segunda-feira, 5 de março de 2012

Mangala integrado mas condicionado

A integração do central Mangala, ainda que de forma condicionada, foi a principal novidade no treino desta segunda-feira do FC Porto, o primeiro após a vitória no clássico da Luz que lançou os azuis e brancos na liderança do campeonato.

O francês, que fez uma entorse no tornozelo direito no primeiro jogo da Liga Europa com o Manchester City, em meados de fevereiro, foi hoje reavaliado e iniciou uma nova etapa no processo de recuperação. Três semanas foi o prazo dado para a sua total recuperação, no entanto, passados precisamente 18 dias, o jogador surgiu no relvado do Olival para realizar trabalho de campo, ainda que sob o olhar atento dos responsáveis médicos do FC Porto.

É provável que Mangala volte a treinar sem limitações ainda esta semana, porém, o internacional sub-21 gaulês, ainda sem ritmo após duas semanas de paragem, não deverá ainda entrar nas contas de Vítor Pereira para a receção à Académica, na próxima ronda do campeonato.

Fora das opções para o embate com os estudantes estão Danilo (lesão no ligamento lateral interno do joelho esquerdo) e Varela (rotura muscular na face posterior da coxa esquerda), que continuam em regime de tratamento. Emídio Rafael mantém-se em repouso.

Para amanhã, terça-feira, está agendada nova sessão no Olival a partir das 10.30 horas.


in "abola.pt"

JUNIORES C CONTINUAM IMBATÍVEIS

A equipa de Juniores C do FC Porto jogou, este domingo, longe de casa, mas nem por isso deixou de fazer valer a sua força. No terreno do Taboeira, em partida a contar para a 3.ª jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional da categoria, os jovens Dragões triunfaram por claros 5-0.

Os azuis e brancos comandaram o encontro desde o apito inicial e precisaram de apenas dez minutos para chegar à vantagem, por intermédio de João Gonçalo. Luís Mata apontou o 2-0 aos 18 minutos e o capitão Ruben Neves assinou o terceiro ainda antes do intervalo. Na segunda parte, foi a vez de Leandro (49m) e Mesquita (68m) fazerem o gosto ao pé, selando mais uma vitória categórica dos atletas liderados por António Folha.

Os Juniores C alinharam com Nico, Francisco, Sandro, Varejão (Jorge, 53m), Ruben Barbosa, Ruben Neves, Bruno Costa (José Pedro, 35m), João Gonçalo (Tiago Couto, 35m), Leandro, Paulo Alves (João Cardoso, 35m) e Luís Mata (Mesquita, 53m).



in "fcp.pt"

F.C. Porto: Danilo sem direito a folga

Brasileiro continua a recuperar de lesão


Nem todo o plantel do F.C. Porto teve direito a dupla folga, após a vitória no clássico com o Benfica. Antes de aproveitar parte deste domingo para descontrair, Danilo teve de cumprir mais uma etapa na recuperação da lesão no ligamento lateral interno do joelho esquerdo. 

«Bom dia bom dia! Domingo de folga, certo!? Não, errado! Domingo de fisio!», escreveu o internacional brasileiro no «twitter».

Danilo lesionou-se na receção ao Man City, em jogo da Liga Europa disputado a 16 de fevereiro. Foi também na já referida rede social que o jogador estimou o tempo de paragem em mês e meio.

in "maisfutebol.iol.pt"

Título na bandeja

TRIUNFO NA LUZ DÁ POLE-POSITION



O triunfo na Luz deixou o FC Porto na pole-position para a conquista do bicampeonato. Até Jorge Jesus admitiu que candeia que vai à frente, alumia duas vezes, pelo que não será descabido afirmar-se que o título está praticamente na bandeja. É que, nos últimos 25 campeonatos, só por uma vez houve mudança de líder nas últimas 9 jornadas.
Ou seja, para Vítor Pereira terminar 2011/12 sem o nome inscrito no galarim de treinadores campeões do futebol português, teria de acontecer um retrocesso histórico, e que não se vê na Liga desde 1999/2000. Tendo em conta a moralização do plantel portista após a Luz, e o menor desgaste a que vai estar sujeito, em face do afastamento da Liga Europa, a conjugação de fatores parece sorrir aos dragões.
in "record.pt"

Nove finais com história

Consumada a ultrapassagem ao Benfica, o FC Porto passou a ter três pontos de vantagem para gerir na tabela classificativa, e nove etapas para queimar na vontade de revalidar o título. Num exercício de probabilidades, ainda que falível, vale a pena espreitar o comportamento do FC Porto nos últimos dez anos contra os adversários que terá de enfrentar (e na condição em que terá de os enfrentar) até ao final deste campeonato para perceber se há algum que, historicamente, coloque maiores dificuldades aos dragões e, por arrasto, possa oferecer maiores perigos à tal vantagem de três pontos que passou a estar à disposição do plantel portista. Considerando que foram apenas observados os últimos dez anos, há adversários que, por terem passado por outras divisões nesse período, têm um registo menos significativo. Há uma curiosidade: ainda que tenha vencido a maioria dos jogos, e isso não supreende por aí além, também é verdade que, por empates ou derrotas, perdeu pontos com todos.


in "ojogo.pt"

Jackson Martínez: o alvo repetido

O avançado Jackson Martínez, atualmente nos mexicanos do Jaguares, continua a ser associado ao FC Porto, isto depois das recentes tentativas efetuadas no mercado de inverno para o contratar (e também de Teófilo Gutierrez), antes da chegada de Marc Janko. Ainda a fazer ecos de um suposto interesse do Liverpool, que o jogador até já admitira publicamente, a imprensa colombiana reforça a ideia de que os dragões estão em cima da jogada e em boa posição para garantir Jackson, de 25 anos. Na recente entrevista a O JOGO, Falcao aconselhou a contratação do compatriota. A preparar o plantel da próxima época, o FC Porto vai seguramente reforçar o ataque, pelo que as sondagens por avançados podem tornar-se notícia recorrente.


in "ojogo.pt"

"Somos melhores do que o Benfica"

Ao terceiro ano no FC Porto, a primeira entrevista. MAICON não tem tiques de vedeta. O golo ao Benfica fê-lo saltar definitivamente para a ribalta e entender a dimensão do que é ser jogador do FC Porto. Vencer em casa do Benfica é um prazer especial, admite, e diz ter sido a prova em campo do estatuto de melhor equipa portuguesa que Jorge Jesus reclamou para a sua algumas vezes. Ele é também a prova de que a persistência pode vencer a crítica
Maicon não hesita quando fala e assume sem rodeios sonhos que há alguns meses poderiam parecer brincadeira. Em estado de graça, contesta quem diz que a época não está a ser boa e defende com toda a força o clube que deseja, um dia, capitanear. O problema, garante, foi a fasquia colocada na época passada...


O golo ao Benfica foi o mais importante da sua carreira?

Sem dúvida. Valeu uma vitória que nos levou à liderança isolada e foi o meu primeiro num clássico. Vai ficar marcado na minha vida. Sonhei com isto durante toda a carreira. Estou numa fase excelente. Os meus colegas e os treinadores têm-me apoiado ao máximo e isso ajuda bastante.

Além dos golos, nunca tinha tido uma sequência tão boa de jogos. Este é também o seu melhor momento?

Acho que sim. Estou numa fase muito boa. Tenho feito boas exibições, não só eu como a equipa toda. Apanhei o FC Porto num momento crescente. A equipa está agora muito compacta e todos estão a ajudar.

Tem noção de que nunca foi tão consensual e famoso como agora?

Sim. Agora senti mesmo o que é ser jogador do FC Porto. Para um defesa é mais difícil ser estrela...

Jorge Jesus disse que o Benfica é a equipa que melhor joga em Portugal. Vítor Pereira acha que no final é que se vê. E a sua opinião, qual é?

Desde a época passada, e mesmo noutras anteriores, eles dizem que são os melhores. O FC Porto não tem de falar, mas sim trabalhar. Estamos a mostrar dentro de campo, e já ao longo de muitos anos, quem são os melhores. Acho que o FC Porto está num momento muito bom.

Considera injustas as críticas recebidas em determinada fase da época?

Pegaram um pouco pesado connosco. A equipa estava num momento de adaptação. Houve uma mudança de treinador, que ao longo do tempo foi acertando, e graças a Deus encontrou a equipa ideal. Ele está com o grupo e o grupo está todo com ele. As críticas são naturais, porque no ano passado fizemos uma época inesquecível.

Não concorda, então, que este FC Porto seja mais fraco que o da época anterior...

Não. Somos os mesmos. São fases. Nem sempre tudo dá certo. Há jogos difíceis e, por termos feito uma época tão boa no ano passado, os adversários estão mais preocupados connosco e jogam mais recuados. Isso prejudica-nos.

Sentem mais respeito dos adversários do que há um ano, é isso?

Sim. As equipas defendem do meio para trás e roubam-nos espaços. Isso prejudica o futebol da nossa equipa.

Depois desta vitória na Luz, criou-se uma grande euforia. O título está garantido?

O futuro só Deus sabe. Vamos dar o melhor e, se depender de mim, dos colegas e treinadores, os adeptos podem esperar muito trabalho. Depois desta vitória, só pensamos no título. Mas, como Hulk disse, temos nove finais.

E qual delas será mais complicada?

Todas. Não faço distinção. Todas as equipas terão receio do FC Porto, porque sabem que estamos num momento bom.

Na época passada o Maicon começou como titular, mas depois perdeu o lugar para Otamendi. Porquê?

Eu procuro fazer o meu trabalho. Não tinha perdido quando saí da equipa, mas respeito as opções do antigo treinador. Só tenho de lhe agradecer as oportunidades que me deu. Graças a Deus dei a volta por cima e consegui novamente o meu lugar.

Este ano aconteceu o mesmo...

É uma opinião do treinador. Ele tentou o melhor para a equipa. Eu continuei firme e a trabalhar até aparecer nova oportunidade. Quando chegou, agarrei-a com unhas e dentes.

Ao longo deste tempo nunca pensou em sair do FC Porto para jogar mais?

Claro que não! Mesmo não estando a jogar, o FC Porto sempre me apoiou bastante e acreditou no meu potencial. Isso foi fundamental.

A que se deveu a quebra entre a altura em que perdeu o lugar para Otamendi e o regresso às primeiras opções?

Também tive problemas fora de campo. Tive um divórcio muito conturbado e isso prejudicou-me. Além de várias lesões no tornozelo. Nada que me possa desculpar. Se joguei mal foi por minha culpa, mas,se não aconteceu o melhor, não foi por não querer. Porém, dizem que joguei mal na época passada e só perdi um jogo como titular. Dei a volta e agora, junto com a equipa, estamos em grande.

Mas o Maicon já foi um dos elos mais criticados. Como lidou com isso?

A crítica só me fez crescer e ajudou-me a chegar onde cheguei. Soube absorver as críticas e dei a volta por cima. As críticas vieram por bem e em nenhum momento fiquei chateado.

E Vítor Pereira, mereceu ser criticado?

Não, claro que não. Ele não teve culpa de nada. O futebol tem fases. Na época passada conquistámos tudo e claro que a cobrança agora iria ser maior. Está a fazer um bom trabalho e toda a gente vê que está a crescer a cada jogo.

Prepararam este jogo com o Benfica de forma diferente?

Não. Clássico é clássico, mas preparámos como qualquer jogo. Claro que tem um sabor especial...

O Benfica tinha uma vantagem de cinco pontos e os adeptos acreditavam que o título não lhes fugiria. Isso reforçou a vossa motivação?

Sem dúvida que nos ajudou e deu-nos mais ânimo para ir jogar lá. Há 12 dias eram líderes, com cinco pontos de avanço. Depois ficaram iguais e sabíamos que se ganhássemos teríamos três de avanço. Isso foi importante para nós.

Acredita que o FC Porto é mais forte psicologicamente do que o Benfica?

Com toda a certeza. Provámos isso dentro de campo.

Têm festejado muito na Luz. Acreditam que isso tem influência no Benfica quando recebe o FC Porto?

Todas as equipas têm medo de jogar com o FC Porto. Independentemente de ser casa ou fora. Todos respeitam o FC Porto.

Mas é capaz de ser um sítio muito especial para ganhar...

Com certeza. Sem dúvida que, nos últimos jogos, [o Estádio da Luz] tem sido um um lugar muito bom para festejar.

"Villas-Boas? Só pode ter sido culpa dos jogadores"


André Villas-Boas foi hoje [ontem] despedido do Chelsea. Surpreendido?

Sim, um pouco. Vivia um momento difícil, mas não podemos esquecer que é um excelente treinador. Teve um começo de carreira brilhante aqui no FC Porto. É um treinador e um amigo muito querido por todos. Tenho a certeza de que todos os portistas ficaram muito tristes com a notícia.

Como é que se explica que, depois de um ano tão bom no FC Porto, agora tudo lhe tenha corrido mal?

É como eu disse a propósito da época atual do FC Porto: há alturas em que as coisas simplesmente não correm bem. Ele tinha no Chelsea um plantel de nível mundial, com internacionais por seleções de nível superior. O treinador não tem culpa; os jogadores são os principais responsáveis. Se o Villas-Boas escolhe bem a equipa e tem grandes jogadores e as coisas não correm bem, então concluo que os jogadores têm muita culpa.

E gostava de voltar a trabalhar com ele?

Agora o Vítor Pereira é que é o meu treinador. Se voltasse a trabalhar com Villas-Boas, iria gostar de certeza. Mas não há porque pensar nisso. Dou-me muito bem com o Vítor, que é um homem sério e trabalhador. Não acho que faça sentido falar em Villas-Boas , ou num regresso, porque o Vítor Pereira está muito bem e não precisamos de um novo técnico. Independentemente do que fizemos na época passada, o atual treinador também está muito bem.

Admira Bruno Alves e Rolando e quer ser a próxima referência


Há quem compare Maicon com Pepe, mas é de Bruno Alves e Rolando que o brasileiro mais gosta entre os centrais que o antecederam no clube. "Pepe só se for pela aparência, pois somos os dois carecas [risos]. Como jogadores somos diferentes. E eu não procuro espelhar-me em ninguém, apenas trabalhar para ser eu", frisou. "O Bruno Alves era um modelo para mim. Felizmente tive o privilégio de trabalhar com ele. Mas o Rolando também é uma referência", revela, embora negando que seja ao seu lado que prefere jogar. "Desde que esteja entre os titulares, qualquer um serve", riu-se. No futuro, gostaria de usar a braçadeira de capitão e, à semelhança de muitos outros centrais do passado recente do clube, tornar-se um símbolo. "Espero ser o próximo a tornar-me uma referência. Vou dar o máximo para isso", garantiu.

Guerreiro inspirado no filme "300"


Além da religião, é no cinema que Maicon carrega baterias quando não está a treinar. Recentemente gostou de o "Cavalo de Guerra", de Steven Spielberg, mas é outro filme bélico que está no topo das suas preferências: "300." A película, realizada por Zack Snyder, conta a história de um pequeno exército de 300 espartanos que enfrentaram e venceram dezenas de milhares de guerreiros do Império Persa e prova a importância da união e a garra na disputa de qualquer batalha. É muito daí que vem a inspiração do portista e a imagem de guerreiro implacável quando está a jogar. Apesar da preferência, Maicon vê qualquer tipo de filmes.

"Ainda agora fico receoso antes de ouvir onde vou jogar"


É curioso que tenha recuperado um lugar a central depois de boas prestações a lateral. Foi uma surpresa essa adaptação?

Sem dúvida. Nunca tinha jogado a lateral. Jogar num clube de dimensão mundial, numa posição que não é a minha, foi uma surpresa muito grande. Mas estou à disposição para jogar em qualquer posição. Não tenho medo.

Foi sendo preparado para isso ou ficou completamente surpreendido quando Vítor Pereira comunicou a equipa em Olhão?

Fui tendo alguma preparação. Ainda agora, em todos os jogos, fico receoso antes de ouvir onde vou jogar [risos]. Mas o mais importante é jogar...

Não parece gostar de ouvir o treinador dizer que vai ser lateral...

Gosto. Estar entre os onze do FC Porto é sempre uma satisfação muito grande.

Que lhe disse Vítor Pereira, quando lhe comunicou pela primeira vez essa decisão?

Perguntou-me se estaria à disposição para ser lateral e eu respondi: 'Claro. Sou profissional, tenho contrato e o que você precisar de mim, pode contar. Darei o máximo para ajudar.'

Hoje já se sente um lateral ou ainda acha estranho aquele espaço?

Eu sou central. Mas, se me colocarem a lateral, faço com muito orgulho e darei o melhor.

Não lhe custa ouvir críticas pelo desempenho numa posição que não é a sua, sabendo que se está a sacrificar pessoalmente pela equipa?

Não acho que tenham sido injustos. Se acharam que joguei mal, é porque joguei mal. A partir do momento em que assumo a responsabilidade de jogar a lateral direito, tenho de ser lateral. Não me desculpo por não estar na minha posição. Eu sei que tentei sempre dar o melhor. Procurei defender mais do que atacar e fazer o que o treinador me pediu.

Ainda é muito difícil fazer a linha toda?

Claro. Estou acostumado a ficar atrás. Passar o tempo todo no flanco, ir e voltar, é difícil. Mas acho que até correu bem. Se tiver de ser, fico lá até ao final da época. Mas lembrando sempre que sou central, até porque como lateral não terei hipótese de chegar à seleção.

Um pastor pessoal guia-o no sucesso


Qual foi a primeira coisa que lhe veio à cabeça depois do golo ao Benfica?

Foi um momento marcante na minha vida e até já tinha comentado com a minha esposa que iria marcar. Mas foi de Deus que me lembrei imediatamente. Ele está presente em todos os momentos da minha vida. E pensei na vitória, pois faltava pouco tempo para terminar o jogo.

Já disse que agradeceu o golo a Deus. Agarrou-se também à religião nos momentos mais complicados da sua carreira?

Procuro muito Deus e, com tantos colegas em cima de mim, aquela foi a posição que encontrei para lhe agradecer o golo. Sem ele não estaríamos aqui nem seríamos ninguém. Acredito muito e rezo todos os dias. Aliás, tenho o meu próprio pastor evangélico.

Como assim? Um pastor "privado" ?

Não é bem privado. Ele tem uma igreja na Madeira. Chama-se Comunidade Evangélica da Ilha da Madeira. Conheci-o quando joguei no Nacional. Ajuda-me muito.

Ajuda-o como?

Vai a minha casa de 15 em 15 dias e lá fazemos o culto, mas falo com ele todos os dias por telefone. É uma pessoa que está muito presente na minha vida.

Em que consiste esse culto?

Falamos de tudo. Religião, Deus, vidas pessoais. É como se fosse um pai para mim. No culto, é aprofundada a palavra de Deus.

Ele disse-lhe alguma coisa especial antes do jogo com o Benfica?

Ele passa-me sempre muita energia. Ligo-lhe antes de todos os jogos para me abençoar. É uma pessoa muito querida.

Acredita que esse é o segredo da boa forma?

É o principal elemento desta minha fase, mas também o meu trabalho. Acho que mereço. Os meus companheiros e a equipa técnica também me passam energia positiva.

Há outros colegas a participar nesses cultos?

O Souza era o que mais participava. Em minha casa, geralmente, é só com a família, mas Fernando e Kléber também aparecem às vezes.

Teve direito a um insulto especial


Maicon reconhece que nunca foi tão famoso como agora e ainda durante a entrevista foi abordado por algumas pessoas que lhe fizeram questão de dar os parabéns. Aos autógrafos dados nos últimos dois dias perdeu a conta, mas há um insulto que não esquece. Uma benfiquista apanhou-o na rua e, depois de se queixar do golo em fora de jogo, ainda o mimou com um insulto valente. Maicon sorriu. Afinal, a reação devia-se ao facto de o FC Porto ter ganho...

"Tenho condições para jogar pelo Brasil"


A seleção brasileira é um objetivo assente na dimensão do FC Porto. "Quem joga aqui pode jogar em qualquer sítio", atira, ele, que olha para Hulk, Danilo, Alex Sandro e Kléber como exemplos de que o selecionador Mano Menezes está atento ao que acontece em Potugal. Mais do que um sonho, existe a real convicção de que não lhe falta valor para tal: "Agora estou numa fase boa e posso sonhar. Acho que tenho condições para jogar pelo Brasil. O FC Porto proporciona-me isso. Mas primeiro tenho de ganhar títulos e jogar sempre."

in "ojogo.pt"

domingo, 4 de março de 2012

Maicon, o orgulho de Planura: «Agora é só alegrias»

Benfica - FC Porto (Fotos: Catarina Morais)«Só de conversar com você já estou arrepiado». Sem rodeios, com uma alegria evidente e uma simpatia que contagia, Maurides Roque é um pai babado. O filho, Maicon, começa definitivamente a afirmar-se como figura do F.C. Porto. O progenitor não esconde o orgulho.

O golo marcado ao Benfica motivou o telefonema doMaisfutebol para a pequena cidade de Planura, em Minas Gerais. Explicámos o objetivo da conversa: perceber como está o Maicon depois deste golo no Clássico. «Já tinha marcado ao Feirense», corrige, atento, Maurides Roque, antes de deixar bem claro: «Pergunte o que quiser, é um prazer falar do meu filho». 

As emoções do jogo ainda estavam bem visíveis no discurso do pai do central portista. «Agora é só alegrias, puxa...», desabafa.

«Sabe, é uma emoção muito grande ver um filho triunfar. Somos uma família pobre, trabalhei muitos anos na roça e como motorista para dar o exemplo aos meus filhos e poder investir na carreira deles. O Maicon é um jogador feito. A minha preocupação são os outros dois», afirma Maurides Roque. Já vamos à restante linhagem Roque. Para já, o momento é de Maicon. 

Pai e filho ainda não tinham conversado desde a noite de glória no Estádio da Luz. «Com a viagem de Lisboa para o Porto ficou difícil», explicou. 

«Falei na quarta-feira e pedi-lhe para fazer um golo, principalmente por ser ao Benfica. Há aquela rivalidade, não é? Os adeptos vão gostar mais dele agora. Disse-lhe: Filho jogue a lateral ou jogue a central, faz o um golo, por favor. Ele riu, disse que ia tentar», conta. 


Planura não é uma cidade rica. Tem 14 mil habitantes e a família Roque como uma das referências da região. «Aqui todos veem os jogos do F.C. Porto», conta. 

Foi assim com o Clássico? «Claro. Que é que isso... Não perdemos um sequer. No final houve grande festa em Planura. Vários amigos ligaram-me a festejar o golo e a boa fase do Maicon. Estou muito feliz», atira. 

O jogo foi difícil de acompanhar. «Muita emoção», lembra. «Quando o Cardozo fez o 2-1 pensei que ia ser difícil. Mas depois o James fez aquele golo e comecei a acreditar de novo. O F.C. Porto tem grande equipa, fiquei um pouco triste por o Falcao ir embora, mas há o Hulk, o James...Acreditava que ainda iam ganhar», garante. 

E, depois, uma premonição: «Agora podem não acreditar mas quando vi o James a pôr a bola no chão para marcar o livre disse cá em casa: É agora o golo do Maicon. Foi posição irregular, eu sei, mas quem manda é o árbitro e valeu três pontos como todos os outros.»

E o discurso portista está na ponta da língua. «Fizemos apagar a luz novamente», brinca. 

Irmão de Maicon o novo Leandro Damião?

Como contámos, Maurides Roque já não se preocupa com o futuro de Maicon: «É um jogador feito». Agora quer continuar a levar o clã Roque ao sucesso. Até porque ele próprio foi jogador de futebol na região. «Tinha algum jeito, acho que eles saíram ao pai», diz sem hesitar. 

«Para além do Maicon, há o Muller, tem 21 anos é central, esteve aí em Portugal e está na equipa B do Internacional de Porto Alegre. O Maurides Roque Júnior tem 17 anos, 1,90 metros e está a fazer a formação no Internacional de Porto Alegre e é uma grande promessa. Aponta o que te digo: vai ser o substituto do Leandro Damião. Não sou só eu que digo isso. Vão ouvir falar muito nele», garante. 

Muller e Maurides Júnior podem ser o futuro. Maicon é o presente. O orgulho da família. «Você não imagina a alegria que é ter um filho a representar o país no estrangeiro e uma cidade como Planura. Os meus três filhos são o orgulho da cidade», conclui. 



Maicon: de lateral contrariado a central goleador

Golo ao Benfica catapulta aposta pessoal de Vítor Pereira. Pai revela que até nem gostava de ser lateral, mas foi assim que ganhou o lugar


A afirmação de Maicon no F.C. Porto passa muito pela estranha aposta iniciada em Olhão, quando Vítor Pereira viu no pupilo um lateral direito. Uma escolha que parecia condenada ao fracasso, mas acabou por ser decisiva na confiança que transmitiu ao brasileiro. 

Maicon nunca deslumbrou como lateral. Mas cumpriu sempre. O pai, Maurides Roque, revela que a ideia de trocar de posição não começou por ser do agrado do seu filho. É nessas alturas, também, que fazem falta os conselhos dos mais velhos. 


«No início o Maicon não gostava da ideia de ser lateral, mas eu disse-lhe: «Filho, a sua preocupação tem de ser estar nos onze titulares. A posição não interessa, cabe ao treinador.» Sempre lhe disse que um jogador tem de fazer várias posições. Assim passava a ser uma opção de recurso para o próprio técnico», lembra o pai, em conversa com o Maisfutebol. 

Para o treinador portista, de resto, Maurides Roque guarda apenas elogios e um agradecimento. «Fico muito feliz por estar a apostar nele», afirmou, lembrando que o filho até «sentiu dificuldades» porque aquela não era a posição dele.

«Há tempos o Vítor Pereira disse que não era o responsável pelas atuações do Maicon. Disse que o Maicon é que estava bem. Mas eu acredito que o Vítor Pereira é o responsável porque apostou nele. Se não apostasse o meu filho não podia jogar nem como lateral, nem como central, não é? É um grande treinador», atira. 

Melhor marca de sempre igualada

O golo marcado ao Benfica é o terceiro da época. Na prática, Maicon já igualou o registo da temporada transata, o melhor de sempre em Portugal. A aposta de Vítor Pereira, também por isso, sai reforçada. 

Dizer que Maicon já não provoca desconfianças a ninguém talvez seja um pouco exagerado. Mas, à semelhança de Pepe, Bruno Alves e até Rolando vai convencendo em campo aqueles que sobre ele lançam dúvidas.


O início não foi fácil e a falta de continuidade também não ajudou a ganhar pujança. «Demorou um pouco a afirmar-se, é verdade. Já tinha tido oportunidades com o Villas-Boas, mas acho que agora é de vez. Eu sabia o potencial que ele tem e sabia que ele é jogador para o F.C. Porto, uma das grandes equipas da Europa», garantiu o pai, que lembra ainda a maior machadada na confiança do filho. «Tenho todo o respeito por ele, mas a contratação do Otamendi não deixou o meu filho em boa posição», frisa. 

«Eu achava que ele devia ser titular no centro. Para mim ele é melhor que o Otamendi. Quando o Otamendi foi contratado o Maicon perdeu espaço, mas disse-lhe para ter calma e continuar a trabalhar», conta o pai. «Felizmente as coisas agora estão a correr bem. Mantenho o que disse: acho que desta é de vez», conclui quem melhor conhece o central portista. 


in "maisfutebol.iol.pt"

Hulk em risco por amarelos

Hulk passa a residir ao lado de Maicon na zona de risco em que se colocam os jogadores com quatro cartões amarelos. O defesa central passou pela Luz sem beliscar a folha disciplinar, o avançado foi penalizado pelo árbitro aos 90+2 minutos por demora em sair do relvado quando se preparava para ser substituído por Sapunaru. 


in "abola.pt"

Velocidade da Luz

MARCOU AO BENFICA APÓS SPRINT DE 60 METROS



James Rodríguez é um futebolista precoce. Isso já toda a gente sabe. Mesmo assim, o colombiano continua a surpreender a cada jogo e mostra, dessa forma, que ainda não está satisfeito com o que conquistou até aqui: consequentemente, quer quebrar todas as barreiras. Prova disso mesmo é o arranque a todo o gás que fez neste ano de 2012, com o ponto alto a surgir frente ao Benfica, no clássico que abalou a Luz.
O golo que apontou nessa partida reflete a velocidade com que foi evoluindo na sua carreira. Da recuperação de Fernando, no meio campo defensivo, até ao seu remate certeiro, passaram somente 10 segundos. Pode não ter chegado para forçar os seguidores de Einstein a adaptar a teoria da relatividade ao futebol mas, com apenas 20 anos, El Bandido lá colocou o seu nome na lista de heróis de um clássico do futebol português. E logo frente ao clube para o qual esteve prestes a transferir-se antes de ter optado pelo FC Porto.
in "record.pt"

Um Polvo invisível mas de longo alcance

FERNANDO GANHA AGORA NOVA PROJEÇÃO NO ATAQUE


Hulk marcou um golo do outro mundo, James entrou em campo para decidir, Maicon apontou o tento que acabou por valer os 3 pontos e Vítor Pereira foi corajoso e perspicaz nas substituições. No entanto, a vitória portista na Luz teve outro herói, um herói invisível que dá pelo nome de Fernando. O Polvo continua a estender os seus tentáculos para lá do imaginável e a sua influência no futebol portista é cada vez mais abrangente.
Destruidor por natureza, Fernando começa a dar outra dimensão ao seu jogo e isso ficou bem patente no clássico com o Benfica, de anteontem. O médio brasileiro não perdeu o seu instinto recuperador, mas deu-lhe outra dimensão, surgindo agora com igual eficácia na distribuição das bolas que ganha. Foi, por exemplo, por fruto da sua leitura de jogo que o FC Porto apontou 2 golos na Luz. Hulk e James bem que lhe podem agradecer e Vítor Pereira também...
in "record.pt"

Ele quer a canarinha

Há um sonho a comandar Maicon nesta fase em que vive o melhor momento da carreira: o central joga com os olhos postos na seleção brasileira. É esse o objetivo pessoal imediato e, por isso, está apostado em deixar de vez a lateral-direita em que Vítor Pereira o tem colocado de forma sucessiva, para se fixar no meio, posição que acredita lhe pode abrir as portas da canarinha. "Ele já me disse isso. Acredita que pode lá chegar e joga com esse objetivo", contou o irmão Muller a O JOGO, desde Porto Alegre, cidade para onde se mudou para jogar no Internacional. Também central, Muller jogou em Portugal no Mirandela e no Oliveira do Douro.
Para Maicon, a seleção não é "apenas" um sonho. Está fixado nela e pensa chegar lá a tempo do Mundial de 2014, realizado precisamente no Brasil. "Falamos três a quatro vezes por semana e ele está sempre a dizer-me isso", reforça Muller.
Lúcio, central do Inter, é o ídolo do portista e aquele com quem deseja fazer dupla. "Também gosta do Thiago Silva, do Milão, mas prefere o Lúcio. É fã dele há muitos anos", aponta o irmão. "Mas o sonho do Maicon não é jogar com nenhum desses, mas sim ao meu lado", brinca, embora reforçando que esse é um plano sério que os dois começaram a desenhar na infância.
Se há momento em que pode pensar na canarinha é este. Maicon vive em estado de graça no FC Porto e o carinho recebido durante todo o dia de ontem só o confirma. Para almoçar foi um grande problema, pois no restaurante escolhido todos quiseram felicitá-lo. Descansar só mesmo na praia que escolheu para passear à tarde. Depois de um jogo memorável, o brasileiro não podia ficar em casa, mesmo depois de se ter deitado apenas às 6h00, três depois de ter chegado ao Porto. As saudades da esposa, Úrsula, e a vontade de saber tudo sobre a vitória que ele próprio garantiu prenderam-no ao sofá. O golo, esse, reviu-o pela internet mal entrou no autocarro para abandonar a Luz. O sono é que saiu prejudicado. Maicon não pregou olho durante a viagem, à semelhança dos colegas, pois a euforia e os festejos da vitória fizeram sentir-se durante os 300 quilómetros que separam Lisboa do Porto.
Nessa fase já tinha atendido o telefone a quem lhe ligou a dar os parabéns. Não foram assim tantos, pois mudou há pouco tempo de número, mas os mais importantes fizeram-se ouvir: primeiro a mulher, depois os pais, que vibraram na pequena cidade de Planura.

A chupeta da festa ficou em casa


Ao festejar de dedo na boca, Maicon pretendeu dedicar o golo à filha Maria Luísa, nascida há 10 meses. Antes do jogo, o brasileiro pressentiu que iria marcar e disse isso mesmo à esposa. Por isso decidiu levar para Lisboa a chupeta da pequenina, para a meter à boca na hora do festejo. Já de viagem lembrou-se que a tinha deixado em casa e ficou triste. A confiança no golo é que se manteve e também Kléber, habitual companheiro de quarto nos estágios, ouviu o presságio. Foi por isso que o ponta-de-lança foi o primeiro a abraçá-lo após o momento mágico.

3 questões


Rúben Micael, Jogador do Saragoça


"É o melhor central do FC Porto"


1
Maicon é muitas vezes criticado. Como é que nunca se deixou abater?

Tem uma personalidade muito forte. Nos momentos menos bons soube sempre trabalhar bem e está a mostrar o seu valor. Nunca desiste. Já quando estávamos no Nacional era muito ligado à religião e isso também poderá ser importante. No entanto, se não treinasse bem, se não desse o máximo todos os dias, não era isso que lhe ia adiantar.

2
Ele estava a precisar de um jogo destes para se afirmar?

Sinceramente, não sei. Na época passada já tinha feito um grande início, mas aos poucos foi perdendo o lugar. As pessoas no FC Porto sabem que eu o considero o melhor central da equipa. Às vezes comete erros, mas isso é fruto da idade. Ainda é jovem, mas tem muita qualidade. É rápido, forte no jogo aéreo e o melhor defesa da equipa na qualidade do passe. Tem crescido bastante e tem a confiança do treinador, o que também é importante.

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Surpreendeu-o a insistência de Vítor Pereira em colocar Maicon à direita?

Admito que sim. Pela estatura dele, pela forma como joga não pensei que estivesse tão bem. Tem cumprido muito bem a lateral, mas como não tem as características ideais não dá muita profundidade. Defensivamente, acrescenta solidez e tem ajudado os outros centrais.

in "ojogo.pt"

A terceira que fez história

Dizem os adeptos mais fervorosos do FC Porto que o Estádio da Luz se tornou num autêntico salão de festas para a sua equipa. A referência é óbvia: na época passada os dragões festejaram lá a conquista do título nacional e, uns dias depois, deram a cambalhota na eliminatória da Taça de Portugal, afastando o rival do Jamor. Na sexta-feira, novo triunfo e mais uma festa em pleno relvado, à custa da liderança isolada no campeonato. Um triunfo que ficará, também, para a história como o terceiro consecutivo em casa do arquirrival, algo que o FC Porto nunca tinha conseguido em 108 anos de clássicos.
Por três vezes, os portistas tiveram a possibilidade de fazer o "tri" na Luz, mas falharam essa marca: nas décadas de 70, 80 e 90 (ver quadro).
Se há um protagonista nestes três triunfos ele é, claramente, Hulk. O Incrível marcou um golo em cada um desses clássicos: de penálti no jogo do título e de bola corrida nos outros dois. Curiosamente, os três colombianos do FC Porto também marcaram. Guarín e Falcao, que já não moram no Dragão, na época passada e, agora, James. João Moutinho foi o único português a faturar nestes encontros.
Outro dado interessante para acrescentar a esta história: desde a década de 70 que o FC Porto não ganhava em casa do Benfica em dois campeonatos consecutivos. Curiosamente, o segundo desses triunfos também foi por 3-2, como na sexta-feira. Só que nesse encontro, os portistas, orientados por Monteira da Costa, estiveram a perder por 0-2 e deram a volta com golos de Ademir e Júlio (2), dois jogadores que saltaram do banco na segunda parte para carimbar a vitória.

Séries de duas vitórias

data resultado competição

18/09/96 0-5 Supertaça
Marcadores: Edmilson (3'), Artur (43'), Jorge Costa (46'), Wetl, (56') e Drulovic (85')
11/01/97 1-2 Campeonato
Marcadores: Jardel (24') e Jorge Costa (57')
30/04/97 2-0 Taça de Portugal
Marcador: -
14/12/83 1-2 Supertaça
Marcadores: Frasco (20') e Vermelhinho (64')
27/01/85 0-1 Campeonato
Marcador: Gomes (70')
25/03/85 1-0 Supertaça
Marcador: -
19/10/74 0-1 Campeonato
Marcador: Cubillas (15')
30/05/76 2-3 Campeonato
Marcadores: Ademir (51') e Júlio (68´e 88')
22/05/77 3-1 Campeonato
Marcadores: Taí (71')

Taça da Liga para igualar as águias


O FC Porto volta ao Estádio da Luz já no dia 21 desde mês para a meia-final da Taça da Liga. Além da presença em Coimbra, onde se vai decidir quem ganha a prova (Gil Vicente e Braga disputam a outra vaga), os dragões têm uma oportunidade de ouro de igualar o rival no número de vitórias seguidas em clássicos fora de casa. O FC Porto atingiu as três na sexta-feira, mas o recorde é do Benfica, que ganhou quatro vezes seguidas nas Antas. Os encarnados tiveram a sua década de glória nos anos 60, com a conquista de duas Taças dos Campeões Europeus, mas foi mais tarde, entre 1974 e 77, que derrotaram os portistas em sua casa. Duas vezes por 3-0, uma por 1-0 e outra por 3-2.

in "ojogo.pt"

Kléber vê campeonato longe de estar definido

O FC Porto já esteve na frente, depois perdeu a liderança e agora recuperou-a novamente. Talvez por isso Kléber coloque um travão na euforia dos adeptos e avisa que nada está ainda resolvido no que diz respeito à luta pelo título. "Não nos podemos esquecer que o campeonato ainda nos proporcionará muitos obstáculos difíceis. Precisamos de continuar focados, pois ainda está longe de se definir alguma coisa", disse ontem à sua assessoria de imprensa.
De qualquer forma, o avançado reconhece que o horizonte está agora mais limpo e que a confiança saiu reforçada com a vitória na Luz. "Era fundamental vencer esta partida. As nossas campanhas eram idênticas e esta vitória pode fazer a diferença mais tarde. Além disso, ganhar um jogo como este dá moral para toda a equipa, pois trata-se do nosso maior rival e um concorrente direto na luta pelo título", sublinhou.
O FC Porto regressa amanhã ao trabalho, dia em que a euforia tem obrigatoriamente de terminar. "Vamos comemorar e a partir de amanhã trabalharemos ainda mais forte para que possamos dar sequência à nossa boa campanha", finalizou.

in "ojogo.pt"

Como James foi embalado para o clássico

Depois de 79 minutos na vitória da Colômbia sobre o México e de 15 horas de viagem na noite anterior, que o trouxe desde Miami até Lisboa - com escala em Nova Iorque -, James transformou-se no principal herói de mais uma vitória do FC Porto no Estádio da Luz. Na ressaca do clássico, sobram as perguntas: afinal, qual foi o segredo para uma tão rápida recuperação? E como é que o colombiano apareceu bem fisicamente depois de um desgaste tão grande? A receita esteve nos pormenores, mas também na força de vontade de James, que fez sempre questão de demonstrar, junto dos responsáveis portistas, um enorme desejo de "jogar" e "ajudar a equipa", mesmo sabendo, por antecipação, que nunca teria possibilidades de ser titular. E foi esse apetite interminável para marcar presença no clássico que obrigou a um planeamento especial e coordenado entre o departamento médico e técnico do clube.
Tudo começou ainda no voo: James viajou em classe executiva e aproveitou a noite para dormir algumas horas, ainda que não muitas, pelo reconhecido desconforto provocado pelos aviões. No entanto, mal chegou a Lisboa, logo pela manhã do dia do jogo, seguiu direto para o hotel onde a equipa já se encontrava instalada desde a véspera. Enquanto os companheiros realizaram o habitual passeio matinal, no Parque Eduardo VII, James ficou-se pelo hotel. Para combater o fuso horário e uma eventual ansiedade que lhe retirasse a possibilidade de adormecer, o departamento médico optou por lhe dar comprimidos para dormir. E foi o que o colombiano fez durante toda a manhã do clássico: dormir, dormir e dormir. James também estava autorizado a faltar ao almoço da equipa, mas, aqui, preferiu não cumprir o conselho. Por isso, colocou o despertador para as 12h30, tendo então acordado para conviver com os companheiros durante a refeição.
Depois do almoço, voltou ao quarto para descansar mais um pouco, mas já não dormiu mais. O clássico estava mesmo à porta e a vontade de realizar, finalmente, um grande jogo num grande jogo era enorme. Mas faltava ainda um detalhe para James estar pronto: a meio da tarde, um pouco antes de sair para o Estádio da Luz, realizou alguns alongamentos ainda no quarto, assim como uma massagem que lhe permitisse uma mais rápida ativação dos músculos. O plano resultou e James sentia-se ainda mais confiante de que podia ser útil à equipa, tendo referido isso mesmo, com grande insistência, a todos os responsáveis portistas. Por isso, Vítor Pereira não encontrou grandes dificuldades em lançá-lo na partida, sobretudo quando sentiu necessidade de mexer com o jogo. Foi aos 58 minutos que James saltou para o relvado; o resto já se sabe.

Plano


> VOO

James fez a viagem de Miami até Lisboa - com escala em Nova Iorque - em classe executiva. Dormiu algumas horas no avião, mas não muitas.

> CHEGADA

Chegou a Lisboa na manhã do dia do jogo e seguiu direto para o hotel onde a equipa do FC Porto já se encontrava instalada desde a véspera.

> SONO

O programa contemplava um sono pela manhã e, para isso, o departamento médico deu comprimidos ao colombiano para dormir.

> ALMOÇO

Apesar de ter sido autorizado a ausentar-se do almoço com a equipa, James fez questão de fazer a refeição com o plantel.

> MASSAGEM

Antes da saída para a Luz, James realizou alongamentos no quarto, mas também uma massagem para uma mais rápida ativação dos músculos.

Uma estrela que rende ainda mais a sair do banco


Pode parecer injusto, ou até mesmo estranho, mas a verdade é que James tem rendido muitos golos e assistências quando sai do banco de suplentes. Pode sempre argumentar-se que rende porque é bom, ou até porque, nos últimos tempos, tem tido poucas oportunidades para ser titular, mas a verdade dos factos mostra que James tem desequilibrado quase todos os jogos em que é suplente utilizado. Nos últimos sete que realizou pelo FC Porto, por exemplo, só por duas vezes foi titular (eliminatória com o Manchester City), enquanto nos restantes cinco entrou a meio, conseguindo apresentar números verdadeiramente fantásticos.
V. Setúbal (Taça da Liga e campeonato), Leiria, Feirense e Benfica são as partidas em questão e durante as quais o colombiano marcou três golos e fez cinco assistências, num total de apenas 175 minutos de competição. Ou seja, e feitas as contas, nem sequer precisou de completar o tempo de dois jogos completos para ter influência direta em oito golos da equipa. Impressionante.
Aliás, estes números ganham especial relevância quando comparados com aquilo que James produziu durante a restante época, sobretudo no que diz respeito às assistências. Ora, se James contabilizou cinco nos últimos setes jogos, no que sobrou da época tinha conseguido apenas mais três, contabilizando todas as competições. No que diz respeito aos golos, a produção dos últimos jogos é muito boa, mas não tão significativa: marcou três, num total de 12 marcados.
No plantel, apenas Hulk consegue rivalizar com estes números de James, embora o colombiano tenha menos minutos de competição (2409' contra 1917'). O brasileiro soma, depois do clássico da Luz, 13 golos marcados e outras tantas assistências, ou seja, participou diretamente em 26 dos 73 golos que a equipa marcou esta temporada (35,6%), enquanto James esteve ligado a 20 (12 golos e oito assistências). Esta é a dupla que sustenta grande parte do poder ofensivo do Dragão, comprovado, uma vez mais, na recente visita ao Estádio da Luz. É que os três golos do FC Porto no clássico tiveram participação de Hulk e James: o brasileiro marcou o primeiro e o colombiano o segundo, para além de ainda ter feito a assistência para o terceiro.

El Bandido adere ao projeto Mi Coach


James juntou-se a outros craques, como Messi, na adesão ao MiCoach. O projecto, desenvolvido pela Adidas, pressupõe que os jogadores introduzam um pequeno dispositivo electrónico nas botas, que durante um jogo ou treino medirá uma série de atributos, ao nível da velocidade, resistência e força, como distância percorrida, média de velocidade, velocidade máxima atingida ou batimentos cardíacos, para que depois possa ser elaborado um plano de treinos com vista a melhorar.

Muitas mensagens no dia seguinte


Depois da brilhante exibição no Estádio da Luz, o Facebook e Twitter de James foi inundado por mensagens de felicitações de fãs e adeptos. "Tenham um sábado feliz. Muito obrigado por tantas e tantas mensagens com tão boas vibrações. Estou muito grato por todo o vosso apoio", escreveu o colombiano ao início da tarde de ontem, pouco antes de ter partilhado alguns recortes dos jornais - entre os quais a primeira página de O JOGO - em que aparecia com grande destaque: "Partilho isto com vocês, que motivante", escreveu ainda o avançado colombiano no Facebook.
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in "ojogo.pt""

JUNIORES A SUBIR NA CLASSIFICAÇÃO

O FC Porto foi vencer na tarde deste sábado o Vitória de Setúbal, por 2-1, em jogo da 4.ª jornada do campeonato nacional de juniores A.

Depois da falsa partida no campeonato, com duas derrotas a abrir a competição, o FC Porto venceu pela segunda vez, depois de na última jornada ter batido claramente o Benfica por 3-0.

Com este resultado, os Sub19 do FC Porto subiram à quarta posição, com seis pontos, menos três do que os líderes Braga e Benfica.

Na próxima jornada, os Dragões deslocam-se ao terreno do Sporting, jogo marcado para 10 de Março.



in "fcp.pt"

sábado, 3 de março de 2012

VITÓRIA EM FAFE NO FECHO DA PRIMEIRA FASE

O FC Porto Vitalis encerrou este sábado a primeira fase do Andebol 1 com uma vitória clara no terreno do Fafe, por 33-27. Os Dragões, que já tinham garantido o primeiro lugar, terminam com 62 pontos, mais sete do que o actual segundo classificado, o Águas Santas, mas aguardam pelo confronto entre Benfica e Sporting, no domingo, para conhecer a vantagem pontual final.

No encontro em Fafe, Pedro Spínola foi o melhor marcador, com nove golos. Ao intervalo, o FC Porto já vencia por 19-10, num encontro que controlou do início ao fim. Registe-se a eficácia de primeira linha (79%, correspondente a 11 golos em 14 remates) e o extraordinário número de 21 contra-ataques conseguidos, 16 dos quais concretizados.

Os Dragões, que apenas perderam pontos em dois encontros da primeira fase (derrotas na Luz, por 23-22, e em Alvalade, por 26-24), vão entrar na segunda fase com metade dos pontos, ou seja, 31. Águas Santas, Benfica, Sporting, Madeira SAD e ABC são as outras equipas apuradas, que se vão defrontar entre si, em casa e fora, para definir os seis primeiros lugares.



in "fcp.pt"

CARLOS ANDRADE É O MELHOR NO GINÁSIO

O FC Porto Ferpinta venceu o Casino Ginásio, em Montemor-o-Velho, por uma diferença esclarecedora de 34 pontos (59-93), e manteve, ao final da 18.ª jornada da Liga, a primeira posição da fase regular. Num encontro que os Dragões resolveram ao terceiro período, com um parcial favorável de 9-28, Carlos Andrade acumulou a condição de melhor marcador com a de MVP.

A resistência do Ginásio, que atingiu o intervalo a perder apenas por dois pontos (39-41), desfez-se por completo na segunda parte, fase em que não pôde mais aguentar o claro ascendente dos campeões nacionais, que apresentaram uma versão defensiva mais rigorosa, ao ponto de apenas permitir 20 pontos ao adversário na soma do terceiro e quarto períodos.

Numa equipa em que 11 dos 12 jogadores utilizados pontuaram, Carlos Andrade distinguiu-se como o homem do jogo, ao somar 16 pontos e 6 ressaltos. Além do internacional português, três outros elementos do FC Porto Ferpinta atingiram uma pontuação de dois dígitos: Greg Stempin (15), Diogo Correia (13) e João Santos (12).


in "fcp.pt"

ARTE DE GIL NO POKER DE REINALDO

O FC Porto Império Bonança regressou a casa e voltou aos triunfos. Frente ao Hóquei Clube de Braga, em partida a contar para a 18.ª jornada do Nacional da I Divisão, os Dragões realizaram uma excelente exibição e venceram por 9-4, com Pedro Gil a fazer magia no acompanhamento a um Reinaldo goleador.

O jogo começou com os homens da casa ao ataque, mas foi o adversário a chegar primeiro ao golo, com Rafa a activar o marcador à passagem dos quatro minutos. A desvantagem não preocupou e os Dragões de imediato alcançaram a igualdade, com Reinaldo Ventura a apontar o 1-1, após uma recuperação defensiva de Pedro Moreira.

O número 7 voltou a estar em evidência pouco depois, ao servir Caio para um remate indefensável e o consequente 2-1. Nesta altura, o cinco portista controlava o jogo na perfeição e em poucos minutos ampliou a vantagem, com golos de Reinaldo Ventura, de penálti, e Filipe Santos.

Pelo meio, Caio saiu lesionado e Gonçalo Suíssas foi lançado no rinque. Foi precisamente o número 17 a criar o 5-1, que significou o terceiro tento de Reinaldo Ventura, e a facturar o 6-1, após uma jogada enorme de Pedro Gil. Rafa, de penálti, assinou o 6-2 com que as equipas saíram para o intervalo.

O segundo tempo decorreu a um ritmo mais baixo e permitiu a Tó Neves gerir o plantel numa medida que nunca pôs em causa a superioridade do FC Porto Império Bonança. Reinaldo Ventura reentrou na partida com a mesma eficácia do período inicial e fechou o seu poker através de um livre directo.

Mas o melhor lance da tarde ocorreu aos 29 minutos: Pedro Gil ultrapassou três adversários com a classe e espetacularidade que se lhe reconhece e bateu o guarda-redes para o 8-2.

O HC Braga tentou reagir e ainda conseguiu reduzir a diferença no placar para quatro golos, até que nova combinação entre o número 66 e o número 9 do FC Porto acabou com o jogo. “Rei” ofereceu a bola e Pedro Gil agradeceu com os festejos para o 9-4 final.

No final, Tó Neves fez a análise do encontro: ”Já esperávamos um jogo complicado, com um HC Braga competente, a criar-nos dificuldades. Entramos muito bem jogo e acabámos por sofrer um golo contra a corrente, mas fizemos o empate e a partir daí controlámos e gerimos bem a partida e o plantel. A vitória nunca esteve em causa. Tivemos muitos bons momentos no jogo, conseguimos concretizar melhor do que nos últimos encontros, nos quais tivemos alguma falta de sorte, e alcançámos uma merecida vitória. O Caio sofreu um toque e fui aconselhado a não o utilizar. Não actuou no segundo tempo por precaução. Felizmente, temos um bom plantel e todos os jogadores têm a minha confiança. Todos dão garantias e foi isso que se viu hoje.”



in "fcp.pt"

Rui Costa está de volta !!!

Rui Costa, mais uma vez, voltou em grande a ameaçar o Delegado da Liga Carlos Lucas.

Aguardamos serenamente para ver as consequências das ameaças do Ruizinho dos tuneis e se a liga vai uma vez mais fechar os olhos ao clube do regime.

Mas a realidade é uma o FC PORTO esta em primeiro jogou melhor e nem com atitudes de guerrilha os vermelhos nos ganham.