quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dragão não faz por menos de três


O FC Porto vai enfrentar o Olhanense com o melhor ataque da Liga, o que por si só é um bom prenúncio para construir um resultado que lhe permita manter a vantagem confortável na liderança da prova. O jogo é no Dragão e aí os azuis e brancos têm feito valer a condição de favoritos para levar a melhor sobre os adversários. Uma marcha vitoriosa que já vem desde a época passada e que se traduz numa série de oito triunfos consecutivos. Mais do que isso, os dragões não fazem a coisa por menos de três golos...

O ciclo começou com o Marítimo, em abril, e teve continuidade diante do Rio Ave, V. Guimarães e Benfica. O treinador era Jesualdo Ferreira e foi nessa fase que o FC Porto deu início ao ciclo positivo que atravessa nos dias de hoje sob o comando de André Villas-Boas. Na presente campanha, os portistas nunca marcaram menos do que três vezes nos quatro encontros disputados perante os seus adeptos. Beira-Mar e Rapid Viena foram despachados sem hipótese de resposta, ao passo que Genk e Sp. Braga deram muito que fazer aos azuis e brancos. Isso significa que, no total, a equipa de Villas-Boas já possibilitou à sua massa associativa festejar 13 golos dentro de portas.

in "record.pt"

Maicon é trunfo forte no F. C. Porto


Foi jogador de futsal antes de ser futebolista. No Brasil, jogava no meio-campo, mas depois foi adaptado a defesa central. E o resultado está à vista. Maicon é um dos indiscutíveis do F. C. Porto e tem sido o substituto de Bruno Alves. Por isso, Otamendi tem de esperar.

Na época passada, Maicon apenas contabilizou quatro jogos no campeonato ao serviço do F. C. Porto. Um número magro que agora está a ter uma expressão mais gorda. Em apenas cinco jornadas, regista outros tantos desafios na prova. Aliás, é dos jogadores mais utilizados pelo treinador André Villas-Boas e foi titular nos nove encontros oficiais do F. C. Porto. Está seguro como uma rocha no eixo da defesa e a feroz concorrência de Otamendi até tem servido como estímulo no processo de afirmação.

O jogador tem sido o substituto de Bruno Alves, formando com Rolando uma dupla de centrais muito coesa. E os números são claros: dois golos sofridos na Liga, a segunda melhor defesa da prova, atrás do Olhanense. “O Bruno Alves é um excelente jogador e foi muito competente, mas o Maicon está no mesmo caminho. A prova disso são os resultados do F. C. Porto, que têm correspondido às competências do jogador”, avança Manuel Machado, treinador do Guimarães, que o lançou há duas épocas, no Nacional.

Maicon tem 22 anos, jogou futsal durante a adolescência e é por isso que tem um sentido técnico apurado. E quando chegou ao Cruzeiro com a idade de júnior actuava a trinco, mas depressa foi adaptado a defesa-central, por ter um perfil físico mais indicado para aquela posição. “Esta ascensão não me surpreende. Já no Nacional tinha as qualidades que hoje apresenta. Agora tem vindo a confirmá-las numa equipa com a grandeza do F. C. Porto. Está perfeitamente integrado e mais maduro”, explica o treinador.

Em nome de Michael Jackson

Maurides Roque, pai de Maicon, segue atentamente a carreira do filho e sente-se “orgulhoso” pela ascensão do jogador com a camisola do F. C. Porto. O segredo foi a perseverança de quem nunca desistiu, mesmo quando tinha os caminhos tapados: “Ensinei-o a ser humilde e paciente e ele nunca desistiu. Agradeço a Jesualdo Ferreira, porque ajudou-o a evoluir, e a André Villas-Boas, que lhe deu esta oportunidade. Quando o Bruno Alves saiu do F. C. Porto, disse-lhe ‘filho, o cavalo só passa uma vez perto de casa’ e ele agarrou a oportunidade”, conta, ao JN, Maurides Roque.

De raízes humildes, sempre revelou ter um espírito determinado: “Aos 13 anos, disse-me que ia sair de casa e só voltava como jogador profissional”. O sonho concretizou-se. Maicon tem dois irmãos futebolistas e um deles chama-se Muller “em homenagem ao antigo avançado do São Paulo”. E Maicon? “Baptizei-o com esse nome porque sempre fui fã do Michael Jackson”. O sucesso no F. C. Porto de Maicon junta-se a alegria pessoal de ter sabido, há pouco, que vai ser pai.

in "jn.pt"

F.C. Porto: Maicon, o «caçula» da linhagem de centrais canarinhos

Olhar para terras de Vera Cruz e descobrir um estanque. Um guardador de rebanhos com sotaque, físico imponente e capacidade de tapar os caminhos da baliza azul e branca. Foi esta a forma que o F.C. Porto, ao longo de vários anos, usou na procura de defesas centrais. Não são muitos, mas, salvo raras excepções, são centrais de classe reconhecida, aqueles que os dragões pescaram, desde que a equipa é dirigida por Pinto da Costa.


O último deles, numa altura em que a aposta parece ter mudado de rumo, é Maicon. Chegou do Nacional, com pezinhos de lá e envolto em desconfiança. Passou discreto pelo primeiro ano e foi lançado às feras para tapar a ferida aberta pela saída de Bruno Alves. Deu-se bem.

A chegada de Otamendi parecia traçar-lhe o destino, mas aos poucos a dúvida mudou. Já não se questiona quando o argentino entrará na equipa, mas o que terá de fazer para o conseguir. Maicon tem a palavra. Num lugar que outrora foi de nomes de Celso, Geraldão ou Aloísio, é este último a deixar uma palavra de incentivo ao compatriota. «Não me surpreende esta afirmação do Maicon. Dos jogos que vi, gostei bastante e parece-me que tem condições para segurar o lugar. É verdade que o F.C. Porto se reforçou forte para o sector, mas o Maicon dá todas as garantias ao André [Villas-Boas]», afirmou Aloísio, em conversa com o Maisfutebol.

O antigo defesa, ainda hoje o estrangeiro com mais jogos realizados com a camisola dos dragões, é um defensor da escola «canarinha» no que a defesas-centrais diz respeito. E lembra que o F.C. Porto raramente se deu mal. «O F.C. Porto sempre teve bons centrais brasileiros. Mesmo depois de eu sair apareceu o Pepe, que acabou por se naturalizar. É verdade que já há alguns anos não tinham um brasileiro naquele lugar, mas penso que foi apenas uma excepção, porque há muitos valores e é um mercado que o clube costuma ter sempre em atenção», afirma.

Maicon: será mais Celso ou mais Argel?

Desde que Pinto da Costa assumiu o clube, o F.C. Porto teve oito defesas-centrais brasileiros (contanto o naturalizado Pepe). Aos 22 anos, Maicon é o nono e ainda tem algum caminho a percorrer para se perceber se seguirá as pisadas de luxo deixadas por Celso ou Aloísio ou, pelo contrário, irá enveredar pelo caminho sinuoso de Lula ou, mesmo, desastrado de Argel, a experiência portista menos bem sucedida.

As primeiras impressões têm sido positivas, ainda para mais quando a equipa tinha pela frente o desafio de render um valor seguro como o de Bruno Alves: «A saída do Bruno [Alves] já era esperada, por isso o clube tinha opções em carteira. A aposta no Maicon vem nesse sentido e felizmente o jogador está a retribuir. Não é o primeiro caso de um central no F.C. Porto que tem de passar por muita desconfiança para se impor. Ele está a jogar bem e não vai ser fácil perder o lugar. »

in "maisfutebol.iol.pt"

Otamendi, Walter e Castro por estrear

É desta! Pelo menos, assim devem pensar Otamendi, Walter e Castro, aqueles que estarão à bica para se estrearem num jogo de campeonato.

Tanto mais que o FC Porto defronta este sábado o Olhanense e joga cinco dias depois em Sofia, na Bulgária, com o CSKA, o segundo adversário dos portistas na fase de grupos da Liga Europa.

Razão suficiente para, no mínimo, André Villas Boas proceder a algumas alterações na equipa, nem que seja no decorrer do próprio desafio, se assim os algarvios o permitirem...

À partida, abrem-se desde já boas perspectivas para os jogadores que ainda estão em branco na Liga, nove ao todo: Beto, Kieszek (ambos guarda-redes), Otamendi, Sereno, Emídio Rafael, Castro, James Rodriguez, Walter e Mariano.

Seis deles a zero em toda a linha, porque não participaram neste início de época em nenhum encontro oficial dos dragões, três com a folha de serviços confinada a curtas prestações de serviço na Liga Europa, casos de Castro (dois jogos e 21 minutos em campo no total) e Walter (outros tantos encontros e 20 minutos de utilização), enquanto Beto defendeu a tempo inteiro frente aos belgas do Genk, no Dragão.

Com um jogo pela frente que, em princípio, poderá dar alguma margem de manobra para o treinador dos azuis e brancos fazer uma gestão dos seus recursos humanos mais cuidada, mesmo tendo em conta que o Olhanense é, por enquanto, o terceiro classificado da Liga, sobrará tempo e espaço para até poder poupar as suas segundas escolhas, como Ruben Micael, Souza e Cristian Rodriguez, os suplentes de luxo a quem Villas Boas mais tem recorrido.
 
in "abola.pt"

Nuno Fernandes lamenta suspensão da secção do FC Porto


O ex-atleta do FC Porto e dirigente da Associação de Atletas de Alta Competição, Nuno Fernandes, lamentou hoje a suspensão da secção de atletismo dos “dragões”, que o colocou numa situação “ingrata”.

“A Associação de Atletas de Alta Competição de Atletismo votou a favor da alteração dos regulamentos, em prol da defesa dos atletas portugueses, pelo que, em parte, contribuímos para esta situação”, disse.

Nuno Fernandes não escondeu a sua decepção com o evoluir de todo o processo, dado que o FC Porto suspendeu a secção na sequência da alteração aos regulamentos no que respeita à utilização de atletas estrangeiros, pelo que o ex-saltador ficou numa situação “ingrata”.

“Não estava à espera deste desfecho. A vida dá muitas voltas”, disse Nuno Fernandes, recordando que o objectivo da medida era “privilegiar os atletas portugueses”, pois “a vinda de estrangeiros de qualidade é sempre positiva”.

Apesar de ter votado favoravelmente a alteração aos regulamentos, que limitam a utilização de estrangeiros nos nacionais, Nuno Fernandes negou a autoria da proposta.

“A ideia deve ter sido da federação, por força dos clubes do Sul”, acrescentou, considerando que a alteração foi um pouco apressada. “A época estava a começar e era preciso decidir”.

Enquanto sócio e ex-responsável pelo atletismo do FC Porto, Nuno Fernandes - principal impulsionador do reactivar da secção em 1996 - ficou triste pela situação e pela diferença de tratamentos em relação a outros clubes.

“O FC Porto está a ser prejudicado em relação ao clubes do Sul. Se há uma lei que já existe há vários anos e as coisas correm bem porque é que quando o FC Porto ganha vão a correr mudar os regulamentos”, questiona.

Nuno Fernandes disse ainda que na altura foi questionado se a alteração era legal e a resposta foi que sim e que já estava a vigorar num país europeu, mas “não parece que esteja tão legal como isso”, defendeu.

“O Sporting, como o clube que com mais atletas mete na selecção, tenta ditar as sua leis, mas isso são outras questões que não são para aqui chamadas e podíamos falar muito disso, bem como de ética”, adiantou.

O ex-atleta explicou que, “dado que o Sporting tem mais dinheiro do que todos os clubes juntos em Portugal, consegue os três ou quatro melhores atletas nacionais por disciplina, o que deixa ao FC Porto pouco espaço de manobra”.

Nuno Fernandes esclareceu que o recurso ao estrangeiro foi a solução encontrada pelo FC Porto para tentar, com êxito, a oposição ao Sporting e que culminou no último ano com a conquista dos nacionais de pista e ar livre (femininos).

O ex-saltador apontou ainda incongruências à lógica federativa, no que toca à limitação de estrangeiros, uma vez que “é a própria federação a naturalizar atletas para lutarem pelas medalhas por Portugal”.

“A própria federação consegue naturalizar atletas que não nasceram em Portugal, como Naide Gomes, Nelson Évora e Francis Obikwelu. Todos com uma história diferente, mas todos naturalizados por interesse da federação. A vida não é justa”, disse.

in "desporto.sapo.pt"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

FC Porto confirma suspensão da secção de atletismo


O FC Porto decidiu, esta quarta-feira, suspender a secção de atletismo devido à actuação “ilegal, intolerável e indecorosa ” do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), contra o clube azul e branco.

Fernando Oliveira, responsável pela secção de atletismo no clube dirigido por Pinto da Costa, anunciou que a modalidade dentro do FC Porto será “suspensa na sequência da mudança dos regulamentos do atletismo na assembleia-geral de 24 de Julho, mas apenas comunicada oficialmente a 1 de Setembro”.

Com esta decisão, o FC Porto não participará na Liga dos Campeões da modalidade.

A mudança nos regulamentos da modalidade não permite que um clube participe com atletas comunitários masculinos e femininos nos campeonatos nacionais.

“O presidente da FPA, Fernando Mota, disse-me que o FC Porto podia inscrever atletas comunitários mas que não podia participar nos campeonatos nacionais. Esta alteração é ilegal, intolerável e indecorosa”, explicou.

Fernando Oliveira acredita que a alteração nos regulamentos tem apenas um objectivo: “Prejudicar o FC Porto por este ter sido campeão nacional de pista coberta e ao livre”.

O responsável pela secção dos azuis e brancos vai mais longe e acusa Fernando Mota de se “colar a um clube rival”, neste caso ao Sporting.

O FC Porto irá deixar cerca de 100 atletas "órfãos", mas o clube tudo fará para que “alguns desses atletas sejam colocados noutras equipas”.

“Entretanto, o FC Porto já tinha contratado quatro atletas para a nova temporada e perante este cenário decidiu accionar o departamento jurídico contra a Federação portuguesa de atletismo para ser ressarcido de danos patrimoniais e morais”, rematou.

in "desporto.sapo.pt"

Belluschi atravessa grande momento: «Isto ainda está a começar»


Belluschi tem sido uma das figuras do F.C. Porto neste início de época 100 por cento vitorioso. O médio argentino relegou Rúben Micael para o banco e tem pincelado exibições sólidas com alguns golos, mas garante que ainda tem mais para dar.

«Estou muito bem, com muita confiança. Espero continuar a jogar assim e marcar mais golos. Isto ainda está a começar», disse o camisola 7 dos «dragões», na «superflash» desta quarta-feira, reconhecendo que o bom momento de forma também está relacionado com as ideias de André Villas-Boas: «É verdade que são treinadores com métodos diferentes. Agora tenho mais alguma liberdade e estou a entender-me muito bem com o Fernando, com o João (Mourinho), com o Rúben (Micael), quando joga, e com os avançados. Aos poucos solto-me mais, confio mais em mim e só quero continuar assim.»

Frente ao Olhanense, no próximo fim-de-semana, o F.C. Porto pode chegar à 20ª vitória consecutiva. «Nunca estive numa equipa com esse registo. Estar sempre a ganhar é importante para o clube e para mim», diz Belluschi, que ainda assim alerta para o valor do adversário: «O adversário é difícil e está perto de nós na tabela. Temos de ganhar. É uma equipa que nos roubou pontos no último ano e está a fazer um bom início de campeonato. Vamos tentar fazer o de sempre, tentar ganhar.»

Belluschi: «Árbitros já erraram contra nós e a favor»

Fernando Belluschi rejeita a ideia de um F.C. Porto beneficiado por erros da arbitragem nesta fase inicial da Liga. O médio argentino defende que os «dragões» já foram tanto beneficiados como prejudicados, pelo que o primeiro lugar da tabela classificativa resulta de mérito próprio, e nada mais do que isso.

«Temos de pensar no que fazemos dentro de campo. Fala-se muitíssimo de arbitragens, mas para nós, o que interessa é o que fazemos no campo, e já fizemos grandes jogos. Os árbitros já erram contra nós e a favor, mas o que temos feito é por mérito próprio», disse o jogador do F.C. Porto. «Não acho que os árbitros entrem em campo condicionados. São árbitros internacionais, têm dirigido jogos do Mundial, da Liga Europa e da Liga dos Campeões. São árbitros de uma liga importante na Europa, e vão fazer o seu trabalho como sempre», acrescentou ainda, reagindo às críticas que o Benfica fez ao sector.


in "maisfutebol.iol.pt"

Ninguém arrancou tão bem na Europa


Apesar da frequência dos despistes ou das avarias, um bom arranque é meio caminho andado para ganhar uma corrida de automóveis. No futebol é mais ou menos a mesma coisa. Pois bem, o FC Porto acelerou a fundo desde o primeiro jogo e o motor não deu sinais de desgaste, nem a carroçaria derrapou em nenhuma curva. O resultado é avassalador: nove vitórias em nove jogos, contando com todas as competições. Até ver, nenhuma outra equipa na Europa consegue superar a marca da equipa de André Villas-Boas.

O JOGO olhou para o ranking da UEFA, considerou os 20 países mais cotados (Inglaterra à frente, Israel atrás), fez as contas às vitórias, empates e derrotas dos respectivos líderes e chegou à conclusão de que o saldo do FC Porto é imaculado. Nesta altura, só há três equipas que podem aspirar a alcançar a marca dos portistas: os espanhóis do Valência, com quatro vitórias em quatro jogos, os alemães do Mainz, com seis vitórias em outras tantas partidas, e os israelitas do Hapoel Haifa, com três vitórias em três jogos.

Convém dizer que há equipas na Europa com mais vitórias do que o FC Porto (porque fizeram mais jogos), como o Shakhtar, da Ucrânia, ou o Copenhaga, da Dinamarca, ambos com dez triunfos, ou ainda o Levski de Sófia, da Bulgária, com 11 vitórias. Só que em qualquer um dos casos já há derrotas e empates no currículo, o que permite ao FC Porto ficar à frente da classificação.

O arranque da equipa portuguesa torna-se ainda mais saliente pela mudança de equipa técnica. Para já, para lá de uma Supertaça no currículo, ninguém tira a Villas-Boas o início de época fulgurante. O próximo adversário é o Olhanense.

Percurso
Para garantir o registo imaculado, sem paralelo na Europa - pelo menos sem paralelo ainda no número de jogos - o FC Porto teve de ultrapassar adversários como o Benfica (Supertaça), o Braga, jogou na Bélgica, com o Genk, carimbando praticamente o acesso à fase de Grupos da Liga Europa. Curiosamente, convém sublinhar que os quatro golos encaixados pelos portistas até ao momento foram no Dragão: dois com o Genk e dois com o Braga.

Mais vitórias mas com derrotas

Neste momento, há três líderes de campeonatos europeus que têm mais vitórias do que o FC Porto (e mais jogos). São eles o Shakhtar, da Ucrânia, o Copenhaga, da Dinamarca, ambos com dez triunfos, e ainda o Levski de Sófia, da Bulgária (adversário do Sporting na Liga Europa), com 11 triunfos. O melhor saldo do FC Porto justifica-se porque qualquer uma destas equipas já perdeu e empatou jogos. O FC Porto não.

Inter com mais jogos do que cesena

O líder do campeonato italiano é o surpreendente Cesena, promovido esta época à Serie A, com duas vitórias e um empate em três jogos. No entanto, O JOGO considerou para o estudo o Inter, que tem os mesmos pontos do Cesena, porque tem mais jogos realizados. O vencedor da Champions tem duas vitórias e um empate no campeonato, mas já ganhou a Supertaça italiana, por exemplo, ao Roma.

FC Porto com saldo imaculado

O FC Porto consegue o melhor saldo de resultados entre os líderes dos principais campeonatos europeus, considerando o ranking da UEFA. A equipa de André Villas-Boas conseguiu vencer os nove jogos que disputou até ao momento. Marcou 23 golos e sofreu apenas quatro, tendo vencido já um troféu, a Supertaça Cândido de Oliveira. O Olhanense é o adversário que se segue no calendário portista.

Mainz surpreende na Alemanha

Outra das equipas que pode alcançar a marca do FC Porto é o Mainz, da Alemanha. A equipa somou vitórias em todos os jogos que disputou até ao momento, ou seja, seis. Ontem à noite alcançou a quinta vitória na Bundesliga, ao derrotar em casa o Colónia por 2-0, e cimentou a liderança no campeonato. O Mainz também tem um triunfo na Taça da Alemanha.

Valência persegue marca portista

O arranque do Valência no campeonato espanhol está livre de manchas. A equipa treinada por Unai Emery pode atingir os números do FC Porto, dependendo dos próximos jogos. Para já, tem quatro triunfos em quatro jogos. Venceu três partidas a contar para o campeonato e também ganhou o único jogo disputado na Liga dos Campeões, ao Bursaspor, da Turquia. Hoje o Valência recebe o Atlético de Madrid.

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Dos países considerados, o campeonato ucraniano é aquele que tem mais jornadas disputadas. Já vai em dez, com o Shakhtar, que é adversário do Braga na Champions, a dominar

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Golos marcados pelo FC Porto esta época, considerando todas as competições. Hulk, com sete golos, quatro na Liga e três na Liga Europa. No capítulo dos golos sofridos, os portistas ficam-se pelos quatro.


Dragões já vão em 19 jogos consecutivos a ganhar

O FC Porto está há 19 jogos oficiais consecutivos sem perder: aos nove da actual temporada, sob o comando de André Villas-Boas, devem somar-se mais dez do final da última época. Essa trajectória vitoriosa e imparável começou no jogo da Taça com o Rio Ave, em Vila do Conde, a 24 de Março último, ainda com Jesualdo Ferreira no banco. Hulk ficou na bancada nesse encontro, mas já sabia que podia ser utilizado no encontro seguinte, porque o Conselho de Justiça havia anulado a sentença da Comissão Disciplinar.

Daí em diante, misturando todas as competições, e com Hulk a falhar apenas dois jogos, os portistas venceram sempre. Já vai em 19 jogos consecutivos, série que os dragões vão tentar ampliar já no próximo sábado, quando receberem o Olhanense. Como O JOGO escreveu, Villas-Boas igualou, com a vitória na Madeira, o bom arranque de Bobby Robson e António Oliveira, estando agora a três vitórias de imitar o arranque vitorioso de Jesualdo Ferreira: oito vitórias nas oito primeiras jornadas. Para igualar esse registo, o FC Porto de Villas-Boas teria de derrotar o Olhanense, o Guimarães e Leiria. Para ultrapassar o recorde de Jesualdo, era preciso derrotar também a... Académica.

Bruno Alves e companhia fora das contas

O campeonato russo partiu para esta temporada no sexto lugar do ranking da UEFA - Portugal encontrava-se na nona posição -, mas acabou por ficar de fora desta contagem devido ao calendário diferenciado relativamente às restantes ligas europeias. Para explicar melhor a opção, refira-se que a principal competição da Rússia já acumulou 21 jornadas do campeonato, embora o actual líder, o Zenit, tenha ainda dois jogos em atraso. A título de curiosidade, refira-se que a formação onde joga Bruno Alves - e Meira e Danny - tem 14 vitórias e cinco empates no campeonato, ao qual se soma mais um triunfo na Taça da Rússia. Relativamente às competições europeias, o registo é menos positivo: três vitórias, um empate e uma derrota, um resultado que ditou o afastamento do Zenit da fase de grupos da Liga dos Campeões diante o Auxerre.

in "ojogo.pt"

Álvaro Pereira não pára... mas se calhar até devia


Álvaro Pereira gosta de correr. Sempre foi assim. Quando era mais pequeno, numa altura em que o futebol era ainda um part-time no Uruguai, Álvaro chegou mesmo a participar em maratonas na companhia do pai, sobretudo porque a resistência é um dos atributos que recebeu como herança hereditária. Serve isto para explicar que a morfologia do lateral lhe permite fazer muitos jogos consecutivos - tal como comprova a última temporada - e merece uma comparação com os fundistas quenianos. Quem trabalha de perto com o jogador, sabe que Álvaro não gosta de ficar a "descansar"; para ele não há jogos menos importantes ou folgas para assistir a uma determinada partida na tribuna do estádio. Álvaro Pereira gosta de jogar sempre, diz que se sente melhor se o fizer e faz questão de comunicar esta preferência aos treinadores. Foi assim com Jesualdo Ferreira, é assim com André Villas-Boas.

Apesar disso, não parece haver grande dúvidas de que Álvaro anda cansado, demora a recuperar das subidas no terreno e tem provocado algumas problemas defensivos ao FC Porto. É normal. O lateral não pára há mais de um ano. Na época passada foi o mais utilizado do plantel (4070 minutos em todas as competições); pelo meio, jogou jogos de qualificação para o Mundial e o próprio Mundial (mais 949 minutos), com todas as deslocações que isso implica; esta temporada, com pouco mais de três semanas de férias e uma pré-época realizada praticamente a competir, é um dos poucos totalistas da equipa (e já vão mais 810 minutos de jogo). Na Madeira, frente ao Nacional, mas também em Vila do Conde, por exemplo, foram notórias as dificuldades físicas do lateral em alguns momentos do jogo.

Tendo por base as declarações recentes de André Villas-Boas, assim como a sobrecarga de jogos que se adivinha, Álvaro Pereira deverá ser um dos próximos a descansar. O jogo com o Olhanense é uma das possibilidades para fazer descansar Palito, embora a visita que se segue a Sófia também esteja a ser ponderada pela equipa técnica. Mais do que isso, Villas-Boas confia nas alternativas. Fucile pode ser temporariamente adaptado à esquerda, tendo em conta o excelente arranque de Sapunaru na direita e os minutos acumulados pelo uruguaio naquele lugar - ainda no Mundial foi por lá que jogou -, e há ainda Emídio Rafael, uma contratação de André Villas-Boas, que o foi contratar à Académica para fazer sombra a Álvaro Pereira. Certo, para já, é que Álvaro Pereira está perto do descanso.


4070
Na última temporada, a primeira em Portugal, Álvaro Pereira foi o jogador mais utilizado do plantel portista. Somou 4070 minutos, repartidos por Campeonato (2465), Champions (720), Taça de Portugal (480), Taça da Liga (315) e Supertaça (90).


949
Desde que chegou ao FC Porto, Álvaro Pereira realizou 11 jogos oficiais pela selecção, num total de 949 minutos. Começou por participar nos últimos quatro jogos de qualificação (360), mais duas partidas do play-off (180) e cinco encontros no Campeonato do Mundo (409).


810
Esta época, Álvaro Pereira vai bem lançado. Para já, é um dos poucos totalistas do plantel, uma vez que participou a tempo inteiro nos nove jogos já realizados. Começou por ser titular na Supertaça, tendo-se depois seguidos três jogos da Liga Europa (270) e mais cinco do campeonato (450).

in "ojogo.pt"

Não há insubstituíveis

JORGE MAIA


Um antigo director meu costumava dizer-me que de insubstituíveis está o cemitério cheio. Devia saber do que falava, até porque já cá não está: foi substituído e, por sinal, a vida continua, dando-lhe razão todos os dias. Ora, mesmo que este não tenha sido o caso, o facto é que há algumas pessoas que são mais difíceis de substituir do que outras. Há um par de meses, por exemplo, Bruno Alves parecia ser insubstituível e a sua saída para o Zenit ameaçava deixar um buraco impossível de preencher no eixo da defesa do FC Porto, assombrando o eventual sucessor com o peso de uma herança difícil de suportar. Pois bem, Maicon não só exorcizou o fantasma de Bruno Alves, como tem crescido a cada jogo que passa até preencher os buracos que ocasionalmente aparecem pelos seus lados. O facto de o ter feito quando tinha toda a gente a olhar para ele, à espera de um deslize que servisse para evocar a memória do antecessor, é apenas mais um detalhe que serve para provar que, de facto, não há insubstituíveis. Mesmo do lado de fora dos cemitérios.

in "ojogo.pt"

Falcão num voo sem rede

DEMONSTRA QUE OS PENÁLTIS NÃO SÃO O SEU FORTE
 
Com um registo impressionante de 27 golos marcados em 33 jogos disputados na Liga, Radamel Falcão é um goleador admirado e com credenciais confirmadas. A veia goleadora de El Tigre só não consegue abarcar as grandes penalidades. Nas 8 tentativas que já dispôs desde que chegou ao FC Porto, apenas fez as redes abanar em metade delas. Com o tiro ao poste na Choupana, deixou o seu registo empatado a quatro.

Foi a primeira vez na “era André Villas-Boas” que o colombiano foi chamado a converter uma grande penalidade, estando Hulk em campo. O treinador fez uma opção que se compreende, já que o melhor marcador da equipa na época passada ainda não conseguiu atingir essa distinção na que corre. Villas-Boas deu a oportunidade que Falcão precisava, mas o avançado não conseguiu retribuir. Agora, já são quatro os penáltis falhados pelo colombiano desde que chegou ao FC Porto, sendo que já converteu outros tantos da linha dos 11 metros. Face a isto, resta agora saber se numa próxima oportunidade voltará a ser chamado...

in "record.pt"

Pinto da Costa: «Carolina usava tudo para me denegrir»

Pinto da costa acusa ex-companheira de difamação
O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, demarcou-se esta terça-feira das agressões ao ex-vereador de Gondomar Ricardo Bexiga, em 2005, e enquadrou declarações sobre este assunto da ex-companheira, Carolina Salgado, no âmbito de uma estratégia para o denegrir.

"Tudo o que fosse para denegrir a minha imagem, ela usava", disse hoje Pinto da Costa, ao depor nos Juízos Criminais do Porto, no início de um processo em que acusa Carolina Salgado de difamação, por o ter considerado, em entrevista, como mandante do crime.

Pinto da Costa manifestou a convicção de que nem a própria Carolina Salgado esteve envolvida, direta ou indiretamente, naquele crime e sugeriu que a ideia de o associar à agressão a Ricardo Bexiga "nem terá saído da cabeça dela".

O dirigente portista assegurou que nem ele nem Carolina Salgado conheciam Ricardo Bexiga, pelo que não haveria razões para o molestar.

Numa entrevista concedida por Carolina Salgado à jornalista Felícia Cabrita e publicada na revista Tabu (parte integrante do semanário Sol), de 11 de novembro de 2006, Carolina Salgado afirmou que as agressões a Ricardo Bexiga, em 25 de janeiro de 2005, no parque de estacionamento da Alfândega do Porto, foram perpetradas a mando de Jorge Nuno Pinto da Costa.

A ex-companheira do presidente do FC Porto sustentou que, a pedido de Pinto da Costa, entregou aos dois alegados agressores 10.000 euros. Um inquérito-crime relacionado com este episódio acabou por ser arquivado.

No livro "Eu, Carolina", editado em dezembro de 2006, Carolina Salgado voltou a acusar Pinto da Costa pelo espancamento de Ricardo Bexiga, que teve de ser assistido numa unidade hospitalar.

Em 8 de setembro do ano passado, no âmbito de outro julgamento que a opôs a Pinto da Costa, nas Varas Criminais do Porto, Carolina Salgado insistiu que foi "intermediária" nas agressões do ex-autarca Ricardo Bexiga.

A posição que adoptará no julgamento, agora iniciado, só se conhecerá em próxima audiência, uma vez que Carolina Salgado faltou hoje à chamada do tribunal. O advogado de Carolina Salgado, José Dantas, disse que a sua cliente "adoeceu na véspera" e obteve a anuência da juíza para que seja ouvida em próxima audiência.

Carolina Salgado já tinha faltado a algumas audiências noutros julgamentos que a opuseram a Jorge Nuno Pinto da Costa.

in "record.pt"


Pinto da Costa demarca-se do caso Bexiga



Pinto da Costa demarcou-se ontem das agressões a Ricardo Bexiga, ex-vereador da Câmara de Gondomar, e enquadrou as declarações de Carolina Salgado, sua ex-companheira, no âmbito de uma estratégia para o denegrir. "Todos estes actos estão interligados com o final do nosso relacionamento", afirmou Pinto da Costa, durante o depoimento nos Juízos Criminais do Porto, no início de um processo em que acusa Carolina Salgado de difamação por o ter considerado, em entrevista à revista "Tabu" - integrante do semanário "Sol" -, como mandante do crime. Pinto da Costa negou que tivesse conhecimento de ligações de Ricardo Bexiga ao caso Apito Dourado e assegurou que nem ele nem Carolina Salgado o conheciam, pelo que não haveria motivos para as tais agressões. Pinto da Costa manifestou ainda a convicção de que nem a própria Carolina Salgado esteve envolvida naquele crime e sugeriu que a ideia de o associar à agressão partiu de terceiros. "Não a estou a ver com cabeça para isso". Carolina Salgado faltou à audiência porque "adoeceu na véspera".

in "ojogo"

Belluschi e Moutinho em alerta amarelo

Fernando Belluschi e João Moutinho são os jogadores mais amarelados do FC Porto, nestas primeiras 5 jornadas do campeonato. Tanto o argentino como o português já viram 3 cartões amarelos e, portanto, estão apenas a duas sanções semelhantes de terem de cumprir um jogo de castigo. Neste momento, a 4 jogos da receção ao Benfica, essa situação já motiva alguma preocupação e terá de ser gerida com pinças, para que os previsíveis castigos não surjam em simultâneo e muito menos no confronto com o eterno rival.

Dizem as estatísticas da Liga que o FC Porto até é uma das equipas mais disciplinadas, mas os cartões mostrados a Belluschi e Moutinho, na Choupana, vieram aumentar o leque de preocupações de André Villas-Boas na preparação dos compromissos que se seguem. Os dois médios têm sido dos jogadores mais utilizados, são titulares indiscutíveis no miolo e muito do futebol atacante da equipa passa pelos seus pés. No entanto, também se têm destacado na luta pela posse da bola, ajudando a fechar os caminhos para a baliza de Helton. É fruto dessa influência direta que têm em todos os sectores que partilham o estatuto dos mais amarelados do plantel.

Sapunaru é exceção

É sobretudo no meio-campo ofensivo que o FC Porto pressiona os seus adversários e isso fica claro se analisarmos os destinatários dos 11 cartões amarelos que a equipa leva neste arranque do campeonato. Sapunaru é, entre os defesas, o único que já foi admoestado com a referida cartolina. Depois todas as outras foram distribuídas por atletas que ocupam posições do meio campo para a frente. Para além dos referidos casos de Belluschi e Moutinho, há também Hulk, Cristián Rodríguez, Fredy Guarín e Fernando com um cartão para cada um deles.

Esses, contudo, ainda não geram preocupação, pois ela está centrada apenas nos médios argentino e português. Olhanense (c), Vitória de Guimarães (f), União de Leiria (c) e Académica de Coimbra (f) são os adversários que se seguem, antes da receção ao Benfica, e será nesses compromissos que André Villas-Boas terá de começar a analisar e a precaver-se para a eventualidade de ficar privado dos referidos jogadores.

Em todo o caso, o treinador deposita grande confiança nos atletas que podem substituir aqueles que têm sido os dois maestros do miolo portista. Ruben Micael, Souza, Castro e até Guarín estão na calha para renderem os colegas assim que for preciso.

in "record.pt"

F.C. Porto: e vão 19 vitórias consecutivas em jogos oficiais

O embalo vem da fase final da pretérita temporada e promete levar tudo à frente. O F.C. Porto está em pleno ciclo de 19 vitórias consecutivas em partidas oficiais, 12 das quais a contar para o campeonato nacional. A última derrota data de 21 de Março (precisamente há meio ano), dia da final da Taça da Liga, disputada no Algarve contra o Benfica: 0-3.

Há nestas contas duas séries diferentes a considerar. Da primeira já falámos. 19 triunfos, epicentro em Vila do Conde, na noite do regresso de Hulk aos relvados após longa suspensão. 12 sucessos para a Liga, três para a Taça de Portugal, três para a Liga Europa e um na Supertaça.

A segunda envolve somente compromissos para o campeonato nacional. Nestes cálculos recuamos mais alguns dias no calendário e iniciamos a contabilidade no dia 13 de Março. O F.C. Porto tem 13 vitórias seguidas em jogos da Liga. Oito ainda no reinado de Jesualdo Ferreira, cinco já sob a égide de André Villas-Boas.

São números importantes, significativos, que confirmam a estabilidade e a consistência dos dragões.

Benfica: 29 vitórias nas épocas 71/72 e 72/73

Apesar da relevância estatística, este F.C. Porto ainda está muito longe da melhor série de sempre de uma equipa no campeonato. Os tempos são outros, de maior equilíbrio, daí que chegar às 29 (!) vitórias seguidas do Benfica - entre 9 de Abril de 1972 e 1 de Abril de 1973 -seja quase uma utopia.

Os encarnados começaram essa epopeia na 25ª jornada da época 1971/72 e prolongaram o delírio até à 24ª ronda de 72/73. Eusébio em final de carreira, Humberto Coelho, Nené, Artur Jorge, Toni, Rui Jordão, Vitor Batista e Diamantino, por exemplo, eram na altura praticamente imbatíveis.

Os pupilos de Villas-Boas ainda não fizeram o suficiente para ostentar esse rótulo. Mas já conseguem impor apreensão a qualquer opositor.

Ataque viperino e defesa de argamassa

Se nos concentramos apenas no Porto versão 2010/11, concluímos que a equipa de André Villas-Boas apresenta uma excelente média no número de golos por jogo: 2,5. O principal contributo tem chegado do pé de esquerdo de Hulk. O brasileiro é o melhor marcador da equipa, com sete golos, e logo atrás surgem os cinco de Falcao.

Varela (3), Belluschi (2), Rolando (2), Souza e Rúben Micael também já marcaram.

E o que dizer da prestação defensiva da equipa? Quatro golos sofridos, dois contra o Sp. Braga e dois perante o Genk. Quer isto dizer que o F.C. Porto já acabou sete (em nove) jogos sem sofrer qualquer golo.

Última derrota em jogos oficiais:

21/03/2010: F.C. Porto-Benfica, 0-3 (Taça da Liga)

Série de vitórias consecutivas do F.C. Porto:

2009/10

24/03/2010: Rio Ave-F.C. Porto, 1-3 (Taça de Portugal)
28/03/2010: Belenenses-F.C. Porto, 0-3 (24ª jornada Liga)
03/04/2010: F.C. Porto-Marítimo, 4-1 (25ª)
10/04/2010: Rio Ave-F.C. Porto, 0-1 (26ª)
14/04/2010: F.C. Porto-Rio Ave, 4-0 (Taça de Portugal)
18/04/2010: F.C. Porto-V. Guimarães, 3-0 (27ª)
24/04/2010: V. Setúbal-F.C. Porto, 2-5 (28ª)
02/05/2010: F.C. Porto-Benfica, 3-1 (29ª)
08/05/2010: U. Leiria-F.C. Porto, 1-4 (30ª)
16/05/2010: D. Chaves-F.C. Porto, 1-2 (Taça de Portugal)


2010/11

07/08/2010: F.C. Porto-Benfica, 2-0 (Supertaça)
14/08/2010: Naval-F.C. Porto, 0-1 (1ª jornada Liga)
19/08/2010: Genk-F.C. Porto, 0-3 (Liga Europa)
22/08/2010: F.C. Porto-Beira Mar, 3-0 (2ª)
26/08/2010: F.C. Porto-Genk, 4-2 (Liga Europa)
29/08/2010: Rio Ave-F.C. Porto, 0-2 (3ª)
11/09/2010: F.C. Porto-Sp. Braga, 3-2 (4ª)
16/09/2010: F.C. Porto-Rapid Viena, 3-0 (Liga Europa)
20/09/2010: Nacional-F.C. Porto, 0-2 (5ª)

in "maisfutebol.iol.pt"

André Villas-Boas perto de superar marca de Robson

Cinco triunfos a abrir a Liga. André Villas-Boas iguala Bobby Robson em arranques de campeonatos e pode superar o mestre inglês se o F. C. Porto vencer o Olhanense. Em 1994/95 o dragão, orientado pelo técnico inglês, foi travado pelo Benfica à sexta jornada.

Quando foi apresentado como treinador do F. C. Porto, André Villas-Boas disse que era mais clone de Bobby Robson do que de José Mourinho, porque tinha ascendência inglesa, nariz grande e gostava de beber vinho. Ambos marcaram o técnico: o primeiro abriu-lhe as portas do futebol; o segundo acompanhou-o no processo de crescimento e de maturação. Mas Villas-Boas está muito perto de fazer história pelo seu próprio pulso se vencer o Olhanense (sábado, 21.15 horas, Sport TV1), no Dragão. Garante seis triunfos consecutivos a abrir o campeonato, aquilo que os dois mestres não conseguiram ao serviço dos azuis e brancos.

Em 1994/95, Bobby Robson deixou a concorrência em estado de alerta, ao levar o F. C. Porto a cinco vitórias seguidas no arranque da Liga. Mas ao sexto jogo, a equipa empatou no terreno do rival Benfica, na altura o campeão nacional em título. Esteve a vencer por 1-0, com um golo de Iuran, mas o brasileiro Isaías fixou o resultado final. À quinta jornada, os dragões tinham um ponto de vantagem sobre o Sporting e três sobre o Benfica, mas as vitórias ainda valiam dois pontos.

Na temporada seguinte, em 1995/96, o treinador inglês conduziu o F. C. Porto a quatro triunfos consecutivos no arranque da prova, mas depois empatou no terreno do Felgueiras, a um golo. Foi um resultado inesperado, tratando-se de uma adversário que se estreava no principal escalão do futebol português, mas tinha como treinador Jorge Jesus. Nessa altura, os dragões gozavam de dois pontos de vantagem sobre o Benfica e três sobre o Sporting. Agora, o fosso é maior: nove em relação aos encarnados e oito sobre os leões.
André Villas-Boas também já ultrapassou José Mourinho, pois o Special One nunca ganhou cinco jogos seguidos no início do campeonato português. Em 2002/03 foi travado pelo Belenenses (1-1), na primeira jornada, e na temporada seguinte alcançaria o mesmo resultado no terreno do Estrela da Amadora.




Siska com 13, Jesualdo com oito

Na última década, o melhor arranque do F. C. Porto na prova foi garantido pela mão de Jesualdo Ferreira. O treinador alcançou oito triunfos consecutivos antes de encalhar, em casa, com o Belenenses (1-1). Mas o melhor registo da história do clube pertence a Miguel Siska, que em 1939/40 orientou o dragão à impressionante marca de 13 vitórias consecutivas no início do campeonato. Será que Villas-Boas vai fazer história?

in "jn.pt"

Rac. Avelaneda confirma negociações por James Rodriguez

James Rodríguez, avançado colombiano contratado este Verão pelo FC Porto ao Banfield, da Argentina, está a ser cobiçado pelo Rac. Avelaneda.

O clube argentino sabe que James não jogará tão cedo nos "dragões", num plantel com tantas soluções e, através do empresário, tenta o empréstimo do jogador junto da SAD "azul-e-branca".

A confirmação do cenário foi concedida a Bola Branca, esta terça-feira, pelo Vice-presidente do Racing, Pablo Podesta.

"O jogador não está a jogar em Portugal. Não estamos a tratar directamente das negociações, mas sim o seu representante. O James Rodriguez é um bom jogador e claro que temos interesse mas precisamos de saber quais as condições para poder vir. Não é um jogador a descartar", afirmou o dirigente.

Recorde-se que o colombiano custou aos cofres dos "dragões" 5,1 milhões de Euros por 70% do passe, tendo Rodriguez assinado um contrato válido até 2014.

in "rr,pt"

FC Porto promove conferência de imprensa

A secção de atletismo dos azuis-e-brancos irá dar, esta quarta-feira, uma conferência de imprensa no auditório José Maria Pedroto.

O FC Porto decidiu, recentemente, suspender a sua actividade em protesto pela alteração ao regulamento da FPA (Federação Portuguesa de Atletismo) que impede os dragões de inscreverem as quatro estrangeiras com quem têm contrato nos Campeonatos Nacionais colectivos, por terem representado os respectivos países recentemente.

Esta quarta-feira, a secção de atletismo do FC Porto promove uma conferência de imprensa, pelas 17 horas, onde deverá esclarecer, publicamente, qual será o futuro desta modalidade no clube azul-e-branco e que novas medidas irá tomar perante esta situação

in "sapodesporto.pt"

Arranque tão fabuloso não se via desde 1976!


Só o Sporting de Hagan teve, no conjunto de pontos somados à 5.ª jornada e na vantagem sobre o 2.º classificado, melhor desempenho que o FC Porto de André Villas Boas.


André Villas Boas não passava de projecto dos pais quando Portugal assistiu, no Campeonato Nacional, a arranque superior ao do FC Porto 2010/2011: estávamos a 3 de Outubro de 1976 e o Sporting tinha, à quinta jornada, cinco vitórias e três pontos de avanço sobre o Varzim. Isto, claro, quando cada vitória valia apenas dois pontos. Há 34 anos, portanto, que não se assistia, no futebol português, a arranque tão fabuloso: cinco vitórias à 5.ª jornada, quatro pontos de avanço sobre o 2.º classificado! Esta é, aliás, apenas a sexta vez nas últimas 20 temporadas que uma equipa arranca o Campeonato Nacional com cinco vitórias de rajada, depois de FC Porto, Sp. Braga e Sporting o terem feito em anos anteriores. Em nenhuma delas, porém, o líder tinha alcançado tão esmagadora vantagem em tão pouco tempo: quatro pontos para o 2.º!

O FC Porto passou na Madeira com relativa facilidade e hoje, 21 de Setembro, vê o V. Guimarães, 2.º classificado, a quatro pontos de distância, enquanto vê o Sporting a oito pontos e o Benfica a nove. Melhor, como no filme de Jack Nicholson, é mesmo impossível. Claramente não está o campeonato ganho, porque nenhum campeonato, seja com quem for, está ganho quando apenas se disputou 1/6 da prova. Mas está bem encaminhado, sem dúvida alguma. Na próxima jornada há um FC Porto-Olhanense, um bem interessante 1.º contra 3.º.

O actual FC Porto tem nove golos de vantagem na diferença entre marcados e sofridos (11-2) e para encontrarmos um dragão melhor nesta aspecto é preciso recuarmos 13 anos, até 1997/98 (com António Oliveira).
 
in "abola.pt"

Meio ano a ganhar!


FC Porto a um jogo da 20.ª vitória seguida. Após derrota com o Benfica na Taça da Liga foi sempre a somar.

Já passaram seis meses desde que o FC Porto desatou a ganhar sem parar em jogos oficiais. Isto porque até à data ninguém ainda derrotou, nem sequer empatou o dragão. A saga começou a 24 de Março, em Vila do Conde, com um triunfo por 3-1, na meia-final da Taça e Portugal e, desde então, foi sempre a somar vitórias. Já lá vão 19 consecutivas. Agora, espreita a 20.ª vitória, que só poderá ser festejada no próximo desafio, com o Olhanense, no Dragão.

E só pode ser celebrada neste sábado por uma razão muito simples: o desfecho desta partida ditará o fim, em caso de derrota e mesmo empate, ou a continuidade de um registo que já é por si só motivo de orgulho para os azuis e brancos. Se os portistas ganharem ao conjunto algarvio, somarão 20 vitórias consecutivas. Por enquanto.

ABENÇOADA HUMILHAÇÃO

Curiosamente, este acumular de sucessos em provas oficiais - Liga, Taça de Portugal e Liga Europa - foi construído a partir de uma derrota humilhante (3-0), tendo em consideração o adversário, o Benfica. Ainda por cima, valeu a conquista da Taça da Liga aos encarnados.

Era o princípio do fim de uma época marcada pela perda do título, igualmente para o emblema da Luz, mas em simultâneo, como se verifica agora, o início da terraplanagem de um terreno movediço onde os portistas começaram a lançar os alicerces do futuro. Reconstrução de valores antes de os azuis e brancos deitarem mão a nova matéria-prima que tem consolidado a série de 19 vitórias averbadas até ao momento, uma dezena delas conseguidas fora de portas, nove em casa.

Um trabalho desenvolvido a pulso, com vitória sobre vitória a culminar na época passada com a conquista da Taça de Portugal, no Jamor. O presente visível, nas vitrinas do museu do clube, de uma temporada inteira; o intervalo apenas, pelos vistos, de outros feitos, pois entretanto o FC Porto nunca mais parou de ganhar.

O último triunfo da temporada de 2009/10, em partidas oficiais, foi no Estádio Nacional, a 16 de Maio, na final da Taça de Portugal, com o D. Chaves, o primeiro desta época aconteceu a 7 de Agosto, na Supertaça Cândido de Oliveira, troféu que o FC Porto conquistou, ao vencer o... Benfica.

Os dragões já se tinham entretanto vingado da pesada derrota na Taça da Liga (então no Campeonato, a 2 de Maio, onde venceu por 3-1), faltava-lhes era desforrarem-se à altura, isto é, juntar ao triunfo um troféu. Estava lançada por André Villas Boas, o novo arquitecto de um plano que visa arrebatar títulos e impressionar o mundo... do futebol, a segunda fase de uma obra que parece não se ver, por ora, o fim.
 
in "abola.pt"

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Meter a quinta para acelerar na liderança



Quando Falcao rematou ao poste a grande penalidade que Tomasevic cometeu sobre Varela, em cima do intervalo, houve quem se tenha recordado do bloqueio mental de que André Villas-Boas falara para explicar as dificuldades sentidas pelo FC Porto no jogos disputados na Madeira. O segundo golo, naquela altura, teria reduzido a cinzas o esforço que Nacional fez para manter o jogo aberto, equilibrado, dividido e indefinido durante toda a primeira parte. O estrondoso falhanço de Falcao, celebrado pelos adeptos do Nacional como se fosse um golo, poderia ter tido o efeito diametralmente oposto, fazendo o FC Porto vacilar nas suas convicções, cedendo ao tal bloqueio que muitas vezes lhe tolheu os movimentos e turvou o raciocínio nas deslocações à Choupana. Não foi o caso. Tal como já tinha acontecido no jogo com o Braga, o FC Porto não se encolheu perante as dificuldades, nem deixou o adversário crescer apoiado nelas. E tal como aconteceu no jogo com o Braga, o FC Porto acabou por carimbar a vitória sem dramas, nem pressas, apenas com toda a naturalidade.

Ora, antes de Varela ter colocado um ponto final no jogo de ontem, aos 56', houve uma história feita de acidentes e incidentes para contar. André Villas-Boas voltou a não mexer numa equipa que vence há cinco jornadas consecutivas no campeonato. Acontece que uma equipa em que não se mexe é, por definição, uma equipa previsível e Jokanovic sabia exactamente com o que contar, montando o Nacional num 4x2x3x1 cuja primeira preocupação era asfixiar a criatividade do meio-campo portista para impedir o ataque de respirar. Todorovic e Luís Alberto encostavam em Belluschi e João Moutinho, deixando o quarteto defensivo em vantagem numérica perante o tridente ofensivo do FC Porto. Uma estratégia contrariada através das subidas dos laterais portistas, embora com custos, especialmente à esquerda. Ainda a acusar o cansaço acumulado depois da participação no Mundial e com Hulk, que passou da direita para a esquerda logo no início, longe de lhe proporcionar a melhor cobertura, Álvaro Pereira voltou a ser fundamental no apoio ao ataque, é verdade, mas sentiu dificuldades para recuperar a posição e foi quase sempre pelo seu lado que o Nacional criou perigo.

Ora, apesar do domínio que exerceu desde o primeiro instante - e que Varela, primeiro e João Moutinho, depois, foram incapazes de materializar -, o FC Porto acabaria por chegar à vantagem no marcador de forma acidental, às custas de João Aurélio. Foi o avançado do Nacional que desviou a bola com o braço no lado esquerdo do meio-campo ofensivo do FC Porto e também foi ele quem ofereceu a cabeça à bola quando Belluschi cobrou o livre, traindo Bracali.

O Nacional não baixou os braços. Com Mihelic e Skolnik seguros na condução da bola, com João Aurélio e Edgar Costa a desdobrarem-se no ataque e com o FC Porto a arriscar jogar no fora-de-jogo com um bloco defensivo muito alto, os madeirenses estiveram muito perto do empate, mas não chegaram lá.

Ainda antes do intervalo, Falcao desperdiçaria o tal penálti que podia ter morto o jogo, deixando tudo em aberto para a segunda parte. Esperava-se que o Nacional crescesse e aparecesse, mas foi o FC Porto que voltou a pegar nas rédeas da partida. Hulk, que tinha sofrido um eclipse durante todo o primeiro tempo, brilhou apenas o tempo suficiente para desenhar o lance do segundo golo, oferecido numa bandeja a Varela. Aos 56 minutos, o jogo estava decidido. Jokanovic ainda mexeu, acrescentando Bruno Amaro e Juninho aos argumentos ofensivos do Nacional, mas tudo o que conseguiu foi criar mais espaços por onde o FC Porto podia ter ampliado a vantagem. Feitas as contas, já são cinco as vitórias consecutivas no campeonato e a quinta jornada, encerrada ontem, serviu para os portistas cavarem o fosso para o Braga e para o Sporting sem perderem terreno para ninguém. Imparáveis.

in "ojogo.pt"

Resumo

Declarações

João Moutinho

"Nós é que tornámos a tarefa mais fácil "

Com o decorrer da temporada, João Moutinho vai, paulatinamente, subindo de rendimento e ontem, na Choupana, foi um elemento preponderante no desenvolvimento do jogo do FC Porto. De tal modo que acabaria mesmo por ser eleito, pela equipa de O JOGO, como a figura do encontro. O ex-sportinguista confessa, a propósito da integração no onze portista, quão é fácil fazê-lo: "Jogar no FC Porto é jogar tranquilamente, como sempre tenho feito e quero dar continuidade a esse trabalho. Fui muito bem recebido no clube, tanto pelos dirigentes e funcionários como pelos meus colegas e só tenho que lhes agradecer por isso. De resto, quero retribuir ao FC Porto, com esforço e dedicação, tudo o que tem feito por mim". Em relação ao jogo, afirmou: "Não foi uma vitória fácil, nós é que tornámos a nossa tarefa mais fácil. Entrámos bem e controlámos o jogo do princípio ao fim, criando várias oportunidades de golo. Concretizámos duas, mas poderiam ter sido muitas mais. Há que realçar o bom jogo que fizemos hoje".

Continua em busca do golo

Protagonista da maior transferência esta época na I Liga, ao trocar Alvalade pelo Dragão, João Moutinho é um dos dois totalistas na equipa do FC Porto. Em nítida subida de rendimento, foi utilizado, à semelhança do "trinco" Fernando, como titular nos nove jogos disputados, tendo sido substituído em seis. Neste início de temporada, Moutinho ainda não conseguiu fazer o gosto de pé, mas não lhe falta tempo...

Rúben luta pela titularidade

O mérito da quinta vitória do FC Porto no campeonato esteve, segundo Rúben Micael, na forma como a equipa abordou o jogo. "Jogámos bem desde o primeiro ao último minuto, demonstrando uma grande união entre os jogadores". Com mais um triunfo, a liderança do FC Porto continua inabalável. "É importante vencermos todos os jogos. Sabíamos que o Nacional era um adversário complicado, tanto mais que venceu o Benfica", explicou o médio. Depois da titularidade no jogo da Liga Europa, Rúben voltou a ser suplente utilizado. "Estou sempre à espera de ser titular", afirmou.

De regresso à Choupana, Rúben Micael confessou que sentiu um pouco de estranheza na pele de adversário de uma equipa que já representou. "É sempre estranho ganhar ao Nacional. Foi a equipa que me deu a oportunidade de jogar no escalão principal do futebol português e depois chegar ao FC Porto". Por isso, quis deixar umas palavras de incentivo para a antiga equipa. "O Nacional não se encontrou neste jogo porque o FC Porto simplesmente não deixou. O nosso colectivo foi muito forte. Mas o Nacional vai dar ainda muitas alegrias aos seus sócios".

Maicon e o ritmo forte

O brasileiro Maicon somou mais um jogo a titular e, depois dos dois golos na partida com o Braga, a equipa voltou a demonstrar eficácia defensiva. "É uma honra ser titular no FC Porto e espero continuar a sê-lo. Trabalho para isso e espero continuar a dar conta do recado", disse. Sobre a vitória, concluiu que "serviu para a equipa se distanciar ainda mais dos adversários", e que foi conseguida através de "um ritmo forte do início ao fim do jogo".

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas : "Percurso tem sido fantástico"


Depois da nona vitória consecutiva da época, André Villas-Boas exultava: "Estamos a ter um percurso fantástico." O técnico do FC Porto referiu mesmo que o resultado poderia ter sido ainda mais expressivo. "Sabíamos que esta deslocação era difícil, mas acabámos por conseguir não só os três pontos como fazer uma boa exibição. Poderia ter sido excelente, mas desperdiçámos muitos golos. De qualquer modo, fiquei satisfeito com o desempenho da equipa. Estamos muito fortes emocionalmente e acabámos por controlar o jogo por completo."

Villas-Boas reconhece que a sua equipa, como líder do campeonato, está submetida a grande pressão, especialmente quando os adversários directos jogam no dia anterior, como sucedeu nesta jornada. "O facto de terem jogado mais cedo poderá ter-lhes criado uma expectativa grande, na esperança de que o FC Porto escorregasse, mas isso não aconteceu. Claro que há um factor de pressão extra sobre nós por parte da comunicação social, para a qual o FC Porto tem de ganhar sempre. Mas nós sabemos lidar com isso e estamos num momento muito forte."

Ainda sobre o jogo da Choupana, o treinador portista lembrou que, se o penálti tivesse sido concretizado, a história, provavelmente, seria diferente...

"O Nacional não teria nada a perder e talvez fizesse as substituições mais cedo e poderia chegar ao 2-1, relançando o jogo. Mas conseguimos o 2-0 numa fase boa da segunda parte e acabámos por ser nitidamente superiores, ganhando com todo o mérito."

Villas-Boas revelou ainda a necessidade de gerir a fadiga no seio do seu plantel, afirmando a propósito: "Estamos a um nível muito elevado de competitividade [no plantel]. Há jogadores a ameaçar os titulares."

A finalizar, o técnico portista falou ainda dos jogos que se seguem: "Continuamos o nosso percurso rumo ao objectivo que é terminar o campeonato em primeiro lugar. e vêm aí mais jogos difíceis. O primeiro será em casa, com o Olhanense, e depois com o Guimarães, que este ano está muito forte."

André iguala Robson e Oliveira

O quinto triunfo do FC Porto no campeonato, em cinco jornadas, permitiu a André Villas-Boas igualar as séries vitoriosas de Bobby Robson e António Oliveira. O técnico inglês, um dos mentores de Villas-Boas, conseguiu na época de 1994/95 cinco vitórias consecutivas, entre a 15ª e a 19ª jornada, e Oliveira fez o mesmo, mas na temporada de 1997/98, entre a 27ª e a 31ª jornada. Igualados os dois treinadores, Villas-Boas persegue agora a marca alcançada por Jesualdo Ferreira na época de 2007/08, quando conseguiu oito triunfos nos primeiros oito jogos do campeonato. Ora, os adversários que se seguem no calendário portista são Olhanense, no Dragão, Guimarães, no D. Afonso Henriques, e Leiria, novamente em casa.

in "ojogo.pt"

Um a um

A Estrela: João Moutinho (7)

Fica bem a batuta ao pequeno dragão

Está a ganhar confiança e a justificar o alto investimento da SAD, naquela que foi a mais comentada e surpreendente contratação do último defeso. Repetiu a grande exibição rubricada contra o Braga, mas desta vez destacou-se dos outros por não ter sido tão bem acompanhado. Ou seja, foi um maestro solitário que jogou à Porto, assumindo a batuta no meio-campo e com pormenores de grande classe no passe e no um para um. Assinou um dos lances mais bonitos do jogo, ainda na primeira parte, quando passou por dois adversários e rematou à entrada da área para uma grande defesa de Bracali. Não esteve directamente envolvido nos lances dos golos, mas foi o grande dinamizador do ataque com passes bem medidos para as costas dos defesas, estendendo a passadeira aos companheiros e dando dinâmica ao jogo azul e branco.

Helton 5

Esteve muito em acção, mas para jogar com os pés, porque não foi obrigado a fazer qualquer defesa relevante. Os únicos dois remates de perigo do Nacional saíram junto aos postes, mas do lado de fora.

Sapunaru 6

Depois do descanso a meio da semana, surgiu bastante activo no apoio ao ataque e até chegou a tentar duas vezes o golo, uma delas na cara de Bracali. Porém, continua a ser pouco agressivo a defender, dando muito espaço aos adversários.

Rolando 5

Um lance duvidoso em que os homens do Nacional reclamam mão na área e pouco mais o que fazer defensivamente.

Maicon 5

Pareceu nervoso neste regresso ao palco que o projectou no futebol nacional. Contudo, não teve nenhum erro que comprometesse a equipa e a verdade é que teve alguns cortes importantes.

Álvaro Pereira 4

Precisa de descansar. Para a frente até correu muitas vezes, o problema foi recuperar a posição. O Nacional percebeu isso e apostou no seu lado para criar alguns lances de perigo.

Fernando 7

Excelente na decisão dos tempos de passe: ora de primeira, ora contemporizando, e assumindo a condução da bola às zonas de decisão. E para não variar, foi um muro quase intransponível.

Belluschi 5

Para começar pelo positivo, teve a felicidade de marcar o livre que João Aurélio desviou para a própria baliza. O resto não lhe saiu tão bem porque falhou inúmeros passes e perdeu demasiadas bolas. Curiosamente, melhorou após a entrada de Rúben e esteve perto de fazer um grande golo.

Hulk 5

Jogo trapalhão com rasgos de inspiração como quando ofereceu o segundo golo. Num livre directo , obrigou o guarda-redes a uma boa intervenção, só que de bola corrida poucas vezes desequilibrou. Foram notórias as dificuldades de evitar escorregões no relvado.

Varela 6

Acabou com as esperanças do Nacional, aos 56', apontando o seu terceiro golo na Liga, depois do "bis" com o Braga. Já o podia ter feito mais cedo, aos 4', mas não foi capaz de, isolado, bater Bracali. A fechar a primeira parte, arrancou pela direita e só parou quando Tomasevic o agarrou, já dentro da área.

Falcao 5

Nem com a troca de chuteiras, foi capaz de marcar o penálti. Quis colocar tanto a bola que acertou no poste. Antes já tinha obw rigado Bracali a uma boa defesa. Trabalhou muito e bem fora e dentro da área.

Rúben Micael 5

Conduziu bem alguns ataques, mas entrou na partida quando esta já estava resolvida.

Souza 5

Mais um quarto-de-hora de adaptação ao futebol português.

Rodríguez -

Apenas seis minutos em campo e, curiosamente, não teve velocidade num contra-ataque para se isolar.

in "ojogo.pt"

Braves

História do Jogo


Falcao: está 4-4 em penáltis

A cumprir a segunda época no FC Porto, Falcao tem tantos penáltis marcados como falhados: quatro

O colombiano Falcao mantém um duelo curioso entre os penáltis convertidos e os falhados desde que está no FC Porto. Ontem, na Choupana, falhou uma grande penalidade quando a equipa estava em vantagem pela diferença mínima, rematando ao poste esquerdo da baliza defendida por Bracali. Se este foi o primeiro penálti desperdiçado por Falcao esta temporada, com uma olhadela ao campeonato anterior constata-se que, no total, já são quatro as grandes penalidades falhadas (Académica, Rio Ave e Sporting para além do Nacional). E quantos penáltis Falcao marcou com a camisola portista? Também quatro (Nacional, curiosamente, Guimarães e Leiria na época passada e Genk esta temporada). Agora espera-se pelo desempate.
 
in "ojogo.pt"

Terrenos das Antas em Tribunal

Começou esta segunda-feira a ser julgado o «caso» sobre os terrenos das Antas, no qual são acusados o antigo presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, e três vice-presidentes do clube «azul-e-branco» Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente.

Segundo a acusação, Nuno Cardoso, Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente, além de dois engenheiros municipais, são acusados de lesar o erário público em pelo menos 2,5 milhões de euros, no negócio de permuta do Plano de Pormenor das Antas.

«Jogava de olhos fechados com Lisandro» – Lucho

Deixou o Dragão há duas épocas, mas não se esquece da dupla que formou com o compatriota Lisandro López no FC Porto. «Jogávamos de olhos fechados», recorda Lucho González.

«Tive a oportunidade de passar quatro anos no Porto com o Lisandro López. Entendíamo-nos perfeitamente, podíamos jogar de olhos fechados. Era impressionante», recorda “El Comandante”, em entrevista à FIFA, referindo que o mesmo se verificava já com o avançado senegalês Mamadou Niang, que entretanto trocou o Marselha pelo Fenerbahce.

«É tudo mais fácil quando se joga com grandes jogadores. Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Zlatan Ibrahimovic são avançados que têm algo a mais, que sabem posicionar-se e sabem para onde vai a bola. Para um médio, é um sonho jogar com avançados assim», explica.

in "abola.pt"