segunda-feira, 15 de novembro de 2010

André Villas-Boas: "Não inventem relaxamento"

André Villas-Boas gostou da "vitória suada" do FC Porto diante de um Portimonense "com uma grande organização, a surpreender, a todos os níveis". Do que não gostou foi de antecipar o rótulo de relaxada à exibição portista. "Não é uma questão de guerra ao jornalismo", esclareceu, numa alusão ao editorial de António Tadeia n'O JOGO, a propósito da convicção com que reage nas conferências de Imprensa. Sem ironia, explicou, num tom pacífico: "É a minha opinião". "Dizer que o FC Porto relaxou é falso. Encontrou um adversário difícil. Nem sempre haverá brilhantismo, o que se passou aqui pode acontecer em Alvalade", afirmou, em defesa da equipa: "Seria sempre complicado e decisivo ganhar, hoje [ontem, n.d.r.]; vínhamos de uma excelente vitória com o Benfica, havia que consolidar a vantagem. Nem todos os jogos vão ser espectaculares, nem todos serão 5-0; a motivação dos outros aumenta, as dificuldades serão crescentes, pois o FC Porto é cada vez mais apetecível". O treinador admitiu que "foi um jogo difícil", mérito de um adversário que "queria fugir à linha de água", mas, esteve "sempre controlado": "Não inventem relaxamento, é a única coisa que vos posso pedir". Uma leitura diferente, sublinhou, o corre o risco de estar ferida de preconceito, o mesmo de que suspeitou quando lhe falaram em poupar jogadores, na Taça de Portugal, com o Moreirense, a pensar no Sporting: "Ao contrário do que dizem, o sorteio foi muito complicado. É fácil fazer uma leitura preconceituosa, por ser um clube da II Liga, mas, esperam-nos dificuldades, porque o FC Porto encontrará um estádio cheio e um adversário motivado, que pode transcender-se".

in "ojogo.pt"

FC Porto 2 - Portimonense 0 (Declarações)

Walter
"Quando precisar dou o máximo"

A grande época de Falcao não tem deixado espaço na equipa portista a Walter, que, ontem, aproveitou a vaga aberta pela lesão do companheiro para mostrar que, quando houver oportunidade, estará lá para agarrá-la. Deixou-o claro com o primeiro golo da noite. "Foi uma jogada que estava fazendo com Rúben Micael, uma tabela; ele teve a felicidade de tocar para mim e fiz um grande golo, graças a Deus", recordou, feliz, no final de um desses raros jogos em que teve hipótese de ser titular. O estatuto não o preocupa, garantiu o avançado. "Sempre disse que Falcao é um grande atacante. Vou esperar no meu lugarzinho, quietinho. Na hora em que o professor precisar de mim, vou dar o meu máximo", afirmou, com o aplauso de 40 mil adeptos fresco na memória. Podem contar com ele: "Se entrar um minuto, vou tentar dar o máximo". Marcar é um prémio especial para quem teve um começo "difícil": "Foi quase um mês a resolver a minha vinda para cá, depois o meu joelho começou a doer. Graças a deus, ajudaram-me muito: o joelho está bem e a equipa está na frente".


Otamendi
"Estas chamadas dão mais confiança"

Otamendi foi uma das novidades no onze do FC Porto e estava satisfeito com mais uma oportunidade: "Estas chamadas são importantes, porque nos dão a possibilidade de nos mostrarmos e de continuar a ter confiança". Entretanto, a distância para o segundo classificado mantém-se por mais uma jornada. "Com estes três pontos vamos manter a tranquilidade", garantiu, antes de falar da selecção: "O problema com o passaporte está resolvido. Vou dar o meu melhor para poder jogar contra o Brasil, que é sempre um jogo apetecível".

Ukra
Antevisão jogo Taça


Guarín: «Queremos aumentar esta vantagem

Guarín, médio do F.C. Porto, em declarações no final da vitória (2-0) sobre o Portimonense:

«Sabíamos que ia ser complicado. Sabíamos que íamos encontrar um jogo muito fechado e que tínhamos de trocar o bom futebol por algum pragmatismo. Apesar disso criámos algumas oportunidades de golo e, mais importante, conseguimos a vitória. Não é verdade que haja algum relaxamento por causa dos dez pontos de vantagem.

Quando entramos em campo fazemo-lo para jogar e para ganhar, por isso o que queremos é aumentar esta vantagem. Todos estamos muito conscientes que ainda estamos na parte final da primeira volta, que ainda não somos campeões e que ainda falta muito campeonato.

Já tive oportunidade de jogar a 8 ou a 10, agora jogo a 6 e acho que sempre tenho dado uma boa resposta. O mais importante é saber o que o treinador quer de mim, o que a equipa necessita e tratar de o colocar em campo.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Sétimo aniversário do Dragão dá direito a treino aberto terça-feira

O regresso ao trabalho da formação do FC Porto será terça-feira, às 10h30, à porta aberta. A iniciativa tem um sabor especial: marca o sétimo aniversário do Estádio do Dragão, inaugurado a 16 de Novembro de 2003.

Mas as surpresas não se ficam por aqui: segundo informação veiculada no site do clube, após a sessão de treinos, o médio argentino Belluschi participará numa sessão de autógrafos, a ter lugar na Loja Azul.

Os adeptos azuis e brancos terão, ainda, a oportunidade de visitar gratuitamente as instalações do Estádio do Dragão, a partir das 15 horas.
 
in "abola.pt"

domingo, 14 de novembro de 2010

Fucile, Otamendi e Rúben levam a gestão à prática

Sem João Moutinho, suspenso, Falcao, a recuperar de lesão, Maicon, que deverá ser poupado, e Fernando, lesionado, são muitas as alterações que se prevêem no onze de André Villas-Boas para o jogo com o Portimonense, isto para além das opções que o técnico ainda deverá fazer, a julgar pela chamada de Fucile, em detrimento de Sapunaru. Curiosamente, todos os sectores da equipa deverão sofrer alterações, a confirmar-se a inclusão de Otamendi e Fucile na defesa. No meio-campo, com Fernando ainda de fora, Guarín deverá manter-se no papel de trinco. Mas aqui a novidade é a ausência de João Moutinho, que pela primeira vez esta época ficará na bancada, depois de ter visto o quinto cartão amarelo no clássico com o Benfica. Para o seu lugar, a alternativa mais provável é Rúben Micael, enquanto Belluschi deverá manter a titularidade. No ataque (ver peça na página anterior), Walter fará de Falcao, que não recuperou de um toque sofrido no clássico.

Num jogo em que Villas-Boas pretende manter a pressão sobre os jogadores, de modo a evitar qualquer deslize e a conservar os dez pontos de vantagem sobre o segundo classificado, a chamada de Cristian Rodríguez marca o regresso do uruguaio aos convocados depois da expulsão contra o Besiktas, ele que acabou por ficar de fora contra o Benfica.

in "ojogo.pt"

Quatro de volta à casa de partida

Desde que Fernando Rocha, antigo dirigente dos dragões, assumiu a presidência (em 2006), tem havido uma cedência regular de atletas por parte do FC Porto. Se, por um lado, já houve emprestados de grande valor, como Nuno Coelho ou Nuno André Coelho, já outros, como Maxi Asís, não deixaram saudades. Este ano, há quatro jogadores ligados ao FC Porto que se têm afirmado na equipa, uns mais que outros, mas todos com importância. O guarda-redes Ventura e o central André Pinto, produtos das escolas do FC Porto, pegaram de estaca na equipa e têm sido pedras fundamentais no esquema de Litos, onde de muito vale a experiência que já levam na I Liga, com o Olhanense e o Setúbal, respectivamente. Mais à frente, no meio-campo, surgem os médios Pedro Moreira e Soares. Estes dois jogadores, apesar de não terem passado pela formação dos azuis e brancos (o português foi formado no Boavista, o brasileiro foi contratado este ano ao Vila Nova, do Brasil), têm vindo a conquistar o seu espaço, principalmente o jovem Soares, de 21 anos, que nos últimos jogos tem ganho a confiança de Litos no centro do terreno. Além destes quatro atletas, há mais dois ex-dragões que dão cartas no Portimonense. Apesar de já não estarem vinculados ao FC Porto, Candeias (é desde Agosto do Nacional) e Ivanildo (terminou o vínculo no final da época passada) foram formados no FC Porto e agora espalham terror pelas alas alvinegras. Seis atletas que hoje esperam chamuscar o dragão.

in "ojogo.pt"

Boa assistência em perspectiva



Depois dos 49 817 espectadores que encheram as bancadas no clássico com o Benfica, o Estádio do Dragão vai registar hoje mais uma boa assistência. A liderança confortável no campeonato e o bom momento da equipa justificam a presença de muitos espectadores. Os sócios, recorde-se, beneficiaram de uma campanha em que, na compra do bilhete para o jogo, poderiam adquirir outro ao preço simbólico de um euro. Uma forma de chamar mais espectadores ao estádio. O facto de os adeptos só voltarem a poder ver a equipa no Dragão no dia 5 de Dezembro (entretanto há Taça de Portugal e a deslocação a Alvalade) também explica a afluência elevada às bilheteiras.

in "ojogo.pt"

Pressão sobre Rolando aperta já em janeiro

AGITAÇÃO ENVOLVE CHELSEA E MANCHESTER CITY


São declarações de viva voz de um agente FIFA de primeira linha do plano internacional, o italiano Pippino Tirri, que confirmam a forte probabilidade de a SAD ter de escutar ofertas por Rolando já em janeiro. A pressão vai ser intensa, até porque após a Juventus ter identificado o central como um do seus alvos, agora são o Chelsea e Manchester City os nomes que entram no lote de pretendentes. Tratando-se de emblemas endinheirados da Premiership, a torrente de milhões pode arrastar para fora do Dragão um elemento que tem sido essencial para a estabilidade da linha defensiva de André Villas-Boas.
As palavras de Pippino Tirri, tornadas públicas por via italiana, são um aviso. “Estou a falar com muitos clubes, como compete a todos os agentes fazer. Também estive em contactos com o Inter Milão, mas não somente com eles. Repito, porém, que de momento ainda não há nada de concreto e real”, salientou o empresário que se afirma como representante de Rolando e se tem movido no mercado internacional.
De resto, Tirri não faz a coisa por menos e alerta a navegação para a dificuldade que implica tentar contratar um jogador que, aos 25 anos, tem estado em foco ao serviço dos azuis e brancos. “Estamos a falar de um titular indiscutível do FC Porto que também é chamado à Seleção Nacional. Penso que deve surgir alguma proposta importante para uma transferência já em janeiro. De qualquer forma, não vai ser fácil levá-lo”, salientou.
Grandeza
Apesar da escassa predisposição da SAD portista para debilitar o seu potencial desportivo a meio da temporada, ainda por cima quando o objetivo é o de recuperar o título e voltar a ter acesso direto à Liga dos Campeões, a verdade é que a partir do momento em que são alinhados nomes de emblemas de primeira grandeza internacional, tudo se torna possível. “É um jogador muito importante que também está a ser seguido pelo Chelsea e pelo Manchester City”, sublinha Pippino Tirri, o agente que mediou grandes transferências como de Sneijder e Walter Samuel, bem como a mudança de Luís Figo para o Inter Milão.
in "record.pt"

Agitar antes de abrir

VILLAS-BOAS VAI MEXER MAIS DO QUE NUNCA NO ONZE



Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, Moutinho e Belluschi; Hulk, Varela e Falcão. Foi este o onze que venceu a Supertaça e o que Villas-Boas utilizou em 7 dos 10 jogos disputados na Liga, incluindo o clássico com o Benfica.
Esse foi um jogo que veio abrir uma nova era neste campeonato. A esclarecedora vitória perante o campeão vem concentrar as atenções das equipas da Liga no FC Porto e, esta noite, frente ao Portimonense, no primeiro desafio nessas condições, Villas-Boas terá de agitar a equipa, pois estará privado de três dos referidos atletas e vai mexer mais do que nunca no onze base. O miolo, sem Fernando (lesão) e Moutinho (castigo), será o sector mais afetado pela revolução e tudo aponta para que sejam Guarín e Ruben a ocupar essas vagas. No ataque, já se sabe, Falcão ficou por terra e avança Walter. Por fim, a defesa: Sapunaru não está convocado e o lugar será entregue a Fucile. Aqui, contudo, podem haver mais mexidas, uma vez que Maicon lesionou-se esta semana e, apesar de ter recuperado, é possível que Otamendi seja o titular.
Certo é que o onze vai mudar mais do que nunca em jogos na Liga. Tendo em conta a equipa base, Villas-Boas havia feito uma alteração com o Beira-Mar – Ukra por Hulk –, outra em Guimarães – Fucile por Sapunaru –, e duas com a U. Leiria – Fucile e Ruben nos lugares de Sapunaru e Belluschi. Esta noite serão pelo menos três alterações...
in "record.pt"

André Pinto: «Uma noite especial»

O central André Pinto faz parte – com Pedro Moreira, Ventura e Soares – do quarteto de jogadores do Portimonense cedidos pelo FC Porto. Por isso, hoje viverá “uma noite especial” pois, conforme reconhece, “é sempre um prazer voltar a casa, onde sempre fui acarinhado e bem tratado”.
O Portimonense terá hoje pela frente “um FC Porto muito forte e a viver um excelente momento”. “Espera-nos muito trabalho, mas vamos fazer o melhor possível na procura de um bom resultado”, referiu o central.
Hulk é o jogador do momento no Dragão mas André Pinto não se focaliza no brasileiro. “Tem feito grandes exibições, mas não poderemos concentrar as atenções num único jogador pois o FC Porto possui atletas de grande nível em todas as posições”, assinala o defesa, de 21 anos.
Sem ganhar no campeonato desde 29 de setembro, o Portimonense está num lugar incómodo. “Os resultados não têm coincidido com as exibições. Dispomos de um grupo forte e vamos atingir o objetivo traçado”, adianta o central, que sonha regressar um dia ao FC Porto.
in "record.pt"

El Tigre em alta mesmo lesionado

LIDERA VOTAÇÃO PARA O MELHOR DA ÚLTIMA CHAMPIONS



Falcão vai fazer uma pausa competitiva, devido a lesão. O internacional colombiano não foi convocado para o jogo com o Portimonense, mas mesmo assim continua em alta, colhendo os frutos de tudo o que de bom tem feito desde que chegou ao FC Porto.
Depois do “calcanhar karateca”, frente ao Benfica, que correu o Mundo, há um outro golo de calcanhar de El Tigre que está em destaque. A “Fox Sports” está a levar a cabo uma votação para a escolha do melhor golo apontado na última edição da Liga dos Campeões e, entre os cinco escolhidos, está aquele que Falcão apontou ao Atlético Madrid, ainda na fase de grupos, no Estádio do Dragão. O golo à Madjer reúne a maior parte das preferências e, ao fim do dia de ontem, tinha 80 por cento das votações, batendo o golo de Messi ao Estugarda, que segue na 2.ª posição. Milito completa o pódio, com o tento que apontou ao Bayern Munique, na final da competição.
É apenas mais um pormenor que justifica o estatuto de indiscutível que o internacional colombiano tem no FC Porto. Apesar de, esta época, vir a marcar menos golos do que na anterior, a verdade é que o avançado tem sempre um papel preponderante nas movimentações de ataque. Resta agora saber como a equipa vai reagir neste primeiro jogo que vai falhar, na atual edição da Liga. O recém-promovido Portimonense, é certo, continuará sem o selo de El Tigre...
in "record.pt"

F. C. Porto vai estrear Walter a titular na Liga


André Villas-Boas não vai repetir o onze que goleou o Benfica. Por opção (Sapunaru), castigo (João Moutinho) e lesão (Falcao) há saídas certas. A estes casos junta-se a dúvida no eixo da defesa, balançando a titularidade entre Otamendi ou Maicon.

A equipa do F. C. Porto vai ser objecto de uma mini-revolução, mas Villas-Boas confia na continuidade dos bons resultados. Até agora segue invicta. Na Liga, em 10 jogos, ganhou nove e empatou um. Passou a fasquia do primeiro terço da prova com distinção, na clara vitória obtida frente ao rival da Luz.

Esta noite, diante do Portimonense, penúltimo classificado, vai viver uma nova experiência: sem Falcao e com Walter. O brasileiro estreia-se a titular no campeonato, depois de já o ter feito na Taça de Portugal e com óptimos resultados. Fez um hat trick ante o Limianos, da 3.ª Divisão (4-1).

Fucile e Rúben Micael jogam de início, na condição de candidatos naturais às vagas surgidas na defesa e no meio-campo. Rodríguez, Emídio Rafael, Castro e Ukra são as novas munições para o banco, das quais não faz parte James, preterido na convocatória.

Por parte dos algarvios, o panorama não é animador. A equipa vem de dois empates, ambos em casa. Frente à Académica foi tirado a ferros (2-2) e com o Aves custou o afastamento da Taça da Liga (1-1). A ausência do treinador Litos, por castigo, também não ajuda.

in "jn.pt"

F.C. Porto-Portimonense (antevisão): terra chama dragão

F.C. Porto e Portimonense defrontam-se este domingos (20.15 horas), num jogo em que é imperativo chamar o líder da Liga à terra. Depois da goleada sobre o Benfica, o regresso ao Dragão trará provavelmente alguma euforia com ele. O desafio, portanto, é não deixar o entusiasmo transformar-se em deslumbramento.

Esse foi aliás o maior tónico no discurso de André Villas-Boas. «Temos passado esse alerta. o objectivo final está por atingir. Não podemos menosprezar o Portimonense, principalmente num jogo a seguir ao clássico não podemos deixar fugir a oportunidade de somar mais três pontos», frisou o treinador portista.

Ele que não conta para este jogo com o avançado Falcao, o que obriga a mexer no ataque mais concretizadora da prova: 28 golos, 22 dos quais dos três jogadores da frente. Sem Falcao é natural que seja Walter a ocupar a vaga no ataque, sendo que João Moutinho está castigado e deve dar lugar a Ruben Micael.

Do outro lado chega um adversário que soma apenas oito pontos em dez jogos e está um ponto acima da linha de água. Vinte pontos separam aliás as duas equipas que não se defrontam há vinte anos. É por isso um reencontro com história no futebol português, entre clubes que nos últimos anos se tornaram amigos.

A prova disso, aliás, está nos seis jogadores que Litos convocou emprestados pelo F.C. Porto: Ventura, André Pinto, Ivanildo, Candeias, Pedro Moreira e Soares. Voltando atrás, já agora, e como curiosidade, refira-se que há vinte anos, no último jogo entre ambos, o F.C. Porto venceu com um golo de... Rui Águas.
O F.C. Porto que já recebeu quinze vezes o Portimonense em casa e ganhou sempre, de resto. O que é mais um sinal de que só o próprio Porto pode complicar uma tarefa que parece acessível. Mas como aviso, fica outro dado: na única vez que jogou no Dragão, Litos arrancou um empate (2-2). Foi em 2004/05.

Equipas prováveis:

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Otamendi e Alvaro Pereira; 
Guarín, Belluschi e Rúben Micael; Hulk, Walter e Varela. 

Suplentes: Beto, Maicon, Emídio Rafael, , Souza, Castro, Cristian Rodríguez e Ukra.


PORTIMONENSE: Ventura; Ricardo Pessoa, André Pinto, Ruben Fernandes e Pedro Silva; Elias e Jumisse; Ivanildo, Renatinho e Candeias; Calvin Kadi. 

Suplentes: Ivo, Nilson, Di Fábio, Pedro Moreira, Soares, Lito e Pelembe.

O jogo de todos os assistentes

Numa altura em que o calendário competitivo diverge, abranda e até permite olhar com perspectivas de alguma gestão, o facto é que André Villas Boas não trocaria, por exemplo, quase um meio campo inteiro se não fosse por razões de força maior. 

Mas dá-se, então, essa coincidência, dentro da inevitabilidade das alterações em relação a Fernando e João Moutinho: é que, por força das circunstâncias, vão jogar em simultâneo os três mais generosos distribuidores de bolas para golo, respectivamente Hulk (seis assistências), Belluschi (cinco) e Rúben Micael (outras cinco). Todo o talento reunido, numa equipa muito diferente...


in "abola.pt"

Villas Boas sem meia equipa

Onze de gala rachado ao meio. Fernando também lesionado, Moutinho castigado, Maicon em cuidados e Sapunaru não convocado. Walter estava mesmo à espera de um jogo destes... 

O FC Porto começa a pagar a factura de um estimulante e arrasador início de temporada: entre lesões e castigos (e talvez um toque de gestão...), meia equipa salta fora esta noite, com destaque para a aterragem forçada do segundo melhor marcador, Falcao, que não recuperou totalmente de uma lesão contraída no clássico com o Benfica, onde bisou e ascendeu à condição de terceiro goleador do ano 2010, com 36 tiros acumulados, logo atrás de Messi (Barcelona, 48) e Luís Suarez (Ajax, 38).

É a primeira vez, esta época, que Falcao se vê excluído de um jogo do campeonato, que o FC Porto comanda folgadamente. Até agora, foi sempre o farol atacante nas competições de referência para Villas Boas (Liga Zon Sagres e Liga Europa), numa envolvente linha atacante com Hulk e Varela, trio responsável por 22 dos 25 golos do FC Porto no campeonato!

A excelência e produtividade desse trio apenas tinha sido afectada quando Hulk teve que se ausentar inesperadamente por problemas familiares, falhando o jogo de Genk e a jornada 2, com o Beira-Mar. Esta será, pois, apenas a segunda vez que a fórmula mortífera do golo sofre alterações (sempre forçadas), abrindo-se espaço ao desesperado Walter, inapelavelmente secundarizado pela insuperável capacidade goleadora de “El Tigre2. 
Walter, difícil de dominar na sua ansiedade característica dos 20 anos, saudavelmente descontente com a subalternidade, terá a segunda oportunidade a titular: estreia celebrada com três golos de rajada, na Taça de Portugal, proeza que não deixará de dominar o cenário de antestreia a titular... na Liga.

Não é só o ataque a sofrer consequências já mais visíveis do primeiro grande acumulado competitivo: a defesa recupera Maicon, que acabou por ser convocado, mas a semana toda ao pé coxinho deve significar a ida preventiva para o banco, subindo Otamendi ao onze, antes de viajar para o apetecível Argentina-Brasil; Sapunaru, que também vai de viagem para jogo de selecção, foi riscado da lista, aqui mais claramente manobra regular de gestão.

Ao meio, é a maior revolução no onze: Fernando ainda sem condições de competir, e Moutinho a atingir os cinco cartões amarelos. Como pelo meio do calendário há um jogo da Taça de Portugal, é provável que apenas em Alvalade (dia 28) se volte a juntar o onze que tem aterrorizado em Portugal e na Europa. Desse onze destravado, Sapunaru, Maicon, Fernando, Moutinho e Falcao estão fora de jogo. Meia equipa...


in "abola"

A metamorfose de Belluschi, um "oito" que vale mais do que um "dez"

Há jogadores que têm o condão de se reinventar e de contrariar ideias feitas. Belluschi parece ser um desses casos de metamorfose radical, tendo passado a fazer parte de um reduzido lote de exemplos capazes de surpreender boa parte dos críticos (grupo em que, de resto, nos incluímos). Reconhecê-lo acaba por ser o mais justo elogio que se pode fazer a uma unidade a quem todos reconheciam muitos méritos, mas que só esta época ganhou o estatuto de fundamental e talvez até de imprescindível.

Qual libélula que de um dia para o outro ganhou asas, o argentino desenvolveu-se e deixou de ser um "dez" que, por força do desenho táctico (4x3x3), tinha de jogar a "sete" ou a "oito", com tudo o que isso acarretava em termos de prejuízo para a equipa como para ele próprio. Hoje, Belluschi conserva o que já o distinguia - classe pura, técnica, remate e visão de jogo. Mas acrescentou-lhe, por exemplo, sentido posicional raro e capacidade guerreira, tudo qualidades que os analistas consideravam não integrar o seu ADN. Sabe-se agora que elas estavam lá, só que camufladas e por revelar.

Não por acaso, Belluschi foi o jogador do FC Porto que mais nos surpreendeu frente ao Benfica, mesmo que a sua exibição tenha surgido na sequência de outras muito meritórias realizadas esta época. Claro que - é mais do que evidente - Hulk foi o homem do jogo, pelos golos e pelo poder desequilibrante que já lhe é reconhecido até pelos seus mais antigos detractores. Mas, independentemente dos tiros nos pés que acabaram por representar para o Benfica e para alguns dos seus principais jogadores (David Luiz, Coentrão, Aimar e, por exclusão, Saviola) as opções tácticas e o discurso de Jorge Jesus, a verdade é que Hulk limitou-se a valorizar boa parte das características que há muito o consagram como um jogador fenomenal, uma autêntica ave ara. 

O mesmo se poderia dizer de Falcao, sempre eficaz e ainda mais letal quando encontra pela frente o primeiro clube português que o tentou contratar. E, obviamente, não deve ser desprezado também o mérito de André Villas-Boas, que tem contrariado os temores em torno da sua juventude com um trabalho de qualidade, uma sagacidade táctica assinalável e um discurso em que impera a confiança e a frontalidade. Tudo com uns pingos de arrogância que, pelo menos por enquanto, até contribuem para a aura mediática e vencedora.

Belluschi sempre foi visto como um médio-ofensivo, alguém que rendia claramente mais nas costas dos avançados, servindo de interface entre o miolo e o ataque. Foi assim no Newells"s Old Boys, onde deu os primeiros passos como profissional, ganhou os seus primeiros títulos e somou as suas duas primeiras e, até ao momento, únicas internacionalizações. E continuou a ser assim quando, quatro anos depois, foi chamado a ajudar a substituir Gallardo e Lucho (que se havia mudado precisamente para o FC Porto) no River Plate. As boas exibições levaram o Olympiakos a pagar por ele 7,4 milhões de euros (por metade do passe), na reabertura do mercado em 2008. Na Grécia, continuou a vender talento, mesmo que com várias intermitências exibicionais, jogando a "dez". Foi também no Pireu que teve a sua primeira experiência feliz frente ao Benfica, derrotado por 5-1, em 2008/09. Essa tendência manteve-se na época passada, quando contribuiu com um golo e duas assistências para impedir que os benfiquistas fizessem a festa do título no Dragão.

As suas qualidades agradaram a Jesualdo Ferreira, que há um ano deu o aval à sua contratação como potencial substituto de Lucho, vendido ao Marselha por 17 milhões de euros. Belluschi custou cinco milhões, mas por apenas metade do passe, continuando o restante a pertencer ao empresário israelita Pina Zahavi. Ficou com uma cláusula de rescisão de 30 milhões e uma outra que prolonga automaticamente o contrato em mais um ano (até 2014) caso realizasse um determinado número de jogos, entretanto já cumpridos. Refira-se que uma eventual transferência pode ser um pouco prejudicada por ainda não possuir o estatuto de comunitário.

Na época passada, Belluschi alinhou em 27 das 30 jornadas do campeonato, quase sempre a titular. Marcou quatro golos, mas esteve longe de conseguir afastar o sentimento de orfandade pelo compatriota Lucho. Essa foi, de resto, uma das razões apontadas para o menor rendimento e para a época fracassada que levou à saída de Jesualdo. Durante o defeso, alguns jornais chegaram a aventar a possibilidade de Belluschi receber uma guia de marcha idêntica às que tinham sido entregues a Tomás Costa e Valeri. 

Até por isso, não deixou de ser sintomático que Villas-Boas tenha apostado em Belluschi desde a primeira hora. Fê-lo mesmo contra a expectativa dos adeptos, crentes de que esta seria a época da afirmação definitiva de Rúben Micael. E continuou a fazê-lo mesmo depois de Pinto da Costa ter provado por que há muito dizia que Moutinho era um jogador à FC Porto... Aqui há que dar mérito ao técnico portista. Ele percebeu, melhor e mais rápido do que todos nós, que Belluschi tinha predicados que estavam ocultos e à espera de serem desvendados. 

Outro exemplo possível da capacidade de aproveitamento dos recursos disponíveis é o romeno Sapunaru. De totalmente desacreditado, o romeno passou num ápice a aposta principal nos jogos de maior grau de dificuldade, numa rotação com Fucile que é um dos exemplos possíveis da inteligente gestão que André Villas-Boas tem sabido fazer.

A transfiguração de Belluschi já tinha sido patente em Coimbra. O pantanal em que se tinha transformado o relvado não impediu o argentino de se manter à tona da água e de terminar como um dos melhores em campo. De resto, Belluschi segue surpreendentemente como o portista que conseguiu mais recuperações de bola (81) nas dez jornadas do campeonato, claramente à frente de João Moutinho (65). Esta sua nova faceta já tinha começado a ser notória no termo da época passada, quando foi quem mais correu na final da Taça de Portugal.

Os jogadores sul-americanos melhoram substancialmente o rendimento após o segundo ano na Europa. Belluschi chegou a Portugal após vários anos na Grécia, mas pode também estar a beneficiar de uma primeira fase de adaptação às singularidades do futebol português. Mas, mais importante do que isso, foi certamente o facto de ter passado a jogar ao lado de Moutinho, cuja inteligência táctica e posicional contribui para que tudo funcione com maior harmonia em seu redor.

Belluschi já foi deixando algumas explicações para a sua metamorfose. Por um lado, reconhece ser "mérito da equipa e do treinador", que o libertou e lhe deu confiança. Nesse ponto, vale a pena acrescentar uma passagem de uma outra entrevista em que diz que o FC Porto é agora uma equipa mais parecida com o Barcelona na forma de jogar, o que, depreende-se, beneficia as suas características. Mas onde Belluschi deve mesmo ter acertado na mouche foi quando afirmou: "É mérito meu também, que me propus estar melhor e trabalhar mais do que na época passada". Nota-se. 

Jesus merece algum crédito
Quem se apressou a pedir a cabeça de Jorge Jesus está a cometer um disparate tão grande como aqueles que, ainda há poucos meses, não hesitavam em rotular o treinador do Benfica como o melhor português, à frente, até, imagine-se, de José Mourinho. Os segundos ficaram inebriados com as exibições e as vitórias conseguidas durante breves dez meses, esquecendo-se que o saldo de uma carreira é muito mais do que isso. Mas quem já quer ver Jesus pelas costas está a cometer um pecado idêntico, vendo agora apenas manchas num treinador que está longe de ser perfeito, mas que já mostrou mais do que o suficiente para merecer algum crédito. Falhou estrondosamente no Dragão? É verdade. Mas mais importante do que isso seria tentar entender por que razão o Benfica não é bicampeão há 27 épocas. As situações não são comparáveis, mas, desta vez, salta à vista que o Benfica foi negligente na gestão do sucesso, sendo que isso foi verdade tanto para o treinador como para os jogadores e o próprio presidente. Nos últimos dias, os jornais desportivos enumeraram mil e um defeitos a quem ainda há pouco tempo tratavam como "mestre da táctica". E até o dinheiro que passou a ganhar desde que Pinto da Costa o tentou "raptar" serve para a criação dos cenários que levarão à sua demissão. É assim o futebol, mais volúvel até do que as taxas cambiais.


Bruno Prata in "publico.pt"

sábado, 13 de novembro de 2010

FC Porto empata nos Açores

CANDELÁRIA OBRIGA CAMPEÃO A CEDER PONTOS



O FC Porto empatou (3-3) na deslocação à ilha do Pico nesta 7.ª jornada da 1.ª Divisão. Num pavilhão tradicionalmente difícil, os dragões estiveram a vencer, por 3-2, mas um tento de Sérgio Silva, a pouco minutos do fim, deu a igualdade ao Candelária.
Com este resultado a Oliveirense fica isolada no comando da classificação e o Benfica vê a desvantagem em relação ao FC Porto diminuir para apenas 1 ponto.
in "record.pt"

FC Porto 5 - slb 0

Moncho: «Vitória cicatriza feridas da Supertaça»

TÉCNICO PORTISTA FELIZ COM TRIUNFO NO CLÁSSICO



O treinador do FC Porto, Moncho López, disse este sábado que a esclarecedora vitória sobre o Benfica "cicatriza as feridas morais da derrota na Supertaça" e lembrou a importância de "vencer com autoridade" o rival encarnado.
"Esta vitória cicatriza as feridas morais da derrota na Supertaça. Nesse jogo qualquer uma das equipas podia ter vencido, mas hoje não, só poderia ganhar uma equipa", analisou o técnico espanhol, após o encontro da 4.ª jornada da Liga, disputado no Dragão Caixa, no Porto.
Para o treinador portista, vencer o Benfica por 17 pontos de diferença é sempre importante.
"Para nós é importante ganhar com autoridade, especialmente com o Benfica, que é uma grande equipa", afirmou.
Apesar de a sua equipa ter convertido 57 do total dos 91 pontos através de lançamentos triplos, Moncho López destaca a importância da defesa na construção da robusta vitória.
"A defesa foi a chave do jogo, pois é difícil atacar bem sem se defender bem. Jogámos mais tranquilos, mais confiantes e isso também é um combustível precioso para o trabalho defensivo", considerou, rematando: "Nós somos uma boa equipa nos lançamentos exteriores e vamos fazer mais dias bons com toda a certeza".
Já Henrique Vieira, treinador do Benfica, lembrou a "noite inspirada" dos lançadores do FC Porto e a total desinspiração da sua equipa.
"Não estivemos bem ofensiva e defensivamente. Não viemos fortes mentalmente e não conseguimos funcionar com fluidez. Numa noite inspirada dos lançadores do FC porto, sempre que falhávamos defensivamente, levámos com um triplo, não é normal sofrer 57 pontos em triplos. Devíamos ter feito muito melhor", analisou o técnico encarnado.
in "record.pt

Villas-Boas: "Tentam passar uma mensagem de demérito"

TA goleada do FC Porto ao Benfica dominou a conferência de Imprensa de antevisão ao jogo com o Portimonense. Estranho? Nem por isso. André Villas-Boas atacou a mensagem que se quis fazer passar de que uma equipa só venceu por demérito da outra cujo erro de "casting" na abordagem ao jogo foi a causa do descalabro - que isso não aconteceu àquele super-Benfica campeão, mas a esta equipa do Benfica. Esta imagem acabou por ser usada por Villas-Boas para sustentar a ideia de que o FC Porto se deve manter alerta, porque não há campeões à 11ª jornada.

Como se gere esta onda de euforia depois da goleada ao Benfica?

A onda não chega a ser criada, e ainda bem para nós, pelo simples facto de o FC Porto apenas ter goleado por grande demérito do adversário. Ganhou 5-0 ao Benfica, mas foi a um Benfica diferente. O que o FC Porto conseguiu foi contra aquele Benfica em particular e não contra aquele Benfica de sempre, o campeão nacional. É uma tentativa para fazer passar uma mensagem de demérito por aquilo que o FC Porto fez. Um 5-0 não é normal, ao Benfica também não é normal. O 6-2 do Barcelona ao Real Madrid de há uns anos fica-me registado na memória para sempre, pelo espectáculo que foi, pelo que envolveu, por um Barcelona que jogava como ninguém, e acho que a nossa vitória deveria ter tido o mesmo tipo de destaque. É uma insanidade de disparates que não fazem sentido. O FC Porto ganhou, porque teve um colectivo extremamente forte, ganhámos ao super-Benfica da pré-época, ao campeão nacional, ao superpoderoso Benfica da Supertaça, a uma equipa que é forte e que na semana anterior tinha estado a ganhar 4-0 ao Lyon. Convém não menosprezar a dimensão do que foi alcançado. Por isso temos de continuar alerta. Faltam-nos quatro jogos do campeonato até ao fim do ano [dois em casa e dois fora], e gostava de conseguir manter esta distância.

O que espera do jogo com o Portimonense?

Continuar a ganhar. Houve um ligeiro balão de confiança no Portimonense pela forma meritória como chegou ao empate com a Académica, mas acho que o terem sido eliminados da Taça da Liga é grave para os jogadores e para o ambiente. No entanto, é uma oportunidade para ganhar a este "super-Porto" que não é super coisa nenhuma e só quer continuar a ganhar.

"Não parece genuíno deitarem Jesus abaixo"


Questionar a liderança de Jesus à frente do Benfica e remeter os encarnados à luta pelo segundo lugar, dado o fosso de dez pontos que os separa do FC Porto, deixa Villas-Boas desconfiado.

Como é que analisa a contestação a Jorge Jesus?

Registo com curiosidade e com suspeição o comunicado emitido pela mesma pessoa, o olhar para o segundo lugar. É uma tentativa para enganar, mas que não engana ninguém. Uma declaração dessas num clube com a dimensão do Benfica é errada e é menosprezar quem trabalha na obtenção de vários objectivos. À 11ª jornada, tentar enganar ou baixar os braços é tentar atirar areia aos olhos das pessoas, mas as pessoas do futebol não andam a dormir.

Surpreende-o a memória curta relativamente ao treinador campeão nacional?

Acho uma injustiça. Vem no sentido das exigências de um clube com a grandeza do Benfica. Partilhei esta opinião com ele, em Coimbra, disse que era um homem que conseguia representar o que era a mística e a força benfiquista, a interpretava como ninguém; jogavam um futebol de sonho, de qualidade e de ataque, e tentar deitá-lo abaixo por vias travessas não me parece genuíno. Acho que o Jesus não merece este tipo de críticas.

"Objectivo final está por atingir"


Com dez pontos de vantagem, o lado psicológico dos azuis e brancos tem merecido mais cuidado para evitar a outra face de uma liderança destacada à 10ª jornada. Primeiro passo: recordar que o título ainda está por ganhar.

Depois da superação contra o Benfica, não receia menos motivação contra o Portimonense?

Não, mas é isso que temos de evitar, é contra isso que temos de lutar, é a mensagem que queremos passar. A transcendência e a superação têm de acontecer em qualquer jogo, porque o objectivo final é o que está por atingir; não podemos menosprezar o Portimonense.

Não acha que seria uma anormalidade deixar fugir este campeonato depois de terem tido dez pontos de vantagem?

É óbvio que é uma vantagem confortável, mas acho que o lado caótico do futebol é que permite determinado tipo de cenários. Estamos a discutir este cenário, mas ele nunca foi posto. Quem é que nos diria que, à 10ª jornada, o campeão nacional estaria atrasado dez pontos e o Sporting treze? O nosso lado negro pode acontecer. Não conseguir vencer durante quatro jogos, por exemplo, permitiria um encurtar da distância que ia alimentava a esperança nos outros. Tenho de lutar contra isso, daí termos de continuar a ganhar.

Faltou bom senso no Académica-FC Porto


Na terça-feira, Vítor Pereira concentrou as atenções com a análise às arbitragens da 5ª à 10ª jornada. De início, André Villas-Boas congratulou-se com o facto de o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga ter finalmente dado as suas explicações, com as quais, de uma maneira global, até concordou. O técnico do FC Porto só não aceitou que tivessem insistido que Académica e FC Porto jogassem em Coimbra em condições de risco. "A grande vitória foi ver esse balanço acontecer, porque houve alturas em que se pensava que isso não ia acontecer. As análises foram feitas, se calhar não com tanta preponderância como tiveram as análises feitas a um determinado jogo, à quinta jornada, se calhar não com o mesmo nível de incisividade. Foi feita uma análise mais global relativamente a jornadas que estavam mais frescas na memória de todos, mas foi feita, e já é uma vitória. Em relação aos lances que envolvem o FC Porto, o que se disse foi correcto. A única coisa em que eu me permito discordar foi considerar o Académica-FC Porto jogável; considerar aquele jogo jogável só porque se vêem as linhas e só porque a bola não flutuava é ser redutor e ter pouco bom senso", justificou o treinador líder do campeonato.

Grito de revolta até à última jornada


As frustrações provocadas no FC Porto pelos incidentes do túnel da Luz continuam a ser um cavalo de batalha de Villas-Boas que pretende responder à letra com a conquista do título. "No ano passado houve uma equipa que ficou fora do campeonato devido a factores conhecidos, portanto o grito de revolta e o sentimento de querer obter mais estão sempre presentes. As frustrações que o clube viveu são suficientes para alimentar o nosso grito até à última jornada e, na última jornada, o objectivo é ser campeão", apontou




Técnico diz que terá de o provar


Não são poucas as vozes nacionais e estrangeiras que lamentam não ver esta equipa do FC Porto jogar na Liga dos Campeões. Mas Villas-Boas aproveitou para pôr as coisas no devido lugar: "O FC Porto que alguns dizem merecer a Champions terá de se fazer valer contra as equipas que têm esse prémio - fracassam [as equipas que vêm da Liga Europa], mas têm o prémio de poder jogar numa outra competição, o que é uma anormalidade. Se o FC Porto é digno dessa competição, terá de prevalecer sobre essas equipas tanto em termos de organização de jogo como em termos de resultados."

in "ojogo.pt"

Falcao recuperou e vai mesmo a jogo

André Villas-Boas lançou a dúvida na conferência de Imprensa de ontem - "Falcao reintegrou o treino hoje [ontem], mas não a cem por cento", referiu -, mas a verdade é que o colombiano estará à disposição do treinador para o jogo de amanhã. Aliás, o boletim clínico divulgado pelo clube deu conta do "treino integrado condicionado" do avançado, que já aconteceu no relvado, embora ainda complementado com trabalho no ginásio. Neste momento, no entanto, há apenas uma certeza: Falcao vai ser convocado para a recepção ao Portimonense. No entanto, e tendo em conta as mexidas já anunciadas para a equipa, Villas-Boas não deverá arriscar a colocação do ponta-de-lança no banco, razão pela qual Walter terá de continuar a aguardar por uma nova oportunidade na equipa inicial.

A situação clínica do plantel ainda tem mais um nome na lista, o de Fernando, embora neste caso não haja dúvidas. "Não estará disponível", explicou ontem o treinador, que voltará a apostar em Guarín para a posição de trinco.

O melhor golo foi de calcanhar


A quase um mês da entrega dos prémios da Fox Sports, canal de televisão que cobre toda a América Latina - cerimónia marcada para 14 de Dezembro - o golo de Falcao ao Atlético de Madrid, na fase de grupos da Liga dos Campeões da época passada, parece condenado a ser considerado o melhor marcado por um jogador sul-americano. O golo de calcanhar do avançado portista segue destacado nas preferências, relegando para o segundo lugar o marcado por Lionel Messi na recepção do Barcelona ao Estugarda, sendo ainda mais significativa a distância já garantida para os três golos colocados a votação. Ontem, na sua conta do Twitter, o colombiano pedia apoio nesta corrida...

in "ojogo.pt"

Maicon ok, Otamendi titular


Apesar das ausências já confirmadas de Fernando (lesionado) e João Moutinho (castigado), André Villas-Boas deverá oferecer a titularidade a Otamendi na partida de amanhã frente ao Portimomense, alternando também a habitual formação da defesa. Este previsível regresso do argentino ao onze inicial deixará Maicon no banco de suplentes, isto apesar do defesa brasileiro ter sido dado como apto pelo próprio treinador. "Treinou a cem por cento e está disponível para a convocatória", referiu Villas-Boas. Curiosamente, ou talvez não, Otamendi pode voltar à equipa em vésperas de regressar à selecção argentina, à qual não era chamado desde o Mundial'2010, no qual jogou como lateral-direiro.

Villas-Boas, que também comentou o assunto, considerou mesmo que é "gratificante" ver o central entre as escolhas de Sérgio Batista para o particular frente ao Brasil. "Ele esteve no Mundial, mas depois perdeu algumas convocatórias. O regresso é um estímulo importante para ele, mas também para nós. O objectivo é que o Otamendi continue a produzir no clube de modo a ser mais chamado com maior frequência. No entanto, e sem discutir as opções dos seleccionadores, luto sempre contra as irregularidades nas convocatórias, porque trazem motivações e desmotivações que tenho de saber gerir. Apesar disso, esta chamada tem um óptimo impacto", explicou o treinador.

Deste modo, Otamendi deverá ser titular pela quinta vez esta temporada, podendo formar a dupla de centrais com Rolando, com quem já jogou nas partidas frente a Olhanense e Besiktas. Esta chamada está englobada no plano de rotação do plantel e servirá também para moralizar Otamendi antes do regresso à selecção, sem, no entanto, manchar o estatuto de Maicon, que se tem revelado um excelente titular. Mas, a provável chamada de Otamendi é, ao mesmo tempo, uma demonstração de enorme confiança nas capacidades do argentino, até porque, para este jogo em particular, os portistas não vão poder contar com os dois médios do habitual tridente do meio-campo: Fernando e João Moutinho.

in "ojogo.pt"

Maicon treina-se sem limitações

FALCÃO E FERNANDO AINDA CONDICIONADOS


Parece estar desfeita uma dor de cabeça para André Villas-Boas. No treino desta sexta-feira, de preparação para o encontro da 11.ª jornada da Liga ZON Sagres, o defesa central Maicon treinou-se sem qualquer limitação junto dos restantes colegas.
Ainda sob o olhar atento dos departamento médico dos dragões estiveram Falcão e Fernando. O avançado colombiano fez treino integrado condicionado e ginásio, enquanto o médio brasileiro fez treino condicionado e ginásio.
De referir que o jovem guarda-redes Kadú, dos sub-17, voltou a trabalhar com o plantel principal.
A preparação para o encontro com o Portimonense, agendado para as 20H15 de domingo no Estádio do Dragão, fica encerrada no sábado, com mais um treino à porta fechada no Olival, agendado para as 10H30.
in "record.pt"

Fernando em Alvalade

CONFIRMADA AUSÊNCIA FRENTE AO PORTIMONENSE



Tal como já tinha sido adiantado na semana passada, Fernando é carta fora do baralho também para o jogo de amanhã. Estando nesta altura a cumprir um plano de treino condicionado e ginásio, o médio só estará disponível na eliminatória da Taça de Portugal, diante do Moreirense, e mais importante do que isso, para a deslocação a Alvalade, dentro de duas semanas. É aí que Villas-Boas pretende ter o trinco a 100 por cento em termos físicos.
Recorde-se que Fernando contraiu uma lesão muscular ainda no decorrer da primeira parte do encontro com a Académica. Uma situação que deixou o jogador bastante agastado e que o tirou da competição frente ao Besiktas e Benfica. Mas desta feita a ausência do Polvo não se fez sentir da mesma forma como acontecia na temporada transata, em que o meio-campo se ressentia.
A aposta de Villas-Boas em Guarín acabou por resultar em cheio, tendo o colombiano assinado uma exibição regular com os turcos e fantástica diante do Benfica. A titularidade está assegurada com o Portimonense e daí para a frente caberá ao treinador decidir a quem pertence o lugar. Souza acabou por ser o preterido nesta luta no centro do terreno.
in "record.pt"

Villas-Boas quer vantagem de 10 pontos do F. C. Porto até final de 2010

Não é normal, mas, para o F. C. Porto, é uma boa anormalidade. Ter 10 pontos à maior sobre o vice-líder, à 10.ª jornada, é uma diferença para segurar até à viragem do ano. Restam quatro jornadas e o objectivo de Villas-Boas é celebrar o reveillon com esta prenda.


Se dúvidas existiam, Villas-Boas tratou ontem de as dissipar. O "grito de revolta" usado para espicaçar antes do embate com o Benfica, está para durar e é para levar até ao fim da época.

O técnico até corria por um adversário em 2009/10, a Académica, mas, mesmo assim, partilha a indignação do grupo que viu fugir o título e que hoje está sob o seu comando. Os castigos da Comissão Disciplinar, a Hulk e a Sapunaru, fazem parte das "frustrações" que não se apagam e que, agora, no dizer do técnico, servirão de "alimento".

Embalado pela "revolta", traçou como meta segurar os 10 pontos relativamente aos vices-líderes Guimarães e Benfica, nas próximas quatro jornadas. É uma forma inteligente de manter acesa a chama e a ambição da equipa, sem cair no erro do facilitismo. É que, por mais de uma vez, Villas-Boas evocou o lado "caótico" do futebol. Ou o "lado negro", como ontem lhe chamou e que urge evitar.

Na antevisão do que falta jogar, no percurso de F. C. Porto, Guimarães e Benfica, os vitorianos têm a vantagem de não se desgastarem nas provas europeias. O F. C. Porto, na Liga Europa, até já tem o apuramento garantido, mas o Benfica, na Champions, tem que dar tudo por tudo, ante o Happoel e o Schalke, para seguir em frente. Portanto, um grande desafio e um dispêndio extra para as águias.

Pinto da Costa em Lisboa dia 26

Na Liga, o calendário da equipa de Jorge Jesus é o mais acessível. Só defronta clubes do meio da tabela para baixo (Naval, Beira-Mar, Olhanense e Rio Ave). O Guimarães, por seu lado, tem esta noite o dérbi do Minho e de seguida visita o Marítimo. Já o F. C. Porto recebe o Portimonense e o Setúbal e tem saídas delicadas. Termina o ano em Paços de Ferreira e antes disputa o clássico com o Sporting, este último o osso mais duro de roer. Uma ida a Alvalade, precedida, na véspera, pelo 40.ºaniversário da filial lisboeta, com a presença garantida de Pinto da Costa.

Para cumprir a missão, o F. C. Porto terá que manter a regularidade, materializada por 16 vitórias (mais dois empates) em 18 jogos, e evitar que o tal lado caótico se intrometa nas contas. Como afirma Villas-Boas, ter mais 10 pontos nesta fase "não é normal", mas o fenómeno explica-se pela eficácia da máquina portista e pelas "falhas recorrentes" dos outros candidatos. Dia 19 de Dezembro, no termo dos 90 minutos, na Mata Real, ver-se-á se a equipa correspondeu ao desafio. A fasquia continua alta.

in "jn.pt"

Belluschi “só” no miolo

Villas Boas confirmou que Fernando continua de fora. FC Porto nunca jogou sem pelo menos dois dos três pilares centrais em simultâneo. Avançará o trio que derrapou com o Besiktas.

Confirmado na sexta-feira por André Villas Boas a ausência (já esperada, note-se) de Fernando no jogo de amanhã com o Portimonense, o FC Porto apresentará mais uma versão do meio-campo, o sector mais fechado da equipa na frente prioritária, mas que pela soma dos problemas mais recentes, entre lesões e castigos, ficará descaracterizado como nunca se verificou na Zon Sagres.

O trio Belluschi/Fernando/João Moutinho entrou no dia-a-dia dos dragões, é a fórmula do sucesso, é a composição da melodia das vitórias, é o triunvirato nuclear na zona de criação, é a adição aperfeiçoada talento/trabalho, a superfície do controlo e da inspiração, é o que qualquer adepto quiser acrescentar à sólida associação deste trio no jogo ousado e eficaz do líder.

Belluschi/Fernando/Moutinho é, tão simplesmente, a escala habitual por antecipação, quando se joga a doer. Mas as coisas vão mudar consideravelmente: será a sexta versão do meio-campo em 18 jogos oficiais, com certeza, mas será, principalmente, a primeira vez que AVB jogará sem pelo menos dois dos três tenores do miolo na prova prioritária, a Liga Zon Sagres.

in "abpla.pt"