terça-feira, 26 de outubro de 2010

FC Porto 5 - Leiria 1 (videos)







Um Dragão que embala, atropela e... foge


Foi fácil, fácil. Para quê complicar se a vitória portista se resume assim, de uma forma tão simples? E simples continuam a ser também as contas do campeonato: a suposta pressão dos adversários directos não passou, afinal, de cócegas nos pés do FC Porto, que voltou a esticar a vantagem para sete pontos. Sem comichões, Hulk embalou para mais uma exibição de gala, serpenteando sem travões pelo meio de uma defesa leiriense desgovernada e desprotegida, muito por culpa de uma táctica algo suicida. Já lá vamos.

Antes disso, há mais uns adjectivos a distribuir por conta do recital de Hulk, goleador da equipa, do campeonato, e verdadeiro combustível de um FC Porto explosivo. Pelo menos, suficientemente explosivo para não se ficar por resultados magros, isto porque, além de Hulk, houve ainda um Falcao solidário e também sintonizado com a baliza. A parceria foi demolidora.

Abriu-se o primeiro parágrafo a dizer que a 14ª vitória de André Villas-Boas foi fácil. Falta explicar porquê. Com Fucile, Varela e Rúben Micael devolvidos ao onze, os portistas mantiveram a identidade e o código genético do costume, assumindo um papel dominador que, por si, já seria motivo de sobra para complicar a noite ao Leiria. Mas, como estava prometido, é preciso acrescentar à explicação das tais facilidades o facto de a aposta de Pedro Caixinha ter saído ao lado. A revolução que fez - prescindindo, entre outros, de Carlão - tinha como objectivo aproximar as linhas e, com isso, reduzir espaços, numa espécie de táctica do acordeão, com a qual, supostamente, teria ainda a capacidade de desdobrar-se em raides de ataque. No papel não estaria mal, mas a aplicação no relvado falhou com estrondo: Caixinha projectou um jogo de sombras, quase de marcação homem a homem, que só podia dar no que deu. Asneira da grossa.

Se há coisa que não falta neste FC Porto é quem desequilibre. Contra um adversário que se desmontava ao mínimo movimento de combinação de criatividade, não foi difícil ao dragão rasgar avenidas e acelerar rumo à baliza de Gottardi, resolvendo o assunto em cinco minutos. Literalmente: dos 14 aos 19. Hulk, servido por Rúben Micael, abriu o livro com um chapéu e escreveu o capítulo seguinte, após assistência perfeita de Falcao. Dois golos que destaparam em definitivo as fragilidades de um Leiria incapaz de emperrar como queria a circulação de bola. Pior: incapaz também de contrariar o encolhimento em campo que fazia de Helton um espectador distante. O FC Porto, que até tinha um desgaste europeu para gerir, pôde cansar-se menos porque o adversário o convidava a jogar num espaço reduzido. O Leiria tinha ainda desatenções fatais, como aquela que Moutinho aproveitou, na marcação de um livre rápido, para colocar Varela a rolar numa passadeira rumo ao terceiro golo.

Caixinha corrigiu ao intervalo. Melhor: corrigiu-se. Apostou no trinco clássico que tinha deixado no banco e trocou um dos centrais, por necessidade. O quarto golo do FC Porto, obra de Falcao, parecia desmentir a ideia de maior consistência leiriense, mas, daí para a frente, porque os portistas perderam algum fôlego com as substituições, percebeu-se que o desenho do Leiria era bem mais equilibrado - Leandro Lima no apoio a Zhang e N'Gall e um meio-campo, enfim, com alguma solidez. O golo de Carlão, de penálti, não mudou grande coisa, mas talvez tenha servido de lição a Caixinha. Ter estratégia é bom; sobrepô-la à identidade habitual da equipa é capaz de ser um risco pouco compensador.

Ao golo de honra do Leiria, o FC Porto respondeu de mão-cheia. Hulk serviu Falcao, noutro capítulo de um entendimento perfeito, e o colombiano não perdoou. Villas-Boas projectou, então, um ensaio novo. Aproveitando a substituição de Hulk para uma ovação justa, juntou Walter e Falcao na frente, colocando James Rodríguez (estreia no campeonato) nas costas de ambos, como vértice mais atacante de um meio-campo em losango: Fernando a trinco; Souza à direita; Rúben à esquerda. Não fosse o egoísmo de Fucile, o FC Porto teria chegado à meia dúzia. Um detalhe, apenas, porque dos cinco aos sete foi um instantinho: cinco golos ao Leiria, sete pontos de vantagem no campeonato.

FC Porto, 5
União Leiria, 1

Estádio do Dragão

Relvado Excelente

Espectadores 29.112

Árbitro Vasco Santos

Golos

1-0 Hulk 14'
2-0 Hulk 19'
3-0 Varela 37'
4-0 Falcao 51'
4-1 Carlão 73' g.p.
5-1 Falcao 75'

FC Porto

Helton, Fucile, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, João Moutinho (Souza 58’), Ruben Micael, Varela (Rodríguez 69’), Hulk (Walter 79’) e Falcao.

Treinador André Villas-Boas

Leiria

Gottardi, Panandetiguiri, Bruno Miguel(Tall 46’), Zé António, Patrick, Brígido (Soares 46’) Paulo, Lima, Pateiro, N’Gal e Zhang (Carlão 63’).

Treinador Pedro Caixinha
 
in "ojogo.pt"

Declarações


André Villas-Boas: "Não acusámos a pressão-extra"

Mais uma vitória e logo no dia em que completou um ano após a estreia como treinador na I Liga, um facto que para André Villas-Boas "pouco interessa", nesta altura, mas que não deixa de ser significativo numa campanha imaculada ao comando do FC Porto. "É importante mantermo-nos em alerta. As dificuldades são sempre acrescidas. Os jogadores não acusaram pressão-extra pelos resultados dos adversários directos e mantiveram o nível de exibição", comentou o técnico do FC Porto, satisfeito por manter uma distância de segurança em relação ao Benfica. "Queremos continuar com esta senda de vitórias para mantermos esta diferença pontual em relação ao Benfica. Quis e quero manter em Coimbra a distância e aumentá-la quando recebermos o Benfica para repor a vantagem que tínhamos antes do jogo com o Guimarães", acrescentou.

Com a vitória sobre o Leiria o "percurso continua limpo", revelando o mais substancial dos dragões, pois, explica, "jogar com esta qualidade sob pressão dos adversários, só os jogadores de topo são capazes". "A confiança é bem-vinda; a equipa está confiante e forte", disse ainda André Villas-Boas, minimizando o facto de o FC Porto estar a viver o melhor início de época dos últimos anos, realçando antes "a vantagem confortável" na tabela classificativa. "É importante não a perder. Perder essa vantagem, além dos pontos, significa perdermos uma chama que, julgo, que os outros não têm", destacou, sem notar grandes diferenças na sua vida, desde a estreia, há um ano, à frente da Académica. "Mudou pouco. Talvez esteja um pouco mais experiente. É o clube e os jogadores que me dão prestígio e não o contrário", respondeu humildemente André Villas-Boas, justificando a aposta em Rúben Micael. "Porque tem treinado bem, achámos que era o momento justo para ele entrar. Trata-se de um jogador importante no último terço do terreno e nas assistências", explicou o técnico, lançando já o olhar para a deslocação a Coimbra, onde encontrará um grupo que, diz, "treina como poucos". "Só vi igual, em termos de coesão e responsabilidade, o FC Porto de 2002/03".

João Moutinho : "Queremos que nos apoiem em Coimbra"

Quinze jogos, catorze vitórias: o balanço não podia ser mais positivo. Mas pelo que se viu contra o Leiria, o saldo ameaça ser bem melhor no final. "Queremos continuar assim. A par disso estamos a fazer jogos de qualidade", começou por adiantar o médio que, confrontado com a tal qualidade exibicional da equipa foi mais longe: "Foi uma grande exibição. Criámos várias oportunidades, marcámos três na primeira parte, mas podiam ter sido mais. Saímos daqui com uma boa vitória e moralizados para o próximo jogo." Ora o próximo jogo é em Coimbra, frente à Académica, uma equipa que André Villas-Boas conhece bem. "Vai ser um jogo difícil com a Académica, mas vimos de uma série de vitórias e queremos dar continuidade. Quero aproveitar para agradecer aos adeptos que aqui estiveram, que nos deram um grande apoio. Esperamos agora que nos apoiem em Coimbra."

Com um balanço tão positivo, fica a ideia de que a concorrência não estará à altura deste FC Porto, mas Moutinho optou pelo caminho mais simples: "Fazemos o nosso trabalho, sabemos que há outras equipas que nos querem derrotar e só queremos dar continuidade. Ganhar tantas vezes é muito bom para todos e é sinal que estamos bem, estamos unidos, todos a correr para o mesmo objectivo." Pessoalmente, as coisas não podiam ser melhores. "Saí para o FC Porto para melhorar, acho que estou a conseguir e posso dar mais", frisou. Agora só falta marcar: "Está difícil, mas desde que ganhe já é bom. É claro que procuro, tenho tentado e vai aparecer."

Hulk: "Estou bem porque a equipa está forte"

Hulk voltou a estar num plano verdadeiramente incrível mas na hora dos elogios reconhece que a força está em toda a equipa. "Todos os jogos são motivantes e importantes. Contribuí para a vitória e fico feliz. Estou a fazer boas exibições porque o colectivo está muito bem e quando assim é as individualidades destacam-se", comentou. De resto, Hulk dá a entender que o actual explosivo momento de forma poderia ter surgido na passada temporada, se não fosse o castigo que teve. "Tive aquele problema disciplinar quando estava no meu melhor nível. Este ano estou a ter ritmo e continuidade", comparou o avançado.

Varela: "Resultado justíssimo"

Autor do terceiro golo do FC Porto, Varela deixou elogios para o comportamento da equipa. "Foi mais uma boa exibição colectiva. A equipa esteve bem e confiante, daí que o resultado tenha sido justíssimo. E foi bom ter marcado", disse. Em relação à concorrência, Varela prefere fintar o tema, olhando para dentro. "Só temos que olhar para nós e para os nossos jogos. Agora vamos tentar ganhar em Coimbra."

in "ojogo.pt"

FC Porto: Um-a-um

A ESTRELA

Hulk 8

Marcou, assistiu e encantou

Depois dos dois golos em Istambul, o brasileiro repetiu a dose, elevando para oito o número de vezes que fez o gosto ao pé no campeonato e para 13 contando com todas as provas. Incrível e sem sinais de enfartamento. O avançado esteve imparável e formou, com Falcao, uma sociedade perfeita e demolidora. O primeiro golo merece uma vénia especial: lançado por Rúben Micael, esperou pela saída do guarda-redes e fez-lhe um chapéu primoroso. Foi o início de um baile com vários números artísticos. Iniciou a jogada do segundo golo ao desmarcar Falcao e ainda foi a tempo de receber o passe do companheiro para bater Gottardi pela segunda vez. Motivado, Hulk foi encantando a plateia com malabarismos que incluíram um cruzamento de letra e uma assistência para Falcao fechar o resultado. Saiu ovacionado, claro.

Helton 5

Contra a ex-equipa, passou uma das noites mais tranquilas no Dragão. Defesas? Duas. Golos sofridos? Um, de penálti.

Fucile 5

Não foi submetido a grande trabalho e deu conta do recado sem dificuldade. Aos 85', surgiu isolado frente a Gottardi e… rematou contra o guarda-redes.

Rolando 6

Anulou as investidas leirienses com sobriedade e formou, com Maicon, uma dupla segura.

Maicon 6

Foi aliviando o pouco perigo que o adversário criou e ainda experimentou os passes longos.

Álvaro Pereira 7

Assistiu Falcao para o quarto golo com um cruzamento perfeito e esteve sempre em foco nas acções ofensivas. Tanto assim que quase conseguiu marcar perto do fim.

Fernando 6

Fez o primeiro remate do jogo, que deu canto, e também várias recuperações. Foi ao ataque e participou bem na construção de jogo. Esteve na origem do golo de honra do Leiria ao carregar Pateiro (fora ou dentro da área, ficou a dúvida).

João Moutinho 7

Mais um jogo intenso. Continua à procura do primeiro golo e até esteve perto de o conseguir aos 22', quando fez uma habilidade na recepção e rematou ligeiramente por cima. A maior ovação foi quando ganhou uma falta junto à bandeira de canto e, inteligente a decidir, assistiu rapidamente Varela para o terceiro golo.

Rúben Micael 7

Formou, com Moutinho, uma dupla criativa e não regateou esforços quando a equipa não tinha a bola. Importante a desbloquear o nulo com uma assistência letal para Hulk.

Varela 7

Marcou o quarto golo no campeonato depois de um bailado que adormeceu o defesa que o marcava. Foi o ponto alto de uma exibição em que criou desequilíbrios na defesa leiriense.

Falcao 8

Marcou mais dois golos, um com uma cabeçada fulgurante e outro com um disparo à entrada da área, e ainda fez uma assistência para Hulk. Números que justificam uma exibição de categoria. E até podia ser melhor, não fosse a excessiva pontaria (remate ao poste aos 9') e um chapéu que falhou o alvo por pouco.

Souza 5

Refrescou o meio-campo com músculo, e a equipa continuou a triturar o adversário.

James 5

Estreia no campeonato com um livre para a bancada e pouco mais.

Walter 5

Para ganhar ritmo.

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Penálti bem assinalado e um por marcar

Embora Paulo Paraty defenda que, em caso de dúvida, deve ser dada razão ao árbitro, Jorge Coroado e Pedro Henriques concordam que Vasco Santos esteve mal ao não assinalar grande penalidade favorável ao FC Porto, quando aos 20', Bruno Miguel empurrou Varela em plena área do Leiria. No outro lance polémico, os três especialistas consideram ter havido razões para assinalar grande penalidade a favor do Leiria.

Momento mais complicado

72'

É bem assinalada a grande penalidade a favor do Leiria por falta de Fernando sobre Pateiro?

Jorge Coroado

+

A grande penalidade é bem assinalada. O empurrão começou fora, mas teve conclusão no interior da área. Castigo máximo impunha-se. O árbitro revelou foi dualidade de critérios, comparando com a análise feita no lance ocorrido aos 20'.

Pedro Henriques

+

Fernando empurra Pateiro pelas costas, apenas a dúvida se a infracção é cometida dentro ou fora da área. Mas como o futebol é dinâmico e em movimento, benefício total para a decisão do árbitro.

Paulo Paraty

+

A televisão auxilia-nos a ver que Fernando apenas utiliza o braço para empurar Pateiro. Poderá haver a dúvida se a falta é dentro ou fora da área de grande penalidade, mas começando fora acaba dentro. Correcta a decisão.

in "ojogo.pt"

Venda de parte do passe de James Rodriguez por concretizar

Comunicado enviado pela sad dos dragões à cmvm
 
 
A SAD do FC Porto anunciou que o negócio de venda de parte dos direitos desportivos sobre o futebolista colombiano James Rodriguez ficou por concretizar, segundo comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"(...) Em virtude de não ter sido alcançado um acordo definitivo sobre o clausulado do respetivo contrato de investimento, não foi ainda formalizado o contrato com a Gol Football Luxembourg para a alienação, em regime de associação económica, de 35 por cento dos direitos económicos do jogador James Rodriguez", lê-se no documento.

Assim, ficou, para já, sem efeito o negócio de 2,55 milhões de euros com o fundo de investimento Gol Football Luxemburg, relativo ao jogador sul-americano, contratado esta temporada pelo FC Porto.

Na mesma altura, a SAD "azul e branca" anunciou a venda de 37.5 por cento do passe do internacional português João Moutinho à Mamers B.V., por 4,125 milhões de euros, e de 25 dos direitos desportivos sobre o brasileiro Walter Pearl à Design Holding Ltd, por 2.125 milhões de euros.

in "record.pt"

Hulk recebe prémio de jogador do mês

Distinção referente a agosto e setembro
 

Hulk foi o jogador eleito pelos treinadores e pelos adeptos como o melhor jogador nas jornadas decorridas em agosto e setembro. O prémio será entregue esta segunda-feira, antes do jogo com a U. Leiria agendado para as 20 e 15.

Este é o primeiro troféu Jogador do Mês da Liga Zon Sagres desta temporada. Segundo os regulamentos do prémio, o troféu é entregue ao vencedor no primeiro jogo em casa, após a eleição.

in "record.pt"

F.C. Porto e Académica têm os cinco melhores marcadores da Liga

O F.C. Porto, com dezanove golos, e a Académica, com quinze, têm os melhores ataques da Liga e, os dois juntos, ocupam os cinco primeiros lugares da lista dos melhores marcadores da competição.

Com Hulk à cabeça, destacado com oito golos, seguem-se Sougou, Varela, Miguel Fidalgo e Falcao, todos com quatro golos. Dados que apontam para um aliciante duelo de artilheiros marcado para o próximo sábado para o Estádio Cidade de Coimbra.

Será o grande jogo da 9ª jornada com o líder a receber o terceiro classificado na semana que antecede o clássico com o Benfica que está marcado para o Dragão depois de mais uma ronda europeia.

Nome Clube Golos
 
  • Hulk F.C. Porto 8

  • Sougou Académica 4

  • Varela F.C. Porto 4

  • Miguel Fidalgo Académica 4

  • Falcao F.C. Porto 4

  • Óscar Cardozo Benfica 3

  • Marcelo Toscano V. Guimarães 3

  • Lima Sp. Braga 3

  • Edgar V. Guimarães 3

  • Carlão U. Leiria 3

  • Luis Aguiar Sp. Braga 2

  • Maurício Olhanense 2

  • Nélson Oliveira P. Ferreira 2

  • Claudemir Nacional 2

  • Mario Rondon P. Ferreira 2

  • Carlos Martins Benfica 2

  • João Pedro Naval 2

  • Wanderson Baiano P. Ferreira 2

  • Laionel Académica 2

  • Markus Berger Académica 2



  • in "maisfutebol.iol.pt"

    FC Porto. Mais uma mão-cheia de razões para dizer que não há concorrência

    Hulk bisa e tem mais golos (oito) que metade das equipas da liga, Villas-Boas soma recordes. Dragões vão passeando classe (15 jogos, 14 vitórias). Vitória por 5-1 sobre a U. Leiria


    O FC Porto nunca teve uma relação muito saudável com a comunicação social mas a versão 2010-11 é um descanso para qualquer jornalista - ao intervalo, já todos têm a noção de quem vai ganhar o jogo, fica apenas a faltar o resultado final. Mesmo nos marcadores nunca há desvios: Hulk marca um ou bisa; Varela e Falcao gostam de deixar marca. Assim continua o passeio dos dragões no campeonato, desta vez com um opositor (?) que demorou 70 minutos a fazer um remate à baliza. O pesadelo da U. Leiria acabou nos 5-1 mas o filme podia, e devia, ter sido bem pior.

    ANTES Ainda antes do início do encontro, Hulk recebeu o prémio de jogador mais valioso da liga em Agosto/Setembro. Começou o jogo e bastaram 20 minutos para o avançado mostrar que os troféus individuais não ficarão por aqui: primeiro com um chapéu fantástico após passe de Rúben Micael, única novidade no onze; a seguir com um tiro fortíssimo depois de assistência de Falcao (que já tinha disparado um míssil à trave). É só fazer as contas: o brasileiro tem mais golos nesta liga que mais de metade dos restantes conjuntos (Sporting incluído) e corre a passos largos para conquistar o título de melhor marcador. Ah, mas há mais: ao todo, Hulk já tem 13 tentos noutras tantas partidas.

    DURANTE Os leirienses eram um pinhal de atletas perdidos em campo. E antes do intervalo Varela aproveitou a atrapalhação de Bruno Miguel para aumentar; logo no reatamento, foi Falcao a sobrevoar os centrais e a fazer o 4-0. Fim de jogo com 40 (!) minutos por realizar e, já agora, mais dois golitos à mistura.

    DEPOIS Villas-Boas já superou o arranque de Oliveira (14 triunfos e um empate), mantém-se o sucesso caseiro na liga (40 jogos sem perder) e contra os leirienses (17 jogos, 16 vitórias). Quem consegue travar este FC Porto?

    in "ionline.pt"

    segunda-feira, 25 de outubro de 2010

    Fernando Gomes: «Se formos competentes chegaremos à vitória»

    Dirigente Portista otimista para jogo com moreirense
     

    Fernando Gomes, diretor de relações externas do FC Porto, mostrou-se bastante otimista após o resultado do sorteio da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, realizado esta 2.ª feira. Os dragões deslocam-se ao reduto do Moreirense, atual 3.º classificado da Liga Oragina.

    "Se formos competentes, com maior ou dificuldade chegaremos à vitória", começou por dizer, concluindo com um apelo aos adeptos:

    "Esperamos que os adeptos venham em força e em massa, não só para nos apoiar mas também para fazer deste jogo a festa que é a Taça."



    Do fundo para líder em 365 dias

    No dia 25 de Outubro de 2009, André Villas-Boas saiu do túnel de acesso aos balneários do Estádio do Dragão e virou à esquerda, para se sentar no banco de suplentes da Académica. Hoje, dia 25 de Outubro de 2010, o treinador vai percorrer o mesmo caminho, mas vira à direita, para se sentar no banco de suplentes de uma equipa líder e dominadora. Uma mudança radical de direcção em apenas um ano de carreira no campeonato.

    Outra curiosidade engraçada a realçar: há um ano, Villas-Boas estreava-se na Académica em jogos do campeonato na oitava jornada, não evitando a derrota por 3-2, depois de o adversário ter disputado uma jornada europeia com sucesso. Hoje, o FC Porto disputa precisamente a oitava jornada, também depois de uma vitória europeia. Esse é um ponto comum, mas há outros que não podiam ser mais afastados. Há um ano, Villas-Boas, então com 32 anos, orientava o último classificado do campeonato, com uns míseros três pontos resultantes de três empates (alcançados por Rogério Gonçalves, que não resistiu aos maus resultados) e hoje, aos 33 anos, dirige uma equipa que ganhou seis jogos e empatou apenas um. Ou seja, passou de um extremo ao outro em 365 dias, ganhando uma gravata pelo meio, apesar da ausência de "dress code" no Dragão. Se na Académica gostava de aparecer de fato e sem gravata, nos primeiros jogos no FC Porto ainda manteve o "look" (como na conquista da Supertaça), mas por pouco tempo. Um pormenor, apenas.

    O que ressalta mesmo à vista é o curso intensivo tirado num ano apenas. E com nota elevadíssima, para já. Tanto assim que, mesmo sem grande experiência, o Sporting tentou contratá-lo por duas vezes. Villas-Boas foi negando contactos até onde pôde e, à segunda, falou mesmo em palhaçada. Depois, não se sabe exactamente quando, chegou o convite do clube do coração, embora ele também o tenha negado nas primeiras vezes em que surgiram os sinais de fumo dessa rota.

    Certo é que Villas-Boas nunca foi um personagem indiferente no futebol português e, se na Académica já tinha um discurso cativante, no FC Porto a única coisa que mudou foi a dimensão das suas palavras. Na Académica, conseguiu tirar a equipa do último lugar e acabar o campeonato no 11º posto, fruto de oito vitórias, seis empates e nove derrotas, no FC Porto os números são mais sorridentes: seis vitórias, um empate, 14 golos marcados e três sofridos.

    Contas feitas, foi um "ano explosivo", como André Villas-Boas confessou anteontem. Entre 25 de Outubro de 2009 e o de 2010, as diferenças são óbvias.

    25 de Outubro de 2009 [FC Porto-Académica]

    Com escassos dias de trabalho, a Académica de Villas-Boas espantou o Dragão pelo rigor táctico e desmultiplicação das unidades, que encravaram a equipa portista e levaram os adeptos a esperar o pior. A estreia do treinador de 32 anos no campeonato terminou com uma derrota por 3-2 e também com elogios ao seu trabalho. Sobre a vitória do FC Porto, recorde lá isto: Mariano marcou o primeiro golo, aos 65', num cabeceamento de fora da área e Farías obteve o segundo (68'). A Académica reduziu por Miguel Pedro (76'), Farías voltou a marcar (82') e Sougou fez o último (90+2').

    Um, dois, três convites

    Sporting, parte I

    No dia 6 de Novembro de 2009 Paulo Bento saiu do Sporting e Bettencourt começou a procurar treinadores. Apesar de ter pouco mais de duas semanas na Académica, as duas primeiras como técnico principal, Villas-Boas foi o escolhido. A Académica negociou com o Sporting, mas não prescindiu de uma indemnização elevada. No dia 13 de Novembro o clube de Coimbra comunicou que, afinal, não havia acordo.

    Sporting, parte II

    Nos últimos dias de Março e nos primeiros de Abril de 2010 houve uma abundante onda de notícias a garantirem que Villas-Boas seria o treinador do Sporting na época de 2010/11, sucedendo a Carvalhal. O treinador da Académica nega e descreve essas garantias como "palhaçada". Face às notícias, o Sporting nega o interesse no dia 5 de Abril, num comunicado à CMVM. Especulou-se que o FC Porto podia estar de olho.

    Enfim, FC Porto

    Em Maio acentuam-se duas notícias relacionadas com o FC Porto. A da saída de Jesualdo Ferreira e a da provável entrada de André Villas-Boas no Dragão. O treinador, em declarações à Agência Lusa, nega a notícia, dada cada vez com mais insistência por vários órgãos de Comunicação Social. No início de Junho ninguém ficou espantado quando André Villas-Boas foi apresentado no FC Porto...

    O título que embalou a equipa para um arranque fulgurante

    O jogo da Supertaça foi, muito provavelmente, o mais importante desta temporada para o FC Porto. Pelo menos até agora. Em primeiro lugar, a vitória sobre o rival da Luz serviu para apagar as incertezas de uma pré-época feita de resultados pouco inspiradores; e depois, porque também serviu para atenuar as dúvidas naturais - tendo em conta as circunstâncias - sobre André Villas-Boas. Certo é que depois do jogo de Aveiro, o FC Porto embalou para um arranque de época verdadeiramente demolidor.

    14
    Nos 30 jogos realizados no campeonato, André Villas-Boas garantiu 14 vitórias, sete empates e nove derrotas. No FC Porto ainda não perdeu.

    46
    Entre FC Porto e Académica, o treinador garantiu 46 golos marcados, sendo que 14 surgiram já esta temporada, numa média de dois golos por jogo desde que chegou ao Dragão.

    34
    Os 34 golos sofridos garantem ao treinador um goal-average favorável. O FC Porto desta época sofreu apenas três no campeonato.

    in "ojogo.pt"

    Polvo com mais tentáculos

    já fez tantos remates como em toda a época anterior
     

    Parte do segredo do novo FC Porto reside em Fernando. O surpreendente é que um jogador tão unânime como o brasileiro consiga reinventar-se e chegar a patamares de rendimento mais elevados.

    Com Jesualdo Ferreira, Fernando fez de Paulo Assunção. É bom notar que esta não era uma tarefa menor, mas eis que Villas-Boas consegue acrescentar tentáculos ao Polvo, que não se limita a ser um pêndulo defensivo e começa a ganhar preponderância no processo atacante.

    Carlos Azenha entende que a presença de Moutinho favorece um maior empertigamento do ex-Vila Nova, havendo números a comprová-lo. Em apenas 7 jogos para o campeonato, Fernando já fez tantos remates como em todos os 25 encontros que disputou na última edição da Liga (7).

    Fernando é o sexto jogador que mais atira à baliza (atrás de Hulk, Falcão, Belluschi, Moutinho e Varela), mas é o que recupera mais bolas (91) e o que faz mais passes (354), sendo o que consegue uma maior taxa de sucesso neste capítulo (87,6%).

    in "record.pt"

    O ponto de equilíbrio entre o sobe e desce

    NÚMEROS DE BELLUSCHI E MOUTINHO EM CONTRACICLO
     

    Numa equipa que faz da posse de bola uma forma de estar, é suposto que os médios apresentem números contundentes. Certo? Errado! Quem olhar para os registos apresentados pode ficar confuso, sobretudo no que diz respeito a João Moutinho, que regista uma quebra quantitativa em quase todas as ações do jogo, em nítido contraciclo com o que acontece com Belluschi.

    O Moutinho do Sporting já não existe. Contacta menos com a bola, recupera-a e perde-a com menor frequência, cruza menos e não faz tantas faltas. Significa isto que é um jogador pior? Carlos Azenha discorda: “Tudo tem a ver com a organização do coletivo. O FC Porto de Villas-Boas está muito bem equilibrado a nível tático e há uma menor dependência das ações de Moutinho comparativamente com o que acontecia no Sporting.”

    Em Alvalade, passou por todas as posições do losango. No Dragão, as suas funções estão melhor definidas e o seu raio de ação é diferente. Veja-se o número de cruzamentos, que nos revela que o internacional português é hoje um jogador que empresta menor largura ao seu jogo, ganhando a profundidade que lhe permite registar uma subida no número médio de remates por jogo. É certo que Moutinho ainda não marcou, mas isso parece ser sobretudo uma questão de confiança, uma fase de maior ansiedade.

    Agressivo

    Numa equipa que vence 13 de 14 jogos (e esta dupla esteve presente em 13), é inevitável que haja um meio-campo em destaque. Sobretudo se tivermos em conta que, contrariamente ao que acontecia com Jesualdo Ferreira, o FC Porto de Villas-Boas prefere jogar em posse do que em transição. Mas com laterais (sobretudo Alvaro Pereira) e avançados tão presentes no processo de construção, torna-se inevitável que o foco esteja repartido.

    Eloquente é o crescimento de Belluschi. O salto qualitativo expressa-se em campo, mas também na contabilidade. Não há que enganar: o argentino tem mais ações no jogo. “A classe já lá estava. A questão é que Belluschi precisou de um período de adaptação. Todos os jogadores precisam, ainda que nuns casos isso seja mais evidente do que noutros”, analisa Azenha, que vê dedo de Villas-Boas neste rejuvenescimento do argentino.

    “A sua agressividade cresceu de forma notória. É um jogador que luta muito mais, que é mais feroz na recuperação de bola, que tem outra atitude perante a perda. Tudo isto é também, obviamente, uma conquista do treinador”, elogia.

    É o FC Porto quem beneficia deste sobe e desce. Moutinho passou a dosear melhor o seu futebol, Belluschi ganhou intensidade. Apesar da forte concorrência de Ruben Micael, Souza ou Guarín, esta parceria está de pedra e cal e explica parte do sucesso do dragão.

    in "record.pt"

    Fucile vai da bancada para o onze

    SAPUNARU NÃO ESTÁ CONVOCADO
     
    Fucile tem dado que falar. Expulso na última jornada da Liga, em Guimarães, num jogo onde não esteve isento de culpas no golo que ditou o empate, o internacional uruguaio cumpriu castigo frente ao Limianos e, depois, viu o jogo com o Besiktas na bancada. Agora, frente à U. Leiria, vai regressar ao onze.

    Sapunaru nem sequer foi convocado e isso tira margem a possíveis dúvidas. O lugar mais à direita da defesa é mesmo para Fucile, ficando a questão relativa aos jogadores que vão ocupar os dois lugares ao centro. Apesar do desastre que foi a sua exibição na Turquia, Maicon ainda tem crédito junto de André Villas-Boas e, nesse sentido, deverá fazer dupla com Rolando. Assim, ficará Otamendi no banco, sendo que, no decorrer da partida, o argentino tanto pode render os defesas laterais como os centrais.

    No meio-campo, aí não deve surgir qualquer mexida, com o trio do costume a assumir as despesas. No ataque, e em relação ao jogo no Inonu, apenas uma alteração prevista: Varela regressa à titularidade na extrema-esquerda, relegando Rodríguez para o banco. Por falar em Rodríguez, uma nota para o regresso de James aos convocados, ficando em aberto a sua estreia na competição.

    Quem também está novamente entre as opções é o brasileiro Souza. Desta feita foi Guarín a ficar de fora. Ukra também perdeu o comboio dos eleitos, sendo que desta feita só há 18 convocados.

    in "record.pt"

    F. C. Porto pode chegar aos 3500 pontos no 150.º jogo no Dragão


    O F. C. Porto-União de Leiria é mais do que um simples jogo de futebol. Será o 150.º desafio oficial dos azuis e branco no Estádio do Dragão, onde hoje a equipa orientada por Villas-Boas pode ultrapassar a barreira dos 3500 pontos, na soma de todos os campeonatos.

    O F. C. Porto recebe esta noite o União de Leiria (20.15 horas, Sport TV1), no jogo de encerramento da oitava jornada. Mas não será um desafio qualquer. O líder do campeonato, a única equipa sem derrotas na prova, vai disputar o 150.º jogo oficial no Estádio do Dragão, seis anos depois de o mesmo adversário ter inaugurado o recinto em jogos a sério. Uma feliz coincidência entre dois opositores que respiram confiança e uma solidez de processos em toda a linha, motivos suficientes para as expectativas estarem em alta e o encontro prometer emoções fortes.

    A contabilidade no Dragão é clara: 106 vitórias para o F. C. Porto, 29 empates e 14 derrotas. Hoje, os azuis e brancos procuram mais um triunfo e diante de um adversário que não costuma causar grande mossa nem muitas cócegas. A contabilidade é simples: 15 vitórias e um empate a reforçar o favoritismo de uma equipa animada pela estrondosa vitória no terreno do Besiktas (3-1), a contar para a Liga Europa, e que está num plano de confiança muito elevado.

    Fucile de regresso ao onze

    Esta noite, no dia em que faz dois anos que o F. C. Porto perdeu em casa pela última vez no campeonato (diante do Leixões, por 3-2), o conjunto orientado por André Villas-Boas pode ultrapassar a barreira das 3500 pontos na contabilidade total de todos os campeonatos. Neste momento, os dragões somam 3499 pontos em 77 presenças no principal escalão, estão na segunda posição do ranking atrás do Benfica e à frente do Sporting. Os encarnados têm 3549 pontos, enquanto os leões garantem 3345. É mais um dado interessante a fazer aumentar o interesse do desafio.

    Na lista de convocados do F. C. Porto, o treinador prescindiu de Sapunaru, Guarín e Ukra, todos por opção técnica, e chamou Souza e James Rodríguez, dois jogadores que não tinham integrado as escolhas na deslocação à Turquia. Parece claro que vai fazer algumas alterações no onze e apostar a equipa que mais garantias dá. Sendo assim, o lateral Fucile tem a via aberta para ocupar o lado direito da defesa, ocupando a vaga deixada por Sapunaru. Terá a oportunidade de se redimir da expulsão no terreno do Vitória de Guimarães, onde os dragões averbaram um empate (1-1) que interrompeu a espectacular série de 21 triunfos seguidos dos portistas.

    No centro da defesa, onde o técnico tem rodado as opções, subsiste a dúvida entre Otamendi e Maicon, depois de o brasileiro ter sido expulso diante do Besiktas. Enquanto no ataque, é provável que Varela regresse ao onze para formar com Hulk e Falcao o habitual tridente. A dança dos golos também passa por eles...

    in jn.pt"

    Santíssima trindade. Uma equipa, um treinador e um jogador incrível

    FC Porto, um grupo que não perde nem em inferioridade numérica, Villas Boas irrepreensível e um Hulk... imparável


    Com o seu discurso a apontar aos "Bin Laden", Pinto da Costa aproveitou a vitória na Turquia para lembrar que foi ele a escolher André Villas Boas, portanto, autoproclamou-se como deus criador e origem de todas as coisas. É o normal e se calhar, se a equipa não estivesse a vencer, o presidente do FC Porto não se preocupava em recordar ao mundo as decisões que toma. Perante isto, será que a sua posição deve ser posta em causa sempre que uma contratação correr mal? Também não. Assim, esteja ou não Pinto da Costa na génese de tudo (e... do empenho de cada jogador, das decisões de Villas Boas ou dos golos e arrancadas de Hulk), após a incrível manifestação de força contra o Besiktas, no mais exigente teste da temporada, sugerimos constituir uma santíssima trindade portista que deixa o pai de fora e se revolve (e ganha jogos) e com outras divindades.

    1- Uma equipa Há jogos que marcam uma época. A vitória do FC Porto na Turquia, parte do tempo em inferioridade numérica, marcará 2010/2011. É a grande prova de força, pela qualidade, capacidade de sofrimento e consistência. No ano passado, depois de andar de goleada em goleada, a verdadeira dimensão do Benfica talvez se tenha visto pela primeira vez na limpeza com que despachou duas vezes o Everton (5-0 e 2-0), igualmente na dificuldade da Liga Europa. O FC Porto de agora também marca abundantemente (34 golos) e sofre pouco (7). Mais: esta equipa tem tendência para dominar de princípio a fim. No único em que se viu em desvantagem, frente ao Sporting de Braga, o dragão teve capacidade para dar a volta. Depois, nos restantes 13 jogos, a equipa esteve sempre na frente do marcador. E em nove partidas não consentiu sequer um golo.

    2- Um treinador André Villas Boas tem apenas 32 anos e mesmo que não pareça deve ser um treinador preparado. Os resultados dizem tudo. Empatou apenas um em 14 jogos (Vitória de Guimarães), sempre baseado no mesmo esquema táctico (4x3x3) onde as hierarquias estão definidas e os melhores jogadores encontram o seu espaço e rendimento. Villas Boas ainda não teve nenhuma grande lição táctica e, fora do campo, vai igualmente ganhando pontos na guerra da contra-informação: estuda ao pormenor os ataques ao Benfica e deixa o rival sem resposta; ao mesmo tempo, claro, injecta moral no seu balneário.

    3- O melhor jogador Em cima desta superioridade, o FC Porto ainda tem Hulk. Com ele em campo, nos últimos 21 jogos a a equipa ganhou 20 e empatou outro. Só esta temporada, desde meados de Agosto, o internacional brasileiro marcou dez golos e foi criativo na maioria dos lances perigosos. Titular indiscutível, poupado apenas na recepção ao Rapid Viena, Hulk serenou e já não vive em guerra com os árbitros. Também por aí cresce o seu valor.

    in "ionline.pt!

    domingo, 24 de outubro de 2010

    Álvaro Parente vence na Superleague em Espanha

    Depois de ter sido oitavo na primeira corrida, Álvaro Parente e o FC do Porto levaram de vencida a segunda contenda da Superleague Formula que se realizou hoje em Navarra, Espanha, ao deixar Esteban Guerrieri (PSV), a 1.8s, sendo que Marcos Martinez (Sevilha) foi terceiro. Adrian Vales (Sporting Clube de Portugal), abandonou depois de um pião.

    Na primeira corrida, a vitória foi para John Martin, do Beijing Gouan, sendo que Davide Rigon (RSC Anderlecht) foi segundo e Craig Dolby (Tottenham Hotspur), terceiro. Álvaro Parente foi oitavo, e Adrian Vales (Sporting Clube de Portugal), décimo.

    Na Super Final, o piloto do FCP foi sexto, sendo que o 'big prize' de 1 milhão de euros foi para Davide Rigon.

    1. Álvaro Parente FC Porto 40m46.976s

    2. PSV Eindhoven Esteban Guerrieri 1.893s
    3. Marcos Martinez 6.681s Sevilla FC
    4. Craig Dolby Tottenham Hotspur 7.042s
    5. Maxi Cortes AS Roma 8.209s
    6. John Martin Beijing Guoan 9.171s
    7. Chris van der Drift Galatasaray 11.663s
    8. Ben Hanley Olympiacos 11.963s
    9. Franck Perera Girondins de Bordeaux 12.395s
    10. Maria de Villota Atlético de Madrid 13.459s
    11. Davide Rigon RSC Anderlecht 14.351s
    12. Yelmer Buurman AC Milan 14.848s
    13. Olympique Lyonnais Tristan Gommendy 15.906s
    14. Max Wissel FC Basel 19.646s

    in "autosport.pt"

    F.C. Porto: Souza e James Rodríguez convocados

    Sapunaru, Ukra e Guarín saem dos eleitos de Villas-Boas

    André Villas-Boas fez algumas mexidas na lista de convocados do F.C. Porto. Em relação às escolhas para o triunfo em Istambul, o técnico prescindiu de Sapunaru, Freddy Guarín e Ukra, chamando desta vez Souza e James Rodríguez.

    Os dragões recebem a União de Leiria, na segunda-feira (20h15), e tentarão obter o sétimo triunfo em oito jornadas da Liga.



    Lista de convocados:

    Guarda-redes: Helton e Beto;
    Defesas: Maicon, Álvaro Pereira, Fucile, Rolando e Otamendi;
    Médios: Belluschi, João Moutinho, Souza, Fernando e Rúben Micael;
    Avançados: Falcao, Cristian Rodríguez, Hulk, Varela, Walter e James Rodriguez.

    in "maisfutebol.iol.pt"

    André Villas-Boas : "Se não for campeão, para o ano estará cá outro"


    Pragmático e directo. André Villas-Boas assumiu o objectivo do título e explicou por que não fez promessas no dia da apresentação...

    No dia em que foi apresentado, não prometeu títulos aos adeptos. Agora já pode prometer?

    Não quis prometer títulos, porque se tornou um hábito na apresentação de um treinador de um grande em Portugal, e muitas dessas promessas ficaram por cumprir. Quis afastar-me da mensagem que um predestinado tinha feito quando chegou ao FC Porto; essa mensagem foi forte, e o FC Porto foi uma equipa vencedora, que dominou em todos os sentidos, Europa incluída. Mas, isso não acontece todos os anos. Queria fugir dessa espécie de obrigação, que está implícita num clube como este. Obviamente que o FC Porto tem de vencer o campeonato todas as épocas. Se não for campeão, para o ano não estarei aqui, estará outro treinador. E se o panorama actual pode deixar adivinhar facilidades, eu não as encontro. O FC Porto limitou-se a cumprir os seus objectivos; se calhar os outros é que não fizeram o mesmo até esta fase da época. Temos um boa margem pontual, mas ainda não somos campeões, nem garantimos, seguramente, a certeza de que o campeonato está ganho.

    Qual a razão que o leva a dizer que se não for campeão não estará cá na próxima época?

    Um treinador com 33 anos, com uma experiência ainda reduzida, e que não ganhe o campeonato no FC Porto no seu primeiro ano, estaria sujeito a fortes críticas por parte da Comunicação Social. Não estou a dizer que é essa a minha opinião, ou a do presidente, ou até das pessoas que o rodeiam, mas estou certo de que seria essa a percepção da opinião pública.

    Por tudo isso, tem consciência da importância desta experiência para o futuro da sua carreira?

    A minha carreira pode ser mais curta ou mais longa consoante os sucessos que obtenha. Espero ser bem sucedido no FC Porto e que a minha estadia neste clube se prolongue. Mas, parece-me claro que serei penalizado se não for bem sucedido aqui...

    Isso assusta-o?

    Não. São as exigências naturais de uma profissão de risco. O meu grande desafio, até agora, foi a Académica. Saí de Milão onde tinha grandes condições, trabalhava com um treinador que está enquadrado com o sucesso como mais nenhum está na história do futebol, tinha um salário completamente anormal... E sair de lá para vir para a Académica, última classificada do campeonato com apenas três pontos, foi o grande passo e desafio da minha carreira. Sem querer entrar nos auto-elogios, parece-me um risco que poucos correriam.

    As mais recentes declarações de Pinto da Costa, que o defendeu e elogiou, foram importantes para si?

    Acho que este FC Porto nem sequer se permite a ser um alvo de críticas, porque tem sido uma equipa competente e tem cumprido com todos os seus objectivos. Fui sujeito a críticas após o jogo com o Guimarães, mas por outros motivos. Disseram que era um homem incapaz de lidar com a pressão, que era incoerente, mas refuto completamente isso. Acho que as declarações do presidente surgem na sequência da intolerância demonstrada por determinadas pessoas.

    Era pouco conhecido há um ano: o que mudou na sua vida desde que chegou ao FC Porto?

    Lembro-me das datas importantes na minha carreira: rescindi com o Inter a 13 de Outubro; no dia seguinte fiz o primeiro treino pela Académica, e a 18 de Outubro o primeiro jogo frente ao Portimonense. Foram datas que significam muito para mim, num ano explosivo. E foi explosivo por aquilo que a Académica fez como grupo e que me permitiu chegar até aqui. Na minha vida pessoal mudou pouco. Se calhar, lá em casa estão mais exigentes comigo nas tarefas familiares, porque agora existe uma maior proximidade. Quando estava em Coimbra, estava mais afastado deles. Agora estou mais próximo, algo que me proporciona um bem-estar emocional, mas também social, por estar no clube onde estou e na cidade onde cresci.

    Mas, se calhar, agora já não pode tomar um café com tranquilidade...

    Isso é natural e indiferente. Não me causa distúrbios...

    PERGUNTA O JOGO

    Vítor Baía referiu que se tivesse feito carreira no Benfica ou no Sporting teria outra projecção. Acha que esta ideia também se pode aplicar a si, ou seja, que teria outro tipo de projecção na eventualidade de estar a realizar este arranque de temporada num desses dois clubes?

    O FC Porto foi contratar-me à Académica e, neste caso, juntou-se o treinador com o adepto do clube, num facto que não é inédito. Ao longo dos últimos anos, parece-me que mudaram mais jogadores do Benfica e do Sporting para o FC Porto do que o contrário. Isto para dizer que, sendo assim, ou eles procuram prestígio, títulos ou um ambiente diferente. Na geração do Vítor Baía, o FC Porto ganhou um número considerável de títulos, com um ambiente mais fechado, e que é a imagem de marca deste clube. O FC Porto protege-se do que acontece à sua volta, com os benefícios que a geração do Vítor Baía bem conhece

    Ele sabia: a intuição sobre uma má arbitragem

    O FC Porto queixou-se, até ao momento, de duas arbitragens, em Guimarães e agora em Istambul. Por isso, surgiu a pergunta: qual foi a pior? Villas-Boas contornou a questão. "Não são comparáveis. Quando li pela primeira vez o nome do árbitro para o encontro com o Besiktas, tive uma intuição de que algo iria correr mal. Não sei porquê, mas senti-me desconfortável. O Maicon foi bem expulso, se bem que ele poderia recuperar a posição e o Helton ainda sair ao lance; se o árbitro entendeu que o Maicon era o último defesa, então parece-me uma decisão correcta, apesar de ter dúvidas se o impacto foi suficiente para fazer cair o adversário. De resto, o golo anulado ao Falcao é ridículo, nem é fora-de-jogo, nem é falta; e o penálti parece-me demasiado evidente: pode discutir-se se é dentro ou fora-da-área, mas parecem-me erros demasiados graves, sobretudo para uma equipa de arbitragem que é constituída por um número exagerado de árbitros. São muitos, mas mesmo assim não conseguem tomar decisões correctas. Isso é que me parece grave. Agora, comparar as duas arbitragens não me parece justo nem correcto", referiu.

    "Hulk? Quem o quiser terá vida difícil"

    Hulk tem assumido um papel preponderante. Acredita que é um jogador inegociável em Janeiro?

    O Hulk tem sido um jogador potenciado por um colectivo que está forte e, quando assim é, os jogadores descobrem e potenciam características que até pensavam não ter. Se calhar, o Hulk está a ser potenciado de uma forma diferente do que aconteceu nos últimos anos. Quanto a Janeiro, não sei o que pode acontecer... A única coisa que sei é que o Hulk tem uma cláusula de rescisão inatingível e que qualquer clube que queira negociar terá vida muito difícil. O FC Porto nunca prescinde dos seus talentos de uma forma fácil. Saíram daqui muitos jogadores, valorizados por equipas fortes e ganhadoras, mas não sei se acontecerá o mesmo com Hulk, em Janeiro ou no final da época.

    Não teme que seja difícil lidar com a sua ausência em jogos futuros?

    Tivemos dois jogos extremamente importantes sem o Hulk e realizámos grandes exibições: 3-0 ao Beira-Mar e Genk. Posso partilhar uma conversa que tive com os jogadores há uma semana: disse-lhes que só um colectivo forte é que potencia as características individuais. E isso também acontece nas vivências de treino, porque só novas experiências e novos hábitos potenciam novas características. E não é só o Hulk. Aliás, são quase todos os jogadores. Tiveram a oportunidade de ver uma quantidade enorme de jogadores em acção com o Limianos e a maior parte das pessoas ficou perplexa com o que viu. Aliás, ficaram tão perplexos que se permitem dizer que o FC Porto tem um plantel como nunca teve. Mas, se calhar, já teve plantéis tão fortes como este, só que não estavam potenciados. Jogadores de top fazem um treinador top e um clube de top dá-lhes prestígio.

    Acha que o FC Porto teria sido campeão na última época se o Hulk não tivesse sido castigado?

    Provavelmente sim. Hulk esteve suspenso durante um número anormal de jogos e penso que, com ele, o FC Porto teria ameaçado o campeonato de outra forma. Se não me engano, quando ele foi castigado, o FC Porto estava a cinco pontos do Benfica, uma margem perfeitamente recuperável. Não quero dizer que o Hulk levaria o FC Porto ao título, mas podia ter feito a diferença na equipa. E o Sapunaru também.

    Fucile de fora por opção

    Fucile viajou para a Turquia, mas acabou por assistir ao encontro na bancada. Villas-Boas refutou qualquer problema com o internacional uruguaio, tendo aproveitado para explicar a opção. "Não há problema nenhum com ele. Foi apenas uma opção estratégica. Levei 19 jogadores para Istambul e entendi que, para aquele jogo, o Ukra me podia ser mais útil do que o Fucile. Tinha o Otamendi no banco, que me poderia fazer o lado direito da defesa, mas também o esquerdo. Por isso, naquele jogo, decidi prescindir de uma opção no banco para as alas da defesa. E isso foi explicado ao Fucile", afirmou.

    Pouco descanso antes do Benfica


    André Villas-Boas já vai planificando o clássico com o Benfica. Ontem, abordou a questão relacionada com o tempo que separa o jogo entre o Besiktas, no Dragão, e o clube da Luz. "Depois da quarta jornada da Liga Europa, vamos ter apenas 48 horas de descanso antes da partida com o Benfica. É um tempo curto, mas também me parece claro que transferir um clássico para segunda-feira não seria uma boa opção", explicou. O treinador do FC Porto deixou ainda elogios para o Leiria, o adversário de amanhã. "Está a fazer um campeonato excelente, é quinto classificado com três vitórias. Teve agora duas derrotas para as Taças, mas vai criar-nos dificuldades", adiantou.



    in "ojogo.pt"

    Noticias Breves

    Souza deve voltar aos convocados

    O plano de trabalho para hoje inclui uma sessão de treino no Olival durante a manhã - à porta fechada, claro - e, no final, André Villas-Boas escolhe os jogadores para a partida de amanhã com o Leiria. Por aquilo que disse em Istambul, onde contrariou a ideia de que Souza tivesse sido afastado da lista devido ao fraco rendimento com o Limianos, é bem provável que o brasileiro volte aos escolhidos, numa escolha que, supõe-se, não deve mudar muito em relação à última.

    Plantel sem lesionados nem castigados para enfrentar o Leiria

    O plantel portista realizou ontem de manhã, no Olival, o penúltimo treino antes do jogo com o Leiria, e André Villas-Boas teve todos os jogadores à disposição. Ou seja, a equipa está na máxima força, o que permite total liberdade de escolha ao treinador. A sessão de ontem decorreu à porta fechada, e Villas-Boas aproveitou para testar o onze que amanhã será utilizado, prosseguindo hoje com os ensaios. Depois do Besiktas, foi também o primeiro treino em que conseguiu trabalhar com todos os elementos, porque, na véspera, a sessão servira para os titulares de Istambul recuperarem.

    in "ojogo.pt"