terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Helton: «Melhor momento em Sevilha foi quando terminou»
Guarda-redes fala do «risco» quando joga com os pés
A difícil, mas importante, vitória em Sevilha, no jogo da primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, teve um sabor especial para o plantel portista. Helton foi o porta-voz do grupo na antevisão do jogo decisivo, esta quarta-feira no Dragão, e não teve dúvidas em escolher o melhor momento da partida na Andaluzia.
«O melhor momento foi o momento em que terminou o jogo. Não se trata de alívio, mas de satisfação, porque demos um grande passo rumo ao objectivo final. Agora, para este jogo, temos de ter atenção. Nós procuramos trabalhar em cima das nossas falhas, para que agora possamos evitá-las», explicou o guardião, que fará, frente ao Sevilha, o jogo 50 nas competições europeias.
Apesar da temível frente de ataque sevilhana, Helton não considera que seja um motivo de alerta maior do que qualquer outro na partida. «A preocupação é para todos os sectores. Mas eu acho que temos de nos preocupar mais connosco. Numa competição como esta não existe uma equipa fraca. Temos de nos preocupar em fazer o melhor naquilo que nos surgir pela frente», frisou.
O guarda-redes falou também do seu jogo de pés. Apesar da qualidade que apresenta, sendo uma posição nevrálgica, é comum alguns «sustos» para os adeptos portistas quando Helton tenta algo de mais arriscado. Nada que o preocupe.
«Em alguns momentos já fui rotulado de «puxa-saco». Mas eu hoje trabalho um pouco mais devido à confiança dos companheiros e à liberdade que o mister me dá. Vivemos em risco durante a carreira e se queremos melhorar temos de arriscar», afirmou.
E depois deixou uma comparação. «Nessas alturas, o coração dos adeptos bate com ansiedade, da mesma forma que nos bate a nós quando escutamos o que não devemos. É complicado trabalhar durante uma semana e depois, se o jogo não corre da melhor forma, sermos criticados. Mas só temos a agradecer aos adeptos pelo apoio. Quando estamos em nossa casa queremos fazer o melhor e protegê-la da melhor forma. Aqui no dragão queremos que seja da mesma forma», concluiu.
in "maisfutebol.iol.pt"
Villas-Boas e o recorde de Mourinho: «Tem pouco significado»
Treinador diz que marca só é importante se a equipa ganhar a Liga Europa
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André Villas-Boas não quer a equipa do F.C. Porto a pensar no empate frente ao Sevilha. O treinador pretende conseguir mais uma vitória na Liga Europa. Mas não a pensar no recorde, garante.
Se o F.C. Porto vencer, ultrapassa a marca de oito vitórias estabelecida pela equipa de José Mourinho em 2002/03, quando os «dragões» conquistaram a então Taça UEFA. Villas-Boas não valoriza esse dado: «Acho que tem pouco significado se não se passar à fase seguinte e não se conquistar o troféu, não tem valor absolutamente nenhum.»
«O Sevilha pôs-nos à prova, só um Porto extremamente competente é que vai levar de vencida esta eliminatória. Serve-nos uma vitória que foi boa, mas tudo pode acontecer amanhã no Dragão, é importante que os adeptos se unam à volta da equipa e que o Porto seja competente», antecipa de resto o treinador.
«Queremos evoluir de alguns erros que cometemos em Sevilha, principalmente na gestão da nossa posse. A qualidade destes jogadores permite-nos ter posse de bola boa, é importante que eles e sintam bem com bola amanhã. Quanto mais tempo tivermos nós a bola menos oportunidades terá o Sevilha. Temos de tentar chegar ao golo, não pensar que o empate nos serve, serve-nos uma vitória, é nisso que temos de pensar», insiste.
Villas-Boas: «Esta é a última oportunidade do Sevilha»
Técnico lamenta a hora do jogo, mas garante que não vai faltar empenho
O F.C. Porto está preparado para enfrentar um Sevilha sedento por uma conquista importante, numa temporada que tem sido para esquecer. A garantia foi dada por André Villas-Boas, durante a conferência de imprensa de antevisão do encontro, que decorreu esta terça-feira no Estádio do Dragão.
«Podemos encontrar dois tipos de Sevilha: uma equipa que quer chegar ao golo rápido e corre riscos ou uma equipa que mantém a serenidade e espreita as oportunidades. Esta mensagem de um Sevilha ultra-motivado não é nova. Fizeram o mesmo na eliminatória da Taça do Rei com o Real Madrid. Temos de estar atentos porque são jogadores que se querem transcender. Resta-lhes pouco, esta é, parece-me, a ultima oportunidade deles», afirmou André Villas-Boas.
Villas-Boas diz que os dragões têm de estar num «estado emocional lúcido», frente a uma equipa nos «píncaros da motivação» que quer «manter um objectivo para a época». Para isso, o técnico quer o apoio do público, apesar da hora pouco habitual do jogo: 17 horas, de um dia de trabalho.
«A hora é decidida pela UEFA. Condiciona, parece-me claro, não sei se vamos ter o estádio cheio e para nós é fundamental o apoio a cem por cento. As claques têm sido fundamentais e esperemos amanhã encontrar esse tipo de ambiente para nos ajudar a seguir em frente», referiu.
Villas-Boas: «Falcao tem grandes probabilidades de regressar»
Técnico justifica ausência de Walter e faz inveja a Helton...com o cabelo
O encontro desta quarta-feira, com o Sevilha, pode marcar, definitivamente, o regresso à competição do avançado colombiano Radamel Falcao. A deixa é dada por André Villas-Boas que se apoia nos números da convocatória (passou de 20 a 18 jogadores), para alicerçar a ideia que começa a ganhar força: Falcao deve mesmo jogar frente ao conjunto espanhol.
«Não é novidade para ninguém que o jogador está a treinar integrado com o grupo há algum tempo, mas a importância da lesão levava a alguns cuidados. Enquanto ele não se sentisse confiante, fomos respeitando a sua opinião. Foi uma lesão destas que agravou uma das grandes lesões da sua carreira, no outro joelho. A equipa teve um rendimento global espectacular durante este período e o Falcao é mais um jogador numa convocatória de 18 e tem grandes possibilidades de regressar», explicou o técnico, em conferência de imprensa.
Em sentido inverso, o brasileiro Walter voltou a ficar de fora de uma convocatória, facto que motivou mais um pedido de explicações. Afinal o que se passa? Está a treinar mal? «Não, fica de fora por opção, apenas. Compreendo o impacto que possa ter os jogadores que ficam de fora. As opções são estratégicas para o jogo, não têm nenhum peso de castigo. Só cabem 18, infelizmente, porque na minha opinião podiam caber todos. Já foi discutido em fóruns da UEFA a possibilidade de ter todos os jogadores disponíveis e penso que seria uma medida positiva», acrescentou.
Ainda numa ronda pelos jogadores do plantel, Villas-Boas voltou a lamentar a ausência de um «jogador querido» como Emídio Rafael e destacou o papel de Helton no grupo: «Tem estado a um nível altíssimo. Tem-nos transmitido confiança na organização defensiva. Tem encontrado uma grande motivação para esta época e isso satisfaz-nos.»
Questionado sobre o facto de ter menos tempo de treinador do que o guarda-redes como jogador e já ter um título europeu (ao serviço do F.C. Porto como adjunto de José Mourinho), Villas-Boas desvalorizou e brincou com o assunto.
«Sim, é verdade que ganhei um título europeu, mas sei bem o papel que tive. Nesse sentido ele já ganhou mais títulos que eu. Gostava de ter os títulos que ele tem, como ele gostava de ter tanto cabelo como eu...», atirou entre risos.
«Benfica a 5 pontos? Por pouco até da Liga Europa ficavam de fora»
Villas-Boas devolve provocação de Jorge Jesus
O derby entre Sporting e Benfica não passou ao lado da conferência de imprensa de André Villas-Boas. O técnico portista foi questionado sobre o jogo e destacou a justiça da vitória encarnada.
«Penso que foi um jogo conseguido e uma vitória clara e justa do Benfica», começou por dizer.
Confrontado com as declarações de Jorge Jesus que, no rescaldo do derby, disse que para o Benfica «só contavam cinco pontos de desvantagem para o F.C. Porto», Villas-Boas desvalorizou e devolveu a «bicada».
«Não é a primeira vez que declarações desse tipo acontecem. Nós vamos aguentando. Foi o mesmo treinador que disse que havia dois lugares para três equipas na Champions e a dele ficou de fora e por pouco não ficava também desta competição. As suas palavras pouco impacto têm para nós», garantiu.
in "maisfutebol.iol.pt"
Falcao na lista do Inter de Milão para a próxima época
Radamel Falcao aparecia ontem mencionado em Itália como alvo do Inter de Milão para a próxima época se falhar o objectivo número um do campeão europeu: Alex Sanchez, da Udinese. O colombiano tem mais dois anos de contrato com os portistas e tem sido apontado a vários emblemas europeus.
Ensaio geral no Dragão antes das conferências de imprensa
O FC Porto treinou ontem à porta fechada, no Olival, e faz hoje o ensaio geral para o Sevilha no Dragão. O trabalho arranca às 10h30, com 15 minutos abertos à Comunicação Social. Duas horas depois, no auditório, André Villas-Boas antecipa em conferência de Imprensa a segunda mão da eliminatória com o Sevilha. Rafa continua a ser o único lesionado e a expectativa pelo regresso de Falcao ao onze mantém-se.
O inglês que deu azar no Dragão
A UEFA nomeou o inglês Howard Webb, que na época passada apitou as finais da Liga dos Campeões e do Mundial da África do Sul, para o jogo desta tarde. Webb, de 39 anos, é um ex-agente policial e agora árbitro a tempo inteiro, tendo-se cruzado duas vezes com o FC Porto - no Dragão, com o Schalke, em Março de 2008 (1-0), e em Madrid, com o Atlético, em 2009 - (2-0). Os três golos foram marcados por Lisandro. Apesar da vitória, os portistas foram eliminados pelo Schalke no desempate.
PSP também antecipa jogo europeu
O Comando Metropolitano do Porto da PSP marcou para esta tarde uma conferência de Imprensa onde dará a conhecer a operação de segurança traçada para o jogo com os andaluzes, assim como as restrições ao trânsito que estão previstas, á que o jogo coincide com a hora de ponta (começa às 17h).
A um triunfo de igualar o melhor registo europeu
Não é preciso derrotar o Sevilha para seguir em frente na eliminatória, mas se vencer outra vez os espanhóis o FC Porto de André Villas-Boas não só bate um recorde interno de José Mourinho - dado que O JOGO deu conta na sexta-feira - como iguala o melhor registo europeu dos dois grandes rivais de Lisboa. Explicando: a campanha europeia imaculada dos portistas esta época, incluindo o play-off de acesso à Liga Europa, traduz-se em oito vitórias em nove jogos. Ora, para ganhar a Taça UEFA em 2003, José Mourinho venceu o mesmo número de partidas, das 13 disputadas; o Sporting teve de ganhar nove jogos para chegar à final da Taça UEFA, em 2005, tendo perdido a decisão do troféu em casa; e na época passada, o Benfica de Jesus ficou pelo caminho na Liga Europa nos quartos-de-final após triunfar em nove dos 14 jogos.Em estreia absoluta nas lides europeias, Villas-Boas está a um curto passo de entrar para a história do futebol português, podendo mesmo tornar-se no treinador com mais vitórias europeias numa só temporada, porque, se afastar o Sevilha, tem, pelo menos, mais uma eliminatória para bater a concorrência. Amanhã, pode deixar José Mourinho para trás e subir ao mesmo patamar de Jorge Jesus e Paulo Peseiro, os responsáveis pelas campanhas mais vitoriosas dos emblemas nacionais, ainda que não tenham conquistado os respectivos troféus. Depois, se passar, o FC Porto defronta o CSKA de Moscovo ou o PAOK, contra quem pode escrever mais uma página de ouro na sua história.
8 | FC Porto
2002/03 | 2010/11
Villas-Boas já atingiu o mesmo número de vitórias europeias de José Mourinho no FC Porto quando venceu a Taça UEFA em Sevilha. E foi nessa cidade que o actual técnico dos dragões também somou o oitavo triunfo, podendo amanhã bater esse recorde interno e igualar o dos dois rivais de Lisboa
9 | Benfica
2009/10
Foi na época passada que o Benfica somou mais triunfos nas provas europeias, ainda que tenha ficado pelo caminho nos quartos-de-final. A equipa de Jesus ganhou nove dos 14 jogos, em que marcou 29 golos e sofreu 13. Para ganhar as duas Taças dos Campeões Europeus só precisou de vencer sete jogos.
9 | Sporting
2004/05
A época da maior frustração europeia do Sporting é também aquela em que a equipa venceu mais jogos: nove. Os leões chegaram à final da Taça UEFA, disputada no Estádio de Alvalade, onde perderam com o CSKA de Moscovo. Para trás tinham ficado nove vitórias. O melhor registo europeu do clube.
in "ojogo.pt"
"Pode ser um fenómeno"
Há cerca de um mês a trabalhar no Paraguai, aos comandos do 3 de Febrero, clube da Ciudad del Este, o telemóvel do treinador Rui Capela talvez nunca tenha recebido tantas chamadas de Portugal como no dia de ontem. Motivo: o seu clube defrontou o Cerro Porteño. Ou seja, Iturbe, reforço do FC Porto para a próxima época, está metido na história.
Rui Capela viu Iturbe entrar para a segunda parte e ficou deliciado, apesar de o craque de dupla nacionalidade (paraguaia e argentina) não ter marcado qualquer golo. O 3 de Febrero perdeu em casa por 2-1. "O FC Porto acertou em cheio na contratação do Iturbe. É um jogador que faz a diferença, jogando de uma maneira vertical", diz o treinador do emblema paraguaio. Com 17 anos, o pequeno Iturbe é uma das sensações do campeonato paraguaio. "Com esta idade, e com a necessária adaptação aos modelos tácticos utilizados na Europa, o Iturbe é um jogador de futuro. Tem características únicas e, acima de tudo, tem uma velocidade de execução impressionante. Faz tudo com muita rapidez". Os elogios de Rui Capela não terminam aqui, mas apresenta já a conclusão: "Pode ser um fenónemo".
Com tanta qualidade, a pergunta impõe-se. E se Iturbe for marcado individualmente continua a desequilibrar? "Tinha um jogador preparado para o marcar. Vimos vídeos, mas ele teve dificuldades. O Iturbe sai muito bem da marcação", conta Rui Capela. A pergunta seguinte passou a ser óbvia. Mas afinal aquele que já foi apelidado de pequeno Messi tem algum defeito? "É um jogador irreverente, ou seja, apresenta um certo individualismo, o que é natural num jogador com a sua qualidade. Mas é pontual. O Iturbe é um jogador puramente ofensivo, que procura a baliza e não tem medo de ter a bola". Quanto ao trabalho defensivo, obrigatório em qualquer equipa europeia, o treinador do 3 de Febrero não conseguiu ficar com uma ideia concreta. "Como estávamos a jogar com dez, ele não foi obrigado a defender", contou.
Joga como avançado, no centro e na esquerda
Os ombros de Juan Manuel Iturbe têm aguentado bem o peso que a comparação com Messi sempre carrega. A Imprensa argentina, e também a brasileira, foram as responsáveis pela comparação, mas Rui Capela tem uma opinião ligeiramente diferente. "O Messi é único e nem é preciso falar dele. O Iturbe não é bem como o Messi, porque apresenta outras características", diz. As diferenças dizem respeito, essencialmente, aos lugares que Iturbe pode ocupar. "Ele pode jogar na esquerda, junto à linha, mas também no centro. Pode também ser um avançado mais recuado". Contas feitas, pode jogar em várias posições, uma espécie de jogador multifacetado. Certo é que "Iturbe tem um potencial enorme" e ainda uma margem de progressão assinalável.
Há pouco tempo no Paraguai, Rui Capela já percebeu que aquele campeonato sul-americano é fértil em talentos. "É sempre possível encontrar jogadores da qualidade do Iturbe. É uma questão de procura. Pela minha parte vou estar atento". Quanto contratou Iturbe, o FC Porto antecipou-se a alguns colossos europeus.
Na tripla fronteira
Aos 41 anos, e sem grandes hipóteses em Portugal, Rui Capela emigrou para o Paraguai. "Depois de terminar a carreira de jogador, trabalhei durante dez anos em Portugal, em clubes como o Quarteirense, Esperança de Lagos ou Portimonense. Um grupo de empresários viu o meu trabalho com a formação e convidou-me para o 3 de Febrero. O objectivo é estruturar todo o futebol". O clube da Ciudad del Este segue no sétimo lugar e os empresários portugueses Pedro Meixedo e Gonçalo Almeida, em conjunto com um brasileiro e um paraguaio, têm um projecto para tomar conta do clube.
Aos poucos, Rui Capela começa a habituar-se à Ciudad del Este. É a segunda maior cidade do Paraguai, com mais de 300 mil habitantes, e é uma das mais importantes zonas francas do mundo. Uma cidade de comércio, contrabando e violência, situada junto às famosas cataratas do Iguaçu, que faz fronteira com o Brasil e a Argentina. A tripla fronteira.
in "ojogo.pt"
Homens de confiança
BELLUSCHI E MOUTINHO SÃO OS ÚNICOS QUE ALINHARAM EM TODOS OS JOGOS
Não houve, na atual edição da Liga Europa, um único minuto em que o FC Porto estivesse em campo sem Fernando Belluschi ou João Moutinho. Aliás, estes dois jogadores são os únicos do plantel que marcaram presença nos nove compromissos já disputados pelo FC Porto na referida competição europeia.
Estes são, portanto, sinais claros da confiança que André Villas-Boas deposita nesta dupla de médios, que apenas se formou na corrente temporada, mas que já dá cartas tanto no panorama nacional como no internacional. Belluschi e Moutinho têm características diferentes e isso torna a dupla que os dois formam ainda mais completa. Algo que faz desesperar os candidatos aos lugares do meio-campo portista.
in "record.pt"
Clubes espanhóis sondam Hulk
SEGUNDO AVANÇA A CADENA SER
Cadena Ser avançou esta segunda-feira que Atlético Madrid, Valencia, Villarreal e Sevilha - adversário do FC Porto nos 16 avos-de-final da Liga Europa - terão feito, nos últimos dias, sondagens ao FC Porto por Hulk.
O internacional brasileiro é um dos alvos mais apetecíveis do mercado europeu, tendo já sido noticiado no passado o interesse do Manchester City no seu concurso.
Hulk, de 24 anos, é o melhor marcador da Liga portuguesa, com 19 golos, e tem uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros.
in "record.pt"
Sevilha perde três para o Dragão
O guarda-redes Palop, o defesa Martín Cáceres e o médio Romaric, todos utilizados no jogo da primeira mão com o FC Porto, são «baixas» no Sevilha para a deslocação ao Estádio do Dragão.Os três jogadores padecem de problemas físicos e ficam fora da convocatória de Gregorio Manzano para o jogo de quarta-feira, no qual a equipa andaluz está obrigada a anular a desvantagem (1-2) do jogo disputado no Sánchez Pizjuán.
Em sentido inverso, o avançado Rodri volta ser opção e está convocado para a deslocação à Invicta.
Eis a lista de 21 convocados: Javi Varas, Dani Jimenez, Fazio, Fernando Navarro, Jesús Navas, Zokora, Perotti, Luis Fabiano, Renato, Kanouté, Escudé, Alfaro, Diego Capel, Negredo, Dabo, Acosta, Alexis, Sergio Sánchez, Medel, Rakitic e Rodri.
in "abola.pt"
Falcao joga!
Nunca um regresso iminente foi tão nublado e dilatado no tempo como o cenário que envolve Falcao.
O jogador é personagem incontornável do ataque do dragão e, no caso concreto da Liga Europa, referência máxima na prova, onde lidera a lista dos marcadores, com sete golos, um à frente de Necid e dois acima do pelotão liderado pelo franco-maliano Kanouté.
A questão-Falcao não ilude o essencial que está em jogo: seguir adiante na Liga Europa, num caminho parcialmente abreviado com o notório triunfo em Sevilha, mas não há forma de se dissociar da actualidade diária portista todo o quadro evolutivo/regressivo à volta do jogador.
Uma situação que vai preocupando o universo envolvente ao dragão por se desmultiplicarem os rumores e a incerteza, falando-se até com alguma frequência em... potencial intervenção cirúrgica ao joelho, cenário que parece estar absolutamente fora de questão, pois o jogador está rigorosamente apto. Apto!
Mas, objectivamente, e sem colocar em causa as razões invocadas por Falcao para ter sido convocado e transitar bruscamente para as bancadas do Sanchez Pizjuan, esse facto surgiu objectivamente como quase incompreensível aos olhos de todos os que seguiram os primeiros minutos do treino de adaptação do FC Porto, reveladores de um Falcao no pique da alegria e da disponibilidade física e mental.
in "abola.pt"
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Liga Europa: Howard Webb apita F.C. Porto-Sevilha
Juiz inglês designado para a partida de quarta-feira
A UEFA designou o árbitro Howard Webb para apitar O F.C. Porto-Sevilha desta quarta-feira, partida antecipada da primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa.
O juiz inglês apitou na época 2008/09 o empate entre os «dragões» e o At. Madrid (2-2), para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, o último jogo do F.C. Porto em que esteve. Já nesta temporada, apitou o Benfica-Schalke (1-2), também da Champions.
O F.C. Porto venceu a primeira mão, em Sevilha, por 2-1
in "maisfutebol.iol.pt"
Rui Capela: "Iturbe é um fenómeno"
O treinador português, a trabalhar no Paraguai, elogia o novo reforço dos portistas.
“Iturbe é um fenómeno”.
Quem o diz é o treinador português Rui Capela, que ontem teve pela frente o prodígio argentino de 17 anos, que já foi contratado pelo FC Porto, por 5 temporadas.
A noite passada, Iturbe jogou toda a segunda parte na vitória do Cerro Porteño sobre o 3 de Feberero, por 2-1, em jogo do campeonato paraguaio.
O 3 de Feberero é treinado pelo português Rui Capela.
Segundo Rui Capela, a adaptação ao futebol português, em princípio não será problema, porque quando se é bom, tudo se ultrapassa.
Rui Capela orienta o 3 de Feberero, clube onde começou Óscar Cardozo, um jogador que não é esquecido pelos adeptos.
Rui Capela que orientou Quarteirense, Lagoa e Esperança de Lagos, no Algarve, estreou-se ontem como treinador principal do 3 de Feberero do Paraguai.
in "rr.pt"
Regresso à normalidade
O FC Porto sobreviveu a quase dois meses sem Falcao e Álvaro Pereira. Ora, para perceber a dimensão desse feito é preciso perceber a importância dos dois jogadores na equipa. Mesmo agora, quase dois meses depois do último jogo em que participou, Álvaro Pereira é o terceiro jogador com mais cruzamentos da equipa, atrás de Hulk e Belluschi e a uma distância considerável dos outros laterais e extremos do plantel. Falcao, por seu lado, continua a ser o segundo jogador com mais remates à baliza e com mais golos, apenas atrás de Hulk nesses itens. E isso é apenas o que os números revelam; o que eles não explicam é a profundidade que Álvaro Pereira dá ao jogo, nem a objectividade que Falcao empresta ao ataque, nem como perdê-los a ambos significou perder um dos alicerces em que o FC Porto fez assentar o seu futebol esta época. Depois, perdê-los significou também perder Hulk na direita, precisamente onde o Incrível é mais perigoso. E é por isso que o seu regresso à equipa significa também o regresso da equipa à normalidade.
Jorge Maia in "ojogo"
Póquer espanhol por Hulk
Hulk está de novo no centro das atenções, desta vez por causa do alegado interesse de quatro clubes espanhóis e um italiano. Sevilha, Atlético de Madrid, Villarreal e Valência são os emblemas vizinhos que têm Hulk debaixo de olho e que estarão a estudar a possibilidade de avançar para negociações com o FC Porto, tendo em vista a próxima temporada. Em Itália, é o sítio "Calciomercato" que avança com a notícia de que o Inter de Milão tem o craque referenciado.
Pelos vistos, a exibição menos conseguida de Hulk no Sánchez Pizjuán, na quinta-feira, não baixou a sua cotação. Pelo contrário. Ao Sevilha, namoro mais antigo, juntam-se agora os nomes de Valência, Atlético de Madrid e Villarreal, tudo clubes que lutam por um lugar nas provas europeias e que habitualmente se classificam logo a seguir aos colossos Real Madrid e Barcelona.
Os 19 golos em outros tantos jogos no campeonato - números que sobem para 27 golos em todas as provas - e a recente chamada ao escrete constituem o cartão-de-visita perfeito de Hulk no país vizinho, ajudando a alimentar rumores que se vão multiplicando um pouco por toda a Europa. Do outro lado da fronteira, os técnicos das equipas referenciadas querem construir plantéis fortes e capazes de fazer boa figura tanto na Liga dos Campeões como na Liga Europa, na próxima época. E Hulk é o mais cobiçado para reforçar o ataque. A cláusula de rescisão é de cem milhões de euros, mas estes clubes confiam que não será necessário atingir essa verba verdadeiramente astronómica para contratar o jogador.
O que não faltam são rumores sobre o Incrível
A incrível época que Hulk está a protagonizar tem suscitado inúmeras notícias um pouco por todo o lado. O nome do avançado tem sido associado a quase todos os "tubarões". De Inglaterra, já se falou dos dois Manchesters, do Arsenal, do Chelsea, do Tottenham, do Newcastle e do Liverpool. De Espanha, além dos referidos na notícia ao lado, Real Madrid e Barcelona também já foram apontados como interessados; em França, há o Marselha.
in "ojogo.pt"
As novas asas dos altos voos
DEFESAS E MÉDIOS PREPONDERANTES NA FINALIZAÇÃO
A força do FC Porto na corrente época, está mais do que visto, não se resume aos feitos que têm sido conseguidos pelo famoso “trio dourado” do ataque, que é composto por Varela, Hulk e Falcão. Isso ficou bem claro sobretudo nos últimos 5 jogos disputados pelos azuis e brancos. Nesse período, a equipa somou um total de 7 golos, sendo que apenas 1 deles foi apontado por um elemento do sector mais adiantado. De resto, têm sido os médios e os defesas a assumir as despesas da finalização, provando que há FC Porto para além dos craques do ataque.
Varela acaba por ser a exceção daquilo que tem sido a regra, ao ter apontado o golo que valeu 3 pontos na receção ao Rio Ave. Nas restantes 4 partidas deste referido ciclo, só houve defesas e médios a faturar, menos com o Benfica, para a Taça de Portugal, naquele que é o único jogo em branco do FC Porto da corrente temporada.
in "record.pt"
Hulk no desafio de dar vida a um deserto inusual
LEVA 5 ENCONTROS EM BRANCO
Tem assumido a função de referência ofensiva perante a ausência de Falcão, mas a verdade é que Hulk tem perdido protagonismo na finalização apesar de se posicionar de forma mais central no campo. Parece paradoxal, mas face às características do Incrível, é natural que se sinta mais à vontade a atuar de frente para a baliza, preferencialmente a partir das alas. Com o matador colombiano perto do regresso, o brasileiro vai certamente ficar mais cómodo.
Entretanto, a verdade é que Hulk está na sua pior série da temporada em termos de produtividade atacante. São 5 jogos seguidos sem fazer o gosto ao pé, sendo quase um barómetro do que está a acontecer na linha mais adiantada dos dragões. Até agora, a estatística vinha sendo particularmente benévola, dado que o camisola 12 do FC Porto tem 27 golos apontados em provas oficiais, repetindo duas sequências de 5 jogos consecutivos a faturar. A partida frente ao Sevilha é crucial, dado que se Hulk atingir a meia dúzia de encontros na travessia do deserto, vai estabelecer uma marca negativa só superada na reta final de 2008/09 (11 jogos).
in "record.pt"
Campeão para exportação
O FC Porto jogou contra uma das melhores equipas espanholas de olhos nos olhos e, muito embora o seu treinador se mostre insatisfeito com a exibição, a verdade é que os bicampeões nacionais revelaram ter já capacidade para consumo externo. A vitória neste jogo da primeira mão assenta-lhes como uma luva.
Com o regresso de Tiago Rocha (marcou os dois primeiros golos) a motivar colegas e público, o FC Porto deu resposta em todo o jogo às alterações que o técnico do Ademar foi apresentando. Os dragões foram sempre muito consistentes a defender e mais eficientes nas transições do que o adversário.
Não vacilaram quando perdiam por 7-3 e, primeiro com dois golos de Grilo e depois com mais quatro consecutivos de Dario Andrade (grande sentido prático frente à baliza), passaram para a frente. No segundo tempo os portugueses foram mais maduros. Souberam gerir o marcador e, mesmo nas três ocasiões em que o Ademar empatou (14-14, 17-17 e 25-25), não se desconcentraram.
O forcing final dos espanhóis para sair do Porto sem serem derrotados encontrou um adversário que não tremeu. Com dois minutos para jogar, os portistas desencataram dois livres de sete metros. Só converteram um. O suficiente para assegurar uma vitória mais do que justa.
Alguns dos nossos árbitros têm muito a aprender com a dupla norueguesa que actuou no Dragão Caixa.
Figura: Nuno Grilo
Tratá-los de igual para igual
Houve alturas em que foi preciso encarar o Ademar Leon como um igual e Nuno Grilo não só foi daqueles que soube fazê-lo, como passou essa mensagem. Foi corajoso em momentos cruciais, revelando acreditar no seu valor e no da equipa. Não se limitou a atacar. Não tremeu perante o forcing final do adversário e isso foi decisivo.
Declarações
Não estou contente com o resultado. Não jogámos como eu queria, falhámos contra-ataques e a transição defesa-ataque foi lenta
Ljubomir Obradovic, treinador do FC Porto
Podíamos ter ganho por mais. Foi um jogo muito desgastante e tivemos bons momentos. Podemos ainda ter uma palavra a dizer
Nuno Grilo, jogador do FC Porto
in "ojogo.pt"
F.C. Porto: Moutinho é o médio com pior registo de golos
Centrocampistas de Villas-Boas marcam poucas vezes
No 4x3x3 normalmente concebido por André Villas-Boas, João Moutinho e Belluschi são os médios que jogam mais perto do trio ofensivo. Ora, numa equipa com a ambição e responsabilidade do F.C. Porto, não deixa de ser estranho assinalar a seca de golos tão prolongada destes dois elementos.
João Moutinho marcou apenas uma vez de dragão ao peito. Foi ao Juventude de Évora, na Taça de Portugal, já há mais de dois meses (11 de Dezembro de 2010). Moutinho é mesmo o médio azul e branco com pior registo de golos no reino do Dragão, como se pode constatar nos números colocados no final do texto.
Fernando Belluschi, por seu lado, perdeu o caminho para as balizas adversárias no dia 22 de Agosto. Há seis meses, portanto. O internacional argentino - especialista em lances de bola parada - começou muito bem, fez dois golos em três dias (ao Genk na Liga Europa e ao Beira-Mar no campeonato) e ficou-se por aí.
Para finalizar, resta dizer que dos 46 golos anotados pelo F.C. Porto na Liga, apenas três saíram dos pés de unidades do sector intermediário: um de Belluschi e dois de Guarín.
REGISTO DOS SEIS MÉDIOS DO F.C. PORTO:
R. Micael: 3 golos (Rapid, CSKA e Gil Vicente); 1000 minutos
Guarín: 3 golos (dois ao Marítimo e Sevilha); 1049 minutos
Fernando: 2 golos (Genk e Beira-Mar); 1907 minutos
Belluschi: 2 golos (Genk e Beira-Mar); 2223 minutos
Souza: 1 golo (Genk); 694 minutos
João Moutinho: 1 golo (Juv. Évora); 2476 minutos
GOLOS DE JOÃO MOUTINHO NO SPORTING:
2009/10: 9 golos (5 campeonato; 2 taça; 2 Europa)
2008/09: 4 golos (3 campeonato; 1 Europa)
2007/08: 7 golos (5 campeonato; 1 taça; 1 Europa)
2006/07: 6 golos (4 campeonato; 2 taça)
2005/06: 5 golos (4 campeonato; 1 taça)
O génio tem andado escondido na lâmpada. Longe do esplendor dos primeiros meses da época, mais discreto, ainda que regular e competente. É de João Moutinho que falamos. Contratação maior do F.C. Porto, aposta fortíssima e incondicional de André Villas-Boas. Após um início fulgurante, a produção do médio quebrou e levou consigo a sua influência dentro da equipa.
Pode falar-se em picos de forma, naturalmente, e o mais provável é ver João Moutinho regressar em breve trecho às actuações convincentes. Enquanto isso não sucede, fica a observação (sujeita ao contraditório, claro) e um dado mais objectivo: o internacional português é o médio mais utilizado pelo treinador do Porto e também aquele que menos golos faz.
Em 2476 minutos de competição, divididos por todas as competições, João Moutinho conseguiu marcar apenas ao frágil Juventude de Évora. Na Taça de Portugal. Pecúlio tão pobre, no que à concretização dos centrocampistas respeita, apenas Souza tem. No entanto, o médio ex-Vasco da Gama jogou somente 694 minutos. Bem longe dos números de Moutinho.
Belluschi, Rúben Micael, até Fernando e Guarín. Todos eles apresentam dados superiores ao ex-capitão do Sporting no que aos golos diz respeito.
«No Porto não tem tanta necessidade de chegar à área»
Sem nunca ter sido um goleador, João Moutinho apresenta um registo interessante nos tempos de Alvalade. A melhor marca foi obtida na época transacta, na qual fez nove golos: cinco no campeonato, dois na Taça de Portugal, um na Liga dos Campeões e um na Liga Europa.
Afinal, o que se passa com João Moutinho? Medo de arriscar o remate, incapacidade de surgir nas zonas de finalização, precipitação nas decisões tomadas no último terço do terreno? Carlos Pereira, auxiliar de Paulo Bento nos tempos do Sporting, trabalhou com o atleta de 24 anos durante cinco épocas e deixa algumas explicações.
«O João sempre foi um jogador soberbo na organização colectiva e nas assistências para golo. No F.C. Porto há avançados muito móveis e parece-me que ele não tem tanta necessidade de se aproximar da área, como tinha no Sporting», refere o técnico ao Maisfutebol.
E continua. «O João está mais preocupado com o último passe e é muito forte tacticamente. Sabe bem quando tem de fazer faltas e, se calhar, desgasta-se mais nessas funções. Nos nossos tempos do Sporting ele jogou várias vezes atrás do ponta-de-lança, por isso surgia em zonas propícias à finalização.»
«Em Alvalade preocupava-se com muita coisa, infelizmente»
Carlos Pereira é um profundo conhecedor de João Moutinho e garante que o jogador nunca se preocupou em demasia com a necessidade de marcar. «No Sporting tinha de se preocupar com muitas mais coisas, infelizmente», recorda.
«Devido a necessidades específicas, tínhamos de colocar o João em várias posições. Jogou a número dez, na direita, na esquerda e até como médio mais recuado. Dada a sua grande influência, ele nunca se focalizou na urgência de fazer golos.»
Um golo em 2476 minutos. O dado está longe de ser brilhante, mas Carlos Pereira não o considera preocupante. João Moutinho será sempre útil noutros itens do jogo, considera. «Ele é daqueles elementos que nunca deixa nada por fazer. Treina sempre bem, é impressionante no dia-a-dia. E raramente tem uma lesão. É um profissional excelente.»
in "maisfutebol.iol.pt"
F.C. Porto: Iturbe derrota treinador português no Paraguai
Prodígio argentino ajuda o Cerro Porteño a bater o 3 de Feberero
Juan Manuel Iturbe voltou a ter uma noite em cheio com a camisola do Cerro Porteño. O prodígio argentino de 17 anos, já contratado pelo F.C. Porto, jogou toda a segunda parte na vitória do Cerro sobre o 3 de Feberero, por 2-1. Os golos foram anotados por Fredy Bareiro e Formica mas, segundo escreve o site oficial do clube, «a grande noite pertenceu a Iturbe».
O esquerdino teve dois lances individuais sobre a defesa do 3 de Feberero, mas ambas acabaram por ser desaproveitadas por Bareiro. «Iturbe criou várias oportunidades, mas os colegas não as souberam definir», lê-se na página do Cerro Porteño na internet.
Curiosidade-extra: o 3 de Feberero é treinado por um português. Chama-se Rui Capela, é natural de Beja e treinou Quarteirense, Lagoa e Esperança de Lagos, no Algarve, antes de chegar em Janeiro de 2010 ao Paraguai.
in "maisfutebol.iol.pt"
Villas Boas prepara-se para ultrapassar Mourinho
Se vencer o Sevilha, quarta-feira no Dragão, André Villas Boas supera as oito vitórias de Mourinho na caminhada em 2002/2003. Mas o caminho até Dublin ainda estará longe. Percurso brilhante... e goleador.
Vem aí o Sevilha, e num quadro de grande ilusão geral no universo portista, aspecto que o treinador do FC Porto tenta combater através de um corte selectivizado no discurso após o jogo do Pizjuan, em que assumiu, com total e raro desassombro, que o empate ficaria melhor; pormenor, aliás, que a crítica espanhola não deixou de enaltecer.
De qualquer forma, a excitação crescente parece ter tomado conta dos adeptos portistas, e prova disso é já estarem reservados três quartos da lotação do Estádio do Dragão, mas o assunto é outro: se André Villas Boas selar a passagem, e a selar com uma vitória, ultrapassa o número de êxitos que José Mourinho necessitou para trazer do Estádio Olímpico de Sevilha a Taça UEFA de 2002-2003.
Rookie notável
O percurso do rookie portista é definitivamente notável: oito vitórias e um empate na primeira experiência europeia é um registo brutal, e até, convenhamos, inesperado, pois a própria competição envolve sempre clubes menos conhecidos, ambientes drasticamente hostis e alguma pressão própria para os que querem emancipar-se rapidamente.
Mas é precisamente isso que Villas Boas tem conseguido: cilindrar na sua emancipação, deixando-se apenas embalar pelo Besiktas em casa, num jogo em que a expulsão de Cristian Rodriguez aos 59 minutos tornou o FC Porto diminuído e embaraçado (os turcos poderiam mesmo ter ganho, mas o apuramento de ambos estava praticamente assegurado).
De resto, o trajecto europeu de André Villas Boas é realmente assinalável, e roça já a fasquia do notável, com uma nuance particular que distingue os sobreviventes dos conquistadores: cinco vitórias fora em cinco jogos!
Com as vitórias em Braga e em Sevilha, e ainda sem Falcao e Álvaro Pereira, essenciais na mecânica potenciada desde os primeiros dias da época, parece, então, consumado o reequilíbrio da equipa no plano exibicional, e a consequente segurança, crucial quando se parte à conquista do muito que ainda em jogo, pois nenhuma temporada se decide no Inverno.
in "abola.pt"
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