quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Igualado pior registo de há 12 anos

Nas Antas, os dragões tinham perdido frente a Sparta de Praga e Real Madrid
O FC Porto averbou a segunda derrota consecutiva em casa, depois do baque frente ao Atlético de Madrid (1-2). É preciso recuar 12 épocas para encontrar um registo tão negativo em casa, quando o FC Porto perdeu - então nas Antas - com o Sparta de Praga (0-1) e o Real Madrid (1-2), com Octávio e Mourinho, respetivamente.

A expulsão de Herrera (6') acabou por ter influência para os campeões nacionais, tal como o tiveram cinco das últimas sete expulsões das últimas quatro épocas na Europa. Reduzido a dez, o FC Porto ainda conseguiu superioridade na posse de bola na primeira parte, com 52%, sendo esta erodida até aos 47% finais. Isto apesar de um imperial Fernando, jogador com mais quilómetros percorridos (11) e sem uma única falta. Os pulmões dos dragões não aguentaram o ritmo da segunda parte, o que ficou expresso na quebra de cerca de um terço na distância percorrida relativamente ao primeiro tempo. 

in "ojogo.pt"

Quintero em dúvida para o clássico

O jogador colombiano sentiu uma dor na coxa esquerda e abandonou mais cedo o treino. Estará em dúvida para o jogo com o Sporting


O FC Porto voltou esta quarta-feira aos treinos, depois da derrota caseira com o Zenit - segunda consecutiva no Dragão em jogos para a Liga dos Campeões - e as notícias continuam a ser pouco animadoras para o treinador Paulo Fonseca.

Quintero, que na terça-feira não saiu do banco de suplentes, abandonou o treino mais cedo depois de ter sentido uma dor na coxa esquerda. O futebolista será reavaliado pelo departamento médico do FC Porto, estando para já em dúvida a sua disponibilidade para o clássico de domingo com o Sporting.

Na ressaca do desaire contra o Zenit, que levou à queda dos dragões para o terceiro lugar do grupo G da Liga dos Campeões, Paulo Fonseca juntou o grupo no balneário. Durante cerca de 20 minutos, treinador e jogadores dissecaram o embate contra os russos, pois domingo há um clássico com o Sporting para jogar. 

Kadu, Reyes e Carlos Eduardo, convocados pela equipa B, que defronta na tarde desta quarta-feira o Tondela, para a II Liga, não participaram nos trabalhos, assim como Izmailov e Fucile. O russo, como se sabe, encontra-se a tratar de assuntos particulares e tem autorização por parte do clube para se ausentar por tempo indeterminado, enquanto o uruguaio esteve a fazer tratamento no departamento clínico antes de se juntar aos restantes companheiros mais tarde.


in "ojogo.pt"

Walter é o melhor do Brasileirão

Avançado emprestado pelo FC Porto lidera o Troféu Armando Nogueira, prémio atribuído pela Rede Globo


Assistências, golos, boas exibições. A vida de Walter no Goiás corre às mil maravilhas e o jogador emprestado pelo FC Porto concorre mesmo ao prémio de melhor jogador do campeonato brasileiro. O avançado lidera o Troféu Armando Nogueira, prémio que a Rede Globo atribui ao melhor do campeonato, e sonha com a conquista pessoal.

"Eu olhava sempre para a seleção dos melhores do campeonato e perguntava a mim mesmo porque não estava lá. Respeito bastante os meus adversários, mas tenho qualidade. Sempre vi pela televisão as festas dos melhores. Até fui eleito o melhor do Campeonato Goiano, mas não houve festa. O objetivo de todos os grandes jogadores é este também. É um sonho. Quero chegar lá no fim do ano e receber o meu prémio. Vou lutar até ao fim, com ajuda dos meus companheiros", declarou Walter, citado pelo Globoesporte.

Além disso, o avançado luta para ser o melhor marcador. Neste momento tem 12 golos, a três de Éderson, do Atlético Paranaense. "Dá para ser artilheiro sim. Não fico com isso na cabeça. Quando jogo bem e não marco, fico feliz na mesma, pois o meu objetivo é ajudar o Goiás. Só que dá para lutar pela artilharia, é um dos meus objetivos", sublinhou.


in "ojogo.pt"

Lucho e a "obrigação" de vencer na Rússia

Capitão do FC Porto, assim como Helton e Fernando, analisam impacto da derrota caseira com o Zenit São Petersburgo.

Lucho González considera que o FC Porto tem agora a "obrigação" de vencer o Zenit em São Petersburgo, dentro de duas semanas, depois da derrota desta noite com os russos (0-1), em jogo da terceira jornada do Grupo G da Liga dos Campeões.

"O lance da expulsão do Herrera é evidente, mas os árbitros equivocam-se como os outros. A equipa fez um grande jogo, um grande trabalho, estivemos muito unidos, muito solidários. Foi uma lástima perdermos os pontos no final do jogo. Tivemos as oportunidades mais claras, na segunda parte surgiu um pouco de cansaço, mas o jogo estava controlado. Agora temos de levantar a cabeça, porque está tudo em aberto. Podemos ir à Russia e vencer, será a nossa obrigação e objectivo", afirmou o capitão dos azuis e brancos, em declarações à TVI24.

Instado a esclarecer se a segunda derrota consecutiva na Champions poderá afectar a moral da equipa para o clássico com o Sporting, no próximo domingo, "El Comandante" assegurou a confiança do grupo portista.

"Apesar da derrota, creio que vamos confiantes. Sabemos que nesta competição ter menos um jogador é uma grande desvantagem e por isso acabámos por perder com o Zenit", completou.

"Temos de dormir de consciência tranquila"
"A equipa está de parabéns pela personalidade que apresentou em campo, depois de perder um jogador aos seis minutos. Valeu pela disposição e entrega, por isso, saímos de cabeça erguida. Está mais uma vez demonstrada a grandeza desta equipa, mas agora precisamos dos três pontos. De qualquer forma, já é um passo ter essa personalidade. Sporting? Amanhã é outro dia, depois pensamos nisso. Agora toda a gente tem de dormir de consciência tranquila e depois pensamos nisso", analisou Helton, guarda-redes dos dragões.

"Resultado injusto", sublinha Fernando
"Sabíamos da importância deste jogo, mas a partir da expulsão sabíamos como seria difícil. Fizemos o que tinhamos de fazer, mas sofremos o golo bem no final. Pelas oportunidades que tivemos, acho que o resultado foi injusto. Criámos várias oportunidades de golo, corremos, mas infelizmente perdemos. Sabemos que agora estamos em terceiro no grupo, mas vamos batalhar para ir buscar os três pontos à Rússia", opinou Fernando, médio brasileiro do FC Porto.


in "rr.pt"

Herrera, quer factura da despesa?

FC Porto 0-1 Zenit. Expulsão plena de irresponsabilidade do mexicano, aos 6', comprometeu vitória e abriu caminho para a derrota com carimbo do inevitável Hulk. Russos ultrapassam os dragões no segundo lugar e o apuramento para os "oitavos" deixam de estar sob controlo azul e branco.


"Tudo o que aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade". Não consta que Victor Hugo tenha conhecido um tal de Hector Herrera. Mas o escritor francês do século XIX teria certamente exemplos como os do médio mexicano em mente quando tratou de assinar tal frase.

É caso para perguntar: "porquê?". A irresponsabilidade e a falta de discernimento evidenciadas pelo reforço dos azuis e brancos para esta época, logo aos 6', foram fulcrais para um resultado que bem poderia ter sido diferente do desaire que o FC Porto registou diante do Zenit. Já lá vamos.

A derrota (0-1) coloca a equipa de Paulo Fonseca atrás dos russos, no terceiro lugar do Grupo G, com três pontos [o Zenit soma quatro]. Mas mais: o primeiro posto, em virtude do triunfo do Atlético de Madrid sobre o Áustria Viena, começa a definir-se como uma mera miragem.

Mandem a conta para Herrera
Quando um jogador quer demonstrar serviço, de forma sôfrega, há momentos ponderados de forma mais leviana mas que podem representar um cariz fundamental para a estratégia de uma equipa.

Aos 5', Hulk arrancou de forma fulgurante e foi travado por Hector Herrera, à entrada da área. Em boa verdade, o amarelo visto pelo mexicano foi necessário e premente, porque somente ele assumiu a obrigação de travar o "Incrível". O pior viria um minuto a seguir: livre para Hulk, bola na barreira, apito de Paolo Tagliavento, segundo amarelo e vermelho para Herrera. O centrocampista saiu da barreira mais cedo, arriscou, deu-se mal e, de forma madrugadora, o FC Porto jogava o resto da partida reduzido a dez unidades.

Num primeiro impacto, o Zenit foi aproveitando para tentar "encostar" o dragão. Mas os homens de Paulo Fonseca reagiram de forma personalizada, com evidente esforço mas tenacidade e perseverança. 

Mesmo em inferioridade numérica, o FC Porto controlou as operações perante um Zenit que peca, sobretudo, pelo pobre processo defensivo. Mesmo em inferioridade numérica, os tricampeões nacionais dispuseram das melhores oportunidades - Lucho enviou mesmo uma bola ao poste da baliza de Lodygin - numa primeira parte em que Lucho, Josué e Fernando estiveram absolutamente perfeitos na construção de jogo e no capítulo das recuperações de bola.

Hulk. Sempre Hulk
A responsabilidade que faltou a Herrera foi protagonizada, sem reservas, por Hulk e Helton. O "Incrível" esteve particularmente incisivo no ataque à baliza da sua antiga equipa e acabou por rondar o golo, não fosse a noite igualmente inspirada e segura de Helton.

O duelo mais intenso da segunda metade, contudo, seria temporariamente esbatido pela entrada a todo o gás de Silvestre Varela. Suplente lançado para o lugar de Licá, o "Drogba da Caparica" foi o mais inconformado e, com frescura nas pernas, ainda enviou uma bola à trave.

Certo é que a frieza russa, com um toque de samba, verificou-se a cinco minutos dos 90': Hulk - quem mais? - a cruzar, da direita e Kerzhakov a desviar de cabeça para o fundo da baliza do desamparado Helton.

Conclusão: a partida de São Petersburgo, dentro de duas semanas, é decisiva para as aspirações do FC Porto quanto ao apuramento para os oitavos-de-final da Champions.


in "rr.pt"

Hulk espera FC Porto ferido no orgulho em São Petersburgo

"Incrível" teve participação activa na vitória do Zenit em pleno estádio do Dragão. Regresso ao convívio com os adeptos do FC Porto emocionou o avançado brasileiro.


Hulk acredita que, após a vitória do Zenit São Petersburgo sobre o FC Porto (0-1), o reencontro entre ambas as equipas, dentro de duas semanas, será um teste à resistência dos russos.

"Tenho de estar feliz por vencer no Dragão. Agora, vamos receber o FC Porto em casa e vai ser muito difícil, talvez ainda mais difícil do que hoje. Temos de estar concentrados, jogar o nosso futebol, para tentarmos seguir em frente", disse o avançado brasileiro, em declarações à TVI24, mostrando-se muito satisfeito pelo "carinho e respeito" que sentiu no regresso ao Dragão.

"Toda a gente sabe que o FC Porto é um clube que tenho no coração, aqui tenho muitos amigos de verdade. Mas tinha de entrar em campo e dar o melhor, para ajudar o Zenit", completou Hulk.

Danny: "Ainda faltam muitos jogos"
"O resultado é o do que vínhamos fazer: buscar três pontos. O jogo ficou mais fácil, mas o FC Porto é 'grande' equipa e mesmo com dez criou grandes dificuldades. Ainda faltam muitos jogos. O Atlético de Madrid tem mais um jogo na Rússia e nós temos mais um jogo com o FC Porto. O nosso objectivo é passar, seja em primeiro ou segundo", comentou Danny, avançado português do Zenit.


in "rr.pt"

LUÍS CASTRO CHAMA TRIO DA EQUIPA PRINCIPAL

O treinador Luís Castro chamou Kadú, Diego Reyes e Carlos Eduardo, da equipa principal, para a deslocação do FC Porto B a Tondela, marcada para esta quarta-feira, às 15h, referente à 11.ª jornada da Segunda Liga.

O FC Porto B é um dos vice-líderes da prova, a par do Moreirense, com 20 pontos somados nas dez jornadas já disputadas. O conjunto comandado por Luís Castro segue a apenas um ponto do líder Marítimo B, que já venceu nesta ronda, batendo o Trofense por 1-0.

Lista de convocados: Kadú e Caio (guarda-redes); Caballero, Carlos Eduardo, David Bruno, Ivo, Kayembe, Kléber, Leandro, Mikel, Pedro Moreira, Quiño, Tiago Ferreira, Tomás Podstawski, Tozé, Vítor García e Zé António.


in "fcp.pt"

"A EXPULSÃO CONDICIONOU FORTEMENTE O JOGO"

Desiludido com o resultado final, Paulo Fonseca sublinhou a sua satisfação com a exibição do FC Porto frente ao Zenit, condicionada pela expulsão madrugadora de Herrera, logo aos seis minutos. Apesar da derrota, o técnico portista realçou a sua plena confiança na passagem à fase seguinte.

"É inegável que o jogo ficou fortemente condicionado pela expulsão do Herrera. Perante uma boa equipa, que veio ao Dragão com uma absoluta necessidade de pontuar, tudo se tornou mais difícil, ainda que o FC Porto tenha feito uma excelente exibição, apesar das circunstâncias", começou por dizer o treinador dos azuis e brancos.

Preferindo não comentar o lance que originou a expulsão de Herrera, Paulo Fonseca reserva elogios para os adeptos portistas e garante que a equipa vai estar na luta pela passagem aos oitavos-de-final até ao fim, apesar das duas derrotas sofridas nos três jogos da primeira volta desta fase de grupos da UEFA Champions League.

"Os aplausos que os jogadores receberam dos adeptos no final do jogo é o reconhecimento do seu esforço e do seu empenho, sobretudo depois de estarmos em inferioridade numérica. Faltam três jogos e estarão nove pontos em disputa. Depois do que vi neste jogo, estou plenamente confiante que a passagem à próxima fase está perfeitamente ao nosso alcance", concluiu o técnico dos tricampeões nacionais.


in "fcp.pt!

O VENTO SOPROU PARA LESTE

O FC Porto perdeu esta terça-feira no Estádio do Dragão, frente ao Zenit (0-1), num jogo em que teve menos um homem desde os seis minutos. Porém, os dez Dragões mais pareceram 12 e encostaram várias vezes os russos às cordas, sendo que o golo de Kerzhakov, aos 85 minutos, materializou um resultado falso como Judas, construído ainda graças a algumas decisões incompreensíveis do árbitro Tagliavento.

A sorte do encontro acabou por soprar para leste, sendo que os russos até pareceram quase sempre interessados no empate. A equipa portista saiu do Dragão aplaudida pelos adeptos e terá agora de enfrentar um osso duro de roer na Rússia, na quarta jornada, a 6 de Novembro. No difícil terreno do Zenit, o FC Porto terá de partir em busca da vitória para sair do actual terceiro lugar do grupo G (três pontos), que não dá direito ao ambicionado lugar nos oitavos-de-final da Champions.

A partida não tardou muito a subir de temperatura. O FC Porto criou a primeira situação de perigo na sequência de um canto, aos cinco minutos, mas, no respectivo contra-ataque, o Zenit lançou Hulk numa das suas incríveis correrias. Herrera cometeu falta e viu o cartão amarelo; no minuto seguinte veria o segundo amarelo, por sair da barreira antes do apito do árbitro. O vermelho, que deixou os Dragões com dez homens, foi um castigo pesado e não teve correspondência, em termos de rigor, com outras decisões do árbitro, nomeadamente quando Danny pontapeou a bola com o jogo já parado ou quando um lançamento lateral foi “oferecido” ao Zenit nas barbas do banco azul e branco.

O “Incrível” Hulk seria mesmo a principal dor de cabeça da defensiva portista durante a primeira parte, criando muito perigo aos 11 minutos, num remate de ângulo difícil. Porém, mesmo com mais um jogador, o Zenit só voltaria a ameaçar o golo aos 39 minutos, por intermédio de Shirokov. Pelo meio, o FC Porto fez das tripas coração e assumiu o controlo do jogo. Com um bloco defensivo mais recuado do que o habitual mas sem perder agressividade – antes pelo contrário –, os portistas não se encolheram nos momentos de posse, trocando bem a bola e criando situações de remate.

A melhor situação do primeiro tempo foi protagonizada por Lucho, que fez a bola embater com estrondo na barra, aos 20 minutos, após passe de Alex Sandro. Na recarga, em situação difícil, Licá rematou ao lado, mas foi-lhe mal assinalado um fora de jogo, em mais uma situação em que o rigor não imperou. O perigo do Zenit era invariavelmente protagonizado em jogadas de contra-ataque e as estatísticas ao intervalo assim o comprovavam: mais posse de bola (52 por cento) e mais remates (11).

Após uma primeira parte em que Fernando (a recuperar) e Lucho (a construir) foram gigantes no meio-campo, o FC Porto entrou melhor na etapa complementar, com o recém-entrado Varela, num lance individual, a rematar pouco ao lado, aos 55 minutos. No entanto, aos 57 minutos, após uma perda de bola de Otamendi, Hulk isolou-se: na melhor situação do Zenit até então, foi o ex-companheiro Helton, com uma grande defesa, que evitou que o brasileiro que tanto encantou o Dragão voltasse a marcar no seu palco de sonho.

A passagem da hora de jogo marcou o início de um novo período no encontro, que se foi partindo e transformando numa roleta russa. O Zenit pressionou o FC Porto mais junto à sua área, beneficiando do desgaste físico dos Dragões, mas também deixou espaço para vários contra-ataques. Num desses momentos, aos 79 minutos, Varela atirou à barra, num remate à meia-volta.

Parecia escrito que a roleta iria mesmo ser favorável aos homens de São Petersburgo, que chegaram ao golo num cabeceamento de Kerzhakov (85m). Num último assomo, o FC Porto ainda conseguiu mais três (!) ocasiões de golo, por Ghilas, Jackson e Varela, todas salvas por Lodygin. O guardião esteve ainda envolvido em mais uma estranha rábula protagonizada por Tagliavento: após ter ficado caído no chão, depois de uma disputa de bola, no ar, com um jogador do FC Porto, o árbitro deixou o lance seguir, para uns dez segundos depois pedir assistência ao guarda-redes; no reatar da partida, para surpresa de todos, foi assinalada falta sobre Lodygin, em vez de bola ao ar. Tratou-se apenas de mais uma pitada de injustiça num jogo em que o FC Porto pareceu sempre mais equipa.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Zenit, 0-1

Liga dos Campeões, grupo G, terceira jornada
22 de Outubro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.109 espectadores

Árbitro: Paolo Tagliavento (Itália)
Assistentes: Mauro Tonolini e Lorenzo Manganelli
Quarto árbitro: Alessandro Giallatini
Assistentes adicionais: Paolo Mazzoleni e Paolo Valeri

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Herrera e Lucho (cap.); Josué, Jackson Martínez e Licá
Substituições: Licá por Varela (53m), Josué por Defour (75m) e Lucho por Ghilas (86m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Quintero e Ricardo
Treinador: Paulo Fonseca

ZENIT: Lodygin; Ansaldi, Neto, Lombaerts (cap.) e Smolnikov; Shatov, Fayzulin e Shirokov; Arshavin, Hulk e Danny
Substituições: Arshavin por Zyryanov (65m), Shirokov por Kerzhakov (73m) e Smolnikov por Criscito (80m)
Não utilizados: Vasyutin, Hubocan, Bystrov e Tymoshchuk
Treinador: Luciano Spalletti

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Kerzhakov (85m)
Cartões amarelos: Herrera (5m e 6m), Fayzulin (36m), Shirokov (42m), Lucho (72m), Jackson (74m) e Neto (90+4m)
Cartão vermelho: Herrera (6m)


in "fcp.pt"

terça-feira, 22 de outubro de 2013

FC Porto e Zenit: tanto que eles têm em comum

Clube de São Petersburgo tem ligações estreitas com o emblema portista e com muito do futebol português


A ligação entre o FC Porto e o Zenit de São Petersburgo começa em 2010 quando Bruno Alves se transferiu do clube português para o russo. E, desde então, essa relação – extensível também ao futebol português, pois que começou logo em 2008 – nunca mais parou de se estreitar. Nesta terça-feira, essa ligação ganha mais um ponto alto quando os dois emblemas se defrontarem no Estádio do Dragão para mais uma jornada da Liga dos Campeões.

A história recente do Zenit é mesmo feita dessa relação estreita quer com os portistas quer com o futebol nacional. O último momento deu-se neste verão quando a equipa russa defrontou o Paços de Ferreira na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões; um P. Ferreira que chegou à Champions sob a orientação de Paulo Fonseca, que é o treinador do FC Porto que o Zenit vai defrontar agora – as relações são próximas, já se disse.

E mais do que apenas por coincidências do destino. Como Bruno Alves, também Hulk trocou o FC Porto pelo clube de São Petersburgo. Foi mais tarde do que o defesa – foi em 2012 –, mas não foi sozinho. Com o brasileiro foi outro jogador do futebol português: Witsel deixou o Benfica também para jogar no campeonato da Rússia. E não se ficou sem uma terceira contratação relacionada com Portugal nessa época que passou: a contratação ao Siena de Luís Neto no mercado de inverno. À espera de todos eles esteve sempre Danny, o internacional português que está em São Petersburgo desde 2008 – e, em 2009, passou a estar também Fernando Meira.

Equlíbrio na estatística de confrontos é total

Esta não será, também, a primeira vez que o Zenit vem ao Dragão. E o Zenit de agora não é assim tão diferente (no que respeita aos jogadores do plantel) daquele que defrontou o FC Porto em 2001/12. As duas equipas encontaram-se também na fase de grupos da Liga dos Campeões de então e os russos levaram a melhor. Ganharam 3-1 em São Petersburgo e empataram 0-0 no Porto. No que respeita aoonze do Zenit que deverá entrar nesta terça-feira em campo, haverá várias mudanças na equipa de Luciano Spalletti. Mas dos onze apresentados em dezembro de 2011, são apenas quatro jogadores os que já não estão no plantel russo.

Do lado do FC Porto, em relação a esse jogo, as mudanças são inversas na ordem dos números. Da equipa utilizada por Vítor Pereira há duas temporadas, são seis os que continuam no Dragão e Maicon é atualmente suplente: continuam Helton, Otamendi, Defour e Fernando – Varela foi suplente e é agora titular. Dessa equipa portista frente ao Zenit já não estão no FC Porto Rolando, Álvaro Pereira, João Moutinho, Djalma, James Rodríguez, Belluschi, Kléber e (claro) Hulk – o mais aguardado neste conjunto de regressos.

Nesse mesmo ano, o Zenit voltou a cruzar-se com o futebol português encontrando o Benfica já nos oitavos de final da Champions. E os russos foram eliminados na Luz depois de perderem 2-0. A terceira vez (que foi primeira) que o clube de São Petersburgo defrontou clubes portugueses foi nos play-offs da Liga Europa de 2009/10 frente ao Nacional. E também saiu derrotado valendo ao emblema funchalense um triunfo por 4-3 no Estádio da Madeira. No saldo com clubes portugueses o equilíbrio da estatística é total tendo tido como resultado duas eliminações para os emblemas lusos e tendo o Zenit uma eliminação a seu favor; à custa precisamente do FC Porto, que nunca ganhou ao seu próximo adversário. 

Histórico de confrontos do Zenit com equipas portuguesas:

Liga Europa 2009/10 (play-offs)
Nacional-Zenit, 4-3
Zenit-Nacional, 1-1

Liga dos Campeões 2011/12 (fase de grupos)
Zenit-FC Porto, 3-1
FC Porto-Zenit, 0-0

Liga dos Campeões 2011/12 (oitavos de final)
Zenit-Benfica, 3-2
Benfica-Zenit, 2-0

Saldo de jogos do Zenit com portugueses:
6 jogos, 2 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 10 golos marcados, 10 golos sofridos

in "maisfutebol.iol.pt"

Russos também não sabem de Izmaylov: «Sempre foi problemático»


Durante a conferência de imprensa de Paulo Fonseca, um jornalista russo questionou Paulo Fonseca sobre a ausência de Marat Izmaylov. O técnico repetiu o que dissera já em algumas conversas anteriores. 

«O Marat foi autorizado a ausentar-se para tratar de assuntos pessoais. Esperamos que volte o mais depressa possível. Estamos a fazer todos os esforços para estar ao lado dele. Não há uma data prevista para o regresso». 

O Maisfutebol percebeu que também na Rússia o caso-Izmaylov está envolto num profundo mistério. Fomos por isso tentar saber o que os nossos colegas de São Petersburgo e Moscovo, presentes em Portugal para a cobertura do FC Porto-Zenit, sabem sobre o atleta. 

«A ligação à Máfia na ida para o Sporting arruinou-lhe a imagem»

Dmitry Zelenov, do conceituado Sport Express, vem da capital russa e diz que Marat Izmaylov «sempre foi problemático». Acrescenta, de resto, que no seu país de origem é uma persona non grata em vários setores do futebol. 

«Ele só se desloca à Rússia em situações de emergência. Tenho a informação de que não foi lá durante esta fase. Os problemas começaram com a transferência do Lokomotiv para o Sporting, em 2007», diz o nosso colega russo. 

«Parte do seu passe pertencia a uma organização criminosa. Aquilo a que chamamos Máfia. Ele ficou um pouco marcado por isso, até na federação. O rapaz simpático que conhecíamos tornou-se diferente. Frio, antipático, distante. A ligação à Máfia na ida para o Sporting arruinou-lhe a imagem». 

A imagem é partilhada por Mikhail Ighnaktiev, do Championat.com. «É um belo jogador e é uma pena que tenha praticamente desaparecido da seleção. Essa ligação à Máfia, pelo menos através dos direitos desportivos, mudou a sua imagem no país». 

«Sempre foi problemático e instável, principalmente a partir do momento em que veio para Portugal», advoga o jornalista de São Petersburgo. A informação sobre o paradeiro de Izmaylov coincide com a do colega de Moscovo.

«Ele na Rússia não está. É essa a indicação que temos». 

Mas, afinal, o que se passa com Marat? Mikhail e Dmitry têm diferentes vereditos. 

«Eu creio que ele contraiu mais uma lesão grave no joelho e está a tentar esconder isso da opinião pública», refere o primeiro. «Talvez haja algum problema de saúde grave com ele ou algum familiar próximo», atira o segundo. 

Ninguém sabe de Marat Izmaylov. Nem os russos. 


in "maisfutebol.iol.,pt"

FC Porto x Zenit: Pensamento na vitória

O Zenit é o "senhor que se segue" no estádio do Dragão para defrontar o FC Porto, esta terça-feira, em encontro da Liga dos Campeões. A partida, como sempre em território português, está agendada para as 19h45.
Frente aos russos, os azuis e brancos procuram regressar aos triunfos na Liga milionária, depois da derrota com o Atlético de Madrid, no começo deste mês, por 1x2, em jogo da 2.ª jornada do Grupo C.

Já o conjunto de São Petersburgo, orientado pelo italiano Luciano Spalletti, vai à Invicta à procura da primeira vitória no Grupo G, depois de ter perdido em Madrid e averbado um empate sem golos na receção ao Austria Wien.
O duelo do Dragão marcará também um regresso da equipa russa a um palco conhecido. É que o Zenit já alinhou, esta época, para a Liga dos Campeões no palco azul e branco. Em agosto, o Paços de Ferreira serviu-se do estádio portista para realizar o seu jogo do playofffrente... ao Zenit. O resultado acabou por sorrir à equipa de São Petersburgo, que venceu por 1x4, com Roman Shirokov a marcar um hat-trick.
Em Portugal, Zenit só venceu Paços de Ferreira
Mas a vitória frente aos castores foi a exceção à regra, para já. Os números do Zenit em Portugal não são abonatórios para a turma que alinha no estádio Petrovsky. A equipa russa conseguiu (apenas) o seu primeiro triunfo em território português frente ao Paços de Ferreira. A esta vitória, pode ainda juntar-se um empate frente ao FC Porto, há dois anos, e o resto são duas derrotas.
Neto, Witsel, Danny e Hulk regressam a Portugal ©Catarina Morais
Este será o terceiro duelo entre dragões e Zenit, depois de ambas as equipas terem estado juntas na fase de grupos da Champinsem 2011/12. Olhando para os dois confrontos anteriores, importa destacar que os portistas perderam por 3x1 na Rússia, e empataram sem golos, no Dragão, num jogo onde os campeões portugueses precisavam de vencer para rumar aos oitavos-de-final.
O regresso de Hulk ao estádio onde viveu momentos de glória
Nome incontornável na história recente do FC Porto é o de Hulk. OIncrível regressa a uma casa que foi sua durante quatro anos, entre 2008 e 2012, e onde conquistou três títulos de campeão nacional. Mas não foi tudo. O internacional brasileiro juntou ainda a conquista de uma Liga Europa, em 2010/11.
Além de Hulk, o Zenit vem a Portugal com três jogadores conhecidos da plateia nacional: Witsel, Danny e Luís Neto. O belga e os dois internacionais portugueses fazem parte das escolhas do técnico Luciano Spalletti e podem ser lançados no jogo.
Eis o onze provável do FC Porto
Depois do duelo com o Trofense para a Taça de Portugal, Paulo Fonseca deve devolver à titularidade vários jogadores que têm alinhado com maior frequência.

in "zerozero.pt"

Otamendi na mira do Zenit


Na véspera do duelo entre FC Porto e Zenit, para a Liga dos Campeões, a imprensa russa coloca Nicolas Otamendi na rota do clube de São Petersburgo.

Contratar um defesa-central em janeiro é uma das prioridades de Luciano Spaletti, tendo o clube disponibilizado 20 milhões de euros para satisfazer as pretensões do treinador italiano que tem, entre outros, referenciado o internacional argentino do FC Porto, segundo noticia o jornalIzvestia.

Abre-se uma nova porta para o futuro de Otamendi, que tem sido apontado aos campeonato espanhol (Barcelona e Atlético Madrid), italiano (AC Milan e Nápoles) e inglês (Chelsea e Arsenal).


in "abola.pt"

Final da Liga Europa? «Torcemos pelo Chelsea» - Danilo


O lateral-direito do FC Porto reconhece que ficou satisfeito por ver o Benfica perder com o Chelsea no final da Liga Europa na temporada passada.


«Como adversário, fiquei contente sim. É uma coisa de rival, e nós torcemos pelo Chelsea. Foi uma desconcentração grande da defesa do Benfica nos minutos finais, que com o FC Porto dificilmente aconteceria, até pela raça das pessoas daqui e da exigência que temos», disse em entrevista ao Globosporte, lembrando que o Benfica foi precisamente um dos clubes interessados em contratá-lo quando ainda representava o Santos:


«Alguns clubes italianos também apresentaram propostas e o salário que ofereciam era mais alto mas a oferta do FC Porto ao Santos foi superior. Na altura, tinha 19 anos e acreditei no projeto do FC Porto, um clube que forma jogadores. Ainda queria aprender e também queria vencer títulos. Acho que foi a escolha certa.»


E foi no Dragão que evoluiu como jogador: «Os laterais brasileiros têm características ofensivas e não se preocupam muito com a defesa. Não só no FC Porto, mas na Europa em geral, o rigor tático é muito grande, e nós, brasileiros, sentimos algumas dificuldades porque pressionamos pouco, damos muito espaço. No começo, custa muito a adaptação a este estilo. Hoje, ao fim de quase dois anos, posso dizer que sou um lateral muito melhor do que quando cheguei. Sou mais rigoroso para defender e mais inteligente taticamente.»


Pressão no FC Porto é maior


Questionado onde a pressão dos adeptos é maior, se no FC Porto, se no Santos, Danilo atirou: «É diferente. Em Portugal tem só dois, três clubes grandes: Benfica, FC Porto e Sporting, e sobretudo FC Porto e Benfica, por isso, a exigência é maior. No FC Porto, é obrigatório vencer sempre. No Santos tínhamos outros adversários, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, que dividiam um pouco dessa pressão.»

«Campeonato inglês é um sonho» - Danilo

O lateral do FC Porto reconhece que gostaria de seguir os passos do ídolo Gilberto Silva, que representou muitos anos no Arsenal, e jogar um dia no campeonato inglês.

«É um sonho. Um futebol rápido, de muito passe e rigor tático. Mas ainda quero evoluir um pouco mais antes de dar esse passo», disse em entrevista ao Globosporte, assegurando que, para já, deixar o Dragão não é uma preocupação: «Vou entrar na terceira temporada, ainda tenho 22 anos e estou feliz aqui. Ainda posso ganhar mais uns dois campeonatos pelo FC Porto, fazer uma história legal para depois, sim, pensar em sair. Para já, não é a minha preocupação.»

Danilo reconhece que foi difícil superar a saída de Hulk mas recorda que «não há jogadores insubstituíveis». «Foi difícil, mas a equipa tem de se habituar e procurar outras formas de superar as saídas. Se antes tínhamos o Hulk na força, após a sua saída, procurámos um jogo mais técnico, de posse de bola. Outros jogadores de muita qualidade assumiram essa responsabilidade. Foi o caso do James Rodriguez (agora no Mónaco), que é um excelente jogador, um dos melhores. Eu tinha o prazer de correr para lhe passar a bola, porque sabia que ele ia resolver. O FC Porto também é um clube que compra muito bem, descobre talentos que mais ninguém vê.»

Bernard? «O futebol ucraniano tem muito dinheiro» - Danilo

O lateral do FC Porto falou sobre a saída de Bernard, um dos alvos dos dragões durante o verão que optou por deixar o Atlético Mineiro para rumar ao Shakhtar Donetsk. 

«O que aconteceu? Não sei dizer concretamente. Hoje em dia, é difícil competir financeiramente com os clubes da Europa de Leste. O futebol ucraniano tem muito dinheiro atualmente. Se fosse só pelo projeto e visibilidade, acho que o Bernard teria escolhido o FC Porto. Conversámos algumas vezes e ele estava com vontade de jogar aqui, mas é difícil concorrer com o mercado de lá. Eles têm muito dinheiro e isso seduz o jogador a apostar no clube», disse Danilo em entrevista ao Globoesporte.
in "abola.pt"

Apoio do meio-campo depende da estratégia

DEFOUR E HERRERA ESGRIMEM ARGUMENTOS

Paulo Fonseca não levantou o pano sobre a opção que tomará acerca do nome que vai acompanhar Fernando e Lucho no meio-campo. A discussão pelo posto mais concorrido do onze estará em aberto até ao momento em que for conhecido o onze escolhido pelo técnico, mas dois jogadores estão claramente no topo das prioridades: Defour e Herrera.

O belga e o mexicano partilham a mesma posição no terreno, mas as suas características são distintas. E são precisamente estas que prometem fazer a diferença na escolha de Fonseca, que na última jornada do campeonato, em Arouca, mostrou já contar com Herrera para o lote de titulares.

A escolha técnica dependerá da estratégia com que os dragões vão entrar em campo diante dos russos e, como esta deverá passar pelo domínio consolidado do jogo ao nível do meio-campo, Defour, um médio entrosado com os colegas, levará vantagem. Recorde-se, contudo, que frente ao Arouca, Herrera foi o escolhido para o onze e o treinador garantiu ontem que a paragem dos campeonatos “foi proveitosa. Os defesas e médios titulares nesse jogo ficaram connosco e evoluíram a muitos níveis”.

in "recorrd.pt"

Zénite da afirmação

GRANDE CONCENTRAÇÃO É ASPETO FUNDAMENTAL

O FC Porto tem hoje um jogo determinante para a sua afirmação, esta época, na Liga dos Campeões. Paulo Fonseca tem todos os seus jogadores disponíveis para este duro combate com o Zenit, o que é uma ótima notícia, exceção feita a Izmailov que, hoje em dia, pouco ou nada conta.

Colocando os pratos na balança, facilmente se chega à conclusão de que, para o campeão português, uma vitória seria um passo decidido rumo à fase seguinte, pois deixaria desde logo para trás o seu adversário direto, que, nesse caso, ficaria a 5 pontos, o que é muito neste tipo de competição tão curta; se, pelo contrário, o vice-campeão russo somar os três pontos, então igualará pontualmente o seu adversário de hoje, tendo ainda a vantagem de o vir a receber, no seu estádio. O empate será mais gravoso para o FC Porto do que para o Zenit, pois a desvantagem de dois pontos com que os russos ficariam poderá ser emendada em breve.

Para que todas estas as contas percam valor, o que se exige ao tricampeão nacional é que adote uma posição ganhadora. Os jogadores devem pensar apenas na vitória e sobretudo em obtê-la jogando melhor do que os russos. Para que esse objetivo seja conseguido, torna-se indispensável que a equipa atue durante os 90 minutos com grande concentração, o que não aconteceu, por exemplo, com o Atlético Madrid. Mais, quando os jogadores do FC Porto não tiverem a bola devem pressionar o tempo todo e em todo o campo. O que pressupõe mentalização e preparação específicas, que não se tem visto – aliás o que se tem verificado é que a equipa não aguenta mais de uma hora com um ritmo alto e intenso. Pode ser que esta paragem competitiva tenha servido para que alguns jogadores tenham reforçado os seus índices físicos.

À partida, nem tudo tem corrido de feição, é certo, para o lado do dragão, mas também se sabe que, nestes jogos de alta pressão, os seus jogadores conseguem ter uma resposta à altura e na proporção dos grandes acontecimentos. Desta vez, é o Zenit, uma equipa que soma soluções, sobretudo no meio-campo e ataque, dirigida por um treinador esperto e formada por jogadores de alto nível, que, por esta altura, ainda não conseguiram ter a regularidade esperada, estando um pouco à imagem do FC Porto, quer dizer, capaz de exibições com altos e baixos.

MUITO PROVÁVEL

» O FC Porto assumirá a iniciativa do jogo e saberá pressionar o adversário, pois sabe que uma vitória o colocará praticamente nos oitavos-de-final

» Um jogo com golos pois as duas equipas privilegiam o futebol de ataque; a qualidade ofensiva é altíssima e dos dois lados

POUCO PROVÁVEL

» O campeão português ser surpreendido pela falta de concentração, como a que se verificou com o At. Madrid

» O profissionalismo de Hulk não o condicionará e assim sendo as suas emoções não vão entrar em campo

in "record.,pt"

De herói a descartado, Kelvin pensa em sair do Porto e voltar ao Brasil

Revelado pelo Paraná e autor do gol decisivo da conquista do bicampeonato português, meia-atacante brasileiro luta para reconquistar espaço nos Dragões


Revelado pelo Paraná e autor do gol decisivo da conquista do bicampeonato português, meia-atacante brasileiro luta para reconquistar espaço nos Dragões


O brasileiro agora defende a equipe B e foi convocado apenas duas vezes pelo treinador Paulo Fonseca para defender o time principal na atual temporada. O jogador recebeu o Globoesporte.com em sua casa em Gaia e foi realista sobre o momento difícil que atravessa em Portugal.
- Tudo o que eu fiz no passado pelo clube vai ficar para sempre na minha memória. Foi um momento bom para o Porto e para mim. Agora, tudo isso passou, chegou um novo treinador, novos jogadores, e o técnico me disse que está optando por levar outros que atuam em várias posições e considera mais polivalentes - disse Kelvin, explicando a situação atual.
Kelvin e a mãe Maria Lucia Oliveira (Foto: Claudia Garcia)Kelvin e os quadros com fotos suas em ação pelo Porto: esperança em dias melhores (Foto: Claudia Garcia)
Com um moicano na cabeça, fruto de uma aposta com um amigo, e um relógio de brilhantes dourados no pulso, o meia-atacante do Porto ostenta um estilo extravagante e faz questão de o demonstrar. Porém, na entrevista, Kelvin aparenta totalmente o contrário. O curitibano esbanja simplicidade e deixa transparecer alguma surpresa pelo retrocesso na carreira. Na atual temporada, entrou apenas no fim de duas partidas do time principal. Uma situação que pode levar o jovem jogador a mudar de clube em breve.
Não quero ficar esquecido, quero jogar. Se não for o caso, eu prefiro, sim, ser emprestado e jogar em outro clube
Kelvin
 - Tudo o que estou passando agora, já vivi no ano passado. Já tive de lutar no ano anterior para poder jogar. Mas eu não quero ficar esquecido, quero jogar. Se não for o caso, eu prefiro, sim, ser emprestado e jogar em outro clube. Mas talvez as coisas ainda mudem até o final do ano. Eu vou continuar lutando. Por agora, estou focado no Porto - diz.
Sobre o clube que poderá defender caso seja emprestado pelo Porto, Kelvin não tem preferências, mas voltar ao Brasil para disputar a Séria A pela primeira vez faz parte dos seus planos.
- Para já, eu não tenho nada. Continuo focado no Porto. Sei que havia vários clubes de Portugal e da Europa interessados no meu empréstimo, mas agora não tem nada. Se a opção for sair, estou disposto a ouvir propostas de vários times. Para mim, seria um sonho disputar a Série A no Brasil. Nunca joguei a primeira divisão. Não que o Paraná não seja um grande clube, porque para mim é, mas gostaria de ter essa oportunidade - disse.
Kelvin e a mãe Maria Lucia Oliveira (Foto: Claudia Garcia)Kelvin e a mãe Maria Lucia Oliveira ao fundo: estilo moicano fruto de aposta (Foto: Claudia Garcia)
Da primeira divisão brasileira, Kelvin não torce por nenhum time, mas diz "acompanhar todos". Na Europa, o jovem jogador tem admiração pelo Milan, de Robinho, que é o seu ídolo de infância.
- É meu grande ídolo. Desde que ele deu aquelas pedaladas no Rogério, nunca mais deixei de seguir a carreira do Robinho. Foi um momento muito importante para mim. É o meu jogador preferido - afirmou Kelvin, lembrando-se do drible do santista no lateral corintiano na final do Campeonato Brasileiro de 2002.
Kelvin lamenta nunca ter conhecido o ídolo de infância e gostaria de um dia jogar com ou contra Robinho. Porém, nesta temporada será praticamente impossível os dois se cruzarem, já que o jogador do Porto nem sequer foi inscrito pelo clube luso na Liga dos Campeões, torneio em que o Milan ainda pode enfrentar o seu time caso ambos passem da fase de grupos.
Atualmente, o brasileiro treina todos os dias com os companheiros no time principal. Quando não é relacionado, defende a equipe B na segunda divisão portuguesa. Para o meia-atacante, são fins de semana para esquecer.
Na segunda divisão, há mais porrada, o estilo de jogo é diferente, com mais lançamentos. No time principal, jogamos com a bola mais no chão. Não é que eu me sinta desmotivado para jogar, mas é diferente, e talvez eu não me inclua nessa diferença
Kelvin
- É muito diferente. Na segunda divisão, há mais porrada, o estilo de jogo é diferente, com mais lançamentos. No time principal, jogamos com a bola mais no chão. Não é que eu me sinta desmotivado para jogar, mas é diferente, e talvez eu não me inclua nessa diferença. Até porque eu treino com a equipe A diariamente. Quando vou jogar pelo time B, eu não me encaixo no jogo deles - lamentou.
As dificuldades que está sentindo no time B levaram Kelvin a desabafar com o treinador Paulo Fonseca, que tem preferido apostar em outros meias, como Josué, Varela ou Quintero. O curitibano diz ter entendido a mensagem do técnico e escutou conselhos de alguns companheiros. Até de Hulk, com quem mantém uma grande amizade.
- Conversei com a minha equipe técnica, eles sabem que estou treinando bem. Eles me pediram para continuar a lutar. Todos os meus companheiros me dão muita força, o Hulk também conversa comigo e me diz para ter paciência. O treinador também me explicou que vou ter de passar por isso, mas ele sabe que eu quero jogar. Já disse que conte comigo, porque eu quero ajudar.
Em vários momentos da entrevista, Kelvin repetiu que o gol histórico que fez no Benfica faz parte do passado, mas o brasileiro ainda se emociona ao reviver o momento. E é nesse pensamento que busca forças para superar as dificuldades.
- O momento do gol não faz parte do presente. Não podemos viver do passado. Mas eu nunca vou esquecer, e isso me ajuda e me dá confiança, porque eu nunca vou desistir dos meus sonhos - disse.

in "globoesport.br"