quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

F.C. Porto é a única equipa invicta na Europa

O F.C. Porto passou a ser a única equipa invicta da Europa, depois das derrotas sofridas, curiosamente goleadas, por Real Madrid e Manchester United.

Os «merengues» foram humilhados segunda-feira no Camp Nou por 5-0, em jogo da liga espanhola, já os «red devils» caíram perante o West Ham, lanterna vermelha da Premiership, por 4-0, em jogo da Taça da Liga inglesa. O líder da Premier League está eliminado da competição.

No passado fim-de-semana, os dragões empataram a um golo no clássico de Alvalade.

in "maisfutebol.iol.pt"

Viena recebe campeões europeus de 1987


A comitiva do FC Porto vai ser bem diferente do habitual, por força da homenagem de que serão alvo os heróis do Prater - que passou a chamar-se Estádio Ernst Happel, entretanto - pela conquista da Taça dos Campeões Europeus, de 1987, frente ao Bayern Munique (2-1). Para além da equipa liderada por André Villas-Boas e do staff que a enquadra, boa parte dos lugares do avião que vai transportar o FC Porto até à capital da Áustria serão preenchidos por jogadores e técnicos que conduziram o clube ao seu primeiro título europeu. Mlynarczyk, Amaral, Inácio, Eduardo Luís, Lima Pereira, Celso, João Pinto, Quim, Sousa, Jaime Pacheco, Laureta, Frasco, Paulo Ricardo, Jaime Magalhães, André, Semedo, Festas, Fernando Gomes, Futre, Madjer e Juary. Da equipa técnica vão seguir viagem Artur Jorge, José Neto e João Mota; Luís César (secretário-técnico), Domingos Gomes (médico) e Fernando Brandão (roupeiro) vão poder reviver momentos que marcaram a carreira de cada um de uma forma muito própria, mas também perceber a evolução do recinto que conteve todas as emoções de uma noite que nenhum adepto do FC Porto esqueceu e que só viu reeditada 17 anos depois. De então para cá e mesmo já antes disso, na sequência de uma final da Taça das Taças perdida em Basileia frente à Juventus (2-1), em 1983/84, primeiro sinal de um FC Porto às portas de se lançar na Europa do futebol, o clube foi-se afirmando no panorama internacional, confirmando-se como um dos maiores emblemas europeus da actualidade com José Mourinho, primeiro com a conquista da Taça UEFA, em 2003, frente ao Celtic de Glasgow e, um ano depois, com o título europeu, em Gelsenkirchen, frente ao Mónaco (3-0). 23 anos depois, Viena será de novo uma festa.

Estádio Ernst Happel de bom agoiro para o FC Porto

Viena e o Estádio Ernst Happel são de bom agoiro para o FC Porto nas provas europeias. Em 2002/03, época em que o clube venceu a Taça UEFA, os azuis e brancos voltaram a pisar o palco de todas as emoções em 1987, desta vez para defrontarem o Áustria de Viena no mesmo palco, em jogo a contar para a segunda eliminatória da competição. Esta será portanto a terceira vez que o FC Porto irá jogar no mesmo estádio, desta vez com boas perspectivas na Liga Europa.

Calcanhar de Madjer marcou final de 1987

Jorge Nuno Pinto da Costa já disse que o primeiro título europeu o marcou mais do que os outros. Mas à custa da Taça dos Campeões Europeus de 1987, Artur Jorge acabou por ver a sua carreira ganhar dimensão e saiu para o Matra Racing. Madjer, autor do golo do empate, com o famoso calcanhar, fez também o cruzamento para Juary marcar, acabou por experimentar o Valência, antes de regressar ao FC Porto. O calcanhar é que ficou na memória colectiva e ainda recentemente foi recordado no Estádio do Dragão.

in "ojogo.pt"

Artur Jorge: "FC Porto tem crescido com Villas-Boas"

Artur Jorge prepara-se para ser homenageado amanhã, em Viena, juntamente com os jogadores que conquistaram o primeiro título europeu para o FC Porto, em 1987. Mais do que o reconhecimento pelo feito, esta é uma homenagem a um técnico que chegou ao clube pela mão de Pinto da Costa, que apostou tudo nele. Ora, no início da actual época, o presidente do FC Porto começou um capítulo semelhante ao de 1984, com Artur Jorge, desta feita ao contratar André Villas-Boas, sem que, quer na altura, quer hoje, qualquer um deles tivesse currículo para que fossem aparentemente candidatos ao lugar de treinador dos dragões. "É verdade, e nesta altura há muita coisa a correr bem no FC Porto. A equipa tem feito um bom campeonato e isso tem sido fundamental em todas as situações, o que tem permitido que o clube cresça", frisou Artur Jorge, que acredita na possibilidade de a equipa de Villas-Boas poder apresentar um balanço muito positivo no final da época em curso.

Desde o início da actual campanha, o FC Porto venceu a Supertaça, conta dez vitórias e dois empates (Guimarães e Sporting) na I Liga, está apurado para os 16 avos-de-final da Liga Europa e ultrapassou a quarta eliminatória da Taça de Portugal, somando 21 jogos sem perder. "Quando olhamos para o futebol que esta equipa pratica, vê-se perfeitamente que tem qualidade para que o clube continue a crescer com Villas-Boas, tal como tem acontecido nas últimas décadas", comentou.

O crescimento a que Artur Jorge se refere é assim por ele explicado. "Quando se comparam as condições que havia no meu tempo e as que existem hoje, há diferenças consideráveis, mas elas não aconteceram por acaso, mas sim porque o FC Porto foi capaz de continuar a ganhar títulos, uns a seguir aos outros e de não ter parado depois da final de Viena. Por isso, quando se olha para o clube que tínhamos antes e o que ele é hoje - o próprio estádio é uma obra fantástica - vê-se nitidamente que o FC Porto passou a ser um dos maiores clubes do mundo e que continua a crescer", sustentou.

"Vitória importante para o clube"

Os vencedores da Taça dos Campeões Europeus de 1987 vão ser homenageados no Estádio Ernst Happel, antigo Prater, palco verde que João Pinto percorreu com a taça à cabeça, imagem que ficou da primeira conquista internacional do FC Porto. "É uma homenagem à equipa e, para mim, um contentamento total, por algo que nos aconteceu, numa altura muito importante para o FC Porto. Mas é acima de tudo uma honra, porque vencemos um adversário que praticamente jogava em casa, numa final em que o FC Porto não era favorito", comentou Artur Jorge. Mas o jogo não marcou só o clube: "As pessoas não faziam ideia, não conheciam a qualidade dos jogadores do FC Porto e foi preciso uma grande vitória para que tomassem consciência disso e entendessem que era possível alcançar grandes títulos". Sobre a final em si, guarda mais do que a vitória: "Vencemos com grande lucidez, apesar de só na segunda parte os jogadores se terem exibido realmente ao seu nível".

in "ojogo.pt"

Otamendi e Rúben também no onze


A divulgação da lista de convocados mais não faz do que confirmar as mudanças que André Villas-Boas vai efectuar na equipa que amanhã subirá ao relvado do Ernst Happel, em Viena. Vai haver gestão do plantel, é certo, mas não em doses generosas, até porque uma vitória dá automaticamente o primeiro lugar ao FC Porto. O ataque pode ser o único sector sem mexidas, embora hoje ainda seja dia para o treinador acertar mesmo as agulhas do onze.

Começando pelo sector recuado, depois da anunciada entrada de Fucile para o lugar de Emídio Rafael (porque não está inscrito na Liga Europa e Álvaro Pereira continua a recuperar), também o argentino Otamendi vai ser titular, fazendo dupla com Rolando. Maicon nem sequer foi convocado. Ou seja, como o brasileiro vai cumprir castigo na próxima jornada do campeonato devido à expulsão em Alvalade, isso deverá permitir a Otamendi beneficiar de alguma continuidade competitiva nos próximos tempos, que poderá durar mesmo até à recepção ao CSKA de Sófia (dia 15), no último jogo da fase de grupos da Liga Europa. Pelo meio há jogos com o Setúbal e o Juventude de Évora, relativo à Taça de Portugal. Com Fucile de regresso ao onze, Sapunaru completa o sector recuado.

No meio-campo a gestão atinge um jogador e favorece, claro, Rúben Micael. O médio madeirense tem tido na Liga Europa a oportunidade de jogar com alguma regularidade e ao mais alto nível. Belluschi vai ser o sacrificado. Assim, Fernando e João Moutinho fecham o triângulo.

No ataque não há forçosamente Rodríguez, que vai cumprir castigo depois da expulsão no Dragão com o Besiktas. Ukra ou James alimentam a hipótese de uma titularidade no Ernst Happel, mas André Villas-Boas deve mesmo apostar no tridente habitual composto por Hulk, Varela e Falcao.

in "ojogo.pt"

FC Porto sai da falência técnica

SAD ENVIOU COMUNICADO À CMVM
Num comunicado enviado, ontem à tarde, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a FC Porto – Futebol, SAD anunciou que reforçou os capitais próprios para 39,5 milhões, num valor que é superior a metade do capital social, encontrando-se agora fora do âmbito do Artigo 35.º do Código das Sociedades Comerciais. Traduzido para uma linguagem corrente, quer isto dizer que o FC Porto saiu da falência técnica.

De resto, no período compreendido entre 1 de julho e 30 de setembro de 2010, ou seja, no primeiro trimestre da corrente temporada, a SAD apresentou um resultado líquido considerado “francamente positivo”, no valor de 17,7 milhões de euros. Em todo o caso, regista-se um decréscimo superior a 5,7 milhões de euros relativamente ao mesmo período do exercício anterior, mas isso justifica-se com as diferenças no que toca à venda de jogadores.

Ainda assim, os resultados positivos no referido trimestre devem-se às saídas de Bruno Alves e Raul Meireles, para o Zenit e para o Liverpool, respetivamente, uma vez que os custos são superiores aos proveitos: 17 milhões contra 13,8. Contudo, convém referir que o lucro com a venda dos dois internacionais portugueses foi inferior aos 32,2 milhões de euros encaixados em 2009/10, quando Lisandro e Cissokho saíram para o Lyon.

A diminuição do passivo em 2,6 milhões de euros, destacando-se a redução dos empréstimos bancários em 21,3 milhões de euros, também vem referido no relatório e, a terminar, acrescente-se apenas que em termos financeiros os resultados são negativos em 1,1 milhões de euros, devido ao pagamento dos juros de financiamento bancário.

in "record.pt"

Maicon sacrificado

Défice de laterais promove chamada de sereno
 

Maicon borrou a pintura em Alvalade e agora ficou de fora dos convocados para Viena. Mas não, ao contrário do que se possa pensar esta opção técnica não surge como consequência da má exibição do brasileiro no clássico. Trata-se apenas de uma coincidência pontual...

O habitual companheiro de Rolando no eixo da defesa só não segue viagem para a Áustria devido a um problema lateral, com o qual André Villas-Boas se deparou. É que Alvaro Pereira continua lesionado e o seu suplente direto, Emídio Rafael, nem sequer está inscrito nas competições europeias. Nesse sentido, o treinador resolveu apostar em Sereno, jogador que ganhou rotinas como defesa-esquerdo, quando representou o V. Guimarães.

No lançamento da partida com o Sporting, numa altura em que já não contava com o Palito, Villas-Boas referiu o nome de Sereno, quando enumerou as alternativas ao internacional uruguaio. O reforço acabou por não ser convocado para o clássico, uma vez que aí o treinador ainda podia contar com Emídio Rafael e com a adaptação de Fucile à posição 5. Agora, as opções estão mais limitadas e daí a entrada de Sereno nos convocados. Assim sendo, se o treinador quiser fazer descansar Sapunaru, pode mesmo fazê-lo dando a titularidade a Fucile na lateral-direita e ao ex-Valladolid no flanco oposto.

Repetição à vista

Esta é uma situação que também se deve verificar dentro de 15 dias, quando o FC Porto receber o CSKA de Sófia, na última jornada do Grupo L da Liga Europa. É que Alvaro Pereira ainda está longe da recuperação total ao seu problema no braço esquerdo – no treino de ontem evoluiu condicionado – e, na hora de escolher os jogadores a inscrever nas competições europeias, André Villas-Boas entendeu deixar Emídio Rafael de fora.

Voltando ao panorama clínico como fator influente nesta convocatória, resta referir que Souza também não vai viajar para Viena, devido a lesão. O médio brasileiro já foi integrado nos trabalhos com os restantes companheiros, mas ainda com algumas limitações físicas. Ainda assim, já deve poder ser opção com o Vitória de Setúbal, o jogo que se segue ao de Viena.

in "record.pt"

Stessl deixou rasgados elogios

EX-treinador acompanha carreira dos Dragões
 

Herman Stessl é outro austríaco com ligações ao FC Porto, tendo passado pelo clube no início da década de 80. Treinador com prestígio no seu país, nada ganhou nas Antas. A sua saída coincidiu com a entrada de Pinto da Costa – “um dos melhores presidentes que já vi” – para a liderança. Segue atentamente a atualidade portista e destaca dois símbolos. Um deles é André Villas-Boas. “Pertence a uma nova geração de treinadores que implementa um futebol que não se deixa influenciar pelo medo de perder. Joga sempre para a frente. Não gosta de dar ‘show’, focalizando-se apenas no seu trabalho”, revelou o técnico, de 70 anos, numa entrevista ao jornal “der Standard”.

Mas também Hulk merece uma referência especial, destacando-se num conjunto que tem estado num nível elevado. Stessl mostra-se surpreendido com o avanço que os dragões têm sobre o Benfica, especialmente depois de terem deixado sair Bruno Alves e Raul Meireles no arranque da época. “Nunca teria imaginado uma situação dessas, tendo em conta que o FC Porto vendeu jogadores importantes no verão. Mas continua a ter uma grande equipa, com o Hulk como principal figura”, revelou o treinador austríaco.

Em relação à equipa de Peter Pacult, refira-se que o grande ausente será Steffen Hofmann, médio de elevada qualidade.

in "record.pt"

Arnold Wetl recorda dia em que conheceu Jardel

"Isto é algum jogador?", questionou o austríaco
 

RECORD – Olá Wetl. Somos jornalistas de Portugal, podemos falar um pouco?

ARNOLD WETL – De que jornal?

R – Do “Record”.

AW – Ah, sim. O Record. Claro que sim. É por causa do jogo do FC Porto? Espero ir ao estádio, mas ainda não sei se vou conseguir.

R – Que é feito de si?

AW – Estou no meu clube, o Sturm Graz. Sou treinador das camadas jovens, já cá estou há cinco anos. Foi aqui que iniciei e terminei a minha carreira, é cá que me sinto bem.

R – E do Porto, tem saudades?

AW – Já aí voltei duas vezes, é um país que deixa saudades. Passei lá um período muito bom da minha vida. Assinei por três anos e a intenção era cumpri-los, mas não estava a jogar e isso obrigou-me a sair. Tenho de reconhecer que era muito difícil destacar-me naquela altura. O plantel tinha um génio como Zahovic e eu também podia jogar nas alas, mas que fazer contra Sérgio Conceição e Drulovic?

R – Pelo menos jogou com o Jardel…

AW – Pois, o Jardel. Ele era fantástico, mas quando o vi pela primeira, num treino, o meu pensamento foi: “Isto é algum jogador?” Juro, pareceu-me ridículo, nem queria acreditar. Depois vieram os jogos e ele marcava de cabeça, de pé direito, de pé esquerdo. Era impressionante e nunca vi nada assim na minha carreira.

R – Culpa António Oliveira por as coisas não lhe terem corrido bem?

AW – O míster Oliveira? (risos) Não. Ele foi muito profissional comigo, conversámos e concordámos que não era bom eu estar parado. Era um jogador de seleção, mas no FC Porto nem sequer estava inscrito na Liga dos Campeões. Isso custou-me muito, mas tive de encaixar.

R – Mesmo assim está na história do clube, graças àquele golo no Estádio da Luz, na vitória por 5-0 sobre o Benfica.

AW – Na Supertaça. Fiz o 4.º golo num remate em arco. Um dos melhores da minha carreira. Foi um jogo incrível para nós. Parece que agora ganharam outra vez 5-0, não foi?

R – Sim, mas foi no Porto…

AW – Sim. Muito bom, é uma grande goleada e o FC Porto está muito forte com este treinador de Coimbra.

R – Ele não é de Coimbra, só estava na Académica na época passada.

AW – Isso. Não consigo seguir tanto quanto gostaria. Conheço o Hulk e aquele que era do Sporting, o Moutinho. É uma equipa forte e que me parece candidata a vencer a Liga Europa. Há boas equipas, mas vi o jogo com o Rapid e a diferença é muito grande.

R – Como vê o jogo de quinta-feira?

AW – Não acho que o Rapid tenha grandes hipóteses. A diferença entre as equipas é grande e, ainda para mais, o Hofmann está lesionado. O FC Porto é claramente favorito.

in "record.pt"

Villas-Boas suspenso por 10 dias

Técnico com multa de 1.340 euros
A expulsão do técnico dos dragões no clássico com o Sporting já mereceu "reação" por parte da Liga que, esta terça-feira, confirmou a suspensão de Villas-Boas por 10 dias. O treinador também terá de pagar uma multa de 1340 euros.

No clássico em Alvalade, Villas-Boas viu a segunda ordem de expulsão da temporada depois de protestar com o árbitro da partida... Pela mesma razão, já havia sido expulso no embate dos dragões com o V. Guimarães.

Na conferência de imprensa após o jogo com o Sporting, Villas-Boas explicou que apenas disse a Jorge Sousa que os "critérios estavam a ser escandalosos".

Devido à suspensão de 10 dias, o jovem treinador do FC Porto não estará no banco de suplentes na receção ao V. Setúbal, dia 6 de dezembro.

in "record.pt"

Fucile e Rúben devem ser titulares em Viena


O FC Porto é um dos cinco clubes já apurados para a fase a eliminar da Liga Europa e, por isso, a viagem a Viena, sem ser um passeio, é uma deslocação isenta de qualquer tipo de pressão competitiva, a não ser a responsabilidade inerente à condição de 'grande' europeu e, já agora, invicto em 2010/2011.

Mas, mesmo com o passaporte na mão, André Villas Boas não dá tréguas e leva à cidade do romance a maioria dos figurões, excepto... Maicon. O caso do defesa, tratado em separado, passa para segundo plano precisamente por que o caminho europeu está livre e por mais visões fugazes que existam de dificuldades em Viena, o dragão está apurado e pode gerir-se como muito bem entender, mas é aí que entra, afinal, o aspecto mais relevante da questão: Villas Boas não dá tréguas aos melhores e viaja com toda a artilharia pesada disponível. Sé é para utilizar a maioria... é uma questão a ver amanhã, ou eventualmente a discutir esta tarde na conferência de imprensa, se houver margem para a abordar, pois o FC Porto está apurado e pode haver maior abertura...

Assim, à partida há já uma alteração confirmada comparativamente com Alvalade: Jorge Fucile vai finalmente estrear-se à esquerda, depois de ter sido preterido em Alvalade por Emídio Rafael. Álvaro Pereira não recuperou (ou melhor, não é nada aconselhável forçar num jogo sem obrigações superiores...), e como Emídio Rafael não está inscrito na Liga Europa, Fucile entra mesmo à força pela esquerda, preechendo um inconveniente duplo vazio de circunstância.

De resto, não há grandes sinais de revolução, como se lê a partir da convocatória europeia: estão lá quase todos os disponíveis. Falta saber o pormenor crucial: qual a escala do onze, admitindo-se uma ou outra alteração pontual. A mais provável, pela leitura progressiva decorrente dos últimos jogos, é que Fernando Belluschi ceda o lugar a Rúben Micael, sinónimo de mais força para o onze, pois o argentino já não está com o fulgor físico essencial para desequilibrar ou criar rupturas, daí admitir-se essa potencial alteração, que também poderia estender-se a João Moutinho, por exemplo.

in "abola.pt"

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Taça EHF: FC Porto Vitalis defronta Ademar León


O FC Porto Vitalis vai defrontar o Ademar León nos oitavos-de-final da Taça EHF. O sorteio, que colocou a equipa espanhola, actual terceira classificada da Liga Asobal, no caminho dos Dragões, foi realizado esta manhã, em Viena.

A eliminatória será disputada em 2011, estando previsto pela Federação Europeia de Andebol que a primeira-mão se dispute no fim-de-semana de 19 e 20 de Fevereiro e a segunda no fim-de-semana de 26 e 27 de Fevereiro.
 
in "fcp.pt"

Quatro regressos na convocatória para Viena

Sereno, Walter, Castro e Ukra são as novidades
 
O FC Porto divulgou esta manhã a lista de 19 eleitos para o encontro com o Rapid Viena, referente à 5.ª jornada do Grupo L da Liga Europa, agendado para as 18 horas de quinta-feira, em Viena.

O técnico André Villas-Boas promovou quatro regressos na convocatória, chamando Sereno, Walter, Castro e Ukra. De fora ficam Maicon, Cristian Rodríguez e Rafa. Os dois primeiros devem-se a questões de disciplina (ambos viram cartão vermelho com o Besiktas) e o terceiro não está inscrito na Europa.

in "record.pt"

Excerto da entrevista de Fernando Mendes ao I

III - O FC PORTO

Lembro-me, lembro-me. Foi para Inglaterra, para o Middlesbrough.

Exacto. E o Bobby Robson queria pôr o Paulinho Santos no lugar do Emerson [a trinco] e precisava de um lateral-esquerdo. O Belenenses devia-me não sei quantos meses de contratos e portanto eu ficaria livre. Só que ainda assim o Vallecano teria de pagar 120 mil contos por mim. Sucede que eles queriam pagar em letras e o Belenenses desconfiou e levou o assunto à Liga de Clubes. E quem era o presidente da Liga na altura?

Pinto da Costa.

Sim. E conversa puxa conversa apareceu o nome de Fernando Mendes no Futebol Clube do Porto.

E assinaste contrato nas Antas, com os espanhóis numa sala ao lado, certo?

É verdade, é verdade. Supostamente era para tratarem disso e às tantas o Pinto da Costa diz: "Então e se eu vos der o mesmo dinheiro ele vem para aqui?" E eu assinei com os outros gajos do outro lado da sala! E sabes o que é que foi engraçado no meio disto tudo?

Conta.

Os tipos do FC Porto tinham a certeza que eu ia assinar por eles! E então estava a falar com o Pinto da Costa, o Reinaldo Teles, o João Alves [na altura treinador do Belenenses] e o presidente do Belenenses. E não me esqueço do que o Pinto da Costa me disse: "Então e vais jogar para onde?" E eu: "Vou para o Rayo Vallecano." E ele: "Rayo quê? O que é isso?" E eu: "É ali em Espanha." E ele: "Se é para jogares em Espanha vais jogar no Chaves que é praticamente a mesma coisa." [gargalhada] E eu: "Para o Chaves não, que pelo menos em Espanha ainda vou ganhar algum." E ele: "Então e se eu te der o mesmo que eles, vens para aqui?" Ó pá, tu acreditas que eles, do FC Porto, já tinham o contrato todo prontinho? Com tudo! Com o nome do meu pai, da minha mãe, com a minha morada... Só faltava a minha assinatura! Os contratos ainda feitos naquelas folhas roxas, lembras-te? E eu que tinha ido ao Norte só para receber um prémio em Espinho [melhor lateral esquerdo de 1995/96 para o "Público"] e os directores do Rayo Vallecano lá ao lado... Acho que as senhoras da limpeza foram lá varrer aquilo e perguntar aos gajos o que é que eles andavam ali a fazer [gargalhada].

Foi uma operação à FC Porto?

Eh pá, é fantástico. Quando dizemos que o Porto é diferente dos outros clubes é porque é mesmo. Eles quando metem na cabeça que um jogador vai representar o Futebol Clube do Porto, o jogador vai mesmo representar o Porto. É um respeito... Quando estás cara a cara com o Pinto da Costa... É carisma, é simpatia e inteligência superior. Ele é um ser de inteligência superior.

Pinto da Costa conquistou-te?

Completamente. E eu também tive sorte: foram três anos excelentes.

Mas sendo tu um rebelde não sofreste com aquele controlo?

Eles são diferentes e apostam muito nas regras e temos de cumpri-las. O lema no Porto é este: aos jogadores não falta nada portanto a exigência é máxima.

Então mas e o controlo?

É normal porque é um meio mais pequeno. Íamos tomar o pequeno-almoço juntos, íamos juntos passar férias, saíamos nos mesmos sítios. Portanto, quando um de nós não era visto nesses lugares, desconfiava-se.

Foste alguma vez apanhado a pôr o pé em ramo verde?

Fui, fui. Logo, mal cheguei, numa discoteca na Póvoa do Lanhoso. Mas também foi mais um mal-entendido que outra coisa. Foi o lançamento de um disco do Neno - lembras-te do Neno?

Lembro-me, o guarda-redes/cantor.

Isso. O Neno convidou-me e eu estive lá uma hora, só mesmo para dar um abraço ao gajo que tinha jogado comigo no Benfica - percebes a ideia? Eu não estava era habituado àquelas regras porque só estava no FC Porto há uma semana. Mas fui logo castigado! Eu e o Edmilson - lembras-te do Edmilson?

[gargalhada] Lembro-me, lembro-me.

Eh, eh, Eh. Pois, então ficámos os dois castigados e estivemos para ir ambos embora!

E quem é que vos segurou?

O Aloísio, o Jorge Costa e o João Pinto: os capitães. Explicaram a quem deviam que eu estava há pouco tempo no clube. E digo-te que foi remédio santo! Nem café vinha beber à rua depois disso! Porra! [gargalhada]

E naquela altura em que dizem que mordeste um bombeiro num Estrela da Amadora-FC Porto?

O FC Porto aí mexeu-se com o apoio jurídico mas publicamente não disseram nada. Até achei natural, fui uma espécie de cobaia. Havia aquele programa na SIC, os "Donos da Bola", que era uma perseguição ao Porto. Para eles, éramos beneficiados. Enfim. Foi naquele jogo em que o Jorge Costa deu uma chapelada num polícia que até lhe saltou o boné! Mas pronto. Houve um bombeiro que apresentou queixa contra mim, dizendo que lhe tinha mordido na cara. Eh pá, eu fiz muita porcaria quando joguei à bola. Muita mesmo. Mas sempre admiti tudo o que fiz. E se esse tal bombeiro me aparecesse à frente agora, juro-te que passaria por ele sem dar por nada. Não lhe toquei, Pedro. E até tinha dois polícias como testemunhas minhas. Voltando atrás, fui uma espécie de bode expiatório. Mas já passou.

E a SIC tinha razão? O FC Porto era beneficiado? E o Sporting e o Benfica?

Vamos lá ver uma coisa: os árbitros estão muito mais expostos nos jogos em que alinham os grandes, não é? Mas tenho a certeza que chegas ao fim de cada temporada e são os três favorecidos em alguns lances - não tenho a mínima dúvida. Marcas mais penáltis contra à Naval do que ao Benfica, ao FC Porto ou ao Sporting. É assim que funcionam as coisas. E se calhar os jogadores dos três grandes também são mais protegidos em relação a cartões amarelos e vermelhos.

Mas sentiste-te favorecido?

Eh pá... Nota-se que há um, digamos, apoio a esses clubes. Bom, mas no FC Porto tínhamos uma equipa fabulosa e praticamente não precisávamos de ajudas de ninguém. Éramos bons. Mas virando o bico ao prego, jogar num clube menor contra esses três, nota-se que somos prejudicados.

Por falar em Sporting e FC Porto e jogadores. Bettencourt apelou à calma relativamente ao assunto Moutinho.

E fez muito bem. O presidente teve uma acção louvável. Agora, acredito que o Moutinho, que deu tudo ao Sporting (até muito dinheiro!), vai encontrar um ambiente muito difícil. Pode ser que ele goste tanto desses ambientes quanto eu!

in "ionline.pt"

Show de André Villas-Boas


No momento em que pisou o relvado de Alvalade e dirigiu-se para o banco de suplentes do lado esquerdo, André Villas-Boas ouviu uma estrondosa assobiadela. Nada que o preocupasse. Era sinal que estava a deslocar-se para o local certo. Esteve, é um facto, para sentar-se no banco da direita, numa altura em que parecia estar tudo certo para ser treinador do Sporting, mas como o acordo não passou para o papel, só adiou algumas semanas até assinar pelo FC Porto, o clube do coração.

Cumprido o sonho de ter a braçadeira de treinador do FC Porto no braço esquerdo, foi com orgulho que se sentou no tal banco destinado aos visitantes. Foi de lá que dirigiu a equipa até aos 73 minutos, altura em que foi expulso por palavras dirigidas ao árbitro. É a segunda vez que lhe acontece desde que chegou ao Dragão, depois de ter recebido ordem de expulsão em Guimarães, mas ninguém pode garantir, nem mesmo o próprio, que tal não voltará a acontecer. É mesmo muito difícil alguém o ver quieto no banco.

Em Alvalade, no primeiro clássico em que participou fora de portas, foi um espectáculo vê-lo dirigir a equipa. O JOGO seguiu ao minuto todos os movimentos do jovem treinador. Desde a Bancada Central, posicionados mesmo em frente ao banco destinado ao FC Porto, só o deixámos de ver desde que foi expulso. Até lá gastámos páginas do bloco para descrever os principais movimentos do técnico portista. Valeu a pena.

André percorreu dezenas e dezenas de vezes aquele rectângulo destinado aos treinadores. Coitados dos suplentes que estiveram atrás dele. Correram o risco de ficar com problemas no pescoço, tantas foram as vezes que tiveram de espreitar para a esquerda ou para a direita, porque à frente deles lá estava o treinador a dar instruções, quase sempre de pé. Raras foram as vezes que voltou ao banco para sentar-se. E constantes foram os momentos em que olhou para trás e conversou com o seu braço-direito, Vítor Pereira, com quem trocou impressões. Mas na maior parte do tempo foi vê-lo a andar de um lado para o outro, a saltar, berrar, incentivar. E festejou o golo de Falcao, que deixou o FC Porto no restrito lote de equipas invencíveis, como um verdadeiro adepto. Afinal de contas, consegue aliar a profissão à paixão.

in "ojogo.pt"

Sousa disponível para voltar

Notícia do dia: Souza voltou a integrar o treino de ontem sem aparentes limitações, depois de ter passado parte significativa da última semana a recuperar de uma lombalgia. O médio encontra-se, deste modo, à disposição de André Villas-Boas para o jogo com o Rapid de Viena, faltando agora saber se voltará a ser opção para o treinador, depois de ter vindo a perder influência na equipa ao longo das últimas semanas. Souza arrancou a temporada em grande forma, tendo sido mesmo considerado a principal revelação do FC Porto, mas a verdade é que foi perdendo espaço na equipa, sobretudo depois da recuperação de Guarín, afastado, por lesão, dos primeiros encontros da temporada. Para ser mais preciso, Souza participou apenas em três jogos durante os últimos... dois meses. Muito pouco. Mais estranho ainda, acabou por ser a ausência do médio na convocatória para o jogo com o Moreirense, da Taça de Portugal, tendo em conta que André Villas-Boas até chegou a utilizar alguns jogadores que costumam ser segundas opções. Resta agora esperar para ver se o brasileiro estará de regresso aos convocados e à equipa, num trajecto descendente que teve início na má exibição que o médio realizou frente ao Limianos, precisamente na última vez em que foi titular pelo FC Porto.

in "ojogo.pt"

Fucile regressa ao onze em Viena

Emídio Rafael foi titular em Alvalade - tal como O JOGO anunciou antecipadamente -, já depois de ter defrontado o Moreirense, mas agora não poderá repetir a presença em Viena. O lateral-esquerdo não foi inscrito na Liga Europa, enquanto Álvaro Pereira, que continua a treinar de forma condicionada, deverá ser guardado para a recepção da próxima segunda-feira ao Setúbal. Nesse sentido, abre-se uma vaga no lado esquerdo da defesa. Fucile surge como o principal candidato, mas não é o único. E tudo depende de Sapunaru. Explicando melhor: André Villas-Boas tem apenas dois laterais de raiz disponíveis para o encontro de amanhã, mas, e tendo em conta que os portistas já garantiram a qualificação para a fase seguinte da competição, até poderá optar por oferecer descanso a Sapunaru, um dos jogadores mais utilizados durante esta temporada. Nesse caso, Fucile, que já tem lugar garantido no onze, jogaria onde mais gosta, no lado direito, obrigando Villas-Boas a improvisar na esquerda.

Sereno é uma hipótese pensada, e até foi avançada, de resto, na antevisão do encontro com o Sporting. André Villas-Boas, quando confrontado com a ausência de Álvaro Pereira para o clássico de Alvalade, anunciou três possibilidades para o lado esquerdo: Emídio Rafael - que acabaria por jogar -, Fucile e... Sereno. E disse mais. Recordou o tempo em que o central jogou a defesa-esquerdo no Guimarães. Por outras palavras, se Álvaro Pereira não recuperar - como parece ser o mais provável - e André Villas-Boas se decidir a dar descanso a Sapunaru, Sereno avançará para o lado esquerdo da defesa na deslocação à capital austríaca.

Estas não deverão, no entanto, ser as únicas mexidas na equipa. Uma vez mais, André Villas-Boas poderá aproveitar o facto de o FC Porto já ter garantido a qualificação para os 16 avos-de-final da Liga Europa para proceder a mais mexidas no onze. Nesta equação não poderá entrar, porém, Cristian Rodríguez, que cumpre um jogo de castigo devido à expulsão na partida frente ao Besiktas, disputada no início do mês no Estádio do Dragão. O uruguaio e Álvaro Pereira deverão ser mesmo os únicos indisponíveis para a partida da quinta jornada da Liga Europa.

Dois laterais ausentes, dois disponíveis e uma adaptação

Emídio Rafael não foi inscrito na Liga Europa, enquanto Álvaro Pereira dificilmente recuperará a tempo do encontro com o Rapid de Viena. Feitas as contas, André Villas-Boas tem apenas dois laterais disponíveis para a viagem à Áustria: Fucile e Sapunaru. No entanto, o treinador até poderá recorrer à adaptação de Sereno para o lado esquerdo da defesa, mas apenas se decidir dar descanso a Sapunaru...

in "ojogo.pt"

Heróis de Viena vão na comitiva dos dragões

recordar viagem histórica de 1987
 
Quem é que não se lembra onde estava quando Madjer marcou aquele golo de calcanhar em Viena? Já foi há 23 anos, mas é um daqueles momentos inesquecíveis. Para todos os amantes do futebol e para um grupo de pessoas em particular.

Mlynarczyk, João Pinto, Celso, Eduardo e Inácio; André, Quim, Sousa e Jaime Magalhães; Madjer e Futre. Foi o onze que ainda hoje muitos têm decorado. Ainda entraram Frasco e Juary, este o autor do golo da vitória, dois minutos depois do famoso calcanhar do argelino. Todos eles, sem exceção, vão reviver os momentos neste regresso do FC Porto a Viena.

A organização esmerou-se

Também vai Artur Jorge, o treinador de Viena, José Neto, que pertencia à equipa técnica e Domingos Gomes, na altura o responsável pelo departamento clínico. Nenhum pormenor ficou ao acaso e o “plantel” está praticamente completo e a denotar a ansiedade dos grandes momentos. A equipa de Viena sai de autocarro do Estádio do Dragão às 7.30 de amanhã. Segue para o aeroporto. Será motivo no foco das objetivas. Tantos anos depois ainda mexe esse sentimento de orgulho. O grupo que se reúne agora vai ter “dois belos dias”, como ontem confessou Augusto Inácio. Vão todos no mesmo avião que os craques de hoje. A partilhar recordações. A reviver sensações ímpares.

Em Viena, vão todos para o mesmo hotel. Claro que Artur Jorge não vai dar a mesma palestra, pautada pela clarividência e otimismo em 1987. À noite há um jantar de gala, mas o plantel dos heróis de Viena ainda vai antes ao Estádio Prater. Tudo será recordado como naquele dia...

A SAD dos dragões aproveitou a ocasião deste regresso à capital austríaca e marca o momento. Em 2002, na caminhada para a conquista da Taça UEFA, em Sevilha, o FC Porto voltou ao Prater pela primeira vez.

Nessa altura, com José Mourinho ao leme, Derlei marcou o golo do triunfo sobre o Austria Viena com Artur Jorge e João Pinto nas bancadas.

Desta vez o convite foi alargado a todo esse grupo umbilicalmente ligado por um momento que também “marcou a história do futebol português”, como reforçou ontem António Sousa, um dos que sofreram na pele aquele que “deveria ser o primeiro ato do salto qualitativo do FC Porto como clube”, mas em Basileia, em 1984, os dragões perderam com a Juventus “com muita polémica” e tudo ficou reservado para Viena. Uma cidade com amor!

in "record.pt"

Vítor Pontes: «Emídio poderá vir a ser excelente lateral»

EVOLUÇÃO DO JOGADOR EM DESTAQUE
 
Villas-Boas já provou ser uma pessoa de convicções e nada o faz desviar daquilo que considera essencial para a estabilidade da equipa. Vai até ao fim com as suas ideias e não deixa cair os jogadores quando a crítica não é favorável. Que o diga Emídio Rafael, que foi a surpresa em Alvalade, depois de uma exibição desinspirada em Moreira de Cónegos.

O técnico conhece-o bem dos tempos de Coimbra e não hesitou em lançá-lo às feras. Aliás, não é só Villas-Boas que vê um talento a emergir. Também Vítor Pontes, que treinou o defesa no Portimonense, regista com agrado a evolução do jogador formado no Sporting. “Quando o conheci era um atleta que se integrava bem nos movimentos ofensivos, era rápido, cruzava bem, batia-se no jogo aéreo, mas tinha de melhorar na recuperação defensiva. Acho que nesse sentido está mais equilibrado, pelo que não me surpreende esta chamada à titularidade no FC Porto. O Emídio Rafael poderá vir a ser um excelente lateral”, revelou o técnico.

Vítor Pontes vê “com agrado a evolução de um jovem com potencial e qualidades inatas para a posição que ocupa”, sublinhando a importância de trabalhar num clube da dimensão do FC Porto e ao lado de um valor como Alvaro Pereira.

Sensato

Mas como não há bela sem senão, esses privilégios também acabam por ser um fator de inibição para um jogador de 24 anos. Só assim se compreende a timidez que Emídio Rafael demonstrou a atacar frente ao Moreirense e ao Sporting. “Uma coisa é jogar no FC Porto, com todo o respeito que tenho pelos outros clubes por onde ele passou antes. Ali, a pressão é maior. Ainda não tem a confiança necessária para se aventurar no ataque. A grande preocupação do Emídio, nesta altura, é não cometer erros defensivos. Uma situação normal que tende a alterar-se à medida que vá jogando com regularidade”, salientou o técnico, assegurando que a conquista de confiança será determinante para a afirmação do jogador no FC Porto: “A qualidade do plantel leva-o a evoluir.”

in "record.pt"

Ruben Micael espreita o regresso à Europa

Villas-Boas faz gestão do grupo
 
Entre o exigente clássico de Alvalade e o desafio de segunda-feira, frente ao Vitória de Setúbal, o jogo com o Rapid Viena assume contornos especiais. O FC Porto já tem o apuramento para os 16 avos-de-final da Liga Europa assegurado, só lhe faltando garantir também a liderança final do grupo, algo que mete ao bolso em caso de vitória na Áustria.

Mas André Villas-Boas não vai abdicar de efetuar a habitual gestão do grupo, fazendo descansar jogadores mais sobrecarregados e lançando outros que no passado tinham estatuto de titulares e este ano dificilmente têm saído da sombra, como é o caso de Ruben Micael. As exibições de João Moutinho e Fernando Belluschi têm sido um obstáculo praticamente intransponível para o madeirense, que se tem limitado a aproveitar os momentos de descanso dos companheiros para mostrar serviço.

Luxo

E isso tem acontecido com maior frequência na Liga Europa, aquela que é a sua competição de eleição. Nas seis vezes que foi titular esta época, o médio de 24 anos fê-lo por três ocasiões nesta competição (Genk, Rapid Viena e Besiktas). Ruben é um típico caso de suplente de luxo que Villas-Boas tem de manter motivado, de forma a retirar dele o máximo rendimento sempre que necessita dos seus préstimos.

E por falar em prova de eleição, convém não esquecer que o madeirense é, a par de Hulk, um dos segundos melhores marcadores dos dragões nas competições europeias, com 8 golos. Melhor, só Falcão, autor de nove. No entanto, a força concretizadora do médio reside na Liga Europa, onde faturou por sete vezes, na boa campanha do Nacional, em 2009/10. Esta época já deixou a sua assinatura precisamente no primeiro encontro frente ao Rapid.

in "record.pt"

Ukra na montra europeia

A ausência, por castigo, de Cristian Rodriguez, dono da ala esquerda do ataque portista nos quatro jogos até agora realizados pelos dragões na fase de grupos da Liga Europa, abre o lugar a Ukra.

Mesmo tendo em consideração que o avançado está longe de fazer sombra a Varela e a 'Cebola' e ter apenas carimbado o passaporte no primeiro desafio da competição, ainda no play-off, com o Genk, onde foi titular por Hulk ter abandonado o estágio devido ao falecimento de um familiar.

E porquê Ukra, quando ainda sobram para aquela posição James e, principalmente, Silvestre Varela, que até é a primeira opção de André Villas Boas no campeonato? Pela simples razão de que o FC Porto já está apurado para os 16 avos de final da Liga Europa, independentemente do resultado que venha a fazer em Viena, e o técnico ter oportunidade de gerir o desgaste dos seus jogadores no clássico de Alvalade tendo já em vista a 13º. ronda da Liga portuguesa, com o V. Setúbal, que se realiza na próxima segunda-feira, no Dragão.

in "abola.pt"