segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Golos de Varela já valeram seis pontos

Nos 20 golos marcados pelo FC Porto esta época, e que valeram oito vitórias, um empate e a liderança confortável no campeonato, Varela teve um papel crucial. É o segundo melhor marcador da equipa e o responsável directo pela conquista de seis pontos.

Em Coimbra marcou o único golo da partida, com um remate acrobático à meia volta, e tornou-se no principal destinatário dos agradecimentos dos companheiros no final do jogo. Não foi para menos. O golo de Varela valeu três pontos quando, dadas as circunstâncias diluvianas, um já seria aceitável. Leitura imediata: é melhor ir para o clássico com o Benfica com sete pontos de avanço. Esta época não foi a primeira vez que os golos do extremo valeram vitórias. Com o Braga marcou o primeiro e o terceiro golo do jogo, que acabou com a vitória do FC Porto por 3-2. Ou seja, Varela valeu três pontos.

Outro jogo da temporada em que o extremo assumiu um papel de destaque foi o da conquista da Supertaça, com o Benfica. Varela não marcou, mas fez uma assistência para Falcao fechar o resultado (2-0) e realizou uma boa exibição.

Ao marcar em Coimbra o quinto golo no campeonato, o camisola 17 ultrapassou Falcao como segundo melhor goleador da equipa, com quatro golos, sendo apenas suplantado por Hulk, com oito. Já agora, o trio habitual do ataque é responsável por 85 por cento dos golos da equipa no campeonato.

Para Varela, ir a Coimbra e não marcar um golo é que seria estranho. Anteontem, marcou o terceiro no Estádio Cidade de Coimbra, que foi o primeiro com a camisola do FC Porto. Na época de 2008/09, quando representava o Estrela da Amadora, foi o autor do empate a dois golos na partida relativa ao campeonato e o autor da vitória por 1-0 no jogo relativo à Taça de Portugal. Mas nenhum foi tão bonito como o de anteontem.

Depois do brilharete no campeonato, Varela prepara-se para voltar ao banco na quinta-feira, com o Besiktas. Gestão do plantel, obviamente, tanto mais que o Benfica estará a 72 horas de distância. A alternância com Rodríguez tem sido evidente na Liga Europa.

in "ojogo.pt"

Fernando recuperável para o clássico

Fernando deve recuperar para o clássico com o Benfica, que se joga no domingo. A primeira reavaliação ao problema muscular que ditou a saída prematura no jogo com a Académica, pelo menos, permite alimentar uma expectativa positiva sobre um restabelecimento a tempo do clássico, cenário de que o próprio Fernando terá duvidado assim que abandonou o relvado. Já no banco, o brasileiro não escondeu o desânimo pelo contratempo, temendo, provavelmente, falhar o jogo que nenhum jogador no seu perfeito juízo quererá perder. Ontem, menos de 24 horas depois, a evolução sugeria o tal cenário mais favorável, algo que, convém avisar, ainda terá de ser clinicamente confirmado na avaliação que será feita hoje, quando o plantel regressar ao trabalho.

Em todo o caso, o problema físico pode ser gerido sem grandes pressas ao longo da semana, porque Fernando já era carta fora do baralho de André Villas-Boas para o jogo de quinta-feira, com o Besiktas. O brasileiro foi expulso em Istambul, por acumulação de amarelos, e terá de cumprir castigo na próxima jornada da Liga Europa. De resto, Fernando pode até nem ser o único elemento do meio-campo a ser poupado com os turcos, ideia a confirmar nos próximos treinos, porque, para já, esse plano está apenas alinhavado na cabeça de Villas-Boas, passando a partir de hoje aos ensaios práticos.

Ter Fernando disponível para o clássico, como se espera, garantirá a Villas-Boas um alicerce decisivo para a estabilidade da equipa. Apesar das liberdades conferidas pelo novo esquema, o brasileiro vem repetindo o papel nuclear que assumiu nas últimas épocas. Entre muitas outras coisas, diz a estatística oficial do campeonato que, após nove jogos, Fernando é o jogador do FC Porto com mais passes certos. É verdade que os costuma fazer bem curtinhos, e por isso menos sujeitos a equívocos, mas não deixa de ser um detalhe curioso, somado ao das recuperações de bola. Dois factores essenciais em qualquer jogo, mas que se presume de cariz decisivo num clássico como o que vem aí.

in "ojogo.pt"

Otamendi reforça defesa na Europa

Entre as alterações que André Villas-Boas começará a cozinhar hoje, dia em que o plantel regressa aos treinos, para a recepção ao Besiktas, há uma certeza inevitável: Otamendi será o substituto de Maicon na defesa portista. O argentino tem garantida a quarta entrada como titular no onze e a segunda na Liga Europa. Considerados os 16 jogos oficiais já efectuados pelos portistas, Otamendi esteve em cinco, somando 344 minutos de rodagem, e com direito a um golo, que coincidiu com a estreia. É justo acrescentar, porque cinco jogos num universo de 16 parece pouco, que o internacional argentino foi o último a chegar ao plantel, facto que permitiu à dupla Rolando-Maicon ganhar alguns pontos.

A situação de Fernando, assim como a sua substituição já foi explicada na página anterior, pelo que sobra Otamendi como peça fácil do puzzle para enfrentar o Besiktas. Em todo o caso, essas duas alterações, obrigatórias pelos castigos, podem não ser as únicas. Por muito que seja difícil admitir formalmente, porque qualquer treinador dirá que pensa num jogo de cada vez, será inevitável especular, enquanto não houver sinais que possam reforçar essas suspeitas, sobre poupanças para o clássico de domingo.

Com a passagem à próxima fase da Liga Europa praticamente garantida, o FC Porto pode dar-se ao luxo de pensar - pelo menos pensar... - na hipótese de mudar algumas pedras nucleares. Neste contexto, jogadores como Varela, Helton, João Moutinho, Álvaro Pereira, Falcao ou Hulk (dificilmente todos ao mesmo tempo, claro) serão candidatos a descansar, porque têm sido dos mais utilizados.

Olhando para as alternativas, mantendo a ideia de que não os deverá lançar todos em simultâneo, Fucile, Guarín, Rúben Micael, Souza, Rodríguez ou Walter aparecem como hipóteses viáveis, não só para garantir o tal descanso a unidades nucleares, mas também para conquistar outras soluções credíveis que até lhe possam ser úteis para o clássico com o Benfica. Os treinos, que arrancam hoje, devem ajudar a ter pistas mais concretas.

Rolando vai fazer o centésimo jogo de azul e branco

Rolando está a um jogo de atingir a centena com a camisola do FC Porto, o que deve acontecer já na quinta-feira, quando o Besiktas jogar no Dragão para a Liga Europa. A cumprir a terceira época de azul e branco, o central rapidamente se impôs no onze, tendo formado dupla com Bruno Alves e, agora com Maicon. Nos 99 jogos pelo FC Porto marcou 12 golos.

Na primeira época (08/09) participou em 42 partidas e fez quatro golos; na temporada passada cumpriu mais um jogo e marcou seis golos. Já 2010/11, apontou o primeiro golo oficial, na Supertaça com o Benfica e voltaria a fazer o mesmo ao Rapid de Viena. E já leva 14 jogos. Ou seja, falhou apenas dois.

É de prever que Villas-Boas faça várias alterações na recepção ao Besiktas e mesmo com Maicon castigado não é impossível que Rolando também seja poupado. Nesse caso, o central atingiria a marca redonda na visita do Benfica ao Dragão, no domingo.

in "ojogo.pt

Factor Villas-Boas

Já não me lembro quem foi que disse que o verdadeiro líder não cria seguidores, cria mais líderes, mas lembrei-me disso a propósito de André Villas-Boas. O treinador do FC Porto tem tido o bom senso e a sensatez de entregar aos jogadores todos louros pela boa temporada que o FC Porto está a realizar, mas quem observa de fora percebe que há méritos que são indiscutivelmente seus. Tome-se Belluschi como exemplo. O mesmo jogador que há um ano parecia inadaptado, deslocado e desfocado é hoje um dos líderes da equipa - sim, há mais do que um - dentro de campo. Percebeu-se isso mesmo, para lá de qualquer dúvida razoável, frente à Académica no sábado à noite. Calmo, seguro e confiante, Belluschi conseguiu manter-se sempre à tona da água que encharcou o relvado do Municipal de Coimbra e desmentiu os que imaginaram que a chuva tornaria o talento irrelevante. E se o talento é todo dele, já a calma, a segurança e a confiança tem de partilhá-las com Villas-Boas.


Jorge Maia in "ojogo.pt"

Pinto da Costa já vê até 2016

Comissão de apoio com indicações de novo mandato na forja
 

Contrariando as declarações recentemente reproduzidas numa revista alentejana, Pinto da Costa não vê este mandato como o seu último. O presidente, que em maio foi reconduzido até 2013, reuniu-se com a comissão de apoio à recandidatura, tendo apoiado a continuidade da mesma e dando conta do seu desejo de permanecer à frente do FC Porto. “Assim a saúde e vitalidade o permitam”, acrescentou Fernando Cerqueira, líder da comissão, ao nosso jornal.

Pinto da Costa só não tem acedido aos projetos de grupos de associados que querem construir-lhe uma estátua. A intenção é antiga e até há contactos aprofundados, mas o presidente tem demovido todos os avanços.

As intenções de Pinto da Costa são claras e os seus mandatos têm sido marcados por objetivos que aliam títulos à criação de infraestruturas. Nesse sentido, o projeto do museu está em curso. Escolhidas as antigas instalações do Bingo como sede, as obras devem arrancar em breve.

in "record.pt"

Hulk minoritário

SAD com apenas 45% dos direitos económicos
 
A fatia de leão dos direitos económicos de Hulk não pertence ao FC Porto. Só a SAD determina quando e como aceita negociar o seu ativo mais valioso, mas a percentagem de lucro a retirar do negócio será minoritária, prevalecendo os interesses do grupo de Juan Figer e do agente Teodoro Fonseca. O Relatório e Contas da sociedade portista indica que os dragões só têm 45 por cento do passe de Hulk, facto que motivou curiosidade, já que fora anunciada, há três épocas, a compra de metade dos direitos económicos.

Record sabe que em causa está um acerto de contas com o agente do jogador, que serviu os interesses da SAD e foi de encontro às pretensões futuras do empresário. Posto isto, é óbvio que o FC Porto fica confinado a uma parcela que perde expressão quando comparada com o bolo global de uma futura transferência. Hulk tem uma cláusula de rescisão de 100 milhões, verba que o mercado não vai pagar.

Veja-se o negócio de David Villa, que custou 40 milhões ao Barça, como referência. Se o Incrível fosse negociado por esse valor, os dragões receberiam “apenas” 18 milhões, menos ainda do que Bruno Alves rendeu no último defeso (23). São as regras do jogo e que o FC Porto conhece desde o início. Hulk, que custou 5 milhões de euros, só foi reforço porque a SAD conseguiu convencer o poderoso Juan Figer de que seria a montra ideal para o craque que brilhava no Japão.

50 milhões

Impensável que é negociar o avançado no mercado de janeiro, como o nosso jornal escreveu, parece mais difícil que o brasileiro inicie uma quarta temporada de azul e branco. A caminho dos 25 anos, é fácil perceber que o próximo verão será, de resto, a altura ideal para aceder aos avanços dos grandes europeus.

Na perspetiva de um encaixe mais significativo, resta à SAD tentar comprar novas parcelas do passe, o que não se afigura nada fácil, já que os empresários do jogador antecipam um grande negócio.

O FC Porto projeta quase 50 milhões de euros em transferências (47,37), sendo que as primeiras tranches de Bruno Alves e Raul Meireles já vão ter impacto nas contas deste exercício, a par de parcelas ainda relativas às transferências de Lisandro, Lucho ou Cissokho. Assim, a sociedade não está pressionada pelo mercado, mas o modelo de negócio continua a estar direcionado para a projeção e negociação de talentos.

Exemplo

Radamel Falcão é outro nome que sobressai na Europa. O seu caso enquadra-se com o de Hulk, já que os dragões também cederam 5 por cento do seu passe a uma terceira entidade. Todavia, esta é uma perda menos significativa, já que a SAD continua detentora de 95 por cento dos direitos económicos, à luz do que garantira há já um ano, quando logrou acrescentar a parcela em falta aos 60 por cento negociados aquando da contratação. Aos 24 anos, El Tigre tem mercado...

in "record.pt"

Complexo de Lucho González ainda se faz sentir

Há um ponto comum nas três grandes penalidades falhadas pelo FC Porto na corrente temporada: todas elas foram batidas para o lado esquerdo do guarda-redes.

Basta recuar um pouco no tempo para ver que esta situação não é nova no clube. Enquanto esteve no FC Porto, Lucho González era o homem responsável pelas grandes penalidades e, sempre que El Comandante chutava para a sua direita, era falhanço pela certa.

Agora, Hulk, Falcão e, mais recentemente, João Moutinho, parecem mostrar que também sofrem do “complexo Lucho González”, pois quando resolveram bater as penalidades para a esquerda do guardião adversário também falharam. Mas, até aqui, há uma exceção que confirma a regra. Frente ao Genk, El Tigre chutou nessa direção e festejou o golo.

De resto, falta apenas referir que em duas das três penalidades perdidas a bola foi bater no poste. Só Hulk permitiu a defesa ao guardião adversário, no caso o do Genk.

in "record.pt"

Dupla de prevenção

Souza e guarín caso fernando não recupere
 
Fernando não resistiu ao dilúvio de Coimbra e teve que ser substituído ao minuto 24 do jogo com a Académica, devido a um problema muscular na coxa direita. Numa primeira análise à lesão, feita ainda no Cidade de Coimbra, ficou a ideia de que o brasileiro, de 23 anos, é recuperável para o clássico de domingo, frente ao Benfica. No entanto, ainda não há qualquer certeza. Os dados concretos só serão conhecidos esta manhã, quando o médio for reavaliado.

Certo é que o Polvo não vai poder defrontar o Besiktas, na próxima 5.ª feira, para a Liga Europa, uma vez que vai cumprir castigo por ter sido expulso na Turquia. Até lá, já se saberá se pode ou não defrontar o Benfica e, caso se verifique o pior dos cenários, André Villas-Boas testará, na prova europeia, o jogador que irá render Fernando, frente ao Benfica.

Alternativas

Nesse sentido, há duas opções que saltam logo à vista como possíveis sucessores. Estamos a falar de Souza e Guarín. Na ausência de Fernando, nos jogos com o CSKA búlgaro e o Limianos, foi o reforço brasileiro a ocupar a posição 6, mas a verdade é que o internacional colombiano deu boas indicações em Coimbra, quando teve que render o titular indiscutível.

Por outro lado, Souza ainda não convenceu quando foi utilizado a trinco. Com o Limianos, por exemplo, chegou mesmo a sair mais cedo, pois parecia perdido numa posição que exige uma enorme cultura tática a quem a ocupa.

Caso Fernando seja irrecuperável para o jogo de domingo, André Villas-Boas terá sempre a última palavra, sendo certo que tanto Souza como Guarín já estão de prevenção e à espreita da oportunidade que pode surgir. Aliás, frente ao Besiktas, até podem jogar os dois, ficando a curiosidade sobre qual deles irá ocupar a posição 6. Isto se André Villas-Boas não entender apostar num duplo pivô defensivo.

Aliás, com o apuramento para a próxima fase da Liga Europa quase garantido, perspetivam-se mais novidades quanto ao onze a utilizar contra o Besiktas. O argentino Otamendi, por exemplo, deve render o castigado Maicon, enquanto que Ruben Micael também deve ser titular. No ataque, está previsto que Cristian Rodríguez seja aposta de início, aliás, como aconteceu nos 3 jogos já disputados pelos azuis e brancos nesta fase de grupos da competição...

in "record.pt"

Belluschi pensa primeiro no Besiktas

Belluschi diz que o F. C. Porto tem de centrar atenções no jogo da Liga Europa com o Besiktas, marcado para quinta-feira, e só depois pensar no clássico do próximo domingo com o Benfica.

O médio Belluschi foi um dos destaques do F. C. Porto na vitória de anteontem sobre a Académica, num jogo em que voltou à titularidade, depois de ter ficado no banco na partida anterior dos portistas, diante da U. Leiria. Na ressaca do triunfo em Coimbra, o argentino reconheceu que "era importante segurar os sete pontos de vantagem" sobre o Benfica, mas não pelo facto de o clássico entre dragões e águias estar marcado para domingo.

"Tínhamos de ganhar para continuarmos na senda das vitórias e porque manter a diferença era importante para o objectivo de conquistarmos o campeonato. Antes do Benfica, ainda vamos defrontar o Besiktas, num jogo chave para a nossa passagem à fase seguinte da Liga Europa", afirmou Belluschi, revelando que nunca tinha jogado num relvado tão difícil como o de anteontem.

"O importante foi termos ganho. Sabia que tínhamos de esperar pelas segundas bolas ou por um ressalto, como no lance em que fizemos o golo. Talvez no arranque tivesse sido bom adiar o jogo, mas depois já era tarde. As condições eram iguais para as duas equipas", referiu.

Ontem, a equipa portista gozou um dia de folga, estando o regresso ao trabalho agendado para hoje. No primeiro treino da semana, será possível saber com mais clareza a exacta gravidade da lesão muscular sofrida por Fernando em Coimbra, que não deverá pôr em causa a sua presença no jogo com o Benfica.

in "jn.pt"

Árbitro do F. C. Porto-Benfica será Jorge Sousa ou Pedro Proença

Os árbitros Jorge Sousa, do Porto, e Pedro Proença, de Lisboa, são os grandes candidatos a dirigirem o clássico de domingo, no Dragão, entre o F. C. Porto e o Benfica. Ambos foram os melhores nas últimas três épocas, mas o lisboeta liderou na temporada passada.

Ninguém nega a extrema importância do encontro, logo existe enorme pressão para a nomeação de um juiz que seja personalizado e insensível a nomes e a ambientes.

Recorde-se que ambos os juízes já dirigiram jogos das duas equipas: Jorge Sousa apitou o Rio Ave-F. C. Porto e Pedro Proença marcou presença no Nacional-Benfica e no F. C.Porto-Braga.

Aliás, dentro do quadro dos internacionais, apenas Olegário Benquerença, que na última época foi segundo e que dispõe de credenciais a nível internacional, poderia ser, também, opção. Só que a sua actuação no recente Guimarães-Benfica, que originou um vendaval de críticas por parte dos benfiquistas, obriga, naturalmente, à sua exclusão do lote de favoritos.

Outros que não devem merecer a confiança de Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem, são Bruno Paixão (não tem um perfil muito consensual nos clubes em causa), João Ferreira (arbitrou a Supertaça entre as duas equipas), Carlos Xistra (esteve já num clássico, este ano, o Benfica-Sporting) ou Artur Soares Dias (ainda não tem a experiência de clássicos que a intensidade do jogo exige).

De fora, mas por razões regulamentares, estará o lisboeta Duarte Gomes, por ter arbitrado o jogo do F. C. Porto, no sábado, frente à Académica.

in "jn.pt"

Villas Boas pondera alterações para jogo com Besiktas


O treinador do FC Porto, André Villas Boas, vai promover várias alterações para o jogo com o Besiktas sem perder o poder de fogo. Emídio Rafael pode ser a grande novidade. E assim se pensa nos turcos com um olhar sobre o Benfica...

André Villas Boas diz que não faz poupanças. Afirmou isso mesmo em Coimbra, no final do jogo de futebol ou de pólo aquático, que vai dar ao mesmo, quando lhe perguntaram se iria deixar de fora jogadores habitualmente titulares no encontro da próxima quinta-feira, com o Besiktas, no Dragão.

Não gosta que lhe chamem poupança, porque entende que o valor do plantel é enorme e capaz de responder a todas as situações. E até pode manter a dele, mas é um facto que o conforto na Liga Europa o vai levar a fazer pelo menos uma equipa diferente, sem mexer em peças que considera fundamentais.

O drama é simples: entre o jogo com o Besiktas e o clássico com o Benfica há poucos mais de dois dias para descanso. São horas apenas, mas importantes para o treinador preparar a recepção ao Benfica. O plano está traçado, Villas Boas vai fazer um onze novo. Não tem Fernando, não tem Maicon, ambos castigados na Liga Europa. Dois futebolistas importantes no onze mais vezes visto em campo, mas as alternativas são de eleição e já nesta época deram provas de que podem entrar a qualquer momento, casos de Otamendi e de Sousa.

É indisfarçável que o FC Porto vai ter uma roupinha nova com o Besiktas, mas a prazo. É a pensar no Benfica que André vai o mexer no onze, animado ainda pela vitória em Coimbra. Os dragões não querem desenrolar a bandeira para a festa, mas é um facto que este jogo com o Benfica pode mesmo ser determinante para o resto do campeonato. Uma vitória significa deixar os benfiquistas a dez pontos. Veja-se a importância desse jogo.

in "record.pt"

Crise dos "penalties" falhados pelos dragões

Não há dimensão dramática ou até trágica daqueles penalties que decidem títulos ou troféus, como Baggio (1994, Mundial) ou Terry (2008, Champions), mas 2010/11 mostra um FC Porto estranhamente inseguro na linha dos 11 metros: dos cinco penalties de que beneficiou no curto consulado de Villas Boas já falhou três.

Trata-se de uma percentagem muito significativa, e que provavelmente vai obrigar o técnico a deter-se mais sobre a relação de escolhas para as conversões, pois, como se viu em Coimbra, parece não haver um marcador prioritário ou considerado mais qualificado na especificidade.

Esta época, Hulk já marcou (Naval) e falhou (Genk, em casa), Falcao já falhou (Nacional) e marcou (Genk, fora), aparece agora Moutinho a agravar ainda mais a percentagem.

Azar à mistura (Falcao e Moutinho acertaram nos ferros), Falcao já tinha falhado na época passada em Coimbra, e as dúvidas instaladas no credo azul e branco: há ordem estabelecida? Há ou não... especialista?
 
in "abola.pt"

domingo, 31 de outubro de 2010

Besiktas vence antes da visita ao Dragão

O Besiktas voltou este domingo aos triunfos, batendo no Inonu o Sivasspor por 2-1, em jogo da 10.ª jornada da Liga turca. Com esta vitória, a turma de Ricardo Quaresma - não jogou devido a lesão -, ascende ao 6.º posto, com 16 pontos.

Bobo, aos 5', abriu as contas, na emenda a um cruzamento da esquerda e Uysal, aos 23', aproveitou um lance de confusão na área contrária para ampliar a vantagem. O melhor que o antepenúltimo Sivasspor conseguiu fazer foi reduzir para 2-1, após o golo de Pedriel Suárez, apontado aos 67'

Assim alinhou o Besiktas:

Rustu; Gulum, Toraman, Uzulmez, Hilbert; Tabata, Ernst, Uysal, Guti (Simsek 70'); Holosko (Nihat 70') e Bobo (Tekke 80'

in "record.pt"

Belluschi (F.C. Porto): «Nunca tinha jogado nestas condições»

Fernando Belluschi voltou ao onze do F.C. Porto no último sábado, em Coimbra, para um dos jogos mais difíceis da sua carreira. As circunstâncias em que o encontro foi disputado, sob um forte temporal e num relvado totalmente alagado, obrigaram os dragões a usar de todo o seu manancial de soluções para jogos... aquáticos.

«Nunca tinha jogado em condições tão complicadas. Já apanhei campos difíceis mas assim, com tanta água, não. Foi muito difícil, jogou-se muito pouco, mas o importante é que ganhámos. Nestas situações, há que jogar com a bola pelo ar, porque pela relva é impossível, não se pode dar muitos toques. O melhor mesmo é chutar para a frente, aguardar pela segunda bola e esperar por algum ressalto para tentar o golo. Mas jogar... é impossível», afirma o médio argentino.

Belluschi é mais um daqueles que entende que a partida poderia ter sido adiada mas como Duarte Gomes assim não entendeu, não restou outra alternativa senão lutar: «Quem sabe no início do encontro, quando parecia impossível fazer alguma coisa naquele relvado, talvez se pudesse ter suspenso o encontro, mas, depois, já era tarde. O árbitro achou que havia condições mínimas e tivemos de jogar. As duas equipas estavam em pé de igualdade em termos de dificuldades e tentaram fazer o melhor ao seu alcance.»

Vem aí o «clássico»

A vitória sobre a Académica permitiu conservar a diferença de sete pontos sobre o Benfica. O objectivo foi, assim, cumprido apesar de todo o contexto adverso. «Era importante ganhar, não só porque vem aí o clássico mas também porque queríamos prolongar este ciclo de vitórias. Sabemos que manter a diferença é importante para o objectivo de conquistar o campeonato. Estamos muito contentes por termos ganho.»

Alvo de poupança do jogo com a U. Leiria, Belluschi regressou em Coimbra e até foi dos jogadores mais adaptados e esclarecidos ao relvado inundado. Terá sido um bom prenúncio para voltar a marcar presença no onze diante dos encarnados? «Eu trabalho sempre para estar à disposição do treinador e cabe a ele fazer as opções. Eu sinto-me bem, cómodo, e espero jogar mas, antes disso, há que pensar no Besiktas, que será um jogo chave para nos classificarmos para a próxima fase da Liga Europa.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Moncho e Terrell apostam no espírito de equipa para vencer Supertaça

O FC Porto Ferpinta é uma equipa a crescer «a cada semana» que passa e que sustenta a sua evolução no trabalho colectivo. O treinador Moncho López e Julian Terrell perspectivaram a disputa da Supertaça, frente ao Benfica (segunda-feira, 15h30, em Albufeira), sob o mesmo prisma, apesar das possíveis ausências por lesão. Os Dragões pretendem somar o segundo êxito da época, depois do Troféu António Pratas.

Moncho López: «Gostamos de assumir o favoritismo»

«É um jogo entre duas equipas que se conhecem bem. Para nós, é a segunda final da época e sentimos que vamos adquirindo experiencia em finais. Num ano, estivemos presentes em todas, com a excepção do Troféu António Pratas da última época. Contudo, temos pela frente um adversário igualmente experiente, com jogadores maduros. Gostamos de assumir o favoritismo. Temos um plantel com grandes potencialidades, temos trabalhado bem e sentimos a responsabilidade deste emblema e desta grande organização. Melhoramos um pouco a cada semana que passa, contudo estamos há uma semana a treinar sem dois atletas [Nuno Marçal e Stempin] muito influentes para nós, o que nos levou a preparar a final com algumas incertezas quanto à sua utilização.»

«Sabemos que o nosso adversário perdeu e como perdeu, que dificuldades encontrou frente ao Guimarães e a outros adversários. Mas, essencialmente, o que nos preocupa é a nossa equipa e o nosso jogo, já que temos de ultrapassar as dificuldades decorrentes da ausência de jogadores importantes e do facto de jogarmos muito longe dos nossos adeptos e do nosso ambiente. Quanto a isso, já temos experiência, porque as finais são jogadas quase sempre num local onde é mais fácil para o nosso adversário ter o apoio do público. Espero que o facto da final ser longe do Porto não tenha influência nos árbitros e na nossa concentração. Preferia jogar num local onde houvesse mais possibilidades dos nossos adeptos assistirem ao jogo, assim torna-se complicado.»

«Não sei se este Benfica está mais forte relativamente ao da época passada, mas está diferente. Ganhou um maior poderio físico e de ressalto e talvez tenha perdido algum poder no lançamento exterior. Porém, continua a ser uma das equipas mais fortes do campeonato. Mais importante do que isso é o facto de gostar muito desta equipa do FC Porto: ganhámos muito força no lançamento exterior e muito conhecimento táctico com a chegada do Miguel Miranda, João Santos e José Costa.»

Julian Terrell: «Espero um bom jogo de basquetebol»

«Espero vencer e espero que joguemos como equipa, conforme temos treinado. Temos seis competições durante a época, esta é mais uma e espero vencê-la. Acho que o Benfica vai estar preparado para nos defrontar, será igualmente importante para eles vencer esta final. Espero um bom jogo de basquetebol. Considero que estamos mais fortes do que na temporada passada. A cada ano que passa vamos conhecendo-nos melhor e temos um equipa recheada de jogadores com vontade de trabalhar.»

in "fcp.pt"

Academica 0 - FC Porto 1 (videos)



Breves

Fernando em dúvida

O médio Fernando abandonou o jogo na primeira parte devido a uma dor na coxa direita e fez soar o alarme no departamento médico portista. Para já, a avaliação do problema não é conclusiva quanto a uma recuperação para o clássico (com o Besiktas vai cumprir castigo). Amanhã será reavaliado.

Estrangeiros atentos

As boas carreiras de FC Porto e Académica não passam despercebidas aos emblemas além-fronteiras. A prova disso mesmo é que, ontem à noite, Colónia, Chelsea, Everton, Manchester United, Servette e CSKA Moscovo estiveram no recinto de Coimbra a actualizar as notas sobre os jogadores das duas equipas.

Helton já é português


O processo de naturalização de Helton como cidadão português, requerido há cerca de meio ano, tal como O JOGO noticiou na altura, está finalmente concluído. Quer isto dizer que o guarda-redes brasileiro passa a ter dupla nacionalidade, faltando-lhe, apenas, requerer o passaporte. Um pormenor a ser tratado nos próximos dias. Em Portugal desde 2002, quando trocou o Vasco da Gama pelo Leiria, Helton chegou ao FC Porto no início da época de 2005/06, com Co Adriaanse ao comando, assumindo a titularidade a meio dessa temporada. Agora, aos 32 anos, Helton passa a ser português, o que desde logo lhe dá maior flexibilidade quanto a uma eventual transferência no mercado europeu, principalmente se o destino for Inglaterra.
in "ojogo.pt"

Declarações

André Villas-Boas : "Jogo não devia ter-se realizado"

Por ele, não teria havido jogo. "Foi mau para o espectáculo", criticou André Villas-Boas, treinador de um FC Porto que, mesmo num desafio atípico, conseguiu impor-se. "Lamento que nao tenha sido um espectáculo agradável. A qualidade de jogo e a circulação de bola foram completamente impossíveis. Foi um jogo de luta e guerra que não correspondeu ao que é o jogo português. Gerou-se sempre emoção. Foi um jogo emotivo com o resultado sempre em aberto. Saímos satisfeitos, mas orgulhosos da forma como foi conseguido. Criámos oportunidades na segunda parte, a procurar o golo que nos daria a tranquilidade. Pecámos um pouco na finalização, mas, fomos criando oportunidades", comentou, sublinhando que as condições do relvado "chocaram com o jogo normal de qualquer das equipas, não permitindo que aquilo que se trabalha durante a semana fosse aplicado".

Do temporal saiu o líder azul e branco a sete pontos do Benfica, na contagem decrescente para o clássico do Dragão, para o qual André Villas-Boas voltou a rejeitar o rótulo de decisivo. Isso "é um disparate pegado", reiterou, recordando que "qualquer encurtamento da distância é chama e gasolina a mais para os outros": "Decisivo não é, de forma alguma, e quem o diz pouco entende de futebol. Quem diz que, o FC Porto ganhando e passando para 10 pontos de diferença, que isso é decisivo, não estudou a história do futebol e as alterações que houve nos campeonatos e das equipas que recuperaram de 10 e 12 e 14 pontos, nos vários campeonatos europeus. É uma oportunidade, obviamente que é: queremos aproveitar essa oportunidade, aumentar a distância, torná-la ainda mais confortável, mas, o campeonato é ainda longo e torna-se sempre difícil, porque qualquer encurtamento numa distância é mais um incentivo para os outros". Nas contas da jornada, registou o aumento da vantagem para o Braga: "É sempre positivo".

Hulk

"Não pensamos apenas num jogo"

Exausto, feliz e com mais razões do que é habitual para invocar a fé - foi assim que Hulk chegou ao fim do jogo com a Académica, em que o relvado se tornou um adversário comum. Venceu o FC Porto, que chegará ao clássico do Dragão com mais sete pontos do que o Benfica, embora o calendário imponha ainda a Liga Europa no caminho e no discurso. Ontem, prevaleceu o alívio, nas palavras do Incrível: "Estou muito feliz pela vitória. Agradeço a Deus por nos ter ajudado e por ninguém se ter machucado gravemente, neste relvado. O Fernando tem uma lesão, mas, creio que não é grave." "Houve uma grande união, mostrámos a força do FC Porto, trabalhámos bastante, para vencer", sublinhou, concentrado, agora, no Besiktas. "No FC Porto, o nosso pensamento é jogo a jogo". Quanto ao Benfica, foi preciso fintar o avançado, para este aceitar comentar a vantagem na liga caseira: "Não pensamos só num jogo. Para se ser campeão tem de se enfrentar os 30; este é importante, porque é com um rival que também quer ser campeão, e queremos os três pontos."

Falcao

"Foi atirar a bola e correr"

Falcao começou por desvalorizar o facto de ainda não ter marcado à Académica. "São coisas do futebol e mais importante foi a vitória" que, na sua opinião foi merecida. "Fomos uma equipa de luta, com entrega de todos para encarar as jogadas e ganhá-las. As condições do relvado exigiam luta e agressividade e estivemos à altura."

Era muito difícil jogar, adoptar um estilo de jogo, basicamente foi atirar a bola para a frente, correr, e tentar ganhá-la", referiu. No final, alguns elementos da Académica reclamaram da arbitragem de Duarte Gomes, mas Falcao diz que o FC Porto é que tem razões de queixa. "Não houve irregularidade no lance do golo que me anularam, foi tudo muito rápido. Quem tem que reclamar somos nós porque fomos prejudicados em algumas jogadas", frisou. A terminar, o avançado garantiu que não houve qualquer pressão extra por jogar depois do Benfica. "Pensamos apenas em nós. Queremos ganhar sempre e não há qualquer tipo de pressão por parte dos adversários", concluiu.

Sapunaru não se queixou do relvado alagado

Sapunaru foi dos poucos jogadores que não se queixou do relvado alagado do Municipal de Coimbra. "Foi um jogo difícil para as duas equipas, mas o importante foi termos conseguido sair daqui com os três pontos. Agora temos é de pensar na partida com o Besiktas", referiu no final, insistindo que o FC Porto fez "uma boa partida" e que "entrou forte e decidido a conseguir os três pontos".

in "ojogo.pt"

FC Porto - Um a um


A Estrela: Varela (8)

Um golo à meia volta que valeu três pontos

Marcou o quinto golo no campeonato e, pela segunda vez esta época, foi decisivo na conquista dos três pontos (os dois golos marcados ao Braga também foram fundamentais para a vitória por 3-2). O jogo de ontem nem parecia ajustado ao extremo, sem oportunidade de progredir no relvado devido à água, mas foi o único que percebeu como bater Peiser em plena área da Académica. Aproveitou uma falha dos defesas e, rápido a decidir, chutou à meia volta para um golo de belo efeito. É o segundo jogo consecutivo a marcar. Antes de dar o lugar a Otamendi, ainda conseguiu colocar a bola em Falcao, que falhou o golo aos 58'.

Helton 6

Foi obrigado a concentração máxima e mostrou-se seguro entre os postes, defendendo todos os remates que foram à baliza. Nos descontos viu Hugo Morais rematar à barra.

Sapunaru 6

No início sentiu dificuldades na marcação a Diogo Valente, mas depois adaptou-se ao relvado e fechou completamente o flanco.

Rolando 6

Com maior ou menor sufoco, conseguiu controlar as investidas de Miguel Fidalgo e companhia. Bola para a frente, claro.

Maicon 6

O senhor dos pântanos. Corpulento, foi a todas as bolas e chutou o perigo para bem longe.

Álvaro Pereira 7

Sougou não lhe deu descanso, mas conseguiu anulá-lo e ainda ter forças para atacar. Brilhante no golo portista, ao colocar a bola na área num lançamento lateral.

Fernando 5

Com o relvado empapado, parecia um jogo ajustado à sua capacidade de combate, mas cedo foi traído por uma lesão.

Belluschi 7

Viveu verdadeiras batalhas épicas no meio-campo, conseguindo ganhar bolas e ter clarividência para lançar os ataques.

João Moutinho 7

Foi um gigante na luta a meio-campo e nem um cartão amarelo lhe tirou discernimento. Esteve em todo o lado e ajudou o ataque a criar desequilíbrios, como num excelente passe para Hulk aos 66'. Teve no pé direito o golo da tranquilidade na marcação de um penálti (seria o primeiro), mas acertou no poste.

Hulk 7

Poderoso como sempre, foi um verdadeiro tractor que puxou a equipa para a frente, indiferente às bolas presas no relvado. Aos 66' por pouco não bateu Peiser e logo depois esteve no lance do penálti.

Falcao 6

Ainda foi desta que marcou um golo à Académica e até esteve perto de o conseguir por duas vezes. Batalhou entre os centrais e criou espaços para a entrada dos companheiros.

Guarín 7

Entrou cedo no jogo e, tirando os primeiros minutos, foi de uma utilidade extrema. Musculou o meio-campo, recuperou bolas, lançou o ataque e deu uma ajuda à defesa.

Otamendi 6

Actuou à frente dos centrais, funcionando como mais um tampão para o adversário.

Rodríguez 5

Foi mais um a batalhar no charco de Coimbra.n

in "ojogo.pt"

Um dragão a caminhar sobre água sem patinar


Quando não há assunto fala-se de quê? Do tempo, obviamente. A diferença, aqui, é que o tempo, mais do que conversa fiada, acabou por virar protagonista acidental, transformando um jogo que prometia muito numa desilusão instantânea. A expectativa de bom futebol, entre o primeiro e terceiro da tabela, dissolveu-se depressa, porque a chuva diluviana que encharcou sem misericórdia um relvado novinho - estreado há pouco mais de uma semana, depois de o anterior não ter resistido à passagem dos U2 por Coimbra - tratou de desfazer dúvidas logo aos primeiros pontapés: os artistas estavam dispensados; o jogo exigia paciência e músculo. O FC Porto foi mais consistente nessa combinação de físico e inteligência, caminhando sobre a água sem patinar.

Isto de caminhar sobre a água é capaz de soar a episódio bíblico e, de facto, marcar um golo tinha tudo para ser milagre. O de Varela não caiu do céu, mas quase: um lançamento longo de Álvaro Pereira ressaltou num desentendimento entre Pedro Costa e Berger, que se fizeram ao lance, e a bola sobrou para um remate à meia volta do extremo. Um golo bonito, a destoar no meio de um futebol feito de boa vontade, mas à base de pontapé para a frente quando a bola não ficava presa num relvado pantanoso. Com esse golo em cima do intervalo, e depois de uma primeira parte de encharcar até aos ossos, o FC Porto ganhava uma vantagem que haveria de ser decisiva, não só neste jogo mas também na equação que dele resulta: os dragões embalam com oito vitórias no campeonato, mantêm a distância para a concorrência e renovam o fôlego para um clássico que já ferve.

Dito isto, arraste-se novamente a história para o início, porque ainda há conclusões a tirar no meio de tanta água. Jorge Costa e André Villas-Boas resistiram à tentação de adaptar as respectivas estratégias ao que ditava o tempo. A habilidade de Belluschi, Varela, Laionel ou Sougou, por exemplo, não foi sacrificada em favor de um futebol mais directo. Isto no papel, porque no relvado a história haveria de ser outra: a bola não rolava o suficiente para grandes investidas artísticas e, nesse contexto de dificuldades, a adaptação do FC Porto viria a ser mais rápida e eficaz. Porquê? Porque Hulk é talento mas também é músculo; Varela idem aspas; Moutinho é franzino mas tem força de combate; Falcao dá-se bem com o futebol pelos ares e Belluschi sabe quando é hora de não inventar. Atrás deles, enquanto durou, Fernando foi um tractor que limpou tudo. O primeiro golpe para Villas-Boas acabou por ser, precisamente, a lesão de Fernando, a meio da primeira parte. A sorte foi a mudança que tinha operado na convocatória: sem o tractor Fernando, sobrava-lhe ainda o tanque Guarín. Villas-Boas, provavelmente, até pensava misturar os dois mais à frente no jogo, mas acabou por ser forçado a mudar antes.

Do outro lado, a Académica chegou a ameaçar nos primeiros minutos, mas foi-se afogando lentamente. Diogo Valente ainda esbracejou, mas não havia maneira de incomodar Helton a sério. Sem Nuno Coelho, castigado, Jorge Costa tinha apostado tudo em Diogo Melo e Hugo Morais, complementando a dupla com o talento de Laionel. Não resultou.

As duas equipas chapinhavam, apesar das tréguas dadas pela chuva na segunda parte, e a força física do FC Porto ia desnivelando as coisas. Jorge Costa tentava, então, uma ligação directa ao ataque, trocando Laionel por Éderzito. Passava a ter uma inédita dupla de avançados, contando servi-los sem grandes cerimónias pelo meio. Villas-Boas respondeu com Otamendi, tirando Varela. O argentino fixou-se como trinco improvisado, ajudando também a dupla de centrais; Guarín desviava-se para a esquerda; Belluschi continuava à direita e Moutinho (já amarelado) subia para um apoio mais próximo a Hulk e Falcao. Quase no minuto seguinte, Moutinho podia ter encerrado o jogo de vez, mas o penálti que foi encarregado de marcar esbarrou no poste. Também nos ferros esbarraria a reacção da Académica, feita de coração aberto nos últimos minutos: um livre de Hugo Morais bateu com estrondo na trave e a recarga de Sougou saiu por cima. Fim de batalha.

in "ojogo.pt"

A vez do n.º 17 ser herói

Num jogo especial, pelo regresso de André Villas-Boas a Coimbra, por novo reencontro de Jorge Costa com o FC Porto e pelo relvado completamente encharcado, o dragão fez prevalecer a sua força de líder. No terceiro 1-0 da temporada, foi a vez de Silvestre Varela, o n.º 17 dos dragões, ser o herói azul e branco, ao apontar o tento solitário de uma partida na qual a sua equipa ainda desperdiçou uma grande penalidade – João Moutinho ao poste.

O antigo jogador do Sporting sucedeu assim aos seus dois companheiros na frente de ataque: Hulk marcou o golo que deu a vitória sobre a Naval (de grande penalidade, na primeira ronda da Liga) e Falcão repetiu a proeza frente ao CSKA, em Sófia (na 2.ª jornada da Liga Europa).

Peso esmagador

De resto, a produção dos três avançados tem-se revelado esmagadora nos resultados da equipa. Hulk (8 golos), Varela (5) e Falcão (4) são responsáveis por 17 dos 20 golos que o FC Porto tem na Liga 2010/11 – os 3 restantes pertencem a Belluschi, João Aurélio (Nacional, p.b.) e Otamendi. No cômputo geral da temporada, os três atacantes da formação de Villas-Boas concentram 28 dos 40 golos conseguidos n o universo das restantes competições do calendário – Supertaça Nacional, Taça de Portugal e Liga Europa.

Em termos defensivos, o FC Porto somou ontem o 10.º jogo, dos 16 que efetuou até agora, em que não sofreu qualquer golo.

in "record.pt"

sábado, 30 de outubro de 2010

Exame difícil ao líder F. C. Porto em Coimbra


          

Académica e F. C. Porto disputam, hoje, sábado, às 21.15 horas, o jogo mais aguardado da nona jornada da Liga portuguesa, que põe em confronto o terceiro e o primeiro classificados da tabela, marcado também pelo regresso de André Villas-Boas ao estádio do clube ao serviço do qual se estreou como treinador, há cerca de um ano, e por mais um reencontro de Jorge Costa com os dragões, agora no banco da equipa de Coimbra.

A uma semana do clássico com o Benfica, que poderá ser muito importante nas contas do título, Villas-Boas não entrará em qualquer tipo de poupanças de jogadores, até porque o F. C. Porto ainda vai jogar com o Besiktas antes de receber o rival lisboeta, na quinta-feira, e, essa sim, será a partida indicada para fazer descansar alguns dos habituais titulares.

Na convocatória elaborada ontem pelo técnico portista, merece destaque a ausência de Fucile, que passará directamente do onze para a bancada, abrindo caminho ao regresso de Sapunaru ao lugar de lateral-direito. Em relação ao jogo com a U. Leiria, voltam à convocatória Guarín e Emídio Rafael, para os lugares de Souza e James, que desta vez foram preteridos.

A dúvida no onze do F. C. Porto reside no meio-campo, já que Rúben Micael realizou uma boa exibição na partida anterior, na qual formou o trio do miolo com Fernando e João Moutinho, embora o cenário mais provável seja o regresso de Belluschi à titularidade. No ataque, Hulk, Falcao e Varela, os três melhores marcadores do campeonato (o colombiano e o português em igualdade com Miguel Fidalgo e Sougou, que hoje estarão na equipa adversária dos dragões) continuam de pedra e cal nas escolhas de André Villas-Boas.

in "jn.pt"


Pinto da Costa recusa proposta para ter estátua


Pinto da Costa não quer uma estátua sua no Estádio do Dragão e até diz, em jeito de provocação à ideia, que se a construírem contra a sua vontade deixa de ser presidente do clube no minuto seguinte. Na assembleia geral (AG) de quinta-feira, depois de aprovado por unanimidade o relatório e Contas de 2009/10 do clube, um associado pediu a palavra e, entre outras coisas, propôs que se fizesse uma estátua ao presidente, como reconhecimento por tudo o que tem dado nos 28 anos que já leva à frente dos desígnios do clube. A ideia foi recebida com entusiasmo por parte dos cerca de 200 portistas presentes na assembleia, mas prontamente recusada pelo visado.

Na resposta à proposta, Pinto da Costa prometeu aos sócios continuar a servir o FC Porto "enquanto tiver saúde, alegria e motivação diária" - posição defendida várias vezes publicamente -, mas acrescentou mais um dado. "Continuo como presidente enquanto não me fizerem uma estátua seja onde for", atirou, procurando, assim, demover os eventuais interessados em alimentar essa proposta.

Na verdade, a ideia de construir uma estátua a Pinto da Costa não é nova, embora tenha sido a primeira vez que foi assumida, formalmente, numa AG do clube.

Há muito que os adeptos, em surdina, insistem na ideia de uma homenagem que sublinhe a obra de Pinto da Costa, o responsável pela transformação do FC Porto naquilo que é actualmente. Aliás, no Facebook, por exemplo, foi mesmo criado o grupo "Vamos erguer uma estátua ao Pinto da Costa" que já conta com mais de 7500 seguidores. Circulam também na internet várias petições informais no mesmo sentido.

Contudo, todos estes movimentos esbarram na recusa de Pinto da Costa, que não quer ser distinguido, seja de que forma for.

Esta recusa da estátua vem de encontro a outra que já tem mais de sete anos, quando também afastou liminarmente a ideia de ter o seu nome associado ao novo estádio do clube. O Estádio das Antas foi destruído para ver nascer um novo palco para o Euro'2004 e houve quem sugerisse, com insistência, que fosse adoptado o nome do presidente portista para baptizar o novo recinto.

Na altura, Pinto da Costa também recusou essa proposta e disse ter um nome guardado que seria imbatível. Mais tarde apresentaria a proposta para apelidar o recinto de Estádio do Dragão. E o nome pegou.

in "ojogo.pt"

SAD do F. C. Porto apresenta lucro pelo quarto ano seguido


Pelo quarto ano consecutivo, a SAD do F. C. Porto apresentou lucro, desta vez relativo ao exercício da época de 2009/10. O resultado líquido foi de 77 mil euros, muito inferior ao das duas temporadas anteriores (5,1 milhões em 2008/09 e oito milhões em 2007/08).

A SAD do F. C. Porto fechou a época de 2009/10 com um resultado líquido de cerca de 77 mil euros, elevando para quatro o número de anos seguidos com lucro, embora os resultados do exercício que hoje, sexta-feira, foi apresentado no Estádio do Dragão sejam bem inferiores aos de 2008/09 (5,1 milhões) e de 2007/08 (8 milhões), o que se justifica com a performance menos positiva da equipa de futebol na temporada passada.

As receitas, excluindo as referentes a transacções de passes de jogadores, chegaram aos 57,6 milhões de euros (14,2 dos quais provenientes de publicidade e de patrocínios, num valor superior ao da bilheteira - 11,1 milhões - que baixou mais de 15% em relação à época anterior), enquanto as despesas atingiram os 63 milhões de euros (39,3 dos quais relativos a custos com pessoal, que baixaram 8,2 milhões relativamente ao ano anterior, tendo em conta a diminuição do número de prémios pagos). Este recuo nos custos salariais permitiu baixar para 68% o rácio entre salários e receitas, mantendo-se dentro do limite de 70% recomendado pela UEFA.

Como tem acontecido nos últimos anos, a SAD portista equilibrou as contas através da transação de jogadores, tendo registado 8,3 milhões positivos entre compras e vendas, o que lhe permitiu fechar o ano com resultados operacionais de 2,9 milhões de euros, longe dos 11,2 milhões de 2008/09 e dos 12,7 milhões de 2007/08. Convém referir, no entanto, que as contas ontem, sexta-feira, tornadas públicas ainda não contabilizam as mais valias geradas pelas transferências de Bruno Alves, para o Zenit, e de Raul Meireles, para o Liverpool, que se realizaram depois do fecho do exercício de 2009/10 e que renderam cerca de 35 milhões de euros.

A SAD azul e branca registou um activo total de 182,9 milhões e reduziu o passivo para 160,1 milhões, estabilizando os capitais próprios em 22,8 milhões.

in "jn.pt"

Angelino Ferreira : "Equilíbrio depende das vendas"

Angelino Ferreira explicou ontem as contas da SAD e, a O JOGO, admitiu que as transferências têm sido decisivas para as equilibrar. Mesmo sem a montra da Champions, os portistas confiam na valorização do plantel. Vendas em Janeiro, de Hulk por exemplo, não fazem parte dos planos.


Que balanço faz das contas?

O balanço que fazemos é forçosamente positivo. O futebol é uma indústria que depende dos resultados desportivos e, atendendo ao que foi a última época a esse nível, os resultados apresentados pela SAD são francamente animadores.

A ausência na Liga dos Campeões teve impacto?

O acesso à Liga dos Campeões é absolutamente essencial para qualquer sociedade desportiva, quer ao nível das receitas directas, quer ao nível da projecção que permite e o FC Porto não escapa aessa regra.

A Liga Europa é uma competição menor?

É uma realidade diferente. Para dar um exemplo, de acordo com as projecções, se conseguirmos atingir o nosso objectivo, que passa por vencer a competição, estimamos atingir uma receita na ordem dos sete milhões de euros. Para terem uma base de comparação, há dois anos, com a chegada aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, aproximamo-nos dos 20 milhões de euros. São realidades diferentes, mas isso não impede que o nosso objectivo passe por uma boa campanha europeia, também na Liga Europa.

A promoção dos jogadores ressente-se da presença na Liga Europa?

A grande montra europeia é, de facto, a Liga dos Campeões. A Liga Europa é uma competição com outras características e sem a mesma visibilidade. Mas o futebol de qualidade e os grandes golos, como aqueles que Hulk e Falcao têm marcado nos jogos da Liga Europa não passam despercebidos e são vistos em todo o mundo, ajudando à promoção dos nossos jogadores.

Admitem a venda de jogadores como Hulk em Janeiro?

Essa é uma questão que não se coloca neste momento. Não faz parte dos nossos planos, mas é normal que, com o potencial que os jogadores do FC Porto têm, surjam interessados. No momento certo, avaliaremos cada situação.

O FC Porto depende em larga medida da exportação de jogadores…

Não é apenas o FC Porto que depende financeiramente das exportações, mas toda a indústria do futebol. Aliás, não é por acaso que as contas das SAD separam os resultados com e sem as vendas de jogadores. O equilíbrio financeiro dos clubes depende, em larga medida, dos negócios de transferências, mas essa realidade, mesmo que em menor escala em países onde outras receitas são mais relevantes, é comum a toda a indústria.

Quanto tempo é possível ao FC Porto resistir fora da Champions?

O que podemos dizer é que esta época, já depois do encerramento das contas do exercício que foi aqui apresentado hoje, realizámos vendas na ordem dos 35 milhões de euros. De resto, com as performances apresentadas pela nossa equipa, a perspectiva é a de poder realizar mais operações. Procuramos encontrar soluções inovadoras que nos permitam aumentar a nossa independência em relação às participações na Champions. Esta época, por exemplo, fruto do investimento na equipa e das exibições que temos produzido, conseguimos registar grandes assistências no nosso estádio. O nosso objectivo é diversificar as fontes de receita, apesar de reconhecermos a importância da participação na Liga dos Campeões.

É possível fazer uma projecção do valor de mercado do plantel do FC Porto?

Esse é um valor que o próprio mercado fixa. O valor que apresentamos nas contas é o de aquisição do passe dos jogadores, mas a maior parte deles está francamente subvalorizado. Quanto a um valor concreto, esse é variável. Depende do comportamento da equipa e do rendimento dos próprios jogadores e é um valor que o mercado fixa no momento das vendas.

in "ojogo.pt"

FC Porto vence Porto Santo por 5-1

O FC Porto isolou-se no comando da tabela do Campeonato Nacional da I Divisão, ao vencer no no Dragão Caixa, esta sexta-feira, o Porto Santo SAD, por 5-1. Os dragões estiveram a perder por 1-0, mas Filipe Santos, Emanuel Garcia (2), Pedro Moreira e Pedro Gil deram a volta ao placar.

Os campeões nacionais ficam agora a aguardar pelos resultados de Benfica e Oliveirense, que jogam este sábado e que dividiam a liderança com os portistas, para saber se continuam sozinhos na frente do campeonato

in "record.pt"

Villas-Boas revisitado


Sábado, 21 e 15 – Duarte Gomes dá início ao Académica-FC Porto. Os holofotes do Estádio Cidade de Coimbra apagam-se, faz-se silêncio, e um foco, apenas um, aponta ao banco de suplentes da equipa visitante, centrando os seus raios luminosos em André Villas-Boas.

Se Massimo Furlan, o homem que reeditou o calcanhar de Madjer, pudesse encenar o jogo desta noite, o quadro inicial poderia muito bem ser este. André Villas-Boas será mesmo o ator principal neste seu regresso à casa onde debutou como treinador principal de um clube.

Coimbra não ficou indiferente à passagem do treinador portista pelo comando técnico do principal clube da cidade, assim como Villas-Boas também não ficou indiferente às gentes da “Cidade do Conhecimento”, que é o lema de boas-vindas para quem lá chega. É, portanto, um sentimento recíproco que será posto à prova, já esta noite, na estreia do treinador no banco de suplentes da equipa visitante, do estádio da Académica.

Será uma perspetiva diferente e única para o treinador do FC Porto, uma vez que não há outro clube que tenha representado em Portugal antes de chegar ao Dragão.

A Académica foi, assim, a rampa de lançamento do jovem André Villas-Boas, mas isso não influenciará a sua sede de vitórias. Conquistar os três pontos é o desejo do técnico, mesmo tendo pela frente o clube que o adotou, quando quis trocar um papel secundário por um principal. Estará, por isso, eternamente agradecido à Académica, um clube que o seduziu, conforme é possível ver nas declarações que faz sempre que se refere aos estudantes. Nesse sentido, Record fez-se à estrada para tentar saber mais do que foi a sua passagem por Coimbra: os caminhos que percorreu, os locais que frequentou, os amigos que ganhou...

Odisseia

Foram poucos mais de 7 meses no comando técnico da Académica de Coimbra, mas sendo uma pessoa discreta é quase como se não tivesse por lá passado. Nos locais que frequentou não se encontra um autógrafo seu nem tão-pouco uma fotografia. A era Villas-Boas na Académica está apenas na memória dos adeptos e dos locais.

“É uma situação normal. Se, por exemplo, tivesse treinado o FC Porto com sucesso antes de ter vindo para a Académica, isso seria bem diferente”, explicou-nos Zé Nando, que fez parte da equipa técnica de Villas-Boas na Académica e agora é adjunto na seleção do Burkina Faso.

De resto, nesta viagem às origens de Villas-Boas enquanto treinador principal, Record ficou a saber que o técnico também gosta de cerveja, apesar de se ter assumido como fã do vinho, na sua apresentação no Dragão. Um pequeno pormenor entre muitos, que pode encontrar na nossa reportagem. Só não se encontra quem diga mal do técnico...

Espionagem foi feita pelo próprio técnico



Villas-Boas esteve três vezes em coimbra após a saída

O regresso de André Villas-Boas a Coimbra foi preparado ao pormenor pelo próprio treinador. Nesse sentido, no último sábado esteve no Cidade de Coimbra a assistir ao jogo entre a Académica e o Nacional, tendo tirado as suas próprias ilações sobre as novas características da equipa que é agora sua adversária.


Na conferência de imprensa de antevisão ao compromisso desta noite, Villas-Boas fez saber que tinha passado três vezes pelo Municipal de Coimbra, numa afirmação que acabou por surpreender muita gente, uma vez que conseguiu passar (quase) despercebido nessas visitas. Nem os próprios jogadores academistas souberam disso, pois só assim se entende a declaração feita recentemente por Peiser relativamente ao conhecimento que Villas-Boas tem sobre a nova Académica. “Se calhar é-lhe mais fácil preparar o jogo por já ter cá estado, mas temos uma equipa técnica diferente e alguns jogadores diferentes também. Pode conhecer a maior parte do plantel, mas não todos”, disse o guardião.

A verdade é que, tal como todos os outros adversários, também a Académica foi alvo de um estudo pormenorizado por parte da equipa técnica portista. E, desta feita, talvez por conhecer os cantos à casa, Villas-Boas tratou, ele próprio, de fazer o serviço de espionagem. Foi também por esta sua busca constante pelo conhecimento que conquistou as gentes de Coimbra.
in "record.pt"

Cascavel surpreendido com ausência de Hulk da selecção do Brasil

O seleccionador nacional do Brasil, Mano Menezes, deixou Hulk de fora da convocatória para o jogo particular do próximo dia 17 de Novembro, no Qatar, frente à Argentina.

Depois dos elogios ao avançado do FC Porto que atravessa um grande momento de forma, Mano Menezes prescindiu do "Incrível", chamando para a linha atacante da "canarinha" jogadores como Robinho e Alexandre Pato (AC Milan), André (D. Kiev) e Neymar (Santos), que está de regresso.

O único jogador do futebol português chamado pelo seleccionador do Brasil é David Luiz, central do Benfica, sendo que o grande destaque da lista de convocados vai para o regresso de Ronaldinho Gaúcho, que não representava a selecção brasileira desde Março de 2009.

Mano Menezes não deu à imprensa brasileira explicações sobre a ausência de Hulk mas no Brasil, atento à lista, esteve o antigo ponta-de-lança Paulinho Cascavel.

O antigo avançado de FC Porto, Sporting e Vit. Guimarães, numa entrevista a Bola Branca, mostrou-se surpreendido pela ausência de Hulk nesta convocatória.

"Sinceramente, o Hulk tem feito bons jogos e golos. Porque não convocá-lo, já que está num grande momento de forma?", questionou.

Já quanto à presença de David Luiz, Cascavel considera-a "natural", ainda que na opinião do antigo avançado o defesa-central do Benfica precise de melhorar alguns aspectos.

"O David Luiz tem feito boas épocas em Portugal e tem sido convocado, pelo que a sua chamada é natural. Ainda assim, parece-me um pouco impulsivo e isso pode prejudicá-lo em algumas jogadas. Mas é um grande jogador e a sua chamada é natural", considerou

in "rr.pt"

Hulk a duzentos

Já na melhor época de sempre em Portugal, Hulk atinge duas centenas de jogos oficiais esta noite. O avançado amadureceu, estendeu o seu jogo fogoso ao colectivo e é cada vez mais a locomotiva do dragão. Segue à média épica de um golo por jogo.

Hulk: em sete anos, o antigo feirante tornou-se no malabarista do golo e chega aos 200 jogos em estado de incandescência. Raiou na Baía, aqueceu no país do sol nascente, fez-se lava em Portugal. Já não se percebe muito bem se ele é a extensão do golo ou se o golo é o mecanismo da sua extensão de homem-bala, sabe-se, e é isso que importa, que o golo é parte dele, que ele é a parte essencial do actual FC Porto, alimentado pelo seu poder de fogo. Andam a celebrar juntos.

Hulk a 200 é a página em viragem do impagável pé-canhão, em ano, ou temporada, de apanhado transcontinental de sete anos séniores. Só sete anos, e já leva essa extensão: duzentos jogos, mais de 100 golos, apenas 24 anos, dele, que só se destacava pela força, há cada vez mais a apurar por cá, enquanto ninguém tiver coragem de recontar 100 milhões de euros.

Numa linha evolutiva imparável, Hulk a 200 pode associá-lo a Usain Bolt, o verdadeiro homem-bala, corre perto dos 40 km/h mas não tem bola para controlar, jogadores para soterrar, redes para alvejar. Hulk não andará muito longe de Bolt em velocidade pura, mas tem outras preocupações: o FC Porto, a selecção, o salto para a dimensão supra.

Enquanto o inevitável não acontecer, o dragão agradece e vai explorando esses dotes milagrosos. Com ele em campo é impossível mentir aos resultados ou iludir a realidade: a diferença é brutal. Total.

in Wabola.pt"