sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Recorde por um canudo


O golo de Nihat – e que golo, diga-se! – colocou um travão na série de vitórias que o FC Porto vinha a construir na atual edição da Liga Europa. Mais do que isso, a igualdade retirou a hipótese a André Villas-Boas de alcançar um registo de monta no historial dos azuis e brancos no que às suas campanhas europeias diz respeito. Podiam ser seis, mas ficaram-se pelos cincos triunfos consecutivos.

A epopeia 100 por cento vitoriosa começou na Bélgica, frente ao Genk; passou pela Invicta, novamente diante dos belgas e, mais tarde, do Rapid Viena; e estendeu-se depois a Sófia e a Istambul. Após uma mão-cheia de triunfos chegou o empate e o novo recorde, agora, só se avista “por um canudo”.

A marca histórica original aconteceu no final da década de 80 do século passado e está ligada ao FC Porto campeão europeu em Viena.

Com Artur Jorge ao comando técnico, os dragões despacharam, em duas mãos, os ucranianos do Dínamo de Kiev nas meias-finais da, então, Taça dos Campeões Europeus – ambas as partidas terminaram com um resultado de 2-1 a favor dos portugueses. Após esta eliminatória seguiu-se a histórica conquista do Prater, construída no calcanhar de Madjer e no pé direito de Juary.

Na época seguinte, em 1987/88, e já sob o comando de Tomislav Ivic, a equipa ultrapassou o Vardar, da Macedónia, na 1.ª eliminatória da mais prestigiante competição europeia. Os cinco triunfos consecutivos estavam assegurados, mas, depois, apareceu o todo-poderoso Real Madrid. A derrota por 2-1, num encontro curiosamente disputado em Valência, também aí travou a caminhada triunfante dos azuis e brancos.

Agora, se este FC Porto lutar mesmo pela conquista da Liga Europa, terá de ter a quebra deste recorde em mente.

in "record.pt"

As palavras que nunca te direi

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Tudo serve na "guerra" fc porto-benfica
 
O conteúdo deste texto contém referências que podem ferir a suscetibilidade dos leitores mais sensíveis. É desta forma que qualquer peça respeitante a um FC Porto-Benfica (ou vice-versa) deveria começar, dada a violência, física e verbal, generalizada nos últimos clássicos.

A rivalidade é cada vez mais hostil, arrastando conflitos e provocações, que rapidamente passam dos cânticos ofensivos ao lançamento de petardos ou pedras. Há muito que os dois clubes se encontram de relações cortadas, aproveitando todos os momentos para atacar o adversário, para desestabilizar. E o mote é geralmente dado pelos dirigentes e exacerbado pelos adeptos.

“Desculpe, Eriksson. Guerra é guerra.” A famosa frase de Pinto da Costa em 1991 ao então treinador do Benfica – no célebre clássico nas Antas em que a equipa do Benfica se queixou de ser recebida com um balneário a feder a enxofre – continua atual.

Desde a última visita dos encarnados ao Dragão, manchada pelo lançamento de bolas de golfe para o relvado e pelo apedrejamento do autocarro do clube lisboeta, passaram praticamente 6 meses, tempo, contudo, insuficiente para umas tréguas. “Na semana passada quando estive no Porto, pensava que estava noutro país, dada a intimidação a que fomos sujeitos. Este título não é contra ninguém. Respeitámos todos os adversários e não respondemos a provocações”, declarou Luís Filipe Vieira, após sagrar-se campeão em maio, diante do Rio Ave. Mas o clima de guerra fria prosseguiu no defeso, com Salvio e James a serem disputados pelos dois clubes, e nem mesmo o facto de, no Municipal de Aveiro, o presidente do Benfica e do FC Porto se terem sentado apenas com a cadeira de Madaíl a separá-los, diminuiu a crispação. Aliás, bastou alguém atirar a primeira pedra para inflamar o conflito.

“Ganhámos a uma equipa de caceteiros”, disse Pinto da Costa, em agosto, após a final da Supertaça, que os portistas venceram por 2-0. No mês seguinte, o autocarro do Benfica foi apedrejado na viagem para Guimarães, onde a equipa defrontou o Vitória, para a 4.ª jornada da Liga. Desse jogo resultou a terceira derrota dos encarnados, a indignação perante a arbitragem de Olegário Benquerença e um pedido aos adeptos para boicotarem os jogos fora da Luz.

Dias depois, Luís Filipe Vieira acrescentou: “Neste campeonato, toda a gente já se apercebeu de que contra o FC Porto não se marca penáltis e a favor do Benfica também não. É algo que parece que está instalado na arbitragem.”

Ridículo

A troca de “mimos” também envolveu Villas-Boas e, de novo, com o V. Guimarães a reboque. Assim que terminou o jogo, que ditou o primeiro empate dos dragões, o treinador do FC Porto criticou Carlos Xistra por não ter assinalado uma alegada grande penalidade a favor dos dragões. “Se estiver enganado, na próxima conferência faço ‘mea culpa’ e assumo o meu erro.” Estava e fez. Só que a atitude mereceu reprovação a vermelho. “Passou por uma situação ridícula”, ironizou Luís Filipe Vieira. “Se querem abandonar a Taça da Liga, que abandonem, porque vão renunciar a todas as outras competições. O que é mais ridículo?”, ripostou Villas-Boas, contando com o apoio do presidente do FC Porto. Em Istambul, após a vitória sobre o Besiktas, Pinto da Costa saiu em defesa do seu treinador. “Espero que esta exibição, com uma arbitragem vergonhosa, cale de vez os Bin Laden do futebol português."

As provocações tornaram-se, assim, um ciclo vicioso, mantido pelos dois lados, embora tenha ganho outra dimensão com a chegada de Luís Filipe Vieira ao Benfica. A partir daí, a rivalidade levou a sucessivas quezílias sem fim à vista. Conciliação é apenas uma das palavras que não ouviremos de algum dos lados.

Clivagem

“Nunca. Comigo à frente do Benfica, nunca”, disse Luís Filipe Vieira, em entrevista à SIC, sobre um eventual reatamento com Pinto da Costa, com o qual chegou a manter uma relação de amizade, extensiva às respetivas famílias.

É, pois, neste clima que as duas equipas irão encontrar-se domingo. Isto se não existirem incidentes graves na viagem do Benfica para a Invicta. “Peçam a Deus que não nos apedrejem a camioneta senão podem ter uma surpresa bastante grande", prometeu Luís Filipe Vieira. Tem a palavra o FC Porto.

in "record.pt"

Imprensa


uefa.com

O FC Porto carimbou ontem o passaporte para os 16-avos-de-final da Liga Europa, isto quando ainda faltam disputar duas jornadas do Grupo L, ao empatar a uma bola no Estádio do Dragão, frente ao Besiktas. Uma grande penalidade convertida pelo colombiano Falcao, ainda na primeira parte, deu vantagem aos dragões, mas Nihat Kahveci forçou a divisão de pontos com um fulminante disparo na etapa complementar, isto numa partida que teve duas expulsões.

FANATIK

O árbitro viu um penálti na luta entre Falcao e o guarda-redes Arikan, que resultou no golo dos portugueses e numa vantagem que durou até ao intervalo. Depois, o Besiktas fez outra pressão até que o castelo portista foi abatido de meia distância, por Nihat. A águia negra continuou a empurrar o FC Porto para a sua defensiva, mas o guarda-redes Helton foi evitando o segundo golo dos turcos. Realce ainda para um corte sobre a linha de golo de Gulum e para o facto de as duas equipas terem terminado o jogo com apenas dez elementos, fruto das expulsões de Rodríguez e de Toraman.

ELESPECTADOR.COM Desportes

Depois de o FC Porto se ter adiantado no marcador, por Falcao, na primeira parte, a luta marcou o reatamento e resultou em duas expulsões, uma para cada lado. Nihat chegou ao empate com um grande tiro de fora da área. Mais tarde, uma bomba de 40 metros acertou na trave do brasileiro Helton. Teria sido um golo de bandeira, mas o resultado final já estava encontrado.

in "ojogo.pt"

Breves noticias

Ombro não preocupa

O aquecimento correu tão mal a Helton que a baliza do FC Porto quase foi entregue ao suplente Beto. Mal deu conta de dores num ombro, o guarda-redes brasileiro recolheu ao balneário para receber tratamento e acabou por entrar em acção, vencendo o incómodo da lesão durante o jogo. "Magoei-me durante o aquecimento. No início do jogo, ainda doía, mas depois foi passando e graças a Deus consegui terminar a partida", testemunhou o guardião já no fim do embate com o Besiktas, sem qualquer receio de ver o problema agravado nos próximos dias. "O tratamento começou logo no fim do jogo e não haverá problema", declarou, mostrando-se totalmente disponível para voltar à baliza já no jogo com o Benfica. "Bola para a frente", rematou.

Colossos enchem Dragão


Chelsea e Manchester United (ambos de Inglaterra) e Juventus (Itália) enviaram emissários ao jogo de ontem no Estádio do Dragão, mas também os britânicos do Tottenham e do Everton e ainda os russos do Zenit, clube que recebeu esta temporada o defesa-central Bruno Alves. De Portugal, apenas o Leiria e o Feirense marcaram presença no jogo que ditou uma igualdade entre portistas e turcos.

Álvaro e Belluschi chegaram aos 20


O reencontro com o Besiktas permitiu ao lateral-esquerdo Álvaro Pereira e ao médio Belluschi atingirem um número que fica bem no currículo. Ambos atingiram os 20 jogos nas competições europeias.

Sempre a acelerar


O plantel do FC Porto não pára em vésperas do clássico. André Villas-Boas agendou um treino para esta manhã, que decorrerá no Olival poucas horas depois da partida com o Besiktas. Amanhã, os dragões repetem a dose, naquele que será último treino antes do embate com o Benfica.

Hulk: mais um prémio


Hulk continua a ver o seu talento reconhecido em Portugal, fruto do fantástico início de temporada que está a protagonizar. O melhor marcador do FC Porto e da Liga ZON Sagresfoi ontem distinguido como o melhor jogador de Setembro e Outubro pelo Sindicato dos jogadores profissionais. Um troféu idêntico ao que recebeu antes da partida com o Leiria, das mãos de Andreia Couto, directora-executiva da Liga de Clubes.

O prémio designa-se este ano como "Troféu dos Campeões" e é decidido com base nas notas dos três jornais desportivos, mas também através de uma votação do público e dos capitães de todas as equipas do escalão principal.

Mesmo sem ir à Selecção do Brasil, não faltam motivos para o avançado sorrir.

in "ojogo.pt"

Excesso de Cebola em ensaio clássico


O FC Porto conseguiu garantir o apuramento para a próxima fase da Liga Europa, apesar do empate cedido, ontem, frente ao Besiktas, num jogo com todos os condimentos necessários para servir como uma espécie de ensaio geral para o clássico.

Houve lances polémicos, grandes penalidades, bolas na barra, golos que, para uns, entraram meio metro dentro da baliza e que, para outros, ficaram de fora, discussões, empurrões e expulsões e até houve um árbitro com nome de pára-vento mesmo no meio do furacão. Mas porque era de condimentos que falávamos no início, houve excesso de Cebola antes de mais nada.

Acontece que o tal ensaio para o clássico só começou depois de Rodríguez ter perdido a cabeça, forçando o FC Porto a abdicar do controlo que exerceu sobre o jogo durante a primeira hora da partida. Só depois de Cebola ter caído na armadilha que lhe estendeu o experiente Uzulmez, envolvendo-se numa discussão estéril por causa de um lance irrelevante - e vendo ingenuamente o segundo amarelo e o correspondente vermelho - é que o jogo mudou de cara. Antes dessa disparatada perda de controlo do uruguaio, o FC Porto mandou na partida como quis, até porque o Besiktas, mesmo com Guti, foi pouco mais do que inofensivo. Ora, com o clássico com o Benfica a 72 horas de distância e uma vantagem confortável na liderança do Grupo L, os portistas também não calcaram muito no acelerador e a primeira parte ficou longe da intensidade que o jogo conheceria na última meia hora. De tal forma que, durante muito tempo, o golo que Falcao marcou, na conversão de uma grande penalidade mais discutida pelos turcos do que discutível, parecia suficiente para garantir a vitória e permitir a gestão de recursos para o clássico planeada por André Villas-Boas. Mas, isso foi antes de Rodríguez perder a cabeça.

Depois, imediatamente a seguir à expulsão do uruguaio, o Besiktas aproveitou a desorientação dos portistas para chegar ao empate com estrondo, na sequência de um remate do meio da rua de Nihat. Em dois minutos, o FC Porto ficava em desvantagem numérica e perdia a vantagem no marcador, permitindo ao Besiktas crescer e aparecer. André Villas-Boas mexeu na equipa, subtraindo-lhe Hulk e acrescentando-lhe João Moutinho e passando a jogar em 4x4x1, com Falcao sozinho na frente. Seria o colombiano a reequilibrar o jogo quando se escapou a Toraman, forçando o central a derrubá-lo e a ver o segundo amarelo. Dez contra dez significa mais espaços e as duas equipas fizeram por explorá-los. O FC Porto, no seu estilo, com muita posse e troca de bola, o Besiktas explorando a velocidade de Bobo nos contra-ataques. E se os turcos ficaram perto de marcar duas vezes, com os postes a substituírem Helton, os portistas juram a pés juntos que marcaram pelo menos uma, por intermédio de Rúben Micael. Álvaro Pereira isolou o madeirense na cara de Arikan, Rúben rematou e até viu a bola entrar, mas Gulum fez o alívio e o árbitro mandou o jogo continuar. Continuaria empatado até ao fim.

FC Porto, 1 - Besiktas, 1

Estádio do Dragão
Relvado em bom estado
Espectadores 34139
Árbitro: Paolo Tagliavento (Itália)
Golos 1-0 Falcao 36´; 1-1 Nihat Kahveci 62

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO


Momento mais complicado

79' O remate de Rúben Micael entra ou não na baliza à guarda do turco Arikan?

Jorge Coroado

Vistas as imagens televisivas, pareceu-me que a bola estava dentro da baliza. Este lance mostra a fragilidade da inclusão de mais dois árbitros em campo.

Paulo Paraty

Estava no estádio, pelo que não tenho ideia formada. Todavia, reparei que o árbitro de baliza estava bem colocado, pese a dificuldade de analisar um lance destes


Arbitragem

Cinco não é melhor que três

Foi muito complicada a arbitragem de Paolo Tagliavento e dos seus quatro auxiliares. De tal forma que, no final do jogo, as duas equipas garantiam ter razões de queixa. Os turcos não viram falta de Arikan sobre Falcao no lance da grande penalidade que valeu o golo do FC Porto, e os portistas viram a bola dentro da baliza do Besiktas no lance de Rúben Micael. Junte-se à mistura as expulsões de um lado e do outro mais uma série de lances menores decididos ao avesso e o resultado é uma arbitragem polémica, que mais uma vez não mostrou haver qualquer vantagem na utilização dos tão badalados árbitros de baliza


Azuis são os mais avermelhados da prova

Pelo segundo jogo consecutivo na Liga Europa o FC Porto não acabou com 11. A expulsão de Rodríguez - jogador da prova com mais amarelos, juntamente com outros cinco - ajudou a dar o espaço suficiente para o Besiktas fazer o golo da igualdade. Aliás, esses curtos oito minutos que mediaram a expulsão de Rodríguez e a de Toroman, foi o único período no qual os turcos se superiorizaram, marginalmente, na posse de bola. O FC Porto é agora a equipa da prova com mais expulsões (três, duas delas pela acumulação de amarelos), mas está longe de ser considerada uma equipa agressiva, pois é apenas a 18ª com mais faltas cometidas, com uma média de 15 por jogo (ontem foram 13).

Falcao (14º jogo europeu), com quatro golos, é agora o segundo melhor marcador da competição (contabilizada só a fase de grupos), com menos um do que Bony (Sparta de Praga). O colombiano é também o segundo com mais remates para fora, oito.

O empate - o segundo do FC Porto em oito jogos com equipas turcas - é o segundo da época em 17 jogos oficiais!

Vítor Pereira analisa arbitragens

Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, vai cumprir o prometido e analisar as arbitragens depois da 10ª jornada, depois de o ter feito a seguir à ronda 5. Esta comunicação tem o aliciante especial de acontecer dois dias depois do clássico FC Porto-Benfica. A conferência de Imprensa está marcada para terça-feira no Complexo Desportivo do Monte da Galega. Pelas críticas que gerou a primeira intervenção de Vítor Pereira, que se seguiu à derrota do Benfica em Guimarães, a nova intervenção à 10ª jornada, mais do que exigência era questão de bom senso.

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas: "O nosso sentimento é de dever cumprido"


Se o treinador é a imagem da equipa, então a rouquidão que, a certa altura, obrigou André Villas-Boas a interromper a conferência de Imprensa, até que um pouco de água lhe permitisse continuar a abordar a história do reencontro com o Besiktas ilustra bem o esforço posto pelo FC Porto no jogo em que se apurou para a fase seguinte da Liga Europa e no qual. O empate deixou "um sabor amargo" a quem ainda só sabia o que era vencer, na UEFA, embora não faltem atenuantes. "Tendo em conta que as dificuldades foram sempre acrescidas; a qualidade da nossa exibição; a criação constante de oportunidades de golo; a superioridade relativamente ao adversário, perante dois jogos de grande exigência, como foram o da Académica e este, e o apuramento, tendo em conta tudo isto, acho que é de valorizar o empenho de todos, às portas de um clássico, dentro de 72 horas. O sentimento é de dever cumprido."

André Villas-Boas defendeu o colectivo azul e branco, e também o protagonista do "lance do jogo", Rodríguez, expulso por acumulação de amarelos. "Acontece a toda a gente", é "normal", como "ficar em inferioridade numérica": "É sempre preciso uma adaptação. Na Turquia, fizemo-la no balneário; ali, com a carga emocional, poderá ter sido decisivo para o Besiktas crescer e fazer o golo, mas, mesmo 10 contra 11, criámos sempre oportunidades para chegar à vitória, e não conseguimos, por uma questão de capricho e decisão do árbitro". Outro lance decisivo na partida foi o remate de Rúben Micael, que pôs o Dragão a festejar um golo que os árbitros não consideraram. "São situações que nos deixam na dúvida", lamentou, já que o propósito de ter cinco juízes em campo é precisamente o contrário: "Tendo em conta a quantidade de árbitros, a gente quer confiar que as decisões tomadas são correctas, e isso não se tem constatado, nos diversos campos. Admito que o árbitro de área está enquadrado. Rúben vai isolado, não sei se é uma decisão correcta ou não, mas é no limite do golo". Com o apuramento certo, o FC Porto está em contra-relógio para o clássico: "Fala-se como se estivéssemos a 10 pontos, e isso tem toda a importância. Defrontamos o Benfica, o campeão nacional, que esteve a ganhar ao Lyon, por 4-0; não somos favoritos, de forma alguma. Estamos alerta, despertos, temos uma oportunidade e queremos concretizá-la. O tempo que temos é curtíssimo, será para recuperação e um dia para táctica."

in "ojogo.pt"

FC Porto - Besiktas (Declarações)


Falcao

"Marcar ao Benfica? Quero é vencer"

Falcao marcou ao Besiktas, mas não sabe se vai repetir a dose contra o Benfica. "Queremos é vencer. Estamos a trabalhar para vencer um rival directo e só isso nos interessa", revelou, antes de falar sobre as eventuais fragilidades do sector defensivo do Benfica. "Analisámos os nossos adversários e o Benfica tem uma defesa forte, constituída por jogadores de selecção. Erros todos cometem", defendeu o avançado colombiano, pouco interessado em classificar o jogo de domingo como decisivo.

Helton

"Cabeça no lugar e sossegadinhos"

Um empate no Estádio do Dragão soa quase sempre a derrota. É o inconveniente de uma equipa que habitua os seus adeptos às vitórias, em doses industriais. No fim da igualdade com o Besiktas, Helton deitou água na fervura. "Não podemos colocar a culpa em cima de ninguém, mas convém rever os lances e verificar se a arbitragem agiu da mesma forma para os dois lados", observou, estranhando o golo invalidado a Rúben Micael. "Hoje existem mais árbitros e ainda por cima na linha", apontou. Sem esconder que o FC Porto persegue "o primeiro lugar no grupo", o guarda-redes prometeu vitórias "nos próximos dois jogos". "Já conseguimos o apuramento e agora só temos que trabalhar bem nos próximos dois dias", referiu, numa alusão clara ao jogo com o Benfica. Sem nomear o adversário em nenhum momento, Helton tentou colocar o próximo adversário em pé de igualdade com os outros. "Todos os jogos envolvem emoções e contra o Benfica será mais um. Todos são momentos especiais. Há ter a cabeça no lugar, sossegadinhos, respeitando o adversário".

Rodríguez exaltado depois da expulsão

Rodríguez não teve um regresso feliz à titularidade. À expulsão, o extremo juntou um desentendimento com Antero Henrique no momento em que abandonava o relvado. O director geral abordou o uruguaio e este, de cabeça quente, respondeu ao dirigente, obrigando Villas-Boas a intrometer-se. Depois, ainda no caminho para o balneário, pontapeou uma maca dos bombeiros. Além disso, o extremo teve de ser assistido pelo médio do clube, já depois de estar no balneário, devido a "uma pequena tontura".

Rúben Micael

"Era golo da vitória e o árbitro errou"

Convicto de ter marcado um golo limpo, ao invés do que entendeu o árbitro de baliza, Rúben Micael depressa abriu o coração, por entre críticas precisas. "Sinto-me desagradado, porque o árbitro errou. Era o golo que possivelmente daria a vitória ao FC Porto e, infelizmente, o árbitro de baliza não validou. São coisas do futebol. Agora há que preparar o próximo jogo", propôs, como se estivesse a falar para os companheiros, apontando claramente armas para o clássico com o Benfica. Já apurado para a próxima fase da Liga Europa, o FC Porto apenas aguarda saber se fica em primeiro ou segundo no grupo. O essencial foi alcançado. "O nosso primeiro objectivo era passar à fase seguinte e conseguimos. Dá-nos alento para o próximo jogo", comentou o médio-ofensivo, nada surpreendido com a réplica do Besiktas. "Sabíamos do valor deles, porque já na Turquia passámos por dificuldades. Não conseguimos concretizar as oportunidades criadas."

Otamendi

"Temos mentalidade vencedora para continuar a liderar"

Otamendi não ficou muito convencido com o desfecho de ontem, mas sempre salientou "a importância do apuramento do FC Porto para a fase seguinte da Liga Europa". O defesa-central argentino fintou o tema arbitragem, "porque o jogo já acabou e as decisões estão tomadas", para entrar de rompante no clássico de domingo. "Vamos ter uma partida difícil frente ao Benfica, por isso há que ter cabeça fria", anotou o sul-americano que se mostrou apto a ser... titular. "Quem não quer participar num clássico?", questionou, para prosseguir: "As decisões competem ao treinador e há que respeitá-las. O Benfica terá mais dois dias de descanso, mas nós temos mentalidade para continuar a liderar o campeonato. Vamos, agora, descansar convenientemente para amanhã [hoje] começarmos a trabalhar e a preparar esse importante desafio."

in "ojogo.pt"

FC Porto: Analise individual

A Estrela: Hulk

Foi furando a defesa turca até à poupança

Só lhe faltou o golo para voltar a abater as águas negras de Istambul, o que seria o ensaio perfeito para o clássico com as outras águias. Para não fugir muito ao que tem sido este início de temporada, foi o portista mais perigoso em campo, uma seta virada para a baliza de Arikan. Desta vez, o Besiktas estava avisado e reforçou a marcação ao brasileiro, obrigando-o a constantes trocas de flancos. Mas num lado ou no noutro, Hulk foi sempre capaz de encontrar espaços ou de os "inventar" com as suas fintas. Começou a actuação com um livre directo que obrigou Arikan a uma defesa difícil. Seguiram-se duas iniciativas individuais com remates cruzados. Aos 18', isolou Falcao com um passe fantástico. Já na segunda parte, na jogada mais bonita do FC Porto, apareceu na cara do guarda-redes, procurou batê-lo com um toque subtil, mas o turco conseguiu desviar a bola com o ombro. Saiu aos 63', porque Villas-Boas quis reequilibrar o meio-campo após a expulsão de Rodríguez e porque no domingo o FC Porto vai precisar de todo o seu potencial no clássico com o Benfica.

Helton 5
Ainda se estava a colocar entre os postes e já Bobô lhe aparecia isolado pela frente, obrigando-o a sair e tirar a bola dos pés do brasileiro com grande mestria. A partir daí, só teve de intervir em cruzamentos e agradecer aos ferros por terem devolvido dois remates dos turcos com o jogo empatado. No golo de Nihat nada podia fazer.

Fucile 6
Concentrado e com muito trabalho na primeira parte por causa das investidas de Bobô. Grande corte no chão aos 32' impedindo que o brasileiro rematasse, repetindo a dose aos 73' ao evitar o segundo dos turcos. Mostrou muito pulmão na parte final no apoio ao ataque.

Rolando 5
Algo apático na abordagem a alguns lances em que podia ter afastado o perigo com tranquilidade. Em todo o caso, não comprometeu tendo melhorado na segunda parte quando o Besiktas apertou.

Otamendi 7
Assumiu o comando das operações com classe num excelente regresso à titularidade. Apostou na antecipação e saiu-se bem, ganhando muitos lances que procurou, de imediato, transformar em contra-ataques. Num deles, assistiu Falcao que viria a ganhar a grande penalidade.

Álvaro Pereira 6
Começou em baixa rotação, provavelmente por ser o jogador em campo com mais minutos nas pernas e porque há um clássico à porta. Mas não lhe faltou atitude, terminando bastante avançado no campo, arrancando vários cruzamentos. Ao contrário do encontro de Istambul, não teve grandes dificuldades para controlar Nihat, apesar do golaço do turco.

Guarín 6
Assumiu o papel de Fernando e começou mal, entregando de bandeja uma bola a um adversário em zona proibida. Não acusou o erro e foi subindo de produção quer na ajuda aos centrais, quer no apoio ao ataque. Grande passe a isolar Rúben Micael.

Belluschi 6
Alternou momentos de grande inspiração - com passes de calcanhar - e algumas más entregas. Andou mais recuado do que o habitual, fruto das alterações efectuadas por Villas-Boas. Saiu mais cedo não por causa do clássico, mas porque era preciso mais músculos no meio-campo.

Rúben Micael 6
Tal como Belluschi teve uma noite oscilante. Agressivo na pressão, recuperou algumas bolas, mas nem sempre definiu os lances da melhor forma. Aos 79' surgiu isolado, levantou com enorme classe a bola por cima de Arikan e fez um golo que o árbitro não validou por considerar que Gulum tirou a bola antes de esta passar a linha. O madeirense até já corria para junto do banco para festejar.

Rodríguez 3
Além de pouco ou nada ter acrescentado ao ataque do FC Porto - apareceu a espaços e fez apenas um remate - perdeu a cabeça aos 60' quando reagiu a uma entrada mais dura de Uzulmez e viu o segundo amarelo. Dois minutos depois, o Besiktas empatou. Villas-Boas disse que não o vai castigar por isso, mas a equipa foi mesmo penalizada.

Falcao 7
Só marcou de grande penalidade, arrancada por si, mas dispôs de mais ocasiões para marcar. Primeiro foi Gulum a antecipar-se, depois perdeu tempo de remate na cara do guarda-redes. Esteve a um metro de fazer um golo de antologia aos 28' quando, de costas para a baliza, procurou fazer um chapéu a Arikan. Na segunda parte, isolou Hulk com um toque precioso e lutou sozinho contra a defesa turca, após a expulsão de Rodríguez.

João Moutinho 5
Reacção de imediata de Villas-Boas à expulsão de Rodríguez, com o reforço do sector intermediário. Grande corte num contra-ataque dos turcos.
Souza 5
Reequilibrou a zona mais defensiva do meio-campo, actuando ao lado de Guarín e travando o ímpeto final dos turcos.

Walter -
Dez minutos em campo, sem grandes intervenções ou qualquer remate.

in "ojogo.pt"

F.C. Porto: Rodríguez teve tontura depois de ser expulso

Cristián Rodríguez, protagonista de um dos lances capitais do encontro com o Besiktas que terminou empatado a uma bola, sofreu uma tontura no balneário, já depois de ser expulso, segundo informações dadas pelo F.C. Porto.

A notícia de que o avançado uruguaio se sentira mal chegou ao banco de suplentes, levando o médico da equipa, Nélson Puga, a deslocar-se ao balneário para assistir o jogador. O problema foi ligeiro e não inspira qualquer tipo de cuidados, pelo que Rodríguez deve trabalhar normalmente com a equipa para preparar o embate com o Benfica, do próximo domingo.

in "maidfutebol.iol.pt"

FC Porto no grupo dos cinco apurados, Sporting e Manchester City derrotados

Cinco equipas, incluindo o FC Porto, qualificaram-se hoje para os 16avos de final da Liga Europa de futebol, após a quarta jornada, enquanto o Sporting sofreu o primeiro desaire e o Manchester City foi surpreendido na Polónia.

No Estádio do Dragão, um empate frente ao Besiktas (1-1) foi suficiente para o FC Porto carimbar o passaporte no Grupo L, com o colombiano Falcao a marcar para a equipa portuguesa, de grande penalidade, e Nihat para os turcos.

O encontro ficou também marcado pelas expulsões de Cristian Rodriguez, nos "dragões", e Toraman, no Besiktas, que voltou a não contar com Ricardo Quaresma.

Este resultado mantém o FC Porto na liderança do grupo, com 10 pontos, e com o apuramento alcançado, com a "ajuda" do CSKA Sofia, que foi à Áustria vencer o Rapid Viena por 2-1.

Mais difícil foi a tarefa do Sporting, que, depois da goleada (5-1) imposta na receção ao Gent na última jornada, desta vez saiu derrotado perante a formação belga, por 3-1.

Com sete alterações no "onze", o Sporting ainda chegou ao intervalo em igualdade, com golos de Smolders (sete minutos) e Saleiro (38), mas o Gent aproveitou a expulsão de Abel (76) para alcançar a primeira vitória no Grupo C, através de Conte (79) e Arbeitman (82).

Mesmo assim, o Sporting continua na liderança, com quatro pontos de vantagem sobre o Lille, segundo classificado, e adversário na próxima ronda, e cinco em relação a Levski de Sófia e Gent.

O Zenit São Petersburgo, apenas com Fernando Meira na equipa titular (Bruno Alves e Danny nem se sentaram no banco de suplentes), somou a quarta vitória em tantos jogos e garantiu prematuramente um lugar nos 16avos de final, com um suado triunfo no terreno do Hadjuk Split, por 3-2.

Ao FC Porto e à formação russa juntam-se também o BATE Borisov, que venceu o Sheriff por 3-1, o CSKA Moscovo, que ultrapassou o Palermo por 3-1, e Estugarda, vencedor em Espanha, face ao Getafe, por 3-0.

No Grupo B, o português Tiago, com um grande golo, deu a vitória (2-1) ao Atlético de Madrid, detentor do troféu, na visita ao Rosenborg e, na "Poule" D, Vieirinha selou o triunfo (1-0) do PAOK Salónica na receção ao Villarreal.

Na Polónia, o "milionário" Manchester City foi surpreendido pelo Lech Poznan, que venceu por 3-1 e "roubou" a liderança do Grupo A à formação inglesa, enquanto a Juventus continua sem vencer após ter somando o seu quarto empate, na receção ao Salzburgo (0-0).

in "jn.pt"

FC Porto continua a ser o melhor clube português para o IFFHS


O FC Porto continua a ser cotado como o melhor clube português da actualidade para a Federação Internacional de História e Estatística (IFFHS), tendo mesmo melhorado a sua classificação.

Os "dragões" ainda não pararam de subir lugares desde o arranque da época e ocupam o 13º posto do ranking, liderado pelo Inter de Milão.

De resto, o Sp. Braga subiu igualmente, com um "salto" considerável de 24 lugares e é agora o 85º posicionado.

Sporting e Benfica pioraram as suas performances na lista da IFFHS: os "leões" desceram do lugar nº34 para o lugar nº38, enquanto que os "encarnados" igualam os rivais de Lisboa nessa posição.

De resto, o Marítimo é 203º, enquanto que o Nacional é 325º classificado.

Ranking de clubes da IFFHS

Top 10
1 (1) Inter Milão
2 (2) Barcelona
3 (3) Bayern Munique
4 (4) Chelsea
5 (6) Liverpool
6 (7) At. Madrid
7 (5) Estudiantes La Plata
8 (19) Real Madrid
9 (8) Anderlecht
9 (8) Inter Porto Alegre

in "rr.pt"

Futebol: FC Porto-Benfica - Casas de apostas dão favoritismo ao "dragões"

Lisboa, 05 nov (Lusa) -- O FC Porto é favorito a vencer o "clássico" de domingo frente Benfica, no Estádio do Dragão, na 10.ª jornada da Liga de futebol, de acordo com quatro casas de apostas desportivas.

Bwin, Betfair, Betclic e a Bet365 dão larga vantagem ao FC Porto, líder do campeonato, oferecendo "odds" entre 1,75 e 1,91 por cada euro apostado no triunfo da equipa "azul e branca".

Para as quatro casas de apostas, o empate no "clássico" é o segundo resultado mais provável, entre 3,30 e 3,95, e a vitória do Benfica, que chega ao Dragão a sete pontos do líder FC Porto, oferece "odds" entre 4,20 e 4,60.

in "expresso.pt"

Moncho na lista do Real Madrid

Treinador do FC Porto pode ser opção para substituir Ettore Messina. O italiano está por um fio na formação da capital.

Por quanto tempo mais permanecerá Moncho Lopez em Portugal? Se calhar menos do que aquele que o contrato com o FC Porto o exige, fixado em Junho de 2011. É que o treinador espanhol é tido como uma das chaves para a temporada menos positiva que o Real Madrid (Espanha) está a protagonizar.

A imprensa espanhola não perdoa que o Real Madrid - equipa da FIBA mais titulada - não tenha conquistado qualquer troféu no ano passado, tendo sido afastado das meias-finais da Liga ACB 2009/10. Além disso, já esta época, foi batido (89-55) pelo Barcelona na Supertaça e, na última jornada do campeonato, foi derrotado pelo lanterna-vermelha Meridiano Alicante, perdendo a invencibilidade da Liga sob o olhar atento do presidente Florentino Perez.

Esta quinta-feira, no entanto, venceu a Roma, por 74-56, em jogo do Groupo B da Euroliga. Mais. À margem dos resultados desportivos, ao treinador italiano Ettore Messina são também apontados problemas agudos no relacionamento com os atletas e na fraca qualidade de jogo de uma equipa recheada de estrelas pagas a peso de ouro, o que somado provoca a desilusão dos adeptos da poderosa formação da capital espanhola.

Segundo noticia o periódico El Mundo, num artigo assinado pelo jornalista Luis Fernando López, com excelentes ligações aos responsáveis do basquetebol dos merengues, uma solução de ruptura radical com Ettore Messina não está posta de parte... caso «o descalabro seja imediato». Nesse contexto, o nome de Moncho Lopez surge à cabeça de uma lista que inclui também Pepu Hernandez, responsável do Joventut Badalona e seleccionador que levou Espanha ao ouro no Mundial de 2006.
 
in "abola.pt"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tomaduz: «Sapunaru obriga Fucile a trabalhar ainda mais»

URUGUAIO SÓ FEZ 6 JOGOS ESTA ÉPOCA
 

Fucile regressa hoje ao onze, mas é inegável que o dono do lado direito da defesa é Sapunaru, o romeno que conquistou André Villas-Boas e relegou o titular da 4.ª melhor seleção do Mundo para o banco. Uma situação impensável no arranque da época, mas que está a ser encarada sem dramas por Fucile. Assim o garante Pablo Tomaduz, agente do uruguaio.

“São coisas normais no futebol, todos nós sabemos que isto é mesmo assim, vive-se do momento e tudo muda muito rapidamente. O clube é que tem a ganhar com isto”, disse a Record, entendendo a afirmação do romeno como algo de positivo na perspetiva da valorização de Fucile. “Sapunaru obriga-o a dar mais. Está bem e o lugar é dele”, reconhece o empresário, que garante profissionalismo do seu representado: “É claro que vai lutar para ganhar o seu espaço, mas também vai apoiar o Sapunaru sempre que for ele o escolhido. A equipa é que ganha com isto.”

Fucile, que foi sondado para alguns clubes no verão, não mudou o seu desejo de ficar no FC Porto por ter perdido a titularidade. “O projeto do novo treinador é muito bom e ele quer fazer parte dele. A relação com Villas-Boas é saudável, não há razões para se falar em saída”, remata Tomaduz, que não faz drama sobre a menor utilização do lateral.

in "record.pt"

Falcão acerta contas com o pai

EM CAUSA A VENDA DA PERCENTAGEM DO PASSE
 

Falcão acertou contas com o seu pai, Radamel García, e evitou um processo desagradável em tribunal. Em causa está a venda dos 30 por cento dos direitos económicos que eram detidos pelo pai e pelo avançado portista. Radamel García alega que El Tigre negociou diretamente essa parcela com o FC Porto, pelo valor de 1,5 milhões de euros, e fez questão de receber aquilo a que dizia ter direito. Segundo o nosso jornal apurou, o acerto fez-se recentemente e o pai do avançado encaixou perto de um milhão de euros.

Recorde-se que os dragões contrataram o colombiano ao River Plate no verão de 2009, tendo pago quase 4 milhões de euros por 60 por cento do passe. Mais tarde, e em função do rendimento do ponta-de-lança, a SAD aproveitou o encaixe da venda de Mario Bolatti à Fiorentina para avançar por mais 30 por cento dos direitos económicos do camisola 9.

A operação foi realizada diretamente com o avançado, com Radamel García a negar desconhecimento do processo e a reclamar a fatia dos 1,5 milhões de euros a que teria direito. O pai do portista até já tinha posto o caso no advogado, mas tudo se resolveu a bem.

O FC Porto detém, neste momento, 95 por cento do passe de Falcão, tendo já comprado metade dos direitos que eram detidos pelo agente Néstor Sivorí.

in "record.pt"

Clássico: adeptos do F.C. Porto esgotam bilhetes

O F.C. Porto anunciou, esta quarta-feira, ter vendido todos os bilhetes que tinha à sua disposição para o Clássico de domingo, frente ao velho rival Benfica.

Segundo a informação dada no seu site oficial, os últimos ingressos foram adquiridos ao final da tarde desta quarta-feira, pelo que, neste momento, só o Benfica tem bilhetes para vender, entre os 2500 que pediu para o jogo.

A procura de ingressos foi intensa originando largas filas no feriado de segunda-feira. Dois dias mais tarde e ainda a quatro do dia do jogo, os ingressos esgotaram.

No Estádio da Luz a procura não tem sido elevada e, caso o Benfica não venda a totalidade dos ingressos terá de os devolver ao F.C. Porto que os colocará à disposição dos interessados de última hora.

in "maisfutebol.iol.pt"

F. C. Porto e Villas-Boas procuram feito inédito na Europa

André Villas-Boas tem a oportunidade de fazer o dois em um. Uma vitória frente ao Besiktas hoje (20.05 horas, SIC), quinta-feira, garante o apuramento do F. C. Porto para os 16 avos-de-final da Liga Europa e coloca o nome do técnico na história. Seis triunfos internacionais consecutivos é registo inédito.

O treinador do F. C. Porto tem vindo a garantir recordes sucessivos na folha de serviços e prepara-se para mais um feito assinalável. A vitória no terreno do Besiktas (3-1), há duas semanas, permitiu-lhe atingir a marca de cinco triunfos consecutivos nas competições europeias, ultrapassando o registo de quatro êxitos averbados por António Oliveira, em 1996/97.

Mas esta noite, precisamente diante do conjunto turco (20.05 horas, SIC, no Dragão), o jovem treinador tem a oportunidade de garantir uma nova marca. Que nunca ninguém alcançou na história do clube. Garantir seis vitórias consecutivas nas provas internacionais, um número interessante e que reflecte o excelente momento de forma dos portistas, uma das cinco equipas sem derrotas na Liga Europa, a par do Sporting, CSKA de Moscovo, Zenit e Estugarda.

Neste momento, o F. C. Porto de André Villas-Boas já igualou a proeza alcançada na recta final da época 1986/87 e no início da seguinte, quando os dragões garantiram cinco triunfos seguidos. O treinador Artur Jorge abriu o caminho do sucesso ao alcançar três êxitos europeus de rajada: duas vitórias sobre o Dínamo de Kiev, ambas por 2-1, e sobre o Bayern de Munique, pelo mesmo resultado, esta na final da Taça dos Campeões Europeus. Na temporada seguinte, Tomislav Ivic somou dois triunfos diante do Vardar, ambos por 3-0. Mas, depois, a equipa caiu diante do Real Madrid (1-2), curiosamente num jogo disputado em Valência. Agora, a sexta está a uma distância de um jogo.

Esta noite, o técnico portista também procura moralizar as tropas na antecâmara da recepção ao Benfica, o grande jogo do campeonato disputado no domingo, e que pode marcar diferenças significativas na questão do título nacional. Além disso, o apuramento para os 16 avos-de-final da Liga Europa é mais um dado a sublinhar importância ao encontro com o Besiktas, pois Villas-Boas quer garantir a passagem já hoje. Sem demoras.

in "jn.pt"

Ventura - "Sonho com a baliza do FC Porto"


O clássico já é tema incontornável. Do lado portista, a grande ausência é Fernando. No Benfica, Rúben Amorim e Cardozo continuam a recuperar das lesões. De fora do clássico estará Ventura, mas com a esperança de em breve marcar presença, como dono da baliza do FC Porto, nestes grandes jogos.
O guarda-redes, emprestado pelos "dragões" ao Portimonense, foi titular em todos os escalões da formação “azul-e-branca” e não esconde que o sonho é defender as redes da equipa principal do Porto.

Ventura olha para o clássico com desconfiança sobre o momento de forma do Benfica. O guarda-redes dá a entender que todos os cuidados são poucos para o FC Porto conseguir a vitória no Dragão.

Ventura cumpriu parte da pré-temporada no Porto e ficou com uma óptima impressão de André Villas-Boas. O guarda-redes considera que é um treinador com muito valor e que a juventude em nada o prejudica.

in "rr.pt"

Villas-Boas admite gestão da equipa ante o Besiktas, a pensar no Benfica


Mais importante do que somar a sexta vitória consecutiva nas provas europeias, André Villas-Boas quer vencer o Besiktas, na quinta-feira (20h05, SIC), para evitar o impacto de um desaire a poucos dias da recepção ao Benfica. “O impacto da derrota é que é de evitar. A equipa está confiante e tem crescido”, defendeu o treinador, considerando que a equipa podia ter crescido ainda mais em Coimbra, se não fossem as condições adversas.

André Villas-Boas, na habitual conferência de imprensa de antevisão do jogo com os turcos, admitiu que irá promover a gestão da equipa, dado que a recepção ao Benfica é já no domingo. “É provável que haja uma ou outra alteração em relação ao jogo anterior. Estamos à porta da qualificação e não queremos deixar fugir a oportunidade, diante de um adversário apetecível”, disse Villas-Boas.

O treinador dos “dragões”, face à proximidade do “clássico” com o Benfica, no Estádio do Dragão, respectivamente primeiro e segundo classificados da Liga, considerou que “o mais importante é manter a concentração para o jogo actual”. “Se não venceremos, tudo continua em aberto na Liga Europa e no campeonato. O nosso compromisso é manter os jogadores focalizados na partida com o Besiktas. Deixar fugir uma oportunidade como esta não é sensato”, admitiu.

Em relação ao jogo com os turcos, comparativamente ao realizado há 15 dias em Istambul, Villas-Boas espera um Besiktas diferente, com os regressados Holosko e Guti a “acrescentarem qualidade à equipa”. “Ainda faltam alguns jogadores importantes, como o Nobre e o Quaresma, mas há um acrescento de qualidade. O Rapid Viena também joga em casa e pode ameaçar a qualificação do Besiktas, por isso, este jogo é muito importante para eles”, disse.

Pés assentes no chão

André Villas-Boas fez ainda, em jeito de balanço, uma curta análise ao seu desempenho à frente da equipa e demonstrou que ainda está com os pés bem assentes no chão no que toca a euforia desmesurada. “O meu currículo no FC Porto é só uma Supertaça. Temos todos muito que mostrar. Há 16 jogadores neste plantel que nunca foram campeões e isso representa também a vontade enorme de ganharmos títulos”, disse.

Ainda de acordo com André Villas-Boas, que recordou ter deixado a equipa técnica de José Mourinho por se achar “pronto e capacitado”, é a grandeza do FC Porto que lhe possibilita a conquista de troféus.

O treinador dos ‘dragões’ comentou ainda a ausência de Hulk da última convocatória do seleccionador do Brasil, Mano Menezes, considerando que tal não o irá afectar e que mais cedo ao mais tarde irá ser chamado. “No Brasil há uma quantidade anormal de jogadores seleccionáveis. O talento é grande e a equipa permite um nível grande de oscilações. Se o Hulk tivesse sido chamado era positivo, claro, mas ele não vai ficar abalado por isso. Mais tarde ou mais cedo voltará lá, com certeza”, disse

in "publico.pt"

É melhor arrumar já com “isto”

  
Vitória sobre o Besiktas garante apuramento dos dragões e o treinador não vai facilitar. Ataque vai ter Hulk e Falcao, acompanhados de Cristian Rodriguez. Rúben Micael provável titular.

Diz André Villas Boas que importante é arrumar a questão da Liga Europa. Não é preciso fazer muitas contas: uma vitória do FC Porto na noite de hoje (20.05 horas,no Dragão, com transmissão na SIC) significa o passaporte para os 16- avos de final da prova, podendo mesmo garantir o primeiro lugar se o Rapid empatar. Por isso, compreende-se que o treinador prepare a equipa para a vitória e não abdique dos mais perigosos, Hulk e Falcao, mesmo com o Benfica ao virar da esquina...

O homem não gosta de poupanças, já o afirmou, e ontem Villas Boas confirmou aquilo que A BOLA já tinha avançado: a mensagem aos jogadores vai no sentido de pensarem estritamente no encontro com os turcos do Besiktas. Nada mais. O Benfica é outro jogo, de outro campeonato, noutro dia...

A vitória é, assim, a única palavra no dicionário do dragão, que vai seguro, e os jogadores sentem isso. Sabem também que estão numa montra menos larga do que a da Champions, mas também muito admirada. Por isso, no Dragão não faltarão hoje emissários e espiões, agentes sedentos de um bom negócio, para além, claro, de um público que continua a proporcionar boas enchentes no estádio, apesar de se admitir que o número baixe um pouco em relação à média, precisamente porque o Benfica está aí à porta e não sai barato e a crise gostou de Portugal e instalou-se por cá. Há pouco a fazer.

Ainda assim, os portistas esperam ter um bom público nas bancadas, em bom número, apesar de tudo, para apoiar uma equipa que vai tentar então resolver este assunto da Liga Europa. Vencer é fundamental para Villas Boas ficar com um maior conforto psicológico e alargar a gestão do plantel, porque há gente sedenta de jogar nas provas europeias.

Villas Boas não abre o livro em relação ao onze, o que é normal. Aliás, o treinador tem por hábito comunicar aos jogadores o onze no dia do próprio jogo e entende que devem ser eles os primeiros a saber. E nem dá muitas dicas nos treinos.

Há algumas certezas na equipa para hoje: Helton na baliza e um quarteto de defesas com Fucile, Rolando, Otamendi e o sempre-em-pé Álvaro Pereira. Sapunaru ficou fora dos convocados, algo habitual nas convocatórias europeias. Fernando não está, por lesão e castigo, para este encontro, e deve ser Souza a ocupar o espaço do trinco, formando o meio-campo com Belluschi e Rúben Micael se Moutinho descansar, como parece mais do que provável. O madeirense dá todas as garantias para fazer o lugar do ex-leão.

No ataque o treinador não vai abdicar de Hulk, nem de Falcao. Na ala, Rodriguez ganha de novo o lugar. O uruguaio tem cumprido muito bem esta alternância com Varela. Ou seja, o onze provável de que aqui falamos dá para se bater muito bem com o Besiktas, que já traz Guti e Honusko, mas não tem Ricardo Quaresma, que ficou pela Turquia a recuperar de uma lesão.

EQUIPAS PROVÁVEIS:

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira; Souza, Belluschi e Ruben Micael; Hulk, Cristian Rodriguez e Falcao.

BESIKTAS: Rustu; Hilbert, Toraman, Gulum e Uzulmez; Mehmet Aurélio, Ernst, Tabata e Guti; Holosko e Bobô.

in "abola.pt"

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FC Porto - Besiktas (Antevisão - Videos)









F.C. Porto no máximo: Villas-Boas prescinde apenas de Sapunaru

André Villas-Boas não quer facilitar um milímetro diante do Besiktas. Tanto é assim que, dos habituais titulares, prescindiu apenas de Sapunaru. Maicon e Fernando não estão nos eleitos mas, como se sabe, ambos cumprem um jogo de castigo na Liga Europa.

As novidades na lista de convocados são, então, Jorge Fucile, Sereno, Souza e Castro. De fora ficou também, em relação à última chamada, Emídio Rafael.

Na conferência de imprensa desta quarta-feira, o treinador do F.C. Porto admitiu fazer alguma gestão dos recursos que possui. Essa gestão, contudo, terá maior significado durante o jogo e se os dragões estiverem com o resultado controlado.

Para o lugar de Maicon vai avançar Nicolás Otamendi e na vaga de Fernando estará Souza ou Freddy Guarín.

Lista de convocados:
Guarda-redes: Helton e Beto;
Defesas: Jorge Fucile, Rolando, Nicolás Otamendi, Sereno e Alvaro Pereira;
Médios: Freddy Guarín, João Moutinho, Fernando Belluschi, Rúben Micael, Souza e Castro;
Avançados: Cristian Rodríguez, Hulk, Falcao, Silvestre Varela e Walter.

in "maisfutebol.iol.pt"

Alvaro Pereira e o segredo do sucesso: «Valorizamos todos os jogos»


O homem da maratona do F.C. Porto chama-se Alvaro Pereira. O uruguaio parece ter dois corações e quatro pulmões, tamanha é a fiabilidade da sua condição física. Diante do Besiktas, lá estará ele no lado esquerdo da defesa azul e branca.

«Jogamos em casa e temos a oportunidade de seguir em frente. É uma grande motivação e cria-nos alguma ansiedade. Só pensamos nos três pontos», referiu Alvaro Pereira, lado a lado com Villas-Boas na conferência de imprensa desta quarta-feira.

Para já, não há Benfica que atormente o pensamento do dragão. «Na minha cabeça só está o Besiktas e a vitória. Sabemos a importância do jogo com o Benfica, tudo aquilo que envolve, mas apenas podemos pensar no imediato.»

Falemos então do Besiktas. Alvaro Pereira viveu alguns problemas na fase inicial do jogo em Istambul. «O estádio deles é complicado. Têm uma boa equipa e cometemos alguns erros no início. Mas fomos a tempo de os corrigir e conseguimos um excelente triunfo.»

Finalmente, o segredo do ciclo triunfal do F.C. Porto. Como explica Alvaro Pereira tantas vitórias? «Estamos a dar a mesma importância a todas as competições. Essa fome de triunfos é o segredo. Valorizamos todos os jogos.»

in "maisfutebol.iol.pt"

«Quaresma queria muito vir ao Porto, tive de o amarrar em Istambul»

Istambul abriu a boca de espanto com a qualidade do F.C. Porto. Bernd Schuster, treinador do Besiktas, gostou especialmente de Radamel Falcao e Hulk, conforme confessou na conferência de imprensa de antevisão ao jogo no Estádio do Dragão.

«O Porto tem uma equipa muito trabalhadora e completa. Hulk e Falcao podem fazer a diferença. Aproveitam bem os erros dos adversários. Estes jogos são muito equilibrados e jogadores com essa qualidade fazem a diferença. No Besiktas podia ser o Ricardo [Quaresma] a assumir esse papel», adiantou, desiludido por ainda não poder contar com o Mustang lusitano.

«O Ricardo esteve um mês a tratar-se em Portugal, está a recuperar bem e não queremos arriscar nada nesta altura. Dentro de uma semana/dez dias estará pronto. Ele queria muito vir ao Porto, tivemos de o amarrar em Istambul. Seria uma irresponsabilidade pô-lo a jogar aqui», referiu o antigo internacional alemão, num golpe de humor.

Depois, os elogios ao F.C. Porto. «Tem uma trajectória importante na Europa. Quando saíram os grupos, olhei para as quatro equipas e vi que o Porto era o grande favorito. Era e continua a ser. Fundamental para nós é ganhar ao Rapid e ao CSKA Sofia. Vamos tentar vencer em Portugal, mas os últimos dois jogos é que são decisivos.»

«Nunca me verão satisfeito»

A relação entre Bernd Schuster e os jornalistas turcos não é particularmente exemplar. O técnico chega a ter alguma falta de paciência ao explicar alguns temas. Este por exemplo: a forma de jogar da equipa.

«O Besiktas não tem de mudar por jogar contra uma equipa de contra-ataque. Todas as equipas jogam em contra-ataque frente ao Besiktas. O nosso estilo é este e não o vamos modificar. O Porto jogou assim na Turquia porque houve uma expulsão e teve de recuar. Aliás, antes dessa expulsão o Porto não estava em contra-ataque.»

Depois, alguém lhe perguntou o que seria necessário para o ver satisfeito. Schuster foi ríspido.

«Nunca me verão satisfeito.»


Guti: o «pop star» do Besiktas já tem receita para vencer no Dragão

Pose altiva, ar de pop star enfadado, palavras bem medidas. Os 16 anos de Guti na efervescência do Real Madrid habituaram-no a enfrentar os jornalistas. Sem Quaresma, é ele que assume o papel de estrela dentro de uma equipa que tenta no Dragão contrariar a história. O F.C. Porto nunca perdeu contra nenhuma equipa turca.

«Depois de termos perdido em casa, ganhar aqui seria fantástico. Mas sabemos que o F.C. Porto também é muito forte em casa. Foi um jogo estranho. O Porto aproveitou bem dois erros nossos e fez dois golos. Não jogámos mal, mas a velocidade do Porto na frente foi decisiva também», referiu Guti, em conferência de imprensa.

«O Besiktas vem ao Porto para a vingança»

«Tenho esperanças num resultado bom. Queremos garantir meia-qualificação aqui no Porto. Jogue quem jogue na equipa deles, a partida será sempre difícil. Sei que têm um jogo importante no domingo, mas não podemos pensar nisso.»

Para Guti, velho conhecedor das competições europeias, a receita para triunfar em Portugal até parece simples. «Temos de tentar fazer um golo cedo, defender a vantagem e levar uma vitória daqui.»

«Sinto-me melhor a cada dia que passa»

O contra-ataque do F.C. Porto é motivo de preocupação para os turcos. Os jornalistas falam nisso, Guti também. «Sabemos que esse é um ponto forte no adversário. É difícil não sofrer qualquer contra-ataque. É importante ter as linhas juntas e jogar como um verdadeiro conjunto.»

Guti voltou há pouco de lesão e os fanáticos adeptos do Besiktas aguardam a qualquer instante que o génio se solte da lâmpada. Será no Dragão? «Sinto-me melhor a cada dia que passa. Fiz três jogos seguidos, um deles com 120 minutos para a taça, e as coisas começam a sair-me bem. Preciso de jogar mais para chegar ao meu melhor.»

Guti: «O Besiktas está no Porto à procura de vingança»

Médio espanhol é uma das armas a lançar por Bernd Schuster

O nome de Guti emerge no meio-campo do Besiktas. Recuperado de lesão, o internacional espanhol será titular no Estádio do Dragão e, por certo, fonte de grande parte dos problemas a serem criados pelos turcos.

À chegada à cidade do Porto, Guti optou por palavras de elogio ao F.C. Porto, retalhadas pelo desejo de «vingança». «O Porto é uma grande equipa, conforme provou na Turquia. No entanto, estamos cá com ambição e à procura da vingança», referiu o talentoso centrocampista.

in "maisfutebol.iol.pt"

Villas-Boas quer equipa focada no Besiktas antes do Benfica

André Villas-Boas admite que fará alguma gestão da equipa na partida com o Besiktas nesta quinta-feira, a três dias do clássico com o Benfica, mas quer manter a equipa focada nessa partida e no apuramento do F.C. Porto para a fase seguinte da Liga Europa.

«A gestão a ser feita será a normal, de acordo com o calendário e o pouco tempo de descanso. É provável que haja uma ou outra alteração em relação ao jogo anterior. Estamos à porta da qualificação e não queremos deixar fugir a oportunidade, diante de um adversário apetecível», afirmou.

«O mais importante é manter a concentração para o jogo actual. Se não venceremos, tudo continua em aberto na Liga Europa e no campeonato. O nosso compromisso é manter os jogadores focalizados na partida com o Besiktas. Deixar fugir uma oportunidade como esta não é sensato», prossegue.

«Holosko e Guti acrescentam qualidade ao Besiktas»

O F.C. Porto lidera com algum à-vontade o seu agrupamento na Liga Europa e um deslize diante do Besiktas até nem seria especialmente grave. De qualquer forma, André Villas-Boas nem quer admitir uma interrupção no ciclo de triunfos.

«O impacto da derrota é que é de evitar. A equipa está confiante e tem crescido. Podíamos ter crescido ainda mais em Coimbra, se não fossem aquelas condições atmosféricas. Essa situação teve impacto na nossa recuperação. Tínhamos um treino no domingo e optámos por folgar, por exemplo.»

Em relação ao Besiktas, Villas-Boas sugere que as entrada de «Filip Holosko e Guti» vão acrescentar «qualidade individual à equipa». «Ainda faltam alguns jogadores importantes, como o Nobre e o Quaresma, mas há um acrescento de qualidade. O Rapid Viena também joga em casa e pode ameaçar a qualificação do Besiktas, por isso este jogo é muito importante para eles.»

Villas-Boas: «Mais cedo ou mais tarde o Hulk volta à selecção»

Mano Menezes esqueceu-se de Hulk na elaboração da última convocatória para a selecção do Brasil. O avançado do F.C. Porto terá ficado desiludido, pois atravessa um grande momento de forma, mas terá muito tempo para provar ser merecedor de novas oportunidades.

André Villas-Boas não tem qualquer dúvida que Hulk tem lugar na canarinha. «No Brasil há uma quantidade anormal de jogadores seleccionáveis. O talento é tão grande que a equipa permite-se a este nível de oscilações. Se o Hulk tivesse sido chamado era positivo, claro, mas ele não vai ficar abalado por isso. Mais tarde ou mais cedo voltará lá, com certeza.»

Sobre Fernando, que recupera de uma lesão muscular, o treinador do F.C. Porto está optimista. «Temos três dias até ao jogo com o Benfica para recuperá-lo. Vamos esperar que o Fernando fique totalmente bem.»

Villas-Boas tem «muito a mostrar»: «Só ganhei uma Supertaça»

Técnico do F.C. Porto não se deixa embalar na onda de triunfos

A boa fase do F.C. Porto é evidente e acolhe elogios justos. André Villas-Boas, porém, continua a fugir da euforia como o diabo foge da cruz. Sempre que confrontado com o período de luxo, o técnico coloca um tampão no deslumbramento. E até lembra que há 16 atletas no plantel que nunca foram campeões nacionais. A fome de títulos é, portanto, sôfrega.

«O meu currículo no F.C. Porto é só uma Supertaça. Temos todos muito que mostrar. Há 16 jogadores neste plantel que nunca foram campeões. Isso representa também a vontade enorme de ganharmos títulos. A grandeza deste clube propõe-me e possibilita-me que conquiste troféus», explicou André Villas-Boas, durante a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Besiktas.

Na conversa, Villas-Boas aproveitou para puxar atrás a fita da sua carreira. «Deixei a equipa técnica de José Mourinho para ir para a Académica. Sentia-me pronto e capacitado. Só jogadores com grande talento, como os que encontrei em Coimbra, me permitiriam estar hoje nesta cadeira.»
 


in "maisfutebol.iol.pt"