quarta-feira, 27 de outubro de 2010

F.C. Porto não marcava tantos no arranque desde Mourinho

No ano do título europeu dragões somavam 22 golos na Liga à 8ª jornada

O início fulgurante do F.C. Porto no campeonato encontra suporte nos números. A goleada impingida ao U. Leiria reforçou o poderio ofensivo dos dragões que passaram a somar 19 golos na Liga, reforçando o estatuto de melhor ataque da prova e aumentando a média de golos por jogo para 2,38.

De resto, a eficácia ofensiva do F.C. Porto de Villas-Boas no campeonato, só encontra paralelo no F.C. Porto de...José Mourinho.

Em 2003/04, ano da conquista da Liga dos Campeões, os homens de Mourinho já somavam 22 golos à 8ª jornada. Em nenhuma das rondas tinham chegado à «chapa 5» com que Villas-Boas brindou os leirienses, mas Belenenses (8ª jornada), Académica (7ª jornada) e Sporting (3ª jornada), tinham sido todos derrotados por 4-1. Ao feito do, agora, treinador do Real Madrid acresce o facto de o F.C. Porto, por aquela altura, já ter defrontado os dois «grandes». Para além da vitória sobre o Sporting, os azuis e brancos venceram, nas Antas, o Benfica, por 2-0.

De então para cá, só Jesualdo Ferreira esteve próximo de igualar o registo agora conseguido por André Villas-Boas. Em 2006/07 e 2009/10, o F.C. Porto somava 18 golos à 8ª jornada.

O registo do actual grupo dos dragões é, ainda, mais impressionante se forem acrescentados os golos em todas as competições que o F.C. Porto disputou este ano. São já 39 vezes que Hulk, Falcao, Varela e companhia, festejaram. O número não tem paralelo no passado recente, mas o volume de jogos efectuados (15), substancialmente superior, também ajuda a construir a média de 2,6 golos por jogo, em todas as provas.

A defender mestre é Jesualdo

Se a atacar o F.C. Porto está bem e recomenda-se, a defender a eficácia também é alta. Só Sp. Braga, por duas vezes, V. Guimarães e U. Leiria conseguiram violar as redes de Helton. Com 4 tentos encaixados, os dragões formam a melhor defesa da prova. Um registo melhor fica, desta vez, para Jesualdo Ferreira.

O actual treinador do Málaga orientou uma defesa que, à 8ª jornada da Liga 2007/08, só tinha sofrido um golo, marcado pelo Sp. Braga, logo na primeira jornada. Isto num ano de transição, quando os dragões tinham vendido Pepe ao Real Madrid e Bruno Alves procura consolidar-se como patrão da defesa.

Arranques do F.C. Porto desde Mourinho:

2010/11- 19(GM)/4(GS) (André Villas-Boas)
2009/10- 18/6 (Jesualdo Ferreira)
2008/09- 11/6 (Jesualdo Ferreira)
2007/08- 15/1 (Jesualdo Ferreira)
2006/07- 18/6 (Jesualdo Ferreira)
2005/06- 12/6 (Co Adriaanse)
2004/05- 13/6 (Victor Fernandez)
2003/04- 22-6 (José Mourinho)
2002/03- 14-7 (José Mourinho)

in "maisfutebol.iol.pt"

Dez razões do fogo do dragão


Equipa de André Villas-Boas está a fazer uma época merecedora de todos os elogios.


1. Aposta ganha em André Villas-Boas

O mais jovem treinador da história do F. C. Porto foi uma aposta de risco de Pinto da Costa, mas está a revelar-se totalmente acertada. A falta de currículo e de experiência passa para segundo plano com os fantásticos resultados averbados até agora por André Villas-Boas, um técnico que tem conseguido motivar os jogadores, tirar-lhes um rendimento óptimo e ler os jogos na perfeição a partir do banco.

2. Hulk volta a ser incrível e marca como nunca

Afastado dos relvados durante três meses na temporada passada, devido a castigo da Liga, Hulk começou esta época empenhado em provar outra vez o valor mostrado quando chegou ao Dragão, há dois anos. O "incrível" tem sido decisivo, com muitas assistências e, sobretudo, com golos atrás de golos (13). Desde que voltou aos relvados, após a polémica suspensão, os dragões só não ganharam em Guimarães.

3. Conquista da Supertaça deu o mote

Sabia-se que, para o F. C. Porto e para André Villas-Boas, era muito importante começar a época com uma vitória sobre o Benfica, no jogo de atribuição da Supertaça, em Agosto. Os dragões conseguiram-no em Aveiro, dominando por completo o adversário e juntando a um triunfo indiscutível (2-0) uma exibição de qualidade. Foi o arranque perfeito para uma temporada que está a ser de sonho para a equipa azul e branca.

4. João Moutinho é o expoente das contratações

A contratação de Moutinho ao Sporting, a mais bombástica do defeso, foi outro tiro certeiro do F. C. Porto. O internacional português encaixou como uma luva no meio-campo dos dragões, conquistando rapidamente a titularidade e a confiança dos adeptos. É o único reforço para esta época com lugar cativo no onze de André Villas-Boas, mas Souza, Walter, Otamendi, Ukra, Castro ou James também já mostraram qualidades.

5. Quebra do Benfica ajuda a reforçar o moral

Para além das vitórias sucessivas que está a conseguir, o F. C. Porto também tem sorrido com as derrotas do Benfica. Depois de terem batido o grande rival na Supertaça, os dragões assistiram a mais três desaires das águias na Liga, que garantiram à equipa de Villas-Boas um avanço considerável na tabela. O clássico do próximo dia 7 de Novembro, no Dragão, é aguardado com enorme expectativa...

6. Capitão Helton de regresso à grande forma

Elevado à condição de capitão de equipa, Helton ganhou nova alma e começou a época com uma série de exibições que contribuíram, algumas de forma decisiva, para várias vitórias do F. C. Porto. O guarda-redes brasileiro é o titular indiscutível da baliza, mas o seu rendimento actual é muito superior ao que apresentou nas épocas anteriores, dando segurança a um sector defensivo que também tem estado em alta.

7. Bruno Alves e Raul Meireles bem substituídos

As saídas de Bruno Alves e de Raul Meireles, fundamentais nos títulos ganhos pelo F. C. Porto até à época passada, não foram sentidas pela equipa portista. João Moutinho já fez esquecer Meireles no meio-campo e Maicon tem sido um substituto à altura de Bruno Alves no centro da defesa, formando com Rolando uma dupla de respeito. Os capitães são outros e o balneário parece agora mais unido do que nunca...

8. Falcao e Varela completam ataque produtivo

Falcao e Varela formam, com Hulk, o tridente ofensivo mais perigoso do campeonato português. Apesar de estar a marcar menos no campeonato do que em igual período da época passada, o avançado colombiano tem facturado na Liga Europa e continua a ser um perigo à solta nas áreas adversárias. Varela também está em alta na finalização (quatro golos na Liga e um na Taça) e já é uma referência na equipa portista.

9. Banco mais rico num plantel com várias soluções

Em comparação com o da época passada, o plantel do F. C. Porto é mais competitivo, proporcionando a André Villas-Boas uma série de soluções de qualidade. No banco, o treinador dos dragões tem sempre jogadores prontos para acrescentar algo à equipa, sem que o facto de serem suplentes cause qualquer espécie de insatisfação visível. Também por isso, a gestão dos jogos das diversas provas tem sido bem sucedida.

10. Lesões não têm atacado no Olival

Na temporada passada, Jesualdo Ferreira teve de lidar com uma série de lesões graves no plantel do F. C. Porto, algo que, até agora, não tem sucedido a André Villas-Boas. À excepção de Guarín, que se magoou na primeira jornada da Liga, diante da Naval, e de alguns pequenos problemas, em jogadores como Ukra ou Rodríguez, o plantel portista tem escapado a lesões graves e está a trabalhar na máxima força.

in "jn.pt"

F.C. Porto está a superar as expectativas


Conseguir 14 vitórias e um empate nos primeiros 15 jogos desta época devolveu o F. C. Porto ao topo do futebol português. A equipa portista está a superar as expectativas, mas tem ainda muito o que provar antes de cumprir o objectivo de recuperar o título.

Terminada a temporada passada, o cenário não era o mais animador no Dragão. Apesar de ter conquistado a Taça de Portugal, o F. C. Porto assistiu aos festejos do regresso do Benfica aos títulos e foi confrontado com a possibilidade de um início de ciclo vitorioso do clube lisboeta, ao mesmo tempo que mudava de treinador, trocando Jesualdo Ferreira pelo jovem André Villas-Boas. Decorridos 15 jogos da época de 2010/11, o panorama é agora muito mais azul para a equipa portista...

A aposta de Pinto da Costa em Villas-Boas está a dar certo, jogadores que na época passada não rendiam, ou rendiam pouco, estão agora a jogar em grande, os reforços contratados, com destaque para João Moutinho, entraram bem no plantel e, não menos importante, o Benfica está longe de mostrar o vigor da temporada anterior, tendo já sido derrotado na Supertaça pelos dragões, que aproveitaram os deslizes alheios para ganhar sete pontos de avanço sobre a concorrência na liderança da Liga.

Os números não mentem: decorridas oito jornadas do campeonato, o F. C. Porto tem o melhor ataque (19 golos marcados, à média de 2,3 por jogo), a melhor defesa (quatro golos sofridos, à media de 0,5 por partida) e os três melhores marcadores da competição (Hulk lidera a lista, com oito golos, à frente de Falcao e Varela, ambos com quatro tentos, estes em igualdade com Miguel Fidalgo e Sougou, ambos da Académica, curiosamente o próximo adversário dos dragões, em jogo marcado para sábado à noite, em Coimbra).

Em alta na Liga Europa

Nas outras competições em que está envolvido, o F. C. Porto também tem dado cartas. Na Liga Europa, depois de ter superado sem problemas o play-off com o Genk (vitórias por 3-0 e 4-2), a equipa azul e branca está a mostrar total superioridade na fase de grupos, tendo ganho os três jogos realizados no Grupo L, ao Rapid Viena (3-0), ao CSKA Sófia (1-0) e ao Besiktas (3-1). A qualificação para os 16 avos-de-final está à vista, abrindo caminho a uma campanha que poderá levar os portistas muito longe numa competição que não estão acostumados a disputar, em função da presença habitual na Champions, mas que também tem relevância à escala europeia.

Na Taça de Portugal, os dragões ainda só jogaram com o Limianos (4-1), preparando-se para defrontar o Moreirense, da Liga de Honra, na próxima ronda de uma prova que o F. C. Porto tenta ganhar pelo terceiro ano consecutivo, o que constituiria um feito inédito na história do clube.

André Villas-Boas é a cara mais visível do sucesso, a par de Hulk, apesar de o mais difícil estar ainda para vir. Para já, o mais jovem treinador de sempre no F. C. Porto (foi contratado com 32 anos e festejou 33 no passado dia 17) ultrapassou as naturais desconfianças iniciais dos adeptos e tem revelado um domínio absoluto de todas as áreas ligadas à função: mantém o plantel motivado e disciplinado, faz passar a mensagem através de um discurso mais incisivo com a comunicação social, impôs um estilo de jogo mais atractivo, assente na posse de bola, sem deixar de ser eficaz, e, acima de tudo, conseguiu vitórias, umas atrás das outras, o que lhe permitiu tornar-se o técnico com melhor arranque das últimas décadas no Dragão.

Nos relvados, Hulk tem brilhado mais do que todos os outros. Longe das polémicas em que esteve envolvido na época passada, o avançado brasileiro está a mostrar um nível muito superior ao dos adversários, destacando-se ainda mais pelo facto de estar a marcar golos com fartura, graças a uma mistura explosiva de força, velocidade e técnica. Nos sete jogos do campeonato em que participou, o "incrível" marcou sempre, tendo ainda facturado por cinco vezes na Liga Europa, o que já abriu o apetite de "tubarões" como o Manchester United.

in "jn.pt"

Hélton na mira do Fluminense

Deixou o futebol brasileiro em 2002 para rumar a Portugal (representou o União de Leiria até 2005), mas continua a ser seguido com atenção no outro lado do Atlântico. Hélton, guarda-redes do FC Porto desde 2005/06, está a ser cobiçado pelo Fluminense.

Aos 32 anos, o dono da baliza dos azuis-e-brancos vê o seu nome ser cogitado no Brasil, onde a imprensa dá conta do alegado interesse do “Flu” no seu concurso, a par de Diego Cavalieri, guardião brasileiro que representa o Cesena, da Serie A.

A forte ligação de Hélton ao FC Porto e os montantes que estariam envolvidos no negócio, e o elevado salário auferido por Cavalieri em Itália são apontados no Brasil como entraves difíceis de ultrapassar pelo emblema do Rio de Janeiro, actual líder do Brasileirão.

Diga-se que a imprensa brasileira noticia também o alegado interesse do Fluminense no guarda-redes do Sp. Braga, Felipe
 
in "abola.pt"

Rúben Micael no lugar de Moutinho em Coimbra

Quem viu Rúben Micael jogar com os leirienses a titular e não está identificado com a história desta temporada, deve ter entendido que era normal a titularidade. Mas não é. Aquele lugar tem sido de Belluschi, mas até Villas Boas é humano e os quatro amarelos que Moutinho tem no campeonato vão provocar um descanso do ex-sportinguista. Não joga com a Académica.

Na Liga, a seguir à Académica é o Benfica e o treinador faz a sua gestão à distância, Moutinho tem sido fundamental na estrutura de André, onde uns são mais vezes titulares do que outros, mas todos estão a postos para entrar no onze sem que isso se sinta especialmente no jogo jogado. Como se viu ainda agora com o U. Leiria.

Rúben Micael entrou de início, Belluschi ficou no banco, mas será o par do madeirense no meio-campo. Não foi à toa, também, a substituição de Moutinho. O técnico quis fazer um desenho da equipa para Coimbra nos últimos minutos do jogo com os leirienses. Souza estava por lá, poderia mesmo ser chamado ao lugar de Moutinho, mas cremos que o trio do meio-campo será mesmo composto por Belluschi, Fernando e Rúben Micael.

O técnico quer ter Moutinho para jogar com o Benfica, disso ninguém duvide, e colocá-lo em Coimbra seria um tremendo risco.

in "abola.pt"

Dragão mantém pódio nos invictos da Europa


Real Madrid e Manchester United também ainda não perderam nas principais ligas. Portistas à mesma velocidade dentro e fora do País. Franceses do Rennes ficaram pelo caminho...

O FC Porto mantém-se na linha da frente dos clubes europeus e, por consequência, arrasta consigo o campeonato português para o primeiro pelotão das Ligas do Velho Continente - Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França. E mesmo neste primeiro mercado futebolístico destaca-se através não só da sua participação irrepreensível na Liga Europa (em que ganhou todas as partidas!) como ainda faz furor na principal prova nacional ao continuar invicto realizadas oito jornadas. Como o dragão, só mesmo dois potentados, Real Madrid e Manchester United, equipa britânica que até é terceira na classificação da Premier League, não foram ainda derrotados nos seus campeonatos.

Na Alemanha e em Itália já todos foram vencidos; em França, o Rennes não resistiu e tombou nesta última ronda, deixando de fazer parte do pódio dos invencíveis das (cinco) principais Ligas da Europa.

A colagem da Liga portuguesa a este primeiro grupo tem mesmo e só a ver com o estatuto alcançado e, sobretudo, a capacidade competitiva que o FC Porto revela nas frentes doméstica e internacional, ao mesmo ritmo que anda dos clubes-locomotivas do espaço futebolístico europeu.

in "abola.pt"

FC Porto pode garantir título de campeão cedo, diz Rui Moreira

Rui Moreira disse à TSF que, caso o FC Porto vença todos os encontros que tem até ao final de Novembro, pode assegurar muito cedo o título de campeão esta época.



Na próxima jornada, antes de receber o Benfica no dragão, o FC Porto desloca-se a Coimbra para defrontar a Académica de Jorge Costa.

Depois do Benfica, o FC Porto recebe o Portimonense e termina o mês de Novembro com mais um clássico, defrontando o Sporting em Alvalade.

«Se ganhar esses jogos, ficará no mínimo com uma vantagem pontual de dez pontos relativamente ao Benfica. Se assim for, será mais um menos campeão virtual», considerou Rui Moreira.

Rui Moreira, um adepto mediático do FC Porto, explicou que por detrás de um ataque dos dragões tão eficaz está «um trio maravilha» e «um treinador que sabe potenciá-lo».

À TSF, Rui Moreira disse ainda que o FC Porto vai segurar Hulk até ao final da época, considerando que no Dragão também já se pensa na conquista da Liga Europa.

Uma das figuras que passou de Alvalade para o Dragão foi João Moutinho que, ouvido pela TSF, confessou nunca ter estado numa situação de ganhar e liderar o campeonato.

A viver uma condição inédita, João Moutinho revelou ainda que está a evoluir como jogador, assegurando que vai «continuar a trabalhar» para atingir os seus objectivos.

in "tsf.pt"

Mano Menezes: “Hulk destaca-se pela força”


Hulk é o jogador do momento em Portugal e Mano Menezes, seleccionador da “canarinha”, revelou que segue o percurso do jogador e destacou as suas qualidades físicas:

“Tem uma característica diferente dos nossos outros atacantes: força física. Não tem o talento que tem o Coutinho, o Neymar ou até o Nilmar, mas destaca-se na força. Quando pensarmos em alguém assim, ele vai estar lá”, afiança Mano Menezes, que divulgará a lista de convocados para o particular com a Argentina na próxima sexta-feira.

O treinador do “escrete” não revelou se Hulk vai estar entre os eleitos, mas mostrou que está atento:

“Esse é o papel do técnico: estar sempre actualizado. Tenho de acompanhar tudo. É um bom atacante, tem muita força. Já foi chamado por Dunga e por mim, merece respeito e atenção do técnico da selecção”, terminou.

in "sapodesporto.pt"





terça-feira, 26 de outubro de 2010

FC Porto 5 - Leiria 1 (videos)







Um Dragão que embala, atropela e... foge


Foi fácil, fácil. Para quê complicar se a vitória portista se resume assim, de uma forma tão simples? E simples continuam a ser também as contas do campeonato: a suposta pressão dos adversários directos não passou, afinal, de cócegas nos pés do FC Porto, que voltou a esticar a vantagem para sete pontos. Sem comichões, Hulk embalou para mais uma exibição de gala, serpenteando sem travões pelo meio de uma defesa leiriense desgovernada e desprotegida, muito por culpa de uma táctica algo suicida. Já lá vamos.

Antes disso, há mais uns adjectivos a distribuir por conta do recital de Hulk, goleador da equipa, do campeonato, e verdadeiro combustível de um FC Porto explosivo. Pelo menos, suficientemente explosivo para não se ficar por resultados magros, isto porque, além de Hulk, houve ainda um Falcao solidário e também sintonizado com a baliza. A parceria foi demolidora.

Abriu-se o primeiro parágrafo a dizer que a 14ª vitória de André Villas-Boas foi fácil. Falta explicar porquê. Com Fucile, Varela e Rúben Micael devolvidos ao onze, os portistas mantiveram a identidade e o código genético do costume, assumindo um papel dominador que, por si, já seria motivo de sobra para complicar a noite ao Leiria. Mas, como estava prometido, é preciso acrescentar à explicação das tais facilidades o facto de a aposta de Pedro Caixinha ter saído ao lado. A revolução que fez - prescindindo, entre outros, de Carlão - tinha como objectivo aproximar as linhas e, com isso, reduzir espaços, numa espécie de táctica do acordeão, com a qual, supostamente, teria ainda a capacidade de desdobrar-se em raides de ataque. No papel não estaria mal, mas a aplicação no relvado falhou com estrondo: Caixinha projectou um jogo de sombras, quase de marcação homem a homem, que só podia dar no que deu. Asneira da grossa.

Se há coisa que não falta neste FC Porto é quem desequilibre. Contra um adversário que se desmontava ao mínimo movimento de combinação de criatividade, não foi difícil ao dragão rasgar avenidas e acelerar rumo à baliza de Gottardi, resolvendo o assunto em cinco minutos. Literalmente: dos 14 aos 19. Hulk, servido por Rúben Micael, abriu o livro com um chapéu e escreveu o capítulo seguinte, após assistência perfeita de Falcao. Dois golos que destaparam em definitivo as fragilidades de um Leiria incapaz de emperrar como queria a circulação de bola. Pior: incapaz também de contrariar o encolhimento em campo que fazia de Helton um espectador distante. O FC Porto, que até tinha um desgaste europeu para gerir, pôde cansar-se menos porque o adversário o convidava a jogar num espaço reduzido. O Leiria tinha ainda desatenções fatais, como aquela que Moutinho aproveitou, na marcação de um livre rápido, para colocar Varela a rolar numa passadeira rumo ao terceiro golo.

Caixinha corrigiu ao intervalo. Melhor: corrigiu-se. Apostou no trinco clássico que tinha deixado no banco e trocou um dos centrais, por necessidade. O quarto golo do FC Porto, obra de Falcao, parecia desmentir a ideia de maior consistência leiriense, mas, daí para a frente, porque os portistas perderam algum fôlego com as substituições, percebeu-se que o desenho do Leiria era bem mais equilibrado - Leandro Lima no apoio a Zhang e N'Gall e um meio-campo, enfim, com alguma solidez. O golo de Carlão, de penálti, não mudou grande coisa, mas talvez tenha servido de lição a Caixinha. Ter estratégia é bom; sobrepô-la à identidade habitual da equipa é capaz de ser um risco pouco compensador.

Ao golo de honra do Leiria, o FC Porto respondeu de mão-cheia. Hulk serviu Falcao, noutro capítulo de um entendimento perfeito, e o colombiano não perdoou. Villas-Boas projectou, então, um ensaio novo. Aproveitando a substituição de Hulk para uma ovação justa, juntou Walter e Falcao na frente, colocando James Rodríguez (estreia no campeonato) nas costas de ambos, como vértice mais atacante de um meio-campo em losango: Fernando a trinco; Souza à direita; Rúben à esquerda. Não fosse o egoísmo de Fucile, o FC Porto teria chegado à meia dúzia. Um detalhe, apenas, porque dos cinco aos sete foi um instantinho: cinco golos ao Leiria, sete pontos de vantagem no campeonato.

FC Porto, 5
União Leiria, 1

Estádio do Dragão

Relvado Excelente

Espectadores 29.112

Árbitro Vasco Santos

Golos

1-0 Hulk 14'
2-0 Hulk 19'
3-0 Varela 37'
4-0 Falcao 51'
4-1 Carlão 73' g.p.
5-1 Falcao 75'

FC Porto

Helton, Fucile, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, João Moutinho (Souza 58’), Ruben Micael, Varela (Rodríguez 69’), Hulk (Walter 79’) e Falcao.

Treinador André Villas-Boas

Leiria

Gottardi, Panandetiguiri, Bruno Miguel(Tall 46’), Zé António, Patrick, Brígido (Soares 46’) Paulo, Lima, Pateiro, N’Gal e Zhang (Carlão 63’).

Treinador Pedro Caixinha
 
in "ojogo.pt"

Declarações


André Villas-Boas: "Não acusámos a pressão-extra"

Mais uma vitória e logo no dia em que completou um ano após a estreia como treinador na I Liga, um facto que para André Villas-Boas "pouco interessa", nesta altura, mas que não deixa de ser significativo numa campanha imaculada ao comando do FC Porto. "É importante mantermo-nos em alerta. As dificuldades são sempre acrescidas. Os jogadores não acusaram pressão-extra pelos resultados dos adversários directos e mantiveram o nível de exibição", comentou o técnico do FC Porto, satisfeito por manter uma distância de segurança em relação ao Benfica. "Queremos continuar com esta senda de vitórias para mantermos esta diferença pontual em relação ao Benfica. Quis e quero manter em Coimbra a distância e aumentá-la quando recebermos o Benfica para repor a vantagem que tínhamos antes do jogo com o Guimarães", acrescentou.

Com a vitória sobre o Leiria o "percurso continua limpo", revelando o mais substancial dos dragões, pois, explica, "jogar com esta qualidade sob pressão dos adversários, só os jogadores de topo são capazes". "A confiança é bem-vinda; a equipa está confiante e forte", disse ainda André Villas-Boas, minimizando o facto de o FC Porto estar a viver o melhor início de época dos últimos anos, realçando antes "a vantagem confortável" na tabela classificativa. "É importante não a perder. Perder essa vantagem, além dos pontos, significa perdermos uma chama que, julgo, que os outros não têm", destacou, sem notar grandes diferenças na sua vida, desde a estreia, há um ano, à frente da Académica. "Mudou pouco. Talvez esteja um pouco mais experiente. É o clube e os jogadores que me dão prestígio e não o contrário", respondeu humildemente André Villas-Boas, justificando a aposta em Rúben Micael. "Porque tem treinado bem, achámos que era o momento justo para ele entrar. Trata-se de um jogador importante no último terço do terreno e nas assistências", explicou o técnico, lançando já o olhar para a deslocação a Coimbra, onde encontrará um grupo que, diz, "treina como poucos". "Só vi igual, em termos de coesão e responsabilidade, o FC Porto de 2002/03".

João Moutinho : "Queremos que nos apoiem em Coimbra"

Quinze jogos, catorze vitórias: o balanço não podia ser mais positivo. Mas pelo que se viu contra o Leiria, o saldo ameaça ser bem melhor no final. "Queremos continuar assim. A par disso estamos a fazer jogos de qualidade", começou por adiantar o médio que, confrontado com a tal qualidade exibicional da equipa foi mais longe: "Foi uma grande exibição. Criámos várias oportunidades, marcámos três na primeira parte, mas podiam ter sido mais. Saímos daqui com uma boa vitória e moralizados para o próximo jogo." Ora o próximo jogo é em Coimbra, frente à Académica, uma equipa que André Villas-Boas conhece bem. "Vai ser um jogo difícil com a Académica, mas vimos de uma série de vitórias e queremos dar continuidade. Quero aproveitar para agradecer aos adeptos que aqui estiveram, que nos deram um grande apoio. Esperamos agora que nos apoiem em Coimbra."

Com um balanço tão positivo, fica a ideia de que a concorrência não estará à altura deste FC Porto, mas Moutinho optou pelo caminho mais simples: "Fazemos o nosso trabalho, sabemos que há outras equipas que nos querem derrotar e só queremos dar continuidade. Ganhar tantas vezes é muito bom para todos e é sinal que estamos bem, estamos unidos, todos a correr para o mesmo objectivo." Pessoalmente, as coisas não podiam ser melhores. "Saí para o FC Porto para melhorar, acho que estou a conseguir e posso dar mais", frisou. Agora só falta marcar: "Está difícil, mas desde que ganhe já é bom. É claro que procuro, tenho tentado e vai aparecer."

Hulk: "Estou bem porque a equipa está forte"

Hulk voltou a estar num plano verdadeiramente incrível mas na hora dos elogios reconhece que a força está em toda a equipa. "Todos os jogos são motivantes e importantes. Contribuí para a vitória e fico feliz. Estou a fazer boas exibições porque o colectivo está muito bem e quando assim é as individualidades destacam-se", comentou. De resto, Hulk dá a entender que o actual explosivo momento de forma poderia ter surgido na passada temporada, se não fosse o castigo que teve. "Tive aquele problema disciplinar quando estava no meu melhor nível. Este ano estou a ter ritmo e continuidade", comparou o avançado.

Varela: "Resultado justíssimo"

Autor do terceiro golo do FC Porto, Varela deixou elogios para o comportamento da equipa. "Foi mais uma boa exibição colectiva. A equipa esteve bem e confiante, daí que o resultado tenha sido justíssimo. E foi bom ter marcado", disse. Em relação à concorrência, Varela prefere fintar o tema, olhando para dentro. "Só temos que olhar para nós e para os nossos jogos. Agora vamos tentar ganhar em Coimbra."

in "ojogo.pt"

FC Porto: Um-a-um

A ESTRELA

Hulk 8

Marcou, assistiu e encantou

Depois dos dois golos em Istambul, o brasileiro repetiu a dose, elevando para oito o número de vezes que fez o gosto ao pé no campeonato e para 13 contando com todas as provas. Incrível e sem sinais de enfartamento. O avançado esteve imparável e formou, com Falcao, uma sociedade perfeita e demolidora. O primeiro golo merece uma vénia especial: lançado por Rúben Micael, esperou pela saída do guarda-redes e fez-lhe um chapéu primoroso. Foi o início de um baile com vários números artísticos. Iniciou a jogada do segundo golo ao desmarcar Falcao e ainda foi a tempo de receber o passe do companheiro para bater Gottardi pela segunda vez. Motivado, Hulk foi encantando a plateia com malabarismos que incluíram um cruzamento de letra e uma assistência para Falcao fechar o resultado. Saiu ovacionado, claro.

Helton 5

Contra a ex-equipa, passou uma das noites mais tranquilas no Dragão. Defesas? Duas. Golos sofridos? Um, de penálti.

Fucile 5

Não foi submetido a grande trabalho e deu conta do recado sem dificuldade. Aos 85', surgiu isolado frente a Gottardi e… rematou contra o guarda-redes.

Rolando 6

Anulou as investidas leirienses com sobriedade e formou, com Maicon, uma dupla segura.

Maicon 6

Foi aliviando o pouco perigo que o adversário criou e ainda experimentou os passes longos.

Álvaro Pereira 7

Assistiu Falcao para o quarto golo com um cruzamento perfeito e esteve sempre em foco nas acções ofensivas. Tanto assim que quase conseguiu marcar perto do fim.

Fernando 6

Fez o primeiro remate do jogo, que deu canto, e também várias recuperações. Foi ao ataque e participou bem na construção de jogo. Esteve na origem do golo de honra do Leiria ao carregar Pateiro (fora ou dentro da área, ficou a dúvida).

João Moutinho 7

Mais um jogo intenso. Continua à procura do primeiro golo e até esteve perto de o conseguir aos 22', quando fez uma habilidade na recepção e rematou ligeiramente por cima. A maior ovação foi quando ganhou uma falta junto à bandeira de canto e, inteligente a decidir, assistiu rapidamente Varela para o terceiro golo.

Rúben Micael 7

Formou, com Moutinho, uma dupla criativa e não regateou esforços quando a equipa não tinha a bola. Importante a desbloquear o nulo com uma assistência letal para Hulk.

Varela 7

Marcou o quarto golo no campeonato depois de um bailado que adormeceu o defesa que o marcava. Foi o ponto alto de uma exibição em que criou desequilíbrios na defesa leiriense.

Falcao 8

Marcou mais dois golos, um com uma cabeçada fulgurante e outro com um disparo à entrada da área, e ainda fez uma assistência para Hulk. Números que justificam uma exibição de categoria. E até podia ser melhor, não fosse a excessiva pontaria (remate ao poste aos 9') e um chapéu que falhou o alvo por pouco.

Souza 5

Refrescou o meio-campo com músculo, e a equipa continuou a triturar o adversário.

James 5

Estreia no campeonato com um livre para a bancada e pouco mais.

Walter 5

Para ganhar ritmo.

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Penálti bem assinalado e um por marcar

Embora Paulo Paraty defenda que, em caso de dúvida, deve ser dada razão ao árbitro, Jorge Coroado e Pedro Henriques concordam que Vasco Santos esteve mal ao não assinalar grande penalidade favorável ao FC Porto, quando aos 20', Bruno Miguel empurrou Varela em plena área do Leiria. No outro lance polémico, os três especialistas consideram ter havido razões para assinalar grande penalidade a favor do Leiria.

Momento mais complicado

72'

É bem assinalada a grande penalidade a favor do Leiria por falta de Fernando sobre Pateiro?

Jorge Coroado

+

A grande penalidade é bem assinalada. O empurrão começou fora, mas teve conclusão no interior da área. Castigo máximo impunha-se. O árbitro revelou foi dualidade de critérios, comparando com a análise feita no lance ocorrido aos 20'.

Pedro Henriques

+

Fernando empurra Pateiro pelas costas, apenas a dúvida se a infracção é cometida dentro ou fora da área. Mas como o futebol é dinâmico e em movimento, benefício total para a decisão do árbitro.

Paulo Paraty

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A televisão auxilia-nos a ver que Fernando apenas utiliza o braço para empurar Pateiro. Poderá haver a dúvida se a falta é dentro ou fora da área de grande penalidade, mas começando fora acaba dentro. Correcta a decisão.

in "ojogo.pt"

Venda de parte do passe de James Rodriguez por concretizar

Comunicado enviado pela sad dos dragões à cmvm
 
 
A SAD do FC Porto anunciou que o negócio de venda de parte dos direitos desportivos sobre o futebolista colombiano James Rodriguez ficou por concretizar, segundo comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"(...) Em virtude de não ter sido alcançado um acordo definitivo sobre o clausulado do respetivo contrato de investimento, não foi ainda formalizado o contrato com a Gol Football Luxembourg para a alienação, em regime de associação económica, de 35 por cento dos direitos económicos do jogador James Rodriguez", lê-se no documento.

Assim, ficou, para já, sem efeito o negócio de 2,55 milhões de euros com o fundo de investimento Gol Football Luxemburg, relativo ao jogador sul-americano, contratado esta temporada pelo FC Porto.

Na mesma altura, a SAD "azul e branca" anunciou a venda de 37.5 por cento do passe do internacional português João Moutinho à Mamers B.V., por 4,125 milhões de euros, e de 25 dos direitos desportivos sobre o brasileiro Walter Pearl à Design Holding Ltd, por 2.125 milhões de euros.

in "record.pt"

Hulk recebe prémio de jogador do mês

Distinção referente a agosto e setembro
 

Hulk foi o jogador eleito pelos treinadores e pelos adeptos como o melhor jogador nas jornadas decorridas em agosto e setembro. O prémio será entregue esta segunda-feira, antes do jogo com a U. Leiria agendado para as 20 e 15.

Este é o primeiro troféu Jogador do Mês da Liga Zon Sagres desta temporada. Segundo os regulamentos do prémio, o troféu é entregue ao vencedor no primeiro jogo em casa, após a eleição.

in "record.pt"

F.C. Porto e Académica têm os cinco melhores marcadores da Liga

O F.C. Porto, com dezanove golos, e a Académica, com quinze, têm os melhores ataques da Liga e, os dois juntos, ocupam os cinco primeiros lugares da lista dos melhores marcadores da competição.

Com Hulk à cabeça, destacado com oito golos, seguem-se Sougou, Varela, Miguel Fidalgo e Falcao, todos com quatro golos. Dados que apontam para um aliciante duelo de artilheiros marcado para o próximo sábado para o Estádio Cidade de Coimbra.

Será o grande jogo da 9ª jornada com o líder a receber o terceiro classificado na semana que antecede o clássico com o Benfica que está marcado para o Dragão depois de mais uma ronda europeia.

Nome Clube Golos
 
  • Hulk F.C. Porto 8

  • Sougou Académica 4

  • Varela F.C. Porto 4

  • Miguel Fidalgo Académica 4

  • Falcao F.C. Porto 4

  • Óscar Cardozo Benfica 3

  • Marcelo Toscano V. Guimarães 3

  • Lima Sp. Braga 3

  • Edgar V. Guimarães 3

  • Carlão U. Leiria 3

  • Luis Aguiar Sp. Braga 2

  • Maurício Olhanense 2

  • Nélson Oliveira P. Ferreira 2

  • Claudemir Nacional 2

  • Mario Rondon P. Ferreira 2

  • Carlos Martins Benfica 2

  • João Pedro Naval 2

  • Wanderson Baiano P. Ferreira 2

  • Laionel Académica 2

  • Markus Berger Académica 2



  • in "maisfutebol.iol.pt"

    FC Porto. Mais uma mão-cheia de razões para dizer que não há concorrência

    Hulk bisa e tem mais golos (oito) que metade das equipas da liga, Villas-Boas soma recordes. Dragões vão passeando classe (15 jogos, 14 vitórias). Vitória por 5-1 sobre a U. Leiria


    O FC Porto nunca teve uma relação muito saudável com a comunicação social mas a versão 2010-11 é um descanso para qualquer jornalista - ao intervalo, já todos têm a noção de quem vai ganhar o jogo, fica apenas a faltar o resultado final. Mesmo nos marcadores nunca há desvios: Hulk marca um ou bisa; Varela e Falcao gostam de deixar marca. Assim continua o passeio dos dragões no campeonato, desta vez com um opositor (?) que demorou 70 minutos a fazer um remate à baliza. O pesadelo da U. Leiria acabou nos 5-1 mas o filme podia, e devia, ter sido bem pior.

    ANTES Ainda antes do início do encontro, Hulk recebeu o prémio de jogador mais valioso da liga em Agosto/Setembro. Começou o jogo e bastaram 20 minutos para o avançado mostrar que os troféus individuais não ficarão por aqui: primeiro com um chapéu fantástico após passe de Rúben Micael, única novidade no onze; a seguir com um tiro fortíssimo depois de assistência de Falcao (que já tinha disparado um míssil à trave). É só fazer as contas: o brasileiro tem mais golos nesta liga que mais de metade dos restantes conjuntos (Sporting incluído) e corre a passos largos para conquistar o título de melhor marcador. Ah, mas há mais: ao todo, Hulk já tem 13 tentos noutras tantas partidas.

    DURANTE Os leirienses eram um pinhal de atletas perdidos em campo. E antes do intervalo Varela aproveitou a atrapalhação de Bruno Miguel para aumentar; logo no reatamento, foi Falcao a sobrevoar os centrais e a fazer o 4-0. Fim de jogo com 40 (!) minutos por realizar e, já agora, mais dois golitos à mistura.

    DEPOIS Villas-Boas já superou o arranque de Oliveira (14 triunfos e um empate), mantém-se o sucesso caseiro na liga (40 jogos sem perder) e contra os leirienses (17 jogos, 16 vitórias). Quem consegue travar este FC Porto?

    in "ionline.pt"

    segunda-feira, 25 de outubro de 2010

    Fernando Gomes: «Se formos competentes chegaremos à vitória»

    Dirigente Portista otimista para jogo com moreirense
     

    Fernando Gomes, diretor de relações externas do FC Porto, mostrou-se bastante otimista após o resultado do sorteio da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, realizado esta 2.ª feira. Os dragões deslocam-se ao reduto do Moreirense, atual 3.º classificado da Liga Oragina.

    "Se formos competentes, com maior ou dificuldade chegaremos à vitória", começou por dizer, concluindo com um apelo aos adeptos:

    "Esperamos que os adeptos venham em força e em massa, não só para nos apoiar mas também para fazer deste jogo a festa que é a Taça."



    Do fundo para líder em 365 dias

    No dia 25 de Outubro de 2009, André Villas-Boas saiu do túnel de acesso aos balneários do Estádio do Dragão e virou à esquerda, para se sentar no banco de suplentes da Académica. Hoje, dia 25 de Outubro de 2010, o treinador vai percorrer o mesmo caminho, mas vira à direita, para se sentar no banco de suplentes de uma equipa líder e dominadora. Uma mudança radical de direcção em apenas um ano de carreira no campeonato.

    Outra curiosidade engraçada a realçar: há um ano, Villas-Boas estreava-se na Académica em jogos do campeonato na oitava jornada, não evitando a derrota por 3-2, depois de o adversário ter disputado uma jornada europeia com sucesso. Hoje, o FC Porto disputa precisamente a oitava jornada, também depois de uma vitória europeia. Esse é um ponto comum, mas há outros que não podiam ser mais afastados. Há um ano, Villas-Boas, então com 32 anos, orientava o último classificado do campeonato, com uns míseros três pontos resultantes de três empates (alcançados por Rogério Gonçalves, que não resistiu aos maus resultados) e hoje, aos 33 anos, dirige uma equipa que ganhou seis jogos e empatou apenas um. Ou seja, passou de um extremo ao outro em 365 dias, ganhando uma gravata pelo meio, apesar da ausência de "dress code" no Dragão. Se na Académica gostava de aparecer de fato e sem gravata, nos primeiros jogos no FC Porto ainda manteve o "look" (como na conquista da Supertaça), mas por pouco tempo. Um pormenor, apenas.

    O que ressalta mesmo à vista é o curso intensivo tirado num ano apenas. E com nota elevadíssima, para já. Tanto assim que, mesmo sem grande experiência, o Sporting tentou contratá-lo por duas vezes. Villas-Boas foi negando contactos até onde pôde e, à segunda, falou mesmo em palhaçada. Depois, não se sabe exactamente quando, chegou o convite do clube do coração, embora ele também o tenha negado nas primeiras vezes em que surgiram os sinais de fumo dessa rota.

    Certo é que Villas-Boas nunca foi um personagem indiferente no futebol português e, se na Académica já tinha um discurso cativante, no FC Porto a única coisa que mudou foi a dimensão das suas palavras. Na Académica, conseguiu tirar a equipa do último lugar e acabar o campeonato no 11º posto, fruto de oito vitórias, seis empates e nove derrotas, no FC Porto os números são mais sorridentes: seis vitórias, um empate, 14 golos marcados e três sofridos.

    Contas feitas, foi um "ano explosivo", como André Villas-Boas confessou anteontem. Entre 25 de Outubro de 2009 e o de 2010, as diferenças são óbvias.

    25 de Outubro de 2009 [FC Porto-Académica]

    Com escassos dias de trabalho, a Académica de Villas-Boas espantou o Dragão pelo rigor táctico e desmultiplicação das unidades, que encravaram a equipa portista e levaram os adeptos a esperar o pior. A estreia do treinador de 32 anos no campeonato terminou com uma derrota por 3-2 e também com elogios ao seu trabalho. Sobre a vitória do FC Porto, recorde lá isto: Mariano marcou o primeiro golo, aos 65', num cabeceamento de fora da área e Farías obteve o segundo (68'). A Académica reduziu por Miguel Pedro (76'), Farías voltou a marcar (82') e Sougou fez o último (90+2').

    Um, dois, três convites

    Sporting, parte I

    No dia 6 de Novembro de 2009 Paulo Bento saiu do Sporting e Bettencourt começou a procurar treinadores. Apesar de ter pouco mais de duas semanas na Académica, as duas primeiras como técnico principal, Villas-Boas foi o escolhido. A Académica negociou com o Sporting, mas não prescindiu de uma indemnização elevada. No dia 13 de Novembro o clube de Coimbra comunicou que, afinal, não havia acordo.

    Sporting, parte II

    Nos últimos dias de Março e nos primeiros de Abril de 2010 houve uma abundante onda de notícias a garantirem que Villas-Boas seria o treinador do Sporting na época de 2010/11, sucedendo a Carvalhal. O treinador da Académica nega e descreve essas garantias como "palhaçada". Face às notícias, o Sporting nega o interesse no dia 5 de Abril, num comunicado à CMVM. Especulou-se que o FC Porto podia estar de olho.

    Enfim, FC Porto

    Em Maio acentuam-se duas notícias relacionadas com o FC Porto. A da saída de Jesualdo Ferreira e a da provável entrada de André Villas-Boas no Dragão. O treinador, em declarações à Agência Lusa, nega a notícia, dada cada vez com mais insistência por vários órgãos de Comunicação Social. No início de Junho ninguém ficou espantado quando André Villas-Boas foi apresentado no FC Porto...

    O título que embalou a equipa para um arranque fulgurante

    O jogo da Supertaça foi, muito provavelmente, o mais importante desta temporada para o FC Porto. Pelo menos até agora. Em primeiro lugar, a vitória sobre o rival da Luz serviu para apagar as incertezas de uma pré-época feita de resultados pouco inspiradores; e depois, porque também serviu para atenuar as dúvidas naturais - tendo em conta as circunstâncias - sobre André Villas-Boas. Certo é que depois do jogo de Aveiro, o FC Porto embalou para um arranque de época verdadeiramente demolidor.

    14
    Nos 30 jogos realizados no campeonato, André Villas-Boas garantiu 14 vitórias, sete empates e nove derrotas. No FC Porto ainda não perdeu.

    46
    Entre FC Porto e Académica, o treinador garantiu 46 golos marcados, sendo que 14 surgiram já esta temporada, numa média de dois golos por jogo desde que chegou ao Dragão.

    34
    Os 34 golos sofridos garantem ao treinador um goal-average favorável. O FC Porto desta época sofreu apenas três no campeonato.

    in "ojogo.pt"

    Polvo com mais tentáculos

    já fez tantos remates como em toda a época anterior
     

    Parte do segredo do novo FC Porto reside em Fernando. O surpreendente é que um jogador tão unânime como o brasileiro consiga reinventar-se e chegar a patamares de rendimento mais elevados.

    Com Jesualdo Ferreira, Fernando fez de Paulo Assunção. É bom notar que esta não era uma tarefa menor, mas eis que Villas-Boas consegue acrescentar tentáculos ao Polvo, que não se limita a ser um pêndulo defensivo e começa a ganhar preponderância no processo atacante.

    Carlos Azenha entende que a presença de Moutinho favorece um maior empertigamento do ex-Vila Nova, havendo números a comprová-lo. Em apenas 7 jogos para o campeonato, Fernando já fez tantos remates como em todos os 25 encontros que disputou na última edição da Liga (7).

    Fernando é o sexto jogador que mais atira à baliza (atrás de Hulk, Falcão, Belluschi, Moutinho e Varela), mas é o que recupera mais bolas (91) e o que faz mais passes (354), sendo o que consegue uma maior taxa de sucesso neste capítulo (87,6%).

    in "record.pt"

    O ponto de equilíbrio entre o sobe e desce

    NÚMEROS DE BELLUSCHI E MOUTINHO EM CONTRACICLO
     

    Numa equipa que faz da posse de bola uma forma de estar, é suposto que os médios apresentem números contundentes. Certo? Errado! Quem olhar para os registos apresentados pode ficar confuso, sobretudo no que diz respeito a João Moutinho, que regista uma quebra quantitativa em quase todas as ações do jogo, em nítido contraciclo com o que acontece com Belluschi.

    O Moutinho do Sporting já não existe. Contacta menos com a bola, recupera-a e perde-a com menor frequência, cruza menos e não faz tantas faltas. Significa isto que é um jogador pior? Carlos Azenha discorda: “Tudo tem a ver com a organização do coletivo. O FC Porto de Villas-Boas está muito bem equilibrado a nível tático e há uma menor dependência das ações de Moutinho comparativamente com o que acontecia no Sporting.”

    Em Alvalade, passou por todas as posições do losango. No Dragão, as suas funções estão melhor definidas e o seu raio de ação é diferente. Veja-se o número de cruzamentos, que nos revela que o internacional português é hoje um jogador que empresta menor largura ao seu jogo, ganhando a profundidade que lhe permite registar uma subida no número médio de remates por jogo. É certo que Moutinho ainda não marcou, mas isso parece ser sobretudo uma questão de confiança, uma fase de maior ansiedade.

    Agressivo

    Numa equipa que vence 13 de 14 jogos (e esta dupla esteve presente em 13), é inevitável que haja um meio-campo em destaque. Sobretudo se tivermos em conta que, contrariamente ao que acontecia com Jesualdo Ferreira, o FC Porto de Villas-Boas prefere jogar em posse do que em transição. Mas com laterais (sobretudo Alvaro Pereira) e avançados tão presentes no processo de construção, torna-se inevitável que o foco esteja repartido.

    Eloquente é o crescimento de Belluschi. O salto qualitativo expressa-se em campo, mas também na contabilidade. Não há que enganar: o argentino tem mais ações no jogo. “A classe já lá estava. A questão é que Belluschi precisou de um período de adaptação. Todos os jogadores precisam, ainda que nuns casos isso seja mais evidente do que noutros”, analisa Azenha, que vê dedo de Villas-Boas neste rejuvenescimento do argentino.

    “A sua agressividade cresceu de forma notória. É um jogador que luta muito mais, que é mais feroz na recuperação de bola, que tem outra atitude perante a perda. Tudo isto é também, obviamente, uma conquista do treinador”, elogia.

    É o FC Porto quem beneficia deste sobe e desce. Moutinho passou a dosear melhor o seu futebol, Belluschi ganhou intensidade. Apesar da forte concorrência de Ruben Micael, Souza ou Guarín, esta parceria está de pedra e cal e explica parte do sucesso do dragão.

    in "record.pt"

    Fucile vai da bancada para o onze

    SAPUNARU NÃO ESTÁ CONVOCADO
     
    Fucile tem dado que falar. Expulso na última jornada da Liga, em Guimarães, num jogo onde não esteve isento de culpas no golo que ditou o empate, o internacional uruguaio cumpriu castigo frente ao Limianos e, depois, viu o jogo com o Besiktas na bancada. Agora, frente à U. Leiria, vai regressar ao onze.

    Sapunaru nem sequer foi convocado e isso tira margem a possíveis dúvidas. O lugar mais à direita da defesa é mesmo para Fucile, ficando a questão relativa aos jogadores que vão ocupar os dois lugares ao centro. Apesar do desastre que foi a sua exibição na Turquia, Maicon ainda tem crédito junto de André Villas-Boas e, nesse sentido, deverá fazer dupla com Rolando. Assim, ficará Otamendi no banco, sendo que, no decorrer da partida, o argentino tanto pode render os defesas laterais como os centrais.

    No meio-campo, aí não deve surgir qualquer mexida, com o trio do costume a assumir as despesas. No ataque, e em relação ao jogo no Inonu, apenas uma alteração prevista: Varela regressa à titularidade na extrema-esquerda, relegando Rodríguez para o banco. Por falar em Rodríguez, uma nota para o regresso de James aos convocados, ficando em aberto a sua estreia na competição.

    Quem também está novamente entre as opções é o brasileiro Souza. Desta feita foi Guarín a ficar de fora. Ukra também perdeu o comboio dos eleitos, sendo que desta feita só há 18 convocados.

    in "record.pt"

    F. C. Porto pode chegar aos 3500 pontos no 150.º jogo no Dragão


    O F. C. Porto-União de Leiria é mais do que um simples jogo de futebol. Será o 150.º desafio oficial dos azuis e branco no Estádio do Dragão, onde hoje a equipa orientada por Villas-Boas pode ultrapassar a barreira dos 3500 pontos, na soma de todos os campeonatos.

    O F. C. Porto recebe esta noite o União de Leiria (20.15 horas, Sport TV1), no jogo de encerramento da oitava jornada. Mas não será um desafio qualquer. O líder do campeonato, a única equipa sem derrotas na prova, vai disputar o 150.º jogo oficial no Estádio do Dragão, seis anos depois de o mesmo adversário ter inaugurado o recinto em jogos a sério. Uma feliz coincidência entre dois opositores que respiram confiança e uma solidez de processos em toda a linha, motivos suficientes para as expectativas estarem em alta e o encontro prometer emoções fortes.

    A contabilidade no Dragão é clara: 106 vitórias para o F. C. Porto, 29 empates e 14 derrotas. Hoje, os azuis e brancos procuram mais um triunfo e diante de um adversário que não costuma causar grande mossa nem muitas cócegas. A contabilidade é simples: 15 vitórias e um empate a reforçar o favoritismo de uma equipa animada pela estrondosa vitória no terreno do Besiktas (3-1), a contar para a Liga Europa, e que está num plano de confiança muito elevado.

    Fucile de regresso ao onze

    Esta noite, no dia em que faz dois anos que o F. C. Porto perdeu em casa pela última vez no campeonato (diante do Leixões, por 3-2), o conjunto orientado por André Villas-Boas pode ultrapassar a barreira das 3500 pontos na contabilidade total de todos os campeonatos. Neste momento, os dragões somam 3499 pontos em 77 presenças no principal escalão, estão na segunda posição do ranking atrás do Benfica e à frente do Sporting. Os encarnados têm 3549 pontos, enquanto os leões garantem 3345. É mais um dado interessante a fazer aumentar o interesse do desafio.

    Na lista de convocados do F. C. Porto, o treinador prescindiu de Sapunaru, Guarín e Ukra, todos por opção técnica, e chamou Souza e James Rodríguez, dois jogadores que não tinham integrado as escolhas na deslocação à Turquia. Parece claro que vai fazer algumas alterações no onze e apostar a equipa que mais garantias dá. Sendo assim, o lateral Fucile tem a via aberta para ocupar o lado direito da defesa, ocupando a vaga deixada por Sapunaru. Terá a oportunidade de se redimir da expulsão no terreno do Vitória de Guimarães, onde os dragões averbaram um empate (1-1) que interrompeu a espectacular série de 21 triunfos seguidos dos portistas.

    No centro da defesa, onde o técnico tem rodado as opções, subsiste a dúvida entre Otamendi e Maicon, depois de o brasileiro ter sido expulso diante do Besiktas. Enquanto no ataque, é provável que Varela regresse ao onze para formar com Hulk e Falcao o habitual tridente. A dança dos golos também passa por eles...

    in jn.pt"

    Santíssima trindade. Uma equipa, um treinador e um jogador incrível

    FC Porto, um grupo que não perde nem em inferioridade numérica, Villas Boas irrepreensível e um Hulk... imparável


    Com o seu discurso a apontar aos "Bin Laden", Pinto da Costa aproveitou a vitória na Turquia para lembrar que foi ele a escolher André Villas Boas, portanto, autoproclamou-se como deus criador e origem de todas as coisas. É o normal e se calhar, se a equipa não estivesse a vencer, o presidente do FC Porto não se preocupava em recordar ao mundo as decisões que toma. Perante isto, será que a sua posição deve ser posta em causa sempre que uma contratação correr mal? Também não. Assim, esteja ou não Pinto da Costa na génese de tudo (e... do empenho de cada jogador, das decisões de Villas Boas ou dos golos e arrancadas de Hulk), após a incrível manifestação de força contra o Besiktas, no mais exigente teste da temporada, sugerimos constituir uma santíssima trindade portista que deixa o pai de fora e se revolve (e ganha jogos) e com outras divindades.

    1- Uma equipa Há jogos que marcam uma época. A vitória do FC Porto na Turquia, parte do tempo em inferioridade numérica, marcará 2010/2011. É a grande prova de força, pela qualidade, capacidade de sofrimento e consistência. No ano passado, depois de andar de goleada em goleada, a verdadeira dimensão do Benfica talvez se tenha visto pela primeira vez na limpeza com que despachou duas vezes o Everton (5-0 e 2-0), igualmente na dificuldade da Liga Europa. O FC Porto de agora também marca abundantemente (34 golos) e sofre pouco (7). Mais: esta equipa tem tendência para dominar de princípio a fim. No único em que se viu em desvantagem, frente ao Sporting de Braga, o dragão teve capacidade para dar a volta. Depois, nos restantes 13 jogos, a equipa esteve sempre na frente do marcador. E em nove partidas não consentiu sequer um golo.

    2- Um treinador André Villas Boas tem apenas 32 anos e mesmo que não pareça deve ser um treinador preparado. Os resultados dizem tudo. Empatou apenas um em 14 jogos (Vitória de Guimarães), sempre baseado no mesmo esquema táctico (4x3x3) onde as hierarquias estão definidas e os melhores jogadores encontram o seu espaço e rendimento. Villas Boas ainda não teve nenhuma grande lição táctica e, fora do campo, vai igualmente ganhando pontos na guerra da contra-informação: estuda ao pormenor os ataques ao Benfica e deixa o rival sem resposta; ao mesmo tempo, claro, injecta moral no seu balneário.

    3- O melhor jogador Em cima desta superioridade, o FC Porto ainda tem Hulk. Com ele em campo, nos últimos 21 jogos a a equipa ganhou 20 e empatou outro. Só esta temporada, desde meados de Agosto, o internacional brasileiro marcou dez golos e foi criativo na maioria dos lances perigosos. Titular indiscutível, poupado apenas na recepção ao Rapid Viena, Hulk serenou e já não vive em guerra com os árbitros. Também por aí cresce o seu valor.

    in "ionline.pt!