terça-feira, 10 de abril de 2012

"Hulk ao meio é contranatura"

3 questões: João Tomás, avançado do Rio Ave


1 - Concorda que a ausência de um ponta de lança goleador penaliza o FC Porto?

É evidente que Falcao, como Lisandro antes dele, foi uma referência. Hulk, jogando com Falcao, fez imensos golos na época passada, mas este ano quebrou, pelo menos nesse capítulo. De qualquer forma, a equipa tem encontrado, coletivamente, formas de contornar essa aparente lacuna.

2 - Kléber e Janko são vítimas das comparações?

Todos são diferentes, não é justo estabelecer essas comparações. A verdade é que as coisas não têm saído bem ao Kléber e ao Janko.

3 - Como ponta de lança, gosta de ver Hulk como avançado-centro?

É contranatura face às características dele, mas esta é só a minha opinião e vale o que vale. O importante para o FC Porto é que os golos apareçam e que os jogadores rendam. Hulk tem aparecido quando é preciso e isso é o que mais interessa ao Vítor Pereira.

in "ojogo.pt"

Estatuto de cabeça de série na Champions quase garantido

O FC Porto tem praticamente garantido o estatuto de cabeça de série na próxima edição da Liga dos Campeões, e só mesmo uma conjugação muito improvável de fatores poderá retirar essa vantagem teórica aos dragões. A história mete ao barulho clubes como Arsenal, Inter de Milão, Chelsea e até Atlético de Madrid, de Falcao, mas tem de começar a ser contada por algo bem mais próximo fisicamente. Em primeiro lugar, os portistas terão de garantir um dos dois primeiros lugares do campeonato ou então, na pior das hipóteses, jogar a pré-eliminatória e o play-off de apuramento para a fase de grupos se acabarem a época no terceiro lugar, que ficou matematicamente garantido com a vitória em Braga. Apesar disso, e depois do que aconteceu durante esta jornada, não terminar o campeonato num dos dois primeiros lugares seria algo de verdadeiramente improvável.
Sendo assim, e dando como certa a presença na próxima fase de grupos da Champions, seguem-se outras contas que, mais uma vez, só num imenso conjunto de circunstâncias poderão retirar o estatuto de cabeça de série na Champions. Neste momento, os portistas encontram-se no oitavo lugar do ranking de clubes - precisamente o número de grupos e, consequentemente, de cabeças de série -, ou seja, seria necessário que as sete equipas que estão à frente do FC Porto se conseguissem qualificar para a Liga dos Campeões, mas também que alguma que está atrás no ranking ultrapassasse o FC Porto.
Para começar, dos clubes que estão à frente há três que têm a presença na Champions ainda em dúvida - Chelsea, Arsenal e Inter de Milão -, sendo que no caso da equipa italiana, até existem nove pontos a separá-la da Lázio, atual terceira classificada da Serie A, o último dos lugares de aceso à Liga dos Campeões. Mas mesmo que Chelsea, Arsenal e Inter de Milão conseguissem chegar a esse objetivo, seria ainda necessário que o Atlético de Madrid, o único clube que tem o FC Porto ao alcance, somasse pontos suficientes na Europa para ultrapassar os dragões. Para isso acontecer, seria necessário que Falcao e companhia vencessem a Liga Europa ou, então, chegassem à final com duas vitórias nos jogos das meias-finais, que vão disputar frente ao Valência. Mas não é tudo; é também preciso que o Atlético de Madrid garanta o quarto lugar do campeonato, o que não será fácil. Tudo somado, é caso para dizer que os portistas têm tudo para voltar a ser cabeças de série na próxima época.

A pior época em cinco anos...


A eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões e, depois, nos 16 avos de final da Liga Europa transformou esta temporada na pior do FC Porto a nível europeu nos últimos cinco anos. Tratou-se da época em que os portistas menos pontuaram para o ranking de equipas, tendo havido apenas três clubes do top 20 que fizeram ainda menos pontos: Liverpool, Shakhtar Donetsk e Villarreal. Mesmo assim, o FC Porto está muito perto de repetir o estatuto de cabeça de série da última temporada, que só teve paralelo, com este "novo" formato da Liga dos Campeões, em 2004/05, após a conquista da competição. Desde então, só duas vezes os portistas não se apuraram para os oitavos de final, curiosamente quando não tiveram equipas inglesas no grupo.

in "ojogo.pt"

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Janko: «Que dia magnífico com um final feliz»

AVANÇADO MANIFESTOU-SE NO FACEBOOK



Logo após o final do dérbi entre Sporting e Benfica, que os leões venceram por 1-0, o avançado portista Janko colocou uma mensagem na sua conta no Facebook, onde mostrou enorme alegria pelo resultado.
“Que dia magnífico com um final feliz!”, escreveu o avançado austríaco.
in "record.pt"

Invictos - Hulk

ADN de Alex Sandro no tubo de ensaio

VAI OCUPAR VAGA DE ALVARO PEREIRA



Alex Sandro sabe desde já, salvo um contratempo físico inesperado, que será titular no próximo jogo do FC Porto, frente ao Beira-Mar, no próximo dia 21.
Pela primeira vez esta temporada, o lateral-esquerdo terá tempo de sobra – 15 dias – para se preparar para uma partida importante do calendário azul e branco, num cenário que serve de exemplo para o que o futuro lhe reserva no emblema da Invicta.
O internacional brasileiro, de 21 anos, foi empurrado para a titularidade no próximo encontro pelo cartão amarelo visto por Alvaro Pereira no recente confronto com o Sp. Braga.
in "record.pt"

Hulk voltou a ser a solução

BRASILEIRO DEMOLIDOR



Dizer que Hulk decide ou que é a grande figura da equipa do FC Porto é cair nos lugares comuns, porque as exibições e os números do brasileiro apontam-no melhor do que qualquer opinião.
Já discutir se rende mais partindo da ala ou no eixo do ataque justifica visões discordantes. Há quem defenda de forma intransigente que o Incrível é um dos melhores a nível mundial a jogar descaído pela direita, mas o próprio não esconde que lhe dá prazer alinhar no meio.
in "record.pt"

Até o pai lhe puxou as orelhas

Em Espanha, Mourinho tapa a boca quando quer falar com os adjuntos ou com os jogadores. Em Braga, Álvaro Pereira pôs legendas gestuais para dar voz à sua evidente indignação, tornando pública a discordância com uma ordem de substituição.
O Palito ferveu, como Rolando tinha fervido semanas antes (Académica) ou Cristian Rodríguez no duelo com o Braga da primeira volta, reagindo mal a um reparo de Vítor Pereira sobre a sua falta de atitude defensiva.
No Uruguai, a família de Álvaro Pereira viu e não gostou. "Ele sabe que não pode ter aquele tipo de comportamento. Ninguém gosta de sair e ele juntou isso à noção de que o jogo lhe correu mal", diz a O JOGO o pai, Nelson, validando a opção de Vítor Pereira: "O Álvaro saiu porque estava a jogar mal e já tinha um amarelo. Não há insubstituíveis e o brasileiro [Alex Sandro] merece o respeito dele, porque também trabalha e também quer jogar."
Nelson ainda só tinha falado com o filho por mensagens, mas garante que, a frio, Álvaro saberá retratar-se e assumir o erro. Afinal, é a imagem dele que está em xeque. "Era um jogo de nervos entre candidatos ao título e isso terá mexido com ele. De qualquer forma, não se pode comportar assim. Não foi o que lhe ensinámos", remata Nelson.
No FC Porto, problemas públicos têm soluções privadas. Foi assim com Rolando, que fez mea culpa logo no primeiro treino após o jogo com a Académica, ouvindo depois a absolvição de Vítor Pereira na conferência de Imprensa seguinte. Um gesto idêntico de Álvaro Pereira bastará para transformar um caso num mero episódio.

Alex Sandro cresce para aparecer


Depois de ter andado escondido durante a maior parte da época, Alex Sandro apareceu no momento decisivo do campeonato para acrescentar soluções a Vítor Pereira. A resposta do lateral-esquerdo tem sido positiva, tão positiva que o treinador não teve problemas em recorrer a ele num jogo tão importante como foi o de Braga. Álvaro Pereira estava a realizar uma exibição a roçar o ridículo e, apesar do estatuto, acabou substituído por Alex Sandro quando ainda faltavam jogar mais de 30 minutos. A opção de Vítor Pereira foi também uma demonstração de que a evolução do internacional brasileiro tem satisfeito os desejos dos responsáveis portistas. Alex Sandro terá agora mais uma oportunidade de mostrar o seu valor no próximo jogo, a receção ao Beira-Mar, devido ao castigo de Álvaro Pereira. No entanto, para trás, ficou meio ano de quase completa ausência - realizou apenas dois jogos em 2011 -, que serviram para ir crescendo na sombra, de modo a surgir, nesta fase, mais estável e maduro. As boas exibições realizadas frente a Benfica e City deram-lhe ainda mais confiança, mas há quem garanta que o melhor ainda está para chegar.


AVB sentiu a revolta dos preteridos


Gerir os egos não é um problema exclusivo de Vítor Pereira. Até Villas-Boas sentiu dificuldades no arranque da última temporada, ficando bem vincada a insatisfação de Hulk por ter sido substituído em quatro jogos consecutivos: Rapid Viena, Nacional, Olhanense e CSKA de Sófia. O treinador, porém, contornou de forma airosa a controvérsia, vincando a sua liderança e diminuindo a azia do brasileiro. "O Hulk não tem dois lados, é um jogador competitivo. Como em qualquer jogador, a substituição gera insatisfação, não estamos preocupados. Desde que não me bata", brincou mesmo o treinador, dias depois. Vítor Pereira também tem preferido não fazer comentários a quente, mas as suas decisões reforçam que não olha a nomes.


3 questões: Manuel Cajuda, Treinador

"Bonecos na tv não são bonitos"


1 Como gerir a manifestação de discordância de um jogador que é substituído?

Por ser público, isso tem mais peso no exterior do que no seio do grupo, até pelos comentários que suscita. A tensão de quem está em campo e sai é enorme e o jogador tem direito a ter emoções, assim como o treinador tem o direito de assumir a sua liderança e as suas opções. A solução tem de ser interna, privada, e estou certo de que é isso que vai acontecer.


2 O que deve fazer o treinador para que a sua autoridade não saia beliscada?

Os homens mais inteligentes são os que resolvem as situações mais delicadas. Álvaro Pereira não percebeu a decisão, mas uma substituição não pune apenas más exibições, tem também um lado estratégico. Neste caso, prevaleceu a prevenção e Vítor Pereira esteve muito bem na gestão do amarelo visto pelo Álvaro minutos antes.


3 Pela sua experiência, este tipo de manifestação é comum? Que consequências pode ter?

A olho, a atitude do jogador tem de ser considerada como muito negativa mas, por norma, tudo isto se resolve com uma simples conversa e dispensa uma multa interna. Com inteligência tudo se resolve, até porque treinador e jogador remam para o mesmo lado. A frio, Álvaro Pereira vai retratar-se, até porque já deve ter falado com amigos e estes disseram-lhe certamente que os bonecos que passaram na televisão não foram nada bonitos.

in "ojogo.pt"

"Ele corre, Moutinho e Lucho resolvem"

Na mais recente visita a Braga, a grande dúvida transformou-se numa mais-valia, ou seja, a ausência de Fernando serviu para apresentar o melhor de Steven Defour. O internacional belga realizou, muito provavelmente, a melhor exibição desde que chegou ao FC Porto, e logo numa partida com uma grande intensidade e importância para a decisão do campeonato. O JOGO foi tentar perceber como é que Defour viveu as horas que antecederam aquele que também era um grande desafio às suas capacidades, tendo encontrado as respostas num jornalista belga que esteve por cá a acompanhar o médio durante os últimos dias. Gunther De Vos, que trabalha no jornal "Nieuwsblad", não conseguiu entrevistar Defour devido às restrições impostas pelo FC Porto, mas mediu-lhe o pulso antes da partida com o Braga. "Como estava antes do jogo? Esteve sempre tranquilo, mesmo quando percebeu que Fernando não ia jogar e que, dessa forma, seria titular", começou por contar Gunther De Vos. Pelos vistos, Defour nem sequer se assustou com a tarefa de substituir Fernando, mesmo sabendo que encontraria pela frente Mossoró, um dos médios mais difíceis de controlar do campeonato português. "Ele percebeu que ia ser o médio mais defensivo da equipa, porque é sempre assim quando joga com Moutinho e o Lucho. Mas ele não estava assustado, até porque já tinha jogado naquela posição no Standard de Liège e mesmo no FC Porto. Aliás, até me disse, com um ar divertido, que com eles em campo, só tem de se limitar a correr. Ele corre, enquanto Moutinho e o Lucho resolvem", contou.
O caminho de Defour em Portugal também tem sido feito de uma forma consistente, com o belga a conquistar lentamente o seu espaço na equipa. No entanto, já houve quem duvidasse do seu valor, uma dúvida que nem pode ser considerada injusta. Na Bélgica, a perspetiva é outra. "No início da época não percebíamos como é que ele não jogava. Mas depois percebemos: a qualidade do plantel do FC Porto é muito grande. Aliás, agora, ele tem à sua frente jogadores como Moutinho e o Lucho. Não é fácil, mas ele é paciente e sabe que vai ter a sua oportunidade", explicou De Vos, que identificou ainda o aspeto em que Defour mais cresceu ao longo do ano. "Ele está fisicamente mais forte. Evoluiu muito. Ele contou-me que os treinos em Portugal são muito mais duros e que até já perdeu dois quilos desde que chegou", revelou.

Números

20

Depois de ter somado, em Braga, os 90 minutos de jogo pela quarta vez esta temporada, Defour passou a ser o 10º jogador mais utilizado do plantel em partidas do campeonato. O belga já participou em 20 jogos da Liga, metade na condição de titular.

2

Durante esta caminhada, Defour conseguiu fazer apenas dois golos. O primeiro apareceu na Taça de Portugal, no jogo mais fácil da época, frente ao Pêro Pinheiro (8-0), enquanto o segundo surgiu noutra goleada dos dragões: a receção ao Nacional que terminou com uma vitória por 5-0.

A inevitável comparação com o benfiquista Witsel


Axel Witsel já explodiu no Benfica, Defour ainda não mais a norte. A constatação causa uma enorme estranheza na Bélgica. "É com surpresa que vemos que Witsel já é uma estrela em Portugal e que Defour ainda não conseguiu atingir esse estatuto. Quando estavam no Standard, encontravam-se ao mesmo nível. Têm características diferentes, mas nenhum sobressaía mais do que o outro", contou Gunther De Vos, que entretanto já encontrou uma explicação para esta diferença: "Entrar para jogar no meio-campo do FC Porto é bem mais difícil do que fazê-lo no Benfica."


Sempre presente, mesmo na Europa


Defour ganhou ainda mais força no plantel do FC Porto depois das saídas de Souza, Belluschi e Guarín, mas o percurso do belga em Portugal tem sido construído de uma forma consistente e segura. Apesar de tudo, Defour participou em 31 dos 42 jogos realizados pelos portistas durante esta temporada, num sinal de que a aposta de Vítor Pereira foi mais intensa e regular do que pode parecer à primeira vista. Aliás, o médio até esteve presente nas oito partidas que o FC Porto realizou esta época nas competições europeias - seis para a Liga dos Campeões e duas na Liga Europa. Agora, só lhe falta mesmo conquistar em definitivo um lugar no onze inicial. Mas não vai ser fácil...

in "ojogo.pt"

Defesa melhora e procura bater recorde

O FC Porto passou por Braga sem sofrer golos, o que aconteceu pela segunda vez consecutiva no campeonato, depois de também ter deixado o Olhanense a zeros. Este dado ganha especial relevância se considerarmos que os portistas, na eventualidade de voltarem a não permitir golos na próxima receção ao Beira-Mar, conseguem estar três jogos consecutivos sem sofrer apenas pela segunda vez esta temporada em jogos do campeonato. A melhor série, até ao momento, reporta-se a quatro jogos, sendo que o último nem deixou especiais saudades aos portistas, uma vez que foi no empate (0-0) consentido em Olhão. Académica (fora), Nacional e Paços de Ferreira (casa) completam a lista da melhor série defensiva da temporada, que ainda pode ser batida se os portistas não sofrerem golos frente a Beira-Mar (casa), Marítimo (fora) e Sporting (casa).


in "ojogo.pt"

Incrível dos grandes jogos é quem segura a liderança

Se o FC Porto está, nesta fase, em clara vantagem sobre os adversários - faça hoje o Benfica o resultado que fizer - deve agradecê-lo a Hulk. A grande diferença nas contas do título faz-se nos jogos entre os três candidatos. Com 10 pontos em quatro jogos, o FC Porto supera o Benfica (cinco) e o Braga (um). Hulk esteve nas três vitórias somadas e é, diretamente, responsável por sete desses pontos conquistados.
O Incrível bisou na primeira volta contra o Braga. Simplificando as contas, e embora admitindo que o jogo poderia ter mudado de curso, o FC Porto perderia por 1-2 se assim não fosse. Na viagem à Luz, o tiro fulminante aos 7' iniciou a vantagem portista, que no final se cifrou em 2-3. Hulk terá garantido dois pontos, tantos como os acrescentados ontem depois de ter batido Quim de pé direito. O golo não foi dos mais vistosos, mas marcar com o pé "cego" é sempre digno de registo. E, por isso, deve também recordar-se que, ao Braga, já tinha marcado de cabeça.
Apesar de esta não estar a ser uma época tão produtiva como a anterior, o brasileiro tem a seu favor o facto de aparecer em quase todos os momentos decisivos. No geral, conta 10 golos, nove assistências e ainda o remate para um autogolo no campeonato. Ou seja, esteve em 35% dos 57 golos marcados pela equipa. Nada mau.

Hulk a dois golos do top-10



O segundo golo de pé direito esta época (em Donetsk marcou o primeiro) foi, para Hulk, o 46º marcado pelo FC Porto em quatro campeonatos que já disputou. Ao consegui-lo, o brasileiro descolou de Kostadinov e igualou McCarthy no 11º lugar da lista dos melhores marcadores de sempre do dragão no campeonato. Mas o melhor estará para vir. Com mais dois golos, junta-se a Cubillas e Lisandro López e passa a integrar o Top-10 da história do clube. Se marcar três, iguala Madjer, no oitavo posto. Mais do que isso é um cenário irreal, pelo menos para já.
Se o feito se concretizar ainda esta época, a marca ganha relevância especial para o Incrível. É que, dos 10 que atualmente estão à sua frente, só quatro (Fernando Gomes Jardel, Abel e Cubillas) precisaram de menos tempo para atingir semelhante registo. É verdade que há outros com médias bem superiores - é o caso de Falcao, por exemplo - mas nenhum soube resistir ao interesse dos grandes clubes tanto tempo como o que precisou Hulk para estar na iminência de entrar num clube muito restrito, onde figuram grandes referências da história do clube, como Hernâni, Cubillas, Madjer ou Gomes. A braçadeira de capitão é um prémio por ser já, também ele, um ícone azul e branco. A velocidade a que galga terrenos tão difíceis de palmilhar como estes é outro, que vai deixar o seu nome gravado para sempre na história do FC Porto.
No somatório de todas as provas, Hulk já entrou neste top há alguns meses. Com 70 golos, é o sétimo melhor, mas esse é um ranking desigual, pois no passado mais longínquo as oportunidades eram muito menores. As competições europeias, por exemplo, só nasceram em 1955. E, até 1971, só o campeão participava. Além disso, até à década de 80, nunca o FC Porto disputou mais de seis jogos internacionais na mesma temporada. Bem diferente dos 17 jogados só na época passada para a Liga Europa.
Se descermos mais umas posições no ranking dos maiores goleadores de sempre dos campeonatos portistas, encontramos outro jogador do atual campeonato: Lucho González. Com o golo marcado ao Olhanense, há pouco mais de uma semana, entrou para o 30º lugar. Está a cinco do 25º posto, ocupado por Rui Barros, que agora só já marca (e bastante) pelo FC Porto Vintage.


70

Hulk já é o sétimo melhor marcador de sempre do FC Porto. Mas na Liga "só" o 11º.


in "ojogo.pt"

domingo, 8 de abril de 2012

Casa dos dragões de Coimbra vandalizada

MEMBROS DA JUVE LEO PODERÃO ESTAR NA ORIGEM



A Casa do FC Porto em Coimbra foi, na madrugada deste sábado, vandalizada por supostos adeptos do Sporting. Os responsáveis pela casa dos dragões encontraram os danos na tarde deste domingo, que consistiram em símbolos nazis, identificados com a sigla JL, o que remete para atos de vandalismo de elementos ligados à Juventude Leonina.
Pedro Nuno Figueiredo mostrou-se surpreendido pelo sucedido. "Não esperávamos isto, numa altura em que o Sporting nem está a lutar com o FC Porto por nenhum objetivo e sem a rivalidade que existe com o Benfica", observou a Record o líder da casa dos dragões em Coimbra.
in "record.pt"

Imagens do ataque no ano passado ... 

FC Porto: liderança tão perto do fim costuma dar título

Nunca na era Pinto da Costa os dragões desperdiçaram vantagem a quatro rondas do final. Última vez foi em 1979/80 com Pedroto...que até já tinha feito o mesmo


Se a história recente valesse de alguma coisa no futebol, o título estava entregue. Liderança a quatro jornadas do fim é sinónimo de título para os lados do Dragão. Na era Pinto da Costa (e já lá vão 30 anos), o F.C. Porto nunca perdeu um campeonato que liderava a quatro jogos do final. Aliás, é preciso recuar até à temporada 1979/80 para encontrar um desfecho infeliz tão perto da meta. 

As contas são fáceis de fazer. O F.C. Porto parte na frente para os últimos quatro jogos e mesmo que ainda não saiba, por esta altura, a real vantagem para os perseguidores, tem a noção de que só depende de si e isso, diz a história, tem feito a diferença. 

Há 32 anos, portanto, que os dragões não deixam escapar um título na fase final. Na altura, o F.C. Porto de José Maria Pedroto tentava o primeiro tri-campeonato da história. A estrela do grupo era António Oliveira, regressado do Betis de Sevilha. A vantagem, à 26ª jornada, era de um escasso ponto para o Sporting. 

Os portistas desaproveitaram a receção aos leões na jornada seguinte para «matar» o campeonato, mas o empate a um golo conservou a liderança por mais uma ronda. Na jornada 28, novo percalço: o F.C. Porto empata sem golos com o Varzim e o Sporting ganha 2-0 ao Beira-Mar. Equipas empatadas na frente, mas com vantagem para os portistas. 

Restava bater o Boavista, que foi conseguido, e o Sp. Espinho, na última ronda. O F.C. Porto perde 2-0, o Sporting ganhe ao U. Leiria por 3-0 e sagra-se campeão nacional. Pedroto desentende-se com a direção de Américo de Sá e bate com a porta. Voltaria dois anos mais tarde, já pela mão de Pinto da Costa. 

José Maria Pedroto, de resto, não deixou escapar apenas um título na reta final. Já na época de 1968/69 o emblemático treinador portista tinha desperdiçado a vantagem perto do fim, deixando fugir o título para o Benfica.

Líder a quatro rondas do fim, desentende-se com quatro jogadores do plantel e afasta-os do grupo em nome da disciplina. O F.C. Porto jogava três dos últimos jogos em casa, mas a derrota com a Académica (0-1) e o empate com a União de Tomar (2-2) permitem a ultrapassagem dos encarnados. Pedroto rescinde e o adjunto António Morais assume a equipa nos últimos dois jogos, um deles na Luz, frente ao líder. Não alterou o cenário e o Benfica foi campeão. 

De 1950 até aos dias de hoje só há registo de mais um caso idêntico para os portistas, na época 1956/57. A temporada até ficou marcada pela primeira presença do F.C. Porto nas competições europeias, mas um empate com o Atlético, em casa, a duas jornadas do fim, na mesma jornada em que o Benfica esmaga o Barreirense por 10-1 permite a ultrapassagem fatal. 

No banco portista um «pé frio» especialista. Flávio Ramos, o selecionador do Brasil que perdeu o Mundial 50 em casa para o Uruguai. 

Vítor Pereira tem os pontos e a história do seu lado. Beira-Mar, Marítimo, Sporting e Rio Ave são as últimas batalhas para o bi-campeonato. Que, apesar de uma temporada de altos e baixos, nunca esteve tão perto.

IN "MAISFUTEBOL.IOL.PT"

F.C. Porto: competente a olhar os rivais

O F.C. Porto fez dez pontos em doze possíveis frente aos rivais que discutem o título, Benfica e Sp. Braga.

Costuma dizer-se que nada se resolve nestes jogos, entre grandes, mas pode ser que esta Liga desminta essa teoria. De facto, a diferença é grande, quando se fazem as contas ao campeonato entre os três da frente: F.C. Porto, dez pontos; Benfica, cinco; Sp. Braga apenas um.

Como este sábado, o F.C. Porto deu sempre ideia de estudar bem os adversários, mérito de Vítor Pereira. Em Braga, por exemplo, bloqueou Hugo Viana e Mossoró. E fê-lo tão bem que secou muito do que vale a equipa de Jardim e ainda recebeu o brinde de ver o médio português falhar no lance que decidiu a partida.

Depois, o F.C. Porto encarou sempre estas partidas como um campeão deve fazer. Isso foi notório na Luz, e como. E voltou a perceber-se em Braga. Nada a dizer, o F.C. Porto que entrou nesses estádios é o mesmo das últimas épocas. Sólido, confiável, competente.

O problema da equipa de Vítor Pereira tem sido a irregularidade (ao contrário do que diz o treinador), a incapacidade de ser igual em todas as partidas, de não entrar adormecido, de querer ganhar em todos os minutos. Só a solução para esse enigma separa o F.C. Porto do título.


in "maisfutebol.iol.pt"

FC PORTO CONQUISTA 15 TÍTULOS NACIONAIS

O FC Porto foi o clube mais medalhado nos campeonatos nacionais de seniores e juniores em natação, que decorreram em Coimbra, com 15 títulos nacionais, 15 pratas e 6 bronzes.

Após esta prova, com dois terços da época já cumpridos, a classificação Taça de Portugal, embora ainda provisória, releva mais uma época de supremacia azul-e-branca na natação nacional, já que o FC Porto lidera com 1421 pontos, seguido do Sporting com 1211



in "fcp.pt"

Janko mostrou-se feliz com vitória em Braga

Embora tivesse ficado no «banco» na partida frente ao SC Braga, o avançado austríaco Marc Janko revelou ter ficado feliz com a vitória tendo colocado no «Facebook», como tem sido hábito nos últimos jogos, um comentário, que desta vez foi «Yessssssssss».

O «post» foi colocado por telemóvel ainda no estádio.


in "record.pt"

Campeões desde já no campeonato a três

SUPERIORIDADE AZUL E BRANCA NOS JOGOS A DOER



Num universo futebolístico povoado de especialistas e de comentadores, há uma lei que foi sacralizada: os campeonatos ganham-se nos jogos com as equipas médias e pequenas.
Será? Ontem, o FC Porto confirmou a sua liderança no campeonato e praticamente afastou o Sp. Braga do título num dos tais jogos a doer, a contar para o campeonato respetivo. O campeonato pode ser uma maratona mas também a maior prova do atletismo por vezes se ganha com sprintes e desta vez os azuis e brancos conseguiram marcar a diferença de novo num ombro a ombro com a concorrência.
in "record.pt"

Fase regular foi azul

O FC Porto terminou a fase regular da Liga no primeiro lugar e garantiu a vantagem do fator-casa em todo o play-off, que iniciará já no próximo fim de semana, frente ao Vitória de Guimarães. A liderança funciona ainda como bom prenúncio, uma vez que desde a existência da Liga o vencedor da fase regular foi sempre campeão.
Ontem, a formação de Moncho López sabia que tinha de vencer o Barreirense para garantir a liderança e rapidamente o conseguiu. Depois de um primeiro período equilibrado (18-16), a eficácia defensiva aumentou, e jogando como se já estivesse no play-off, o FC Porto obteve um parcial de 26-5, indo com uma vantagem de 23 pontos para o intervalo (44-21).
Na segunda metade, o Barreirense sentiu ainda mais a falta de Cavel Witter e o FC Porto aproveitou para alargar a vantagem. Refira-se que o fim da fase regular ficou ainda marcado pelo regresso do capitão portista, Nuno Marçal, lesionado desde finais de janeiro.

Figura


Gregory Stempin
O MVP que o Dragão gosta de ver


Gregory Stempin voltou a ser o MVP. O extremo-poste, habitualmente estrela no Dragão, contabilizou 16 pontos e oito ressaltos. Mas, num jogo em que o marcador disparou, ele só esteve ligeiramente acima dos colegas Carlos Andrade (15 pontos), João Santos (13) e João Soares (12).

in "ojogo.pt"

Vitor Pereira: "Um passo importante e um belíssimo jogo"

Tal como a expressão do rosto de Vítor Pereira, também o discurso que se seguiu ao triunfo que deixou o FC Porto com cinco pontos de vantagem para o Braga não deixaria perceber que se estava na ressaca de um jogo decisivo para a história deste campeonato. "Não creio que seja o jogo do título", referiu o treinador, com uma sobriedade que se estendeu desde a rápida entrevista televisiva em que fez questão de "dar os parabéns às duas equipas pelo belíssimo espetáculo que deram", porque "mostraram que queriam ganhar", até à sala de Imprensa do AXA, onde explicou a razão de uma atitude tão cautelosa, a contrastar com o ambiente em redor. "Continuo com a ideia de que o campeonato será disputado até ao fim, e este jogo comprovou isso mesmo", afirmou, insistindo: "Apenas demos um passo importante. Controlamos apenas os nossos jogos e não podemos controlar os dos outros." Vítor Pereira admitiu que a equipa deu o tal passo com um "belíssimo jogo, aberto", em que "o sucesso passou pelo trabalho coletivo forte".
"Parabéns ao trabalho coletivo", sublinhou Vítor Pereira, que viria a apelar à vontade de "valorizar" apenas esse predicado para dispensar um comentário à fúria de Álvaro Pereira, na substituição: "Ganhámos como equipa e é como equipa que temos de ganhar o campeonato". No entanto, logo a seguir, não hesitou em individualizar a apreciação ao desempenho de Defour, para satisfazer a curiosidade de um jornalista belga. O médio jogou em "funções diferentes das que, habitualmente, lhe são pedidas" e como "taticamente, é um jogador inteligente, conseguiu desempenhá-las", elogiou. A contradição na disponibilidade para avaliar comportamentos individuais foi-lhe apontada no instante seguinte e Vítor Pereira explicou: "Tenho de valorizar aquilo que é o esforço, a qualidade da equipa". Sem acrescentar mais detalhes ao tema, o treinador deu-se por satisfeito com o rendimento da jornada. "O nosso trabalho está feito, continuamos a depender de nós próprios, a controlar a nossa vida no campeonato", referiu, concentrado na "luta árdua" pelo título, que não admite deslizes: "Quem relaxar, corre o risco de se perder pelo caminho".

Hulk

"Título mais fácil? Ainda não ganhámos nada"


Hulk marcou o único golo da noite no AXA, aproximando o FC Porto da renovação do título. O Braga fica agora a cinco pontos de distância. "Acho que o jogo não foi decisivo para a questão do título, embora a vitória tenha contribuído para o FC Porto conseguir chegar ao fim do campeonato em primeiro lugar. Todos os jogadores mereceram os parabéns, os que jogaram de início e também os que entraram", afirmou o avançado brasileiro na "flash interview" após a partida.
O resultado magro foi explicado pelo desempenho e qualidade do adversário. "Acho que defrontámos uma das melhores equipas de Portugal. Ganhar foi mesmo o mais importante num jogo em que soubemos sofrer", resumiu Hulk, que marcou em, Braga, o décimo golo no campeonato, o 15º da época e o terceiro aos arsenalistas (no Estádio do Dragão, apontara dois). Logo depois, o brasileiro voltou a fazer as contas para chegar ao título. "A luta não está fácil. Faltam quatro jogos [Marítimo e Sporting são dois dos adversários], e temos de manter a mesma humildade se quisermos ser campeões. Ainda não ganhámos nada", frisou, acrescentando que ontem apenas foram "conquistados três pontos importantes" na luta com Benfica e Braga.

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Arbitragem de elite

Olegário Benquerença teve nota positiva do Tribunal de O JOGO no encontro mais mediático de uma época em que esteve afastado bastante tempo por lesão. Os nossos especialistas em arbitragem consideram que apenas num lance esteve mal, pois Sapunaru viu incorretamente um cartão amarelo, na sequência de uma falta sobre Lima. Num jogo sem casos polémicos, o árbitro internacional de elite foi mais elogiado do que corrigido.

Momento mais complicado
58'
Álvaro Pereira vê amarelo por cortar a bola com a mão. Foi dentro ou fora da área do FC Porto?
Jorge Coroado
+
A infração foi cometida fora da área de grande penalidade do FC Porto. Álvaro Pereira foi objetivo no gesto efetuado, justificando o livre direto e o cartão amarelo exibido.
Pedro Henriques
+
Álvaro Pereira toca na bola com o braço de forma deliberada e ostensiva. Uma infração fora da área passível de livre direto e de cartão amarelo por corte de ataque prometedor.
José Leirós
+
Uma boa decisão. Álvaro Pereira movimentou o braço para intercetar a bola fora da área, sendo bem exibido o cartão amarelo e bem assinalado o livre direto.
Outros casos
23'
É bem mostrado o cartão amarelo a Sapunaru por infração cometida sobre Lima?
35'
Corretamente assinalada, fora da área do FC Porto, a falta de Defour sobre Miguel Lopes?
74'
Hugo Viana vê cartão amarelo após entrada por trás sobre Lucho. Decisão acertada?
Jorge Coroado
-
Sapunaru empurrou o adversário em zona de terreno neutra, com alguns outros colegas em seu redor e em jogada não prometedora. A exibição do cartão amarelo é, pois, uma decisão exagerada.
+
Defour rasteirou Miguel Lopes "in extremis", fora da área de grande penalidade. Cartão amarelo e livre direto bem decididos.
+
Hugo Viana não tinha condições para jogar a bola e, por ter chegado ligeiramente atrasado, rasteirou Lucho. Foi imprudente: cartão amarelo bem exibido.
Pedro Henriques
-
O livre direto é corretamente assinalado, pois Sapunaru empurrou Lima de forma negligente pelas costas. Se o cartão amarelo foi pela infração, não se justificou.
+
Defour toca com o pé direito no pé esquerdo de Miguel Lopes, rasteirando-o fora da área. Livre direto e cartão amarelo por corte de ataque prometedor.
+
Hugo Viana é bem advertido por entrar por trás, de forma imprudente, sobre Hulk, cortando desta forma uma saída em ataque rápido.
José Leirós
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Sapunaru empurrou e derrubou Lima. A falta foi bem assinalada. O cartão amarelo foi exibido indevidamente, atendendo a que não era uma jogada prometedora.
+
Sim. Livre direto bem assinalado fora da área. Defour rasteira Miguel Lopes a centímetros do limite da entrada da área. É bem exibido o cartão amarelo ao jogador do FC Porto.
+
Falta bem assinalada e bem mostrado o cartão amarelo a Hugo Viana, pois este rasteirou Hulk por trás e deliberadamente. O árbitro, atento, cumpriu a lei.

Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo com ritmo elevado, mas sem muitos confrontos diretos. Foi invariavelmente bem ajuizado, com atuação arbitral muito positiva que não fica manchada por uma falha disciplinar.

Pedro Henriques
Uma excelente arbitragem. Olegário decidiu bem tecnica-mente nos principais lances, fez uma gestão disciplinar adequada ao nível do jogo e foi muito bem auxiliado.

José Leirós
Olegário erra pouco. Quando o faz, é problemático, mas ontem, num jogo difícil, esteve sempre perto dos lances, realizando uma arbitragem segura, excelente e quase sem erros.

in ~"ojogo.pt"

Incrível passo para o título

No ombro a ombro com a concorrência direta, o Braga cedeu. Lutou, esperneou e mostrou carácter, mas cedeu. Duas derrotas consecutivas cavaram um fosso de pontos que, mesmo num campeonato de loucos como este comprovadamente é, transforma o título num objetivo mais complicado para quem nunca o assumiu como tal, simplificando a equação: dependendo do Benfica, a corrida pode agora ficar resumida a dois. O FC Porto, isso é garantido, acendeu uma luz no labirinto que tem sido esta reta final do campeonato, ganhando um fôlego renovado.
Vítor Pereira também o ganhou. Justamente criticado noutras ocasiões, desta vez o treinador acertou em cheio na leitura, incluindo a que fez ao seu próprio erro: apostar em Kléber de início. Era suposto que o brasileiro acrescentasse mobilidade ao ataque, mas o que se viu foi moleza. Pior ainda: o facto de Hulk e James, sobretudo este, não serem extremos clássicos foi permitindo ao Braga ganhar do lado direito asas que Vítor Pereira quis cortar. E cortou mesmo, tirando da manga Varela. Foi dois em um: além de sacrificar Kléber, que pouco acrescentava, conseguiu abafar Miguel Lopes. Há mais a favor dele. O golpe cirúrgico de tirar o anedótico Álvaro Pereira antes que da sucessão de asneiras do uruguaio resultasse um mal maior e ainda a súbita alteração de planos quando, ao perceber que Leonardo Jardim se preparava para juntar Nuno Gomes a Carlão, Paulo César e Lima, decidiu congelar a entrada de Djalma e apostar em Rolando. Para aqueles que, como ele diz, veem o futebol em papel quadriculado, não passou ainda despercebido certamente o facto de ter resistido a inventar no desenho do meio para solucionar a ausência de Fernando.
Dito isto, chegamos a Defour. O belga jogou como nunca se tinha visto antes, sem tremer na responsabilidade de guardar as costas a Moutinho e Lucho, e sem poupar no atrevimento com que se chegou à frente. Uma surpresa que encheu o campo e que contribuiu para anular pontos fortes do adversário, ajudando a engolir a influência de Mossoró e Hugo Viana, sobretudo quando o Braga foi obrigado a responder à desvantagem.
Até ao golo de Hulk, que já se explica melhor, sobressaiu um perfeito jogo de equilíbrios. Respeito de parte a parte, entrecortado com tentativas, também elas repartidas, de assalto às balizas que tornavam o empate ao intervalo num resultado justo. Só era injusto não haver golos. Num espelho fiel do que tem sido este campeonato, com vantagens construídas em cima de deslizes dos adversários, este jogo não foi diferente: em cima de uma asneira grossa de Hugo Viana (que se seguiu a uma outra, do mesmo Viana, que não conseguiu marcar na cara de Helton uns minutos antes...), James desenhou uma assistência que Hulk transformou num remate-cruzado sem defesa.
O golo obrigava o Braga a responder com firmeza, mas, apesar das tentativas, a recolocação do FC Porto em campo chegou para as encomendas - Defour e Moutinho mais próximos; Lucho também mais contido, mas com Varela e Hulk, especialmente este, a manterem a defesa bracarense em sentido. Leonardo Jardim tentou o jogo de banco que lhe competia, sem o efeito desejado.
Escaldado por vantagens curtas que se esfumaram noutros jogos, o FC Porto, com bom controlo de bola na parte final, manteve-se firme a segurar as pontas. Falta saber se é desta que dá continuidade ao novelo, sem enrolar nas quatro jornadas que o separam da revalidação do título.

Janko conheceu o sabor do banco


Apesar de já ter sido suplente na Luz, num jogo da Taça da Liga disputado pela maioria dos suplentes, Janko ficou ontem a saber o que é ser suplente num encontro do campeonato. O austríaco até nem vive uma crise particular de golos, uma vez que só esteve, antes de ontem, duas jornadas em jejum. Vítor Pereira, considerou, no entanto, que apostar em Kléber seria a melhor opção. Antes, o avançado fora titular nos oito jogos disputados na Liga desde que chegou da Holanda.


Azarado Álvaro Pereira falha Beira-Mar


Uma mão clara aos 59' valeu a Álvaro Pereira o nono cartão amarelo da época, motivo pelo qual vai falhar a próxima jornada da Liga, contra o Beira-Mar. Esse foi só o último pormenor de uma exibição infeliz do uruguaio, que passou grande parte do primeiro tempo no chão. As botas com que iniciou a partida nunca deram sinais de grande aderência e, por isso, o Palito escorregou vezes sem conta, além de ter somado algumas más receções de bola. Aos 38' teve mesmo de sair para as trocar. Hugo Viana, por falta aos 74', também viu o nono amarelo, pelo que falha a próxima jornada, em Paços de Ferreira.


Autocarro dos Dragões apedrejado à saída


O autocarro do FC Porto foi atingido por uma pedra na viagem de regresso à Invicta, mas o incidente não causou mais do que estilhaços no vidro da frente da viatura. O final do Braga-FC Porto foi tudo menos pacífico. Quando nada o fazia prever, a confusão instalou-se nas duas bancadas do AXA e obrigou mesmo à intervenção da polícia. No setor destinado aos adeptos azuis e brancos chegaram a voar algumas cadeiras; no dos bracarenses, foi a tentativa frustrada de um indivíduo entrar em campo que forçou a autoridade a agir. Resultado final: um adepto acabou por deixar o estádio em maca.




in "ojogo.pt"