sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mangala chamado aos sub-21 franceses

PARA JOGOS COM LETÓNIA E CAZAQUISTÃO



Eliaquim Mangala, central portista, faz parte da lista de convocados da seleção francesa de sub-21, tendo em vista os encontros de qualificação para o Euro'2013 da categoria, diante da Letónia e Cazaquistão.

Nesta lista elaborada pelo selecionador Erick Mombaerts, destaque ainda para a chamada do central do Real Madrid, Raphael Varane.

As partidas com Letónia e Cazaquistão estão agendadas para os dias 23 de maio e 9 de junho, respetivamente.

Convocados:

Guarda-redes: Ali Ahamada (Toulouse), Pierrick Cros (Sochaux), Baptiste Reynet (Dijon);

Defesas: Sébastien Corchia (Sochaux), Faouzi Ghoulam (Saint-Etienne), Nicolas Isimat Mirin (Valenciennes), Eliaquim Mangala (Porto), Chris Mavinga (Rennes), Raphaël Varane (Real Madrid);

Médios: Benjamin André (Ajaccio), Yacine Brahimi (Rennes), Francis Coquelin (Arsenal), Clément Grenier (Lyon), Josuha Guilavogui (Saint-Etienne), Vincent Pajot (Rennes), Benjamin Stambouli (Montpellier);

Avançados: Frédéric Bulot (Caen), Rémi Cabella (Montpellier), Antoine Griezmann (Real Sociedad), Steven Joseph-Monrose (Courtrai), Gaël Kakuta (Dijon), Alexandre Lacazette (Lyon), Emmanuel Rivière (Toulouse).

in "record.pt"

João Santos "Quem defender melhor... ganha"


O FC Porto começa amanhã, pelas 15h15, a disputar a terceira final consecutiva da Liga Portuguesa de Basquetebol frente ao Benfica. Vestido de azul e branco, João Santos poderá estar a caminho do seu tetracampeonato, um caso único, pois depois de um bicampeonato ao serviço das águias, o extremo tentará repetir o feito pelos dragões.
O basquetebolista de 32 anos, tendo jogado nos dois principais clubes nacionais durante os últimos anos, considera-se um sortudo: "Tive a fortuna de poder estar tanto num balneário como no outro e ambos são balneários ganhadores. Aliás, espero este ano continuar num balneário vencedor...".
O extremo admite que já sonhou levantar o troféu desta época, mas acrescenta logo que tem os pés bem assentes na terra. "O objetivo é a revalidação, mas estou com a cabeça no primeiro jogo. Temos de meter mãos à obra e ganhar", diz.
Este ano, o Benfica já venceu no Dragão, quebrando um longo período de invencibilidade que já valera aos portistas o último título. Recordado dessa derrota na fase regular, o número 25 portista acredita que "o Benfica vem com a mesma ambição". "Para eles passa por ganhar, por pelo menos tentar vencer um", atira, sabendo que revalidará o título desde que vença sempre no Dragão.
João Santos acredita em "jogos equilibrados" e afirma que "quem defender melhor... ganha". E é por aí que conclui terem os campeões nacionais a chave para nova conquista: "A defesa é o nosso pilar, juntamente com a concentração. Além disso, sabemos ser coletivos ao máximo no ataque".
A paragem forçada do FC Porto, devido à desistência do CAB Madeira, leva João Santos a considerar que "nunca se poderá dizer que tivemos a mesma preparação, pois competir é diferente", mas não dá demasiada importância a isso: "Vamos tentar minimizar a questão da falta de ritmo aquilo que pudemos trabalhar durante mais tempo, nomeadamente questões táticas. Além disso esperamos que o trabalho a nível físico também dê os seus frutos".

É amigo de Carlos Andrade desde os 10 anos de idade


João Santos não gosta de falar na primeira pessoa. Começou a jogar basquetebol no Maria Pia, clube onde conheceu o amigo Carlos Andrade, logo aos 10 anos - o outro grande amigo é o já compadre Miguel Miranda. Tem 32 anos, já jogou nos Estados Unidos, na Grécia e em Espanha, representou Portugal nos Europeus de 2007 e 2011 e vive no Porto, com a esposa e os dois filhos, de 3 e 7 anos. "Faço aquilo que as pessoas normais gostam: brincar com os filhos, ir ao cinema, jantar fora. Ouço todo o tipo de música, não é bem a minha área", define-se João Santos, um lisboeta... tímido.

in "ojogo.pt"

Pinto da Costa alimentou tabu


Pinto da Costa voltou a contornar as questões relativas ao futuro de Vítor Pereira, não se descosendo perante os jornalistas quando inquirido sobre o assunto. "A estratégia é muito simples: falaremos dos assuntos na hora certa, quando acharmos apropriado e não quando convém aos senhores", frisou, adiando a confirmação da continuidade de Vítor Pereira, já avançada por O JOGO.
À margem da apresentação do novo contrato com a Unicer, Pinto da Costa distribuiu por vários responsáveis o mérito pela renovação do título de campeão nacional. "Foi de todos os que nos ajudaram a conquistar o campeonato, desde jogadores, técnicos, diversos colaboradores, adeptos, claques e dirigentes", enumerou, até rematar, usando de uma boa dose de ironia para terminar a sua resposta à questão, apontando as notícias que foram circulando ao longo da época como tendo sido "muito importantes" para motivar os jogadores do FC Porto.
Aproveitando a onda que a conversa tinha tomado, o líder dos azuis e brancos foi ainda confrontado com a entrevista do diretor de comunicação do Benfica, João Gabriel, concedida recentemente ao jornal A Bola, mas descartou resposta: "Para responder a esse senhor temos aqui o Rui Cerqueira, que é o nosso responsável pela comunicação, mas como ele hoje está noutras funções não vai responder. Eu não o conheço, portanto, não lhe vou responder".
Logo a seguir, Pinto da Costa minimizou os recentes ataques do Benfica, desvendando todos os passos do alegado plano do clube encarnado em poucas frases. "Foi uma estratégia arquitetada num almoço no Hotel Tivoli, em que mandaram o Jorge Jesus dizer umas coisas numa entrevista, seguindo-se o diretor de comunicação [João Gabriel]. Entretanto, o responsável pelo departamento de futebol [António Carraça] falou ao canal do clube. Espero que tenham almoçado bem, porque lá come-se muito bem", rematou.

Já dura há quase duas décadas


Pinto da Costa oficializou ontem, no Estádio do Dragão, a renovação do contrato com a Unicer por mais duas épocas desportivas, com mais uma de opção, e sublinhou a força da ligação com o patrocinador que dura há quase duas décadas. O presidente do FC Porto congratulou-se pela relação duradoura do vínculo entre as duas marcas e sublinhou o papel cada vez mais importante que foi ganhando no clube nos últimos anos, assumindo-se como um dos principais patrocinadores do clube, através das marcas Super Bock e Vitalis.

in "ojogo.pt"

Falcao está a ser pago e rende bónus

A conquista da Liga Europa pelo Atlético de Madrid engorda o encaixe do FC Porto com a venda de Falcao, uma vez que essa é uma das parcelas prevista nos sete milhões de euros que os colchoneros poderiam pagar aos dragões mediante objetivos. Ainda assim, o lucro com este triunfo é mínimo, não chegando sequer ao meio milhão de euros. Um pequeno bónus no bolo global de 40 milhões de euros e que, soube O JOGO, está a entrar nos cofres do Dragão conforme o acordado, independentemente dos problemas de liquidez do Atlético de Madrid. Metade do valor da transferência já foi pago e há nova tranche que deve ser regularizada no arranque da próxima temporada. Apesar das dificuldades financeiras dos colchoneros, a SAD portista reclamou garantias que têm assegurado a entrada dos valores acordados nas contas da sociedade.


in "ojogo.pt"

Atsu na mira do Everton

As boas exibições de Atsu não estão a passar despercebidas só em Portugal e a julgar pela Imprensa inglesa, o Everton estaria interessado em contratar o extremo emprestado pelo FC Porto ao Rio Ave. Considerado o melhor jogador do clube de Vila do Conde, o nigeriano poderá agora ser alvo de uma proposta, que terá de ser negociada com os azuis e brancos.


in "ojogo.pt"

Defour: "Quando não ganhamos é um desastre"


Defour chegou, viu e venceu o... campeonato, mas já pensa na próxima época: para além de querer jogar mais, também sonha juntar pelo menos uma taça ao título de campeão. "É assim no FC Porto", diz.


Qual é a sensação de conquistar o campeonato logo no primeiro ano em Portugal?

Não podia ser melhor. Sinto-me bem, muito feliz e muito orgulhoso por ter conseguido um título importante na minha carreira. Quando cheguei, sabia que o FC Porto era uma grande equipa, mas vim encontrar algo ainda maior. O FC Porto é uma máquina de vitórias, é um clube vencedor por natureza e onde só se pode pensar em ganhar todos os dias e cada vez mais.

Quando chegou, o que mais o surpreendeu no clube?

O nível de profissionalismo. Tudo é pensado ao pormenor. Sabia que estava a chegar a um grande clube, mas nunca pensei que fosse assim tão grande nos pormenores. Tudo está organizado como nas melhores equipas do mundo.

E o que espera do futuro?

Quero ganhar mais títulos, muitos títulos. Quero vencer tudo. Liga dos Campeões? Sim, claro. Tudo é possível. Se o FC Porto já a venceu no passado, e nem foi assim há tantos anos, por que motivo não a pode voltar a ganhar na próxima época? É preciso acreditar.

Qual é o seu principal objetivo a nível pessoal?

Quero jogar mais. Quando cheguei, percebi que precisava de algum tempo para me adaptar, porque estava a reforçar uma equipa que acabava de vencer a Liga Europa e que já estava montada. Percebi que teria que ser paciente e que precisava de tempo para me adaptar à equipa e a equipa a mim. No final, posso dizer que correu tudo bem. Foi um bom ano, especialmente no final da época, que foi quando consegui fazer os meus melhores jogos.

Qual foi o momento mais importante desta época?

O jogo com o Benfica, sem dúvida. E com o Braga também. Esses foram os momentos mais importantes. Antes de jogarmos com o Benfica, toda a gente dizia que eles eram a melhor equipa do campeonato e nós fomos lá ganhar. Depois, antes de defrontarmos o Braga, passou-se a dizer que eram eles a equipa que jogava melhor futebol em Portugal. Estávamos no primeiro lugar, mas mesmo assim ninguém falava do FC Porto. No entanto, também fomos lá vencer, num jogo em que fomos melhores em todos os aspetos.

Como é que os jogadores foram recebendo as críticas dirigidas a Vítor Pereira?

É muito difícil ser treinador depois de um ano em que o clube venceu tudo. O início da época até começou bem, mas depois de perdermos aquele jogo com a Académica para a Taça de Portugal as críticas intensificaram-se. Os adeptos acham que temos de vencer sempre, porque estão habituados a isso, e quando não ganhamos é um desastre. O treinador também teve que se adaptar a isso, mas fez um grande trabalho.

Como disse, os adeptos do FC Porto são exigentes e, por vezes, até fica a sensação de que ganhar o campeonato não é suficiente...

E não é. Aqui não chega. Na próxima época quero voltar a ganhar o campeonato, mas também quero vencer a Taça de Portugal, a Taça da Liga e até na Europa. Quero ganhar tudo. Estamos num grande clube e, apesar de os adeptos terem ficado muito contentes com a vitória no campeonato, sentimos que eles querem sempre mais. Aqui temos que vencer mais alguma coisa, seja uma Taça de Portugal, uma Liga Europa ou até uma Champions. Os adeptos do FC Porto querem ganhar, ganhar e ganhar ainda mais. E isso é bom.

Lucho para uma posição diferente


Defour voltou a assumir que gosta de ser "um seis ou um oito" no campo, "nunca um dez", isto para explicar que não sofreu assim tanto com a chegada de Lucho. "Naquela altura, não estava a atravessar um bom momento de forma. Tinha jogado mais adiantado em algumas ocasiões, não é essa a minha posição, mas fi-lo pela equipa. Apesar de Lucho ter chegado, continuei a ter oportunidades de jogar", referiu.++


Aparelho nos dentes tirou-lhe as dores


A época terminou e Defour aproveitou o momento para recordar um dos aspetos que o ajudaram a melhorar a condição física: o aparelho nos dentes que foi obrigado a colocar quando chegou ao FC Porto. "Tinha problemas no ombro e também já tinha partido o pé. Tive muitos problemas, porque o meu corpo já não estava igual. Tinha dores um pouco por todo o lado. Era muito difícil conseguir treinar sem dores. Depois, colocaram-me o aparelho aqui no FC Porto e tudo acabou agora. Pareceu uma coisa simples, mas foi muito eficaz. Nunca mais tive problemas", explicou o belga, na altura em que estava a dar mais um exemplo do profissionalismo que veio encontrar no clube.

in "ojogo.pt"


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Varela é para continuar no FC Porto

O avançado teve várias lesões ao longo da época, mas não deixou de ser utilizado por Vítor Pereira, daí que o representante do internacional português espere a sua continuidade na próxima temporada.


Paulo Barbosa, empresário de Silvestre Varela, refere que o avançado deve continuar no FC Porto, na próxima época. "O Varela tem contrato e vai continuar", diz o representante o jogador, em entrevista a Bola Branca.

Este foi o ano mais irregular do avançado, no Dragão. Realizou 20 jogos, mas as lesões, acabaram por limitá-lo. Paulo Barbosa ressalva que Varela "continua a ser considerado um jogador importante".

Neste sentido, e ainda que o jogador tenha mercado, o empresário reforça que a avaliação deve ser feita pelo "conjunto de épocas que o jogador realizou". Varela tem contrato até 2015 com o FC Porto e espera pela divulgação da lista de convocados para o Euro 2012 para perceber se tem lugar nas opções de Paulo Bento.


in "rr.pt"

Benfica-FC Porto é o prato forte da ronda


Na Luz, o Benfica vai querer vencer o campeão nacional que, por seu lado, chega a Lisboa com o título garantido e a festa feita.


Benfica-FC Porto é o prato forte da ronda
O Benfica recebe este sábado (15h05 – RTP 2) o FC Porto Vitalis, em jogo da nona e penúltima jornada da fase final – grupo A – do Andebol 1. 
Com o título nacional há muito atribuído à equipa do Porto, as atenções voltam-se agora para os jogos em que estão em causa os lugares ‘europeus’ e também as partidas em que se decide a descida de divisão.
No que ao grupo A diz respeito, as atenções voltam-se para as receções do SL Benfica ao tetracampeão nacional FC Porto Vitalis e do Águas Santas ao Madeira SAD, com madeirenses e benfiquistas a lutarem ombro a ombro pelo segundo lugar. 
Na Luz, o Benfica vai querer vencer o campeão nacional que, por seu lado, chega a Lisboa com o título garantido e a festa feita.  
Na Maia, o Madeira SAD tentará vencer para não deixar fugir o SL Benfica, enquanto o Águas Santas tentará pontuar, pensando no quinto lugar, prevenindo-se para a última jornada, onde viaja até Braga para defrontar o ABC.
ABC que nesta ronda tem tarefa muito complicada na deslocação ao Casal Vistoso, onde defronta o Sporting. O favoritismo recai para a equipa do Sul, mas não deixa de se perspetivar um bom jogo.
Quanto ao grupo B, e com os dois primeiros lugares entregues a Sp.Horta e Delta Belenenses, a luta pela fugo à despromoção está ao rubro. As derrotas caseiras do SC Fafe, frente ao Maia ISMAI, e da formação maiata perante o Sporting da Horta, lançaram a confusão na cauda da classificação. O Xico Andebol, com 33 pontos, é a formação em melhor situação, mas Maia ISMAI e AC Fafe (ambos com 29) e São Bernardo (26) vão travar luta interessante nas duas últimas ronda. Tudo poderá, no entanto, ficar mais clarificado nesta jornada
in "sapodesporto.pt"

Vítor Pereira: «Arrependo-me de quando não fui eu próprio»


Treinador faz uma retropetiva da temporada e lembra o jogo em Barcelos: quando aconselhou a entrega das faixas de campeão ao Benfica.


No fim de uma época longa e muito desgastante, Vítor Pereira está finalmente mais solto. Sorri mais e deixa o coração chegar-lhe à boca para falar com toda a sinceridade. Nesse sentido fez um reflexão interior e admitiu que nem tudo foi pefeito. «Ser treinador é um desafio permanente.» 

Embora não o tenha dito, pareceu que o treinador lamentava sobretudo as vezes em que entrou em discussões. Por exemplo com Jorge Jesus. «Há momentos da época em que a tensão é enorme e deixamos de ser nós próprios. É desses momentos que me arrependo, quando nunca fui eu próprio.» 

«Sinto-me bem comigo e quero ser sempre eu. Se calhar houve momentos em que não tive a educação e os princípios morais que sempre dirigiram a minha vida. Para aqueles que em algum momento se sentiram desrespeitados por mim, não foi a minha intenção», finalizou o treinador.

Pelo meio falou do final do jogo em Barcelos. O F.C. Porto perdeu com o Gil Vicente e Vítor Pereira atirou que podiam entregar as faixas de campeão ao Benfica. Naquilo que foi uma crítica à arbitragem do jogo. «Acho que foi o único jogo em que falei de arbitragem», lembra. 

Não foi: falou também de arbitragem, por exemplo, no fim da eliminação da Taça da Liga no Estádio da Luz. Mas enfim, voltando a Barcelos: «Nunca seria capaz de avaliar a pessoa, porque devemos sempre respeitar a pessoa, mas aquele jogo correu-lhe claramente mal», sublinhou.

«Nós também não estivemos ao nosso melhor nível e esses fatores determinaram a única derrota do F.C. Porto no campeonato. Essa declaração contra a arbitragem de Bruno Paixão traduziu o que sentia naquele momento e não me arrependo dela por isso», finalizou.

«Qualquer um é campeão no Porto? Vão ver a história»

Vítor Pereira lembra que sempre teve de lidar com a desconfiança e garantiu que vai continuar a ganhar.


Vítor Pereira respondeu à pergunta que remete para aquilo que muita gente diz: que ser campeão no F.C. Porto é um feito ao alcance de qualquer treinador. O que no fundo só serve para retirar o mérito do técnico campeão nacional, como há uns anos já servia para retirar mérito a Jesualdo Ferreira.

Perante ta pergunta, o treinador não perdeu a compostura e reagiu com uma evidência, claro. «Nós aqui podemos ser treinadores porque nos transmitem confiança para sermos treinadores. Pergunta-me se qualquer treinador é campeão neste clube? Basta ir à história e ver que não é assim», disse.

«A vida é feita de desafios, temos de mostrar sempre que temos competência e muita dedicação. Este clube tem uma estrutura muito forte. Mas a minha vida tem sido isto, tem sido sempre mostrar que ultrapasso desconfianças. Vou continuar a ganhar títulos e a ter conquistas na minha vida.»

Pelo caminho o treinador revelou os momentos mais complicados da temporada. «A eliminação da Liga do Campeões e a derrota em Coimbra que nos afastou da Taça e Portugal», atirou. «Mas essa derrota trouxe também o momento em que todos percebemos que tínhamos de arrepiar caminho.»

«A partir de Coimbra percebemos que devíamos focar-nos nos nossos objetivos. Às vezes nas derrotas, e essa derrota foi dolorosa, aprendemos certas lições e essa derrota foi o momento de viragem», atirou, concluindo que «foi um campeonato bem discutido, decidido jogo a jogo».

Vítor Pereira: «O mais difícil foi gerir as expectativas»

Treinador garante que qualquer treinador sentiria as dificuldades que ele sentiu: como motivar um grupo que ganhara tanto no ano anterior?


Vítor Pereira surgiu mais solto na conferência de imprensa: após o primeiro título de campeão nacional como treinador principal, sente-se que é um homem com o sentido de dever cumprido. Sorri muito mais, admite erros, responde às perguntas sem carregar no tom de desafio.

Por isso diz compreender as dúvidas que houve ao longo da temporada em torno do trabalho que estava a fazer. «Esta é uma profissão posta à prova diariamente, os nossos adeptos são muito exigentes, mas no momento de reconhecer o nosso trabalho, tambem sabem fazê-lo», referiu.

O mais difícil, acrescentou, foi gerir as expectativas de um grupo de jogadores que no ano anterior tinha ganho tudo. «Depois de tanta vitória, de tantas conquistas, é natural que os jogadores elevem as suas expectativas de vida. O ponto de viragem foi o tomar de consciência disso mesmo.» 

«Acredito que a grande dificuldade para mim ou para qualquer outro treinador que cá estivesse este ano, seria ultrapassar e gerir essas expectativas legítimas de quem ganhou tanto no ano anterior. Se sentia que os jogadores queriam dar o salto para um clube maior? Estamos num grande clube.»

«Sinto um orgulho enorme de toda a gente que aqui trabalha. As expectativas são coisas legítimas do ser humano. Mas não acredito, sinceramente, que se consigam ganhar campeonatos quando não há uma comunhão forte de objetivos entre equipa técnica, jogadores, estrutura e administração.»

Conquistado o título, Vítor Pereira lembrou que foi um troféu ganho com muito sacrifício, com muito trabalho, pelo que a festa que fez foi sobretudo interior. «Sou uma pessoa que está satisfeita, sem dúvida, mas a minha alegria é uma alegria interior. Não sou muito de extravasar sentimentos.»

«Fiquei feliz com aquilo que foi a nossa festa, estou muito satisfeito, mas na hora de ganhar um título, e um título como este foi ganho com muito sacrifício, é disso tudo que me lembro e que me vem à memória. É uma festa interior e a alegria de ver a satisfação da massa associativa.»

«Ficaria admirado se nos reconhecessem o mérito»

Vítor Pereira fez a antevisão ao último jogo da época e comentou a campanha do Benfica contra as arbitragens.


Vítor Pereira reagiu esta quinta-feira declarações de Jorge Jesus, do diretor de comunicação do Benfica João Gabriel e do guarda-redes Artur, que apontaram os árbitros como principal razão da perda do título. O treinador do F.C. Porto garantiu não ter ficado nada surpreendido com o tom.

«Podíamos ter começado pelas coisas boas...», atirou em jeito de brincadeira. «Ficava admirado se nos fosse reconhecido mérito por parte deles. Estávamos à espera exatamente disto. Neste clube está-se preocupado em melhorar já no próximo ano, em vez de discutir coisas que não existem.» 

Aqui não nos lamentarmos. Quem quiser compra esse discurso, compra, quem não quiser, não compra. Nós não compramos.Acreditamos no valor do trabalho e é assim que temos ganho.Neste clube acredita-se no espírito de conquista, de união e é assim que vamos conquistando títulos.»

Vítor Pereira falou a propósito da visita a Vila do Conde, em jogo da última jornada da Liga. A conversa, porém, foi dominada quase por completo pelo futuro no clube. Como tem acontecido nos últimos tempos, o futuro do treinador voltou a ser questiona. ««É assunto que não tem assunto.» 

«O presidente não diz mais porque não há nada para dizer. Para mim não faz sentido, para ele também não. A dúvida são vocês que alimentam. Vamos trabalhando», respondeu o técnico quando questionado pela não afirmação pública da continuidade. «Não estou preocupado com isso.»

O responsável também não quis desvendar quais os objetivos dos dragões para o próximo ano. «O clube trabalha, prepara as coisas com antecedência. As coisas estão a andar. E é isso que tenho para dizer. São coisas para ficar no clube. Este clube luta por todas as provas em que compete.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Atl. Madrid pode ter que vender Falcao para pagar ao FC Porto

Conquista da Liga Europa complica as contas dos madrilenos que ainda não pagaram a totalidade do passe de "El Tigre" aos portistas.


O Atlético de Madrid vê as suas contas com o FC Porto complicadas depois da conquista da Liga Europa. É que o triunfo na prova aumenta para 47 milhões de euros o preço a pagar à SAD da Invicta pelo passe de Radamel Falcao.


A transferência do avançado do Dragão para Madrid foi efetuada por 40 milhões de euros, mas ficou estipulado um aumento desse valor no caso de o avançado cumprir determinados objetivos desportivos. Assim, a vitória na Liga Europa significa para a SAD azul e branca um acréscimo de sete milhões de euros ao valor inicial do negócio. Ora se os madrilenos já estavam com dificuldades em pagar a totalidade da dívida, mais ficam as suas contas complicadas...

A Rádio espanhola Antena 2 aponta mesmo que o Atlético de Madrid poderá ver-se forçado a vender Falcao de modo a conseguir pagar o que deve ao FC Porto. Interessados em "El Tigre" não faltam! Manchester City, Chelsea, Juventus e Liverpool foram alguns dos emblemas colocados no caminho do internacional colombiano que tem contrato com os madrilenos até 2016 com uma cláusula de rescisão de 65 milhões de euros.

No meio destas contas entra o nome de Salvio que poderá ser utilizado como moeda de troca para amenizar a dívida do Atlético. O Diário de Notícias apontava esta semana que o ex-Benfica seria visto como uma boa opção na SAD portista para substituir Hulk, em caso de transferência do "Incrível". E os de Madrid poderão pensar em ceder o argentino como forma de amenizar as verbas em falta aos dragões. De resto já terão tentado incluir o ex-benfiquista no processo negocial por Falcao no verão passado.

Uma última esperança para os "colchoneros" seria a qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época, o que permitira encaixes financeiros mais generosos ao clube. Mas essa meta não está fácil. O clube tem que derrotar o Villarreal na última jornada da Liga espanhola, mas terá que ficar a torcer para que o Málaga não ganhe em casa frente ao já despromovido Sporting de Gijón.

in "relvado.pt"

Moutinho driblou o sol

ASSINALOU O DIA DO EUROMELANOMA NO IPO-PORTO


João Moutinho fez ontem uma visita às instalações da Clínica da Pele do IPO-Porto, no âmbito das comemorações do Dia do Euromelanoma. O médio azul e branco deu largas às suas preocupações sociais e passou parte da tarde juntamente com jovens, com problemas cancerígenos de pele, que estão a ser tratados naquela unidade de saúde da Invicta.

O internacional português teve a oportunidade de conhecer as condições em que os pacientes são tratados, distribuiu alguns autógrafos e assistiu ainda a uma pequena conferência sobre os cuidados a ter na prevenção deste tipo de doença. O próprio João Moutinho fez questão de deixar algumas palavras aos cerca de 20 jovens estudantes que também foram convidados para conhecer as instalações e assistir às explicações do corpo clínico. Entre eles esteve presente o seu companheiro de plantel, Kadú. O guardião angolano foi um dos jovens estudantes do ExternatoSanta Clara, do Porto, que marcou presença na plateia, juntamente com o guarda-redes dos Sub-17 dos dragões, João Costa.

in "record.pt"

Dossiês prioritários

HULK, ROLANDO E ALVARO PEREIRA


A próxima temporada já está a ser preparada pela estrutura azul e branca e há dossiês relativos ao futuro de alguns jogadores que se tornam prioritários. Entre eles, claro está, surge o de Hulk. Todavia, os casos de Rolando e Alvaro Pereira também são para resolver com a maior celeridade possível.

Como prova disso mesmo está o facto de os empresários dos referidos jogadores terem lançado âncora recentemente em Portugal. Teodoro Fonseca, Cardoso da Silva e Alejandro Savich viajaram do Brasil, de Cabo Verde e do Uruguai, respetivamente, para estarem mais perto dos jogadores que representam nesta reta final da temporada e para iniciarem a definição do futuro imediato de todos eles.

O caso do Incrível acaba por ser aquele que mais interesse suscita, até para o FC Porto, pois terá influência direta na estruturação do próximo plantel. Basta ter em conta as palavras proferidas por Pinto da Costa, no início da presente época. “Se saírem 10 jogadores, tenho substitutos para cada um deles. Só há um para quem não tenho substituto, que é para o Hulk. Como não há nenhum com as características dele, o jogo teria de ser diferente”, assumiu o presidente.

in "record.pt"

Varela até à última

ÚLTIMA OPORTUNIDADE PARA CONVENCER BENTO



Silvestre Varela vai, com toda a certeza, dedicar especial atenção à conferência de imprensa de Paulo Bento, marcada para segunda-feira, em Óbidos, na qual o selecionador nacional anunciará os jogadores que vão representar Portugal no Euro’2012. É que o extremo portista, que na época passada esteve sempre por dentro das opções nacionais, é um dos grandes pontos de interrogação nas escolhas e tem somente mais 90’ para convencer Paulo Bento.


Vila do Conde é, assim, a derradeira oportunidade para Varela mostrar o seu valor e o próprio técnico Vítor Pereira terá percebido a importância do momento para o seu pupilo, uma vez que lhe entregou um lugar no onze nos dois últimos jogos, diante de Sporting e Marítimo. Antes do jogo na Madeira, o extremo, de 27 anos, já não era titular pelos dragões desde o final de fevereiro, aquando da receção aoFeirense, numa ausência à qual não é alheio o facto de ter contraído uma rotura muscular na face posterior da coxa esquerda.

O mesmo deverá voltar a acontecer frente ao Rio Ave, até porque as últimas indicações de Paulo Bento não abonam a favor do azul e branco. Por últimas indicações entendam-se as mais recentes convocatórias do selecionador nacional da qual Varela esteve pura e simplesmente arredado. Ficou de fora do jogo particular com a Polónia, no final de fevereiro – no momento estava lesionado –; foi excluído do playoff de apuramento para o Europeu frente à Bósnia-Herzegovina; e falhou os dois últimos encontros da fase de apuramento, diante deIslândia e Dinamarca.

in "record-pt"

Benny McCarty: "Hulk, tem calma e pede que joguem para ti"


Improvável, mas possível. Com sete golos nas últimas quatro jornadas, Hulk deu um pulo na tabela dos marcadores e está a um hat trick de Cardozo e Lima, os avançados que pareciam condenados a uma luta a dois pelo título individual que ainda pertence ao Incrível (23 remates certeiros em 2010/11). Hulk tem, pelo menos, o mérito de ser levado em consideração à entrada para a última jornada, podendo ser o primeiro goleador a repetir a distinção desde Jardel.
Para a disputa com o paraguaio e o brasileiro, serve de exemplo e de inspiração o feito de Benni McCarthy em 2003/04, quando assinou três golos na última jornada para ultrapassar Adriano (então no Nacional) e juntar o troféu de melhor marcador ao bicampeonato (outra coincidência) do FC Porto de Mourinho.
O sul-africano, hoje no Orlando Pirates, falou a O JOGO sobre esse feito e deixou uma dica a Hulk. "Quem sou eu para te dar conselhos, mas tem calma e pede à equipa que jogue para ti. Se estiveres ansioso vais atrair os adversários, eles sentem e caem logo em cima de ti", atira Benni, que não vê a ambição pessoal como um troféu fútil: "É ótimo para uma equipa ser campeã, ter o melhor jogador e o melhor marcador. Não acreditam? Perguntem ao Mourinho..."
Podíamos fazê-lo, mas McCarthy tem uma memória prodigiosa e recua com detalhe até àquela tarde de maio de 2004. "O Adriano, do Nacional, jogou antes de nós e marcou um golo, passando a ter mais dois do que eu. O Mourinho entrou no balneário e disse: 'Atenção, hoje é preciso que o Benni marque três golos. Quero ter o melhor marcador, por isso hoje mais ninguém marca golos, nem que o guarda-redes não esteja na baliza. Hoje é para jogar para o Benni.'"
Dito e feito. Os dragões venceram por 3-1 e McCarthy chegou aos 20 golos, ultrapassando assim o avançado que, pouco tempo depois, viria a ser seu companheiro no FC Porto. "Contado assim parece que foi fácil, mas eu até de pontapé de bicicleta marquei. E estivemos a perder. Depois empatei a passe do Maniche, fiz o 2-1 após centro do Nuno Valente, na tal bicicleta, e fechei com uma cabeçada após passe do Pedro Emanuel", evoca, com o detalhe que há pouco elogiávamos e que fica bem vincado na precisão com que relata cada lance.
Não é certo que Vítor Pereira tenha a obsessão individual que Mourinho teve há oito anos, mas pelo menos a discussão está aberta e Hulk não se fará rogado caso lhe peçam que entre na disputa.

Hegemonia também chegou aos goleadores


Antes de Gomes (melhor marcador pela primeira vez em 1976/77), o FC Porto não tinha o goleador do campeonato há 16 anos. Ora, esse período de seca é tão longo como a atual hegemonia. Nos últimos 16 campeonatos, o máximo artilheiro vestiu de azul e branco por nove vezes, com Jardel (4) a ser o único repetente de um lote que compreende ainda os nomes de Domingos (1995/96), Pena (2000/01), McCarthy (2003/04), Lisandro López (2007/08) e Hulk (2010/11).
Esta é a expressão de uma supremacia que é extensível aos troféus coletivos, mas que confirma o FC Porto como um colecionador de troféus que potencia o valor das suas individualidades. Hulk não terá vida fácil para repetir o feito da época passada e a última disputa do título de melhor marcador decidida sobre a meta não sorriu aos dragões, com Cardozo (26 golos) a ganhar a Falcao (25) no sprint final de 2009/10.
Com os 64 golos da equipa esta temporada a serem repartidos por 19 jogadores, é natural que o destaque individual fique para segundo plano. Hulk só descolou nas últimas jornadas e foi esse impulso final que lhe permitiu reentrar na disputa.

in "ojogo.pt"

Diferença que garantiu o título foi cavada na Liga dos grandes


Costuma dizer-se que os campeonatos se ganham nos jogos contra os clubes ditos mais pequenos. A temporada 2005/06 foi sintomática. Co Adriaanse foi campeão com sete pontos de avanço sobre o Sporting com apenas seis pontos feitos nos jogos entre candidatos ao títulos. O FC Porto foi, aliás, o pior de todos. Mas a carreira da época que está a terminar prova que nem sempre é assim. Os dragões não foram melhores do que o Benfica nos ditos jogos pequenos e cavaram a diferença que valeu o título precisamente nos confrontos diretos. Não só contra os encarnados, mas também contra Sporting e Braga, candidatos menores que também não se conseguiram afirmar nos duelos entre os mais fortes.
Os seis pontos de avanço sobre o Benfica foram precisamente conseguidos neste minicampeonato. Nos outros jogos, ambas as equipas contam quatro empates e uma derrota. Foi a consistência nos momentos decisivos que fez a diferença.
Acusado muitas vezes de não ganhar jogos a sério, Vítor Pereira provou, especialmente na segunda volta, que até é aí que se destaca. As vitórias na Luz e em Braga e, na última jornada, contra o Sporting, garantiram uma época imaculada contra os rivais diretos. Com Villas-Boas foi ainda melhor (16 em 18 pontos possíveis). Mas é preciso recuar às épocas de José Mourinho para se encontrar um percurso igualmente imbatível contra as equipas de topo. E o treinador do Real Madrid só no primeiro ano fez melhor do que Vítor Pereira.
O grande obreiro deste feito é indiscutivelmente Hulk. Apagado nos empates com Benfica e Sporting, foi decisivo nas quatro vitórias somadas. Na Luz marcou o primeiro golo. Ao Braga marcou dois golos no Dragão e o solitário que garantiu o triunfo no Minho. E na receção ao Sporting também bisou. Foram seus seis dos 11 golos da equipa. E num dos que sobram ainda esteve na assistência.
Falta disputar o Sporting-Braga para que este minicampeonato seja encerrado, mas nenhum resultado terá efeitos práticos na classificação ponderada. Aliás, o melhor que Sporting e Braga poderão fazer é atingir metade dos 14 pontos somados pelos portistas.
Os dragões são também a única equipa que conseguiu ganhar a todos os adversários do campeonato. E mais: se a Liga fosse uma prova a eliminar, só o Gil Vicente conseguiria ir a prolongamento, uma vez que em Barcelos venceu por 3-1, resultado igual ao da vitória portista no Dragão. O Benfica seria eliminado pelo Guimarães. O Braga por Benfica e Leiria e o Sporting por Marítimo e Olhanense. E todos, claro, pelo FC Porto.

in "ojogo.pt"

Fernando: "Percebemos que o título não podia escapar"


Direto, conciso e sem medo das palavras, Fernando fez um balanço positivo de uma "época complicada", mesmo a nível pessoal. Numa entrevista a O JOGO, o médio também assumiu erros de um passado recente e admitiu ainda que Vítor Pereira não teve vida fácil no Dragão...
Foi a época mais complicada que teve no FC Porto?
Como vencemos o campeonato, todas essas dificuldades foram um pouco amenizadas. O ano mais difícil foi mesmo aquele em que perdemos o campeonato para o Benfica... Este ano, e apesar de a época ter sido complicada, a conquista do título acabou por nos trazer um maior conforto, até porque sabemos que a vitória na Liga sempre foi o nosso principal objetivo.
Fazendo a pergunta de outra forma: dos três campeonatos que já venceu no FC Porto, este foi o mais difícil?
Sim, sem dúvida que este título foi o mais complicado, porque nem sempre fomos regulares. Também vivemos um momento de transição de treinador e isso é sempre um pouco complicado. Para além disso, havia muitos jogadores que, no início, não estavam totalmente focados no clube, como foi o meu caso. Reconheço isso sem problemas. No entanto, conseguimos estabilizar a equipa para a segunda metade da época e acabámos por perceber que o título não nos podia escapar.
Depois da derrota em Barcelos, o FC Porto ficou a cinco pontos do Benfica. Nessa altura, ainda acreditava na vitória no campeonato?
Sabíamos que ia ser difícil, mas também sabíamos que se chegássemos perto eles iam tremer. Foi disso que fomos à procura a partir daquele momento. Ficámos à espera que eles errassem para nós aproveitarmos e eles erraram mesmo. Depois, acabámos por passar para a frente do campeonato e, a partir daí, não demos mais hipóteses.
O Benfica tem-se queixado das arbitragens nos últimos tempos, mas, para si, ficou provado no jogo da Luz que o FC Porto foi a melhor equipa do campeonato?
Claro que sim. Não só durante este ano, mas também nos últimos. Temos provado que somos a melhor equipa portuguesa, sem dúvida. Esta época, até pelo título conquistado, voltamos a demonstrar que somos a melhor equipa de Portugal. Agora, espero é que o clube continue nesta senda de vitórias por muitos mais anos.
Qual foi a importância que Lucho teve nesta conquista?
O Lucho foi muito importante. Não tenho dúvidas disso. Também não é segredo para ninguém que eu sou um fã do Lucho, não só do seu futebol, mas também da sua personalidade. Ele representou o FC Porto dentro do campo, com a qualidade e classe que todos lhe reconhecem, mas também foi fundamental no balneário, pelo pessoa que é e por tudo aquilo que representa. Ele transmite-nos sempre muita confiança antes dos jogos e foi uma contratação muito importante para todos, como acabou por ficar provado pela influência que ele teve na conquista deste campeonato.

"Não foi fácil gerir jogadores que tinham ganho tudo..."


Pediu publicamente para sair no final da última época. Como contornou essa situação?
Todos os jogadores trabalham para conseguir sempre mais para as suas carreiras, tal como acontece em todas as profissões. No final da última época, não estava a atravessar um bom período a nível pessoal e, naquele momento, disse que queria sair, algo que não devia ter feito. Aconteceu, não posso fazer nada. Depois disso, no início desta temporada, ainda passei por um momento confuso, um momento de desequilíbrio, mas consegui voltar a ganhar a mentalidade habitual. Ou seja, voltei a concentrar-me naquilo que realmente é importante e acredito que acabei por fazer uma excelente época. Não vou repetir declarações daquele género, porque tenho é de me concentrar no meu trabalho. Tenho mais dois anos de contrato e passei a dar ainda mais valor ao clube que me dá trabalho.
Sendo assim, os adeptos podem contar com o Fernando para a próxima época?
Claro que sim. Podem, claro. Enquanto tiver contrato com o clube podem contar sempre comigo, porque vou estar sempre a lutar pelo FC Porto e a dar o máximo todos os dias. Não vão ouvir mais pedidos para sair, nem este ano, nem nunca mais, seja no FC Porto ou noutro clube qualquer. Vou respeitar sempre a instituição que me dá trabalho. Foi um erro que não se repetirá. Não devia ter falado com a Imprensa sobre esse assunto; devia, antes, ter conversado calmamente com as pessoas do clube. Mas é mesmo assim: ainda sou novo e vou continuar a aprender com a vida.
Foi muito difícil gerir as vitórias do ano passado? E acredita que Vítor Pereira sofreu com isso?
Reconheço que foi muito complicado para ele. Não é fácil gerir jogadores que, no ano anterior, tinham ganho tudo o que havia para ganhar. Por vezes, os jogadores deixam a humildade um pouco de lado e cada um começa a olhar para o seu umbigo. Para o Vítor Pereira foi muito complicado, mas a verdade é que ele conseguiu dar a volta à situação da melhor forma; conseguiu manter o grupo unido e ainda conquistámos o campeonato. Considero que o principal mérito é dos jogadores, mas muito desse mérito também é do treinador, porque conseguiu voltar a focar os jogadores no essencial, que são as vitórias.


"Festejos na expulsão? Foi como um desabafo"


Que festejo foi aquele no momento da expulsão no jogo com o Sporting?
Foi um momento de euforia, de alegria, foi como libertar tudo o que passei durante esta época. Naqueles segundos, expressei tudo o que estava guardado, foi algo que aconteceu no momento. Agora que vejo as imagens, acho que vai ficar para a história (risos). Fiquei feliz por ter realizado uma excelente temporada e por ter ajudado o FC Porto a conquistar um título muito importante, embora espere que aquele festejo por um cartão vermelho não se volte a repetir. Quero é festejar mais títulos e muitos golos.
Mas, então, foi um momento em que se libertou da pressão de uma época que considerou complicada?
Foi exatamente isso. A época foi muito desgastante, com muitos altos e baixos, e tivemos um ano muito difícil. Acho que aquele momento foi como um desabafar de tudo o que estava guardado. Acredito que foi algo saudável, que me expressei de uma maneira divertida, sem maldade, e ainda acho que pus muitos adeptos a rir, o que é sempre bom.


Hulk, o incrível também é "fantástico"


A pergunta surgiu enrolada no meio de tantas outras, mas Fernando não hesitou nem um segundo quando foi convidado a escolher o melhor jogador do campeonato. "Foi o Hulk, claro", atirou de pronto, antes de passar a explicar de uma forma entusiasmada uma opção que até parece óbvia. "Ele foi o melhor, sem sombra de dúvidas. E foi o melhor pela forma como jogou, como decidiu os jogos, pela potência que tem... Ele é incrível. Tem um talento fantástico e voltou a ser o melhor jogador do campeonato com uma diferença muito grande para todos os outros", afirmou o médio, que também considerou o Hulk como o "jogador mais difícil de anular" de todos os que foi encontrando ao longo da carreira.

in "ojogo.pt"



quarta-feira, 9 de maio de 2012

FC Porto campeão entre os grandes


Os números não marcam golos, mas não deixam de nos pôr a pensar. Por cá, diz-se que o campeão «faz-se nos triunfos com as equipas mais pequenas». O zerozero.pt fez as contas e mostra-lhe que o FC Porto, o campeão, provou que a glória também se constrói (e de que maneira) nos duelos com os rivais.
Fazendo as contas, nota-se que o FC Porto fez 14 pontos nos confrontos com os outros candidatos ao título (os que se assumem e os que lutam até ao final).
Os portistas são, de resto, a equipa invencível nesta «Liguilha» dos rivais. O campeão venceu o Benfica na Luz e empatou no Dragão. Com o SC Braga fez o pleno, seis pontos, e com os leões amealhou quatro preciosos pontos.
Já o Benfica somou oito pontos, enquanto que o Sporting somou quatro pontos (pode somar no máximo sete, já que tem o último duelo com o SC Braga).
Por fim, os guerreiros do Minho somaram quatro pontos (podem somar sete, uma vez que estão em igual situação como o Sporting).
in "zerozero.pt"

Um FC Porto sem Pinto da Costa: histórias de quem o viveu


Hoje é fácil fundir a história de sucesso do FC Porto com a de um homem: Jorge Nuno Pinto da Costa. Há 30 anos no comando do clube, os títulos falam por si, em Portugal, na Europa e no mundo. Imaginar um dragão sem o mítico líder é quase um exercício doloroso, esquecido no tempo em que ganhar, no FC Porto, era um oásis, uma raridade que levava «um título a valer por dez.»
No ano em que Pinto da Costa completa a terceira década como presidente do mais representativo emblema da «Invicta» e do norte, o zerozero.pt foi à procura de alguém que conheceu, viveu e construiu o FC Porto numa era sem Pinto da Costa. Encontrámos Manuel Domingos da Silva da Costa e Almeida, ou apenas Costa Almeida. Jogou no FC Porto no início da década de 1970 e ao nosso portal começa por confirmar que a relação de poderes na altura pendia, claramente, para o sul.
«Toda a gente sabia que o Benfica era a equipa que tinha o poder. Essa era a altura em que se costumava dizer que quando o FC Porto atravessava a ponte já ia a perder», conta o antigo extremo, hoje com 59 anos, confirmando na primeira pessoa o mito que nascia no Porto por aquela altura. «Era muito difícil. O Benfica, além de ter grandes equipas e grandes jogadores, isso é inquestionável, também tinha tudo o resto a ajudar», acrescenta, para depois narrar um jogo no Estádio da Luz.
«Eu estive num jogo em Lisboa, frente ao Benfica, em que estávamos a ganhar 0x2 a nove minutos do fim e acabámos por perder 3x2, com os centrais, o guarda-redes do Benfica, todos a entrarem pela baliza dentro… valia tudo e perdemos o jogo. Havia sócios do FC Porto na rua a festejar e depois foram surpreendidos com a notícia da derrota», conta quem, ainda nos juvenis, esteve para vestir de… encarnado.
«Fui campeão de juvenis pelo FC Porto e os diretores do Benfica vieram a minha casa três vezes para ir jogar para os juniores do Benfica a ganhar muito mais dinheiro. Mas o meu pai como era portista, como eu sou, disse: ‘não, para o Benfica, nada.’ Hoje os jogadores não pensam nos clubes», refere, orgulhoso, da decisão tomada na altura.
De António Teixeira a Bella Gutman, um FC Porto pouco estável
Nas três épocas em que vestiu a camisola portista, Costa Almeida conheceu cinco treinadores: António Teixeira, Paulo Amaral, António Morais, Fernando Riera e Bella Gutman. Uma instabilidade impensável nos dias que correm no clube: «A estrutura do FC Porto não era tão forte como agora, mudava-se de treinador com facilidade. Não é como hoje, com o Pinto da Costa, em que toda a gente pode fazer barulho e o treinador não cai.»
E se Riera, no FC Porto, foi quem mais o marcou, a história mais engraçada passou-se com o húngaro Bella Gutman: «Eu era jovem, tinha 18 anos, e o Bella Gutman dizia-me a mim e a outros: «Menino, não bebe ‘frio’, é pericoloso’… E, um célebre dia, eu estava no Café Velasquez com o falecido Pavão e o Gualter e entra o Bella Gutman. Ele passou e nós tínhamos três finos em cima da mesa, mas não disse nada. No treino da tarde ele vem ter connosco e diz: ‘Não bebe frio, pericoloso’. E vira-se o Gualter para ele: Mister, ‘frio’ não, era geladinho’! Eu só me queria rir mas estava cheio de medo, afinal era um miúdo que tinha chegado dos juniores e na altura eu tratava os mais velhos por Senhor», conta com um sorriso no rosto uma recordação de outros tempos.
Um FC Porto sem cedências a clubes da 1ª Divisão
Costa Almeida tinha um hábito em fotos de conjunto: ficava sempre em baixo, na ponta.
Hoje, o FC Porto está representado em vários clubes da Liga principal. São frequentes as cedências de jogadores a emblemas da 1ª Divisão, situação que não acontecia na altura: «No FC Porto, nessa altura, se quiséssemos sair para outro clube só para a 2ª Divisão porque para clubes da 1ª não havia hipóteses. Aliás, eu cheguei a ter propostas do Vitória de Guimarães, do Leixões e do Beira-Mar e o FC Porto não me deixou ir, só para o Varzim, que estava na 2ª. Então fiquei mais um ano, com o Fernando Riera, e ainda joguei algumas vezes.»
Vítor Pereira não convence Costa Almeida
A terminar, um olhar para o presente, com Costa Almeida, o treinador – tem o nível 4 de técnico - a não confiar nas capacidades de Vítor Pereira: «A minha opinião é que ele não é treinador para o FC Porto. A equipa não joga o futebol que pode jogar porque ele não sabe. Agora, ser campeão no FC Porto é muito fácil, com um plantel daqueles e uma estrutura como o clube tem, com um presidente daqueles, é meio caminho para se ganhar», diz, rematando com aquilo que, afinal, distingue o FC Porto de hoje.
«Quem é que eu gostaria de ver a treinar o FC Porto? Não tenho opinião sobre isso, o presidente saberá certamente o que é melhor para o clube. O que ele decidir está bem decidido!»
in "zerozero.pt"



FC Porto e Bruno Alves: «Se houver interesse...», diz Washington Alves


Aos 30 anos, Bruno Alves sagrou-se «bicampeão» na Rússia, ao serviço do Zenit St. Petersburg, clube com o qual tem mais dois anos de contrato. No entanto, o internacional português não descarta um adeus ao clube russo e o futuro até pode passar por Portugal.
Com Rolando de saída do FC Porto, o nome do ex-dragão acaba por surgir como uma opção válida para a próxima época, situação que, sabe o zerozero, agradaria a Bruno Alves.
Contactado pelo nosso portal, Washington Alves, pai do defesa luso, recorda que, para já, há um contrato a ligar Bruno Alves ao Zenit mas admite que o futuro depende do interesse de outros clubes.
«Ele está concentrado no Zenit, clube com o qual tem mais dois anos de contrato, e enquanto isso for a realidade não há nada. Agora, a questão de ele voltar para Portugal ou para outro lugar qualquer é uma questão de haver interesse», disse ao zerozero.pt.
Sobre a hipótese FC Porto, Washington Alves não se alonga mas admite que se houver entendimento entre as partes, o Dragão pode voltar a ter Bruno Alves a liderar o eixo defensivo.
«Isso depende do FC Porto, do Zenit e do Bruno... Claro que as coisas têm de passar pelos clubes primeiro. Por isso, no momento o Bruno está a terminar o Campeonato lá (Rússia), vem de férias e vai preparar-se porque tem a seleção. E depois, pronto, logo se vê...», atirou.

in "zerozero.pt"