terça-feira, 14 de setembro de 2010

FC Porto explica lesão de Varela


Depois de falhar os desafios com Chipre (4-4) e Noruega (0-1), Varela foi decisivo no triunfo do FC Porto sábado frente ao Sporting de Braga (3-2), em jogo da quarta jornada da Liga, tendo marcado dois golos.

O FC Porto atestou hoje a indisponibilidade física de Silvestre Varela para representar Portugal nos jogos de apuramento para o Euro2012 de futebol, lembrando que os problemas foram confirmados pelo departamento médico da selecção.

“A propósito de declarações e artigos de opinião que envolvem a lesão que impediu Varela de representar Portugal nos dois últimos jogos, importa esclarecer em definitivo que o atleta se encontrava lesionado no passado dia 30 de Agosto”, vinca o clube, em comunicado publicado no seu site oficial.

Os “dragões” esclarecem que “a lesão foi alvo de estudo e confirmada através da realização de exame complementar (TAC)”.

“Posteriormente, o avançado deslocou-se à concentração da selecção nacional para ser observado pelo departamento médico da FPF, tendo este avaliado o problema e aconselhado a sua dispensa dos trabalhos”, conclui a nota.

in "desporto.sapo.pt"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

F.C. Porto prepara Rapid Viena já com Guarín


A integração, ainda que de forma condicionada, de Freddy Guarín no grupo de trabalh do F.C. Porto é a grande nota de destaque da sessão de trabalhos que os dragões realizaram esta segunda-feira, a primeira com vista ao jogo com o Rapid Viena.

O colombiano estava ausente dos trabalhos desde o jogo com a Naval, o primeiro do campeonato, e caminha, assim, a passos largos para voltar a ser opção para André Villas-Boas.

Com a integração de Guarín, Mariano Gonzalez passa a ser o único nome presente no boletim clínico. O argentino desenvolve treino condicionado.

A preparação para o jogo de estreia na fase de grupos da Liga Europa (quinta-feira, 20h15) prossegue já esta terça, com mais uma sessão matinal de trabalhos no Olival, à porta fechada.

in "maisfutebol.iol.pt"

FC Porto. O que o dragão tem que o dérbi de Lisboa não vai ter



.Nove pontos de vantagem dos portistas, tantos como os pontos para o campeão Benfica. Que joga uma crise contra o Sporting...

Terça-feira o Benfica joga contra o Hapoel Telavive (Liga dos Campeões) e dois dias depois o Sporting vai a Lille (Liga Europa). As noites europeias podem aliviar o stresse de muita gente, mas só vêm distrair do essencial: domingo há um dérbi de crise em que o mais provável é não se ver nada daquilo que aconteceu no último FC Porto-Braga: qualidade. Os dragões estão um passo à frente, têm nove pontos de vantagem para o campeão. Na tabela dos pontos e fora dela:


1- TREINADOR, IMACULADO Experiente ou não, copiado ou original, Villas Boas só sabe o que é ganhar e isso dá-lhe força para tudo. Nem que seja para arrasar Raul Meireles (como chegou a fazer antes da saída para o Liverpool), fazer de Moutinho um jogador de 66 minutos, ou deixar Fucile ou Rodríguez no banco. Jorge Jesus tem uma vitória (Setúbal) e Paulo Sérgio sobrevive com o oxigénio europeu. E tudo se discute.

2- DEFESA, FUNCIONA O FC Porto sofreu apenas dois golos em quatro jogos. A defesa perdeu Bruno Alves mas Maicon impõe--se ao lado de Rolando. O Benfica tem tantos golos sofridos como marcados (6), a equipa perdeu a consistência defensiva do ano passado e treme em qualquer campo e de qualquer maneira, especialmente em lances aéreos. Aqui, até o Sporting parece mais forte, mesmo com a revolução de Carriço e Nuno André Coelho. Uma questão: Patrício é o guarda-redes? Ou será Hildebrand? Podia ser pior, se por lá houvesse um Roberto (deixou os frangos, mas ainda ninguém o viu serenar).

3- MEIO-CAMPO, ENCONTRADO Fernando, Belluschi e Moutinho (ou Micael). Tudo está definido para Villas Boas. E na Luz? Javi García ainda está à procura do que jogava na época passada e, pior, não há quem renda o mesmo que Ramires ou Di María. No Sporting, a experiência de Maniche e a juventude de André Santos agradam mas não ganham jogos. Entre Valdés, Zapater e Vukcevic, as incógnitas continuam em aberto.

4- FALCAO, O AVANÇADO Há quem se queixe do cansaço. É? Falcao passou a última semana na selecção da Colômbia, chegou limitado e mesmo assim conseguiu ser decisivo no FC Porto-Braga, sem marcar mas desfazendo Miguel García ou saturando a defesa. Com dois golos acumulados nas primeiras jornadas, já descolou de Liedson e de Cardozo, ainda adormecidos.

5- HULK, O MELHOR É o goleador da Liga (três) e provavelmente o melhor futebolista. No ano passado andava desesperado, a tentar jogar sozinho, agora rende para a equipa e parece um passo à frente de qualquer outro jogador. A ele junta-se ainda Varela (dois golos ao Braga), enquanto em Alvalade ou na Luz não há quem se veja em grande forma.

6- BANCO, DE FACTO O FC Porto joga a vitória contra o Braga: Villas Boas lança Micael, Rodríguez e Souza, no banco ainda tem Valter, Fucile e Otamendi. Tudo funciona. Na Luz, César Peixoto, Ruben Amorim e Jara saltam de suplentes para a indiferença. O Sporting tem como alternativas Vukcevic, Postiga e Saleiro, mais Diogo Salomão, Torsiglieri e Zapater... Os nomes importantes são poucos. E pouco rendem.

7- DISCIPLINA, IMPECÁVEL O FC Porto é hoje uma equipa serena que só viu quatro cartões em quatro jogos. Em Guimarães, Olegário Benquerença esforçou-se para mostrar sete cartões ao Benfica, mas a tendência encarnada para a indisciplina já era anterior: ao todo, as águias somam 13 amarelos e um vermelho, são a equipa mais indisciplinada da prova. Perseguição da arbitragem? O Sporting, por aqui, continua aceitável (sete cartões).

8- MERCADO, CERTO O FC Porto fez duas contratações cirúrgicas para substituir Bruno Alves (Otamendi) e Raul Meireles (João Moutinho). De resto, os que chegaram estão longe de confundir a estrutura existente. No Benfica é o contrário. Gaitan está a ser forçado como novo Di María e Salvio vestirá o mesmo papel para o lugar de Ramires. Precisam de tempo, estão lá, mas ainda não o são. Jesus vai contornando a tentação de mudar a táctica (já o fez para encaixar Jara) e a equipa, em vez de crescer, ganhou areia na engrenagem. No Sporting qual é a desculpa? Falta o pinheiro?

9- DISCURSO, VERDADEIRO

Após cada vitória, Villas Boas dá-se ao luxo de continuar a ganhar pontos com as palavras. Depois de derrotar o Braga, logo arranjou forma de dar a bicada ao Benfica e ao Sporting, deixando- -os fora das três melhores equipas portuguesas da actualidade (elogiando o Vitória de Guimarães). Villas Boas até já tinha pontuado, recorde-se, com a questão dos "monólogos" de Jorge Jesus. O treinador do Benfica, nas suas intervenções, vai encontrando desculpas nas arbitragens ou no atraso na preparação provocado pelo Mundial; e Paulo Sérgio vai inventando as suas tiradas mais ou menos incríveis, entre "pinheiros" e a "melhor equipa do Mundo". "Sempre na brecha."
 
in "ionline.pt"

Hulk em quase metade da produção de ataque

Hulk rima com vitória. Gramaticalmente esta afirmação pode não fazer muito sentido, mas no futebol faz. E de que maneira. O FC Porto continua a não conhecer outro resultado senão a vitória desde que o Incrível regressou à competição, em Março último, após o castigo imposto pela Comissão Disciplinar da Liga. São 16 vitórias consecutivas em partidas oficiais nas variadas competições, 14 das quais com o brasileiro (falhou o Genk e o Rio Ave, já esta época, por motivos pessoais) em campo.

Contudo, para se perceber melhor o peso do jogador na equipa é preciso recorrer a outros números: nesses 14 jogos, o FC Porto marcou 41 golos - quase três por partida - e Hulk assinou directamente 10 e indirectamente, através de assistências, nove, com Falcao a ser o principal beneficiário.

Portanto, Hulk participou activamente em 19 golos, quase metade da produção da equipa desde o jogo no Restelo, que marcou o seu regresso à competição. Além disso, o brasileiro foi decisivo em vários jogos: foi o goleador solitário nos encontros com a Naval, o Rio Ave, e fez três dos quatro golos no triunfo sobre o Genk. Aliás, neste arranque de temporada, Hulk tem-se cotado como o melhor marcador da equipa - já leva sete golos, seis dos quais nos últimos três jogos, todos disputados após a ida ao Brasil por causa do falecimento da sobrinha.

Contra o Braga, Hulk voltou a ser considerado, por O JOGO, o melhor em campo, como já tinha acontecido em mais sete vezes nos outros 13 jogos em que participou desde o castigo. Desta vez, marcou um golo ao amigo Felipe e construiu, entre dois adversários, o lance do primeiro, oferecido em bandeja de ouro a Varela.

Números de Hulk

9 assistências

Varela foi o último a beneficiar dos seus passes mortais, na primeira assistência desta época. Na anterior, fez oito nos nove jogos em que participou

Só falhou dois jogos

Nos 14 jogos em que Hulk participou, o FC Porto marcou em média quase três golos. O brasileiro participou activamente em quase metade deles, sublinhando dessa forma a sua importância na equipa. Nos dois jogos em que não esteve (Genk e Beira-Mar) a média manteve-se

10 golos

Seis foram nos últimos quatro jogos, em que até fez um hat trick, na recepção ao Genk. Já tinha marcado à Naval no arranque da Liga. Os outros três foram na parte final de 2009/10

Rever músculos de Hulk

Guarín e Mariano eram, até ao jogo com o Braga, os únicos clientes do departamento médico. Porém, é provável que hoje Hulk lhes faça companhia. O brasileiro acabou a partida com cãibras e em visíveis dificuldades físicas pelo que será sujeito a uma reavaliação antes do treino. Contudo, não estará em causa a presença no jogo com o Rapid.

in "ojogo.pt"

Vitórias adjectivos

Lidou com desconfianças e adversidades, mas o resumo dos sete primeiros jogos não lhe podia ser mais favorável: vence e convence. Em contraste com Jesualdo Ferreira, também ele globalmente vitorioso mas incapaz de seduzir por completo a massa adepta portista, André Villas-Boas parece mais consensual na admiração. O Benfica foi o primeiro teste de fogo, ultrapassado com distinção, e o Braga terá servido de prova dos nove para os mais resistentes.

Mais do que o registo simples das vitórias, convém sublinhar algumas adversidades a que foi dando resposta e que talvez ajudem a perceber a unanimidade dos elogios: contornou o impacto das saídas de Bruno Alves e Meireles, dois dos pilares das últimas épocas; ficou sem Hulk horas antes do jogo do play-off com o Genk e ganhou confortavelmente; Ukra lesionou-se no primeiro minuto de jogo com o Beira-Mar e a resposta foi nova goleada; experimentou um desenho táctico diferente na segunda mão com o Genk sem comprometer o resultado; esteve duas vezes a perder com o Braga e encontrou saída. Numa pausa para respirar, é justo dizer que os adversários directos também têm ajudado.

A isto, junte-se um discurso que vai directo ao assunto, que usa as palavras certas para entrar nos ouvidos dos adeptos e provocar reacções. As melhores, como se comprova pela amostra recolhida. Percebe-se agora aquela ideia do perfil de treinador que, quando ainda não havia nome assumido, provocou sorrisos desconfiados assim que foi divulgada: o FC Porto procurava um sedutor. Villas-Boas gaba o controlo emocional da equipa dentro de campo, mas tem sido precisamente o descontrolo das suas próprias reacções, com festejos enérgicos como aquele que brindou os adeptos no final do jogo com o Braga, a captar a atenção das massas.

Opiniões

Rui Moreira

Determinado

"André Villas-Boas é um treinador determinado. Pela forma como entusiasma os jogadores e também pela forma como põe a equipa a jogar, com raça. Dou o exemplo do Fernando. Era um jogador tímido e agora até joga na grande área adversária. Destaco também a maneira como o treinador participa no jogo; até parece que está a jogar. Isto não se via com Jesualdo."

Álvaro Magalhães

Restaurador

"As sete vitórias souberam pela vida, mas o melhor é ver restaurado o espírito e o orgulho do clube, que Jesualdo Ferreira mascarara. A postura quase arrogante contra o Benfica, na Supertaça, a vitória nascida do inconformismo na Naval e a reviravolta com o Braga revelaram com clareza que há ali uma nova energia irradiante, uma força, uma alma, seja o que for. E a 'culpa' é dele. Que mais dizer?"

Manuel Serrão

Promissor

"Apesar de termos um treinador novo, reencontrámos velhas tácticas de ganhar. Estou a gostar das contratações que foram feitas, dos resultados obtidos até agora e até dos frangos do Helton, que não comprometem. Por tudo o que se está a passar, acho que o trabalho do treinador é promissor. Villas-Boas é uma das razões para o sucesso neste início de temporada."

Carlos Tê

Formidável

"A primeira palavra que me vem à cabeça quando olho para o FC Porto de André Villas-Boas é formidável. Confesso que não estava à espera deste início tão retumbante, embora só agora tenha chegado o primeiro grande teste da temporada, com o Braga. Destaco também a capacidade de reacção do treinador nas adversidades, que reflecte a sua personalidade."

Pôncio Monteiro

Ambicioso

"Quando se ganha estamos sempre contentes e não há nada a apontar à orientação seguida na escolha do treinador. Sabia, e disse, que não era uma aposta de risco porque era um treinador da casa, conhecia bem o clube e tem sido feliz. A equipa está a jogar bem e a ganhar, e André Villas-Boas mostra que quer ganhar. Escolheria a palavra ambição porque acho que assenta bem ao que tem dito e mostrado."

Jaime Magalhães

Competente

"André Villas-Boas está a fazer um bom trabalho, porque tem praticamente todos os jogadores disponíveis e em boa forma. Ora, essa disponibilidade do plantel faz com que o FC Porto esteja bem e a ganhar jogos, visto ter um grupo de jogadores recheado de qualidade. Aliás, à semelhança de outras temporadas, o FC Porto tem um bom plantel, com grandes jogadores. E o treinador está a ser competente."

A uma vitória de igualar início do mestre Robson

Se vencer na Choupana, de hoje a oito dias, Villas-Boas alcançará a quinta vitória consecutiva neste arranque de campeonato, o que lhe permitirá igualar séries conseguidas por António Oliveira (97/98) e Bobby Robson (94/95), um dos seus mentores. Contudo, é a Jesualdo Ferreira que pertence o recorde de jogos seguidos a vencer num início de prova com oito triunfos em 2007/08, interrompidos com um empate caseiro com o Belenenses. Em relação à invencibilidade, o FC Porto de Mourinho esteve 33 jogos sem ser derrotado.

Exuberante

Já toda a gente reparou na forma exuberante de André Villas-Boas festejar os golos e as vitórias do FC Porto. Desde os festejos individuais com os jogadores, que reflectem proximidade e cumplicidade, aos festejos para as bancadas, normalmente no fim dos jogos, que reflectem uma empatia com os adeptos pouco vista nas últimas épocas.

in "ojogo.pt"

Comentario Jorge Maia

Uma questão de probabilidades


Na sexta-feira, 24 horas antes do jogo entre o FC Porto e o Braga, o presidente do Benfica adivinhou a vitória dos portistas e a ampliação da diferença entre o líder do actual campeonato e o vencedor do anterior para nove pontos. Houve quem deduzisse que o dirigente encarnado fez a previsão com base em eventuais benefícios da arbitragem que tratariam de garantir o triunfo do FC Porto, mas há outra hipótese de interpretação para uma profecia que pode muito bem ter sido baseada apenas nas leis da probabilidade. Afinal, desde que o Conselho de Justiça corrigiu a sentença da anterior Comissão Disciplinar da Liga no caso do túnel da Luz, reduzindo a pena de Hulk de quatro meses para três jogos, devolvendo o Incrível ao seu lugar nos relvados, o FC Porto ganhou todos os jogos oficiais realizados. Todos. Sem excepção. Era apenas uma questão de probabilidade que ganhasse frente ao Braga. Como, provavelmente, teria ganho aqueles que Ricardo Costa o impediu de jogar, influenciando o desfecho não apenas de um jogo, mas de um campeonato inteiro.

in "ojogo.pt"

Rapid perde antes de visitar o Dragão

O Rapid perdeu o dérbi de Viena com o Áustria por 1-0, com um golo de Linz, avançado que actuou no Boavista e no Braga. O adversário do FC Porto na jornada inaugural da Liga Europa jogou em casa e nem o apoio do público ou a estreia de Hesselink - o tal que Co Adriaanse queria contratar para o FC Porto - conseguiram empurrar a equipa para um triunfo. Pedro Emanuel esteve no Estádio Hanappi e tirou apontamentos que chegarão ainda hoje às mãos de Villas-Boas. O Rapid dispôs de algumas ocasiões de golo, mas a pontaria não estava afinada. Além disso, demonstrou debilidades defensivas, sobretudo por apostar no fora-de-jogo do rival. O Rapid caiu para o sexto lugar do campeonato, com nove pontos conquistados, fruto de três vitórias e quatro derrotas.

in "ojogo.pt"

Hulk está "on fire"


Naval, Genk (hat-trick), Rio Ave (bis) e Sp. Braga. Só o Benfica encontrou o antídoto para travar a veia goleadora de Hulk e isso foi logo a abrir a época, na Supertaça Cândido de Oliveira. Desde então, o internacional brasileiro fez o gosto ao pé nos 4 jogos em que foi utilizado e em 2 deles por mais do que uma vez. Sim, fez o gosto ao pé, já que de cabeça continua sem marcar. Nada que preocupe os portistas, que o que querem ver é o Incrível a meter a 5.ª já frente ao Rapid Viena, na próxima... 5.ª feira.

Aí está o grande goleador que Jesualdo Ferreira vaticinou. Na antevisão ao jogo em P. Ferreira, que abriu a Liga 2009/2010 para os dragões, o professor explicou os motivos que o levaram a colocar Hulk no centro do ataque em diversos jogos dessa pré-época: “Por limitações, o FC Porto começou a treinar apenas com três avançados e por isso esses jogadores tiveram de ser espalhados pelos lugares disponíveis.

Assim, e porque não fazia sentido limitá-lo às laterais, o Hulk está a aprender a jogar no meio e acredito que ele vai ser um grande goleador. O que ele está a fazer é conhecer os espaços frontais do sistema ofensivo, tal como todos os avançados de topo têm de fazer.” Visto isto, fica claro que foi Jesualdo que fez desencadear o monstro das balizas que há em Givanildo Vieira de Souza, mas também é verdade que foi já com Villas-Boas que Hulk começou a fazer jus ao seu nome de guerra.

De facto, foi nos espaços frontais que Hulk apontou os 7 golos que leva na atual época. De qualquer forma, também há muito mérito de Villas-Boas na forma como conseguiu domar a rebeldia tática que o brasileiro apresentava com Jesualdo. O novo treinador definiu uma única posição – extrema direita – para o Incrível e é a partir daí que ele tem feito a diferença, marcando golos a um ritmo surpreendente

in "record.pt"

Dragão acelera a 300



O F. C. Porto prepara-se para dobrar mais uma barreira e atingir um número expressivo no plano europeu. Na quinta-feira, a recepção ao Rapid de Viena não será só mais um desafio na Liga Europa. Será o 300.º jogo internacional dos dragões.

Há quase 54 anos, no dia 20 de Setembro de 1956, o F. C. Porto rasgou os horizontes nacionais e deu-se a conhecer à Europa do futebol. Recebeu o Atlético de Bilbau no extinto Estádio das Antas e iniciou, assim, uma caminhada fulgurante no plano internacional com resultados bem guardados na memória. Seis troféus no museu atestam as competências dos dragões no estrangeiro: duas Taças Intercontinentais, outras tantas dos Campeões Europeus, uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia. É um registo de respeito e sem paralelo a nível nacional.

Mas o desafio de estreia nas provas internacionais não foi nada saboroso. A falta de traquejo dos dragões esteve na origem de uma derrota, por 2-1, diante do conjunto basco, apesar de desfilarem no relvado os nomes de José Maria Pedroto, Hernâni, Jaburu e Virgílio. Disputava-se a Taça dos Campeões Europeus e aquele foi o primeiro suspiro de um clube, que ainda não tinha consolidado as bases de afirmação. Gaínza abriu o marcador, depois José Maria empatou e Canito fez o resultado final. Em Bilbau, os azuis e brancos perderiam por 3-2 e seriam eliminados.

Rasgar horizontes nos anos 80

Só depois de 1974/75, os dragões passaram a afirmar-se de forma mais consistente além-fronteiras. A partir daí, acumulam um registo consecutivo de presenças nas competições europeias e os primeiros picos de êxito seriam alcançados na década de 80 do século passado. A presença na final da extinta Taça das Taças, em 1983/84, é o primeiro sinal de crescimento sustentado, apesar de o jogo ter sorrido à Juventus. Depois da valsa em Viena, onde o F. C. Porto ganhou a Taça dos Campeões Europeus ao Bayern Munique, outros êxitos se seguiriam no presente milénio com a conquista da Taça UEFA e da Liga dos Campeões. O F. C. Porto também mantém registos curiosos, apesar de serem ofuscados pelos troféus e estarem algo escondidos na memória. Entre 1975/76 e 1987/88, por exemplo, o dragão esteve 29 jogos sem perder em casa. E só viria a ser travado pelo Real Madrid (2-1), na segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, curiosamente, quando defendia o troféu.

Ao completar 300 jogos internacionais diante do Rapid Viena, (Grupo L da Liga Europa), os portistas continuam no peugada do Benfica, a equipa portuguesa com mais desafios além-fronteiras. Contabiliza 325 encontros.

in "jn.pt"

Fucile «pediu para ficar no F.C. Porto» e está prestes a renovar


Foi um dos jogadores mais constantemente colocados na rota de saída do Dragão, no último Verão, mas a ligação ao F.C. Porto até vai ser prolongada por mais três anos. Falamos de Jorge Fucile, o lateral que brilhou no Mundial ao serviço do Uruguai, mas que optou por permanecer na, agora, sua cidade, apesar do assédio do Schalke 04.

O representante do defesa, Pablo Tomaduz, confessou ao Maisfutebol que a saída esteve iminente, mas foi o próprio Fucile a pedir para ficar no F.C. Porto, vontade a que se aliou o desejo da direcção em continuar a contar com o atleta. Tudo misturado e o uruguaio até está prestes a prolongar a sua ligação aos azuis e brancos.

«Ainda não está nada assinado, mas há um acordo verbal com a direcção. O novo contrato será até 2014 e haverá uma revisão salarial. O Fucile está muito contente porque foi ele que pediu para ficar no F.C. Porto. Também havia interesse do clube, portanto, foi juntar as duas partes», conta Pablo Tomaduz ao nosso jornal.

O agente acredita que tudo ficará em pratos limpos «dentro de dias», talvez até ao final da semana. «É apenas uma questão de aguardar os processos burocráticos. Eu sou um homem de palavras e o F.C. Porto também, por isso não haverá qualquer problema. A palavra também é válida, para mim», esclarece. Recorde-se que o contrato de Fucile expirava no final desta época.

«Titularidade? Quando chegou também havia o Bosingwa...

Fucile começou tarde a temporada e a indefinição quanto ao futuro foi uma constante, praticamente, até ao fecho do mercado. No final, prevaleceu a vontade do jogador: «O Fucile acha que foi o melhor para ele ficar no F.C. Porto. Está muito cómodo, adora a cidade, tem a vida dele estabilizada lá e muitos amigos no Porto. Houve a possibilidade de sair, como se sabe, mas ele preferiu ficar.»

As indefinições acabaram por lhe custar a titularidade e, apesar de já ter somado alguns minutos esta época e ser o segundo jogador do plantel com mais jogos pelos portistas (ao todo são 109; Helton tem 161), tem sido tarefa impossível tirar o lugar a Sapunaru, que tem estado em nível bastante aceitável. Junte-se o facto de o F.C. Porto ter ganho todos os jogos e percebe-se que Fucile terá trabalho árduo pela frente para resgatar o lugar. Nada que o assuste, garante Pablo Tomaduz.

«Ele agora está a 100 por cento e vai lutar pela titularidade. Quando chegou ao F.C. Porto também havia o Bosingwa e ele conseguiu impor-se. Agora vai ter de lutar outra vez. A relação com o treinador? É boa. Se não fosse, ele não tinha pedido para ficar. Agora só pensa em ajudar, porque o principal é que a equipa ganhe», concluiu o agente.

Jorge Fucile chegou ao F.C. Porto em 2006, emprestado pelos uruguaios do Liverpool de Montevideu, mas conseguiu impor-se a ponto de levar a direcção azul e branca a adquirir o seu passe e é hoje um dos mais carismáticos jogadores dos dragões.

in "maisfutebol.iol.pt"

Hulk mais incrível

Melhor arranque de época do atacante no Dragão. Três jogos a fazer golos é registo novo para o brasileiro que tem grande projecção até no Brasil.

Hulk entrou endiabrado na época e não há discussão sobre o momento do atacante: está a viver o melhor início de temporada no FC Porto. O golo facturado anteontem frente ao Sp. Braga valeu o reforço da ideia e, ainda, um registo inédito do brasileiro pelos dragões.

Os portistas nunca celebraram com tanta frequência a pontaria de Hulk, que anda a marcar há três jogos consecutivos, iniciando este ciclo com outra novidade a azul e branco, um hat-trick ao Genk, na segunda mão do play-off da Liga Europa. Depois, foi o Rio Ave a vítima e, anteontem, o Sp. Braga, também passou a figurar na colecção feliz do atacante, a quem chamam de Incrível do Dragão.

A comparação dos percursos de Hulk no arranque das duas temporadas anteriores, projecta uma certeza sobre o avançado. Hulk está mesmo mais incrível em 2010/11, pois na medida exacta dos primeiros cinco utilizações em jogos oficiais, apresentou apenas um golo na época de estreia e repetiu o número magro há um ano - dessa vez, só de penalty acertou em cheip no alvo, frente ao Leixões, na quarta jornada do campeonato. Os números actuais equivalem a uma diferença para lá de gritante: sete golos nas cinco vezes em que André Villas Boas o colocou em acção.

À cabeça dos melhores marcadores do campeonato e a liderar a tabela interna dos goleadores do FC Porto na nova época, o brasileiro vai juntando razões para sonhar com o melhor ano desde a chegada ao FC Porto no Verão de 2008, apontado como um talento a descobrir e apresentado à família como uma aquisição das que figuram na grelha dos milhões de euros. Por isso, ou também por isso, alguma desconfiança circundou inicialmente o jogador, mas a afirmação foi surgindo e dois anos mais tarde são, sobretudo, certezas fortes que saltam à vista nas análises, nas apreciações ao rendimento do futebolista.

in "abola.pt"

domingo, 12 de setembro de 2010

Golos FC Porto - Videos

1-1 Varela 32 m

2-2 Hulk 62 m

3-2 Varela 69 m

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Hulk: "Só podemos pensar em nós e ganhar"

Hulk voltou a estar em foco no FC Porto, agora com um golo e uma assistência para Varela. "Sabíamos que íamos defrontar um grande adversário. O Braga pratica um futebol bonito, parabéns para eles. É bonito quando todo o mundo dá o máximo e todo o mundo corre", comentou. A equipa segue assim numa cavalgada vitoriosa, mas Hulk deixa o aviso: "Não podemos relaxar". "Começámos bem o nosso campeonato. O objectivo maior é conquistar o título. Temos de entrar em cada jogo com o pensamento de fazer o melhor para sermos campeões. Só podemos pensar em nós e continuar somando", afirmou, feliz por reencontrar Felipe, guarda-redes do Braga de quem já foi colega de equipa. "É um grande profissional, desejei-lhe toda a felicidade", revelou.

Quanto às dificuldades físicas que passou na parte final do jogo, e que o levaram a sentar-se no banco enquanto era assistido antes de reentrar, tudo não terá passado de cãibras, o que atesta o esforço do jogador.

Marcou sete em cinco jogos

Hulk aumentou ontem para sete os golos que já apontou esta época. A veia goleadora começou na deslocação à Naval e continuou com o hat trick ao Genk, feito que dedicou à sobrinha que falecera na véspera do jogo da primeira mão com os belgas, que falhou. Seguiu-se um "bis" ao Rio Ave e mais um ao Braga.

João Moutinho admite que pode dar mais

João Moutinho admitiu ontem que ainda não está no pico da forma e que "pode dar mais à equipa no futuro". Quando à partida de ontem, destacou a importância do triunfo numa jornada em que os rivais perderam pontos. "Fizemos um bom jogo e conseguimos distanciar-nos dos adversários. Não é normal os adversários terem perdido tantos pontos, mas é normal nós estarmos bem e ter estas vitórias", salientou. Na próxima semana há um clássico na Luz, mas Moutinho não se mostrou interessado. "Estamos num ciclo bom e é em nós que temos de pensar e em vencer os nossos jogos porque queremos manter-nos à frente". A terminar, antecipou o jogo com o Rapid. "A ideia é obter um bom resultado porque queremos passar a fase de grupos"

in "ojogo.pt"

Um líder, dois campeões



O FC Porto ganhou um grande jogo de futebol ontem à noite. Tão grande, de facto, que lhe permitiu amealhar não só os três pontos que discutiu no Dragão com o Braga, mas também os dois que o Sporting perdeu em Alvalade e os três que o Benfica deixou ficar em Guimarães. De uma cajadada, a equipa de André Villas-Boas acertou em cheio nas três lebres que lhe discutem o primeiro lugar na corrida pelo título, assegurando uma vantagem considerável na frente do pelotão. Para o conseguir, o FC Porto teve de vencer o maior obstáculo que encontrou esta temporada - sim, mesmo maior do que o Benfica - num duelo que lhe testou os limites e que lhe esgotou as forças, mas que também revelou uma equipa suficientemente madura para reagir às contrariedades sem ceder aos ataques de ansiedade que lhe tolhiam os movimentos num passado recente. Pela frente, o FC Porto encontrou um Braga enorme, maior do que qualquer dos ditos grandes, capaz de olhar o líder nos olhos sem piscar e de o obrigar a dar absolutamente tudo para não deixar nada para trás. Aliás, durante muito tempo, foi a equipa de Domingos que esteve por cima de um jogo que também foi decidido no tabuleiro de xadrez onde mandam os treinadores.

André Villas-Boas cumpriu a máxima que aconselha a não mexer em equipa que ganha e apresentou o 4x3x3 do costume, embora de início com Hulk à esquerda e Varela à direita de Falcao. Domingos foi mais criativo. O treinador do Braga inverteu o triângulo do meio-campo, colocando Salino ao lado de Vandinho na dupla de pivôs defensivos, e fazendo Luis Aguiar avançar para o apoio directo a Lima, no ataque, assegurando o encaixe perfeito com o trio do miolo portista. Mais do que isso, o treinador do Braga fez a sua defesa subir, diminuindo a distância para o meio-campo e aumentando exponencialmente a densidade populacional na zona onde o FC Porto gosta de trocar a bola. Uma jogada arriscada, atendendo à velocidade de Hulk e Varela nas alas, mas bem sucedida na forma como durante muito tempo conseguiu asfixiar a criatividade do meio-campo portista. De resto, essa subida das linhas recuadas do Braga permitiam à equipa de Domingos pressionar alto e começar a construção ofensiva já muito perto do meio-campo portista, garantindo muitas vezes a igualdade numérica com os defesas portistas. O lance do primeiro golo - um livre fabuloso de Luis Aguiar - nasceu precisamente de uma recuperação de bola no meio-campo ofensivo que obrigou Fernando a cometer falta em zona frontal.

André Villas-Boas reagiu à desvantagem deslocando Varela para a esquerda e devolvendo Hulk à direita onde o Incrível iria explorar as debilidades defensivas de Elderson até à exaustão… de ambos. Foi Hulk quem desenhou o primeiro golo do FC Porto, ultrapassando o lateral em velocidade, para oferecer a igualdade a Varela, e também foi Hulk quem marcou o segundo dos portistas, mais uma vez às custas de Elderson, desequilibrado pelo passe de calcanhar de Álvaro Pereira. Domingos acabaria por ceder à evidência, trocando o nigeriano por Miguel Garcia que iria para a direita, libertando Sílvio para a marcação a Hulk na esquerda. Antes disso, Lima tinha contrariado o domínio que o FC Porto exerceu durante quase toda a segunda parte com mais um golo monumental, garantido por um remate disparado a cem quilómetros por hora e a uns bons trinta metros da baliza de Helton.

Ao fim de uma hora, o jogo estava empatado e, mais do que isso, dividido e tão imprevisível e incerto como quando começou. O FC Porto dominava, forçava, empurrava, mas o Braga não torcia. Acabaria por quebrar num lance de insistência de Falcao, que deixaria a bola à mercê de Varela para um remate indefensável. Aos 70 minutos, o FC Porto chegava à vantagem pela primeira vez. O Dragão explodiu, mas voltaria a engolir em seco quando percebeu as dificuldades de Hulk numa altura em que Villas-Boas já tinha esgotado as substituições. O Braga percebeu a fragilidade e carregou, o FC Porto reconheceu a debilidade e resistiu. Ambos como campeões.

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas: "As duas melhores equipas até agora"

A forma efusiva como André Villas-Boas festejou, logo após o apito final, o triunfo demonstra na perfeição as dificuldades que os dragões enfrentaram. "Foi um jogo de grande intensidade emocional para as duas equipas. Duas boas organizações e duas equipas extremamente competitivas que são, para já, as duas melhores do campeonato, talvez só a par do Guimarães", começou por dizer. De resto, o treinador do FC Porto apreciou o modo como viu os jogadores reagir aos golos contrários. "Controlo emocional", repetiu, vezes sem conta ao logo do discurso. "Quando se sofre e se perde o controlo é grave e entra-se num jogo de transições que não é o nosso. Com a nossa calma e força, acabámos por conseguir resolver", explicou.

Pelo que se ouviu, esse foi o grande segredo do FC Porto. "Não teríamos ganho sem isso", afirmou, convencido. O adversário foi merecedor de elogios. "Foi um jogo de alta exigência, com um Braga extremamente motivado e com grande organização, principalmente em termos defensivos. Qualquer erro nosso potencia ataques perigosos. Demonstrou em Sevilha que é capaz de matar qualquer equipa em transições. Se não tivéssemos mantido o rigor e fôssemos ao encontro do público, em termos de pressa, podíamos ter sofrido o 2-0", reforça.

Contas feitas, André Villas-Boas leva sete vitórias noutros tantos jogos oficiais. O avanço para os mais directos candidatos já é interessante, mas o treinador põe água na fervura. Antes de mais porque, acredita, este "tem sido um começo anormal". "Os adversários mais directos têm sido penalizados em pontos", sustenta, pedindo atenção para outras equipas. "Quem diz que o Guimarães não faz o que o Braga fez na época passada? Temos de olhar para quem está mais perto e manter uma regularidade pontual. Se o fizermos em quatro/cinco jornadas poderemos aumentar a distância", sublinhou. "Podemos aumentar essa vantagem mas qualquer ponto reduzido para o FC Porto será um balão de oxigénio". Para dar mais força à tese, André Villas-Boas deu um exempo do Chelsea. "Tínhamos o Manchester United a 12 pontos e a coisa ficou feia. Terminámos com mais três ou quatro à frente. Se não foi exactamente assim, foi parecido", recordou. "É preciso manter a lucidez e continuar a pontuar. Temos um calendário que começa a apertar e só com grande lucidez e organização se continua a ganhar. Há deslocações muito importantes e difíceis fora", continuou. E a próxima é já à Choupana. "Há muito grande que perde pontos na Madeira", atirou, lembrando o Benfica.

Uma jornada onde há um clássico Benfica-Sporting. "Não me diz respeito", respondeu. Villas-Boas interessa-se, isso sim, pela "disciplina colectiva". Ainda que isso não o impeça de deixar uma palavra para Hulk, que terminou o jogo em dificuldades, mas sempre com grande vontade. "Corria o risco de rasgar. A atitude é de salientar", terminou.

in "ojogo.pt"

Se juntar Hulk a Varela dá... espectáculo

A ESTRELA

Hulk 8

Assiste, baralha, dá e encanta

O momento de forma é sublime e os adeptos deliciam-se com cada jogada, cada finta, cada assistência e cada golo. Hulk faz de tudo um pouco e faz quase sempre tudo bem. A glória do brasileiro é a desgraça dos adversários. Elderson nem sabe o que lhe aconteceu e Domingos foi obrigado a retirá-lo do jogo, tantas foram as vezes que Hulk passou por ele. E que jogada foi a do golo do empate! Fez uma diabrura a Elderson, ultrapassou-o em velocidade e cruzou para a cabeça de Varela. Tudo rápido, tudo dentro dos limites. Antes já tinha rematado à barra, continuando o festival com jogadas em que colocou a defesa do Braga à beira de um ataque de nervos e Elderson a gritar por um Xanax. De tanto tentar o golo, conseguiu um dos momentos da noite aos 63'. Passou por Elderson, claro, e bateu Felipe. A 110 quilómetros/hora.

Helton 5

Sofreu os primeiros dois golos da época - que foram os primeiros dois do FC Porto no campeonato - e, apesar da excelência das execuções de Luis Aguiar e Lima, ficou a sensação de que podia ter reagido mais depressa no livre do uruguaio. No resto, defendeu um remate de Paulo César e resolveu bem um atraso de Maicon na primeira parte. Já na segunda, após um atraso de Belluschi, arriscou a finta e rematou contra Alan. Um perigo.

Sapunaru 4

Depois de recuperar a tempo da lesão que tinha sofrido num tornozelo, não esteve ao nível dos últimos jogos. Falhou muitos passes, encravou a progressão da equipa em alguns lances e também deixou sozinho Paulo César uma vez, valendo a defesa de Helton.

Rolando 6

Controlou as investidas de Lima na área portista, obrigando-o a recuar para procurar espaços. Tirando um mau passe, fez tudo bem, com segurança e rigor nas saídas para o ataque.

Maicon 6

Também não deixou que os avançados bracarenses criassem perigo dentro da área portista. Tirando um atraso complicado para Helton, não comprometeu a equipa.

Álvaro Pereira 6

Mais um bom jogo do uruguaio, apesar do muito trabalho que Alan lhe deu. Com um penteado a fazer lembrar Ronaldinho Gaúcho, andou várias vezes divertido no ataque, assistindo mesmo Hulk no segundo golo portista. Depois, esteve perto do golo com um remate forte, mas por cima da barra.

Fernando 7

Villas-Boas deu-lhe asas e agora é ver o brasileiro em todo o lado, não só recuperando bolas como pressionando o adversário em zonas altas, sem medo também de tentar as jogadas individuais. Nas subidas, Moutinho protegeu-lhe as costas, embora, às vezes, isso tenha também criado alguns desequilíbrios. Ao travar um contra-ataque bracarense, fez a falta que deu origem ao primeiro golo.

Belluschi 7

Foi o grande dinamizador do meio-campo, escolhendo os tempos de passe e progressão da equipa. Não deixou de defender e massacrar os adversários, sofrendo nas canelas algumas entradas duras.

João Moutinho 5

Deu uma boa ajuda nas tarefas defensivas, com recuperações e entrega (viu um amarelo na segunda parte), mas não conseguiu criar muitos desequilíbrios na organização do jogo ofensivo.

Varela 8

Depois de ter sido decisivo na Supertaça, os jogos seguintes não lhe correram tão bem. Mas ontem surgiu revigorado depois da paragem. Fez o primeiro empate com um cabeceamento fulgurante, surgindo na área para responder a um cruzamento de Hulk, e depois simplesmente resolveu o jogo com um remate portentoso, a 110 quilómetros por hora. Um golo de raiva, após ter beneficiado do bom trabalho de Falcao na área.

Falcao 6

Se o colombiano chegou morto da selecção, não se notou nada. Correu, massacrou os defesas, tentou o golo e foi determinante no lance que definiu o resultado. Arrastou dois defesas e isso permitiu que Varela ficasse solto.

Rúben Micael 5

Tentou ser mais criativo do que Moutinho e alternou coisas boas com algumas falhas.

Rodríguez 5

Entrou para segurar a defesa bracarense e, pelo menos isso, conseguiu.

Souza 6

Apesar de ter sido o último a entrar, fez tudo bem no pouco tempo de jogo. Formou com Fernando um muro e saiu a jogar com classe.

João Moutinho: «Ainda posso render mais»

Foram precisos 11 milhões de euros para a transferência mais marcante do último defeso se concretizar. João Moutinho saiu de Alvalade debaixo de fogo cruzado e chegou ao Dragão para ajudar a salvar a honra de uma equipa que tinha acabado de perder o campeonato.

As portas do onze abriram-se sem qualquer dificuldade, mas, apesar de vitórias atrás de vitórias, parece pairar alguma dúvida sobre o rendimento do antigo capitão do Sporting. “Ainda posso render mais”, confessa, antes de apelar aos colegas que o ajudem a explodir de azul e branco: “Todos procuramos dar sempre mais e, com a ajuda da equipa, acredito que posso vir a fazer melhores jogos.”

Sucessor de Raul Meireles, o internacional português há muito desejava lutar verdadeiramente pelo título nacional. Não esperava é que com apenas um mês de campeonato percorrido as faixas pudessem estar tão perto de encomendar.

“Estamos à frente e queremos continuar a ganhar mais jogos para no final do campeonato terminarmos em primeiro. É sempre bom aumentar a vantagem pontual para os nossos adversários diretos na luta pelo título”, assume João Moutinho, antes de lançar uma olhadela para a próxima jornada em que a sua antiga equipa se vai deslocar ao terreno do eterno rival da 2.ª Circular: “Vamos ver o que dá o clássico... Nós temos de pensar mais em nós, concentrarmo-nos em ganhar as nossas partidas, queremos continuar esta fase de bons resultados. Temos estado muito bem.”

Antes há ainda lugar para as provas europeias onde o FC Porto vai medir forças com o Rapid de Viena: “Vamos tentar repetir os bons resultados também na Europa. Com a ajuda dos adeptos, vamos conseguir.”

in "record.pt"

Varela diz "bi(s)tória"


quatro dezenas de golos em portugal

Houve de novo “ Incrível” na equipa azul e branca mas também houve “Fenomenal”. Silvestre Varela bisou mais uma vez com a camisola portista – na última época marcou dois golos na goleada por 4-0 sobre o Nacional da Madeira, tendo apontado um golo desde a marca dos 11 metros – e esse feito valeu 3 preciosos pontos ao FC Porto, que sai desta jornada deixando Sp. Braga e Sporting a 5 pontos e o Benfica a 9 quando apenas estiveram 12 pontos em disputa. Este pleno do FC Porto de André Villas-Boas fala por si, com o “caçula” dos treinadores portugueses a vencer, embora com esforço, a sua segunda grande prova de fogo, defrontando adversários de alto nível.

Para o herói da noite, mais um portista gerado na maternidade de Alvalade, este foi o seu 40.º golo sob emblemas nacionais, num total já de 167 jogos disputados, com as camisolas de Sporting, V. Setúbal, Estrela da Amadora e FC Porto.

Numa noite em que Rolando completou o seu 200.º jogo e na qual Falcão fez o seu 50.º jogo com a camisola do FC Porto. Curiosamente, o colombiano tinha tantos golos marcador por cá quanto Silvestre Varela, que agora lhe ganhou avanço numa corrida na qual, naturalmente, terá sempre desvantagem pois surge muito menos na zona de tiro.

in "record.pt"

«É preciso manter a lucidez» - André Villas Boas


André Villas Boas, treinador do FC Porto, alertou esta noite, depois da vitória sobre o Sp. Braga, para a necessidade de a sua equipa procurar manter o ritmo evidenciado neste arranque de temporada.

«É preciso manter a lucidez e continuar a pontuar. Temos calendário que começa a apertar, só com grande lucidez e organização se continua a ganhar, disse no final da partida o técnico que valorizou «a grande intensidade emocional e colectiva das duas equipas», no confronto com o Sp. Braga.

Villas Boas não tinha ainda experimentado estar a perder esta temporada. Frente ao Sp. Braga aconteceu-lhe por duas vezes. E das duas a equipa conseguiu dar a volta: «Acho que o mais importante era ter o controlo emocional. Quando se sofre um golo e se perde controlo é que é grave. Conseguimos manter o nosso. Com a nossa calma e força, acabámos por conseguir resolver».

Com cinco pontos de avanço sobre o Sp. Braga e Sporting, nove sobre o Benfica, Villas Boas recusa, ainda assim, grandes euforias: «É muito, muito cedo e depois se entrarmos num padrão classificativo como este, qualquer ponto que reduzam será sempre grande bolsa de oxigénio para os outros».

in "abola.pt"

Noite de gala no Dragão


Grande jogo no Dragão, onde o F. C. Porto reforçou a liderança com um bis de Varela

Quatro jogos, quatro vitórias, liderança reforçada, a cinco pontos do Braga e do Sporting, a nove do Benfica. O F. C. Porto venceu o Braga (3-2), mas sofreu a bom sofrer num grande jogo. Varela marcou dois golos, Hulk foi sensacional.

André Villas-Boas e Domingos Paciência têm muitos pontos de contacto. Um é um treinador a dar passos seguros, o outro foi um jogador brilhante e que também está a dar cartas como técnico. Ambos não fazem bluff. Defendem o jogo pelo jogo, gostam de assumir o risco e o futebol de ataque e ontem apostaram as fichas todas na vitória. Sem receios. Por isso, o Dragão assistiu a um desafio eléctrico: cinco golos e uma reviravolta sensacional do F. C. Porto. Esteve a perder por duas vezes, mas deu a volta e venceu por 3-2. Um bis de Varela, em mais uma noite de sonho de Hulk: marcou um golo e fez uma assistência.

Os dragões mostraram todos os predicados recentes, mas agora revelaram que são uma equipa com grande arcaboiço psicológico. Não se deixam abater, vão buscar forças ao infinito e são capazes de dobrar montanhas para agarrar a vitória. É um conjunto de aço, a antítese perfeita do conformismo que imolava o a equipa na época passada. Há mérito do treinador, que recuperou o código genético da equipa e o que é jogar à F. C. Porto. E agora sorri: liderança destacada no campeonato, a cinco pontos do Braga e a nove do Benfica. A passadeira está estendida...

Mas não foi fácil, porque o Braga é como um relógio suíço. Joga um futebol personalizado e teve o descaramento de perder o respeito pelo adversário. É essa a imagem de marca das equipas de Domingos Paciência, actuam no campo todo e respiram confiança nos ambientes adversos. Tudo somado, os minhotos foram os que mais problemas causaram aos dragões neste arranque de época e mancharam a folha imaculada da estatística de Helton. O guarda-redes sofreu o primeiro golo na Liga, na sequência de um livre directo do sempre perigoso Luís Aguiar.

O F. C. Porto entrou mal no jogo, mas tem individualidades para resolver os problemas mais complicados. Quando se tem Hulk em grande forma, como é o caso, quando se tem um jogador capaz de deixar os adversários à beira de um ataque de nervos, tudo é possível. E foi o brasileiro a rasgar a teia defensiva dos minhotos: mandou uma bola ao ferro e desenhou a jogada para o golo do empate, um excelente pique na direita, onde centrou para a cabeça de Varela.

Depois, a segunda parte foi de loucos. Um grande golo de Lima a dar a vantagem ao Braga, mas a tenacidade do dragão voltou a ser o fio condutor da noite. Hulk voltou a fazer uma grande jogada e a empatar o desafio. Depois, Varela fixou o 3-2 final. Quem pára este F. C. Porto?

in "jn.pt"

FC Porto-SC Braga, 3-2: Noite alucinante no Dragão

Intenso, de cortar a respiração, por vezes verdadeiramente alucinante. À desvantagem, que por duas vezes apontou na direcção contrária ao sentido do jogo, o FC Porto replicou com talento e uma generosidade ilimitada, num misto raro de que se fazem as grandes equipas. E ganhou. Apenas porque foi o melhor num encontro fantástico, que chegou a parecer uma final.

Do ritmo moderado de um previsível estudo mútuo, que se sobrepôs às intenções, ao balanço veloz que multiplica momentos de desequilíbrio, foi questão de 15 minutos. No seguinte, Helton, que até então não tivera oportunidade de esboçar uma defesa, foi forçado a recolher a bola do fundo das redes. Luís Aguiar transformara um livre de forma irrepreensível.

Com o golo disparava o compasso do jogo, num reflexo claro da pretensão portista, cujo plano sofreria uma rápida reformulação. Sem alternativa que não fosse continuar a ditar o sentido e as direcções do encontro, o Dragão expunha-se aos perigos do contra-ataque adversário, num risco calculado.

O empate até poderia ter chegado na primeira resposta à desvantagem, mas a trave negou o adjectivo soberbo, ou outro semelhante com o mesmo significado, ao remate de Hulk, que serviria o empate ainda antes do intervalo. Aí, o brasileiro voltou a ser incrível, ou a fazer o incrível, tirando adversários do caminho e «obrigando» Varela a cabecear para golo.

Num decalque da primeira metade, embora numa versão mais óbvia e descarada, o SC Braga recolocou-se em vantagem na primeira vez que redescobriu a direcção da baliza de Helton. Só que agora Hulk responderia de imediato, em cheio nas redes, depois de tabelar com Alvaro Pereira, que devolveu subtilmente com o calcanhar.

Parceiro do brilho, o FC Porto recuperava de duas situações de desvantagem, mas estava longe de dar a tarefa por concluída. A missão só terminava na vitória, para lá do remate cruzado e fulminante de Varela, que promoveu a aproximação do resultado ao jogo que as duas equipas proporcionaram, ou da persistência de Hulk em campo, mesmo em inferioridade física. Porque no Dragão até a determinação cintila e a fibra confunde-se com génio. Com bom génio. Que só dá vitórias e uma boa vantagem na liderança.

FICHA DE JOGO

Liga 2010/11, 4ª jornada

11 de Setembro de 2010

Estádio do Dragão, no Porto

Assistência: 47.617 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)

Assistentes: Tiago Trigo e André Campos

4º Árbitro: Vasco Santos

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela

Substituições: João Moutinho por Rúben Micael (66m), Falcao por Cristian Rodríguez (77m) e Varela por Souza (83m)

Não utilizados: Beto, Fucile, Walter e Otamendi

Treinador: André Villas-Boas

SC BRAGA: Felipe; Sílvio, Moisés, Rodriguez e Elderson; Alan, Leandro Salino, Vandinho «cap» e Paulo César; Luís Aguiar e Lima

Substituições: Elderson por Miguel Garcia (65m), Lima por Matheus (67m) e Luís Aguiar e Hugo Viana (72m)

Não utilizados: Artur Moraes, Paulão, Andrés Madrid e Elton

Treinador: Domingos Paciência

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Luís Aguiar (16m), Varela (33m), Lima (61m), Hulk (62m) e Varela (70m)

Disciplina: cartão amarelo a Fernando (15m), Rodriguez (36m), Paulo César (43m), João Moutinho (56m), Leandro Salino (72m), Belluschi (81m), Sapunaru (89m)

Villas-Boas: «Cuidado, este início de campeonato é anormal»


André Villas-Boas, treinador do F.C. Porto, comentando a vantagem ganha à quarta jornada e que já se traduz em 5 pontos para o Sp. Braga, 6 para o Sporting e 9 para o Benfica:

«É preciso ter algum cuidado, porque este é um início de campeonato completamente anormal. Os nossos adversários têm sido extremamente penalizados, mas quem diz que o Guimarães não pode fazer o que o Sp. Braga fez? Temos de olhar para quem está mais perto. Temos de manter uma regularidade pontual, se o fizermos em 4, 5 jornadas poderemos aumentar a distância. Mas depois, qualquer ponto perdido por nós vai ser um balão de oxigénio para os nossos adversários. Numa das épocas em que estava com o José Mourtinho no Chelsea, tínhamos o Manchester United a 12 pontos, a determinada altura, e a coisa ficou feia. Terminamos com 3 ou 4 pontos. É anormal esta distância, mas temos de continuar a ganhar, pontuar e a mostrar regularidade de vitória.»

Sobre o Benfica-Sporting: «Não me diz respeito, nem há resultados que me interessem. Interessa-me pontuar na Madeira. É um campo que afecta mentalmente quem o visita porque há muitos grandes a perder lá pontos. É importante ir à Madeira ganhar.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Villas Boas fala nas «emoções», Domingos diz que Porto «foi feliz»

André Villas Boas e Domingos Paciência em declarações à TVI depois da vitória do F.C. Porto sobre o Sp. Braga (3-2) em jogo da 4ª jornada da Liga:

André Villas Boas:

«Foi um jogo de grande intensidade emocional para as duas equipas. Duas boas organizações e duas equipas extremamente competitivas que são, para já, as duas melhores equipas do campeonato, talvez só a par do Guimarães. O mais importante era ter o controlo emocional. Quando se sofre um golo e se perde o controlo é que é grave. Se se perde o controlo entra-se num jogo de transições que não é o nosso. Fazemos um jogo de organização. Acho que é muito cedo para se fazer contas. É normal, mas é muito cedo. Qualquer ponto que os outros ganhem ao F.C. Porto será sempre uma grande bomba de oxigénio. Temos deslocações difíceis, o calendário começar a apertar. Só com uma grande capacidade de organização seremos capazes de ganhar».

Domingos Paciência:

«Toda a gente viu que entregámos a vitória ao F.C. Porto. Dois lances nossos, um em que o Miguel escorrega e outro num ressalto. Acho que o F.C. Porto acaba por ser feliz. O Braga foi uma equipa muito coesa, conhecedora como joga o F.C. Porto. Conseguimos o objectivo que era fazer golos, mas chegamos ao final com a sensação de que perdemos por culpa própria. Acima de tudo ficou provado que o Braga é uma equipa que sabe aquilo que faz. Na primeira parte vimos um Braga inteligente e quando assim é o Braga é uma equipa forte. Não estava à espera deste resultado, não estava a espera de perder. Na quarta -feira é outro jogo [frente ao Arsenal], temos de estar mais concentrados para conseguirmos segurar resultados».

F.C. Porto-Sp. Braga, 3-2 (destaques)

Hulk

O «Incrível» mostrou um novo super-poder. Depois do pontapé mortífero e da velocidade supersónica, Hulk apresentou ao mundo o drible criador: inventa espaço onde ele não existe. Foi-lhe bastante útil esta noite, para se livrar de Elderson no lance que viria a resultar no golo de Varela. Antes disso até parecia algo confuso nas ideias, mas foi sol de pouca dura. O que dizer da segunda parte? Fulminante a fazer o segundo tento portista (o quarto no campeonato), já depois de ter assinalado a melhor jogada individual do desafio, que não deu golo por acaso.

Varela

Depois de algumas exibições abaixo do que havia feito na Supertaça, o extremo português voltou a subir de rendimento. Dois golos, um deles num desvio à boca da baliza e outro num pontapé fulminante, numa noite com vários artistas na linha da frente com quem colher os louros. Está de volta às boas exibições.

Falcao

«Jogatana» do colombiano! Não marcou mas nem foi preciso tantos foram os quilómetros percorridos, as bolas ganhas, correctamente dominadas e entregues numa bandeja. Não marcou mas merecia, apetece dizer. O lance do terceiro tento, por exemplo, é revelador do altruísmo de Falcao que transformou um lance que parecia perdido no pontapé fulminante de Varela que levou o Dragão à loucura.

Fernando

Bem, onde anda o Fernando? É um pensamento que, certamente, assolou as mentes de muitos dos mais de 46 mil espectadores que estiveram no Dragão. É a face mais visível das alterações que Villas-Boas introduziu no futebol dos dragões e nem o amarelo visto ainda cedo o intimidou.

Belluschi

Muito rapidamente: a jogar assim, dificilmente perde o lugar no meio-campo azul e branco.

Vandinho

Não sabe jogar mal. A expressão é tão banal como significativa quando se fala de Vandinho. O patrão do meio-campo minhoto voltou a estar em evidência no Dragão. Foi ele que, por exemplo, conquistou a falta que Luís Aguiar viria a concretizar em golo, numa arrancada pelo miolo ao seu estilo.

Luís Aguiar e Lima

Dois «golaços». Luís Aguiar mostrou no Dragão o porquê de o F.C. Porto o ter ido buscar ao Uruguai. O azar é que foi quando representava o adversário. Primoroso o golo que abriu o activo, num livre superiormente executado. Lima não quis ficar atrás e, depois se vestir a capa de herói em Sevilha, quase o fez de novo no Dragão, com um pontapé do meio da rua. Não deu para mais, porque o F.C. Porto não deixou. A noite era de outro(s) super-herói(s)...

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Sp. Braga, 3-2 (crónica)



Há uma teoria interessante defendida no mundo da psicologia. Dizem os entendidos que os pacientes mais felizes são aqueles que acreditam piamente que o são. Parece simples e pode muito bem ser aplicado a esta equipa do F.C. Porto. A redoma de felicidade que envolve os dragões é a principal arma do séquito de Villas-Boas. É também este estado de euforia a principal explicação para o triunfo por 3-2, diante de um Sp. Braga pintado de candidato ao título da cabeça aos pés.

Entre a urgência e o prazer, o Porto faz pela vida e consolida uma liderança indiscutível. Não há tempo para conversas inúteis sobre questões laterais, nem desculpas que soam a cliché estafado e perdido nas agruras do tempo. Neste Porto o pensamento esgota-se na busca da vitória.

Felicidade e pensamento, a alma infinita e a capacidade de ser racional sob pressão. É assim a natureza de um organismo selvagem, bárbaro, por vezes insidioso. Num serão reservado a candidatos ao título, preenchido por cenas feéricas e um espectáculo venial, saiu por cima o que se agarrou à felicidade e ao pensamento.

Na cabeça de Hulk mora a esperança do dragão

O relvado do Dragão parecia um jardim de chalet suíço. Palco idílico, encrostado na encosta de um campeonato que só agora começa a ascensão ao topo. O pontapé de Luís Aguiar abriu as hostilidades e quebrou o protocolo inicial. As equipas deixaram-se de cerimónias típicas de canapés e boas maneiras, entregaram-se à luta, desapertaram a gravata e amachucaram a camisa.

Os Destaques do jogo

A Ficha do jogo

Os donos da casa sentiram-se ofendidos. Encostaram o dedo à testa do visitante abusador e puseram tudo em pratos limpos aos 33 minutos. Hulk agitou as hostes sobre a direita, levantou a cabeça verde de esperança e encontrou Varela ao segundo poste.

Um a um no marcador, o paraíso para o adorador do bom futebol. Bom futebol, grande futebol.

Dois Titanics em choque ao som de violinos

Eram dois Titanics gigantescos, frente a frente, choque esperado. A intensidade e a dinâmica faziam adivinhar o naufrágio de um dos contendores. No filme multi-premiado por Hollywood, a banda toca violino enquanto a embarcação se afunda, na tentativa de enganar com arte um destino facínora.

No Dragão foi um pouco do mesmo. O teor bélico do duelo era pintalgado por notas artísticas, de violino ou de pés afinados. Sabia-se que alguém ia cair, naufragar na ditadura do resultado. Foi o Sp. Braga a morrer, apesar do tremendo pontapé de Lima, que a 30 minutos do fim colocou o F.C. Porto de colete salva-vidas e muita aflição.

Daqui para a frente, tudo foi Porto, tudo foi categoria de uma equipa que toca violino enquanto sofre. A reacção foi violenta, castigadora.

Uma realidade demasiado boa para ser real

Um toque em habilidade de Alvaro Pereira e uma escorregadela de Elderson deixaram Hulk de frente para o golo. O brasileiro, num pontapé que mais parecia um fuzilamento, deixou o marcador em 2-2 e a multidão em euforia.

Havia mais a chegar, ainda antes da embarcação bracarense submergir. Silvestre Varela na esquerda, a driblar para o meio e pontapear para o golo. O Porto resgatava-se das brumas, de uma água gélida, e abria em definitivo uma vantagem gigantesca sobre os três restantes candidatos ao título.

O Sp. Braga, apesar da bela exibição, fica a cinco pontos; o Sporting a seis e o Benfica a nove. Demasiado bom para ser verdade.

A felicidade e o pensamento do F.C. Porto dançam ao som de violinos.

in "maisfutebol-iol-pt"

Atenção F.C. Porto: Besiktas também vence sem Quaresma

O Besiktas, adversário do F.C. Porto na Liga Europa, somou mais uma goleada na liga turca, com uma vitória categórica sobre o Ankaraguçu (4-0) em jogo da 4ª jornada, destacando-se no terceiro posto, ainda atrás do Bursaspor (+ três pontos) e do Kayserispor (+ um).

Desta vez sem Ricardo Quaresma, poupado para a recepção ao CSKA Sofia, da primeira jornada da Liga Europa, a equipa de Istambul venceu com um «bis» do brasileiro Bobo (29 e 67m) e golos de Toraman (61m) e do também brasileiro Mário Nobre (75m).

O Besiktas, que recebe o F.C. Porto a 21 de Outubro e vai ao Dragão a 4 de Novembro, apresentou a seguinte formação este sábado: Cenk Gönen, İsmail Köybaşı, İbrahim Toraman, Ferrari, Nihat Kahveci (Tabata, 59m), Nobre, Bobo (Holosko, 75m), Guti, Ekrem Dağ, Necip Uysal, Fabian Ernst.

in "maisfutebol.iol.pt"