: sentiu mais dificuldades, repartiu culpas com Ukra no golo do Limianos e também teve uma entrada feia sobre um adversário.

Otamendi 4

Falhou algumas vezes no pouco que teve para fazer. Principalmente no golo do Limianos: foi junto da linha lateral tentar impedir a progressão, mas Tiago Ribeira fez-lhe um túnel antes de cruzar para Pedro Tiba. Um lance indigesto.

Emídio Rafael 7

Estreia muito positiva. Depois de uma finta fez uma assistência de luxo para Varela matar o jogo antes do intervalo. Sem grandes problemas defensivos, andou muitas vezes no ataque em combinações com os companheiros.

Souza 5

Primeiro jogador a progredir no relvado com a bola controlada, o amarelo visto ainda antes da meia hora não lhe refreou o ânimo de ajudar no processo de construção de jogo. Fez alguns passes longos interessantes.

Guarín 6

Demorou a entrar no jogo e só quando percebeu que tinha de se aplicar mais na disputa das bolas é que subiu de rendimento. Marcou o livre que deu origem ao terceiro golo.

Rúben Micael 6

Coube-lhe comandar o meio-campo e servir o ataque. A primeira parte não lhe correu muito bem, perdendo mesmo algumas bolas, mas esteve bem melhor após o intervalo. Alimentou muitas vezes o ataque e também tentou o golo num remate de longe.

Hulk 7

Foi o principal causador de suores frios nos jogadores do Limianos. Sempre que pegou na bola ganhou vários metros de relvado ao opositor e uma vez esteve perto de marcar. Com a braçadeira de capitão, foi menos individualista do que o costume. Exemplos? Cinco assistências, sendo que só uma resultou em golo (Walter).

Varela 6

Depois de dois cabeceamentos ao lado, à terceira, com o pé, acertou na baliza. Foi o ponto alto de uma exibição razoável, que ainda teve um remate ao lado após a terceira assistência de Hulk.

Castro 6

Deu dinâmica ao meio-campo e só pecou na pontaria, quando tentou o golo perto do fim.

Ukra 6

Repartiu culpas com Sereno no golo do Limianos, mas depois compensou o erro com boas jogadas no ataque. Por pouco não marcou de trivela e mais tarde ainda assistiu Walter para o último golo.

James 7

Grande estreia. Nos minutos em que esteve em campo, fez tudo ou quase tudo bem. Mexeu com o ataque, mostrou um baralho de fintas, ofereceu o golo a Walter (grande defesa de Pedro Baía) e até marcou de cabeça (anulado por fora-de-jogo mal assinalado).

in "ojogo.pt"

Plano b também já tem quem resolva


Tudo nos conformes: era suposto que o jogo fosse uma festa, e foi; era previsível que o FC Porto ganhasse, e ganhou; era obrigatório que as segundas escolhas de Villas-Boas dessem sinais de que podem ser alternativas válidas ao onze do costume, e deram.

Walter, por exemplo, deu três fortíssimos sinais. Os golos fizeram dele protagonista óbvio, mesmo que a diferença de forças entre as duas equipas aconselhe a conclusões contidas. Mas houve mais. De uma só vez, houve três caras novas (Sereno, Emídio Rafael e James) apresentadas a um estádio quase cheio, a comprovar que preços convidativos são isso mesmo: um convite irresistível.

Finalmente, houve também, sem os dramas e as reviravoltas das grandes surpresas, o lado romântico da Taça, espelhado no golo de um Limianos já em inferioridade numérica. Esse tornar-se-ia, aliás, num momento de catarse colectiva, com unanimidade de aplausos nas bancadas. Pouco depois a claque do FC Porto juntou-se à festa num sonoro tributo ao Limianos e aos milhares de adeptos que pintaram o Dragão de amarelo. Aplausos a isso, pois claro.

Arrumado o lado sentimental, sobra um enredo simples. Como se previa, Villas-Boas transformou o relvado num laboratório de experiências e as caras novas deste "plano B" não mudaram muito a identidade. O FC Porto manteve a forma, arrumando-se no 4x3x3 do costume, e apresentou conteúdo suficiente para assumir o controlo de jogo. Walter fez o favor de evitar ataques de ansiedade, com um golo fácil e obrigatório que castigou uma desatenção defensiva do Limianos.

Apanhando-se em vantagem quando o adversário ainda se adaptava à dimensão real do palco - com duas linhas defensivas muito próximas, as incursões de ataque do Limianos começaram por ser aventuras muito cansativas -, os portistas passaram a controlar o jogo sem carregar muito. Carregavam apenas o suficiente para mostrar que tinham as coisas controladas, beneficiando de alguns arranques de Hulk para espevitar emoções. Do outro lado era Pedro Tiba quem animava, expondo Sapunaru a alguns embaraços. Daí resultava um equilíbrio inconsequente, que parecia destinado a prolongar-se até ao intervalo. Não se prolongou, porque um arranque de Emídio Rafael abanou esse aparente pacto de não agressão, com Varela a completar a maldade, mesmo em cima do intervalo.

A segunda parte arrancava assim, com uma vantagem mais do que confortável para o FC Porto. O desfecho parecia definitivo com a expulsão de Zé Manel e, na sequência da falta que a originou, com o segundo golo de Walter. Adivinhava-se uma ponta final ainda mais desnivelada. Villas-Boas aproveitou, então, para testar uma fórmula nova: abdicou de Sapunaru e Varela, apostando em Ukra e James. Desenhava-se um 3x4x3, que acabaria encravado quase no minuto seguinte. O golo de Pedro Tiba obrigou o treinador a repensar a estratégia, optando por um reajuste táctico mais clássico.

Em todo o caso, James mexeu consideravelmente com o ritmo. E até marcou, um golo acabaria por ser (mal) anulado. Ukra, James, Hulk, Walter e um Rúben Micael mais solto tornaram o FC Porto - em vantagem numérica, é preciso recordar... - ainda mais acutilante. Por estranho que possa parecer, o Limianos também estava desinibido.

Já no último fôlego, Walter voltaria a encontrar o caminho certo da baliza. Demorou, mas o brasileiro explodiu tudo de uma vez. Será que também ele é fã da teoria de Cristiano Ronaldo, segundo a qual os golos são como o Ketchup? Ontem, não houve um, nem dois. Foram logo três de uma vez.

in "ojogo.pt"

Noite à Walter


Na estreia como titular, Walter marcou três golos e contribuiu, de forma decisiva, para a vitória do F. C. Porto sobre o Limianos, que lhe garantiu a passagem à quarta eliminatória da Taça de Portugal. O avançado deu um sinal de que pode ser útil à equipa portista.

O jogo foi de estreias no F.C. Porto e, se a de Walter foi perfeita, também a de James podia ter sido. Pouco depois de ter entrado, o colombiano marcou um golo que abrilhantaria ainda mais a noite, mas o assistente de Cosme Machado descortinou um inexistente fora-de-jogo. De resto, o árbitro confirmou no resto do jogo o que se sabe: não nasceu para isto.

A forma séria como o F. C. Porto abordou um jogo perante uma equipa nitidamente inferior a todos os níveis merece nota de destaque. Sem facilitar um milímetro, a equipa de Villas-Boas procurou sempre o golo e teve em Walter um protagonista inspirado. O avançado marcou três golos e mostrou que pode ser alternativa a Falcao no ataque dos dragões.

Na festa da Taça, feita por mais do 40 mil adeptos no jogo de ontem no Dragão, cerca de 5000 dos quais entusiastas fervorosos do Limianos, brilhou Walter. De todos os jogadores habitualmente pouco utilizados na equipa portista aos quais André Villas-Boas deu a esperada oportunidade, foi o avançado brasileiro o que mais aproveitou; marcando três golos dignos de um rato de área, capaz de transformar erros alheios e espaços curtos em lances de golo. Ontem, isso aconteceu por três vezes, a primeira logo aos nove minutos, numa jogada em que o dianteiro beneficiou de uma falha de um central adversário para, num remate sem preparação, abrir o marcador para o F. C. Porto.

A estratégia do Limianos levou o esperado rombo, mas o actual quinto classificado da Série A da 3.ª divisão não desistiu de lutar e de correr desalmadamente por cada posse de bola no resto da partida. Mesmo num ambiente a que os seus jogadores não estão habituados, se há algum queijo com que se possa comparar, por exemplo, a defesa da equipa limiana, não será um daqueles suíços cheios de buracos, tal a forma como os espaços rarearam nas imediações da área visitante até ao intervalo... Sem pressas, os dragões foram controlando a partida, mas só a resolveram em definitivo nos últimos instantes da primeira parte, pelos pés de Varela, que concluiu de forma eficaz uma boa jogada de Rafa, outro estreante no onze portista.

Tranquila pela vantagem de dois golos ao intervalo, a equipa de Villas-Boas continuou a atacar de forma intensa no segundo tempo, chegando ao 3-0 de novo por Walter, num minuto que podia ter sido fatídico para o Limianos, já que se seguiu à expulsão do lateral Zé Manel. Bravos, os jogadores da formação vinda dos escalões secundários continuaram a discutir o jogo e até proporcionaram uma grande alegria aos seus adeptos, com um inesperado golo no Dragão, marcado numa altura em que o sector recuado dos portistas ainda se adaptava a uma experiência do treinador, com apenas três defesas. Pedro Tiba tornou-se o herói da equipa de Ponte de Lima, que depois foi sobrevivendo a uma série de jogadas de golo feito do ataque portista, desperdiçadas por Hulk e companhia, ou bem defendidas pelo guarda-redes. Os instantes finais trouxeram, no entanto, a cereja no topo do bolo da exibição de Walter, que, desta vez de cabeça, garantiu a 12.ª vitória em 13 jogos do F. C. Porto desde o início desta época.

in "jn.pt"

Resultados Modalidades

Julian foi MVP no triunfo sobre o Vitória

O FC Porto Ferpinta venceu o Vitória, por 70-59, em jogo da primeira jornada da liga, disputado este sábado, no Dragão Caixa, onde o portista Julian Terrell compôs um «duplo-duplo» de 14 pontos e 12 ressaltos, distinguindo-se como o MVP da partida.

Greg Stempin (17 pontos e 5 ressaltos), José Costa (10 pontos e 5 assistências) e Carlos Andrade (4 pontos e 12 ressaltos) foram também determinantes no desfecho do encontro, que entrou no terceiro período com uma vantagem de três pontos (36-33) para os Dragões, que permitiram a aproximação do adversário nos momentos finais da primeira parte.

No final de um jogo em que procedeu a uma rotatividade intensa, utilizando 11 dos 12 jogadores disponíveis, Moncho López falou de «um bom arranque», embora sublinhando que a equipa não atacou tão bem quanto desejava, exagerando «nas tentativas de lançamentos triplos», cujo índice de eficácia não ultrapassou os 24 por cento (8 em 33).
 
FC Porto Império Bonança soma a terceira vitória consecutiva


O FC Porto Império Bonança mantém o registo 100 por cento vitorioso no campeonato nacional de hóquei em patins, depois de vencer, este sábado, o Cascais, por 6-5. Pedro Moreira foi autor de um «hat-trick».

A equipa da Linha apresentou-se no Dragão Caixa muito fechada, mas Filipe Santos, com um lance genial – em que ultrapassou sucessivamente vários adversários –, desbloqueou o marcador, a meio da primeira parte. A partir daí, o ritmo da partida aumentou, apareceram mais espaços e os Dragões lograram chegar ao intervalo com uma vantagem confortável (5-2).

No segundo tempo, os forasteiros aproveitaram o facto do FC Porto Império Bonança ter diminuído um pouco a intensidade de jogo e reduziram a desvantagem. Nos sete minutos finais, os azuis e brancos optaram por controlar o esforçado adversário, que procurava o empate, mas a história podia ter sido outra. Ao longo do encontro, o guarda-redes do Cascais, Marco Barros, fez uma excelente exibição e os postes da sua baliza «soaram» por cinco vezes, evitando um final mais tranquilo para a formação da casa.

Na sala de imprensa, o técnico Franklim Pais analisou o encontro: «Não fizemos um bom jogo. Tínhamos tudo controlado e acabámos por facilitar. Temos de melhorar no capítulo defensivo, não podemos permitir que a outra equipa se aproxime no marcador desta forma. A cada ano que passa as coisas tornam-se mais difíceis, vamos encarar o campeonato jogo a jogo e no final fazemos as contas».

FICHA DE JOGO

FC Porto-GDS Cascais, 6-5

Campeonato nacional, terceira jornada

16 de Outubro de 2010

Pavilhão Dragão Caixa, no Porto

Assistência: 688 espectadores

Árbitros: João Rodrigues (Minho), Florindo Cardoso (Minho) e Sílvia Coelho (Porto)

FC PORTO: Edo Bosch, Filipe Santos, Reinaldo Ventura, Pedro Gil e Pedro Moreira
Jogaram ainda: Gonçalo Suíssas, André Azevedo e Emanuel Garcia
Treinador: Franklim Pais

GDS CASCAIS: Marco Barros, Diogo Lã, Tiago Roquete, Tiago Nogueira e Carlos Martins
Jogaram ainda: Carlos Trindade, Tiago Monteiro e André Moreira

Treinador: Carlos Santos

Ao intervalo: 5-2

Marcadores: Filipe Santos (12m), Pedro Moreira (15m, 17m e 19m), André Moreira (16m e 35m), Tiago Monteiro (22m), Reinaldo Ventura (23m), Pedro Gil (35m), Diogo Lã (37m) e Tiago Nogueira (43m)

in "fcp.pt"

sábado, 16 de outubro de 2010

FC *prtp - Limianos (declarações)

Emídio Rafael: «Podem confiar em mim»

Emídio Rafael, jogador do F.C. Porto, em declarações após o triunfo por 4-1 sobre o Limianos:

«Foi uma boa estreia. Estou agradecido pela oportunidade que tive. Há que continuar a trabalhar para estar à disposição do técnico quando ele precisar. Podem confiar em mim. Ganhar foi bom. Para mim e para a equipa. Fizemos um bom jogo. Senti-me bem e estou feliz por esta oportunidade.»

James Rodríguez: «A minha oportunidade vai chegar»

ames Rodríguez, avançado do F.C. Porto, em declarações após o triunfo por 4-1 sobre o Limianos:

«Foi um jogo que até começou difícil, mas conseguimos o mais importante. Estamos confiantes. Quero jogar mais e trabalho para isso durante a semana. Tenho trabalhado cada vez mais. Penso que a oportunidade para jogar no campeonato vai chegar, mas respeito as opções do treinador.»

O que sentiu antes de ver o seu golo anulado?

«Senti uma grande alegria nesse lance. Só foi pena o árbitro não ter validado, mas sei que o golo foi legal.»

Walter: «Sou fã do Falcao e não me importo de ficar no banco»

Walter apontou três golos na sua estreia a titular no F.C. Porto. Ainda assim, o avançado assegura que não se importa de regressar ao banco de suplentes. «O Falcao é um jogador especial», explica, sincero, o avançado recrutado no Internacional de Porto Alegre.

«Senti-me bem. Foi uma estreia de sonho. Fiz três golos com a ajuda da equipa. Todos trabalham para ter um lugar e ninguém pode facilitar porque o grupo é forte. Marquei três vezes em quatro oportunidades. A taça não é tão importante, mas estavam no estádio 40 mil pessoas. É sinal que toda a gente está com a equipa.»

Fica aborrecido se regressar ao banco de suplentes?

«O Porto tem um grande atacante que é o Falcao. Sou fã dele. Por isso posso estar na boa no banco, não há problemas, não me importo. Ele é um enorme jogador, muito especial. Respeitamo-nos muito.»

in "maisfutebol.iol.pt"

André Villas-Boas: «Podia ter corrido melhor»

Walter foi a figura da noite no Estádio do Dragão, mas André Villas-Boas prefere apontar os elogios ao colectivo azul e branco. O treinador do F.C. Porto fez um balanço positivo da estreia na Taça de Portugal, embora reconheça que as coisas «até podiam ter corrido melhor».

«O 2-0 mesmo antes do intervalo foi decisivo. Se não marcássemos íamos alimentar o sonho do Limianos. O jogo foi sempre controlado por nós. Agradeço a forma como o Limianos se comportou. Teve uma atitude digna de louvar e jogou o jogo pelo jogo. Criámos várias oportunidades e só tenho pena de ter sofrido um golo, pois nessa altura íamos experimentar um 3x4x3 mais agressivo. Foi bom mas podia ter corrido melhor.»

O que conquista a sua equipa com esta partida?

«A competitividade no treino tem sido extrema. Há muita gente que quer entrar neste lote . O mais importante é que não haja auto-frustração. Temos 26 jogadores disponíveis e nesse sentido há que louvar a competitividade dentro do plantel. É importante ameaçar os que jogam com mais frequência e desejo que todos se mantenham num nível elevado.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Taça de Portugal: F.C. Porto-Limianos, 4-1 (crónica)

Por uma vez no Dragão, a película foi dominada pelas personagens secundárias. Foi uma espécie de revolta dos figurantes, daqueles que normalmente aparecem encobertos na fotografia. Não é fácil imaginar um episódio de Sherlock Holmes com o Dr. Watson a liderar a investigação, ou até mesmo uma crónica de Dom Quixote preenchida por um Sancho Pança a investir de lança sobre moinhos de vento. Esta noite, aconteceu.

Walter elevou-se a figura maior, libertou-se das amarras de Falcao, e fez três golos. O brasileiro mostrou faro apurado nas zonas de baliza, alguns pormenores de excelente qualidade e uma mobilidade que aquele corpo arredondado não deixa antever. O rapaz promete.

O Limianos, equipa do quarto escalão nacional, associou-se à história e sai com direito a aplausos de pé. Postura atrevida, muito interessante, com dois ou três jogadores de qualidade e um golinho celebrado como se o Santo Graal estivesse escondido nas redes de Beto.

Pedro Tiba merece uma linha só para ele. Foi este o responsável pela implosão de alegria no sector destinado às cinco mil almas de Ponte de Lima. Isso mesmo, cinco mil pessoas direitinhas do Minho para o Porto.

Hulk e Varela destravados

É uma característica destes jogos desnivelados logo antes do apito inicial. O algoz anunciado sobe ao local da execução, sorri perante a vítima entregue à guilhotina e decide prolongar-lhe a réstia de vida. A fragilidade natural do opositor entregue ao carrasco pode explicar muita coisa, mas há outra que se chama brio.

Os portistas foram briosos e em apenas nove minutos desceram a lâmina sobre o pescoço do Limianos. Walter abriu a contagem num pontapé de primeira e o sangue jorrou, jorrou e jorrou. O dragão acalmou a fúria pelo golo e entregou-se ao deleite.

Depois de 30 minutos dormentes, desinteressantes, pautados por uma supremacia condescendente dos dragões, Varela lá fez o segundo golo e agitou a turba. Sem acelerar, sem jogar especialmente bem, o Porto cumpriu a sua obrigação, aumentando e diminuindo o ritmo conforme lhe pareceu melhor. Chegou ao 3-0, numa conclusão de Walter à meia-volta, e permitiu o tal sacrilégio a Pedro Tiba, antes de Walter fechar as contas perto do último apito.

Num olhar mais amplo, só Hulk e Varela foram frenéticos e abusadores do princípio ao fim. Mas esses, já se sabe, não têm travões.

Atenção a Emídio Rafael e¿ James

Num filme com tantas figuras novas, duas merecem aprovação total: Walter, conforme o supracitado, e Emídio Rafael. O lateral esquerdo jogou pela primeira vez e jogou bem. Não terá vida fácil com a concorrência de Alvaro Pereira, mas mostrou uma enorme evolução, em relação ao que mostrara na pré-época. André Villas-Boas não se enganou ao trazê-lo de Coimbra.

Sereno alternou o razoável com o medíocre, Otamendi pareceu excessivamente confiante e Beto não teve grande trabalho. Dos médios, Guarín foi o que mais apareceu, com Rúben Micael e Souza a cumprirem os respectivos papéis com competência.

Castro, James Rodríguez e Ukra foram lançados na segunda parte. Os portugueses são unidades de muita qualidade, o colombiano pode deixar de ser personagem secundária a qualquer instante.

in "maisfutebol.iol.pt"

"James está tranquilo e pronto"

Quando lhe perguntaram se era desta que James Rodríguez se estreava oficialmente pelo FC Porto, André Villas-Boas preferiu não responder. A convocatória sugere que sim, que pode ser mesmo desta, justificando a expectativa. Apesar de tudo, James não é o único ansioso desta história. "Ele está com toda a vontade e força para começar a jogar. Só falta mesmo chegar o momento de entrar em campo e demonstrar o que sabe", garante Sílvio Sandri, representante do colombiano e também ele assumidamente a contar os dias. Sandri contou a O JOGO que esteve em Portugal a acompanhar os primeiros dias do jogador no Porto, mas, desde a semana passada, James passou a ter outra ajuda de peso para garantir estabilidade psicológica: a companhia da noiva. "James está muito contente com a cidade, o clube, os companheiros. Com tudo. Isso deixa-o tranquilo, esperando apenas que lhe dêem uma oportunidade para jogar porque sente-se preparado para responder à confiança que depositaram nele".

As presenças de Falcao e Guarín, também eles colombianos, foi importante para a adaptação a uma nova realidade futebolística. Os outros sul-americanos completaram o círculo para que a mudança de país e de continente não fosse tão dramática. "Felizmente, apesar de se tratar de um clube importantíssimo, dos melhores da Europa, o FC Porto tem um bom balneário. Há figuras, jogadores consagrados, mas de grande humildade. James disse-me que todos o ajudaram bastante, recebendo-o de braços abertos", prossegue Sandri, alargando os elogios aos dirigentes portistas, usando um exemplo concreto de que O JOGO já tinha noticiado: o interesse recente do Racing Avellaneda, clube que o queria de volta ao campeonato argentino. "Quando houve essa hipótese, porque o James não jogava, explicaram-lhe que não o deixavam sair porque acreditam que tem um potencial enorme. Pediram-lhe apenas que tivesse paciência, porque sabem que tem condições para ganhar o lugar e será uma peça importante no FC Porto. Neste momento, o que se passa é que ele tem a concorrência de jogadores internacionais, seja por Portugal ou Uruguai".

Mundial de Sub-20 é o próximo objectivo para concretizar

Estrear-se pelo FC Porto e ter continuidade são os objectivos principais de James Rodríguez, que também pisca o olho à selecção colombiana. No próximo ano, haverá Copa América, campeonato sul-americano e Mundial de Sub-20, organizado, precisamente, pela Colômbia. "James é jovem e tem idade para jogar nos sub-20. Para ele seria muito importante participar, mas, primeiro, tem de pensar no FC Porto; tem de jogar e destacar-se. Se o conseguir, estou certo de que as convocatórias para a selecção acabarão por chegar", rematou Sílvio Sandri.

in "ojogo.pt"

Quase nove milhões em caixa

O FC Porto informou ontem, através de um comunicado enviado à CMVM, a alienação, em regime de associação económica, de parte dos passes de João Moutinho, James Rodríguez e Walter, três dos principais reforços para esta temporada, por um valor total de 8,8 milhões de euros. Detalhando o negócio, a SAD vendeu 37,5% dos direitos desportivos de Moutinho por 4,125 milhões de euros à empresa Mamers B.V.; 35% dos direitos desportivos de James por 2,550 milhões de euros à Gol Football Luxembourg; e 25% dos direitos desportivos de Walter por 2,125 milhões de euros à Pearl Design Holding Ltd. Feitas as contas com base nos negócios realizados pela SAD do FC Porto no último Verão, Walter foi o único a ser negociado por um valor superior ao da compra, tendo valorizado a mesma parcela (25%) em 125 mil euros.

Estas associações económicas, como refere o comunicado, permitem o financiamento da SAD, que, recorde-se, realizou um forte investimento no arranque desta temporada. Ou seja, não são vendas, porque o FC Porto continua com a capacidade decisória relativamente ao futuro dos jogadores, mas apenas uma demonstração da capacidade para a SAD atrair novos parceiros, com o objectivo de contratar jogadores de qualidade e manter equipas competitivas. Apesar de manter a tal capacidade decisória, como contrapartida do investimento efectuado pelas empresas em causa, o FC Porto fica obrigado, a partir de um determinado valor oferecido por um suposto interessado, a vender o jogador ou, em alternativa, a recomprar a parte agora cedida às três empresas, apesar de os contratos ontem anunciados serem todos diferentes, com especificidades próprias e desconhecidas.

Para além desta ideia, há mais duas inerentes ao negócio: a SAD formalizou as alienações com estas associações depois de, numa primeira fase, ter demonstrado capacidade para negociar através do prestígio adquirido ao longo dos últimos anos; numa segunda fase, seleccionou e escolheu os parceiros considerados ideais para cada um dos negócios.

Após uma simples pesquisa na internet, não é encontrada praticamente nenhuma referência às empresas em questão, com excepção da Pearl Design Holding Ltd., que adquiriu parte do passe do brasileiro Walter. Relativamente a esta, percebe-se apenas que está sediada em Bristol, em Inglaterra.

in "ojogo.pt"

Benfica pediu 2500 bilhetes para o jogo no Dragão


Para o Benfica, a ida ao Dragão é uma excepção. O boicote não é para seguir. "Porque o F. C. Porto não se bate pela verdade desportiva e porque Villas-Boas está sempre a falar do Benfica", o clube da Luz já pediu 2500 bilhetes para o clássico de 7 de Novembro.

Na Madeira e em Portimão, sim, depois no Dragão, não. Esta é a política do Benfica relativamente aos seus adeptos, nos jogos fora de casa. O desafio no Funchal já se realizou e contou com benfiquistas nas bancadas, o encontro no Algarve só terá lugar no dia 24, mas segue o mesmo caminho.

Ou seja, o superior apelo da direcção, feito no dia 13 de Setembro, não está a ser correspondido pelas bases. Nessa data, depois do Guimarães-Benfica (2-1), foi emitido um comunicado não só para criticar o trabalho do árbitro Olegário Benquerença, mas também para apelar a que os adeptos "se abstenham" de acompanhar a equipa fora da Luz. Essa "ausência será o melhor indicador da nossa indignação", dava conta o duro documento, num protesto contra a alegada falta de isenção e no qual nem o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, escapou, ao ser declarado "persona non grata", por "ter abandonado o combate pela credibilização do futebol português". Há dias, o apelo, no sentido do boicote, foi reiterado, numa carta enviada pelo líder benfiquista, Filipe Vieira, à massa associativa.

"Não cumpre os pressupostos"

Mas, de um dia para o outro, o regime deixou de ser tão rígido. Abriu-se uma excepção para a viagem até à Invicta. O F. C. Porto-Benfica (20.15 horas, SportTV1) , relativo à 10.ª jornada e agendado para 7 de Novembro, vai ter público encarnado nas bancadas e com o aval da direcção das águias.

Uma fonte do clube avançou com dois motivos para justificar a quebra do enunciado a 13 de Setembro. "O jogo do Porto é o único que não cumpre os pressupostos em que assentou o pedido dos órgãos oficiais. O F. C. Porto, com esta direcção, nunca se baterá pela verdade desportiva", argumenta o Benfica, por um lado. Por outro, serve-se das declarações do técnico portista, André Villas-Boas, para sustentar o volte-face, embora pontual. "Depois de assistirmos, na última conferência, a mais uma manifestação de benfiquismo do senhor Villas-Boas - aliás, não há uma conferência em que não fale do Benfica - decidimos pedir os bilhetes e retribuir-lhe tamanho entusiasmo".

Devoluções até 24 horas antes

O pedido já chegou ao Dragão. Na devida altura, os bilhetes seguirão pelas vias normais até à Luz. O Benfica tem direito a 5% da lotação e foi esse montante máximo que reservou (2500 ingressos). Cem bilhetes para a bancada-central completam a encomenda. Pelos regulamentos da Liga, o clube visitante dispõe, ainda, de 50 convites para a bancada-central e oito para o camarote presidencial. Nas deslocações ao Dragão, Filipe Vieira tem usado desta prerrogativa para assistir ao clássico.

Resta dizer que o Benfica pode devolver os bilhetes até 24 horas antes do desafio e que, na Luz, há quem advogue a tese de, mesmo ficando com os ingressos, não comparecer e deixar o sector visitante despido de público.

in "jn.pt"

Hulk não vai fazer... ponte

André Villas-Boas não prescindiu dos serviços de Hulk, tendo em vista o jogo com o Limianos, no qual o FC Porto começará a defender o título que lhe pertence. O Incrível está entre os 18 convocados para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal e deve mesmo ser titular, jogando bem perto do amigo Walter.

Quer isto dizer que o camisola n.º 12 não vai fazer ponte para o jogo seguinte, a contar para a Liga Europa, frente ao Besiktas. O mesmo não podem dizer jogadores como Helton, Alvaro Pereira, Rolando, Fernando João Moutinho e Cristian Rodríguez, que foram poupados a este desafio da prova rainha. Fucile também não está entre os eleitos, mas o uruguaio vai cumprir castigo pela expulsão frente ao V. Guimarães.

Quanto às presenças, uma nota para a de Falcão. O internacional colombiano só fez uma sessão de preparação para o compromisso desta tarde, mas está convocado, embora tudo aponte para que fique no banco de suplentes, uma vez que o lugar central do ataque está reservado para Walter.

Será a primeira titularidade do reforço contratado ao Internacional de Porto Alegre e uma ótima oportunidade para o brasileiro começar a justificar o investimento que o clube fez para o contratar. De resto, refira-se que os ainda não utilizados James, Emídio Rafael, Sereno e Kieszek também estão entre os convocados.

in "record.pt"

Coração perto da boca

Villas-Boas dá toque muito pessoal a intervenções públicas
Ontem, ao início da noite, as declarações de André Villas-Boas que visaram o presidente do Benfica ainda tinham impacte. No site do Record, a peça “Villas Boas: «Não é mais ridículo renunciar à Taça da Liga?»” ainda era a mais comentada. O que o técnico diz assume repercussões e não cai em saco-roto, preenchendo a agenda mediática e motivando reações. Como é óbvio, esta contundência do portuense corresponde a uma estratégia institucional, mas ganha outra expressão através da força do discurso do treinador, que passa também a imagem de um líder que sente o pulsar do clube.

A estrutura da SAD trabalha com Villas-Boas como trabalhava com Jesualdo Ferreira, cujo estilo de comunicação raramente motivou tanto entusiasmo dos portistas e tanta exaltação dos adversários. O que distingue, afinal, o novo timoneiro?

Pinto da Costa não contratou Villas-Boas olhando à sua filiação clubística, mas é óbvio que o portismo do técnico caiu no goto de uma massa associativa que não tinha um líder a puxar ao sentimento desde António Oliveira (1996 a 98). O discurso do treinador soa autêntico e não contorna a rivalidade efervescente com o Benfica. É rara a intervenção em que não visa o rival da Luz, assumindo uma confrontação muito ao estilo de Pinto da Costa, cuja exposição tem sido mais resguardada. Isso mesmo é salientado pelo comentador Record, Carlos Abreu Amorim: “Villas-Boas percebeu que havia ali um espaço mediático que estava vazio.”

Atento

Na retaguarda do míster há toda uma equipa que tenta orientá-lo. As suas intervenções públicas são preparadas, antecipando-se perguntas e pontos a abordar. Villas-Boas tenta fugir ao fator surpresa, mas reage bem ao inesperado. Informado e muito atento à atualidade, sabe o que se escreve nos jornais e o que se diz a seu respeito, não se inibindo de criticar opções editoriais. E se o técnico procura informação, o clube também faz questão de lha transmitir, selecionando notícias do seu interesse e que lhe faz chegar durante o dia.

O homem que gosta de tratar os jornalistas por “tu”não foge a perguntas nem acelera as suas conferências. Antes dos jogos, a disponibilidade para as questões é total e não restringe temas. Villas-Boas prepara-se para conversas de 10 minutos ou de uma hora e assume, muitas vezes, a ofensiva, respondendo a “opinion makers” e julgando o trabalho jornalístico.

Carlos Abreu Amorim: «Atirou-se a Vieira como um doberman»

Jurista e sócio DOS DRAGÕES DÁ OPINIÃO

“Villas-Boas respondeu a Filipe Vieira porque se sentiu visado, mas não se limitou à legítima defesa. O seu discurso revela duas preocupações: a de se afirmar como treinador de um grande clube e a de se afirmar como um líder mediático. Está a aproveitar um espaço vazio que se prolonga no FC Porto desde o Apito Dourado. Villas-Boas preenche-o na perfeição e, mais do que uma questão meramente institucional, há aqui um plano pessoal de projeção mediática. Jesualdo Ferreira não tinha esta capacidade de entrar em guerrilhas e já há quem o queira comparar com Mourinho. É verdade que Mourinho fez isto, mas num estilo muito peculiar e inimitável. Villas-Boas está a ser inteligente e arguto, atirou-se como um doberman ao pescoço de Vieira, que não tem capacidade para entrar nesta luta. Os resultados ajudam, mas vejo aqui todas as condições para que se construa um líder mediático.”


in "record.pt"

Arte do calcanhar arrepiou o Dragão

massimo furlan recriou movimentos de rabah madjer na final de viena
 

Arte é uma das palavras com sentido mais lato do dicionário e saudade um termo utilizado apenas pelos portugueses. Ontem, no Dragão, juntaram-se os dois graças ao talento de Massimo Furlan. O suíço recriou todos os movimentos de Madjer na memorável final de Viena, frente ao Bayern Munique, onde os azuis e brancos venceram a primeira Taça dos Campeões Europeus.

Sem bola, em campo inteiro, as fintas, os passes, os sprints, os remates e o calcanhar mundialmente famoso foram recordados por cerca de meio milhar de portistas. Tudo foi ensaiado ao segundo e nem faltou o genial argelino. Na bancada, Rabah Madjer não largou a câmara de filmar da mão e o sorriso rasgado nunca lhe saiu do rosto. De um lado, a esposa arrepiada e o filho vidrado como se estivesse no cinema (nem as pipocas faltaram); do outro, um orgulhoso Pinto da Costa.

Massimo Furlan passou os últimos três meses a decorar a exibição de um dos mais talentosos jogadores da história do FC Porto. Ontem, entrou em campo e durante 90 minutos puxou pela memória. O momento alto estava guardado para a segunda parte: o Dragão ficou a meia luz para assistir ao toque de calcanhar e ao lance rápido que, pouco depois, resultou na cambalhota do marcador. O público festejou quase tanto como em 1987. Só faltou a taça que o capitão João Pinto se recusou a largar no Estádio do Prater...

Artur Jorge seguiu as incidências no banco. Os écrãs gigantes foram passando o jogo verdadeiro e até a rádio voltou a ter importância de outros tempos com um relato em direto.

No final, o verdadeiro artistas não escondeu a emoção. “Ele recriou bem todo o meu jogo, o golo e o lance do 2-1. Foi um espetáculo muito bonito e foi bom recordar um jogo que nunca me sai da cabeça. Foi, talvez, o meu melhor golo, até porque foi numa final, mas também recordo sempre o de Tóquio, que valeu a Intercontinental”, confessou Madjer.

in Record.pt"

Desafio de Istambul dá recorde a Villas Boas

Liga Europa já no horizonte do Dragão. Oliveira pode ficar para trás. Melhor série de sempre ao alcance do técnico.

Gestão lógica, natural, impositiva, o que se queira, como se queira ver pelos diversos ângulos da questão, pois nada mais simples do que fazer descansar mais de meia equipa, quando o adversário não tem nem peso nem porte e, principalmente, porque à vista há um compromisso europeu e a segunda linha do Dragão não é mais do que a extensão de um plantel riquíssimo e carregado de internacionais.

Quase todos são vedetas consagradas e chamar segunda linha a internacionais do Brasil (Souza), Argentina (Otamendi), Colômbia (Guarin e James), Portugal (Ruben Micael), etc, é quase uma força de expressão da circunstância, mas o assunto é claro: o Limianos, em teoria, não chega a ser alerta amarelo, mesmo com alguns (poucos) exemplos de afastamentos em carne viva, o jogo é em casa, e na linha do horizonte está Istambul e o velho conhecido Besiktas, razão adicional de força para se deixar quem acaba de correr mundo a descansar no fim de semana.

Olhando então ao que interessa, ou olhando um pouco mais para a frente, André Villas Boas gere-se com objectivos claros e tem-nos à mão, tendo também outras nuances que farão do jogo de Istambul, também no plano pessoal, um acréscimo de estímulos laterais capazes de duplicar a animação da abordagem à equipa de Guti e Ricardo Quaresma.

in "abola.pt"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Rui Moreira. "Já defendi o presidente do Benfica"

Rui Moreira, adepto que do FC Porto que abandonou em directo o Trio de Ataque, da RTPN, diz que António-Pedro Vasconcelos é o porta-voz do Benfica e recusa ser carrasco ou testemunha em "tribunais de opinião pública". O ex-comentador defende Pinto da Costa e critica Luís Filipe Vieira por incitar à violência.

Como foi a experiência de abandonar um programa em directo? Há algum tempo que não ocorre algo semelhante.

Lembro-me de Francisco Sousa Tavares abandonar um programa em directo e de Santana Lopes. Na altura não me lembrei dos antecedentes. Não foi algo pensado. Não dei gritos, nem urros, nem atirei cadeiras. Sai de uma forma tão discreta que teve de ser o comentador a explicar que eu me tinha ausentado do programa.

Arrependeu-se?

Não. Acho que fiz aquilo que devia ter feito. Por um lado, o Hugo Gilberto tinha, por duas vezes, prevenido o António-Pedro de que estava a cometer uma ilegalidade e, em segundo lugar, eu tentei junto do António-Pedro, de uma forma razoável, admoestá-lo para as consequências do que estava a fazer. Isto não se enquadra na ideia que eu tenho do António-Pedro enquanto cidadão. Acho que há circunstâncias em que a melhor forma de interromper uma conversa é sair. Ele ficou lá e foi livre de dizer o que quis. Não censurei ninguém. Faria certamente a mesma coisa hoje.

Não estava à espera de que se falasse nas escutas?

Já no programa anterior o António-Pedro tinha feito uma referência a escutas. As escutas, quando surgiram, eram um facto público. Na altura, tive a oportunidade de ouvir as coisas que ouvi e de concordar com algumas no programa. Uma coisa diferente é tentar, relativamente a um tema que já foi julgado, levar isso para um julgamento público. O António-Pedro disse especificamente, antes de eu me levantar, que, independentemente do que aconteceu nos tribunais, entendia que o assunto devia ser julgado pela opinião pública. Comparando com o caso Casa Pia, e com o que aconteceu com o Carlos Cruz, este caso parece-me paradoxal. Nesse caso, independentemente dos direitos que tem de defender-se em recurso, ele foi julgado e depois houve um movimento nas televisões para o inocentar através da opinião pública. Não aceito isso e muito menos aceito que se faça o contrário. O senhor Pinto da Costa ganhou todas as acções que tinha em tribunal. Nuns casos nem chegou a ser acusado, num foi acusado e foi ilibado.

Se esta situação fosse sobre outro clube e incidisse sobre o presidente do Benfica, teria tido a mesma atitude?

Nós nunca sabemos o que fazemos. Só lhe posso dizer que espero que sim. Relativamente ao presidente do Benfica, defendi-o de uma insinuação que o António-Pedro fez há menos de dois anos. Numa altura em que o António-Pedro tinha uma visão diferente do Benfica e pôs em dúvida se o presidente do Benfica era benfiquista. Nessa altura disse que ia abrir uma excepção - nunca falo dos dirigentes dos outros clubes - e disse que achava inadmissível que um adepto do Benfica ou de outro clube pusesse em dúvida o benfiquismo ou o portismo do seu presidente. Não sendo uma situação análoga, já defendi o presidente do Benfica.

Já ouviu as escutas no Youtube?

Não, mas sei quais é que estão cá fora. O que está por trás disto é uma guerra que existe neste momento em que o Benfica conseguiu assumir o controlo sobre pessoas que participam em programas desportivos, e que anteriormente eram livres, como eu sou livre. E que passou a fazer com eles reuniões, que denunciei. Eu tinha denunciado dois programas antes do célebre almoço no Estádio da Luz em que estavam presentes Rui Gomes da Silva, António-Pedro Vasconcelos e a direcção do Benfica, em que foram decididas aqueles tomadas de posição que os órgãos sociais do Benfica vieram a concretizar no dia seguinte. Há um alistamento dos comentadores nos programas desportivos, o que altera as regras do jogo. Eu nunca fui representante do FC Porto.

Diz que não gosta de ouvir escutas particulares, mas em Fevereiro comentou o caso Face Oculta e as escutas ao primeiro-ministro. Vê de forma diferente as escutas a Sócrates e a Pinto da Costa?

Nada disso tem a ver com o que se passou. O que disse sobre as escutas do Face Oculta foi avaliar aquilo que era público. Tinha vindo da Alemanha, e pelo que li na imprensa internacional José Sócrates passara a fazer parte do problema. Em 2005 todos comentaram as escutas do FC Porto. Não podemos ignorar o que é público e avaliar o seu impacto. Isso é diferente de revelar conteúdos. Não li as escutas a José Sócrates. Admito comentar tudo aquilo que é tornado público, mas não cometo ilegalidades. Acho que não fiz nada que possa ser comparado com isto. Vivemos num país estranho. As pessoas que são constituídas arguidas são tomadas pela opinião pública como culpadas. A revelação de escutas torna-nos a todos em julgadores.

Mas chamou a António-Pedro Vasconcelos representante do Benfica.

Com certeza. De facto o que o António-Pedro passou a ser é um representante do Benfica. Eu nunca fui representante do FC Porto. Não só porque nunca me pediram, mas porque também não fazia sentido. Nunca pedi a autorização do Porto para ir fazer o programa. Muitas vezes critiquei e louvei dirigentes e actos da direcção e nunca ninguém discutiu comigo. Também nunca senti que alguém ia interferir.

Está a dizer que esta atitude de António-Pedro Vasconcelos é uma estratégia pensada com o Benfica?

Acho que sim. Isto tem a ver com uma estratégia que o Benfica arquitectou, de que fazem parte essas medidas, e de transformar as posições dos benfiquistas numa linha única.

É então uma espécie de porta-voz do Benfica na sua opinião?

Eu chamei-lhe isso e ele não negou.

A RTPN tentou convencê-lo a voltar?

Ninguém me tentou convencer. Dei explicações à RTPN verbalmente, na própria noite, e por escrito, no dia seguinte. A partir daí a RTPN tomou a decisão que tomou.

Foi dispensado do cargo de comentador desportivo. Se não tivesse havido essa dispensa voltaria?

Não voltaria a fazer um programa naqueles moldes e com aqueles princípios.

O que estava em causa com a divulgação destas escutas?

São os princípios da legalidade. Mas eu acho que, quando associamos a isto outras medidas que o Benfica anunciou, como esta posição estranhíssima de apelar aos seus adeptos para que não participem em jogos fora de casa, ao desafiar a violência relativa à sua vinda ao Porto... Estou de acordo que se combata a violência, mas outra coisa é desafiar a violência. Acho que as declarações de Luís Filipe Vieira são faíscas num depósito de gasolina. É uma táctica perigosa montada pelo que parece ser uma central de informações em que um conjunto de pessoas colabora numa estratégia de afrontamento.

Está a sugerir que o António-Pedro Vasconcelos colabora nessa estratégia através do Trio de Ataque? Não devia ser um programa normal?

Durante muitos anos o programa foi uma coisa normal. Depois houve um momento em que se transformou num programa pouco normal quando o António-Pedro começou a tomar uma posição activa num acto eleitoral do Benfica. Soube-se no Parlamento que chegou a convidar o José Eduardo Moniz para avançar para a presidência do Benfica. Depois houve uma conversão. Tenho amigos que mudaram de religião e respeito isso. As regras do jogo alteraram-se com a conivência da RTPN que deveria ter definido claramente o que entendia para o programa.

O comentador do Sporting também dizia o que pensava?

Nunca houve da parte do Rui Oliveira e Costa - ainda que nunca tenha omitido o facto de ter uma relação privilegiada com os dirigentes do Sporting - um alinhamento excessivo. Tanto não houve que o António-Pedro passava o tempo a acusá-lo de ser portista.

O que é o Trio de Ataque agora?

Será aquilo que as pessoas que lá estão fizerem dele.

O FC Porto emitiu um comunicado a dizer que não apoiará outro representante no programa nem lhe prestará informação.

Não tenho responsabilidades sobre o comunicado.

Qual é a sua opinião sobre o Miguel Guedes, que o substituiu?

Teve a consideração de me telefonar a perguntar se me importava que me substituísse. Também é verdade que em Agosto, quando não pude fazer o programa, sugeri o Miguel.

Vai continuar a ver o programa?

Certamente que não.

Aceitará propostas para comentador desportivo noutro programa?

Nos tempos mais próximos não.

Nesta altura de crise, como vê o Norte?

Tenho dificuldade em falar de um Norte. Não há um Norte. Tem assimetrias. Vivemos um tempo em que há sinais contraditórios. O Porto sofre a crise, o desemprego e a pressão de um Estado mais opressivo. Mas ao mesmo tempo nota-se no Porto um ressurgir do empreendedorismo. Parece que os portuenses se convenceram de que este Estado não lhes vai dar nada. Vamos ver o que isto dá.

O Porto e o seu aeroporto ficam de fora do TGV. Em que medida isso afectará o Norte?

O problema é do país, não vai afectar directamente o Porto. Acho o Estado, através das decisões do governo, vai cometer um erro terrível. A decisão de construir o TGV Caia-Poceirão é um desastre nacional. Uma tragédia. Há um novo-riquismo deste governo que é ridículo. Nós somos novos-pobres. Duvido que seja necessário um TGV. Há soluções mais convenientes, como uma linha de alta velocidade. O governo quer a oposição viabilize o Orçamento do Estado (OE), mas recusa-se a discutir estas questões.

Gostaria que o OE fosse aprovado?

É inevitável que venha a ser viabilizado, mas era preciso que o primeiro-ministro tivesse o sentido de Estado que acusa o PSD de não ter. Não se pode ter um país em que a oposição é acusada de um mau governo. Isto é ofensivo e insuportável. Gostava de saber o que o candidato do Bloco de Esquerda - que o PS apoia - pensa sobre tudo isto e sobre a greve geral.

Apoia o candidato presidencial Fernando Nobre?

Tenho muita estima por ele. Acho que é um grande português e quero acreditar que os melhores de nós devem ser escolhidos para esses cargos.

Concorda com as portagens nas Scut?

As Scut foram inventadas pelo PS, que agora devia pedir desculpa. Se não as pagarmos hoje são os nossos filhos que as vão pagar.

Admite candidatar-se no futuro à Câmara do Porto?

Acho que não devemos dizer se vamos ou não a festas para as quais nunca fomos convidados.

in "ionline"

Sete novidades a pensar no Limianos

André Villas-Boas, promoveu hoje sete alterações na lista de convocados para a receção de sábado ao Limianos, em jogo da 3.ª ronda da Taça de Portugal.

Em relação ao jogo com o V. Guimarães, entram Pawel Kieszek, Emidio Rafael, Sereno, James, Sapunaru, Castro e Ukra e saem Helton, Alvaro Pereira, João Moutinho, Cristian Rodríguez, Fucile, Rolando e Fernando.

André Villas-Boas faz assim descansar, salvo algumas exceções como Beto, Ruben Micael, Varela e Falcão, os jogadores internacionais que estiveram na última semana ao serviço das respetivas seleções.

Os detentores do troféu, que encerraram hoje a preparação do jogo da Taça já com a presença do colombiano Falcão, de regresso da seleção, recebem sábado o Limianos, pelas 19 horas, no Estádio do Dragão.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Beto e Kieszek
Defesas: Maicon, Emidio Rafael, Otamendi, Sapunaru e Sereno
Médios: Guarin, James Rodriguez, Souza, Belluschi, Ruben Micael e Castro
Avançados: Walter, Falcao, Hulk, Ukra e Varela.

in "record.pt"

«Na esparrela da época passada não vamos cair» - Pinto da Costa


Pinto da Costa garante que os dragões estão prevenidos e vão ser cegos, surdos e mudos nos túneis e no balneário! Presidente dos dragões não acha normal nem saudável que os líderes do FC Porto e do Benfica não se falem...

Pinto Da Costa abriu as portas à revista Mais Alentejo e falou, falou quase sobre tudo, quase sobre todos. Até sobre si próprio, coisa rara, até sobre o presidente do Benfica, portista filiado até há bem pouco tempo... «Há menos de um ano que [Luís Filipe Vieira] deixou de ser. Foi sócio do FC Porto durante 24 anos. Mas antes que pudesse gabar-se de lhe ser atribuída a roseta de 25 anos de associado, foi eliminado por falta do pagamento de quotas», não perdeu oportunidade o líder dos dragões de reavivar o passado recente do não muito antigo amigo e de há uns tempos a esta parte o seu maior rival.

Mas curiosamente, a propósito de Filipe Vieira e do Benfica, admitiu que o que se passou na final da Taça da Liga, no Algarve, onde os dois presidentes se ignoraram, foi um absurdo. «Não acho normal nem saudável», considerou.

Pinto da Costa falou ainda sobre o mais recente obstáculo psicológico do FC Porto, a escuridão que se fez no túnel da Luz... «Garanto que os atletas do FC Porto estão preparados para não reagir a provocações de “steward” colocados com o propósito de provocar e arranjar confusão. Podem pôr tubarões ou águias de rapina. Os jogadores serão cegos, surdos e mudos e não darão resposta a provocações. Na esparrela da época passada não vamos cair», asseverou.

in "abola.pt"

Mourinho lamenta "profundamente" manchete da "Marca"


José Mourinho lamenta "profundamente" a primeira página da edição de hoje da "Marca" , afirmando que o diário desportivo espanhol "atenta contra o prestígio" dele e de Jesualdo Ferreira, dois treinadores portugueses de futebol que "se respeitam e admiram".

"[Jesualdo Ferreira] Iniciou agora uma nova etapa no futebol espanhol e fá-lo por direito próprio, pelo direito que lhe é dado pela sua experiência, pela sua competência e pelos resultados que obteve", afirma Mourinho num comunicado enviado à agência Lusa.

A dois dias de o Real Madrid, de José Mourinho, visitar o Málaga, de Jesualdo Ferreira, no estádio La Rosaleda, na sétima jornada da Liga espanhola, a "Marca" coloca na primeira página o que diz ser a "história do ressentimento Mourinho-Ferreira", com Mourinho a chamar "burro" a Jesualdo.

Jesualdo receia 'bombas' de Ronaldo

Jesualdo Ferreira, tricampeão pelo FC Porto, disse hoje, em entrevista ao jornal "As" , que Cristiano Ronaldo já o "matou" uma vez, lembrando um jogo da Liga dos Campeões em futebol.

A dois dias de reencontrar o jogador português, bem como o treinador José Mourinho, com o Málaga a receber o Real Madrid na Liga espanhola, Jesualdo lembrou a "bomba" com que Cristiano Ronaldo derrotou o FC Porto na "champions".

"Defrontei-o (a Cristiano Ronaldo) um par de vezes. Na Champions, com o Manchester United, matou-me com um 'golaço' a mais de 30 metros e que nos custou a eliminação", disse o antigo técnico portista, lembrando o confronto de 2008/2009 com o Manchester United (2-2 em Inglaterra e 0-1 no Dragão).

Mourinho e Jesualdo defrontam-se pela nona vez

José Mourinho e Jesualdo Ferreira defrontam-se sábado pela nona vez, com o agora treinador do Málaga ainda à procura da primeira vitória sobre o responsável máximo do Real Madrid e, novidade, sem o FC Porto pelo "meio".

Em oito confrontos, todos com um dos técnicos ao comando dos "dragões", Mourinho venceu seis e cedeu apenas dois empates, que, ainda assim, se podem considerar resultados positivos para o campeão europeu em título.

Em vésperas do confronto da sétima jornada da Liga Espanhola, no La Rosaleda, a vantagem de "Mou" está igualmente bem expressa nos golos (17-7) e acontece em todas as competições em que se defrontaram.

in "expresso-pt"