segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A análise de JVP

FC Porto-Benfica


1 Opções de Jesus resultaram duplamente mal

A vitória do FC Porto começa por explicar-se através das opções de Jorge Jesus para o onze inicial. A sua intenção ao colocar David Luiz no lado esquerdo da defesa e Salvio no meio-campo era tornar a equipa mais compacta em termos defensivos. Em teoria, David Luiz iria fortalecer o lado esquerdo e, juntamente com Coentrão, travar Hulk; Salvio ajudaria a ganhar o meio-campo que passaria, na prática, a ter quatro homens. Percebo o pensamento do treinador do Benfica, mas a equipa não respondeu ao que ele pretendia e acabou por ver-se duplamente prejudicada: por um lado, porque David Luiz não tem rotinas de lateral-esquerdo, perdendo-se na posição, e com os desequilíbrios do FC Porto a surgirem por esse lado; por outro lado, a equipa não criou perigo, pois faltou-lhe a dinâmica que normalmente surge por via do entendimento entre Aimar e Saviola. Só que este último não estava em campo!

2 O mérito do FC Porto e a potência de Hulk

Há, naturalmente, muito mérito do FC Porto - que inicialmente fez um jogo muito inteligente, pensado, gradualmente intensificando a pressão sobre o Benfica quando não tinha a posse de bola. O FC Porto percebeu os problemas que o Benfica ainda não conseguiu resolver do lado esquerdo, em que das duas posições só uma oferece garantias, que é aquela onde jogar Coentrão. A fragilidade nesse flanco é visível pelas constantes alterações de jogadores - ora entra César Peixoto, ora Gaitán, que dá boa dinâmica atacante mas não defende. Além disso, a equipa portista tem, do meio-campo para diante, jogadores que circulam bem a bola, que criam uma boa dinâmica e no ataque tem elementos que desequilibram. E, neste momento, é muito difícil segurar Hulk, em especial quando lhe pertence a iniciativa da jogada. A partir do momento em que se vira de frente para o adversário, fruto do seu poder de arranque, ganha-lhe logo dois metros. E a isto junta-se velocidade e potência de remate.

3 O Incrível definiu o encontro

A história do encontro não é difícil de contar. Nos primeiros dez minutos, as equipas estudavam-se, procuravam manter a organização defensiva mas também responder aos ataques uma da outra. Até que surge o momento que marca o jogo: Hulk desequilibra e define o que se passaria daí para a frente. Embora David Luiz pudesse fazer um pouco mais, é muito difícil travar este Hulk. Seja David Luiz ou qualquer outro defesa!

4 Um grande golo de Falcao

Falcao fez um grande golo e de execução muito difícil. Uma coisa é a bola vir a rolar rente à relva, em que basta um pequeno toque para a desviar. Aqui tratou-se de um lance muito mais difícil, pois a bola vem pelo ar e o avançado colombiano é obrigado a imprimir-lhe mais força para ela entrar. A beleza do golo começou, no entanto, na forma como ganhou o espaço e depois pela rapidez com que pensou e executou.

5 Eficácia portista e incapacidade encarnada

Sublinho a tremenda eficácia demonstrada pelo FC Porto. Fez três golos nos primeiros três ataques perigosos que efectuou e conseguiu sempre alargar e aprofundar melhor o seu jogo. O Benfica não teve essa capacidade nem conseguiu arranjar argumentos para responder. Aliás a sua grande oportunidade foi apenas na segunda parte, quando após um canto Luisão amorteceu para um remate de David Luiz, a que Helton correspondeu bem. O Benfica não conseguiu reagir aos golos sofridos e se as coisas já estavam complicadas ainda mais ficaram com a expulsão de Luisão. É uma daquelas coisas que não deveria acontecer mas que reflectem a situação do Benfica, com os jogadores a sentirem que a equipa não está a reagir - e logo num clássico - e a verem aumentar a diferença pontual para o rival.

6 FC Porto superior

Assim como na época passada se reconhecia que o Benfica estava a ser superior, agora deve fazer-se o mesmo em relação ao FC Porto. E não é só Hulk que merece ser destacado, ainda que o seu momento actual de forma possa roubar protagonismo a Varela, Falcao, Belluschi ou Moutinho. A entrada deste último no meio-campo foi, de resto, fundamental, pois ao ser muito disciplinado tacticamente permitiu que Belluschi se libertasse e passasse a fazer desequilíbrios à semelhança de Lucho González e a aparecer nas costas dos avançados. Os jogadores que entram estão confiantes porque a equipa está bem. Exemplos disso são Guarín (nem se notou a ausência de Fernando) e Rúben Micael, que substituiu Belluschi. Este estado de espírito permite motivar tanto os titulares como aqueles que jogam menos. E tudo isto sem a pressão pontual, pois o adversário mais próximo está já a dez pontos

7 Bem encaminhado para o título

Embora se pense nisso, não se deve dizer já que a época está resolvida. Mas é inegável que o FC Porto está muito bem encaminhado rumo ao título, apesar de ainda só terem sido disputadas dez jornadas, isto é, o primeiro terço do campeonato. Digo isto não só pela diferença pontual mas sobretudo pela forma como a equipa está a jogar. Isto é semelhante ao que sucedeu com o Benfica na época passada. A grande diferença é não ter um rival à altura como o Benfica teve no Braga na última temporada, o que permite ao FC Porto respirar ainda melhor.

in "ojogo.pt"

F.C. Porto-Benfica, 5-0 (destaques azuis e brancos)


Ninjas e Samurais na lenda de um enorme monstro verde

Hulk

Quem pára este Hulk? Caiu cedo, queixando-se de uma cotovelada de David Luiz. Viu Sapunaru recuperar, recebeu a bola no pé e encarou o adversário de frente. Agigantou-se. Não podemos garantir, mas sentiu-se ali o temor do encarnado. Arrancada, David Luiz pelo chão, tentando ainda segurar o portentoso brasileiro. Em vão. Linha de fundo, assistência, golo. Que força, que poder! Repetiria o movimento na segunda parte, desta vez sobre Fábio Coentrão. O português também caiu e cometeu grande penalidade. Oportunidade para o primeiro golo de Hulk frente ao Benfica. E o segundo, já agora, num remate cruzado, à entrada da área. Está aí um dos jogadores mais entusiasmantes da actualidade. 10 golos na Liga!

Belluschi

Naturalidade impressionante do Samurai na finta sobre David Luiz, no segundo golo do F.C. Porto, tirando o cruzamento com a canhota para o toque de classe de Falcao. Acomodou-se à posição ofensiva e por lá ficou mais alguns minutos, batendo em velocidade o pesado Sidnei. Pausa, olhos em Falcao, passe à medida. A simplicidade como sinónimo de beleza no futebol. Promete uma segunda temporada ao mais alto nível, após período de adaptação ao futebol português.

Falcao

Rival à altura para Majder, com um jeito digno de um Ninja. Marcara de calcanhar frente ao At. Madrid, na época passada, mas este movimento supera todos os ensaios. Bola a meia altura, Falcao já perto da baliza, estica a perna perante a passividade de Luisão e toca de calcanhar no ar, contra todas as previsões, para o fundo da baliza encarnada. Muitos dos presentes nem perceberam. Revejam nas imagens televisivas. Valerá certamente a pena. Dor de cabeça constante para os centrais encarnados, fez ainda o seu 6º golo na Liga 2010/11, rematando no coração da área, após novo passe de Belluschi.

Varela

Resolveu em Coimbra e surgiu no local indicado para desequilibrar o Clássico. Seis golos na Liga portuguesa, um excelente registo para um avançado que tem feito carreira nos flancos, não tanto nas proximidades da baliza adversária. Ganhou vários duelos em velocidade com Maxi Pereira, por norma um jogador com argumentos nesse capítulo.

Sapunaru

Lançamento longo para a corrida de Belluschi, no terceiro golo do F.C. Porto. Cereja ofensiva em cima de bolo defensivo com aspecto interessante. Saiu-lhe a fava, teoricamente, mas demonstrou desde o início que estava preparado para anular o irrequieto Fábio Coentrão. Posicionamento irrepreensível, apostando nas antecipações para compensar eventual falta de velocidade. Nem parece o mesmo Sapunaru da época passada. Fez a melhor exibição de dragão ao peito, para uma afirmação crescente no onze de André Villas-Boas.

André Villas-Boas

Dois clássicos, duas vitórias. Liderança folgada na Liga, com dez pontos à maior sobre o rival deste domingo. Apostou na rotatividade moderada para potenciar as qualidades dos habituais suplentes e recolheu frutos. Não inventou, manteve a estrutura, ganhou apostas em Guarín, Sapunaru ou Maicon. Consegue mais com o mesmo. O sucesso começa por aí.

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto-Benfica, 5-0 (crónica)


Este F.C. Porto não é criação de Coppola, mas adora o cheiro a napalm pela manhã. E ainda mais pela noitinha, principalmente se a vítima for o Benfica. Os dragões inspiram bem fundo o odor a destruição, à glória entranhada no oponente esmagado. Nunca o Apocalipse (Now) terá servido tão bem para desenhar o quadro actual dos homens da Luz: humilhados, enfraquecidos, agonizantes. A dez pontos do primeiro lugar da Liga.

O 5-0 reflecte na ajustada medida a diferença entre Porto e Benfica. Os primeiros latejam felicidade, qualidade, alegria, paixão. Os segundos vestem de vermelho, embora aparentem estar no velório do próprio féretro. Aliás, não se percebe muito bem se o Benfica morreu aos bocadinhos a cada golo do Porto, ou se já terá vindo morto de Lisboa. Pormenores.

O Clássico foi desequilibrado de princípio ao fim, tão desequilibrado que chegou a meter dó. Entre muitas culpas próprias e mérito admirável do adversário, o Benfica de Jesus começa a despedir-se do título ainda antes do Natal. Uma patologia que anos a fio atormentou os vizinhos da Segunda Circular. Mas esses não fazem parte deste filme.

A conquista ao som da Cavalgada das Valquírias

Há um leitmotiv, uma repetição a remoer o argumento do jogo. A cada arrancada de Hulk, a cada recepção e drible de Belluschi, a cada movimento viperino de Falcao, ecoa A Cavalgada das Valquírias. É essa a banda sonora do jogo, a ode da conquista do adversário, do avanço pleno em direcção ao contendor escondido, atemorizado. Em 1979 numa brilhante revisitação cinematográfica ao Vietname, agora num campo de futebol.

Mundos tão díspares e, ainda assim, tão aproximados em 90 minutos. No lugar de helicópteros a potência de Varela, ao invés das metralhadoras a mira teleguiada de Radamel Falcao e a potência incontrolável de Hulk.

Cinco golos, quatro rajadas a deceparem o rival. 12 minutos. Hulk troca as voltas a David Luiz e serve Varela; 25 minutos, Belluschi deixa David Luiz para trás e cruza para o calcanhar acrobata de Falcao; 29 minutos, Belluschi arranca, deixa Sidnei nas covas e assiste Falcao; 79 minutos, Hulk faz de penalty o quarto; 89, uma vez mais Hulk.

Erros e mais erros na abordagem de Jesus

Depois dos factos, a interpretação dos mesmos. Jorge Jesus meteu os pés pelas mãos, apostou em Sidnei no centro da defesa, derivou David Luiz para a esquerda e deixou Saviola no banco. O que quereria com isto o treinador? Complicar, por certo, adensar as dúvidas em relação ao que ainda pode fazer pelo Benfica e no Benfica.

Foi mau, foi péssimo, foi uma vergonha a imagem deixada pelos campeões nacionais. Caíram a pique, reagiram com a inércia de um sonâmbulo e a delicadeza de um zombie. Foram uma caricatura ridícula daquilo que é uma equipa de futebol e viram o capitão a ser o primeiro a abandonar o barco. Sim, Luisão foi expulso por tentativa de agressão a 20 minutos do fim.

Estamos em Novembro, quarto mês de competição. Serão as saídas de Ramires e Di María ou a pré-época atípica as únicas responsáveis por tudo isto?

O bom futebol é sempre uma excelente opção

A 20 rondas do fim é insensato endereçar as faixas de campeão ao F.C. Porto. Mas insensato também é não dizer que só uma hecatombe vai impedir que tal aconteça. André Villas-Boas edificou uma equipa fortíssima, inteligente e que sabe muito bem o que quer de cada partida.

Todos jogam de olhos fechados e a pensar no golo. Avassaladores, decididos a resolver rapidamente, harmoniosos e cientes de que o bom futebol é sempre um excelente ponto partida para mais conquistas.

O F.C. Porto é uma equipa feliz e nota-se. O Benfica parece abandonado e é impossível não reparar. Resta saber se alguém lhe dá a mão.

in "maisfutebol.iol.pt"

F. C. Porto goleia Benfica e garante dez pontos de avanço na Primeira Liga

O F. C. Porto atropelou o Benfica à custa de uma goleada à moda antiga (5-0). Falcao e Hulk bisaram e souberam aproveitar os erros defensivos do adversário na asa esquerda. Os dragões deixam o rival a dez pontos de distância. Uma dupla humilhação.

O clássico confirmou o que já se suspeitava: o F. C. Porto é a melhor equipa da Liga e o Benfica está a léguas do brilhantismo da época passada. Os papéis inverteram-se e os dragões humilharam o adversário (5-0), ao aproveitar uma defesa que se transformou numa manta de retalhos e que cometeu erros sucessivos. Os dragões foram mais inteligentes e eficazes, muito à custa do olho táctico de Villas-Boas, a saber explorar as fragilidades do opositor. Varela abriu o marcador, Falcao marcou dois e Hulk também bisou (um deles de penálti), aqui quando os encarnados estavam reduzidos a dez por expulsão de Luisão.

Há um denominador comum em quatro golos: foram construídos pela asa esquerda do Benfica, onde Jesus (o mestre da táctica?) procurou tapar todos os caminhos a Hulk, mas cometeu um erro capital em termos estratégios. O posicionamento de David Luiz no lado canhoto, um central de raiz e sem rotinas para jogar na faixa, custou caro. Sempre que o Incrível acelerava na direita, o compatriota ficava nas covas. Foi assim que os dragões abriram o placard e foi assim, também, que Falcao marcou o seu primeiro golo, um gesto soberbo de calcanhar. Pelo meio, há ainda um passe deslumbrante de Belluschi para o colombiano facturar. Com 3-0 ao intervalo, estava decidido.

No segundo tempo, Jesus emendou: tirou Sidnei e recuou Coentrão. Mas o vila-condense também vestiu o mesmo colete de forças e cometeria um penálti sobre o brasileiro. O F. C. Porto fez um jogo inteligente, à custa de um colectivo forte e bem assente em individualidades que também fazem a diferença. É que não foi só a noite mágica de Hulk e de Falcao, não foram só os dois a brilhar com golos, os portistas tiveram um meio-campo muito forte, bem conduzido por Belluschi, tapando os caminhos do Benfica, incapaz de construir jogo.

No primeiro terço da Liga, não há campeões antecipados nem faixas coladas nas camisolas, mas o F. C. Porto deixou o velho rival a dez pontos de distância. Com uma goleada à moda antiga cravada na garganta - o maior resultado de sempre, na Liga, entre os dois rivais. E isso pesa. Agora, os portistas têm a via bem aberta para o título, enquanto o adversário deixou esvaziar o balão da confiança. Desce à terra e fica no ar até que ponto um resultado tão volumoso terá consequências. Uma coisa é certa, Villas-Boas atirou Jesus ao tapete.

in "jn.pt"

FC Porto 5 - Benfica 0 (videos)











FC Porto 5 - Benfica 0 (comerntarios)

Artur Jorge: «Resultado não foi exagerado»

O antigo treinador do FC Porto e Benfica sublinha a justiça da vitória dos dragões.

«O FC porto foi muito mais forte do que o Benfica em todos os aspectos do jogo», começa por afirmar Artur Jorge.

A goleada imposta pelo clube da invicta ao rival lisboeta não choca, aliás, o treinador português. «Estou convencido de que, apesar de se tratar de um desfecho pouco habitual para o que as pessoas estão habituadas a ver num clássico, os 5-0 espelham o que se passou no relvado. O resultado não foi exagerado. O FC Porto mereceu ganhar por aquela diferença», explica Artur Jorge.


«FC Porto cilindrou o Benfica» — Jaime Magalhães

Jaime Magalhães, antigo jogador do FC Porto, não se mostrou nem um pouco surpreendido com a forma como o dragão controlou as operações. O resultado... até podia ser mais desnivelado, garante.

«Aconteceu o que já se previa, domínio absoluto do FC Porto, que funcionou como equipa e acabou por cilindrar o adversário. O resultado é anormal mas o FCP ainda teve oportunidades para marcar mais...»
 
 
«Houve um equívoco», defende Humberto Coelho
Ex-seleccionador da Tunísia diz que a aposta em David Luiz como defesa-esquerdo foi determinante para o descalabro do Benfica no Dragão.

Directo ao assunto, Humberto Coelho não tem dúvidas. «Houve um equívoco que na minha opinião justifica o resultado pesado: a colocação de David Luiz junto à linha lateral e a entrada do Sidnei, que está sem ritmo, para o eixo. O Benfica não teve organização defensiva e pagou caro por isso», sublinha o antigo seleccionador nacional.

«O Benfica tem apostado numa dupla de defesas-centrais que dá garantias e desfazê-la foi determinante. O FC Porto soube aproveitar este facto e dominou por completo no jogo e no adversário», conclui Humberto Coelho.
 
«Benfica é quase a antítese da época passada» - Toni
 
A chave para a goleada sofrida pelo Benfica no Dragão foi, segundo Toni, antiga glória e treinador dos encarnados, faltar a consistência da época passada, que tão bons resultados trouxe à equipa da Luz.

Toni referiu que «a máquina trituradora passou a ser quase a antítese da época passada.» «O Benfica é uma equipa longe do futebol espectacular que fez furor na época passada, pela consistência, espectacularidade. Este ano a equipa falha em muitos daqueles que foram os pontos fortes da época passada e por isso há um Benfica não tão consistente, constante e eficiente», acrescentou.

O ex-técnico considerou, portanto, que «a justiça do resultado [5-0 para o FC Porto] não deixa dúvidas a ninguém.» «Só temos é que dar os parabéns ao FC Porto, porque foi mais forte e mereceu incontestavelmente a vitória», esclareceu.

Mas Toni não ficou inteiramente surpreendido com a goleada portista, explicando que «o jogo da Supertaça deu sinais evidentes do que seria o percurso das duas equipas, que foram confirmados.»

O campeonato não está entregue, garantiu Toni, mas será muito difícil evitar que não rume ao Dragão, pois os azuis-e-brancos têm agora, com os 10 pontos de vantagem, «uma almofada de confiança.»
 
in "abola.pt"

FCP-SLB. E ao sétimo dia, Jesus inventou

Hulk incrível e imparável perante David Luiz (ou Coentrão). FC Porto encomenda faixas à décima jornada

Uma, duas, três, quatro vitórias seguidas no campeonato, depois um discurso de confiança. De seguida, neste sábado, a decisão de lançar David Luiz como defesa-esquerdo. Por fim, domingo, falhanço total. Já se sabe que o domingo é dia de descanso, imagina-se qualquer coisa para fugir à rotina e o que Jorge Jesus inventou foi uma nova equipa para bater o FC Porto e reduzir a desvantagem na classificação, dos sete para quatro pontos. Os domingos também estão cheios de planos furados.

Aos 28 minutos do clássico com o FC Porto, o Benfica estava a perder 3-0. A história foi sempre a mesma. Lance na esquerda, David Luiz batido (por Hulk ou Belluschi), assistência para a área, golo. Varela, Falcao e de novo Falcao. Que rima com humilhação. Que rima com campeão. Porque o que aconteceu, de forma demasiado grave, evidente e impotente para o Benfica, foi a transferência das faixas de campeão para o FC Porto. Depois da manifestação da superioridade azul-e-branca, alguém pode acreditar que a equipa de Villas Boas se deixa apanhar na frente da Liga?

Enquanto o treinador do FC Porto não inventou, Jesus foi mais longe. Ao lançar David Luiz na lateral-esquerda, não só perdeu velocidade na defesa de Hulk como também adiantou Fábio Coentrão para um lugar onde é menos influente. O rapaz das Caxinas não pescou nada. O efeito-dominó ainda levou a que Sidnei fosse chamado a central, ele que não era titular na Liga desde a primeira jornada. Por fim, Jorge Jesus ainda decidiu deixar Saviola no banco (o que é ainda mais raro - aconteceu em Abril contra o Olhanense - do que David Luiz ser lateral).

Pouco falamos do FC Porto porque a equipa portista foi mais do que competente. Só isso, simples. À eficácia ofensiva somou -se a segurança na defesa, aquela que fez Helton descansar praticamente até aos 60 minutos, quando David Luiz fez o primeiro remate perigoso dos encarnados. Nada capaz de incomodar. Ao mesmo tempo, os adeptos azuis-e-brancos começaram a cantar "olééés". Os clássicos também se jogam na bancada e a humilhação consumou-se até com episódios cómicos, como aquele de lançarem um galináceo junto à baliza de Roberto (é verdade, o Benfica estava a perder por três golos e nenhum deles tinha sido um frango).

Restava saber de que forma o campeão entregaria o trono. Luisão, que rima com capitão, esqueceu-se do estatuto, deu mau exemplo, agrediu Guarín e foi expulso. A partir dali já não interessava nada, nem o facto de Jorge Jesus ter assumido os erros e devolvido a lateral-esquerda a Fábio Coentrão. Já com o jogo perdido, o próprio Coentrão fez um penálti sobre Hulk e mostrou que já nem ele acertava. O Incrível fez o 4-0 (primeiro golo ao Benfica) e consumou a noite imparável com um 5-0 extraordinário. Mais humilhante só se o Benfica tivesse voltado para Lisboa à primeira pedrada

in "ionline.pt"

"Isto parece o Iraque. É mais polícia que povo"

Um helicóptero amarelo ziguezagueava por cima do Estádio do Dragão, enquanto os "ninjas" do Corpo de Intervenção da PSP, capacete na cabeça, cassetete na mão, obrigavam uma pequena multidão em fúria a recuar umas centenas de metros para que os adeptos do Benfica passassem sem incidentes.

O trânsito tinha sido estrategicamente cortado. Assustada, Sunny pedia insistentemente a um polícia que a deixasse passar. "Queria só apanhar o metropolitano para ir para casa", gaguejava a frágil japonesa, perplexa com o todo o aparato em redor do estádio. "Para trás, para trás, para trás", gritava um agente, pose rígida, olhar tenso, enquanto os mais de dois mil benfiquistas que vinham a pé desde a estação de Campanhã marchavam, velozes, sob a escolta da polícia motorizada, que nem chefes de Estado de países ameaçados por perigosos terroristas.

"Isto parece o Iraque", lamentava António Abreu, um dos cerca de quinhentos portistas que ontem se aglomeraram em frente à entrada lateral do Dragão, à espera dos adeptos benquistas e do autocarro com a equipa adversária. "É mais polícia que povo. Quero ver quem vai pagar a factura", bufava, indignado com a magnitude da presença policial, que rondou os 600 efectivos.

Mas nem a impressionante operação de "tolerância zero" impediu que a tradição se repetisse: o autocarro da equipa do Benfica voltou a ser alvejado com algumas pedras e bolas de golfe, durante o percurso desde o hotel, na Avenida da Boavista, até ao Estádio do Dragão. À chegada ao estádio, o "vermelhão", aguardado pela turba azul e branca em brasa, porque a polícia a contivera num respeitável perímetro de segurança, exibia já um estilhaço no vidro da frente do piso superior. E de novo umas poucas pedras e bolas de golfe voaram, sem atingir, porém, o veículo, que se esgueirou pela entrada do estádio, por entre os tronitruantes insultos dos adeptos portistas.

Apesar de tudo, o subintendente que comandava a operação parecia aliviado. Foram apenas "pequenos contratempos", comentava, em declarações à SIC, enquanto sublinhava que o autor do arremesso da bola de golfe que estilhaçou o vidro do autocarro ?"foi detido de imediato" e que um outro teve o mesmo destino por ter sido capturado com "pequenos petardos".

Frustrados ficaram os ânimos dos portistas mais aguerridos. Até porque a operação de arremesso de flores - que um grupo tinha engendrado para atirar simbolicamente ao autocarro benquista - caiu literalmente por terra. Um dos autores da ideia ainda tentou convencer os adeptos a quem tinham sido distribuídos cravos e malmequeres a não proferir insultos, enquanto os exibiam num ensaio para as câmaras de televisão. Sem sucesso. "Filhos da puta", gritavam, com as flores em riste. Os "dragões" voltaram a mostrar a sua garra.

in "publico.pt"

domingo, 7 de novembro de 2010

"Explosão" de Hulk potencia o poderio bélico do FC Porto

Em termos estatísticos, o FC Porto chega à 10ª jornada da Liga ZON Sagres em clara vantagem face ao Benfica, porque os números não mentem e, neste caso, até se traduzem em eficácia: não só continua a ser a equipa mais rematadora, como acolhe o jogador número um [Hulk] nesse parâmetro, no qual coloca ainda mais dois jogadores (Falcao e Belluschi) no "top 20". Embora ligeiramente menos rematador, o conjunto orientado por André Villas-Boas ganhou, contudo, valor acrescido com o desempenho de Hulk, cuja subida de rendimento [a marcar golos, a fazer assistências e não só], por comparação à época anterior, lhe tem permitido uma regularidade exibicional coroada com a liderança destacada do campeonato. Mas não é apenas nesse item que o FC Porto evoluiu, se recordarmos que em 2009/2010 era a equipa com mais bolas perdidas (17,33) - o Benfica registava 13,33 - e agora melhorou de forma significativa, ao passar para 13,67, contra 13,45 do rival.

Voltando aos remates e aos golos, a grande diferença é ditada pela quebra de Cardozo, o que mais atirava à baliza (3,72) entre todos os futebolistas da Liga, deixando Falcao (3,5) em segundo, em contraponto à ascensão vertiginosa, esta época, de Hulk (5,88), com o paraguaio claramente atrás (3,67). E se este não começou bem a temporada, teve a infelicidade de se lesionar em finais de Setembro, no jogo com o Schalke 04, o que significou, a partir de então, a ausência forçada da equipa.

A perda de Di Maria, sétimo rematador (2,77) do campeonato, por parte do Benfica também lhe enfraqueceu a capacidade ofensiva, já que era o número um, a nível absoluto, a fazer cruzamentos. Agora, nessa tarefa foi "substituído" por Carlos Martins (7,62) e Gaitán (6,57), que nem sequer, como é sabido, são médios-ala. A influência de Hulk (6,12) no FC Porto estende-se aos cruzamentos e se no ano anterior estava a zero, agora secunda Álvaro Pereira (6,56). Em comparação com Benfica e Sporting, o FC Porto faz bastante menos cruzamentos, apostando num jogo mais diversificado.

in "ojogo.pt"

Belluschi: dois clubes, dois golos

Belluschi tem-se dado bem nos jogos contra o Benfica. Em Agosto, apontou o canto do qual resultaria o primeiro golo (de Rolando) do triunfo na Supertaça Cândido de Oliveira, mas foi há meio ano, no clássico da 29ª jornada de 2009/10, que brilhou como nunca nos relvados nacionais, tendo sido absolutamente decisivo no triunfo do FC Porto por 3-1. Um resultado que adiou a festa do título dos rivais da Luz. O argentino apontou o canto que Bruno Alves aproveitou para abrir a contagem, depois assistiu Farías para o 2-1, isto antes de fechar o marcador com um golaço de fora da área, após ter feito um túnel ao compatriota Aimar.

Na verdade, esse até foi o segundo golo de Belluschi ao Benfica. O primeiro marcou-o com a camisola do Olympiacos, numa partida da Liga Europa de 2008/09 que os gregos venceram por 5-1.

Feitas as contas, Belluschi já defrontou o Benfica cinco vezes, tendo ganho três vezes e perdido duas. Marcou dois golos e fez três assistências, mantém a tradição de marcar um por época?

in "ojogo.pt"

Dragão está no topo da Europa

Registo só tem paralelo no real e no man. united
 
 
A campanha do FC Porto na corrente época tem superado todas as expectativas. São 15 triunfos em 17 jogos oficiais e nem sinal de derrotas. Um registo impressionante e que só encontra paralelo em Espanha e em Inglaterra, onde Real Madrid e Manchester United, respetivamente, também prosseguem invencíveis.

Tendo em conta todos os campeonatos dos países do top 20 do ranking da UEFA, só mesmo o FC Porto, o Real de Mourinho e o Manchester de Nani e Bebé continuam invictos na corrente época em todos os jogos oficiais que já disputaram. Trata-se de um lote que ficou ainda mais restrito esta semana, a partir do momento em que o Glasgow Rangers sofreu a sua primeira derrota da temporada, no Grupo C da Liga dos Campeões, frente ao Valencia, no Estádio Mestalla.

No que diz respeito ao FC Porto, há apenas 2 empates a impedirem um arranque 100 por cento vitorioso. Nos 17 jogos disputados em quatro provas diferentes – Supertaça Cândido de Oliveira, Liga, Taça de Portugal e Liga Europa –, só o V. Guimarães e o Besiktas conseguiram pôr um travão ao FC Porto.

Em Guimarães, para o campeonato nacional, os azuis e brancos cederam os primeiros pontos, fruto de um empate a uma bola, num jogo que teve duas expulsões portistas: Fucile e... André Villas-Boas. Já esta semana, novo empate nas contas, desta feita num jogo referente à fase de grupos da Liga Europa. Curiosamente, o FC Porto também terminou essa partida com o Besiktas reduzido a 10 elementos, uma vez que Rodríguez viu o cartão vermelho.

Agora, resta saber quem levará a melhor nesta luta a três. O Man. United, refira-se, parece levar vantagem, pois venceu ontem o Wolverhampton. FC Porto e Real terão, hoje, um clássico e um dérbi, respetivamente.

in "record.pt"

Hulk: «Os golos acontecem...»

Brasileiro nunca marcou ao benfica
 

Hulk vai com 24 golos em competições nacionais nas três épocas que leva no FC Porto. É o goleador do campeonato, mas nunca marcou ao Benfica. Esse é um dado interessante para abordar o papel do brasileiro no clássico desta noite. Quem não está preocupado com essa circunstância é o treinador, que acredita no momento certo para o Incrível faturar contra o rival da Luz.

“Os golos acontecem quando têm de acontecer. O Falcão também nunca tinha marcado ao Benfica e não andámos à procura de o fornecer mais para atingir esse objetivo. A verdade é que acabou por consegui-lo na Supertaça. Felizmente para ele, dá-lhe aquele sentimento especial de marcar ao Benfica. Acho que o Hulk não anda à procura disso, nem nós andamos à procura da preponderância individual, mas sim da coletiva. Acontecer com o Hulk é tão desejado como com outro qualquer”, revelou Villas-Boas.

A influência do craque brasileiro é evidente e as mais recentes indicações deram conta de que Jorge Jesus poderia apostar em David Luiz como lateral-esquerdo para travar o seu compatriota. Uma situação que não parece de todo evidente para o técnico, mas que é equacionada.

“Essa mudança – não sei se vai acontecer ou não – é uma novidade absoluta. Fiquei a saber através dos jornais. Penso que isso aconteceu, se não me engano, uma vez na época passada. Se isso vier a verificar-se, mudam comportamentos e nós temos de estar preparados. Referimos isso no pouco tempo que tivemos para planear a equipa estrategicamente. Estaremos prontos”, assegurou Villas-Boas, não se mostrando preocupado perante essa eventual alteração no adversário.

Grandes coletivos. Aliás, ao invés de atribuir importância ao duelo entre os dois brasileiros, o treinador dos dragões chamou a atenção para o facto de estarem frente a frente duas equipas de grande valia. “O FC Porto-Benfica não é o confronto Hulk/David Luiz, é um confronto entre dois grandes coletivos. Orientá-lo para duelos individuais não faz sentido”, salientou ainda, procurando assim retirar pressão de cima dos ombros do Incrível. Defrontar o Benfica, depois do que aconteceu na Luz na época passada, já é motivo suficiente para mexer com o avançado canarinho.

in "record.pt"

Agora avança James como trunfo azul

“roubado” ao benfica
 

Mesmo que não joguem, todos os jogadores “roubados” pelo FC Porto ao Benfica são trunfos para o clássico. Villas-Boas prescindiu de Cristian Rodríguez, aquele que terá sido o mais mediático “assalto” azul e branco aos encarnados, mas fez-se acompanhar pelo jovem James Rodríguez, reforço assegurado neste defeso e que também estava na lista do clube Luz.

Esta não é, contudo, a única alteração em relação aos eleitos para o jogo com o Besiktas, da passada quinta-feira. Relativamente a essa partida da Liga Europa, o treinador também deixou de fora Sereno e Castro, tendo promovido as chamadas de Maicon e Sapunaru. O brasileiro e o romeno vão ser mesmo titulares esta noite.

Quanto aos jogadores “roubados” ao Benfica, também estão convocados Radamel Falcão e Alvaro Pereira. Mais dois trunfos que Villas-Boas vai lançar de início...

in "record.pt"

F.C. Porto-Benfica (antevisão): palavras para quê? É o Clássico!

Silêncio, eis o Clássico. Assim mesmo, com maiúscula. F.C. Porto e Benfica reclamam atenção crescente pelo burburinho recorrente, as polémicas associadas às conquistas repartidas, os povos que se misturam com os clubes, cores como bandeiras de cidades. Este domingo, no Dragão, novo duelo.

Palavras para quê? Como fazer a antevisão de um jogo tão rico, que geralmente vale por si só? Quando acaba o Clássico, ninguém recorda as estatísticas, as declarações de circunstância, a história esbatida pelo tempo. A «estória» deste duelo, de um único duelo, abafa todo o passado.

Quando a bola rola, o presente promete arrastar-se até ao infinito. Quando o apito soa pela última vez, o futuro chega com uma velocidade avassaladora, apresentando-se como brilhante para os vencedores, negro para os vencidos. Quem triunfa, parece atingir o Olimpo. Quem perde, cai na lama e por lá é arrastado ao longo de semanas.

Por tudo isto, como adepto do futebol em estado puro, esqueça as interferências. Vista-se com as cores do seu clube e tape os ouvidos, bloqueie as provocações. É o Clássico e, lá dentro, joga-se presente e futuro. Raramente o passado.

Desconfiança pelo excesso de confiança

O Benfica chegou à Supertaça com a moral em alta, favoritismo claro, face a um adversário em mutação. A «estória» do clássico, lá está, contrariou toda a história. Nesse dia, o F.C. Porto cresceu, alimentou-se das noticiadas fragilidades e saiu por cima. Agora, é Villas-Boas quem combate a tendência para o excesso de confiança.

Inverteu-se a lógica. Três meses passaram, o Dragão de Villas-Boas apresentou-se como líder em Portugal e na Europa. O Benfica de Jorge Jesus tropeçou no arranque, recuperou a pose de forma progressiva e surge na Invicta com um andamento interesse.

O F.C. Porto, agastado por uma dança na chuva com a Académica (0-1) e um empate agridoce como Besiktas (1-1), terá de encontrar um substituto à altura para Fernando. O médio saiu lesionado perigoso duelo em Coimbra. Guarín foi titular na Liga Europa, com Souza à espreita.

Jesus e as duas faces da águia

Jorge Jesus chega ao Porto com pontos de interrogação. Antes de mais, espera prolongar a sensação de confiança transmitida pelo Benfica até aos 4-0 com o Ol. Lyon. Ou seja, não quer ver novo descontrolo temporário e geral, como aquele que permitiu a recuperação gaulesa para a diferença mínima no marcador (4-3).

A águia tem duas faces. Vem de cinco jogos na Liga sem sofrer golos. Contra o Lyon, sofreu três em poucos minutos. Mas marcou quatro, quatro na Liga dos Campeões, frente a um grande francês. Que Benfica esperar? Tal dependerá, igualmente, das unidades escolhidas por Jesus.

Pablo Aimar e Rúben Amorim treinaram sob vigilância médica neste sábado, com o argentino a ser o grande ponto de interrogação. À esquerda, a dúvida entre César Peixoto, Coentrão atrás e Gaitán à frente, ou mesmo David Luiz adaptado.

EQUIPAS PROVÁVEIS:

F.C. PORTO: Hélton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira; Belluschi, Guarín e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.

BENFICA: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Carlos Martins, Javi Garcia, Pablo Aimar e César Peixoto; Saviola e Alan Kardec.

in "maisfutebol.iol.pt"

Choque frontal

Elementos fundamentais nas estratégias de cada uma das equipas, Hulk (FC Porto) e Fábio Coentrão (Benfica) fazem incidir sobre si o brilho intenso dos holofotes de um clássico que, nos últimos anos, se transformou, por direito próprio, num dos mais apaixonantes jogos do campeonato português.

Um choque frontal entre dois dos mais inebriantes executantes da competição que, por circunstâncias técnico-tácticas, podem mesmo protagonizar um dos duelos mais aliciantes do jogo do Dragão.

Com um desempenho notável na Liga, Hulk tem sido mesmo a figura da competição, revelando, ao longo da prova, uma sensacional eficácia concretizadora que se traduz, nas nove jornadas já cumpridas, em oito golos que lhe garantem a liderança, confortável, de A Bola de Prata (o também portista Silvestre Varela e o vila-condense João Tomás estão à distância de três golos).

Jogador explosivo, tecnicamente imprevisível nas situações de um-para-um e com uma capacidade física impressionante, o internacional brasileiro tem sido uma das referências atacantes do 4x3x3 que André Villas Boas sistematizou e que assegura ao FC Porto o melhor ataque (20 golos) e a defesa menos batida (4 golos sofridos) da Liga.

Técnica, táctica e fisicamente, Fábio Coentrão cresceu muito nas duas últimas temporadas, sob as ordens de Jorge Jesus, tornando-se num dos melhores laterais esquerdos da actualidade no panorama futebolístico europeu. Não surpreendo que seja, por estes dias, um nome muito sublinhado nos mais endinheirados emblemas do velho continente.

Rápido e decidido sobre a bola, Fábio Coentrão tem sido a unidade benfiquista de rendimento mais uniforme neste início de época. Alta produção, a defender e a atacar, assumindo, muitas vezes, as despesas de todo o corredor esquerdo. Uma seta apontada à baliza de Helton.

in "abola.pt"

Homens da Luta: «Ganha o FC Porto: este ano nem Jesus salva o Benfica.»


Nuno encarna a personagem Neto, um revolucionário convicto. Um dos rostos dos mediáticos Homens da Luta – Falâncio, o guitarrista fã de Zeca Afonso, completa a dupla de sucesso.

E não hesita quando é convidado a apostar no vencedor do clássico.

«Acho que o FC Porto vai ganhar, por 2-0», começa por afirmar Gel, acrescentando logo a seguir: «Foram todos para o Real Madrid e para o Chelsea. Este ano nem Jesus salva o Benfica! O Benfica está como o país, ou seja, prometeu muito no início mas agora não tem nada para dar ao povo.»

Nuno espera também que tudo se processe de forma pacífica, antes, durante e depois do jogo desta noite.

«Só espero que não haja confusão para não dizer outra palavra. Ultimamente os ânimos têm andado exaltados e sempre que se junta muita gente a tendência é para que aquilo corra mal. A não ser que, uma vez que o Benfica pediu para os adeptos não irem a outros estádios que não o da Luz, os adeptos do FC Porto decidam andar à porrada uns com os outros, o que convínhamos seria algo bastante original», conclui.

in "abola.pt"

«FC Porto vai fazer o jogo da época!» - Madjer

Rabah Madjer, para sempre ligado à conquista do primeiro título internacional do FC Porto, considera que os azuis-e-brancos têm tudo para vencer o Benfica no Dragão, especialmente porque terá pela frente o eterno rival.

«Todos sabem que há uma grande rivalidade entre FC Porto e Benfica, mas o jogo vai ser mais difícil para o Benfica, porque é difícil o FC Porto perder no Dragão, sobretudo se o adversário for o Benfica. O FC Porto vai fazer o jogo da temporada!», afirmou o autor de um dos golos mais bonitos de uma final europeia. Foi de calcanhar, frente ao todo poderoso Bayern Munique, que Madjer deu início à reviravolta portista.

Madjer considera que o valor de FC Porto e Benfica é semelhante e mostrou-se atento aos feitos de equipas portuguesas, salientando que os encarnados fizeram «um grande jogo» na última terça-feira, frente ao Lyon.

Mas o melhor jogador argelino de todos os tempos vincou que, apesar do Benfica ter «a moral em alta», «o FC Porto vai ganhar», porque «tem toda a capacidade para isso.»
 
in "abola.pt"

sábado, 6 de novembro de 2010

BENFICA-FC PORTO, 5-7

Dragões seguem invictos no campeonato
O Benfica pode-se queixar de si próprio pois falhou 1 penálti e 5 livres diretos, ao contrário do FC Porto que concretizou 4 livres diretos.

O FC Porto venceu este sábado o Benfica por 7-5, em Lisboa, em jogo da 6.ª jornada do Campeonato Nacional. O homem do jogo acabou por ser o portista Reinaldo Ventura, com 4 golos. Com esta vitória os dragões assumem a liderança da prova a par da Oliveirense.

21.48 - FINAL DO JOGO

50' - GOOOOOLO! PARA O FC PORTO, 5-7, por Emanuel Garcia. O argentino de livre direto acaba com a partida, quando apenas faltavam 7 segundos para o final.
O Benfica a pressionar muito nos últimos instantes...
49' - Cacau a falhar o livre direto, com uma grande defesa do guardião espanhol.
Cartão azul para Reinaldo Ventura e livre direto para o Benfica, que pode empatar.
48' - Grande trabalho de Valter Neves com Edo Bosch a salvar o empate.
46' - GOOOOOLO! PARA O BENFICA, 5-6, por Cacau. O brasileiro marcou de livre direto e colocou o Benfica a perder apenas por 1 golo. A partida está em aberto.
45' - Jogada de ataque do Benfica com Luís Viana a atirar ao poste.
45' - Abalos a falhar novo livre direto e na recarga permitiu a defesa de Edo Bosch.
Os jogadores agora envolvem-se numa acesa discussão na quadra.
45' - Luís Viana a falhar mais um livre direto para o Benfica.
Pedro Gil recebe um cartão azul, por falta sobre Abalos.
44' - GOOOOOLO! PARA O BENFICA, 4-6, por Cacau. O brasileiro aproveitou uma bola perdida ao segundo poste para reduzir a desvantagem dos encarnados para 2 golos.
Novo cartão azul para um atleta do Benfica, desta vez para Caio.
40' - GOOOOOLO! PARA O FC PORTO, 3-6, por Reinaldo Ventura. "Póquer" do jogador portista depois de converter mais um livre direto.
Diogo Rafael e o técnico Luís Sénica receberam ordem de expulsão por parte do árbitro da partida, isto depois de uma grande conferência entre o mesmo e a mesa.
O jogo está parado devido a uma descoordenação entre a mesa e os árbitros.
39' - GOOOOOLO! PARA O FC PORTO, 3-5, por Reinaldo Ventura. De novo na marcação de um livre direto. Desta vez a bola bate na barra e vem ao solo, com os jogadores encarnados a reclamarem muito sobre a legalidade do golo.
Na sequência do golo portista, o guardião do Benfica, Ricardo Silva, partiu o stick após o ter atirado com fúria contra o poste.
37' - GOOOOOLO! PARA O FC PORTO, 3-4, por Reinaldo Ventura. Na transformação de um livre direto, após mais uma falta benfiquista.
35' - GOOOOOLO! PARA O BENFICA, 3-3, por Valter Neves. Remate do capitão benfiquista com a bola a ir à barra, a bater nas costas do guardião dos dragões e a entrar, com alguma sorte à mistura.
O FC Porto já está em igualdade numérica...
33' - Caio falhou o livre direto a castigar falta de Filipe Santos. O Benfica não aproveita novamente, mas ainda está com uma unidade a mais em campo.
Cartão azul para o capitão portista, Filipe Santos, por falta sobre Caio.
32' - GOOOOOLO! PARA O BENFICA, 2-3, por Diogo Rafael. Grande tiro do jogador do Benfica a bater o guardião do FC Porto e a reduzir o placar.
31' - Pedro Gil falhou um livre direto que castigava a 10.ª falta dos encarnados.
30' - Diogo Rafael quase reduz para 2-3, depois de uma excelente rotação.
29' - "Stickada" forte de Pedo Gil ao poste esquerdo da baliza defendida por Ricardo Silva.
27' - Filipe Santos isolado frente a Ricardo Silva atirou ao lado da baliza do Benfica.
20.53 - INÍCIO DA 2.ª PARTE
O Benfica entrou melhor na partida e cedo se colocou em vantagem no placar. Mas depois surgiu a reação portista, primeiro por Emanuel Garcia e depois por Pedro Moreira. Pelo meio os encarnados falharam um penálti e um livre direto, e já perto do intervalo Reinaldo Ventura aumentou a vantagem dos dragões para dois golos.
20.43 - FINAL DA 1.ª PARTE
25' - GOOOOOLO! PARA O FC PORTO, 1-3, por Reinaldo Ventura. O internacional português converteu o penálti a castigar falta de Tiago Rafael. Nos festejos o jogador portista mostrou três dedos para os adeptos benfiquistas.
25' - Penálti para o FC Porto.
25' - Luís Viana à boca da baliza falha o empate.
24' - Cacau falhou o livre direto. Ainda assim os encarnados jogam com uma unidade a mais, fruto da admoestação a Edo Bosch.
24' - Livre direto para o Benfica, por falta sobre Luís Viana. Edo Bosch vê o cartão azul e tem que entrar Filipe Magalhães para o lugar do espanhol.
A equipa de andebol do Benfica encontra-se no pavilhão a assistir à partida. referir que amanhã os encarnados enfrentam o FC Porto em andebol e também em futebol.
23' - Luís Viana permitiu a defesa de Edo Bosch, na conversão do castigo máximo.
Penálti sobre Cacau...
23' - GOOOOOLO! PARA O FC PORTO, 1-2, por Pedro Moreira. Na recarga a um remate de Reinaldo Ventura, o FC Porto operou a reviravolta no marcador.
21' - Tiago Rafael falhou a emenda ao segundo poste, depois de uma grande jogada do ataque do Benfica.
16' - GOOOOOLO! PARA O FC PORTO, 1-1, por Emanuel Garcia. Jogada confusa na área do Benfica e o argentino limitou-se a encostar ao segundo poste. Está restabelecida a igualdade no placar...
Edo Bosch teve mesmo que ser substituido devido ao lance. Entrou para o seu lugar Filipe Magalhães.
11' - Valter Neves assiste Cacau e o brasileiro ao segundo poste, quando se preparava para fazer o segundo golo na partida, permitiu o corte de Edo Bosch, que ficou magoado na sequência do lance.
10' - Cacau em excelente posição permite a defesa a Edo Bosch.
8' - GOOOOOLO! PARA O BENFICA, 1-0, por Ricardo Pereira. Grande jogada individual de Caio a rematar para a defesa complicado de Edo Bosch e, na recarga, Ricardo Pereira inaugurou o placar. Benfica na frente...
6' - Ricardo Silva, por duas vezes, a evitar o golo do FC Porto. Primeiro Reinaldo Ventura a desperdiçar uma superioridade numérica de 3 para 1 no ataque e depois Pedro Gil à boca da baliza não conseguiu bater o guardião encarnado.
5' - Remate rasteiro e cruzado do capitão Valter Neves para uma grande defesa de Edo Bosch.
O Jogo teve um início forte com ambas as equipas a ensaiarem rápidos contra-ataques, mas agora o ritmo da partida desceu.
1' - No primeiro lance da partida Caio quase a inaugurar o marcador para o Benfica.

20.00 - INÍCIO DO JOGO

A Oliveirense venceu já este sábado no terreno do Sp. Tomar por 7-2 e está na liderança provisória do campeonato.

No Benfica confirma-se a ausência de João Rodrigues.

"Os adeptos têm dado muita força e esperamos que este sábado o apoio seja ainda mais forte", disse Cacau à Benfica TV.

Enquanto no Benfica, o brasileiro Cacau alertou que "trata-se de um jogo muito difícil, que ninguém quer perder".

"Não temos nenhum sentimento de vingar a derrota na Supertaça. Se houvesse eles tinham que vingar muitas. Estudámos bem o Benfica e vamos com as nossas armas para sair com um triunfo", avisou o espanhol.

O atacante do FC Porto, Pedro Gil, garantiu ambição máxima para o duelo deste sábado: "Vamos demonstrar que somos melhores".

No lado das águias o jovem João Rodrigues, que foi o herói na Supertça ao apontar um "póquer", está em dúvida para a partida.

O FC Porto, atual campeão em título, desloca-se este sábado ao Pavilhão Império Bonança, em Lisboa, para enfrentar o Benfica, em jogo da 6.ª jornada do Campeonato Nacional. Os encarnados que dividem a liderança com Oliveirense e dragões, já esta época venceram os eneacampeões nacionais, por 8-4 na Supertaça.

BENFICA-FC PORTO

Pavilhão Império Bonança, em Lisboa
Benfica: Ricardo Silva, Valter Neves, Esteban Abalos, Caio e Ricardo Pereira
Suplentes: Pedro Henriques, Diogo Rafael, Cacau, Tiago Rafael e Luís Viana
Treinador: Luís Sénica

FC Porto: Edo Bosch, Filipe Santos, Pedro Moreira, Pedro Gil e Reinaldo Ventura
Suplentes: Filipe Magalhães, André Azevedo, Henrique Magalhães, Gonçalo Suíssas e Emanuel Garcia
Treinador: Franklim Pais

in "record.pt"

Conferencia Imprensa Andre Villas-Boas

Villas-Boas recorda o primeiro clássico, aos ombros do padrinho nas Antas
Técnico do F.C. Porto habituou-se aos duelos com o Benfica desde cedo


André Villas-Boas acompanha, desde terna idade, as recepções do F.C. Porto ao Benfica. Em vésperas do clássico no Estádio do Dragão, o Maisfutebol pediu ao treinador para recordar a sua experiência como adepto portista.

«Vinha aos ombros do meu padrinho para o futebol, teria três ou quatro anos, e ia para a arquibancada. Só me lembro de brincar e por vezes saltar às cavalitas do meu padrinho para ver quem marcava», explicou André Villas-Boas, sem precisar datas.

Tendo nascido em 1977, o primeiro clássico do treinador do F.C. Porto terá sido entre 80 e 81. Muitos outros de seguiram, como Villas-Boas, então adepto, admitiu. «Lembro-me também de muitos clássicos na Superior Sul com os SuperDragões, no banco de apoio ou na Arquibancada sozinho, a fazer análise», completou.

«Boicote do Benfica? Deixa andar a ver o que acontece»
André Villas-Boas não sabe se irá ver adeptos do Benfica no Dragão

«Prefiro deixar ao vosso critério jornalístico. Não li a secção Benfica nos jornais, não reparei se já havia organização dos adeptos para a viagem. Eu tive a minha opinião sobre o boicote, depois pareceu haver um contra-senso em relação ao mesmo. Agora já estou na fase do deixa andar e ver o que acontece.»

Esta é a posição de André Villas-Boas em relação ao boicote decretado pelo presidente do Benfica, em relação aos jogos da formação encarnada fora de portas. Apesar da medida, o clube lisboeta requisitou 2.500 bilhetes, explicando que o clássico não se enquadrava na estratégia do denominado boicote.

Para além de falar sobre o caso, o treinador do F.C. Porto respondeu a várias questões sobre Hulk. O melhor marcador dos dragões nunca balançou as redes frente ao Benfica, podendo surgir um duelo com David Luiz, caso Jorge Jesus aposte no central para a lateral esquerda.

«Não sei se o David Luiz irá jogar a lateral esquerdo. Se acontecer, mudam comportamentos e estaremos preparados. Referimos isso mesmo hoje aos jogadores. O F.C. Porto-Benfica não é um Hulk-David Luiz, não faz sentido falar em duelos individuais», disse Villas-Boas, acrescentando mais tarde: «O Falcao também nunca tinha marcado ao Benfica e isso aconteceu na Supertaça, o Hulk nem nós estamos à procura de atribuir esse tipo de preponderância especial. Pode ser o Hulk a marcar ou outro qualquer.»

O treinador do F.C. Porto enalteceu a importância do discurso na preparação de um jogo. «Acredito na importância de uma palestra, por muito que o futebol actual se divirta com o táctico, que se faça a exacerbação do táctico. Convém a muita gente destacar esse aspecto, para esconder as fraquezas. Ter qualidades humanas também é muito importante. Acredito nos valores da transcendência, da força do balneário. Houve um grito de revolta nesse jogo na Supertaça, e esse grito continua, pelo que aconteceu na época passada», frisou.

Na recta final da conversa com os jornalistas, André Villas-Boas pediu ainda uma boa arbitragem para o clássico. «Só desejo que a equipa de arbitragem seja tão boa como o jogo com o Braga, o Porto-Braga marcou o campeonato. Que o Porto-Benfica faça o mesmo», desejou o técnico.

Villas-Boas: «Ganhar ao Benfica tem um sabor único e especial»
Clube encarnado «é campeão nacional com mérito absoluto»

André Villas-Boas, treinador do F.C. Porto, fez neste sábado a antevisão do clássico frente ao Benfica. Na conferência de imprensa realizada no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, o técnico azul e branco elogiou o seu adversário mas apostou no triunfo.

«A aposta cega é na vitória. Na leitura do que se pode passar, do que o jogo pode trazer, temos esse compromisso com a vitória. Ganhar ao Benfica em casa tem um sabor único e especial», reconheceu.

A exemplo do que sucedera após o embate com o Besiktas, Villas-Boas fez questão de enaltecer a qualidade do Benfica: «O Benfica é campeão nacional com mérito absoluto, disputando o título até à ultima jornada com o Sp. Braga. Demonstrou a qualidade do seu futebol não só em Portugal como na Europa. Perdeu duas pedras importantes, como nós, não se conseguiu organizar da forma como desejada e é por isso que chega a este clássico com a diferença pontual.»

«Ainda assim, tendo em conta que são campeões, o que fizeram esta semana com o Lyon, o menor tempo de recuperação do F.C. Porto, tudo isto antevê uma possibilidade de ameaça para o Porto. São duas grandes organizações que se encontram, estamos extremamente confiantes e temos uma oportunidade única para nos distanciarmos 10 pontos. Para isso, temos de jogar. Queremos aproveitar esta oportunidade», garantiu o técnico.

«Benfica a querer dar grito de revolta»

Na Supertaça, o F.C. Porto bateu o Benfica de forma convincente. Agora, Villas-Boas espera a resposta encarnada: «O que transmiti aos meus jogadores foi que espero um Benfica a querer dar um grito de revolta em relação à Supertaça. Na altura, estava a ser super elogiado, era um Benfica que dificilmente alguém pararia, mas encontrou um adversário muito forte. O F.C. Porto quer continuar a marcar a sua posição, perdeu a Taça da Liga, foi castigado de forma injusta com o afastamento de dois jogadores.»

«Desconfio que se esteja a passar uma mensagem enganosa. Parece-me que temos um Porto até Leiria ultra-elogiado. Depois, houve condicionantes no jogo com a Académica, onde até se falou de jogo sofrido. A Académica fez um remate na segunda parte. No jogo com o Besiktas, também houve condicionantes difíceis. Em dois jogos, começa-se a perspectivar um Porto em pseudo-queda. Choca com a argumentação das 15 vitórias. Em dois jogos, mete-se em causa tudo o que foi feito para trás. Obviamente que vou alertando os meus jogadores para tudo isto», explicou André Villas-Boas.

Em caso de vitória, o F.C. Porto ficaria com dez pontos de vantagem sobre o Benfica. Contudo, o treinador dos dragões lembra que o campeonato está demasiado longe do seu final. «Há vários cenários que podem acontecer, sendo que o cenário de 10 pontos, para nós, seria o cenário ideal. Perguntem aos outros treinadores se entregariam o campeonato caso a diferença fosse de 10 pontos. O F.C. Porto ainda tem de ir a Alvalade, a Braga, à Luz. Perguntem aos outros treinadores, por exemplo ao Jorge Jesus. Bem, nesse caso, não podem», brincou, aludindo à exclusividade da BenficaTV nas chamadas conferências de imprensa.

in "maisfutebol.iol.pt"



F.C. Porto: Fernando falha o clássico, Rodriguez de fora por opção

Médio está ainda em dúvida para o jogo com o Portimonense

Fernando não recuperou a tempo de defrontar o Benfica. Segundo André Villas-Boas, o jogador do F.C. Porto, que se lesionou em Coimbra, está ainda em dúvida para o encontro seguinte com o Portimonense.

«O Fernando fica fora do clássico e possivelmente fora do jogo com o Portimonense. Foi uma lesão num jogo que não se devia ter realizado. Não sei se foi por isso que se lesionou, senti um jogador tenso, com medo de se lesionar. Quando mais medo se tem, mais probabilidade há de acontecer», explicou André Villas-Boas.

O técnico do F.C. Porto não desvenda o nome do substituto no onze: «Houve sempre alguma expectativa em relação ao Fernando, mas o plantel tem soluções que estão potenciadas, estamos salvaguardados nesse aspecto. Não quero partilhar quem vai jogar, porque tem influência directa na nossa estratégia.»

Em relação à convocatória para o jogo com o Besiktas, saem Cristian Rodríguez, Sereno e Castro; entram James, Maicon e Sapunaru. Rodriguez, expulso frente ao Besiktas, teve ainda uma troca de palavras menos feliz com Antero Henrique, director-geral da SAD do F.C. Porto, nesse jogo.

Por fim, refira-se que o F.C. Porto vai disponilizar mais 168 bilhetes para o clássico. A venda, destinada exclusivamente a sócios do clube e branco, terá lugar a partir das 10 horas de domingo, na bilheteira da Bancada Nascente.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Helton e Beto
Defesas: Fucile, Sapunaru, Álvaro Pereira, Rolando, Maicon e Otamendi;
Médios: Souza, Belluschi, João Moutinho, Guarín e Rúben Micael;
Avançados: Falcao, Hulk, James Rodriguez, Varela e Walter.

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto: Rodriguez não conta após descontrolo na Liga Europa

Extremo foi expulso e ainda respondeu a Antero Henrique

Cristian Rodriguez não foi convocado para o clássico de domingo frente ao Benfica. André Villas-Boas deu-lhe a titularidade na Liga Europa mas o uruguaio teve uma noite infeliz: foi expulso por acumulação de amarelos e ainda respondeu a Antero Henrique, director-geral da SAD do F.C. Porto, a caminho dos balneários.

Na conferência de imprensa deste sábado, Villas-Boas desvalorizou o incidente, garantindo que tal não influenciou a sua convocatória. De qualquer forma, Rodriguez fica de fora, com o treinador azul e branco a falar de um mal-entendido.

«Não se passou nada de mais. No banco, depois da expulsão, o Antero (Henrique) dirigiu a palavra ao Cristian Rodriguez para perguntar se queria ficar no banco ou ir para o túnel. Ele percebeu mal e virou-se para trás para perceber o que lhe estavam a perguntar», começou por relatar.

«Nesse sentido, disse Cristian para ir para dentro, tomar banho e refrescar os ânimos. Não penalizámos os jogadores dessa forma tão agressiva, o caso que se está a tentar fazer é um não caso. Não há caso em absoluto. Isso não terá influência na convocatória», disse o técnico, minutos antes de ser divulgada a lista.

in "maisfutebol.iol.pt"

Fernando no clássico só com um milagre

Fernando vai mesmo falhar o clássico de amanhã entre o FC Porto e o Benfica. Nesta altura, ou seja, a poucas horas do grande jogo da jornada 10, as possibilidades de recuperação do médio brasileiro são tão remotas que só uma espécie de milagre acelararia a reabilitação a tempo de poder ser incluído no onze.

Ontem, até houve uma ligeira evolução no programa de trabalho delineado para Fernando. Depois das sessões de tratamento e de ginásio do início da semana, o médio realizou treino condicionado e no final ainda passou pela sala de musculação. Todavia, o prognóstico não é nada favorável à recuperação. Fernando, recorde-se, sofreu uma lesão na coxa direita no jogo da última jornada do campeonato, em Coimbra - o clube não especificou o problema -, sendo obrigado a abandonar o relvado ainda durante a primeira parte. Na altura, a uma semana de distância do jogo, a ideia dominante foi a de que era possível recuperar a tempo. Contudo, aos poucos os responsáveis portistas foram-se apercebendo que não era bem assim.

Apesar de o clube ter dito apenas que Fernando sentiu dores na coxa direita, sabe-se que a lesão é de cariz muscular. Logo não é aconselhável uma recuperação acelerada pela necessidade de jogar, que poderia colocar em risco os próximos compromissos do FC Porto.

Tudo leva a crer que André Villas-Boas vai ficar privado de um dos jogadores mais importantes na manobra da equipa. Basta ver que até ao jogo de Coimbra o médio brasileiro era um dos totalistas no campeonato, um registo que agora deixou nas mãos de Helton, Rolando e Álvaro Pereira. Com mais 90 minutos somados na Supertaça, precisamente com o Benfica, o médio brasileiro apenas foi poupado em alguns jogos da Liga Europa e na Taça de Portugal.

O problema do treinador com a ausência de Fernando tem que ver com a eventual quebra de processos da equipa, habituada à capacidade de recuperação de bolas do médio-defensivo e, ao contrário das últimas épocas, à participação na construção de jogo. Aliás, esta foi uma das coisas que André Villas-Boas mudou na forma de jogar do FC Porto. O trinco, no caso Fernando, não se pode limitar a recuperar bolas, devendo sair a jogar ou fazer passes. E Fernando está mesmo a interpretar as ideias do treinador.

Guarín mantém-se no onze em prova de fogo

A confirmar-se a ausência de Fernando no clássico do Dragão, Villas-Boas tem, basicamente, duas opções no plantel para colmatar a baixa de um dos jogadores mais importantes: manter Guarín no onze ou apostar em Souza. Tanto um como o outro têm rodagem na posição 6 e argumentos a favor e contra. O mais certo é que o técnico portista opte pelo colombiano, mais experiente do que o brasileiro, mais habituado ao ambiente fervoroso dos clássicos nacionais - já participou em três com o Benfica desde que assinou pelo FC Porto. Além disso foi ele o escolhido na partida da Liga Europa com o Besiktas na quinta-feira, tendo Souza ficado no banco de suplentes. Desde que foi titular contra Os Limianos que o médio contratado ao Vasco da Gama perdeu o fulgor que tinha conquistado no início da época.

in "ojogo.pt"